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terça-feira, 3 de março de 2015

"Aqui, dentro do campo, quem manda sou eu!"

"Já  disse e repito: faltou a Coluna um poeta que o escrevesse. Coluna: dificilmente um nome lhe ficaria mais a propósito. Firme, inquebrável, sério. A sua figura encheu os campos de futebol de Portugal e de muitos lugares do Mundo. O líder e o exemplo. Ganhou tudo, perdeu dinheiro, foi seguido pela PIDE, regressou a Moçambique onde assegurou o seu futuro e morreu. Faz agora um ano.

EM Janeiro, Eusébio; em Fevereiro, Coluna. Amargo ano esse de 2014. Foi preciso haver tristeza antes de chegarem as alegrias.
No espaço de um mês gastaram-se páginas e páginas sobre a morte das duas pérolas negras de Moçambique. Não só em Portugal: um pouco por todo o mundo.
Coluna morreu tão pouco depois de Eusébio que quase não houve tempo para sentir devidamente a sua morte. Assim a modos como a primeira morte encobrisse a segunda. E, no entanto, talvez Eusébio sem Coluna. Seu irmão mais velho, seu mestre, seu capitão. «O senhor Coluna».
«Though he was not a tall man, the muscular Coluna exuded an aura of effortless command, combining formidable physical authority with an elegant style and delightfully subtle skills wich seemed somehow unexpected in one so powerful», escreveu Ivan Ponting no «The Independent». Não leva tradução. É tão bonito na língua em que foi escrito, tão próximo daquilo que foi o futebol de Mário Esteves Coluna.
Nunca conheci alguém que falasse tão devagar. Tudo nele era solene e lento.
No campo também foi solene. Primeiro na frente, jogando mais perto das árias adversárias, depois recuando no campo para equilibrar a equipa, para dar dos companheiros o sentido do ritmo e das distâncias que sempre teve.
A imagem de Berna, com José Águas agarrado à Taça dos Campeões, é de uma elegância extrema. Águas tem pose: não é sôfrego nem excitado. A forma como pega na taça é de quem tem classe e sabe que a tem.
Mário Coluna estava à espera do seu momento. A taça fugiu-lhe: aquela taça. Ergueria outras, já «capitão», o «capitão dos capitães», o «capitão» eterno da camisola vermelha da cor do sangue.
No dia 2 de Maio de 1962, em Amesterdão, o Benfica conquista a sua segunda Taça dos Campeões vencendo o Real Madrid por 5-3.
Coluna soberbo. É formidável. Não sou eu que o digo. São os holandeses. Vejam!
Jan van der Gijp, redator do «Der Volkskrant»: «No final do grande triunfo, Eusébio da Silva Ferreira foi levado em ombros pelos seus entusiasmados adeptos, embriagados pelo fantástico jogo do negro de Moçambique. O 'tornado vermelho' desencadeou-se no segundo tempo, com as manobras do trio Coluna-Águas-Eusébio e o portentoso golo do primeiro que deu o segundo empate aos lisboetas. Então, Santamaria gritou: 'Madre de Dios!' E com esta expressão acabou a resistência do Madrid».
Martien Verveij, redactor do «De Telegraaf»: «A vitória do Benfica foi obtida através de uma clara demonstração de superioridade sobre o Real Madrid, o mais famoso clube do Mundo. O nítido resultado de 5-3 é uma evidência de capacidade técnica e táctica dos portugueses. Não só na velocidade, mas também na colocação, na decisão e força dos remates, os jogadores do Benfica provaram até ao último minuto que eram os melhores. O 'maior' foi Coluna. Logo seguido de Eusébio».
Quando se escreve Eusébio, escreve-se muitas vezes sobre Eusébio, só ele, mais ninguém.
Coluna é diferente. De cada vez que escreve sobre Coluna, escreve-se sobre todos os outros, sobre a equipa que ele comandava de forma irrepetível, sobre os que foram chegando e partindo, sobre os que ficaram depois dele.
É essa a razão da sua ordem: o arquitecto e a obra.
Ouvi muitas histórias da boca de Coluna. Ele sentado, a voz segura na lentidão das frases: «Estávamos no Brasil, jogávamos contra o Santos, no Maracanã. O Pelé estava endiabrado nessa noite, a dar um trabalho tremendo à nossa defesa. Há um companheiro nosso, já não me lembro quem, que lhe faz uma falta dura, deve tê-lo magoado de verdade, ele queixou-se primeiro e, logo em seguida, levantou-se furioso, a esbracejar e a reclamar com esse colega. Eu, que até estava longe, fui meter-me no barulho. Cheguei-me ao pé do Pelé e disse-lhe: 'Ouve lá rapaz, vê se tens calma se não sou obrigado a dar-te um murro. E toma atenção porque eu joguei boxe! Cuidado!' Ele ficou um bocado atrapalhado, lá se acalmou, esteve caladinho o resto do jogo todo e eu, que nunca joguei boxe na vida, fiquei a rir-me por dentro».
Eram assim as suas histórias.
De cada vez que me lembro de Mário Coluna, recordo-me do poema que João Cabral de Melo Neto dedicou a Ademir da Guia:
«Ritmo morno, de andar na areia
de água doente de alagados
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário...
O ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro
impondo-lhe o que ele deseja
mandando nele, apodrecendo-o».
E Coluna atava o mais irrequieto dos adversários.
Pelé era uma das suas vítimas. Dizia Eusébio que faziam faíscas dento do campo, Coluna sempre irritado com o brasileiro por este se fazer vítima das cargas dos adversários, instando-o a jogar e a deixar-se de fitas.
Em 1966, no Goodison Park de Liverpool, dia 19 de Julho, Pelé sofreu a sério.
Portugal ganhava por 2-0 ao Brasil que se via na contingência de ter de marcar cinco golos e não encaixar nenhum. Coluna recua para junto dos seus centrais e funciona como uma espécie de libero - já aí trazia consigo uma aura de modernidade. Pelé, desacompanhado, procurava fazer por si e pelos companheiros sem talento. Mas era um homem solitário e diminuído pela lesão que o impedira de jogar frente à Hungria. Caído sobre a esquerda do seu ataque, insistia nos lances individuais. Foi num desses movimentos que Morais tem uma carga rude sobre o «Rei» que o deixa praticamente fora do combate- Muito se escreveria, mais tarde, sobre a forma como Morais «liquidou» Pelé. Talvez ainda hoje o lance, indiscutivelmente faltoso e grosseiro, se discuta. O defesa direito do Sporting que já havia sido extremo esquerdo, deu assim a sua versão dos acontecimentos: «O lance foi absolutamente acidental. Eu nem sabia se a lesão do Pelé era na perna direita ou na esquerda! Calhou. Eu pretendia desarmá-lo e nem sequer lhe toquei no joelho. Depois, o Pelé levou o tempo todo em ameaças constantes: 'Olhe que eu parto uma perna a você!...' E eu, com um olho na bola e outro nele, respondia-lhe: 'Vai mas é fazer as malas!' O Coluna é que, com aquela calma dele, ia avisando: 'Olha que o Morais é perigoso! Tens maus fígados!'».
O «capitão» sempre no seu posto.
No Benfica na selecção. «Nessa altura os treinadores não podiam estar à beira do relvado a dar ordens, os árbitros não deixavam. Por isso, os 'capitães' eram uma espécie de treinadores dentro do campo. Foi o que eu fui?», contava Coluna. Devagar, em voz baixa: «Em 66, naquele lance entre o Morais e o Pelé, alguns dos nossos companheiros de equipa rodearam o Morais e foram-lhe dizendo - 'é pá!, vê lá se tens mais cuidado', e coisas do género. Eu então puxei-o para o lado e disse-lhe: 'Atenção! Aqui dentro do campo quem manda sou eu! Continua a jogar como estavas, durinho, que o Pelé, lá por ser o Pelé, não tem tratamento especial'».
Uma ideia que contrariava a de outra figura do futebol português dos anos 60, Fernando Riera que dizia: «Marcar Pelé homem a homem era um crime lesa-futebol». E o Coluna: «Ele dizia isso, pois dizia E por causa do Riera, nós, que tínhamos feito um bom resultado no Brasil, para a Taça Intercontinental, perdendo por 3-2, levámos uma goleada em Lisboa, com o Pelé, que era um jogador impressionante, a fazer o que queria da nossa defesa».

Influente nos companheiros, nos adversários e nos árbitros...
o disse e repito: faltou a Coluna um poeta que o escrevesse. Coluna: dificilmente um nome lhe ficaria mais a propósito. Firme, inquebrável, sério.
A sua figura encheu os campos de futebol de Portugal e de muitos lugares do Mundo. O líder e o exemplo. Ganhou tudo, perdeu dinheiro, foi seguido pela PIDE, regressou a Moçambique onde assegurou o seu futuro e morreu. Faz agora um ano.
Chegou a Lisboa, em 1954, aos dezanove anos, e viu e venceu.
Deixemo-lo falar: «Não gosto de dizer isso, pode parecer imodéstia, mas foi o que aconteceu, no fundo. O Benfica já não era campeão há três ou quatro anos, e logo na primeira época em que joguei fomos campeões, ganhámos a Taça, fui 'internacional' A, B e militar. As minhas memórias são boas desde início, o futebol foi um mundo feliz para mim».
Mário Coluna não foi campeão do Mundo. Mas só esse título terá faltado a uma carreira brilhante: «Fui campeão europeu com o Benfica, por duas vezes, a primeira naquele célebre jogo de Berna em que ganhámos ao Barcelona por 3-2, marquei o golo decisivo, o terceiro, ainda por cima nem pontapé de longe, bonito, surpreendente». A final da sorte, chamaram-lhe alguns, recordando-se da bola que viajou sobre a linha de baliza de Costa Pereira, a bater primeiro num poste e depois no outro, para sair calmamente fazendo negaças aos jogadores espanhóis e abrindo sorrisos na cara dos portugueses. «Sorte? Porquê sorte? O poste estava lá e, que eu saiba, no poste não é golo. Ninguém ganha a sorte grande sem comprar a cautela, pois não? Por que não falam de sorte no jogo contra o Real Madrid? Também estivemos a perder por 2-0. Por que não falam de sorte no Portugal-Coreia de 1966? Estivemos a perder por 3-0. Éramos melhores, ganhámos. Não foi questão de sorte».
Firme, Coluna. Desafio as recordações. As minhas recordações de Coluna a desfiar as suas recordações. A sua figura física: não precisava de ser enorme para impôr uma presença que não se esquece, por mais que os anos passem. Depois, já velho, falava com a sabedoria que sempre teve, sem amargura, apenas serenidade.
Há episódios que o fazem sorrir. Sobretudo os das rivalidades, os que implicavam com a personalidade dos outros em contraste com a sua própria personalidade.
«Uma vez, em Alvalade, num jogo contra o Sporting, o Germano faz uma rotura logo no início do jogo. Nesse tempo não havia substituições e ele foi fazendo de conta que não se passava nada para não dar vantagem ao adversário. Ora, o Sporting tinha um avançado, o Figueiredo, que corria muito e era muito forte fisicamente, embora jogasse sempre de cabeça baixa e de olhos na bola. De repente, o Figueiredo surge embalado na minha direcção. Pensei: 'Se ele passa por mim, coitado do Germano!' E fui duro. Só ele que ele encaixou a cabeça debaixo do meu braço e eu, aproveitei, e apertei-lhe o pescoço. Com a velocidade a que ele vinha, deitei-o ao chão de tal  forma que ele rebolou pela pista de atletismo. O árbitro não me expulsou, advertiu-me só para ter mais cuidado, mas os sócios do Sporting não me perdoaram. No final tive de sair sob escolta da polícia, enfiado numa carrinha. Se não...»
Dizia-se que o árbitro tinham medo dele. Recordo-me de uma imagem sua: de braços atrás das costas, cabeças ligeiramente curvada, falando respeitosamente para um juiz. Comentava-se que, a despeito da postura respeitadora, Mário Coluna dizia das boas aos árbitros.
Manuel da Luz Afonso, dirigente do Benfica, seleccionador nacional, disse-me uma vez, ali na sua casa de Campolide: «Coluna era um gigante, verdadeiramente meia-equipa com toda a sua influência nos companheiros, nos adversários, nos árbitros e no público. Foi o único jogador que nunca tive de multar». Coluna ria-se: «Nunca levei uma multa, é bem verdade! Porque eu achava que devia ser um exemplo para os outros. Era, afinal o responsável pela equipa dentro do campo. E falava com os árbitros nessa condição. Falava-lhes com respeito mas dizia-lhes o que pensava dos lances e, se necessário, discordava deles».
O final da carreira de Coluna não foi no Benfica, foi no Lyon. Mas teve outras oportunidades para sair no tempo maior da sua glória: «Investi tudo o que ganhei em Moçambique. Não ganhei muito, podia ter ganho muito mais se o Benfica me tivesse deixado sair para o Roma, no mesmo ano em que Eusébio teve um convite para o Inter, mas os tempos eram outros». Outros tempos, outra política, Mário Coluna é seguido pela PIDE, desconfiam das suas simpatias pelos movimentos pró-independentistas. «Essa história da PIDE tem que ver com uma viagem a Praga com a selecção. Apareceram-nos no hotel alguns estudantes angolanos, pediram-nos convites para o jogo, nós oferecemos os nossos, nada de mais. Mas, depois, chegados a Lisboa, recebi uma convocatória para ir à PIDE. Fui. O inspector que me atendeu era do Benfica e um admirador meu. Expliquei-lhe o que se passara e ele disse-me: 'Você teve uma grande sorte por estar eu aqui. Com outro colega qualquer já estaria preso'. Parece que havia gente da PIDE infiltrada entre os estudantes e que alguns deles eram dos movimentos pró-independência. Nunca mais me aborreceram depois disso, mas estou convencido do que ficaram de olho em mim».
Lourenço Marques: 1935, dia 6 de Agosto. Foi nesse dia mágico que nasceu Mário Esteves Coluna, o homem capaz de percorrer sem descanso a latitude e a longitude do meio-campo.
Era um terça-feira.
O dia 25 de Fevereiro de 2014 foi igualmente uma terça-feira.
A vida, às vezes, é uma volta redonda. Completa.

8 de Dezembro de 1970
Foi no Estádio da Luz o jogo de homenagem a Coluna
O jogo de homenagem a Mário Coluna teve lugar no Estádio da Luz no dia 8 de Dezembro de 1970. Estiveram presentes 46 mil pessoas e o Benfica defrontou uma selecção do resto da Europa. Resultado final: 3-2. 1-0, por Eusébio; 2-0, por Simões; 2-1, por Seeler; 2-2, por Garate; 3-2, por Artur Jorge.

Benfica: J. Henrique; Toni, Zeca, Humberto, Adolfo; Coluna (Matine), V. Martins (Nené), J. Graça; Simões, Eusébio; Artur Jorge.
Resto da Europa: Iribar (Bento); Bobby Moore, Pirri, Gallego, Gemmell; Seeler, Gruyff (Anderssen); Hurst, Dzajic (Rodilla); Muller, Osgood."

Afonso de Melo, in O Benfica

Corrida a dois

"Este fim de semana confirmou-se o que era uma inevitabilidade desde o início da temporada: o campeonato é uma corrida a dois. Benfica e Porto são superiores a todas as outras equipas a vários níveis - qualidade individual, organização colectiva e intensidade competitiva. Podem ter dificuldades numa ou noutra partida, mas há uma distância significativa entre os dois primeiros classificados e restantes equipas.
O que nos deixa uma certeza: teremos um campeonato disputado e que se decidirá em torno de quatro dimensões - arbitragens; liderança em campo; forma física; e desgaste da Champions.
Muito se tem falado de um Benfica 'levado ao colinho'. É uma evidência que semana sim, semana sim, o campeonato é brindado com arbitragens medíocres, mas, quando se fizer a contabilidade final, veremos que no 'deve a haver' dos beneficiados teremos um quadro de equilíbrio. O que mudou é que o Porto deixou de beneficiar dos campos inclinados a que se habituou. A forma como as próprias arbitragens vão ser capazes de ficar imunes à pressão do discurso do 'colinho' fará diferença.
Durante muito tempo, uma das vantagens do Porto face ao Benfica foi ter uma voz de comando em campo, capaz de funcionar como treinador durante os jogos. Desde a saída de Lucho, o Porto não mais teve um líder dentro do relvado. O Benfica tem Luisão.
Ao contrário do que se quer fazer crer, não há grandes diferenças entre os 11 titulares. Onde o quadro é menos equilibrado é quando falamos de segunda linhas. O Porto leva vantagem na qualidade individual do seu banco. As lesões e a forma física serão, por isso, decisivas. A este propósito, é uma incógnita o impacto da Champions no Porto. O desgaste pode fragilizar a equipa, mas bons resultados podem ser um suplemento de alma adicional.
No fim, a melhor equipa será campeã, pelo que de pouco serve andar, desde já, a ensaiar choradinhos."

segunda-feira, 2 de março de 2015

Lixívia XXIII

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.............. 59 (+1) = 58
Corruptos........ 55 (+11) = 44
Braga............... 46 (+4) = 42
Sporting.......... 47 (+10) = 37


Impossível não ter sentido em pleno Estádio da Luz, o 'medo' do Capela em beneficiar inadvertidamente o Benfica!!! O impacto da campanha em marcha foi claro... Das vinte faltas assinaladas contra o Benfica, 3/4 não existiram!!! Os jogadores do Benfica até tinham 'medo' em pressionar os adversários... ou chegavam primeiro à bola, ou então 'protegiam' o espaço!!! A diferença abismal de qualidade entre as duas equipas, não permitiu que o resultado fosse posto em causa, mas esta é daquelas 'situações', que em jogos mais equilibrados, altera muitas vezes o resultado final...
Nos lances capitais acabou por estar bem: o penalty é óbvio; a expulsão do Esiti, até foi 'atrasada', porque logo no primeiro pisão sobre o Gaitán, devia ter levado Amarelo!!!
Para memória futura, logo nos primeiros minutos, a equipa de arbitragem trocou um pontapé de canto a favor do Benfica, por um pontapé de baliza... e como ultimamente os Cantos do Benfica são penalty's disfarçados de Cantos, espero que ninguém se esqueça de mais este prejuízo crucial!!!


No 'amigável' do Dragay, nada melhor que escolher um sócio da equipa da casa para apitar o jogo... Como os visitantes, até nem estavam muito interessados em disputar o resultado, os visitados tiveram uma autêntica passadeira verde até ao golo... Mas se por acaso, numa improbabilidade disparatada, o resultado que ambos queriam fosse posto em causa, estaria um Soares Dias de plantão, para meter tudo em ordem!!!
Não sei se foi racismo, mas o William deve ter sido o único que não ouviu a 'palestra' do Presidente-treinador, e ingenuamente, pensou mesmo que o jogo era para tentar ganhar!!! Mas quando, arrancou com a bola em direcção à área dos Corruptos, numa arrancada digna de um super-mini-Maradona, e viu o Central dos Corruptos, a 'escorregar' à sua frente, sem qualquer contacto, e o árbitro a marcar falta (quando a bola sobrava para o Carrilo, em posição de remate perigoso), devia ter percebido logo, que não valia a pena...!!!
Mas ainda antes, já o Casemiro andava a distribuir fruta da época: aliás aos 25 minutos, o Casemiro já devia ter sido expulso!!! Acredito, que as faltas sucessivas para Amarelo (pelo menos...) que o novo-caceteiro-mor Corrupto, só se repetem (em todos os jogos), porque ele está consciente da impunidade que lhe advém da equipa onde joga...!!! Se o apitador lhe tivesse mostrado o 1.º amarelo, logo nos primeiros minutos, ele provavelmente teria alterado a forma de jogar, e não teria arriscado levar o 2.º amarelo... Mas como nunca foi repreendido, foi um festival de arriar porrada!!! Nada de novo, isto acontece repetidamente jogo após jogo... época atrás de época, só muda o nome do 'artista'!!! É já uma tradição de longa data...
O Sporting foi de facto fazer um frete ao Dragay, até acredito que os Corruptos com '10' ganhariam na mesma, tal a 'ausência' Lagarta do jogo... Mas com uma arbitragem dentro da lei, a agressividade na recuperação da bola pelos Corruptos teria que ser menor... as constantes faltas, tanto do Casemiro, como do Alex Sandro (principalmente estes dois...) seriam menos seguramente... E aquele, massacre, seria de certeza menos asfixiante, mesmo com as Osgas anestesiadas!!!
Além da expulsão do Casemiro, a outra variável corrupta na partida, foi a presença do Jackson, decisivo no jogo, sem golos, mas com assistências, e que devia ter sido expulso na última jornada no Bessa...!!!
Já no final da partida, com 3-0 no marcador, o Cedric devia ter visto o 2.ª amarelo: Soares Dias entrou em modo simpatia... e já nos descontos, podia ter marcado penalty contra os Lagartos por Mão na bola do Cedric... Pessoalmente, até acho que estas situações não são penalty, mas...
Os Corruptos ainda se queixaram de mais 2 penalty's: o primeiro, num canto, a bola é desviada pelo cocuruto do Herrera, raspa no braço do Montero, e bate no peito do Colombiano. Não acho que seja penalty, não foi uma Mão deliberada; no segundo o Tobias arma-se em 'anjinho', deixa a perna esticada, e o Jackson aproveita para o mergulho... mais uma vez bem decidido.
Recordo que todos os lances duvidosos, que presumivelmente beneficiariam os Lagartos, aconteceram já com os Corruptos em vantagem, aliás 99% desses lances foram mesmo com 3-0 no marcador...!!!
No rescaldo da partida, vi uns minutinhos da CMTV, onde o Pedro Guerra se atirou mais uma vez ao Coroado, comparando o lance do Tobias com o Jackson, com o lance do Jardel com Rambé no jogo com o Setúbal... apanhando o Mestre da azia em contradição, num lance o defesa tem o pé apoiado, e é o avançado que procura o contacto, no outro o defesa tem o pé apoiado, o avançado tropeça, mas a culpa já é do defesa... depende da cor da camisola...!!! Também aqui não é novidade, aliás até está na moda!!!
Já que falei dos cumentadores, parece que é proibido referir que os três golos Corruptos, todos marcados da mesma maneira, pelo mesmo jogador, por acaso extremo-direito, e que deveria, se nada de extraordinário tivesse acontecido, estar a ser marcado pelo Bufas do Jefferson... que devido ao corte de relações com o Chefe de Claque-Presidente-Treinador ficou em regime de solitária em Alcochete... se calhar o ar condicionado do autocarro Lagarto avariou-se, e eles não quiseram arriscar uma viagem de 2h meia com os odores do lateral esquerdo...!!!

O Xistra desta vez não comprometeu em Vila do Conde, onde o Braga ganhou...

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
12.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
13.ª-Corruptos(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Capela, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
15.ª-Penafiel(f), V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
16.ª-Guimarães(c), V(3-0), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), V(0-4), Xistra, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Paixão, Nada a assinalar
19.ª-Boavista(c), V(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Sporting(f), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Setúbal(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Moreirense(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Estoril(c), V(6-0), Capela, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Xistra, Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar
12.ª-Boavista(f), V(1-3), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Moreirense(c), E(1-1), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
14.ª-Nacional(f), V(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
15.ª-Estoril(c), V(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
16.ª-Braga(f), V(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
18.ª-Académica(c), V(1-0), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
19.ª-Arouca(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
20.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
22.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Jorge Tavares, Nada a assinalar
23.ª-Corruptos(f), D(3-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Benquerença, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
12.ª-Académica(f), V(0-3), Manuel Mota, Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), D(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Setúbal(f), V(4-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
15.ª-Gil Vicente(f), V(1-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
16.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
17.ª-Penafiel(f), V(1-3), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
18.ª-Marítimo(f), D(1-0), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Boavista(f), V(0-2), Hugo Miguel, PrejudicadosBeneficiados, Impossível contabilizar
23.ª-Sporting(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f), V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar
12.ª-Guimarães(c), E(0-0), Xistra, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Nada assinalar
16.ª-Sporting(c), D(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Setúbal(f), V(1-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
18.ª-Boavista(f), D(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Moreirense(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Estoril(f), V(0-2), Manuel Oliveira, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(2-0), Tiago Martins, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
22.ª-Nacional(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar

Tarde de aniversário

"1. Ontem, em dia de aniversário - 111 anos de uma história imensa -, o Benfica goleou o Estoril e combinou eficácia com uma elevada nota artística. Os primeiros quarenta e cinco minutos tiveram instantes de verdadeiro fulgor. Fulgor e espírito colectivo e momentos de virtuosismo individual. Diria que no Estádio da Luz, com perto de quarenta e sete mil espectadores, tivemos um verdadeiro 'lanche de luxo'. Uma tarde de aniversário, uma festiva, uma tarde com muitas e justas recordações. Foi uma festa do futebol. Como houve festa, igualmente tarde de aniversário, em modalidades de pavilhão onde as equipas do Benfica proporcionaram, igualmente, saborosas vitórias. O que fica, no entanto, é o agradecimento por estes noventa e quatro minutos de futebol de ataque, de uma sentida vontade de conquista, de uma fé na busca da 'perfeição final' que é, esta época, a reconquista da Liga. Que sendo, em termos de patrocínio, a Liga NOS deve ser, de verdade, a NOSSA Liga. Com a consciência que importa combinar coragem com humildade, confiança com esforço, lucidez com mérito, personalidade com prudência. E tudo isto em cada jogo que será, sempre, uma final. Como ocorrerá, desde já, na tarde do próximo domingo em Arouca. Como uma imensa onda benfiquista estou certo. Uma vez mais.

(...)

4. Esta semana foi fértil no que respeita à relação entre o futebol e o betão. E com um certo discurso político, pretensamente 'populista', a dominar algumas atenções e a motivar intervenções 'justicialistas' que julgam que os clubes podem ser, neste primeiro trimestre de 2015, elementos 'fracturantes'. Os Estados, todos eles e todos os regimes como é caso, agora, do chinês, sabem da importância do desporto e, do futebol por excelência, na agregação contemporânea. A França democrática, por exemplo, preocupada com a escassez de infra estruturas desportivas definiu uma política de betão entre as décadas de 30 e 50 do século passado e assim o número de estádio com mais de 20 mil lugares passou de 20 em 1920 para 130 em 1954. E se olharmos para a Liga francesa 'vemos' uma Liga que percorre muitas cidades em diferentes espaços e territórios do hexágono gaulês. Entre nós, e como também aprendemos num interessante estudo de Francisco Pinheiro - 'Futebol e Política na Ditadura, Factos e Mitos' - em 1940, o Ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco, reuniu com os presidentes dos três grandes clubes de Lisboa (Belenenses, Benfica e Sporting) para os notificar que teriam de abandonar os respectivos campos para se instalarem no Parque de Monsanto, onde a Câmara Municipal iria construir três novos estádios. As infra estruturas planeadas para Lisboa a isso obrigavam: o primeiro a ser destruído foi o campo do Benfica (Campo das Amoreiras) devido às obras do Viaduto Duarte Pacheco. Hoje uma das principais entradas de Lisboa e espaço de concretização de um dos edifícios emblemáticos de um tempo concreto de Lisboa e que tem a marca indiscutível do Arquitecto Tomás Taveira. E assim, e nessa década de cinquenta -, de 1959 a 56 -, tivemos um conjunto de novos Estádios. Em Braga (1950), Antas (1952), Luz (1954), Alvalade (1956) ou Restelo (também em 1956) são exemplos dessa política. Onde se juntou planeamento com pragmatismo desportivo. Onde se combinou o apoio à prática desportiva com o arranque do desenvolvimento das competições profissionais que ajudaram a projectar as respectivas cidades. Sendo certo, como as avisadas palavras de Simone de Beauvoir evidenciam, que «o presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da acção»!"

Fernando Seara, in A Bola

Fundos e fundilhos

"Falemos dos chamados fundos de investimento, assunto de que o povo pouco sabe, porque quem gosta verdadeiramente de futebol quase nunca se liga às questões materiais e menos ainda aos segredos da governação dos clubes.
Pois os ditos fundos, que a FIFA vai pendurar na forca a partir de maio, estão a consumir a paciência do sector financeiro da bola, já que o seu desaparecimento implicará enormes perdas, sobretudo para os clubes, atletas e agentes (empresários) desportivos.
Grande parte das perdas são óbvias: sem investimento externo, sem a possibilidade de partição dos direitos económicos e financeiros dos jogadores, os clubes de parcos recursos ver-se-ão obrigados à aquisição de mão de obra menos qualificada.
Mais: com o fim anunciado dos tais fundos, que tinham como característica o facto de serem fechados, isto é, detidos exclusivamente pelos investidores, aqui e ali com capitais de origem duvidosa, abre-se imediatamente caminho a alternativas que poderão tornar-se mais perigosas.
Quer dizer: ao invés de regular, de restringir e de responsabilizar, numa lógica de total transparência, a FIFA prefere arrasar. Mas sem medir as consequências.
O que nos espera, então, a partir de Junho? Da forma como a máquina tem funcionado, só se admite uma saída: a compra, por parte desses mesmos investidores, de clubes e sociedades desportivas que servirão, no pior plano, para lavar capitais estranhos e, claro, proporcionar boa rentabilidade.
Voltaremos então a esse tempo dos clubes virtuais, como o Rentistas de Juan Figger, ou o nosso conhecido Corinthians Alagoano, e com a agravante, deixem-me adivinhar, de por essa altura toda a gente estar licenciada para negociar no mundo do futebol.
É que a FIFA, senhores, também decidiu acabar com os agentes já em Março! Outra polémica que promete agitar a praça... e a própria FPF!..."

Paulo Montes, in A Bola

Cota... e a Torre de Pisa !!!

domingo, 1 de março de 2015

Reacção a tempo...

Benfica 5 - 2 Belenenses

Parece que quisemos repetir o 'susto' do Hóquei, de ontem!!! A ganhar 2-0 ao intervalo, poucos minutos após o reinício 2-2!!! Voltámos a 'acordar' o chegámos ao 5-2 final...

Foi um daqueles jogos onde falhámos dezenas de golos (sem exagero), o guarda-redes adversário 'engatou' e nem a bolada na cara que o Chaguinha lhe enfiou, o fez perder eficácia!!!
Destaco: o regresso do Hemni à boa forma; o Brandi é um enorme jogador, muitas vezes esquecido, que com outros apitadores, daria ao Benfica livres de 10 metros em todas as partidas!!!

Nota para a eficácia que continuamos a ter nas bolas paradas, desta vez foram os Cantos (parece o Pizzi a marcá-los!!!). Aquele 2.º golo do Belém não pode entrar: primeiro erro do Chaguinha que foi demasiado 'optimista' na maneira como entrou à bola, e depois o Bebé não pode fazer-se ao lance com o braço 'mole'... até me pareceu que a bola ia para fora, não fosse o toque no Bebé!!

PS: Vencemos a 1.ª etapa do Nacional de Clubes de Triatlo, em Monte Gordo. Com o João Silva a liderar a equipa acabou por ser uma vitória normal... com o Gil Maia, o Bruno Pires, e o Rafael Domingues... e ainda o muito jovem Bernardo Aguiar a representar o Glorioso.
Tanto o João Pereira como o Miguel Arraoilos acabaram por ficar de fora, a preparar a 1.ª etapa do Campeonato do Mundo, que se realiza na próxima semana em Abu Dahbi, onde o João Silva também vai estar presente.
Parece que a Federação de Triatlo, não vai alterar o seu comportamento... marcando provas do Nacional de Clubes, para as mesma datas das provas internacionais, onde os nossos melhores atletas, são 'obrigados' a marcar presença. Não percebo qual é a ideia de ter um Nacional de Clubes, e depois fazer tudo para que um dos Clubes, não possa estar representado com os seus melhores atletas!!!

Nova vitória, agora na Taça...

Barreirense 71 - 89 Benfica

Estamos na Final 8, da Taça de Portugal, com uma vitória esperada contra o Barreirense actualmente na 3.ª Divisão...
O mais importante neste momento é recuperar os lesionados.

ADENDA: Apesar das ausências por lesão, o Jobey foi poupado, depois de ter feito os 40 minutos na véspera...

Mau jogo...

Benfica B 1 - 3 U. Madeira

Depois da boa exibição e do excelente resultado da semana passada, contra o Oriental... hoje, no Seixal, fizemos uma má exibição, com o respectivo mau resultado. Às vezes existe a tendência para elogios excessivos, seguidos de críticas desproporcionadas... Hoje, o jogo correu mal, cometemos demasiados erros, por culpa própria... mas os jogadores não desaprenderam de jogar futebol, numa semana!!!

Houve duas variáveis em relação ao jogo com Oriental, que podem ter passado despercebidas:
- O recuo de Lindelof para Central. Creio que ficámos mais fracos no meio-campo com o Dawidowicz, e ficámos mais fracos nos Centrais. O jovem Sueco, já fez muitas posições, mas neste momento creio que está mais rotinado para jogar a Trinco... ainda por cima contra avançados fisicamente muito fortes.
- A estratégia de jogo do União, foi completamente diferente em relação ao Oriental. O Vítor Oliveira, é o típico treinador do Tugão, linhas recuadas, sempre juntas, sem nunca desequilibrar a defesa, jogando no erro do adversário... e aproveitando a capacidade física individual dos jogadores, para ganhar os duelos (e com a colaboração do palhaço do Bruno Esteves, esse trabalho até ficou facilitado...!!!).

Dito isto, o Amorim foi provavelmente o pior jogador do Benfica, perdi a conta às bolas perdidas infantilmente. Aquele erro do Semedo no 3.º golo, 'matou' a reacção do Benfica. O Benito foi dos melhores do Benfica... O Guedes tem que levantar a cabeça mais vezes, acaba por ser demasiado individualista. O Teixeira terá sido o melhor do nosso meio-campo... Tivemos muita dificuldade em jogar nos últimos 30 metros, a bola chegou poucas vezes ao Jonathan, que marcou o golo, em mais uma movimentação de ponta-de-lança... O Nuno Santos também andou desaparecido do jogo...

Nota ainda para o regresso do Renato Sanches, após lesão...

M. Santos; Semedo, Lystcov, Lindelof, Benito; Dawidowicz (Andrade, 54'), Amorim, Teixeira (Sanches, 75'); N. Santos (Sarkic, 86'), Guedes; Jonathan.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Feliz Aniversário

Benfica 6 - 0 Estoril

Maior goleada da época, com vários momentos muito bons. Podemos observar toda a mecânica ofensiva do Benfica, no relvado na Luz, com jogadas construídas com pés e cabeça, onde tudo é feito com sentido... É preciso muito (e competente) treino para conseguir atingir estes níveis...
Com o jogo decidido muito cedo, tivemos alguns momentos de desconcentração, principalmente na 2.ª parte, mesmo assim foi uma bonita festa de aniversário!!!
Apesar da vitória por 6, é bom lembrar que só ganhámos 3 pontos. E no próximo Domingo em Arouca, quando o árbitro apitar para começar o jogo, o resultado estará 0-0. Excessos de confiança neste momento, são muito perigosos. Nas semanas anteriores à derrota em Paços, também fizemos grandes jogos com o Guimarães na Luz, e nos Barreiros com o Marítimo. O único aspecto negativo do jogo de hoje, foram os Amarelos ao Nico e ao Maxi, ambos ficaram à bica. Juntando-se ao Talisca, ao Salvio e ao Eliseu. E daqui a 2 jornadas jogamos com o Braga, e logo de seguida vamos a Vila do Conde, numa deslocação sempre complicada...
Desta vez não concordo com a eleição do Pizzi como MVP. Estava a comentar com o meu colega de bancada, que o Pizzi e o Lima estavam 'fora' do jogo, quando os dois construíram, o golo do Salvio!!! Foi uma daquelas 'maldições' dos comentadores!!! A seguir ainda marcou um golo... Mas pelo meio, falhou vários passes, tentou elevar a nota artística (contaminado provavelmente pelo Nico!!!) quando não havia necessidade, resumindo um jogo de altos e baixos... Agora, com o Pizzi a marcar os Cantos, compreendo o desespero dos Anti's: cada canto, é 'quase' um penalty!!! Independentemente de quem concretiza, a principal responsabilidade destes últimos golos de Canto, é do Pizzi...
Grande jogo do Jardel, que além de fazer aquilo que lhe compete, já adivinha os lances, onde o Luisão é ultrapassado em velocidade... e faz as dobras!!! Agora, não lhe peçam para fazer passes em profundidade!!!
Não sei se foi de propósito, mas colocar o Capitão a marcar o golo inaugural, foi uma excelente ideia... O Luisão já chegou àquela fase, onde nem precisa de dizer ou fazer muita coisa, a simples presença, é sinal de problema resolvido!!!
Tenho sido critico, mas hoje até o Eliseu esteve bem... Toda a estratégia ofensiva do Estoril, passava por explorar as 'costas' do Eliseu com passes nas costas. Mas o Eliseu nunca foi ultrapassado...
Mais um jogo à Maxi... impressionante. Voltou-se a falar da renovação do Maxi, já houve informações de fontes habitualmente credíveis que a renovação já estava acertada, espero bem que sim...!!!
O Samaris está a atingir o nível, dos últimos '6' do Benfica. Creio que este é o melhor elogio que lhe posso fazer. Defensivamente, já controla o posicionamento... e com a bola nos pés, já demonstra muita confiança. Só lhe notei algumas falhas, quando tenta arrancar com a bola controlada, e normalmente acaba por adiantar em demasia a bola... dificultando o seu próximo trabalho!!!
Foi muito importante o regresso do Salvio aos golos. O Toto está a passar por uma daquelas fases 'trapalhonas', mas dá tudo... Agora gostaria de ver o Salvio fazer um cruzamento de primeira, quando recebe a bola sozinho!!! Não é preciso, partir sempre para a finta...!!!
O regresso do Nico, era a única dúvida no onze. E a 1.ª parte, até foi melhor daquilo que estava à espera... Após tanto tempo parado, seria expectável alguns problemas nos confrontos directos com os defesas, mas não, o Nico estava solto, com velocidade... A meio do 2.º tempo, o 'combustível' acabou, só assim se explica aquele Amarelo 'parvo' completamente desnecessário. Mas foi importante este regresso, principalmente para as próximas jornadas, onde vamos ter um Gaitán com mais ritmo...
Com o colectivo a funcionar, muitas vezes não damos importância a movimentações, longe da finalização. Os nossos dois avançados: Lima e Jonas, são responsáveis pelo início de muitas das nossas jogadas de ataque, normalmente pelos flancos. O Jonas está completamente adaptado ao sistema, transpira classe a cada toque de bola, e hoje até podia ter feito um hat-trick!!!
Com o resultado decidido cedo, o Jesus voltou estranhamente a retardar as substituições, o Nico estava todo o roto, devia ter saído mais cedo... e o jogo como estava até pedia a entrada do Ola John. Que ainda foi a tempo de fazer um meio-golo!!!
Nota-se que o Talisca quer voltar a conquistar a confiança do treinador. Sem grandes problemas defensivos para resolver, o Baiano entrou bem, e com a capacidade e confiança de fazer passes longos, que acabaram por tornar o Benfica ainda mais perigoso... O Jonas hoje devia-lhe pagar o jantar, porque tirou-lhe um golo!!!
O Cristante entrou tarde, mas por acaso, até perdeu algumas bolas que não devia...!!!
Ouvir o Couceiro a fazer insinuações sobre o Capela, deixa-me agoniado!!! Ainda não vi o jogo na TV, mas no Estádio, das 20 faltas marcadas contra o Benfica, 15 provavelmente não existiram!!! O homem é incompetente?! É... Mas hoje, se houve prejudicados, não foi seguramente o Estoril... Já estive com o Capela pessoalmente, não acho que seja corrupto (o que vindo de mim, é um tremendo elogio!!!), mas não me inspira confiança nenhuma, tem aquele olhar esgrouviado, muito nervoso... parece mesmo que lhe falta alguns parafusos!!! Hoje, influenciado pela campanha anti-Benfica, deixou claro que não queira ser acusado de beneficiar o Benfica: começou por não marcar um canto a favor do Benfica; foi perdoando vários cartões ao Estoril; qualquer jogador do Estoril caído no meio-campo do Benfica era falta; qualquer recuperação alta do Benfica era falta; e ainda teve o descaramento de mostrar mais um amarelo ao Maxi, numa jogada normal...!!!
O Benfica fez um bom jogo, é verdade... mas este Estoril é uma sombra do Estoril do ano passado. Hoje, pareceu-me mesmo, um daqueles jogos, onde os jogadores tentaram fazer a 'folha' ao treinador!!! Posso, estar enganado, mas o Couceiro não se vai aguentar muitas mais tempo...
No próximo Domingo à tarde, vamos ter mais uma final. Os jogos contra equipas do Pedro Emanuel são sempre, sempre complicados. O tipo de jogo que fazemos na Luz, é quase impossível de replicar noutros relvados. Mesmo quando não chove, é normal encontrar batatais por este Portugal fora... A velocidade, que mudamos de flanco nunca poderá ser a mesma... Aquela jogada típica, quando o Samaris recua para jogar ao lado dos Centrais, e depois mete a bola na corrida do Maxi, será muito difícil de efectuar em Arouca... Independentemente do resultado de amanhã no antro Corrupto, temos que continuar a somar 3 pontos... não podemos dar mais esperanças aos Corruptos...
PS: Após o final do jogo, no Museu Cosme Damião decorreu a Gala de aniversário do Benfica. Este ano não houve votação para eleger os vencedores dos Galardões, foi por 'ajuste directo'!!! Parece que foi uma opção para poupar recursos financeiros!!! Mas creio que uma votação online, não seria complicada de montar... A rever.
Futebolista: Nico Gaitán
Mérito e Dedicação: Joaquim Ferreira Bogalho
Revelação: João Teixeira (equipa B), e João Pereira (triatlo)
Projecto: Museu Cosme Damião
Formação: Equipa Júnior Andebol e Equipa Júnior Futebol
Inovação: Benfica TV Premium
Parceiro: Emirates
Casas do Benfica: Casa do Benfica de Elvas
Homenagem: Manuel Vilarinho
Modalidades: Basquetebol
Atleta de Alta Competição: Valter Neves
Carreira: Shéu
Treinador: Jorge Jesus

Empurrados... para a vitória !!!

Oliveirense 5 - 8 Benfica

Este jogo começou às 17h, exactamente no mesmo horário do futebol, portanto só no final fiquei a conhecer as incidências, e que incidências!!!
Ao intervalo estávamos a ganhar por 0-5 !!! Pouco depois do início da 2.ª parte estava 5-5 !!!
As crónicas falam de mais uma roubalheira histórica: Rui Torres e Paulo Rainha foram os apitadores... esta Tainha já tem um curriculum impressionante com o Benfica!!!
Só a superior classe de Carlos Nicolia permitiu ao Benfica, reagir, e vencer o jogo... a Oliveirense teve mesmo a oportunidade de passar para a frente, com um 6-5, mas o Trabal defendeu o penalty!!!
Continuamos com os 3 pontos de vantagem, cada vez faltam menos jornadas, pessoalmente só vejo uma deslocação complicada: Valongo. Que está mais fraco que o ano passado, mas está mais forte do que demonstrou no início desta época.
Sabendo que o critério de desempate é o confronto directo, sabendo da nossa vitória no antro dos Corruptos, por números expressivos... temos tudo para voltar a celebrar o título. Mas é importante manter a concentração em todos os jogos, até porque os Rainhas, os Pintos andam por aí...!!!

Em frente...

Santo Tirso 26 - 36 Benfica

Vitória esperada, num jogo que esteve sempre controlado... a vantagem até chegou a ser maior.
Agora na Final 4, vamos encontrar o ABC, o Sporting ou muito provavelmente os Corruptos, portanto a 4 equipas nacionais mais fortes, onde o Benfica não sendo favorito, pode sempre fazer uma surpresa, como se provou na última quarta-feira...

Ultrapassar as dificuldades...

Benfica 97 - 87 Lusitânia
31-18, 22-27, 23-14, 21-28

Com 4 bases lesionados (Carreira, Fernandes, Barroso, Gameiro) teve que ser mais uma vez o Jobey a fazer tudo!!! É preciso ter algum galo para ter tantas lesões, em jogadores da mesma posição... espero que a sobrecarga de minutos em cima do Jobey, não o prejudique mais tarde... hoje, jogou os 40 minutos.

Em relação ao jogo, de início até parecia que iria ser fácil, mas acabou por ser mais apertado do que se esperava...!!!
Apesar dos problemas com os bases, voltámos a demonstrar dificuldades no jogo interior. Dividimos os ressaltos (31), o que não seria expectável, e curiosamente o Cláudio Fonseca voltou a não jogar, com o Slay a fazer somente 5 pontos, e a defender pouco...!!!

Juniores - 2.ª jornada - Fase Final

Gilson Costa
Guimarães 1 - 1 Benfica

Duas jornadas, dois pontos, a 4 pontos da liderança!!! Num mini-campeonato, com 14 jornadas, a próxima a 3.ª é decisiva: Benfica-Corruptos no Seixal!!!
Marcámos primeiro, mas o Vitória empatou de penalty ainda na 1.ª parte...
O João Carvalho e o Diogo Gonçalves voltaram a jogar pelos Juniores, suspeito que amanhã na equipa B, vão jogar mais alguns jogadores do plantel principal...

Ferreira; Isaac, Dias, Lima, Yuri; Rodrigues, Gilson, Guga (Kevin, 61'); Gonçalves (Flávio Silva, 55'), Carvalho (Semedo, 82'); Hildeberto.

Corruptos......6
Gil Vicente.....6
Sporting........3
Rio Ave.........3
Benfica........2
Nacional.......1
Guimarães....1
Leiria...........0

111


Em ano de capicua (dupla, pois celebrámos à poucos meses o 33.º título absoluto Nacional...), depois de homenagear a dedicação, a prenda que queremos é o Bicampeonato, e para lá chegar, os 3 pontos desta tarde são muito importantes...
Força dentro do campo, e Benfiquismo nas bancadas, é a receita:

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

É preciso vencer o Estoril

"A vitória do Benfica em Moreira de Cónegos foi arrancada da alma em campo na segunda parte,  mas também da menoridade intelectual de um hooligan que vestia a camisola do Moreirense. A natural superioridade individual e colectiva do Benfica tardou em chegar e, como no jogo da primeira volta, foram três pontos difíceis. Mas este jogo fica marcado também pelo aumento dos recursos que o famoso anti-Benfica é capaz. Se não vejamos: um suposto equívoco arbitral que transformou um penalty a favor do Benfica num pontapé de canto passou agora para o rol dos chamados benefícios. Por mim, cada vez que haja um canto a favor do Benfica podem passar a assinalar penalty para nos prejudicarem.
Amanhã, contra o Estoril, o favoritismo não ganha o jogo. Basta lembrar o jogo da primeira volta, e aquele outro de Maio de 2013 (onde se começou a perder o título) para perceber que teremos uma batalha difícil. Sete jogos em casa e cinco fora é o que nos separa do objectivo. Em dia de aniversário, a prenda que os adeptos pedem da equipa são os três pontos. No dia em que se comemora Cosme Damião, e mais de um século da generosidade de sucessivas gerações, no dia em que se celebra a mais apaixonada causa colectiva portuguesa, é também preciso vencer.
Esta semana europeia confirmou aquilo que já se sabia, mas que a orientada má fé e a reiterada abstinência de verdade escondiam: o grupo europeu do Benfica era muito forte. Todas as equipas do grupo europeu do Benfica (Mónaco, Leverkussen, Zenit) ganharam com categoria e classe. O Mónaco, que não ganhou qualquer jogo ao Benfica, foi ao Emirates mostrar porque ganhou o grupo.
Por fim o Sporting, numa semana em que o presidente voltou a ser o principal foco de instabilidade, caiu de pé contra um adversário melhor e chegará exausto ao Dragão."

Sílvio Cervan, in A Bola

Vitória em Guimarães !!!

Guimarães 0 - 3 Benfica
21-25, 12-25, 19-25

Tudo normal, em vésperas de embate com Gregos na Europa !!!


Memória Benfiquista...

Respeito...

"O espaço mediático dos dias de hoje concorre e estrangula a razão de muitas das medidas e propostas apresentadas no domínio público. É uma consequência da multiplicação dos media e das suas plataformas, mas também da forma distorcida e pouco rigorosa com que alguns protagonistas políticos falam de determinados temas, substituindo os locais próprios onde devia ser feita a discussão e a troca de argumentos pelo espaço mediático.
Em vez da sobriedade e do rigor da análise, o caso das chamadas taxas urbanísticas do Sport Lisboa e Benfica, tornou-se objecto de sucessivas intervenções inflamadas onde se distorcem factos, se ignoram razões, compromissos e protocolos.
O Sport Lisboa e Benfica é uma instituição centenária que merece ser tratada com respeito e os seus responsáveis sempre estiveram disponíveis para prestar todos os esclarecimentos considerados necessários, nos locais próprios. Em face do ruído gerado e alimentado nos últimos dias, e das declarações mais recentes de algumas pessoas com responsabilidades públicas, impõe-se um esclarecimento em relação ao que verdadeiramente está em causa:
Mais de 4 mil jovens frequentam semanalmente as instalações do Estádio da Luz, onde desenvolvem a sua pratica desportiva. Não são atletas profissionais, são jovens que praticam várias modalidades amadoras. Desde o hóquei em patins ao atletismo, do voleibol ao futsal, do basquetebol ao andebol.
Mais de 6 mil crianças carenciadas recebem apoio da Fundação Benfica a nível escolar. Uma intervenção social relevante, com visitas regulares às instalações do estádio onde desenvolvem actividades desportivas complementares.
Uma elevada percentagem dos atletas portugueses que irão estar presentes no Rio de Janeiro em 2016 trabalham no 'Projecto Olímpico' totalmente suportando pelo Sport Lisboa e Benfica.
As piscinas do estádio da Luz são frequentadas por 2700 utentes, 1800 deles crianças.
O trabalho realizado pelo Clube é reconhecido pelos seus beneficiários e é do conhecimento da Câmara Municipal de Lisboa.
A Assembleia Municipal de Lisboa, tal como a Câmara Municipal, têm responsabilidades crescentes perante uma realidade económica, jurídica, social e cultural cada vez mais complexa que não pode permitir analises contaminadas pela demagogia de alguns dos seus agentes.
O SL Benfica faz parte da solução e não do problema. Assim foi no passado e assim continuará a ser no futuro. Temos a esperança que, respeitando os protocolos de 1989, 1995 e 2003, os órgãos competentes do município de Lisboa saberão encontrar a solução mais adequada às legitimas pretensões do Sport Lisboa e Benfica, respeitando a boa fé e o bom senso que deve imperar entre todos os protagonistas envolvidos."

Cantigas

"À medida que nos vamos aproximando da fase decisiva da época, é cada vez mais sonoro o ruído provocado pela única e clássica aliança no futebol: a que congrega FC Porto e Sporting, num ataque ao Benfica.
De um lado, aqueles que durante décadas beneficiaram de arbitragens protectoras em troca de viagens ao Brasil, de favores de prostitutas, de promoções na carreira, de aconselhamento matrimonial, ou de manobras de intimidação à moda siciliana, Crimes cujo castigo ficou vedado por meras incidências processuais, mas que jamais cairão no esquecimento.
Do outro lado, o queixume próprio de quem nada ganha há longos anos, de quem sempre se colocou em bicos de pés na tentativa reiteradamente frustrada de se sentir à altura do odiado vizinho e rival, e de quem tem a necessidade crescente de encobrir desilusões próprias atirando lama para cima dos triunfos alheios. 
Um canto que não era canto - era penálti... Um cartão vermelho incontestável. Um lance dividido, mas limpo, na área do Benfica. Três momentos do jogo de Moreira Cónegos cujo benefício extra-desportivo para o Benfica foi nulo, mas que serviram de arma de arremesso no futebol falado e escrito, devidamente misturados num ressequido bolo de mistificação e embuste. A razão para a gritaria é só uma: o medo de ver o Benfica sagrar-se campeão. O objectivo é simples: pressionar as arbitragens dos próximos jogos, para assim tentar impedir que esse temido desfecho se torne realidade.
A resposta será dada em campo. E também nas bancadas, onde a nossa voz se fará ouvir mais alto que todas as tentativas de desestabilização de que seremos alvo até ao fim desta Liga. Estamos todos convocados. Cada jogo uma final, cada lance uma vida. E um título à distância da nossa união e vontade de vencer."

Luís Fialho, in O Benfica