Últimas indefectivações
terça-feira, 16 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
O príncipe no palácio de Cádiz
"O Benfica foi uma das equipas mais brilhantes que passou pelo Troféu Ramon Carranza, o mais prestigiado de todos os 'veraniegos'. Duas taças gigantescas vieram para a Luz...
CONTINUEMOS no Verão. Continuemos em Espanha. Já trouxemos aqui a história das presenças do Benfica em três dos mais famosos 'veraniegos' espanhóis - o Teresa Herrera, na Corunha, o Columbino, em Huelva, e o Troféu Ibérico, em Badajoz. Em todos eles o Benfica fez furou com um futebol vistoso e objectivo, ou seja, o sonho de qualquer organizador de provas deste género.
Hoje falamos do Ramon Carranza, 'Lo Trofeo de los Trofeos', como lhe chamam os espanhóis.
Disputado em Cádiz, desde 1955, nas primeiras duas edições apenas entre dois clubes (o Atlético foi o clube português convidado para a primeira edição), depois entre quatro, no sistema de meias-finais e Final.
A primeira presença do Benfica data de 1963. Uma equipa extraordinária, com Eusébio no seu auge, acompanhado por José Augusto, Torres, Coluna e todos aqueles que sabemos e conhecemos.
Assim sendo, a vitória 'encarnada' nessa edição (a 9.ª) do Troféu Ramon Carranza foi quase natural. No primeiro jogo, os golos de Serafim(2) e Yaúca serviram para impor uma derrota ao Barcelona, por 3-2. No outro encontro, a Fiorentina eliminava o Valência pelo mesmo resultado e perfilava-se como adversário na Final. Mal sabiam os italianos o que estava para lhes acontecer...
Durante 90 minutos o encontro foi escaldante. Golos em sequência lógica do equilíbrio: 0-1 por Hamrin (31m); 1-1 por Torres (46m); 2-1 por Serafim (72m); 2-2 por Lojacono (75m); 2-3 por Hamrin (76m); 3-3 por Torres (82m).
O público de Cádiz estava encantado. E mais encantado ficou com a meia-hora extra do Benfica que marcou quatro golos sem resposta, esmagando por completo o seu adversário. Torres(2), Yaúca e Eusébio remataram a faena. O gigantesco troféu Ramon Carranza vinha para a Luz e ocuparia um lugar especial no meio das milhares de taças conquistadas pelo Benfica.
Eusébio destruiu o Peñarol
NO ano seguinte, os ecos das exibições do Benfica ainda eram bem audíveis em Cádiz. E o Benfica voltou.
E voltou para nova sensação, uma vitória brilhante sobre o Real Madrid nas meias-finais, por 2-1, com golos de Eusébio (17m) e Torres (90m) a responderem ao golo de Puskas (62m).
Com o Bétis também apurado à custa do Boca Juniores, da Argentina (2-1), esperava-se que o Benfica confirmasse na Final o seu favoritismo. Puro engano. O jogo arrastou-se durante 90 minutos sem golos e sem grande entusiasmo. Tão distante da Final do ano anterior que valera dez golos... Mas uma coisa teve de idêntico: o recurso ao prolongamento. E aí, o Benfica baqueou. Rogélio e Frasco marcaram para o Bétis e tiraram das prateleiras da Luz um dos mais bonitos troféus ganhos pelo Benfica ao longo da sua história gloriosa. Seria preciso esperar...
Mas o Benfica tornara-se um cliente de luxo do Ramon Carranza. E, na época seguinte voltou a ser convidado. Tendo a oportunidade irónica de se vingar do Bétis de Sevilha, defrontando-o nas meias-finais e vencendo, por 2-1, com dois golos de Eusébio. Por seu lado, o Zaragoza batia os brasileiros do Flamengo. por concludentes 3-0 e ganhava lugar na Final. Ganhava lugar na Final e viria a ganhar a mesma Final ao Benfica num jogo excitante. Violeta fez 1-0, aos 4 minutos, Torres empatou, aos 11'; Santos faz 2-1, de penálti, e Villa o 3-1, aos 77 minutos. O 3-2 de Eusébio, a três minutos do fim, não serviu mais do que para assustar. O Benfica registava a sua terceira Final consecutiva do Ramon Carranza e somava duas derrotas. Voltava a ser preciso esperar...
Regresso em 1971
O Benfica só regressou a Cádiz em 1971. E desta vez para ganhar. Primeiro um empate frente ao Atlético de Madrid, 1-1 (golos de Eusébio no primeiro minuto e de Luis, de penálti, aos 4'), resolvido só à custa das grandes penalidades. A Final, contra os uruguaios do Peñarol, que haviam eliminado o Valência, deu aos espectadores do Estádio Ramon Carranza a possibilidade de ver um inesquecível Eusébio. Três golos (aos 30, 48 e 78 minutos) selaram a vitória claríssima. O Benfica voltava a ser o rei do Carranza e de forma espectacular como era seu hábito. No ano seguinte subiria de novo ao palco.
Não para levar para Lisboa mais uma das fantásticas taças que coroam o vencedor mas deixando, apesar de tudo, a sua marca, principalmente graças à retumbante vitória nas meias-finais frente aos brasileiros de Botafogo, por 3-0, com golos de Jordão, Nené e Wendell na própria baliza. Não se pode dizer que os portugueses não se apresentassem como favoritos frente ao Atlético de Bilbao (que eliminara o bayern de Munique). Mas o Futebol não se compadece com favoritismo com favoritismos. Apesar do golo inaugural de Nené (21m), os bascos empataram à beira do fim (Carlos, 82m), e resolveram a partida com um novo golo de Carlos (87) já no prolongamento.
O tempo passou. O Benfica não voltaria a Cádiz. Talvez não volte tão breve. O torneio perdeu chama, nos últimos anos tem até sido quase exclusivamente disputado por equipas espanholas, o prestígio voou como uma pétala empurrada pelo vento.
Mas a história regista e não esquece. O Benfica foi uma das equipas mais brilhantes que jamais disputou o 'Trofro de los Trofeos'. Uma príncipe no palácio de Cádiz."
Afonso de Melo, in O Benfica
Inovações
"1. O mês começou bem e, espera-se, acabará melhor. Começou com a segunda fase da nossa Benfica TV, a preparar-se para se tornar a primeira TV mundial a dar jogos do clube do qual depende (para além dos sempre apetecíveis jogos da Liga Inglesa). Começou o mês, também, com o anúncio do próximo desenvolvimento do nosso Centro de Estágio do Seixal - o Caixa Futebol Campus. E terminará o mês com a tão ansiada inauguração do nosso Museu Cosme Damião, que promete ser espectacular e... verdadeiro. O que, logo à partida, não acontecerá com o Museu do FC Porto, cuja inauguração está prevista para 28 de Setembro, dia em que o clube passou a fazer anos (dizem que 120). Estou curioso em saber que actividades este museu reportará dos primeiros 13 anos da vida (inexistente) do clube. Para além disso, e logo à partida, outra diferença: o Museu do Benfica terá o nome de Cosme Damião, um dos fundadores; o o do FC Porto chamar-se-á 'Museu do FC Porto by BMG', um banco brasileiro.
2. Vale e Azevedo foi, mais uma vez, condenado, desta feita por ter ficado com dinheiro do Benfica. Nada de novo. É passado bem triste e que espero sirva de 'vacina' para futuros aventureiros que se queiram apresentar. Não querendo reabrir guerras, não posso, no entanto, deixar de referir que se o antigo presidente roubou o Clube, muito mal na fotografia ficam muitos daqueles que o acompanhavam, desde os elementos do conselho fiscal que nada fiscalizaram (outros, antes deles, se demitiram - e bem - porque o presidente escondia as contas) aos restantes elementos da Direcção que deveriam, pelo menos, ter desconfiado. Que fique a lição.
3. A época de Atletismo terminou a nível de competições colectivas e o Benfica fez o 'plano' das camadas jovens, ganhando os seus títulos masculinos e femininos de Sub-23, Juniores e Juvenis. Esta época apenas falhámos o título Sub-23 feminino de Pista Coberta, pelo que foram nove em dez títulos conquistados ao Ar Livre e Pista Coberta. Neste aspecto, foi o terceiro ano consecutivo em que tal aconteceu, apenas variando o campeonato não ganho. Três anos em que, além disso, conquistámos o título nacional absoluto no sector masculino e em que nos fomos aproximando no feminino. Em 2013, fomos ainda Campeões Nacionais masculinos de Pista Coberta, Estrada, Corta-Mato (curto e longo) e Marcha (para além do de Ar Livre, o mais importante). Notável!"
Arons de Carvalho, in O Benfica
Objectivamente (reforços)
"Estou a seguir com agrado a preocupação dos responsáveis do SLB na procura dos melhores jogadores portugueses disponíveis para integrarem o grupo de trabalho nesta época que agora se inicia. Sempre defendi a entrada dos melhores jogadores da Formação no plantel principal, pelo menos no início de cada época, dando assim hipótese de se mostrarem aos responsáveis técnicos e aos adeptos nos treinos e em jogos particulares criando aquela empatia que é sempre importante para um jovem jogador se poder afirmar. Temos muitos exemplos de «formandos» que agarraram essa oportunidade (que é diferente das outras competições) e que se deram a conhecer através dos primeiros treinos e dos jogos particulares sem grandes responsabilidade que marcam o arranque de cada época.
É certo que ainda não há confirmação de que vão entrar os Sancidino, os Lucianos, os Ivans Cavaleiros, Cancelos, etc, etc, mas tenho sempre essa esperança de ver esses meninos tornarem-se homens de 'águia ao peito' dando seguimento ao trabalho de base que ao longo de vários anos foi feito com tantos sonhos e sacrifícios.
Recordei também esta semana aquela história do «regressado» Sílvio que teve a sua formação no Benfica e como ele conseguiu «sobreviver» depois de várias experiências entre o Atlético do Cacém e o Atlético de Madrid. É desta raça que os grandes jogadores se fazem. Nunca se deve desistir do sonho. E esse comanda a vida, como dizia o poeta.
É com esta esperança que o Benfica arranca para a nova época. A vontade de fazer melhor, de ganhar títulos e de envolver os adeptos na mesma paixão de sempre.
Uma última nota para os reforços que chegaram do estrangeiro e que vão ser recebidos de braços abertos como sempre.
Todos nós desejamos que tenham sucesso porque o sucesso deles será o do Sport Lisboa e Benfica!"
João Diogo, in O Benfica
domingo, 14 de julho de 2013
Novamente, meia-dúzia... a dividir pelos dois !!!
Benfica 3 - 3 Bordéus
Segundo jogo, em dois dias, desta vez mais puxado... nota-se que os jogadores ainda estão 'perros', este Afro-Bordéus, fisicamente, dominou os duelos, sofremos dois golos nos últimos minutos de cada uma das partes, com alguma displicência (principalmente o 3.º golo dos Franceses)... Bordéus, que começou com vários titulares no banco, que entraram durante o jogo, beneficiando assim no final da partida, quando no Benfica tínhamos o Djaló e o Michel em campo...
Também notei na 1.ª parte, que sem o Enzo (que voltou a Lisboa, pois vai ser Pai...), e sem o Djuricic, tivemos muitas dificuldades em segurar a bola, não me parece que o Miki (ou o Salvio) sejam as melhores opções para jogar nas costas do Lima, o Gaitán ou mesmo o Markovic parecem-me melhores opções...
O Matic é dos jogadores onde se nota mais a falta de ritmo, talvez por isso a dupla com o Amorim não resultou, já que nenhum deles conseguiu substituir o Enzo... na 2.ª parte entrou o André Gomes e entrou bem. O Cortez confirmou as credenciais ofensivas, defensivamente, hoje, esteve melhor (apesar de fisicamente ter rebentado... normal para quem jogou os 90 minutos), mas ainda tem muito que apreender... Com o Lisandro e o Mitrovic, deixem-se de mariquices nos cantos e livres laterais, porque eles ganham quase todos os lances no ar !!!
Não é agradável sofrer golos nestes jogos, mas pelo menos que sirvam para melhorar procedimentos. O árbitro foi permissivo com a agressividade do Bordéus, mas não podemos continuar a sofrer perigosos contra-ataques após cantos a nosso favor... e não podemos continuar a perder a bola em locais proibidos: por exemplo quando recuperamos a bola junto da nossa área, existe sempre a tentativa de sair a jogar bonito, às vezes o pontapé para a frente, é o mais eficaz...
Ainda falta o jogo de Terça com o Sion, nesta digressão pela Suiça... Na próxima Quarta-feira com o regresso (ou não!!!) dos vários jogadores ainda de férias, tudo ficará mais claro, recordo que ainda faltam o Maxi, o Melga, o Ola, o Rodrigo e o Cardozo (além do Rojas e o Gianni que provavelmente vão para a equipa B...).
PS: Parabéns para o Bruno Pereira, que hoje se sagrou Campeão Nacional do Triatlo Longo, o verdadeiro Iron Man Luso (1,9 Km a nadar, 90 Km de bicicleta e 21,1 Km a correr)!!!
sábado, 13 de julho de 2013
Meia-dúzia na estreia...
Étoile Carouge 1 - 6 Benfica
Pouco a dizer do primeiro treino público da temporada. Dos reforços, o Djuricic na 1.ª parte, e o Miki (Sulejmani) na 2.ª parte tiveram em destaque: o primeiro com assistências, o segundo com golos, e remates para as defesas do noite do guardião contrário - também merece destaque o grande golo do Urreta!!!
Com treinos puxados (ainda hoje de manhã), com novo jogo amanhã contra o Bordéus (e outro na Terça, contra o Sion), com muitos jogadores novos, sem alguns dos titulares ainda de férias, contra um adversário fraquinho, não se podia exigir muito mais...
Nota-se um excesso de opções para o meio-campo ofensivo - com muita qualidade, e ainda falta o Ola... -, mas falta opções para ponta-de-lança (o Rodrigo e o Cardozo ainda não chegaram... a concretizar-se a saída do Tacuara é obrigatório contratar outro jogador com características parecidas), hoje foi o Amorim a substituir o Matic, continuo a crer que necessitamos doutro médio fisicamente imponente para aquela posição, mesmo com a permanência do Matic (corremos o risco de ter que adaptar o Steven ou o Lisandro à posição '6' durante a época, em caso de necessidade...). Gostei dos novos Centrais, apesar do valor acessível do adversário, mas a ser verdade a tal boa proposta pelo Luisão, só poderemos abdicar do nosso Capitão se houver garantias que o Garay não sairá!!! O Sílvio entrou muito bem, o Cortez ainda tem que aprender o posicionamento... mas tem toque de bola.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Bruno Cortez
Pronto - finalmente -, a pedido de muitas famílias, aí está um defesa-esquerdo!!! Será que desta vez acertámos?!!! Muito sinceramente não sei... as opiniões de quem o viu jogar regularmente não são unânimes. Vamos ter que esperar mais um pouco, para vê-lo em campo, talvez amanhã, já possa dar uns toques!!!
Vem por empréstimo, com opção de compra...
Vem por empréstimo, com opção de compra...
Aceitando as informações que apontam para um jogador muito ofensivo, pelo menos este ano teremos a opção Sílvio, para os jogos onde seja necessário arriscar menos.
Fora do campo, parece ser um bom cara... algo que o Benfica, ultimamente tem tentado conciliar nas contratações...
Assim Bruno Cortês, que foi estranhamente transformado em Cortez em Portugal, vai carregar toda a nossa esperança, para que finalmente o defesa canhoto seja uma posição como qualquer outra no Benfica!!!
Chuva de Bronze !!!
O Marcos Chuva conquistou esta tarde a medalha de Bronze, nas Universíadas, que estão a decorrer na cidade Russa de Kazan. Tão importante quanto a medalha foi a marca: 8,15m, a melhor marca do ano, a melhor marca após a lesão prolongada, um claro sinal de que o Marcos está de volta... e ainda com os mínimos B, para os Mundiais de Moscovo, em Agosto. É preciso dizer que os dois primeiros classificados, com 8,46m e 8,42m fizeram marcas muitíssimo boas, que até podiam dar medalhas em Mundiais e Jogos Olímpicos!!!
São muitos os atletas do Benfica em campeonatos internacionais neste momento: nas Universíadas (Kazan, Rússia), o Europeu de sub-23 (Tampere, Finlândia), e os Mundiais de Juvenis (Donestk, Ucrânia). E ainda falta o Mundial de Juniores!!!
Em Kazan o Marcos Caldeira depois de chegar à final do Triplo, ficou aquém do que pode. Em Tampere, o Diogo Antunes nos 100m ficou-se pelas Meias-finais, a Nádia Cancela nos 20 Km Marcha e o Tsanko Arnaudov no Peso estiveram ao nível esperado, e o Tiago Aperta no Dardo, ficou aquém do que pode. O Rubem Miranda que recentemente fez 5,45m na Vara (grande marca), acabou hoje por fazer somente 4,95m e não se qualificou para a Final!!! Em Donestk nos Mundiais de Juvenis, destaque para o Ricardo Pereira, que foi 11.º nos 100m com 10.79s (em 91 atletas), e que se qualificou, para já, para as Meias-finais dos 200m com um recorde pessoal de 21,93s...
PS: Hoje também foi notícia a desclassificação do José Rocha, atleta do Maratona, que acusou Doping, no Nacional de Estrada, sendo assim o Benfica acaba por se sagrar Campeão Nacional 2013...
Perdidos na Bruma
"Nas notícias de pré-época há sempre disputas acesas pela contratação de jogadores. Para os jornais é bom, com a falta de outros assuntos, sempre se informa os adeptos das hipóteses, algumas vezes só suposições, que estão na agenda dos clubes. Nos últimos dias qualquer que fosse o tema desportivo sempre seria ultrapassado pelos desvarios políticos. A política tomou conta das notícias e apenas um jogador algures perdido nas brumas conseguiu furar este bloqueio informativo. Perdido na Bruma serve de título político e desportivo. É de aproveitar.
O FC Porto já ganha por 6-0, mas consta que não leva três pontos de avanço. Amanhã entra ao serviço o Benfica no primeiro particular, domingo repete a dose. Adeptos de FC Porto e Benfica estarão curiosos nas entradas e nas saídas de jogadores. Mas no Benfica a maior dúvida está na capacidade de segurar os melhores jogadores. O FC Porto viu partir o fundamental Moutinho e o dispensável James por muito dinheiro. No Benfica como será? Será que vêm os senhores com milhões? Ou para lá do último dia como na última época? E quem querem comprar? O plantel do Benfica que treina hoje conseguirá ter poucas alterações com o que voa dia 18 de Agosto para a Madeira? Se assim for, estou satisfeito.
As compras parecem boas e acertadas, mesmo sabendo que uma aquisição se chama Sílvio (é de desconfiar).
Outra das especialidades da pré-época são os comentários aos equipamentos por parte dos adeptos. Aqui fica o meu registo de interesses. Gosto do Benfica de vermelho e branco e faço apenas um concessão ao preto. Essa coisa do azul, do prateado ou do amarelo à Benfica não existe. Esta coisa do marketing mexer com a história não me agrada. O Benfica é vermelho, o Porto é azul, o Sporting é verde e a água é molhada. Será difícil de perceber?"
Sílvio Cervan, in A Bola
Premium
"Ter um canal televisivo foi, em Portugal, um acto pioneiro do Benfica; ter um canal televisivo com as características da Benfica TV, com emissão de 24 horas e mais de 90% da grelha preenchida com conteúdos próprios, foi um acto de ousadia; ter o canal do Clube a transmitir os jogos em casa da própria equipa sénior e também os jogos da Liga Inglesa é simultaneamente um acto pioneiro, ousado e, mais do que tudo, um desafio lançado aos Benfiquistas.
A nossa Benfica TV mudou, não deixou de ser um veículo de comunicação e promoção do Benfiquismo, mas passou a ser mais do que isso: passou a ser um elemento importantíssimo no jogo “geoestratégico” dos bafientos poderes oligárquicos do futebol português. Com esta nova configuração, a Benfica TV passou a ser uma afronta ao monopólio que outros tentavam eternizar, utilizando o poder que advinha desse monopólio para influenciar decisões dos órgãos de gestão do futebol português (recordem-se, a este propósito, as sucessivas, públicas e publicadas declarações de António Oliveira acerca do seu irmão Joaquim Oliveira). Assim, a BTV é uma afronta a tudo isto e ainda um enorme desafio lançado aos benfiquistas. Depois de tantos, durante tanto tempo terem exigido esta tamanha ousadia, chegou agora a vez de os benfiquistas demonstrarem o seu poder e a sua força. Há indicadores que apontam para um número de aproximadamente treze mil pedidos de subscrição da Benfica TV nos três primeiros dias em que passou a canal “premium”. E estes números referem-se apenas a um dos operadores. É um bom número, é um número que perspectiva um caminho de sucesso. Saibamos todos que este caminho de sucesso depende, agora mais do que nunca, de nós."
Pedro F. Ferreira, in O Benfica
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Chamar-lhe-ia mesmo prosápia
"Este ano o Benfica irá a Alvalade sem Cardozo, que se fartou de marcar golos ao Sporting. Um 'derby' à terceira jornada serve para se saber qual entra primeiro em crise.
NÃO sei se já se deram conta de que o optimismo dos nossos amigos portistas - e quem não tem amigos do FC Porto? - para a temporada de 2012/2014 está a bater todas as escalas possíveis e imaginárias. Chamar-lhe-ia mesmo prosápia, sem querer ofender ninguém.
Estamos a um mês do arranque da época oficial e há já dois dados adquiridos: o FC Porto voltará a ser campeão, o Benfica voltará a fazer papel de cabeçudo no fecho da prova no Dragão e, melho ainda, do ponto de vista portista, o FC Porto somará a sua terceira Liga dos Campeões no tapete verde do Estádio da Luz.
Lucho Gonzalez, o habitualmente comedido capitão do FC Porto, não se põe à margem deste entusiasmo galopante. «Seria lindo jogar a final da Champions na Luz», disse no início desta semana fazendo coro com as certificadas previsões dos adeptos.
Será assim que tudo vai acontecer?
O sorteio do campeonato oferece, uma vez mais, aquele pratinho especial de um encontro entre os candidatos ao título à beirinha do fim do campeonato. É por causa do sorteio condicionado, dizem os técnicos especializados em sorteios. Na verdade, em termos práticos, tanto faz jogar no princípio, no meio ou no fim. O campeonato é uma prova de regularidade, o importante é ser-se regular. Depois, logo se verá.
O Benfica tem um arranque de campeonato difícil que poderá tornar fácil se ganhar os jogos que a sorte lhe destinou: arranque na Madeira frente ao Marítimo para, à terceira jornada, ir até Alvalade defrontar o rival de sempre.
Jogar no campo do Sporting é sempre uma tarefa de monta. Este ano, tudo assim o indica, o Benfica irá a Alvalade já sem Óscar Cardozo que, enquanto foi jogador do Benfica, se fartou de marcar golos ao Sporting.
Um derby à terceira jornada serve para muita coisa. Por exemplo, para se saber qual dos emblemas entra primeiro em crise.
Do ponto de vista do Sporting, aguarda-se a resposta mais emocional dos adeptos ao populismo bem-disposto de Bruno de Carvalho quando o jovem presidente se vir, pela primeira vez , colocado perante aquela coisa da bola a rolar.
Do ponto de vista do Benfica, os primeiros jogos da prova servirão, para o bem ou para o mal, como teste à popularidade e, sobretudo, à autoridade de Jorge Jesus que parte naturalmente fragilizado pelo cúmulo de infelicidades que lhe custaram tudo nas últimas três semanas da última temporada.
Do ponto de vista do FC Porto, não já crise que lhe chegue. Campeonato, cabeçudos e Liga dos Campeões, já está feito.
VEM aí o comboio do Benfica. A iniciativa foi revelada no último Congresso das Casas do Benfica. Trata-se de assegurar aos adeptos transporte ferroviário regular para que o maior número possível possa acompanhar a equipa de futebol nas suas deslocações pelo país. É uma boa ideia, sem dúvida.
Por falar em transportes, ainda bem recentemente o jornal I publicou uma curiosa notícia sobre uma das maiores empresas de camionagem do Estádio de São Paulo, no Brasil, que se chama precisamente e tão-só Benfica. Foi fundada nos anos 50 por três irmãos de Alvarelhos, concelho de Carregal do Sal, que emigraram para o outro lado do Atlântico à procura de melhor vida.
Eram do Benfica, naturalmente. A empresa mantém-se nas mãos da família e são hoje os netos quem trata do negócio, que é um bom negócio. Assumem-se como campeões do conforto e o volume do seu tráfego aponta para uma presença imponente nas estradas brasileiras. O jornalista do I que conversou com um dos administradores dos transportes Benfica perguntou-lhe se a frota dava muitos problemas. A resposta foi surpreendente... «Olha, há uns anos a equipa de juniores do FC Porto veio cá a São Paulo para jogar num torneio e recusaram-se a entrar quando viram o autocarro do Benfica à espera deles no aeroporto», disse o herdeiro dos irmãos de Alvarelhos.
Estrutura, meus amigos, estrutura...
A notícia termina com dados logísticos sobre as camionetas Benfica. E impressionam: uma frota de mais de 1500 veículos e cerca de 3500 empregados.
É muita gente. Pode ser que nestes 3500 exista um lateral-esquerdo.
SAIU um livro do Oriental. Na verdade, não é bem um livro. É um álbum profusamente ilustrado com fotografias e recortes de notícias de jornais, um volume de dimensão considerável com uma belíssima capa grená que sustenta o emblema do clube e ainda o título da obra em letras brancas: Clube Oriental de Lisboa, História do Nosso Clube.
O Oriental, em si, também é obra. E das grandes. Nasceu na noite magnífica de 8 de Agosto de 1946 da fusão de três clubes vizinhos da zona oriental da capital, o Chelas, o Marvilense e Os Fósforos, que decidiram congregar-se tendo em vista um poderio maior e, consequentemente, um futuro melhor.
Conseguiram-no, sem qualquer espécie de dúvida. Quatro meses depois da fusão, o novinho em folha Clube Oriental de Lisboa, C.O.L. para os fãs entre os quais me incluo, foi ao Campo do Lima vencer o FC Porto por 6-1 num jogo amigável e três anos mais tarde já o C.O.L. conquistava o acesso à divisão principal ombreando com os grandes, como se costuma dizer com toda a beleza e propriedade.
Muito à frente no seu tempo, o oriental foi a primeira equipa de futebol a usar números nas costas das camisolas, uma novidade arrebatadora à época como se constata pelo comentário de Cândido de Oliveira ao acontecimento: «A decisão do Oriental de numerar os jogadores merece relevo e é digna de ser seguida por todos os clubes. O número facilita grandemente a identificação por parte dos espectadores.»
Todos estes acontecimentos e dizeres nos surgem documentados no livro do Oriental de autoria de Vítor Figueiredo. No que diz respeito à goleada imposta pelo Oriental ao FC Porto na sua própria casa, termina assim a crónica do jogo reproduzida de um jornal da época: «Arbitragem à vontade do senhor Abel da Costa.»
A primeira curiosidade a assinalar é, obviamente, de tudo isto se passar num tempo em que os árbitros eram tratados pela imprensa por senhores. E mais nada.
A segunda não é propriamente uma curiosidade. É uma interrogação, uma grande interrogação.
- O que significaria em 1946 a expressão arbitragem à vontade?
Pois não sabemos. À luz da actualidade imaginar uma arbitragem à vontade no Dragão não é coisa do outro mundo. Mas já imaginar uma arbitragem à vontade terminando o jogo com uma derrota por 6-1 para os donos da casa é qualquer coisa de estratosférico.
Gosto do Oriental. Há muito que se deixou das altas instâncias do futebol profissional mas continua a ser uma força viva e aglutinadora de um conjunto de bairros de Lisboa. E contonua a ter aquela camisola grená que é todo um mundo.
O meu avô era da zona e, por razões lá dele e que nunca esmiuçou, foi sempre contra a fusão do Chelas, do Marvilense e d'Os Fósforos que deu origem ao Oriental. Pegando neste livro tentei perceber o porquê daquela velhíssima resistência mas não cheguei a conclusão alguma cobre as razões do meu avô que nem era pessoa de ser do contra, antes pelo contrário, e que era sobretudo 100 por cento benfiquista.
A quase sete décadas de distância desses acontecimentos, agora que os aprendi a fundo, com documentação e tudo, posso, no entanto, de um ponto de vista estritamente romântico avançar com as minhas razões pessoais, caso as tivesse, para ser contra a fusão.
É que Os Fósforos não podiam morrer.
Que nome maravilhosamente inusitado para um clube de futebol, os fósforos! Que pena terem acabado. Na assembleia geral d'Os Fósforos em que se votou a extinção do clube em prol do clube único que haveria de nascer, ainda houve 9 sócios que votaram contra. Mas houve 172 que votaram a favor e adeus fósforos. Na crónica de um jornal que cobriu o melancólico acontecimento apelidava-se de minoria sentimental o grupo dos 9 resistentes ao progresso. Passa agora a 10, apenas por literatura."
Leonor Pinhão, in A Bola
O Circo
"Longe vão os tempos em que cada manhã de pré-temporada trazia com ela a sofreguidão de conhecer as capas dos jornais, para saber quem entrava, quem podia entrar, quem saía, ou quem podia sair, do plantel do Benfica.
Eram tempos em que a imprensa desportiva mantinha alguma respeitabilidade. E eram tempos em que as “notícias” encomendadas por “Agentes FIFA” (esses parasitas do Futebol) não tinham ainda tomado conta das páginas publicadas – que, pouco a pouco, se foram transformando numa plataforma de interesses negociais e especulações várias.
Hoje, uma espécie de casamento de conveniência entre esses interesses e a aflitiva necessidade de vender papel (agravada pela cruel crise económica em que vivemos), ditou uma verdadeira hemorragia especulativa, que primeiro perdeu a credibilidade, e depois perdeu a piada. Até porque a distância para a mentira mais desavergonhada passou a ser demasiado curta, e, consequentemente, mais fácil de ultrapassar.
Para este estado de coisas contribui também a gritante falta de cultura desportiva do nosso país - capaz de empurrar um Tour de France, um Wimbledon, uma Fórmula 1, um título europeu de Hóquei, um Mundial de Sub-20, ou até mesmo uma Final da Champions, para notas de rodapé face a um qualquer Herrera, Quintana ou Tejada, que ninguém conhece, que quer ir para onde lhe paguem mais, mas que é impingido como objecto jornalístico primário a um povo com coisas bem mais graves com que se preocupar.
Creio que esta lógica comunicacional tem os dias contados. Falando por mim, devo confessar que já nem compro diários desportivos. Leio apenas o nosso “O Benfica”, que além dos artigos de opinião dos meus ilustres parceiros, fornece informação sobre todas as modalidades e escalões de formação do Clube. De resto, procuro na Internet aquilo que me interessa, esperando pelo fim do defeso futebolístico para conhecer os plantéis definitivos. Isto, enquanto vou lamentando a morte anunciada de uma imprensa desportiva que, em tempos, me ajudou a crescer."
Luís Fialho, in O Benfica
O verbo e a verba (II)
"Cardozo tem sido dos jogadores mais úteis no Benfica dos últimos anos. Li ontem que está na lista (da UEFA) dos melhores 26 jogadores 2012/13.
Avançado com assinalável número de golos, duas vezes Bola de Prata, o que no SLB já não acontecia desde 1991 com Rui Águas! Tem outra característica: está na fronteira entre o jogador que é possível reter no plantel apesar de cobiçado por outros clubes. Não é um ás do tipo chega e adeus, nem um cepo de custo elevado e fraco rendimento.
O seu gesto no final da Taça foi lastimável e deve ser exemplarmente punido. Um acto surpreendente, porque a ideia que se tem do jogador é mais de apatia do que de rebeldia. Mas o que aconteceu desde o Jamor? Que se saiba não houve qualquer procedimento disciplinar. Antes a catadupa de condenações mediáticas sem direito a defesa, por parte de dirigentes e técnicos. Ou seja, muito verbo.
Acontece que tanto verbo associado à pelo menos implícita decisão de venda sem apelo nem agravo, acaba por ter um efeito contraproducente: desvaloriza o que agora se chama um activo do clube. Em suma: quanto mais verbo, menos verba. Apesar da meritória teimosia do presidente em não o ceder por baixo preço.
Repito: Cardozo merece uma punição exemplar. Mas no silêncio da gestão do clube. Se sai ou não sai, logo se verá.
Duas notas finais:
1ª) Se o avançado merece ser sancionado, não deveria também ser punido todo o grupo que, num gesto inqualificável de descortesia, abandonou o relvado quando o Vitória recebeu a Taça?
2.ª) Não foi um tal Kelvin (que veio a decidir a Liga) que teve um gesto de grande indisciplina no Porto B (também filmado) resolvido internamente?"
Bagão Félix, in A Bola
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Sílvio
Já na época anterior se falou desta possibilidade, infelizmente não concretizada. É um empréstimo por um ano, sem cláusula de opção, portanto nada garante que o Sílvio faça carreira no Benfica, mesmo assim, creio que foi uma boa decisão.
Só temo, as lesões... Nas últimas épocas o Sílvio teve várias lesões, entre elas uma pubalgia... Espero que o departamento médico, consiga prevenir situações desagradáveis.
Com as notícias, a apontarem para a contratação de mais um defesa esquerdo, tudo leva a crer que o Sílvio será usado principalmente na direita, rodando com o Maxi. Mas poderá fazer os dois lados, aliás tem sido na esquerda que o Sílvio tem marcado grandes golos, aproveitando jogar com o pé trocado!!!
Depois de ter feito toda a Formação no Benfica, este é um regresso a casa... Recordo-me bem da entrevista de 2011, não fiquei contente com as palavras usadas, mas onde, mais do que tudo, o Sílvio mostrou mágoa, por não ter tido oportunidade de se mostrar no Benfica.
A história, recentemente divulgada, onde se recordou a 'convocação' do Sílvio, então iniciado, para um jogo do Benfica de Mourinho, após ter perdido o seu pai, entre outras coisas prova que o Benfiquismo estava lá... tem tudo para ser uma das contratações mais úteis para esta época... As equipas não se constroem só com estrelas, é necessário ter plantéis equilibrados... Com a forte possibilidade de ser convocado para o Mundial (caso Portugal se qualifique!!!), teremos aqui um jogador super-motivado...
O verbo e a verba (I)
"O defeso prossegue, já na sua fase II. Depois das férias, os jogadores voltaram, as esperanças renasceram, as transferências prosseguem e os novos equipamentos vendem-se.
Por excesso de oferta de espaço e de tempo, é o período indicado para entrevistar os que entram, os que ficam e os que saem. Cada qual debitando as banalidades do costume, entre frivolidades mundanas e juras de fidelidade eterna. O verbo assume todo o seu esplendor, entre verbas que uns têm e de que outros precisam para sobreviver.
O meu clube já treina, ainda que desfalcado. Com a indefinição habitual do que será o plantel definitivo no dia 1 de Setembro. O treinador já deu uma extensa entrevista ao canal do Benfica curiosa mas estranhamente feita por um administrador da SAD. Falando-se de muitos temas, desejos e convicções. Ainda aqui o verbo no seu expoente.
Tenho para mim que esta fase inicial deveria ser mais recatada possível. Verbo só para dentro, verbo que não empole verba, ou ao invés, não desvalorize (vide Cardozo de que falarei amanhã). O Benfica não precisa de estar sempre a apregoar ser o melhor ou ser hegemónico (que infelizmente agora não o é pelo número de títulos). Acho que se fala de mais. E quando assim acontece lá surge o dia em que se percebe porque não se deveria ter falado. Quando aprendemos com a força e o mistério de um silêncio bem gerido?
Os gestos simples têm mais força do que a propagação mediática de palavras sobre palavra. Por exemplo, a presença no momento inicial de uma nova época transmite liderança, coesão, robustez por parte de quem tem esse dever e vale mais do que muitos concilábulos e panegíricos de efeito repetido."
Bagão Félix, in A Bola
Objectivamente (nova época)
"Fortes para enfrentar a nova época que aí vem! É o que se pede ao grupo que esta semana e garra para levar de vencida os títulos que, por escassos milímetros, nos fugiram a época passada.
A preparação da equipa para esses tão emocionantes desafios deve ser feita na base das experiências negativas dos últimos anos e corrigir os erros então cometidos. Há que aprender com os erros e entrar concentrados desde a primeira hora, nunca descurando o que se passa à volta, nunca menosprezando os adversários, nunca falando demais provocando a ira de quem gosta sempre de criar inimigos para guerrear com raiva!
Ponderação, moderação e tento na língua são necessários! O resto deixamos com os nossos jogadores, técnicos e estrutura directiva para que cumpram, pelo menos, na linha do que fizeram a época passada.
Alguns 'tubarões' já andam de volta dos nossos melhores jogadores. Matic, Garay e Cardozo são os mais cobiçados e não vai ser fácil substitui-los.
Luisão continuará no eixo da superestrutura e Enzo, Salvio e Gaitán continuarão a trazer a magia necessária para o espectáculo que todos queremos.
Há que confiar nas novas aquisições que, por certo, foram rigorosamente seleccionadas.
Os jogadores serão acarinhados e integrados como sempre foram os que viveram de novo.
A única coisa que se lhes pede é que trabalhem muito e tenham muita sorte.
Nós cá estaremos para os apoiar!"
João Diogo, in O Benfica
Um passo à frente
"A disponibilização da Benfica TV em novas plataformas, a sua evolução para canal Premium, a entrada na Alta Definição, e o pacote de transmissões prometido para as próximas temporadas desportivas, marcam um novo tempo na vida de um projecto nascido em 2008, do qual muitos duvidavam, e que, passados cinco anos, já é citado na imprensa internacional como ousado, corajoso e pioneiro.
O prato forte desta mudança é, naturalmente, a transmissão, em exclusivo, dos jogos da nossa equipa principal de futebol. Algo que, devo confessar, há pouco tempo atrás não me parecia possível, mas que neste momento é uma realidade que ninguém – dentro ou fora do Benfica – pode ignorar, ou desvalorizar.
O caminho escolhido pelos nossos dirigentes envolve riscos, como, aliás, acontece com qualquer projecto inovador. Numa primeira fase, será difícil obter as receitas que outras opções poderiam proporcionar. Mas - e isso sempre foi assumido -, as razões desta decisão vão muito para além do plano estritamente financeiro.
Por aquilo que tem sido a história recente do nosso Clube, pela espantosa recuperação estrutural e institucional da última década, a qual nos resgatou o grande Benfica do passado, pela força competitiva que nos devolveu o orgulho de lutar por todos os títulos (só pequenos detalhes nos impediram de consumar uma das melhores temporadas desportivas em mais de 100 anos de história), temos todos os motivos para crer que também este importante passo esteja criteriosamente calculado, e conduza efectivamente a uma mudança na correlação de forças que envolve os bastidores do Desporto português.
Assim sendo, espera-se dos benfiquistas um envolvimento correspondente ao esforço que o Clube está a fazer. A situação do país leva, infelizmente, a que muitos não possam aderir. Mas aqueles que são hoje clientes de outros canais desportivos - por sinal, bem mais dispendiosos - não terão razões para ficar de fora. Este projecto está feito a contar connosco, e só depende de nós para ser bem sucedido."
Luís Fialho, in O Benfica
Lisandro López
Finalmente, o nosso novo central Argentino foi apresentado !!! Depois, de muitas primeiras páginas, de muitos rumores, temores, desvios, pseudo-desvios e afins... depois de confirmações e declarações de amor... O jogador foi oficialmente apresentado pelo Benfica. Isto, depois de frequentar o Caixa Futebol Campus nos últimos dias.
Daquilo, que conheço do jogador- admito que não é muito -, gostei da contratação. Vi alguns vídeos com alguns 'erros' - jogos com um muito forte Atlético Mineiro -, mas como o Benfica tem uma forma de defender à zona, bastante posicional, e colectiva, creio que o Lisandro irá adaptar-se bem ao nosso esquema.
Mas ao contrário de muitos, não creio que este seja uma opção para substituir o Garay, até porque o pé esquerdo do Lisandro é completamente cego, vejo muito mais facilmente o Lisandro substituir o Luisão!!!
Com o Lisandro ganhamos também poder ofensivo nas bolas paradas, agora temos é que marcar bem estas jogadas!!!
terça-feira, 9 de julho de 2013
Vendaval vermelho em Badajoz
"O Benfica venceu por duas vezes o Troféu Ibérico, que começou a disputar-se em 1967. Uma dessas vezes ficou para a história dos «veraniegos» espanhóis.
BADAJOZ é perto. Só por isso já se justifica que o Troféu Ibérico, organizado pelo Club Deportivo Badajoz, tenha tido sempre grande afluência de clubes portugueses. À beira do Guadiana, este «veraniego» disputou-se pela primeira vez em 1967, tendo tido a sua última edição em 2005, no ano da comemoração do centésimo aniversário do Badajoz. A verdade é que, depois de alguns anos de vida entusiasmante, o Troféu Ibérico estava moribundo. Entre 1986 e 2005 não se disputou. Enfim, estava ligado à máquina até que alguém caridoso desligou o botão.
Mas falemos de tempos bem melhores. De tempos em que algumas das melhores equipas da Europa e do Mundo passaram por Badajoz. De tempos em que as equipas portuguesas dominaram o torneio, obtendo quatro vitórias nas primeiras quatro edições - Sporting, 1967; Vitória de Setúbal, 1968; Benfica, 1969 e Sporting 1970. Se a primeira edição teve apenas três participantes, as seguintes ganharam a estrutura de torneio quadrangular, sempre mais interessante por ter meias-finais e Final.
Em 1969, ano da primeira visita dos 'encarnados', os outros três clubes presentes foram o Atlético de Madrid, a Real Sociedad e o Vitória de Setúbal. Enquanto o Atlético de Madrid se libertava do Vitória, por 2-0, o Benfica vencia a Real Sociedad, por 1-0, golo de Torres, aos 35 minutos. No Estádio Municipal Vivero, no dia 27 de Junho, o ataque do Benfica foi brilhante como tantas vezes costumava ser. Aos 3 minutos já Eusébio tinha feito o 1-0. Os madrilenos revoltaram-se e empataram, aos 17'. De nada serviu. Antes do intervalo chegar, já Eusébio (40 minutos) e Jaime Graça (45 minutos) tinham dado uma confortável vantagem ao Benfica. Do lado espanhol também havia um Eusébio, mas não chegava aos calcanhares do autêntico. E havia Ufarte, Garáte, Irureta e Adelardo. De pouco serviu. Os 'encarnados' dominaram os acontecimentos e impediam as ameaças contrárias. A segunda parte estendeu-se sob um calor tórrido. E António Simões, aos 89 minutos, impôs o 4-1 final. Vitória larga, indiscutível. O Benfica conquistava pela primeira vez o Troféu Ibérico, mas não iria ficar por aqui.
Uma vitória brilhante
EM 1973, o Benfica estava de regresso a Badajoz. Para oferecer aos espectadores do Estádio Municipal Vivero um espectáculo de futebol ofensivo jamais visto por aquelas bandas. Os outros participantes eram o Málaga, o Espanhol de Barcelona e o Estrela Vermelha de Belgrado. Os então jugoslavos caminharam para a Final à custa do Espanhol. Por seu lado, o Benfica lançou-se sobre o Málaga com uma fúria digna de um touro na arena: 7-1! 1-0 por Eusébio (2 minutos), 2-0 por Eusébio (13), 3-0 por Adolfo (18), 4-0 por Nené (20), 5-0 por Nené (37), 5-1 por Perroné (45), 6-1 por Toni (61), 7-1 por Jordão (63). Uma entusiasmo forte e uma admiração segura tomaram conta dos que assistiram a tal vendaval de golos e de lances espectaculares.
A Final, contra o Estrela Vermelha fazia crescer água na boca. E mais um vez, o Benfica foi sublime. Aos 26 minutos já vencia por 3-0, com golos de Eusébio (12 minutos), Jordão (18) e outra vez Eusébio, desta vez de penálti. Karasi reduziu para 1-3, Nené assinou o 4-1, também de penálti Jorki fez 2-4, e, aos 49 minutos, Eusébio fechou as contas.
O Benfica conquistava o seu segundo Troféu Ibérico com um brilhantismo indiscutível. Quem assistiu ao vivo às exibições de Eusébio, Jaime Graça, Nené, Jordão, Simões ou Humberto Coelho tão cedo não as esqueceria.
O Benfica regressaria a Badajoz em 1975 - eliminado nas meias-finais pelo Standart de Liége (2-2, perdendo no desempate por grandes penalidades), assegurando o terceiro lugar frente ao Badajoz (1-1, ganhando no desempate por grandes penalidades), em 1977 - eliminado nas meias-finais pelo Ferencváros (1-1, perdendo no desempate por grandes penalidades), ficando em quarto lugar após derrota com o Badajoz, por 1-2, e em 1979 - batendo o Bétis, por 5-1, e sendo derrotado na Final pelo Sporting de Gijón, por 2-4.
Não voltaria a conquistar o troféu, mas o seu nome já tinha ficado registado a letras de ouro em mais um «veraniego», lado a lado com o Barcelona, Real Madrid, Estrela Vermelha ou Huracán da Argentina. Porque, nesse tempo, os torneios de Verão em Espanha não só traziam dinheiro como prestígio."
Afonso de Melo, in O Benfica
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