Últimas indefectivações

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Densidade competitiva no futebol (água a mais também mata a planta!)


"Num ano de profundas alterações competitivas ao nível da nova metodologia das competições europeias, Liga das Nações e Mundial de Clubes, associando os jogos da Liga Portugal, Taça da Liga e Taça de Portugal, vemos a oportunidade dos jogadores que estejam presentes nestas andanças realizar jogos de 3 em 3 dias, podendo atingir no final de época mais de 60 jogos… É obra!
Sabemos que os jogadores, por vezes limitados pela ausência prolongada em treinos nos clubes de origem, inseridos noutros perfis de exigência técnica, tática, competitiva e emocional, com distintas equipas técnicas e por vezes com diferentes objetivos de conquista, podem ver comprometidas alguma respostas comportamentais, nomeadamente ao nível do espírito de coesão de grupo, que nalguns casos o vapor do êxito propaga e aquece, e noutros casos a marca do insucesso dissimula e constrange.
Deste modo a tal filosofia do treino para o jogo ou do jogo para o treino, merecer a alta qualificação de liderança por parte do treinador como gestor de recursos humanos, com vista à obtenção de sucesso, será fundamental avaliar de forma continuada tanto em termos somáticos, como cognitivos, como comportamentais, o estado de competências dos seus jogadores e anotar os traços da sua personalidade daqueles que perante este fenómeno estarão mais disponíveis para exibir esse marco vibracional de entusiasmo, agarrando o futuro com mais esperança.
No que concerne à densidade competitiva, a ciência do treino desportivo, em termos energéticos, refere que as 72 horas entre jogos será tempo suficiente para repor os níveis de glicogénio e as fontes energéticas ao nível básico de Vo2 Max (consumo oxigénio), mas nada refere neste caso de acumulação de tantos jogos em sequência, nem as horas em que se realizam, nem as consequências inerentes aos resultados obtidos e/ou rendimento apresentado, nem as alterações climáticas e sequentes fusos horários a ultrapassar pelo jet lag existente que globalmente conduzem a situações de dessincronização dos ritmos biológicos, gerando, como temos vindo a referir, maiores manifestações de fadiga, maiores dificuldades de concentração, maior irritabilidade ao desgaste, diminuição do estado de alerta, alterações do ritmo cardíaco, etc.
Creio que se torna fundamental então treinar, apenas e quase só para recuperar. Neste âmbito julgo pertinente recorrer a outras estratégias que, associadas, podem ajudar a complementar o afastamento duma síndrome de fadiga e possível estado de maior prevalência de lesões. Estudos realizados até ao momento entre os maiores clubes europeus referem a existência duma média de 7.9 lesões em cada 1000 horas de treino, confrontando as 29 lesões em cada 1000 horas em competição, sendo a maior percentagem ao nível muscular e osteoarticular. Será importante abrir aqui um parêntesis, no sentido de avaliar neste âmbito as consequências referenciadas a este nível, duma elevada densidade competitiva dos jogadores nas provas para as quais se viram convocados. Mas sobre esta temática, valerá a pena voltar um dia a uma reflexão mais profunda, naturalmente após verificar alguns resultados apresentados.
No sentido de valorizar o contributo para uma possível adaptação aos microciclos semanais de treino, apresento algumas sugestões, que me parecem de maior relevância:
— Treinos curtos em volume e de média/alta intensidade, com intervalos longos, valorizando a compensação hídrica e respiratória;
— Inserir no processo de engenharia ambiental de treino as técnicas que sejam capazes de promover a confiança dos jogadores, assegurando-os e encorajando-os na capacidade de serem bem-sucedidos;
— Reformular os objetivos de conquista, (curto, médio e longo prazo) — difíceis e desafiadores, comparando a análise de ranking de sucesso de complexidade crescente;
— Operacionalizar nos processos de treino, as técnicas de redução de stress e ansiedade (individual e coletivo), utilizando as técnicas de relaxamento muscular progressivo, imaginação, respiração e visualização mental, simulando as condições adversas, passíveis de consciencializar as tomadas de decisão antecipadas de previsível sucesso;
— Sempre que possível esta administração metodológica deverá ser realizada nos espaços de jogo e especialmente nas zonas de maior fluxo exibicional, podendo e devendo ser aclaradas com um processo de autocomunicação, onde podem intervir focos de irradiação mediática causadores de muita felicidade e bem-estar social, clubística, familiar e profissional;
— Estabelecer planos de atenção superior com objetivos bem claros, eliminando aspetos circundantes e supérfluos, mas devidamente realistas, capazes de criar um estigma de orgulho no símbolo que representa. Já referi por diversas vezes que as expressões mentais convertidas em ato tornam-se mais reveladoras na tomada das decisões, sendo mais eficazes para obter o sucesso, e perduram mais no tempo.
Nesta fase de abrangência competitiva altamente desgastante, as condicionantes biológicas, fisiológicas, atléticas e funcionais devem seguir com rigor a inserção das componentes comportamentais no plano de recuperação do esforço. Jamais esquecer uma instrumentalização duma cultura de honestidade, autenticidade, ética, resiliência e altruísmo para gerar as melhores condições dum estado de crença, que Norman Cousins (1915-1995) refere: «Este estado de crença também pode gerar biologia como força motriz de intencionalidade energética onde se atestam comportamentos, ajustam desejos, invocam convicções , acabando por bater nas portas onde habita o sucesso»…E são tantos os exemplos que se nos oferecem esses relatos fantásticos de apoteose exibicional e que alguns, desatentos, cognominam de sorte!
Os caminhos da aprendizagem transformam-se em projeto e mudança. Os processos que estão na base do treino orientado para o sucesso advêm dum postulado já referenciado nos finais da década de 70, em que o nosso querido Professor Doutor Manuel Sérgio a este propósito dizia: «Não pode haver preparo físico independente do modelo do jogo, adiantando que na preparação física, técnica, tática psicológica, o todo é uma referência constante pela sua complexidade, onde a ciência e a consciência não se podem limitar aos gastos energéticos e neuromusculares. A importância de trazer à planificação do treino não apenas a educação de físicos comprovadamente atléticos ou técnicos estruturalmente eficazes, ou táticos substancialmente competentes, mas a educação do que está para além do jogador que é o homem como pessoa. Estamos no confronto com pessoas pelo movimento intencional de transcendência em que do corpo em ato emerge a carne, mas também a paixão, o sangue, a rebeldia, as emoções e os sentimentos — tudo isto visando a transcendência ou a superação.»
Nos dias de hoje, através de uma dinâmica de intervenção ou planificação do treino, é possível a reconstrução dum modelo operacional, e após a avaliação de várias competências dos jogadores poderemos atestar comportamentos, ajustar desejos, invocar convicções e partir para nova viagem de sonho onde possa habitar o êxito.
Deste modo procuramos atenuar o fardo das cargas em estado difícil de gerir pelo desgaste, provocado pela densidade competitiva, por um lado, e por outro lado aumentamos o foco pela inteligência emocional, como garantia do estado de forma do jogador.
Acuso alguns exemplos que podia confirmar o estado de forma duma equipa e dos jogadores que dela fizeram parte, em que estas vertentes foram trabalhadas de forma seriamente comprometida, em semanas para as quais se antecipavam jogos de dificuldade máxima, e nos momentos de descanso ativo, se viram ativados estes ciclos de intervenção, com resultados simplesmente notáveis, muito embora, claro está sem a fobia e complexidade duma densidade competitiva, tal como se nos apresenta o calendário nesta época.
Seria injusto caso não voltasse a referir o que está plasmado na tese da intencionalidade operante, por parte do nosso sempre amado Professor Manuel Sérgio, que nos garante que é a partir do tónus mental e emocional que cada sujeito cria a própria realidade. Deste modo bem podemos explicar o contributo inestimável de consciência ancorada num estado e alegria e felicidade, que permite obter um estatuto pleno dum ganhador.
E as equipas felizes transportam no seu seio uma energia autenticada pela segurança no que querem fazer, ocultando o que têm de evitar, sendo capazes de produzir relações de elevada estabilidade, validadas pelo sucesso alcançado. Os elementos que delas fazem parte estabelecem um clima de reações mais estável e, porque possuem um sistema imunitário mais resistente e duradouro, fazem das causas participativas, no viver e no treinar, os melhores instrumentos para atingir resultados de sucesso e ainda porque, e repito-o: «Cada gota de suor terá sempre de conter um grão do pensamento.»"

O verdadeiro valor do Desporto


"O desporto é mais que uma atividade ou entretenimento, e o baixo investimento revela uma negligente compreensão do seu impacto. Após pressão, os 42,5 milhões no orçamento de estado para 2025 foram corrigidos e classificados como apenas «uma inconsistência na classificação dos valores», certo é que refletem sem dúvida uma inconsistência nas políticas públicas. Não se trata apenas dos decisores, também a sociedade que por tantas vezes de forma quase imoral crítica os resultados e prestações dos atletas nacionais permanece silenciosa perante estes números. Não se trata de uma questão partidária, trata-se sim se uma questão de cultura, de mentalidade.
Portugal é um dos países mais sedentários da União Europeia, com 64 % da população a praticar menos de 1h30 de atividade física por semana. A inatividade aumenta em 20 % o risco de doenças cardiovasculares, uma das principais causas de morte. Na infância, 31,9 % das crianças entre os 6 e os 8 anos têm excesso de peso, e 13,5 % são obesas. Apesar destes dados alarmantes, investimos apenas cerca de €40 por habitante no desporto, muito abaixo da média da UE: €113.
Ora serve também este artigo para recordar que o desporto ocupa 7 funções essenciais na sociedade: Função Física (promoção da melhoria da saúde e condição física, bem como prevenção da doenças), Função Psicológica (promoção do bem-estar mental, competências emocionais e estilos de vida saudável), Função Social (promoção da integração social, combate à exclusão social e promoção de competências sociais), Função Educativa (promove a aquisição de valores essenciais à vida em sociedade e o desenvolvimento individual), Função Económica (a indústria do desporto gera emprego e rendimentos, além disso os eventos desportivos têm uma forte componente de atração turística), Função Recreativa (fonte de diversão, lazer saudável, entretenimento e qualidade de vida) e, ainda, Função Cultural (veiculo para a promoção e divulgação de identidade e culturas locais).
Bem sei que o valor foi corrigido! Contudo continuo a considerar que 54.5 milhões previstos de investimento no desporto ficam aquém do desejável para uma sociedade evoluída. O investimento no desporto não é apenas para o desenvolvimento desportivo, não se resume a títulos ou medalhas. Investir no desporto é investir na saúde, na coesão social, na segurança, é investir na educação, na economia e na cultura. O investimento no desporto não trará apenas ganhos na área desportiva, mas poderá contribuir a médio longo prazo para a redução dos custos com a saúde e segurança do país."

A Senhora da Gadanha desprezou a filosofia


"Perfumo não foi apenas um dos melhores centrais argentinos de sempre: foi um pensador do jogo

Roberto Alfredo Perfumo era um homem que pensava muito. Na girândola do jogo e na vertigem da bola, ganhava tempo para si próprio. Alimentava ritmos, dava ordens, vigiava os companheiros. Um dia contou: «O meu mestre, Ernesto Duchini, quando me apanhou nas equipas jovens da Argentina, queixava-se de que eu era demasiado individualista. Certa vez, num treino de conjunto, interrompeu o jogo e gritou – ‘¿Quierés jugar solo? Bueno…’ Tirou de campo a minha equipa toda e deixou-me a jogar sozinho contra onze. Em cinco minutos já tinham marcado 15 golos e eu com os bofes de fora». Cresceu aprendendo. Primeiro no Pulqui, uma equipa de Sarandí, a cidade onde nasceu no dia 3 de Outubro de 1942. Depois, no River Plate e no Racing, deram-lhe a alcunha de El Mariscal, O Marechal. E a braçadeira de capitão. Começou por jogar no meio-campo mas recuou para central. Dali via melhor o jogo e podia orientar os camaradas como se montasse um cavalo branco no centro da batalha. Filosofava sobre o tema da liderança numa equipa: «Está el líder de tarea: que es el que tiene la pelota durante el juego; el líder de estrategia: que es el que la recompone o la afirma cuando está detenido el partido; y el líder de vestuario: el caudillo o cacique; todos detrás del gran jefe, que es el entrenador; los demás son todos indios». E acumulava em si uma multiplicidade de estilos.
Foi com ele que o Racing se tornou a primeira equipa argentina a ganhar a Taça Intercontinental, batendo o Celtic. 4 de Novembro de 1967. Roberto reclamava publicamente antes do jogo decisivo, desempate em Montevidéu: «Vivemos um mito. O mito de que os europeus correm mais do que nós. Depois de termos jogado em Glasgow, apesar da derrota, não consegui ver isso. Não, eles não correram mais do que nós. Tivemos medo e nenhuma razão para ter medo».Em seguida colocou as coisas de forma simples se bem que intraduzível: «La única forma de desordenarlos es con garrote. Se van a enojar, y ésa es la chance que tenemos; que se enojen y no jueguen». Quarenta anos mais tarde escreveu um artigo no diário Olé. Nele explicava a maneira como esse Racing tinha sido construído: «No terceiro jogo, o Basile, que jogava a meu lado no centro da defesa deixou-se expulsar de forma ingénua. Quando saiu de campo disse-me: ‘Roberto, toma conta da nossa defensita’. E eu com vontade de o mandar para o mesmo sítio por onde tinha nascido. ‘Ese era nuestro Racing, liderado por Pizzuti, un maestro en el arte de manejar y disciplinar a una manga de hijos de puta que ni sabían en qué cancha jugaban y que estuvieron 39 fechas invictos’».
Em 1974, no Mundial da Alemanha (ainda Ocidental), Perfumo foi o capitão da Argentina no jogo contra a Holanda. Um massacre de 4-0 com dois golos de Crujff mais um de Krol e outro de Rep. A teoria de Roberto caía por terra ao mesmo tempo do que toda a selecção albi-celeste. Os europeus não se limitaram a correr mais como correram melhor e por todo o campo como diabos enraivecidos vestidos de cor-de-laranja. Mais tarde, também filosofou sobre Crujff: «Era impossível controlá-lo porque era ele que te marcava. Aparecia sempre por detrás do seu marcador. Às vezes parecia parado mas nunca se podia confiar nisso. Recebia a bola, levantava a cabeça e arrancava a uma velocidade que nos deixava mortos. Nos primeiros cinco metros era letal. E, na grande-área, encontrava a baliza com uma facilidade incrível. ‘Se te iba y era gol’».
Na Argentina, durante décadas, as palavras de Roberto Alfredo eram escutadas ou lidas com uma espécie de veneração. Tornou-se um comentador inimitável pela forma como construía as suas teorias e as apresentava de uma maneira translúcida, requintada e ao mesmo tempo popular. Em 1997 publicou um livro no qual espelhava toda a sua sabedoria: Jugar al Fútbol. Bíblia de muitos treinadores, jogadores e jornalistas. A morte veio ao seu encontro quando tinha 73 anos e foi muito pouco filosófica: ao sair de um restaurante em Puerto Madero, nos arredores de Buenos Aires, tropeçou num atilho desatacado de um sapato e mergulhou pela escadaria à sua frente. A cabeça rachou-se na dureza de um degrau. A Senhora da Gadanha mostrava, mais uma vez, que não tem respeito por ninguém. Nem por aqueles que amam a filosofia como acontecia com Perfumo…"

Rabona: Mbappé

Bolso: 2004/05 - Talismã Mantorras!

Atypical: Did you miss me??

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Cortinas de fumo

Para quando?!

Terceiro Anel: Bola ao Centro #67 - Fantasmas do passado!

RND - 45 minutos...

Águia: Diário...

Derrota na Alemanha...


Chemnitz 103 - 75 Benfica
32-17, 25-16, 22-21, 24-21

Mau jogo, com jogadores fora de forma, ainda sem coletivo, contra um adversário inspirado na longa distância!!!

Os adiamentos das jornadas da Liga, com vários jogadores a regressarem de lesões (dois ainda de fora...), sem ritmo, foram fatais!

Ainda vamos ter 3 jogos em casa, apesar das duas derrotas nada está perdido, mas temos que recuperar rapidamente...

Procuradores e Juízes !!!


"É a comarca de Setúbal do Ministério Público, quem deduz a acusação ao SL Benfica.
O Procurador Coordenador da comarca de Setúbal é o Presidente da Assembleia Geral do Sporting.
E é que nem mesmo com as palavras do juiz Carlos Alexandre, no despacho referente ao processo dos e-mails, é suficiente para que estas pessoas meterem o bom senso à frente da clubite doentia e radical:
“ℍ𝕠𝕦𝕧𝕖 𝕦𝕞𝕒 𝕤𝕦𝕓𝕧𝕖𝕣𝕤ã𝕠 𝕡𝕣𝕠𝕡𝕠𝕤𝕚𝕥𝕒𝕕𝕒 𝕕𝕠 𝕤𝕖𝕟𝕥𝕚𝕕𝕠 𝕕𝕠𝕤 𝕖𝕞𝕒𝕚𝕝𝕤 𝕕𝕚𝕧𝕦𝕝𝕘𝕒𝕕𝕠𝕤, 𝕔𝕠𝕞 𝕠 𝕚𝕟𝕥𝕦𝕚𝕥𝕠 𝕕𝕖 𝕗𝕒𝕫𝕖𝕣 𝕔𝕣𝕖𝕣 𝕢𝕦𝕖 𝕖𝕤𝕥𝕒𝕣𝕚𝕒 𝕖𝕞 𝕔𝕦𝕣𝕤𝕠 𝕦𝕞 𝕡𝕣𝕠𝕛𝕖𝕥𝕠 𝕔𝕠𝕣𝕣𝕦𝕡𝕥𝕚𝕧𝕠, 𝕢𝕦𝕒𝕟𝕕𝕠 𝕕𝕠𝕤 𝕖𝕞𝕒𝕚𝕝𝕤 𝕖 𝕕𝕒 𝕤𝕦𝕒 𝕝𝕖𝕚𝕥𝕦𝕣𝕒 𝕚𝕟𝕥𝕖𝕘𝕣𝕒𝕝 𝕖 𝕔𝕠𝕞 𝕠 𝕕𝕖𝕧𝕚𝕕𝕠 𝕣𝕖𝕤𝕡𝕖𝕚𝕥𝕠, 𝕕𝕒𝕝𝕚 𝕟ã𝕠 𝕤𝕖 𝕣𝕖𝕥𝕚𝕣𝕒 𝕒 𝕡𝕣á𝕥𝕚𝕔𝕒 𝕕𝕖 𝕢𝕦𝕒𝕝𝕢𝕦𝕖𝕣 𝕔𝕣𝕚𝕞𝕖”. Coincidências!?
Tem a palavra Frederico Varandas."

Próximo arguido?!


"Após análise aprofundada da parte do ministério público, e com a vinda à luz de novos factos, o Sporting CP perfila-se como um dos clubes que mais facilitou o Benfica tendo alguns dos seus jogadores ficado sobre suspeita, os factos que agora apareceram dizem que durante o período do Tetra do Sport Lisboa e Benfica o Setúbal conseguiu amealhar mais pontos frente às diversas equipas do Benfica do que o Sporting CP em igual período, aliado a isso estão as filmagens exclusivas deste lance que comprovam os crimes supra mencionados!!
Aguardamos por mão pesada da parte das autoridades competentes!!"

Uma não acusação!!!


"O Ministério Público pede o afastamento do Benfica das competições desportivas no âmbito do caso dos emails. No entanto, o mesmo MP admite que «não conseguiu demonstrar a prática de corrupção ou adulteração de resultados desportivos por parte da Benfica SAD».
Mas que raio, se não há corrupção desportiva, por que exigem o afastamento do clube das competições nacionais? Para criar ruído? Que patetice é esta?
Quando é que se começa a investigar o senhor procurador da República?
Quando é que veremos o Ministério Público ser responsabilizado judicialmente pela sua conduta persecutória contra o Benfica, sem apresentar quaisquer evidências concretas dos crimes que tenta imputar ao clube?
Os benfiquistas estão vacinados contra esta justiça cega, que só sabe olhar para um lado.
Não passarão!"

🛑 𝗢 𝗕𝗲𝗻𝗳𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗮𝘀 𝗔𝗰𝘂𝘀𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗜𝗻𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗲́𝗿𝗶𝗼 𝗣𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼 🛑


"O Ministério Público alega que o Benfica corrompeu o Vitória Futebol Clube para facilitar os jogos entre ambos. No entanto, é interessante observar que o Vitória foi um dos clubes que mais pontos retirou ao Benfica entre as épocas de 2015/16 e 2019/20. Apenas o Marítimo, o Sporting e o FC Porto conseguiram fazer-nos perder mais pontos, conforme demonstrado na tabela abaixo.
Diante disso, colocamos a questão: é esta a evidência concreta que o Ministério Público possui contra o Benfica?
Absolutamente ridículo!
Ademais, é curioso que, após anos a preparação esta acusação — que, como sabemos, já está deduzida há vários meses —, o momento escolhido para a sua divulgação coincida precisamente com uma fase em que o Benfica soma cinco vitórias consecutivas. Aqueles que acreditam que esta coincidência é inocente estão, no mínimo, a ser ingénuos.
A verdade prevalecerá! 💪"

Bayern 'salvou' o Borussia = Cambada de Corruptos!


"Somos mesmo pardalinhos, porque raio fomos fazer transferências entre clubes, coisas devidamente documentadas, por forma a auxiliar os mesmos?

Seria muito mais simples fazer como o Bayern!
Mas mesmo se tivéssemos feito assim…aposto que este MP iria conseguir encontrar alguma coisa para marrar!"

O Ministério Público está a pôr-se a jeito para passar por mais uma vergonha.


"Como se já não bastasse andarem a derrubar Governos sem provas, a acusar ministros (Miguel Macedo) que depois não se verificaram as acusações. Já para não falar que acusou a SL Benfica SAB no caso E-Toupeiras que mais tarde um juiz a ilibou, agora quer fazer crer que, no caso dos e-mails, o SL Benfica corrompeu o Vitória de Setúbal através da contratação de jogadores.
Para os mais atentos, basta fazer uma pesquisa pelos jogos em questão para se perceber das dificuldades que as águias enfrentaram para empatar com o Vitória, na Luz e em Setúbal.
Não me lembro de ver um atraso de algum defesa sadino para os avançados do Benfica. Não me lembro de um passe do guarda redes dos sadinos para os avançados do Benfica, como aliás vem sendo habitual assistir em jogos que envolvam outros "grandes".
Em sentido contrario lembro-me de um tal de Makaridze (guarda redes) dizer:
- "Prefiro não perder contra o Benfica e depois perder os outros jogos".
Ou o choro compulsivo de um jogador do Setúbal depois de falhar uma oportunidade flagrante, nos últimos minutos da partida. Seria por perder uma "mala" oferecida por alguém!?
Veremos como vai o MP provar uma coisas destas!
Ou será que vai passar por mais esta vergonha!!"

"Não conseguimos provar nada mas vamos acusar na mesma"

O Circo dos Palhaços!

Resumo...

Estranhezas!

A verdadeira Farsa!

Outra vez?!

Os 'amigos' nos sítios certos!!!

Esquecimentos!

Fora de Jogo: 90+3' - S02E05 - “O Bruno Lage é o efeito Sá Pinto”

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - SL Benfica SAD acusada de corrupção. O que está em causa?

Observador: E o Campeão é... - Benfica em tribunal. Ministério Público está preocupado com o "futebolês"?

Observador: Três Toques...

Zero: Negócio Mistério - S03E05 - Mirallas no Moreirense

Terceiro Anel: Escócia...

Ponta de lança à força


"O vértice fundamental de uma equipa. Um tema que justifica um livro e no meu caso uma história vivida. A verdade é que eu fui um ponta de lança à força. Joguei a médio no curto período que cumpri de formação. Era franzino e filho de alguém famoso na arte de fazer golos. Duas razões importantes para fugir da área...
A parte final da minha formação foi, na altura, interrompida por uma lesão que teimava em não passar. Quando, finalmente, fiquei bem, então sem clube, tentei a minha sorte no Atlético Clube de Portugal que promovia sessões de experiência para candidatos ao plantel. Lá me apresentei na minha posição de médio, mas o clube procurava um avançado e não fiquei...
Seguiu-se nova tentativa no Sesimbra (III Divisão). Quando me perguntaram qual a minha posição, disse que era avançado, previsivelmente aquilo que ali também faltava. A necessidade aguça o engenho... O treino correu bem e fui aceite logo no primeiro treino. Estava encontrada definitivamente aquela que seria a minha posição e que me levou a um nível que, na altura, nem sonhava.
Tinha 20 anos, estudante de Educação Física, e o futebol era para mim tão simplesmente, nessa altura, um meio de conseguir algum dinheiro. Três anos foram cumpridos nas divisões inferiores, que me permitiram depois chegar à I Divisão, sendo que o resto da história a maioria dos leitores já conhece.

NÚMERO 9
Falando de avançados na atualidade do Benfica, Pavlidis é o homem do momento, muito pelos golos que inesperadamente derrotaram a Inglaterra. Este feito não resulta, curiosamente, de um momento particularmente feliz do jogador grego no Benfica, ao contrário da promessa goleadora que ficou bem vincada nesta pré-época.
É uma lógica irregular aquela em que vivem frequentemente os goleadores. É uma luta de afirmação contínua muito individual, num desporto cuja força é coletiva. A questão mental é, como sempre, decisiva. Sendo Pavlidis o mesmo jogador que há uma semana, o que leva a que o rendimento seja tão diferente em tão pouco tempo? Será circunstancial ou sorte? Será pelo maior conforto e entendimento que encontra na sua seleção? Ou por ser o início num campeonato diferente e num clube mais exigente, a adaptação está ainda por concluir?
Não tenho dúvidas da capacidade do jogador e da validade desta contratação do Benfica. Mas não há ponta de lança que se alimente só de esforço e assistências... Não chega... A maneira de reagir a períodos de seca é um dos recursos que fazem a diferença para quem veste o número 9.

ARTE SOCIAL CANARINHA
Gosto e acompanho o Estoril Praia, porque é uma parte feliz da minha vida desportiva. Foi lá a minha estreia como treinador principal, há alguns anos, na extinta II Divisão B. Os tempos são agora, como se sabe, bem diferentes, não dando para comparar. O investimento estrangeiro e a valiosa participação regular na nossa principal Liga são a realidade atual.
Ressalvo, no entanto, um passado de imagem muito positiva e bonita de apoio incondicional dos seus adeptos, que seria ótimo conseguir preservar. A violência que hoje é vulgar ver-se é só vulgar, não tem de ser imitada.
Classificação à parte, que não sendo boa rapidamente muda, o Estoril estabeleceu na comemoração do Dia da Doença Mental uma parceria, mais valiosa do que qualquer vitória que só vale três pontos, com a Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico.
A redução do estigma à volta da doença mental é o objetivo principal deste projeto de inclusão social em que o Manicómio Lisboa e o Estoril se juntam. O clube definiu inclusivamente um espaço de atendimento psicológico no seu estádio. Um equipamento alternativo para a equipa foi criado como retribuição artística ao importante apoio público que o clube significa.
Boa, Estoril!"

Outubro com novidades


"Continuamos no tema da construção do Direito Europeu do Desporto. A FIFPRO Europa e as Ligas Europeias, juntamente com a Liga espanhola, apresentaram na segunda-feira uma queixa à Comissão Europeia, contra a FIFA, colocando em crise o calendário internacional de jogos, incluindo as decisões relativas ao Mundial de Clubes da FIFA, a realizar em 2025.
A queixa surge no seguimento das preocupações levantadas publicamente pelos jogadores sobre o impacto que um calendário de jogos bastante preenchido tem na sua saúde, bem-estar e longevidade na carreira. As entidades referidas alegam ainda que o comportamento da FIFA ameaça a sustentabilidade económica e social do negócio e a estabilidade das competições nacionais.
Entendem ainda que a FIFA tem interesses antagónicos e inconciliáveis porquanto é, ao mesmo tempo, entidade reguladora e entidade organizadora de competições, o que dá origem a um conflito de interesses, na medida em que usou os seus poderes regulatórios para impor medidas que lhe são favoráveis, em prejuízo dos jogadores e dos clubes.
Em concreto, os queixosos alegam um abuso de domínio e a consequente violação do direito da União Europeia, tomando como exemplo as recentes decisões do Tribunal de Justiça Europeu nos processos da Superliga e do jogador Diarra. Alegam ainda que a conduta da FIFA prejudica diretamente os interesses económicos das ligas nacionais, bem como a saúde e a segurança dos jogadores.
Resta-nos aguardar a posição da Comissão Europeia face a esta queixa, que pode motivar mais uma oportunidade de reflexão acerca do modelo de governança das instituições internacionais que regulam o desporto, neste caso, o futebol."

BolaTV: Este futebol não é para velhos #7 - O adeus de Iniesta e os melhores onzes das grandes ligas

BolaTV: Rivalidades #4 - O dérbi que divide um estádio e até famílias

Rabona: Inter...

Não, o nevoeiro não esconde a vergonha


"O absoluto amadorismo da Liga de Clubes voltou a fazer o campeonato cair no ridículo.

Estamos para saber se o enésimo interrompimento de um jogo na Choupana por causa do nevoeiro é mais ou menos ridículo do que remarcá-lo para a mesma hora do dia 19 de Dezembro. E digo à mesma hora porque, com a entrada do horário de Inverno, as 17h00 para as quais foi agendado correspondem precisamente às 18h00 em que não foi jogado no passado domingo, o que volta a levantar a questão de podermos ter o estádio do Nacional de novo envolto numa bruma digna de uma dúzia de Sebastiões. Esta palhaçada, que não tem outro nome, repete-se ano após ano, tendo chegado ao cúmulo de já termos visto, durante a última década, qualquer coisa como 19 jogos interrompidos ou nem sequer iniciados e sempre pelo mesmo motivo. A teimosia da Liga de Clubes em insistir no erro até à náusea demonstra como o rei vai nu e naquela casa as coisas funcionam sem rei nem roque, ao sabor da incompetência de quem lá mora. Não é preciso ser nenhum Anthímio de Azevedo, saudosa e inconfundível figura, para se prever que naquele lugar da ilha, a 600 metros de altura em relação ao nível do mar, a névoa tomba inevitável e insaciável ao fim da tarde impedindo que de uma baliza se veja a outra quando colocados no centro do terrenos, medição básica para que o futebol não possa ser jogado. Perguntará o leitor, com toda a razão, porque não são os jogos da Choupana marcados para horas em que o risco do nevoeiro seja, pelo menos, não tão provável? A resposta assentará sobretudo nos interesses económicos da estação televisiva que os transmite. E como todos os jogos da I Liga são transmitidos em directo, é preciso dar tratos de polé aos clubes e encaixá-los nas datas e horários que mais convenham a quem quer e pode, sendo neste caso a Liga um mero instrumento de quem a alimenta financeiramente.
Os prejuízos a quem os provoca!
Calhou, desta vez, a fava ao Benfica, o que terá tirado um tudo nada de gás na euforia que vai rodeando a nova equipa de Bruno Lage. Com o calendário entupido, a sétima jornada de um campeonato que baila ao ritmo do Sporting de Rúben Amorim, vencedor de todos os jogos até ao momento e cada vez mais favorito ao bi-campeonato, talvez mesmo invicto, atirou-se esta estucha de voltar à Madeira para os cafundós de Dezembro e até lá que se divirta a confraria e viva lá o seu compadre que é a filosofia de vida deste nosso futebolzinho português que vai caindo a pique nas vascas da agonia. E, sobretudo no desrespeito total por jogadores, treinadores e adeptos que não deviam ser sujeitos a trampolinices bacocas e mazombas deste calibre. Num futebol sem dinheiro, com os grandes clubes endividados até às cuecas e os pequenos a roçar a indigência, brinca-se com o dinheiro. Se cabe ao Benfica, como coube a outros nos últimos anos, voltar a pagar a deslocação e a estadia no Funchal – e ainda estamos para ver se não volta a repetir-se a cena de circo -, quem se responsabiliza pelos prejuízos? Não tenho dúvidas na resposta. Teria de ser a Liga de Clubes e o seu presidente, o sempre tão emproado Proença, a responsabilizar-se pelos danos que a sua barbeiragem provocou ao desprezar todas as regras do mero bom-senso. O próprio Benfica – que se viu obrigado a jogar oito minutos impraticáveis por uma teimosia idiota do árbitro Gustavo Correia, que nunca devia ter sequer começado o jogo perante as absolutas evidências (veremos se os oito minutos a menos no reatar do encontro não terão influência no resultado) – deveria ser o primeiro a exigir que a tal instituição que (des)governa o campeonato nacional ressarcisse o clube. Mais ainda. Todos os adeptos, muitos com natural esforço, que despenderam o seu dinheiro na viagem ao Funchal e na mais que provável permanência na ilha, também deveriam avançar com processos contra a Liga de Clubes procurando recuperar as verbas que viram voar pela janela. A notícia simplória vinda a lume de que todos os que compraram bilhetes podem contar com eles para o que falta jogar na Choupana não é mais do que um direito adquirido, mesmo que tenham pago para ver uma hora e meia de espectáculo e acabem por ver tão somente oitenta e dois minutos porque os outros já se dissiparam por entre as nuvens tão baixas que roçavam o relvado.
Enquanto este tipo de desatino continuar a repetir-se, e repete-se todos os anos, pelos vistos, e os responsáveis por eles não forem levados à pedra, ei-los que continuam a ser levianamente desconsiderados. Na Liga, já se percebeu, assobia-se para o lado. O presidente do organismo vive, nos dias que correm, mais preocupado em pôr em marcha a sua candidatura à Federação Portuguesa de Futebol do que em resolver os berbicachos que rebentam como cogumelos na sua própria casa. Já não basta assistirmos, ano após ano, à degradação competitiva do campeonato, ainda por cima falseado em termos desportivos por situações como estas que fazem com que, para já, o Sporting marche alegremente com oito ponto de avanço sobre o Benfica e o FC Porto tenha ganho uma folga de três pontos face aos encarnados, sabendo que irá jogar à Luz com a provável e confortável margem de cinco. Se isto é a verdade do futebol português, como diz o povo, vou ali e já venho. Quanto aos culpados, estão aí expostos à sua insuportável vaidade."

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Muito bem...


Benfica 37 - 31 Limoges
20-16

Grande vitória, contra um adversário de bastante valia, confirmando as boas indicações dos últimos jogos, com vários jogadores em evidência, mas com o Palasics na baliza, a fazer uma extraordinária exibição, com praticamente 35% de eficiência!

Ainda sem o Fábio Silva (e o Baptista, e o Capdeville...), a rotação continuou a ser curta, o treinador foi obrigado a algumas adaptações, mas voltámos a demonstrar várias opções ofensivas, com soluções diferentes, mas quase sempre coletivas...

Dois jogos, duas vitórias, e ainda não jogámos com aqueles que teoricamente são os mais acessíveis do grupo! Portanto, tudo bem encaminhado... Passam os dois primeiros, mas o 1.º lugar pode dar um sorteio para a fase seguinte, mais 'amigo'!!!

Falar Benfica #180

5 minutos: Diário...

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica e os seus advogados vão analisar em detalhe a acusação da qual foram hoje notificados e que responsabiliza o Benfica, em virtude de alegados atos imputados ao seu ex-presidente e a um antigo assessor.
Oportunamente tomarão posição processual, mas não restem dúvidas de que o Sport Lisboa e Benfica se defenderá, sem hesitar, de todas as acusações infundadas (e do que já foi possível analisar, estas são infundadas), bem como de tudo quanto afete ou possa ter afetado os seus direitos e interesses."

Comprar para não ganhar?!

Jogo Pelo Jogo - S02E10 - Hugo Viana no City, Parabéns Tiago, Interturmas

Pre-Bet Show #78 - Melhor 11 da Liga

Zero: 5x4 - S05E07 - À terceira é de vez, Benfica?

Bons e maus exemplos


"1. Ljubomir Fejsa decidiu terminar o seu percurso como futebolista nesta semana. O magnífico sérvio que serviu o Benfica entre 2013 e 2019 anunciou aos 36 anos, o fim da carreira com uma bonita mensagem nas redes sociais. Extraímos a parte que nos diz respeito: 'O Hajduk, o Partizan, o Olympiakos, o Al Ahli e o meu querido Benfica e a seleção sérvia ficarão para sempre no meu coração. Obrigado a todos os adeptos que me apoiaram durante todos estes anos. Aos sérvios, gregos, sauditas e um agradecimento especial aos portugueses. O futebol tinha um encanto especial convosco'. Fejsa, que senhor.

2. Entre todos os clubes que representou, o destaque dado por Fejsa ao Benfica - 'o meu querido Benfica' - caiu-nos bem. Ainda que, na verdade, não fosse de esperar outra coisa. O destaque dado por Fejsa aos benfiquistas - 'o futebol tinha um encanto especial convosco' - é outra bonita declaração de amor deste sérvio que ninguém esquece.

3. Foi um prazer ver jogar Fejsa ao longo das temporadas em que se equipou de vermelho e de águia ao peito. É, talvez, um dos jogadores mais subvalorizados do Benfica neste século XXI. A sua importância foi enorme nas nossas equipas de que faz parte.

4. Foi 5 vezes campeão nacional com 3 treinadores diferentes. Campeão 2 vezes com Jorge Jesus. 2 vezes com Rui Vitória e 1 vez com Bruno Lage. Participou na conquista de 2 Taças de Portugal, de 3 Supertaças e de 3 Taças da Liga. Fejsa, que rei.

5. Parece, no entanto, não ter terminado no Benfica e dinastia dos Fejsas. Há coisa de poucas semanas foi notícia que Mateo Fejsa, de 7 anos, filho de Ljubomir Fejsa, 'assinou' com a formação do Benfica. E foi, naturalmente, o pai a dar a notícia: 'Ele segue o caminho do pai, mas seguindo os seus próprios passos e apenas com o seu esforço. Benfiquistas, estamos muito orgulhosos de vocês. Divirtam-se. Bravo, Mateo!' Bravo, Fejsas!

6. O Benfica não foi impedido de jogar no domingo pelo final de tarde na olha da Madeira pelas condições meteorológicas ao contrário do que nos querem fazer supor. Tal como nas 16 vezes anteriores neste século XXI em que não houve jogo na Choupana também não foi por culpa das condições meteorológicas. A responsabilidade é dos organizadores da prova, o tal campeonato de futebol que alguns visionários pretendem que valerá milhões e milhões num futuro próximo no mercado internacional das transmissões televisivas. E até já se lançam foguetes.

7. O recinto do Nacional, em função do local onde está implantado, não oferece garantias sobre a realização de qualquer jogo na maior parte do ano. Ir jogar à Choupana é tirar um bilhete da lotaria. Na Choupana pode ser que sim, pode ser que não. Que fazer?"

Leonor Pinhão, in O Benfica

'O Cosme é que sabe'


"Em Agosto de 1926, Cosme Damião foi eleito para presidente da Direção mas recusou exercer o cargo

Em 1925/26, Cosme Damião foi vice-presidente da Direção que tinha Bento Mântua a assumir o seu oitavo e último mandato como presidente. Em 8 de Agosto de 1926, reuniu-se a Assembleia Geral para discutir essa gerência e eleger a nova para a época vindoura.
Anos antes, algumas vozes encarnadas começaram a levanta-se em favor da profissionalização do futebol, questão que pairava sobre o futebol nacional, clamando por uma 'evolução' natural. Cosme Damião e a Direção defendiam o desporto no seu estado puro e amador.
A oposição, liderada por António Ribeiro dos Reis, acusava a Direção de contradizer-se, pois ao mesmo tempo que condenava que se carregassem os futebolistas 'nos bolsos', tinha já orientado apoio financeiro, por exemplo, ressarcindo os futebolistas quando o calendário desportivo os obrigava a abdicar de dias de trabalho. Além das críticas, houve alguns elogios, como o excelente desempenho na aquisição do Campo das Amoreiras, apesar de 'péssima' gestão das obras.
A oposição nomeou, então, uma comissão de sócios para criar uma lista para as eleições. Ressalvou-se o ascendente que Cosme Damião tinha nos outros membros diretivos, que era ele 'quem tudo mandava na Direção', ao que Bento Mântua protestava: 'Não tenho coleira'! Contudo, era sabido que, quando alguém era confrontado com dúvidas, a resposta automática era 'o Cosme é que sabe'. Esta 'ascendência moral' não passou ao lado da oposição, que colocou Cosme Damião como presidente da Direção na sua lista, e por este representar 'o passado (garantia e) respeito pelas gloriosas tradições' do Benfica.
Cosme Damião, desde o primeiro momento recusou a proposta, alegando três razões, desde logo um pacto que tinha feito com outros elementos diretivos, em que 'ou entravam os quatro ou não entram nenhum'. Na lista, constavam apenas dois. Em segundo lugar, referiu que um afastamento da vida diretiva beneficiaria a sua vida pessoal, 'quase sempre prejudicada com as coisas do Clube'. Por último, aos 40 anos, dizia ser 'ainda muito rapaz para presidente' e sem a mesma rede de contactos que Bento Mântua possuía a nível público.
No final da Assembleia, que durou 10 horas, a lista opositora venceu com cerca de 600 votos de vantagem. Cosme Damião cumpriu a palavra, recusando o cargo. Em 1931, voltaria aos órgãos sociais, assumindo o cargo de presidente da Mesa da Assembleia Geral no Benfica e, anos mais tarde, seria presidente da Direção do Casa Pia.
Benfica e Cosme Damião são dois nomes indissociáveis. No Museu que ostenta os dois nomes em simbiose, pode visitar a área 18 - 'E Pluribus Unum', inteiramente dedicada a esta figura ímpar na história do Clube."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Falta de visão e muita visibilidade


"Este título até podia parecer contraditório, mas está longe disso. Basta usá-lo no contexto de uma crónica sobre a Liga Portugal. A entidade organizadora dos campeonatos profissionais de futebol anda envolta num nevoeiro ainda mais cerrado do que o do Estádio da Choupana, na Madeira. Já não bastava o mundo imaginário em que vivem alguns dos seus dirigentes mais mediáticos quanto à centralização dos direitos televisivos, agora é a própria competição a ser alvo de chacota por essa internet fora. Em Portugal, não é novidade, mas desta vez o amadorismo fez rir muita gente de muitos outros países.
Ano, após ano, repetem-se os horários indecentes (para os adeptos, mas o que é que isso interessa?) de partidas de futebol profissional. Refém da estação televisiva que transmite os jogos, e que permite apitos iniciais, por exemplo, nas noites de domingo e segunda-feira, a Liga parece não ter querido que os jogos entre Nacional e Benfica a do FC Porto com o SC Braga fossem transmitidos em simultâneo. Como se algum se nós pensasse em deixar de ver o Glorioso, por um segundo que fosse, para assistir a mais uma grande penalidade a favor dos portistas... Seria curioso ver as audiências de cada um dos encontros, mas, infelizmente, não foi possível constatar àquela verdade avassaladora que Pedro Proença continua sem querer entender: sim, há um clube que vale mais, em termos de audiências e adeptos, do que o resto da Liga. E é com esse espírito que voltaremos à Madeira em 19 de dezembro, às 17:00, num dos dias mais curtos do ano, já com a escuridão a tomar conta da Choupana, para tentar ganhar os 3 pontos."

Ricardo Santos, in O Benfica

Madeira, sim. Choupana, nunca mais


"Não sei quem foi mais ingénuo: a Liga, por aprender o Nacional - Benfica para um horário de risco bastante elevado em termos de condições atmosféricos, leia-se nevoeiro; ou então eu, que percorri mais de 1200 quilômetros até à Madeira para assistir ao vivo ao Nacional - Benfica, agendado para um horário de risco bastante elevado em termos de condições atmosféricos leia-se nevoeiro. Ambos estávamos cientes deste repetido fenómeno para os lados da Choupana, e ambos confiámos em São Pedro para que protegesse o jogo de qualquer ameaça meteorológica. A entidade que melhor nos poderia ter esclarecido acerca da previsão do tempo era o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, até porque nem eu nem a Liga temos o contacto de São Pedro, mas infelizmente ninguém se lembrou de ligar para o IPMA a pedir informações.
Se para mim, que aproveitei o pretexto de o Benfica ir jogar à Madeira para ficar por lá quatro dias a conhecer a ilha, foi aborrecido - poderia ter aproveitado aquelas três horas inúteis para fazer algumas coisas mais produtivas, como, por exemplo, esticar-me a dormir na espreguiçadeira da piscina interior do hotel, ou fazer uns minutos de sauna e banho turco - então nem imagino a revolta dos adeptos que se deslocaram à Madeira só para ver o jogo e fizeram as viagens de ida e volta no mesmo dia. O comunicado da Liga a dar conta do adiamento do jogo fez exactamente a mesma menção de lamento para com os adeptos prejudicados no meio disto que também faz para com os coalas em vias de extinção: nenhuma. O comunicado a anunciar nova data informa que o jogo será realizado em dezembro às 17:00, o que tem tudo para correr muito bem. Pelo sim, pelo não, é melhor alguém procurar o número do São Pedro nas páginas amarelas."

Pedro Soares, in O Benfica

Sombras e nevoeiro


"Quando se é surpreendido por um determinado problema, é natural tentar resolvê-lo de modo que não volte a repetir-se. Quando o mesmo problema acontece 17 vezes, não há perdão para quem com ele compactua.
O estádio do Nacional, pelo local onde se encontra, não tem condições para receber jogos da 1.ª divisão. Diga-se que não é o único: há vários estádios, se é que lhes podemos chamar assim, de clubes do escalão maior (e também tenho alguma relutância em considerá-los como tal) que, por diferentes motivos, não são apresentáveis. Há mesmo quem nem tenha estádio. Olhamos para os segundos escalões de Alemanha, Inglaterra ou Espanha e coramos de vergonha.
Na Choupana, todos os anos há problemas com o nevoeiro. Quem já lá foi percebe porquê.
Enquanto o Nacional esteve na 2.ª divisão, a coisa andou esquecida - até porque, nesse contexto, é mais fácil encontrar datas alternativas. No regresso à liga principal, ao primeiro jogo grande que recebe, logo volta a haver nevoeiro, paragens, cancelamentos e dificuldades em encontrar datas num calendário extremamente sobrecarregado, em total falta de respeito por atletas e adeptos - alguns destes viajando de Lisboa propositadamente para o efeito.
Existe um estádio decente no Funchal, pago com dinheiros públicos, onde não há nevoeiro, e que podia, e devia receber os jogos dos clubes madeirenses. A Liga, tão atenta a detalhes irrelevantes, não se impõe em aspectos que determinam a fraquíssima qualidade do campeonato português. Este é apenas mais um.
O Benfica ficou impedido de realizar uma partida num momento de forma exuberante, e vai carregar até dezembro o peso de 3 pontos por disputar. Qualquer dia toca a outro, e se nada for feito chegaremos aos 18, 19, 34 adiamentos por causa do nevoeiro da Choupana. Não tínhamos saudades nenhumas disto.

Luís Fialho, in O Benfica

Uma liga especial


"Esta é uma liga especial porque traz a competir jovens que de outra forma não poderiam fazer, apesar do seu potencial e talento. Esta liga é especial porque possui um modelo organizativo adaptado às necessidades e condições dos jovens que nela competem, ajudando-os a bater as barreiras que normalmente os levam a desistir da prática desportiva.
Mas o que faz dela verdadeiramente especial é essa qualidade humana que todos os intervenientes têm, e que só quem nela participa ou assiste à organização consegue entender plenamente.
Em primeiro lugar, os jovens, com a sua entrega total e capacidade de superação que merecem o nosso respeito e admiração e que a todos inspiram verdadeiramente.
Em segundo lugar, os técnicos que com eles trabalham e que se superam quotidianamente, indo além de si próprios, relegando os conhecimentos técnicos para os planos do saber e do fazer, trazendo ao de cima as suas qualidades humanas, no plano sempre superior do ser.
É por isso que os testemunhos destes técnicos no final de cada evento desportivo são de um tempo de grande esforço e cansaço e de grande satisfação e realização pessoal. Sem dúvida experiências a repetir e aprofundar, porque, cada vez que ajudarmos estes jovens a realizar os seus sonhos, somos nós que realizarmos! E o melhor é que acima de tudo isto está o nosso querido Benfica a alentar-nos com a chama imensa."

Jorge Miranda, in O Benfica

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"2
Já vão 2 as jornadas adiadas do Campeonato Nacional de basquetebol devido a problemas relacionados com a inscrição de jogadores estrangeiros, nomeadamente norte-americanos, causados pela burocracia resultante das novas regras no âmbito da imigração;

3
Aconteceu pela 3.ª vez o Benfica ter um jogo realizado na Choupana adiado devido a nevoeiro;
A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica ganhou a Taça Professor João Campelo pela 3.ª vez;

4
Vasco Vilaça ganhou a etapa de Toulouse do SuperTri e é agora o 4.º da geral quando falta realizar uma prova;

5
Na última convocatória da seleção nacional feminina de futsal constam 5 jogadoras do Benfica;

6
A equipa feminina de polo aquático do Benfica conquistou a Supertaça pela 6.ª vez consecutiva;

8
O Benfica ganhou pela 8.ª vez, a Supertaça de râguebi no feminino;

10
Pauleta, capitã das Inspiradoras, tem prognóstico de paragem, devido a lesão, de pelo menos 10 meses;

15
Di Maria passou a ser o 15.º futebolista estrangeiro com mais jogos oficiais pela equipa de honra do Benfica;

17
O Benfica tem 17 jogadores do plantel principal de futebol ao serviço de seleções;

31
São 31 os futebolistas da formação do Benfica integrantes de várias convocatórias para seleções;

200
Di Maria atingiu os 200 jogos pelo Benfica (incluindo particulares)."

João Tomaz, in O Benfica

Terceiro Anel: Diário...

Observador: Três Toques - O dinheiro resolve tudo?

3x4x3


Nem a pausa para as seleções tirou a sede de ganhar ao glorioso Benfica


"Fim-de-semana marcado pelos jogos das seleções, mas o nosso SL Benfica nem assim nos deixa descansar e ainda bem.
Que grande momento para ver as equipas de hóquei em patins masculina e feminina conquistarem a Elite Cup, o primeiro título oficial da época desportiva na modalidade. Grande começo, principalmente com uma goleada ao Sporting por 6-1 para o Edo Bosch ver e o triunfo na final diante da Oliveirense agora liderada pelo Nuno Resende.
Além destas alegrias, um abraço aos benfiquistas açorianos que assistiram ao primeiro triunfo do futsal por 6-3 sobre o Lusitânia, um bom duelo para abrir o apetite no campeonato.
Voltando ao desporto rei, a cabeça está já no encontro de sábado frente ao Pevidém (20h15), em Moreira de Cónegos, em mais um ciclo de desafios que termina com um clássico na Luz diante do nosso rival FC Porto, a 10 de novembro.
Este vai ser o calendário brevemente:
Pevidém x SL Benfica, 19 de outubro às 20h15 (Taça de Portugal)
SL Benfica x Feyenoord, 23 de outubro às 20h00 (Liga dos Campeões)
SL Benfica x Rio Ave, 27 de outubro às 18h00 (9.ª jornada da Liga Betclic)
SL Benfica x Santa Clara, 30 de outubro às 20h15 (Quartos-de-final da Taça da Liga)
Farense x SL Benfica, 2 de novembro às 18h00 (10.ª jornada da Liga Betclic)
Bayern Munique x SL Benfica, 5 de novembro às 20h00 (Liga dos Campeões)
SL Benfica x FC Porto, 10 de novembro às 20h45 (11.ª jornada dada Liga Betclic)
Só podermos pedir mais noites especiais e gloriosas para estes embates. Viva ao Benfica!"

Parabéns, Senhor Benfica!


"Senhor Toni: obrigado por tudo, e que possamos celebrar juntos esta felicidade que é ser do Benfica, com muitos títulos e alegrias já este ano e nos que hão-de vir

Há 78 anos, nasceu em Mogofores, no concelho de Anadia, um Benfiquista como mais nenhum: António José Conceição Oliveira, o Senhor Toni, que celebrou mais um aniversário ontem, a 14 de outubro, uma data que não posso deixar de assinalar, ainda que o faça nesta página com um dia de atraso.
A história de Toni começa assim: 13 temporadas como jogador ao serviço do Benfica, oito campeonatos nacionais, quatro Taças de Portugal e 33 internacionalizações. Mais tarde, treinador adjunto, treinador principal e diretor desportivo, tendo conquistado dois campeonatos e uma Taça de Portugal. Mas isto é só uma parte da história. O futebol moderno, que vive de métricas e análise, ainda não conseguiu medir o carisma e a afinidade natural de um jogador e treinador com os adeptos desse clube. Por isso, acho que os conhecedores compreenderão se disser que estes números, sendo muitíssimo respeitáveis, não são a exacta medida da importância da passagem de Toni pelo Benfica, uma viagem que dura há mais de 56 anos.
A sua passagem pelo Benfica, como a de alguns atletas e dirigentes do clube, poderá parecer uma coisa desinteressante num tempo retalhado em memes, highlights, goals and assists. Mas é uma história valiosa para quem, de forma romântica, ainda procura outro tipo de referências no futebol. Para mim, Toni representa a imagem de um gentleman do futebol português, nascido num tempo em que o Benfica já era grande, mas parecia crescer desportivamente a dois dígitos, ao contrário do crescimento mais tímido a que assistimos hoje. Chamo-lhe um gentleman porque, desde cedo, me habituei a ver no Senhor Toni uma pessoa com níveis de lucidez e uma forma de estar que contrastavam com a maioria dos protagonistas do futebol que cresci a ver.
Ontem, enquanto escrevia este texto, pensei que podia ser a memória a trair-me, e fui aos arquivos da RTP e ao YouTube para verificar. Há um pouco de tudo: do Toni jogador ao Toni que liderou jogadores. Confirmei a imagem que construí na infância e na adolescência. Não era nascido quando Toni vestiu o manto sagrado, mas acompanhei-o como treinador e segui de perto todos os seus passos desde essa altura, precisamente por sentir que Toni sempre foi e será, mesmo sem ocupar atualmente um cargo no clube, uma representação fiel do que é o Benfica.
Algumas histórias dizem muito sobre uma pessoa, e há muitas assim sobre Toni. Vou recordar apenas uma. No dia em que aceitou ser despromovido para que Eriksson voltasse a assumir o cargo de treinador principal, Toni explicou que o seu lema era servir o Benfica enquanto as pessoas assim o quisessem. Quantos fariam isso hoje? Nunca me pareceu que tenha dito ou feito o que disse por uma aspiração calculada a um lugar na história do clube. Felizmente, a nossa história foi muito mais afortunada.
O Benfica teve a sorte e o engenho de trazer Toni da Associação Académica de Coimbra e, dia após dia, retribuiu o amor demonstrado pelo então jogador. Ao longo destas décadas, Toni limitou-se a fazer uma coisa simples: ser aquilo que é, uma pessoa de invulgar decência, que sempre soube representar os valores da maior instituição que este país já viu. Não sou apenas eu que o digo. São os milhões de adeptos do Benfica que tiveram a sorte de acompanhar o Toni jogador, o Toni treinador e o Toni Benfiquista para toda a vida. São também os muitos que, não sendo adeptos do Benfica, reconheceram em Toni uma daquelas raras figuras que estão no futebol português desde sempre, mas que souberam ser superiores ao que o futebol português tem de pior.
56 anos de Benfica é muito tempo, como o próprio explicou há uns meses, quando aceitou o prémio de carreira na gala Cosme Damião. São 56 anos em que Toni se viu como apenas mais um de nós, fiel a um propósito. A sua intervenção nessa gala, que está nas redes sociais e merece ser vista ou revista, foi mais dedicada aos outros do que ao próprio Toni. Não me lembro de outro momento numa gala do Benfica em que os presentes tenham gritado tão entusiasticamente o nome do clube. Os outros, a quem Toni agradeceu, são todos aqueles: dos funcionários anónimos às lendas do clube, passando pela Dona Maria e pelo Sr. Ventura, os pais de Toni, sem nunca esquecer os adeptos do Benfica. O sentimento é recíproco. Ser uma lenda viva de um clube tão grande como o Benfica é uma bênção, mas também deve ter as suas dificuldades. Dificilmente estes adeptos darão um minuto de descanso a uma lenda do clube como Toni, esteja ele onde estiver por esse país fora. E não é caso para menos.
São 56 anos a representar um clube de gente humilde como o próprio Toni, que aspirou a um lugar mais alto e o conquistou com muito trabalho. 56 anos em que defendeu sempre o Benfica exatamente como o Benfica merece ser defendido, dentro e fora de campo. Nunca se deixou cegar pelo futebol e nunca se esqueceu de onde veio. É uma raridade que hoje faz 78 anos e me recorda uma coisa simples: nem sempre passamos tempo suficiente a celebrar os nossos heróis quando temos o privilégio da sua companhia. E é, também, muito por eles que devemos lutar por mais e melhor futuro no Benfica.
Senhor Toni: obrigado por tudo, e que possamos celebrar juntos esta felicidade que é ser do Benfica, com muitos títulos e alegrias já este ano e nos que hão-de vir.
Parabéns, Senhor Toni! Parabéns, Senhor Benfica!"