Últimas indefectivações

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Edite Cruz, atleta-padrão de 1955

"No festival da Solidariedade Benfiquista, o momento alto foi a entrega de troféus aos atletas que 'mais de distinguiram na defesa da camisola do Benfica'.

Na noite de 22 de Novembro de 1955 decorreu, no Pavilhão dos Desportos, o primeiro 'Festival da Solidariedade Benfiquista', com o intuito de promover o convívio entre os 'atletas de todas as modalidades praticadas sob a mesma bandeira' e de obter verbas tanto para o Fundo de Reserva Anual da Solidariedade Benfiquista como para as obras do novo parque de jogos do Clube.
Do programa constaram jogos de andebol, futebol de salão e basquetebol, todos disputados por atletas de outras modalidades, e uma demonstração de ginástica 'adequada à preparação das equipas de futebol, dirigida por Otto Glória'. 'A sala do Parque Eduardo VII se emoldurou de uma multidão vibrante de entusiasmo', que observou curiosa 'a faculdade de adaptação que os diversos atletas' demonstram a 'praticar modalidades diferentes das que lhes são habituais'. O jogo mais pitoresco terá sido um dos de andebol, 'disputado entre duas equipas de «peso»: os lutadores e os homens do râguebi!'. De todas as prestações, destaque para Costa Pereira, que, no jogo de basquetebol disputado entre os atletas de futebol e os do andebol, se revelou 'um magnífico jogador da modalidade da «bola ao cesto»'.
Contudo, o momento alto da noite foi a entrega de troféus aos atletas que, durante 1955, 'mais de distinguiram na defesa da camisola do Benfica' em cada uma das modalidades. Edite Cruz, na fotografia, segura o seu troféu de 'atleta-padrão' da patinagem, um dos 29 entregues nessa noite. Para além dos atletas, o presidente do Clube, Joaquim Ferreira Bogalho, recebeu das mãos de Otto Glória o troféu para 'o melhor atleta do Benfica'.
Fundada em 1954, a Solidariedade Benfiquista - Grupo Cultural, Recreativo e de Assistência dos Jogadores do Futebol do Sport Lisboa e Benfica surgiu de uma ideia dos residentes do Lar do Jogador e contou o apoio de Otto Glória, que ocupou o lugar de presidente da assembleia geral e escreveu os estatutos. Sob direcção dos futebolistas Artur, Naldo, Gonzaga, Monteiro e Calado, tinha como fim 'o congraçamente, o desenvolvimento social e cultural e o amparo moral e material dos jogadores, treinadores, massagistas e demais elementos que exerçam actividades na Secção de Futebol do S.L. Benfica'.
Pode ver esta e outras fotografias na exposição Roland Oliveira, até 15 de Outubro na Rua Jardim do Regedor, em Lisboa."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Um Benfica ainda com vários 'ses'

"Rui Vitória engendra outra arrumação libertando-se da 'herança' de Jesus e arriscando nova identidade, ou sujeita-se a enfrentar mau tempo na sua navegação.

Ao fim de seis jogos de preparação, com a Supertaça Cândido de Oliveira a uma semana de distância e o início do Campeonato a duas, como vai Rui Vitória sistematizar, depressa, o meio-campo dos encarnados? A pergunta é pertinente e foi colocada pelo jornalista Rogério Azevedo, enviado-especial de A BOLA a Lyon.
Escreveu ele que o meio-campo não desenvolve, só complica, que a defesa não soluciona os problemas que os médios criam e que os avançados estão muito longe dos índices de eficácia alcançados na última época. Não é preciso ser catedrático em futebol para verificar que poucas semelhantes se observam com o Benfica campeão. Dá a ideia de se estar a começar de novo, como se um mês de férias tivesse o efeito de uma esponja que tudo apagou quanto de bom se conseguiu antes. Parece que só resistiram as más recordações, de aí a oportunidade nas observações feitas, que sugerem reflexão profunda e medidas rápidas, antes que se faça tarde. É preciso acelerar o processo metamórfico das experimentações em soluções. Colocar certezas onde ainda há vários ses.
Existe justificada expectativa em redor da figura de Rui Vitória, sobretudo da franja mais céptica da família benfiquista, a qual precisa de se convencer que os bons ventos que orientaram o treinador na sua transição de Guimarães para a Luz ajudaram, sim, mas o que verdadeiramente foi importante na conquista do título 35 deveu-se à sua competência e saber e ao notável rendimento extraído de um plantel, com limitações, que potenciou através de um espírito de grupo à prova de bala...
Este será o ano da confirmação, embora se lhe coloquem novos e difíceis problemas, a dois níveis: por um lado, executar as mudanças que se impõem em termos de rejuvenescimento do plantel; por outro, manter a sua plenitude competitiva uma equipa ambiciosa e ganhadora, dentro e fora do país. Ou seja, para o adepto-comum, sempre muito exigente, o mínimo será apontar àr conquista do tetra e na Liga dos Campeões, como na temporada transacta, chegar aos quartos-de-final.

Em relação à integração de gente nova com reconhecida qualidade,ansiosa pela titularidade, aguardo cheio de interesse como vão ser resolvidas três/quatro dúvidas, a saber:
Na baliza, Júlio César beneficia de um estatuto de excepção à escala planetária. Tal como Buffon, por exemplo, faz parte de uma elite de 'guarda-redes eternos', mas a agradável surpresa chamada Ederson obriga, necessariamente, a repensar o caso. Os dois têm imenso valor e reclamam o lugar, embora com catorze anos a separá-los nas idades. O que suscita outro lado interessante: são ambos fantásticos, mas o mais jovem tem mais futuro e mais mercado, por isso será mais valioso.
Na defesa, ao centro, Luisão, sim ou não? É o grande capitão, a extensão do treinador dentro do campo, mas a idade não perdoa. Para recuperar a posição alguém terá que ser sacrificado. Lindelof? Jardel? Lisandro vai continuar em lista de espera? Kalaica é para deixar cair? A única certeza é a de que à ausência de Luisão correspondeu a explosão de Lindelof, muito cobiçado na Europa, além do aparecimento de um bloco de solidez impressionante.
Nas laterais, o ambiente é pacífico à direita, apenas com a necessidade de optar entre Nélson Semedo e André Almeida, em resultado dos momentos de forma de cada qual e das estratégias a utilizar em função dos opositores, sendo preferível, no entanto, definir de princípio um titular e um suplente em vez de se enveredar por dois 'semi-titulares'.
No lado esquerdo, julgo que a situação se apresenta igualmente confortável com a assunção de Grimaldo, um jovem de 20 anos com escola, destreza, audácia e de leitura fácil. Os méritos de Eliseu ninguém lhos tira. Fez pela vida, como se diz, mas as coisas são como são. Na Selecção. Fernando Santos mudou o que tinha de ser mudado, promovendo Raphael Guerreiro a titular e reduzindo Eliseu à condição de suplente pouco utilizado. O que de alguma forma serve de respaldo a Vitória, se não quiser adiar mais o que também no Benfica tem de ser feito.
No meio-campo, é que a porca torce o rabo e só não o torceu na última época pela razão simples de ter brotado do Seixal um fenómeno que foi remédio que aliviou dores e a luz que ajudou a descobrir caminhos. Um fenómeno que fascinou o mundo do futebol...
Sem ele, das duas uma, ou Rui Vitória engendra outra arrumação, libertando-se da herança de Jesus e arriscando nova identidade com fotografia de corpo inteiro, ou, prolongando o modelo mal desenhado que só funcionou pela entrada em cena de um selvagem incontrolável e arrasador chamado Renato Sanches, sujeita-se a enfrentar mau tempo na sua navegação: pelo que se viu até anteontem, nem Cervi se assemelha a Di Maria, nem Celis faz de Ramires. Além de um Carrillo que só tem transportado sombras..."

Fernando Guerra, in A Bola

PS: O Benfica de sucesso, sempre jogou com um médio-defensivo e um médio de ligação, sempre... Muito antes do Judas ser treinador do Benfica, já o Benfica jogava assim. Não me recordo de um modelo de jogo, com dois médios de contenção no Benfica, que tivesse tido sucesso ao longo de uma época... num jogo ou outro talvez, agora numa época inteira, nunca.
Portanto, a herança que o Rui Vitória tem que 'respeitar', é a herança do Benfica, e só do Benfica!

Como planeado

"Sem viagens à volta do Mundo, sem incertezas nem lacunas gritantes no plantel, o planeamento da nova época do Benfica parece exemplar e, acima de tudo, contrasta com os anos anteriores. Para o adepto, até causa estranheza. Não estávamos habituados a uma pré-temporada assim. Acima de tudo, a estratégia seguida pelo Benfica é coerente e não parece alterar-se ao sabor do vento.
Mantém-se a opção de apostar em jovens talentos (independentemente da nacionalidade), em lugar de contratar jogadores consagrados, mais caros e com menor margem de progressão. Faz sentido: por um lado, estabiliza-se a ideia que o Benfica é um clube que faz crescer os jogadores e dá oportunidades para a sua afirmação; por outro, consolida-se um modelo de negócio que assegura a sustentabilidade financeira.
Não menos importante, estamos no início de Agosto e o plantel tem, pelo menos, duas soluções de qualidade para cada posição e oferece a Rui Vitória possibilidades de alguma versatilidade táctica, inexistente no passado. Mesmo que ocorram algumas saídas, o Benfica não precisará de ir a correr ao mercado. Mais importante, mantém-se a coluna dorsal, que joga pelo centro do terreno e compensa com experiência e inevitável imaturidade das jovens contratações.
Bem seu que o acaso desempenha um papel importante no futebol, mas, no fim, talento, organização e trabalho acabam por compensar: se tudo correr com planeado, o Benfica tem todas as condições para alcançar um inédito tetracampeonato."

E quando o árbitro erra?

"Tal como todos os outros agentes desportivos, os árbitros também são penalizados pelas falhas grosseiras que cometem nos jogos.

Existe a ideia de que os árbitros nunca são punidos pelos erros que cometem, que, ao contrário de jogadores, técnicos e dirigentes (sujeitos a alçada disciplinar), não sofrem as consequências das suas más decisões. Isso só acontece porque, até hoje, nunca ninguém se lembrou de explicar claramente como funcionam as coisas nessa matéria.
A verdade é que, tal como todos os outros agentes desportivos, os árbitros também são penalizados pelas suas falhas grosseiras.
Por partes: em cada jogo, há um observador que os avalia. Como? Atribuindo uma nota (0 a 5), em função das suas prestações. Para a fundamentar, o avaliador pode recorrer a imagens televisivas. Sortudo. Os árbitros (ainda) não. Depois envia essa pontuação para o Conselho de Arbitragem, sendo que só mais tarde segue o relatório pormenorizado. Quando é cometido um erro considerado grave (por exemplo, um penalty por marcar ou uma expulsão mal feita), o árbitro é obviamente penalizado na sua nota.
Essa penalização tem duas consequências imediatas: o quase certo impedimento de arbitrar na semana ou semanas seguintes (aquilo a que a imprensa chama de «jarra») e a não retribuição financeira do prémio de jogo a que teria direito caso fosse nomeado.
Para um árbitro, não poder arbitrar devido a uma má prestação é tão mau como para um jogador não poder actuar por ter sido expulso na jornada anterior. Afecta a auto-estima e o brio. Não é pedagógico, é castrador. A consequência financeira, menos importante, é ainda assim assinalável, porque à excepção de uma minoria semi-profissional, os árbitros não têm salário fixo mensal. Ganham ao jogo. E disso depende quase em exclusivo a sua subsistência (e da sua família), visto que é cada vez mais incomportável compatibilizar outras funções com a exigência crescente da arbitragem.
Mas há mais.
A classificação final dos árbitros consiste, quase exclusivamente, na soma das notas obtidas nos jogos. Portanto, se um árbitro tiver uma época menos feliz, fica mal classificado. E se ficar mal classificado, pode ser despromovido e perder as insígnias FIFA, caso seja internacional. Ao contrário de um jogador ou treinador, que pode compensar um ano menos bom com outro brilhante, com os árbitros isso não acontece. No início de cada época, o fim da linha mora a dez meses de distância. Literalmente. E quando isso acontece para alguns, surge quase sempre o fim de uma carreira longe, a extinção do trabalho de uma vida e o fim de um salário expectável.
Sim. Os árbitros são punidos. Não sei se ao ponto de saciar a fome de revolta dos mais indefectíveis, mas são.
E também por isso são sempre os maiores interessados em acertar muito e errar pouco. Não pelos riscos que isso acarreta à sua própria carreira, mas por serem pessoas íntegras e com enorme sentido de missão."

Duarte Gomes, in A Bola

Tudo pronto para a grande corrida

"Aproximam-se os dias de competição a sério nas provas do futebol português. O cenário não é diferente do habitual. Benfica, Sporting e FC Porto estão,de novo, prontos para a grande corrida e cada um pensa ganhá-la.
É, no entanto, curioso como, apesar da aparente repetição se renovam as expectativas. Porque o Benfica quer provar que o ciclo de liderança do futebol português mudou, em definitivo, para a Luz. Lutará pelo treta, título que, curiosamente, nunca chegou a conquistar e, se isso acontecer, o Benfica não apenas terá razão em chamar a si a nova hegemonia do futebol nacional, como afastará, ao mesmo tempo, a concorrência de Sporting e FC Porto, causando estragos e deixando marcas difíceis de apagar.
Será, talvez, interessante assinalar que o Benfica acaba, assim, por ser o clube com menor pressão. Vencer o tetra é obviamente muito importante, mas o tricampeonato conquistado nos últimos três anos dá-lhe uma grande margem de manobra.
Já o mesmo não acontecerá com Sporting e FC Porto. Os leões conseguiram lutar pelo campeonato até à última jornada e esse facto manteve acesa a chama de entusiasmo leonina, mas tal como Jorge Jesus já afirmou, este ano, os adeptos só poderão ficar satisfeitos se o Sporting fizer melhor e fazer melhor é ser campeão nacional. A pressão será maior e será inversa ao factor surpresa.
Quanto ao FC Porto terá uma missão complexa. As apostas nos últimas anos não trouxeram bons resultados, apesar de um investimento pesado. Perdeu com muit, agora, vai ser preciso ganhar com pouco. Não é fácil."

Vítor Serpa, in A Bola

Vamos fazer história...

Benfiquismo (CLXXX)


Alberto Ló, o melhor jogador de Ténis-de-mesa da história do Benfica...

domingo, 31 de julho de 2016

A partir de agora é "à séria"...!!!

Lyon 3 - 2 Benfica


Acabou a brincadeira a partir de agora é a sério!!! Finalmente...
Confesso: estou preocupado!
Primeiro, porque durante toda esta pré-época, não construímos um onze... temos opções, mas tenho a certeza que o onze titular na Supertaça, nunca jogou todo junto nesta pré-época!!!
Segundo, porque 'cheira-me' a uma entrada nos primeiros jogos oficiais da época, demasiado 'soft'!!! Já escrevi, que só um Benfica com um espírito de luta imenso, poderá ambicionar ao sucesso...
Terceiro, porque no final de cada partida, ficamos sem dois ou três jogadores por lesão... tem sido incrível!!!

Os primeiros minutos até não foram maus, mas a partir dos 15 minutos a equipa 'perdeu-se', principalmente no meio-campo, a dupla Celis/Samaris esteve muito mal... com o Colombiano a exagerar!!!!
Entrámos muito bem no 2.º tempo, o Cervi que sempre que foi para a direita, jogou muito... e o Horta, como 2.º avançado também esteve bem... Marcámos o 2.º golo, mas depois vieram as muitas substituições, e o ritmo do jogo esteve sempre a ser cortado... Com o Lyon a tentar claramente baixar o ritmo...
Parece que vamos ter problemas com o duplo/Pivot no meio-campo, pelo menos enquanto o Danilo não 'entra' na equipa!!! Com o Semedo e o Grimaldo, pode parecer lógico jogar com dois médios mais defrensivos no meio-campo (hoje por exemplo com o Almeida isso não fazia sentido...), mas muito sinceramente, eu acho que no global esta opção é negativa para o Benfica... Nem os nossos jogadores estão habituados a estas rotinas (por exemplo o Fejsa joga muito melhor quando ele é o único responsável pela cobertura...), como o Benfica na maior parte dos jogos têm que ter um médio, que saiba subir, jogar entre-linhas aproximando-se dos avançados... isto é um daqueles factos históricos irrefutáveis... No Benfica, independentemente das 'eras', dos treinadores, dos jogadores, o Benfica tem que ter uma matriz de jogo ofensiva... 2 médios de contenção dá quase sempre mau resultado!

Além do Cervi e do Horta, destaque para os primeiros minutos do Danilo, muito esforçado, com qualidade, mas ainda descoordenado no passe... algo normal, para quem está a treinar à 3 dias!

Com tanto jogador lesionado, não é fácil adivinhar o 11 para a Supertaça! Entre o 11 desejável, o 11 possível e o 11 do Rui Vitória, é impossível ter certezas!

Eu que tenho criticado tanto o Luisão, admito que hoje o Capitão fez o seu melhor jogo, mas mesmo assim jogava com o Lisandro e o Lindelof!
No meio-campo o Fejsa em condições será sempre titular... acho mesmo que no actual plantel, as possíveis ausências do nosso 'tractor' por lesão, serão o nosso maior problema durante a época!
Apesar dos bons sinais do Guedes, o Jonas é fundamental neste Benfica... ainda por cima quando o Mitro e o Raúl ainda estão longe da melhor forma!

Tacticamente, o positivo de hoje, foi a opção André Horta no lugar do Jonas! Talvez uma solução para aqueles jogos, onde o Jonas tem mais dificuldade em aparecer... Os nossos adversários apostam muitas vezes, em fazer superioridade numérica sobre o nosso meio-campo, esta pode ser a solução!

Para manter a consistência, mas um amigável muito pouco amigável, algumas entradas completamente absurdas... com jogadores a saírem tocados... e com mais uma daquelas arbitragens de pré-época, onde tudo passa... Este canto não assinalado nos descontos a favor do Benfica, foi um excelente indicador da tendência... só é curioso que na Luz, levamos com Veríssimos ou Hugos Migueis e o caseirismo transforma-se em anti-caseirismo!!!

Vi ontem o jogo do Braga com o Villarreal. Muito fraquinhos na defesa, como é costume com as equipas do Peseiro (já o ano passado o Braga defendia pouco...), o Marafona ontem, safou o Braga da goleada, agora vamos ver se o Benfica sabe aproveitar... Não sendo decisivo para o sucesso da época, este jogo pode ser uma excelente injecção de moral, para as primeiras jornadas... Tal como aconteceu o ano passado com os Lagartos... que só lá mais para a frente começaram a perder gás!!!

PS: Acabo de saber da morte do Professor Moniz Pereira. Uma das figuras que mais fizeram pelo desporto em Portugal. E sendo Sportinguista, nunca lhe conheci qualquer complexo contra os outros... O desporto em Portugal, principalmente o Atletismo, têm uma grande divida ao Professor...!

Benfiquismo (CLXXVIII)

Feira Popular...

Já tem/temos saudades !!!

sábado, 30 de julho de 2016

Juntos

"Há 39 anos que o Benfica não conquistava o 'tri'. Esta conquista traduz o percurso do Sport Lisboa e Benfica, que nos últimos 15 anos se transformou num dos mais modernos e inovadores clubes a nível mundial.
A época que agora acaba foi difícil e exigente, mas extremamente gratificante, e fica marcada pela capacidade de todo o grupo de trabalho do Sport Lisboa e Benfica. Sem o talento dos jogadores, a capacidade da equipa técnica, nada disto seria possível. Mas sem o suporte de todos quantos trabalham diariamente aqui no estádio e sem o apoio incondicional dos adeptos não o teríamos conseguido!
Os jogadores e a equipa técnica são os rostos visíveis deste sucesso, mas por trás deles há uma gigantesca equipa 'invisível' e milhões de adeptos sem cuja dedicação e empenho dificilmente teríamos chegado aqui. Para todos vocês o meu muito obrigado.
Este foi um campeonato ganho sem olhar para trás, um triunfo claro de uma equipa de 'centenas' de pessoas que mostrou estar à altura de vestir a camisola do nosso clube.
Aos milhões de adeptos espalhados pelo mundo e que são, sem dúvida, o nosso décimo segundo jogador é imperioso manifestar a gratidão de um clube que é deles e vive para eles.
Juntos jogámos, juntos lutámos e é também juntos que festejamos um título que é de todos.
Terminado o campeonato, consumado o 'tri' que perseguíamos há quase quatro décadas, é tempo de olharmos já para os desafios da nova época, onde estaremos com o mesmo espírito ganhador que é a matriz deste clube desde 1904. E no próximo ano precisamos outra vez de cada um de vocês.
A nossa força depende da 'união' que conseguimos demonstrar no nosso trabalho e no nosso apoio diário.
É a essa união que apelo já para a nova época, mas é com um enorme obrigado que quero terminar esta mensagem. Obrigado pelo sucesso desta época e pelo 'tri' que nos permitiram alcançar!"

Luís Filipe Vieira, in Mística

Maré vermelha

"Depois de um ano em que os adeptos pediram incessantemente 'dá-me o 35', a equipa fez a vontade ao universo benfiquista. Todos os títulos sabem bem, mas este teve algumas características que o tornam especial e invulgar. Uma pré-época com resultados abaixo do desejado e um início de competição com alguns percalços fizeram duvidar deste resultado final. Quando, em Novembro, estávamos a oito pontos da liderança e a cinco do segundo lugar, parecia impossível este final. Foi a vontade indómita de ganhar e o carácter de campeões que tornou possível esta época de sonho. Em bom rigor, foi sempre o sonho que alimentou as nossas mais bonitas conquistas, o que faz sentido quando se está num 'clube do sonho'.
A nossa época desportiva foi bem mais que o 35.º título de campeão nacional - tratou-se de época fantástica, com a conquista da Taça da Liga (sete em nove edições) e a chegada aos quartos-de-final da Liga dos Campeões (nenhum clube português fez melhor nos últimos 10 anos). Nestes últimos três anos ganhámos nove dos últimos 12 títulos que se disputaram em Portugal. Três vezes mais que os adversários todos juntos. Pode ainda não ser a hegemonia, mas já é esmagador. E já só pensamos (e preparamos) nos próximos. A 7 de Agosto lá estaremos,com o Sporting de Braga, para continuar na 'maré vermelha'.
Por que há coisas que nunca faltaram no Benfica ao longo da sua história de glórias: a ambição e o sonho."

Sílvio Cervan, in Mística

Benfica à letra

"O músico que recentemente encheu os Coliseus é benfiquista. E não o esconde, mesmo nas suas canções.

- No futebol e na música, prefere jogar à defesa ou ao ataque?
- Sempre ao ataque! A melhor defesa é o ataque (risos)

- O nome do Benfica surge mais do que uma vez nas letras das suas canções. Este clube é uma inspiração?
- É! Bem... tem dias, mas ultimamente tem sido de facto uma grande inspiração.

- Numa alusão à letra de Zorro, qual é o 'camisola 10' dos 'encarnados' com qual mais se identifica?
- Sem dúvida o camisola 10 desta última temporada, que é um jogador fantástico: Nico Gaitán.

- E a propósito da mesma canção, na vida valem sempre todos os golos, mesmo aqueles que se marcam com a mão?
(pausa) Todos contam, portanto, partindo desse princípio, valem todos, sim.

- O que recorda quando recua ao primeiro jogo que viu do Benfica ao vivo?
- Tenho ideia que foi em Portimão e foi uma emoção enorme. Na altura jogavam ainda o Chalana, o Carlos Manuel, o Diamantino, o Humberto Coelho, o Bastos Lopes, o Bento... Recordo-me que foi um deslumbramento estar a ver os jogadores do clube ao vivo. Foi uma sensação fantástica.

- Como é que celebrou estes três últimos campeonatos do Sport Lisboa e Benfica?
- Com muita alegria e muita esperança. Espero que sejam três de muitos, todos seguidos daqui para a frente. Quero que o Benfica ganhe sempre, todos os anos.

- Como faz quando a hora de um grande jogo do Benfica coincide com a de um concerto?
- Já me aconteceu várias vezes, mas está ainda recente na memória esse dia em que perdemos 2-1 no Estádio do Dragão. Estava em Torres Vedras (n.r.: no Teatro-Cine de Torres Vedras) e quando subi ao palco o Benfica estava a ganhar 1-0, com um golo do Lima. Quando saí de palco o Benfica tinha perdido por 2-1 e, para todos os efeitos, tinha perdido o campeonato...

- Concluiu uma ronda de 17 concertos com lotação esgotada (n.r.: nos Coliseus, em Fevereiro e Março), conseguindo até bater, em número, o recorde das 11 vitórias consecutivas fora de casa que o Benfica alcançou na última temporada. Conte lá como foi...
- (risos) Foi uma experiência fantástica, uma maratona que correu bem. Vamos voltar agora, em Setembro, para continuar essa maratona, e será até que o público nos queira ouvir.


SLB em público
O Benfica é citado por mais de uma vez nos temas do músico. Como é que reage o público nos concertos? 'Com desportivismo e com graça. Há quem goste, há quem ache piada e há quem não ache assim tanta piada, mas hoje em dia, salvo raras excepções, as pessoas vêem a coisa como devem ver. Com menos fanatismo, felizmente. O futebol é uma coisa de que gostamos e com a qual nos divertimos.'

Espectacular
Dos primeiros passos na música aos espectáculos repletos nos Coliseus de Lisboa e Porto.
Natural de Beja, este benfiquista de 40 anos entrou recentemente para a história musical portuguesa com uma marca atingida com Miguel Araújo no início do ano: juntos, a dupla conseguiu esgotar 17 noites nos Coliseus de Lisboa e Porto. Terá sido, até agora, o ponto mais alto de uma carreira musical que se iniciou com o LP O Mestre do Fado. Os primeiros passos, recorda, deu-os aos oito anos, com o estudo do clarinete. Mas foi em Lisboa, e já com o primeiro lugar num concurso local de jovens fadistas no currículo, que conheceu Mário Pacheco, juntando-se ao elenco do Clube do Fado. Também na capital acabaria por subir ao palco no musical Amália, de Filipe La Féria, onde desempenhou durante quatro anos o papel de Francisco Cruz (o primeiro marido de Amália). Alguns meses depois de ter cantado para quase 50 mil pessoas, António Zambujo regressa já em Setembro aos Coliseus, novamente com Miguel Araújo, para outra ronda de concertos. Nova 'goleada' à vista?"

Entrevista de Luís Inácio, a António Zambujo, in Mística

Rumo ao 36

"Sou do Benfica desde que me lembro de ter vida. Sou adepto, quando posso, gosto de ir aos jogos, não sou (muito) tendencioso, gosto de ver apenas o meu clube a jogar bem e a ganhar títulos, mas, dentro daquilo que é um benfiquista que vibra com o clube, tento ser o mais imparcial possível e reconhecer se o Benfica não merecer ganhar um jogo ou um título. Herdei esta paixão do meu pai, tal como o meu irmão mais velho, Duarte. Lá em casa brincamos e dizemos que quem gosta de futebol é do Benfica e quem não liga é do Sporting (a minha mãe e o meu irmão Tomás), o que no nosso caso é mesmo verdade. Muitas vezes abdico de ir ao estádio para ver um jogo em família. Nos dias de jogo, o jantar é limitado aos 15 minutos do intervalo, conta a vontade de quem não liga a futebol. Sempre foi assim, nunca mudou, e nunca irá mudar.
Como, por exemplo, esta noite, que cheguei de Zurique e fui directo a casa dos meus pais ver o Benfica, e o jantar foi à pressa. Grande vitória a jogar fora contra o Marítimo, com 10 jogadores desde os 37 minutos. O Benfica é mesmo isso. Como nós, milhares de famílias 'interrompem o jantar' para ver um jogo do Benfica. Milhares de famílias e amigos se juntam em dia de jogo, vibram, festejam e, quando não ganhamos, sofrem. O Benfica é mais do que um clube de futebol - é uma família gigante! E é bom fazer parte dela.
O Benfica foi tricampeão. Festejei, gritei até ficar rouco, usei a camisola do Benfica no trabalho, sorri até não conseguir mais. No próximo ano vou continuar a assistir aos jogos, a sofrer mais um bocadinho e a vibrar com este clube que amo. E, como no próximo, cá estarei nos anos que me restam viver.
Viva o Benfica!"

Lourenço Ortigão, in Mística

O guardador de memórias

"Joaquim Macarrão dedicou uma vida inteira ao Benfica. O seu contributo para a preservação e comunicação da nossa memória orgulha-nos a todos.

Possuía uma voz encorpada, de fazer inveja aos locutores de rádio. Fogoso na têmpera, sobressaía-lhe com frequência a rispidez na defesa do clube e das suas causas, uma qualidade tão própria do desportista aguerrido que orgulhosamente também foi. Durante mais de seis décadas personificou como poucos a dedicação a um intuito colectivo - o da protecção da nossa história -, antes da reforma e a saúde o terem levado, já bem para lá dos 80. Joaquim Macarrão foi, sem sombra de dúvida, o maior e mais respeitoso guardador de memórias que conheci. Homem de baixa estatura, mas demasiado grande para ser esquecido, sobretudo num tempo em que a bandeira do património cultural é no Benfica mais visível que nunca.
Joaquim habitava com uma alma única o seu posto de trabalho no velho Estádio da Luz, rodeado de memórias de todo o feitio, numa dependência do museu para lá da porta dos fundos, onde só entravam os da casa, incluindo os xilófagos e os ratos. Nesse espaço restrito, consultei várias vezes o arquivo de periódicos, o que me permitiu receber de Joaquim, e de outros ases que o visitavam, inolvidáveis lições de história. Julinho, Rosário e Francisco Calado eram algumas das aparições de carne e osso.
Joquim tinha a secretária marejada de escritos. Pedaços soltos de papel onde anotava tudo o que mexia com os factos do seu tempo. Lembrando um arqueólogo no seu trabalho minucioso, era comum irmos surpreendê-lo a vasculhar os calhamaços da Stadium, do semanário O Benfica ou de A Bola, entre outros.
Mergulhado neles, varria memórias de um ponta à outra, sem nunca se cansar. Fui descobri-lo, certo dia, na companhia de Julinho, a rever num jornal de 1943 o mirabolante 12-2 ao FC Porto. 'Do outro mundo!', declarou com um dedo indicador a martelar a notícia e o outro estendido na direcção do antigo artilheiro. 'Só este senhor meteu quatro!'
Fiquei ali a contemplá-lo longamente enquanto desfiava o resto da história na presença do herói. As palavras e os gestos. Os sorrisos e as rugas. Tudo nele semeava respeito e admiração. Porque o Benfica que havia nele era uma árvore nodosa e grande.

Oito épocas de encarnado
Discreto mas de obra feita
Aos 15 anos, Joaquim Macarrão representava já a equipa principal do Sport Benfica e Lagos, filial benfiquista na terra onde nasceu, a 5/5/1920.
Recomendado ao clube mãe, viria em 1937 para Lisboa, acumulando desde logo as funções de futebolista e funcionário.
Mas a carreira desportista viria a encerrá-la algo prematuramente, na época de 1944/45. Um plantel recheado de bons jogadores, aliado a insistentes problemas físicos - uma clavícula, uma costela e um joelho na lista de fracturas -, impediram-no de singrar, como gostaria, na equipa de honra.
O campeonato de 1938/39, que contou com a sua participação fugaz no primeiro team, ficou-lhe especialmente 'atravessado'.  Escreveria, a propósito: 'Não fui campeão nacional por nos terem roubado o título no Porto. Seria o 4.º campeonato seguido do nosso clube.' Nessa mesma época, integrou o 11 que bateu nos quartos de final o Nacional da Madeira, por 4-0, naquela que foi a primeira edição da Taça de Portugal.
Não obstante um contributo discreto, deixou expresso nos seus escritos o orgulho pela obra feita: 'Ajudei a vencer sete campeonatos entre as diferentes categorias e obtive 86 golos para o nosso glorioso clube'.
Despediu-se onde começou, na sua terra natal, frente ao Sport Lisboa e Lagos, a 26/2/1945.

Dedicação sem par
O expediente do serviço de sócios, os currículos dos atletas, a organização desportiva, a venda de bilhetes, os relatórios anuais do clube, as assembleias gerais, as eleições, as alterações de estatutos... Tudo isto num homem só, entre 1937 e 2003.
Foi, todavia, no trabalho com a memória que Joaquim deixou marca especial. 'Há muito que fazer a respeito de toda a problemática dos troféus, taças e outros objectos que estão em nosso poder', escreveria, em 2000, em carta dirigida ao clube.
'O meu maior desejo é ver a inauguração e como irá o novo museu funcionar'. Não veria. Morreu a 25/1/2008.
Acreditamos, porém, que lhe fizemos jus.
No Sport Lisboa e Saudade deixou igualmente obra feita. Em 1973, nas comemorações do 30.º aniversário desta secção, é-lhe reconhecida a 'assiduidade e disciplina' com a atribuição de uma estatueta. O jornal do clube classificava-o assim: 'Dos grandes animadores, dos grandes obreiros e dos grandes esforçados da obra realizada'.

1911, o primeiro 'conserto'
Entre a panóplia de objectos e documentação à guarda de Macarrão, encontrava-se os livros de facturas. Entre elas a referente ao primeiro acto de restauro de que há registo.

Aconteceu em 1920
O ano de nascimento de Joaquim Macarrão
- SLB dominante
O SLB vence pela 8.ª vez o Campeonato de Lisboa. Conquista também a sua primeira Taça de Honra.
- Adeus, Cândido
Cândido de Oliveira faz o último jogo oficial pelo SLB, para se tornar fundador e futebolista do Casa Pia AC.
Referência
Vítor Gonçalves assume o cargo de capitão da equipa de honra, que manteria durante grande parte dos anos 20. Uma referência de sempre."

Luís Lapão, in Mística

Benfiquismo (CLXXVII)

Este não correu muito bem...

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Eusébio Cup fica bem ao Torino

"A homenagem ao Grande Torino foi uma festa carregada de simbolismo. Depois do vídeo de apresentação/evocação, ver os adeptos italianos a gritar Benfica foi corolário de uma bonita amizade entre dois emblemas amigos e antigos. O troféu Eusébio Cup fica muito bem, e terá enorme destaque, nas vitrinas do museu do Torino. Os agradecimentos emotivos dos dirigentes do Torino estavam cheios de autenticidade e emoção.
O Benfica é muito mais que um clube de futebol, e isso ficou bem demonstrado na passada quarta-feia na Eusébio Cup, e disso devemos orgulharmo-nos.
Esta pré-época do Benfica segue segura. Gostei mais do jogo na Áustria contra os alemães, do que aquele fizemos contra os italianos no Estádio da Luz. A ideia de colocar Gonçalo Guedes pelo meio, atrás do avançado parece resultar. Temos muita qualidade nas alas (Salvio, Carrillo, Zivkovic, Cervi, Carcela) e assim ele terá mais oportunidades.
Não creio que esta acalmia do mercado seja para ficar. Estou certo que haverá mexidas nos adversários até ao fim do Agosto. Não é meu problema como vão os adversários pagar as contas, eu limito-me a constatar aquilo que apresentam dentro das quatro linhas. Não duvido que o FC Porto ainda se reforçará, não sei se com Moutinho e Rafa, mas estou certo que vai aparecer forte. O Sporting pode não ganhar nada na pré-época, mas vai aparecer muito próximo dos três tradicionais candidatos, e como no último ano, a lutar pelos títulos (o primeiro dos quais apenas com o Benfica).
Para vencer o tetra só um Benfica muito competente e forte, porque e concorrência vai estar a um nível alto. Veremos o ensaio geral frente ao Lyon, a caminho de Aveiro para começar a vencer."

Sílvio Cervan, in A Bola

Três apontamentos

"1. A recandidatura de Luís Filipe Vieira é uma das melhores notícias que os benfiquistas poderiam receber nesta pré-temporada. Vieira é hoje o cimento de todo um projecto grandioso e ganhador, que conseguiu as realizações que todos conhecem, que tem dado os resultados que estão à vista, mas que ainda não está inteiramente concluído. O Benfica precisa de Luís Filipe Vieira para se sedimentar no lugar a que chegou. Sabemos como o desporto é volátil, como custa chegar ao topo, e como é fácil cair de lá.
Desde 2001, o nosso Glorioso encetou uma extraordinária caminhada de encontro à sua grandeza e à sua história. Não podemos parar. E com Luís Filipe Vieira temos a garantia de que o Benfica não irá parar.
2. Os jogos da pré-época têm deixado excelentes indicações. Quer quanto aos reforços, quer quando à mecanização das movimentações colectivas. E até mesmo em relação a alguma frescura física que a equipa já evidencia. Conseguimos resistir às investidas do mercado (Jardel, Lindelof, Fejsa, Salvio, Jonas...), consigamos mais um bom médio ofensivo e teremos plantel para partir claramente na pole-position com vista ao 'Tetra'.
3. Já não me recordo com muita clareza de Artur Correia no Benfica. Lembro-me dele no Sporting, nos EUA, e na Selecção Nacional. Recordo-me, também, de não ter sido um jogador feliz com as lesões e com alguns problemas de saúde - que lhe precipitaram o fim da carreira, e talvez tenham sido prenúncio de uma morte também ela precoce. O 'Ruço' ficou na história do nosso Clube e do futebol português como um dos melhores laterais-direitos de sempre.
Paz à sua Alma."

Luís Fialho, in O Benfica

Tranquilo

"O Tri já é passado. Desde quarta-feira, e do jogo com o histórico Torino para a Eusébio Cup, os dados estão lançados para a época do Tetra. Para trás ficaram os ensaios amigáveis com boas indicações para a grande estreia - a discussão da Supertaça no início de Agosto.
O filme vai estar em exibição até Maio e os principais actores já decoraram bem os seus textos. A desempenhar os pápeis principais, os heróis, os bons da fira, os galãs, temos o plantel da equipa com mais títulos conquistados em Portugal. Na direcção dos actores está Rui Vitória, o homem que, há um ano, tinha o machado em cima da cabeça e, no fim da época, deu a bofetada de luva branca em quem não acreditava no seu valor. Na realização e produção do filme 2016/17 está o presidente que portistas e sportinguistas amam odiar. E, vá, meia dúzia de Benfiquistas que têm agora a grande oportunidade de apresentar uma candidatura à presidência do SL Benfica e mostrar o seu ponto de vista e o rumo que querem para o Clube. É assim a democracia.
Como maus da fita, os do costume. De um lado, uma equipa destroçada e sem alma, liderada por um presidente que ganhou tudo - e sabemos muitas vezes de que forma... - e agora, nada. Do outro, a dupla megalómana do Campo Grande, que encheu a boca no ano passado a dizer que o título estava no papo e está a sais de frutos desde a apresentação da factura por Mitrogolo.
Luzes, câmara, acção e tranquilo. O trabalho bem feito dá sempre frutos. Mesmo que alguns artistas principais saiam do elenco, há outros que chegam e cumprem - ou até melhoram - o papel dos antecessores. É assim o Benfica. É assim este Benfica."

Ricardo Santos, in O Benfica

Eng. Abreu Rocha

"Esta semana dedico a minha crónica a Armando Abreu Rocha, falecido na semana passada. Conheci-o há quase três décadas e cedo me apercebi se tratar de um homem que vivia intensa e apaixonadamente o Sport Lisboa e Benfica. Sempre disponível para ajudar o clube, foi testemunha privilegiada do período da história benfiquista que mais me fascina (a década de 50), a qual considero, devido à construção do estádio da Luz, ao incremento do movimento associativo e às bases lançadas na organização do futebol, ter sido fulcral para o engrandecimento ímpar da instituição. Por isso telefonei-lhe em Outubro último, com o objectivo de recolher um depoimento sobre a conquista da Taça da Latina e saber um pouco mais sobre o presidente Joaquim Ferreira Bogalho, o 'homem do estádio'.
O entusiasmo com que descreveu a epopeia da Taça Latina - 'Houve muita gente que, quando ouviu os festejos do golo do Arsénio que deu o empate no último minuto, voltou a correr para o estádio' - e traçou a personalidade e empenho de Bogalho, acicatou ainda mais a minha curiosidade, levando-me a iniciar uma sessão prolongada de perguntas que, dadas as respostas recheadas de informaçao e detalhes interessantes, resultou numa conversa que durou três horas e que muito me enriqueceu enquanto benfiquista.
A sua curta passagem pelo cargo de treinador de basquetebol, interrompida durante catorze jogos para dar o lugar a Otto Glória(!), não foi esquecida.
Contou-me que tencionava proceder a algumas alterações que poderiam não cair bem nos sócios e como Bogalho que o tratava por 'Engenheiro', o incentivou a proceder como muito bem entendesse. 
Tenho pena que essa tenha sido a nossa última conversa."

João Tomaz, in O Benfica

... follow me... !!!

10 anos

Benfiquismo (CLXXVI)

Redacção do jornal O Sport Lisboa
1913 a 1915

Este foi o 1.º jornal oficial do SL Benfica...
...em 1942 regressou de vez!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Benfica continua a construir futuro

"Luís Filipe Vieira não tinha outra opção que não a recandidatura. Só isso faz sentido.

Luís Filipe Vieira: a recandidatura
1. No passado dia 3 de Julho, 7 anos depois da minha primeira eleição, como Vice-Presidente do Sport Lisboa e Benfica, tendo Luís Filipe como Presidente, escrevi isto:
'7 ANOS DEPOIS...
A 3 de Julho de 2009, fui eleito, pela primeira vez, Vice Presidente do Sport Lisboa e Benfica. Depois, haveria uma reeleição, em 2012, num mandato que acabará em Outubro deste ano. 7 anos com 4 Campeonatos, 1 Taça de Portugal e 6 Taças de Liga. E com 2 finais europeias, infelizmente perdidas. Compensadas com 3 Taças dos Campeões (1 no futsal e 2 no hóquei em patins).
Luís Filipe Vieira merece o sucesso que tem tido. E o Benfica merece que os próximos anos, com Luís Filipe Vieira, continuem na senda deste grande sucesso. Com tetra e 1 título europeu... porque... «Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce»!
À BENFICA!'
Ontem, no dia do lançamento oficial da sua candidatura para um novo mandato... apenas repeti o que, então, tinha escrito:
«Luís Filipe Vieira merece o sucesso que tem tido. E o Benfica merece que os próximos anos, com Luís Filipe Vieira, continuem na senda desse grande sucesso. Com Luís Filipe Vieira combati por aquilo em que acredito, por aquilo em que acredito, por aquilo que me ensinaram o que significa ser do Benfica. Defendi o que, na minha opinião, eram, em cada momento, os interesses do Sport Lisboa e Benfica.»
Com o mesmo fervor e com as mesmas paixão e garra que o fiz enquanto sócio.
Porque, acima de tudo, inclusivamente das minhas funções de Vice-Presidente, sou sócio e adepto. Fantástico (no que a palavra tem de paixão sem que se confunda com alienação). Não sei ser, nem viver o Benfica de outra forma.
Não consigo deixar de lado a minha personalidade e identidade benfiquistas. Porque, como diria Alex Ferguson, «É preciso que ela (personalidade) saia connosco do balneário, que entre no túnel e que suba ao relvado».
Ora, não podendo eu carregar essa personalidade do balneário, através do túnel, para o relvado... resta-me assumi-la e levá-la para todo o lado.
Tal como Luís Filipe Vieira, acredito, muito sinceramente, que o Benfica pode vir a ser o que sonhei. Porque, também como ele, só quero ganhar!
Somos, efectivamente, o que somos porque alguém, em nosso nome, no passado, ganhou muito mais do que os outros, como nós, honrando esse mesmo passado, muito recentemente, ganhámos muito mais do que os outros.
Temos de continuar a ganhar!
Fazendo uso, conforme os ventos e as condições, do que D. João II nos foi aconselhando («tempos de usar de coruja e tempos de voar como o falcão»), com a consciência de que o medo e qualquer tentativa de conciliação com quem tem como lema principal da sua existência inveja e o ódio ao Benfica, será sempre sinónimo de submissão, que só nos enfraquecerá.
Porque do outro lado - como se percebeu, nesta última época - os outros só entendem uma linguagem: a do olho por olho, dente por dente. Com a consciência, ainda, de que, como diria Ferran Soriano, o «difícil não é chegar ao topo; é manter-se lá!».
E Luís Filipe Vieira sabe disso.
Porque, também ele, quer fazer parte de um destino comum.
Sem medo!
Porque - como ele bem nos ensinou nesta última época - quem tem medo de perder não ganha.
É desses, dos que acreditam em nós e da vontade que, como eles, temos de vencer, que virá a nossa força.
Luís Filipe Vieira não tinha outra opção que não a recandidatura. Só isso faz sentido. Como afirmou António Simões, no seu discurso, aquando da oficialização da recandidatura: «são 13 anos nos quais foi devolvida ao clube a sua essência». Treze anos emque foi devolvida a credibilidade ao Benfica - talvez a sua maior vitória.
E, aí, em particular, o maior elogio é o maior agradecimento que podemos dar a Luís Filipe Vieira!
Além do meu total apoio, repetirei, aqui, apenas, aquilo que afirmei no dia do lançamento da sua candidatura para um novo mandato, onde fiz questão de estar presente, ainda que tivesse de interromper as férias: Luís Filipe Vieira merece o sucesso que tem tido.
E o Benfica merece que os próximos anos, com Luís Filipe Vieira, continuem na senda desse grande sucesso!
Com a certeza de que, no que ao futebol diz respeito, um desejo enorme a concretizar: o tetra já este ano, para, depois começarmos a pensar na conquista do tão desejado 3.º título de Campeão Europeu.
Juntos, e como diria o Presidente, unidos no essencial, ultrapassaremos, uma vez mais, todas as dificuldades, para que o caminho seja sempre o de vitória!
Pelo Benfica!

Artur Correia
2. Morreu Artur Correia. Tão benfiquista quanto eu - ou eu tanto quanto ele - que, um dia, como profissional, tomou uma decisão que eu não tomaria: jogar num rival, o único que contava naqueles tempos.
Ainda assim - como sempre ouvi, porque foi, de entre os ex-jogadores, um dos com quem mais falei, nestes últimos anos -, teve o cuidado (e talvez a necessidade) de explicar o porquê dessa opção... ainda que muitos continuassem a não a entender!
Das conversas que tive, ficarão na memória as histórias, que fascinavam ainda mais quem é deslumbrado com o mundo do futebol e a amizade com que sempre brindava quem o rodeava.
Na memória ficará, ainda, apesar de não ser um «frequentador assíduo» dos jogos da Selecção Nacional fora da Luz, um jogo a que assisti, no Estádio Nacional, onde o Ruço marcou o seu único golo por Portugal. Um golo monumental, daqueles que - marcados do meio da rua - ficam nas nossas retinas para toda a nossa vida.
Artur Correia, apesar de não ter sido sempre jogador do Benfica, foi sempre jogador do Benfica, foi sempre do Benfica! Porque, por mais anos que passassem, por outras aventuras que tenha tido, nunca deixou de ser do Benfica. E à Benfica!
Também ele será, agora, no 4.º anel, um dos mais altos representantes do Sport Lisboa e Benfica, que, a par de Eusébio e Coluna, intercederá por nós, rumo ao Tetra.
Paz à sua alma!

Museu Cosme Damião
3. Ontem, o Museu Cosme Damião comemorou 3 anos de existência! 3 anos a mostrar ao mundo a grandeza de um clube... maior que Portugal. Preservando e divulgando a memória - feita de grandes conquistas, alegrias e emoções, mas, também de algumas tristezas - da história do Sport Lisboa e Benfica!
Para que os que contribuíram ou presenciaram esses momentos de glória os possam recordar e os novos neles de possam inspirar, para os repetir!
Um Museu digno da História que alberga... uma História tão rica que merece um Museu assim!
À BENFICA!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Batotas e fingimentos olímpicos

"Há muito se desvaneceu o espírito fundacional dos Jogos Olímpicos (JO). O dinheiro sem cor descaracterizou, por completo, as cinco cores dos anéis olímpicos. Mesmo assim, e enquanto competição de múltiplos desportos, as Olimpíadas ainda são um momento marcante na vida dos atletas.
Para mim, JO são, sobretudo, atletismo, o mais belo e nobre desporto associado historicamente a este evento quadrienal. Este ano com o aumento inadmissível de trânsfugas de nacionalidades a troco de dinheiro e outras prebendas, e sem a Rússia minada pela trafulhice do doping. Com este caso, podemos, de algum modo, perceber o que foi, durante décadas, a política criminosa de países do bloco soviético manipulando atletas e hegemonizando recordes através de uma política de doping de Estado. O caso da ex-RDA e da própria União Soviética foram o expoente dessa aldrabice forjada em nome de um ideologia. Outra situação que traí o espírito olímpico é a do futebol. Começou pelo artificialismo de, até à queda do muro de Berlim, terem ganho quase sempre as selecções amadoras do leste europeu (de 1950 a 1990: 9 medalhas de ouro em 10 possíveis. Depois: zero...). Com um estatuto híbrido e feito à medida, se forjam agora selecções falsas e feitas para enganar tudo e todos. Este ano, no Rio de Janeiro, talvez devesse ser uma boa oportunidade para o fim desta farsa do futebol olímpico. E, a esse propósito,coitado de Rui Jorge que se viu em palpos de aranha para construir uma representação com o mínimo de dignidade. Negas dos clubes, de jogadores, inacção federativa. Filhos e enteados, em linguagem popular..."

Bagão Félix, in A Bola

Estes joguinhos são uma treta

"Não sou, nunca foi, nem nunca serei treinador de futebol, mas sempre tive uma certa dificuldade em entender estas pré-épocas de equipas que raramente treinam como se jogassem futebol a sério. Às vezes, até parece que o objectivo é mesmo o de provar como não vai ser, de mostrar o contrário do que será, de fazer uma aposta no erro, para garantir que se está preparado para o não repetir.
Parafraseando Jorge Jesus, embora noutra temática, a verdade é que estes joguinhos de preparação são uma treta. Podem ter troféus para atribuir, podem ter honrarias para oferecer, não deixam de ser uma treta sem grande utilidade competitiva.
Admito que sejam importantes para os treinadores que, muito acima das capacidades técnicas do comum dos mortais, são sempre capazes de vislumbrar a agulha no palheiro. Só não sei para que lhes servirá a agulha. Mas eles certamente saberão.
Tenho acompanhado jogos dos candidatos ao título. Do Benfica, do Sporting, do FC Porto. Há sinais interessantes, tal como também há sintomas preocupantes. Há indicações entusiasmantes, tal como há verificações angustiantes. No fim, os treinadores aparecem sempre contentes, dizem que o processo de evolução está a decorrer conforme o previsto e todos ficam de consciência tranquila, porque só mesmo quando entra é que vão ter necessidade de justificar alguma coisa.
Talvez esteja ultrapassada a ideia de que um profissional deve treinar-se como joga. O mesmo rigor, a mesma intensidade, a mesma exigência. Se calhar, hoje, é um disparate..."

Vítor Serpa, in A Bola

Renato Sanches e os clones

"Substituir o fenómeno mais recente do futebol europeu será complicado, principalmente se permitirem que fique a assombrar a casa

Renato Sanches passou como um raio pela primeira equipa do Benfica. Entrou num momento de viragem, ajudou a resolver uma série de problemas a Rui Vitória e, com o caminhar do tempo, foi-se transformando de potencial futuro craque em indispensável até se tornar um epifenómeno à escala planetária. Assinar pelo Bayern Munique foi a maior das jogadas, dele e de quem o guiou nas horas certas. O Europeu de todas as cambalhotas, para o qual estaria fadado a ser alternativa e acabou como estrela, ajudou a compor o ramalhete de uma época que ultrapassou todos os sonhos a uma velocidade tão vertiginosa que arriscaria multa num qualquer dos novos radares das autoestradas portuguesas.
O sonho do menino vai prosseguir na Baviera e por esses campos da Europa, mas na Luz ficou um problema sério: convencer os adeptos de que ele foi mesmo embora e Renatos não caem das árvores nem se semeiam nas academias. Mas também será de lembrar que já havia futebol antes dele e continuará a haver depois de ele partir. Ontem, Rui Vitória viu-se compelido a falar do tema. No lugar que era do Renato não vai jogar um clone, mas sim outro jogador com características próprias a quem apenas poderão pedir aquilo que for capaz de fazer. Vitória diz que o Benfica não contratou cópias e tem razão, embora Cervi seja, para já, o que de mais parecido se podia imaginar como substituto de Gaitán.
Se Renato Sanches foi uma aparição, desafio valente será não deixar que se transforme em assombração."

Danilo

Foi oficializado hoje o 'empréstimo' de Danilo, por um ano... aparentemente com uma cláusula de opção a rondar os €15 milhões.

Apesar de ser um jogador do Jorge Mendes (o Braga só tem 10% do passe), fui surpreendido por esta aquisição!

Começo por confessar que a primeira impressão do Danilo foi má!!! Foi aquele jogo em Braga, apitado pelo Marco Ferreira, onde aos 15 minutos já devia estar na 'rua'!!!
Após um Mundial de sub-20, onde o Brasil fez exibições cinzentas... foi para o Valência. Em Espanha apanhou um Valência em convulsão constante, com 3 treinadores... muitos companheiros lesionados, muitas adaptações, mas mesmo assim, acabou por ser muitas vezes utilizado...

Como as primeiras impressões contam, fiquei com a ideia que seria sempre um '6', mas tanto na Selecção como no Valência foi quase sempre utilizado numa posição mais adiantada...
Não é um Rui Costa (óbvio), mas até é muito parecido com o Renato! Tem força, é bom nos duelos físicos, ofensivamente e defensivamente... é rápido, sabe driblar para a frente... portanto, pode ser uma excelente opção para '8'! Não é jogador de fazer grandes 'aberturas', mas o Renato também não fez...
No 442 que o Benfica usa, o '8' é uma das posições mais difíceis de preencher, porque é fácil 'exigir' um '10' que depois não defende... ou adaptar um '6' a '8', que depois só faz passes para trás e para o lado... parece-me que este Danilo, tem as características ideais para ser o '8' do Benfica!

Recordo que o Benfica nos melhores momentos da época anterior, jogámos com o Almeida e o Eliseu na defesa! Jogadores que 'sobem' pouco... Este ano, se tudo correr bem, vamos ter muitas vezes o Semedo e o Grimaldo em campo, provavelmente em simultâneo... neste cenário, para manter a equipa equilibrada, será necessário ter um meio-campo defensivo mais disciplinado tacticamente...

Uma nota final, tem que controlar os ímpetos agressivos, no Benfica será expulso facilmente! 

Benfiquismo (CLXXV)

Analistas de vídeo...!!!

Contratações!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ainda não temos um 'onze' !!!

Benfica 1 (5) - (6) 1 Torino
Vives (a.g.) (Jiménez, Jonas, Grimaldo, Samaris, Pizzi)


Foi um dia de homenagens, de memórias, emoções, boas e más... Este confronto veio atrasado um bom par de anos! A história acabou por ligar o Benfica e o Torino, e para o bem e para o mal, as duas instituições estão eternamente interligadas...

O jogo foi morno (para menos...), a variável mais surpreendente foi mesmo alguma virilidade dos Italianos... aliás nesta pré-época do Benfica os nossos adversários jogaram sempre a 'sério', talvez o Wolfsburg tenha sido o mais meigo!!!

Se o Benfica marcou num auto-golo após um erro infantil do guarda-redes adversário, o Torino marcou um grande golo, após uma falta inventada pelo árbitro... nem na pré-época!!!!

Não me agrada voltar a este assunto, mas o regresso do Luisão ao 11, voltou a desequilibrar a equipa: na defesa e no meio-campo! As linhas de pressão que tinham ficado tão bem definidas com o Wolfsburg não existiram... isto mesmo fazendo o seu melhor jogo da pré-época!!! O Horta, num jogo onde o espaço para a saída da bola era muito reduzido, não foi capaz de pegar no jogo... A ausência do Pizzi no onze inicial, também criou problemas, já que o transmontano nos jogos com menos espaço é precioso devido às movimentações onde sai do flanco e aparece na zona do Jonas!
No inicio do 2.º tempo, com as alterações, melhorámos ligeiramente... mas sem o Fejsa permitimos alguns contra-ataques...  nos últimos minutos, fomos muito melhores, e até merecíamos ter marcado... O Carrillo ainda longe da melhor forma, terá feito os melhores minutos... e com o Jonas em campo, tudo muda na nossa organização ofensiva!

Apesar da exibição apagada, o mais negativo da partida, foram as potenciais lesões... é importante chegar a Aveiro sem muitos problemas, principalmente na defesa... já que na frente, existem muitas opções! No jogo na Áustria fiquei logo com pé atrás com aquela substituição do Jardel (confirmou-se lesão...), mas o mais azarado da pré-temporada acaba por ser um Zivkovic, que após uns minutos muito promissores com Derby County, ficou K.O. nos primeiros minutos com o Sheffield... logo o jogador que mais me encantou com a bola nos pés!!!! Vamos ser se amanhã não temos más notícias...!!!

Com a anunciada contratação do Danilo, parece que o plantel vai ficar 'fechado' (nas contratações... as movimentações até ao final de Agosto devem-se restringir às saídas...), parece-me claro que vamos ter um plantel melhor que o do ano passado... agora, falta construir um 11 melhor do que o do ano passado, algo que ainda não conseguimos nestes primeiros testes...

Já agora, eu sei que gostamos de ser hospitaleiros, mas 3 vitórias em 9 edições da Eusébio Cup, começa a ser embaraçoso...!!!

Novo mandato na liderança do SLB

"Luís Filipe Vieira decidiu recandidatar-se a um novo quadriénio como presidente do Sport Lisboa e Benfica. A grande maioria dos benfiquistas - na qual me incluo - aplaude a sua disponibilidade.
Assim se consagrá a estabilidade como valor patrimonial de um grande clube e se assegurará continuidade de um trabalho globalmente positivo.
Luís Filipe Vieira tem tido a sabedoria de, com perseverança e solidez, reconstruir um Benfica inovador, ecléctico, profissional e com forte sentido de antecipação face às alucinantes mudanças no mundo da gestão desportiva.
Fê-lo aprendendo com a humildade de reconhecer alguns erros, a ousadia de saber arriscar com fundamento, conciliando, em crescendo, a experiência, a intuição e a exigência. Conjugando, coerentemente, os projectos com a acção e o tempo da palavra com o tempo do silêncio. Soube amadurecer a forma de lidar com os decibéis de certas vozarias e de se distanciar da poluição emocional que anda por aí.
Resistiu, em pleno,a afirmação reputacional de que os benfiquistas se podem envaidecer. Fê-lo com descrição e efectividade. Foi pioneiro em aspectos estratégicos: canal televisivo, museu, direitos de transmissão e outros que, seguramente, vão surgir. Devolveu-nos a haitualidade e normalidade das vitórias e dos títulos. Fortaleceu o património e proporcionou condições invejáveis para os atletas. Investiu, com retorno humano e financeiro, na formação, aspecto de que quase já não tínhamos memória.
Assim, o Benfica continuará a ser a primeira instituição desportiva portuguesa: nas vitórias, no orgulho de pertença, nos novos desafios e projectos."

Bagão Félix, in A Bola

Remoinho de milhões

"Os dados revelados ontem pelo Transfer Matching System (TMS) são esmagadores: até ontem, dia 25 de Julho, só os clubes das cinco principais ligas da Europa, gastaram mais de mil milhões de euros em 146 contratações durante o ano de 2016. É o maior valor de sempre registado a esta data e, atenção, ainda não englobada nenhum dos negócios milionários que se perspectivam para breve: Paul Pogba da Juventus para o Manchester United e Gonzalo Higuain do Nápoles para a Juventus. Só estas duas mudanças vão acrescentar mais de 200 milhões de euros ao bolo!
Os números têm tantos algarismos que às tantas se tornam quase impossíveis de ler, mas não é preciso entendê-los na perfeição para perceber que estamos a entrar de vez num remoinho de milhões e mais milhões. Os ingleses estão de bolsos cheios com o novo acordo de televisão e, com isso, provocam o efeito dominó pelo resto do continente, distribuindo dinheiro que depois é gasto em cascata - e até algumas 'pingas', mais ou menos pesadas, acabam por chegar a Portugal.
Pagar 120 milhões de euros por Paul Pogba pode parecer uma loucura, sobretudo quando comparamos com o negócio de Cristiano Ronaldo. Mas o médio francês, cuja qualidade não pode ser posta em causa por causa de um Europeu abaixo das expectativas, será apenas fruto do contexto. Isto é: há duas ou três temporadas, ninguém pagaria tanto dinheiro por este Pogba; da mesma forma, se Cristiano Ronaldo tivesse agora 24 anos (a idade que tinha quando se mudou do Manchester United para o Real Madrid), facilmente ultrapassaria os 200 milhões de euros.
Os recordes existem para ser batidos. No futebol, não surpreende que os números cavalguem de forma tão vertiginosa, sobretudo quando já se percebeu que há muita gente interessada em fazer rodar os jogadores para ganharem comissões a cada negócio. A palavra já pouco vale e já entrámos na era em que os contratos também já valem pouco. Afinal, como dizem os norte-americanos, é o dinheiro que faz o Mundo girar."