Últimas indefectivações

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Uma vitória bem cozinhada


"Em dia de decisões, Guttmann teve uma ajuda inesperada

Os grandes jogos captam todas as atenções para si. E os adeptos querem ficar ligados e vivenciar cada momento. As opiniões sobre o onze inicial multiplicam-se, com um ou outro a defender a inclusão de determinado jogador em detrimento de um companheiro. São técnicos de bancada, mesmo antes sequer de terem chegado ao estádio! A imprensa aproveita esse interesse para reproduzir passo a passo o dia a dia das equipas.
Na última semana de maio de 1961, os 'holofotes' viraram-se para a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. 'É justo afirmar-se que está a despertar um interesse extraordinário'. Dada a importância da partida, o Benfica preparou o encontro de forma minuciosa, viajando para a Suíça uma semana antes do jogo final. Mesmo afastados de Portugal, e superando a típica neutralidade dos suíços, os benfiquistas foram bastante acarinhados, sendo frequentemente abordados durante os 'passeios higiénicos', com os encarnados a terem de 'assinar milhentos autógrafos'.
A simpatia dos jogadores portugueses conseguia quebrar a sempre neutra Suíça, pondo os locais a pender a favor dos encarnados, querendo contribuir ao máximo para o seu sucesso. Neste capítulo, o chefe de cozinha do Hotel Eden, onde os benfiquistas estavam instalados, conseguiu ir mais além. No dia da final, o chefe de cozinha chegou junto do treinador do Benfica e entregou-lhe 'misteriosamente, um papelinho. Enquanto Guttmann examinava o 'recado' ouvia atentamente as explicações do mestre 'Pantagruel', que, como já tinha visto, pela televisão, jogar o Barcelona mais do que uma vez, pretendia, por questão de simpatia, indicar ao técnico dos portugueses a táctica que devia empregar'.
Não sabendo se o técnico húngaro levou em conta as dicas do chefe de cozinha, a verdade é que os benfiquistas realizaram uma excelente partida, dando a volta ao marcador após terem começado a perder, e, com o triunfo por 3-2, foram o segundo conjunto a inscrever o nome na lista de vencedores da competição de clubes mais importante da Europa.
Saiba mais sobre esta conquista na área 12 - Honrar o País, do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Notas soltas


"- Diogo Ribeiro é um prodígio. 18 anos apenas, o mais novo na final do Mundial nos 50 metros mariposa (o seguinte tinha 20 anos, os restantes 22 ou mais), conquistou a prata, a primeira medalha de um português. Desde Yokochi, em 1987, que não havia um português (individual, masculino) numa final de uma prova num Campeonato do Mundo. E, naquela que nem sequer é a sua melhor especialidade (100 metros livres), foi 10º nas meias-finais. Extraordinário!
- Se sou o primeiro a relativizar as vitórias e boas exibições na pré-época, serei o último, também, a relevar uma derrota e uma exibição apagada numa metade da partida. Neste tipo de jogos, dou importância a sinais que, por sua vez, nos dão pistas, não mais do que isso. O jogo com o Burnley não correu bem, mas, do meu ponto de vista, o sinal mais interessante teve a ver com a dinâmica que a equipa (mais aproximada do 11 base) imprimiu na última meia hora da primeira parte, com um futebol rápido, variado, pressionante e inspirado, apesar de infeliz na concretização;
- Esta semana soubemos da inovação relativamente ao VAR (divulgação de alguns áudios) e demos conta do regozijo em causa própria do Conselho de Arbitragem. É lamentável. Não há, nesta decisão, qualquer acto que fomente a transparência. O que teremos é a divulgação de áudios escolhida a dedo. Claro que poderá haver um propósito pedagógico, outro elucidativo, mas o que impera é a criação de mais uma potencial ferramenta de condicionamento através da escolha selectiva dos áudios tornados públicos. Transparência seria a divulgação integral dos áudios. Ainda mais transparente seria a comunicação ao vivo das decisões, como acontece na NBA, na NFL, no râguebi… assim não temos sequer uma meia medida, porque de transparência esta medida nada tem;
- O Benfica é impressionante. A entrada no mercado dos fan tokens, através da plataforma Socios.com, foi um sucesso. Conseguiu mesmo ser, de acordo com um responsável da plataforma (citado pelo Negócios), a melhor emissão do ano. 500 mil fan tokens colocados em 24 horas e isto porque, no primeiro dia, a subscrição estava limitada a 100 por subscritor;
- Parabéns Museu Benfica Cosme Damião pelo 10º aniversário. É um excelente museu, muito mais do que um repositório de taças. E há todo um conjunto de valências de que o clube dispõe devido à sua existência, promovendo o estudo da história benfiquista e um conjunto de iniciativas de divulgação da mesma à disposição dos sócios e adeptos."

João Tomaz, in O Benfica

A História a ser escrita


"Que semana esta! E tudo foi espoletado na passada segunda-feira com o impressionante segundo lugar de Diogo Ribeiro nos 50 metros mariposa dos Campeonatos Mundiais de Natação. A medalha de prata conquistada em Fukuoka, no Japão, foi a primeira na história da natação portuguesa (a este nível e em piscina longa) e o impacto mediático não se fez de esperar. As reações oficiais do SL Benfica e dos seus adeptos (bem como dos desportistas em geral) geraram tal frisson que o nadador de 18 anos que representa o Glorioso teve a necessidade de suspender a sua atividade nas redes sociais para se concentrar nas restantes provas em que se apurou - 100 metros livres, 50 metros livres e 100 metros mariposa, além da estafeta de 4x100 metros estilos.
Esta competição inesquecível para o desporto português termina no próximo domingo e todos os elogios são poucos para o feito de Diogo e do seu conceituado treinador, Alberto Silva (Albertinho no mundo da natação). Às vezes, há momentos em que temos a certeza de estar a assistir à história a ser escrita. Este é um deles. Com o talento e o trabalho embalados por uma imensa massa de adeptos - além do apoio logístico do clube - Diogo Ribeiro tem tudo ao seu alcance para ser uma estrela de uma das mais populares modalidades olímpicas, a par de atletismo e ginástica. Tem apenas 18 anos, repito, e uma carreira invejável enquanto júnior. Imagine-se até onde poderá chegar no escalão principal. Para já, é só o nadador português de sempre em Mundiais. Venha Paris 2024."

Ricardo Soares, in O Benfica

Tenho saudades de não saber como o que contar


"A pré-época está a chegar ao fim e há uma mistura de sentimentos. Por um lado, isto significa que as competições oficiais estão quase a começar - e a ansiedade aguda também. Por outro lado, estamos prestes a fechar este período que antecede o verdadeiro arranque com a sensação de que já nada é como antes. Nenhum jogo com o Étoile Carouge? A UEFA voltou a esquecer-se de organizar o Torneio do Guadiana? Nenhuma telenovela dramática com uma contratação extremamente desejada a acabar desviada para outro aeroporto? Reforços preparados para acrescentar qualidade à equipa hoje mesmo, agora, no imediato? Não digo que não aprecio, contudo ficava ainda mais excitado ao ver aquelas caras novas com potencial para explodirem... passados uns 10 anos.
Isto de organizar bem as pré-épocas é muito bonito e até aumenta exponencialmente as probabilidades de sucesso ao longo da temporada, mas assim o verão nem sabe ao mesmo. Já todos sabemos que o Di Maria é um craque, que o Kokçu trata a bola com muito carinho e que o Jurásek é uma locomotiva a percorrer o corredor esquerdo. No entanto, a incerteza também nos alimentava. Este Balboa vai ultrapassar o estatuto do Rocky ou nem sequer vai superar o estatuto das tranças do Olavo Bilac? O Carlitos vai estrar-se a marcar já na 1.ª jornada ou só daqui a 20 anos no Liga Portugal Legends? Será que este Marc Zoro tem todas as condições para ser um segurança no Urban? Hoje, sobra-me demasiado tempo livre porque já não preciso de o perder a refletir sobre este tipo de questões.
O que vale é que domingo temos jogo com o Feyenoord e depois... começamos todos a pensar no mesmo."

Pedro Soares, in O Benfica

Um luxo!


"Infelizmente, o mercado está longe de fechar. Não fosse o caso e poderíamos desde já afirmar que o Benfica iria ter um plantel verdadeiramente luxuoso, porventura o melhor futebol português nos últimos anos. Estou convencido do que o terá, mas de momento ninguém pode estar seguro - nem os próprios atletas - de que até final de Agosto não haja saídas. E a havê-las, quais os felizes contemplados e os respectivos substitutos.
Olhando para o imediato, limitando-me ao sector mais ofensivo, e vendo Di Maria, Rafa, Neres, João Mário, Aursnes, Kokçu, Gonçalo Ramos entre outros, aos quais acrescerá, a seu devido tempo Gonçalo Guedes, quase lamento a 'difícil' tarefa do nosso treinador na escolha do onze para cada jogo.
Haverá uma ou outra posição que talvez necessite de mais alternativas, pelo menos de banco (nomeadamente guarda-redes e lateral-direito), mas globalmente não deve existir um benfiquista que não esteja satisfeito com o plantel, e confiante em mais uma temporada de sucesso - o que se traduz na conquista do 39.
De resto, os jogos de preparação têm confirmado que as dinâmicas são para manter, e com uma maior afinação do processo defensivo (o regresso de Otamendi será importante nesse aspecto), estaremos preparados para o que aí vem. Desde logo para a Supertaça que sendo contra quem é, terá importância redobrada - até pelo que pode significar no plano psicológico de uma e de outra equipa, nuns e noutros adeptos.
Veremos o que acontece até final do mercado, sendo certo que já todos percebemos que a prioridade do clube é a aposta nos títulos. Aliás, é com eles que se conseguem também resultados financeiros, não esquecendo que este campeonato terá a particularidade de apurar apenas uma equipa, de forma directa, para a próxima, e ainda mais milionária, Liga dos Campeões."

Luís Fialho, in O Benfica

Para ti Se não faltares!


"Foi com este nome que há mais de uma década, logo no início da Fundação, batizámos um projeto de combate ao abandono e insucesso escolar cujos métodos inovadores e resultados são verdadeiramente extraordinários e têm sido reconhecidos em toda a parte, das famílias as comunidades, dos professores aos parceiros. Tem mesmo atraído a atenção de instituições internacionais que lhe reconhecem e premeiam o mérito.
O princípio ativo do projeto é obviamente a vontade dos jovens e o que o faz funcionar é atratividade do futebol e muito particularmente de um dos seus maiores: o Benfica!
Não se trata de um evento de massas, nem de propaganda ou comunicação fácil; é, sim, um projeto que atua no dia a dia, no espaço escolar, junto dos jovens e famílias ao longo de três anos letivos sucessivos em que os jovens assinam contratos de desenvolvimento e se comprometem com o investimento neles próprios que é valorizar a educação e os seus impactos para a vida. E, claro, quando se valoriza e educação, mesmo em situações socialmente desfavorecidas, abrem-se caminhos que levam jovens e famílias muito mais longe do que muitas vezes consideraram ser possível.
É sem dúvida o poder do futebol entregue às famílias em benefício da vida de todos os dias e daquela que há de vir para os seus filhos. O Benfica, como sempre, está lá bem perto, de mão dada com os jovens e ajudar a encontrar o caminho."

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
No Festival Olímpico da Juventude Europeia, Rafael Mimoso sagrou-se campeão nos 200 metros bruços e estabeleceu novo recorde nacional juvenil (2.15,98 minutos);

2
Diogo Ribeiro, 18 anos, o mais novo na final, conquistou a medalha de prata nos 50 metros mariposa do Campeonato do Mundo e estabeleceu o recorde nacional (22,8 segundos), naquele que é o maior feito da história da natação portuguesa;

5
A seleção feminina portuguesa sub22 de voleibol está apurada, pela 1ª vez, para o Campeonato da Europa e, no jogo decisivo, contou com o contributo de 5 voleibolistas do Benfica;

6
No jogo de estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de futebol no feminino alinharam 6 futebolistas do Benfica, 4 no 11 titular;

10
O Museu Benfica Come Damião completou 10 anos de existência;

13
O Benfica é tridecacampeão nacional de atletismo em pista ao ar livre e passou a ser o recordista de títulos nacionais consecutivos (nos masculinos). Para conquistar o 13º Campeonato Nacional consecutivo, os encarnados ganharam 14 das 21 provas realizadas;

49
Gonçalo Ramos passou a integrar o top70 dos mais goleadores do Benfica (incluindo jogos particulares. Soma 49 golos e é, a par de Alexandre Brito, que se notabilizou no clube no final da década de 30 do século passado, o 68º no ranking;

50
Bah chegou à meia centena de jogos de águia ao peito (incluindo particulares);

66
Odyseas Vlachodimos, com 246 jogos, subiu ao 66º posto, partilhado com Artur Correia, dos futebolistas com mais partidas pela equipa de honra do Benfica (incluindo particulares);

500000
A Fan Token Offering do Benfica foi lançada com 500000 fan tokens."

João Tomaz, in O Benfica

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Visão: Prestianni...

El Mítico #50 - João Pinto...

BI: Equipamentos...

Lados coloridos!


"Crime era quando os candidatos às eleições do SL Benfica tinham políticos nas suas Comissões de Honra. Se for o atual presidente do fóculporto, não vem mal nenhum ao mundo...
Quem não se lembra das críticas, que o Ministro da Cultura recebeu por dizer que não ia assistir ao Mundial do Qatar in Loco, por preferir o seu lugar semanal no Estádio da Luz, por parte dos puritanos cartilheiros dos azuis de Contumil!?"

Sinal #5 - Feyenoord...

El Mítico - 60s - Feyenoord...

Segunda, excerto...

Benfica FM #241 - Feyenoord...

O Cantinho Benfiquista #145 - Pre-Season & A Draft

O Benfica Somos Nós - S03E02

Visão: Feyenoord...

5 minutos: Diário...

Visão: Zoom...

Mais um passo na preparação


"O particular com o Feyenoord é o destaque nesta edição da BNews.

1. Fecho da pré-época
Está completado o ciclo de jogos de pré-época. Em visita ao campeão neerlandês, o Feyenoord, o Benfica perdeu por 2-1, numa partida em que Roger Schmidt utilizou 21 jogadores.

2. Declarações pós-jogo
Roger Smith na Conferência de Imprensa para o jogo frente ao Feyenoord Após o reencontro com o seu anterior clube, Kökcü refere que a equipa "está preparada", salienta as "semanas duras de muito treino" e deixa uma garantia: "Temos mais dez dias até à Supertaça e vamos estar prontos para lutar nesse jogo."

3. Reconhecimento
Formado no Feyenoord, capitão de equipa e campeão neerlandês, Kökcü foi homenageado pela direção do clube de Roterdão antes da partida, uma ação a que se juntaram, de forma sentida, os adeptos presentes no Estádio De Kuip.

4. Feito na canoagem
Pedro Casinha sagrou-se campeão europeu Sub-23 em K1 200 metros. O canoísta do Benfica conquistou ainda o bronze, com Gustavo Gonçalves, em K2 500 metros.

5. Recorde nacional
Dois nadadores do Benfica, Diogo Ribeiro e Miguel Nascimento, integram o novo quarteto recordista nacional nos 4x100 metros estilos, uma marca estabelecida no último dia do Campeonato do Mundo.

6. Campeonato de Portugal de atletismo
Doze atletas benfiquistas são campeões nacionais, a título individual, após vencerem provas do Campeonato de Portugal. Ao todo, são 33 as medalhas conseguidas em representação do Benfica.

7. Iniciativa do Museu
No âmbito das comemorações do 10.º aniversário do Museu Benfica – Cosme Damião, João Estevão e Matilde Serra (ginástica), Tatiana Castanho (luta) e Maria Sofia Silva (hóquei em patins) partilharam a sua experiência no âmbito do tema "O que é ser campeão?""

Terceiro Anel: Diário...

Ajudem João Félix


"O cenário é irrealista. Imaginem-no, se forem capazes.
O FC Porto (podem ser Benfica ou Sporting) investe milhões num futebolista, o futebolista não corresponde ao que Sérgio Conceição (podem ser Roger Schmidt ou Rúben Amorim) exige, o mesmo atleta sai por empréstimo, volta e – em plena pré-temporada – diz que o sonho de criança foi sempre jogar no Benfica (ou no Sporting).
Um tonto. Um inconsciente. Um desrespeitador.
Plot twist. Aconteceu mesmo.
Foi isto, precisamente, que João Félix achou boa ideia experimentar: anunciou a todo o mundo o desejo de vestir a camisola do Barcelona e uma paixão blaugrana que o persegue desde a infância.
Só faltou o assobio do Piranha no Verão Azul, ladeira abaixo, bicicleta e amigos. Idílico.
Félix teve este atrevimento, veja-se bem, inserido nos trabalhos de pré-época do Atlético Madrid. E com mais quatro anos de contrato nos colchoneros.
Não sei se este tique de absurda petulância saiu da cabeça do João ou se alguém na sua entourage o aconselhou neste sentido. Uma estupidez desenfreada, um ultraje disparado direitinho ao coração dos milhões de adeptos do Atlético.
Não é assim que se recupera o crédito, já de si tão malparado.
Sou fã do futebol de Félix. Tem tudo o que procuro num craque, a leveza, a descontração altiva, a sensibilidade a receber, a tocar e a rematar.
Em 2019, alguém se lembrou que seria boa ideia entregar este pacote delicado nas mãos de um ferreiro. Um ferreiro competente, sim, mas um ferreiro. Um homem com ideias inversamente proporcionais às esperadas por João dentro de um campo de futebol.
Quatro anos depois, João Félix não é melhor futebolista, não é um nome mais apetecível no mercado de transferências, tem a credibilidade arruinada no emblema de Madrid e a carreira num beco de saída apertada.
Qual será o próximo passo?
Ajudem João Félix, ajudem-no a parar para pensar, a ver e a ler todas as possibilidades, a fazer mea culpa e a assumir o ridículo de um empréstimo a um Chelsea meio morto. Um Chelsea que, ainda assim, teve a afronta de recusar um futuro com Félix.
Dirijo-me às pessoas com influência sobre o avançado. Pais, irmão, representantes, a todos os que gostam realmente do homem. Ajudem-no.
Félix e Simeone era uma relação condenada à partida. Contra-natura. Um toureiro e um defensor dos direitos animais, um belicista e um objetor de consciência na mesma casa. Não há harmonia possível entre causas contrárias, conflituantes.
Não dá, nunca deu. A responsabilidade é de ambos, naturalmente, mas acima de tudo há um clube histórico e um contrato milionário a respeitar – assinado por vontade própria, que se saiba, pelo atleta.
João Félix tem algumas saídas, ainda assim.
1. Um pedido de desculpas público ao mundo colchonero, na esperança de que o clube facilite um empréstimo com cabeça, tronco e membros
2. Uma conversa séria com Xavi, para avaliar se a famosa paixão é correspondida ou se é um desamor de verão condenado ao fracasso
3. Uma terceira via, para um clube onde possa ter paz, jogar com liberdade e responsabilidade, num futebol compatível com os seus ‘pezinhos de ouro’.
O Benfica entraria nesta terceira opção. Socorro-me de Luís Freitas Lobo e digo que Félix «precisa mais do Benfica do que o Benfica de Félix» nesta altura. Mais do que contratar o avançado, o clube estaria disponível para recebê-lo. E seria bom para os dois lados.
Que Félix pense bem, que fuja das arábias desta vida e dos muitos milhões da Turquia, Grécia e outros desterros piores. O seu lugar é na mesa dos maiores, aos 23 anos está mais do que a tempo de corrigir erros recentes. No Benfica ou num campeonato decente.
Ajudem-no."

Quantos Burnley há na Liga Portuguesa?


"Tenho um par de galochas que só utilizo durante o Verão. É raro apanhar chuva, aquele par de galochas. Lembro-me de uma tarde, no Verão passado, em que caiu uma carga d’-água. Estava com as galochas, fiquei com os pés molhados. Sinceramente, não me importei. Num Verão inteiro, aconteceram quê? Duas, três vezes? É raro chover, no Verão. Não me vou desfazer das galochas por causa disso. Ando bem calçada. Se for preciso, subo montes, subo escadas. Já sei é que, pronto, se chover, fico com os pés molhados. Mas isso é uma vez, muito de vez em quando.
O Benfica joga na Liga Portuguesa. É raro jogar contra um adversário que pressione alto, o Benfica. Numa tarde do campeonato passado, o Benfica jogou contra o FC Porto. Apanhou uma pressão alta, perdeu o jogo. Sinceramente, não fez diferença. Num campeonato inteiro, aconteceram quê? Uma, duas vezes? É raro o Benfica apanhar pressões altas, na Liga Portuguesa. Não se vai preocupar com pressões altas por causa do FC Porto. Foi campeão. Se for preciso, ganha a Taça de Portugal, chega aos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Já sabe é que, pronto, se apanhar pressões altas, sente dificuldades. Mas isso é uma vez, muito de vez em quando.
Durante a pré-época, ainda não tinha caído uma carga d’água, ou seja, o Benfica ainda não tinha jogado contra um adversário competente a pressionar alto. Frente ao Burnley, ficou a ideia de que Roger Schmidt continua a usar as galochas do campeonato passado.
Quem olhou para a primeira-parte, período em que o treinador do Benfica lançou muitos dos principais candidatos ao primeiro 11 inicial oficial, viu uma equipa com os mesmos problemas colectivos e um novo problema individual: Jurásek não é Grimaldo. O lateral espanhol, quando recuado, através da sua exímia leitura de jogo e/ou da sua excepcional qualidade técnica, era capaz de inventar soluções face a opositores que lhe encurtavam o espaço, que o obrigavam a pensar e a executar mais rápido. Grimaldo era uma referência na primeira fase de construção; Jurásek tem um perfil diferente, sendo um jogador mais talhado para aproveitar o espaço do que para encontrar aquele que parece não existir. Além disso, Jurásek não veio pela facilidade em desequilibrar em zonas interiores, algo que Grimaldo fazia com mais eficácia do que alguns médios, mas pela largura e profundidade oferecidas.
Do outro lado, Bah apresenta melhores argumentos no momento de descobrir o passe certo sob pressão, acrescentando a essa capacidade a de romper em condução, contudo, sob pressão, também é um lateral bastante dependente da equipa, menos auto-suficiente do que Grimaldo. Admitindo que Vlachodimos é menos um com os pés e que os dois centrais, tal como Bah, estão altamente condicionados pelo bom funcionamento do processo colectivo, em que é que resultaram quase todas as tentativas do Benfica sempre que procurou construir desde trás? Resultaram em perdas de bola. Mesmo quando António Silva ou Morato arriscavam no passe em busca de Di María, Rafa ou João Mário, a equipa mostrava-se impreparada na hora de dar soluções ao portador, que rapidamente se via rodeado por um ou dois adversários.
Pontualmente, o talento individual de alguns dos jogadores do Benfica foi resolvendo problemas que, em conjunto, podem ser resolvidos com maior regularidade/facilidade. Sucedeu frente ao Burnley, tal como já tinha sucedido frente ao FC Porto, no Dragão. No Estádio da Luz, contra o mesmo adversário, não chegou. Chegou para ser campeão, dizem. E poderá voltar a chegar, digo eu.
Porventura, poucos são aqueles que se preocupam em andar de galochas quase em Agosto se, na mala da praia, guardam o título de campeões nacionais. Este texto não é para esses, é para aqueles que, quando calçam as galochas, se lembram sempre dos dias em que ficaram com os pés molhados."

A rapariga que ganhou um porco


"Alfonsina olhava em redor e só via homens - pudera!, era a única mulher a participar na Volta a Itália de 1924

Alfonsa não é um nome comum, mas Alfonsa também não foi uma mulher comum. Carinhosamente chamavam-lhe Alfonsina. De nome completo, oficial e testemunhado em cartório notarial era Alfonsa Rosa Maria Morini. Olhava em seu redor e só via homens. Pois, que remédio: era a única ciclista que participava nas grandes competições. Claro que isto foi há muito tempo quando o desporto era algo para calções e não para saiotes. Na Volta a Itália de 1924 enganou, e bem, os juízes da prova e fez-se passar por um rapaz. Entretanto ganhara o nome do marido: Strada. Podia lá ser apelido melhor para quem engolia sobre duas rodas quilómetros e quilómetros de estrada.
Não sei ao certo porquê mas mal me deparei com a vida de Alfonsina Strada, o Diabo de Saias, percebi que nascera numa família pobre. Nada contra as famílias pobres, era o que faltava. Conheci muitas e conheci as dificuldades que um homem - neste caso mulher - atravessa para se manter no rumo vertical da honradez. Não sou como a grandessíssima aventesma que resolveu soltar a frase assassina: «São pobres? Façam-se ricos!». Ou como aquela rainha que ficou coma cabeça separada dos ombros mas que enquanto a teve no sítio soltava com despudor: «Não têm pão? Comam brioches!». Ora, Alfonsina comeu pão e duro. Às vezes punha-o de molho para poder mastigá-lo. Nasceu em 16 de março de 1891 em Riolo di Castellfranco Emilia, na Emilia-Romagna, não longe de Modena. Aos 14 anos já não largava a bicicleta que o pai lhe oferecera. Houve quem apostasse que era uma mania passageira. Houve quem achasse a sua paixão escandalosa. Houve quem lhe lesse no brilho dos olhos uma vontade indomável de viver sentada num selim com os pés a dar a dar como os alcatruzes de uma nora. Alfonsina era de ideias fixas. E fixou-se na de se tornar ciclista. Mesmo que não houvesse mais nenhuma para lhe fazer companhia. Olhava em volta e só via homens; olhava em volta e só via adversários que fazia questão de vencer. Com apenas 12 anos viajou até à Rússia. Tinha ganho uma prova para miúdos de ambos os sexos disputada em Bolonha. O prémio pela vitória foi um porco vivo. O porco não lhe dava jeito nenhum mas deu um jeitão aos pais que tinham galinhas no mísero quintal das traseiras. O porco vinha mesmo a calhar para roncar por entre o cacarejar dos galináceos. Os jornais contam a história e exageraram bastante a proeza de Alfonsina. Não que não merecesse elogios mas, que diacho!, tratava-se de uma competição infantil. Os ecos da rapariguinha que ganhara um porco chegaram, imagine-se!, aos ouvidos da czarina Alexandra que a convidou pessoalmente para participar no Grande Prémio de São Petersburgo de 1909. Adorou conhecê-la. E teimou com o marido, o czar Nicolau II, que era fundamental oferecer-lhe uma medalha de ouro.
Calculo que quando a garota regressou a casa, o pai tratou de enfiar a medalha de ouro no prego. Mas Alfonsina já voava movida a pedais. Casou-se com Luigi Strada, um bem-falante turinês que tratou de lhe fazer todas as vontades, sobretudo oferecendo-lhe os modelos de bicicletas mais modernos que iam aparecendo por toda a Europa. Como sempre acontece surgiram vozes irritadas com o sucesso da pequena. Em 1923, uma publicação francamente preconceituosa e intitulada Almanaque das Mulheres Italianas resolveu trazer a lume um comentário desagradável que lhe era directamente dirigido: «As mulheres não devem forçar o corpo a excessos perigosos e a exageros ridículos». Ela não tardou a dar-lhes o ridículo.
Quando toda a gente percebeu que Alfonsina Strada estava embrenhada no pelotão da Volta a Itália de 1924 era tarde demais para a mandar parar. Seria até ofensivo para certas cabeças mais lavadas. Terá tido a matreirice de se inscrever com o nome de Alfonsin, mas também há biógrafos seus que levam a mal esta versão machista. Como alguns dos grandes nomes do ciclismo italiano desse tempo, acima de todos Girardengo e Ottavio Bottecchia, não participaram no Giro, reclamando prémios monetários para se apresentarem à partida, Alfonsina e la Bici tornou-se a grande novela diária da Gazzetta dello Sport, patrocinadora da corrida. Ao fim da sétima etapa Alfonsina continuava a bater-se ferozmente, uma ilha-mulher rodeada de homens por toda a parte. A oitava etapa foi-lhe fatal: chovia cães e gatos e macacos de rabos cortados, uma tempestade de vento forte abalou todo o pelotão. Strada foi vítima de três furos e, no fim, acabou por ser eliminada por chegar fora do controlo. No entanto, Emilio Colombo, o chefe de redação da Gazzetta não se conformou com a ausência de Alfonsina e deu-lhe carta branca para continuar a correr embora sem contar para a classificação. Chegou ao fim. Cumpriu mais de 3500 quilómetros. Ao cortar a meta, desceu da bicicleta e chorou. Não são só os homens que choram."

A discriminação não é fair play. Nem nos relvados, nem no desporto, nem em lado algum


"As mulheres jogam futebol. E não só no futebol têm impulsionado a mudança e inclusão, como noutras modalidades desportivas.

O dia 27 de julho de 2023 foi um marco na história do desporto português e das portuguesas. Pouco passava do início da partida contra o Vietname, quando as Navegadoras nos fizeram festejar o primeiro golo. Que bom é ver a representatividade no desporto. Que bom é saber que, como eu, mais raparigas e mulheres se sentiram especialmente representadas nesta vitória.
É verdade que, em Portugal, vivemos dias de celebração para o o futebol e para a equipa de futebol feminina. Além de ser a primeira vez que a Seleção Nacional de Futebol Feminino é apurada para a fase final de um Campeonato do Mundo, foi também marcado o primeiro golo, nesta fase, ao serviço de Portugal - por Telma Encarnação no jogo contra o Vietname. Kika Nazareth seguiu-lhe os passos e o rumo da bola, fazendo o 2-0 e garantido a vitória a Portugal nesta segunda partida.
As mulheres jogam futebol. E não só no futebol têm impulsionado a mudança e inclusão, como noutras modalidades desportivas. Somam conquistas e adeptos, despertando uma atenção mediática cada vez mais presente. Gostava de ter a certeza de que se anteveem boas marés. Que a valorização da vertente feminina no futebol cresce e que a relação das mulheres com o desporto é respeitada em pleno. Estou ciente das vitórias conseguidas nesse sentido, tal como estou dos passos que ainda faltam para o desporto - também o futebol - ser efetivamente para todos e todas, independentemente do seu género, religião, condição social, económica ou geográfica.
Em França, um anúncio da empresa de telecomunicações Orange tem desafiado as perceções sobre a vertente feminina do futebol. O vídeo expõe algumas das melhores jogadas dos atletas da equipa de futebol masculina, os Les Bleus, acompanhadas da narração emotiva dos comentadores. No entanto, quando aparece a mensagem "Só os Les Bleus nos podem dar estas emoções. Mas não são eles que acabaram de ver" e nos é mostrado todo o processo de edição de vídeo, é que percebemos que os passes e golos que observámos não são dos astros da seleção masculina, mas sim das jogadoras da seleção feminina francesa, as Les Bleues.
Por outro lado, ainda em França, enquanto se procuram derrubar preconceitos quanto ao futebol feminino e consciencializar para a qualidade de jogo que, também as mulheres, são capazes de ter, as mulheres muçulmanas continuam a enfrentar barreiras na prática desta modalidade. No passado dia 29 de junho, o Conseil d'État decidiu que a Federação Francesa de Futebol não teria de alterar a sua política discriminatória que proíbe as jogadoras muçulmanas que usam hijab (véu islâmico) de participarem em jogos de futebol de competição. Esta é uma medida que viola os direitos à liberdade de expressão, de associação e de religião das jogadoras muçulmanas, comprometendo também os esforços para tornar o desporto feminino, onde o futebol se insere, mais inclusivo.
No Afeganistão, embora o gosto pelo desporto seja algo tão intrínseco como nos restantes países, os Talibãs têm impedido a sua prática às mulheres e raparigas, alegando que não se coaduna com o papel da mulher na sociedade. Muitas procuram realizar atividades desportivas em segredo, debaixo das apertadas restrições e vigilância por parte das autoridades de facto do país, receando qualquer telefonema, visita intimidatória ou pior desfecho. A liberdade para praticar desporto é agora uma miragem. Por sua vez, no Irão, as restrições à entrada de mulheres nos estádios de futebol têm sido uma realidade difícil de quebrar. O caso da jovem Zeinab Sahafi, que várias vezes se disfarçou de homem só para poder assistir a jogos de futebol no seu país, é só mais um exemplo de como o desporto é ainda interdito à vida das mulheres, no Irão e em tantos outros sítios.
Mas acredito que as boas marés virão - fruto da persistência, da vontade, do respeito, da justiça e, inevitavelmente, do tempo. A mudança, ainda que devagarinho, já está a acontecer."

Zero: Negócio Fechado S01E11 - Balotelli...

Domingo, excerto...

segunda-feira, 31 de julho de 2023

Cadomblé do Vata


"Feyenoord 2x1 SL Benfica

1. O que me transtorna mais nestes resultados de pré época... logo agora que o SC Farense subiu e eu podia ter o SL Benfica a 15km de distância é que o campeão vai descer de divisão antes de se iniciar a I Liga 23/24.

2. Os portistas dizem que o FCP não joga nada e vai perder a Supertaça; os Benfiquistas dizem que o SLB não joga nada e vai perder a Supertaça... se calhar o SC Braga como 3° da Liga 22/23 e finalista da Taça de Portugal pode reclamar já a posse do caneco.

3. Foi um jogo de homenagens... o Feyenoord prestou tributo ao Kokçu e o Glorioso honrou a memória do SLB 00/01 que não jogava um cú.

4. Obviamente que não é por se tratar de um jogo amigável que devemos desculpar a postura displicente dos primeiros 65 minutos... durante esse período, não foram raras as vezes que, sempre com Kugel em mente, me lembrei do preparador físico do Flamengo que ontem esmurrou um jogador da própria equipa.

5. A boa noticia de hoje é que se Kokçu não resultar no Glorioso, podemos oferece-lo ao Feyenoord em troca de 150M... e eles são gajos para venderem o estádio só para o terem de volta."

Mau ensaio geral, trabalho duro pela frente até dia 9!


"Feyenoord 2 - Benfica 1

00' Equipa previsível na ótica de Schmidt. 12' golo do Feynoord (1-0) fífia de Aursnes! Acontece a qualquer um, só não entendo como não fez falta para parar logo ali a jogada. E era fácil. Ora tentem ver de novo, até se encolhe para o adversário passar.

30' Jurásek continua a não convencer. Schmidt é conhecido por tratar os assuntos olhos nos olhos com os jogadores. Assim é mais fácil que eles compreendam as suas opções. Certo, Ristic?

34' golo do Feyenoord (2-0). Otamendi sem pernas para Gimenez, que concretizou com classe. Muitas dúvidas se não estava fora de jogo, mas o mau posicionamento de Bah também não ajudou.

40' nem Di María está a definir bem no último terço? Assim é difícil... Jogada de golo desperdiçada enquanto eles aproveitaram as duas que tiveram.

45' primeira parte fraca, mal jogada. Resultado a pender para o lado da equipa fisicamente mais forte e que não dá espaços nem faz cerimónias para entrar duro e fazer faltas. À atenção do Benfica para dia 9!

46' como eu saúdo as entradas de Morato, Ristic e Neres. E Florentino? E Neves?

60' eles matam qualquer transição nossa em falta. Parece que estão a disputar uma final. Gosto de quem encara os jogos assim. (Mal só o árbitro com o amarelo sempre no bolso.)

73' Neres entrou bem e mexeu logo com o nosso jogo ofensivo, mas falhar um golo só com o guarda redes pela frente, caraças...

85' golo do Benfica (2-1) olhó Tiago Gouveia a assistir! E Musa só teve que empurrar.

90' segunda parte melhor do que a primeira. Derrota sobre derrota não é motivação para ninguém. Trabalho duro pela frente até dia 9."

Bigodes: Feyenoord...

BI: Feyenoord...

Águia: Feyenoord...

Terceiro Anel: Feyenoord...

RND - Feyenoord...

5 minutos: Feyenoord...

Vermelhão: Alarme...

Feyenoord 2 - 1 Benfica


Faltam 10 dias para o primeiro jogo oficial da época, não existem mais jogos de preparação programados, mas provavelmente a equipa irá fazer outro jogo de 90 minutos, à porta fechada, no Seixal, dito isto: estou preocupado!!!

Aquele que em teoria será o nosso melhor 11, não está a funcionar! Temos claramente mais opções, mais profundidade no banco, mas o nosso meio-campo 'titular' não está a fazer o espectável! Estamos a abrir muitos buracos nas costas da nossa linha de meio-campo, estamos a permitir demasiados contra-ataques (fáceis), aos nossos adversários, não estamos a conseguir pressionar os nossos adversários, a equipa parece desequilibrada quando tenta recuperar a bola... e raramente ganhámos um duelo defensivo!

E quando se perde a bola com tanta facilidade, torna-se difícil atacar com 'juízo'!!! Também é verdade que estas duas últimas duas derrotas, foram contra equipas, que usam a falta, não como último recurso, mas como o primeiro 'recurso' para travar as nossas transições (com total complacência dos árbitros, nos dois jogos...), e se no Restelo ainda criámos um número significativo de oportunidades, hoje raramente chegámos à zona de perigo, e quando lá chegámos, decidimos quase sempre mal...

A equipa dominadora do ano passado, ainda não apareceu... e posso estar muito enganado, mas para conseguirmos voltar a equilibrar a equipa, o Roger terá que alterar muita coisa! Algo, que dificilmente irá acontecer...


E até posso dar o 'desconto' da viagem a Roterdão ter corrido mal logisticamente, com a equipa a chegar de madrugada à Holanda, na véspera do jogo e com a equipa fisicamente ainda 'lenta' na reacção... contra um adversário, que jogou com 'pilhas novas'!!!

Mas pessoalmente, o meu 11, no início da época oficial, seria algo como Ody; Bah, Toni, Morato, Ristic; Tino, Aursnes(Neves); Neres, Di Maria(Rafa), Kokçu(Aursnes); Ramos! Kokçu 'subido', no lugar do Aursnes; Di Maria no 'meio' para ter menos responsabilidade defensivas, com o Neres no seu lugar (na direita)! Já agora, o Gouveia provou nos poucos minutos que jogou que merece ficar no plantel e ser alternativa...

Só é pena que nesta pré-época, algumas destas hipóteses não tenham sido testadas... Estes jogos serviram, na minha opinião, para provar que o Kokçu no 'meio' e o Di Maria na 'direita' vai desequilibrar a equipa defensivamente, e ainda retirar o Neres do seu lugar preferido!

Temo que na Supertaça, o 11 seja muito parecido com o de hoje, talvez o Ristic e o Morato no lugar do Jurásek e do Nico (precisava de minutos, por isso compreende-se a titularidade de hoje), contra uma equipa que também usa a falta como a primeira opção (impunemente), vamos muito provavelmente repetir os erros do último confronto com os Corruptos!!!

Último jogo de preparação


"O particular com o Feyenoord, em Roterdão, joga-se às 15h00 com transmissão, em direto, da BTV. A anteceder o dia de jogo, Roger Schmidt deu uma conferência de Imprensa em que abordou vários temas relacionados com a pré-época, a temporada e o plantel. Este é o destaque da BNews.

1. Conferência de Imprensa
Roger Smith na Conferência de Imprensa para o jogo frente ao Feyenoord Roger Schmidt está "muito satisfeito com a pré-época" e revela que "o ambiente tem sido muito bom, os jogadores estão a treinar-se sem problemas e muito motivados". "Estamos completamente focados na preparação para o começo da temporada e, depois, em cada competição, procuraremos dar o nosso melhor", afirma.
O técnico alemão confidencia que está, também, "muito satisfeito com a nossa equipa" e explicita os objetivos do grupo de trabalho: "Queremos jogar muito bom futebol, um futebol de ataque, para que os Benfiquistas gostem de vir ao estádio, e, claro, queremos ganhar troféus, porque é isso que temos de conseguir quando fazemos parte do Benfica."
Sobre o jogo desta tarde, o treinador do Benfica explica a opção por defrontar o campeão neerlandês no final da pré-época: "Escolhemos o Feyenoord porque joga com muita intensidade, é uma equipa agressiva e será um teste muito bom. Queremos fazer um bom jogo, depois ainda temos alguns dias para nos prepararmos para a Supertaça e, especialmente, para uma época muito dura."

2. Red Pass: nova fase
Concluído o período de renovação e troca de lugares, inicia-se a fase de venda aos primeiros Sócios do Sport Lisboa e Benfica que fazem parte da lista de espera. São 298 os lugares disponibilizados para venda, em função da elevadíssima taxa de renovação, muito próxima dos 100%. A lista de espera supera os 14 mil interessados.

3. Projeto inovador em desenvolvimento
A primeira Casa Benfica 2.0, localizada em Santarém, está cada vez mais perto de se tornar uma realidade. Já abriu a fase de inscrições em várias áreas.

4. Natação benfiquista em alta
Diogo Ribeiro tornou-se no primeiro português medalhado num Campeonato do Mundo e a disputar quatro meias-finais de especialidades diferentes. Rafael Mimoso conquistou o ouro no Festival Olímpico da Juventude Europeia. Este foram os resultados mais importantes entre várias participações meritórias de nadadores benfiquistas nestes certames.

5. Protagonista
Isaac Nader, o especialista nos 1500 metros que contribuiu para o 13.º título nacional consecutivo do Benfica em atletismo, é o Protagonista da semana. Uma entrevista que pode ver na BTV ou ler no jornal O Benfica.

6. A vez dos individuais
Uma semana após o tridecacampeonato de atletismo benfiquista, decorrem os Campeonatos de Portugal, prova que define, a nível individual, os campeões nacionais em cada especialidade.

7. 10 anos do Museu
Termina hoje a semana de atividades organizada no âmbito do 10.º aniversário do Museu Benfica – Cosme Damião. No último dia há o workshop "Como cuidar da minha coleção desportiva: da teoria à prática" e o desafio "Caderneta de cromos: especial aniversário".
Entre as várias iniciativas realizadas, destacam-se as mais de mil visitas em 26 de julho, dia de aniversário, com muitas surpresas e presentes especiais, e a sunset party, ontem, que incluiu visita ao Estádio e ao Museu e muita animação, com presença de glórias do Benfica e atletas das várias modalidades, num evento em que foram cantados os parabéns ao museu benfiquista.

8. Treinador do ano
Norberto Alves, líder da equipa técnica bicampeã nacional de basquetebol, foi eleito treinador do ano pela Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol.

9. Fomento da paixão pelo desporto
Quatro andebolistas do Benfica protagonizaram uma ação pedagógica sobre a modalidade junto de dezenas de crianças da Escola Básica Mestre Querubim Lapa, em Campolide, Lisboa. Uma iniciativa registada pelas câmaras da BTV.

10. Uma marca de excelência
Os Elite Training Camps 2023 registaram um recorde de inscrições (375), com atletas dos Sub-12 aos Sub-20, provenientes de 40 países."

Campeões...


Vários Campeões Nacionais Individuais de Atletismo, neste fim-de-semana no Campeonato realizado em Braga. Destaque para o recorde nacional do Isaac Nader nos 800m e o tempo do André Prazeres nos 100m: 10,17s:

100m: André Prazeres
110m barreiras: Sisíno Ambriz
400m barreiras: Yuben Munary
800m: Isaac Nader
1500m: Isaac Nader
3000m obstáculos: Etson Barros
Comprimento: Gerson Baldé
Altura: Gerson Baldé
Vara: Pedro Buáro
Dardo: Leandro Ramos
Disco: Emanuel Sousa
Martelo: Vital da Silva

PS: Fim do Mundial de Natação, com a Prata do Diogo Ribeiro nos 50m Mariposa, que ainda conseguiu o 10.ª nos 100m Livres; o 13.º nos 50m Livres; o 13.º nos 100 Mariposa; e na estafeta dos 4x100 Estilos, ajudou Portugal a conseguir o 16.º lugar! Excelente Mundial, histórica medalha, mas por acaso, nos tempos, até podia ter sido um pouquinho melhor!!!

Desculpe, importa-se que remate?!


"É difícil afirmar-se que falta ‘instinto fatal’ ao ataque do Benfica depois de se ter visto as águias marcarem 11 golos nos quatro primeiros jogos desta pré-temporada. Mas creio que é fácil reconhecer-se que foi, sobretudo, isso que lhe faltou ao quinto jogo, na noite desta terça-feira, no emprestado Estádio do Restelo, frente ao Burnley, recém-regressado à Premier League inglesa pela mão do belga Vicent Kompany (ex-jogador do Manchester City), que aos 37 anos já levou, por exemplo, Pep Guardiola a predestinar-lhe já bem-sucedida vida como treinador. Com ele, o Burnley venceu o Championship (segunda liga) e obteve 34 vitórias no total de 54 jogos da época.
A vitória do Burnley, conseguida com a justiça de quem soube aproveitar o que teve, não retira, porém, uma vírgula à perceção de que as duas caras do Benfica no jogo (mais uma vez um onze em cada parte) não foram capazes de mostrar suficiente instinto para transformar em golos o muito do bom futebol criado. Em suma, não sei se falta ‘veneno’ à águia, mas foi o que lhe faltou no jogo com o Burnley.
Pareceu, desta vez, o Benfica uma daquelas equipas românticas que sabem jogar, sabem organizar, sabem criar, adornar, rendilhar, dinamizar, executar, florear, mas não têm a frieza de decidir melhor e no melhor momento na hora de concluir na área adversária o que deu, por vezes, tanto trabalho a criar.
Servem, naturalmente, os jogos de pré-temporada para afinar o processo de jogo. E o Benfica mostra, na realidade, ter o processo já bastante afinado, no sentido em que a equipa respira saúde física, já está apreciavelmente oleada, quer na ação ofensiva quer na defensiva, e uma qualidade técnica que não surpreende pelo conhecido talento de grande parte dos jogadores campeões mais a evidente classe e dimensão de Dí Maria e o potencial do jovem Kekçu, que não engana e será, aos 22 anos, um dos mais promissores médios que a próxima edição da Liga dos Campeões terá a oportunidade de observar.
Mas apesar dos tais 11 golos marcados a Southampton (2), Basileia (3), Al Nassr (4) e Celta de Vigo (2), o que a águia mostrou – mais uma vez, deixo o sublinhado – no jogo com o Burnley foi algo muito visto, apesar de tudo, na última época: remata pouco, decide demasiadas vezes mal o último passe, não aproveita, assim, o domínio atacante que dá tantas vezes, e tão claramente, a ideia de conseguir. Na gíria, dir-se-á que o Benfica tem muito menos golo do que parece prometer o futebol que joga.
É possível que o treinador Roger Schmidt não fique tão preocupado com o tema como terão, certamente, ficado os imensos adeptos do Benfica que foram até ao Estádio do Restelo (que bom ver como organizações distintas são capazes de se entender para benefício do futebol e que bom ver o magnífico exemplo dado, agora, pela direção de Patrick Morais de Carvalho no Belenenses) para assistir ao único jogo de preparação das águias realizado em Lisboa. Afinal de contas, na última época, a equipa de Roger Schmidt fez 131 golos em 55 jogos em todas as competições oficiais, o que dá uma bastante positiva média superior a dois golos por jogo.
Se nada se alterar até ao fecho do mercado de transferências, a equipa continuará a contar com o crescimento de Gonçalo Ramos, um jogador ao qual se exigirá talvez demais para a jovem idade que tem, vai ter de acreditar em Musa e ter fé que o jovem Tengstedt venha a mostrar porque levou o Benfica a decidir pagar por ele qualquer coisa como 7,5 milhões de euros.
Mas é óbvio que os golos que a equipa de Schmidt vier a fazer (ou não fazer) dependerão, ainda, e muito, do que forem capazes de desequilibrar jogadores como Rafa, João Mário, Kokçu, David Neres ou o inigualável Dí Maria.
Ter golo, ouve-se entre os profissionais do futebol, é ter frieza, instinto, veneno, sentido predador, decisão, sentido de oportunidade, remate, capacidade de executar sem grande preparação.
Parece-me, porém. que será muito injusto fazer cair sobre o jovem Gonçalo Guedes a responsabilidade de encontrar a solução que deve caber a muitos. Claro que se lhe pedirá, de novo, que chegue, pelo menos, aos mesmos 27 golos no total de 47 jogos que fez pelo Benfica na última temporada (média superior a 1,5 golos por jogo).
Mas assim como os 11 golos feitos pelas águias em quatro jogos desta pré-época têm um valor muito relativo (pré-época é sempre pré-época) também o jogo em branco desta terça-feira se enquadra facilmente na ideia de uma andorinha não fazer a primavera.
O que não deve é levar treinador e jogadores do Benfica a agarrarem-se simplesmente a esses ‘clichés’ e a julgar que para o golo aparecer basta jogar muito para a frente. Não creio que seja verdade e o futebol está cansado de o mostrar.
Frente ao Burnley, já a pressão alta do Benfica não funcionou tão bem e perante a boa organização da equipa inglesa, os encarnados sentiram dificuldades a defender. Por outro lado, foi a pressão alta do Burnley que causou mossa na saída de bola do Benfica, a partir de trás. Quando a pressão do adversário s torna eficaz, como foi o caso, das duas uma: ou se mete a bola na frente e corre-se o risco de a perder de imediato, ou é preciso que os médios ou atacantes se movimentem rápido na procura do espaço onde os companheiros possam colocar a bola com a mínima segurança. Se ficarem parados a ver o que dá (como nalguns momentos se viu entre as águias no jogo do Restelo) podem contar com muita dificuldade a sair com a bola da zona defensiva.
No fundo, o que o Burnley fez (bem) ao Benfica (essa pressão alta muito forte, como é expressa na linguagem do futebol) foi o que o Benfica quis fazer (nem sempre bem) ao Burnley. E é o que quer, no fundo, fazer a todos os adversários, porque esse é ponto essencial do modelo de jogo de Roger Schmidt.
A questão, porém, não é o querer; a questão é a da eficácia pretenbdida quando se pressiona. E nessa matéria, a equipa não pode dar-se ao luxo de ser ‘macia’, pressionar apenas com dois ou três e não ser agressiva no momento da marcação; a pressão alta é um momento que exige orquestra muito afinada e músicos muito disciplinados, dedicados e com muita intensidade na procura da melhor nota. Se vão os tambores e ficam os violinos, não se ouvirá música, mas ruído!"

Terceiro Anel: Diário...

Rabona: Félix...

Aperitivo!

O esplendor do Tugão, até a 'feijões'!!!


"Ontem, no estádio do Ladrão podemos presenciar a mais um miserável ato de hipocrisia e sabujice!
Vitor Ferreira, árbitro que foi sentenciado por Luís Gonçalves, foi “convidado” para ser o cicerone de serviço no jogo de apresentação do Contumilense…basicamente teve que ir ao “Perdoa-me” do desporto, mostrar que aprendeu a lição por forma a garantir que a sua carreira não seja tão curta como a de outros que ousaram enfrentar a polvo azul.
É impressionante a forma como o desporto nacional está vergado a estes indivíduos, é a tática da fruta e café com leite que gera demasiadas pessoas com telhados de vidro e presos pelos…
É Portugal em todo o seu esplendor por assim dizer!

#agoladoSabry"

Sábado, excerto...

domingo, 30 de julho de 2023

Antevisão...

5 minutos: Diário...

Apresentação digna!

Cheaty team

E assim se chegou ao empate...

Está aberta a época balnear em Contumil... 😏


Preparem-se para o Mundial de natação da liga portuguesa.


Terceiro Anel: Diário...

Uma Semana do Melhor, excerto...

Sexta, excerto...

Hora, excerto...

Quinta...