Últimas indefectivações

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Triunfo tranquilo


"Em destaque na BNews, a vitória do Benfica, por 3-0, ante o AFS, numa partida marcada também pelo regresso à competição de Bah após longa paragem devido a lesão.

1. Três pontos conquistados
José Mourinho elogia a exibição e realça a importância do triunfo: "Continuamos nesta caça ao ponto e a fazermos a nossa obrigação, que é, independentemente da classificação, dar o máximo e ir atrás de pontos. Com uma 1.ª parte que acaba com o jogo e, depois, com uma 2.ª parte melhor da parte do AFS, e mais tranquila da nossa parte, baixando ritmos, tendo sempre o jogo controlado e estando sempre perto de fazer mais um golo ou outro."

2. Regresso feliz
Bah partilha a felicidade por ter voltado à ação: "Ainda há um longo caminho a percorrer, mas senti-me muito bem nos treinos e senti muita falta disto. É emocionante porque há muito trabalho por trás. Estou muito feliz por estar de volta e em casa."

3. Man of the Match
Veja as melhores jogadas de Schjelderup, considerado o Homem do Jogo.

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os três golos marcados pelo Benfica ao AFS.

5. Nova camisola
O Benfica estreou uma nova camisola na partida com o AFS, desenvolvida em colaboração com o artista português Vhils.

6. Inexplicável
Contra o Benfica, penálti. A favor, já não é. Afinal, qual é o critério?

7. Últimos resultados - formação
A equipa B do Benfica perdeu, por 1-0, na visita ao Torreense. Os Juniores empataram 4-4, com o FC Porto. E os Juvenis empataram a uma bola (1-1), na deslocação ao Real SC.

8. Outros resultados
Nos masculinos, o Benfica obteve vitórias em andebol (23-43, Arsenal Clube da Devesa), hóquei em patins (3-1, Sanjoanense) e voleibol (3-0, GC Santo Tirso) e sofreu uma derrota no polo aquático (5-13, Clube Fluvial Portuense). Nos femininos, as águias obtiveram triunfos em andebol (34-26, Gil Eanes; 34-14, Juve Lis), hóquei em patins (1-2, Escola Livre) e polo aquático (22-14, Clube Fluvial Portuense). Em futebol, vitória, por 0-4, no Algarve frente ao Damaiense.

9. Jogos do dia
Hoje jogam três equipas femininas do Benfica: em voleibol, embate com o Sporting, às 15h00, na Luz; em hóquei em patins, deslocação ao CENAP (18h00); e, em futsal, visita ao Nun’Álvares (20h00)."

DAZN: Bundesliga - R23 - Golos

VOLTOU A CENSURA VAMOS ÀS RAZÕES


"1. Em julho de 2021 fui convidado por um grande jornalista, um jornalista à antiga, respeitador da opinião, promotor da liberdade nas páginas dos jornais, amador da diferença de pontos de vista, de seu nome Carlos Pereira Santos, entretanto falecido, fui convidado, escrevia, para assinar uma crónica semanal enquanto Benfiquista para a edição de domingo de "O Jogo". Explicou a enorme miserabilice do valor de que o jornal dispunha para pagar pelo trabalho e assegurou: "Tens total liberdade para escrever o que entenderes, podes criticar todas as semanas o Pinto da Costa, ninguém te censurará, só não podes faltar ao respeito nos termos que usares para escrever."

2. Em 242 crónicas que escrevi jamais o jornal me contactou para me dizer que tinha pisado qualquer risco relacionado com o racismo ou qualquer outra forma de discriminação - e é fácil constatar porquê: as crónicas estão publicadas, podem-nas passar todas as 242 a pente fino na procura de algum sinal, de algum termo ou de alguma ideia, por ténue que seja, que permita a alguém conotar-me com o abjeto racismo.

3. Ontem, já depois de ter mandado a crónica 243, depois do jogo do Benfica como sempre fiz em vésperas de saída do jornal, detetei no meu email uma mensagem do diretor do jornal a dispensar liminarmente a minha colaboração. Disse que me tinha tentado contactar, no meu telemóvel não existem registos de chamadas não atendidas da rede móvel ou no WhatsApp.

4. É feio ao fim de quase cinco anos de uma colaboração sem mácula dispensar alguém sem previamente o ouvir sobre o assunto que alegam incomodá-los, de mais a mais porque, como reconheceu o diretor do jornal na troca de mensagens de email que depois teve comigo a este propósito, me considerava "um dos melhores cronistas do jornal".

5. É fácil concluir que a polémica desencadeada por uns pulhas acerca do meu suposto racismo por causa das posições que tomei sobre o caso Prestianni, foi o pretexto a que se agarraram para por ponto final à colaboração de um cronista incómodo para o clube que a linha editorial do jornal defende. (Voltarei ao assunto dos pulhas muito em breve.)

6. O mesmo fizeram com o sportinguista Manuel Moura dos Santos, que também viu liminarmente suspensa a sua colaboração com o jornal, igualmente ontem, com um pretexto ainda mais absurdo do que o meu, mas, curiosamente, o Manel no programa da noite de sexta-feira do canal V+ havia feito a defesa do meu caráter antirracista, ele que, ao contrário dos pulhas que procuraram fazer o assassinato do meu caráter sem alguma vez me terem conhecido, priva comigo há mais de trinta anos, conhece-me de ginjeira."

Código de Insultos !!!

Mau carácter... existem em todas as cores!!! Novos-ricos, sempre foram os mais cagões!!!

Muito grave o que se passou em Braga... autoridade sem tino, é um péssimo indicador!!!

Nem o Vhils escapa ao Lupin!!!

Qual é o critério?

Benfica FM: Obra-prima...

COM TODA A NATURALIDADE


"BENFICA 3 - 0 Aves

Pré-jogo 1.
Salvé o regresso de Bah após tanto tempo. Sejas bem regressado, craque!

Pré-jogo 2.
Muito bom ver um jogo começar de dia - e que dia primaveril.

Pré-jogo 3.
Com o bom amigo Benfiquista Luís Ferreira, perguntem-lhe pelo meu "miserável racismo", sff, ele responderá.

LA LA LA
LA LA LA LA
FORÇA BENFICA,
VENCE POR NÓS!

00 revolução no onze: Bah, António, Zé Neto, Barrenechea, Ríos e Sidny, carrega!
10 um-zero: mas que regresso do BAH! Defesa direito a concluir com regarga na pequena área? Entrou com o gás todo. Outro que entrou a todo o gás: Schjelderup.
25 golo cedo, toada morna no jogo.
28 Rafa, sozinho, trivela para defesa apertada do redes. Toma lá canto, toma lá golo, dois-zero: muito bem BARRENECHEA de pé esquerdo
34 grande transição, Schjelderup que está a entender-se às mil maravilhas com Pavlidis, isolou-o para mais um tiro ao boneco
35 apitador deixou jogar - bem! - e depois ficou esquecido no bolso um amarelo mais que garantido... se o homem fosse competente
38 Sidny muito individualista e a perder muitas bolas...
42 shôr VAR, faça lá o favor de não tirar esta obra prima ao RAFA. Não tirou: três-zero!
46 Otamendi no banho, dupla da formação - Tomás e capitão António - no eixo central da defesa 58 e os amarelos que não saem do bolso do homem!
60 esta segunda parte não ata nem desata e a gente com vontade de ver mais golos
67 Sidny no ferro e na recarga vai ao braço do defesa. VAR está um tempão para decidir que não - estamos habituados
80 o Anísio hoje vai ter mais minutos. Pavlidis, mesmo sem golos, tributado na saída, trabalhou muito
58.784 na Catedral
84 espero que o Trubin tenha trazido o pacote das pipocas, o filme não está de fechar o comércio, mas ele não tem sido mais do que um mero espetador
90+4 ponto final, mais três pontos, poupámos o Aves a uma goleada das antigas, rodámos a equipa, siga para Madrid!"

Benfica encontrou tranquilidade no meio do furacão


"No final de uma semana marcada pelo caso Prestianni-Vinícius Jr., os jogadores do Benfica não tremeram emocionalmente e a vitória por 3-0 frente ao AVS terá sido mesmo uma das mais tranquilas da época. Alexander Bah regressou mais de um ano depois e marcou o primeiro golo dos encarnados, que continuam a 3 pontos do Sporting

Honra seja feita aos jogadores do Benfica. Essencialmente por, no meio do furacão onde o clube se meteu na última semana, terem reagido a tudo de forma diametralmente oposta à dos responsáveis da equipa, do presidente ao treinador, até a quem quer que tenha tido a brilhante ideia de colocar aquele vídeo nas redes sociais sobre distâncias e o que podem ou não podem ter ouvido adversários a sair ou não da boca de Prestianni.
José Mourinho, na antevisão que resolveu ofertar apenas ao canal oficial do clube, falou de um momento difícil de gerir emocionalmente, mesmo amenizado, seguramente, por Prestianni estar castigado e assim impedido de jogar frente ao AVS, evitando assim decisões moralmente complexas. Pelo menos para já.
Se foi difícil de gerir - e face à proporção internacional que o caso Vinicius Jr. ganhou, não há como não acreditar - não se notou em campo. O Benfica, ou pelo menos os seus futebolistas, souberam encontrar a tranquilidade no meio do furacão, tratando bem cedo de descansar os adeptos, com o 3-0 final a ser construído ainda na 1ª parte.
Promovendo uma primeira titularidade ao campeão mundial sub-17 José Neto e o regresso de Bah, mais de um ano depois de uma grave lesão, José Mourinho geriu também desportivamente. A meio campo, regressaram Enzo Barrenechea e Richard Ríos, um risco face à coerência de Aursnes e Leandro Barreiro nos últimos jogos - e ao que os dois primeiros não produziram antes disso. Sem Prestianni, Sidney subiu para o lado direito. E não terá sido por acaso que o Benfica afunilou o jogo essencialmente para o lado esquerdo, onde Schjelderup se exibiu com o diabo no corpo.
Os pés do norueguês fabricaram boa parte dos lances que permitiram ao Benfica resolver a questão bem cedo, frente ao último classificado, é certo, mas uma equipa a subir de rendimento com João Henriques. Depois de uns primeiros minutos de dificuldades em encontrar vias para a baliza, aos 10’ Pavlidis veio ao lado esquerdo, Schjelderup tentou o túnel e foi feliz, com o grego a aproveitar o espaço magicado para rematar. Adriel travou o tiro, mas Bah apareceu na área para a recarga. Numa semana com tantas manchas e porradas na alma do futebol, um golo do dinamarquês, depois de um longo calvário, ameniza algumas dores - apesar de tudo, o futebol dá-nos mais histórias de esperança do que o contrário.
Sem medo de ir para cima dos adversários, Schjelderup ia continuando a sua busca pela recuperação moral do futebol. Aos 16’, ofereceu novo golo a Pavlidis, que rematou ligeiramente ao lado. Rafa, também vagabundo, a aparecer tanto à esquerda como pelo meio, quase marcava de trivela depois de tirar Devenish da jogada, com Adriel atento. O Benfica não tinha dificuldades em criar, nem em visar a baliza. O AVS, ofensivamente, nem tinha oportunidade de tentar.
Do canto consequência do momento de levantar o estádio de Rafa, nasceu o canto que deu ao Benfica o 2-0. Richard Ríos ganhou a primeira bola, colocou-a no coração da área, onde apareceu Enzo, bem a sair da marcação com a receção, rematando a contar. Aos 30 minutos, o Benfica estava no controlo absoluto da narrativa. Em campo, claro. Schjelderup, com mais quilómetros de túneis do que o Marão, insistia em oferecer golos a Pavlidis, que ia desperdiçando a boa vontade nórdica.
Não marcou Pavlidis, marcaria Rafa, o seu primeiro golo desde o regresso à Luz e da forma mais Rafa possível. Numa jogada que começou num imenso remate de Schjelderup, o lance seguiria para Sidny e depois para Rafa, a marcar de letra. Na sua aparente ausência, o antigo internacional português soube, ao mesmo tempo, matar o jogo e dar força de lei ao equipamento utilizado pelos encarnados, da autoria de Vhils, uma homenagem ao futebol de rua.
Olhando para o outro lado, só uma debacle épica mudaria o filme do jogo. A 2ª parte foi, por isso, jogada a um ritmo mais contido, com o Benfica a controlar e gerir com bola e a reservar forças para o embate de Madrid a meio da semana, que será uma guerra física e psicológica. Descansou Otamendi e Pavlidis, Diogo Prioste, Anísio Cabral e Ivanovic tiveram minutos, tal como Lukebakio, a regressar de lesão.
Pelo prisma competitivo, não houve consequências do que se viu na Luz na última terça-feira. Em tudo o resto, dificilmente."

Jogo colorido e muita arte antes da ida à 'Casa Blanca'


"José Mourinho calculou o risco, jogou dois jogos e venceu o último da Liga. Schjelderup e José Neto em grande nível e Rafa Silva com um golo belíssimo na técnica. A Luz voltou à normalidade

A normalidade voltou à Luz, depois de Vinícius e Prestianni terem deixado tudo do avesso e aos gritos. O Benfica somou o 38.º jogo sem perder no campeonato, mas, mais do que isso, venceu de forma clara, «descansou» para quarta-feira, com Mourinho a assumir, com as suas escolhas, que neste sábado ia jogar dois jogos. Um frente ao último classificado da Liga e, o outro, a segunda mão da Champions com o Real Madrid.
Em teoria, este era o melhor jogo que o Benfica podia ter após os acontecimentos com os merengues e na véspera de visitar o Bernabéu. Na prática, também o foi. Mourinho, recorde-se, até começou a jogá-lo nos Açores, com amarelo ‘forçado’ que levou a um descanso obrigatório de Prestianni, ‘limpo’ para outras batalhas da Liga.
Com tudo isso em cima da mesa, o onze anunciava o regresso de Alexander Bah, a estreia de José Neto a titular e uma pequena revolução. As fragilidades do adversário do dia permitiam que esse fosse um risco calculado. A equipa de João Henriques entrou para o jogo a dez pontos do penúltimo fruto de várias incapacidades que mostra: de recordar, tem quatro treinadores na época, um deles, Fábio Espinho, de forma interina naquele que até foi o primeiro rival de Mourinho no regresso a Portugal.
Ainda assim, perante este contexto, o Benfica precisava de passar a teoria à prática. A execução só não foi perfeita porque os homens que vestiram de negro e encarnado falharam oportunidades imensas. Alexander Bah voltou a ser feliz, não só por voltar a jogar, mas porque assinalou-o com o 1-0, aos 11’. O golo do dinamarquês desbloqueou o duelo praticamente na primeira ocasião do Benfica e a partir daí o jogo só teve um sentido: rumo à baliza de Adriel.
Portanto, resta saber como é que o Benfica chegou lá e essa resposta também é simples: sobretudo por Schjelderup. O norueguês foi quem mais vezes levou a bola para a área contrária, ainda que o serviço tenha tido bom apoio de Pavlidis na criação, nem por isso na finalização.
Quase a seguir ao 1-0, aos 16’, o Benfica teve uma ocasião pelo grego, seguiu-se um período de calma, mas dez minutos depois começaram surgiram oportunidades atrás de oportunidades e o resultado chegou a 3-0. As águias estiveram perto do golo aos 26’, aos 29’, marcaram aos 30’ por Barrenechea, novas ocasiões aos 35’ e 43’ e neste mesmo minuto Rafa meteu um pormenor na bola e fez um golo gigantesco na arte.
Um momento sublime a fechar uma primeira parte em que o Benfica só podia lamentar o desperdício e que, para quem estivesse distraído por ele raramente estar em jogo, convinha lembrar: Trubin também equipava diferente e jogava de cor-de-rosa.
O caleidoscópio futebolístico que foi o primeiro tempo do Benfica ressurgiu no segundo. Rios desperdiçou a primeira oportunidade e as águias desperdiciariam todas as outras que se lhe seguiram. O triunfo fora garantido antes, num jogo sem história, mas com muitas histórias nele inseridas. A de José Neto, por exemplo. O jogador mais novo da Liga pode não estar pronto para o Bernabéu, mas está claramente apto para estes jogos de campeonato. Lukebakio também teve minutos para voltar a entrar no ritmo, à medida que Mourinho continuava a jogar para Madrid - tirou Otamendi ao intervalo e Schjelderup aos 71' - muito mais do que jogava para o resultado deste encontro.
Ainda apareceram Ivanovic, Anísio Cabral e Prioste, últimos protagonistas de um jogo que deixa a águia na mesma a três pontos do Sporting, a quatro do FC Porto, mas com vários apontamentos para o futuro. José Neto o maior deles."

Schjelderup foi fogo no rastro gelado de Neto


"Jovem lateral de 17 anos fez jogo exemplar e muito competente e influente nos dois meios-campos, com o norueguês a abrir o livro no plano ofensivo. Por ele, os encarnados teriam goleado o Aves SAD

MELHOR EM CAMPO: Andreas Schjelderup (8)
Se alguém perguntar onde estava escondido este Schjelderup a resposta mais correta é que estava provavelmente tapado pelas dúvidas dos vários técnicos que os treinaram. Foram as constantes saídas do onze, quando parecia arrancar definitivamente para a afirmação, que lhe roubaram o moral que o poderia ter conduzido a este nível mais cedo. Lage devolveu-o ao banco, Mourinho até o teve na lista de saídas. O primeiro e o terceiro golos foram provocados por si, respetivamente quando, primeiro, tentou furar e, depois, obrigou Adriel a uma boa intervenção, e serviu os perdulários Richard Ríos e Pavlidis em mais uma mão-cheia de situações. Aos 35 minutos, assinou um dos melhores momentos da partida quando fez a bola passar entre as pernas de um adversário antes de chegar ao grego.

TRUBIN (5) — Pouco trabalho. Na segunda parte, foi testado na concentração por um cruzamento da esquerda, a que reagiu bem.

BAH (6) — Voltou 378 dias depois de romper o cruzado e, aos dois minutos, já estava a meter o pé numa dividida. O golo, recarga a remate de Pavlidis, é prémio por todo o esforço que fez, durante mais de um ano, para recuperar. Percebe-se que lhe falta ritmo para chamar a si todo o corredor.

ANTÓNIO SILVA (6) — tarde segura, perante um adversário que desde cedo se perdeu em campo e que, quando atacou, nunca levou muitos nem teve grande discernimento. Importante a qualidade do passe para a projeção de Bah pelo corredor. Algumas bolas longas necessárias para a variabilidade do ataque.

OTAMENDI (6) — pouco trabalho, é certo, nem teve de se preocupar em empurrar a equipa para a frente, com as habituais arrancadas, porque a equipa já praticamente só atacava. Devia ter descansado 90 e não 45 minutos.

JOSÉ NETO (7) — começou a todo o gás nas sobreposições a Schjelderup, mostrando um à-vontade pouco habitual para quem tem 17 anos. Com o tempo, geriu mais a projeção, uma vez que também sobre esse lado aparecia por vezes Rafa a reclamar espaço. Duas ou três bolas longas a merecer melhor sorte ou afinação, concentrado e veloz no momento defensivo e influente nos dois meios-campos. Está mais do que pronto para a Liga e, eventualmente, ser titular desta equipa. Mesmo que o Aves SAD seja o último.

ENZO (7) — regressou disposto a morder, como gosta o treinador, procurando o desarme em carrinho e agressividade nos duelos. O passe longo, por vezes, não chegou ao destino, algo que tem de melhorar. Muito bom golo com o pior pé, a fazer a bola passar no meio da floresta de pernas à sua frente antes de bater Adriel. Muito rematador, ameaçou bisar.

RÍOS (6) — está no 2-0, servindo Barrenechea, porém a maior parte das iniciativas não lhe correu bem. Houve mais, mas os exemplos mais claros estão em duas finalizações no segundo tempo, a segunda em fora de jogo, após passes de filigrana de Schjelderup, em que não enquadrou a bola com a baliza.

SIDNY (6) — também assinou uma assistência, para o terceiro das águias, que teve caligrafia especial de Rafa, mas cada vez deixa mais dúvidas sobre o seu possível impacto no conjunto a médio, longo prazo. Melhorou na segunda parte, no entanto, voltou a mostrar dificuldades nos duelos ofensivos, abusou de cruzamentos (quando não há cabeceadores na área) e, apesar de ter chamado a si praticamente todos os livres e cantos, raramente criou situações de finalização. Ainda assim, esteve perto de marcar, ao rematar ao poste. Prestianni, suspenso, não ficou esquecido.

RAFA (6) — ainda tem a justificação da falta de ritmo, mas a sua produção resumiu-se praticamente ao (belo) golo, de letra, que marcou. Tentou ligar-se com Schjelderup (e Neto), o que deu algumas superioridades numéricas sobre a esquerda, mas não criou muitos momentos para si ou para os companheiros.

PAVLIDIS (7) — falhou golos a mais, é certo, alguns cantados, mas a dimensão do seu futebol é muito maior do que isso. Está nos apoios que faz a toda a largura, no que recupera, na forma como provoca o caos na linha defensiva contrária. Baixou no segundo tempo, mas o primeiro foi excelente.

TOMÁS ARAÚJO (6) — a qualidade de sempre com a bola nos pés. Concentrado a defender.

IVANOVIC (5) — entrou com vontade, mas vive um momento em poucas coisas lhe saem bem. Moral em baixo.

LUKEBAKIO (5) — a força de sempre no 1x1, sem grandes oportunidades criadas.

ANÍSIO (-) — nove minutos em que confirmou que atrai a bola, mas ontem não era preciso marcar.

PRIOSTE (-) — quatro minutos em campo."

Vinte e Um - Como eu vi - AFS...

Águia: AFS...

Observador: Relatório do Jogo - AFS...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Rescaldo - AFS

Terceiro Anel: AFS...

BF: AFS...

BI: Rescaldo - AFS

5 Minutos: Live - AFS

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Vermelhão: Existem provas: o Rafa sorriu !!!

Benfica 3 - 0 AFS


Vitória mais do que esperada (só não esperava a nova camisola!), com muita rotação, contra um adversário inofensivo, numa partida que deu para dar minutos, a jogadores com pouco ritmo, que estão a regressar de lesões prolongadas... e ainda deu para estrear o adolescente Alentejano Zé Neto, que foi só um dos melhores em campo!!!

Mas além do sorriso do Rafa, no grande golo que marcou, o golo do dia só pode ser o 1.º: praticamente 1 ano depois da lesão, o regresso do Bah, é uma excelente notícia! Um jogador com características muito diferentes em relação ao Dedic, e que pode ser muito útil nesta 2.ª parte da época!

Apesar da fragilidades do AFS, estava com algum receio da ausência do Aurnses, pois tem sido o Fred a dar alguma 'cabeça' ao nosso jogo, mas hoje, nem deu para sentir falta, mesmo com o Ríos longe do seu melhor... O Ríos, após este regresso após lesão, está a fazer 1 ano de época, a gestão do colombiano daqui, até ao fim da época, deverá ser feita com cuidado....

Mas o MVP, foi mesmo o Schjelderup, que com confiança, e com espaço, esteve muito inspirado. E mesmo com algumas indefinições pelo meio, foi de facto o nosso melhor jogador em campo!

Creio que a ideia dos demasiados minutos do Pavlidis, era 'oferecer-lhe' um golo, para dar-lhe confiança, mas teria sido preferível dar-lhe descanso!


Não é novidade que o Sidny não é um poço de talento, mas hoje, principalmente na 1.ª parte, tudo lhe correu mal! Parece-me que na Esquerda se sente mais à vontade, mas... Com uma potencial ausência do Prestianni em Madrid, o Sidny até poderia ser uma opção, mas a jogar assim...!!!


Mais uma arbitragem horrível, mas um delfim da AF Porto!!! Inacreditável a agressão ao Schjelderup logo no início do jogo, inacreditável o penalty não assinalado, inacreditável o critério disciplinar: como é que é possível o AFS terminar o jogo sem Amarelos, após uma quantidade absurda de faltas táticas, com agarrões constantes?!!!


Agora, mais uns dias a aturar as pitas histéricas do Real Madrid, e as suas congêneres Brasileiras, do Gang Vini!!! Mais uns dias a falar do Prestianni e afins!!! Com a derrota de hoje do Madrid, fica provado que eles estão muito longe de serem imbatíveis! É verdade que a defesa do Real na Quarta será diferente! Mas, num jogo com as 'sortes' para o nosso lado... e com uma arbitragem 'aceitável', temos hipóteses! Agora, não podemos é marcar um golo em cada 10 oportunidades!!!


Estou muito dividido na questão da utilização do Prestianni! Uma adaptação do Ríos à direita poderia ser uma solução...!!!



Injusto...

Torrense 1 - 0 Benfica


O Torrense foi melhor na 1.ª parte, principalmente nos últimos minutos, mas o Benfica dominou toda a 2.ª parte, mas quando se falha vários golos fáceis, fica
complicado pontuar!

Juniores - 4.ª jornada - Fase Final

Benfica 4 - 4 Corruptos
Umeh(2), Afonso, Pastel


Jogo absurdo, com 2-0 aos 11 minutos, ninguém pensaria que aos 59 minutos, já estávamos a perder 2-4, com vários golos absurdos sofridos... Foi preciso esperar pelos 98 minutos, para salvar a partida, com um empate, com mais um golo do inevitável Pastel, num Canto muito criativo!!!

Com a equipa principal 'longe' da Champions, é extremamente importante revalidar o tótulo de Juniores, para ingressar na Youth League, mas as coisas não estão fáceis... mesmo com alguns reforços, dos Sub23 !!!

Manter a invencibilidade...

Benfica 3 - 1 Sanjoanense

Mais uma vitória, que só não foi maior, porque dos 3 penalty0s que beneficiámos, só marcámos um, na recarga!!!

Quase capote !!!

Arsenal 23 - 43 Benfica
10-26

Parece que a Europa fez bem a esta equipa...
Realce para o regresso do Olsen, meses depois!

Rapidamente...

Benfica 3 - 0 Santo Tirso
25-14, 25-15, 25-17

Com muita rotação, vitória fácil...

Da rua para o relvado | Dahl

Terceiro Anel: Diário...

Águia: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica consegue eliminar a nuvem negra que paira sobre a Luz?

Valdo dixit...

Concorrência desleal

João Gabriel sobre Luisão...


"A primeira reação foi insensata e precipitada, o extenso comunicado 24 horas depois foi uma torpe tentativa de justificar o injustificável.
Dizer que “o Benfica é a sua segunda pele” implica agir com memória, equilíbrio e sentido de justiça. Quando se crucifica com ligeireza um colega de profissão, sem prova irrefutável, a imprudência e a leviandade tornam-se inevitavelmente parte do debate.
Em 2012, num jogo particular, Luisão agrediu um árbitro. Foi na Alemanha, frente ao Fortuna Düsseldorf. A estrutura profissional do Benfica mobilizou-se e, lutando contra a evidência das imagens, conseguiu que o castigo aplicado fosse simbólico face à gravidade do sucedido. Eu vivi na primeira pessoa esse episódio e o tudo o que se seguiu.
Catorze anos depois, a milhares de quilómetros de distância, o mesmo Luisão decide “condenar” um colega de profissão que, por acaso, veste a pele que Luisão assume agora como segunda.
A imprudência, a leviandade e a parcialidade da acusação revelam imaturidade e um défice de equilíbrio. Luisão não aprendeu nada com o que já viveu, e isso diz mais sobre ele do que sobre o que diz ou pensa.
Luisão tem, e terá, lugar na história do Benfica, mas nunca teve um comportamento exemplar enquanto atleta. Luís Filipe Vieira foi sempre atendendo às exigências do então capitão, que a cada ano fazia do contrato assinado letra morta. Vieira foi sempre aumentando salários e renovando-lhe os contratos, mesmo quando já não era primeira opção. Foi também o então presidente do SL Benfica que o integrou na estrutura do clube quando a carreira em campo acabou.
Após a detenção de Vieira, em 2021, Luisão foi talvez o único jogador que, nas dificuldades, ignorou Vieira. A falta de gratidão também define o carácter das pessoas."

Testemunho...

Ganhar ao AFS


"O Benfica defronta o AFS no Estádio da Luz, com início da partida agendado para as 18h00. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Foco na vitória
José Mourinho realça a importância de conquistar os três pontos: "Para as nossas ambições, para os nossos sonhos, é fundamental ganhar. Temos de nos focar e tentar jogar ao mais alto nível. Se queremos continuar a olhar para cima e não para baixo, temos de ganhar este jogo."

2. Na primeira pessoa
Samuel Soares, Pavlidis, Sudakov e Dahl recordam o começo no futebol de rua e revelam a sua camisola preferida.

3. Comunicado oficial
O Sport Lisboa e Benfica repudia de forma inequívoca os atos de violência registados antes do jogo de futsal entre Sporting CP e SL Benfica.

4. Últimos resultados
Registou-se um empate a dois golos no dérbi de futsal entre Benfica e Sporting realizado no Pavilhão João Rocha. No basquetebol, a equipa masculina ganhou por 110-75 à Ovarense a contar para a Taça Hugo dos Santos e a equipa feminina apurou-se para a final four da Taça de Portugal ao vencer, por 38-93, o CLIP Teams.
Nesta manhã, a equipa B visitou o Torreense e perdeu por 1-0. A equipa feminina de andebol defrontou o CDE Gil Eanes nos oitavos de final da Taça de Portugal e triunfou por 34-23.

5. Jogos do dia
Às 15h00, no Benfica Campus, há clássico dos Juniores entre Benfica e FC Porto.
Em voleibol, embate com o GC Santo Tirso na Luz (14h30). Em hóquei em patins, a equipa feminina visita o Escola Livre (16h00) e a masculina recebe a Sanjoanense (17h00). Em andebol, visita ao Arsenal Clube da Devesa (20h00).

6. Seleções
São seis as futebolistas do Benfica convocadas pela seleção portuguesa, entre as quais se inclui a novidade Pauleta. E a Seleção Nacional feminina de andebol conta com cinco atletas do Benfica.
No futebol de formação, 14 jogadores do Benfica estiveram em ação pelas seleções nacionais Sub-17 e Sub-16.

7. Bons desempenhos
Salomé Afonso é a nova recordista europeia dos 2000 metros em pista coberta. Isaac Nader estabeleceu o novo recorde nacional dos 1500 metros em pista curta.
No judo, Ricardo Mimoso é o campeão nacional júnior na categoria de +100 kg. O judoca e a coordenadora da modalidade, Telma Monteiro, estiveram na BTV.

8. Protagonista
Etson Barros, campeão Europeu de estafeta mista de cross e recordista nacional dos 3000 metros com obstáculos, é o entrevistado da semana.

9. Atividade do Museu
Conheça o programa do Museu Benfica – Cosme Damião no âmbito do 122.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica. Nota ainda para os 15 troféus acrescentados à primeira área da exposição e ao acervo mais rico com a doação de Maria José Maya, antiga voleibolista do Benfica que integrou a equipa conhecida por "Marias".

10. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV.

11. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube.

12. Casa Benfica Matosinhos
Conheça esta embaixada do benfiquismo através da lente da BTV."

O Preto, o Branco e o Pedro


"Vinícius e Prestianni merecem respeito. Não merecem que uma situação marque as suas carreiras. Merecem ser acompanhados e, se necessário, repreendidos.

Cheguei à África do Sul, pela primeira vez, no dia 2 de junho de 2010, a seis dias do início da fase final do Mundial. No aeroporto, uma placa com o meu nome e com a indicação do voo de proveniência.
Do alto dos seus quase dois metros, um sorriso aberto e um abraço sincero, que fizeram do Phillemon, até hoje, o meu melhor amigo. Pai de quatro filhos, casado há quase trinta anos, e a viver em Diepsloot, uma das townships mais povoadas dos arredores de Joanesburgo.
O Phillemon é preto. Um luzidio preto de dentes invejavelmente brancos. Fala um inglês quase tribal, mas também fala as outras dez línguas oficiais sul-africanas. Nasceu num bairro pobre, lutou pela independência financeira e conduz como ninguém. As suas mãos protegem-me, sempre que estou em paisagens sul-africanas. É um ás do pedal e da inteligência emocional.
Do outro lado ao Atlântico Sul, o Vinícius nasceu pobre e teve uma sorte na vida: pôde tentar a vida pelo lado do talento e da magia dos pés. Pensa com eles. Afinal, eles garantem-lhe um lugar privilegiado entre os eleitos. Deu nas vistas no centro de treinos com o nome de um dos maiores da História, e ele próprio percebeu que pode escrever história. Pelo corpo franzino transformado em malabarista, pela intuição e pelo olhar, pelo modo como faz da bola a sua amante, e como a conduz ao paraíso.
O Vinícius não é meu amigo, não tem de mim a ligação quase umbilical que o Phillemon conhece. Mas expandiu a sua áurea. Mostrou o futebol que lhe faz gente e a garra que o molda.
Preto, o tom e a pele do esforço, da magia… e do momento.
Aqui paramos para o olhar e para o pensar: ao vermos Vinícius vemos um pouco de cada um de nós, do nosso esforço para sermos melhores e da honra por vestirmos roupas que nos distinguem. A camisola do Real Madrid e a sua hermana da seleção do Brasil serão, decerto, motivos suficientes para nos ultrapassarmos e, às vezes, esquecermos a linguagem de gravata, mandarmos alguns à merda e ultrapassarmos, no momento, o que seria essencial: desequilibramo-nos, pronto.
Há uma linha vermelha: não devemos mentir, ainda que o afã da nossa defesa e a perceção de tal perseguição nos possa levar a uma língua leve.
Conheço Buenos Aires. A Avenida 9 de Julho só tem rival nos Campos Elísios e Gardel marca em cada ouvido o ritmo de cada memória. A cidade do tango, do ritmo, da música que tantos (até os Gotham Project, uma das minhas bandas de eleição…) definem a nossa vida e o nosso percurso.
O rapaz que, com 16 anos, três meses e 23 dias se estreou na Copa Libertadores, com a camisola do Vélez Sarsfield, dá lastro ao sonho de virar o Atlântico e despontar em Lisboa. Gianluca Prestianni Gross nasceu na Ciudadela e sempre quis ter a bola nos pés. Astro jovem, sente que a Europa é o seu palco, e está nela a dar os primeiros passos.
É dotado para a coisa, baixinho (da minha altura, aliás…), com um centro de mobilidade que lhe permite ser artista, assim a vocação o acompanhe e o ajude. Branco (de tal modo que parece saxónico), vive o jogo como poucos e empolga-se quando encontra Vinícius, três semanas depois de o palco ter sido seu, e meio minuto depois de o companheiro brasileiro lhe ter tirado o palco.
E fala o que lhe vem à boca, dirá o que não deve, procura depois o hermano, que um, argentino, e o outro, brasileiro, são uma espécie de irmãos só desafindos quando a bola rola e a rede quer abanar.
Juntam-se, na relva do estádio de um clube cujas lendas sempre escreveram história a preto e branco, Vinícius e Prestianni, num momento único de um jogo especial, em que o dinheiro e o prestígio marcam hora e definem o futuro próximo de dois velhos conhecidos e amigos. Benfica e Real Madrid sempre o foram, enquadrando a respetiva rivalidade num registo fabuloso dos dois emblemas, ao longo de tantas décadas de competição internacional.
É o futebol a falar alto. O futebol de uma herança geracional, mas de uma compreensão geopolítica transversal. O futebol que luta pelo equilíbrio, pela justiça e pela condição humana. Vinícius e Gianluca são isso mesmo: jovens, humanos, determinados, voluntariosos, defensores das suas equipas mas, acima de tudo, amantes do seu jogo. Sem o qual talvez não tivessem tido momentos únicos, talvez nunca tivessem conseguido equilíbrio e futuro nas suas vidas. 
Cresceram, os dois, em bairros periféricos do Rio de Janeiro e de Buenos Aires, com as dificuldades de sociedades ambivalentes, pouco propícias à despistagem e valorização do talento precoce. Um e outro fizeram do futebol a porta de saída de tentações e de entrada num mundo que os valorizasse, que lhes permitisse competir e ganhar peso. Tantas vezes mais como Homens do que como desportistas, tantas vezes mais pela dignidade de serem alguém que se revisse em si próprio, no seu talento e nas suas capacidades, do que sujeitados aos ditames de uma sociedade injusta, inquinada e etiquetável. 
Vini e Prestianni merecem respeito. O preto do Real Madrid e o branco do Benfica, como tantos pretos e brancos de uma e de outra equipas, de todas as equipas e de todos os continentes. Não merecem que uma situação marque as suas carreiras.  Merecem ser acompanhados e, se necessário, repreendidos. E merecem apertar a mão sempre que se encontrarem num relvado. Afinal, o palco dos seus sonhos, que o Mundo inteiro parece apostado em, tantas vezes, desequilibrar.
Entretanto, o Pedro Neves de Sousa foi alvo de cobardes. A espera e as ameaças ao jornalista da CMTV são próprias de criminosos, gente sem chão, sem bases e sem educação. O jornalismo tem de se impor perante este tipo de ameaças e de grunhos, que, para não chegarem a casa e deixarem que as frustrações caiam sobre as famílias, acham interessante desatar aos berros a quem apenas cumpre a sua missão.
No caso, e não é pouco, o Pedro é um sénior, filho de um monstro (José Neves de Sousa) e irmão de um exemplo profissional (Margarida Neves de Sousa). É sério, trabalhador e dedicado. Devia bastar. Mas, para os fanáticos da bola, foi apenas mais um saco de boxe. Tenham juízo. E, se for preciso, atrás das grades."

Dos insultos


"«O que digo é que acontece em tantos estádios sempre com o mesmo, alguma coisa não está bem.»
José Mourinho, treinador do Benfica, sobre Vinícius e o incidente com Prestianni

Vinícius Júnior é um provocador. Mourinho não o disse com essas letras todas, mas era a isso que se referia quando, a seguir ao jogo do Benfica com o Real Madrid, falou do festejo do brasileiro. O problema é que o disse depois do avançado acusar um jogador das águias de o ter chamado de «macaco». Nenhuma provocação autoriza insultos racistas — ou homofóbicos, já agora, que é o que Prestianni alega que disse a
Vinícius, como se fosse menos grave... — e o timing de Mourinho soa a desculpabilização, por muita verdade que esteja nas palavras do treinador.
Nem vou ao que aconteceu na Luz — não quero cometer o mesmo erro de Mourinho —, nem a Vini, sequer, mas é verdade que há jogadores particularmente irritantes, que estão a pedir (e na verdade é o que pretendem, para armarem confusão) para serem insultados.
Em casos como esse, sugiro que olhem para as palavras de Massimiliano Allegri, treinador do Milan, depois de empatar com o Como. «És um idiota! Uma criança que se tornou treinador ontem!», disse para Cesc Fàbregas, treinador do rival, que segurou Saelemaekers para impedir que recuperasse defensivamente.
Ou, se quisermos ser mais criativos, aqui fica o que George Best disse um dia sobre David Beckham: «Não joga com o pé esquerdo, não consegue cabecear, não desarma e não marca muitos golos. Tirando isso, não é mau.»
Chamar macaco a alguém não é só racismo, é preguiça."

'Caso Prestianni': a verdade inconveniente que ninguém quer ouvir


"A presunção de inocência está em 'guerra' com os 'tribunais' das redes sociais. Ou como o futebol é cada vez mais o espelho da sociedade

Há verdades que não admitem matizes nem notas de rodapé: o insulto é algo inadmissível. Ponto final. Seja no relvado, na bancada, na rua ou no éter das redes sociais, a violência verbal é uma chaga que urge estancar. E, quando falamos de racismo, a gravidade sobe de tom, atinge o nível do nojo, do crime. Mas nunca devemos esquecer que todo e qualquer vilipêndio é uma derrota para o desporto e para a sociedade civilizada.
Para analisarmos com a devida responsabilidade o que se passou no caso Vinícius/Prestianni, precisamos de baixar o volume da indignação cega e olhar para os factos com a lucidez que o momento exige.
Primeiro, falemos da presunção de inocência. Vivemos tempos de condenação sumária, onde o tribunal das redes sociais dita sentenças antes de lidos os autos. Ver um jogador tapar a boca enquanto fala tornou-se um gesto banal no futebol moderno — é o beabá de qualquer profissional que queira manter a privacidade do balneário em pleno campo. Transformar esse gesto numa prova automática de culpa é um salto lógico perigoso. Quando a narrativa substitui a investigação, a justiça morre. E no desporto, como na vida, não se pode condenar sem provas inequívocas.
Depois, há a questão da responsabilidade emocional. É aqui que o debate se torna mais espinhoso. Ver Vinícius celebrar com o samba no pé é um hino à alegria, à cultura brasileira, à identidade de um povo que faz da bola um instrumento de felicidade. Isso é, e deve ser, intocável.
Mas o futebol não é um vácuo. Um profissional da craveira de Vinícius tem de possuir uma inteligência emocional que vá além do drible. Num contexto inflamado, perante uma bancada que já fervia com insultos e objetos arremessados, o gesto na direção desta é gasolina no fogo. Não se trata, obviamente, de culpar a vítima (Vini é, aliás, um exemplo de coragem na luta contra o racismo), mas de exigir ao protagonista a estatura necessária para não escalar o conflito. O jogador de elite não compete apenas; tem o dever moral de não ser o agente provocador de situações que já são, por si só, limites.
Aquilo a que se tem assistido nos últimos dias ultrapassou a dimensão de um Vinícius contra Prestianni, ou de um duelo de emblemas históricos. É, infelizmente, o reflexo de uma sociedade cada vez mais polarizada, mais reativa, pronta com tochas e fogueiras a apontar o dedo, ora a um, ora a outro.
Se queremos, de facto, erradicar o racismo e a violência do futebol (e da sociedade), temos de atacá-los em todas as frentes, do insulto normalizado à provocação, do julgamento sem provas ao sensacionalismo mediático que se alimenta da clivagem. A meta não é escolher um bando. O objetivo tem de ser defender o jogo (e a civilização). Porque se continuarmos a preferir as trincheiras aos valores, o futebol continuará a ser apenas o espelho de uma sociedade decomposta. E isso... é o maior autogolo de todos."

Caso Prestianni-Vinícius: não é sobre futebol, é sobre dignidade humana


"A ironia é evidente: quando um jogador dança, questiona-se a sua atitude. Quando alguém responde com racismo, questiona-se o contexto — ou a prova.

Sou sócio do Sport Lisboa e Benfica e vivo o clube intensamente. Começo por aqui para que não haja equívocos: jamais atacarei aquela que, para mim, é a maior e mais representativa instituição desportiva do país.
O Benfica não é um episódio. Não é um dirigente. Não é um jogador. É história. É cultura. É identidade. É um símbolo que atravessa gerações. E é precisamente por isso que o que aconteceu no jogo com o Real Madrid exige mais — não menos — exigência.
O episódio entre Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni é, em si mesmo, profundamente perturbador. E torna-se ainda mais grave quando analisado à luz do ambiente que o rodeou, das reações que gerou e da complacência com que parte dele foi acolhido.
Assistimos a ruídos e gestos de macaco vindos de diferentes zonas do estádio. Assistimos a uma narrativa que transformou uma celebração numa suposta provocação imperdoável. E assistimos, no momento da substituição, a aplausos dirigidos ao jogador envolvido no ainda “alegado” gesto racista — como se ali estivesse alguém a defender a honra da casa.
Não estava. Provocação não legitima racismo. Celebração não legitima desumanização. Dançar nunca pode ser argumento para imitar um animal.
É aqui que entra a dimensão institucional. O Sport Lisboa e Benfica não pode permitir que o seu nome seja associado a qualquer forma de tolerância perante comportamentos racistas. Não por pressão mediática. Não por conveniência circunstancial. Mas porque a grandeza de uma instituição mede-se precisamente nos momentos difíceis.
Defender o clube não é fechar os olhos. Defender o clube é exigir que esteja à altura dos seus valores.
Também não me passou despercebida a postura de José Mourinho, questionando por que razão “é sempre com o mesmo jogador” e sugerindo que Vinícius Júnior deveria repensar a forma como celebra.
A ironia é evidente: quando um jogador dança, questiona-se a sua atitude. Quando alguém responde com racismo, questiona-se o contexto — ou a prova.
Há aqui um paternalismo subtil, quase condescendente — como se o problema estivesse na exuberância de quem celebra e não na intolerância de quem não suporta essa celebração. A pergunta não é “porque é sempre com ele?”.
A pergunta é: porque continua a acontecer com ele? Talvez porque talento negro, confiante e bem-sucedido ainda incomoda. Talvez porque a ousadia de festejar sem pedir licença ainda irrita quem acha que há comportamentos aceitáveis consoante a cor da pele.
O Benfica não é um problema isolado. O racismo é um problema social que atravessa fronteiras, estádios e gerações. Negá-lo é ingenuidade. Relativizá-lo é cumplicidade. Endossá-lo é crime.
Ter sócios exigentes não enfraquece o clube. Fortalece-o. Eu continuarei a ser sócio. Continuarei a amar o Benfica. Mas amar uma instituição não é idolatrá-la cegamente. É querer que represente o melhor de nós — sobretudo quando o contexto é desconfortável.
O futebol é paixão. Mas a dignidade humana está acima de qualquer rivalidade. E é precisamente por acreditar na grandeza do Benfica que exijo que, enquanto instituição de renome mundial, dê o exemplo inequívoco na luta contra o racismo e qualquer forma de discriminação.
Porque a grandeza não se proclama — prova-se. E prova-se quando os valores são defendidos com firmeza, mesmo quando é mais fácil olhar para o lado."

Geração 2030


"Que critérios deve Carlo Ancelotti adotar na escolha da lista final de 26 para o Mundial-2026? Mais foco na experiência ou na juventude? Ou num misto?

No Mundial-2010, o Brasil clamava por Neymar, 18 anos, entre os 23 convocados. Mas o selecionador Dunga optou por Nilmar, 25.
Nem sempre a torcida tem razão mas neste caso Neymar deveria mesmo ter sido chamado, não apenas por ser mais jovem, mais empolgante e, na época, mais misterioso para os rivais do que Nilmar mas também porque nas Copas os treinadores canarinhos, além de um compromisso com o presente — ganhar — e com o passado — honrar os cinco títulos conquistados —, ainda têm responsabilidades com o futuro — preparar as próximas estrelas para o palco dos palcos.
Não por acaso, nos últimos dois Mundiais conquistados, os treinadores Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari sentiram-no: no tetra, em 1994, estava lá, mesmo sem entrar em campo, Ronaldo, 17 anos, chamado de Ronaldinho porque havia outro Ronaldo, o central Ronaldão; no penta, em 2002, foi a esse Ronaldo, já chamado de Fenómeno e com dois Mundiais disputados no currículo, que coube a tarefa de abençoar Kaká, 20 anos, melhor jogador do planeta cinco anos depois.
No tri, em 1970, Mário Zagallo deu a alternativa a jogadores como Paulo César Caju, Marco Antônio ou o guarda-redes Leão, todos com 20 anos — este último não jogou um minuto sequer mas seria titular em 1974 e 1978 e ainda faria parte do grupo de 1986.
No bi, em 1962, Coutinho foi chamado com 18 anos sob os epítetos de «génio da pequena área» e de «maior parceiro de Pelé». Pelé que, como se sabe, se estreou aos 17 no primeiro Mundial conquistado pelo Brasil, em 1958.
Ou seja, no equilíbrio das convocatórias faz sentido ter the next big thing entre os eleitos mesmo que no futuro o atleta em causa não venha a ser tão big thing assim.
Vem esta longa introdução histórica a propósito do futuro próximo: que critérios deve Carlo Ancelotti adotar na escolha da lista final de 26 para o Mundial-2026?
Por mais que o Brasil esteja furos abaixo da vizinha e rival Argentina e de outras candidatas, todos concordarão que, até por motivos de pura aritmética demográfica, ninguém tem tanta quantidade de qualidade como os canarinhos.
Logo, há que estabelecer critérios: mais foco na experiência ou na juventude? Ou num misto? Como Carletto recuperou, e bem, Casemiro, Danilo e outros veteranos em nome do equilíbrio, deve preparar a próxima estrela para o palco dos palcos, abençoar um eventual melhor jogador do planeta de daqui a cinco anos, chamar the next big thing.
O problema é adivinhar quem ela é. Ou quem são… Estêvão, 18 anos, já está lançadíssimo, Endrick, 19, voltou a ganhar fôlego, Rayan, 19, começa a brilhar na Premier League e ainda há Breno Bidon, 20, na boca de toda a gente.
Porém, muitos no Brasil chamam-lhes Geração 2030, ou seja, um grupo de jogadores elegíveis só no próximo Mundial para dar preferência, neste, à experiência de consagrados como Neymar. Mas não: Neymar merecia a Copa de 2010, não a de 2026."

Rabona: The chaotic collapse of Marseille’s season

BolaTV: Armindo Araújo...