Últimas indefectivações

sábado, 9 de abril de 2022

Carrega, Benfica!


"'Vai Simão, vai Simãozinho, vai Simãozinho, chuta Simão, chuta... golo! È golo do Benfica! É Simão, é Simãozinho! Simão! Se de subtil, I de inteligência, M de matreiro, A de astuto. O de oportuno... com cinco letras se escreve: Simão!' - esta é uma das melodias mais bonitas que as antenas da rádio já transmitiram.
Na época em que os meus amigos deliravam com os ringtones e toques de telemóvel que compravam através daqueles códigos estranhos que vinham nas últimas páginas das revistas - normalmente para desespero da carteira dos seus pais - cá eu, quando alguém me ligava, o telemóvel começava a tocar o relato do pontapé do Simão em Liverpool. Sempre com o mesmo entusiasmo, com cada uma das palavras da narração na ponta da língua e, provavelmente, com muitas chamadas não atendidas - era o que faltava interromper aquele momento de inspiração e poesia.
Quarta-feira é dia de sonhar. É dia de acordar, olhar para o céu e lembrar que o Benfica é isto: um emblema que deve estar ao lado de outros grandes emblemas na luta pela glória europeia. Escrevo este artigo antes do início da 1.ª mão com a plena convicção de que a decisão será em Inglaterra. Ansioso, porque o momento não permite que seja de outra forma. Certo de que o Inferno da Luz se vai fazer sentir e confiante, como todos os benfiquistas, de que a Mística nunca se esconde nestes momentos. Esperançoso de que, em Anfield Road, honrem os ases que nos honraram o passado. Como sempre, com as vozes nas bancadas bem afinadas antes de ficarem afónicas. E, no final, com a qualificação do Benfica depois de uma noite europeia se sonho. Vamos lá, malta, estou a precisar de renovar o meu toque de telemóvel."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"Artimanhas. Do distrital ao nacional, a teatralização no futebol é cada vez mais um defeito de berço, um grave problema endémico que urge combater e que não pode ficar fora dos debates sobre tempo útil de jogo, nem ser excluído das reflexões sobre as profusas manobras de antijogo. O que se passou num determinado momento do jogo dos Sub-19 no passado domingo, não sendo dos casos mais lastimosos, constituiu um episódio que se soma aos tantos em que o futebol é rasteirado pela sua negação.
A 6.ª jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional de Juniores registou uma vitória do Benfica sobre o Alverca (3-1), mas houve um período do desafio, já na segunda parte, em que a equipa visitante esteve no comando do resultado. Foi nessa circunstância que a plateia no Benfica Campus, e quem acompanhou através da BTV, presenciou diversas tentativas de 'travagem' do jogo (nem todas atendidas...) por parte dos forasteiros.
Uma dessas 'encenações estratégicas', urdidas para perturbar a reacção do colectivo benfiquista (em busca da reviravolta), acabou ironicamente na expulsão de um futebolista alverquense. O cartão vermelho ditou uma condição de inferioridade numérica, sim, mas sobretudo foi um merecido castigo para quem se deixou levar pela(s) manha(s) e preteriu o lado bom do jogo.

Goleada de ética e raça. No mesmo jogo dos Juniores, um acidente próprio do futebol (choque casual de cabeça contra cabeça) abalou temporariamente a disponibilidade física de Diogo Prioste por volta do minuto 15. Não foi uma colisão violenta, mas fez alguma mossa. Recomposto ao fim de um tempo, em condições de prosseguir em campo e desempenhar as suas tarefas, embora de cabeça ligada, o médio, por tudo o que transpareceu e pela energia que emprestou à equipa, foi um exemplo de determinação, ética e perseverança. Pelo respeito à modalidade, pelo amor à camisola e pela paixão de competir, não houve golpe nem dor (genuínos...) que o detivessem. A exibição do colectivo esteve longe da perfeição, mas Prioste, num cenário adverso, conseguiu articular serenidade e força, rebatendo ameaças de tempestade. Num mano a mano por ele ganho, na raça, parte da grande área do Alverca, seguido de um pontapé formidável com destino ao golo, principiou a viragem do resultado. O líder venceu, mas o melhor do futebol goleou!"

João Sanches, in O Benfica

sexta-feira, 8 de abril de 2022

VAR, para que te quero?


"Escrevo antes do Benfica-Liverpool. E não deixa de ser tarefa ingrata escrever antes de uma partida de tal dimensão e importância.
Afastado dos títulos nacionais, a Champions tem sido um bálsamo para o Benfica 2021-2022. Tudo começou nas pré-eliminatórias, continuou no apuramento em grupos de grau de dificuldade elevadíssimo, e depois numa noite heroica em Amesterdão. Na pior das hipóteses, o Benfica terá de disputar mais um jogo, em Anfield Road, o qual - aconteça o que tiver acontecido na Luz - será sempre um palco para afirmação do prestígio do clube e dos nossos jogadores.
Ficou demonstrado internacionalmente que o Benfica, este Benfica, podia ter feito muito mais nas frentes domésticas. Muitas vezes por culpa própria (e essas merecerão certamente a devida reflexão interna), mas demasiadas vezes por interferência de terceiros, quer nos nossos jogos, quer nos jogos dos rivais.
A última jornada foi, aliás, exemplar daquilo que se tem passado. Uma falta inexistente deu origem ao primeiro golo do SC Braga, condicionando desde logo toda a partida da Pedreira. Um penálti-fantasma abriu caminho a mais uma vitória do Sporting em Alvalade. Assim se resolveu de vez a questão do 2.º lugar. E assim se vai escrevendo a história deste campeonato.
Erros graves têm-se sucedido sem explicação. Sempre para os mesmos lados, deixando a sensação de que os árbitros têm medo de assinalar algo a nosso favor. No campeonato português, o VAR parece instrumentalizado para benefício de uns e prejuízo de outros.
Não será possível fazer qualquer balanço da época sem ter esta negra realidade em conta."

Luís Fialho, in O Benfica

Mais que Futebol


"O futebol não é apenas futebol. É bem mais que isso porque na verdade ele é tudo o que conseguirmos alcançar e fazer através dele. É o futebol, de facto, abre-nos o mundo e leva-nos a todos os recantos da humanidade e do planeta por mais recônditos ou incessáveis que sejam.
O Benfica há muito que se apercebeu disso porque os benfiquistas lhe deram matriz solidária desde o berço e porque sabem bem que a partir de um pequeno grupo, com vontade e ambição, é possível juntar esforços, reunir as parcas algibeiras, comprar uma bola em segunda mão e fazer o maior clube do mundo. Mais de um século depois o Benfica, que se senta por direito próprio à mesa dos grandes clubes mundiais, não esquece as suas origens, não relega o Povo, ou melhor, os Povos, para segundo plano e dá-lhes lugar cimeiro na sua atenção, na sua ação solidária e na sua visão de futuro. É por isso que, quando nos pedem conteúdos para a semana europeia 'More than Football' tudo o que temos a fazer é tirar uma foto do nosso trabalho nesse dia e enviar. No caso, foi sobre o acolhimento de famílias ucranianas, que ficaram a saber, pela diferença feita nas suas vidas neste momentos trágico, que para o Benfica o futebol é mesmo mais que futebol!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
No passado fim-de-semana perdemos pela 1.ª vez na temporada no basquetebol feminino (31.º jogo) e nos sub-17 de futebol (26.º jogo). Estou convicto, em ambos os casos, de que não passará de um percalço no percurso para o título;

8
Excelente triunfo na deslocação ao Alavarium, e subiu para 8 pontos a vantagem no Campeonato Nacional de andebol feminino (Alavarium tem 1 jogo a menos e pode reduzir para 6). Faltam ainda 8 jornadas, mas é inevitável o entusiasmo pela possibilidade cada vez mais real de regressarmos ao título nacional;

12
Estamos na final do Campeonato de voleibol pela 12.º época consecutiva. Já lá vai o tempo em que não tínhamos muita tradição nesta modalidade. Dos 9 títulos nacionais conquistados, 6 foram-no nas últimas 8 edições do campeonato;

27
Voltámos a vencer em basquetebol no João Rocha e, desta feita, com uma curiosidade: Betinho marcou 27 pontos, o seu melhor desempenho na concretização em 6 épocas de águia ao peito;

42
Darwin chegou aos 42 golos pelo Benfica em competições oficiais, igualando o pecúlio de Filipovic e Iaúca. No Campeonato chegou aos 27, tantos quantos os marcados por Rodrigo, mas menos 16 jogos. Leva 5 golos na Liga dos Campeões em apenas 9 jogos. Só 16 jogadores marcaram mais pelo Benfica na prova, uma lista liderada por Eusébio, com 46. E são 10 nas competições europeias (16 jogos), apenas 14 marcaram mais;

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É fácil, é de borla e ajuda muito todos os necessitados que a Fundação Benfica auxilia. Não se esqueça de indicar o NIF da Fundação Benfica na sua declaração de IRS, e com isso estará a consignar 0,5% dos seus impostos a uma instituição que muito tem ajudado quem precisa e indelevelmente enobrece o Sport Lisboa e Benfica."

João Tomaz, in O Benfica

Modalidades #80 - Semanada...

Vara...!!!


"Mais uma excursão de adeptos do Calor da Noite ao Estádio da Luz. É que nem um falha! Que se foda, é deixar arder. Vamos passar a rir-nos, não há outra forma de encarar isto e o silêncio de Rui Costa e Rui Pedro Braz.
Benfica-Belenenses SAD, 9 abril - 18 horas
Árbitro: Gustavo Correia
Assistentes: Inácio Pereira e Tiago Leandro
4.º árbitro: João Casegas
VAR: Vasco Santos
AVAR: Sérgio Jesus
Sigaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!"

BI: Viagens em Vermelho - Liverpool...

Um Benfica de champanhe, mas sem pão


"Em 1981 o Liverpool foi campeão europeu após derrotar na final da antiga Taça dos Campeões Europeus o Real Madrid por 1-0. Foi uma tarde gloriosa na rica história do grande clube Inglês. Há lá coisa mais perfeita? Numa tarde de Maio encontrarem-se em Paris os "all-red" e os "all-white" e o clube que nunca caminhará sozinho atingir o ceptro mais cobiçado do velho continente. Foi tudo perfeito! Foi mesmo? Uma pessoa achou que não. É uma história já contada por vários jogadores do Liverpool: festejavam eles efusivamente a eterna conquista, quando entrou no balneário o seu ancião treinador Bob Pasley e com um ar muito sério dirigiu-se a eles:
"Meus senhores, os meus parabéns. Conquistaram o champanhe do futebol. Mas não vos quero deixar esquecer que ficaram em 5º lugar no campeonato. Vocês falharam no pão com manteiga. E de pouco vale o champanhe quando não há pão com manteiga. Por isso celebrem hoje. Amanhã voltamos ao trabalho".
Os jogadores do Liverpool perceberam a mensagem e foram tricampeões nacionais nos anos seguintes.
Isto tudo para dizer que, como canta Chico Buarque na sua música "Tanto Mar", foi bonita a festa, pá. Durante duas horas tivemos o Benfica no centro do universo futebolístico, a disputar o acesso às meias-finais da Liga dos Campeões contra uma das melhores equipas do mundo. O Benfica perdeu, de forma até natural dir-se-á, mas manteve o seu prestígio. E no dia seguinte foi tema de conversa em Inglaterra o ambiente fantástico que se viveu na Luz. Sessenta mil adeptos num enorme estádio a recordar à Europa e a si mesmos que pertencem à realeza europeia, que são de um clube com história, glória e lenda que rivaliza com todos os outros clubes e que não é por acaso que foi a única entidade fora das 5 principais Ligas europeias a chegar a este patamar.
Esta temporada tem muitas semelhanças a 2005/06. Também aí brilhámos na Europa chegando longe, derrotando pelo caminho Manchester United e Liverpool, tal como desta vez o fizemos com Barcelona e Ajax. São temporadas em que vivenciámos o champanhe do futebol. Mas o pão e manteiga...aí passámos fome.
A noite com o Liverpool revelou deficiências e defeitos, é certo. Mas o problema do Benfica não está nessa noite. Está em todos os outros dias. Está na derrota com o Braga. Está no 3º lugar. Está nas 5 derrotas em 6 jogos este ano contra Porto, Sporting e Braga. Está em mais um ano sem títulos. Está na ausência de liderança e de comunicação do presidente e seus dirigentes. Na falta de carisma do seu treinador. Na falta de aplicação dos seus jogadores nos jogos nacionais. Tal como Bob Pasley, é importante que desfrutemos, tenhamos orgulho no que fizemos na Europa, mas não nos deixemos iludir e mantenhamos o foco. Amanhã é dia de voltar ao trabalho.
O Benfica precisa de vencer os seus jogos até final do campeonato e precisa de dar tudo em Anfield. Provavelmente irá ser eliminado, mas neste momento não há nada a perder e tudo a ganhar. Recordemos os golos de Simão e Miccoli em 2006 e honremos os milhares de Benfiquistas que já estão de passaporte pronto para ir a Inglaterra apoiar o Glorioso.
Dizia outro treinador mítico do Liverpool, o histórico Bill Shankly que "há quem diga que o futebol é um jogo de vida ou de morte. Fico muito decepcionado com essa atitude. Posso assegurar que é muito, muito mais importante que isso".
Que o Benfica tenha essa atitude em todos os momentos e não apenas quando toca o hino da Champions..."

O misterioso Mr. Smith


"O mais Porco Pugilista Do Mundo: bronco, trapaceiro irremediável, só era possível encontrá-lo no fundo de uma garrafa de bourbon

William Amos Smith era profundamente admirado pela forma como espancava e se fazia espancar nos ringues, mas não deixava, por isso, de ser um patife. Aceite-se que era bem mais de dar do que de levar, de tal forma que venceu por duas vezes o campeonato do mundo de pesos pesados, a primeira com apenas 21 anos (em 1892), a segunda já com 27 (1898). Para um saloio analfabeto nascido em Little River, Digby County, Nova Escócia, Canadá, sexto filho de um pescador que viera dos Estados Unidos, a vida não prometia ser fácil. E não foi. Quando chegou aos 18 anos não arranjou outra profissão que não fosse a de andar à porrada para mexer com o dinheiro dos apostadores locais. Bruto, de tronco largo, quase quadrado, tratou da saúde a uns poucos de atrevidos que também tinham o sonho de seguir uma carreira à costa de punhos. William assumiu uma tal capacidade para odiar os seus adversários que andou ali, vai não vai, à beira da psicopatia. Mataria facilmente um homem durante um combate e ainda lhe cuspiria no cadáver. Por isso Little River era demasiado pequena para ele. Já tinha batido em quase toda a gente da terriola.
Um dos seus irmãos mais velhos, Saint-Clair Smith, tornou-se manager de William. Levou-o para os Estados Unidos e pô-lo a combater com o terrível Jack Dempsey, o primeiro campeão do mundo de pesados, de 1884 a 1891, que nessa fase já estava um bocado a cair da tripeça para ia ganhando o seu a fazer espetáculos de exibição. Claro que Smith estava louco para rebentar com as fuças a Dempsey, estando-se absolutamente nas tintas para as convenções criadas para esses espetáculos semi-forjados. Ou seja, o ideal era trocarem uns murros, encostarem-se muito às cordas e saírem de lá com a verba previamente combinada. William ia ganhando para as propinas, embora não muito, mas aborrecia-o de morte ter de fingir que mantinha o equilíbrio frente a boxeurs com mais dez anos do que ele. Então resolveu mudar de vida, meteu-se num navio a vapor, juntamente com o seu amigo Kid Lavigne, também boxeur, para Portland, onde se instalara o seu irmão mais velho. Foi por aí que ganhou a alcunha de ‘O mais Porcalhão Jogadores de Todos os Tempos’, o que não é absolutamente despiciendo.
Para William Smith, se o boxe tinha regras era para serem quebradas em todos os combates. Não hesitava em enfiar os cotovelos nos supercílios dos opositores ou enfiar-lhes nos olhos dedos de unhas mal cortadas. Um trapaceiro. Os árbitros ganharam o hábito de o suspender, de cada vez que o apanhavam com os seus truques sujos mas também é preciso dizer que era uma situação vulgar no boxe dos anos de então.
Em 1892, Billy estava em grande. Tinha acabado de vencer por KO Billy Shadow, no Pastime Athetic Club. Oregan, desafiara outros dos grandes, Danny Needham, casara com uma fedelha de 16 anos, Minnie Valentine Merchant, e mentia descaradamente sobre a sua vida em cada entrevista que dava, o que abriu uma confusão irreparável em redor da sua biografia. Os repórteres começaram a chamar-lhe de Billy Mistery, algo que lhe agradou e que sempre atirou para a valeta por uns tempos o cognome de ‘Porcalhão’.
Até deixar de combater viajou bastante por Inglaterra onde o seu estilo trafulha, ao qual acrescentara recentemente a novidade de morder pescoços e orelhas dos adversários quando as caras ficavam juntas, nunca foi bem aceite. Não era um gajo simpático, não senhor. Não teve outro remédio senão regressar aos Estados Unidos onde podia agredir os adversários mais à vontade. Habituada a apanhar a torto e a direito, Minnie era de compleição fraca e morreu um ano mais tarde com problemas sanguíneos. Smith não perdeu tempo e tratou de dar o nó com Maime Cavanought, apenas dois anos mais velha.
O ‘porcalhão’ William algum dia teria de abandonar as luvas. Acabou por ser um alívio já que ficou com mais tempo para beber, assunto no qual era verdadeiramente bom. Miss Cavanougt fartou-se dele em dois tempos. O casamento não durou um mês e, mal ela saiu de casa, Smith abriu a porta à sua terceira mulher, Josephine Hoffstatter-Barde. A verdade é que, a despeito de ter sido sempre conhecido pelo ‘Misterioso Mr. Smith’, a sua vida acabou por não ter mistério nenhum. Gastou-a a andar à porrada e a beber garrafas inteiras de bourbon enquanto chateava mulheres até à morte. Mas ainda antes de ser levado pela Senhora da Gadanha, aos 66 anos, abriu um bar chamado the Champions Rest. Enfim, pode ter descansado do pugilismo, mas nunca do halterocopismo. Tinha uma sede monstruosa, o que explicaria muitos dos seus truques sujos e se alguém queria, de facto, falar com ele com o mínimo de seriedade tinha de ir procurá-lo ao fundo de uma garrafa. Foi lá que a sua alma sempre morou. O ‘Porcalhão’ nunca lhe deu um minuto de paz."

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Liga da Gamela!!!

3 campeões que foram esquecidos | SL Benfica


"Recordas-te do nome de algum destes 3 campeões encarnados?

A mística do SL Benfica, ou a mística benfiquista, é uma expressão que ficou imortalizada até aos dias de hoje e que começou a ganhar o seu verdadeiro significado a partir dos anos 60, durante o apogeu europeu dos encarnados.
Jogadores como José Águas, Mário Coluna, Eusébio, António Simões, entre outros, eram vistos como os verdadeiros símbolos do SL Benfica na altura e aquilo que representavam para o clube. Vontade de vencer, raça e o amor à camisola que envergavam.
Esse sentimento passou a ser um mote para as décadas seguintes e todos os jogadores que assinassem pelas águias, teriam de aprender o que era a mística para começarem também eles a sentir a responsabilidade do que era representar um dos melhores emblemas da Europa.
Nos anos 70 e 80 apareceu uma nova geração de jogadores que também ficaram associados à verdadeira mística benfiquista. Alguns desses nomes foram Humberto Coelho, Toni, Shéu, Veloso e Chalana. Esses tempos também foram de glória e só na década de 70 o SL Benfica conquistou seis campeonatos.
Mas será que todos esses campeões, que se entregaram de corpo e alma ao clube, ainda são lembrados? O que a história nos diz é que também existiram atletas que representavam esse espírito de entrega mas que mereciam ter mais destaque na história do clube.
Vieram os anos 90 e com eles uma mudança de paradigma no futebol europeu, ao deixar de existir limite de estrangeiros nos onzes iniciais das equipas. O desporto rei entrava assim numa nova era e a cotação dos jogadores começou a subir em flecha.
Foi a partir daqui que começou também a discussão em torno dos ordenados chorudos que as grandes estrelas recebiam por representarem as suas equipas.
O futebol começou a transformar-se num negócio, as transferências passaram a ser mais frequentes e por valores cada vez mais altos, com os atletas a permanecerem menos tempo nos clubes onde começavam as suas carreiras. Uma situação que pode perfeitamente levar ao esquecimento de um jogador por parte do clube que o formou.
Essa mudança apanhou também o SL Benfica, que a partir do final dos anos 90 e até aos dias de hoje, já contratou jogadores que não sentiram o peso do manto sagrado e foram para a Luz apenas dar uns pontapés na bola e receber o seu ao final do mês.
Não é por acaso que ainda hoje se discute que a mística do SL Benfica desapareceu. Mas evidentemente que há excepções e Luisão é um desses exemplos. Contratado em 2003, o defesa brasileiro esteve praticamente toda a carreira de águia ao peito e deu tudo pelo clube.
Diria até que foi dos últimos a sentir realmente o que é a mística benfiquista. Ainda mantém ligação com o SL Benfica dentro da estrutura encarnada mas obviamente que será sempre um jogador lembrado até à eternidade quando abandonar definitivamente o clube.
Desde a sua fundação, muitos foram os jogadores que “cresceram” no SL Benfica, que suaram a camisola e ajudaram o museu dos encarnados a ficar mais recheado. Mas será que todos esses campeões foram ou são lembrados pelo clube? Eis três exemplos daquilo que escrevi nos parágrafos anteriores.

1. João Pereira
Formado no SL Benfica, João Pereira estreou-se em 2003 pela equipa principal das águias com apenas 19 anos de idade, mas foi em 2005 que se viria a tornar campeão nacional, pela mão do técnico italiano, Giovanni Trapattoni.
Durante os festejos desse campeonato, o antigo defesa direito dos encarnados disse que seria o primeiro de muitos ao serviço do SL Benfica. No entanto, realizou apenas mais meia temporada antes de se transferir para o Gil Vicente FC em 2006.
Foi para o SC Braga onde esteve duas épocas e meia e em 2009 mudou-se para o grande rival da segunda circular, o Sporting CP, que representou durante três períodos, 2009-2012, 2015-2017 e 2021. Terminou a sua carreira o ano passado em Alvalade, assumindo o verde como a cor do seu coração, mas foi na Luz que marcou mais golos durante toda a sua carreira, num total de sete.
A sua ligação com o SL Benfica foi-se deteriorando ao longo do tempo, com o clube encarnado a nunca fazer questão de lembrar o seu ex-jogador, mesmo que este tenha “nascido” na sua formação. João Pereira também já lançou farpas ao SL Benfica no passado, chegando mesmo a afirmar em 2009 que foi dispensado da Luz e que ninguém o avisou. Esta relação de indiferença entre os dois já vem de há muitos anos e parece que é para durar.

2. Vítor Martins
Mais conhecido no mundo do futebol como Garoupa, Vítor Martins fez toda a sua carreira com a camisola do SL Benfica. Era um médio com uma grande qualidade técnica e por alguma razão esteve dez épocas na Luz. E só não esteve mais porque um problema de saúde o obrigou a terminar a carreira mais cedo.
Partilhou o balneário com alguns dos maiores nomes da história do SL Benfica, entre eles, Eusébio, pois apanhou a geração da década de 60 e o início da geração de 70. Conquistou seis campeonatos e não se percebe muito bem porque não se fala muito em Vítor Martins.
De águia ao peito, marcou 28 golos e foi ele o autor do 3000.º tento dos encarnados em toda a história do Campeonato Nacional. Pode não ser um nome sonante para os adeptos benfiquistas mais novos mas foi um jogador que representou a verdadeira mística do SL Benfica mas que nunca teve o devido reconhecimento.

3. Abel Silva
Chegou a ser apontado como o sucessor de Veloso no lado direito da defesa encarnada mas nunca se conseguiu impor em definitivo na Luz. Foi para o SL Benfica em 1984 ainda em idade de adolescente e foi lá que se fez homem para o futebol.
A estreia no campeonato com a camisola principal das águias aconteceu na época 1988/1989 e mesmo com apenas dois jogos realizados, sagrou-se campeão nacional. Ingressou depois no FC Penafiel em 1990/1991 e rumou à Madeira em 1991/1992 para representar o CS Marítimo, tendo regressado à Luz na temporada seguinte.
Voltou a ser campeão nacional em 1993/1994, a época mágica dos 3-6 em Alvalade, e fez 18 jogos. Foi o seu melhor momento de águia ao peito antes de abandonar novamente a Luz para nunca mais voltar, terminando a carreira em 2001.
Foi ainda um dos heróis de Riade em 1989, ao marcar o primeiro de dois golos com que Portugal derrotou a Nigéria na final do mundial de sub-20. Abel Silva fez parte da chamada geração de ouro do futebol português e é o único ex-jogador encarnado que se pode gabar de ter sido campeão mundial e ter conquistado dois campeonatos ao serviço do SL Benfica.
Um feito que podia ter mais consideração por parte do clube lisboeta mas raramente o nome de Abel Silva é lembrado."

Corrida família


"A News Benfica de hoje é dedicada a mais uma ação da Fundação Benfica, ao excelente trabalho feito no Benfica Campus, à agenda benfiquista e a números reveladores, mas que não surpreendem, de um fenómeno futebolístico muito português.

1
Conheça a ação Corrida Família, que visa as famílias dos atletas das Escolas do Benfica na Ucrânia refugiadas em Portugal, uma parceria entre a Fundação Benfica e o Maratona Clube de Portugal, no âmbito da 31.ª edição da EDP meia-maratona de Lisboa. Veja a reportagem BTV aqui.

2
As convocatórias para as seleções jovens repletas de atletas do Benfica têm sido a norma e esta semana houve mais duas: Sub-15 (11) e Sub-16 (9). Este é um bom sinal do trabalho desenvolvido no Benfica Campus, o qual mereceu destaque nos últimos dias no portal "OneFootball", incluindo uma entrevista ao coordenador técnico da iniciação Rodrigo Magalhães. Saiba mais sobre esta peça jornalística aqui.

3
Há muito Benfica em campo nos próximos dias para vermos e apoiarmos. Pode consultar a agenda completa no Site Oficial. Destacamos o desafio com o B SAD, no Estádio da Luz, sábado às 18h00. Ao início da tarde (14h00), a equipa B defronta o Estrela da Amadora no Benfica Campus. Amanhã há o embate com a Oliveirense na final four da Taça de Portugal de hóquei em patins (20h00) e domingo é dia de Benfica-FC Porto em basquetebol (17h00).

4
Por fim, chamamos a atenção para alguns dos dados divulgados esta semana pelo jornal O Benfica, os quais confirmam certas tendências verificadas na presente edição do Campeonato e atestam desequilíbrios grosseiros com claro prejuízo para o Benfica."

Informações totalmente falsas do "Correio da Manhã"


"O Sport Lisboa e Benfica esclarece que são totalmente falsas as informações avançadas hoje pelo jornal "Correio da Manhã" e que envolvem o seu Presidente Rui Costa, Paulo Gonçalves e Roger Schmidt.
O grupo Cofina insiste em desrespeitar a atual direção do Sport Lisboa e Benfica e os seus associados com sucessivas mentiras sobre a vida da instituição. Uma persistente e total ausência de rigor ou adequação à verdade que merece público repúdio e será objeto de devida ação judicial."

Polvo do Altis!


"Vamos levar décadas a limpar este Polvo do Altis espalhado por todo o futebol Português. O Vitória tem um problema grave em mãos. Os sócios elegeram um indivíduo que tem por única prioridade o clube de quem é sócio há dezenas de anos. Vão passar mal, muito mal. Mas isto não é surpresa para ninguém. O modus operandi do Calor da Noite é exactamente o mesmo de sempre, com a diferença que agora o podem fazer à descarada porque quem é o corrupto são os gaijos dos mailes, as tupeiras, os bouchers, os padres, as meissas, as biciaçons de resultados. Orquestraram uma gigante cortina de fumo com tudo o que eles fazem, fizeram e vão continuar a fazer, com colaboração de PJ e Ministério Público naquele que é o maior escândalo de sempre. Existe novo Secretário de Estado do Desporto e o Benfica tem de exigir que toda a gente que esteve por trás deste esquema Goebbeliano seja julgado pela justiça e esses sim, criminosos, sejam punidos severamente pelo que fizeram à maior Instituição Desportiva do País de nome Sport Lisboa e Benfica!
E assim vão continuar a surgir como cogumelos os Marios Silvas desta vida a treinarem equipas da 1ª Liga, e os Rodineys Sampaios e os Antónios Migueis Cardosos a prolifarem pelas Presidências de clubes da 1ªLiga.
Neste momento, não há um único pormenor que o Calor da Noite tenha deixado ao acaso. É o controlo total de Clubes adversários, Instituições Desportivas e Comunicação Social. Controlo TOTAL! E, por isso, a equipa que cá não perde há 56 jogos, apenas ganha 2 de 9 jogos nas competições europeias. E ninguém diz nada. É o "novo normal". Será que António Costa, Primeiro Ministro, vai começar a olhar para isto e começar a exigir a limpeza de todo este esterco no futebol Português ou vai continuar a assobiar para o lado, sabe-se lá porquê?..."

Vergonha alheia


"Quando se perde tempo para ir a uma página de um clube estrangeiro reclamar que de avião não se vê o Estádio da Luz e só se vê o Estádio de Alvalade, é porque algo de muito errado se passa. Portugal não merece o Sport Lisboa e Benfica."

Polvo das Antas, in Facebook

BI: Liverpool...

Bigodes: Liverpool...

Falar Benfica #57

O Brinco do Baptista #95 - "I Will Tell You"