Últimas indefectivações

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Empate, em casa do 2.º classificado!


Penafiel 1 - 1 Benfica
Gerson


Podíamos ter ganho, mas também podíamos ter perdido, com o André a demonstrar novamente, que está de volta à grande forma na baliza!

A bizarria deste jogo, chegou perto do intervalo, com o Benfica a marcar o golo, o Fiscal a anular, e o VAR a demorar 3 minutos, para alterar uma decisão, num lance onde o Gerson, estava 1,71m atrás da linha do fora-de-jogo!!! Com os 3 minutos de desconto 'perdidos' com o VAR, esperava-se que o jogo fosse para intervalo, aos 45+6, mas ao 45+8 chegou um penálti contra o Benfica... com a 1.ª parte a terminar praticamente aos 45+12'!!! Quando suspostamente deveria ter sido somente 3 minutos de compensação!!!
Já agora, o Prioste foi agredido, e o VAR ficou caladinho! VAR: Hélder Carvalho, e a AVAR Sílvia Domingos!

No dérbi para vencer


"O Benfica visita o Sporting (20h30) com o objetivo de conquistar três pontos. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Preparados
O treinador do Benfica, Bruno Lage, assume: "Temos as melhores expectativas. Sabemos que é um dérbi, sabemos da importância do jogo para nós e para os nossos adeptos. Por isso, o nosso foco – e estamos prontos para isso – é fazer um grande jogo e vencer."

2. Rivalidade à parte
Benfica e Sporting, representados por Tomás Araújo e Eduardo Quaresma, numa ação de solidariedade organizada pela Fundação do Futebol – Liga Portugal e realizada no serviço de pediatria do IPO de Lisboa.

3. O sonho do Bryan

4. Mundial de Clubes
A venda de bilhetes começa amanhã.

5. Entrevista
Cristina Martín-Prieto, futebolista do Benfica, em entrevista ao jornal do Clube: "O Benfica é muito profissional, um clube que também tem vencido títulos e que quer mais, mais e mais a cada ano."

6. Jogos do dia
Além do dérbi de futebol com o Sporting no José Alvalade (20h30), há outro, mas na Luz e de basquetebol, às 15h00. A equipa B de futebol visita o Penafiel (11h00). A equipa feminina de futsal recebe o Santa Luzia às 17h00. E a de basquetebol atua no pavilhão do Basquete Barcelos às 11h45.

7. Tricampeonato em análise
José Machado, treinador de natação do Benfica, em entrevista à BTV sobre a recente conquista de mais um título para o Benfica nesta modalidade.

8. Photobooks entregues
A tradicional entrega dos photobooks aos jogadores que na presente temporada deixaram de residir no Benfica Campus já aconteceu.

9. Iniciativa solidária
Os Sub-13 do Benfica confecionaram bolos e ofereceram-nos aos utentes da ARPIPF (Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pinhal de Frades).

10. Efeméride de Eusébio
Fez no dia 27 de dezembro 59 anos que foi atribuída a Bola de Ouro a Eusébio.

11. Casas Benfica
A embaixada do benfiquismo da Batalha celebrou o 12.º aniversário. E representantes das de Castro Verde e São João da Madeira assistiram ao desafio com o Estoril na Tribuna Presidencial."

Viagens dos argentinos do Benfica até podem ser vantagem


"Bruno Lage colocou de forma clara o tema e o dérbi com o Sporting não será medido pelas deslocações de Otamendi e Di María

Numa entrevista recente, Grimaldo, antigo lateral-esquerdo do Benfica, disse que nos dérbis pouco interessa a tática porque os jogadores entram com uma mentalidade especial e querem dar tudo. Não será totalmente verdade, há argumentos que se jogam, mas no fundo é na vontade e na capacidade de a concretizar que se decidem os grandes desafios.
Neste contexto, percebo o receio em relação a fatores que possam influenciar, como a viagem dos benfiquistas Otamendi e Di María à Argentina para o Natal. Porém, como clarificou Bruno Lage, o treinador, na conferência de antevisão ao Sporting-Benfica deste domingo, o que importa é a resposta deles, como treinam e como vão jogar.
Estamos a falar de internacionais experientíssimos, que já viveram estes momentos centenas de vezes e que viajam e recuperam beneficiando de condições de excelência. Por outro lado, como sabemos, todos nós vivemos os problemas à dimensão dos nossos mundos, e os jogadores também. Tanto quanto a gestão física, a gestão emocional terá sempre um peso determinante no desempenho e, depois da chegada ao primeiro lugar do campeonato, terá sido seguramente um conforto para os jogadores do Benfica poderem passar o Natal com as famílias deles, estejam elas em Trás-os-Montes, Paris, Países Baixos ou na Argentina. Desculpe, o reprodutor de vídeo não foi carregado.(Código de Erro: 101102)
Se o rendimento em campo não for adequado haverá consequências e Lage falou desse risco, mas acredito que as viagens dos argentinos até podem representar uma vantagem e não o contrário. Haja vontade e capacidade para a jogar no relvado em Alvalade."

O dérbi já começou bem


"Dois treinadores falaram muito e bem. Quando os protagonistas percebem que nem um jogo de extrema importância serve de justificação à falta de esclarecimento, fica tudo mais fácil

Os adeptos do Sporting e do Benfica vivem hoje um dia especial. Chamam-lhe o dérbi eterno e não é por acaso: em jogo não estão apenas três pontos, mas uma rivalidade que está agora mais viva do que estaria com Ruben Amorim e Roger Schmidt ainda ao comando das respetivas ex-equipas, pois acredito que a tabela seria bem diferente nesta altura.
A antevisão a uma partida desta importância é sempre um momento delicado, ainda mais numa semana com tantas notícias destabilizadoras (não por culpa das próprias notícias, claro, porque essas são factos, mas pelo efeito que provocam). Desde a troca de treinador nos leões à pressão do mercado nas águias, passando ainda por viagens de muitos quilómetros e pelas dúvidas em relação a lesões, os rivais de Lisboa tinham matéria que sobrava para apimentar ainda mais o dérbi.
Rui Borges e Bruno Lage assumiram o desafio mais ou menos da mesma forma: descontraídos (pelo menos aparentemente), responderam a tudo e foram além das frases feitas que não dão só maus títulos, mas sobretudo não satisfazem nenhum adepto (e convém não esquecer que é para eles que se fala). O novo treinador do Sporting (também beneficiado pela comparação recente com João Pereira) falou durante muito tempo, não se atrapalhou nas palavras e quando deixou dúvidas - sobre lesionados - voltou atrás e foi direto ao assunto. Já o técnico do Benfica, com voz rouca mas disponível, sabia de antemão quais as perguntas mais difíceis que iam ser inevitavelmente feitas (as palavras de Jorge Mendes sobre António Silva, as viagens de Otamendi e Di María...) e enfrentou-as com sinceridade e assumindo as suas decisões e as posições do clube, conforme se exige a um líder. Dispensava-se apenas a pressa que teve a antecipá-las, desafiando os jornalistas a fazê-las de vez.
Também se falou de futebol, desde o sistema tático que pode ou não mudar no Sporting, à forma como se prepara um jogo em poucos dias ou o que se espera do adversário, e ambos parecem dispostos a dar um bom espetáculo esta noite - e esta Liga precisa tanto disso! Ainda não sabemos se vão corresponder às expectativas em campo, mas pelo menos Rui Borges e Bruno Lage saíram do esconderijo protecionista dos clubes e comunicaram bem, deixando os adeptos com mais água na boca para o dérbi. Se todos perceberem mais vezes qual é o seu papel e de que forma podem tornar isto mais interessante, será muito mais fácil ter dérbis com um bom ambiente. Esperemos que esta disponibilidade seja para durar..."

Terceiro Anel: Diário...

História Agora


Benfica: António Silva 'joga' pela Juve


"1
A três dias do dérbi, jogo que pode marcar a ferro e fogo a Liga 2024/25, duelo que vale muito mais que três pontos, Jorge Mendes atirou a pedra sem esconder a mão. «António Silva quer a Juventus e a Juventus quer António Silva», disse o mais poderoso dos empresários de jogadores, na quinta-feira, à margem da gala dos Globe Soccer Awards, no Dubai, agora que o mercado de inverno voltará a agitar o mês de janeiro.
Tal como os treinadores sempre que acreditam no potencial das equipas que comandam, também Jorge Mendes gosta de pressão alta, asfixiante se possível, sobretudo quando se abre uma janela de oportunidade como esta que se escancarou desde que António Silva perdeu para Tomás Araújo o lugar de parceiro de Otamendi no eixo defensivo dos encarnados.
Aposta inesperada de Roger Schmidt em 2022/23, temporada de sonho que culminou com o título de campeão nacional e lhe garantiu o estatuto de revelação, o central de apenas 21 anos perdeu gás na época seguinte – participação no Euro-2024 desiludiu a fechar – e na atual vive à sombra de outra pérola do Seixal.
«Vamos ver o que o Benfica decide, pois tem a última palavra», assim constatou Jorge Mendes o óbvio, ou não estivesse o clube da Luz protegido por contrato até 30 de junho de 2027 e cláusula de rescisão de 100 milhões de euros.
Um valor para o qual remeteu Rui Costa a 30 de novembro, ao garantir que as principais figuras do plantel – presume-se que António Silva, internacional português numa posição cujas soluções credíveis às ordens de Bruno Lage se resumem a três, seja uma delas – nunca sairiam em janeiro com desconto. Declarações públicas do presidente do Benfica que não terão passado despercebidas a Jorge Mendes, mas que o agente não considerou suficientemente dissuasoras para evitar que pressionasse altíssimo.
O silêncio de António Silva é igualmente revelador do estado de espírito de um futebolista descontente por ver os jogos sentado no banco enquanto o tempo voa sem apanhar aqueles comboios que, dizem, só passam uma vez.
Aposto que António Silva se lembrará do trajeto de outro central, Ferro, ao serviço das águias, um (aparente) prodígio lançado por Lage em 2019, aos 21 anos, que, entretanto, não confirmou aquilo que se esperava dele e hoje representa o Estrela da Amadora.
A Juventus quer António Silva e tanto este como Jorge Mendes acompanham as pretensões da vecchia signora. A bola está a chegar a Rui Costa e desta vez a comunicação social não poderá ser acusada de publicar notícias de mercado para desestabilizar. A não ser que Jorge Mendes e António Silva tenham carteira de jornalista...

João Pereira: O amor é cego
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Identificar as contradições de Frederico Varandas desde que escolheu João Pereira para suceder a Ruben Amorim até que deu o dito por não dito e apostou em Rui Borges, é um exercício penoso para o presidente do Sporting. A Lei de Murphy, viu-se, não se aplicou só ao agora antigo treinador leonino, abateu-se também em todo o esplendor sobre o líder do clube e da SAD.
«É uma nobreza de caráter e esta nobreza diz muito do que é o João e, enquanto presidente do Sporting, quero agradecer-lhe por tudo o que tentou e não conseguiu», disse Varandas, durante a apresentação de Rui Borges, referindo-se ao facto de João Pereira ter abdicado de qualquer indemnização:« Nem um cêntimo quis, só disse 'este clube deu-me tudo, não vai ter de pagar o que quer que seja'.»
Ao leme da equipa B, João Pereira aceitou um «presente envenenado» e pouco depois vê-se no desemprego. O amor é cego, diz o povo. João Pereira ama o Sporting e só essa cegueira justifica que abdique dos montantes a que justamente teria direito.

Amorim será diferente?
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Que têm em comum David Moyes, Ryan Giggs, Van Gaal, José Mourinho, Solskjaer, Michael Carrick, Ralf Rangnick, Ten Hag e Van Nistelrooy? Uns na qualidade de treinadores principais, outros como interinos, todos acreditaram ser possível triunfar em pleno no Manchester United pós-Alex Ferguson.
«Se eu não ganhar, independentemente de terem pago a cláusula, estarei em perigo como todos os treinadores», afirmou Ruben Amorim, selado frente ao Wolverhampton o quarto desaire nos últimos cinco jogos.
O ex-Sporting perde desafios mas não perde clarividência – por que razão, aos olhos de quem manda nos red devils, Amorim seria diferente dos antecessores em Old Trafford?"

domingo, 29 de dezembro de 2024

Antevisão...

BI: Antevisão - Sporting...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Terceiro Anel: Lanterna Vermelha - S01 R16 8/8 - Antonio Pita VS Daniel Nunes!!!

Best-seller!

A figura do Ano é, obviamente, Vicente


"Imaginem um atleta que quebra recordes, que se supera a si próprio, que bate a concorrência, mas para ela serve de permanente exemplo. Um atleta que treina e vive para a competição, mas que a encara como uma natural extensão do seu corpo, da sua vontade, da sua capacidade e da sua proverbial mas inata tendência para a excelência. Um atleta que a todos estes atributos de eleição alia simplicidade, um sorriso desconcertante e uma imensa e permanente demonstração de humildade, de respeito pelos companheiros, que apenas circunstancialmente são adversários, de foco e fé no que ainda pode atingir. Um atleta para quem o céu não é o limite, simplesmente porque a permanente quebra de obstáculos, de dificuldades e de barreiras é o seu dia-a-dia, e a ele responde com cada vez mais, melhores e aparentemente mais intransponíveis metas.
Esse atleta existe, é português, é ainda jovem, é uma referência mundial na modalidade que abraçou e continua a espalhar charme competitivo pelas quatro partidas do mundo, onde quer que haja uma piscina, onde quer que possa mergulhar no sonho e torná-lo realidade. É um atleta especial por tudo isto, e pela justíssima luta que continua a travar para que a síndrome de Down tenha, nos Jogos Paralímpicos, o seu óbvio espaço quadrienal de notoriedade e competição ao mais alto nível internacional. Aos 19 anos, Vicente Pereira bate recordes mundiais, ganha grandes competições internacionais, é profundamente respeitado pela concorrência, motiva novos praticantes com a sua resiliência, é focado e quase obstinado pelo combate aos seus próprios limites. Para ele, aliás, não há limites e, para mim, é, de longe, a personalidade desportiva de 2024.
Neste momento de natural balanço, olhando em retrospetiva o que os últimos 12 meses nos trouxeram, poderia falar no final das carreiras de Artur Soares Dias e de Telma Monteiro. Merecidíssimo reconhecimento pelo talento de um dos mais brilhantes árbitros portugueses de futebol da História, e da mais internacional e exemplar judoca nacional. Soares Dias, depois da final da Liga Conferência e de uma notável presença no Euro-2024, deixa o apito em casa e deixa também um legado de qualidade e de esperança para o futuro de um mister de elevada relevância e de muito difícil continuidade. Telma abraça o dirigismo clubístico com muito para passar, de experiência, de motivação, de vontade e de exemplo de superação, tantos e tão significativos foram os momentos em que necessitou de fazer uso desses atributos inolvidáveis ao longo da sua carreira.
Podia falar de Fernando Gomes, que finaliza com o brilhantismo discreto que sempre lhe conhecemos um longo período à frente da Federação Portuguesa de Futebol, deixando legado muito difícil (quase impossível) de igualar, no seu modo de exercer funções, de delegar competências, de agregar conhecimento, de ultrapassar fronteiras e de construir obra.
Também neste texto teria sempre lugar Iúri Leitão, surpreendente (ou talvez não…) medalhado olímpico no ciclismo de pista, vertente tantas vezes olvidada em Portugal e com tanto potencial e talento, resultante da capacidade de sonhar e de aproveitar condições físicas próximas da excelência para atingir resultados notáveis.
E os nomes de Pedro Gonçalves e Kika Nazareth sobem também a primeiro plano, quando nos lembramos de como representaram bem o país além-fronteiras, em contextos distintos e posições diversas. Pedro como selecionador nacional de Angola, devolvendo a paixão pelos Palancas Negras ao povo angolano com o aproveitamento exímio do binómio talento-organização. Kika a confirmar o que lhe havia despistado o ano passado, no Mundial feminino da Nova Zelândia: uma tendência inata para o sucesso, para uma grande carreira internacional que, em 2024, viria a iniciar no Barcelona.
Olhando para o ano que passou, igualmente faria sentido escrever sobre a extraordinária seleção de Espanha, campeã europeia de futebol e, sobretudo, sobre Luis de La Fuente, o seu treinador, olhado de soslaio por tantos e a mostrar como, de um grupo de talentosos jogadores, se constrói uma verdadeira equipa.
Ou sobre o Real Madrid campeão de Espanha e a conquistar a Europa, porque Carlo Ancelotti sempre acreditou e fez de um balneário de vedetas um conjunto de gente competitiva e sedenta de conquistas no país e no mundo. Podia, de facto, falar e escrever sobre todos estes talentosos agentes do desporto nacional e internacional, e de muitos outros que, num ou noutro momento, marcaram de modo incontornável a história desportiva deste ano.
Mas nenhum ou nenhuma chegam onde Vicente Pereira chegou, chega e vai chegar. Ele estará sempre na primeira linha do pensamento e da ação, e servirá sempre de exemplo maior para jovens e menos jovens. O exemplo de que nada será obstáculo enquanto acreditarmos nas nossas capacidades, nas nossas virtudes e na nossa abnegação. O exemplo que ultrapassa as fronteiras do país, os limites do desporto e as barreiras físicas e da física. O exemplo que nos faz acreditar — sim, a cada um de nós, todos os dias das nossas vidas — que chegaremos sempre onde quisermos, bem para lá das minudências que tantas vezes nos toldam o pensamento e da espuma que marca os nossos dias.
Por isso, o Vicente Pereira é, obviamente, a personalidade desportiva de 2024. E promete ainda mais para 2025.

Cartão branco
Aos mais jovens talvez escape a grande equipa do Nottingham Forest em 1978 e 1979, bi-campeã europeia. Mas é sobre a dourada história dos Garibaldi que Nuno Espírito Santo está a construir uma temporada de sonho. Há 29 anos que o Forest não vencia quatro encontros seguidos na muito exigente Premier League. A consistência, a regularidade exibicional e o lançamento de excelentes jogadores garantem ao treinador português (nascido em São Tomé e Príncipe) um lastro extraordinário e uma surpreendente candidatura às provas da UEFA da próxima temporada. Aconteça o que acontecer, Nuno já está, também, na História do clube do City Ground.

Cartão amarelo
Frederico Varandas tem tido sorte. A escolha de Ruben Amorim para treinar o Sporting foi, há quatro anos, o momento mais alto da sua liderança em Alcochete e Alvalade. Se é certo que, do ponto de vista gestionário, os leões conhecem agora caminhos muito mais seguros e organizados, não é menos verdade que a mola seria sempre a carreira da equipa profissional de futebol. Dois títulos e uma auréola muito positiva deixada por Amorim era a pior herança possível para o ainda inexperiente João Pereira. Varandas, pela ditadura dos resultados, viu-se obrigado a mudar de rumo. Internamente, há quem certamente não ache muita graça às oscilações presidenciais…"

Os piores de 2024


"Em Portugal e na generalidade do hemisfério norte o fim de ano, no fundo, significa metade do ano: os estudantes ainda têm metade das aulas pela frente e os clubes ainda têm metade do campeonato pela frente, por exemplo. No Brasil, fim de ano significa mesmo fim de ano: acaba-se tudo, até aulas e campeonatos. E as férias de natal, no fundo, servem de férias grandes, tão grandes que colam nas do carnaval e atiram o início do ano novo lá para os idos de março.
Serve esta introdução para explicar que no Brasil, ainda mais do que em Portugal, o fim de ano é altura para balanços e retrospetivas de todos os tipos. Como dos prémios de melhores já se falou aqui logo após o fim do Brasileirão, é hora de eleger os piores do ano, nessa e noutras provas, com a ajuda da imprensa brasileira, fértil na elaboração de listas do tipo.
O pior clube de 2024 para a maioria dos brasileiros foi o Fluminense. Apesar de ter escapado da descida em grande estilo, ao vencer na última jornada o vice Palmeiras na casa deste, o Tricolor foi vítima do sucesso do ano anterior: de campeão das Américas com uma equipa de veteranos a roçar o prazo de validade, passou a aflito no próprio país com uma equipa de veteranos na sua maioria já para lá do tal prazo de validade. Entre esses veteranos, Douglas Costa foi considerado a pior contratação pelo site Globo Eesporte por ter saído a meio do ano, jogado (mal) meros 22 jogos e não ter marcado um golo sequer.
Não por acaso o pior treinador do ano, segundo a maioria, foi o mesmo Fernando Diniz que saíra em ombros de 2023 e em ombros entrara em 2024 ao serviço do Flu: falhou nas Laranjeiras, depois de falhar num esquisito part time na seleção, e ainda foi a tempo de perder a (muito ganhável) Copa Sul-Americana pelo Cruzeiro. Mas Diniz, Douglas Costa e Flu tiveram concorrência de peso nas listas: entre treinadores, Tite, que fracassou no milionário Flamengo, Milito, que perdeu tudo no Atlético Mineiro, até uma final de Libertadores em que começou com mais um, e Lucho, ligado à surpreendente descida do Athletico Paranaense 13 anos depois, também foram citados.
Assim como Bernard e Coutinho, discretos nos regressos ao Galo e ao Vasco da Gama, depois de anunciados com pompa, no item contratações falhadas. O citado Athletico concorre com o Flu como equipa desilusão mas ainda ganhou o estadual local, valha isso o que valer. Já o Ituano, de Itu, cidade dos fenómenos ao jeito da portuguesa Entroncamento, conseguiu a proeza de somar a queda de divisão no Paulistão à descida no Brasileirão da Série B, o que fez do gestor do clube, Juninho Paulista, o pior dirigente de 2024.
Que 2025 comece (mas depois do Carnaval, claro)."

sábado, 28 de dezembro de 2024

Terceiro Anel: Bola ao Centro #87 - Um dérbi de ideias!!!

O Benfica Somos Nós - S04E27 - Estoril...

Dan.


"Eusébio, Simões, Humberto Coelho, Coluna, Jonas, Dan.
Conheci o Dan na segunda-feira, 23/Dez, antes do Benfica x Estoril (3-0). Contou-me que passou por Portugal há uns anos e acabou por se apaixonar pelo Benfica. Não me lembro exatamente dos detalhes que levaram um irlandês a ceder ao feitiço das camisolas encarnadas, esta conversa foi acompanhada por várias cervejas, mas sei que não é o primeiro nem será o último estrangeiro a guardar o nosso clube num local especial do seu coração. Como o Dan, e referindo apenas os mais mediáticos, temos vários exemplos: Markus Horn, alemão; Toni Gutierrez, espanhol; Jumpei Fujita, japonês; Pete Domican, inglês. Certamente existirão muitos outros espalhados por esse mundo fora que, por um motivo ou outro, se apaixonaram pelo nosso clube.
Explicou-me num português irrepreensível que aprendeu a nossa língua especificamente para poder acompanhar a vida do nosso clube e, por esta altura, já eu estava de boca aberta. Para ele não basta acompanhar um jogo de vez em quando ou ver um resumo pelo Youtube, sente-se benfiquista e faz questão de acompanhar o dia-a-dia do clube. Nos primeiros tempos através do jornal A Bola e, mais recentemente, assistindo aos programas do Benfica Independente que passou acompanhar com maior frequência. A nível pessoal, não vos consigo transmitir com exatidão o que sinto ao ouvir testemunhos destes. É um misto de orgulho e enorme responsabilidade porque sei que muita gente depende deste tipo de projetos (não só o nosso, certamente) para conseguir estar mais próximos do Glorioso. Mas isto não é sobre mim ou o BI, é sobre o Dan. Voltando ao assunto.
Falámos sobre jogos antigos e expliquei-lhe que já tinha visitado o Reino Unido para ver o Benfica várias vezes, e ele sabia todos os resultados e os marcadores dos golos dessas partidas. Estava estupefacto. "Este rapaz é tão benfiquista como eu", pensei. E é mesmo. Depois descobri que tem esta paixão marcada na pele. Não uma, mas duas tatuagens associadas ao Benfica!
Quando me deparo com situações destas, não consigo deixar de pensar no privilégio que tenho por morar perto do estádio e conseguir acompanhar o nosso clube com relativa facilidade. Estou perto para os jogos de futebol, assembleias, museu, modalidades, etc. Sou um privilegiado e nem todos têm esta sorte, mas esta introspecção leva-me também a meditar sobre a eterna discussão da falta de militância benfiquista no que diz respeito às assembleias gerais e ordinárias. Somos tantos para apoiar as nossas equipas, mas muito poucos para os assuntos mais massudos que se discutem nos nossos pavilhões... e isto gera conflitos. Quanto mais penso nisto, mais acredito que simplesmente temos de aceitar que nem todos temos vidas iguais. Algumas pessoas têm menos disponibilidade e o pouquinho que conseguem dedicar ao Benfica acaba por ser direcionado para aquilo que mais apreciam que é, naturalmente, tudo o que diz respeito à vida desportiva do nosso clube. E não devemos levar isto a mal, cada um vive o Benfica como pode. Da minha parte, tentarei sempre sensibilizar para a importância dos assuntos extra futebol porque é isso que estabelece o caminho que percorremos, mas também me parece óbvio que não se mobiliza ninguém através de insultos, insinuações ou, pior, medições de benfiquismo.
E tudo isto para dizer o quê? Que a minha paixão pelo Benfica desenvolveu-se com as histórias gloriosas contadas pelo meu pai e avô sobre Eusébio, Simões, Humberto, Coluna e ao ver jogar craques como Jonas. Mas hoje em dia é também alimentada por histórias como a do Dan, do Markus, do Toni e do Fujita. Este clube é do caralho, mesmo com todos os seus defeitos. Perdoem-me a grosseria, mas esta é a palavra correta.
Viva o Benfica!"

No Princípio Era a Bola: O início da era Rui Borges no Sporting e os pecados da comunicação de Frederico Varandas

❤️ O sonho do Bryan!

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - NES em grande: como se explica o sucesso do Nottingham?

Observador: E o Campeão é... - “Jorge Mendes não está preocupado com o Benfica”

Observador: E o Campeão é... - Só Rui Borges pode salvar a "fanfarronice"?

Verdíssimo!


"A diferença assombrosa entre o sucesso em Portugal e o fracasso em Inglaterra resume-se a uma coisa…
Imagem meramente ilustrativa!"

Ai, ai, doutor Varandas!


"SE A INCOERÊNCIA PAGASSE IMPOSTO ESTAVA RESOLVIDO O PROBLEMA... 

.. do défice do Estado!
1. O doutor Varandas, porque acertou no Amorim depois de Peseiro, Tiago Fernandes, Keizer, Leonel Pontes e Silas, achava-se o supra sumo da gestão desportiva, o supra sumo das decisões acertadas na escolha de treinadores, tinha até a melhor estrutura do mundo, presidida por ele, claro!
2. Pouco mais de um mês bastou para o doutor Varandas cair na real: João Pereira, que daqui a 4 ou 5 anos estaria, não tinha o doutor Varandas dúvidas, num colosso europeu, já foi posto a andar. Afinal, o problema não eram as arbitragens, o problema dos maus resultados da equipa estava no colossal erro da aposta no escuro feita, com a soberba de quem se sente um iluminado, em João Pereira.
3. Se já há 4 anos andava a preparar João Pereira dentro de casa para suceder a Amorim, como já tinha o Rui Borges no radar há mais de um ano? Em que é que ficamos? Será que daqui a uns tempos vai dizer que também ofereceu a Rui Borges um presente envenenado?
4. Pelo que se sabe, Rui Borges está longe de ter sido a primeira escolha do doutor Varandas e da sua infalível estrutura. Já agora, quem não se lembra do que foi dito a propósito da aposta de Rui Costa em Bruno Lage, que diziam ter sido a enésima escolha do presidente do Benfica?
5. Para aqueles que acham que não interessa o que se passa nos outros clubes: o Benfica não compete sozinho na Liga, o que se passa nos outros interessa a todos, como é óbvio. Acresce que este senhor, o doutor Varandas, não é capaz de abrir a boca sem lançar bojardas ao Benfica. Merece que lhas devolvamos em ricochete - todas!
6. Não faço ideia do que o futuro nos trará, mas deixo já aqui expresso, sem hipocrisias, que tenho Rui Borges na conta de um excelente treinador e que preferia que o doutor Varandas fosse coerente com a sua soberba e mantivesse a aposta em João Pereira por mais 4 ou 5 anos - ou seja, até que um colosso europeu o viesse aqui buscar!"

O ponto de partida


"O Benfica lidera isolado a Liga portuguesa. Para muitos uma notícia impensável há uns meses, depois de o Benfica ter desbaratado cinco pontos em apenas quatro jornadas e “cavado” um fosso que então se anunciava irrecuperável para os rivais. Não foi assim que aconteceu e, independentemente dos outros, o Benfica iniciou uma recuperação notável num percurso quase perfeito que só o apagão da segunda parte das Aves manchou. Bruno Lage, pela alma e organização que trouxe, os jogadores, pelo empenho e talento que mostraram, e os adeptos, que sempre apoiaram a equipa, devem sentir-se orgulhosos, mas, feito este minibalanço, devemos rapidamente esquecer o que está para trás e focar-nos no que temos pela frente, pois o pior que pode acontecer é pensar que a décima quinta jornada é o ponto de chegada e não, como é, apenas o ponto de partida. Com a justa vitória sobre o Estoril, num jogo em que Amdouni mostrou mais uma vez que sempre que entra acrescenta, o Benfica conquistou o direito a pensar que, depois dos passos em falso, tem agora condições para lutar pelo título, sem atrasos, e que agora é que “começa” o campeonato. Depois de seis jogos em 23 dias (notável!), a imagem final de Bah, literalmente a cair para o lado, diz muito do que foi este esforço e da necessidade de nestes dias natalícios recuperar a equipa, física e mentalmente, para encarar um mês de janeiro que vai ser muito duro, com todas as competições em jogo, e que promete muita emoção! Descansemos, pois, em paz e com saúde, são os meus sinceros votos de boas festas para todos!"

PortugueseSoccer #254 - Liga Match Day 16; Derby; Pros & Cons of Sporting & Rui Borges

Mais do que mau perder, Guardiola está a aprender a perder


"Estava marcado um jogo de futebol para crianças em Nova Iorque, banal nas entranhas, com pais babados prontos a assistirem em redor, mas o árbitro não apareceu, então o organizador teve de perguntar quem dali, mais do que vagar, teria conhecimento das regras do soccer para safar o imbróglio e servir de pessoa do apito. Perante o entroncamento, um tipo barbudo, com boné a pontuar-lhe a cabeça e pernas arqueadas chegou-se à frente. De bom grado assumiu o posto, mas, durante a partida, outros pais cedo mostraram o seu desagrado perante as insistentes vezes em que ele parava a ação e se punha a dar instruções à canalha e a corrigi-la.
Algures em 2013, a desfrutar do seu ano sabático, Josep Guardiola i Sala nem a gozar do estatuto incógnito no país que pouco liga ao futebol era capaz de relaxar, de por um segundo desligar a ficha da tomada e se escusar a irritar progenitores preocupados apenas com ver os filhos a divertirem-se. Sabemos o que lhe aconteceu antes e depois desse breve interlúdio pelas Américas: o treinador viera de 247 jogos com o Barcelona onde literalmente tudo conquistara em quatro anos, iria para três épocas e 160 partidas dominadoras com o Bayern de Munique e, mais tarde, entraria no Manchester City, que transformou no primeiro tetracampeão inglês e levou à vitória na Champions, feito que lhe cobravam para a sua valia ser provada sem ter um particular argentino na equipa.
A obsessão de Guardiola por futebol, não é de agora, roça o limiar do saudável. Calvo por tanto matutar acerca dos imponderáveis da bola, o catalão vai numa série de apenas uma vitória e dois empates em 12 jogos, cheio de derrotas que confluem para uma pintura inaudita de tão negra: o City recheia-se há quase dois meses de uma constante que é raríssima em Pep e equivalente nem a 13% das 905 partidas da sua carreira. O mais bem-sucedido técnico, porque dominador, dos últimos 15 anos do futebol, guiado por um ditador estilo que verga adversários ao seu carrossel de passes, de repente não arranja forma de ganhar um encontro.
Várias possíveis explicações haverá para o fenómeno. A fulcral será a lesão de totémico Rodri, o Bola de Ouro e mais influente dos médios, sem o qual a equipa fica desguarnecida de quem lhe segure os cordéis das marionetas coreografadas para o jogo de posse de Guardiola. Outras, igualmente detetáveis sem esforço, serão o baixio de forma dos seus pesos-pesados (Phil Foden, Kevin de Bruyne, Gündoğan, Bernardo Silva), incapazes de renderem o que se viu neles em épocas anteriores, as consecutivas mazelas de outros jogadores nucleares (Rúben Dias, John Stones, Akanji) ou os erros individuais que custam golos, minando o Manchester City em quase todos os jogos deste período.
Depois, existirão teorias.
Casmurro no olhar de muitos, compulsivo na estima de alguns, como na do pai de uma criança que o confrontou, noutra ocasião de criançada em Nova Iorque, por o ver a corrigir posicionamentos do seu filho, que jogava pela equipa adversária (episódio também contado pelo viciante podcast ‘Heroes & Humans of Football’), há um caso passível de ser desenhado com base nas falências do próprio treinador.
A habitualmente louvável fidelização de Guardiola ao seu estilo, à sua forma de fazer as coisas, está a tramar o City por manter a linha defensiva subida no campo, a conceder a enormidade de espaços que a equipa é incompetente a resguardar quando perde a bola. Ao não mudar a postura, não está a proteger quem joga. Também se pode apontar que está a colher os frutos podres de ter empurrado, até restringido, a liberdade criativa dos seus jogadores para momentos tão específicos dos padrões coletivos que agora, quando precisa de alguém que fuja às chocalhas e resgate a equipa das masmorras, faz com que ninguém se solte. Nem Jack Grealish, antes o maior vagabundo em campo do futebol inglês, espírito livre dos raides e dribles, hoje amestrado pela ordem que com os anos lhe tirou o risco da finta, a ousadia do remate, em prol de ser o porto seguro a quem se dá a bola, mas para ele a reter, conquistar faltas e deixar os companheiros recuperar o fôlego.
Além da insistência em não se desviar do plano, expondo aos adversários o conforto de saberem que é assim e assado que podem machucar o Manchester City, pode Pep ter ido longe demais na sua domesticação dos libertários?
Até o bem-disposto Jack, leve no trato, bonacheirão de gestos e ânimos, que não marca há 36 jogos e deu três assistências em ano e meio, mostrou três dedos da mão aos adeptos do seu Aston Villa, este fim de semana, lembrando o trio de Premier Leagues que tem no currículo com o City, rendido ao tipo de reação atiçada que Pep Guardiola já tivera, em Liverpool, com seis dedos dos seus esticados no ar para responder ao escárnio da falange em Anfield Road. Isto no homem que leva as mãos à careca, agacha-se, afunda a cabeça nas cócoras e chegou a quase mutilar-se, abrindo feridas no crânio e nariz com as unhas durante um dos jogos desta recente travessia em que confessa estar stressado e a ter noites pouco dormidas. O lado azul de Manchester cedeu às artes ocultas do mau perder, ou pelo menos aos sintomas.
Mas a explicação mais plausível no futebol em que os neurónios queimados no treino, a pensar em tática e sistemas, apenas te levam até certo ponto, será ir ao lado factual da coisa: Guardiola nunca tivera de ir ao tutano, em 16 anos de carreira, para tirar uma equipa de um ciclo destes, em que perder parece fácil e ganhar custa horrores. Provavelmente, um dos melhores treinadores da história, porventura quem mais influenciou o futebol moderno, não está a saber lidar com a continuidade da derrota.
É um estímulo novo para Pep. O máximo que estivera sem ganhar, mas empatando aqui e acolá, fora em 2016, já com o Manchester City, quando esteve seis jogos sem vitórias. Não somos moscas na parede para atestarmos como discursa o treinador perante os seus nestes delicados momentos, que conversa tem com cada jogador à parte, os truques a que recorre, o trato que dá ao cerne da pessoa diferente para ressuscitar os ânimos. Um técnico distingue-se pelo conhecimento tático, nos treinos e a agir durante os jogos, mas as habilidades pessoais têm de seguir em paralelo. E não sabemos, porque é inédito, como a obsessão de Guardiola se molda a uma secura de resultados desta aridez.
Uma outra explicação, tão simples se bem que palpiteira, pode estar na hipótese de os jogadores sentirem fastio com os seus métodos. São já muitos anos juntos, muitas épocas a ganharem, ninguém é imune ao tédio das rotinas. Apesar de ser sinónimo do que mais excelso existe no futebol, Pep Guardiola está a aprender no posto a conviver com a realidade que visita, às tantas, a enorme maioria dos treinadores - a ter que tirar uma equipa de hábitos perdedores. Constatar isso será elogiar-lhe a carreira mais do que empolar uma crítica ao declínio recente. Só na sua 16.ª época, e aos 53 anos, se pôs a jeito para experimentar tal coisa no futebol."

SportTV: NBA - S03E12 - Que Celtics são estes?

Os passes musicaisdo Canela de Vidro


"Pagão era o símbolo da leveza, frágil e com pés suaves como uma estola de vison, ou assim…

O Chico Buarque cantava:
«Para Mané/para Didi
para Mané Mané para Didi
para Mané para Didi
para Pagão/para Pelé e Canhoteiro».
E o filho de Benedicto Luiz de Araújo e Perpétua Rodrigues enchia o campo com o seu futebol de firulas e tabelinhas, para Pelé, para Didi, seus companheiros do Santos, alegrando a Vila Belmiro. Porque seu Benedicto só resolveu batizá-lo já garoto, a malta das ruas de Vila Mathias, católica até ao tutano, benza-a Deus e os seus acólitos, tratou de lhe arrumar a alcunha de Pagão. Ficou. Paulo Sérgio Araújo, seu nome autêntico, nunca deu para decorar. O Chico adorava o homem. Pagão foi sempre o seu ídolo, jogasse ele no Santos, no São Paulo ou na Portuguesa Santista, e até no Jabaquara onde acabou a carreira com apenas duas presenças na selecção brasileira. «Injustiça descomunal!», gritaria o enorme Nelson Rodrigues naquele exagero de prosas que deviam levar sempre ponto de exclamação. Pouco jogou na canarinha, mas jogou no Politheama, a equipa de Buarque e seus comparsas que costumava disputar peladas rijas com os nossos de A Bola, quando vinha a Lisboa e em tempos que já lá vão. O Chico falando: «Ele era demais em campo. Era um jogador de uma leveza admirável. Adorava quando ele pegava a bola no ar e, com a parte de fora do pé, vindo de trás, chapelava o adversário». Às vezes o Chico não via. Só ouvia. Sem dinheiro para pagar bilhete, ficava do lado de fora do estádio à espera do bruá da mutidão.Pagão jogando: era como se flutuasse. Pés de estola de vison, ou assim. Walter Dias, dos dias da rádio: «Classe como a dele, leveza e graciosidade como a dele, nem Pelé. Homem de futebol ritmo, de futebol enredo, de futebol arte». A arte do Chico:
«No contrapé
Para avançar na vaga geometria
O corredor
Na paralela do impossível, minha nega
No sentimento diagonal
Do homem-gol
Rasgando o chão
E costurando a linha».
Pagão costurado: vitima de lesões, de ataques brutos, de botinadas. Perseguiam-no no campo, acertavam-lhe em todo o corpo para baixo das amígdalas. Saía da equipa. Entrava. Saía outra vez. Jogador de linho. No Santos, Coutinho foi agarraando o seu lugar: «O maior centroavante que alguma vez vi», dizia o garoto da Vila, catorze anos e já no meio dos homens. O povão deu-lhe uma alcunha: Canela de Vidro. Pagão ficava triste. Pelé afirmando: «Metia bem bola, muito inteligente para jogar, muito rápido, mas não era um jogador de choque». E então, do outro lado, sinistro, o inimigo preparava o choque. Valia tudo para parar Pagão, o menino que foi baptizado demasiado tarde e usava camisa acima do umbigo. O Santos tinha Coutinho. Pagão sobrando. Queria jogar mas faltava espaço entre Pelé e Coutinho que não era nenhum canela de vidro. Em 1963 foi para o São Paulo por treze milhões de cruzeiros. No dia 14 de agosto, a sua equipa desfez o Santos: 4-1. O Santos e o seu orgulho. Não quis perder. Toda a gente armou uma confusão danada, Armando Marques, o árbitro, ia expulsando aqui e ali, até Pelé e Coutinho. A equipa saiu de campo sob um coro imenso de vaias. Pagão vencera Coutinho e Pelé. Canta, Chico, canta:
«Um
Senhor chapéu
Para delírio das gerais
No coliseu
Mas
Que rei sou eu
Para anular a natural catimba
Do cantor
Paralisando esta canção capenga, nega/Para captar o visual
De um chute a gol
E a emoção
Da idéia quando ginga».
No dia 4 de Abril de 1991, o Canela de Vidro estava morto. O médico registou o óbito como se fosse uma letra de música. Ou como se fosse um passe musical de Pagão: «Falência múltipla de órgãos». Um morto por completo. Sem intromissões. Tinha 56 anos. Ainda tanto Pagão para viver no Pagão morto. Nem de propósito: foi sepultado no Cemitério da Filosofia. O Destino não se esquece dos seus preferidos mesmo que tenham canelas de vidro. Uma saudade bateu nos adeptos do Santos. Uma espécie de culpa, também, por não terem protegido a arte do homem dos passes musicais. O futebol é mesmo assim: ingrato. Pagão segurando a bola como se pegasse num cachorrinho vadio. Fazia-lhe festas. E o cachorrinho correndo com ele sobre a relva, subindo no ar, descendo pelas costas dos defesas. Pagão fugindo alegre como o sabiá da gaiola. Ia piar no alto do carapeteiro. No alto das bancadas do Pacaembú que rebentava pelas costuras para ver os seus chapéus de mestre chapeleiro sem metafísica. Pagão furando defesas como se tivesse asas nos pés. Um Mercúrio frágil levitando entre homens comuns e brutos que não gostavam do seu sorriso torto de gato de Alice. Pagão, o único. O Chico que o diga. O Chico que continue a cantá-lo que nunca mais ninguém o esquece. O Canela de Vidro e os seus dribles afinados, musicais suaves como Bossa Nova. De vez em quando o golo e uma brisa. «Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para Didi para Pagão…»."

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Fever Pitch - Domingo Desportivo - João Pereira, Obrigado nós!

Modalidades - Semanada #163

Positividade!

🎄Xmas Challenge🎄

𝐍𝐚𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐯𝐞𝐫𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐞 𝐛𝐫𝐚𝐧𝐜𝐨 ❤️🤍

🎥 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮𝐦 & 𝐒𝐭𝐚𝐝𝐢𝐮𝐦 𝐛𝐲 𝐧𝐢𝐠𝐡𝐭 - 𝐂𝐡𝐫𝐢𝐬𝐭𝐦𝐚𝐬 𝐄𝐝𝐢𝐭𝐢𝐨𝐧 🎄

📩 𝑼𝒎𝒂 𝒄𝒂𝒓𝒕𝒂 𝒂𝒐 𝑷𝒂𝒊 𝑵𝒂𝒕𝒂𝒍 🎅

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - De Varandas a Rui Borges, as principais notas da apresentação

Observador: Três Toques - Adeus João Pereira. Olá Rui Borges

Observador: E o Campeão é... - “Rui Borges fez percurso sem saltar etapas”

Benfica solidário


"Têm sido várias as ações de solidariedade empreendidas pelo Sport Lisboa e Benfica. É este o tema em destaque nesta edição da BNews.

1. Portas abertas
Na noite de consoada, o Estádio da Luz e as Casas Benfica, Abrantes, Newark, Vendas Novas, Vila Nova de Gaia e Viseu receberam quem passou a quadra natalícia sozinho. Esta iniciativa do clube e da Fundação Benfica foi levada a cabo em parceria com a Santa Casa da Misericórdia e a Comunidade Vida e Paz.
Na ceia de Natal no Estádio da Luz, com a presença dos presidentes do Sport Lisboa e Benfica e da Fundação Benfica, Rui Costa e Carlos Moia, respetivamente, compareceram mais de 120 pessoas.

2. A distribuir alegria e sorrisos
Numa iniciativa do Futebol Profissional e da Fundação Benfica, Tiago Gouveia e João Rego entregaram presentes às crianças do Jardim de Infância Pica-Pau (Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Arrentela).

3. Futsal em ação de Natal
Os futsalistas do Benfica entregaram presentes na instituição "A Nossa Casa".

4. Visita à casa-mãe
318 elementos dos CFT do Benfica (261 atletas e 57 adultos) visitaram o Benfica Campus na primeira ação deste cariz em 2024/25.

5. Benfica Internacional
Já há 132 selecionados para integração no futuro Benfica Campus Costa do Marfim, projeto que resulta da colaboração entre SL Benfica, o Governo da Costa do Marfim e a Sportify Capital."

DAZN: The Premier Pub - Capitão Semedo

Terceiro Anel: Natal...

Zero: Saudade - S03E16 - Da Bélgica para a Foz...

Zero: Negócio Mistério - S03E15 - Casagrande...

Não falha

O Sporting é o clube mais hipócrita do mundo

«Joguem mas é à bola»

Presente natalício do Benfica


"PRESENTE NATALÍCIO
Feito que foi o desejado acerto de calendário do Benfica, os mais otimistas esperavam uma tranquila e perfeita noite natalícia de acesso ao lugar mais alto da Liga. Para ajudar o cenário, o percurso do Estoril não era algo que questionasse a confiança dos adeptos. Afinal, a primeira parte deu um parceiro de festa incómodo que ameaçou em vários momentos, sendo um endiabrado Fabrício Garcia o seu principal e super-rápido protagonista.
Foi um Benfica quase atordoado pelo atrevimento alheio que se viu em repetidos apuros, mas que conseguiu, depois de acertar num poste, que a parceria Di María/Pavlidis desse em golo, já em fase de algum aperto. O domínio era então inesperadamente repartido, num confronto a meio campo em que João Carvalho era presença extra e influente no duelo entre os dois médios centro de cada equipa. Lage optou, desta vez, por subtrair um médio (Florentino) por um ala (Beste), com benefício para a presença central do atacante Akturkoglu.
No final, fica ainda por confirmar a boa coordenação dos dois médios escolhidos, Aursnes e Kokçu, depois deste complicado teste, mesmo com o jogador turco em plano destacado. A vantagem curta deu um início de segunda parte estranho, num estado de alerta do Benfica, entre o querer marcar e o cuidado que uma diferença mínima aconselha ter. Nesta dúvida, o Benfica acaba por arrancar, com a inspiração de Amdouni, uma meia hora de assalto final que confirmou a justa vitória. Com a desejada liderança alcançada, dados diferentes estão agora lançados na proximidade do dérbi. Olhar para cima ou para baixo será sempre diferente...

REPOSIÇÃO MADEIRENSE
O Nacional tem como casa um dos estádios com menor lotação do país, mas consegue ser simultaneamente o nosso recinto mais famoso. Quem diria? Nesta altura o nevoeiro local é já mais uma atração turística a juntar a outras pérolas da ilha.Podia chamar-se “A novela da Choupana”, um verdadeiro filme em reposição, este último regresso do Benfica à Madeira. A originalidade deste novo episódio começou logo com a determinação imposta pelo realizador (Liga), ao deixar bem claro: “se os escolhidos para os onzes há dois meses não jogarem de início escusam de vir porque nem no banco se sentam”. Como é provável que este fenómeno, infelizmente, se repita talvez fosse boa ideia rever as regras que agora vigoram e concluir se são as mais sensatas...
O tão esperado pontapé de saída acabou por ser dado antecipada e curiosamente fora de campo, com o valente susto da aterragem no Funchal, que só terá sido completa novidade para os recém-chegados à nossa Liga. Já a incerteza relativamente à efetiva realização do jogo colocou-se desde a véspera, mas ainda constituiu real ameaça durante a primeira parte do jogo de que novo adiamento podia ocorrer. Falando do jogo, a demora do primeiro golo foi a maior dificuldade que o Benfica enfrentou, tendo sido claramente dominador. O ator principal, Di María, protagonista de (quase) sempre, lá ditou a sua lei, numa cena já outras vezes repetida. Sofrido mas merecido o importante resultado alcançado. E da falta de emoções fortes o pessoal não se pode queixar.

INDIVIDUAL E COLETIVO
Bruno Lage, recentemente, em entrevista, referiu a vantagem que representa um jovem poder experimentar um desporto individual e um coletivo, para um mais completo e saudável crescimento quer pessoal, quer desportivo, tal a diferença enorme entre as duas realidades. Totalmente de acordo.
Como sabemos fala-se, cada vez mais, de saúde mental e da sua grande importância, mas as referências e estudos são, normalmente, relativos a realidades psicológicas individuais. É, sem dúvida, um meio muito interessante de estudo da natureza humana que vai crescendo.
Alargando a questão às equipas, esta análise é infinitamente mais complexa em função das obrigatórias diferenças entre cada um dos elementos que as compõem e, não menos importante, a dinâmica dos subgrupos, sempre existentes nos plantéis tanto quanto na sociedade civil. Falando em futebol como em outros desportos coletivos, há desde logo evidentes diferenças entre o bem-estar de quem é titular e a frustração de quem não é primeira escolha. Terão a maioria dos treinadores capacidade específica para gerir estas questões? Ou fará todo o sentido a participação de um terapeuta psicólogo quando as equipas técnicas são tão multifacetadas?"

Bruno Lage é o preferido do Pai Natal


"João Pereira foi sexta-feira Santa antes de ser Natal; Lage recebeu presente melhor do que pediu; Vítor Bruno recebeu um voucher…

Quando eu era criança, a mesa da ceia de Natal era o lugar mais seguro do mundo. Desde logo porque ali estavam todas as pessoas que realmente contavam na minha vida. Os meus pais, o meu irmão, os meus avós, os meus tios, os meus primos. Tudo fazia sentido. A mesa era farta para o contexto económico da altura, num tempo em que, dou sempre este exemplo, olhava para um corneto como um objeto de sonho que talvez um dia os meus pais me pudessem comprar sem pensar se isso comprometia o pagamento das contas que, por honra, eram religiosamente saldadas.
Adorava comer os formigos da minha avó, um doce que não conheço mais ninguém que faça, confecionado com pão de três dias embebido em calda de açúcar, mel e limão, polvilhado generosamente com canela, numa eterna capacidade que os pobres têm de transformar os parcos recursos em manjares de reis… E finalmente, o momento da abertura de prendas, sabendo que, no meio de meias ou pijamas, lá vinha um brinquedo que enchia as medidas. Saudades? Não, porque nenhum desses momentos é passado, as memórias fazem deles um eterno presente.
Para João Pereira, a mesa de Natal talvez seja também o lugar mais seguro do mundo. Só no capítulo das prendas as coisas não correram bem. O Pai Natal até avisou que o presente era envenenado. E era. Mas o jovem treinador tinha mesmo de o abrir, não tinha como o não fazer. E passou a ser o exemplo da frase «só o peru é que morre de véspera…». João Pereira foi Sexta-Feira Santa antes de ser Natal, a tal carne para canhão de que falei neste espaço. A missão, está mais do que estudado, de substituir um líder fortíssimo era tremenda. Para qualquer treinador. Talvez mais para ele que ainda tem ainda de ganhar vida.
O que se passou com João Pereira não se deseja a ninguém em início de careira. Continuo a achar que é mais vítima das circunstâncias do que culpado. No papel, as intenções podiam fazer sentido; todos tentaram fazer o melhor; nada resultou. E depois, há coisas que não se explicam… A saída de Amorim provoca a quebra de um pacto emocional; começam a aparecer as lesões em jogadores cruciais; a bola deixou de bater na trave e entrar; há jogadores que marcavam até de calcanhar do meio campo, passe o óbvio exagero, e agora escorregam em cima da linha de golo; e até alguns erros de arbitragem começaram a penalizar o Sporting, a avaliar pela conclusão dos peritos de arbitragem. 
E eis que no sapatinho de Rui Borges aparece um presente inesperado. E vai assumir o Sporting em muito melhores condições do que João Pereira. Às vezes o sucesso depende de quem vai à frente a abrir caminho. Passou de João Pereira a João Batista, cuja cabeça foi exigida em bandeja pela formosa Salomé, a preparar o caminho de quem viria a seguir.
Também Bruno Lage recebeu um presidente inesperado. Tinha escrito ao Pai Natal a pedir por prenda chegar ao 25 de dezembro o mais próximo possível do Sporting. E o treinador encarnado deve ter-se portado tão bem que o Pai Natal achou que o pedido era modesto e deixou no sapatinho a liderança no campeonato. Merecida. Ninguém chega à 15.ª jornada à liderança sem ser por mérito. Nem que seja o de apenas fazer a sua parte. O que deve ser valorizado.
Até ao dérbi, o Sporting quer ir à loja fazer uma troca. Já trocou de treinador e quer trocar o presente de Natal. A fatiota fica-lhe apertada, tem de ser de um número acima… Já o Benfica de Bruno Lage vai ter de justificar que merece uma prenda melhor do que tinha pedido. E está em boas condições para o fazer.
Onde fica Vítor Bruno no meio disto? Na árvore de Natal encontrou um voucher… Vai ter de ir à loja escolher a fatiota que melhor julga servir-lhe. O limite para gastar não é generoso, mas dá para, com imaginação, fazer as escolhas certas e acabar a época com a prenda que todos desejam.
E eis que chegamos a 2025. Isto vai ser bonito…
Nesta quadra natalícia, lembro que quando eu era criança, a mesa da ceia de Natal era o lugar mais seguro do mundo. Agora que sou adulto, continua a ser. Boas festas a todos."

Zero: Afunda - Especial Natal...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Tailors - Final Cut - S03E34 - Grimaldo...

5 minutos: Benfica 2024-25 ● Cinco prendas de Natal para o Benfica! (Especial Natal 🎁)

Terceiro Anel: Diário...

Vinte e Um - Como eu vi - Estoril...

Terceiro Anel: Lanterna Vermelha - S01 R/16 - 7/8 - Miguel Pereira VS Bernardo Silva!!!

Mata Mata: Rui Borges no Sporting (?) e o Benfica Lidera a Liga (Com o Porto Atento ao Derby)

DAZN: The Premier Pub...

DAZN: Partidazo - "Luta a três... se o Barça aguentar"