Últimas indefectivações

terça-feira, 23 de abril de 2019

Whatever works

"S/S Benfica 1998/99 Away (Edição europeia)
A campanha europeia do Benfica na época de 1998/99 acabou em Dezembro. Começou de forma empolgante com uma tareia ao Beitar de Jerusalem num dia quente de verão da Expo 98, seguida de uma derrota em Israel que valeu um puxar de orelhas público de Vale e Azevedo. A fase de grupos arrancou com uma derrota na Alemanha com o Kaiserslautern, uma vitória caseira com o PSV (com um golo sublime de JVP) e uma inqualificável jornada dupla com o HSK (com derrota na Filândia e um 2-2 vergonhoso em casa). A vitória em casa com o Kaiserslautern levou-nos a Eindhoven com o sonho de ainda passarmos, sonho esse que ruiu com um golo de Van Nistelroy aos 88 minutos (depois de estar a ganhar com bis de Nuno Gomes com esta camisola).
A história desta camisola acabam por ser duas que eu me esforçarei para contar de forma resumida, separado-as, de forma original em "História 1" e "História 2".

História 1:
Dezembro de 1998. Coimbra. 4ª matrícula na Faculdade. 2ª vez que tinha deixado crescer o cabelo. 
Faltavam duas horas para o início da partida em Eindhoven e a ansiedade já não me deixava em paz. 
Não me saía da cabeça o borreganço com os filandeses.
Deambulava na zona da Praça da República, já tinha espreitado todos os CDs na discoteca do C.C. Golden e não conseguia parar quieto. Ia ver o jogo no Restaurante Troica, isso estava decidido. Faltava decidir o que fazer nas duas horas que faltavam até ao jogo. Ao lado do Troica havia um barbeiro. À antiga. O corte de cabelo custava 400 escudos se não estou em erro. Entrei.
- "Pente 4 sff."
- "Tem a certeza?"
- "Tenho! Vou rapar o cabelo que tenho pelos ombros e o Benfica vai ganhar a Eindhoven"
Foi quase...
História 2:
Com a eliminação do Dinamo Zagreb e passagem à próxima eliminatória, avancei para a compra desta camisola que já estava há largos meses na wishlist do ebay, tendo em conta que não faria sentido repetir camisolas já usadas este ano e não tendo mais camisolas de versão europeia disponíveis.
Apercebi-me de forma tardia que esta viagem à Alemanha traria menos impacto que o normal: o facto do jogo ser 5ª feira santa apenas consumiria meio dia de férias e com as miúdas de férias em Castelo Branco, a logística familiar estaria bem mais simplificada.
Resultado: viagens mais caras. O habitual. Há uma citação do filme cable guy com Jim Carey que envolve hesitação mas não vou trazer para aqui...
Para combater o dano, resolvi apanhar o voo no Porto, fazendo escala em Lisboa, para partir para Frankfurt. E sim, ficava mais barato, já incluindo o preço do autocarro, da inevitável francesinha e dos danos morais inflingidos pelos colegas de viagem por, estupidamente, não querer ir de directa para a Alemanha.
O dia de jogo teve o ritual habitual quando se viaja: deixar rapidamente as tralhas no hotel e partir forte para o pré-jogo. Almoço bem calórico e as primeiras canecas debaixo de um sol fabuloso e botões de camisa marotos. O caminho para o estádio foi feito através dos autocarros designados para o efeito, com partida no meeting point indicado. Bonita experiência de chegada ao recinto, onde foram viradas mais umas cervejas de forma firme e confiante.
A chegada ao estádio, depois de contornadas as vicissitudes dos bilhetes para sectores diferentes, encontrei uma grande companhia para o jogo e um grande ambiente no estádio. Foi abismal. Antes, durante e depois do jogo.
Foi o jogo em que mais cantei. Foi o único jogo em que fomos abafados.
Saí sem voz, sem as meias-finais mas com o coração cheio e com um enorme orgulho em perceber que consigo fazer parte do chamado "futebol positivo" que o Markus me referiu depois e me deixou boquiaberto mais uma vez.
Perdemos na Alemanha. Pela terceira vez comigo na bancada. 
Desta vez não foi tareia. Foi uma eliminação de uma competição europeia com o mesmo número de golos marcados e sofridos. São as regras.
Com um golo em fora de jogo. Não são as regras mas é bem melhor que a porcaria do VAR.
No campo faltou um bocado de garra no início (e a pressão alta que o Lage nos habituou). Faltou Rafa ao jogo. E a bola do Salvio que bem podia ter ido para dentro.
Foi quase...

Sem arriscar muito por generalizações, a ideia que tenho do povo alemão é ser frio mas respeitador. E mais uma vez, a experiência que tive na Alemanha foi essa: à entrada do estádio, estávamos a beber cervejas normalmente no meio deles. Cada um na sua. A única abordagem que tive foi um rapaz, que pela sua tez não deveria ser germânico, que me disse:"Love your shirt. And with Joao Pinto on the back. Just perfect". E foi à vida dele.
Não tenho pretensão nenhuma em influenciar ninguém nem contribuir para a eterna discussão do que é melhor ou pior. Mais do que procurarmos o melhor, gosto de pensar que devemos encontrar o que se adequa e encaixa melhor em nós. O chamado "Whatever Works". Pegando na referência, o genial filme do genial Woody Allen com os não menos geniais Larry David e Evan Rachel Wood (mais ao nível da carinha laroca, confesso) tem uma tradução para português que, a meu ver, não é genial. Mas neste caso, encaixa perfeitamente: o futebol na Alemanha "tem tudo para dar certo".
Para mim, a experiência de ver futebol na Alemanha é incomparável.
Por isso, sempre que o Benfica jogar lá, farei todos os possíveis para estar presente.

Whatever Works - https://www.imdb.com/title/tt1178663/?ref_=nv_sr_1?ref_=nv_sr_1

PS: Daqui a pouco mais de duas hora jogamos em casa com o Marítimo. Passem pela antevisão do jogo.
Para mim e até ao fim destes cinco jogos, a receita é simples: todos nus!"

Arbitragem: fugas de informação, as origens e as soluções

"O assunto do momento em termos de arbitragem é efectivamente esta “fuga de informação” no que à divulgação das nomeações diz respeito, algo que nesta fase final do campeonato acrescenta um ruído nada saudável e traz de novo à tona os eternos climas de suspeição que giram em torno do sector. Hoje gostava de reflectir sobre este assunto em duas vertentes: fazendo o enquadramento das nomeações, pelo facto de não serem logo tornadas públicas, e adiantando uma breve explicação dos aspectos burocráticos que envolvem este processo, desde a nomeação à chegada do árbitro ao estádio para onde foi nomeado.
Desde cedo que se percebeu que um sector como a arbitragem, quanto mais fechado for e secretismo tiver, maior será o ruído e a especulação causados, daí que “abrir as portas” e tornar público o que se faz e como se faz é, de uma maneira geral, muito mais proveitoso para a imagem do sector. Dentro dessa linha, as nomeações do Conselho de Arbitragem (CA) desde há muito tempo que eram tornadas públicas no mesmo dia em que eram enviadas para os árbitros. O que este CA, a dado momento, constatou foi que face ao período de tempo que mediava entre o dia da nomeação e o jogo propriamente dito, os árbitros e respectivas famílias começaram, quer pelas redes sociais, quer em alguns casos de forma presencial, a serem ameaçados e coagidos. Nesse sentido, foi pensado protegê-los tornando secreta a divulgação dos nomeados, que são divulgados apenas no dia do próprio jogo. 
O facto é que esta medida veio a revelar-se positiva, pois nunca mais essas ameaças e coacções ocorreram, regressando assim uma paz aparente ao sector até ao dia do jogo. Mais: as especulações e críticas feitas nos mais diversos órgãos de comunicação social, assim como da parte dos clubes em relação aos árbitros nomeados, deixaram de ter espaço e tempo nas conversas.
O panorama, contudo, mudou radicalmente e passou a ser assunto a divulgação da folha oficial dos nomeados ainda antes de ser tornada pública. Conclusão: todo o sector voltou a ser descredibilizado por causa desta fuga de informação, passando de novo a haver um clima de desconfiança. No meu ponto de vista, e uma vez mais muito bem, o CA tomou uma medida que vai acabar com esta discussão e torná-la num “não assunto”, passando de novo a divulgar de forma atempada as nomeações.
Só espero, que em simultâneo, sejam tomadas medidas preventivas no sentido de os árbitros que forem nomeados para os jogos dos “ditos grandes” sejam apoiados e protegidos, pois neste momento e contexto do futebol português, é importante ser-se proactivo.
Esta fuga de informação, porém, é possível de acontecer, porque entre a nomeação e a ida para o jogo existem várias entidades envolvidas no processo logístico e burocrático. Basta perceber que a equipa de arbitragem, quando recebe a nomeação, tem de enviar de volta, em função do dia e hora do jogo, um plano de viagem, que contempla (entre outras coisas) a hora a que a empresa que conduz os árbitros vai buscar cada um dos elementos, ou seja, tanto a Liga, como a empresa que transporta, como o próprio motorista destacado, ficam a saber os nomes dos árbitros. Depois é só enquadrar isso com os horários dos jogos e é fácil relacionar o nome com a nomeação. E se o jogo for nas ilhas, há bilhetes de avião a comprar com a designação nominal, assim como os transportes terrestres a utilizar após a aterragem, entrando neste processo também as unidades hoteleiras onde ficam alojados.
Para além disso, como os árbitros não são profissionais e muitos trabalham por conta de outrém, basta um árbitro ser nomeado para um jogo à sexta-feira ou à segunda-feira para fazer com que tenha de pedir dispensa no seu trabalho — logo, patrão e colegas ficam a saber para onde vai.
Ou seja, são muitas as possibilidades de fuga de informação, por isso não me espanta nada que, no meio deste processo, escapem as nomeações. De qualquer forma, fez bem o presidente do CA ao tentar resolver, nas instâncias próprias, um problema que poderia ganhar maior dimensão. E se, por um mero acaso, se vier a comprovar que esta fuga de informação surgiu de dentro do próprio sector, que sejam tomadas medidas exemplares."

Griezmann e Benzema: o menino querido e o mal-amado do futebol francês

"Dois talentosos avançados franceses, ambos estrelas em Madrid. Terminarão aqui as semelhanças entre Antoine Griezmann e Karim Benzema.
Nesta edição comparamos o novo documentário sobre a estrela do Atlético de Madrid e da selecção francesa, lançado pela Netflix há cerca de um mês, e comparámo-lo a outro, também disponível na mesma plataforma, sobre Benzema, proscrito dos Bleus, mas principal figura do Real nesta época pós Ronaldo – bem a propósito, o 9 merengue apontou o único hat-trick desta época no passado domingo no 3-0 ao Athletic Bilbao.
Tal como as personalidades de «Grizou» e Karim, estes docs sobre os dois craques do futebol francês têm diferenças bem vincadas.
Antoine Griezmann – The Making of a Legend tem uma narrativa inspiradora e simplista, enquanto Le K Benzema mergulha nas controvérsias de uma personalidade que em França desperta amores e ódios.
Vale a pena ver e comparar a história do menino querido com a do mal-amado do futebol francês.

Antoine Griezmann – The Making of a Legend
Género: documentário
Realização: Amal Doghmi
País: França
Duração: 60 minutos
O rapaz loirinho da Borgonha não nasceu em berço de ouro, mas tornou-se numa espécie de menino bonito do futebol francês.
A história de Griezmann tem um lado de superação: nascido numa família humilde e visto como demasiado franzino, foi recusado por vários clubes até emigrar na adolescência para o País Basco, onde, sozinho e longe da família tardou a afirmar-se nos escalões jovens da Real Sociedad.
Seria já como profissional no Atlético de Madrid que Antoine, filho pródigo da pequena cidade de Mâcon, viria a tornar-se numa estrela do futebol mundial, destacando-se também como uma das grandes figuras da seleção francesa que viria a sagrar-se campeã do mundo em 2018 e vice-campeã europeia em 2016 – naquele título perdido em casa contra Portugal.
Sem ter o físico de um superatleta, Antoine tem a fisionomia de um rapaz comum, mas talento de sobra.
Para lá disso, é extrovertido, bem-humorado, diverte-se com a alegria contagiante de uma criança a cada celebração de golo. Tornou-se numa personagem familiar, apodada carinhosamente de «Grizou», num alvo apetecível em termos publicitários, sendo óbvio apontá-lo como um dos símbolos da reconciliação do público francês com a sua selecção.

Le K Benzema
Género: documentário
Realização: Florent Bodin e Damien Piscarel
País: França
Duração: 120 minutos
Em determinada medida, Benzema é a antítese de «Grizou». Se um une, outro divide o público francês. Se um é o «garoto propaganda» dos Bleus, outro foi condenado ao ostracismo na selecção gaulesa… Em comparação com Antoine Griezmann – The Making of a Legend, Le K Benzema tem o dobro da duração e também o dobro da densidade em termos de argumento.
Karim, rapaz de ascendência argelina que cresceu num bairro de Bronn, na periferia de Lyon, tem uma personalidade forte e não é avesso a polémicas.
Este filme, mostra esse lado controverso, abordando por exemplo o escândalo sexual que envolveu uma alegada chantagem ao seu companheiro de selecção Valbuena – caso em que Karim acabou absolvido –, que levou à sua exclusão até hoje da selecção francesa.
Benzema, um dos maiores goleadores do futebol mundial (que representa o Real Madrid pela 10.ª época), aparece como alguém que não nega as origens e que está disposto a vincar a sua posição, seja na defesa de algumas amizades perigosas que tem desde a adolescência, seja na recusa em murmurar o hino francês, apesar de ser aconselhado a tal para evitar a pressão mediática.
Cristiano Ronaldo, Florentino Pérez ou Zinedine Zidane, tido como confidente e amigo de Karim, prestam o seu depoimento neste documentário, em que o seleccionador francês Deschamps e também o ex-primeiro-ministro francês surgem como vilões no caso da exclusão de Benzema da selecção."

As lutas amadoras

"O que se entende por luta? É uma palavra que abrange vários significados. Fora das significações figuradas (luta de classes, luta contra o cancro, por exemplo), é possível encontrar quatro actividades diferentes: luta amadora (desportiva), luta profissional (muitas vezes associada ao espectáculo), luta tradicional (a galhofa, em Portugal; a bretã, em França, por exemplo) e a luta enquanto desporto de combate.
Para aquilo que nos interessa, iremos falar somente das lutas amadoras, enquanto competição desportiva que procura, entre dois adversários, colocar um dos oponentes no chão (tapete).
Ao contrário do judo e do aikido, não existe muita documentação de qualidade e científica sobre as lutas amadoras. Se no final do século XIX era fecunda, sobretudo as obras em francês sobre a luta, não se passa o mesmo no século XX e na actualidade. Estamos perante um notável processo-verbal de carência. Muito do que existe está impregnado de ideologia. Encontramo-nos na presença de dois fatos brutos: de um lado, uma floresta petrificada de instituições e, do outro lado, a selva incoerente, infinitamente flutuante, de resultados e de projectos. No entanto, das arenas dos gladiadores, passando pelos torneios de lutadores do século XV, até à luta desportiva de competição na actualidade, ela fez um longo caminho.
Para a praticar, não é necessário um equipamento particular. Já Montaigne e Rabelais, na sua época, a invocavam nos seus escritos que bastava “uma boa formação física e moral dos jovens rapazes” (Favori, 2000, p. 7).
Em 1896, as lutas amadoras tornaram-se um parceiro histórico na renovação dos Jogos Olímpicos Modernos, segundo os votos de Coubertin. O estilo greco-romano, prática ocidental, encarnou a forma de lutas dos antigos gregos e romanos. Nessa altura, era apenas praticada pelo género masculino, permitindo unicamente gestos técnicos de ataque e defesa, utilizando o tronco, a cabeça e os membros superiores.
Através de artigos, conferências e recomendações, Coubertin (1922) sublinha que a luta não deixou de se transformar desde os seus primórdios, mas ela é convencional. Isso não diminuí o seu mérito desportivo, pois começa de pé e prossegue no solo. Derrubar o adversário e dominá-lo constituem as duas eternas fases. É um exercício que coloca em jogo todas as forças da máquina humana, combinando acção e resistência a um limite raro.
Sob a influência americana, foi incluído no programa o estilo Livre-Olímpico, em 1904, permitindo gestos técnicos de ataque e defesa utilizando todo o corpo. Em 1912, a luta, nos pesos médios, faz a sua aparição nos JO de Estocolmo, num combate homérico entre o finlandês Alfred Asikainen e o russo Max Klein. Depois de 11 horas de luta, Asikainen cai para o tapete esgotado. Klein não fica em melhor estado, pois recusa disputar a final contra o sueco Claes Edvin Johansson. Portugal estará presente nestes jogos, com o atleta Joaquim Vidal, obtendo duas derrotas e uma vitória. Os estatutos da luta são garantidos pela Federação Internacional de Lutas Associadas (FILA), fundada em 1905, tornando-se, em 2014, a United World Wrestling.
Considerada como a “prima” do judo, a luta é sempre apresentada como um conjunto, mais ou menos coerente, de agarres, isto é, de movimentos executados pelos combatentes depois destes os terem assimilado segundo os conselhos do treinador. Os praticantes procuram ultrapassar a resistência do adversário, utilizando diversos meios técnico-tácticos permitidos, assim como todas as faculdades físicas e psíquicas. A repartição da luta em categorias de pesos oferece a todos os concorrentes, homens ou mulheres, qualquer que seja a sua corpulência e o seu peso, a oportunidade de se encontrarem em condições de igualdade.
Alexandre Medved, um ilustre lutador bielorusso, definia a luta como a síntese de vários desportos: “actualmente, para se ser um bom lutador, é preciso ter a força de um halterofilista, a agilidade de um acrobata, a resistência de um corredor e o pensamento táctico de um jogador de xadrez” (Favori, 2000, p. 19).
Com algum balbucio, em 2004, por ocasião dos JO de Atenas, viria a ser integrada a luta feminina. Tal como o estilo Livre, permite uma multiplicidade de ataques e de defesas utilizando todo o corpo. 
A evolução da técnica da luta, no sentido mais amplo da eficacidade e de rendimento no combate, engloba três aspectos: melhorar o equilíbrio do lutador, melhorar os agarres/controlo; melhorar a forma de se utilizar o corpo para melhor projectar. Projectar o adversário por cima das suas costas, dos seus ombros ou da sua barriga, impõe um “respeito das leis mecânicas, simples, mas imutáveis. 
Actualmente, as lutas, “que é cada um de nós por instinto”, são incluídas em alguns programas escolares sob a forma de jogo de oposição e como prática de desenvolvimento harmonioso.
Como já referimos anteriormente, Portugal participou, pela primeira, vez nos JO com as lutas amadoras em 1922, em Estocolmo. Os resultados olímpicos têm sido, desde então, desoladores."

Desporto adaptado: da inclusão à excelência

"A inclusão no desporto é um processo multidimensional que está dependente de vários factores, entre os quais a assunção pessoal e familiar da deficiência e do processo que decorre (1); na criação de condições sociais do próprio processo de inclusão (2); e na transposição deste mecanismo relacional para um domínio mais específico que é o sistema desportivo (3).
Em termos meramente conceptuais, a deficiência deve ser considerada como uma diferença a ser valorizada, para que não sejam atribuídos rótulos que muitas vezes inferiorizam pessoas, destacando apenas alguns atributos, geralmente de forma não elogiosa. A confusão existe e persiste entre o atributo, lesão, (situação objectiva) e a condição de deficiência, isto é, o modo como esta influencia a performance das pessoas na sociedade, (experiência subjectiva).
Deduz-se, assim, que o factor determinante, está na interacção entre as condições disponibilizadas pela sociedade (entenda-se acessibilidade, no sentido mais amplo do termo) e as de funcionalidade da pessoa e as suas particularidades.
Três considerações básicas e práticas redundam desta análise conceptual:
1- A deficiência não deve ser circunscrita ao aspecto meramente biológico, mas deve ser considerada como um constructo relacional, porque depende não só da percepção do próprio sobre a sua deficiência, mas também do resultado da interacção entre indivíduo e sociedade.
2- Não podemos, nem devemos banalizar a deficiência tratando por igual o que é diferente, correndo o risco de assistirmos passivamente a um processo de consequências não antecipadas, como sucedeu com o conceito de racial colour blindness, cujo contramovimento provou que a desconsideração da “raça” na selecção de pessoas para a participação em actividades ou para a alocação de serviços era prejudicial às minorias em causa. Ao prescindir-se da própria deficiência enquanto atributo, com classificações, perfis ou categorizações, o que na prática sucede é que se ignoram as questões de poder relativo de certos grupos de indivíduos na comparação com outros grupos de indivíduos.
3- O sistema desportivo tem de ser rigoroso no próprio processo de inclusão desportiva, dos que possuem definitivamente atributos que os categorizem enquanto portadores de diferenças a serem relevadas na sua classificação de deficiência. A lei Geral portuguesa faz depender o reconhecimento de direitos/benefícios às pessoas com deficiência em função do grau de incapacidade definido pelo AMIM, emitido nos termos da lei (D-L n.º 202/96, de 23 de Outubro, alterado pelo D-L n.º 291/2009, de 12 de Outubro), facto que devia ser seguido pelo sistema desportivo.
A inclusão como processo é, em suma, uma questão de equidade, procurando adaptar o contexto à situação concreta, observando-se os critérios de justiça e igualdade para Todos os que fazem parte. 
Cabe à sociedade prever (1) e prover (2) os mecanismos de equidade social para facilitar a inclusão social (1) e desportiva (2) das pessoas com estes atributos, num verdadeiro projecto de responsabilidade social. Cabe às organizações desportivas com utilidade pública desportiva (UPD) aceitarem e cumprirem a delegação de competências do estado no cumprimento deste direito constitucional, ajustando as suas práticas a esta necessidade, provendo as necessárias condições financeiras para a tornar possível.
Quando no início do século XXI se começou a ouvir falar em inclusão do desporto adaptado nas estruturas federativas de modalidade, utopia era a palavra mais associada devido não só à mentalidade do país que ainda via o cidadão com deficiência como um ser ineficiente e com o qual devíamos ter consideração e alguma comiseração, mas também pela falta de responsabilização por parte das organizações desportivas aliada à consciência de falta de preparação estrutural e condições financeiras nas federações que tinham sofrido já cortes nada desprezíveis no seu financiamento (30%).
Estávamos então numa época em que o desporto para deficientes se encontrava circunscrito, quase em exclusivo às associações de e para pessoas com deficiência que, sem apoios e sem recursos específicos, perceberam o enorme potencial desta prática como factor de reabilitação e de integração social.
De 2000 a 2008 assistimos a um crescente reconhecimento social e político dos feitos alcançados pelos atletas paralímpicos, com alguns destes a deixarem de estar integrados nas associações de deficiência e a transitarem para clubes de modalidade, com o desenvolvimento de campanhas de comunicação e de marketing que enfatizavam a superação de capacidades.
Durante este período, que se estendeu até cerca de 2012-2014, o desporto adaptado federado, esteve confinado à Federação Portuguesa do Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD), sendo que nalgumas categorias de deficiência intelectual, esta responsabilidade ficou acometida à ANDDI-Portugal, Associação Nacional de Desporto para Desenvolvimento Intelectual, instituição cuja principal actividade é fomentar e organizar a prática de actividades desportivas de competição, para atletas nacionais com deficiência mental / incapacidade intelectual.
No final da primeira década do Século XXI, o governo da república começou a ter mais preocupações na aplicabilidade dos princípios de igualdade de direitos de acesso e tratamento, liderando o combate ao principio da segregação vigente até então, nomeadamente pela Secretaria Estado do Desporto e Juventude (SEDJ), Instituto Português Desporto e Juventude (IPDJ) e Instituto Nacional de Reabilitação (INR). Com a formação do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) no final de 2008, este processo de inclusão passou a ter uma acção mais concertada e visibilidade sem, no entanto, se verificarem melhorias e até alguns retrocessos nos apoios directos à preparação e participação desportiva dos atletas.
Entre 2012 e 2014, o IPDJ assumiu o apoio à inclusão e promoveu e apoiou a passagem das duas maiores modalidades paralímpicas: atletismo e natação da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência para as respectivas federações de modalidade.
A nível mais global, para além da integração nas federações de modalidade, de realçar o estabelecimento de contratos-programa quadrienais entre o CPP, o IPDJ e INR que conferiu aos projectos de preparação paralímpica de Londres 2012 e do Rio 2016 níveis de confiança, de estabilidade e de planeamento previsíveis, com pagamento efectivo e actualizado das bolsas financeiras aos atletas, acompanhantes e treinadores, e respectiva definição atempada dos planos de preparação e de participação desportiva ajustados.
No caso da FPN este processo foi faseado tendo sido delineada uma estratégia de inclusão total de todas as categorias de deficiência garantindo o respeito pelos nadadores e demais agentes desportivos envolvidos, apesar dos percalços vividos, especificamente a resistência por parte das próprias instituições da deficiência por não reconhecerem nas federações a competência organizativa e níveis de autonomia necessárias para esta tarefa.
A realidade verificada em 2019 é que a mudança para a FPN permitiu garantir condições de prática e desenvolvimento que na anterior estrutura eram muito difíceis de promover devido a constrangimentos naturais, seguindo sempre os princípios avançados pelas Nações Unidas (Best Practices for Including Persons with Disabilities in all Aspects of Development Efforts, 2011), assegurando a igualdade e a não-discriminação e permitir a participação de pessoas independentemente da sua deficiência, promovendo condições de equidade entre todos independente do género, idade ou condição de deficiência criando as condições estatutárias (inexistentes até então) regulamentares, estruturais e funcionais - recursos humanos, organizativos e logísticos - que facilitaram este processo.
Tentando combater a reduzida taxa de participantes na natação para pessoas com deficiência tornou-se pertinente a operacionalização de programas de captação de novos praticantes com a implementação do projecto: Escolas de Natação Adaptada (ENA), cujo principal objectivo foi e é a inclusão do jovem com deficiência nas estruturas regulares de natação, resultando na diminuição do sedentarismo.
Em todo este processo usamos como referências o exemplo do Canadá, Reino Unido e Holanda, países internacionalmente reconhecidos pelas suas práticas inclusivas e onde a natação para pessoas com deficiência faz parte da estrutura das federações respectivas.
Obviamente que o caminho faz-se caminhando e existe sempre algum aspecto a melhorar. Por exemplo, em 2018 introduzimos uma nova categoria de deficiência e classe desportiva no nosso sistema competitivo - o autismo, de forma a garantir uma ainda maior igualdade e justiça desportiva. 
Desde então, a um nível mais estrutural e organizativo, ocorreu uma filiação massiva das federações desportivas de modalidade no CPP e a assunção, por parte destas, da governação do desporto adaptado, permanecendo por ora apenas o boccia e o goalball afectos à Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência.
A mudança de mentalidades em prole de uma verdadeira política de integração de desportistas com deficiência com vista à verdadeira inclusão é um processo complexo, num panorama etnocêntrico universal, que apesar das superficiais declarações em contrário, está eivado de perversidades antropológicas e político-sociais, que patenteia a discriminação ainda presente.
Esta mudança de mentalidades deve ser reportada também às próprias instituições com responsabilidade no enquadramento de pessoas com deficiência, justificando-se:
1. A alteração da sobreposição de competências e respectivas afiliações institucionais internacionais entre as federações de modalidade e as, até então, instituições da deficiência com responsabilidades históricas no enquadramento e resposta ao desporto para deficientes, desde logo porque já existe uma coordenação eficaz de testada nas actividades que as diferentes Instituições/Clubes promovem individualmente por todo o país. A FPN deveria estar afiliado exclusivamente no CPP para ter acesso aos Jogos Paralímpicos e às organizações internacionais com responsabilidade de organização de eventos: IPC/World Para Swimming (WPS) para campeonatos do mundo paralímpicos; INAS para a participação nos Global games e via SUDS (Sports Union for Athletes with Down Syndrome) nos Trisome Games.
2. A preparação de Selecções Nacionais em diversas modalidades para representar Portugal em competições internacionais esteja sob a alçada e coordenação somente da estrutura técnica da federação de modalidade e não de outras instituições;
3. Apesar das conquistas estruturais, financeiras e de reconhecimento, a necessária consciência social por parte das famílias, para reconhecer os benefícios do exercício e o desporto como ferramenta determinante do desenvolvimento motor, psicológico e social.
4. A existência de um projecto nacional agregador entre as organizações desportivas, a escola, e as IPSS, para um investimento real em núcleos de prática desportiva adaptada, que permita proceder a uma identificação e integração destes estudantes com potencialidades na vertente desportiva; 
5. Repensar os contratos programa para o desporto adaptado e as prioridades estratégicas face aos recursos financeiros existentes. Ao longo dos ciclos paralímpicos de Londres, do Rio de Janeiro e de Tóquio operou-se uma evolução muito significativa dos montantes implicados, de tal forma que o valor global do contrato-programa Tóquio 2020 mais do que triplica o valor disponibilizado para o ciclo de Londres 2012, sendo que durante este período, e por iniciativa legislativa da Assembleia da República:
a. Foi estabelecida a igualdade no montante dos prémios de mérito desportivo atribuídos aos atletas olímpicos e paralímpicos, pondo cobro a uma discriminação negativa destes últimos assim como a equiparação das bolsas de apoio mensais aos diferentes intervenientes;
b. Foi definido ainda que os atletas paralímpicos terão à disposição um montante idêntico ao dos atletas olímpicos para a preparação desportiva. Mas, não ser que existam verbas para além das anunciadas, mais do que valorizar as bolsas mensais a aposta deveria ser, nesta fase, pela equiparação imediata das bolsas de preparação desportiva garantindo as condições de equidade necessárias para uma efectiva operacionalização dos projectos e programas de preparação;
6. Repensar a institucionalização da formação dos recursos humanos para o desporto/natação adaptada para além da formação técnica específica. Não existe enquadramento legal e/ou a consequente operacional para a formação de agentes responsáveis por alavancar a mudança."

Benfiquismo (MCLIX)

Pernas para o ar...!!!

Vermelhão: a 12 pontos da reconquista...

Benfica 6 - 0 Marítimo


Regresso ás goleadas... com tranquilidade! E só não foram mais, porque o Seferovic não 'quis' (poupou-se para o jogo do próximo Domingo?)!!!
Não estava à espera da titularidade do Cervi, mas além dos golos, fez por merecer a aposta, com a habitual capacidade de luta nas acções defensivas... e ofensivamente não complicou!
O Marítimo terá sido uma das equipas mais inofensivas que passou pela Luz, ofensivamente muito fraquinhos... mas defensivamente, demonstraram organização colectiva, mas as insuficiências individuais acabaram por sobressair!!! Tentaram pressionar a nossa 1.ª linha de construção, mas conseguimos 'rodar' a bola para o flanco contrário, quase sempre com qualidade... mesmo que na 1.ª parte, tivesse havido momentos onde jogámos demasiado devagar... Mas sem o Rafa, e com o cansaço acumulado das últimas semanas, o plano de jogo, passava mesmo, pelo ataque posicional e não as transições rápidas...
O Félix voltou a ser o MVP, mas o Florentino e o Samaris voltaram a estar muito bem... com o Samaris a assumir cada vez mais, o papel de novo-Gabriel com passes longos teleguiados!!! Obviamente, o adversário foi 'outro' mas a equipa pareceu-me melhor fisicamente, não vi jogadores exaustos... como aconteceu várias vezes, nos últimos jogos!
Os golos do Cervi e do Salvio, são muito importantes para dar motivação a estes jogadores que têm jogado pouco (e que têm sido alvo de notícias especulativas nos pasquins!)... e também para fortalecer ainda mais o espírito colectivo. Isso foi visível nas comemorações...
Não me pareceu que o Marítimo tivesse sido incentivado com a Mala do costume (se calhar 'pouparam' para as próximas jornadas...), mas mesmo assim não compreendo como é que com 3-0 no marcador, as entradas 'assassinas' continuaram até ao apito final!!! Tudo isto, com o 'incentivo' do porco do Godinho... Mais um festival do apito: a forma totalmente parcial como apitou a tudo deu vómitos!
Já 'só' faltam 12 pontos... E são mesmo os 12 pontos que temos que fazer para sermos Campeões! Agora, sem Europa, a 'aposta' dos Corruptos será total nos dois jogos fora do Benfica: Braga e Vila do Conde. Com o mais que provável Soares Dias, teremos que escalar o Evareste... Pelo menos, hoje ninguém ficou castigado... Não deverá haver surpresas, com o Rafa no lugar do Cervi... Mas tal como os adeptos do Benfica vão pagar praticamente cinco vezes mais para entrar na Pedreira, em relação aos adeptos Corruptos, a dificuldade do jogo será muito provavelmente na mesma proporção...

Portugal, a Champions e a Liga Europa

"O que valem as competições europeias para os clubes portugueses? São uma oportunidade ou um incómodo?

Portugal recuperou pontos-UEFA à Rússia na temporada 2018/2019 e isso representa, sem dúvida, uma boa notícia. Porém, além da má temporada dos clubes russos, que também ficaram atrás da Holanda e da Bélgica, a representação nacional teve intérpretes muitos dispares. E se o FC Porto foi bem eliminado pelo Liverpool, segundo da Premier League, e o Benfica foi mal eliminado pelo Eintracht Frankfurt, quarto da Bundesliga, já o Sporting abandonou a Liga Europa em confronto com o Villarral, décimo sétimo em, La Liga, enquanto que o SC Braga foi afastado pelo Zorya, que ocupa a quinta posição na Liga da Ucrânia e o Rio Ave despediu-se frente ao Jagliellonia, quarto do campeonato da Polónia.
Mas o mais grave na abordagem lusa às provas europeias é a sensação de que, ou é para meter as fichas todas nos milhões da Liga dos Campeões, ou então não vale a pena muito esforço, e o melhor mesmo é guardar energias para a competição interna.
E como será no futuro, na certeza de que, mesmo que não se chegue às Ligas europeias fechadas, o poder dos clubes mais ricos far-se-á crescentemente sentir?
Estarão os clubes nacionais minimamente motivados para competirem na 3.ª divisão da UEFA, que constará do calendário internacional a partir de 2021?
A competição interna é apaixonante e a rivalidade entre clubes representa um factor indissociável do impacto do futebol na sociedade. Mas os grandes saltos, em popularidade, dados pelos clubes portugueses, deveram-se ao sucesso fora de portas. Foi na competição internacional que se lhes abriram horizontes e ganharam dimensão e perspectiva.
Nesta fase, em que claramente 18 clubes na Liga são de mais, era preciso que houvesse vontade de formatar a competição à medida de interesses que transcendessem o umbigo de cada um dos clubes; e que cada um estivesse virado para a qualidade do jogo e a evolução da indústria do futebol. Mas não devemos perder tempo com essa utopia. De um país futebolístico onde os direitos televisivos não estão centralizados, os intervenientes directos clamam que o negócio está inquinado, e não há nenhuma entidade com força suficiente para devolver a sanidade à equação, não há muito a esperar.
PS - A recente rábula da fuga de informação das nomeações dos árbitros reflecte o estado da arte...

Ás
Augusto Inácio
O Desportivo das Aves meteu uma lança em África ao triunfar em Guimarães, fazendo crescer para cinco os pontos que o separam da linha de água. Esgotado o (histórico e brilhante!) ciclo de José Mota nas Aves, eis como uma chicotada psicológica produziu efeitos tão positivos. Muito mérito de Augusto Inácio.

Ás
José Mota
A visita ao excelente Moreirense era uma espécie de match-point que o Desportivo de Chaves devia salvar para continuar a sonhar com a manutenção. A vitória da equipa de José Mota, sofrida e suada, manteve vivos os transmontanos, que a seguir têm um mata-mata caseiro com o Nacional. Grandes emoções a caminho.

Duque
Costinha
O Nacional da Madeira está com a permanência na Liga muito complicada. A derrota com o Sporting foi, para os insulares, duplamente preocupante: em primeiro lugar porque necessitavam de pontos e não conseguiram; em segundo, porque não demonstraram aquele inconformismo próprio de quem luta pela salvação...

Uma lição de vida em forma de entrevista
«Era sempre eu que pagava tudo e tinha de emprestar dinheiro para tudo...»
Rúben Semedo, jogador do Rio Ave
A magnífica entrevista de Irene Palma a Rúben Semedo, que foi ontem destaque na Bola TV e no jogar A Bola, devia ser de leitura obrigatória para todos os candidatos a profissionais de futebol. É um manual sobre os amigos de ocasião que se colam, como sanguessugas, aos mais incautos e sobre todos os erros, de A a Z, que um jogador pode cometer Oxalá Rúben vá a tempo de se reinventar.

'Vecchia' Juve é dona e 'signora' de Itália
As nuvens negras que toldaram os céus de Turim após a eliminação da Juventus, às mãos do Ajax, na Liga dos Campeões, dissiparam-se com a conquista do 35.º scudetto da vecchia signora, oitavo consecutivo. Quem pára a Juve em Itália? Para já, não há rival à vista e os Agnelli continuam a ter a mira na Champions.

Projecto ganhador
Quando apostou no futebol feminino, o Benfica construiu uma equipa de nível europeu para disputar a 2.ª Divisão nacional, o que provocou uma distorção competitiva assinalável, em muitas circunstâncias perniciosa para o próprio futebol. Cedo se percebeu que o grande objectivo da época encarnada seria a Taça de Portugal (além de criar uma base sólida para o futuro). Porém, uma derrota caseira na primeira mão das meias-finais, frente ao SC Braga, colocou em causa o êxito dessa demanda. No sábado, milhares de pessoas no Estádio 1.ª de Maio e muitos milhares mais através da Bola TV, viram a reviravolta do Benfica, num jogo que terá granjeado inúmeros adeptos para o futebol feminino. Em perspectiva uma final de casa cheia, quando, no Jamor, se defrontarem Benfica e Valadares-Gaia."

José Manuel Delgado, in A Bola

Cada árbitro é um James Bond

"Leio, estupefacto, os procedimentos da Liga para manter as nomeações dos árbitros em segredo até à véspera dos jogos. Parece a determinação do cumprimento de uma ordem do Pentágono, uma mensagem secreta do MI6 para o famoso agente James Bond. O que deveria ser, apenas, uma simples nomeação de um árbitro para um jogo de futebol transforma-se num segredo de estado que, afinal, ninguém parece conseguir guardar e que não resiste ao gozo pessoal de um agente desacreditado ou à muito especial curiosidade de uma tumultuosa claque nortenha, que assume a vontade de ser a dona daquilo tudo.
A ideia com que se fica é que os árbitros, logo que escolhidos a dedo, ficam à mão de semear. Uma única pessoa deveria conhecer o segredo e os árbitros nomeados têm de percorrer um caminho guiados por senhas e contrassenhas, trajectos imaginários com destinos que não são totalmente revelados. Mesmo assim, dá a sensação que o único que verdadeiramente não sabe de nada é o árbitro. O resto do mundo, se quiser, sabe.
Em função da nova inquietação provocada pela nova e-toupeira que aflige o mundo do futebol e da arbitragem, o presidente dos árbitros já foi à Judiciária colocar a premente questão nacional de não se conseguir guardar o segredo das nomeações. O caso, se a PJ tiver juízo, deve, agora, morar no fundo mais fundo da mais funda gaveta para ser investigado quanto o pais não tiver mais nada para investigar.
Entretanto, num assomo de inteligência, foi decidido que as nomeações dos árbitros passam a ser divulgadas. O que ninguém consegue entender é porque não era assim antes."

Vítor Serpa, in A Bola

PS: Poderia dizer que aqui está um exemplo de um Idiota Útil... mas provavelmente é somente Idiota!!! Até confunde o James Bond, com o Johnny English !!!

Comunicado à Comunicação Social

"Após verificarmos que fomos “capa de jornal” devido a uma informação errada que aqui colocámos ontem, sentimos a necessidade de explicar o que se passou “nos bastidores”, para todos vocês entenderem.
Ontem resolvemos, em maioria, lançar a informação de que Tiago Martins seria o árbitro escolhido para hoje. Isto deveu-se, como explicámos imediatamente a seguir à publicação, ao facto de termos recebido uma imagem de uma conversa que nos parecia plausível. No entanto, resolvemos também salientar que não corroborávamos a informação e que a mesma carecia de falta de provas, além de deixarmos bem claro que Tiago Martins já tinha apitado na mesma jornada o Farense - Penafiel (provas em anexo).
Nos instantes seguintes, recebemos uma outra informação de que deveríamos remover a publicação pois não seria Tiago Martins a arbitrar o jogo e aquela conversa tinha sido uma armadilha montada para tentar descredibilizar o Polvo das Antas. Foi-nos ainda adiantado que o árbitro escolhido seria Luís Godinho. Após alguma ponderação, decidimos não avançar com mais nomes, mantendo a informação avançada inicialmente e com a ressalva de não corroborarmos a informação, por uma questão de credibilidade (provas em anexo).
Hoje confirmou-se que a nossa segunda fonte estava correta, mas nenhum de nós poderia adivinhar. Certezas de árbitros nomeados, só no núcleo dos Super Dragões. É fácil apontar o dedo quando as coisas já aconteceram, mas uma coisa vos garantimos: nós sempre nos pautámos pelo rigor de investigação e pela defesa da verdade desportiva e isso não irá mudar.
E é devido a essa mesma investigação e defesa pela verdade desportiva que ficámos estupefactos por verificar que os Super Dragões - claque portuguesa que mais árbitros ameaçou e coagiu ao longo de todos estes anos - lançou um comunicado oficial a defender Fontelas Gomes. Se isto fosse contado, ninguém acreditava. A falta de vergonha em Portugal ultrapassa todos os limites do imaginário e como tal, vamos deixar uma bomba para toda a Comunicação Social (CMTV) investigar que nos foi transmitida e à qual Bruno Paixão poderá responder (se quiser) e confirmar a sua veracidade.
É ou não verdade que Bruno Paixão foi pedir ajuda ao Conselho de Arbitragem - liderado por Fontelas Gomes - por causa das ameaças de que foi alvo?
É ou não verdade que o Conselho de Arbitragem Recusou Ajuda a Bruno Paixão e respondeu para ele se desenrascar sozinho e apresentar queixa à polícia?
Estará isto relacionado com a protecção dos Super Dragões a Fontelas Gomes? Porque é que o Conselho de Arbitragem Recusou Ajuda a Bruno Paixão? Não deveria o Conselho de Arbitragem proteger os árbitros das ameaças de que são alvo?
Temos Muito Mais Coisas Para Divulgar. Podem brincar com quem quiserem, mas connosco não brincam. O tempo do Apito Dourado acabou!"

Actualização...

"Como desmentir a Comunicação Social em segundos, nomeadamente os senhores Octávios Lopes desta vida. Não, não é o César Boaventura que anda a passar informações, como a Comunicação Social anda a querer induzir. Ele apenas as recebe, tal como nós recebemos. Querem saber de onde vem? Sigam o rasto. Nós já ajudámos bastante por hoje, agora façam vocês (CMTV e companhia) o vosso trabalho.

Actualização - Comunicado:
1) Removemos a foto, uma vez que a mesma era correspondente a uma conversa que, como se veio a confirmar e tal como deixámos bem claro ontem, “não poderíamos confirmar a sua veracidade, nem tão pouco tínhamos conhecimento de ser esse o árbitro que seria nomeado, uma vez que o mesmo havia apitado o Farense - Penafiel na mesma jornada”.
2) Informamos ainda que, depois de avançarmos com esta informação, ficámos espantados pela Comunicação Social pegar nisto mesmo sabendo que o nome avançado poderia não corresponder à verdade, como avisámos.
3) Esta página está repleta de informação verídica fruto do trabalho árduo de investigação dos elementos que a compõem. É, portanto, com alguma surpresa e lamentar que verificamos que a Comunicação Social ao invés de pegar naquilo que verdadeiramente interessa e que temos vindo a divulgar, prefere pegar em conversas entre adeptos de clubes rivais, com o claro intuito de contribuir para o lodo que é o futebol português.
4) Por fim, deixar claro - e temos provas - que após publicarmos aquela conversa, fomos avisados que tínhamos sido enganados e que o árbitro para hoje seria o Godinho. Perante a informação, decidimos mesmo assim não alimentar mais o assunto e deixar a informação como estava, com o aviso prévio e concreto de que não corroborávamos com a mesma por falta de provas. Tal se veio a confirmar."

Muita atenção!

"O que eu revelei há muito tempo que é do conhecimento de muita gente e é apenas uma pequena ponta de um grande Iceberg.
Por exemplo:
Quem são os motoristas da Guerin?
Quantos deles são Super Dragões?
Quem informa os Super Dragões das moradas e hotéis dos árbitros?
Quem são os bufos que informam das nomeações antecipadamente?
Quem é que na Imprensa anda a tentar branquear tudo isto?
Quem são os dirigentes da arbitragem que têm relações estranhas?
Repito, isto é uma pequena amostra de uma realidade negra.
Votos de uma Santa Páscoa... para todas as pessoas de Bem."

Denunciantes...!!!

"Oh, Rui Santos! Pobre Rui Santos! Então tu defendes um hacker que está preso, que roubou bancos, como um "bom denunciante"... e eu, que não tenho nenhum problema com a Justiça, que sou apenas um bem informado, que partilha boas informações... e tu tratas-me como "perigoso denunciante"? 
Sabes, Rui Santos, o que se chama a essa incoerência maldosa? Desonestidade intelectual...
Para o mau carácter do Rodolfo Reis, apenas uma pergunta: haverá controlo anti doping à saída da SIC?"

Bonito comunicado

"Se duvidas houvesse, elas ficaram dissipadas. A claque legalizada do crime organizado veio a terreiro…fazer a defesa de Fontela Gomes. Qual a razão para tamanha preocupação? A resposta parece evidente.
O comunicado, bem escrito por sinal, fazendo certamente jus aos conhecimentos literários superiores de Dr Fernando Madureira e a uma vida exemplar e de cidadania, tal como nos tenta `vender´ a comunicação social da Santa Aliança, ignorando todo um passado de violência que fala por si, é apenas mais um veiculo da Torre das Antas que tenta a todo custo segurar um dos seus mais preciosos pontas de lança - para usar um termo que a cartilha azul tanto gosta – Fontelas Gomes.
Esta relação de promiscuidade é por demais evidente, o que levanta algumas questões:
- Será que as nomeações são efectuadas por Fontela Gomes ou este será apenas um testa de ferro?
- Estamos apenas perante um exercício de gratidão por quem o colocou no lugar (Santa Aliança) ou existe algo mais? Intimidação? Coação? Chantagem?
- O que afinal move Fontelas Gomes? Todas estas questões são legitimas;
- Fontelas Gomes que se apressa a responder/enfrentar Luís Filipe Vieira e o Sport Lisboa e Benfica é o mesmo que se comporta como um cordeirinho em relação ao FC Porto;
- Fontelas Gomes é o mesmo que nomeou para jogos do #portoaocolo, seja como árbitro e/ou VAR, 75% de árbitros da AF Porto ou AF Braga;
- Fontelas Gomes é aquele que voltou a nomear Hélder Malheiro para VAR na Luz, no jogo seguinte a este ter ignorado 2 grandes penalidades, com claro prejuízo para o SL Benfica;
- Fontelas Gomes é quem revela audios de uma decisão acertada em relação a um jogo do Benfica (Vs Portimonense) e ignora/esconde o áudio sobre erros constantes e gritantes a beneficiar o FC Porto.
Nada disto é normal ou pode ser considerado inocente!"

A defesa de Fontelas Gomes

"Não acham estranho que os Superdragões venham fazer a defesa do Sr. Fontelas Gomes?!
Num momento em que é consensual que o Porto tem, mínimo, mais 10 pontos do que devia, por erros escandalosos de árbitros e VARs, vermos os Superdragões vir a terreiro defender o Sr. Fontelas é mesmo muito suspeito?!
Não falta muito para o mundo saber as razões deste amor súbito dos Superdragões pelos árbitros.
- Realço, é vergonhoso ser uma claque a gerir o departamento de comunicação do CA, mais uma prova das boas práticas!
Bem se pode queixar o Sporting de não estar em segundo lugar e o Braga em terceiro.
Assim se justifica a defesa ao CA."

segunda-feira, 22 de abril de 2019

450 minutos

"A 30.ª jornada da Liga encerra esta noite na Luz e ao Benfica só a vitória serve para poder continuar na liderança do campeonato e a depender apenas de si próprio para consumar a Reconquista. 
Depender de si próprio é depender do seu trabalho, da sua qualidade, do seu empenho, da sua inspiração, do seu rigor e do apoio dos seus adeptos. É disto que o Benfica depende e de rigorosamente mais nada.
A pressão de ganhar, essa, nunca desaparece. Claro que estamos todos conscientes da importância do momento. Entrámos na “recta final” e, com apenas 5 jornadas para disputar, os pontos são cada vez mais preciosos.
Por isso é que é um privilégio estar em 1.º lugar. A margem de erro é curta, mas é ainda mais curta para quem não está na liderança. O Benfica recuperou 7 pontos em relação ao seu principal rival desde Janeiro até esta 30.ª jornada. Uma caminhada fantástica, de grande seriedade e de grande compromisso – a que queremos dar continuidade.
É fundamental, para isso, que todos continuemos alerta: jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos. Foco total no jogo, prioridade ao que acontece no relvado, máximo respeito pelo adversário.
Há algumas semanas que o Benfica entrou em modo de ‘final a final’. Com a meta cada vez mais perto, a lógica é que, dentro de cada uma das ‘finais’, todos as possamos viver intensamente. Minuto a minuto! Faltam 450. Vamos a isto.

PS: Excelentes espectáculos e excelentes resultados no Futebol Feminino e também no Voleibol. Em Braga, no velhinho 1.º Maio, as jogadoras do Benfica conseguiram inverter a derrota da 1.ª mão, na meia-final da Taça de Portugal, e conquistaram com inteiro brilhantismo o direito a estar no jogo decisivo do Jamor. A equipa do Sp. Braga foi uma digna vencida nesta eliminatória de alta qualidade. No Voleibol, o Benfica venceu o terceiro jogo frente ao Sporting e está agora a liderar a final por 2-1. Boas notícias que o fim de semana de Páscoa nos trouxe. Ainda nada está ganho, mas ficámos mais perto."

Benfiquismo (MCLVIII)

O caminho...!!!

É sempre uma questão de intensidade

"O Benfica saiu da Liga Europa como saiu da Taça de Portugal, deixando no ar a ideia nefasta de que não fez tudo o que podia e devia para evitar a exclusão. Faltou-lhe um golo em Alvalade e faltou-lhe um golo em Frankfurt para afastar o Sporting e o Eintracht e em ambas as ocasiões, faltou-lhe, sobretudo, praticar um futebol que expressasse de modo incontestável a vontade de seguir em frente numa e na outra competição. E foi isso que não aconteceu. ou que, pelo menos, não se viu. E não se tendo visto os indícios de uma atitude suficientemente competitiva da equipa de Bruno Lage, contra adversários que, com todo o respeito, não eram sequer do outro mundo, compreende-se a insatisfação dos adeptos perante estes desaires por margens tangenciais e perante a flagrante minimização da intensidade posta em campo no jogo com os rivais da Segunda Circular e, depois, no jogo com os alemães na última quinta-feira.
No que diz respeito ao campeonato português, o que não faltou ao Benfica para recuperar sete pontos ao FC Porto e para ganhar em Alvalade e no Dragão foi, justamente, uma enorme dose de intensidade aplicada ao longo de uma série de jogos que o conduziram ao topo da tabela para surpresa de muita gente. Surpresa também para os seus adeptos que, racionalmente, deram a questão do título como perdida em Janeiro quando a equipa, ainda a cargo de Rui Vitória, saiu de Portimão derrotada com contornos de originalidade tendo em conta que os golos da equipa algarvia foram marcados por jogadores do Benfica na sua própria baliza. Mais original do que isto, de facto, é difícil.
A transposição do Benfica intenso, vibrante e competitivo do campeonato para o Benfica da Taça de Portugal e da Liga Europa não se verificou. A fúria de Seferovic, no fim do jogo de Frankfurt é o retrato da insatisfação dos adeptos. E, agora, a equipa de Lage só terá perdão se conseguir segurar a liderança nas cinco jornadas que faltam para o fecho da discussão do título nacional. A multidão é cruel, como se sabe, e se o Benfica não for o próximo campeão de nada valerá aos mais conciliadores recordar a sensacional recuperação do Benfica na Liga e a bela exibição contra o Sporting na 1ª mão da meia-final perdida nem o facto de, ao contrário do Real Madrid e da Juventus, o Benfica ter cometido a proeza de não ter perdido em casa com o Ajax. "Agora não é hora de apontar o dedo a ninguém", disse Bruno Lage em Frankfurt. Falou bem o treinador do Benfica e não terá sido apenas em legítima defesa que disse o que disse. Lage sabe, como qualquer um de nós, que ganhando o Benfica o campeonato haverá milhões que lhe elogiarão a sagacidade de se ter visto livre dos incómodos da Taça de Portugal e da Liga Europa em momentos cruciais da definição da temporada. 
Poderá até não ser verdade mas, francamente, foi o que me pareceu."

Leonor Pinhão, in Record

Primeiro lugar garantido...

Braga 0 - 4 Benfica

Última jornada, da fase regular, com um 'presente envenenado', obrigando o Benfica a ganhar em Braga para manter a vantagem para a mais que provável Final dos Play-off's com a Lagartada!!!

Jogámos muito bem, voltámos a falhar na concretização... o 1.º golo tardou!!!

Agora, começa o 'campeonato' a sério, com o Eléctrico de Ponte de Sor... equipa que deu sempre muito trabalho nos jogos 'grandes'!!!



PS: Enquanto os masculinos jogavam em Braga, na Luz, as nossas meninas tinham um jogo decisivo, com um contexto, digno da Epopeia!!!
O Benfica foi convidado a participar num Torneio em Espanha, uma autêntica Champions Feminina... As raparigas 'mereciam' estar presentes! Não ganhámos, mas dignificámos o emblema, 'perdendo' nas meias-finais nos penalty's...
Resumindo, jogámos 4 jogos em Espanha numa semana... Ontem fizemos a viagem de regresso, tendo chegado a Lisboa já de madrugada... e hoje, jogámos contra a 2.ª melhor equipa nacional!!!
Isto porque os dirigentes do Novasemente, não aceitaram o adiamento do jogo!!!!!
Concluindo: vencemos 3-2, contra uma boa equipa, e uma equipa de arbitragem desastrosa... Na garra, no suor, no sacrifício...
Parabéns... mas ainda não acabou!

Páscoa: humildade e responsabilidade

"A reconquista afirma-se nos relvados e contagia-se com uma comunicação que não precisa ser diária nem constante

1. Hoje é Domingo de Páscoa. Onde conjugam e combinam as palavras humildade e, também, responsabilidade. E, ainda, disponibilidade. Mas sabemos que as religiões estão repletas de feitos épicos, muito sangue e sofrimento. Cheguemos ao futebol. Para muitos uma quase religião! Com a derrota do Benfica na Alemanha - merecida! - e do Futebol Clube do Porto no Dragão - também merecida! - o futebol português ficou afastado das meias-finais das duas competições europeias de clubes. Fica a clara satisfação para as tesourarias de ambas as sociedades desportivas, já que realizaram as maiores receitas de sempre. Acredito que no total ambas as sociedades arrecadaram mais de cento e sessenta milhões de euros, com a equipa de Sérgio Conceição a ganhar naturalmente mais euros. Mas os números são implacáveis nos oito melhores! A Inglaterra tem quatro equipas (50%) nas meias-finais. A Espanha duas (25%) e, depois, a grande surpresa da época, o Ajax, e igualmente o Eintracht de Frankfurt. Olhando para o ranking da UEFA, os dois primeiros países - Espanha e Inglaterra - claramente dominam. Depois surge o clube alemão que afastou a equipa de Bruno Lage - e a Alemanha está no quarto lugar do ranking - e o Ajax que, aliás, em termos de valor, custa meio Ronaldo, ou seja 50 milhões de euros. A derrota na Alemanha, merecida, apesar do grave erro de arbitragem, implica que não ignoremos que o Benfica está a a sofrer nos últimos dois golos por jogo. O que é algo que importa analisar e estudar agora que toda a concentração - e acrescento toda a responsabilidade - se virou para a reconquista da nossa Liga. Agora cada jogo na Liga é mais do que uma final. Tem de continuar a haver total entrega e sem que haja desculpas para o objectivo desta época. A prioridade assumida exige que se analisem erros individuais, se suscitem momentos de forma de certos jogadores e, sem contemplações, a estrutura de comunicação do Benfica promova e efectiva humildade e afaste permanentes deslumbramentos. A reconquista afirma-se nos relvados e contagia-se com uma comunicação que não precisa de ser diária nem constante. É que nestas finais que restam, a começar na de amanhã frente a um acossado Marítimo, o Benfica, este Benfica, tem de combinar humildade com entrega, fé com vontade, disponibilidade total com inequívoca responsabilidade. Nos tempos que correm importa lembrar que nada se ganhou. E já se perdeu a Taça da Liga e a Taça de Portugal. E, agora, também a Liga Europa, onde encontraríamos um Chelsea que quer chegar à Liga dos Campeões conquistando a Liga Europa. Tal como digo-o, o Arsenal. Sem esquecermos o Valência, já que, de verdade, não acredito que o Frankfurt consiga ultrapassar a equipa de Maurizio Sarri. Daqui a um mês quero terminar esta época em verdadeira unidade mas sem unidade, em beleza. Sabendo que toda a equipa, técnicos e jogadores, quer dar uma imensa alegria a todos os benfiquistas e a todos aqueles que sentem, na emocional razão, o Benfica. Como o Tiago, que solicitou uma folga extraordinária ao patrão - que torceu o nariz - e que fez de autocarro, envergando a camisola do seu ídolo de sempre Rui Costa, seiscentos quilómetros - de Sierre na Suíça à cidade capital financeira da Europa - e que, de noite, regressou ao seu pequeno apartamento e marcando já um voo para estar presente no jogo final do seu Benfica e marcar presença no Marquês de Pombal. E o Tiago - e todos os outros Tiagos e Luíses, Vandas e Carlas - tem sempre presente uma frase que o meu querido e saudoso Senhor Artur Semedo me pediu para nunca esquecer: «O Benfica nunca perde. De vez em quando é que não ganha!» E como nos legou T. S. Eliot, «a única sabedoria que uma pessoa pode esperar adquirir é a sabedoria da humildade». E como escreveu Jean-Paul Sartre, «não fazemos o que queremos, e, no entanto, somos responsáveis pelo que somos: eis a verdade»! E, assim, na verdade dos números se constrói a reconquista. De uma Liga que Bruno Lage merece, que os benfiquistas ambicionam e que o Benfica, num imenso voo da águia, agarrará. Perdoando a alguns que lhe fizeram mal e a outros que, na sua imensa solidão, não entendem a dimensão de uma identidade que está para além deste concreto presente.

2. Só falta o jogo de amanhã na Liga NOS para terminar mais uma jornada. Em razão deste domingo de Páscoa - e nunca esqueço que nasci num lindo Domingo de Páscoa - já se disputaram oito jogos da jornada trinta. Há, assim, ainda doze - ou quinze - pontos em disputa e, acredito, a disputa vai ser difícil, complexa e jogada em muitos tabuleiros. Mesmo muitos. E, aqui, na minha modesta opinião - e só os homens calados é que não erram! -, o silêncio é ouro. E de ouro. E ouro é reconquista!

3. Sei bem que nos faltou - rotundamente falhou! - o VAR na Alemanha. Com ele não haveria o um a zero. E a história do jogo poderia ser bem outra. Como houve muito VAR - mesmo muito! - nos jogos da Liga dos Campeões. No Dragão validou um golo. Em Manchester não vimos uma repetição, bem evidente, do golo de Fernando Llorente que levou o City, e os seus 60 milhões de euros em aquisições, a ficar, uma vez mais - e pelo terceiro ano consecutivo - fora das meias-finais da Liga dos Campeões. E, em sentido contrário, o nosso Cristiano Ronaldo, no meio de uma incapaz Juventus, viu-se afastado, pela primeira vez em largos anos, se uma presença numa meia-final da competição ais emblemática do futebol mundial. E agora ao City, ao Liverpool, ao Tottenham, ao United, ao Chelsea e ao Arsenal faltam, na liga interna, seis finais. O Arsenal é o único que não tem de defrontar nenhum dos direitos antagonistas. E ambiciona com a Liga Europa chegar à Liga dos milhões. E com a consciência que, em tempo de Brexit, o futebol inglês pode conquistar a Europa. Sinais de tempos controversos e... sem que se possa ignorar, como é habitual e bem consciente, o Barcelona de Messi e companhia. Incluindo o nosso Nélson Semedo. Mas, aqui, sente-se, e pela Catalunha do futebol - e em vésperas de eleições legislativas em Espanha -, ao contrário do que ocorre em Paris e no PSG, humildade e responsabilidade. Mas sempre com o futebol a apertar os nossos corações e com uns com fartas comemorações e outros com dolorosas desilusões. Como o nosso Tiago. É a vida com o seu prazer e a sua dor. Mas sempre a vida. A vida vivida. Que não se repete. A na Madeira o que ocorreu, num instante, foram 29 vidas que se perderam. E como Louis Aragon nos disse, «a vida é um viajante». É mesmo!

4. (...)"

Fernando Seara, in A Bola

Quem é Tiago Brito ?!!!

"Em dia de Páscoa, decidimos trazer um folar para todos. E o folar tem um nome: Tiago Brito.
Tiago Brito é um Super Dragão e é amigo de Fernando Madureira, mais conhecido por Macaco. Mas não é só isto, pois não? Não, não é.
Tiago Brito trabalha para a Guerin e tem acesso a um sistema de aluguer de carros chamado Rent Way. Através deste sistema, consegue aceder à informação que consta registada na base de dados. Se existirem dúvidas relativas à nossa investigação, podem perguntar ao próprio Fernando Madureira, que não se inibiu de deixar o seu Panamera estacionado em frente à Guerin, dando as chaves a Tiago Brito e arrancando posteriormente com um carro da Guerin.
Mas não nos ficamos por aqui. Tiago Brito faz ainda parte do Staff Técnico do Clube Futebol Canelas, sendo ele o treinador de guarda-redes.
Conseguem ver algum fio condutor, ou será que estaremos perante o caso do E-Coincidência?
Uma boa páscoa a todos, a equipa do Polvo das Antas."

Manipulações...!!!

"É desta forma, apenas mais um exemplo, de como tudo tem funcionado nestes últimos 2 anos. Peões amestrados, com lugares de destaque e influência, usados para manipular e criar as narrativas de interesse da Torre das Antas.
Bernardo Ribeiro, Director de Record, assumido e fanático sportinguista, é apenas mais uma dessas figuras, que a julgar pela recente promoção, tem conseguido corresponder com excelência à voz do dono. E quando não se tem vergonha, a desonestidade não conhece limites.
Por muito que tentem manipular as massas e criar cortinas de fumo, a verdade é só uma: A Fuga De Informação das nomeações dos árbitros está bem identificada. Veste de azul e tem crime organizado no nome.
O Jornal Record deveria ter mais respeito pelos seus leitores, não omitindo as fontes (documentadas) que originam as `tais previsões´, criando e fomentando uma narrativa falsa e que não corresponde minimamente aos fatos que estão à vista de todos.
Qual o objectivo? Apenas incompetência ou algo mais?"

Mantorras e aquele inesquecível 4-3 ao Marítimo



"Já é um clássico e todos os Benfiquistas já se habituaram: em todos os anos que o Benfica é campeão, é-o sempre com imenso sofrimento e nervos nas jornadas finais. Talvez um dia vivamos o Benfica a ser campeão com imensos pontos de avanço, mas ainda não vai ser este ano. Em 2004/05 ainda era pior, porque estávamos a tentar quebrar a mais longa seca de títulos do clube, havia que terminar com aqueles agoniantes 11 anos entre 1994 e 2005. Numa das jornadas finais (a 27ª, para ser mais preciso) recebemos o Marítimo e o jogo foi de loucos! 1-0, 1-1, 2-1, 3-1, 3-2, 3-3! A Luz vibrava e sofria com cada movimento daquele jogo que o nosso querido Trapattoni deve ter odiado, ele que queria era "goleadas de 1-0". Felizmente a poucos minutos do fim apareceu o grande talismã desse título tão sofrido, Pedro Mantorras de seu nome. Tal como faria noutros jogos, foi ele a marcar o golo da explosão, o golo da euforia, o golo da loucura."