Últimas indefectivações

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Uma réstia de senso

"Estamos em semana de muito e bom futebol. A festa começa hoje, no Dragão, com o FC Porto-Maccabi de Telavive e prossegue amanhã com o Galatasaray-Benfica. Os dois únicos representantes portugueses na Liga dos Campeões ocupam classificações interessantes nos grupos de qualificação que lhes entreabrem as portas das eliminatórias (4 pontos portistas e seis os benfiquistas nas duas primeiras jornadas). Depois de amanhã será dia de Liga Europa, com o Braga em plano de destaque ao liderar o seu grupo, mais o Sporting, com janela ampla de onde se vislumbra a final da prova, e o Belenenses, nitidamente sem andamento para gerir duas frentes, a interna e a externa, correndo o risco de sofrer danos de complexa reparação, conforme o próprio treinador já reconheceu. O que coloca a nu, mais uma vez, as debilidades da Liga portuguesa e confronta a intensidade competitiva que a caracteriza: todos gostam de se pavonear nos palcos uefeiros, mas, de um modo geral, do quarto lugar para baixo a tendência para só assinar o ponto e prejudicar a nossa posição no ranking é incontrolável. Nem sempre foi assim, é verdade, mas as honrosas excepções que a história nos revela (Vitória de Setúbal, Boavista, Vitória de Guimarães e até o Belenenses) apenas confirmam a regra.
O programa completa-se com o derby, o mais desejado de todos, na Luz. E talvez por isso, Jorge Jesus, imediatamente a seguir à vitória sobre o Vilafranquense na Taça de Portugal, entre outros reparos, lançou um aviso à navegação, dizendo o que, agitadores congénitos à parte, todos gostariam de ter dito. «Gostava que a uma semana do derby se falasse mais de futebol, que se falasse mais da qualidade dos jogadores do Benfica, da qualidade dos jogadores do Sporting, do valor de ambas as equipas. Era muito melhor para vender o futebol, nós aqui e vocês aí. Vamos esperar para ver», afirmou o treinador leonino naquilo que poderá definir-se como atitude de eloquente sensatez que ajuda a desenrolar o novelo de intrigas, de agressões verbais e de outros cenários igualmente pouco edificantes.
Esta recomendação/desabafo não deve dirigir-se a alguém em particular. Retrata tão-somente um estado de espírito e expressa uma sugestão no sentido de se dar espaço e condições para os actores poderem trabalhar e prepararem-se como desejam de maneira a atacarem com sucesso os importantes desafios que os esperam, porque, contrariamente ao que apregoam os donos da razão, quando chegar o momento da decisão, tudo quanto afirmaram ou insinuaram vale absolutamente nada. O que conta é o que vai passar-se sobre o relvado: a coragem, a força, a inspiração e o talento dos jogadores, consequência da preparação técnica, física e mental determinada pelos treinadores, em função da experiência, do saber, da confiança e da perspicácia de cada qual.
Assim, embora não tendo sido ele o destinatário da mensagem de Jesus, não ficaria mal a Bruno de Carvalho tentar compreender o seu significado e fazer um esforço para entregar o protagonismo a quem o merece, aos únicos que o merecem: jogadores e treinadores, porque são eles os artistas que compõem o espectáculo.
Pedir-lhe para ficar calado, ou falar com moderação, é desperdício de tempo. Ainda ontem, por exemplo, teve direito à antena da RTP África e Internacional para se dirigir ao mundo lusófono. O que pode ser o ponto de partida de excelente ideia futura. Por cá, já lhe ouvimos quanto baste, mas somos poucos, dez milhões mal medidos, motivo por que não seria despiciendo se passasse a dar mais atenção aos grandes mercados emergentes no futebol, como o asiático... Tanaka seria logo valorizado para aí em mil por cento..."

Fernando Guerra, in A Bola

Lateral-esquerdo

"Talvez seja a posição onde a oferta de jogadores de qualidade é mais escassa. Falo de laterais-esquerdos: rareiam os jogadores que juntem competências defensivas com capacidade de oferecer profundidade ao jogo atacante e que combinem esses atributos com as características morfológicas exigidas, hoje, a um defesa (nomeadamente a altura) e, claro está, que sejam canhotos. É isso que explica que o valor de mercado dos laterais-esquerdos seja comparativamente elevado.
Não por acaso, muitos dos grandes laterais-esquerdos são jogadores adaptados: alguns nem sequer são canhotos e muitos fizeram a formação noutras posições. O Benfica tem sido particularmente afectado por esta crise crónica de laterais-esquerdos. Tirando o já distante Léo, as duas épocas com Coentrão e a passagem efémera de Siqueira, a posição de lateral-esquerdo tem sido o ponto fraco do Benfica.
Lembrei-me disto porque, contra o Vianense, causou alguma surpresa que, a certa altura, Rui Vitória tivesse recuado o extremo-esquerdo Nuno Santos para a posição de lateral-esquerdo.
À primeira vista, a equipa não ganhou nada com a alteração. Talvez não seja assim.
Nuno Santos é um jogador com um talento notável de drible simples e com uma velocidade única que lhe permite verticalizar o jogo com muita facilidade. Não engana: vai dar craque. Fez, é certo, toda a sua formação como atacante. Mas a ideia de Nuno Santos como lateral-esquerdo pode bem ter pernas (e altura) para andar. Tem muitíssimo para aprender em termos de posicionamento defensivo, mas o seu futebol de profundidade e velocidade só pode ganhar se partir de posições mais recuadas."

O futebol e a manipulação

"Esta é a semana do derby e seria absolutamente despropositado não se falar de futebol.
Ao contrário do que muitos poderão pensar, até pelo hábito do desregramento a que estivemos sujeitos nos últimos tempos, falar de futebol é falar do jogo, de jogadores, de equipas. Falar de futebol não é, pois, o equivalente a falar de matérias circundantes e circulares, que têm colocado o futebol no epicentro de uma cultura de futilidade e de vulgaridade, que gera audiências na razão directa do mais estúpido interesse dos mercados.
Há muitos anos que o futebol serve de meio de consolidação da ignorância dos ignorantes. Um aproveitamento que estará nos antípodas daqueles que o aproveitam em benefício do conhecimento e da inteligência. No fundo, a dimensão do futebol é tão grande que tudo permite. Especialmente, em matéria de manipulação de um povo menos preparado e pouco avisado.
Porém, o futebol, enquanto jogo, enquanto espectáculo, enquanto desporto altamente profissionalizado e, por isso, especializado, tem um encanto invulgar. Para não dizer único.
Estamos numa semana especial, a caminho de um Benfica-Sporting que gera enormes expectativas. Rui Vitória e Jorge Jesus sabem disso e os seus pequenos dramas resumem-se, nesta fase, a tomarem decisões sobre a gestão dos homens que têm ao dispor. É previsível que Jesus seja mais pragmático e que volte a pensar menos na Europa e mais no campeonato nacional; tal como é expectável que Vitória queira somar pontos em Istambul e só depois pense exclusivamente no jogo com o Sporting. Um jogo que, apesar de tudo, contará mais para o Benfica."

Vítor Serpa, in A Bola

Da verdade

"Lembra-se de quem afastou Portugal da final do Mundial de 1966? Sim, foi a Inglaterra - e nas famosas lágrimas com que Eusébio deixou Wembley não havia só água (quase tudo) e cloreto de sódio como no poema do Gedeão - havia raiva e revolta (sobretudo). Farisaica, a FIFA permitira à federação inglesa a mudança de palco - e para aceitar levá-lo de Liverpool para Londres a FPF recebera (em cortesia...) cheque chorudo. A selecção chegara na véspera do jogo, ao fim do dia, logo se percebeu que o hotel onde a puseram era circo no seu alarido, Eusébio contou:
- Dentro e fora, uma barulheira incrível não nos deixava dormir, a meio da madrugada tivemos de ir para outro hotel, a 30 quilómetros, de malas às costas...
O que aconteceu sabe-se bem - e o presidente da federação argentina denunciou-o, sem punhos de renda:
- Stanley Rous éum homem incorrecto. Organizou o Mundial para que a Inglaterra ganhasse. Mas eu faria o mesmo se jogasse na Argentina...
Craque dessa selecção era Pepe Sasía - e noutra circunstância afirmou:
- Atirar terra aos olhos dos guarda-redes? Os dirigentes não gostam que se faça isso quando o fazemos às claras...
Esse atirar de areia aos olhos tornou-se a metáfora perfeita dos piores jogos que o jogo tem dentro de si - e o recordar da frase de Sasía e da marosca de Inglaterra é para mostrar que o futebol é mesmo assim - há muito tempo...
Bruno de Carvalho revelou-o (por outras palavras): que ao abrir na TVI caixa de Pandora com o Eusébio na tampa, a abriu por um desejo de verdade simplesmente. (Ou de legalismo, vá lá...) No futebol, como na vida, a verdade nunca é simples - e o oposto da verdade até pode nem ser a mentira, o oposto da mentira pode não ser a verdade. E o que eu acho dessa verdade que Bruno de Carvalho quer não é a verdade - é ganhar. Ganhar como os outros ganham ou ganharam (com mais ou menos verdade...) - por saber que assim talvez ganhe mais depressa, mesmo que não ganhe melhor..."

António Simões, in A Bola

PS: Não foi só barulho, nos corredores do tal Hotel os jogadores portugueses também foram assediados por 'meninas', que convenientemente tinham aparecido!!! Alguns dos Magriços já o admitiram!!!

Vitória na Serra

Sp. Covilhã 0 - 2 Benfica B


Finalmente, uma vitoria fora de casa... Devido ao jogo em Londres na Sexta, tivemos mais alguns dias de descanso, além disso o Hélder optou pela rotatividade, em algumas posições, já que noutras, foi obrigado, porque vários dos Juniores, que normalmente jogam na B, devem jogar amanhã em Istambul na UEFA Youth League.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ultramar: Pedaço de terra lusitana!

"Como em quase tantas e tantas facetas do Futebol português, o Benfica também foi pioneiro na disputa de uma eliminatória da Taça de Portugal frente a um adversário africano. Foi na época de 1957/58, num tempo em que as equipas ultramarinas foram chamadas a participar na prova. Era ainda um «Portugal uno e indivisível», como nos ensinava a mestra palmatória.

Em Maio de 1958, num estilo inflamado, um jornal nacional fazia publicar este libelo: «Portugal não pode ser dividido por fronteiras - esta é a verdade. O Ultramar é um pedaço de terra lusitana e tem os mesmos direitos e os mesmos ideais. Por isso, o significado desta presença transcende o âmbito desportivo e coloca-se no plano do convívio nacional».
Esta alegria a letra de imprensa explicava-se facilmente: disputada desde a época de 1938/39, a Taça de Portugal recebia pela primeira vez representantes das chamadas Províncias Ultramarinas.
Até à época de 1952/53 limitada aos clubes da I Divisão, a segunda prova mais importante do calendário nacional passara nessa altura a contar com um representante das ilhas Adjacentes. Agora o passo era gigante e estendia-se a África.
Em 1957/58, entrávamos, portanto, num período revolucionário, se assim se pode falar em anos tão violentamente marcados pelo Estado Novo.
Considerando a Federação Portuguesa de Futebol que as equipas da Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Macau não tinham ainda qualidade suficiente para disputar uma competição tão exigente, determinou-se que os campeões de Angola e Moçambique viriam a Lisboa defrontar os dois apurados para a final, numa espécie de tira-teimas ao qual se deu o pomposo nome de 2.ªs meias-finais da Taça de Portugal.
E o sorteio das 2.ªs meias-finais ordenou os seguintes embates:
Ferrovia de Nova Lisboa (Angola) - Benfica. Desportivo Lourenço Marques (Moçambique) - FC Porto.
Perante as dificuldades de deslocação das equipas metropolitanas a África, optou-se pela solução não muito justa de estabelecer Lisboa como «casa» dos ultramarinos. E assim, Alvalade e Restelo receberam a 1.ª mão das 2.ªs meias-finais da Taça de Portugal.
O Ferrovia de Nova Lisboa, fundado em 1931, era campeão de Angola há nove anos consecutivos. Os seus jogadores eram todos funcionários dos Caminhos de Ferro de Angola, trabalhando das 7 às 17 horas e treinado-se a partir das 18h.
O Desportivo de Lourenço Marques era a equipa de Fernando Laje, um dos mais considerados jogadores do Ultramar que chegou a ser dado como certo no Sporting, convite que viria a recusar. Já no final da carreira, Laje justificava essa opção à sua chegada a Lisboa: «Não quis deixar-me seduzir por miragens. Tenho uma boa situação na vida, como despachante de uma firma inglesa, e seria grossa asneira abandonar tudo em troca de profissão tão ingrata...»
Outros tempos.
No dia 25 de Maio, no Estádio de Alvalade, o Benfica vence o Ferrovia por claros 6-2. Os golos do Benfica são marcados por Águas (3), Mendes, Palmeiro Antunes e Gervásio, do Ferrovia, na própria baliza; os golos angolanos são da autoria de Nascimento e Valente.
A imprensa fica desiludida com a modéstia da exibição dos homens de Nova Lisboa. Aos 11 minutos de jogo já o Benfica vencia por 3-0. Depois, abrandando o ritmo de jogo, permitiu a reacção angolana e a pequena recuperação até ao 2-4.

Angolanos brancos e portugueses de cor!
Os jogos da 2.ª mão, realizados a 1 de Junho, cavaram diferenças maiores.
O Benfica recebe o Ferrovia de Nova Lisboa na Tapadinha e vence por inequívocos 11-1.
Os golos 'encanados' são marcados por Azevedo (4), Águas (3), Coluna (1), Palmeiro Antunes (1), José Maria (1) e Medeiros (1), do Ferrovia, na própria baliza. O golo angolano é de Martins.
Para a história, fica a equipa que o Ferrovia apresentou nos dois jogos: Fernando; Amândio e Carvalho; Ferreira, Gervásio e Briosa; Valente, Martins, Santos, Madeiros e Nascimento.
«A equipa do Ferrovia, que se tornou simpática pela forma como os seus componentes lutaram de princípio a fim com energia e limpeza de atitudes, fragmentou-se em breve espaço de tempo, perdendo os seus elementos o sítio do jogo e até a noção de futebol», escrevia o grande Tavares da Silva. E elogiava: «Diga-se que a classe de José Águas iluminou a partida com singulares revérberos, dando-nos apontamentos modelares de técnica e execução».
Pela primeira vez, equipas das colónias disputavam jogos oficiais com equipas da Metrópole. Ainda que, curiosamente, as equipas ultramarinas fossem quase por inteiro compostas de jogadores de raça branca.
E o Benfica, por exemplo, tivesse nas suas fileiras mais jogadores de cor do que o Ferrovia.
Voltariam as 'águias' a defrontar africanos para a Taça de Portugal. E nós voltaremos ao assunto. Porque o Benfica continuou pioneiro: primeiro clube português a disputar uma eliminatória no continente africano.
Dez anos mais tarde...

1957/58 - 1/2 final - Desportivo Lourenço Marques 2 - 6 FC Porto, Restelo(Lisboa)
1957/58 - 1/2 final - FC Porto 9 - 1 Desportivo Lourenço Marques, Antas (Porto)
1957/58 - 1/2 final - Ferrovia Nova Lisboa 2 - 6 Benfica, Alvalade(Lisboa)
1957/58 - 1/2 final - Benfica 11 - 1 Ferrovia Nova Lisboa, Tapadinha(Lisboa)
1958/59 - 1/4 final - Ferroviário da Beira 0 - 9 FC Porto, Tapadinha(Lisboa)
1958/59 - 1/4 final - FC Porto 7 - 0 Ferroviário da Beira, Antas(Porto)
1959/60 - 1/4 final - Belenenses 6 - 0 SC Portugal de Benguela, Restelo(Lisboa)
1959/60 - 1/4 final - SC Portugal de Benguela 0 - 3 Belenenses, Campo Grande(Lisboa)
1960/61 - 1/4 final - Sporting Lourenço Marques 1 - 4 Belenenses, Alvalade(Lisboa)
1960/61 - 1/4 final - Belenenses 4 - 1 Sporting Lourenço Marques, Restelo(Lisboa)
1961/62 - 1/4 final - Benfica 7 - 1 Ferroviário da Beira, Luz(Lisboa)
1961/62 - 1/4 final - Ferroviário da Beira 1 - 7 Benfica, Tapadinha(Lisboa)
1962/63 - 1/4 final - Sporting Lourenço Marques 1 - 3 Sporting, Alvalade(Lisboa)
1962/63 - 1/4 final - Sporting 4 - 2 Sporting Lourenço Marques, Alvalade(Lisboa)
1963/64 - 1/4 final - Lusitânia dos Açores 3 - 1 Ferroviário L. Marques, Municipal(Angra do H.)
1963/64 - 1/4 final - Ferroviário Lourenço Marques 2 - 2 L. dos Açores, Tapadinha(Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - Olhanense 4 - 0 União Des. Int. Bissau, Padinha(Olhão)
1964/65 - 1/8 final - União Des. Int. Bissau 2 - 3 Olhanense, Salema (Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - SC Portugal de Benguela 2 - 5 Setúbal, Restelo(Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - Setúbal 6 - 1 SC Portugal de Benguela, Bonfim(Setúbal)
1965/66 - 1/8 final - Clube Sportivo Mindelense 2 - 4 Marítimo, Barreiros(Funchal)
1965/66 - 1/8 final - Marítimo 7 - 0 Clube Sportivo Mindelense, Barreiros(Funchal)
1966/67 - 1/8 final - Beira Mar 6 - 0 Ténis Clube de Bissau, Mário Duarte(Aveiro)
1966/67 - 1/8 final - Ténis Clube de Bissau 3 - 5 Beira Mar, Salema(Lisboa)
1966/67 - 1/8 final - Académica 7 - 0 ASA, Municipal(Coimbra)
1966/67 - 1/8 final - ASA 1 - 2 Académica, Campo Grande(Lisboa)
1968/69 - 1/8 final - ASA 0 - 4 Benfica, Coqueiros(Luanda)
1968/69 - 1/8 final - Benfica 3 - 2 ASA, Coqueiros(Luanda)
1968/69 - 1/8 final - Académica 4 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Municipal(Coimbra)
1968/69 - 1/8 final - Ferroviário Lourenço Marques 0 - 1 Académica, Municipal(Coimbra)
1968/69 - 1/8 final - União Des. Int. Bissau 1 - 5 Sporting, Alvalade(Lisboa)
1968/69 - 1/8 final - Sporting 12 - 0 União Des. Int. Bissau, Alvalade(Lisboa)
1969/70 - 1/8 final - Ténis Clube de Bissau 0 - 3 Braga, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1969/70 - 1/8 final - Braga 0 - 1 Ténis Clube de Bissau, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1969/70 - 1/8 final - Textáfrica 2 - 6 Belenenses, Soajo(Vila Péry)
1969/70 - 1/8 final - Belenenses 3 - 0 Textáfrica, Ferroviário(Beira)
1969/70 - 1/8 final - Ind. Porto Alexandre 0 - 4 U. Tomar, Municipal(Tomar)
1969/70 - 1/8 final - U. Tomar 5 - 1 Ind. Porto Alexandre, Municipal(Tomar)
1970/71 - 1/8 final - FC Porto 4 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Antas(Porto)
1970/71 - 1/8 final - Sporting 21 - 0 Clube Sportivo Mindelense, Alvalade(Lisboa)
1970/71 - 1/8 final - Ind. Porto Alexandre 1 - 0 U. Coimbra, Municipal(Porto Alexandre)
1970/71 - 1/4 final - Benfica 6 - 0 Ind. Porto Alexandre, Luz(Lisboa)
1970/71 - 1/4 final - Ind. Porto Alexandre 0 - 2 Benfica, Salema(Lisboa)
1971/72 - 1/16 final - Textáfrica 1 - 3 Leixões, Soajo(Vila Péry)
1971/72 - 1/16 final - Tirsense 2 - 1 Ind. Porto Alexandre (a.p.), Abel Figueiredo(Santo Tirso)
1971/72 - 1/16 final - Sporting Bissau 0 - 2 Sintrense, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1972/73 - 1/16 final - Nova Lisboa e Benfica 1 - 2 Atlético, Cacilhas(Nova Lisboa)
1972/73 - 1/16 final - Farense 6 - 0 União Des. Int. Bissau, São Luís(Faro)
1972/73 - 1/16 final - CUF 3 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Alfredo da Silva(Lavradio)
1973/74 - 1/32 final - Textáfrica 0 - 1 Atlético, Soajo(Vila Péry)
1973/74 - 1/32 final - CUF 6 - 0 Moxico, Alfredo da Silva(Lavradio)
1973/74 - 1/32 final - Sporting Bissau 0 - 1 Oriental, Sarmento Rodrigues(Bissau)"

Afonso de Melo, in O Benfica

"A carta... o gesto... o benfiquismo"

"A história de um rapaz que preferiu ficar em casa a renegar o Benfica

Era uma vez um benfiquista, filho de um sportinguista. O benfiquista era José Manuel, um miúdo de 9 anos. Um dia, planeando uma ida 'com uns amigos a Coimbra para ver o desafio com a Académica. O pai e amigos disseram ao Zé Manuel que o levariam (...) se ele escrevesse a sua renúncia pelo clube «encarnado» e «virasse» para o Sporting. Pois o miúdo disse logo que preferia perder o passeio, mas por nada desta vida deixava o Benfica!... E cumpriu; preferiu ficar em casa!'.
A história do José chegou ao Benfica através de uma carta, 'aquela carta que não esperávamos (...) simples, despretensiosa, mas magnífica (...) nos seus reflexos de amor clubista'. O seu autor foi o médico do pequeno que, sensibilizado com a petiz atitude, se dirigiu ao Clube assim: 'Não sou desportista ferrenho, mas não posso deixar de apreciar um gesto, que, pela idade do autor, merece reparo. Tenho um doentinho (...) que é para mim o adepto n.º 1 do Benfica'. E, após contar o episódio, concluí: 'Achei o miúdo estupendo e o gesto magnífico (...) Tenho a certeza de que este garoto, se recebesse umas palavras vossas, sentiria melhor o valor do seu gesto e formaria melhor até o começo da sua personalidade'.
No Benfica, a carta foi recebida com particular emoção - 'atónitos, não sabíamos que mais admirar: se a persistência do doentinho de nove anos, se o entusiasmo desse médico' - sendo prontamente preparada uma reposta à altura: 'Queridinho José Manuel. O sr. Doutor contou-nos o teu gesto. Gostámos de o saber e acredita que o Benfica fica sendo muito teu amigo. Diz ao teu paizinho e aos seus amigos que o Benfica é um grande clube (...) É certo que perdeste um bom passeio (...) Mas ganhaste, ganhaste, Zé Manel, a maior das virtudes que um homem pode ter - a sua dignidade de pensamento. Acredita que o Benfica apreciou muito o teu gesto (...) e diz ao teu paizinho que até é engraçado ele ser do Sporting e tu do Benfica. No teu lar feliz ficarão, assim, representadas as cores de bandeira portuguesa (...)'.
Hoje, passados 62 anos, José Manuel guarda orgulhosamente a carta, o emblema e a fotografia que lhe foram enviados pelo Clube em 1953.
No Museu Benfica - Cosme Damião os adeptos não são esquecidos, a todos eles é dedicada a área 13. Viagem ao coração benfiquista."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

"ACONTECEU
O Museu Benfica - Cosme Damião vive sobretudo da memória afectiva das gentes benfiquistas. No passado dia 7 de Outubro, José Manuel, protagonista do artigo 'A carta... o gesto... o benfiquimo', visitou-nos e recordou emocionado essa história.
A visita, para além da exposição permanente, contemplou o Departamento de Reserva, Conservação e Restauro, onde mostrou a carta, o emblema e a fotografia que o Benfica lhe enviou há 62 anos, e o Centro de Documentação e Informação, onde viu um original do jornal O Benfica onde foi publicada a sua história, a 7 de Maio de 1953. Acompanhado da mulher e do filho, José partilhou com toda a equipa da Direcção de Património Cultural como foi para um menino de 9 anos tornar-se famoso ao ser capa do jornal do Clube, referindo que na escola passou a ser 'o Benfica' e que recebeu inúmeras cartas, de vários pontos do país, a parabenizá-lo pela sua atitude."

in O Benfica

Any Given Benfica II

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Inácios (rádio)!!!

Palavras duras antes do 'derby'

"Depois de uma semana de declarações incendiárias, deseja-se o retorno do bom senso. O futebol joga-se dentro do campo, o resto é treta

O dia 5 de outubro de 2015 vai ficar no imaginário do futebol português como um dos mais lamentáveis de sempre. Por mais eficácia que o presidente do Sporting descortine na sua intervenção televisiva, a verdade é que a peixeirada a que o país assistiu teve entrada directa no top dos tesourinhos deprimentes do futebol português. Com danos irreversíveis para a credibilidade da presidência que Bruno de Carvalho está a levar a cabo.
Tenho consciência de que estar a pregar neste deserto de bom senso em que se transformou o futebol português pode ser perda de tempo. Mas, talvez não. Talvez, quando a poeira assentar e alguns protagonistas recuperarem a lucidez, estes reparos signifiquem que, pelo menos, nem todos se deixaram arrebatar pela demagogia fácil, pelo discurso virulento e pela ofensa gratuita. Porque, em nenhuma circunstância, o que tem acontecido pode ser o retrato da normalidade ou, na infeliz expressão de Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes, um fait-divers.
Há, sabemos todos, um Benfica-Sporting daqui a alguns dias; e também é sabido que esta é uma época de especial sensibilidade nas relações entre os eternos rivais. Mas nada disso torna aceitável que se transformem, irresponsavelmente, adversários em inimigos; nem que se baixe o nível como se não houvesse responsabilidades para com a sociedade.
Os jogos ganham-se, essencialmente, dentro das quatro linhas e o clima que alguns procuram criar (esta não é a primeira vez, mas é das piores) só poderá provocar problemas sem reflexo no placard final. Pode afetar negativamente, injetando-lhes ainda mais estupidez, as franjas radicais dos clubes, vulneráveis aos pirómanos de serviço; pode, também, afastar dos estádios, aquelas que deveriam ser os principais alvos da indústria, as famílias; e pode, ainda, fazer com que os potenciais patrocinadores fujam do futebol como o diabo foge da cruz. Em troca de quê? De alguns momentos de glória, aplaudidos por indefectíveis e radicais? Tempo de antena? Espaço interno? Tudo isto é poucochinho, quando comparado com os danos que estão a ser causados.
Não sendo fácil, reconheço, sempre tenho tentado não pautar o meu raciocínio por um chavão muito em voga no futebol, que diz que tem razão quem ganha. Normalmente, ganha quem joga melhor, independentemente dos disparates que são ditos à volta da equipa. Por isso, é bom não confundir as coisas, não misturar a causa e o efeito. O tempo encarregar-se-á de colocar tudo isto em perspectiva. Entretanto, haja paciência...

ÁS
Telma Monteiro
Estamos perante uma das grandes figuras do desporto português do século XXI. Em Paris, onde conquistou o Grand Slam, a mais prestigiada etapa do circuito mundial, a judoca do Benfica mostrou que são legitimas as esperanças que nela se depositam, de olhos postos nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Parabéns!

ÁS
Miguel Oliveira
A vitória na Austrália, a quarta da época do piloto de Almada, colocou-o no segundo lugar do Mundial e ainda com hipóteses matemáticas de sagrar-se campeão. Um registo notável, que justifica a passagem ao escalão superior, numa carreira mais do que promissora, alicerçada num talento inato que pode levá-lo ao cume da modalidade.

DUQUE
Pedro Proença
Com o futebol português, essencialmente por culpa do diferendo Sporting-Benfica, a ferro e fogo, o presidente da Liga de Clubes resolveu catalogar o que se passa entre os eternos rivais como um fait-divers. Uma declaração infeliz de Pedro Proença, longe das responsabilidades e da pedagogia que dele devia esperar-se. Lamentável.

Cruzeiro do Sul
Sulistas e elitistas, liberais não sei, as equipas do hemisfério austral tomara conta das meias-finais do Mundial de râguebi. A Nova Zelândia humilhou a França, a Argentina foi fantástica contra a Irlanda, a África do Sul ultrapassou, num jogo equilibrado, o País de Gales e a Austrália teve a sorte dos deuses para deixar fora da prova os extraordinários escoceses. Se a esta hegemonia somarmos a quantidade de jogadores neozelandeses, sul-africanos, australianos e argentinos que brilham nos campeonatos euripeus, não duvidamos: o Sul manda!

Querido Mourinho entra na conversa...
O Pais de Gales perdeu com a África do Sul nos quartos de final do Mundial de râguebi, mas nem por isso o Wales on Sunday deixou de louvar os jogadores galeses: «Obrigado. Vocês deram tudo». E ainda teve espaço para criticar o árbitro: «Barnes teve sorte de não ser Mourinho o treinador de Gales...»."

José Manuel Delgado, in A Bola

'Fait-divers', sr. líder da Liga?!!!

"Chocante!: face ao clima de guerra total entre Sporting e Benfica - atingindo clímax como nunca acontecera nos mais quentes momentos da híper rivalidade ao longo de tantas décadas! -, o novo presidente da Liga de clubes comentou não passar de fait-divers (assunto pouco importante)! Como assim, sr. Pedro Proença, que, também por ser recente ex-árbitro de alta craveira internacional, tem obrigação de se preocupar, a fundo, com enormes riscos de tão perigosa altíssima tensão! Se deste modo, pondo-se fora do que escalda, interpreta como deve agir ao leme da Liga, a sua capacidade de intervenção, nomeadamente neste tempo em que os patrocinadores fogem de tão mau clima, será... zero. Fait-divers?!!! Caramba, essa é de mais!
Valham-nos, no futebol e noutras modalidades, atletas e seus treinadores. Mais uma medalha de ouro para a extraordinária Telma Monteiro! Também no judo e no muito prestigiado Grand Slam de Paris, bronze para Célio Dias. No GP da Austrália, Miguel Oliveira arrebatou a sua 4.ª vitória neste Mundial de moto 3, onde é 2.º a duas provas do fim. No triatlo, João Pereira, venceu, na Turquia, competição da Taça do Mundo.
No futebol, Aves e Gil Vicente, da II Liga, eliminaram da Taça de Portugal adversários da I. E Casa Pia e Trofense, da III, impuseram-se a equipas da II. Gondomar e Loures, da III, assustaram Estoril e Boavista com prolongamento.
Isto é Desporto, tão saudável/aliciante competição. O oposto de sujas guerras deflagrando incêndios a que um dito responsável chama fait-divers!"

Santos Neves, in A Bola

As sanções da UEFA

"Face aos incidentes registados em Madrid, que o SL Benfica desde a primeira hora lamentou e condenou, o Comité de Ética e Disciplina da UEFA decidiu penalizar o Benfica com um jogo à porta fechada.
Esta pena, no entanto, só será aplicada se nos próximos 2 anos se voltar a registar incidente de igual gravidade. A esta sanção acresce uma multa de 20 000 €.
De destacar que novo incidente durante o período de suspensão da pena determinará de forma automática não apenas um jogo à porta fechada como também nova sanção.
As multas aplicadas pela UEFA e pela LPFP ao Benfica, nos anos mais recentes, representam um valor próximo do meio milhão de euros.
Perante a gravidade dos incidentes registados em Madrid e perante o comportamento reiterado de uma minoria de adeptos que teima em penalizar o Sport Lisboa e Benfica, o clube irá estudar novas medidas a adoptar nos jogos em que participa, de forma a combater os actos que reiteradamente nos têm colocado na mira disciplinar da UEFA.
Entre essas medidas, a Benfica SAD admite implementar:
a) A não requisição de bilhetes para jogos fora; e/ou,
b) A identificação de todos os detentores de bilhetes para jogos europeus.
Foi já solicitado ao Conselho Superior dos Desportos espanhol o nome dos adeptos do SL Benfica que foram identificados e responsabilizados pelos incidentes de Madrid.
Finalmente, o Sport Lisboa e Benfica apela a todos os seus sócios e adeptos para que incidentes como os que se registaram em Madrid não voltem a repetir-se quer em jogos europeus ou nacionais, tanto em jogos realizados no Estádio da Luz como fora de casa."

domingo, 18 de outubro de 2015

Vitória à 'meia-luz' !!!

Benfica 3 - 0 Catêlo da Maia
25-20, 25-18, 25-23

Vitória esperada, onde o grande destaque foi a estreia do Duff... confirmando tudo o que se esperava dele: corre o sério risco de ser o melhor jogador do Campeonato! O Kolev e o Gelinski também voltaram a dar excelentes indicações...
O jogo foi totalmente dominado pelo Benfica, e nem o apagão eléctrico (nem as bolas despejadas!!!) nos retirou o 3-0!!! Com o Roberto ainda em fase de recuperação, ontem foi a vez do Gaspar sair... espero que seja só gestão!!!

Galo saboroso !!!

Barcelos 61 - 82 Benfica
18-18, 14-21, 15-22, 14-21

Além da ausência do Gentry, o Mário Fernandes e o Carlos Andrade também não jogaram. Este tipo de gestão em jornadas duplas, irá provavelmente repetir-se durante a época.
Mas mesmo assim, o plantel conseguiu superar as dificuldades... este Barcelos, sem o Lonkovic e o Nuno Oliveira é de outro campeonato...

PS1: Vitória de João Pereira, na etapa da Taça do Mundo de Triatlo, de Antalya, na Turquia. Estreia do João nas vitórias em Taças do Mundo, depois de vários Top-8... Parabéns.

PS2: Depois do Ouro da Telma ontem, o Judo continua a dar alegrias aos Benfiquistas, Célio Dias consegui o Bronze na Taça de Mundo de Paris... Muita esperança no Célio para o Rio!!!

sábado, 17 de outubro de 2015

Normalidade...

Benfica 2 - 1 Sporting

Mais uma, é para não perder o hábito!!!
Começamos o jogo sem 3 dos nossos jogadores mais criativos: Jefferson (lesão de longa duração), Chaguinha (o nosso jogador mais importante) e Hemni (castigado). Terminámos, sem mais um: Patias (o nosso finalizador)... e mesmo assim, voltámos a vencer.
Estes jogos são sempre muito nervosos, e raramente são bem jogados. O Sporting acabou por rematar mais, o Juanjo foi provavelmente o melhor em campo, mas não podemos esquecer que os Lagartos deviam ter tido pelo menos 2 jogadores expulsos ainda na 1.ª parte (o Marcão nem devia ter jogado, porque na semana passada no Fundão, também defendeu fora da área... hábitos!!!), e o Benfica sem 3 'titulares', acabou por lutar, com cabeça, e com muito coração... A consistência desta equipa treinada pelo Joel até faz impressão!!!
Esta é provavelmente a secção Lagarta com seres humanos mais desprezíveis: treinador e director... A azia é épica a cada encavadela, hoje foi só mais uma... e até teve requintes de malvadez: com 1-1; o Benfica fica 2 minutos em inferioridade numérica; com Juanjo, os postes e a azelhice Lagarta a ajudar à festa; mal o Benfica fica com o 5.º jogador, contra-ataque e 2-1 !!! E depois no final, com os Lagartos a arriscar 5x4, novamente o Juanjo, os postes e até um Livre Directo falhado...!!!



Benfica 2 - 1 Sporting
Benfica 2 - 1 Sporting #FullHighlights#LigaSportZone #Classico #Derby #SCP #SLB Sport Lisboa e Benfica Sporting Clube de PortugalSport Lisboa e Benfica - Modalidades Futsal Sporting www.sporting.pt/futsal#miofutsal
Posted by mio futsal on Sábado, 17 de Outubro de 2015

Remontada

Benfica 72 - 61 Corruptos
20-21, 11-22, 22-10, 19-8

Este jogo fica marcado pelo nosso horrível 2.º período; pela entrada do Nuno Oliveira; e pela nossa defesa (zona) na 2.ª parte: 20 minutos, 18 pontos para os Corruptos!!!

Os reforços mostraram-se, mesmo assim a percentagem de 3 pontos (18%) foi demasiada baixa. Com a ausência do Gentry, o nosso problema Interior é evidente. O Cláudio nos jogos mais fáceis disfarça, como fez a semana passada, mas nestes jogos mais equilibrados, vamos sentir dificuldades...

PS: Mais uma grande vitória da nossa Telma. A Taça do Mundo de Paris é a prova mais importante do Mundo, logo a seguir aos grandes Campeonatos. Depois da 'desilusão' nos Mundiais, vitória pela 2.ª vez em Paris.

Vitória depois da tempestade!!!

Benfica 29 - 22 Madeira SAD
(14-13)

Devido ao mau tempo, o avião do Madeira SAD acabou por chegar atrasado, e o jogo que devia ter sido jogado a meio da tarde, começou às 20h30!!!
Não começamos muito bem, a primeira vantagem foi no 11-10... mas no 2.º tempo jogámos bem, com o Figueira nos últimos minutos a 'fechar' a baliza!!!
Com a lesão do Tiago Pereira, o Lima vai ter trabalho a dobrar... não vai ser fácil. A equipa continua a crescer, os jovens jogadores continuam a ter minutos, e as contratações estão a melhorar... ainda não perdi a esperança pelo Vrgoc!!! Parece-me um bocadinho mais móvel!!!
Arbitragem horrível... nada de novo!!!

3 pontos em Espinho...

Sp. Espinho 1 - 3 Benfica
25-18, 21-25, 21-25, 18-25

Vitória difícil em Espinho... Tal como na Supertaça, o reforçado Sp. Espinho entrou forte, mas com o passar do tempo foi perdendo gás!!! Muito importante não ter cedido pontos...
Entrámos de facto muito mal, e com algum azar, mas conseguimos dar a volta... Boa entrada do Ché...
O Duff ainda não foi utilizado, provavelmente amanhã jogará...

Alguns episódios históricos

"Belo golo de Carcela a fazer o 1-0 para o Benfica no jogo de ontem e linda defesa de Júlio César a evitar-nos a vergonha de uma eliminação escandalosa e prematura na Taça. Mas foi à cabeçada (na bola) que Jardel evitou o prolongamento e, resolveu o jogo. Jardel, o impecável, outra vez.
Será antipedagógico se os correntes comportamentos dos presidentes do Benfica e do Sporting vierem a ser julgados em função do resultado do próximo dérbi. Luís Filipe Vieira, no entanto, continuará a subir na consideração dos adeptos do Benfica se persistir no seu mutismo e no silêncio mais eloquente de que reza a história. "É impressionante a altura a que um homem pode subir apenas não descendo de nível" dizia o grande Millôr Fernandes. E dizia bem.
O presidente da Liga, um antigo árbitro, disse aos jornalistas que tem em casa "mais de quinhentas camisolas" oferecidas. Classificou ainda de 'fait-divers' o barulho que se vai ouvindo. Se o presidente da Liga persistir nestas barbaridades, o Ministério Público tem de entrar em acção e lá teremos novas eleições não tarda nada.
Se é verdade que o presidente do Sporting decidiu não ir à Luz, deve o Benfica responder baixando o preço dos bilhetes por rombo no elenco. Trata-se, também, de uma ausência historicamente injustificável. Imagine-se só como teria sido diferente o rumo do império romano se o imbecil do Nero se tivesse enfiado numa catacumba, com receio que uma labareda lhe pegasse à toga, em vez de se pôr a cantar e a tocar lira à varanda enquanto assistia ao incêndio que ele próprio mandara atear e de que culpou, obviamente, os cristãos.
Os árbitros, e não o Benfica, são os ofendidos do momento. A única consolação que o sector da arbitragem recebeu por estes dias chegou pela via de uma "fonte anónima da direcção do Sporting". Os árbitros descansaram quando souberam que o Benfica tem "uma lista de Schindler" onde constam "nomes de árbitros, delegados e observadores" para "os ameaçar, denunciar ou tramar". Ao contrário da "fonte anónima" que por estar sempre ligada à torneira não sai do sítio, os árbitros foram ao cinema ver o filme e sabem que a lista de Schindler não era para ameaçar, denunciar ou tramar ninguém, antes era, resumidamente, uma lista onde figuravam milhares de judeus salvos do Holocausto. Agora, por favor, não venham dizer que o Holocausto nunca existiu."

O Panteão já está a arder?

"No seu mundo ideal aquele mundo platónico onde se imagina diariamente triunfal e em que também é presidente das Nações Unidas, por obra sua acabou-se finalmente com o Benfica. E por unanimidade e aclamação, como não podia deixar de acontecer. Perante esta grossa novidade, é feliz. O Benfica deixou de existir.
De um momento para o outro, o maléfico rival evaporou-se, desintegrou-se, explodiu, tossiu três vezes e morreu. Bruno Miguel já pode abrir as portas do seu estádio para vender bifanas a 20 euros a unidade que ninguém fará pouco dele. E, melhor ainda, sobre as ruínas do Estádio da Luz ergue-se agora, com majestade, um parque temático celebrando a vida do grande líder, que não só conseguiu apagar o Benfica da face da Terra como também, pelos ares, se mostrou de uma eficácia tremenda. Exterminou com um piscar de olhos a transportadora Fly Emirates, acusada de associação criminosa num processo que levou de vencida no Tribunal de Haia e lhe granjeou admiração mundial.
É, portanto, um homem satisfeito num mundo perfeito. E foi magnânimo na vitória. Do ex-Benfica, praticamente, só reclamou para si o património imaterial do defunto rival, alegando que, não sendo o parente mais próximo, era, sem dúvida, o vizinho mais próximo o que lhe conferia direitos de que não pretendia abdicar. Com naturalidade e justiça, viu-se a sair em ombros da reunião em que anunciou à banca e aos patrocinadores o legítimo e súbito enriquecimento do seu currículo pessoal em mais 34 campeonatos nacionais, mais 25 Taças de Portugal, mais cinco Supertaças e ainda duas Taças dos Campeões Europeus. Isto sem esquecer as cinco infames Taças da Liga que também pertenciam ao falecido. Abichou tudo. Foi de arromba.
A única contrariedade neste mundo ideal é que, por incrível que pareça, tendo conseguido num passe de mágica fazer evaporar o Estádio da Luz e todos os que estavam lá dentro, não conseguiu fazer o mesmo ao Panteão nem ao homem negro que continua lá dentro. Equaciona neste momento um bombardeamento cirúrgico ao mono de Santa Engrácia desde que seja ele, Bruno Miguel, a pilotar a avioneta. E não lhe deve ser difícil arranjar a autorização, visto que também é presidente das Nações Unidas, ponto.

Essa é que foi uma refeição completa
Com o regresso de Octávio Machado a Alvalade, ficou Augusto Inácio liberto para se debater num estúdio de televisão contra tudo o que mexa com a dignidade do Sporting. Ou do Porto? Ou vice-versa? No último domingo, por exemplo defendeu os arguidos do Apito Dourado com alma. "O Benfica andou a falar da fruta e agora oferece refeições completas aos árbitros" disse. Esqueceu-se, porém, de que a "fruta" de que o Benfica falava não era, na verdade, apanhada das árvores e deixada numa cabaça na cabina dos árbitros por gentileza. Era, imagine-se, a cifra que permitiu à polícia identificar um serviço de prostituição prestado aos árbitros em hotéis de cinco estrelas. Por gentileza e não por "pornografia futebolística".
O problema do sportinguismo de Inácio é o portismo de Inácio, como lhe recordou recentemente o presidente do Marítimo citando de cor os seus propalados méritos de operacional no desvio do grande Paulo Futre do Sporting para o Porto. Essa é que foi uma refeição opípara. E completa."

Leonor Pinhão, in Correio da Manhã