Últimas indefectivações

domingo, 24 de abril de 2016

Ingrato

Benfica B 3 - 3 Guimarães B


Resultado ingrato, depois de tanto esforço, perder 2 pontos desta forma, é muito complicado...
As ingenuidades defensivas continuam a fazer mossa...
E já agora o Saponjic tem razão em ficar chateado, tantas oportunidades para fazer assistências de qualidade, e os jogadores do Benfica, dão sempre mais um passo, mais um finta... e a oportunidade passa!!!
O cenário é cada vez mais complicado, mas ainda é possível!

PS: Já agora, apesar de não desculpar nada: os 5 minutos de compensação, foram dados devido ao anti-jogo do Guimarães, que acabou por empatar no último segundo do tempo de compensação, num daqueles casos, onde o infractor foi claramente beneficiado...

Iniciados - 3.ª jornada - Fase Final

Belenenses 0 - 1 Benfica

Mais uma vitória, desta vez um pouco mais 'apertado', mas continuamos com a 'folha limpa'!!!

Na próxima jornada, em Braga, podemos mesmo festejar o título, a duas jornadas do fim!!!

Benfica ....... 9
Braga ......... 3
Belenenses ... 3
Sporting ...... 3


Os grandes andam agitados...

"1. Há mais de vinte anos - em rigor vinte e um - iniciei a minha honrosa colaboração neste jornal. Agora complementada com a BOLA TV. Este foi sempre um jornal de referência em casa dos meus saudosos e queridos Pais. Três vezes por semana entrava - então lançado da rua por um eficiente jornaleiro - por uma janela aberta por minha Querida e Saudosa Mãe. E nos dias de chuva a janela era aberta, tão só, no instante em que se escutava a voz, bem estridente, que anunciava a chegada das notícias. Os jornais só chegavam a Viseu bem depois do almoço. E ao fim da tarde lia alguns artigos deste jornal ao meu Querido e Saudoso Pai. Desenvolvia, diziam, a leitura. Dava voz a textos fantásticos e também aprendi nomes que nunca pensei vir a conhecer pessoalmente. Menino mimado de Viseu cheguei aos dez anos a Lisboa, conheci o Estádio da Luz, frequentei com orgulho - repito com orgulho! - o Colégio Militar e, em cada domingo, tive o privilégio e o prazer de ver centenas de jogos ao vivo nos grandes palcos do futebol em Portugal. Na Luz principalmente, mas também, na companhia amável e disponível do agora Tenente André, no velho Estádio de Alvalade. Ou no lindo Restelo. Ou, até, na Tapadinha. Menos, assumo, no Oriental, no Casa Pia ou nos Olivais. Mas em Alvalade, recordo, ainda com peão e pista de ciclismo! Onde, por vezes, tinha de acompanhar, com todo o aprumo, o meu Tio Avô o Almirante Armando Roboredo, um dos orgulhosos fundadores dos Fuzileiros Navais de Portugal. Recordo por isso bem a primeira crónica, a 7 de Março de 1995. Saudando o novo diário e afirmando o desafio aliciante e a responsabilidade permanente a que me sentia vinculado. E não esqueço as palavras que o Senhor Meu Pai me dirigiu, em carta, logo nessa terça feira desse bem distante Março: «Escrever nesse jornal de referência tem de ser um acto de entrega e de profunda disponibilidade». Não esqueço nunca estas palavras. Mesmo nos instantes em que, por circunstâncias extraordinárias dos tempos que vivemos somos atingidos por dores que nos abalam mas não nos vergam. Aprendi ao longo das mais de mil crónicas que aqui escrevi que o nosso dever é dar em cada semana - agora ao domingo - sem esquecermos a nossa cor clubística, a nossa visão dos factos e dos seus pro- tagonistas. E olhar para o desporto com emoção mas sem perdermos a razão. E sentir o futebol com paixão mas sem abdicarmos da nossa visão. E sabermos que, por vezes, e perante certos acontecimentos, incluindo pessoais, o silêncio é bem mais relevante que a momentânea explosão. E graças à amizade do Doutor Paulo Cardoso regressei a esse primeiro dia. Em que bem ao lado, - diria sempre ao lado - o Director Vítor Serpa escrevia o seu editorial - sempre com o seu português perfeito e a sagacidade da análise - com o sugestivo título: «Andam os grandes agitados»... E terminava proclamando que «o Sporting é, em si mesmo, a contradição da surpresa. Possível é sempre tudo. De bom e de mau. Quase diríamos, o Sporting é um clube de aventura. Ao menos, um clube assim não conhece o tédio»!

2. Ontem como hoje! Ontem como hoje os grandes andam agitados. Num tempo de dificuldades financeiras pressentia-se que o acesso directo à fase de grupos da Liga dos Campeões seria o objectivo principal dos grandes clubes. E, aqui, e este ano, Benfica e Sporting sabem que o alcançaram. Entre nós não há a busca de uma melhor classificação final em razão de um melhor prémio financeiro interno como ocorre na renhida e atractiva Liga inglesa. Entre nós Benfica e Sporting garantiram, acredita-se, o acesso aos milhões da Liga dos Campeões, independentemente de haver razões jurídicas que limitem o acesso ao prémio desportivamente conquistado. Mas, e para além destas razões relevantes, percebemos, também no futebol, que há um regresso à soberania. Há um regresso diríamos que às fronteiras. Mais importante que a Europa é a conquista interna. Mais relevante que os milhões da Europa é o título nacional. E, a assim, a agitação interna é contagiante e apaixonante. Os grandes refugiam-se na conquista interna. O Benfica procura e busca, com fervor, o tricampeonato. O Sporting deseja e anseia pelo título. E, no meio, podendo ser determinante, o Futebol Clube do Porto, com a reeleição do seu Presidente, sente que um processo de reconstrução, é uma exigência bem imediata. Ontem como hoje os tempos estão agitados. Ontem como hoje, mas em circunstâncias bem diferentes, os grandes estão agitados. Há vinte e um anos o Futebol Clube do Porto conquistou o campeonato, o Sporting ficou no segundo lugar e o Benfica de Artur Jorge limitou-se ao terceiro lugar. E foi o ano, recordemos, em que o Benfica, após ter perdido um jogo frente ao Sporting, protesta o cartão vermelho exibido por Jorge Coroado a Caniggia. A Federação dá razão ao Benfica e realiza-se, por sinal no Estádio do Restelo, - e a 14 de Julho! - o terceiro jogo que o Benfica vence com dois golos de Edilson. Mas, sempre em agitação, a FIFA vem ordenar a anulação deste jogo e considera válida a anterior vitória do Sporting. Por vezes a idade ajuda-nos a relativizar factos de hoje. Vividos com únicos. E, até, como singulares. Mas a agitação de ontem é, com as necessárias mutações, incluindo no novo pluralismo comunicacional, também a agitação de hoje. E tendo sempre presente, tal como Miguel Cervantes no seu imortal Dom Quixote, que «a história é émula do tempo, repositório dos factos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro»! Advertência do futuro, sublinho!

3. O Benfica joga hoje em Vila do Conde frente a um aguerrido e bem comandado Rio Ave. Jogo onde se devem conjugar humildade com superação. Vontade com fé. Crença no valor e partilha com os milhares de benfiquistas que vão dar cor, e vida, a Vila do Conde. Há vinte e um anos o Rio Ave não disputava o principal campeonato. Participa, sim, na época 96/97 e nas seguintes. E foi crescendo internamente e já ganhou projecção europeia. Recordo que nesse meu primeiro artigo neste jornal falava das competições europeias e referenciava clubes que tinham chegado aos quartos de final. Alguns deles continuam no topo, como Benfica, Barcelona, Juventus, Bayern, Porto, Arsenal ou PSG, entre outros. Mas alguns desapareceram, incluindo das principais competições internas, como o Parma, o Auxerre ou o Saragoça. Também no futebol há ciclos e mudanças. E muitas agitações. E, entre nós, os grandes andam mesmo agitados...."

Fernando Seara, in A Bola

O jogo mais importante

"Há muito tempo que a deslocação do Benfica a Vila do Conde surgia no calendário como o momento mais importante no sprint final entre os rivais. O jogo frente ao Rio Ave pode ser mesmo a chave do campeonato porque é o último que os encarnados fazem antes da visita do Sporting a casa do FC Porto. Isto é: em caso de triunfo hoje à noite, o Benfica passa a ter apenas mais uma deslocação a realizar (Marítimo) e ficará de imediato com a certeza de que os leões vão entrar no Dragão em desvantagem pontual com tudo o que isso pode implicar.
Se, pelo contrário, os bicampeões escorregarem no 'Estádio dos Arcos', como aconteceu na época passada, a história muda de imediato: o jogo mais importante do campeonato deixaria de ser o Rio Ave-Benfica 'de ontem' e passaria a ser o FC Porto-Sporting 'de amanhã'. É assim que está a Liga mais emocionante dos últimos anos. O jogo de Alvalade terminou com uma vitória burocrática da equipa de Jorge Jesus. Depois do Moreirense, o União da Madeira. Duas exibições fraquinhas onde pouco se aproveitou para além dos 3 pontos. Ou dos 6. Para vencer no Dragão, como é evidente, será preciso muito mais.
Cada conferência de imprensa de Rui Vitória serve para consolidar a ideia de que o treinador do Benfica tem uma tranquilidade inabalável. A expressão captada pelas câmaras da BTV quando Pizzi fazia aquele atraso de bola, no jogo com o Vitória de Setúbal foi um dos raros momentos da temporada em que Rui Vitória se deixou levar pela emoção. O normal é a frieza no raciocínio e as palavras bem medidas. Na véspera de um jogo tão decisivo como este Rio Ave-Benfica, o treinador dos encarnados falou aos jornalistas como se hoje se fosse disputar apenas mais um desafio do Torneio Guadiana. Quem sabe se não é neste controlo emocional que está o segredo..."

O caso Cardinal e o que há de vir

"Isto promete: o próximo elenco do Conselho de Disciplina da FPF, que será presidido por José Manuel Meirim, vai com toda a certeza encontrar em cima da mesa - no imediato ou no decurso do mandato - um complicado processo. Refiro-me às consequências desportivas do denominado 'caso Cardinal', que tem o antigo vice-presidente do Sporting, Pereira Cristóvão, como arguido já oficialmente acusado pelo Ministério Público da prática do crime de corrupção activa.
 E porque é que a coisa promete? Porque em causa estão o Sporting, um dos grandes clubes portugueses, e o cumprimento da legalidade em vigor na Liga, que no ponto primeiro do seu artigo 62.º do regimento disciplinar determina «a descida de divisão para o clube que através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa, ou de qualquer outra vantagem patrimonial para qualquer elemento da equipa de arbitragem ou terceiros, directa ou indirectamente, solicitar a esses agentes, expressa ou tacitamente, uma actuação parcial e atentatória do desenvolvimento regular de jogos (...) em especial com o fim de os jogos decorrerem em condições anormais...»
Basta de teoremas. Já todos perceberam a gravidade dos actos imputados a Pereira Cristóvão mas impõe-se aguardar pela decisão dos tribunais civis. A questão, portanto, há de ter direito ao seu momento mediático e às polémicas entre os interlocutores rivais. A suprema ironia, por ora, revela-se nesse persistente discurso leonino que visa colocar o clube a níveis de reputação sobrenaturais, qual arauto da moralidade carregado de nobreza em dose com que nenhum outro da praça foi à nascença brindado!...
Repito: a coisa promete. Muito."

Paulo Montes, in A Bola

Benfiquismo (LXXXIV)

Sobre o olhar protector do Rei

Vamos a eles...

sábado, 23 de abril de 2016

No bom caminho...

Benfica 35 - 22 Fyllingen Bergen
(16-9)

A onda vermelha no Andebol, continua!!!
Recordo que o ano passado, jogámos com estes Noruegueses, nesta mesma competição, vencemos os dois jogos (ambos na Luz), mas com resultados muito apertados!!! Hoje, só vamos com 13 golos de vantagem para Bergen !!!

Mesmo sem o Ales, com o Mitrevski sem sair do banco (grande jogo do Figueira), atacámos bem, mas na minha opinião, defendemos muito, mas mesmo, muito bem... Os Noruegueses têm um jogador acima da média, e rematam quase sempre dos 9 metros, mantendo esta intensidade defensiva, não devemos ter problemas na 2.ª mão no próximo Sábado...
Estamos com meio-pé na Final...

Mais um passo de gigante, rumo ao título...

Valongo 4 - 5 Benfica

Este era o jogo em que os nossos adversários 'acreditavam' que nós podiamos escorregar! Como de costume, os jogos do Benfica em Valongo nunca são 'normais'... É verdade que já houve 'roubos' muito maiores, mas hoje a inclinação esteve lá, desde do 1.º minuto...
Ainda sem o Nicolia, a equipa soube reagir... só com muito coração seria possível ganhar este jogo, e foi isso mesmo que aconteceu...

Início do Play-off...

Benfica 96 (1) - (0) 61 Lusitânia
27-18, 20-23, 26-8, 23-12

O cansaço do Lusitânia 'ajudou', mas neste jogo tivemos os dois Benficas: o que deixa os adversários disputar o resultado na 1.ª parte; e o Benfica avassalador na 2.ª parte...!!!

1-0 na entrada nos Paly-off's, espera-se o 3-0 nos próximos dois jogos!

Desilusão...

Benfica 2 - 3 Fonte do Bastardo
30-28, 19-25, 25-20, 19-25, 13-15

É muito frustrante acabar a época desta forma. Ganhámos a Supertaça, ganhámos a Taça, estivemos muito bem na Europa, ganhando inclusive em Itália... e agora, perder um Campeonato na negra por 2 pontos, é frustrante!

É verdade que a Fonte acabou por ganhar com justiça, o Benfica praticamente 'abdicou' dos dois jogos na Terceira, e hoje cometemos demasiados erros, principalmente no 4.º e 5.º Set... Também é verdade que o Russo, sozinho, fez a diferença, mas em condições normais o Benfica tinha dado a volta...

Nem tudo está bem quando se ganha tudo, e nem tudo está mal, quando se perde... mas é evidente, que o Benfica o plantel desta época, perdeu qualidade na Distribuição e nos Centrais... com a Fonte a manter o investimento, o Benfica terá que se reforçar...

PS: Independentemente do que se passou hoje, será que os jogadores e principalmente o treinador da Fonte, são imunes aos Cartões?!

Juniores - 8.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 1 Rio Ave
Alfa, Zé Gomes


Finalmente, uma vitória...

Meia dúzia de almofadas

"Sob o patrocínio do Sporting decorreu a meio da semana o 'congresso internacional sobre o futuro do futebol' que serviu lindamente o que dele se pretendia. É verdade que as comunicações passaram praticamente despercebidas mas, à entrada e à saída dos trabalhos, figuras de proa do Estado verde-e-branco correram a todos os microfones para debitar mais umas quantas desconsiderações ao Benfica. Foi, assim, um sucesso o tal congresso sobre o futuro do futebol que, para os seus organizadores, seria certamente um futuro bem mais risonho se (foi esta a conclusão a que chegaram) o vizinho do lado não existisse.
Mas existe e lidera o campeonato depois de se atrever a recuperar dez pontos a quem já se anunciara campeão um mês e meio antes do Natal. "Olhem bem para nós que não vamos sair do primeiro lugar!" Lembram-se?
Voltemos ao congresso, na esperança de que tenha produzido conclusões relevantes sobre os tormentos que afligem o futebol neste mísero presente. A justiça, ninguém duvide, tem de melhorar muito. Desconhece-se se, porventura, algum dos congressistas abordou o tema das penas disciplinares a aplicar no futuro a um clube cujo vice-presidente, entre outros mimos, se veja acusado de corrupção activa por devassa de dados confidenciais de 196 árbitros de futebol.
Como se decidirão estes casos no século XXII? O clube desce de divisão ou, por exemplo, não desce de divisão? E o suposto vice-presidente é ou não é irradiado? E se já não estiver no activo, poderá vir a ser homenageado com um jantar de desagravo? E o que pensa sobre isto tudo o presidente da Liga, que até foi árbitro? Pois sobre estes temas capitais, nada, silêncio. O que se ficou a saber é que, no futuro, o presidente do Sporting tem "duas almofadas" para fazer face à despesa com a Doyen. Almofadas, na realidade, não têm faltado nestas jornadas finais do campeonato. Por força das circunstâncias -ou será mania? -, os adversários desmaiam antes de jogar com o Sporting. O Belenenses esvaiu-se em guerras internas de dirigentes. O Marítimo debilitou-se em arrufos entre jogadores e para hoje já está confirmado o empalidecimento do União da Madeira que, por ser do seu interesse, apresentará uma equipa menos garrida em Alvalade.
Somadas às almofadas da Doyen, já vai quase em meia dúzia de almofadas. Carrega, Benfica, que o Rio Ave é que é do nosso campeonato!"

Benfiquismo (LXXXIII)

1 de Dezembro de 1954
Inauguração da Catedral...

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Sem armadilhas em Vila do Conde

"O último jogo, na passada segunda-feira, contra o Vitória de Setúbal, levou o mais calmo adepto ao desespero. Sofrer um golo aos 14 segundos foi o tónico para uma meia hora de sonho, do melhor que se viu esta época. Depois de se conseguir a reviravolta no marcador, não percebo porque não se procurou o terceiro golo com a mesma intensidade, para aí sim, poder baixar o ritmo com a segurança do resultado. A equipa foi perdendo força e lucidez e aquele atraso de Pizzi a isolar o quase rico avançado do Setúbal fica na memória como o momento da época.
Fiz a viagem Lisboa-Porto em processo de descongelamento. Se repetirmos os primeiros 30 minutos da Luz durante o jogo de Vila do Conde estaremos muito perto do objectivo.
Neste campeonato, sem erros de arbitragem, já teríamos oito pontos de avanço do segundo classificado, mas sabemos que será assim até ao fim, só ganhando os jogos todos seremos campeões.
Moreira de Cónegos foi mais um episódio repetido, daquilo que começou no primeiro jogo contra o Tondela ao minuto 94. Mas o Benfica optou por não protestar, por tentar jogar bem e fazer a sua parte ganhando os jogos. É um caminho civilizado, veremos o resultado.
Vila do Conde parece ser o palco mais difícil de toda a empreitada que nos falta. Todos esperamos que reapareça o melhor e mais consistente Benfica nos Estádio dos Arcos, que nos consiga pôr a salvo de armadilhas e percalços. Esse é o rumo do 35.
O apuramento para a final do play-off de andebol, vencendo um Porto que vinha de um período hegemónico na modalidade, é mais uma página de luxo do nosso ecletismo vencedor. Quarta-feira na Luz, com um ambiente fantástico, houve uma grande vitória de quem defende essa tradição ecléctica e vencedora no Benfica.
Pode haver mais páginas para escrever este fim de semana."

Sílvio Cervan, in A Bola

Jogo ingrato...

Ugra 4 (3) - (2) 4 Benfica

Não éramos favoritos, o orçamento de 12 milhões dos Russos assustava...!!! Tivemos uma abordagem paciente e humilde no jogo... Ser eliminado nunca seria um 'crime' e pensar em vencer numa potencial Final com o Inter a jogar em casa, seria sempre, em qualquer circunstância, algo de transcendental...

Dito isto, voltar a perder nos penalty's numa Final Four, é muito, mas mesmo muito frustrante!!! Em 2010/11, também perdemos o jogo do 3.º lugar em penaltys, parece que se está a formar mais uma 'tradição'!!!
Por acaso até entrámos bem no jogo, com remates fáceis, objectivos, e a dar muito trabalho aos Russos. Com a 'rotação' o Ugra meteu as suas principais armas, e tivemos algumas dificuldades, com algumas falhas graves de marcação, mas o Juanjo foi nos mantendo no jogo... Mesmo jogando mais atrás, criámos sempre perigo... Até que marcámos...
Sofrer o golo do empate, nos primeiros segundos da 2.ª parte foi frustrante... quando sofremos o 2.º golo, num canto, muito mal defendido, a equipa podia ter perdido a cabeça... mas, não! Voltámos a empatar, de bola parada... E mais uma vez, numa desconcentração, segundo depois de empatar, permitimos ao Ugra passar para a frente...
A meio do 2.º tempo (estava 1-1), o guarda-redes do Ugra, foi bem expulso... mas o Benfica foi extremamente incompetente a atacar o 4:3 !!! Não marcámos, e a melhor oportunidade foi mesmo dos Russos!!! Assim, quando o Benfica arriscou o 5:4 no final, fiquei desconfiado, mas desta vez, resultou, com o Jefferson a encostar ao 2.º poste...
Grande entrada no prolongamento... mas mais uma vez, tivemos pouco tempo em vantagem...
Penalty's. E fomos eliminados...
Foi notório a maior capacidade técnica dos brasileiros do Ugra, além de fisicamente existir uma grande diferença de peso entre os jogadores, o Fernando e o Gonçalo foram muitos importantes a defender os Pivot's (algo que em Portugal acontece pouco, porque a maior parte das equipas joga em 4:0).
Como já referi cometemos alguns erros defensivos (2.º e 3.º golos!!!), mas fomos conseguindo manter a equipa na luta, com muito coração... como esta equipa, nos tem habituado, e é mesmo por nos termos 'aguentado' no jogo, com tanta garra, que esta derrota nos penalty's, ainda é mais frustrante...!!!

Com os super-investimentos Russos e Espanhóis (além dos nossos vizinhos Lagartos!!!), não será nada fácil o Benfica voltar a vencer o título máximo...

No Domingo vamos disputar o 3.º lugar, quase de certeza com os Italianos do Pescara, é um daqueles jogos ingratos, mas no Benfica joga-se sempre para vencer...

A sorte e a "sorte"

"Vale tudo! Se alguém, um dia, se dedicar a escrever a história deste campeonato, recomendo que evite dedicar um capítulo à vertente comunicacional. Já perdi a conta às tentativas "leoninas" de destabilização do Benfica e tenho que lhes reconhecer a criatividade e a insistência, tendo em conta a ineficácia total. Passo o exagero, têm mais ideias que doadores para o pagamento da construção do pavilhão.
Na semana passada foi a sorte, referindo-se aos triunfos Benfiquistas no Bessa e em Coimbra, eles que vão já em 11 jogos, no presente Campeonato, ganhos pela diferença mínima, um deles com a "sorte" do seu adversário contar com o Tonel, outro com a "sorte" do fiscal de linha não ter assinalado fora-de-jogo no único tento apontado, ou ainda outro pela "sorte" do árbitro ter feito vista grossa a uma grande penalidade evidente nos minutos finais, e mais um lance "sortudo" de um fora marcado um metro dentro de campo ter originado o golo da vitória. Dessa "sorte" não falam eles, que a criatividade é selectiva e desonesta intelectualmente.
Agora, a sorte voltou à baila porque o Vitória de Setúbal, na Luz, dispôs de uma boa ocasião para empatar a partida perto do final. Dos setubalenses terem concretizado um golo aos 14 segundos não reza a sorte. Nem sequer das seis oportunidades flagrantes de golo desperdiçadas pelo Benfica na primeira meia hora da partida. Foi Futebol, claro, que falar na sorte só interessa se servir os interesses de quem, por não ser Benfiquista e torcer por um clube que faz pouco pela sua sorte, mas muito pela "sorte", merece ter somente azar.

P.S.: A causa do vídeo-árbitro, esta semana, não teve sorte."

João Tomaz, in O Benfica

Mais do que um jogo


"Faltam quatro.
Apenas quatro jornadas para o fim de um dos campeonatos mais empolgantes dos últimos anos, e, provavelmente, o mais importante da última década. Cada jogo é uma "final", como há muito afirma Rui Vitória.
Mas a "final" deste domingo é especial, e pode definir muito mais do que os três pontos em disputa. Pode muito bem ser a verdadeira "final". O momento chave na decisão do título. O Cabo da Boa Esperança na rota para o Marquês.
O Rio Ave está em 5.º lugar, a lutar arduamente por uma vaga na Liga Europa (os adversários seguintes estão do 10.º lugar para baixo, e já sem objectivos). O estádio do Rio Ave é difícil, e tradicionalmente problemático para o Benfica (ainda na época passada lá perdemos). O Rio Ave tem uma equipa muito coesa, onde pontuam jogadores emprestados pelos nossos rivais. O treinador, excelente, diga-se, é também ele um antigo jogador do Sporting, valha isso o que valer. A equipa vila-condense apresenta-se praticamente na máxima força (apenas Roderick não jogará). Esta jornada antecede um FC Porto-Sporting, cuja abordagem em muito depende do que se vier a passar em Vila do Conde. Não são precisos mais condimentos para olharmos para a partida de domingo como uma das mais importantes da temporada.
O jogo com o V. Setúbal evidenciou algum desgaste da nossa equipa. Após tão exigente compromisso europeu, não seria de esperar outra coisa. Felizmente, chegou para vencer.
Agora, com uma semana de repouso, teremos de entrar "a matar" no Estádio dos Arcos, como se de cada lance dependesse toda uma vida. Só assim podemos trazer a vitória. Só assim chegaremos ao 35.º."


Luís Fialho, in O Benfica

Respeito

"Ai que horror, o Benfica só ganhou por um golo ao Vitória de Setúbal. Atirem já abaixo o Carmo e a Trindade porque o Bicampeão sofreu para conseguir os três pontos. Inacreditável. É só isto que consigo escrever depois do que li e ouvi no dia seguinte à 25.ª vitória do SLB em 30 jornadas de Campeonato. 
Cinco dias após um jogo quase épico com o Bayern de Munique, sofre-se um golo aos 14 segundos de jogo e dá-se a volta ao resultado em 25 minutos, com um nível de Futebol que mais nenhuma equipa portuguesa mostrou até agora. Consegue-se a vitória com uma exibição tristonha na segunda parte e, de repente, aponta-se o dedo? Mas está tudo doido? Estamos a quatro jogos da conquista do Tricampeonato e, como mostraram os quase 55 mil na segunda-feira, agora é apoiar até ao fim.
É isso que vai acontecer no Estádio da Luz de Vila do Conde no próximo domingo. Não vai ser fácil, como já sabemos. São os prémios por vitória, as limpezas de amarelos, os ódios de estimação, o clubismo dos treinadores... está tudo preparado. Não é isso que nos vai afectar nesta hora da verdade. Nem isso, nem os golos em fora-de-jogo para manter o Sporting na corrida.
O Bicampeão já mostrou que é superior a tudo isso. E vai continuar a fazê-lo. Com a cultura de vitória, com o hábito de ganhar, com os estádios a encher por onde passe, o Glorioso tem que estar imune às críticas e seguir em frente. A caravana passa sempre."

Ricardo Santos, in O Benfica

Os regulamentos são para cumprir?

"O futebol português tem melhorado em muitos aspectos mas sente-se que ainda há muito por fazer. E não é por falta de regulamentação que as coisas não correm melhor. Por exemplo, uma situação que tem servido para crispar o ambiente passa pelas dúvidas levantadas, em múltiplas ocasiões, antes dos jogos, quanto aos árbitros nomeados. Trata-se de uma circunstância prevista e punida pelo regulamento disciplinar e, nem assim, os prevaricadores são punidos. Imagine-se que era dito o que tem sido proclamado sobre os árbitros no contexto de uma competição europeia de clubes. A mão seria célere e pesada. E é por isso que ninguém pia em relação às escolhas da UEFA, deixando os árbitros mais à vontade e o ambiente desanuviado... Mas há mais: está indicada uma nova equipa para o Conselho de Disciplina da FPF, liderada por José Manuel Meirim (boa sorte!) que deverá ser diferente, pela pedagogia, daquela que agora se despede. Teria sido do interesse comum que fossem explicadas à opinião pública as razões jurídicas que levaram, por exemplo, a que a terceira expulsão da época de Jorge Jesus tenha sido punida com um punhado de euros; e que Petit, também expulso, tenha apanhado 25 dias de suspensão. Não alinho, por um instante, em teorias da conspiração, nem em influências estranhas. Mas tenho a firme convicção de que os adeptos merecem ser esclarecidos, com frontalidade, por quem toma as decisões. Derradeira questão: será que na próxima época a Liga vai fazer alguma coisa no âmbito do controlo de qualidade dos relvados? O estado de calamidade pública devia ser decretado..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Benfiquismo (LXXXII)

Grandes recordações...
nos locais mais inesperados!!!

Londonderrey, Irlanda do Norte, 1989
Foi aqui que começou a caminhada até à Final de Viena!