Últimas indefectivações

domingo, 22 de fevereiro de 2026

João Gabriel sobre Luisão...


"A primeira reação foi insensata e precipitada, o extenso comunicado 24 horas depois foi uma torpe tentativa de justificar o injustificável.
Dizer que “o Benfica é a sua segunda pele” implica agir com memória, equilíbrio e sentido de justiça. Quando se crucifica com ligeireza um colega de profissão, sem prova irrefutável, a imprudência e a leviandade tornam-se inevitavelmente parte do debate.
Em 2012, num jogo particular, Luisão agrediu um árbitro. Foi na Alemanha, frente ao Fortuna Düsseldorf. A estrutura profissional do Benfica mobilizou-se e, lutando contra a evidência das imagens, conseguiu que o castigo aplicado fosse simbólico face à gravidade do sucedido. Eu vivi na primeira pessoa esse episódio e o tudo o que se seguiu.
Catorze anos depois, a milhares de quilómetros de distância, o mesmo Luisão decide “condenar” um colega de profissão que, por acaso, veste a pele que Luisão assume agora como segunda.
A imprudência, a leviandade e a parcialidade da acusação revelam imaturidade e um défice de equilíbrio. Luisão não aprendeu nada com o que já viveu, e isso diz mais sobre ele do que sobre o que diz ou pensa.
Luisão tem, e terá, lugar na história do Benfica, mas nunca teve um comportamento exemplar enquanto atleta. Luís Filipe Vieira foi sempre atendendo às exigências do então capitão, que a cada ano fazia do contrato assinado letra morta. Vieira foi sempre aumentando salários e renovando-lhe os contratos, mesmo quando já não era primeira opção. Foi também o então presidente do SL Benfica que o integrou na estrutura do clube quando a carreira em campo acabou.
Após a detenção de Vieira, em 2021, Luisão foi talvez o único jogador que, nas dificuldades, ignorou Vieira. A falta de gratidão também define o carácter das pessoas."

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