Últimas indefectivações

segunda-feira, 19 de maio de 2014

De Benfiquistas para Benfiquistas !!!


Bonita e sentida homenagem do Câmara Municipal de Lisboa aos triunfos do Sport Lisboa e Benfica, mas a Praça do Município é pequena de mais, para o universo Vermelho!!!
Se ontem, nos camarotes do Jamor, parecia uns desfile de anti-benfiquistas institucionais a dar os parabéns, hoje sentiu-se a paixão...!!!






PS1: Falou-se muito da não-festa no Marquês de ontem, não sei de onde partiu a não-iniciativa: se do Benfica, se da CM, ou se da Policia (já que com a mobilização total para a Final da Champions do próximo fim-de-semana, deve ter havido muitas 'folgas' este fim-de-semana!!!) Defendi desde da Festa do título, que a Grande Festa, deveria ser após o Jamor, mas não foi isso que aconteceu... foi pena.

PS2: Não estive na Praça do Município, mas tal como eu ontem chamei a atenção, a única queixa que me chegou aos ouvidos, de quem lá esteve, foi mais uma vez os cobardes atrasados mentais dos petardeiros...!!!

PS3: Parabéns a dobrar para o André Almeida e o Rúben Amorim pela convocatória para o Mundial... O Ivan e o André Gomes terão de certeza outras oportunidades.

Uma época escrita a vermelho vivo

"Nos 12 países que lideram o 'ranking' da UEFA, apenas Bayern e Benfica lograram a 'dobradinha'. E ainda houve a Taça da Liga e a final de Turim...

O futebol está cada vez mais competitivo e exigente e, na mesma época, tornam-se raras as equipas com sucesso em múltiplas competições. Tomemos como ponto de partida os doze países com melhor ranking na UEFA, Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Rússia, Ucrânia, Bélgica, Holanda, Turquia e Grécia. Neste universo alargado, apenas dois clubes lograram conquistar Campeonato e Taça: Bayern Munique e Benfica.
Por aqui se vê a dimensão da proeza do emblema da Luz, que juntou a estes títulos, uma coroa mais, a Taça da Liga. E só não ganhou a Liga Europa por causa da maldição de Bèla Guttmann (que desta vez usou a falta de pontaria dos avançados benfiquistas e um árbitro de coração sevilhano como instrumentos...)
Hoje, ainda em cima dos acontecimentos, talvez seja difícil perceber a dimensão histórica do que o Benfica de Jorge Jesus acabou de conseguir. Trata-se de um marco na vida do clube que fará tanto mais sentido se tiver continuidade nas temporadas que se seguem. E, obviamente, esse é o grande desafio que agora se coloca à liderança de Luís Filipe Vieira. Do ponto de vista social, Benfica e FC Porto estão em momentos distintos, os encarnados sequiosos de inverter o ciclo portista, os dragões hesitantes e pouco confiantes quanto ao futuro. A forma como os adeptos dos dois clubes aderiram à temporada que agora findou mostra estados de espírito diferentes, que o Benfica deverá saber capitalizar. Como? Criando a linha de continuidade possível, sabendo-se da necessidade de vender alguns activos. Não será possível, aos encarnados, o esforço de manter todas as unidades nucleares, reforçando ainda o plantel. Mas, numa lógica de solidificação da hegemonia nacional e de afirmação na Champions (ir aos quartos-de-final da Liga Milionária representa um encaixe cinco vezes superior ao do vencedor da Liga Europa), o Benfica não deverá adorar uma política de ruptura total.
Quanto à época de 2013/14, que fica gravada a letras de ouro no livro de honra do Benfica, gostaria de identificar alguns momentos marcantes (pelo menos do meu ponto de vista): O primeiro foi, à segunda jornada, a vitória sobre o Gil Vicente, quando ao minuto 90+1 a equipa de Jorge Jesus perdia por 0-1; o segundo foi a entrada em cena de Oblak (do campeonato de De Gea e Courtois), em Olhão; o terceiro foi a vitória, para a Liga, na Luz, frente ao FC Porto, na semana da morte de Eusébio; o quarto foi a manifestação de superioridade sobre o Sporting, no 2-0 da Luz; o quinto foi a deslumbrante exibição de White Hart Lane; e o sexto foi a capacidade de sofrimento demonstrada, frente à Vechia Signora, na Juventus Arena.
Pinceladas em tons de vermelho que dilatam os tons de uma temporada com entrada directa no Museu Cosme Damião.

ÁS
Luís Filipe Vieira
Ontem foi festa. Hoje já é dia de dar continuidade à formatação do futuro do Benfica. Uma coisa Vieira sabe: o negócio do futebol só é rentável com triunfos. E sem bons jogadores não há crescimento nem lucro. Não é fácil a tarefa do presidente do Benfica. Entre a ousadia e o pragmatismo, está a virtude.

ÁS
Jorge Jesus
Triplete. E presença na final da Liga Europa. Uma época de sonho que serve de cartão de visita ao mais alto nível. Figura controversa e personalidade compleza, Jesus deve meditar no futuro e traça-lo de acordo com uma avaliação básica: tem mais a fazer no Benfica ou sente que o seu ciclo findou? Tem o destino na mão.

ÁS
Tiago
Ser campeão de Espanha ao serviço do Atlético de Madrid parecia, no princípio da época, num campeonato com Barcelona e Real Madrid, uma missão impossível. No entanto, entre o impossible is nothing e o yes we can, os colchoneros, com Tiago em grande destaque, tocaram o sonho. Pena é que tenha renunciado à Selecção...

(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

Não há pernas, há 'alma'...

"O Rio Ave desejava equipa do Benfica vindo da final da Liga Europa como veio há um ano: acabrunhada e mesmo destruída psicologicamente e fisicamente. Mas houve fundamental diferença: esse Benfica também acabara de perder o título nacional no dramático derradeiro minuto no Dragão; este Benfica entrou no Jamor como campeão, como vencedor da Taça da Liga, nada convencido com o segundo desaire consecutivo no final da Liga Europa e determinado a fechar a temporada em global nível de ouro.
Ontem, viu-se um Benfica naturalmente fatigadíssimo na segunda parte, em notória dificuldade para segurar a forte atitude do Rio Ave que se atirou para o ataque em busca de reviravolta igualzinha à que o V. Guimarães, no mesmo palco, conseguira um ano antes. E também se viu Benfica já sem alternativas no banco de suplentes... Quando o gigante Enzo Pérez (que alto ritmo em toda a época!) já tinha de ir à reserva da sua imensa alma, nenhum outro médio para o render... (André Almeida teve de ser defesa-esquerdo e também aí sem opção possível, face às baixas clínicas de Sílvio e Siqueira).
Só que este Benfica, mesmo de rastos na resistência física, foi capaz de fechar a época mantendo decisivos argumentos: tacticamente impecável na capacidade defensiva e psicologicamente... fortíssimo."

Santos Neves, in A Bola

Bifanas e 'minis'

"Muito se fala das diferenças entre futebol moderno e do passado e do «antigamente é que era» ou do «agora é que é». Há transformações, muitas, na forma de encarar este jogo mágico desde os anos 60 (não é preciso ir mais atrás) até aos dias de hoje. A televisão, os milhões de euros, rublos e petrodólares, os estádios novos, as tácticas e técnicas, o trabalho físico, tudo se alterou nas últimas décadas. Mas, se há festa imutável e capaz de nos fazer viajar até tempos mais antigos, essa chama-se Taça de Portugal. O estádio é o mesmo, as matas do Jamor lá estão como sempre, o domingo começa cedo com piqueniques em família, leitões e bifanas, garrafões e minis para os adultos, sumos e águas para os miúdos. E sem ser saudosista, até porque sou um defensor da evolução, sabe bem voltar a estes recantos da memória. Um pouco como viver no reboliço cosmopolita e moderno da cidade mas não prescindir daquela ida à terra, à aldeia dos nossos avós, imutável, parada no tempo.
Portanto, para os que querem que a Taça deixe de ser erguida no estádio de Oeiras vão dar uma volta e pregar no deserto... das suas ideias. É aqui que ela tem de ser celebrada. Gozemos o futebol moderno nos restantes 364 dias mas deixemos este como está. Porque já não há festa como esta. E esta está bem assim."

João Pimpim, in A Bola

Um "tri" muito suado

"Benfica extenuado aguentou no limite o "forcing" vilacondense.
Com 56 jogos oficiais nas pernas, o Benfica avançou, domingo, para o derradeiro teste da época, frente ao Rio Ave, na final da Taça de Portugal, e acabou por ser bem sucedido (1-0), conseguindo o pleno a nível interno. Uma tarefa que já se sabia que não iria ser fácil, dadas as periclitantes condições físicas que, naturalmente, afectavam o conjunto encarnado, já para não falar dos eventuais condicionamentos de ordem psicológica, após a tentativa falhada na Liga Europa.
Para além de tudo isso, importava não subestimar também as qualidades do adversário, a tornarem ainda mais ingrata a missão dos novos campeões. De facto, revelando uma especial propensão para as Taças - eliminou o Braga nas duas provas, chegando assim às finais - o Rio Ave via aqui, na festa do Jamor, uma boa possibilidade de saldar as contas com o Benfica e, deste modo, responder com juros à desfeita do primeiro ajuste, em Leiria. Mas foi o Benfica a começar melhor, ao contrário do que sucedera na recente primeira final entre ambos.
Já com Salvio e Enzo no onze, mas ainda sem Fejsa, Siqueira ou Markovic (entraria mais tarde), a equipa mostrou-se mais balanceada ofensivamente, perante um Rio Ave muito contido, que raramente apostou no ataque. Por isso, não surpreendeu que o Benfica se adiantasse no marcador, por Gaitán (20'), num soberbo remate ao ângulo, e, por pouco, Garay não fizesse o 2º golo, valendo então uma defesa por instinto de Ederson. Ao intervalo, a vantagem do Benfica justificava-se plenamente.
Utilizando um dos muitos lugares-comuns de que o nosso futebol é fértil, também aqui se dirá que o jogo teve duas partes distintas, uma vez que, após o descanso, tudo se modificou. Sem ter procedido a quaisquer alterações, o Rio Ave surgiu em campo com outra disposição atacante, mais adiantado no terreno, pressionando mais, e a verdade é que tomou conta do jogo. E de tal forma o conseguiu que não se compreende como é que se permitiu "passear"durante 45', quando poderia ter recolhido dividendos em caso de maior e mais precoce atrevimento.
Foi a vez do Rio Ave carregar sobre o meio-campo contrário, tornando cada vez mais visível a fragilidade física dos jogadores encarnados, cujas substituições poderiam muito bem ter ocorrido mais cedo. Depois de André Gomes ter rendido Amorim, na posição de médio mais defensivo, Markovic só entrou aos 66' (saiu Rodrigo), enquanto Cardozo foi utilizado apenas três minutos, trocando com Gaitán. Cautelas tendo em vista um eventual prolongamento? Mesmo assim...
Enquanto isso, o Rio Ave recrudesceu de intensidade atacante, o tridente ofensivo (Pedro Santos, Ruben e Ukra), bem secundado por um miolo incansável onde Tarantini era a figura de proa, foi pondo à prova o guardião Oblak e nisso até se destacaram os centrais Marcelo e Rodriguez, numa prova de assédio total. Para cúmulo, Pedro Santos atirou ao poste e pairou no Jamor a hipótese do empate e consequente tempo-extra. Algo que para o Benfica não viria nada a calhar, como se calcula.
A entrada de Markovic ainda permitira ao Benfica afastar algum jogo das imediações da sua área, transferindo-o lá mais para longe, mas as apostas de Espírito Santo, ao fazer entrar Diego Lopes e Hassan, voltaram a reforçar as pretensões dos de Vila do Conde, que, até final, perseguiram o golo que lhes concederia sonhar ainda. Valeu aí também a atenção do esloveno que guarda a baliza da Luz e, bem assim, a habitual capacidade de resposta de Luisão e Garay.
Vitória, portanto, muito suada do Benfica, que revelou um grande espírito de sacrifício, após uma temporada particularmente preenchida. Agora, perante um adversário muito mais "fresco", pode dizer-se que foi heróica a resistência dos encarnados. Se é verdade que a 2ª parte do Rio Ave merecia ser premiada, também é certo que, depois "daquilo" de Turim, o Benfica já merecia ter sorte."

Protejam os jogadores

"Ponto final. O Benfica terminou ontem uma maratona de 21 jogos disputados em 71 dias. Não foram '10 num mês', não foram 'quatro nos próximos doze dias', nada disso, apesar de ter ouvido vários comentadores fazerem estas contas nas últimas semanas. Este calendário absurdo começou no dia 9 de Março e estendeu-se até 18 de Maio. Foram, repito, 21 jogos em 71 dias: competir a cada três dias, durante quase dois meses e meio. Se tal ritmo fosse 'normal', como também já ouvi dizer a quem não joga, os calendários não se estendiam por 10 meses. Afinal, o Benfica foi obrigado a disputar mais de um terço dos seus desafios em menos de um quarto do tempo que durou toda a época.
Em entrevista concedida ao 'Expresso', no fim de semana, o seleccionador nacional, Paulo Bento, advertia, a propósito da calendarização que federações e UEFA fazem de há uns anos a esta parte: 'Andam a matar os jogadores'. Ontem, no final da Taça de Portugal sublinhou: 'Os meus jogadores, na segunda parte, estavam mortos'.
Vale tudo. Nos dias de hoje, clubes, federações só pensam no dinheiro que podem sacar pelos direitos televisivos, 'a galinha que dá os melhores ovos de ouro'. Os jogadores são 'carne para canhão'. Assim, não espanta o que se passou em Espanha, onde o título foi decidido na última jornada (devido a derrotas inesperadas das melhores equipas, depois das meias-finais da Liga dos Campeões), com jogadores a deixarem o campo ainda na primeira parte com problemas musculares. Não espanta que Ronaldo e Messi tenham experimentado o maior período de lesões da carreira durante esta época. Elas não matam mas moem. E os craques, aqueles que têm de estar sempre lá dentro para clubes e selecções justificarem as verbas televisivas, começam a quebrar. Afinal, não são máquinas.
Ontem, no Jamor, Rúben Amorim 'rebentou' no início da segunda parte e saiu. Enzo fez a última meia hora em dificuldades evidentes. Na quarta-feira viu-se o mesmo em Turim, com jogadores do Benfica e do Sevilha a 'queimar' o que já não tinham no prolongamento. Os últimos jogos da época, aqueles em que tudo se decide, transformaram-se nos menos interessantes do ano. Mal jogados, sobretudo, porque os futebolistas chegam lá sem condições para competir ao mais alto nível.

P.S.: O que se passou no Estádio Nacional antes do jogo foi degradante: na tribuna, um político exultava com os investimentos deitos no 'moderno Jamor'. Lá em baixo, o povo sufocava e perdia os sentidos, devido a um sistema de entrada pior que o utilizado no século XX."

José Ribeiro, in Record


PS1: O jornalista escolheu o início de Março para fazer estas contas, porque foi a jornada imediatamente a seguir às partidas particulares das Selecções, mas podia fazer contas similares, a partir do meio de Janeiro, quando se estava a jogar a fase de grupos da Taça da Liga, e algumas eliminatórias da Taça de Portugal: foram 4 meses, com o Benfica a jogar, com 3 ou 4 dias, de recuperação, entre jogos!!!


PS2: Já falei deste assunto ontem, mas o caso é suficientemente grave para voltar ao assunto. Li, e ouvi, alguns a defenderem algumas teorias de conspiração, anti-Jamor!!! Sinceramente, não me parece que tenha sido isso que aconteceu. O que se passou, foi simplesmente, uma incapacidade de planeamento assustadora!!! O Topo Norte, e a Lateral Norte, do Jamor, não podem ter uma única Entrada...!!! São quase 15 mil pessoas, a entrar por uma única Entrada, com cerca de 8 torniquetes!!! Enquanto pelas outras entradas, entram em média cerca de 5 mil pessoas...!!! A solução mais simples, é aumentar o número de torniquetes na Praça da Maratona, lado Norte... A solução, mais cara, era abrir uma Entrada Norte, na parte de cima das bancadas, tal como existe no Topo Sul, com acesso através do Parque 2... Tinha-se que abrir caminho por entre a Mata...

Campeãs em Sevens !!!

No meio das festas, passou-me despercebido, mais um título nacional conquistado pela nossa secção feminina de Rugby, no último sábado: campeãs nacionais de sevens... Parabéns, por mais um caneco!!!

domingo, 18 de maio de 2014

A Gloriosa 28.ª Taça de Portugal...

Benfica 1 - 0 Rio Ave

Sim, são 28 Taças de Portugal, e não 25. Depois do 33.º título de Campeão Nacional, depois da 5.ª Taça da Liga, depois do Roubo de Turim efectuado por um Bitch Alemão (mesmo assim 'empurrámos' a decisão para os penalty's)... Depois, de cerca de 4 meses a jogar 2 vezes por semana (algo esquecido em muitas analises), a única excepção foi uma Quarta-feira destinada a particulares das Selecções, com muitos jogadores do Benfica envolvidos... Depois, de isto tudo, o Benfica ainda teve forças esta tarde, para aguentar um bom Rio Ave na 2.ª parte, com um Xistra sem-vergonha!!! Um Rio Ave, que nos últimos dois meses fez 5 jogos 'a serio': as Meias-finais com o Braga, e as duas Finais com o Benfica!!!
Desde 1987 que não fazíamos uma Dobradinha, foi a 10.ª, e acabámos também com a maior 'seca' de Taças de Portugal na nossa História (10 anos)!!! Indiscutivelmente, mais uma Gloriosa época do Sport Lisboa e Benfica... Obrigado jogadores, obrigado Jesus e restante equipa técnica, obrigado Presidente e restante estrutura...!!!
Hoje não existe espaço para analises individuais, todos deram tudo, as dificuldades físicas notaram-se... e não fosse o Xistra, o Rio Ave nem sequer teria criado perigo, mas além das agressões que passaram no 1.º tempo, em toda a 2.ª parte não deve ter marcado mais de 4 faltas a favor do Benfica, foi um fartar de vilanagem... já não é a primeira vez que o Xistra usa esta estratégia, de não marcar faltas a favor do Benfica após o intervalo!!! E alguns jogos, com resultados positivos para o Xistra, e negativos para o Benfica!!!
Hoje não foi uma vitória deslumbrante do rolo compressor, nem tinha que ser. Hoje foi mais uma grande vitória do SL Benfica, como tinha que ser: 'limpa', digna, com muito suor e transpiração... e até com o talento do pé direito do canhoto Nicolas Gaitán!!!
Eu que como muitos outros saímos do Jamor o ano passado, desgostosos, muito desgostosos... mas sem perder a cabeça, ainda no Jamor, defendemos a continuidade do Jesus - e não era fácil, acreditem!!! -, estamos hoje: realizados!!! A vitória é de todos... sem dúvida, mas quando se defende o 'indefensável' e futuro nos dá razão, peço desculpa mas neste momento é impossível ficar calado!!! Isto não quer dizer, que as minhas (nossas) opiniões futuras estejam correctas... mas esta estava.

PS1: Não posso deixar em claro mais uma vez a desorganização da FPF, na estrutura montada para este jogo. Como é que é possível não prever, que quando todo o Topo Norte e Lateral Norte, só tinha uma zona de torniquetes, não haveria tempo para toda a gente entrar dentro do Estádio?!!!
Como é que é possível, mais uma vez, não colocar os adeptos Benfiquistas no Topo Sul, onde se tem mais Parques, e a entrada nas bancadas é efectuada por várias zonas de torniquetes?!!!
Como é que é possível existirem centenas, ou milhares, de lugares vagos para carros dentro dos Parques (então no Parque 2 era uma vergonha...), e fecharem as portas, obrigando as pessoas a estacionar carros nos sítios mais perigosos possíveis?!!!
PS2: Também não posso deixar de passar em claro, o comportamento animalesco de vários Benfiquistas nas bancadas do Jamor, não respeitando ninguém. Em total contraste com a grande maioria que fez deste jogo uma enorme Festa Vermelha. As bebedeiras não podem ser desculpa... Recordo-me muito bem dos grandes convívios que se faziam no Jamor, nas tardes de Final da Taça de Portugal, e não havia este ambiente degradante... Não se viu um Stewart nas bancadas, uma autêntica selva, com mulheres, crianças, e idosos no meio. O comportamento animalesco máximo, foi como é habitual atingido pelo cobardes dos petardos, que atiram sobre as outras pessoas petardos uns atrás dos outros... Para quando esta gentalha é proibida de entrar em recintos desportivos?!!! Até quando o Benfica vai pagar multas atrás de multas, por causa desta gentalha cobarde?!!!
PS3: Uma palavra de louvor para o autor da frase, que voou no final do jogo sobre o Jamor: "11 contra 11, em Itália, tínhamos ganho". Verdade indesmentível...
PS4: Ainda uma nota de apoio, ao puto que foi sozinho, para uma passagem superior da CREL, perto do túnel de Carenque, que antes do jogo lá estava, com uma bandeira e a sua bicicleta, e que no fim do jogo, lá estava novamente de bandeira e bicicleta, a festejar a nossa vitória. Viva ao Benfica!!!

Iniciados - 6.ª jornada - Fase Final - Campeões

Corruptos 2 - 3 Benfica

Finalmente Campeões!!! Podíamos ter celebrado o título na 4.ª jornada, mas um empate (conseguido nos descontos) no Seixal com o Sporting adiou a festa; podíamos ter celebrado o título na 5.ª jornada em Leiria, mas um novo empate (conseguido, novamente, nos descontos) - com golos anulados e 2 penalty's por marcar!!! -, adiou, mais uma vez a festa... Mas da 6.ª não passou...!!! E mais uma vez, festejámos o título nacional no centro de treinos pago por todos os contribuintes portugueses em Gaia!!!
Com a saída ao intervalo do João Filipe temi o pior, mas a equipa soube aguentar... Entrámos muito fortes, e aos 8 minutos já estávamos a vencer por 0-2, os Corruptos reduziram às três tabelas, mas no início da 2.ª parte, o Zé Gomes, de livre directo (mais uma vez), aumentou a vantagem para 1-3... Os Corruptos, tal como Caixa Futebol Campus, marcaram nos descontos... aliás o jogo parecia que só acabava, com o empate!!! Mas, o apitadeiro lá se cansou de esperar... e apitou para o fim: Benfica Campeão!!! É o 4.º título de Iniciados nos últimos 6 anos... e não é por acaso.
Esta equipa tem vários talentos, ainda jogam demasiado individualmente, têm que aprender a jogar colectivamente. O João Filipe e o Zé Gomes, são claramente os destaques... mas também gosto do capitão Filipe Soares, do central Luís Silva, do todo-o-terreno do Lamba, do Diogo Santos, do Gedson, do puto do Van der Gaag (apesar de ter que ganhar caparro, como o pai!!!), do André Oliveira, do Pedro Correia (o Salvador dos descontos!!!) e do Nuno Santos que está um pouco tapado pelo João Filipe... Se existe casos onde os jogadores devem 'subir' na categoria, o caso do Zé Gomes parece-me o mais evidente: espero que para o ano, jogue nos Juvenis A... Só assim poderemos ter a certeza, se o talento que demonstra agora, não é exclusivamente fruto da vantagem física.

Benfica............14
Sporting............13
Leiria.................4
Corruptos...........3

PS: A selecção nacional de sub-17 perdeu esta tarde em Malta, as Meias-Finais, com a Inglaterra. Com 11 Benfiquistas nesta selecção acompanhei de perto este torneio. Hoje, não vi o jogo, mas as crónicas falam em mais um festival de oportunidades desperdiçadas, principalmente na 1.ª parte... tal como tinha acontecido no jogo com a Alemanha!!! Já o digo há muito tempo, para quando começar a produzir 'matadores'de área, marcadores de golos, e não viver obcecados em produzir 'brincas na areia' que não sabem marcar golos?!!! E no Seixal, existem vários jogadores com estas características, com o faro de golo, a serem desperdiçados...

Só mais uma !!!

Benfica 90 (2) - (0) 74 Guimarães
29-12, 18-22, 22-12, 21-28

Mais uma entrada no jogo a 'matar'... sem dar qualquer esperança ao Vitória. Só falta mais um triunfo para o Tricampeonato, está quase... mas é importante recordar a derrota no 3.º jogo das Meias-finais, após duas vitórias grandes na Luz: não facilitar, por favor!!!

sábado, 17 de maio de 2014

Nenhum árbitro é assim tão mau...

"A arbitragem do alemão Felix Brych na final de Turim deve ser motivo de preocupação para quem acredita que o progresso do futebol só pode ser construído sobre alicerces de credibilidade. Quando assim não é... 
Na memória de quem segue o futebol está, por exemplo, a inapresentável arbitragem do norueguês Tom Honning Overbo em 2009 num tristemente célebre Chelsea- Barcelona em que os blues de Londres foram vítimas daquilo que um dia José Maria Pedroto qualificou como «roubo de igreja». O que aconteceu em Turim na última quarta-feira entra na mesma galeria de crimes de lesa-futebol, Brych mostrou ser do campeonato de Overbo, com prejuízo do Benfica.
Infelizmente, Portugal (ainda) pesa pouco nas instâncias da UEFA, cujo Comité de Arbitragem é presidido por Angel Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol... O que deve fazer, então, o Benfica perante a forma ostensiva como foi prejudicado pelo árbitro alemão Feliz Brych, em Turim?
Não valerá de muito, creio, barafustar na praça pública. Mas será imperioso (até porque, apesar dos jogos de poder, quem está na UEFA sabe ver futebol) assumir uma posição firme que sirva, pelo menos, para que não fiquem dúvidas de que o que levou à lamentável arbitragem de Brych não pode ter a ver com futebol.
Nenhum árbitro (o melhor dos alemães, neste caso!!!) é assim tão mau."

José Manuel Delgado, in A Bola

Dezena...

Benfica 10 (2) - (0)  0 Belenenses

Depois do resultado apertado no 1.º jogo, esperava-se um jogo, um pouco mais difícil, mas o Benfica não quis sofrer, e transformou a partida num festival de golos...
Estamos nas Meias-Finais, o adversário será o Fundão ou o Leões de Porto Salvo... vão jogar a 'negra' amanhã em Porto Salvo. O grau de dificuldade vai aumentar, não podemos ter 'brancas', mas o mais importante e ter todos os jogadores disponíveis mental e fisicamente...
Leio, com alguma surpresa, alguma falta de confiança nesta equipa, por parte dos Benfiquistas. É verdade, que este ano já tivemos uma desilusão (Taça), mas no Campeonato, temos 2-0 nos confrontos directos com os Lagartos... portanto, mantendo os pés no chão, recordando que esta época montámos uma equipa nova, com humildade, temos tudo para recuperar o título...

Primeiro passo. Faltam mais dois !!!

Benfica 88 (1) - (0) 64 Guimarães
27-14, 23-18, 20-21, 18-11

Excelente entrada no jogo, excelente entrada na Final do Campeonato. É assim que o Benfica tem que jogar: 'matar' o jogo cedo, para nem se quer dar esperança ao adversário. Mesmo sem fazer um jogo perfeito (só o Jobey acertou nos Triplos), tivemos concentrados na defesa, dominámos os ressaltos, e até deu para gerir o plantel, já a pensar no jogo de amanhã... Que como é óbvio temos que ganhar.

Acelerar para o triunfo !!!

Parabéns ao Bernardo Sousa, pela vitória do Rally dos Açores. Na magnifica paisagem de São Miguel, a nossa recente 'contratação' geriu muito bem o Rally, no seu novo Ford Fiesta R5, apesar dos adversário agressivos (Abbring principalmente...), e depois de um Rally de Portugal azarado... teve hoje a justa recompensa com a vitória...

Parabéns também à realização televisiva da prova, que com bom tempo (algo raro nesta altura...) conseguiu transmitir na Eurosport, para todo o Mundo, imagens impressionantes de São Miguel.

A roubalheira do costume...

Corruptos 3 - 2 Benfica

Os críticos de sempre, podem dizer que não podíamos sofrer um golo aos 17 segundos, que não podemos continuar a desperdiçar (os poucos) Livres Directos e Penalty's que beneficiamos, mas mais uma vez tivemos uma arbitragem surreal, que na 2.ª parte foi empurrando os Corruptos para a vitória, que a conseguiram... imagine-se: num Livre Directo!!! Hoje a estratégia foi simples: até às 10 faltas, tudo mais ou menos normal, depois, na 2.ª parte, faltas só para um lado... além de um vermelho perdoado, ao do costume... Não tenho a estatística, mas não me recordo de um jogo, onde o Benfica terminou com menos faltas que o adversário... hoje foi 12-20!!!
A imundice nesta modalidade é generalizada, conseguimos ser Campeões Nacionais com uma super-equipa e uma tremenda 'sorte' (com o Tó Neves a treinar os Corruptos fica mais 'fácil', além dos ordenados em atraso...!!!), fomos Campeões Europeus, porque no jogo da Meia-Final fizemos 'barulho' e assim na Final, tivemos uma arbitragem minimamente decente, mas para se repetirem estas condições, vai ser preciso passar muito água debaixo da ponte!!!

Matematicamente ainda é possível, mas não dependemos só de nós... Agora espero vencer para a semana. O Valongo acabou de vencer outro jogo, com mais um penalty absurdo marcado pelo Joaquim Pinto (que hoje teve momentos onde pareceu estar 'dividido', entre qual o resultado que melhor interessava aos Corruptos!!!)...

Mais do mesmo... infelizmente !!!

Benfica 23 - 29 Sporting

Ainda tínhamos algumas hipóteses matemáticas de sermos Campeões, mas hoje, ficámos completamente fora da corrida. Para mim, o surpreendente, foi termos chegado a 2 jogos do fim, ainda com possibilidades...!!!
Agora, na última jornada, vamos ao antro Corrupto passear... com o Sporting a torcer por uma vitória do Benfica!!!
Se o Benfica tivesse deixado fugir a oportunidade de festejar o título, como os Corruptos deixaram hoje, imagino o que seria dito!!!

Antecipando o rescaldo da época, espero que seja feito mesmo uma revolução a sério na secção, porque senão, é dinheiro deitado à rua...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A uma vitória de fazer história

"O Benfica está a 90 minutos de, com uma vitória, fazer a melhor época dos últimos 50 anos. O objectivo é ganhar a Taça de Portugal, sem Béla Guttmann, mas com o onze titular, com aqueles que a UEFA não deixou jogar, e vencer, em Turim.
Domingo o Benfica tenta no Jamor fazer história, ser a primeira equipa portuguesa a vencer as três principais provas nacionais (campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga), numa mesmo época, ficando para Agosto a possibilidade de vencer a quarta (Supertaça) e assim ganhar tudo.
Ainda sobre Turim, onde mesmo sem quatro titulares fomos melhores que um Sevilha limitado, fica um ensinamento: só com bons jogadores, com os melhores, várias soluções, se pode aspirar a tanto como o Benfica aspira.
O Benfica merecia ter ganho e com o onze titular teria ganho facilmente. O problema não foram os penalties defendidos irregularmente não assinalados pelo alemão que arbitrou. O problema não foi o árbitro alemão se ter esquecido de expulsar o espanhol que placou Sulejmani para defender o espectáculo, o problema foram os expulsos pelo inglês em Turim para ofender o espectáculo há 15 dias.
Curiosamente, a vantagem para domingo é o regresso de um meio-campo novo. Vamos ao Estádio Nacional para bater um recorde nacional. Depois do 33.º campeonato, onde nenhum rival chegou, depois da 5.ª Taça da Liga, onde nenhum conseguiu. O Rio Ave foi a segunda melhor equipa portuguesa esta época, mereceu chegar a Leiria, ao Jamor, e à Supertaça de Agosto. Este Rio Ave tem um valor semelhante ao do Sevilha, e melhor que o Vitória de Guimarães da época passada. Só um Benfica forte fará história, e o resto são histórias..."

Sílvio Cervan, in A Bola

O Jamor tem que ser nosso

Há festa no Jamor

"Termina este domingo uma das temporadas futebolísticas mais empolgantes da história centenária do Sport Lisboa e Benfica.
Independentemente do que possa ter sucedido em Turim (escrevo, carregado de ansiedade, antes de o saber), o Benfica entrará em campo, no Jamor, com a possibilidade de alcançar uma inédita 'tripleta' de competições nacionais - Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça da Liga -, à qual juntará, no mínimo, uma honrosa presença em final europeia pelo segundo ano consecutivo; e no máximo, a primeira Liga Europa do seu historial.
Caso, como espero e desejo ardentemente, estas duas conquistas se concretizem, então estaremos a falar da melhor época de todos os tempo. Sim! De todos os tempos!
No momento em que escrevo, as expectativas benfiquistas situam-se, pois, entre o muito bom (dois troféus, entre eles a prioridade número um), o excelente (três troféus), e o esplendoroso (poker de taças, com possibilidades de lhes juntar mais duas já em Agosto, e assim tocar nos céus).
Neste contexto, a Final do Jamor é a ocasião magna para prestarmos tributo a uma fantástica equipa de futebol, que já na temporada anterior nos havia feito sonhar, e agora concretizou (pelo menos em parte, acredito que na totalidade) esses sonhos. A tradição que envolve esta prova, o seu belíssimo palco, e o facto de a mesma encerrar a época (a nível de clubes), são condimentos para um dia de festa, de fervor clubista, e, creio, também de absoluta glória. Nunca, nos meus 44 anos de vida, senti um Benfica tão forte e tão pujante em todas as suas vertentes. Falo de futebol, mas falo também de veículos de comunicação, de infra-estruturas, de formação, de ecletismo, de modernização empresarial e administrativa, de associativismo, de prestígio nacional e internacional, de respeito pela história... enfim, de tudo.
Estamos num plano elevadíssimo, e é nele que gostamos de estar. Mas tenho a certeza que aqueles que nos conduziram até aqui, não vão querer parar. O céu é o limite. Vamos a isso!"

Luís Fialho, in O Benfica

O maior dos desafios!

"É naturalmente muito forte a desilusão dos adeptos pelo desaire europeu. Mas o principal desafio do Benfica é outro.

SIM, o Benfica pode falar de infelicidade. Não tinha Enzo Pérez, nem Salvio nem Markovic, e depois ainda ficou sem Sulejmani, que estava a entrar muito bem na partida, e pelo caminho já tinha perdido a extraordinária forma de Sílvio e até a surpreendente serenidade de Fejsa.
Infelicidade a mais, é impossível negar. Se não é maldição, realmente parece. Imagine-se: um parte a perna (Sílvio) depois de bater na perna do próprio companheiro, outro parte o braço (Salvio), e fica fora da final por proteger o braço partido pouco depois de entrar em campo no infernal jogo com a Juventus.
Para explicar o inexplicável, arranjaram os espanhóis a expressão... yo no creio en las brujas pero que las hay, las hay... e respondem agora os benfiquistas com... a maldição de Guttmann.
Confesso que sobre a alegada maldição do senhor que levou o Benfica a vencer duas Taças dos Campeões Europeus já muito ouvi falar e pouca verdade conheço.
Dizem uns que Guttmann agoirou os encarnados ao ponto de os avisar que nos muito anos seguintes não voltariam a ganhar na Europa; dizem outros que não foi isso que o senhor disse, o que ele teria dito é que nos trinta anos seguintes não voltariam os encarnados a ser campeões europeus ou bicampeões. Enfim...
Se Guttmann amaldiçoou ou não o Benfica, ninguém saberá verdadeiramente o saberá, o que se sabe é que o Benfica chegou a esta final sem paz de espírito... e talvez mesmo amaldiçoado, acreditando no que escreveram a grande maioria dos jornais estrangeiros, lembrando, todos eles, a tal maldição de Guttmann.
E afinal, em que é que ficamos?
Estou dividido entre as brujas espanholas e o agoiro de Béla Guttmann.
Mas dividido ou não, relembro que numa fase de tantas decisões o Benfica foi surpreendido ao perder jogadores como Enzo, Salvio, Markovic, mais Sìlvio e Fejsa, e, em Turim, ainda antes do minutos 20 da final, viu-se ainda privado de Sulejmani, entretanto já reciclado como terceira opção para ala-direito.
Em cima disso ainda encontrou pela frente um árbitro (ou uma equipa de arbitragem) capaz de não ver coisas evidentes como os próprios espanhóis ainda ontem reconheceram nalguns programas televisivos de debate.
Não é normal.
Como tewwtou (acto de escrever no tweeter) o inglês Gary Liniker um velho monstro do futebol britânico, «três árbitros e nenhum foi capaz de ver o que Beto fez na grande penalidade de Cardozo?!», dá realmente uma ideia do que também se passou no relvado relativamente ao trabalho dos juízes.
Junte-se a tudo isso o que também me pareceu evidente no relvado do estádio da Juventus:
- permanente falta de serenidade na equipa do Benfica, bem ao contrário da equipa serena que habituou os adeptos na maior parte da época;
- sofreguidão na definição de alguns lances como se a equipa estivesse, mentalmente, com receio de perder um jogo a que se sentiria obrigada a ganhar;
- jogadores decisivos em insuficiente rendimento e gritante ineficácia como Gaitán, Lima e Rodrigo;
- André Gomes e Rúben Amorim nem sempre capazes de dar resposta ao que o jogo lhes pedia;
- Cardozo a marcar uma grande penalidade como não costuma marcar... e Rodrigo a marcar como se já estivesse a temer falhá-la...
-... e, por último, até Jorge Jesus, desta vez, a dar a ideia de bloquear quando mais a equipa pareceu precisar dele.
Perdidas duas finais europeias consecutivas... diriam então os espanhóis... yo no creo en las brujas pero que las hay, las hay... e agarram-se muitos benfiquistas à maldição de Guttmann.
Podem estar os adeptos divididos mas não pode o Benfica e os seus responsáveis deixarem dividir-se entre bruxarias.
Claro que era importantíssimo para o clube ter voltado, esta quarta-feira, às vitórias europeias, mas importantíssimo (talvez mesmo o mais importante para o futuro imediato do clube) será preparar a próxima época de modo a conseguir mostrar - como conseguiu o FC Porto há duas décadas - capacidade para inverter o paradigma com que ainda hoje os encarnados se vão desafiando.
Aceitando e aprendendo, então, o Benfica a perder às vezes, esperarão os adeptos que deixe, porém, de ganhar apenas de vez em quando.
Maior do que o desafio europeu é esse o grande desafio do Benfica.

PS: Já o tinha escrito e, obviamente, mantenho - aconteça, ainda, o que acontecer, o Benfica fez fantástica temporada, compreendendo o clube (porque tem de compreender) a forte desilusão dos adeptos pelo desaire de Turim, a que se juntará nova forte desilusão se a equipa voltar a deixar escapar, este domingo, a Taça de Portugal.
O futebol é isto mesmo!"

João Bonzinho, in A Bola

O que Guttmann nunca terá dito...

"Muito provavelmente, Béla Guttmann nunca disse o que dizem que disse a propósito do sucesso do Benfica na Europa. A maldição do mago magiar não está registada sob forma de entrevista e o que terá mesmo sucedido não terá passado de um desabafo do treinador bicampeão europeu pelo Benfica com o seu adjunto Fernando Caiado a propósito da profusão de automóveis entre os jogadores encarnados que, à chegada de Guttmann ao Benfica era de apenas três. Referindo-se a um possível aburguesamento dos jogadores, Guttmann terá dito que «assim nem daqui a trinta anos ganham nada». O que se passou a seguir explica-se com a expressão 'quem conta um conto, acrescenta um ponto', a que se juntou, nos seis anos a seguir à conquista do bicampeonato europeu, a derrota em três finais (1963, 1965, 1968). A lenda foi crescendo, alimentou-se dos insucessos de 1983, 1988 e 1990 e explodiu com as derrotas do Benfica em Amesterdão e Turim, até atingir proporções planetárias.
Ontem, a fazer a revista da imprensa internacional era encontrar, em cada nove de dez casos, referências à maldição de Guttmann, transformada na mais desejada das lendas do futebol dos dias de hoje. Para o Benfica, a mediatização deste fait-divers tem um lado positivo porque permite que ninguém se esqueça que o Benfica já esteve em dez finais europeias e é um dos mais importantes e competitivos clubes do Velho Continente.
Chegará o dia em que o emblema da Luz vai ganhar a sua final e enterrar esta lenda. Para já, a maldição de Béla Guttmann vai servindo para explicar castigos, lesões, erros dos árbitros, substituições mal conseguidas e falhanços de baliza aberta. Sempre serve para alguma coisa, afinal..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Assim já vale Assis

"1. A imagem do sr. Assis e do sr. Costa lado a lado na tribuna das Antas foi bonita. Não sei que jogo era - FC Porto-Benfica? Sei que havia em ambos a trombalanazice de um Elói Benevides de Barbuda a duplicar capaz de arrancar ais! de piedade ao mais empredernido dos guerreiros da Bexuanalândia. Ambos enfiados. Ambos contritos.
2. Não há muito tempo, o sr. Costa tonitruava aos quatro ventos que nunca o haviam de ver fotografado ao lado de políticos. Desde que estes não se chamassem Elisa, Gomes, Eanes ou Menezes, calculo eu. Agora, assim, também Assis já vale.
3. A coisa seria apenas ridícula se não fosse pungente. Um, à míngua do voto, faz-se fotografar com o caudilho; outro, à mingua do reconhecimento público de seriedade, expõe-se ao daguerreótipo com quem quer que seja. Adivinhem os leitores quem é o um e quem é o outro. Para mim, valem o mesmo...

P.S. - Falando de coisas boas. A presença do vice-presidente do Benfica, Alcino António, no museu do «Grande Torino» é um daqueles momentos em que a História se reconcilia com os seus grandes personagens. Um abraço para ele. Por isso e por muito mais!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Recordando...

"Ganha a primeira das três finais destes entusiasmantes 11 dias, escrevo na antevéspera da grande final de Turim com a esperança de que possa ter uma alegria igual às que possa ter uma alegria igual às que tive há 53 e 52 anos, quando ganhámos as Taças dos Campeões. Nos tinha televisão em casa e foi na de um amigo que assisti à primeira parte do Benfica-Barcelona (3-2). As equipas portuguesas eram sempre eliminadas à primeira. Até que, nesse ano, o Benfica foi passando até chegar às meias-finais, com o Tottenham. Lembro em especial a primeira meia-hora do jogo da Luz com o Ujpest: 5-0! Depois, ficou 6-2 e o Benfica, sem Béla Guttmann (o treinador não podia entrar na Hungria), foi a Budapeste confirmar a passagem aos quartos-de-final. O Aarhaus, da Dinamarca, já foi recebido em clima de festa e o Benfica ganhou os dois jogos. Bem mais complicado o Tottenham mas, com 3-1 e 1-2, chegámos à final, frente ao poderosíssimo Barcelona, que eliminara o Real Madrid, pentacampeão. Foi a primeira transmissão na RTP. Pouco se viu. A emissão estava sempre a ser interrompida ao intervalo foi mesmo cancelada. A segunda parte foi seguida através do relato de Artur Agostinho, na rádio. Lembro-me dos minutos finais, sozinho, fechado na cozinha. A certa altura, faltavam poucos minutos, não aguentei mais e fechei o rádio.
Quando abri, o Benfica era Campeão Europeu. Inimaginável! Foram as minhas primeiras lágrimas de alegria pelo Benfica...
Um ano depois, já com Eusébio (e Simões) na equipa, foi possível ver o jogo todo na TV. Desilusão inicial (0-2), alegria incontida na segunda parte (5-3). O famoso Real Madrid foi suplantado.
Depois, começaram os azares a as derrotas: Coluna lesionado e o Benfica praticamente com dez frente ao Milão; finais com o Inter em Itália e com o Manchester em Inglaterra. Mais tarde, comigo na bancada, a derrota nas grandes penalidades, frente ao PSV (sem Diamantino), e outra, sem que nos possamos queixar, face ao poderoso Milan. Pelo meio, uma final (da Taça UEFA) mal perdida face ao Anderlecht e, há um ano, uma grande exibição e um derrota injustíssima com o Chelsea, para a Liga Europa. Espero que este ano tenhamos voltado às vitórias e às grandes alegrias europeias. o Clube merece-o pelo grande historial europeu que tem."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Para Glória do Glorioso

"O Benfica tem mais troféus que qualquer outra equipa portuguesa. Mas sem o 'troféu' do Campus do Seixal não haveria título do campeonato nem das taças; como sem o 'prémio' do maior Estádio de Portugal não haveria triunfos ou troféus conquistados; sem o título' da Benfica TV não haveria o sucesso que há nas modalidades e nos escalões da formação; sem os 'louros' do Museu Cosme Damião não haveria, ao altíssimo nível a que há, a identidade, a estirpe, a atitude, o orgulho Benfica a puxar pelos resultados dentro dos terrenos de competição. E sem o 'palmarés' da Fundação, o Benfica não seria aquilo que é: mais que um clube.
É tudo isto que torna possível que o Campeão esteja de volta. Tudo isto constitui uma grande obra. O que o presidente do Benfica tem feito é uma obra para a Glória do Glorioso. Uma obra coerente, planeada, criada de raiz e com raízes para o sucesso sustentado do Benfica.
Sustentado. E isso é muito importante. O presidente Luís Filipe Vieira criou condições únicas na história do Clube para o sucesso desportivo: equipamentos e instalações, tecnologia, meios técnicos e humanos, e, acima de tudo, estabilidade e credibilidade.
A dimensão da festa quando o Benfica ganha deve-se à implantação global do Clube mas também é verdade desportiva das vitórias do Benfica. São vitórias que honram o Benfica e honram igualmente o desporto porque são obtidas com verdade desportiva e fair-play.
O Benfica é uma máquina que funciona e que fornece aos atletas e técnicos das mais diversas modalidades condições únicas no nosso País. Mas a máquina tem coração. E se a máquina está sempre a funcionar, o coração do Benfica - os seus sócios e adeptos - não para de bater."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Dos fantasmas

" “Fantasmas é não chegar à final! Fantasmas!? Deixem-se dessas tretas.” Estas foram as palavras de Jorge Jesus quando, em momento de vitória do Benfica, foi confrontado pela enésima vez com os resultados das finais e momentos decisivos da época transacta. Estas foram as palavras que tantas e tantas vezes me apeteceu que fossem ditas pelos dirigentes / futebolistas / treinadores do Benfica sempre que foram confrontados com o “trauma” e os “fantasmas” da época passada. Se há coisa para a qual já não há paciência é para essa conversa ad nauseam por parte de jornalistas e comentadores do futebol português. Diga-se, aliás, que esta ladainha carpideira permanente de recordar constantemente o momento da derrota passada e acentuá-lo no momento da vitória presente diz muito mais sobre as fraquezas do comentador do que sobre a força do comentado.
Se Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira enfermassem dessa lusitana tendência para a lamentação doentia e mesquinha, estaria ainda hoje o Benfica enterrado nessa espécie de fado do desgraçadinho de que tanto parecem gostar os apocalípticos com espaço e voz na comunicação social. Cheguei a ver num canal televisivo, 48 horas após a conquista do campeonato, um balanço do mesmo em que a primeira meia hora foi passada a dissecar o… pior momento da época. A meia hora seguinte foi para recordar os momentos finais (os tais “fantasmas”) da época passada e sobrou meia hora para perorar sobre as dificuldades que o Benfica terá no futuro em repetir as vitórias do presente.
Amanhã (escrevo esta crónica antes da final da Liga Europa) estarei em Turim, com o Benfica, sabendo que, independentemente do resultado, no final do jogo seremos Benfica, sem traumas, sem fantasmas e sem tretas. Essas ficam para os comentadores."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Contra a maldição


"E afinal o Benfica perdeu, outra vez, ou seja, pela oitava vez, mais uma final europeia. E isto sem ter sofrido qualquer derrota durante toda a competição. É mesmo caso para dizer: yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay. Já aqui escrevi sobre esta célebre sentença espanhola, erradamente atribuída ao Dom Quixote de Miguel Cervantes. Se calhar é mesmo muito posterior. Poderá ser de Béla Guttmann? Não creio que o magiar seja o autor do citado aforismo mas não falta quem lhe atribua a veste de bruxo. Tudo por causa de uma alegada maldição. E qual é ela? Quase toda a gente se lhe refere mas sem noção da sua real história. Em meia dúzia de palavras pode contar-se assim: local - Amesterdão; data 2 de Maio de 1962; factos:
1) o Benfica venceu o Real Madrid por 5-3 na final da então chamada Taça dos Clubes Campeões Europeus;
2) Guttmann tinha exigido que no seu contrato com o clube constasse um expressivo prémio no caso de se consagrar campeão europeu;
3) porventura não acreditando muito nessa hipótese, o clube anuiu:
4) na altura de pagar, a coisa não foi fácil, o que levou o húngaro a sair desgostoso e a soltar uma imprecação. Qual? Não há bem a certeza porque, segundo uns, terá dito que o Benfica não voltaria a vencer uma final europeia. Mas também há quem garanta que ele falou apenas sobre o título europeu (o que deixaria de fora a Liga Europa). Outros ainda juram que ele pôs um prazo na maldição - cem anos.
De modos que ou o clube leva a sério a maldição, ou não. O jornal inglês The Guardian, por exemplo, escreveu que «o Benfica não é senhor do seu destino». Eu creio que é. Mas se não fosse talvez valesse a pena o Benfica prometer que atribuirá a Guttmann um prémio em tudo igual ao do treinador que voltar a vencer uma final europeia."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Nuno...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Depois

"«Benfica, Benfica, Benfica!»: assim intitulei o meu pontapé-de-saída de 15 de Maio do ano passado, escrito logo após a injusta derrota na final da Liga Europa contra o Chelsea.
«Benfica, Benfica, Benfica!»: continuo hoje a dizer, apesar de mais uma inglória final perdida na lotaria dos penalties.
Ainda não foi desta vez (na sua oitava final perdida) que o Benfica ultrapassou os anátemas das lendas, superstições, patéticas profecias húngaras, azares, pénaltis falhados e vitórias morais.
Esta foi uma Liga Europa onde o Benfica nunca foi derrotado. Eliminando equipas como a superfavorita Juventus ou o sempre problemático Tottenham, mas que sucumbe perante um acessível Sevilha que, aliás, ainda estará a pensar como ultrapassou in extremis tantos obstáculos ao longo da competição.
Poderia falar das faltas que jogadores nucleares fizeram (e fizeram mesmo), da lesão prematura de Sulejmani, de cerimónia do Benfica no momento de chutar à baliza, de um árbitro que só marcaria penalties em flagrante delito e que consentiu que nos pontapés decisivos o guarda-redes do Sevilha se adiantasse à vontade. Mas para quê? E perdeu-se pelo mais ingrato expediente de encontrar um vencedor, em que já não há equipa melhor ou favorita, mas duas equipas em total igualdade. Talvez o Benfica devesse ter feito mais no jogo jogado para evitar esta sentença final.
Mesmo assim, continuo a dizer que esta é uma grande temporada do SLB. Por isso, como benfiquista, um reconhecido abraço ao presidente do Benfica e a Jorge Jesus e um forte incitamento aos jogadores para que, no domingo, conquistem a Taça de Portugal."

Bagão Félix, in A Bola


Estive para escrever um post sobre as capas dos jornais desportivos (e não só) portugueses de hoje, mas depois de ler os artigos do Alberto Miguéns e do Gaúchos nos respectivos blog's, acho que está tudo dito!!! Aparentemente, o único jornal que puxou para a 1.ª página os descarados erros da arbitragem foi o Correio da Manhã!!! Quando o Correio da Manhã se torna num exemplo, é porque o nível é realmente muito baixo...!!!
Todas estas rameiras avençadas, deveriam corar de vergonha, ao verificarem que o Benfica é mais respeitado em Espanha, do que em Portugal, após um jogo entre o Benfica e uma equipa Espanhola, mas tenho a certeza, que eles até devem estar orgulhosos!!!
Deixo aqui o cartoon do Henrique Monteiro, simboliza bem a pornografia desportiva que se viveu ontem em Turim... como alguém já escreveu, numa Final Europeia, não me recordo de um roubo tão descarado... e em jogos Europeus, talvez o famoso Chelsea-Barcelona seja o mais parecido!!!