Últimas indefectivações

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Bom para 'acordar' jogadores, técnicos, dirigentes e adeptos...!!!

Sheffield Wednesday 1 - 0 Benfica


O Benfica escolheu bem os adversários esta época!!! A atitude dos nossos oponentes tem sido sempre de jogos 'a sério' (mesmo o Derby County com 24h de descanso...), hoje, reforçada, com vários jogadores portugueses e um treinador português no outro lado...!!!
(e os apitadeiros também foram bem escolhidos: aquela varridela ao Mitro foi 'engraçada'...!!!)

A 1.ª parte foi complicada, tivemos dificuldade em ultrapassar a barreira do meio-campo adversário... na 2.ª parte, com o passar do tempo e as nossas substituições fomos empurrando os Ingleses para trás, mas depois faltou os 'furadouros' do Nelsinho, do Cervi.... que já tinham sido substituídos!!!

Também me pareceu que a equipa estava 'cansada', a carga física nos treinos deve ter sido elevada, mas mesmo assim notou-se alguns problemas:
- a posição '8' (nada de novo...), a utilização em simultâneo do Fejsa e do Celis não resultou, tal como o ano passado a dupla Fejsa/Samaris também não resultou!!!!
- as ausências do Jonas e do Raul continuam a fazer-se notar... só o Guedes tem estado em bom nível naquelas posições!
- temos muitos extremos, mas até agora nenhum está em 'grande' forma... sendo que o Pizzi mistura o bom com o mau... Espero que o Zivkovic não tenha feito um entorse grave!
- Carrillo muito preso... e a jogar na esquerda não ajudou!
- e termino com Luisão! Este jogo, voltou a confirmar a minha opinião: neste momento não tem velocidade e mobilidade para ser titular do Benfica!

O objectivo principal nesta pré-época é a Supertaça. Creio que o plantel estará mais definido no jogo com o Torino, neste momento não vale a pena dar minutos a jogadores que muito provavelmente não vão fazer parte dos planos...

No Benfica a expressão do 8 ao 80 aplica-se muitas vezes, e as reacções à vitória na Algarve Cup em contraponto com as derrotas pesadas dos Lagartos, já estava a contagiar alguma da conversa de café... Que este resultado, seja suficiente, para focar os adeptos e a equipa, no futuro próximo...
Aliás, na minha opinião, o sucesso nesta temporada, mais do que as questões tácticas, técnicas ou de contratações/vendas, depende quase em exclusivo da nossa capacidade motivacional... o ano passado fomos 'picados' o ano todo, é essencial conseguirmos encontrar estímulos, para 'empurrar' a equipa para o Tetra!!!

Expressões da bola

"Esta semana de defeso é propícia a divagar sobre pormenores à volta do futebol. Hoje e amanhã vou falar de aspectos linguísticos.
Começo pelos «golos de bola parada», uma tão curiosa expressão, como paradoxal síntese. Mais correcto seria falar de uma bola parada para golo. Porque este pressupõe bola corrida ainda que possa parar no fundo da baliza.
Outra expressão interessante é ter posse de bola. Ora o verbo ter pressupõe a sua posse. Pelo que dizer-se que «a equipa tem muita posse de bola» é um pleonasmo entre o ter bola e possuí-la.
«Troca por troca» é muito habitual dizer-se quando o treinador substitui um jogador por outro para a mesma posição. No entanto, a troca é só uma, entre o que sai e o que entra. Ou, serão mesmo duas, em versão de análise combinatória de permutações (o que sai pelo que entre e o que entra pelo que saí)?
«Marcação homem a homem» por oposição à chamada marcação à zona, talvez devesse adaptar-se aos tempos de hoje em que o futebol feminino ganha alguma notoriedade. Imagino um relato de um jogo de mulheres com uma «marcação homem a homem» e a consequente fúria da chamada «militância de género». Diz-se «entrar no jogo com o pé direito» quando o jogador tem uma jogada assinalável ou marca um golo. E se o homem é canhoto, não se deveria antes dizer «entrar com o pé esquerdo»?
Termino com a famosa táctica do «losango invertido». Ora um losango é um quadrilátero equilátero com quatro ângulos não rectos, sendo os opostos iguais. Como se inverte um losango? Ficando exactamente na mesma! A não ser que se trate de um «losango deitado» com uma rotação de 90º e não uma inversão de 180º."

Bagão Félix, in A Bola

O enterro das lágrimas de Eusébio

"A vitória em França pôs ponto final a 50 anos de ses, quases, lágrimas, suspiros, brilharetes e vitórias morais. Com a geração capiteneada por Cristiano festejamos finalmente a sério.

Ainda o Europeu e este Julho do nosso contentamento desportivo. Não se sabe se Fernando Santos vai continuar na Selecção: há ofertas chorudas no horizonte e o engenheiro estará a pesar os prós e os contras de ficar e tentar dar seguimento à obra (sabendo que é muito difícil fazer igual...) ou partir sem correr risco de chamuscar a fabulosa folha de serviços (título europeu e 14 jogos oficiais sem derrota!). Se Fernando Santos for embora, o seu sucessor (quem? não é fácil, mas... André Villas Boas e Marco Silva estão inactivos) herda o fardo pesadíssimo de uma Selecção campeã que, em França, pôs ponto final a 50 anos de ses, quases, ais, lágrimas, suspiros, brilharetes e vitórias morais; uma Selecção que silenciou definitivamente o fadinho que este País anda a soluçar desde as lágrimas de Eusébio no Mundial de 1966. O fadinho dos azares. Das desculpas. Das atenuantes. Do que podia ter sido. Das vitórias morais. O fadinho dos ais, tantos ais: a meia-final que não devia ter sido no estádio de Wembley em 1966; o tíro cruel de Platini em 1984; a palhaçada de Saltillo em 1986; o chapéu de Poborsky em 1996; a mão de Abel Xavier em 2000; o soco de João Viera Pinto em 2002; a cabeça de Charisteas em 2004; o penalty de Ricardo Carvalho em 2006; o empurrão de Ballack em 2008; o fora-de-jogo de David Villa em 20010; o penalty na trave de Bruno Alves em 2012; a expulsão de Pepe em 2014.
É quase difícil imaginar o rescaldo de uma campanha da Selecção sem desculpas, sem atenuantes, sem ais. Neste aspecto, o engenheiro virou a narrativa do avesso. Chegou lá, disse ao que ia e ganhou. Ponto. E, ganhando, deu-nos cabo das carpideiras, das queixas e das lamúrias. Das lágrimas e dos suspiros. Deu-nos cabo da possibilidade de choramingarmos a preceito uma derrota imerecida, uma arbitragem suspeita, uma eliminação injusta. Pois se ele nem um jogo perdeu! Nada, zero. É evidente que podemos continuar a queixar-nos dos três penalties gamados, do penalty de Cristiano ao poste, da maneira como Payet arrumou o nosso capitão na final. Sim, mas que adianta isso? Ganhámos!
O engenheiro foi frontalmente contra o histórico e a essência da Selecção Nacional. Disse que ia para ganhar e ganhou. Ao descaradamento de ter sorte pelo seu lado, a sorte que nos virava sempre as costas - s-e-m-p-r-e ! -, o engenheiro juntou outros desplantes: ganhou sem a tradicional nota artística tão de agrado dos portugueses, competiu com cinismo italiano, sobriedade alemã, espírito de luta britânico e disciplina prussiana; e, como se não bastasse, ainda se deu ao luxo de ganhar a final à França em França sem precisar de Cristiano. Tudo isto, reconheça-se, faz uma confusão enorme. É uma história demasiado objectiva, demasiado simples, demasiado linear. Ganhámos! E todos os ses, quases, lágrimas, suspiros, brilharetes e vitórias morais são atirados para o caixote do lixo das inutilidades. Que sensação tão estranha. Não precisamos de arranjar desculpas, de encontrar culpados, apontar vilões.
Podemos viver sem isso? Saberemos viver sem isso? Conseguiremos adaptarmo-nos a esta nova situação de não termos nada que lamuriar, lamentar, desculpar? É que somos campeões, só podemos olhar para baixo, acima de nós não há nada! Como disse sem floreados um amigo meu das Beiras: «Em 1966 Eusébio chorou depois de levarmos na tromba da Inglaterra. Exactamente 50 anos depois, Cristiano chorou e depois demos na tromba à França.» Com a geração de Eusébio ganhámos zero (por muito que isso incomode o magriço António Simões) com as seguintes continuámos a chorar vitórias morais, algumas delas estupendas a carpir. Com a geração capiteneada por Cristiano festejamos finalmente uma vitória a sério. No dia 10 de Julho de 2016, no relvado do Stade de France, as lágrimas vencedoras de Cristiano enterraram para sempre as lágrimas de Eusébio. Sem mais. Nem ais. Já era tempo!
(...)"

André Pipa, in A Bola

PS: O Pipa não resistiu!!! Depois de concluir que a estratégia de Fernando Santos foi fundamental para conseguirmos a vitória no Europeu, teve mandar a boca ao Eusébio através do Simões, insinuando que foi a arte de capitanear do Cristiano que fez de Portugal Campeão!
Ronaldo foi importante no jogo com a Hungria (houve jogos onde foi mesmo medíocre...) em todos os outros a equipa e o treinador, levaram Portugal à vitória final... mas os fazedores de Mitos já começaram a reescrever a História...!!!

Benfiquismo (CLXVII)

Pois é... esta eliminatória acabou com Moeda ao Ar !!!

terça-feira, 19 de julho de 2016

A soberba vitória do «Cavalo Negro»

"A entrada de Éder foi algo de criativo e audaz. Portugal tornou-se, finalmente, campeão da Europa. Sem o brilho cativante de outras selecções das quinas mas com perfeita consciência dos seus defeitos e das suas virtudes.

PARIS - Um céu escuro caiu sobre a cidade como se os portugueses tivessem levado consigo a alegria. Talvez chova mais daqui a pouco enquanto fazemos as malas para o regresso, mais de um mês depois de termos chegado à França de todas as esperanças.
Poucos acreditavam no sonho de Fernando Santos. Sobretudo de início, com as exibições tristonhas e mazombas de uma selecção que não foi além de três empates nos três jogos da fase de grupos, apurada por essa regra dos «melhores terceiros» que pela primeira vez viu luz num Campeonato da Europa. Convenhamos: também não havia muitas razões para crenças desembestadas. Era um Portugal de serviços mínimos, como depois também o foi sendo na fase não do mata-mata mas do empata-mata. Quanto ao seleccionador, manteve-se teimoso na sua filosofia - por ele empatava todos os jogos desde que os «pemalties» resolvessem o campeonato a seu favor.
Não foi preciso tanto.
No inicio desta Volta-a-França-sem-bicicletas, que começou em Marselha no dia 10 de Junho, falámos do «Cavalo Negro» que era a Selecção Nacional. O nome foi-lhe posto pelos jornalistas ingleses há precisamente vinte anos, quando uma jovem equipa portuguesa, com figuras como Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, João Pinto ou Fernando Couto, surgiu em Inglaterra para disputar a segunda fase final de Europeus da história do futebol lusitano.
Cavalo Negro; aquele que corre por fora e, no final, por um pescoço, bate os favoritos.
Portugal foi o «Cavalo Negro». Favoritíssima na final, a vaidosa França, cujos arautos anunciavam amanhãs que cantam, tendo como certa a conquista da Taça Henri Delaunay, no seu próprio Estádio de França, contra o «Petit Portugal», teve de dobrar a cerviz perante a coragem, a firmeza e a dignidade de um conjunto que, ainda por cima, se viu privado do seu capitão quase mal o jogo começara. Um assassínio a sangue-frio perpetrado por Payet, apesar de todo o branqueamento que lhe foi feitos nos dias que se seguiram.

Lutar contra o Destino
Órfão da sua figura número um, a selecção portuguesa redobrou a coragem e a vontade de lutar contra o Destino que lhe mandava perder todos os jogos decisivos contra a França. Vingança? Também se pode chamar-lhe assim. E um saldar de contas que trazia consigo três meias-finais perdidas em grandes competições.
Euro-84, Euro-2000 e Mundial-2006.
Esta vitória no próprio terreno do seu principal verdugo valeu pelas derrotas todas. Porque foi profundamente doloroso para os gauleses que ainda devem estar para saber como é que o céu lhes caiu em cima da cabeça, logo a eles que se julgam irredutíveis.
Aceite-se: houve momentos de descrédito. A qualidade do futebol da Selecção Nacional não justificava nem esperanças nem ambições. E reconheça-se: Fernando Santos manteve-se firme à sua ideologia - não é fácil vencer Portugal! Não foi. Tanto não foi que ninguém o venceu. Atirem-se agora para trás das costas as dúvidas e as incongruências. A construção e reconstrução de uma equipa titular que pareceu sempre um «work in progress», tantas as alterações, tantas as mudanças, de jogo para jogo, de posição para posição.
A verdade é que Portugal foi uma selecção de coragem e de alma. Impôs-se perante os seus obstáculos e levou a melhor sobre as suas deficiências. Conseguir entender que virtudes e defeitos tinha foi um acto de inteligência. Tirar proveito de umas e esconder as outras foi arte.
«Nem todos os que regressam a casa são vencedores, mas não há vencedor que não regresse a casa», escreveu uma vez Bertolt Brecht. Os vencedores regressaram a casa para festejar o seu triunfo. Cada um deles teve o seu lugar na importância inequívoca do momento especial que faz alegre o pais triste.
Depois de todas as palavras, de todas as frases, de todos os parágrafos, que ninguém diga que a vitória lusitana não foi justa. Pode não ter sido aquele brilho cintilante de outras equipas com os mesmos cinco escudos azuis ao peito da camisola, mas foi uma equipa invencível. Sobretudo na forma como sempre se dispôs a derrotar o Destino e a fazer com que a sorte escolhesse bater-se a leu lado, ao lado dos corajosos e audazes.
Nada de mais audaz do que entrada de Éder na final em Saint-Denis. Nada de mais criativo, de mais definitivo.
A Torre Eiffel manteve-se às escuras ao longo da madrugada de domingo. Faltou luz na Cidade-luz.
Um cometa vermelho e verde surgiu e rasgou o céu. Como um presságio. Ou como um mensagem de boa nova."

Afonso de Melo, in O Benfica

Roland, o fotógrafo que virou conferencista

"Em Agosto de 1977, o Benfica participava na 6.ª edição do Torneio Ciudad de Sevilla. Mas nem tudo correu como esperado.

'Logo pela manhã' no dia 22 e ainda antes de a equipa partir para Sevilha, os enviados especiais Roland Oliveira e Luís Fernandes (do jornal O Benfica), Carlos Jorge de Oliveira (do jornal Mundo Desportivo) e o sócio José Andrade seguiram de carro. A viagem foi 'agradável', feita em velocidade moderada e em ameno convívio', sendo o Benfica tema central de conversa. Chegaram às 17 horas locais e, depois de receber as credenciais, rumaram para o hotel onde ficaria alojada a comitiva benfiquista.
Às 21 horas estava marcada a conferência da imprensa. À hora agendada, as comitivas do Vasas de Budapeste, do Bétis de Sevilha e do Sevilha FC já se encontravam no local. Mas onde estava a equipa do Benfica? A fim de solucionar essa falta, o organizador da prova, Fernando Turqual, pediu a Roland Olivieira que ocupasse o lugar de representante do Benfica, para responder às questões que fossem colocadas.
Nesta situação, o fotógrafo não soube como recusar o convite e explicou que a equipa ter-se-ia possivelmente atrasado devido ao treino matinal. De seguida, os jornalistas perguntaram qual seria a formação do Benfica para o primeiro jogo, ao que Roland respondeu: 'O Benfica tem neste momento uma equipa muito jovem, que está a lançar-se de novo na alta-roda europeia e que tem um magnífico treinador o inglês Mortimore. No que diz respeito a adiantar uma possível formação do Benfica para o próximo jogo, pois o não posso fazer porque não sou o treinador do Benfica. Deverá ser Mortimore a indicar-vos quais os atletas que irão disputar a primeira partida'.
A equipa chegou ao hotel perto das 23 horas e, devido à viagem longa, já se encontravam recolhidos nos seus quartos quando a conferência de imprensa terminou. A participação do Benfica neste torneio não foi fulgurante, mas ficou para a história a simplicidade de Roland, sempre disposto a acompanhar e a apoiar o clube do seu coração.
Poderá conhecer o trabalho de Roland Oliveira na exposição com o seu nome, até 15 de Outubro na Rua do Jardim do Regedor, em Lisboa."

Débora Cardoso, in O Benfica

A subjectividade na arbitragem

"1. um axioma da autoria de Sócrates, filósofo grego da Grécia antiga, que por mais milénios que passem e a ciência progrida, nunca deixará de ser imperiosamente actual: «Quanto mais sei, mais sei que nada sei». Vem isto a propósito da intempestiva entrada de Payet sobre Cristiano Ronaldo no jogo da final do Euro. É natural que, depois de ter visto a falta em slow motion, tenha formado o meu juízo, muito diferente aliás daquele expendido aqui n'A Bola pelo especialista e ex-árbitro internacional Duarte Gomes, que absolveu Clattenburg. Esta divergência levou-me a procurar sufrágio em jornais desportivos de Itália, Espanha e França e em todos encontrei conforto para a minha tese. A panóplia de pareceres é vasta e a conclusão unívoca: a falta foi feia e merecedora de cartão amarelo. Uns falam em «pancada voluntária», outros em «entrada dura, intimidatória e maldosa, cujo impacto levou o joelho da perna de apoio a ceder», outros finalmente em «desprezo pela tutela física do jogador que, nestes casos, tem de ser prioritária».

2. O prazo para a apresentação de candidaturas à presidência da UEFA (gerida interinamente pelo grego Theodoridis) está prestes a encerrar e para já existem apenas dois candidatos: o holandês Van Praag, 68 anos, e o desconhecido e temido esloveno Ceferin, 48, que nas sondagens está muito à frente. O espanhol Angel Villar, eterno membro do comité de executivo e tutor da arbitragem, também seria hipótese se o holandês se afastasse da corrida. No meio do caos provocado pela ausência simultânea de Platini e Infantino, agora na FIFA, há dois problemas sérios a resolver: a mudança estrutural da Champions League a partir de 2018, reclamada pelos tubarões europeus; e a abolição do fair-play financeiro reivindicada pelos investidors estrangeiros, que não aceitam o espartilho desse e de outros vínculos à UEFA."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

PS: Duarte Gomes voltou hoje à carga com uma 'extraordinária' crónica, onde defende que os erros não-deliberados dos árbitros, não colocam em causa a verdade desportiva!!! Pois são equivalentes, aos golos falhados ou às substituições mal feitas!!!!!
Esta gente não se enxerga mesmo...!!!
Os árbitros há muito, querem transmitir a ideia, que são agentes desportivos, iguais aos jogadores e aos treinadores, e portanto também podem errar...
O que eles se esquecem é que quando o Futebol nasceu, existia jogadores e treinadores, e só muito mais tarde é que inventaram a 'figura' do árbitro!!!! A função do árbitro é cumprir as Leis do jogo, e ser neutro no resultado, se os erros são deliberados ou não, isso é irrelevante para a discussão da verdade desportiva.

O malandro é Ronaldo

"Collina protege o estatuto do árbitro inglês Mark Clattenburg, salvaguardando a imagem de Payet e... agradou à Federação francesa.

Não sei se por influência de figura com o necessário relevo na UEFA ou se por livre iniciativa, em qualquer dos casos, porém, um mês depois do facto consumado, o senhor Pierluigi Collina, chefe da arbitragem europeia, veio a público emitir opinião sobre o lance que envolveu o francês Dimitri Payet e o português na final do Euro-2016 e que, antes do décimo minuto, arrumou o nosso capitão.
Entende Collina, apoiado na sua sólida experiência, que, na verdade, existiu uma situação de joelho contra joelho, em consequência de entrada faltosa de Payet, mas sem querer magoar Ronaldo, como afirmou em entrevista ao jornal italiano Gazzeta dello Sport. Prova de que ao resolver referir-se ao assunto já fora de horas constitui sinal inequívoco de que o mesmo não ficou devidamente esclarecido.
A única certeza é a de Ronaldo ter sido excluído do jogo em que ele mais desejaria participar devido a intervenção rude de um opositor, o qual nem sequer admoestado foi, embora neste pormenor, como mandam as regras da diplomacia, Collina tenha driblado a questão e suscitado dúvidas sobre a pertinência de eventual cartão amarelo. Tratou-se de um episódio infeliz, assim o classificou. Não precisava, no entanto, de engendrar observação tão vazia. No essencial, apenas confirmou o que viram os muitos milhões de espectadores que seguiram o jogo pela televisão em todo o mundo.
Não havendo a intenção de colocar o rótulo de indesejável ao futebolista francês tudo isto parece folclore de verão, para entreter. O problema central é outro e desse Collina passou ao lado: tem a ver com a estratégia adoptada pelo seleccionador gaulês, ou o caminho mais seguro para atingir o objectivo pretendido.
Será um caso absolutamente normal em futebol, mas em nada alivia a estranheza pela coincidência de tudo ter ocorrido no dealbar do encontro, ainda na fase de estudo, de aquecimento de motores. O actor principal foi Payet, como poderia ter sido outro qualquer, derivado da lesão no joelho esquerdo de Ronaldo ter sido, seguramente, tema abordado nas conversas preparatórias que Deschamps e colaboradores tiveram com os seus jogadores. De certeza que não houve instruções no sentido de acontecer o que aconteceu, mas acredito que foi aflorada e promovida a sugestão de uma primeira/segunda entrada para lhe provocar dor e inibir o seu rendimento, já o escrevi, e sublinho.
Creio, por isso, que, levado pela mesma suspeita, Collina protegeu o estatuto do árbitro inglês Mark Clattenburg, salvaguardou a imagem de Payet e... agradou à Federação francesa. A saúde da sua carreira de dirigente na UEFA recomenda ser simpático com o lado mais forte. É tudo boa gente, mas quem se tramou foi Cristano Ronaldo, o único malandro...

O futebol detém esta imprevisibilidade incomparável: num dia está-se lá em baixo, no outro quase se chega ao céu. Foi este o trajecto de Éderzito, o seu nome, na Selecção: de peça a encaixar mal no mosaico de convocados a autor do golo que deu a Portugal o título de campeão da Europa.
Santiago Segurola chamou-lhe o «herói imprevisto», eu considero que se tratou de um lance que não se adivinha, simplesmente sucede: decide títulos e arruína ou glorifica a carreira de um jogador - a luta com Koscielny, a destreza como se libertou dele e o remate de pé direito, ainda fora da área, ao jeito talvez de Berkamp, em que a bola de aparência lenta transportava magia e traição na sua trajectória.
10 de Julho será sempre dia feriado para Éder. Deu-lhe a notoriedade que ainda não conquistara, amplificou-lhe a carreira. Ele, com uma simplicidade genuína, que lhe vem da alma, contou aos portugueses a sua história de vida, feita de sofrimento, dor, esperança e sucesso.
Aquele golo vai mudar, naturalmente, o seu percurso futebolístico. Vem nos livros, mas no resto, quanto ao que ficou para trás, jamais me apercebi de tratamento menos sério que de alguma maneira dê justificação ao despropositado desabafo de um director federativo quando, depois de reacção negativa por parte do público no particular com a Bélgica, pediu mais respeito, como se o conflito entre o assobio e o aplauso fosse entrave que futebolista que se preze não seja capaz de ultrapassar.
Éder foi capaz, e no futuro, como no passado, só tem de aceitar a crítica como ela se apresenta, ora bonita, ora feia. Porque, sejamos claros, igual legitimidade deve ser atribuída tanto aos jornalistas que alvitraram a opção por André Silva, como ao seleccionador que decidiu só utilizar Éder em treze minutos antes do jogo do golo que o elevou a herói nacional. É o futebol, como deve ser visto, no seu melhor."

Fernando Guerra, in A Bola

Júbilo e comendas

"Concordo que os sucessos desportivas de relevância internacional devem ser reconhecidos pelo Poder. As condecorações têm tal propósito. Um dos primeiros desportistas portugueses a ser condecorado terá sido o meu tio Olivério Serpa, capitão da Selecção de hóquei que pela primeira vez venceu um Mundial e Europeu, em 1947,  repetindo nos dois anos seguintes, e que foi internacional também em hóquei em campo e remo. Ao deixar a prática recebeu o Grau de Cavaleiro de Ordem de Cristo. A criação da Medalha de Mérito Desportivo destinada a reconhecer superiores feitos desportivos, que até então não tinham condecorações específica, terá sido inspirada por meu pai, Sidónio, da mesma equipa e que venceu quatro Mundiais e Europeus, ao ser-lhe atribuída no momento em que deixou de jogar, em 1951, reconhecendo o seu contributo. Posteriormente criaram-se diferentes graus desta condecoração e ambos receberam, a título póstumo, tal como a restante equipa, um nível mais elevado por ocasião do cinquentenário do Mundial de 1947.
O senhor Presidente da República decidiu atribuir à Selecção de futebol a Comenda da Ordem de Mérito, por ter sido campeã europeia. Logo o atletismo, legitimamente, reclamou igual tratamento. Outros vieram e virão. As condecorações valem pela sua excepcionalidade que premeia feitos de superior relevância para o País. Por haver distintos graus de impacto e significado, parece lógico haver também diferentes níveis de simbólico reconhecimento por parte da Nação, representada no Governo e Presidência, Critérios reguladores de atribuição do Mérito Desportivo e das Ordens, associados aos seus propósitos, porventura escalonariam a premiação e evitariam eventual inflação redutora do simbolismo.
Como afirma o Senhor Presidente, devemos viver o júbilo do sucesso. Não se deve é decidir sob a emoção do júbilo ou do desgosto. Arriscamos o Panteão esgotado com campeões e as comendas à venda na Feira da Ladra. E os políticos não devem agir como adeptos, ou com demagogia."

Sidónio Serpa, in A Bola

Benfiquismo (CLXVI)

Já que estamos numa de apertos de mão... com os Spurs !!!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Andebol 2016/17

Após uma época, onde a equipa voltou a orgulhar os adeptos, as responsabilidades aumentam!
A vitória na Taça de Portugal, e a presença nas Finais do Campeonato e da Taça Challenge, acabaram por ter um sabor de 'vitória', já que as expectativas eram baixas!!!

Normalmente, estes resultados, transportados para a nova época, dariam esperança de crescimento, e de mais vitórias... Mas infelizmente, isso não deverá acontecer:
- O primeiro factor, é a alteração do formato do Campeonato. Os play-off's acabaram, e vamos ter novamente um Campeonato com 2 fases... e isso, não nos beneficia.
- O segundo factor, é o investimento brutal dos nossos adversários. Os Corruptos continuam com um investimento alto (nada de novo)... e os Lagartos, aumentaram o investimento, para valores absurdos!!! Contratações sonantes, atrás de contratações sonantes...
- A Europa este ano também será muito mais complicada... a EHF Cup é outra louça!!!
O Benfica e o ABC vão ter muitas dificuldades em competir com os outros dois! Cuidado com o Madeira SAD que está a construir o plantel muito forte...

O nosso plantel sofreu poucas alterações, basicamente uma 'troca': Borrágan pelo Terzic... além da entrada do Vidrago e do David Pinto.
Julgo que ofensivamente o Terzic irá melhorar o nosso potencial, vamos ver qual será o seu desempenho defensivo. Creio que o Vidrago irá melhorar a eficácia nas Pontas, mas não será o 'salvador da pátria'!!!
O outro factor decisivo na nossa época, será o crescimento dos nossos jovens: Lima, Moreno, Davide têm que evoluir... o Ales tem que marcar mais golos, o Uelington tem que ser decisivo nos grandes jogos!
A condição física do Ronny também será fundamental...

Uma nota para o 'não aproveitamento' dos dispensados do Sporting: parece que existiam cláusulas anti-rival!!! Cláusulas que tal como no Futebol são ilegais... e numa modalidade como o Andebol ainda são mais imorais!!! Muito sinceramente, havendo interesse desportivo na contratação do Bruno Moreira (acho que ofensivamente é melhor que os nossos Pivot's) não percebo porque é que o Benfica, não avança para a contratação...

Guarda Redes
Nikola Mitrevski
Hugo Figueira
Gustavo Capdeville

Central
Tiago Pereira
Hugo Lima

Pivot
Paulo Moreno
Ales Silva
David Pinto

Lateral Esquerdo
Uelington da Silva
Elledy Semedo
Alexandre Cavalcanti

Lateral Direito
Stefan Terzic
Belone Moreira
João Ferreira

Ponta Esquerda
Fábio Vidrago
João Pais
Tiago Ferro

Ponta Direita
Davide Carvalho
Augusto Aranda

Benfiquismo (CLXV)

Esta foi nossa... Bicampeões !!!

Dias negros...!!!

domingo, 17 de julho de 2016

Hexa-Campeões !!!

O Benfica voltou a vencer o Campeonato Nacional de Atletismo ao Ar Livre, no sector Masculino. São 6 de seguida...!!!
Mesmo com muitas ausências, e com algumas marcas abaixo do normal, deu para ganhar confortavelmente... com 148 pontos
As meninas continuam longe, hoje, devido às ausências não participámos em todas as provas...!!! Temos vencido vários títulos na formação feminina, mas está a demorar transferir os títulos para os Seniores! Terminámos em 3.º com 113 pontos.

Masculinos:
100m - Arnaldo Abrantes - 3.º - 10.84 seg
110m barreiras - Rasul Dabó - 1.º - 14,48 seg
200m - Ricardo dos Santos - 5.º - 22,52 seg
400m - Ricardo dos Santos - 1.º - 48,10 seg
400m barreiras - Yuben Munary - 6.º - 59,01 seg
800m - Emanuel Rolim - 2.º - 1.54;89 min
1500m - Emanuel Rolim - 2.º - 4.09;50 min
3000m - Hélio Gomes - 2.º - 8.36;48 min
3000m obstáculos - Alberto Paulo - 3.º - 9.06; 86 min
5000m - Tiago Costa - 2.º - 14.28; 92 min
4x100m - Estafeta - 2.º - 41,09 seg
4x400m - Estafeta - 1.º - 3.15:60 min
Martelo -Vital da Silva - 1.º - 70,06 m
Disco - Jorge Grave - 1.º - 54,17 m
Peso - Tsanko Arnaudov - 1.º - 19,34 m
Dardo - Tiago Aperta - 1.º - 73,02 m
Comprimento - Bruno Costa - 1.º - 7,27 m
Triplo-Salto - Marcos Caldeira - 2.º - 15,65 m 
Vara - Diogo Ferreira - 1.º - 5,50 m
Altura - Paulo Conceição - 1.º - 1,99 m

Femininos:
100m - Cátia Santos - 2.ª - 12,32 seg
200m - Rivinilda Mentai - 2.º - 25,03 seg
400m - Rivinilda Mentai - 2.ª - 54,54 seg
400m barreiras - Nádia Gaspar - 3.ª - 1.03;06 min
800m - Dorothé Évora - 3.ª - 2.14:05 min
1500m - Silvana Dias - 6.ª - 4.58;55 min
3000m - Carla Salomé Rocha - 2.ª - 9.19;97 min
3000m Marcha - Mara Ribeiro - 2.ª - 13.42;56 min
4x100m - Estafeta - 2.ª - 46,48 seg
4x400m - Estafeta - 2.ª - 3.46;95 min
Martelo - Patrícia Penteado - 5.ª - 46,33 m
Disco - Juliana Pereira - 2.ª - 44,57m
Peso - Lacabela Quaresma - 3.ª - 12,99 m
Dardo - Sara Firmino - 4.ª - 33,69 m
Comprimento - Lacabela Quaresma - 3.ª - 5,78 m
Triplo-Salto - Susana Costa - 1.ª - 13,93 m
Vara - Cátia Pereira - 2.ª - 4,00 m
Altura - Rafaela Vitorino - 2.ª - 1,70 m

PS: Em Tiblisi, nos Europeus Juniores, depois da desilusão nos 100m barreiras (toque numa barreira...), a Marisa Vaz de Carvalho conquistou a medalha de Bronze no Salto em Comprimento, com 6,08m.

Momentos de glória

"E campeões fomos nós. Todos nós. Mesmo os que não acreditavam. Mas que não deixaram de natural e legitimamente comemorar.

1. No domingo passado vivi uma alegria imensa e intensa em Paris. Vivi momentos de glória! Abracei e chorei. Sim no momento do golo do Éder não consegui limpar as lágrimas que me correram pela face. E no instante do apito final do árbitro rejubilei como nunca. Dei um abraço apertado aos meus amigos de jornada parisiense - da Ana à Isabel, do Tomaz ao Joaquim, do Francisco ao Bruno - e partilhei cumprimentos efusivos com os portugueses e as portuguesas que estavam nas filas mais próximas. E olhei para o Fernando Gomes, para o Humberto Coelho, para o Tiago Craveiro, para o José Luís Arnaut e para o Hermínio Loureiro e acompanhei os seus olhares de intensa satisfação no momento imediatamente subsequente à entrega da Taça de Campeões da Europa a Cristiano Ronaldo, coma cumplicidade sentida de Fernando Santos. Tive, assim, o privilégio de participar, no Estádio, na festa portuguesa. E à saída um grande empresário português radicado em Paris, reconhecendo-me, disse-me com a voz embargada: «Senhor Doutor, estava à espera deste momento há cerca de cinquenta anos. Cheguei aqui sem nada e no espaço de um mês participei aqui no Dia de Portugal e tive o privilégio de viver este jogo único. Não avalia a importância deste momento. Para nós que quase nos sentíamos abandonados!» Percebi bem estas palavras. Em Marselha, no final do jogo contra a Polónia, senti a imensa vontade da equipa - de toda a estrutura da Selecção! - em chegar a Paris. E na capital francesa ao longo do dia de domingo senti uma emoção única. Um sentimento fraterno. Uma vontade de vencer aquele que se considerava, mesmo com um autocarro festivo preparado, como um vencedor antecipado. As capas dos jornais franceses antecipavam a festa à noite. A Torre emblemática iluminada com as cores da bandeira francesa. E as avenidas de todas as cidades inundadas de caravanas que exaltavam a França, a conquista de uma selecção que dominaria Portugal e quase que humilharia os liderados, e bem, por Fernando Santos e capitaneados, com orgulho, por Cristiano Ronaldo. E no dia imediato, na segunda feira, fui eu que fui à nossa Alameda saudar uma Selecção que recebeu, ao longo de quase cinco horas, um abraço único de milhares de portugueses e lisboetas.
E nesse instante foi um abraço que juntou os milhares de emigrantes que os acompanharam a tempo permanente em França e os milhões - os quinze milhões! - que, em diferentes partes deste mundo cada vez mais caótico, vibraram, como nunca, com este feito único do futebol português. E repito: feito único.
Mesmo que alguns, agora queiram comparar competições como se a expressão «europa» - e escrevo, de propósito, em letra pequena! - fosse similar ou equivalente em... todas as situações. Políticas ou sociais, financeiras ou mesmo desportivas!

2. Na madrugada do regresso de Paris e numa das poucas lojas abertas do aeroporto da capital francesa vi, e de imediato comprei, um livro com um título que me chamou a atenção: Arrogante como um francês em África. Tinha sentido a arrogância francesa ao longo do dia. À chegada ao principal aeroporto de França só um autocarro para transportar os passageiros portugueses do seu avião. E alguns ficaram, naturalmente, largos minutos à espera de vez dentro do avião. Nas entradas do Estádio uma superioridade assumida e inequívoca. Mas o livro, quase que devorado na viagem de regresso, ajudou-me a perceber a imensa «dor» que percorreu a França na noite do passado domingo. Já que uma imensa dor - esta sim sem aspas! - foi sentida, por todos nós, na noite do trágico e cobarde ataque terrorista em Nice. O livro ensina-nos que a última sala que se visita no Museu da Françafrique é a sala das «ocasiões perdidas». Foi o que aconteceu à França. E, em contraponto com aquele momento inspirador do Éder, foi, para nós, o instante da «ocasião conquistada». Conquistada por um grupo único e unido. Em que todos, na sua dimensão e na sua responsabilidade, foram responsáveis pelo momento mais grandioso do futebol português. E por uma das páginas de ouro do desporto português-
Mesmo que alguns, da literatura à política envergonhada, da sociologia estruturalista à psicologia evolutiva, não queiram compreender a dimensão da conquista e a importância desta vitória. Que é uma vitória de uma estrutura. De Fernando Santos e de Cristiano Ronaldo. De Fernando Gomes e de Pepe. De Tiago Craveiro e de Rui Patrício. De Humberto Gomes e de Renato Sanches. De João Vieira Pinto e de Raphael Guerreiro. De José Carlos Noronha e de Ricardo Quaresma. Das mãos milagrosas. Dos paladares singulares. Da segurança exemplar. Da comunicação responsável. Do marketing envolvente. Do protocolo eficaz. É uma vitória de todos. Mas também da fé do seleccionador, da força do capitão e da vontade dos jogadores. E daquela motivação e daquela inspiração - com muita transpiração - do Éder!

3. Permitam-me duas notas estatísticas. Cristiano Ronaldo foi o jogador mais rematador deste Europeu. Rematou 46 vezes. Mais remates do que metade - 12 - das selecções que participaram neste Europeu do nosso contentamento. E Portugal foi a Selecção que mais faltas sofreu. Foram noventa e quatro. Notas que também são dados. Que ajudam a perceber o que se fez e o que se sofreu. Mesmo que alguns gostem muito de falar da falta de nota artística. Mas esta, em regra, só conquista certa opinião. Escrita e falada. Não gera, a maior parte das vezes, campeões. E campeões fomos nós. Todos nós. Mesmo aqueles que não acreditavam. Mas que não deixaram de natural e legitimamente comemorar. E de se associar a este momento de glória.

4. Portugal, a partir de Oliveira de Azeméis, conquistou o Europeu de hóquei em patins. Aqui, dezoito anos depois. Outro momento de glória. Também com sofrimento frente a uma forte Itália. Em que as alegres bancadas, bem repletas, foram um verdadeiro suplemento de alma!
Aqui combinou-se uma vitória merecida com exibições de elevada nota artística. E todos, também todos, estão de parabéns. De Luís Sénica a João Rodrigues. De Reinaldo Ventura a Diogo Rafael. De Ângelo Girão a Hélder Nunes. De Ricardo Barreiros e Gonçalo Alves. De Nélson Filipe mais José Rafa Costa. E Henrique Magalhães. Onde há vontade de vencer há espírito de conquista. De paris a Oliveira de Azeméis são momentos de glória. Vividos e partilhados. Sentidos e merecidos. Bem merecidos."

Fernando Seara, in A Bola

Benfiquismo (CLXIV)

Uma daquelas que escapou: Intercontinental...!!!

sábado, 16 de julho de 2016

Algarve Cup 2016

Benfica 4 - 0 Derby County


Mais um bom treino, com bastante intensidade... e novamente contra uma equipa que tentou 'fechar', deu 'pau'... e mais uma vez, lá tivemos uma equipa arbitragem 'consistente' com o Tugão!!! Aquele fora-de-jogo ao Almeida é uma coisa de outro Mundo...!!!

O Nelsinho foi claramente o destaque de hoje, fez o jogo todo a grande velocidade, está de regresso o Nelsinho do início da época passada!!!
No 1.º tempo, destaco também o Horta e o Guedes... com o Fejsa a limpar tudo como de costume! O Cervi voltou a demonstrar qualidade...
No 2.º tempo, novas boas indicações do Benitez...creio que neste momento 'luta' com o Guedes pelo lugar de 4.º avançado do plantel (já li umas teorias, de uma possível adaptação a '8', mas não me parece...); o Salvio melhorou (na decisão...) e nota-se que está mais disponível fisicamente... Mas o 'brinde' da 2.ª parte, foi mesmo a entrada do Zivkovic: não engana, basta uns toques na bola e vê-se logo que é jogador! E mesmo fora da sua posição fez uma assistência...
A surpresa deste torneio, acabou por ser o Moçambicano Reinildo!!! Quem diria...!!!

Confirmo as indicações anteriores, o Benfica só precisa de mais um número 8, todas as outras posições estão preenchidas! Mesmo para o lugar de extremo-esquerdo, sem um extremo de raiz, deu para ver que Cervi e Zivkovic são soluções acima da média!!!
Temo que o Benfica, vá ficar à espera do final da janela de transferências, para 'apanhar' um 'dispensado' (talvez o Enzo...), preferia que isso não acontecesse!
Aliás este ano, tirando este 'problema' com o '8', nos primeiros jogos da pré-época temos todo o plantel praticamente definido, algo talvez inédito... nos últimos anos!!!
As grandes dores de cabeça do Rui Vitória vão ser as dispensas!!!
Antecipo empréstimos para o Fonte, o Jovic, e o Teixeira... o Talisca e o Carcela devem estar no 'mercado'... o Reinildo está entre a equipa B, ou um empréstimo a uma equipa da I Liga! O 'problema' Luisão, também deve ser resolvido...

Especulando, um plantel de 25 jogadores:
Ederson, Júlio César, Paulo Lopes
Jardel, Lisandro, Lindelof, Kalaica
Almeida, Semedo, Eliseu, Grimaldo
Fejsa, Celis, Samaris
Horta, (?)
Pizzi, Salvio, Carrillo
Zivkovic, Cervi
Jonas, Guedes (ou Benitez)
Mitroglou, Jiménez

Campeões da Europa, 18 anos depois !!!

Parabéns à Selecção Nacional de Hóquei em Patins, pela conquista do título Europeu!
Nos últimos anos, temos ganho muito pouco (18 anos de 'seca'!!!)... talvez por isso, este tenha um sabor especial!

Um campeonato ligeiramente diferente, com uma Espanha sem alguns dos seus melhores jogadores... (Portugal também não esteve no máximo... o  Valter merecia estar a festejar...), e assim, acabou por ser natural a vitória Portuguesa!

O Diogo Rafael foi provavelmente o melhor jogador do Campeonato, hoje na Final foi decisivo... O João Rodrigues ainda não conseguiu voltar ao seu nível normal, após a lesão!!!

O 0-2 ao intervalo na Final com a Itália assustou, mas a segunda parte foi avassaladora!!!

De 'Jorge Mendes' a 'Aurélios'

"Assim que viu afastada a Alemanha na meia-final, A Federação gaulesa providenciou um autocarro de caixa aberta, decorado com as cores do triunfo que não lhe escaparia neste Campeonato da Europa. O festivo meio de transporte destinado a passear os jogadores franceses pelos Campos Elísios na noite do último domingo foi fotografado e filmado na sua viagem desde a paragem até às imediações do Stade de France onde, tal como estava previsto, recolheria os seus laureados passageiros. Nos dias que antecederam a final, os anfitriões do evento não se coibiram de considerar como já decidido. Era um pró-forma logístico.

No fim, a França perdeu. Morreu pela boca e não é a primeira vez que uma equipa de futebol se vê gloriosamente acabrunhada por um desfecho contrário às previsões dos seus maiores dos seus publicistas e dos seus adeptos inevitavelmente contagiados pela histeria reinante. Os responsáveis portugueses, inteligentemente, optaram pelo silêncio, que é de ouro, e deixaram o adversário festejar o título e programar as festividades sem um remoque. Em termos públicos, foi o presidente do Sporting o único a deixar-se levar pelo orgulho ferido da nação perante o triunfalismo no campo adversário: 'Tenho sentido arrogância do outro lado', disse. E disse muito bem embora se possa considerar que não será ele, propriamente, a pessoa mais indicada para apontar o dedo a quem quer que seja em matéria de triunfos dados como adquiridos, visto que ainda há coisa de poucas semanas inaugurou , com pompa e muita imprensa, no museu do seu clube, o espaço destinado a albergar para a eternidade o troféu correspondente ao título de campeão nacional da época 2016/17 que só começa daqui a um mês.

O Benfica arrancou com um empate sem golos num jogo com alguns momentos de animação tendo por adversário o Vitória de Setúbal. A curiosidade dos adeptos centrava-se naturalmente nos reforços. Confesso que a minha curiosidade estava posta em Paulo Lopes, o guarda-redes obrigado a ser titular tendo em conta que Ederson e Júlio César não estão operacionais. E esteve muito bem o Paulo Lopes durante o jogo e nas grande penalidades. Eis uma excelente notícia.

A nossa equipa nacional lá trouxe de França a taça comprovativa do título europeu conquistado e logo deixou de ser a equipa dos 'Jorge Mendes' - lembram-se? - para passar a ser a equipa dos 'Aurélios'. Oh , Éder, que milagre!"

Benfiquismo (CLXIII)

Treino...