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sábado, 7 de dezembro de 2024

Lesões: estratégias de acompanhamento e recuperação física e psicológica (3.ª parte)


"«As dificuldades dobram alguns homens … constroem outros!... Mas mais importante do que avaliar a forma como se cai, é refletir na maneira como nos levantamos!...»
(Nelson Mandela)

A seguir a uma lesão, os atletas evidenciam determinados tipos de comportamentos, emoções e pensamentos, respostas essas que se por um lado poderão facilitar a recuperação, por outro lado poderão dificultá-la extremamente. Com frequência podem surgir reações emocionais negativas como perturbações de humor, tensão e raiva, sendo nestes casos necessário intervir com estratégias de recuperação psicológica, logo que a lesão for detetada.
De acordo com alguns autores, anotamos algumas delas:
— Treino de relaxamento e visualização mental, no sentido de desenvolver a consciência do corpo ensaiando repetidamente situações de conforto a ser obtido.
— Discurso interno, onde o atleta deverá recorrer a afirmações assertivas para aumentar a autoconfiança ou focalizar a sua atenção. O discurso interno pode ainda ser usado para modificar ou parar os pensamentos negativos e prejudiciais à performance.
— Treino de biofeedback, recorrendo a medidas psicofisiológicas para fornecer feedback rápido e preciso de mudanças subtis na tensão muscular ou noutras atividades mediadas pelo sistema nervoso autónomo (exemplos: frequência cardíaca, pressão arterial, etc).
— Técnicas de hipnose, baseadas na focalização da atenção de maneira que o atleta use sugestões para estar confiante e para lidar com o stress associado às lesões.
Investigações efetuadas demonstraram que este tipo de técnicas acaba por influenciar os parâmetros metabólicos, a resistência, a força muscular e as competências motoras, atuando provavelmente nos processos cognitivo-simbólicos subjacentes a essas competências.
O treino mental pode ser desenvolvido simultaneamente com o visionamento de vídeos anteriores à lesão. Os atletas podem deste modo treinar as competências psicológicas, observando os companheiros e imaginando-se na situação, à medida que observam, devendo o metodólogo orientar verbalmente o atleta, no uso da imaginação, encorajando-o a realizar o treino por ele próprio. Este treino deverá ser precedido duma técnica de relaxamento que permite acalmar o atleta e, ao mesmo tempo fazer com que ele centre intensamente a sua atenção na competência treinada.
Treino mental e psicológico para o controlo da dor. A dor é um dos aspetos mais comuns no processo de reabilitação, sendo a resposta altamente personalizada e sujeita a influências aos mais variados fatores. Nesta situação, anotamos algumas técnicas mais aconselhadas para enfrentar e controlar a dor:
— A focalização externa da atenção: implica direcionar a atenção para fatores externos ao indivíduo (exemplo: concentrar-se na bola, reparar em pistas ambientais relacionadas com o rendimento desportivo, como é o caso do público ou do banco, etc…)
— A visualização mental de imagens agradáveis, que implica que o atleta use um foco interno da atenção, concentrando-se nas mesmas (exemplo: imaginar a sensação agradável de realizar uma boa tarefa, a celebração duma vitória, etc…)
— A visualização mental de imagens neutras, que implicam que o atleta se foque nas mesmas (exemplo: imaginar-se a equipar para o treino ou tomar duche após o mesmo, a passear com a família, ver um filme, uma jantarada com os amigos … lembram-se da história com vida referente ao Jaime Pacheco, que contei no primeiro artigo?!...)
— Uma boa informação e conhecimento acerca da dor e de tudo que a mesma faz implicar.
Intervenção de competências psicológicas, físicas, fisiológicas e técnicas, na reabilitação do atleta (pós-lesão). Ao nível da intervenção pós-lesão, no decurso do período de recuperação, que se poderá tornar mais ou menos longo, doloroso ou monótono, será fundamental que um plano de intervenção física, atlética e técnica seja acompanhado dum plano de ordem psicológico que ajude o atleta a controlar a sua ansiedade, conquiste a confiança na equipa médica e esteja preparado para ultrapassar esta fase má da carreira, encarando o futuro com otimismo.
Relativamente à fase de imobilização, sendo um momento de grande tensão associada à presença de dor, o atleta necessita de estratégias e técnicas, das quais destacamos, entre as que já foram referidas:
— Competências de comunicação e relação interpessoal, sendo fundamental que a equipa médica informe o atleta, promovendo o conhecimento do tipo de lesão sofrida, eliminando quaisquer dúvidas nesse sentido.
— Técnicas de relaxamento, combinadas com a imaginação mental da zona lesionada, de modo a ultrapassar momentos difíceis de dor, receios, etc…
— Formulação de objetivos, que implica que quaisquer grupos musculares não atingidos devam nesta fase ser objeto de treino, no sentido de manter ou porventura melhorar o seu estado de rendimento.
No que se refere à fase de mobilização, que geralmente comporta o período mais longo e também mais penoso para o atleta, dever-se-á no período inicial associar ao trabalho fisioterapêutico outras metodologias, nomeadamente um trabalho de ordem hidroterapêutico (utilizando por exemplo a piscina) e gradualmente inserir o treino de recuperação no ginásio e no campo, associando o treino de técnica individual, passando a coletiva, inserindo progressivamente em termos de competição condicionada o atleta no grupo normal de trabalho.
Cada um destes ciclos evolutivos de recuperação deverá ser objeto de uma avaliação criteriosa, reflexão e estudo por toda uma equipa que periodicamente deverá reunir para dar o seu parecer (médico cirurgião, médico desportivo, fisioterapeuta, enfermeiro, metodólogo de treino/recuperador, atleta, família do atleta, etc …)
Dada a extensiva teorização dos ciclos anotados, e por uma questão de espaço, limitar-me-ei a congregar em termos de resumo o que entendo de mais significativo:
Treino de recuperação na piscina: os objetivos incidem fundamentalmente nos fatores térmicos e mecânicos, uma vez que a temperatura da água, a flutuação, a forma de execução dos exercícios e a resistência funcional do meio líquido representam um papel importante na movimentação subaquática. Com a água à temperatura de 30º, a sensação de conforto, o alívio da carga, a redução de sensibilidade nos terminais nervosos conduzem a uma maior capacidade de relaxamento e bem-estar emocional do atleta.
Referindo-me ao trabalho a desenvolver no ginásio, é fundamental estabelecer um plano de treino de acordo com o tipo de lesão, o grau de atrofia muscular existente, o estado evolutivo de recuperação e no controlo das cargas nas máquinas de musculação deveremos testar o método de 1 R M (1 repetição máxima). Não esquecer que a adaptação ao esforço se deve iniciar após o aquecimento e com cargas muito leves, procurando-se após a testagem estabelecer a percentagem da carga, n.º de repetições, n.º de séries, ritmo de movimento e intervalos entre repetições e séries a realizar.
No respeitante ao treino de recuperação em campo, procuramos atingir as bases ideais dos diversos fatores que possam determinar a integração no grupo normal de trabalho.
Mais uma vez recordamos que estas fases não são de forma alguma estanques, bem pelo contrário. De acordo com o tipo de lesão e sua evolução na recuperação, poderemos associar o treino de campo ao ginásio e piscina, jamais descorando a importância duma avaliação contínua que nos irá garantir a planificação de uma metodologia a seguir. Poderemos iniciar uma metodologia em termos de resistência aeróbia, em que cujos objetivos, pelo estabelecimento do equilíbrio orgânico pelo aumento da capacidade aeróbia da fibra muscular, se poderá estabelecer as bases biofuncionais de outras capacidades, até à obtenção duma adaptação gradual das cargas crescentes de treino, iniciando esforços pouco intensos, de intensidade média ou longa duração, usando um método de observação da frequência cardíaca, esforço realizado e tempo de recuperação. Sem exemplificar os métodos de treino de maior significado, poderemos evoluir para a conquista de objetivos de maior exigência no que se refere à capacidade de efetuar esforços com dívida de oxigénio, tendo sequência adaptativa às capacidades físicas, nomeadamente da força, velocidade e flexibilidade.
Importante referir que as condicionantes técnicas sob a forma individual e coletiva em termos de jogos condicionados sob a forma simples ou competitiva deverão estar devidamente salvaguardadas no plano de recuperação. Também será imprescindível submeter o atleta em recuperação a avaliação sistemática de toda esta planificação de treino, utilizando testes simples de campo e laboratoriais, tais como o teste de consumo máximo de oxigénio (VO2 Máx.), Índice Cardíaco de Ruffier ou Ruffier-Dikson, Avaliação isocinética, Ergo-Jump, Recovery Anaerobic Sprint Test, Medidas angulares ou lineares (ex Sit and reach Test) e outros correspondentes à avaliação das competências de jogo e a utilização de inventários de competências psicológicas e mentais no sentido de obter as melhores razões para qualificar o sucesso, ou não, da evolução da recuperação do atleta em questão.
Para concluir esta já extensa temática referente às lesões, deveremos referir a importância para as competências de comunicação, devendo o responsável metodólogo utilizar algumas estratégias como incluir referências de entusiasmo nos diálogos a estabelecer, dado que, como sabemos, faz denotar um reforço de confiança, colocando em prática um conjunto de competências verbais e não verbais, nomeadamente os encorajamentos, contacto ocular direto, distância próxima, tom e ritmo de voz apelativo e expressão facial empática. As mensagens fortes inseridas nesta fase de comunicação devem fornecer algum apoio, seriedade e otimismo e aquilo que se pretende dizer esteja claramente sintonizado com um estado de alegria e entusiasmo, fazendo prevalecer o lado otimista, estimulando o lado positivo da recuperação, protegendo o atleta por um possível desânimo e sentimento de indefesa.
Como nota final, importa ainda referir que numa fase em que qualquer atleta se encontre impossibilitado de dar a sua máxima expressão físico-motora e competitiva, devemos aproveitar para melhorar de forma substancial o enquadramento do atleta no grupo de trabalho. Sabe-se que por vezes um atleta em recuperação é um homem só. Por isso dever-se-á apelar para que o jogador assista às reuniões de análise de jogo, planificação e programação de treinos, seja utilizado na observação de equipas adversárias, observe o rendimento da sua própria equipa, elaborando, contudo, alguns parâmetros bem definidos e de fácil execução. Com este tipo de funções, o atleta irá sentir-se útil ao grupo de trabalho, com naturais repercussões de motivação e entusiasmo para quem temporariamente estava fora de jogo.
Não esquecer nunca que a família e os amigos serão sempre uma fonte de apoio inesgotável. São estes que olhados com o coração e conduzidos pela seiva dos princípios que lhes dá a substância de uma relação voltam uma vez mais a renascer, medindo minuto a minuto o tempo que passa num ideal de felicidade que iluminará o próprio caminheiro de futuro."

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Vitória em Itália...


Trissino 3 - 6 Benfica

Jogo complicado, começou com o adversário a marcar muito cedo, com os Italianos a jogar muito fechadinhos lá atrás... que só quando o Benfica fez o 1-3 já na 2.ª parte, é que se abriu!
E quando tudo parecia controlado, sofremos dois golos nos últimos minutos (3-4), e só nos últimos segundos, com o adversário sem guarda-redes na baliza, é que marcámos os dois últimos golos!

Bayern, Boca Juniors e Auckland...

Dará prestígio, principalmente se o Benfica fizer bons jogos, e se chegar longe, pelo menos aos Oitavos-de-final... E será interessante disputar jogos oficiais, com Clubes históricos de outros continentes...

Mas, a forma como a FIFA 'enfiou' esta competição no calendário é vergonhosa! Podemos ter equipas, literalmente sem férias: terminam a época a 14 de Julho, e começam a próxima época oficial, 2 semanas depois...!!! No caso do Benfica, existe uma possibilidade, relativamente grande, de ter que jogar os Play-off's da Champions League para a próxima época, basta ficar em 2.º lugar do Campeonato! Jogar esta competição, pode hipotecar completamente os objetivos desportivos e financeiros da época seguinte...!!!

E ainda existe a questão dos contratos dos jogadores: por exemplo o Di Maria tem contrato com o Benfica, até 30 de Junho!
Sendo que a FIFA já anunciou que vai permitir aos Clubes inscrever novos jogadores, antes da competição começar, antecipando a abertura da janela de contratações, que normalmente só abre a 1 de Julho!!!

Durante décadas, a FIFA recusou-se a organizar competições de Clubes, a Intercontinental foi organizada pela UEFA e a CONMEBOL, mas quando a FIFA resolveu apostar na Intercontinental, percebeu que podia fazer rios de dinheiro...!!! Estamos a falar da FIFA, que continua a ser uma Associação sem fins lucrativos!!! A mesma FIFA que tem um historial de casos de corrupção e de abusos, com muitos dos seus ex-dirigentes a tornarem-se Bilionários!!! Enquanto a maior parte dos Clubes, que pagam os ordenados aos jogadores, a viverem em bastantes dificuldades!!!

O sorteio tinha muitos condicionalismos, acabámos por ter como sorte a equipa mais fácil do Pote 4, mas vamos jogar com dois históricos: o Bayern será um adversários fortíssimo... o Boca Juniors, está longe de ser uma equipa forte, mas chegará a este Mundial em muito melhor condição do que o Benfica! Aliás todas as equipas Sul-Americanas estarão em vantagem, em relação aos Europeus, com ritmo, e fisicamente muito mais frescas, algo que vai equilibrar os resultados!!!

Vamos cruzar com o Grupo D, onde está o Chelsea, o Flamengo, Leon e Esperance. Os ingleses e os brasileiros são os favoritos, sendo assim até podemos encontrar alguns ex-jogadores!!!

Sorteio do Mundial de Clubes

Melhor jogador...

ℹ️ 𝐑𝐞𝐜𝐨𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐞 𝐛𝐞𝐧𝐬 𝐚𝐥𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫𝐞𝐬.

Então mano? Essa arbitragem?

Masterclass?!

Não marcou penalty... mas esqueceu-se do Amarelo!!!

Estamos à espera do desfile dos indignados nas televisões e jornais!!!

Premier League?!

Uiiiii tão bom ❤️

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Com processos "não há crise", mas com derrotas...

Zero: Tema do Dia - O que se passa com o Mbappé?

Bruno Lage já veste o fato de campeão


"Benfica está forte, confiante, alegre. Como o de 2018/2019. De Tomás Araújo a Ferro, de Arthur Cabral a Taarabt, De Di María a Jonas ou de Akturkoglu a Rafa…

Menos de um mês volvido e muito mudou no campeonato. A 10 de novembro, o Sporting vence sensacionalmente em Braga (4-2), depois de estar a perder 0-2 ao intervalo. Ruben Amorim faz o último jogo pelos leões e deixa-os nos píncaros, depois de cinco dias antes vencer ainda mais sensacionalmente o Manchester City (4-1), depois de também ter começado a perder.
O Sporting entra numa nova era. João Pereira é a escolha de Frederico Varandas, que, antecipando a promessa há muito feita, promove o treinador da equipa B. Apesar do casamento anunciado do diretor desportivo, Hugo Viana, com o Man. City e do doloroso adeus de Amorim, são transmitidos indicadores que a estrutura leonina se mantém sólida e preparada. Afinal, foi só a antecipação de um desfecho já por todos esperado, embora por ninguém do universo sportinguista desejado.
Primeiro jogo e goleada. 6-0 ao Amarante, para a Taça de Portugal. Tudo natural. Segundo jogo e goleada, em casa, com o Arsenal: 1-5. Começam os primeiros sinais de apreensão. Terceiro jogo e mais uma derrota, novamente em Alvalade, com o Santa Clara: 0-1. Adeus percurso 100 por cento vitorioso na Liga, adeus recorde de melhor arranque de sempre.
Não digo que tenham soado os primeiros alarmes, porque julgo que tudo tenha ficado em suspenso para esta quinta-feira. O mesmo será dizer que muito do futuro próximo do Sporting está dependente do resultado em Moreira de Cónegos. É esperar mais umas horas…
Os sportinguistas perderam o sorriso e, simultaneamente, os rivais rasgam-no. Especialmente os benfiquistas – os portistas ainda não sararam as feridas (e tão cedo não acreditam que o façam) da mudança de liderança e paradigma, pelo que preferem, ao contrário do que assistimos durante décadas, correr por fora. É assim o futebol: tudo muda num ápice. E a gestão das expectativas é um fenómeno delicado.
Certo é que no reino da águia as vitórias sucedem-se, as exibições já empolgam e Bruno Lage já fez esquecer Roger Schmidt. O Benfica é outro. Forte, confiante, alegre. Como o primeiro Benfica de Bruno Lage. O tal de 2018/2019, que começou com Rui Vitória e que acabou com o atual treinador como campeão, depois de recuperar sete pontos para o líder, o FC Porto.
Olho para Tomás Araújo e recordo-me de Ferro, vejo entrar o que acho que já se pode considerar ex-patinho feio Arthur Cabral e lembro-me do na altura proscrito Taarabt. Delicio-me com a qualidade extra de Di María como ficava encantado com a classe de Jonas. A capacidade de desequilibrar e marcar de Akturkoglu só me traz à cabeça… Rafa. Só falta mesmo a Bruno Lage descobrir um novo João Félix!
Bem sei que a procissão ainda vai no adro e que é ainda prematuro traçar cenários, pelo menos até ao próximo dia 29. Aí, o dérbi, em Alvalade, talvez possa dar uma ajuda. Mas até lá diria que esta época tem muitas semelhanças com a primeira de Lage, que bem sabe o que é vestir o fato de… campeão."

Bruno Lage descobriu a 'pólvora' e João Pereira deu um 'murro na mesa'


"Não, Di María não está acabado, frisa Bruno Lage; Não, eu não sou Amorim, grita João Pereira.

Confesso: até à chegada de Bruno Lage ao Benfica estava já a começar irritado com muito do que se ia comentando de Di Maria. Que já tinha 36 anos, que já não defende, que deixa a equipa mais exposta, que não deveria ter renovado até pelo salário que recebe, blá, blá, blá… Para mim era o equivalente a criticar-se Van Gogh por não ter andado a pintar prédios, passadeiras no asfalto e carregar com baldes de 50 litros de tinta… Os artistas são artistas. Ponto final.
Eu sei que o futebol mudou muito, que se tornou mais intenso, mais veloz e mais físico… E isso dá-me calafrios, porque – deve ser dos 54 anos já feitos – eu cresci a idolatrar os artistas, com Diego Armando Maradona à cabeça e Ronaldinho Gaúcho muito perto. Era só o que faltava querer que eles defendessem… Se eu já vivo desconsolado com o facto dos números 10 terem entrado em vias de extinção, se passamos a exigir aos artistas que sejam também máquinas, estamos a roubar-lhes a magia. Ou melhor, a roubar-nos a magia de quem gosta de ver um jogador pegar nos tubos, nos pneus, montar a bicicleta, fazer um cabrito e marcar um grande golo, como Di Maria fez ao Estrela da Amadora, na Taça.
Afinal, Bruno Lage vem provar que é possível preservar o artista em fato de gala sem o obrigar a usar fato-macaco… É só saber guardar as costas de Di Maria, pedir um pouco mais a Aursnes na cobertura para que, entre a magia de um e o esforço suplementar do outro, o saldo se traduza em grandes momentos de futebol.
Faço aqui um parêntesis para um pedido de desculpas a Aurnes… Nunca entendi bem terem-no posto num patamar tão elevado. Bom jogador? Sim, claro, mas o segundo melhor de todo o campeonato 2022/23? Sempre achei os elogios manifestamente exagerados. Mas com o tempo, e olhando cada vez mais para Aursnes, percebi que é mesmo um campeão. Terceira época no Benfica, terceira mudança no xadrez, sempre a sacrificar-se pela equipa e com uma disponibilidade daqui até… Oslo e voltar. Mas como não é o artista, daqui a uns anos será muito mais lembrado por todos os companheiros de armas que beneficiaram da sua disponibilidade do que pelos adeptos. Mas sempre foi assim, as cigarras, ao contrário da moral da fábula, sempre tiveram mais reconhecimento do que as formigas.
Di Maria parece rejuvenescido. É um artística notável. Nem sei se os próprios adeptos do Benfica, em especial os que chegaram a alinhar no discurso do é ‘bom, mas…’ têm a verdadeira noção do que significa Di María enquanto ícone do futebol mundial. Sejamos de que clube formos, só temos de lhe estar gratos. A ele a Bruno Lage por ter provado que sim, é possível uma estrela ser arte em estado puro quando todos trabalham como equipa para o mesmo.

O 'murro na mesa' de João Pereira
Não estava à espera, confesso, do tom da conferência de imprensa de imprensa de João Pereira, ontem, na antevisão ao jogo com o Moreirense. De longe, a melhor conferência do treinador leonino, a mais assertiva, a que, no fundo, se impunha. «Ruben Amorim já não volta, eu é que sou o treinador e confio no meu trabalho», atirou. Ao dizer o que, formalmente, é uma verdade de La Palisse, usou-a como chicote psicológico, como grito do Ipiranga e uma espécie de acordar de um clube, a começar pelos adeptos – também os jogadores? – em plena ressaca emocional provocada pela saída de Ruben Amorim.
João Pereira foi também contundente a traçar fronteiras, agastado com as comparações com Ruben Amorim. Recusa ser cópia, sabendo que a cópia é sempre pior do que original, e não abdica das suas convicções. Quanto mais depressa ele se demarcar de Ruben Amorim, mais tem a ganhar. Não depende só dele, até porque são inevitáveis as comparações, mas ele pode cortar muitos males pela raiz. Caso contrário, se correr bem é porque Amorim deixou a papinha pronta, se correr mal é porque conseguiu estragar o trabalho de Amorim.
Se não se livrar desta lógica, fica sem nada para ganhar e com tudo para perder. Se até ontem, João Pereira parecia encolhido, desconfortável, quase que a pedir desculpas, passe o exagero, por estar ali, ontem, pela primeira vez, pelo discurso e tom de voz, deu um pulo enorme em termos de comunicação. Quer ser julgado por aquilo que for capaz de mostrar, ou não, nunca pelas comparações, injustas, com Amorim. E mesmo em todos os assuntos, explicou melhor, foi mais natural.
É caso para dizer: bem vindo, João Pereira."

André Villas-Boas: cai a máscara?


"O presidente do FC Porto mostra a fraqueza de quem verga às mais pérfidas forças de bloqueio nos clubes grandes, as da arruaça e da violência, hordas mentecaptas André Villas-Boas, num discurso palavroso e rebuscado de pároco na Gala Dragões de Ouro e em louvas desbragadas a Pinto de Costa, que o despreza sem pejo, tentou evangelizar os adeptos contestatários do desempenho atual da equipa de futebol, que são, na esmagadora maioria, os saudosistas do antecessor, e por este, revanchistas. Erro crasso.
Esses não se deixarão levar em falinhas mansas, de apelo ao sentimento de uma glória desportiva em tempos não distantes, cujos apodrecidos alicerces o próprio classificou de ruinosos e a urgir substituição por novos, e de que fez lema de campanha eleitoral; ou com ataques de chacota ao Benfica, no melhor seguidismo do discurso de guerrilha pintista.
Com isto, André Villas-Boas mostra a fraqueza de quem cede ao terrorismo. De quem verga às mais pérfidas forças de bloqueio nos clubes grandes, as da arruaça e da violência, hordas mentecaptas. Que desilusão para os que, esmagadoramente, depositaram, em urna, total confiança nele e no seu plano de salvação do clube. Os que querem cortar com os males do passado, sem cortar com a glória desportiva. Esses, deveria saber AVB, serão tolerantes, não precisam de falinhas e de farpas aos adversários-rivais, porque são inteligentes.
Mais personalidade mostrou o seu contestado treinador no discurso após o jogo com o Casa Pia. «Goste-se ou não, são as nossas [minhas] ideias e convicções, e estas só estão a julgamento pelo presidente do clube», disse Vítor Bruno. Quis o técnico já desacreditado nas hostes dos Super Dragões, que não serão estes e quejandos que irão vergá-lo pelo barulho e pressão, e muito menos crê que o possam fazer cair. Bom, pelas atitudes mais recentes da máxima figura na hierarquia do clube, se calhar é melhor não ter tanta certeza."

3x4x3


Segunda Bola...

Potes!

Aí está o jornal oficioso do Sporting a tropeçar nos próprios pés

Jarras e Jarrinhas!!!

Não houve indignação?!

Não o deixem entrar nas Adegas!

Mistério?!

Guerra!

Manter o tacho!!!

Observador: Três Toques... - Como esteve Ruben Amorim no primeiro clássico?

Zero: Saudade - S03E13 - «Estive 15 dias a observar a Costa do Marfim do Eriksson sem eles saberem, tipo espião»

Luís Filipe Vieira, e o rumo do Benfica


"Luís Filipe Vieira não é um dos três melhores Presidentes de toda a história do Benfica, apenas, por ter reerguido o Benfica da completa ruína e decadência, em que estava em 2003, dando-lhe a supremacia financeira e desportiva. Para além de ter sido o principal responsável pela construção do Estádio (pois sem a sua relação com a Somague e com as instituições bancárias, teria sido impossível concretizar a construção e financiá-la numa situação de total falência do Benfica), Seixal Campus, Museu (quando L.F.Vieira chegou, as taças, as peças e os documentos que testemunhavam a história do Benfica estavam amontoadas em caixotes, ao completo abandono), ter iniciado o futebol feminino, ter conseguido o primeiro ‘tetra’, ter tido 14 anos consecutivos de lucro, ter profissionalizado todos os departamentos, etc.). Mas também, e sobretudo, por ter definido o Rumo para o Futuro do Benfica. Luís Filipe Vieira conseguiu dar ao Benfica o sentido de orgulho e glória que vinha de Cosme Damião e de outros grandes Presidentes.
Luís Filipe Vieira conseguiu dar ao Benfica o sentido de orgulho e glória independentemente de o objectivo do Benfica ser «o clube mais rico do mundo», e de ser todos os anos candidato a «ganhar a 'Champions'». Esse rumo estratégico, esse nicho de competição mundial no seio da indústria do Futebol que Luís Filipe Vieira definiu, é que permite hoje, e no futuro, a sustentabilidade económica e desportiva do Benfica.
Luís Filipe Vieira definiu como Objetivo Estratégico para a sustentabilidade e competitividade do Benfica «ser um dos melhores clubes do mundo a Formar jogadores de futebol profissional de alto nível». Formar jogadores de todo o mundo (e não só portugueses), para terem capacidade de jogar nas melhores Ligas. O resultado está à vista:
O último estudo do ‘Observatório Mundial de Futebol’ publicado em 30out2024 comprova-o (passo a citar): "O Benfica é o líder mundial na Formação de jogadores de alto nível. Em 2024, 94 jogadores formados pelo Benfica jogam em equipas seniores masculinas em 49 Ligas no Mundo” (CIES).
A ingratidão, a traição, e oportunismo são dos piores defeitos do ser-humano. Este continuado ataque a Luís Filipe Vieira, as calunias que muito sócios lhe fazem, é um crime ignóbil contra o Benfica. E no Benfica, ainda é pior. Porque a alma e o lema que nos une a todos no Benfica é E PLURIBUS UNUM.
Luís Filipe Vieira merece um pedido de desculpas público, e uma reabilitação da sua honra, por parte da Direção do Benfica."

Sofrimento e igualdade


"Foi sofrido, mas não havia volta, o desfecho tinha de ser este! Portugal está no Europeu feminino, que no próximo ano de 2025 irá disputar-se na Suíça. Será o terceiro consecutivo para a nossa Seleção. É fundamental ganhar essa rotina de também no feminino marcarmos presença nas grandes competições internacionais, que elevam o nome do nosso País nesta modalidade. Estão todas de parabéns!
Isto numa semana em que muito se falou de futebol feminino. Mas fora das quatro linhas. No âmbito da discussão e aprovação do Orçamento de Estado para 2025, o Bloco de Esquerda apresentou proposta que deu que falar: remunerações idênticas para homens e mulheres nas seleções nacionais. «É intolerável que para fazer exatamente o mesmo, para representar o mesmo País, no mesmo desporto, na mesma competição, os homens sejam muito melhor remunerados do que as mulheres», disse Joana Mortágua. E eu concordo.
Esse terá de ser, no futuro, o caminho. Mas sou realista. Recorde-se que em Portugal é estimado que os homens, em média, recebam remunerações 17% acima das que auferem as mulheres, segundo dados conhecidos em 2022. E os salários dos futebolistas que representam a Seleção Nacional masculina estão a um nível a que muito dificilmente alguma vez as jogadoras da Seleção feminina atingirão. Mesmo que por cá fosse aplicada a regra que já se aplicou em outras latitudes, como no País de Gales, Dinamarca ou Austrália, onde os homens aceitaram receber menos (alguns casos 25% menos) que recebiam permitindo a equivalência com as mulheres sempre que representam as suas seleções.
Outras mentalidades, outras realidades e outras prioridades. Por cá muito ainda temos de lutar, até por outros objetivos mais tangíveis. Como a autonomia, a profissionalização dos clubes e da Liga de futebol feminino, por forma a que deixe de viver na sombra das receitas do masculino.
«(…) Esse crescimento do futebol feminino e modelo organizativo tem de estar na discussão nos anos vindouros. As senhoras/meninas assim o exigem e cabe a nós dirigentes definir quando isso irá acontecer», disse Pedro Proença há dias. E eu concordo!
Quando isso acontecer, talvez deixemos de sofrer tanto como sofremos em jogos como os dois últimos contra a Chéquia, seleção muito inferior à nossa, e possamos ambicionar outros patamares nas grandes competições internacionais. Porque acredito que, um dia, a nossa Seleção ganhará uma grande competição, assim como iremos celebrar a conquista de uma Bola de Ouro."

Lesões, as piores inimigas do atleta (2.ª parte)


"«É um erro comum confundir o desejar com o querer… O desejo mede os obstáculos… A vontade vence-os!...» Alexandre Herculano.
Fatores psicológicos associados à prevenção e recuperação de lesões desportivas. Avaliação do impacto emocional do atleta lesionado.
São vários os motivos que nos levam a considerar as lesões como acontecimentos negativos da vida dos praticantes. Em primeiro lugar a produção de dor e a interrupção da atividade desportiva e competitiva, com todas as consequências que daí podem advir: perda do lugar na equipa, prémios pecuniários, perda do estado de forma desportiva, etc.
Das várias ciências que justificadamente se dedicam a este fenómeno, a Psicologia do Desporto assume um significado especial, pois tem-se notado que variáveis psicológicas como a motivação, o stress, a autoconfiança, a persistência e o estado de ânimo poderão influenciar, aumentando ou diminuindo a possibilidade dos desportistas se lesionarem e nestes casos, contribuindo positiva ou negativamente, para os processos de recuperação de lesões e prevenção de futuras recaídas.
As lesões, como todos sabemos, assumem uma importância fundamental no rendimento desportivo. A longevidade e o sucesso da prática desportiva poderão estar na capacidade do atleta resistir às lesões e na possibilidade de uma boa recuperação, quando tal acontecer. De facto, uma lesão pode provocar na pessoa lesionada um estado traumático de consequências psicológicas e físicas de uma enorme imprevisibilidade.
No âmbito da prevenção e recuperação de lesões uma das questões que imediatamente se deve colocar a quem tem a responsabilidade de recuperar a pessoa lesionada, consiste na avaliação das reações comportamentais do atleta, dado que o possível abandono da prática desportiva pode conduzir a uma perda de identidade, medo e ansiedade associados à preocupação da capacidade de recuperar totalmente, gerando como consequência falta de confiança, podendo evidenciar para os atletas decréscimos significativos de rendimento.
São referidas algumas técnicas e estratégias de intervenção, tais como:
— A relação a ser mantida com o atleta deverá ser baseada na seriedade e no otimismo;
— A metodologia de treino a efetuar deve ser do conhecimento do atleta lesionado;
— O uso de competências psicológicas como a visualização mental e o treino de relaxamento deverá ser convenientemente programado;
— O atleta lesionado deverá estar preparado para ultrapassar quaisquer fatores imprevisíveis no decorrer da recuperação;
— Deve ser tido em conta uma dinâmica de apoio e ajuda emocional constante por parte das pessoas que partilham mais diretamente a vida do atleta.
Anotamos alguns aspetos fundamentais a ter em atenção para uma recuperação com sucesso:
— Formular objetivos diários para a recuperação, bem como objetivos a curto e médio prazo e utilizar algumas das técnicas já referidas; enfatizar os aspetos positivos da recuperação; descrever ao atleta a lesão, expressando sempre as imagens positivas da recuperação; estar em alerta em relação ao discurso interno, evitando aspetos negativos ao nível do pensamento, dada a intranquilidade que pode despertar; ser encorajador perante os desafios, estabelecendo rankings comportamentais ajustados á evolução da recuperação;
— Tentar recolher o maior número de informação possível acerca da lesão, da evolução da recuperação, incorporando estas temáticas na metodologia de treino.
No correspondente à Avaliação do impacto emocional do atleta lesionado, podemos referir como diagnóstico causal, desde os fatores precedentes à lesão como a aproximação de competições de maior significado, distúrbios alimentares, mudanças significativas na vida pessoal, até aos fenómenos da somatização muitas vezes caraterizados por uma longa história de dor e variadas queixas somáticas, pelo frequente uso de medicamentos e propensão para múltiplas consultas médicas, tendo como origem fenómenos vagamente definidos.
Ainda a considerar, entre outras, o estado psicológico do jogador marginalizado, porque geralmente têm tendência a ocultarem lesões, com receio de perderem a oportunidade de serem convocados; a sobrecarga de treino que se manifesta por um aumento desregulado da fadiga que acusa uma evidente instabilidade emocional no aumento e a suscetibilidade a doenças infeciosas, perturbação do sono, etc. ; os fatores psicológicos associados à lesão e a carga emocional correspondente durante a reabilitação, em que a sensação da dor, o local onde ocorreu a lesão, a perceção de culpabilidade, etc., podem estar ligados ao potencial sucesso e insucesso da reabilitação da mesma.
Ainda a referir, os momentos da ocorrência das lesões em que no caso de ocorrerem no ponto fulcral da carreira de um atleta, ou até em final de época, condicionando o regresso em forma na época seguinte, poderão ter consequências tremendas; o apoio social e emocional de pessoas significativas e importantes na vida dos atletas lesionados merece um significativo e importante interesse, pois ajuda a transmitir confiança, a enfrentar os problemas e dificuldades com mais empenhamento, gerando um aumento de perceção de eficácia e autoconfiança na reabitação com êxito; a anotar ainda as reações dos adeptos e da comunicação social que podem trazer um efeito relevante, mas que tanto pode ser positivo ou negativo, dependendo da formulação de expectativas e sua conversão nas respostas.
Para terminar esta segunda parte gostaria de referir algumas das questões mais pertinentes a fazer no processo de avaliação da lesão ou pós-lesão, valendo-me da opinião cientificamente comprovada por autores consagrados, por exemplo, Heil (1993), Buceta (1996), Williams & Roepke (1993), Sooligard (2010) e Tessitore (2008):
1 -Identificação: Em que consiste exatamente a lesão? A lesão produz muita ou pouca dor?
2 - Dor: Qual a zona do corpo que está lesionada? Está a ser administrado algum medicamento?
3 - Atividade: A lesão interfere com a atividade normal do desportista? Ou terá de interromper a atividade? Por quanto tempo? Tem limitações da prática desportiva? Quais?
4 - Hospitalização: A lesão obriga a hospitalização? Por quanto tempo? Vai ser submetido a intervenção cirúrgica? Qual? Vai aplicar-se algum tratamento imediato? Qual?
5 - Ajudas: Qual o impacto para o atleta lesionado, das medidas adotadas? Qual o tipo de ajudas?
6 - Recuperação: Qual o prognóstico da lesão? Quanto tempo para o seu reaparecimento? Poderá voltar a render como antes? Deverá restringir a atividade futura? Será provável uma diminuição das capacidades ou possibilidades de rendimento? Quando se espera que comece a recuperar? Em que consiste o trabalho de recuperação? É possível a implementação de algumas estratégias capazes de otimizar o trabalho de recuperação? E que forma é ocupado o tempo que está a recuperar?"

Um bisonte chamado Babe e a sua incontrolável atração feminina


"Babe Ruth foi uma daquelas paixões da América embora muito longe de ser um exemplo a seguir

Tratar um homem com mais ou menos o tamanho e a envergadura de um pequeno bisonte por Babe tem a sua graça. Francamente não gosto muito de basebol e percebo népias do assunto, mas não sou capaz de fugir aos grandes nomes, homens para lá da sua humanidade. Se quiser escrever sobre basebol escrevo sobre Joe DiMaggio e Babe Ruth. Ambos entraram no mundo da música por portas diferentes. Paul Simon cantava em Mrs. Robinson:
«Where have you gone, Joe DiMaggio?
Our nation turns its lonely eyes to you
Woo, woo, woo».
Já George Herman, também conhecido por Il Banbino ou por Sultan of Swat teve direito a dar o nome a uma banda inglesa dos anos 70, os Babe Ruth, que começaram por se chamar Shackloclk. Se me perguntarem qual deles foi o melhor, responderia que basebol à parte, Joltin’ Joe (o Joe Saltitante) foi o maior porque conseguiu ser uma das grandes paixões de Marilyn Monroe, o que do ponto de vista masculino é capaz de incomodar um engatatão do calibre de J.F. Kennedy, o rei do priapismo, que fazia de Clinton e da sua Mónica meninos de coro. Ou seja, em termos de amores dá um certo avanço ao Babe que nasceu muitos anos antes dele – 1914 para 1895. Giuseppe Paolo DiMaggio Jr. (the Yankee Clipper) era produto de uma família de emigrantes italianos; Geore Herman Ruth Jr. descendia de alemães que fugiram para os Estados Unidos. Se vos faz sentido acrescento que o primeiro era um ‘pitcher’ e o segundo era um ‘center field’. E a partir daqui peço mil perdões mas, sinceramente, desembrulhem-se.
Quando me dá para escrever sobre grandes personagens da história do desporto, isto é, todas as semanas, tenho tendência para procurar os momentos das suas mortes. Às vezes são grandes vivos mas fracos mortos. Babe Ruth não recusava o seu copinho de ‘bourbon’ (Joe era era um piancho de espaventar ornitorrincos) e foi avisado desde cedo pelos médicos para ter juízo. Nunca teve. Honra lhe seja feita, e ponto final. Quando um sujeito só encontra consolo no fim de uma garrafa há que ir ter com ele ao fundo da garrafa. Ou mandá-lo às malvas, cada um escolha de que lado quer ficar. A partir do final da II Grande Guerra, George percebeu que estava praticamente cego do olho esquerdo e mal conseguia engolir um copo de água, logo ele que não era propriamente um apreciador desse líquido inodoro, incolor e insípido. Diagnosticaram-lhe um nasopharyngeal carcinoma, ou seja, por palavras mais lhanas, um cancro na laringe e nas fossas nasais. Nada de muito simpático, convenhamos, logo para um tipo que irradiava simpatia. Se a nação virava os seus olhos solitários para Joe DiMaggio, também não deixou de se debruçar sobre o sofrimento de Babe Ruth. Era o que faltava! Depois de vários estudos científicos, os esculápios decidiram que o bicho que corroía Herman por dentro tinha sido alimentado por um abuso excessivo de tabaco. Isto num tempo em que nos Estados Unidos tinham pelas estradas todas cartazes com atores de Hollywood a celebrarem o benefício do consumo de Lucky Strikes. Babe, que pelo caminho perdeu 36 quilos, deixando de ser um bisonte para se parecer mais com um vitelo, nasceu rodeado de mortes: o n.º 16 de Emory Street, no bairro de Pigtown, em Baltimore, morada do seu avô materno, Pius Schamberger, foi palco de um nunca mais de crianças mortas, digno do Kindertotenlieder de Gustav Mahler. Dos sete filhos de Herman Sr. e da sua mulher Katherine sobreviveram à infância George e a sua irmã mais nova Mamie. Tornou-se um tipo agradável para o povo, sobretudo porque o seu jogo bruto valia vitórias às suas equipas, sobretudo os Boston Red Sox e os New Yor Yankees, mas nunca falava sobre o passado, provavelmente por jamais ter engolido a estranha decisão de os pais o enfiarem num orfanato a partir dos sete anos. A frase que repetia mais vezes tornou-se o seu lema: «It’s hard to beat a person who never gives up!». Ficou rico, chegou a ganhar mais de 52 mil dólares por ano (em 1922!), ia abusando de whisky e atravessava-se no caminho de todas as mulheres, somava ‘home-runs’ até ao exagero, enchia estádios mas, depois da reforma, não arranjou quem lhe arranjasse o lugar de treinador com que tanto sonhou. Já escalavrado de forma definitiva pelo cancro, não deixava de ter amantes. Era um vício. Não foi por acaso que um dia respondeu assim ao seu patrão nos Yankees: «Prometo ir com calma com a bebida e ir para a cama mais cedo, mas nem por ti, nem por 50 mil dólares ou por 250 mil dólares largarei as mulheres. É demasiado divertido»."

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Campeões da Europa na Luz...

Benfica 0 - 3 Trentino
20-25, 23-25, 19-25


Acabámos por fazer o possível, num momento complicado, com um Central lesionado, com o Japa num mau momento e o Pablo a regressar de lesões (mais uma)... numa época, que não está a correr bem!
Foi pena no 2.º Set não termos conseguido a vitória!

Boa notícia, é a integração completa do Nivaldo, depois dum início de época tremido, é neste momento o nosso principal pontuador...

Não sei se o Micheletto é o melhor jogador do mundo actualmente, mas é provavelmente o mais impressionante, incrível a altura que ele remata!!!

Derrota...

Corruptos 35 - 29 Benfica
16-15

Entrámos mal, mas até ao intervalo recuperámos... mas sem o Borges, perdemos muita eficácia na defesa! E quando se marca 1 Livre de 7 metros, em 5 tentativas, não se pode ganhar

Benfica: Reabertura


"Em curto espaço de tempo, duas candidaturas que o Benfica, sem dúvida, reforça. Reabrem-se as portas dos mais importantes objetivos da época. Um confronto europeu de exigência máxima ultrapassado na raça e na capacidade artística de Di María, mesmo que no limite das suas forças. Depois de um início receoso e consequente golo sofrido que não prometia nada de bom, Pavlidis aproveitou um erro para empatar quando já decorria a segunda parte e a urgência crescia. Mais tarde e novamente em desvantagem, foi à boleia de dois cruzamentos perfeitos que os substitutos Arthur Cabral e depois Amdouni seguiram, carimbando a valiosa vitória. Três avançados a marcar é uma bênção para qualquer equipa. Sucesso com reviravolta é sempre dramático e desgastante, mas sem dúvida ganha um sabor mais apurado.
Tomás Araújo destacou-se muito em ambos os jogos. Afinal, nada de novo. Defende cometendo poucas faltas (nenhuma cometida em Arouca!) e descobre com o seu passe longo os colegas mais próximos da baliza. Parece fácil. Araújo afirma-se nesta fase como dos mais indiscutíveis da equipa. Talvez seja apressado dizê-lo, mas olhando às qualidades que possui, é difícil lembrar alguém parecido na história do nosso futebol. Eficiente e correto. Longe vai a repressão a que os pobres avançados estavam sujeitos no meu passado... Hoje, a agressividade dos centrais é controlada, a bem do espetáculo e das canelas adversárias.
Chegado, então, o fim deste ciclo, objetivos estão cumpridos com distinção numa escalada intensa de complicados obstáculos.
Agora está, finalmente, em curso a primeira semana normal de trabalho desde a chegada de Bruno Lage ao Benfica. Uma raridade para aproveitar!

NOVO TRIO
Nota prévia: sou fã de Ruben Amorim, tal como a grande maioria dos adeptos portugueses. Curiosamente, a única assinatura de contrato em que estive com Rui Costa, então diretor desportivo, aconteceu quando se mudou do Belenenses para o Benfica. Muito, entretanto, se passou e o que mudou está bem à vista.
Na atualidade, acompanhando com expetativa o seu trajeto, confesso que me confundi com um par de substituições feitas na estreia europeia na sua nova casa.
Contra um adversário pouco ilustre (Bodo/Glimt...), mas que tem feito obra, o trio de habituais defesas escolhidos por Amorim passou, inicialmente, por um lateral adaptado (Mazraoui) e dois centrais frequentemente utilizados (De Ligt e Lisandro). Até aqui tudo bem. Mas depois, com o resultado ainda perigosamente em aberto, as opções passaram por manter o lateral adaptado, acrescentando mais duas adaptações: um médio experiente, mas que já teve melhores dias (Casemiro), e mais um lateral há pouco regressado de lesão (Luke Shaw), retirando os únicos centrais em campo...
Numa exigente Liga Europa, imagino o que terão pensado os próprios substitutos chamados ao jogo: 'Vou jogar onde? No lugar de quem?' A verdade é que o Manchester United, mesmo com dificuldade, venceu, até com o recorde mundial de três centrais adaptados de uma só vez a ser batido. E o que terá pairado no ar de estranho para alguns observadores, acabou por durar pouco. A força da vitória imediata sobre o Everton reafirmou a necessária confiança.
Afinal, são os primeiros e diferentes passos numa nova casa de um líder especial sobre quem recaem enormes expetativas. Força, Amorim!

A UNHA
Insólito o episódio mostrado ao mundo por Pep Guardiola, no final do último jogo europeu do Manchester City. O treinador, referência para muitos adeptos e treinadores, despido de qualquer capa, vulnerável como muitos. Evidente frustração pelo empate sofrido depois de uma vantagem de três golos, traduzida em ferimentos na face provocados pelo próprio (!). Guardiola é dos treinadores de maior êxito desportivo da história.
Sucesso desportivo ímpar e da estabilidade económica nem falar, que é aquilo que todos os simples mortais ambicionam. Da unha afiada, Guardiola passou por um despropositado tom de humor, mas corrigiu com um alerta público sobre o problema da automutilação. Esclarecer e admitir uma fraqueza ou patologia faz parte da nobreza e humildade humana. Este episódio foi assustador, mas real.

ARTUR JORGE
Num país onde ser treinador de futebol já é especialmente difícil, mais complicado se torna quando o mister chega de um país pequeno e íntimo parceiro histórico do gigante anfitrião. Mais uma conquista retumbante de um dos nossos treinadores na Taça dos Libertadores da América, no caso Artur Jorge no Botafogo, competição rainha da América do Sul. Já é o terceiro... Parabéns!"

O caso inspirador de Tomás Araújo


"O central que precisou de sair da zona de conforto e melhorar naquilo em que António Silva era melhor que ele. Nem todos podem ser Rúben Dias ou Gonçalo Inácio

Guarda-redes e defesas centrais devem ser as posições mais sensíveis de gerir na formação dos grandes clubes. Devido à diferença de valor, qualidade e condições (entre treinar todos os dias ou apenas três vezes por semana, por exemplo), vemos na distrital de Lisboa (a realidade que conheço melhor) ou nas competições nacionais a superioridade dos clubes de maior dimensão sobre os demais nos escalões jovens, em que o processo ofensivo tende a ser mais valorizado ou, pelo menos, mais sistematizado em função do volume de jogo – simplesmente porque repetem mais vezes os movimentos e dinâmicas.
As equipas B e sub-23 vieram dar uma ajuda cá em cima, mas ainda se nota o défice competitivo nos guardiões e centrais por falta de maior exposição ao erro. Ainda recentemente um treinador recordava-me que os guarda-redes da formação dos grandes jogam melhor com os pés do que com as mãos porque aprendem muito sobre a integração do processo de construção e dedicam-se menos àquilo que no fundo é a sua primeira exigência: defender. Só o fazem nos treinos.
E depois há a questão do perfil: aqueles que têm uma capacidade de adaptação muito rápida à subida de exigência e outros que precisam de passar por um processo de transição. Podemos apontar o exemplo de Diogo Costa na baliza do FC Porto ou Rúben Dias e Gonçalo Inácio no eixo defensivo de Benfica e Sporting, respetivamente: foram crescendo à medida que iam caminhando. São fortes tecnicamente, sim, mas tão ou mais ao nível mental. A diferença está aqui.
Mas nem todos são iguais e não é por causa disso que haja maior perda a médio ou longo prazo. Basta olhar para António Silva e Tomás Araújo no Benfica: Silva foi um caso de sucesso no futebol sénior com Roger Schmidt ao passo que Araújo precisou de sair da sua zona de conforto. Mas quando olhamos para o percurso entretanto feito por ambos chegamos à conclusão de que António Silva cresceu menos do que se esperava (não consegui vislumbrar evolução na época passada face ao ano anterior) e Tomás Araújo melhorou, e muito, com o empréstimo ao Gil Vicente, afirmando-se hoje como um titular absoluto nas águias. Com inteira justiça.
O ano que passou em Barcelos fez muito bem a Araújo porque ali aprimorou o que lhe faltava em comparação com o colega de setor: a capacidade de estar permanentemente ligado ao jogo, alinhando desta vez no lado do mais fraco e não do mais forte, sendo constantemente posto à prova. E ao erro. Em boa verdade, o 44 dos encarnados passou por uma etapa semelhante à de centrais como Jorge Costa ou Ricardo Carvalho que por uma ou outra razão tiveram de sair para ganhar calo – ou, para dar um exemplo mais recente e numa outra escala, o caso de Eduardo Quaresma no Sporting, que perdeu muitas fragilidades após cedências a Tondela e Hoffenheim e em certo período da época passada assumiu-se como titular de Ruben Amorim.
Só o tempo dirá se o sucesso de Tomás Araújo no Benfica é momentâneo ou prolongado, mas não há dúvidas de que a curva de aprendizagem é elevada, defendendo bem frente aos fortes e atacando bem (o que o diferencia de António Silva) diante dos mais fracos. É cedo para adivinhar qual deles terá o futuro mais risonho, mas não estaremos enganados se dissermos que o perfil de Araújo se enquadra mais no futebol de uma equipa que gosta de dominar a partir de trás e Silva encaixa como uma luva num modelo à base de transições, tal como Schmidt gostava. Mas o mesmo Schmidt que fez tudo para não deixar cair Tomás Araújo. Bruno Lage está a aproveitá-lo."

Lixo anti-Benfica!

Recordar...

A sério?!

Noção...


"Durante muitas semanas (meses até), falar em más arbitragens era quase tabu. Aí de quem dissesse que era prejudicado pelos árbitros - especialmente se fosse o Benfica - já que o que se argumentava era que o Sporting era o mais forte e "joguem mas é à bola".
Agora, de repente, toda a gente quer falar em erros de arbitragem. Será é porque o Sporting afinal não é tão forte como a imprensa nacional enviesada sempre nos quis vender? Bastaram 2 derrotas seguidas para essa mesma imprensa tenha chegado a esta conclusão!? Afinal a SUPER MEGA ESTRUTURA não sabe tudo, nunca falha e não acerta em todas as decisões?
Noção precisa-se!!"

RND - 45 minutos...

Guess the City....

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Águia: Diário...

Fora de Jogo 90+3' #12 - parte I - Cândido Costa

Observador: E o Campeão é... - Bonjour, Suíça, aqui vamos nós!

Zero: Tema do Dia - Portugal está no Europeu feminino: os tópicos da qualificação

Zero: Negócio Mistério - S03E12 - Casillas no FC Porto

Mata Mata - Artur Jorge Faz História, Futebol Nacional (1ª e 2ª Liga) e os primeiros passos de Amorim no United!

Zero: Senhoras - S05E14 - Próxima paragem: Suiça!

As Mulheres a fazerem história


"A Seleção Nacional de futebol feminino marca presença no terceiro Europeu consecutivo. Até 2017 nunca tinha estado numa fase final de grandes competições. Poucas coisas na vida surgem por acaso

A Seleção Nacional de futebol feminino escreveu na terça-feira uma das mais bonitas páginas da sua história. A luta começou há muitos, muitos anos, e acaba de ser plasmada num livro que conta, justamente, todo o percurso da equipa nacional até este ponto, aquele em que se atingem fases finais de grandes competições, sejam europeias ou mundiais. Até 2017, Portugal nunca tinha estado numa. Daí para cá vai no terceiro Europeu consecutivo e esteve num Mundial, falhando de permeio a presença na fase final de 2019. A Mary Caiado, autora do tal livro — História do Futebol Feminino, da Cultura Editora e parte integrante da coleção Livros FPF — deve estar muito contente pelo feito das Navegadoras e ao mesmo a tempo a pensar que vai ter mais trabalho, no futuro, se quiser continuar a escrever esta história.
«Navegar é preciso, viver não é preciso.» Na primeira página de hoje, A BOLA homenageia as Navegadoras pelo feito com esta frase. Terá sido proferida originalmente por um general romano, foi tomada por Fernando Pessoa para enriquecer ainda mais a sua poesia, Caetano Veloso pegou nela para escrever Os Argonautas, a pedido da irmã Maria Bethânia, que a cantou pela primeira vez. Ao apropriar-se da frase, o poeta, autor, compositor, cantor, ativista, ator, pensador, político — génio pode ser um bom resumo — deu à canção um título que remete para a mitologia grega.
Roma, Grécia, Brasil, Portugal. Há nesta frase — «Navegar é preciso, viver não é preciso» —, conjugada com a felicidade de quem escolheu o nome de guerra desta Seleção feminina, um sentido quase épico da procura de um bem maior e comum.
É isso que a Seleção feminina de futebol tem feito nos últimos largos anos e, fruto de uma aposta pensada e estruturada, consegue na última década colher frutos que jamais terão sido imaginados, a não ser pelos líricos e líricas que na década de 80 do século 20 acreditavam que um dia o futebol poderia, também, ser das Mulheres.
Na terça-feira, dias depois de quase ter lotado o Estádio do Dragão na primeira mão do play-off, a equipa de Francisco Neto foi à Chéquia vencer e carimbar a presença no Europeu. Não se chega de barco de Portugal à Suíça, o que podia estragar a metáfora das Navegadoras. Mas não: é mesmo «por mares nunca dantes navegados» que se está a escrever uma nova história. A Mary Caiado vai ter muito trabalho nos próximos anos."

Observador: Três Toques - O ténis diz adeus a mais um gigante

Zero: 5x4 - S05E14 - O que se retira da ronda de Elite?

Sorteio amanhã


"São vários os temas na BNews, com destaque para os jogos agendados para esta quarta-feira e o sorteio da fase de grupos do Mundial de Clubes.

1. Possíveis adversários
O Mundial de Clubes realiza-se nos Estados Unidos da América, de 15 de junho a 13 de julho do próximo ano. Na primeira fase da competição, os 32 clubes (12 da UEFA, 6 da CONMEBOL, 5 da CONCACAF, 4 da AFC, 4 da CAF e 1 da OFC) são distribuídos por 8 grupos.
O Benfica está integrado no pote 2, sabendo, assim, que não defrontará, na fase de grupos, Chelsea, Inter, Borussia Dortmund, Atlético de Madrid, Juventus, FC Porto e FC Salzburgo. São apurados para os oitavos de final os dois primeiros de cada grupo.
O sorteio é amanhã, às 18h00 continentais, em Miami, com transmissão em direto na BTV.

2. Triunfo robusto
Os Sub-23 do Benfica venceram, por 1-5, na visita ao Farense.

3. Contributo para as seleções
Carole Costa, Catarina Amado e Andreia Norton participaram na vitória de Portugal ante a Chéquia que garantiu o apuramento para o Campeonato da Europa 2025. Marit Lund atuou pela Noruega e Marie Alidou pelo Canadá.

4. Agenda do dia
O Benfica recebe o atual campeão europeu Trentino, de Itália, na 1.ª mão dos oitavos de final da CEV Volleyball Cup (19h00). Também na Luz, a equipa feminina de basquetebol defronta o Esgueira às 21h30. Em andebol, o Benfica visita o FC Porto (20h30).

5. Ausência explicada
O Benfica, vencedor do troféu na época passada, não participa na próxima edição da Futsal Women's European Champions.

6. Livro apresentado
A glória do Benfica, António Simões, conta as suas memórias em livro escrito por Rui Miguel Tovar e prefaciado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

7. Iniciativa do Museu
O atual e o antigo Estádio da Luz, cujo 70.º aniversário da inauguração foi no passado domingo, esteve em foco na iniciativa "Dois templos, uma fé".

8. 67 anos do boxe em análise
Em entrevista à BTV, Paulo Magalhães fez uma breve viagem pela história da modalidade no Clube.

9. Casa Benfica Caldas da Rainha
Esta embaixada do benfiquismo comemorou 72 anos de serviço à causa benfiquista."

Sports Market Makers #25 - CNRD...

Obrigação de registo


"A inscrição de jogadores nas respetivas associações ou federações desportivas é condição para a prática da modalidade em provas oficiais, sejam elas de carácter competitivo sejam de recreação e lazer. Tomando como exemplo o futebol, vejamos o que dizem os regulamentos a este respeito.
De acordo com o artigo 10.º do Regulamento do Estatuto, Categoria, Inscrição e Transferência de Jogadores (RECITJ) da FPF, «A participação de jogadores em provas oficiais da FPF, das associações distritais e regionais, da LPFP e das Entidades protocoladas está dependente de registo/licença válido». Logo no artigo seguinte, o 11.º, é referido que «1. Para poder exercer a atividade desportiva competitiva ou de recreação e lazer, o jogador tem de ser registado na FPF como amador ou como profissional» e que, com tal registo, «2. (…) o jogador fica obrigado a cumprir e respeitar os Estatutos e Regulamentos da FIFA, da UEFA e da FPF». Por fim, o artigo 35.º, n.º 1 de tal Regulamento, esclarece que «Apenas os jogadores inscritos na FPF estão habilitados a participar em jogos oficiais por um clube, sob pena de irregularidade».
Ou seja, acolhendo um jogador no seu seio, um clube tem o dever de o registar junto da respetiva Associação/Federação, de modo a que este esteja habilitado a competir em provas oficiais.
A utilização, em prova, de jogador que não esteja regularmente inscrito pode dar origem à aplicação de sanções disciplinares severas ao respetivo clube e até mesmo ao próprio praticante. Assim, é do interesse de todos os envolvidos garantir o cumprimento deste dever."

Atypical: Holidays Abroad Hit Different... | Trey's Slice of Life Ep. 2