Últimas indefectivações

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Não é fácil

"Sabe aquele seu colega de trabalho que chega sempre tarde e passa o dia na máquina de café a dizer mal de tudo e de todos? É o mesmo que encontra sempre uma desculpa para não fazer o seu trabalho mas que, bafejado pela sorte, consegue escapar entre os pingos da chuva. Com certeza que sabe de quem estou a falar.
O SL Benfica teve um dia mau e viu-se ultrapassado pelo colega dos esquemas, do mal-dizer, do golpe de sorte, aquele a quem quase todos antevêem um futuro sombrio mas que vai conseguindo levar a água ao seu moinho graças a golpes baixos. Pois bem, caro Benfiquista, não desespere. Um dia - e mais cedo do que o colega manhoso está à espera - o Benfica vai ser compensado pelo bom trabalho. Até Maio, o Bicampeão vai colher os frutos de um centro de estágios com o melhor nível do mundo, de uma política de contratações e vendas realistas e de uma massa de adeptos que ninguém em Portugal pode sequer pensar em igualar. 
Sim, é verdade, custou-nos a todos o desaire contra um clube gerido como uma mercearia. Não é por se ter perdido uma batalha - ou duas, neste caso - que o resultado da guerra vai ser em nosso desfavor. Tal como o colega dos esquemas, também quem anda a sujar o nosso nome vai receber em dobro aquilo que nos deseja. A paciência é uma virtude e sei bem que nem todos os Benfiquistas a têm, mas a esperança e a certeza de um trabalho bem feito vai acabar por nos compensar. Ser Benfiquista é pensar positivo e apoiar a equipa. Já passámos todos por momentos bem mais negativos e a nossa História continua a dar-nos razão. 
Ninguém nos iguala, são 34 Campeonatos Nacionais no Futebol e centenas nas modalidades. O Bicampeão sofreu um revés, mas está vivo e de boa saúde. Dos fracos, como se viu nos últimos 13 anos, não reza a História."

Ricardo Santos, in O Benfica

Vitória na dignidade

"O resultado do dérbi esteve longe de corresponder às nossas expectativas. Expectativas legítimas de quem, já nesta época, havia visto o Benfica cilindrar o Belenenses, ou vencer categoricamente no Estádio Vicente Calderón.
O adversário foi feliz. Abriu o marcador num momento em que o Benfica até dominava, e teve mérito no aproveitamento das falhas que fizeram avolumar o resultado. Com 0-3 ao intervalo, restava à nossa equipa jogar com profissionalismo. E fê-lo. Estivesse o árbitro num plano de maior acerto, e os números poderiam ter sido diferentes. Mas, se formos justos, saberemos reconhecer que, neste jogo, o Benfica não foi a melhor equipa em campo. Se perdemos em Futebol, temos também de dizer que ganhámos em dignidade. O que se passou na Luz a meio de uma segunda parte onde as esperanças de um resultado positivo eram já meramente académicas, vai ficar na memória de todos os que assistiram, participaram e sentiram. O Benfica é aquilo. E se tantas vezes se fala de falta de cultura desportiva em Portugal, ora ali esteve um exemplo da forma como deve ser vivido o Futebol, e de como deve ser apoiada uma equipa, nas horas boas, e nas horas más. De resto, toda a partida decorreu com correcção, dentro e fora de campo, o que, depois de semanas de polémica, não poderá deixar de ser enaltecido.
O sorteio da Taça deu-nos uma boa oportunidade de desforra. Vamos aproveitá-la. Quanto ao Campeonato, ganhando na Madeira, poderemos estar a cinco pontos do primeiro lugar. Basta recordar o que aconteceu em algumas das últimas temporadas para perceber quão insignificante pode ser essa desvantagem."

Luís Fialho, in O Benfica

Vieira, o estadista

"É grande a tentação de reagirmos sem medir as consequências quando estamos perante situações de tensão ou quando nos sentimos agredidos. Para quem ocupa lugares de liderança, essa pressão é tanto maior quanto a vontade de responder aos ataques que se sofrem. Há momentos em que se impõe uma reacção proporcional, outros há em que o bom senso e a estratégia aconselham postura diferente. Os grandes líderes sabem discernir esses 'timings'.
Desde que ficou na mira de Bruno de Carvalho que Vieira certamente se sentiu tentado a contra-atacar. Ontem, fê-lo, mas ainda assim num registo de quem sabe quanto custou recuperar a credibilidade do Benfica e com a consciência de que ao nome do clube estão associadas marcas que também devem ser respeitadas.
Sem abdicar da pose de estadista, Vieira não deixou de lançar acusações a Bruno de Carvalho, apontando-o como um agitador cujas "manipulações, insinuações e suspeições" fazem mal ao futebol português. E aqui surge um dado novo: Vieira exige que Pedro Proença assuma responsabilidades nesta matéria. Não creio, porém, que o presidente do Sporting retraia a sua postura como, de resto, ele próprio já avisou quando sentenciou: "Não me calo até que a voz me doa."
O discurso de Vieira traduz sentido de responsabilidade e os benfiquistas certamente aplaudem uma política que reforça os pilares de sustentabilidade (como a anunciada parceria internacional) e garante o futuro desportivo (a aposta na formação), mas como é óbvio será sempre essencial (e no caso do Benfica, urgente) ganhar no campo."

Do quase não reza a História...

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Duas notas...

"Assumimos neste ano uma opção difícil, uma opção de mudança, uma aposta clara na Formação do Seixal. Fizemos esta mudança por convicção, sabendo o risco, mas sabendo também que o nosso futuro deve passar por aí, que não é um projecto de uma época, mas de muitos anos.
Não há sucesso sem coerência. Quando as dificuldades surgem não podemos vacilar, nem mudar de rumo. O rumo está traçado e é por aqui que vamos.
Chegamos aqui de forma planeada. O projecto da Formação não começou este ano, começou há muitos anos, mas foi nesta época que a Formação conseguiu chegar ao topo da pirâmide.
Sempre acreditei que este tempo chegaria. Obra de muitas pessoas, de muitos técnicos, de muita gente anónima que trabalha diariamente no Seixal, mas obra também de uma pessoa que liderou o projecto do Seixal nos últimos cinco anos e que nesta semana nos deixa para abraçar um novo desafio.
Este jantar não é uma despedida, é um até já, é um sinal de gratidão por tudo o que o Armando Jorge Carneiro fez nos últimos cinco anos nesta casa.
Neste período, conquistámos 30 Campeonatos na Formação. Fomos o Clube que mais Campeonatos conquistou.
Vencemos 40 Torneios internacionais em 16 países diferentes. Fomos finalistas, logo no seu primeiro ano, da Liga dos Campeões para os jovens, e somos o Clube que até à data tem o melhor desempenho desportivo, desde que existe esta competição.
Lideramos consecutivamente, nos últimos cinco anos, as convocatórias nas Selecções Nacionais jovens.
Temos seis atletas da Formação na equipa A, e 15 na equipa B.
Nestes cinco anos, vendemos cinco jogadores da nossa Formação que representaram um encaixe para o Clube de largos milhões de euros.
Por tudo isto, só posso agradecer ao Armando tudo o que fez, tudo o que deixa, e dizer-lhe que a porta fica sempre aberta.
É evidente que quem fica a substituí-lo assume uma grande responsabilidade. Mas estou certo de que o Nuno Gomes tem capacidades para manter e até elevar a fasquia que o Seixal atingiu com o Armando.
O Nuno tem o ADN do Benfica, tem a experiência de quem jogou e os conhecimentos que soube e quis adquirir no fim da sua carreira, estudando e ganhando competências académicas que não tinha. 
Tenho por isso a certeza de que o Caixa Futebol Campus continuará a ser uma referência mundial no capítulo da Formação.
Permitam-me agora que durante breves minutos traga duas notas à margem desta cerimónia:
A primeira nota tem que ver com credibilidade.
O Benfica conta hoje com vários patrocinadores globais, parcerias que nos acrescentam valor e nos responsabilizam enquanto Clube. E, se hoje podemos contar com esses patrocinadores, é porque trabalhámos durante anos para ser um Clube credível, respeitado e seguido a nível internacional. 
Somos o único Clube português que conseguiu dar esse salto, que afirmando-se a nível internacional conseguiu captar parceiros globais.
A credibilidade do Clube e a sua defesa não se fazem aos gritos. Porque a razão não está naqueles que mais gritam, a razão não se ganha na praça pública.
Ou temos ou não temos razão. E, se precisamos de estar permanentemente aos gritos, é porque não existe razão naquilo que gritamos.
Num tempo em que, cada vez mais, os clubes nacionais vão ter de ir à procura de patrocinadores internacionais, em que é preciso credibilizar a Liga portuguesa, em que é preciso valorizá-la, não contem com o Benfica ou com o seu presidente para fazer exactamente o contrário.
Uma postura permanente de suspeição, de guerrilha, de conflito não prejudica o Benfica, prejudica todo o Futebol português.
A conjuntura hoje não é a mesma de há 10 anos. O nosso Futebol precisa, cada vez mais, de se credibilizar, de atrair investimento estrangeiro. Mas não se atrai esse investimento desvalorizando diariamente o “produto”.
Não esperem atrair patrocinadores para a Liga portuguesa ou para os nossos clubes acenando diariamente com insinuações e calúnias que lançam um manto de suspeição injustificado e altamente penalizador.
O presidente da Liga deve saber que o exercício do poder tem de ser efectivo, que tem de exercer com determinação o poder que lhe foi conferido.
E isso implica a necessidade de responsabilizar e punir aqueles que diariamente insistem em manipular factos, insinuar e desvalorizar a Liga portuguesa.
Se alguém tem razões de queixa do Benfica ou de outro clube qualquer que as apresente às instâncias competentes e espere!
Deixem de deslumbrar-se com os microfones, respeitem o Futebol português e quem nele investe!
As palavras têm consequências, e essas consequências vão chegar. Não vamos andar a gritar a nossa razão, vamos apenas reclama-la onde o devemos fazer!
O mais fácil, acreditem, seria responder ao mesmo nível, mas seria igualmente o pior que poderíamos fazer ao Benfica e ao Futebol português.
Os parceiros internacionais vieram trabalhar connosco porque reconhecem no Benfica um Clube sério e credível. Não podemos perder isso.
Este é um Clube que se preocupa em unir, em construir, em inovar, em apresentar soluções para o Futebol português.
É por isso que nos próximos meses vamos poder anunciar um novo parceiro global, mais uma multinacional de referência associada ao Benfica.
É isto que a nossa ponderação e a nossa maturidade nos têm permitido fazer.
Segunda nota que aqui queria deixar:
No domingo, perdemos um jogo que queríamos ganhar. Perdemos perante os nossos Sócios e adeptos. E foram estes que nos deram o primeiro sinal de como deveríamos reagir.
Saibamos aprender com os nossos Sócios e adeptos: É nos momentos difíceis que aparecem os verdadeiros Benfiquistas, aqueles que lutam, que sofrem, mas que apoiam o Benfica de forma desinteressada, apenas pela sua paixão.
Nos maus momentos, devemos apoiar, devemos incentivar, devemos dizer presente. Os nossos adeptos deram uma lição incrível do que é apoiar uma equipa, do que é apoiar o Clube.
Devemos criticar nos momentos bons, e apoiar nos momentos mais difíceis.
Fazer o contrário é ir contra a história e os valores do Benfica. Fazer o contrário é prejudicar o Benfica!
O Benfica é de todos nós. Todos ganhamos quando a equipa ganha, todos perdemos quando a equipa perde!
Armando, obrigado mais uma vez por estes cinco anos, e felicidades no teu novo projecto."

Olho por olho, dente por dente! Vamos a isto, outra vez, Benfica?

"Não me peçam para fugir ao conflito se os interesses do Benfica assim o exigirem. Contra tudo e contra todos, é uma obrigação

Podem-me acusar de muitas coisas, mas nunca de ser incoerente! Nem, por mero calculismo ou em benefício próprio, de deixar de defender aquilo em que acredito.
Nem de defender, sempre, o que julgo ser o interesse do Benfica.
Tenho total disponibilidade para travar os combates necessários pelas ideias em que acredito. Ora, se há uma ideia (e certeza) permanente na minha vida, ela é o Sport Lisboa e Benfica, com os princípios e valores que o meu Pai me ensinou e que tento, sempre, transmitir aos meus filhos. Há um texto, nessa perspectiva, que escrevi a 9 de Setembro de 2013 (publicado numa rede social), onde exprimi o meu pensamento - e convicção - sobre aquela que deve ser a postura de quem serve o Benfica. Nessa altura, o Benfica tinha perdido tudo na época 2012/13... para começar a época 2013/14 com uma derrota na Madeira, frente ao Marítimo, e com uma vitória em casa, frente ao Gil Vicente, por 2-1 (demos a volta ao resultado aos minutos 92' e 93').
Se não tivéssemos tido a sorte divina - porque ali já não havia cérebro que ajudasse - outra perda de pontos teria acontecido.
Importa, por isso, revisitar esse mesmo texto que, embora escrito em 2013, continua a ser totalmente actual:
«1. Sou - como sabe quem me conhece - um conciliador e um pacificador, mas não gosto que julguem que esses princípios se confundem - no meu carácter - com indiferença e abdicação.
2. Não sou dos que prefiro... 'a paz mais injusta à mais justa das guerras', especialmente quando os nossos inimigos - não confundir com adversários, porque esses jogam connosco e contra nós com as mesmas regras, sem batota, sem corromper quem decide ou sem recorrer a 'suplementos vitamínicos' que deturpam a verdade desportiva - nos provocam, em cada declaração, em cada afirmação, em cada entrevista, em cada 'graçola'...
3. Temos de nos convencer e convencer os que não fazem parte do grupo da batota - felizmente a maioria - que o deixar andar, que qualquer tentativa de conciliação com corruptos, que a busca de 'pontes de entendimento' com quem não cumpre as regras é... incompreensível, inadmissível e inaceitável!
4. Não alinho nem subscrevo a tese do ignorar pacificamente a violência verbal, ética e moral (pelo menos) de que somos alvo, do fazer de conta que nada se passa quando nos provocam de forma gratuita, quando nos tentam subjugar, de tudo ser permitido aos outros, quando - a nós - tudo nos é criticado...
5. Deixei, também, de acreditar em arrependidos que se zangam com os anteriores 'donos'... para nos enganarem mais facilmente.
6. No Benfica, sempre disse o que queria - como no caso da defesa, durante anos, da solução da exploração dos direitos televisivos pela Benfica TV - porque nunca encontrei, no clube, um espaço que não fosse de liberdade e de defesa das ideias de cada um, no respeito pelos superiores interesse do Benfica, e não deste ou daquele dirigente!
7. Teremos, então, de interiorizar que o medo e qualquer tentativa de conciliação em inferioridade (como sinónimo de submissão) apenas nos enfraquecerá, como teremos de nos convencer que os outros só entendem uma linguagem: a do olho por olho, dente por dente.
8. Que isto não seja entendido como defesa ou apologia de uma conflitualidade gratuita, mas apenas a afirmação de quem entende que chegou a hora de percebermos que a nossa grandeza - que não deve ser confundida com sobranceria - tem de ser o ponto de partida para não permitirmos que a nossa universalidade possa ser ultrapassada pela parolice bacoca de quem usa e abusa de uma esperteza saloia básica, que a nossa nobreza de carácter e o respeito pelas regras possa ser atropelado pelos que querem ganhar a todo o custo, mesmo que apenas o possam conseguir corrompendo quem... decide, seja o que for e onde for!
9. Se acreditamos na afirmação de que se queres a paz, prepara-te para a guerra, então a cada ataque teremos que responder de forma a que percebam que estamos dispostos a tudo fazer para continuarmos a ser os melhores e os maiores,... por estarmos determinados a impedir que os batoteiros continuem a ganhar com a violação das regras e com o favorecimento dos que deviam ser os principais guardiões da verdade desportiva!
10. Conflitualidade? Não! Guerra? Nunca! Apenas determinação na defesa do que, sendo de todos - a verdade e a honestidade - alguns teimam em pôr de lado, porque só assim conseguem ganhar.
11. Todos do mesmo lado... mesmo que pensemos de formas diferentes!
OLHO POR OLHO,
DENTE POR DENTE!
VAMOS A ISTO, BENFICA?»
Escrevi isto em 9 de Setembro de 2013... como o poderia ter escrito hoje.
Porque a defesa dos valores, dos princípios, de uma estratégia com convicção... não dependem de circunstancialismos ou da oportunidade.
E se antes a luta era essencialmente contra os que se socorriam da batota desportiva para ganhar campeonatos, há hoje outros que - do ridículo da sua agressividade, para disfarçar ou atenuar muitas fragilidades - tentam fazer-se notar pela violência verbal e pelos ataques inadmissíveis.
Continuo a defender que esses ataques devem ser ignorados, mas já não aceito que a transposição desses ataques para a área desportiva fique sem a devida resposta.
Até porque, não é verdade que o Benfica, nos últimos 6 anos, tenha ganho sem adesão a esta tese de conflitualidade...
Basta relembrar, aos que teimam em defender essa tese, a luta pela verdade no caso do Túnel da Luz, na época de 2009/10, em que fomos Campeões.
Assim, quem, de forma gratuita, nos tenta humilhar, não pode ficar, nesse plano, sem resposta. 
Somos um clube plural e de liberdade. Temos, entre nós, muitas opiniões que temos de respeitar. 
Respeitarei quem não concorda comigo, mas os outros terão que respeitar, também, o que defendo. Não me peçam para fugir de um conflito se os interesses do Benfica assim o exigirem.
Não me peçam para fazer de conta que não sinto os ataques de que somos alvo, como escusam de me pedir que não responda àqueles que ultrapassam todos os limites.
E não me peçam, também, para concordar publicamente com a actuação de alguns dos meus, quando discordo das suas omissões.
Faço-o com convicção, na defesa intransigente dos interesses do Benfica, até porque ainda temos tempo de ganhar tudo este ano.
Bem sei que tem existido - como diria o poeta - «Erros Meus, Má Fortuna...».
Admito, até, que tenha existido algo mais mas um discurso motivador ( Amor Ardente...) é o primeiro passo de uma caminhada até ao 35.º título de Campeão Nacional, em 2016.
Temos de combater os que nos tentam derrubar, emocionalmente, recorrendo à mentira e à provocação.
Contra tudo e contra todos, a nossa obrigação é termos toda a disponibilidade para essas batalhas! 
Que iremos ganhar!
Pelo Benfica!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Excelente...

Benfica 34 - 28 ABC
(17-9)

Excelente jogo a defender, colectivamente muito bem, o que permitiu ao Figueira destacar-se... e bem no ataque, com variedade, e com o melhor jogo do Borragan desta época... e com o Vrgoc a subir!!!
Recordo que estamos a jogar sem o Tiago Pereira e sem o Semedo.

O ABC venceu o Sporting no último fim-de-semana, e venceu a Supertaça este ano aos Corruptos. Mesmo sendo uma equipa jovem, está bem orientada, e é o nosso principal adversário na luta pelo 'teórico' 3.º lugar, já que tanto os Lagartos como os Corruptos têm 'obrigação' (tendo em conta os plantéis e os orçamentos), de lutar pela Final do Play-off. Mas por acaso já na pré-época vencemos o ABC de forma expressiva... Ao contrário do que aconteceu o ano passado, no Benfica-ABC, onde fizemos talvez o nosso pior jogo da temporada!!!

E se não fosse alguma descompressão nos últimos minutos, os números teriam sido ainda mais expressivos... Sofrer 9 golos na 1.ª parte é o melhor indicador, da qualidade do nosso jogo...

Vamos ter uma paragem do Campeonato, devido aos compromissos da Selecção, no regresso temos derby...

Liderança

HA Cambra 2 - 6 Benfica

Partida que começou com um penalty falhado para cada lado (!!!) e com golo consentido pelo Benfica... mas rapidamente as coisas voltaram ao normal, com o líder do Campeonato a confirmar a superioridade sobre o lanterna vermelha.

As notas de destaque desta jornada, foram a derrota dos Corruptos em Paço de Arcos (com mais um festival de azia... e protestos!!!) e o empate dos Lagartos em casa, com o Barcelos!!! A Oliveirense venceu em Turquel, e reparte a liderança com o Benfica.

Depois da Supertaça o Benfica parece que acertou agulhas, as contratações já estão a render, e até agora não temos falhas... No Sábado recebemos o Barcelos, uma das equipas mais fortes do Campeonato. E como isto é uma prova de regularidade, é importante manter a 'corrente' vencedora... Recordar que o ano passado, a única não vitória do Campeonato foi em Barcelos (empate), e o jogo na Luz, também não foi fácil...

Faltou um bocadinho...

Benfica 79 - 83 Cibona
24-21, 16-13, 15-28, 24-21

Foi pena, fizemos um jogo bastante razoável, contra uma equipa mais conceituada, provavelmente a mais forte do nosso grupo... Faltou mais um bocadinho, com o Gentry (ou novo poste...) e com um Cook mais eficaz (7/18), a coisa podia ter caído para o nosso lado... Acabou por ser o base americano do Cibona, Florence a decidir a partida no 3.º período...
Com os nossos problemas no jogo interior, voltámos a recorrer com sucesso a uma defesa à zona (2x1x2), se calhar até devíamos tê-la usado mais tempo...

PS: Antes do jogo, o Benfica anunciou a contratação do Poste Croata, Ivica Radic. Com a lesão do Gentry a necessidade de reforçar o jogo interior, ficou ainda mais óbvia... É um jogador com alguma experiência Europeia, que poderá ser muito útil na Europa, e nos jogos mais complicados da nossa Liga...

À Luz do efeito Jorge Jesus

"Tirem-se os dois jogos com o Benfica desta época do Sporting e os resultados não são deslumbrantes. No campeonato, quatro pontos mal perdidos, em casa com o Paços de Ferreira e fora, no Bessa e vitórias quase obrigatórias nos outros jogos (positivo o resultado de Vila do Conde, mas FC Porto e SC Braga ainda não foram obstáculo). Na Liga dos Campeões uma desilusão, contabilizada em 17 milhões de euros por Bruno de Carvalho, e na Liga Europa um comportamento abaixo do esperado: derrota caseira com o Lokomotiv, empate em Istambul e vitória perante uns albaneses muito fracos.
Mas se for introduzido nesta equação o fator psicológico das duas vitórias sobre o Benfica - a primeira numa final e a segunda por números históricos - o quadro muda de figura e ficam explicados não só o estado de euforia da nação leonina, como também os sinais exteriores, públicos e notórios, de crescimento da equipa do Sporting.
Ou seja, o Benfica tem sido a alavanca do sucesso de Jorge Jesus no Sporting, é no êxito neste duelo particular que o treinador dos leões ganhou boa parte das condições para a época positiva que vai agora desenhando.
Jesus, honra lhe seja feita, continua a ter um efeito tremendo sobre os jogadores do Benfica, que não se conseguiram libertar (será à terceira, em Alvalade, para a Taça?) da influência do seu ex-treinador. Ao invés, os pupilos de Jorge Jesus passaram a acreditar ainda mais no seu treinador, e isso é determinante para que uma equipa alcance patamares mais elevados...
Em suma, quis o destino que Jesus fosse buscar aos jogos com o Benfica aquilo de que mais precisava..."

José Manuel Delgado, in A Bola

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Taça CTT

Benfica - Nacional (29/30 Dez.)
Oriental - Benfica (19/20/21 Jan.)
Moreirense - Benfica (26/27/28 Jan.)

Foi este o Sorteio da 3.ª fase Taça CTT (Taça da Liga), desta temporada. Como é habitual, só o primeiro classificado passará às Meias-finais. Em caso de qualificação iremos receber na Luz, o vencedor do grupo D: Braga, Belenenses, Rio Ave ou Leixões.

A: FC Porto, Marítimo, Feirense, Famalicão
B: Benfica, Nacional, Moreirense, Oriental
C: Sporting, Paços de Ferreira, Arouca, Portimonense
D: SC Braga, Belenenses, Rio Ave, Leixões

Finalmente, alguém independente!!!

O Sporting Clube Portugal ganhou e bem por incompetência do meu glorioso e com isto não quero justificar nada, mas...Ora nem mais ó Burro de Carvalho, sabias palavras!!!#benfica #sporting #brunodecarvalho #jorgejesus #porto

Posted by Sérgio Nunes on Segunda-feira, 26 de Outubro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Um calor de ananases nos Coqueiros

"Pioneiro como sempre, o Benfica foi a primeira equipa a disputar uma eliminatória da Taça de Portugal em território ultramarino. Em 1969, deslocou-se a Luanda para defrontar o ASA, campeão angolano, efectuando os dois jogos na então colónia portuguesa.

«É verdadeiramente extraordinária o ambiente que rodeia a equipa do Benfica que se encontra em Luanda para defrontar o ASA no jogo da primeira mão da eliminatória da Taça de Portugal em futebol!», gritavam os jornais naquilo que Nelson Rodrigues chamou o Berro Impresso das Manchetes.
Talvez não fosse para menos. Mais uma vez, o Clube da águia era pioneiro: jogava um encontro oficial num dos territórios ultramarinos, primeira equipa a fazê-lo, ficaria para a história.
Chegava gente de toda a província. Gente e mais gente. Tanta gente que o estádio dos Coqueiros, com capacidade para pouco mais de 14 mil espectadores, se preparava para receber um assalto de 30 ou 40 mil.
Toda a Angola queria ver jogar o campeão nacional!
E até de São Tomé vinha um avião fretado de propósito.
Adversário do Benfica nos oitavos-de-final da Taça, o ASA de Luanda.
ASA - Atlético Sport Aviação. Era treinador por Humberto Frade e tinha jogadores como Garrido, Inguila, Juvenal ou Dinis, o «Brinca n'Areia».
Dinis afirmava com denodo: «Vou começar a habituar-me à defesa do Benfica. Sei que será difícil, mas só deixarei de tentar quando o árbitro der o jogo por terminado. Seria para mim uma grande alegria marcar um golo ao José Henrique».
Não era o ASA a única equipa das colónias a jogar nessa eliminatória: a Académica defrontava o Ferroviário e o Sporting a UDIB, da Guiné.
Havia um desejo forte: «Aguarda-se que as representações ultramarinas dêem melhor conta de si do que das outras vezes em que tomaram parte na Taça de Portugal. Valores individuais não lhes escasseiam. O que lhes tem faltado é um contacto insistente com adversários mais evoluídos tacticamente, de preparação mais serena e cuidada, mais rápidos e resistentes».
O estádio era dos Coqueiros mas fazia um calor de ananases.
Dinis não marcou o golo que desejava. Esteve quase, quase... Isolou-se frente a José Henrique, mas atirou ao poste.
A vitória Benfiquista foi fácil.
Eusébio jogou enormidades e encantou a multidão que se apertava nas bancadas como sardinhas em lata. Marcou três golos. O outro foi de Praia. Eliminatória resolvida logo ali, mas ainda havia uma segunda mão para disputar. Outra vez em Luanda, outra vez nos Coqueiros que as viagens eram longas de mais para o luxo de uma lá e uma cá, como mandam as regras das competições, sejam elas quais foram.

O reencontro com Marcolino Bragança
O Benfica permanece em Luanda. Jogará dentro de quatro dias.
Na Metrópole, a peregrinação a Fátima é centro das atenções. A peregrinação dos angolanos continua a ser ao estádio dos Coqueiros que prevê nova enchente.
Uma das grandes figuras da história do clube, Marcolino Bragança, atleta e jogador de méritos e atributos, é homenageado pela direcção do Benfica que não se esquece dos seus.
Borges Coutinho, Vieira de Brito e o técnico Otto Glória visitam-no em sua casa, comandando todo o grupo de jogadores que quis encontrar-se com um velhinho de 78 anos a quem haviam amputado uma perna.
O momento foi solene e emocionante.
O «capitão» Coluna pregou na lapela de Marcolino Bragança o emblema de outro e diamante. E titubeou, comovido: «Se não fosse o senhor eu nunca teria sido o Coluna...»
Em seguida para o campo, que se fazia tarde e era preciso regressar a Lisboa.
Desta vez há uma meia surpresa: os «aviadores» batem-se com um entusiasmo maior e com uma concentração mais apurada. O seu futebol era solto, atrevido e causava embaraços sérios às «águias encarnadas». Há neles uma alegria que contagia o público. Coluna e Toni viam-se em apuros no meio-campo. José Augusto recuou no seu auxílio. Sabu, Gaspar, Juvenal e Dinis provocam dissabores. Mas Eusébio é Eusébio: face ao arreganho dos adversários, responde com o seu Futebol felino e assassino. É dele o primeiro golo, aos 23 minutos. Será dele também o segundo aos 75.
Parecia que a sentença, estava dada. Engano! Aos 78 minutos, Garrido faz o 1-2 e, seis minutos mais tarde, um desentendimento entre Adolfo e Humberto Coelho, permite o empate a Cruz.
O povo delira! Um empate frente ao Benfica é algo de histórico. Servirá para alimentar contos e lendas por anos a fio no coração das terras africanas.
Ainda há quem não acredite no que os seus olhos vêem, mas é uma realidade indesmentível. A dois minutos do fim do encontro, o campeão angolano está empatado com o campeão português. Bate-se pela vitória contra uma equipa que domina a Europa e que faz tremer de medo os grandes nomes do mundo.
Esfregam-se os olhos... O relógio faz mover enexoravelmente os seus ponteiros.
Mas o Benfica é enorme: tem Eusébio e Torres, e Coluna e Simões e José Augusto.
É precisamente José Augusto que, no minuto 89 faz o 3-2. O Benfica salva a honra, o ASA pode gabar-se de ter feito sofrer as estrelas vermelhas da Luz.
Os gigantes regressam a casa. Mais uma vez foram pioneiros. Riscam a cores vivas o seu destino.

Taça de Portugal
1957/58 - 1/2 Final - Benfica 6 - 2 Ferrovia Nova Lisboa(Angola) - Alvalade(Lisboa)
1957/58 - 1/2 Final - Benfica 11 -1 Ferrovia Nova Lisboa(Angola) - Tapadinha(Lisboa)
1961/62 - 1/4 Final - Benfica 7 - 1 Ferroviário da Beira(Moçambique) - Luz(Lisboa)
1961/62 - 1/4 Final - Benfica 7 - 1 Ferroviário da Beira(Moçambique) - Tapadinha(Lisboa)
1968/69 - 1/8 Final - Benfica 4 - 0 ASA(Angola) - Coqueiros(Angola)
1968/69 - 1/8 Final - Benfica 3 - 2 ASA(Angola) - Coqueiros(Angola)
1970/71 - 1/4 Final - Benfica 6 - 0 Ind. Porto Alexandre(Angola) - Luz(Lisboa)
1970/71 - 1/4 Final - Benfica 2 - 0 Ind. Porto Alexandre(Angola) - Salema(Lisboa)"

Afonso de Melo, in O Benfica

Anatomia de uma catástrofe

"Não vale a pena tratar o assunto com paninhos quentes. Contra o Sporting, o Benfica não jogou mal foi, sim, inexistente e o desfecho corresponde ao que se passou em campo. Nestes momentos, é tentador explicar o resultado com base em erros individuais, azar ou incompetência da arbitragem. São tudo justificações marginais. Há razões estruturais que ajudam a compreender a derrota de domingo, assim como as várias derrotas sofridas esta época pelo Benfica em jogos oficiais (5 em 12 partidas!).
A formação do plantel continua a gerar perplexidades. É verdade que, ao contrário do que aconteceu no consulado de Jesus, desta feita Vieira desinvestiu. Ainda assim, é incompreensível que uma equipa com um sistema tático assente em dois centro-campistas tenha um plantel de 30 elementos, acumule jogadores para uma posição inexistente - número 10 (Talisca, Djuricic e Taarabt) - e, ao mesmo tempo, não disponha de um 8 de qualidade. Talvez a aposta em Renato Sanches, à falta de alternativa, seja a solução para esta lacuna.
Os desequilíbrios do plantel são, contudo, reforçados por uma persistente falta de identidade da equipa, quer a defender quer a atacar. Novamente, o problema não começou neste jogo. Anulados Gaitán e Jonas, o Benfica arrasta-se em campo, perdido de ideias, e depende da capacidade de os seus melhores dois jogadores esticarem o jogo, isolados. Com um plantel desequilibrado e uma equipa pouco personalizada, torna-se mais fácil ter azar e perder jogos. É que, ao contrário do que é repetido, o futebol não se decide nos pequenos pormenores, muitos deles fortuitos."

Coroa sem rei: o jogo da moeda ao ar

"Crónica do dia em que um Florim holandês destruiu o sonho europeu.

Hoje, 26 de Novembro de 1969, o Benfica vai defrontar o Celtic para os oitavos-de-final da Taça dos Campeões Europeus, depois da derrota na Escócia por 3-0. Equipo-me a rigor, com direito a cachecol. O calçar dos sapatos é célere, tal como a vontade de seguir caminho. Eu e o meu pai chegámos cedo ao estádio, assistimos ao frenesim dos vendedores de comida e da multidão empolgada.
O estádio está repleto de adeptos animados e confiantes na reviravolta do resultado, mesmo com o frio que se faz sentir. Apesar das ausências de Humberto Coelho e Torres e das notícias que dão conta de Eusébio febril e ausente do jogo, a esperança não diminui. Os jogadores sobem ao relvado. Eusébio está nos eleitos. E os nossos craques recebem uma enorme ovação!
Que início de jogo, com jogadas e remates perigosos! Instala-se o 'nervoso miudinho', anseia-se pelo golo. Este aparece inevitavelmente por Eusébio, após meia hora de jogo. E, poucos minutos depois, o estádio entra em delírio quando Jaime Graça faz o segundo! Estamos todos de pé, aos saltos, a gritar. Só falta um!

Na segunda parte, Eusébio, que jogou doente, é substituído, mas a esperança mantém-se. Os últimos quinze minutos de jogo são à Benfica. Estão todos de pé, Otto Glória dá indicações para o campo, os jogadores atropelam a defensiva escocesa. Até que, no derradeiro minuto, após cruzamento de Simões, Diamantino leva-nos ao céu, com um golo de cabeça. Mas que golo! E que felicidade! Ao meu lado, um senhor chora, agarrado ao neto, eu e o meu pai abraçamo-nos e todo o estádio está em euforia total, com invasão de campo. Estamos finalmente empatados na eliminatória!
Com o empate a manter-se após o prolongamento, a nossa passagem vai depender da sorte, da moeda ao ar, conforme mandam os regulamentos da UEFA. A ansiedade toma conta das bancadas. A moeda ao ar vai ser feita no silêncio do balneário do árbitro holandês. O dirigente Francisco Calado e o capitão Coluna, do Benfica, e do lado escocês, o treinador Stein e o capitão NcNeill são os protagonistas. Os minutos passam sem que o desfecho seja conhecido, quando vozes se levantam, gritando pela vitória do Benfica. A euforia instala-se, mas nos altifalantes uma voz a má notícia da passagem do Celtic à próxima fase. A vitória do Benfica não passou de um boato. A sorte sorriu aos escoceses e a nossa 'coroa' ficou sem rei porque, no fim desta batalha épica, quem nos derrubou foi o Florim holandês."


Diogo Santos, in O Benfica

Lixívia 8 (Benfica -1 jogo)

Tabela Anti-Lixívia:
Sporting......... 20 (+2) = 18
Benfica........... 12 (-5) = 17
Corruptos....... 18 (+2) = 16

Antes que alguém escreva alguma coisa, relembro novamente, que esta crónica é para falar de arbitragem. O suposto mérito ou demérito do jogo, é para outras conversas... Neste caso específico creio que ficou claro na crónica do jogo, a minha opinião sobre os deméritos do Benfica, neste jogo, e nesta época...

Agora, outra coisa totalmente diferente, foi o trabalho do Xistra, que conseguiu a 'proeza' de ter influência no resultado final da partida, num jogo onde o Benfica jogou tão mal, e foi derrotado com um resultado pesado!!!

Vamos começar pelos 3 lances na área:
- O penalty sobre o Lusião é evidente. O agarrão é persistente, e óbvio. Não é um daqueles agarrões mútuos, que normalmente acontecem nos cantos, quando os avançados tentam 'atacar' o 1.º poste... Este é uma bola bombeada ao 2.ª poste, com o Ruiz a ser simplesmente preguiçoso...
- No penalty sobre o Nico também não existe duvidas. Não existe qualquer intenção do Paulo Oliveira em jogar a bola, a obstrução é nítida e óbvia. Afirmar que o defesa protegeu a bola, ou ganhou a frente do lance, é mentira. A bola foi jogada numa direcção, e o Paulo Oliveira deslocou-se numa direcção quase oposta... praticamente na perpendicular, 'atacando' claramente o Nico.
Por muito menos foram marcadas várias faltas parecidas a meio-campo contra o Benfica...
- O penalty sobre o Mitro não é nítido na televisão, porque a realização resolver fazer um grande plano, em vez de ter a imagem aberta. Mas a falta existe. É muito parecido com o penalty do Cáceres sobre o Enzo, na Meia-final da Liga Europa, no Benfica-Juve. O uso da anca e do traseiro não é tão pronunciado, mas é o mesmo tipo de falta... É óbvio que o Mitro tentou 'sacar' a falta, tal como muitos outros fazem, mas isso não inverte a culpa do contacto...

Mas além destes lances, o jogo foi 'controlado' doutra forma!!! Durante todo o jogo, mesmo com o 0-3, o critério disciplinar e o critério técnico em todas as zonas do campo, foi do mais inclinado possível!!!
Houve uma intenção clara de não amarelar defesas e centro-campistas Lagartos... Chegou mesmo ao ponto, de mostrar um amarelo ao Slimani só para não amarelar o Adrien!!! João Pereira por duas vezes, Adrien por três vezes, e João Mário por uma vez, mereciam o amarelo... Slimani, agrediu Gaitán para Vermelho directo e o Naldo agrediu o Jiménez também para vermelho directo...
O único lance que os Lagartos se podem queixar foi o amarelo ao Ruiz. Mas como era avançado podia levar...!!!

Pessoalmente, não acho que o silêncio do Benfica antes do jogo, após a vergonhosa campanha que tem sido feito contra o Benfica, nos últimos tempos, tenha tido influência na arbitragem. Xistra foi Xistra. Igual a tantas outras ocasiões. Aliás contra o Benfica, foi sempre assim...
Recordo-me de um amarelo ao Micolli, de uma expulsão ao Petit num jogo do Jamor, na grande Xistralhada de Braga... numa meia-final da Taça de Portugal, onde perdemos uma vantagem de 2 golos da 1.ª mão... e podia continuar!!!
Podia ainda recordar do hilariante penalty marcado a favor dos Lagartos na última jornada da época passada... do facto confesso de chorar quando o Sporting perde (inconfidência da irmã!!!!), mas nada disso importa... porque o Benfica perdeu. E como foi o Benfica que perdeu, está tudo bem...

Volta a repetir: o Benfica jogou mal. Mas tudo isto, teve uma enorme influência no desenrolar do encontro. O penalty sobre o Luisão aconteceu com 0-0. Muitos dos outros lances, aconteceram com o 0-3, mas podiam ter tido influência numa possível recuperação... Como também já afirmei na crónica ao jogo, o Benfica defendeu mal, pressionou pouco, mas quando pressionava um pouco mais, era imediatamente assinalada falta, ao contrário do que aconteceu para o outro lado...

Não vi, e nada li de significativo do amigável Corruptos-Braga apitado pelo amigo mutuo Soares Dias!!!


Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
Épocas anteriores:

Meter água !!!

Benfica B 1 - 2 Feirense
Platiny(a.g.)


Mau jogo, num relvado com muita água e pouco futebol. Com a UEFA Youth League  e Premier League International Cup, além das promoções à equipa A de alguns jogadores, a equipa B tem sofrido um período de muita instabilidade...
O momento mais interessante do jogo, foi mesmo a bolada que o Lystcov espetou no árbitro!!! Devia ter sido com mais força...!!!

domingo, 25 de outubro de 2015

Eu amo o Benfica!

Benfica 0 - 3 Sporting

De facto, o facto mais positivo do jogo foram os adeptos! E não vale a pena começar com interpretações filosóficas ou politicas, o grito foi só isso, um grito cantado, honesto e eterno, independentemente dos jogadores, dos treinadores, ou dos directores... mais nada, só isso.

O resultado do jogo, acabou por ser infelizmente normal! A anormalidade, foi a eficácia Lagarta, que nas primeiras 4 vezes que chegou à área do Benfica, marcou 3 golos!!! Com erros individuais de vários jogadores, inclusive do Júlio... Mas a forma como decorreu o jogo foi normal: um Benfica pouco colectivo a defender, com pouca pressão sobre a bola, e consequentemente sem ataques rápidos...; e também pouco colectivo a atacar, só com um jogador capaz de desequilíbrios, que sendo o único, acaba por exagerar quase sempre... E fazer ataque planeado, sem um verdadeiro organizador de jogo, que saiba controlar ritmos, mudar de flanco, ou furar linhas, é quase impossível...

É verdade que Rui Vitória tem um plantel limitado, as ausências do Nelsinho e do Salvio amputaram completamente o nosso flanco direito... mas temos que jogar melhor. Muitos dos golos que temos sofrido, são pura desconcentração, não se pode ir lá só com falinhas mansas, é preciso exigir concentração. Até acho que a equipa tem demonstrado atitude, o problema não é esse, o problema são as desconcentrações, tanto de posicionamento, como em posse de bola... algo que nos últimos anos raramente acontecia.

Num jogo destes não apetece falar do Xistra, mas é impossível! A coisa foi tão descarada, que se o Paspalho-mor tivesse sido o árbitro, duvido que tivesse tido qualquer decisão diferente!!! Os cartões foi uma comédia, a forma como mesmo com 0-3 continuou a proteger os Lagartos, foi criminosa... Em relação aos lances na área, tenho que rever melhor na televisão: o lance do Luisão na 1.ª parte, no Estádio passou-me, mas na televisão o agarrão é óbvio...; sobre o Nico tenho poucas dúvidas, o Paulo Oliveira não faz qualquer tentativa de jogar a bola é penalty claro; e sobre o Mitro tenho que rever, mas parece-me que o porquinho meteu a perna/anca...
Temos um jogo a menos, mas como é natural ninguém se vai lembrar disso quando se fizerem as analises, e temos 8 pontos para recuperar... Nada é impossível, temos que nos concentrar jogo a jogo, e nada mais, e esperar por Janeiro, para rectificar alguns erros...

Quem quer ser Cardozo?

"Tal como foi o Ministério Público, também o Banco de Portugal devia ser chamado a intervir no propalado caso do 'kit' Eusébio. Não por o 'kit' ter triplicado de vendas, o que se saúda como um bom sinal para a nossa desgraçada economia. Mas, bem vistas as coisas, não caberia ao Banco de Portugal, internacionalmente famoso pelas suas reservas de ouro, interessar-se um bocadinho pela defesa, cotação e bom-nome do dito metal precioso?
Ouro, ouro e mais ouro. Nesta semana não se falou de outra coisa. Com a maior das naturalidades, o tema chegou à praça pública pelas vozes autorizadas dos presidentes do Porto e do Sporting. O eco das suas palavras ainda tilinta e retilinta de lés a lés. E o Banco de Portugal de braços cruzados.
Pinto da Costa, eleito pelo YouTube como o protagonista maior do Apito Dourado, plausivelmente o 'engenheiro-chefe' ou o 'Chefe da caixa', como vos der mais jeito, pronunciou-se sobre o 'kit' Eusébio dizendo: "Se o FC Porto fizesse ofertas a árbitros já estaria morto." Banco de Portugal, atenção, é de milagres destes que a nossa economia precisa para voltar a ser o que nunca foi.
Quanto a Bruno de Carvalho, não menos optimista do que o seu vivíssimo congénere rival, informou este Portugal dos aflitos de que afinal não há crise. E até "podemos estar a viver uma caixa dourada". Não especificou, no entanto, se julga que estamos a viver 'dentro' de uma caixa dourada, o que acabaria por ser monótono, ou se antes entende que vivemos numa época nimbada a ouro pela excelência dos seus melhores artistas, entre os quais se inclui, um pouco à semelhança do que o 'Siglo de Oro' significou em artistas para o século XVI na vizinha Espanha.
Perante a abundância de dourados no nosso futebol, seria de esperar que o preço do ouro caísse a pique como caiu. Agora deveria o Banco de Portugal, em defesa dos interesses da retoma, ir perguntar ao presidente do Sporting qual a razão por que paga 5 milhões de euros por ano a um treinador que, afinal, só ganhou títulos par causa do 'kit' do Eusébio.
Amanhã há dérbi. Desde que o maravilhoso incompreendido Óscar Cardozo se foi embora para a Turquia o Benfica só empata com o Sporting. Foram os seus 11 golos em 7 anos que permitiram ao Benfica não só não empatar com o Sporting como, habitualmente, vencê-lo enquanto o paraguaio foi jogador do Benfica. E agora, quem quer ser Cardozo?"

Aniversário...

O Estádio da Luz faz hoje anos: 12 anos. E coincidência, ou não, o nosso principal patrocinador, Emirates, também é aniversariante neste dia: 30 anos!!!
Temos tido muitas alegrias na nova Catedral, eu até fui um dos saudosistas da antiga Catedral, mas tenho que admitir que hoje aquele brilho dos produtos novos já deixou de existir, e a História já se sente, em cada recanto da nossa Luz!!!

'Derby' é festa amanhã e sempre

"O país futebolístico já não consegue esconder a ansiedade pelo derby de amanhã, na Luz, da oitava jornada da Liga, e eis que outro lhe é anunciado, agora integrado na quarta eliminatória da Taça de Portugal e com data marcada para 22 do próximo mês, em Alvalade. Derbies de mais? Errado, «é disto que o meu povo gosta» como dizia o radialista Jorge Perestrelo no seu estilo muito pessoal de nos retratar os jogos. Na verdade, cada derby tem de ser visto como rememorável momento de festa, e apenas nesse sentido, sabendo todos, porém, que a estupidez humana é capaz do inimaginável por causa de nada, sobretudo se camuflada no meio de turbas desordenadas a que, eufemisticamente, se resolveu chamar 'grupos organizados'.
Razão insuficiente para a PSP, mais uma vez, trazer para a praça pública o que a sensatez sugeria ser tratado no recato dos gabinetes com as partes envolvidas na promoção do espectáculo e sem necessidade de provocar qualquer tipo de alarme ou preocupação, em quem pretende apenas assistir a um grande espectáculo de futebol, com dois grandes intérpretes, no caso Benfica e Sporting. Um «dispositivo ligeiramente superior ao habitual» em consequência de declarações de dirigentes que influenciaram a avaliação de risco, foi o argumento utilizado, embora não se atribua qualquer responsabilidade a quem, pela palavra, contribuiu para isso.
Um derby tem de ser visto sempre como uma festa e tratado em ambiente de cordialidade, como ontem fizeram Octávio Machado e Lourenço Coelho. Será assim tão difícil perceber isso? Claro que não, só para quem não está interessado..."

Fernando Guerra, in A Bola

Grande jogo...

Benfica 5 - 1 Vic

Entrada a 'matar' na Liga Europeia, a Champions do Hóquei. Contra os lideres invictos da Liga Espanhola, e vice-campeões Europeus!!!
Depois daquele desgraçado jogo da Supertaça, a equipa acordou, e está a jogar a um nível muito alto, intensidade, atitude, velocidade, e hoje com o Trabal castigado, o Pedro Henriques nem foi muito testado!!!
Na próxima jornada vamos a França, ao Merignac.

Vitória no Faial...

Sp. Horta  26 - 28 Benfica
(16-15)

Segunda vitória nos Açores no mesmo dia, desta vez no Faial! Enquanto se esperava um jogo equilibrado no Volei (e aparentemente não foi), aqui esperava-se um jogo mais fácil para o Benfica... mas acabou por ser complicado, só na parte final conseguimos abrir uma vantagem... só ao 22-22 passámos para a frente definitivamente...!!!

sábado, 24 de outubro de 2015

Invictos...

Benfica 64 - 58 Oliveirense
21-19, 15-14, 12-12, 16-13

Nova vitória, com um Jeremiah Wilson dominador: 26 pontos e 18 ressaltos... e 4/5 nos Triplos!!!
Ainda sem o Gentry e sem o Mário Fernandes (esteve na ficha mas não jogou), voltámos a ter dificuldades, o jogo foi equilibrado e só no 4.º período conseguimos abrir uma vantagem semi-confortável, mas mesmo assim a Oliveirense ainda reagiu e reduziu. Desta vez, não gostei muito do Nuno Oliveira que em alguns momentos foi pouco colectivo...

Vitória na Praia da Vitória !!!

Fonte do Bastardo 0 - 3 Benfica
23-25, 17-25, 18-25

Uma das vitórias mais tranquilas na Terceira nos últimos anos. É só um sinal, não é definitivo, o ano passado por exemplo, fomos derrotados sem apelo nem agravo nos Açores, e depois acabámos por dominar a época, mas não deixa de ser um excelente sinal...

Liderança...

Quinta dos Lombos 4 - 8 Benfica

Jogo competitivo, e com golos bonitos... com a superioridade natural do Benfica a vir ao de cima.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O jogo do ano para o Sporting

"Depois de uma vitória sem grande espectacularidade na Taça de Portugal e de uma derrota de travo amargo na Liga dos Campeões (fica aquela obra de arte de Gaitán mas é pouco), o Benfica tem um jogo com alguns riscos contra o Sporting. O Porto lidera e não pode continuar a distanciar-se. A luta pelo título não permite mais deslizes. Este Benfica já prometeu em alguns jogos, mas os títulos só se conseguem com resultados constantes. Essa constância, que transmite segurança e solidez, ainda não está adquirida, mas pode e deve sê-lo.
O Sporting tem neste jogo o mais importante do seu ano, porque é contra o Benfica. Pedir um jogo sem picante e emoção era tirar o essencial do derby, mas pedir um jogo com civismo e sem casos era devolver o essencial ao jogo. Se o Sporting não levar o seu presidente à Luz, vai muito mais forte; pois desloca-se sem o seu factor de maior instabilidade. Deve ser sábia estratégia de Jorge Jesus a de pedir ao seu presidente para não ir. Experiente treinador sabe do que precisa e o que não quer.
Esta semana foi dominada pelos Benfica-Sporting. No Futsal, Sábado, ganhou o Benfica (2-1). Em futebol, iniciados, Domingo, ganhou o Benfica (4-0). Em hóquei em patins, na quarta-feira, ganhou o Benfica por atropelamento (9-0). Os dirigentes do Sporting que pediram bilhetes fora do prazo para o jogo de hóquei já deviam imaginar e quiseram proteger os seus adeptos. Resta saber se há qualidade, engenho e arte para manter a matriz. Por mim está excelente assim.
Na Luz todos a apoiar o Benfica, se é verdade que somos mais fortes em casa é também pela força que vem da bancada. Esse apoio não pode faltar e também neste aspecto é importante ganhar em civismo e dedicação. Agora é com Gaitán, Jonas e companhia porque são esses os que nos levam ao estádio. E podem indigitar o Benfica como vencedor..."

Sílvio Cervan, in A Bola

PS: Quis a sorte, que na próxima eliminatória da Taça de Portugal, vamos ter novo derby. A continuar assim, ainda vamos jogar com eles na Taça da Liga também...!!! Na Champions é que não deve haver derby!!!

Na minha casa mando eu

"Há um louco na minha rua. Mudou-se há pouco tempo e começou a dar nas vistas no dia em que chegou. Parece que fez logo uma queixa em tribunal contra os antigos donos do T0 onde agora vive.
Como se isso não bastasse, na primeira reunião de condomínio, fez-se administrador e começou a fazer a vida negra aos restantes habitantes do prédio. Passa o dia a vir à janela gritar coisas que ninguém percebe. Diz cobras e lagartos do Sr. Manel da mercearia, acusa a D. Maria do café de o querer envenenar e foi visto, numa noite destas, com os seus amigos pouco recomendáveis, a roubar as moedas ao arrumador. 
Nos últimos tempos a coisa piorou. O tal ser pouco recomendável passou a insultar-me também. E aos meus familiares e amigos. Deu-lhe para aquilo... Queixa-se que fazemos demasiadas festas cá em casa, que andamos sempre na rua a abrir garrafas de champanhe, que todas as semanas temos a casa cheia de gente. 
Tudo lhe serve para dizer mal de nós e do nosso triplex com vistas desafogadas para o futuro. Parece que não convive bem com a felicidade dos outros e anda a espalhar pelo bairro que o nosso sucesso só acontece porque no outro dia pagámos um café ao Abílio, o chefe da esquadra. Coitado...
A minha mulher já me disse para não lhe dar importância, que qualquer dia ele deixa de pagar a hipoteca ao banco e é posto na rua, mas a verdade é que o tenho visto a rondar o nosso prédio. Ele que não esteja com ideias. Na minha casa só entra quem eu quero. É reservado o direito de admissão a quem se apresente com distúrbios psíquicos, com visíveis sinais de embriaguez ou a quem tenha sido insultuoso comigo ou com os meus.
E o louco do outro lado da rua inclui-se em pelo menos um destes cenários."

Ricardo Santos, in O Benfica

A grande diferença

"Quem diria, em 1907, que a "deserção" de oito jogadores do Sport Lisboa para o Sporting seria o início de uma relação centenária entre ambos os clubes, cujos papéis estão perfeitamente definidos: O Benfica é o alvo preferencial, senão único, da cobiça sportinguista. E cabe-lhe prosseguir no seu rumo, indiferente a quem tenta, por todos os meios, chegar-se à sua grandeza.
Esta relação de forças resulta numa atitude comportamental distinta. Se, do lado "encarnado", chega a existir uma certa bonomia perante as investidas "leoninas", do Lumiar chovem ameaças de ataques fatais ao, embora só intimamente por eles reconhecido, domínio benfiquista.
Tal consubstancia-se no seguinte: Os sportinguistas pressentem que poderão superiorizar-se aos benfiquistas num determinado momento, o que acontece ridícula e frequentemente. Alardeiam feitos inolvidáveis por realizar, dedicam-se a festejos antecipados e ataques de toda a espécie e anunciam a inversão definitiva dos papéis de cada clube nesta rivalidade.
Esquecem-se, ou fazem por esquecer, que a superioridade benfiquista é a norma e que a "glória leonina", quando ocorre, é efémera. Em Portugal, o adjectivo Glorioso tem dono e só combina com o vermelho. Por isso, independentemente de quem sairá vitorioso do próximo dérbi e do estado de espírito resultante do mesmo, o Benfica continuará a ser o incontestado glorioso e o Sporting não passará do frustrado aspirante a ser o Benfica que nunca conseguiu ser. Todos os resultados são possíveis, mas a afirmação anterior já merece o cariz dogmático que lhe atribuo.
P.S.: Que fim-de-semana passado... Tão vitorioso quanto ecléctico, só ao alcance de um clube como o SLB!"

João Tomaz, in O Benfica

Chegou a hora

"Ao longo das últimas semanas, o Sport Lisboa e Benfica, os seus sócios e adeptos, e o seu presidente, têm sido alvo de uma ofensiva intensa, e de características inéditas.
Um arrivista de baixo nível, à procura de popularidade barata, socorreu-se dos meios mais infames para, em bicos de pés, fazer os seus números. Grita todos os dias, à espera que o oiçam. De disparate em disparate, vai subindo o tom, não escondendo irritação pela ausência de réplica.
Para além de dois ou três papagaios amestrados, o eco surge através das páginas de um diário desportivo que, pela sua história, e por respeito aos leitores, jamais deveria prestar-se ao triste papel de "voz do dono" - sendo que aqui é o dono que ladra, e o cão só abana a cauda.
Muito bem, o Benfica tem sabido manter uma notável serenidade, resistindo às tentações mais básicas. Ao contrário do que pretenderiam, toda esta fumarada apenas serve para nos unir ainda mais, inflamando o orgulho dos nossos jogadores e técnicos - como já se viu no Futsal e nos Iniciados. Não precisávamos de tanto. Mas agradecemos a ajuda.
A resposta para a imbecilidade é o silêncio. A resposta para a provocação será dada em campo. E o ruído virá das bancadas.
Chegou pois a hora de terem o que merecem. No domingo, às 17h00, vamos responder-lhes como se impõe, e como mais lhes dói: com uma grande vitória, com uma vitória à Benfica.
Mais comunicado menos comunicado, veremos como rapidamente se colocam no seu lugar, e como toda a gritaria se dissipa. Poderemos então regressar aos plácidos tempos em que os animais não falavam. Poderemos então regressar à normalidade."

Luís Fialho, in O Benfica

Agarrar as oportunidades

"(...)
A música do Sporting
Parece que o presidente do Sporting não vai ver o derby. Compreende-se. O homem vai a debates com comentadores, dá entrevistas todos os dias, mete processos a toda a gente, é normal que não tenha tempo para ir aos jogos. Não assiste a um dos mais importantes jogos da época, e deixa os seus irmãos sportinguistas sozinhos depois de ter ajudado a incendiar os ânimos.
Só mesmo o Bruno de Carvalho é que sabe porque fica em casa. Mais ninguém."

Pedro Marques Lopes, in A Bola

Heróis de sempre, únicos heróis...

"O que é que João Persónio e Emílio de Carvalho têm a ver com Júlio César e Rui Patrício? Tudo. Persónio e Carvalho defenderam as redes de Benfica e Sporting no primeiro derby oficial, jogado em Carcavelos, a 1 de Dezembro de 1907. A César e Patrício caberá no domingo a honra de prolongar a magia do clássico dos clássicos do futebol português.
Quando Benfica e Sporting se preparam, de novo, para medir forças, lembrem-se os heróis de sempre e em nome deles respeite-se o mais importante de tudo: o adversário não é inimigo. E quem disser ou pensar o contrário não merece fazer parte desta aventura centenária...
Cosme Damião, Francisco Stromp, Vítor Gonçalves, Jorge Vieira, Artur Dyson, Abrantes Mendes, Guilherme Espírito Santo, Azevedo, Vítor Silva, Fernando Peyroteo, Francisco Ferreira, Albano, Rogério 'Pipi', Vasques, Julinho, Jesus Correia, José Bastos, José Travassos, Costa Pereira, Carlos Gomes, Germano, Juca, Coluna, Seminário, Artur Santos, Fernando Mendes, Cruz, Hilário da Conceição, José Águas, José Carlos, José Augusto, Pedro Gomes, Eusébio, Vítor Damas, Torres, Ernesto, Figueiredo, Simões, Marinho, Jaime Graça, Yazalde, Nené, Dinis, Humberto Coelho, Manuel Fernandes, José Henriques, Samuel, Fraguito, Sheu Han, Alhinho, João Alves, António Oliveira, Veloso, Jaime Pacheco, Pietra, António Sousa, Bento, Meszaros, Carlos Manuel, Silas, Diamantino, Luís Figo, Mozer, Ricardo Gomes, Paulo Futre, Valdo, Cadete, Preud'Homme, João V. Pinto, Mário Jardel, Luisão, Oceano, Simão, Carlos Xavier, Aimar, Di María, Liedson, Óscar Cardozo, Nani, Gaitán, Patrício, Jonas, William Carvalho."

José Manuel Delgado, in A Bola

Carta aberta a todos e a cada um dos sócios, adeptos e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica (ou a lição de Madrid, para sentir - ainda mais - o Benfica sem o prejudicar!)

"Os acontecimentos de Madrid ensombraram um dos mais relevantes momentos do Benfica europeu dos últimos anos

Caros sócios, adeptos e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica, caros amigos:
A grandiosidade, a universalidade e a mística do Benfica não advêm só das vitórias. O Benfica é o que é assumindo plenamente essa grandiosidade, essa mesma universalidade e essa mística construída por uma massa associativa incomparável (para citar Béla Guttmann) por causa desses mesmos adeptos. O Benfica é, por certo, maior que Portugal, porque, além de um clube de vitórias, é um clube de paixão e - passe a repetição de adeptos. É evidente que somos também - e não menos importante do que isso um clube de princípios e valores. Mas não se enganem, nem se deixem iludir: a diferença, a qualidade, a grandeza do Benfica vem dos adeptos e, só depois, dos dirigentes e dos atletas.
Os adeptos são aqueles que realmente representam o Benfica, sofrendo e apoiando em nome de uma realidade imaterial, muito superior à soma aritmética de todos nós. São eles que dão a verdadeira imagem da dimensão do clube e, em última instância, do espectáculo produzido, em cada jogo, em cada competição, em cada momento, por quem tem a responsabilidade mas, também, o orgulho de representar o Sport Lisboa e Benfica.
Se é assim, então, só poderemos concluir que não faz sentido haver um jogo do Benfica sem adeptos! Não raras vezes, nós, adeptos, fomos repreendidos, em jogos nacionais e internacionais, por uso (indevido) de material pirotécnico, sendo o clube alvo de aplicação de várias multas. A frequência desse tipo de acontecimentos, e maior gravidade de outros episódios, implicou uma consequência mais pesada. O Comité de Ética e Disciplina da UEFA, pelo sucedido no Vicente Calderón, no passado dia 30 de Setembro, sancionou o Benfica com um jogo à porta fechada, ainda que com pena suspensa.
Esses acontecimentos ensombraram um dos momentos mais relevantes do Benfica europeu, nos últimos anos.
Depois de Liverpool, em 2006, onde eliminamos o campeão europeu em título, voltamos a ser notícia, agora ao termos vencido o finalista de Lisboa, da Liga dos Campeões, em 2014.
Mas o que a Europa tentará recordar será o episódio das tochas.
Compete-nos fazer com que se lembrem, isso sim, da nossa vitória.
Dando razão à aplicação, agora, de uma mera pena suspensa.
Trata-se de uma decisão com bom senso, sentido de justiça, e adequação da pena aos incidentes em causa.
Ainda assim, quando todos os que não são do Benfica queriam que fossemos forte e exemplarmente castigados - seja por inveja, perseguição, ou até pequenez... -, sendo o mínimo que nos vaticinavam. O ódio e a inveja do Benfica - como sempre - turvaram-lhes a vista e a lucidez para nos desejarem tanto mal.
Não sejamos nós, agora - e adaptando a célebre frase de Thomas Hobbes «o Homem é o lobo do Homem» - os lobos de nós próprios...
Ser do Benfica é apoiar de forma incondicional e apaixonada o nosso clube, é sofrer e não desistir porque temos a certeza da vitória, é estar (sempre) presente, faça chuva ou sol, frio ou calor.
Essa forma desmedida de apoiar uma equipa faz com que, desde sempre, sejamos qualificados - nunca será de mais repeti-lo - como uma grande, incomparável e extraordinária massa associativa. 
Assim, e por maioria de razão, apoiar o Benfica não pode significar prejudicar o Benfica.
Até porque não há - entre adeptos do Benfica - destinos diferentes, sejam quais forem as razões da nossa diferenciação!
Ou, para usar uma frase bem conhecida: todos diferentes, todos iguais!
Encontremos, por isso, um caminho para apoiar e festejar, mas sem recurso a objectos que estragam o espectáculo de futebol, de forma a evitar incidentes como os recentemente ocorridos em Madrid. Apoiar não significa lançar tochas e petardos. Não queremos ser os maus da fita, nem queremos ser iguais aos outros. Não queremos, ainda, manchar os festejos das nossas vitórias, nem queremos, tão-pouco, ficar fora de jogo.
Os sócios que festejam dessa forma são tão sócios e tão do Benfica como eu. Confesso que não sei, sequer, se naquelas condições e naquele ambiente, eu não poderia vir a cometer o mesmo erro.
Mas com a distância de dirigente, e sobretudo com a legitimidade de 57 anos de idade e 57 anos de sócio, a sofrer, desde que me lembro de mim, pelo Benfica, acho que me sinto com o à-vontade para pedir que isso não se repita.
Por nós, mas, sobretudo, pelo Benfica!
A não ser assim, haverá alguém que, um dia destes, apenas para vingar na política, fará dos nossos adeptos uma arma de arremesso contra o futebol.
Será uma medida populista, de fácil concretização, mas será uma medida, aviso-vos, contra os que só querem o Benfica campeão. Ou seja, uma medida contra todos nós!
Não podemos, também por isso, fazer-lhes a vontade!
Não podemos dar-lhes razões para fazerem carreira política contra nós!
Não podemos, ainda, deixar mal e prejudicar o nosso grande amor, o Sport Lisboa e Benfica!
Porque ser grande é também dar o exemplo enquanto adepto!
Porque ser grande é evidenciar o adicional de alma, de paixão e de mística que, modéstia à parte, nos distingue.
Por isso, e partindo de um denominador comum - a paixão pelo Benfica - e dos valores que sempre nos transmitiram, de respeito e de solidariedade, mas sempre num ambiente de grande alegria, vamos apoiar de forma exemplar o nosso Benfica.
Se todos pensarmos e reflectirmos sobre isso, não será difícil continuarmos a ser os adeptos mais fervorosos e mais apaixonados, dando o exemplo que muitos teimam em achar que não somos capazes de dar.
Teremos de ser, à semelhança do próprio clube, adeptos lutadores, com fervor, emoção e mística... e sempre com um único fim em mente: ganhar... à Benfica.
Vamos começar já a sê-lo no próximo dia 25?
Pelo Benfica!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola