Últimas indefectivações

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

“Se yo fuera Maradona, vivería como él”


"Foi irresponsável, disparatado, apaixonado, controverso, divertido, foi sobretudo autêntico, e morreu cedo mas viveu muito, e como quis.

Chegam depressa as notícias más, ainda mais depressa agora, diretas no telemóvel, tantas mortes por estes dias, mas o Clarín argentino diz que morreu Maradona, Diego, El D10s, e com esse na Argentina não pode haver confusão, e não surge de um site de boataria, iludo-me que seja mentira mas temo a verdade, em grupos de whatsapp amigos manifestam a mesma incredulidade e receio igual, antes da confirmação, quando as fontes se multiplicam.

Morreu mesmo, é verdade
Maradona foi único e dele até a notícia mais triste me devolve memórias de encantamento, regresso aos 10 anos e às primeiras fotos que vi na revista Onze, no azul e dourado do Boca que foi a sua casa, tenho 16 logo após, vibro com cada exibição no México inesquecível e lembro horas seguidas a treinar o meu pé esquerdo na ilusão de lograr algo vagamente parecido com o que o via fazer, nos relvados de um Mundial como se estivesse ainda no pelado dos Cebolitas onde o filmaram pela primeira vez. Faz a jogada imortal, na vingança das Malvinas frente a Inglaterra, mas tantas outras em jogos injustamente esquecidos, com a Coreia, a Bulgária ou o Uruguai, quando buscava a baliza e evitava a pancada ao mesmo tempo, nada ia impedir que o mundo percebesse que Maradona resgatava no México o trono que Pelé por lá ocupara em 70.

Predestinado, acima de todos
Génio é uma das palavras de gasto exagerado no desporto, classificativo de tanta gente de mérito comum, herói é pior ainda, que um único dia feliz, ou um gesto apenas, parecem autorizar o epiteto em capas de jornais, e há ainda a lenda, quando as há tão poucas de verdade, que dizer então de Maradona, quantos dias, quantos gestos, quantas capas, génio desde o berço, herói definitivo de um país, lenda eterna na Nápoles que torceu por ele contra a própria Itália na meia final de 90, uma cidade que troca o país por um homem só não voltarei a ver decerto, e só mesmo Pelé se lhe compara – descontem os do presente para fugirmos a debates sem sentido nesta hora – mas nem o brasileiro dos mil golos terá emocionado tanto como Diego, o mais predestinado dos que algum dia jogaram futebol. Alguém disse que para se confirmarem como os melhores há futebolistas que precisam de uma equipa, outros de uma baliza, a Maradona bastava a bola.

Nascer Maradona
Maradona é um nome musical, que se enche a boca para dizer, e Diego Armando dá-lhe o balanço certo, morreu aos 60 depois de ter nascido em 60, números redondos numa história feita em ciclos, virtuosos no relvado, viciosos fora dele, excessivo no talento como no comportamento, mas como pedir perfeição fora do relvado a quem só a realizava dentro dele? Por isso o contraste entre o jogador de fábula e o treinador de farsa, que aquela foi sempre a pele errada num homem autêntico, na impossibilidade concreta de ensinar o que só ele conseguiria executar, que o jogo que ele jogou não se ensina nem se aprende, brota, é intuição pura, capacidade de perceber e executar antes acima dos mortais, génio, desta vez sim, génio absoluto indiscutível.

Morrer Maradona
Poucos minutos depois da notícia e ao referir lembranças de Maradona, Valdano, companheiro de uma vida, falou de sorrisos mas não conteve as lágrimas, pois chorar Maradona será sempre sorrir também, tantos os momentos singulares que preenchem as seis décadas de um homem imperfeito que acolheu o futebolista perfeito. Foi irresponsável, disparatado, apaixonado, controverso, divertido, foi sobretudo autêntico, e morreu cedo mas viveu muito, e como quis. Manu Chao cantou “se yo fuera Maradona, vivería como él”. Não consigo dizer o contrário."

Sempre Diego – A Final de 86


"Ontem no Futebol Total do Canal 11 tive a oportunidade de fazer a minha homenagem ao ídolo de toda uma vida. As jogadas infindáveis, os golos absurdos, o gesto técnico impossível todos o viram – Dos mais velhos aos mais novos pelo Youtube. Mas, o que jogava Diego Armando Maradona?
O que jogava El Pibe para lá dos tantos e tantos lances que lhe trouxeram a notoriedade? Fui analisar a sua Final no México em 86, o Mundial que o consagrou."

Fever Pitch - João & David... Inglaterra!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Finalmente, 3 pontos!!!

Cova da Piedade 2 - 3 Benfica B
Csoboth, Vukotic, Samu


Contra uma equipa repleta de ex-jogadores do Benfica, a nossa equipa B, venceu com uma grande primeira parte, e com um 2.º tempo de sofrimento... Por culpa própria, tantas foram as oportunidades desperdiçadas que dariam ainda uma vantagem maior...

Vitória importante, despois de tantos desaires consecutivos, parece que a chamada de vários jogadores à equipa A, serviu de motivação para aqueles que ficaram na B...!!!

Jorge Jesus | 3 ex-jogadores que poderiam ajudar o SL Benfica


"Um dos grandes momentos do mercado de transferências de verão foi, sem dúvida, a chegada de Jorge Jesus ao SL Benfica.
Pois bem, o técnico natural da Amadora já havia passado pelo comando técnico dos encarnados (com sucesso, diga-se), até que rumou ao Sporting CP numa transferência que “chocou” o país.
Embora tenha vencido uma Supertaça e uma Taça da Liga, considera-se a passagem de JJ pelos leões um fracasso. Seguiu-se o Al-Hilal Riad e, posteriormente, o Clube Regatas do Flamengo, onde teve os maiores êxitos da sua carreira de treinador. No Brasil, Jorge Jesus venceu o campeonato e a Copa Libertadores no mesmo ano, vencendo a Recopa Sudamericana no início da temporada seguinte.
Era tempo de voltar “a casa” e ao Sport Lisboa e Benfica, equipa que Jorge Jesus prometeu colocar a “jogar o triplo”, o que não tem sido exatamente verdade. Atualmente os encarnados encontram-se na terceira posição do campeonato com os mesmos 15 pontos do SC Braga e a quatro do líder Sporting, foram eliminados pelo PAOK na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, embora tenham sido despromovidos para a Liga Europa, onde têm mostrado um comportamento exemplar.
Ainda assim, uma coisa não é verdade: a equipa não joga o triplo, nem sequer perto disso. Assim, decidi fazer uma lista de três jogadores que já foram treinados por Jorge Jesus em algum momento da sua carreira que poderiam ajudar o SL Benfica nas suas aspirações nesta temporada. De relembrar que têm de ser opções realistas e que ainda estejam no ativo.

1. Rúben DiasCalma, calma. Bem sei que resgatar Rúben Dias do Manchester City neste momento é completamente irrealista, mas e se não tivesse chegado a acontecer essa transferência?
Pois, este é um caso delicado, uma vez que falamos de um dos capitães da equipa, um dos meninos de ouro da academia, de um dos melhores jogadores dos últimos anos dos encarnados.
Uma das grandes lacunas do atual plantel encarnado tem sido, sem dúvida, o centro da defesa, e Rúben Dias seria a opção ideal para colmatar esse problema. Aliás, esta “teoria” é passível de prova: em três jogos que disputou ao serviço do SL Benfica esta temporada, Rúben Dias marcou um golo, venceu dois jogos e a equipa apresentava um saldo de golos positivo (8-3).
A verdade é que a saída de Rúben Dias provocou um decréscimo no rendimento defensivo do Benfica, que Otamendi não consegue, muito por falta de capacidade, recuperar.
É urgente arranjar uma solução para a posição central da defensiva encarnada, ou, pelo menos, que os que lá estão subam o seu rendimento o mais rápido possível, porque sofrer três golos em todos os jogos não é normal.

2. Gerson Sei que o meio campo do Benfica nem é a zona que tem mostrado mais debilidades, mas não há como negar o quanto
Gerson poderia ajudar nesta equipa. Gerson foi um dos pilares do Flamengo de Jorge Jesus e poderia ter uma nova oportunidade de tentar a sua sorte no futebol europeu, onde já esteve para representar a AS Roma e a ACF Fiorentina. Pois bem, a experiência não correu como esperado e voltou ao Brasil para ser feliz no Flamengo de JJ.
O brasileiro de 23 anos é daqueles jogadores que mal toca na bola já se nota que é diferenciado, e era exatamente isso que poderia ajudar no meio campo encarnado. Ainda que Adel Taarabt esteja a jogar bem, não vejo neste a qualidade que mostrou noutros tempos, para além de que Gerson daria mais frescura, fruto da sua idade. Nem vou falar de Pizzi.
Chegou a falar-se do interesse do Benfica no jogador canarinho, no entanto o negócio nunca chegou a acontecer e muitos “culpam” o falhanço na entrada na liga milionária como principal motivo. Esperemos que fique para um futuro próximo.

3. João Mário As hipóteses de resgatar João Mário neste momento são praticamente nulas, até porque se encontra emprestado, mas sem dúvida de que seria um jogador encaixaria que nem uma luva neste plantel do Sport Lisboa e Benfica.
Atualmente a defender as cores do Sporting Clube de Portugal, por empréstimo do Inter de Milão, o médio internacional português poderia ser uma boa adição à equipa de Jorge Jesus, que foi seu treinador precisamente no clube de Alvalade, antes deste se transferir para Itália.
João Mário é um médio ágil, e faz do seu passe, principalmente no último terço do terreno, uma das suas principais armas, para além de ter uma enorme capacidade de resistência e de desarme.
Atualmente com 27 anos e com experiência em vários campeonatos (português, inglês, russo e italiano), o médio, irmão do também jogador de Wilson Eduardo, poderia ser uma mais-valia para o SL Benfica. 
Foi falado, na imprensa, que o médio luso-angolano foi sondado pela estrutura do Benfica no mercado de transferências transato, no entanto nenhuma negociação chegou avante, tendo, por isso, sido emprestado ao Sporting CP pelo Inter."

A noite de Libertadores de Lucas Veríssimo


"Na noite passada o Santos defrontou o Quito na fase de eliminatórias da Taça dos Libertadores. Venceu fora de casa, e o jogo ficou marcado pela lição de Lucas Veríssimo sobre como construir, do lateral Parázinho sobre como receber para acelerar o jogo, e por fim a finalização eficaz de Soteldo."

Antevisão...

Bastos...

Bastos - O adeus a uma glória


"Ontem partiu mais uma glória, José Bastos. Tinha 91 anos.
Bastos era o derradeiro sobrevivente entre os campeões latinos, um dos obreiros de um dos maiores feitos da história do Benfica.
Corria o ano de 1950 e acabáramos de nos sagrar campeões nacionais, o que nos valeu o convite da Federação Portuguesa de Futebol para sermos o representante português na segunda edição da Taça Latina, uma prova oficial considerada predecessora da Taça dos Clubes Campeões Europeus e que era realizada no final da temporada e organizada pelas federações portuguesa, espanhola, francesa e italiana.
Na meia-final derrotámos a Lázio, por 3-0. O adversário seguinte foi o Bordéus, naquela que terá sido uma das finais mais longas da história do futebol. Ao empate a três bolas verificado após prolongamento procedeu-se a um jogo de repetição passada uma semana. A 18 de junho teimava o empate, 1-1 era o resultado no final do tempo regulamentar (Arsénio empatou em cima do apito final), o qual se manteve inalterado no prolongamento. O jogo prosseguiu até que se encontrasse um vencedor, que acabou por ser o Benfica, quando Julinho, aos 146 minutos, finalmente desfez a igualdade.
Bastos alinhou nas três partidas, tinha apenas 20 anos e já merecia a confiança do treinador inglês Ted Smith, sendo, ainda hoje, um dos mais jovens guarda-redes de sempre a merecer a titularidade na defesa da baliza benfiquista. Anos mais tarde chamaram-lhe o rei do sono por transmitir uma calma impressionante no desempenho da sua função em campo.
Ao longo de onze temporadas de águia ao peito na equipa de honra do Benfica, Bastos alinhou em 274 jogos (196 em competições oficiais) e contribuiu para a conquista de uma Taça Latina, três Campeonatos Nacionais e cinco Taças de Portugal. Prosseguiu a carreira no Atlético, participando, pelo clube de Alcântara, no jogo que marcou a estreia de Eusébio pelo Benfica, sofrendo, na Luz, três golos do jovem chegado de Moçambique meses antes. Diria depois de Eusébio que nunca vira alguém rematar com tanta potência.
Bastos deixou sempre um lastro de simpatia, humildade e inteligência por onde passou, deixando saudade a todos os que tiveram o privilégio de privar com ele. Foi também um grande benfiquista, fazendo sempre questão de manifestar o seu benfiquismo e de marcar presença no Estádio da Luz, só impedido de o fazer nos seus últimos meses de vida por força da pandemia.
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, em nota oficial, manifestou "as mais sentidas condolências por alguém que nos deixa uma profunda saudade" e que se trata de um "símbolo histórico" do Benfica. 
Descansa em paz, José Bastos."

Benfica Podcast #386 - Time for Debuts

Treino...

Fever Pitch - João, Miguel & Pedro... Trio!

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Aquela tarde solheira do Lumiar


"Natural de Vila Real de Santo António, Mário da Rosa chegou ao Benfica em 1938 vindo de Casablanca, para onde os seus pais tinham emigrado. Nunca foi um guarda-redes titular indiscutível, mas merece o seu espaço nestas páginas que procuram que nenhum daqueles que se bateram de águia ao peito caia no poço do olvido

Terça-feira, 20 de Junho de 1945. A revista Stadium, uma publicação verdadeiramente revolucionária para a época sobretudo pelo descaramento com que enchia as primeiras páginas com imagens extraordinárias, ocupando-as de alto a abaixo com as grandes figuras do fim de semana, fosse em que desporto fosse, recusando as grilhetas do futebol, apresentava a fotografia do herói do dérbi entre Sporting e Benfica. A legenda dizia: 'Rosa, keeper do Benfica cuja exibição no domingo passado foi o melhor factor para a vitória do seu clube'.
Rosa: Mário da Rosa Gomes, nascido no dia 25 de Abril de 1917, em Vila Real de Santo António. Não tenho falado muito dele nestas vossas páginas, e a falta é minha. Ao fim de mais de dez anos seguidos a torturar os estimados leitores com episódios soltos da história do Benfica e daqueles que vestiram a camisola rubra de águia ao peito, já era altura de me penitenciar pela ausência de vários deles. Chegou a Lisboa em 1938 para tentar a sua sorte no Benfica e foi ficando. Foram nove épocas de enfiada, e não há muitos que se possam gabar de tanta resiliência.
Não se pode dizer que tenha sido um titular firme. Houve épocas em que foi pouco utilizado. Mesmo muito pouco utilizado.
Nascido lá nesse canto lusitano do sudeste, Espanha quase já, onde existe precisamente um Lusitano, o Lusitano de Vila Real de Santo António, Rosa nunca vestiu a camisola daqueles que muitos, por brincadeira, chamam o Zulitano. Foi cedo para Marrocos, com os pais. Viveu em Casablanca, tentou a sua sorte em clubes sem grande expressão como o Roches Noires e o Union Sportive, foi-se enrijando com os voos temerários em terra batida, rasgou os cotovelos ao ponto de deixar de dar importância às cicatrizes que se acumulavam, apaixonou-se pelo jogo dos ingleses a ponto de desejar mais e mais e mais.

Lisboa!
O seu mais e mais e mais estava em Lisboa. Era o Benfica. Foi lá que se tornou famoso, mesmo que sem ter sido, como deixei registado, um titular daqueles à séria que não havia treinador arrancasse de debaixo dos postes. Mas fez épocas de estalo, isso fez.
Esse jogo frente ao Sporting, a contar para a Taça de Portugal, leva o seu nome registado numa placa de prata, mesmo nestas linhas. A partida teve lugar no dia 17 de Junho. Os jornalistas da Stadium tiveram tempo de sobra para digerir tudo o que se passara. No Stadium do Lumiar, o Benfica impusera-se por 2-1, com golos de Alcobia e Julinho, que chegaram ao 2-0, sendo depois Rosa batido por um pontapé venenoso de Jesus Correia.
Pelo meio, o Mário de Vila Real de Santo António agarrou a oportunidade de ficar para a história, ignorando a violenta ventania que soprava nos céus do Lumiar. 'Bem sabemos que a luta exerce grande atracção no jogador. Mas isso não destrói aquela afirmação de haver uns mais bem preparados para ela do que outros em determinadas situações. Por isso se exige ao praticante disciplina de vida e preparação cuidadosa, não só para ele poder suportar sem prejuízo os grandes esforços, mas ainda para durar o mais possível. E jogos como o que se disputou, no passado domingo, no Lumiar causam desgaste físico evidente. Por isso não é de somenos citar Rosa como aquele que, acima de todos, manteve a frescura e a concentração necessárias para uma exibição sem mácula, servindo de pilar para toda a construção defensiva da equipa do Benfica', escreveu o enorme Tavares da Silva, mestre de mestres.
O jogo foi duro, agressivo. Não estivessem frente a frente os dois grupos portugueses cuja rivalidade se instala por todo este país que é o que o mar não quer, como dizia Ruy Belo, um dos desiludidos da vida-vidinha inventada por Alexandre O'Neill. Rosa foi imperial, a sua tranquilidade espalhou-se pelos companheiros como um contágio. Terá sido a sua melhor exibição com a águia pousada em cima do coração? Muito provavelmente. Não apenas pelos pormenores felinos dos seus gestos, mas também por ser contra quem foi. Já era mais do que tempo de trazer Rosa para este arquivo semanal de grandes momentos e grandes personagens. Tudo fez para merecer que não caia nunca na ingratidão escura do poço do olvido."

Afonso de Melo, in O Benfica

Aceitas ser meu adversário?


"Foram vários os obstáculos que o Benfica teve de ultrapassar para se sagrar o primeiro campeão olímpico nacional de futebol

Cosme Damião tinha uma tarefa difícil em mãos, estando 'próximo do desespero'. Tinha sido encarregado pela Sociedade Promotora de Educação Physica Nacional para encontrar um clube com que o Benfica disputasse um 'match de foot-ball', incluído no programa dos primeiros Jogos Olímpicos Nacionais.
Este evento, realizado entre 25 de Maio e 29 de Junho de 1910, visava a promoção do desporto e a preparação dos atletas para os próximos Jogos Olímpicos, em Estocolmo (Suécia), através da disputa de uma série de provas. Apesar de a causa ser nobre, Cosme Damião lutava contra sérias dificuldades, devido à 'inércia d'uns, a má vontade d'outros, (e) o despeito de terceiros'. Em último caso, realizar-se-ia um desafio entre os 1.ºs e 2.ºs teams do Benfica. Felizmente, não foi necessário.
A 19 de Junho, o Benfica recebeu o Sport União Belenense, no Campo da Feiteira. Num 'costume entre nós desconhecido ainda', os capitães dos dois grupos, Cosme Damião e Francisco Bellas, e o árbitro convidaram um representante da Sociedade Promotora a dar o pontapé de saída.
Estava um intenso calor e, na primeira parte do encontro, a equipa benfiquista jogou de frente para o sol. O clube anfitrião apresentou uma equipa composta com elementos das três categorias, em substituição de alguns jogadores da equipa principal. Félix Bermudes foi escolhido para substituir o guarda-redes, 'adoecido à última hora' e, apesar de não ser essa a sua posição habitual, defendeu bem alguns remates e a primeira parte terminou sem golos.
Após o intervalo, Artur José Pereira inaugurou o marcador a favor do Benfica. Porém, numa jogada mais perigosa, Félix Bermudes, não tendo a serenidade de alguém que está habituado a defender entre os postes, saiu da 'área do goal' e permitiu a entrada da bola. O encontro foi desempatado por Cosme Damião, que marcou o golo da vitória e fixou o resultado em 2-1. Vitória que fez do Benfica campeão olímpico nacional de futebol!
O Troféu dos Primeiros Jogos Olímpicos Nacionais, o troféu de posse definitiva mais antigo do acerco do Clube, pode ser admirado na área 1 - Ontem e Hoje do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!

Tempos atípicos


"Devido à pandemia, reina a incerteza em todas as atividades, incluindo o desporto, no caso com consequências na calendarização, entre outras.
As competições começarem tardiamente em relação ao habitual, um constrangimento agravado por adiamentos de jogos expectáveis, embora imprevisíveis quanto ao tempo e intervenientes, como foi o caso, no passado fim de semana, da partida de hóquei em patins da nossa equipa frente à do Famalicense, motivado pela deteção de casos de COVID-19 no nosso plantel, resultando na interrupção indeterminada dos treinos coletivos e subsequente protelamento do jogo.
Presentemente, com nove jogos disputados, ocupamos a segunda posição da tabela classificativa, a um ponto do líder Oliveirense (dez jogos), e em igualdade pontual com o Sporting (oito jogos) e Porto (dez jogos).
Quanto às restantes modalidades de pavilhão, houve a paragem do basquetebol, mas esta motivada pelos trabalhos da Seleção. Recordamos que a nossa equipa, com um jogo a menos que o líder, ocupa a terceira posição, fruto de cinco vitórias e uma derrota nas seis jornadas disputadas.
No andebol, futsal e voleibol somámos quatro triunfos ao longo do fim de semana, permanecendo invictos nos campeonatos de cada modalidade e, naturalmente, exercendo a liderança das respetivas classificações. Em andebol vencemos o Vitória de Setúbal, por 20-28. No futsal ganhámos, por 5-0, ao Caxinas, e, no voleibol, derrotámos, por 3-1, a AA São Mamede e, por 0-3, o Espinho. Registe-se, nesta última, a curiosidade do nosso treinador Marcel Matz ter liderado a equipa pela centésima vez em competições oficiais no desafio frente à AA São Mamede, naquele que foi o 92.º triunfo benfiquista sob o comando do técnico brasileiro.
Uma última nota para o sorteio realizado hoje de manhã, que coloca Benfica e Chelsea frente a frente nos 16 avos de final da Liga dos Campeões feminina [disputados a duas mãos (8/9 e 15/16 de dezembro), numa eliminatória onde o Benfica começa por receber o adversário no Benfica Campus].
O Chelsea é dos clubes que mais investem, a nível mundial, na sua equipa feminina de futebol, é considerado um dos candidatos a vencer a competição e é o campeão em título de Inglaterra, tendo conquistado três campeonatos nas últimas cinco temporadas. No seu plantel pontificam várias jogadoras da elite do futebol feminino, incluindo a recém-contratada dinamarquesa Pernille Harder, eleita a jogadora europeia do ano, assim como a melhor avançada da Liga dos Campeões na época transata ao serviço do Wolfsburgo."

Taarabt...

Benfica FM #135 - Paredes...

Porque não funcionou Ferreyra & Gonçalo Ramos?


Lateral Esquerdo, in Lateral Esquerdo

Pedro Pinto vai liderar a comunicação do SL Benfica

"O Sport Lisboa e Benfica e a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informam que Pedro Pinto assume a função de CCO – Chief Communications Officer a partir do dia 1 de janeiro de 2021.

Pedro Pinto terá a responsabilidade de liderar transversalmente toda a comunicação do Benfica.
Pedro Pinto tem uma carreira prestigiada e reconhecida de mais de 20 anos de ligação ao jornalismo e ao ensino universitário. A sua contratação reforça a estratégia de ampla transformação comunicacional que o Benfica pretende empreender.
Uma nova etapa e um novo capítulo no seu percurso profissional, que desejamos de tão elevado sucesso como aquele que foi trilhado até aqui."