Últimas indefectivações

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O museu

"O Benfica venceu a única prova que, nas últimas épocas de hóquei em patins, ainda não havia conquistado. A seguir a um Campeonato (que interrompeu a longa série de vitórias do FCP), Taça de Portugal, Supertaça, Taça CERS e Liga dos Campeões, é agora detentor brilhante da Taça Continental que é como quem diz a Supertaça Europeia (é a segunda, mas a primeira foi uma vitória administrativa por desistência do opositor espanhol). Valha o Benfica para substituir a enorme desilusão da nossa selecção na última década.
Mais uma Taça (por sinal, elegante) para o novel Museu do Benfica. Um projecto inovador, didáctico, rigoroso e de uma intensidade interactiva notável com pleno aproveitamento das novas tecnologias. Além disso, importa registar que:
a) não se trata de um museu com um qualquer efeito retroactivo, seja na sua data do seu berçario, seja no dealbar do clube;
b) se trata de um museu não revisionista, onde não se reescreve qualquer estória da sua história por mais insignificante que seja;
c) se trata de um museu onde o acervo desportivo é rigorosamente e apenas isso mesmo: desportivo.
Curiosa é a génese etimológica da palavra museu. De origem helénica, mouseion que significava o 'templo das musas' e cujo acervo era constituído por oferendas, mais ou menos exóticas, de valor real ou simbólico. Nos tempos de Alexandria e da Grécia Clássica ainda não havia nem o conservador, nem o curador do museu. Hoje, há até conservadores que não conservam e curadores que viram curandeiros. E em certos acervos museológicos, há figuras reais que passam a virtuais e virtuais que surgem como reais. Como nos museus de Madame Tussauds..."

Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Festival do desperdício

Olympiakos 1 - 0 Benfica

Já tivemos jogos parecidos na nossa história, mas na Europa, especialmente fora de casa, não me recordo... Aquele jogo com o Boavista na Luz, no tempo do Fernando Santos, ou a recepção ao Espanhol de Barcelona para a UEFA, nas últimas épocas, talvez sejam os mais parecidos... Costuma-se dizer que no Futebol não há justiça, o que interessa são as bolas que entram, mas se existe cumulo da injustiça no Futebol, este jogo pode ser um bom exemplo disso... Os falhanços foram muitos, mas o Markovic teve em evidência, e nestes momentos ainda a quente, até o primeiro nome do jovem Sérvio serve de bode expiatório: Lazar !!!
Concordo com aquilo que o Jesus disse no final do jogo: '... sair daqui com um empate já seria uma derrota'!!!
Eu sempre fui daqueles - muito poucos - que defendi o Roberto, enquanto jogador do Benfica, portanto não fiquei nada surpreendido com a exibição do Espanhol... ainda por cima, depois da canalhice que os jornaleiros lhe fizeram, duas semanas atrás, no jogo da Luz...!!! No Benfica fez um má pré-época, esteve mal num jogo em Guimarães, mas depois de regressar naquele jogo com o Setúbal, em que o Júlio César foi expulso, fez uma excelente época, que ninguém reconheceu... só em Março, na Xistralhada de Braga, voltou a falhar. O Benfica ficou fora da corrida do título, e o futuro do Roberto traçado... 

Hoje, a estratégia do Jesus foi a adequada, só fiquei surpreendido com o Sílvio, mas acabou por não comprometer e ofensivamente até esteve activo... Só tenho pena, que o nosso treinador não opte mais vezes, pelos três médios, nos jogos de grau de dificuldade mais elevado.
O que falhou?! Os golos... Se na Sexta em Coimbra fomos eficazes, hoje, podíamos estar lá a noite toda e a bola não entrava...
O único erro defensivo que cometemos nesta partida, acabou por ser fatal. E é um erro já velho!!! Já perdi a conta as golos sofridos em pontapés de canto, com a bola a cair na mesma zona... com os jogadores, que devem fazer marcação individual a ficarem a olhar... Todos os nossos adversários sabem como defendemos estas situações, não podemos continuar a cair no mesmo erro..

Estava à espera de uma arbitragem muito pior, admito. Mesmo assim esta não ficou isenta de erros, bem pelo contrário. Começou a perdoar amarelos aos jogadores da casa, e depois foram 3 de seguida para o Benfica, sendo o do Maxi um absurdo. Depois também foi evidente, que a menos de 15 metros da área Grega não havia faltas, principalmente na zona central... E agora mesmo a terminar, depois de toda aquela fita do Dominguez, ameaçou que ia compensar tempo, e não o fez...

A apontar o dedo, temos que apontar à forma como entrámos no jogo da Luz, foi em Lisboa que colocámos a qualificação em risco... e se não fosse a chuva, se calhar nem sequer tínhamos empatado. Estamos novamente próximos de ir parar à Liga Europa - a Champions, matematicamente ainda é possível, mas não acredito... -, algo que nos tem prejudicado financeiramente, e desportivamente com a sobrecarga do calendário em Fevereiro e Março...
Mas mesmo assim, talvez por já estar com pouca fé antes deste jogo - apesar da enorme frustração, que agora sinto, devido à maneira como o jogo decorreu -, o maior temor que tenho neste momento, é a condição física do Cardozo. Porque neste momento, o Cardozo não se pode lesionar!!!

Sabendo do que a casa gasta, não é difícil de adivinhar que tanto internamente como exteriormente, a pressão que vai ser colocada em cima do Benfica, principalmente o seu treinador, nos próximos dias, nas vésperas do jogo da Taça com os Lagartos, vai ser gigantesca. Os Benfiquistas deveriam saber como reagir, mas duvido que isso aconteça...

Em redor de um velho retrato de família

"A propósito de um livro sobre Acácio de Paiva, reencontrei Félix Bermudes. Uma figura grada do Benfica mas também das Letras e da Cultura portuguesa.

O meu bisavô materno era uma figura interessantíssima. Nascido em 1863, foi poeta, prosador, jornalista, autor de peças de teatro e letras de canções e fados, grande boémio de Lisboa no início do século passado, Acácio de Paiva trabalhou nas Alfândegas ao mesmo tempo que foi redactor de jornais como «O Século», o «Diário de Notícias» ou «O Mundo». Foi director do «Suplemento Ilustrado» de »O Século», colaborou intensamente noutros jornais, revistas e publicações, destacando-se entre elas e «Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro», a revista «Ilustração Portuguesa» e o «Suplemento Humorístico» de «O Século» e ainda o jornal portuense «Actualidades» e «O Mensageiro», de Leiria, terra de onde era natural.
Escrito por António Almeida Santos Nunes, o livro «Falando de Acácio de Paiva», recentemente publicado pela comemoração dos 150 anos do seu nascimento, define bem a imagem de alguém que escreveu milhares de versos, fundos, pagelas, folhetins, artigos, ecos, crónicas, revistas e peças de teatro.
Cabe aqui dizer, que com base em tudo o que sei sobre o meu ilustra e encantador bisavô, nunca me constou que se tenha interessado minimamente por Futebol, actividade que, aliás, tinha sido recentemente implantada em Portugal e começava aos poucos a conquistar o gosto popular. Mas isso não evita que o tenha trazido a estas suas páginas e por um motivo bem claro que já vai perceber qual é.
O livro de António Almeida Santos Nunes é profusamente ilustrado com recortes de peças literárias e jornalísticas desse meu antepassado, bem como por fotografias baças que o tempo foi comendo mas que as tornam ainda mais interessantes.
Na página 116, uma delas chamou-me particular atenção. Um grupo de rapazes bem vestidos, de bigodes recurvados para cima, estão em pose imponente. Há quatro que se distinguem: Acácio de Paiva, João Bastos, Ernesto Rodrigues e... Félix Bermudes.

Profundidade de Félix Bermudes
NÃO há que estranhar. A legenda fala de um distinto grupo de autores teatrais. E bem. João Bastos, Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes formavam um trio que ficou para a história com o nome de «A Parceria», de um óbvio pendor republicano, com deslumbrantes e alegóricas produções revisteiras. A esta «Parceria» dedicaria Acácio de Paiva um soneto aludindo às ligações gastronómicas do grupo, e que começava assim: «Apanham amanhã um bom almoço
E eu não somente aprovo a bela ideia
Mas se alguém propuser jantar a ceia
O alvitre aceitarei com alvoroço».
Ora, ao contrário do meu bisavô, seu amigo, Félix Bermudes era um desportista emérito. Praticou Futebol Atletismo, Ténis, Ciclismo, Natação, Esgrima e o mais que se está para saber. Esteve presente nos Jogos Olímpicos de Antuérpia (1920) e de Paris (1924), disputando medalhas em tiro à pistola. Ah! E, claro está!, foi presidente do Benfica por três vezes: 1916/17, 1930/31 e 1945.
Mas, na vertigem do Futebol e do Desporto, muitas vezes cai no esquecimento a grandeza de Félix Bermudes no campo da Cultura em Portugal. Dramaturgo de excelência, foi autor de grande número de peças teatrais, de comédias e de revistas e de guiões de cinema, o mais famoso dos quais certamente «O Leão da Estrela», realizado por Arthur Duarte, que meteu Sporting e FC Porto mas não meteu Benfica. Tiveram igualmente a sua assinatura obras que os palcos tornaram sucessos: «O Conde Barão», «Sol e Sombra», «Capote e Lenço», «Novo Mundo», «Torre de Babel», «Lua Nova», «O Amigo de Peniche». bem como a obra de estofo «O Homem Condenado a Ser Deus», de uma profundidade filosófica impressionante. Foi autor do hino do Benfica, «Avante, Avante p'lo Benfica», que foi censurado ao tempo do Estado Novo, e da célebre opereta «O Timpanas», grande sucesso à época. Foi igualmente fundador da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, que viria dar lugar à Sociedade Portuguesa de Escritores.
E assim, em redor de um velho retrato de família do tempo boémio de um bisavô estimado, reencontrei Félix Bermudes, um dos pais do Benfica, figura ímpar das Letras portuguesas. Para o qual o Futebol não resumia a vida. Longe disso...

Avante, Avante P'lo Benfica
'Todos por um' eis a divisa
Do velho Clube Campeão,
Que um nobre esforço imortaliza
Em gloriosa tradição

Olhando altivo o seu passado
Pode ter fé no seu futuro.
Pois conservou imaculado
Um ideal sincero e puro.

(Refrão)
Avante, avante p'lo Benfica,
Que uma aura triunfante Glorifica!
E vós, ó rapazes, com fogo sagrado,
Honrai agora os ases
Que nos honraram o passado!

Olhemos fitos essa Águia altiva,
Essa Águia heráldica e suprema,
Padrão da raça ardente e vida,
Erguendo ao alto o nosso emblema!

Com sacrifício e devoção
Com decisão serena e calma,
Dêmo-lhe o nosso coração!
Dêmo-lhe a fé, a alma!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Lixívia 9

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......20 (-5) = 25
Sporting.....20 (-1) = 21
Corruptos...23 (+5) = 18
Braga.........12 (+2) = 10

Esta semana vou-me concentrar em dois fenómenos Tugas:
1.º- As omissões da SportTV. Não é novidade, mas é sempre bom verificar que continuam a sonegar repetições, nos lances que não convém, esta jornada temos três situações:
- Em Belém, nos descontos, não mostraram repetições numa lance onde foi marcado fora-de-jogo inexistente a um avançado do Belenenses. E ainda foram a tempo, de 'apagar' da memória colectiva uma cotovelada no último minutos dos descontos do Alex Sandro a jogador do Belenenses.
- Em Alvalade, também no último minuto, não mostraram repetições de uma clara Mão (braço) na Bola do Cedric.
É engraçado, ver e ouvir sempre os mesmos, semanalmente, colocar em dúvida a isenção dos jogos transmitidos pela BenficaTV e depois, ver estes tristes espectáculos da SportTV de pura manipulação da opinião pública... Se os restantes jornaleiros fossem profissionais e isentos, as consequências destas jogadas, eram limitadas, mas como a grande parte é incompetente, preguiçosa e corrupta, quando as imagens não são mostradas nos directos, os 'casos' não existem!!!
2.ª - O segundo fenómeno, são os lances exactamente iguais, com conclusões opostas!!!
- Por exemplo, enquanto a cotovelada ao Capel foi uma agressão clara, ficando um Vermelho por mostrar, no lance do Alex Sandro, os poucos que ousaram discutir o lance, afirmam que não foi deliberada!!!
- Enquanto para alguns, o penalty sobre o Montero, é claro... o lance do Cavaleiro em Coimbra, onde o Djavan desequilibra o Ivan - ainda fora da área - agarrando-lhe os ombros, nem sequer merece uma discussão...!!!


Em Coimbra vencemos tranquilamente... não houve muita emoção, o jogo foi realmente calmo, portanto nem deveria falar da arbitragem... Errado. Este é um dos problemas das criticas às arbitragens, na maior parte das vezes, quando se vence, prefere-se não discutir, mesmo quando temos razões de queixa.
Disciplinarmente, foi uma vergonha. Os jogadores da Académica passaram o jogo todo a arrear porrada... com a permissividade constante do árbitro. E para quem foi o 1.º amarelo?! Para o Enzo já na parte final da partida!!!
O lance do Cavaleiro, para mim é penalty. Como já afirmei, o Djavan desequilibra com os braços, fora da área, o Ivan, que ainda consegue o passe, mas depois, o João Real, chega atrasado à bola, e comete grande penalidade.
Para mim, o 2.º golo do Benfica, deveria ter sido anulado, porque o Cardozo sofre falta, e como dentro da área não existe lei da vantagem, penalty!!! Tanto o Goiano, como o Capela, não têm qualquer intenção de jogar a bola de cabeça, a única intenção foi de empurrar o Óscar. Por acaso, num golpe de muita sorte, aconteceu o auto-golo... mas isso, não apaga a penalidade que ficou por marcar...

Em Belém, num relvado areado (vergonhoso, não interessa que neste caso o prejudicado tenha sido os Corruptos...), o Manuel Mota, condicionado com a fama que ganhou (parece impossível mas este é daqueles árbitros que os Corruptos, juram a pés juntos, beneficiar o Benfica!!! Principalmente após o Marítimo-Benfica da época passada!!! Onde por acaso fomos prejudicados!!!), não foi capaz de tomar nenhuma decisão 'contra' os Corruptos.
Pelos jogos que vi deste árbitro, é daqueles onde se nota uma intenção para deixar jogar, e não marcar faltas a todos os contactos, só por isso, deixo o benefício da dúvida ao árbitro no suposto penalty do Otamendi... existe contacto é verdade, mas... em Inglaterra nunca seria penalty, por exemplo!!1
Agora, no fora de jogo ao Sturgeon a culpa é toda do auxiliar, o jogador está atrás da linha de meio-campo... e logo a seguir, o Alex Sandro agride o adversário. Os movimentos do Brasileiro são ostensivos, são dois ou três movimentos bruscos com o braço, e no último acertou na cara do adversário... aqui tanto o árbitro, como o fiscal tinham que ver...

No Alvalixo, os Lagartos, mesmo com vários lances em seu beneficio saíram de lá a chorar baba e ranho por causa do árbitro.
Não vi o jogo, só vi os resumos, portanto não posso analisar a tendência geral do Bruno Esteves, mas nos lances capitais, os Lagartos só se podem queixar da não expulsão do Rúben Ferreira, porque de resto deviam estar caladinhos.
- Penalty do Marcelo, sobre o Sami. Bem marcado, não existe intenção do Marcelo em derrubar o adversário, mas a lei nestes casos não existe um acto deliberado.
- Expulsão perdoada, ao Rúben Ferreira. O Capel tem a mania de andar sempre com a cabeça em baixo, e muitas vezes põem-se a jeito, mas desta vez foi mesmo de propósito. Até porque os dois jogadores tinham-se desentendido segundos antes... e o Madeirense quis mandar um recado!!!
- Gegé fez penalty. O jogador vai ao lance com os braços atrás das costas, a rotação de corpo é normal, mas a bola bate-lhe no cotovelo, dando a ideia que o jogador do Marítimo aumentou a volumetria do seu corpo com o movimento... Existiram outros lances parecidos com este, durante a partida - para os dois lados -, o 1.º golo do Marítimo nasce de uma falta idêntica marcada, são todos lances discutíveis, mas mantendo o critério, o árbitro tinha que marcar este...
- Penalty sobre o Montero inexistente. Não existe empurrão, no máximo existe um agarrar do braço, mas não é suficiente para a marcação do penalty. Que só foi marcado devido à pressão vinda das bancadas, acumulada com as decisões anteriores...
- Cedric faz penalty. No início fiquei com dúvidas, só no Dia Seguinte, é que vi uma repetição por trás da baliza, onde é evidente o toque no braço, sendo evidente também, os olhos do Cedric na bola, durante toda a jogada. O Luso-germânico ficou mais preocupado em afastar o avançado do Marítimo da jogada, do que numa atitude preventiva afastar o braço... tinha todo o tempo do Mundo para tirar o braço. É uma jogada desnecessária?! Sim, mas não deixa de ser falta por isso.

Em Braga o Juju continua a lavar os dentes, com derrota atrás de derrota !!! Não vi o jogo, mas ninguém se queixou da arbitragem, nem os Vila-condenses, que em amarelos perderam por 7-0 !!! E todos na 2.ª parte...!!!


PS: Nos últimos dias tive uma discussão com um adepto Corrupto na caixa de comentários da anterior Lixívia (8). Quando defendi que a influência Corrupta das arbitragens chegava aos jogos da UEFA, foi-me dito que estava a sonhar. Nem de propósito, a UEFA do Platini, do Colina e do Angel Vilar, resolveu nomear para o jogo desta noite em Atenas, um dos maiores ladrões Europeus, de seu nome Skomina. Dos três jogos que apitou do Benfica, só o jogo da Luz com o Man United teve uma arbitragem menos má... os outros dois em Marselha e Stamford Bridge, foi dos serviçinhos mais descarados que alguma vez vi fazer... E tal como o amigo Coluna, também me recordo da defesa intransigente feita pelo Alguidar do Dia Seguinte, logo a seguir ao jogo do Chelsea, profetizando um grande futuro ao seu afilhado!!!

ADENDA: Esqueci-me de referir mais um episódio de agresões envolvendo jornalistas, Rui Cerqueira, e os Corruptos... como sabem não é a primeira vez, é a enésima, e como também é natural, passou praticamente despercebido da (des)comunicação social desportiva Lusa!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenense(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Ele estava lá

"Na noite da última quarta-feira europeia abateu-se sobre Lisboa um dilúvio: uma precipitação de 85 mm por metro quadrado fez com que na cidade chovesse mais, naquele dia e naquela hora, que em todo o mês de Outubro até aquele dia.
Na Luz, jogava-se uma partida dramática, com os visitantes gregos a vencerem, por 1-0, e a bola a deixar de correr no relvado depois do intervalo. Foi então que uma equipa despertou e se ergueu contra a adversidade do resultado, do temporal e de si própria. E, no momento certo, quando a bola sobrevoou e passou a muralha da baliza grega, lá estava o pé de Óscar Cardozo para meter o pé e fazer o golo.
Naquela noite, Óscar Cardozo, o Tacuara, confirmou-se não apenas como o goleador de excepção - apesar de toda a impaciência dos benfiquistas quando ele falha -, mas também como um atleta de superiores características de velocidade e resistência. Naquela noite de temporal sobre a Luz, Cardozo subiu ao quinto lugar dos futebolistas que mais quilómetros percorreram nos três jogos já disputados da Liga dos Campeões: 35,291 Km em três jogos, 11,7 Km por jogo. Esta marca é extraordinária para um jogador da sua idade (30 anos), peso (90 Kg), altura (1m 92cm) e posição atacante: todos os outros atletas dos 10 mais em Km percorridos na Champions jogam no meio-campo.
Quer isto dizer que o Tacuara acrescentou a mobilidade e a endurance às suas características físicas e técnicas de potência do remate, finalização, desmarcação e sentido da oportunidade que fazem dele o goleador que marca, arrasta os defesas, abre e procura os espaços e está nas oportunidades como só os excepcionais conseguem fazer.
Na noite do dilúvio, a verdade do Tacuara veio uma vez mais ao cimo da água. Ele estava lá.
Ainda bem que o temos no Benfica."

João Paulo Guerra, in O Benfica

A união Benfica-Sporting

"O voluntarismo programático do presidente da Liga de promover um levantamento contra o poder de Joaquim Oliveira e suas empresas conduz o futebol nacional para uma crise perigosa. Talvez a mais importante e profunda das últimas décadas, mas, seguramente, uma grande oportunidade para mudar toda a filosofia da organização. Ninguém pode dizer que este extremar de posições seja surpreendente, depois de tantos meses com Mário Figueiredo a provocar e a prevaricar em territórios tidos como sagrados.
Eleito, sufragado e escrutinado em sucessivas assembleias, o presidente da Liga foi conseguindo manter o seu rumo em busca de soluções meio utópicas, com realce para a centralização de direitos de televisão - ou seja, retirar os direitos à central de Oliveira. Ao longo de mais de dois anos, enquanto se afastava ideologicamente de uma maioria de clubes dependentes do dinheiro adiantado pelo empresário, o presidente da Liga não conseguiu finalizar os seus propósitos, mas nunca deixou de lutar. Neste momento, sabemos quem são os opositores declarados, sempre com o FC Porto à cabeça, numa assunção comovente da defesa dos interesses de Joaquim Oliveira, pois os amigos são para as ocasiões.
Sabemos de que lado está o FC Porto, mas ainda se aguarda que Benfica e Sporting saiam da sua posição envergonhada. Os grandes foram derrotados na eleição de Figueiredo, mas agora preferem ficar longe das polémicas e do desgaste que o tema sensível vai provocar nos próximos tempos. E os leões, depois de terem renegado uma coexistência pacífica de décadas com o FC Porto, também se colocaram numa posição incómoda, de equilíbrio impossível, dada a sua dependência económica de Oliveira. A união Benfica-Sporting, ainda virtual, mal assumida e mal percebida pelos adeptos respectivos, é toda uma nova perspectiva para os próximos tempos. Como no conceito proverbial de Voltaire, mais uma vez os bons espíritos encontram-se na esquina da vida e estão condenados a entenderem-se.
Involuntariamente, Mário Figueiredo contribui para separar águas entre os clubes de Lisboa e do Porto, os renovadores e os conservadores. Os interesses são antagónicos no negócio da televisão, mas têm o denominador comum da oposição directa ao FC Porto e ao seu sistema de controlo obsessivo da indústria nacional do futebol. Mais importante do que o futuro de Mário Figueiredo é saber se Benfica e Sporting conseguirão unir esforços em prol do objectivo comum de instalar uma nova ordem pelo primado da verdade desportiva."

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A Arbitragem e o subsídio de refeição

"1. Confesso que o que mais espécie me faz nesta pantominice da profissionalização dos árbitros que lhes serão atribuídos subsídios de refeição.
A questão pode ser de somenos, mas não é. Se pensarmos que na sua grande maioria os árbitros portugueses (e não só,) têm direito a refeições pagas nas marisqueiras de Matosinhos, e cafézinho oferecido numa tal casa da Madalena sempre em frente, há que dizer que não se justifica de forma alguma a atribuição de tal subsídio.
Sob o risco de mais uma vez a classe da arbitragem ser considerada uma classe de privilégio.
2. Certa vez, Paulo Bento disse que profissionalizar estes árbitros que temos era profissionalizar a incompetência.
Estaria quase de acordo, mas tenho dificuldade em qualificar malfeitorias de incompetência. Ou melhor: estes árbitros demonstram em determinados jogos uma notável competência, beneficiando sempre o clube do Sistema (ou do regime corrupto) e nunca cometendo erros que possam prejudicar o clube do Sistema. Sabendo todos nós que o clube do Sistema é o Porto, parece-me de elementar justiça que seja o Madaleno a pagar do seu bolso os futuros profissionais. Afinal, eles já trabalham para ele."

Afonso de Melo, in O Benfica

Temos craque

 " "Cavaleiro da Esperança'. É o título de um livro. Um livro de Jorge Amado. Verdade que o grande escritor brasileiro o escreveu com o fito de homenagear um conhecido e reputado activista político. Verdade também que "Cavaleiro da Esperança' diz na perfeição (e na lícita presunção) do jovem benfiquista Ivan Cavaleiro, que acaba de fazer o primeiro jogo na principal turma vermelha. Ivan Cavaleiro não é só esperança. Até tem nome de Campeão. Enquanto Ivan remete para a ideia de combatente, Cavaleiro sugere ascensão galopante. Será assim, não será? Os indícios são promissores, são promitentes. A exigente plateia da Luz acolheu o menino com a pendência do aperto extremoso.
O actual plantel está recheado de grandes executantes, muitos dos quais experimentados nas mais rigorosas andanças. E que tal este recente toque juvenil de entusiasmo? Uma equipa que ainda não atingiu, reconheça-se, o melhor plano exibicional, só tem a ganhar com o empréstimo dessa graciosidade moça dum jogador com as características de Ivan Cavaleiro.
O Benfica ganha a dobrar. Confirma um valor seguro e com ampla margem de crescimento, acrescenta matéria substantiva à sua faculdade na área da Formação. A plena afirmativa de Ivan Cavaleiro é um desafio que vai ser acompanhado por sensibilidade apurada. Mais Benfica, melhor Benfica, Benfica rejuvenescido, Benfica de maior portugalidade passa muito, no imediato, por Ivan Cavaleiro. O jogador, sem deslumbramento traiçoeiro, com apoio genuíno, pode virar coqueluche, até porque tem a pinta inconfundível de craque."

João Malheiro, in O Benfica

Triste, um...

1. Depois das selecções, novo ciclo complicado. Frente ao Olympiakos, para a Liga dos Campeões, apenas um motivo para satisfação: a surpreendente resposta que o relvado deu à monumental chuvada que caiu - em poucos minutos, logo que a chuva amainou, a água desapareceu. Nunca havia visto algo semelhante. Por sinal, foi nessa adaptação ao charco em que o relvado se transformou a dada altura que a nossa equipa esteve melhor. De resto...
Domingo, frente ao Nacional, começámos bem, marcámos um belo golo. Abrimos a 2.ª com novo golo e fizemos um jogo seguro até final, 'esperando' pelo adversário mais atrás e chegando mesmo a desperdiçar oportunidades. Foi uma vitória segura. Outros motivos para satisfação: a estreia do jovem Ivan Cavaleiro e o facto de termos jogado com três jogadores portugueses. É pouco mas, nos tempos que correm... Preocupante foi a lesão muscular de mais um jogador. Embora quase todas elas tenham vitimado jogadores que este ano ingressaram no Clube. Este tipo de lesões não se previnem de um momento para o outro...

2. Na última Assembleia Geral do Clube, um associado criticou a Direcção por não ter reduzido o valor das quotas como, afirmou havia prometido. Acontece que a Direcção prometera - e cumpriu - diminuir o custo dos Red Pass, nunca falou das quotas.
Nem podia falar. É que estas mantêm o valor actual (12 euros) desde Janeiro de 2002, há quase 12 anos! Se o preço das quotas acompanhasse a inflação do país, estaria agora nos 15,60 euros! Na prática, elas estão 30 por cento mais baratas! E ainda permitem bons descontos nos combustíveis e em mais uma enorme quantidade de produtos e lojas. Todos os benfiquistas deveriam ser sócios.

3. Após a derrota do FC Porto com o Zenit e a propósito da expulsão de Herrera, com dois amarelos, no início do jogo, dizia-me uma vizinha: 'no nosso Campeonato nenhum árbitro teria a coragem de o expulsar'. Concordei e, no dia seguinte, tinha a confirmação no DN. Nas últimas cinco épocas, o Porto teve 12 jogadores expulsos nas competições europeias e 10 na Liga. os jogos nacionais (147) foram mais do triplo dos europeus (45). Ou seja: o FC Porto tem, em média, um jogador com cartão vermelho em cada quatro jogos europeus, ou quase (3,75) mas só tem um jogador expulso em cada 15 jogos do Campeonato português (14,7). Porque será?"

Arons de Carvalho, in O Benfica

domingo, 3 de novembro de 2013

Centena, e mais alguma coisa!!!

Benfica 109 - 75 Lusitânia
31-23, 26-8, 22-21, 30-23

Vitória esperada, com mais um excelente jogo do Jobey Thomas, com destaque para a longa distância... a entrada dos miúdos da formação é um bom sinal... Mesmo assim, acho que sofremos demasiados pontos!!!

Difícil

Benfica 4 - 1 Belenenses

Resultado enganador, vitória complicada. O Benfica voltou a jogar abaixo do esperado, mas após a derrota em Braga, e nas vésperas do jogo com os Lagartos, a vitória era o mais importante.
Na soma das oportunidades claras, provavelmente tivemos mais do que o Belenenses, mas mesmo assim, permitimos demasiados ataques perigosos aos de Belém... muitos deles após perdas de bola infantis, na nossa zona recuada.
O jogo entrou nos últimos minutos com uma magra vantagem de 2-1 para nós, o resolveu não apostar no 5x4, e numa boa jogada colectiva o Coelho marcou o terceiro, matando a partida... com o Benfica tapado por faltas desde muito cedo na 2.ª parte, arriscámos em demasia, ao deixar levar a decisão da partida para os últimos minutos...

Vamos ter que jogar melhor para a semana, se quisermos vencer. A equipa nas últimas jornadas baixou de rendimento, o que é estranho. Esta semana muitos jogadores tiveram ao serviço da Selecção - o que não é bom... -, e nota-se que o Gonçalo e o Ricardo Fernandes, ainda não têm o ritmo normal de competição após as lesões... Hoje, detectei outro possível problema: a rotação exagerada dos jogadores. Pessoalmente creio que jogadores como o Brandi, e o Henmi têm que jogar mais minutos. Na preparação dos jogos, pode-se efectuar uma escala para as substituições, mas durante o jogo tem que se fazer a leitura, na hora, e decidir a favor de quem está mais inspirado.

Uma nota para o ambiente. Depois de ontem à noite com o Hóquei o Pavilhão ter praticamente enchido, hoje, num simples jogo do Campeonato, tivemos uma excelente casa, muito bem composta... acho mesmo que hoje, o público merecia uma melhor exibição da equipa.

Derrota na Serra

Sp. Covilhã 2 - 0 Benfica B

Não segui o jogo atentamente, mas deu para ver que sentimos bastantes dificuldades. O Hélder fez várias alterações, alguns jogadores pouco utilizados foram titulares, como: o Rudi, o Bruno Gaspar, o João Teixeira, o F. Markovic... ainda tivemos no banco o Clésio, e o Semedo (que depois de um excelente início de época tem andado desaparecido!!!), e talvez por isso, a equipa não conseguiu impor-se no jogo, como tem sido habitual... mesmo assim, sofrer dois golos nos últimos 10 minutos, deixa sempre um sabor a frustração. A ausência do Linfelof foi por castigo, as outras não sei: Cancelo, Rúben Pinto, Gianni...!!!
Uma curiosidade: 80% das vezes que olhei para a televisão, e o Benfica tinha a posse de bola, poucos segundos depois, lá estava o Bernardo a levar porrada... constantemente, não tenho as estatística, mas o número de faltas sobre o Bernardo deve ter sido absurdo, e a estatística só reflecte as que foram marcadas!!!

"Apito Oculto"

"Se Rui Pedro Soares, actual homem-forte do Belenenses, antigo menino de ouro de José Sócrates na PT, fosse eleito presidente da Liga de Clubes, teríamos todas as condições para se desencadear uma tempestade perfeita. Na mesma pessoa cruzam-se fortes laços ao "Apito Dourado" e à "Face Oculta", dois processos que deixam corado de vergonha qualquer sentido de justiça que ainda exista em Portugal.
Se a Liga de Clubes não está de boa saúde com um desmedido presidente, sempre em luta contra moinhos de vento ou televisões por cabo, pior ainda ficaria com um regresso à ética do major Valentim Loureiro, mas servida por muito menos habilidade e nenhum sentido de medida. De autor desconhecido, aqui fica uma imagem bem apropriada para o que escrevo: "Se por acaso vir um cágado em cima de uma árvore, não pense que foi ele que subiu - alguém o lá pôs". Rui Pedro Soares é um destes cágados que chega do nada e, sem qualquer currículo relevante, aparece no cimo das árvores pela mão de alguém. Assim foi durante o pesadelo do socratismo. Assim parece voltar a ser neste mundo do futebol indígena que sempre parece negar um futuro melhor.
Rui Pedro Soares sempre foi próximo de Joaquim Oliveira. Quem visse a sua postura face à figura de Joaquim Oliveira, facilmente o passaria por um seu empregado devoto. Se Rui Pedro Soares chegasse a presidente da Liga, seria o longo braço de Oliveira regressado ao centro das decisões do futebol profissional. Fortaleceria o poder de Oliveira contra o Benfica ou contra qualquer clube que se pretenda libertar do actual abraço de jibóia que estrangula as finanças dos clubes por via de uma péssima redistribuição das receitas televisivas.
Rui Pedro Soares não é um homem de projectos ou convicções. O menino de ouro de Sócrates limita-se a ter ambições. E a escolher a mão certa para chegar ao cimo da árvore. De qualquer árvore. Das patacas. Que nos líderes dos clubes, mesmo os mais próximos do FC Porto, ainda haja uma ponta de bom senso e que os homens de bem, que os há no futebol, encontrem uma solução que não empurre a Liga para uma terrífica era de "Apito Oculto". "

sábado, 2 de novembro de 2013

Título Europeu

Benfica 5 (5) - (3) 0 Vendrell

Foi o regresso às grandes noites Europeias do Hóquei, aos Pavilhões da Luz. De todas as modalidades de Pavilhão, o Hóquei é claramente aquela que está mais perto do coração dos Benfiquistas - sem desvalorizar nenhuma das outras -, é um facto histórico. Os últimos anos, de total gatunagem no Hóquei nacional têm afastado os Benfiquistas da modalidade, mas hoje, provou-se a força que o Hóquei tem no universo Benfica.
Não sou lírico, não peço que os Pavilhões estejam sempre assim, mas pelo menos 'metade' da amostra de esta noite, e o ambiente nas nossas modalidades seria outro... e ficaríamos mais perto de vencer todas as competições, porque os jogadores, sentem estes ambientes.

O Benfica era favorito a este título, a vitória em Espanha (3-5) confirmou a nossa superioridade, só um acidente, nos roubaria o Caneco... O Venderell sabia disso, e portanto veio defender em quadrado, tentou perder por poucos... Mas quando se tem jogadores da qualidade do Carlitos (não está muito longe do nível artístico do Panchito) inspirados, tudo fica mais fácil... Uma nota para o Coy que hoje voltou a desbloquear o 0-0... E tal como em Barcelos voltámos a não sofrer golos, espero que seja a imagem de marca da temporada, com o Pedro Nunes a treinar é isso que espero.

Mais uma Taça para o Museu, a 2.ª Taça Continental (Supertaça Europeia), esta mais saborosa já que foi conquistada dentro do ringue, e não por falta de comparência do adversário... Só falta a Taça Intercontinental, que vamos poder vencer em Torres Novas, no próximo dia 16, com o Sport Recife como adversário, onde se espera mais uma festa Gloriosa.

Invencíveis

Vilacondense 0 - 3 Benfica
20-25, 14-25, 13-15

Vitória tranquila... no próximo jogo - Sábado -, vamos testar a nossa invencibilidade na Terceira, onde vamos defrontar a Fonte Bastardo, o nosso adversário mais complicado do Campeonato, e o mais que provável adversário na Final (só um acidente muito grave nos afastará desse objectivo)... esta época, na Supertaça, vencemos, apesar de não ter um carácter decisivo, é muito importante marcar 'território'!!!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Evolução...

Académica 0 - 3 Benfica

Quem estava à espera que o Benfica iria sair de uma fase de más exibições, e alguns maus resultados, com exibições deslumbrantes, se calhar continua desiludido... mas quem estava à espera que o Benfica, mesmo continuando a jogar com uma nota artística baixa, conseguisse no mínimo, salvar o resultado e os respectivos pontos, deve estar neste momento, satisfeito.

O jogo em geral foi fraco, sem grande interesse. Diga-se que a Académica pouco fez - principalmente na 1.ª parte -, para que o resultado fosse outro, a vitória do Benfica é justa... mas como é óbvio, nós Benfiquistas, queremos sempre mais. E não nos podemos esquecer das desilusões que temos tido em Coimbra recentemente. A diferença, além da arbitragem - Xistra e Hugo Miguel -, esteve no aproveitamento à frente da baliza, hoje ao contrário de tantos outros jogos, fomos eficazes suficientes... E, muito importante, voltámos a não sofrer golos, pela segunda vez consecutiva, creio ser a primeira vez que isso acontece esta época...

A história vai recordar, essencialmente o golo do Markovic - o do Tacuara também deveria merecer elogios -, mas pessoalmente este jogo confirmou duas situações: o Enzo é nosso melhor jogador, e motor da equipa - aquela mudança para a direita nos primeiros jogos foi mesmo suicida!!!; e o Cardozo continua a facturar - o Jesus avisou que quando o Óscar marcasse o primeiro, os outros viriam atrás!!!

Espero que o regresso de lesão do Markovic seja duradouro!!!

Hoje, voltámos a ver no final a tripla Matic/Enzo/Amorim. Será a aposta para Atenas?!!!

Mais uma terapia antidepressiva

"O Benfica venceu com naturalidade o Nacional da Madeira num jogo que sem ser brilhante, foi de facto suficiente para cumprir os objectivos essenciais.
Sempre à volta do Benfica, ou há euforia ou há depressão. Agora a nova razão da euforia é Ivan Cavaleiro. O miúdo tem talento, mas vive num clima de exagero que o prejudica. Mesmo quando faz uma asneira tem o público a bater palmas, estão reunidos os ingredientes para mais exemplos de fogo de artifício pouco duradouro. Havia que deixar crescer com calma, esperar que ganhe a maturidade, e depois teremos um jogador de primeira na equipa do Benfica. Jorge Jesus saberá dar-lhe as oportunidades, na conta e razão certas, em vez de querermos fazer um astro à pressa. Os mesmos adeptos que lhe batem palmas hoje, estarão para o insultar amanhã.
Elogio para aquele que tem sido um dos nossos melhores jogadores do Benfica, muito esquecido pela crítica, André Almeida. Melhor em campo com o Olympiakos, e excelente na hora que jogou contra o Nacional. Brilhante à direita e muito bom na esquerda.
Hoje em  Coimbra teremos uma etapa da nossa terapia antidepressiva. Vou repetir argumentos, o jogo de Coimbra é mais importante que o de Atenas. Temos que ganhar em Coimbra. O segundo lugar que ocupamos é péssimo. A tabela classificativa, para o Benfica, só tem um lugar que não é péssimo.
Este episódio Blatter/Ronaldo mostra muito de quem e como se dirige o futebol. O protagonismo tonto e senil não tem noção do ridículo,  proporções e dos modos. Cristiano Ronaldo respondeu com um hat trick nos 7-3 ao Sevilha.
Gostei duma resposta com bom futebol, à ébria dança do dirigente exótico que escolhe países/desertos com mais de 40.º de temperatura para realizar Campeonatos do Mundo. Messi não merecia isto, porque é um jogador fantástico."

Sílvio Cervan, in A Bola

As coisas relativas

"Grupos organizados promovem violência gratuita, planeada e anunciada. Utilizam o futebol para dar azo a violência extremada e actos criminosos perpetrados em público com direito a visibilidade mediática. 
A recorrência destes crimes é cada vez maior. Uns publicam livros a vangloriarem-se dos crimes, dão entrevistas e transforma-se em personagens periféricas ao desporto com influência directa nos resultados desportivos. Outros são conhecidos nos “bas-fond” como elementos ligados directamente à criminalidade organizada e em larga escala. Alguns servem de guarda pretoriana a dirigentes desportivos que fazem da corrupção uma bandeira. Comum a todos é sensação de completa impunidade de que gozam. Comum a todos é o aproveitamento que fazem da desculpabilização pública que se segue à violência. Tudo é desculpado na relativização da violência. Relativiza-se a morte de um adepto num estádio; relativiza-se o apedrejamento selvático do autocarro de um clube à entrada de um estádio; relativiza-se a tentativa de homicídio de um presidente de um clube com o apedrejamento do carro em plena auto-estrada; relativiza-se o fogo posto na bancada de um estádio; relativiza-se o arremesso de bolas de golfe aos autocarros dos clubes e aos futebolistas no relvado; relativizam-se as agressões públicas a jornalistas que retiram as queixas por falta de proteção… Tudo isto se relativiza desde que se relativizou a violência encomendada de um tristemente famoso Abel em tempos idos.
Tudo isto se relativiza com o mesmo à vontade com que se relativiza a corrupção desportiva e as provas escutadas da mesma. Tudo isto se relativiza ao ponto de hoje em dia conceitos como “estado de direito”, “democracia” e “valores civilizacionais” serem umas coisitas relativas e pouco significantes perante o valor absoluto e inquestionável do regabofe assumido com fina ironia no futebol português."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

E Pinto da Costa fez as pazes com o Youtube

"O presidente do FC Porto disse que todos os dias revê o golo do Kelvin e que há dias em que vê seis vezes. Ainda bem. Graças ao golo do Kelvin o presidente do FC Porto fez as pazes com o Youtube.

OUVI, como tanta gente, as palavras autorizadas de Joseph Blatter pronunciadas na Oxford Union Society, entre gente fina, portanto, sobre a grande questão que divide o planeta do futebol: quem é o melhor jogador do mundo dos tempos presentes, Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo?
Vi também, como tanta gente, o momento de humor do presidente da FIFA, imitando primeiro Messi a dançar e a jogar e, depois, Cristiano Ronaldo a marchar e a jogar.
A imitação do português é um extraordinário momento de espectáculo em qualquer palco do mundo. Da Broadway até ao defunto Parque Mayer, de um qualquer esconso de stand-up em Xangai até aos mil teatros e teatrinhos de Avenida Corrientes, em Buenos Aires, o público, rendido à fidelidade dos retratos, aplaudiria Sepp Blatter de pé por todo o mundo.
Interpretei as palavras de Blatter e a representação física de Blatter como uma demonstração inequívoca de que prefere o português ao argentino, enquanto personalidade. E que, por mais que tente, não se consegue decidir entre os dois, enquanto jogadores. Foi, por isso, com espanto que acabei por constatar que estou completamente isolada nesta opinião.
O momento histriónico de Joseph Blatter foi entendido, de uma maneira geral e muita gritada, como um insulto a Ronaldo e como a declaração de preferência declaradíssima pelo argentino.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol insurgiu-se. O presidente do Real Madrid exigiu um pedido de desculpas formais ao presidente da FIFA. As estações de televisão passaram e repassaram aquele minuto do suíço em Oxford e a conclusão foi sempre a mesma: Blatter fez pouco de Ronaldo e prefere Messi.
Continuo na minha. Blatter chamou a Messi «um bom rapaz» que é aquilo que, normalmente, se chama a qualquer desenxabido eficiente, sem ponta de graça mas com bom coração.
E pela representação que fez de Ronaldo, um G.I. Joe a ferver em adrenalina e sentido de missão, pareceu-me, francamente, que o presidente da FIFA nos quis dizer que preferia mil vezes sair uma noite com Cristiano Ronaldo do que tomar um pequeno-almoço com Lionel Messi.
E quem, no seu perfeito juízo, não o preferiria?
Toda a gente entendeu de modo diferente o que, para mim, não serve para colocar em causa a qualidade do stand-up de Joseph Blatter. É o que acontece por vezes em muitas salas de espectáculos. O texto é fácil, o público é que é deseducado. Então quando mete futebol, a deseducação é geral.
A boa notícia é que se tivermos o imenso azar de não nos qualificarmos para o Mundial do próximo verão, já temos mais uma desculpa: como se já não nos bastasse o malandro do Platini a manusear o sorteio para nos calhar a Suécia, ainda tivemos o palhaço do Blatter a achincalhar o nosso melhor jogador e capitão da Selecção Nacional. É com estas coisas que a malta se consola.
Espero que Cristiano Ronaldo, o artista, não seja como a malta toda. E como os artistas, regra geral, se compreendem, acredito que o artista português percebeu perfeitamente a mensagem que lhe foi dirigida pelo artista suíço. E, como gosto muito de show business, espero ver brevemente Cristiano Ronaldo festejar um golo imitando a imitação que dele fez Blatter.
Só para calar as más-línguas.
Devo dizer ainda, e sempre em defesa de Joseph Blatter, que concordei com ele também quando, na mesma ocasião, em Oxford, afirmou com grande clareza que Zlatan Ibraihmovic está perfeitamente ao nível quer de Messi quer de Ronaldo. É também essa a minha opinião.

TENHO visto muitos benfiquistas zangados - ah, aquelas coisas das rivalidades... - por no Museu do FC Porto existir um recanto todo dedicado ao golo do Kelvin, o golo que deu o título ao dono do museu na temporada passada.
Estão zangados pelo recanto em si - Espaço K, chama-se - e estão zangados porque o lance do golo é exibido ininterruptamente em ecrã gigante, desde que o feliz proscrito brasileiro pegou na bola até no momento em que Jorge Jesus se ajoelhou.
Basicamente é isto. Uma homenagem à grandeza do Benfica.
Vejam lá se no Museu do FC Porto existe algum recanto especial para aquele campeonato triunfalmente ganho ao Sporting com a mão do Ronny? Não. Claro está que não.

O Museu do FC Porto foi oficialmente inaugurado a 28 de Setembro mas só abriu portas ao público a 26 de Outubro festejando logo o seu 12.º aniversário. É muito mais antigo do que o Museu do Benfica.
Na cerimónia de abertura ao público, no fim de semana passado, o presidente do FC Porto disse que todos os dias revê o golo do Kelvin e que há dias em que o vê seis vezes.
Ainda bem.
Graças ao golo do Kelvin o presidente do FC Porto fez as pazes com o Youtube.

TAMBÉM gostei das pazes feitas entre Jorge Jesus e Manuel Machado, como ficou evidente no fim do último jogo no Estádio da Luz. Os dois treinadores cumprimentaram-se com grande cordialidade. E mais do que isso, trocaram sorrisos e palmadinhas. Isso mesmo, misters! Já cansava o vosso desamor que não enobreceu nenhum dos dois.
Para nós, benfiquistas, é um descanso. Agora quando já podemos usufruir tranquilamente do discurso de Manuel Machado sem termos que embirrar com ele, por solidariedade com o nosso treinador. O inverso pensarão, certamente, os adeptos do Nacional. No fundo, o que todos queremos é sossego e boa disposição.

QUANDO o assunto é hooliganismo, já devem calcular que a minha equipa preferida é só uma: a da polícia.
Há uma década, quando morreu um adepto do Sporting naquela triste final da Taça do Jamor, juntei sem hesitar o meu nome a um abaixo-assinado pedindo à direcção do Benfica, à época presidida por Manuel Damásio, por rever drasticamente o apoio prestado às claques.
E ainda há bem pouco tempo lamentei aqui que um adepto do meu clube tivesse despejado um singelo prato pela cabeça abaixo de um ex-atleta especialmente embirrante de um clube rival.
Na tarde de domingo, a equipa da polícia identificou 94 pessoas do grupo de negro vestido que provocou desacatos à porta do Estádio do Dragão. O que se passou no Porto não foi «um arrufo» como ouvi dizer logo no momento.
Disseram os jornais, nos dias seguintes, que este movimento nasceu em Inglaterra na década de 70 e que foi erradicado na década de 90. Em Portugal está a chegar. Dizem também os jornais que os três grandes clubes portugueses têm as suas falanges de casuals, embora aqui o verbo ter não faça qualquer espécie de sentido porque ninguém acredita que um clube, grande ou pequeno, queira ter uma coisa destas.
Temo que os 94 identificados pela PSP do Porto voltem a poder entrar em estádios de futebol, sozinhos ou em grupo, com a maior das naturalidades. É uma aberração quando as famílias, cautelosas, prudentes, deixam de ir à bola porque se recusam a partilhar bancadas com hooligans que nunca deixam de ir à bola.

FOI o Benfica menos desengraçado da época que se apresentou no domingo e venceu, tranquilamente, o Nacional. Matic, por exemplo, reapareceu a espaços depois de uma longa, longa ausência. O próprio jogo é amanhã com a Académica, em Coimbra. Veremos se as melhoras aparentes de domingo passado foram só aparentes, ou não."

Leonor Pinhão, in A Bola

Hoje, 31 de Outubro

"Hoje apetecia-me reflectir sobre o que vai mal. E pensar no que podemos e devemos fazer para melhorar. E procurar a essência para além do cansaço das circunstâncias. E assinalar os interesses e manobrismos que pervertem valores e princípios inalienáveis. E desmistificar a iconografia do (aparente ou efémero) sucesso que sacrifica a ética incondicional. E falar do que vai bem e vai mal no meu Benfica, sem que isso seja malquisto por quem não suporta a crítica. E recomendar prudência a sensatez a Blatter. E, estando a escrever, arrasar o famigerado Acordo Ortográfico que me consome consoante as consoantes. Mas hoje, 31 de Outubro, é o Dia Mundial da Poupança. Por isso, fico por aqui. Até para poupar os eventuais leitores. Em vez de palavras consumidas, o silêncio do espaço que resta nesta crónica. Melhor dito, os silêncios. Da alegria, do desgosto, da concordância, da discordância, da liberdade, da eloquência, da serenidade, do desespero, da esperança, da convicção, da ignorância, da verdade, da coragem, do medo. Da vida e do desporto."

Bagão Félix, in A Bola