Últimas indefectivações

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Memória, inspiração e exigência


"O destaque desta edição da BNews é a inauguração, no âmbito da celebração do 11.º aniversário do Museu Benfica – Cosme Damião, da nova área da exposição permanente, "Novas Lendas", dedicada ao futebol feminino.

1. Serviço benfiquista
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, releva os "11 anos de divulgação da Mística, de preservação da memória e, ainda mais importante, de inspiração para novas conquistas". E deixa um repto: "Que este seja um Museu em permanente atualização, onde haja sempre mais um troféu por colocar! Tem de ser sempre assim o Benfica: em busca de títulos e troféus."

2. Novas Lendas
Em apenas seis temporadas no ativo, o Benfica construiu uma posição hegemónica no futebol feminino nacional, celebrando o tetracampeonato e muitos outros troféus, e atingiu, de forma inédita no futebol português, a fase de grupos da Liga dos Campeões e os quartos de final desta prova europeia. É na área 13 do Museu Benfica – Cosme Damião que este percurso é homenageado.

3. Feyenoord é o adversário que se segue
É já amanhã que o Benfica disputa a Eusébio Cup, no Estádio da Luz, com o Feyenoord. O jogo tem início agendado para as 20h00.

4. Jogos Olímpicos
Acompanhe, no Site Oficial, o desempenho dos 32 atletas do Benfica participantes nos Jogos Olímpicos.

5. Renovação
Pearson Eshenko, central internacional canadiano do voleibol benfiquista, renovou a ligação contratual ao Clube.

6. Casa Benfica Genève
Veja, pela lente da BTV, como foi a inauguração das novas instalações desta embaixada do Benfiquismo na Suíça."

domingo, 28 de julho de 2024

Dia do King!

Visão: Como vai jogar o Benfica 24/25?

Dinheiros!

Gosto de Roger e de Schmidt


"Nova oportunidade para o treinador do Benfica mostrar que o futebol não é um bicho de sete cabeças

O treinador do Benfica deu esta semana uma entrevista na qual voltou a mostrar-se como ele é, não me pareceu nem mais, nem menos consciente da realidade do Benfica do que nas épocas anteriores. E voltei a ficar convencido de que gosto de Roger. Parece-me uma pessoal frontal, apaixonada pelo que faz, convicta das suas ideias e que transmite com uma clareza que aprecio. Fala de futebol sem fantasmas, quando lhe perguntam.
À exceção de um ou outro episódio infeliz desde que está no futebol português, natural para quem ocupa um cargo com tamanha exposição, responsabilidade e a pressão que tal acarreta, Roger, para incómodo de muitos, reagiu e reage como qualquer um de nós reagiria se fosse insultado, cuspido e alvejado com garrafas de água: com choque e revolta.

«Roger, para incómodo de muitos, reagiu e reage como qualquer um de nós reagiria»

Mas Roger nunca deixou de dar a cara, mais ou menos sorridente dependendo do momento, nunca deixou de falar ao coração dos adeptos e sempre se assumiu como um deles, também.
Poderia fazer um esforço para o fazer mais vezes em português, sim, mas não será certamente isso que o define. Depois há Schmidt. Tem, desde a época de estreia, uma ideia de futebol que muito me agrada e que, sendo simplista, seria a ideal num mundo perfeito. Ganha quem joga melhor, quem ataca mais e defende melhor, quem marca mais golos. Só que não. O futebol profissional e as especificidades do futebol em Portugal determinam que os jogos na maior parte das vezes não se esgotam nos 90 minutos e no resultado final, continuam a ser jogados, noutros campos, por semanas, meses e alguns até anos. Mas o escrutínio a Schmidt, não a Roger, começa e termina principalmente no campo; e neste domínio todos temos um pouco de treinador de bancada, e eu também tenho.

«Não gostei de ver a última época da equipa»

Não gostei de ver a última época da equipa, que pareceu de permanente pré-época em plena competição, sem acerto na estratégia, no posicionamento de alguns jogadores e até, por vezes, no modelo de jogo. Schmidt foi menos competente do que na época anterior a colocar a equipa a jogar e ela perdeu qualidade e perdeu quase tudo. Mas Schmidt continua a ser também Roger e, como ele próprio disse na entrevista, existem condições «para recomeçar».

«Há muita gente com fome de afirmação»

Nesta nova temporada, há muita gente com fome de afirmação, como na primeira de Schmidt, em que o Benfica foi campeão. Trubin, Tomás Araújo, Morato, Beste, Carreras, Leandro Barreiro, Kokçu, Rollheiser, Schjelderup, Prestianni Marcos Leonardo, Pavlidis ou Renato Sanches (que estará a chegar por empréstimo do PSG), por exemplo, ainda precisam de se mostrar ou consolidar posição.
Os jogos de pré-época até agora transmitem boas sensações e uma personalidade em construção bem mais entusiasmante do que a de 2023/2024.
Não precisando de se afirmar como treinador, Roger Schmidt tem aqui mais uma oportunidade para provar que ele está certo e que o futebol, até mesmo o profissional e de alto nível, não é um bicho de sete cabeças."

St. Juste e Renato Sanches: parecem iguais, mas não são


"«Não há nada mais comum do que um indivíduo mal sucedido cheio de talento»

Vou repetir-me: de talento desperdiçado está o mundo cheio. Não só no futebol como em todas as áreas. Ou, parafraseando um dos meus autores preferidos: «Não há nada mais comum do que um indivíduo mal sucedido cheio de talento.» A frase de Joe Strummer soa bem melhor em inglês, já agora: «There is nothing more common than unsuccessful men with talent». Entre traduções e jogadores de futebol vão dois nomes: St. Juste e Renato Sanches.
Os dois partilham a infelicidade das lesões. Os americanos dizem que há apenas duas certezas no mundo: a morte e os impostos. Durante algum tempo, dir-se-ia morte impostos e um golo de Ronaldo. Ou de Messi. Nos últimos anos, dir-se-ia «morte, impostos, Max Verstappen, o ManCity campeão e uma lesão de St. Juste/Renato Sanches». Portanto, perante este cenário, que deve o Sporting fazer? Que deve o PSG decidir? Que deve o Benfica pensar? St. Juste e Renato Sanches podem parecer casos iguais, deviam ser casos iguais, mas na realidade não são. O Sporting tem um jogador que passa demasiado tempo inativo e, por aí, pode ter um custo demasiado significativo. St. Juste continua a ter talento - e uma velocidade - que o distinguem, mas a sua irregularidade física preocupa qualquer treinador e diretor-desportivo.
O desporto é muito dado a comparações, tal como escrevi da última vez neste espaço. E a condição de Renato Sanches é semelhante à de St. Juste. A perspetiva a partir de Lisboa sobre ambos é que é diferente. No fundo, quando se olhar para o médio português e o neerlandês, é caso para se afirmar que o Sporting está mais perto do PSG neste assunto. Porém, a proximidade geográfica tem os seus efeitos e o que pode ser entendido como uma decisão racional e lógica de um lado, pode não ser percecionado da mesma maneira do outro. Ainda que, no fundo, sejam a mesma decisão.
Clarificando: pode o Benfica arriscar ter no seu plantel um futebolista que nos últimos anos passou mais tempo na enfermaria do que no relvado? Disse eu há uns parágrafos que St. Juste e Renato Sanches pareciam casos iguais, mas não o são. Simplesmente porque a afetividade não é coisa de somenos. Na vida, muito menos no desporto. Nenhum clube pode deixar cair um dos seus ainda para mais quando não há custos envolvidos. E Renato Sanches é um desses do Benfica. Todas as decisões deviam ser racionais, lógicas, mas se não houver um pingo de emoção de vez em quando, o futebol, e a vida, já agora, não fazem sentido. E é nessa perspetiva que o Benfica devia encarar a chegada de Renato Sanches, um futebolista em dificuldades. Críticos dirão que é caridade. Outros dirão que um clube também deve ter coração. Renato é um desses jogadores que enche o mundo de talento.
Mesmo que a lógica lhes diga que é isso que deviam fazer, aos 26 anos, é demasiado cedo para que até os benfiquistas desistam dele."

Zero: Mercado - Neres, Galeno e Julián Álvarez

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Bello: Brentford...

Silêncio!


"O direito ao silêncio é garantido aos arguidos para evitar a autoincriminação. Contudo, em muitos casos, o silêncio pode ser mais revelador do que qualquer palavra dita."

As vitórias da humildade


"Três momentos mostraram à saciedade as mudanças de paradigma, a aposta no desenvolvimento gradual mas consistente do atleta, na vertente individual e coletiva

No desporto (como na vida, afinal), gostamos de partilhar sucessos e de multiplicar alegrias. Nem sempre o encaramos com fair play, com o distanciamento necessário para percebermos que o adversário é fundamental para legitimar o nosso triunfo ou para nos ajudar a preparar o novo desafio.
Com 39 anos de carreira no jornalismo, venho de um tempo inicial pouco inteiro no que diz respeito ao investimento concertado, planeado e sustentado no talento e na sua maximização. Um tempo em que o alto rendimento se confinava ao futebol e em que os sucessos (esporádicos mas retumbantes) noutras modalidades se diluíam na ditadura do desporto-rei e na criação de um quase unanimismo em relação aos gostos e às preferências de acompanhamento dos portugueses.
E, justamente na semana em que, nas páginas do maior e mais prestigiado título da comunicação social portuguesa na área do desporto, lanço este Livre e Direto, três momentos mostraram à saciedade as mudanças de paradigma, a aposta no desenvolvimento gradual mas consistente do atleta, seja na vertente individual, seja na componente coletiva.
E sempre demonstrando que, por trás do sucesso individual, está uma equipa multidisciplinar, está um olhar global, um estudo atento das oportunidades e da evolução de carreira. Sendo que, à frente de tudo isso, está o Talento, esse conceito para muitos tão estranho, difuso e difícil de reconhecer, mas que, no alto rendimento desportivo, não se pode (pelo menos não se deve…) medir apenas pelo resultado imediato, pela vitória de hoje. Ele, o Talento, é apenas a mais-valia que nos coloca perto do objetivo, que nos faz diferentes, que nos torna verdadeiramente competitivos no momento do desafio e inultrapassáveis na hora da dignidade.
Nuno Borges venceu o ATP de Bastad. E isso bastaria para o catapultar para as chamadas de primeira página. Mas bateu Rafael Nadal no último jogo, e fê-lo com desassombro, com inequívoca demonstração de supremacia. Mas fê-lo, também, com Humildade. A que ficou bem patente no modo como entrou no court e na forma como, consumada uma vitória histórica, fruto de imenso e muito profissional trabalho, dele saiu. Apenas isso já basta para fazer dele um Campeão.
O Ténis português reforça a sua posição internacional e projeta um nome para os cinquenta primeiros do ranking mundial. Mas o jogador maiato, que aos 27 anos conseguira já atingir os oitavos de final do Open da Austrália, vale muito mais do que isso: vale pelo modo como respeitou Nadal, um monstro do outro lado do court, como, sem subserviência mas com imenso savoir faire, aproveitou a oportunidade para ganhar espaço informativo, ainda mais credibilidade no circuito e lastro de confiança para os próximos desafios.
Tal e qual João Almeida. Um predestinado numa das mais complexas modalidades, que acrescenta uma dimensão individual única a uma capacidade coletiva muitas vezes desvalorizada, mas tão importante quanto decisiva.
Almeida, um dos habituais desafiadores do Giro, girou prioridades para o Tour e sempre se afirmou um lugar-tenente de confiança para o seu chefe de fila. Quem integra a equipa de Tadej Pogacar sabe bem o que isso significa, sobretudo na Grande Boucle: trabalhar no cumprimento da estratégia que melhor potencie o putativo candidato à vitória.
Só que o corredor português foi ainda mais longe. Revelou-se o apoio indispensável para que o esloveno conquistasse a sua terceira vitória em cinco anos em França, mas marcou indelevelmente a sua presença com um quarto lugar extraordinário, apenas ao alcance de uma reduzida fina flor. A prova traçada a filigrana, de modo quase desenhado ao detalhe, levou João Almeida a um momento de exaltação como muito poucos no desporto português.
E com o denominador comum a Nuno Borges: a Humildade com que reconheceu, ao longo de 21 dias de prova, a sua principal missão, e com que celebrou o seu próprio sucesso, mesclando-o com o fundamental trabalho de equipa, cujo resultado final deve ser sempre superior à simples soma do esforço de cada um.
E é justamente de trabalho de equipa que se fala quando se olha para a brilhante campanha da Seleção Portuguesa de sub-20 no Europeu de andebol. Uma quase imaculada prova (com seis vitórias, um empate e apenas a derrota da final, frente à Espanha).
Quem segue a extraordinária evolução do andebol em Portugal, nos últimos vinte anos, talvez não estranhe o surgimento de tanto talento. Depois, porém, é necessário dar-lhe horizontes, integrá-lo no coletivo e garantir-lhe capacidade de superação.
Carlos Martingo, a sua equipa técnica e o grupo de jovens jogadores agora vice-campeões europeus são a garantia de duas coisas: de que o trabalho científico, programado, organizado e com objetivos bem definidos compensa sempre; e de que, juntando aos fantásticos momentos da equipa A de Portugal, liderada pela capacidade única de Paulo Pereira, teremos futuro assegurado numa modalidade em que Solidariedade também rima com Humildade.

Cartão branco
A sua equipa dirigiu apenas três encontros na fase final do Europeu de futebol. Como se fosse admissível pedir mais, em função dos apertados critérios da Comissão de Arbitragem da UEFA.
Artur Soares Dias (com Paulo Soares e Pedro Ribeiro) pode estar orgulhoso do percurso em terras e estádios alemães. Quem segue atentamente a arbitragem internacional de futebol sabe o quão complicadas são as estradas para se chegar a este nível e a esta dimensão de qualidade.
Tiago Martins tem também, como VAR, mérito incontestável.
Voltarei ao tema mas, por hoje, fica o agradecimento público de quem reconhece nestes quatro árbitros portugueses competência, dedicação e paixão.
Afinal, tudo o que é necessário para triunfar.

Cartão amarelo
Teimar em manter aberto o mercado de transferências na Europa até ao final de agosto é continuar a inquinar a competição e, sobretudo, a desrespeitar o trabalho de treinadores e jogadores.
As incertezas resultantes de transferências milionárias são limite à concentração e à total disponibilidade para a integração nas respetivas equipas. Os condicionalismos psicológicos que daí resultam fazem com que atletas e técnicos dispersem a sua concentração em momentos em que, no arranque das principais competições, isso já não é admissível."

Não façam Deus rir


"Os 30 anos do tetra, o penúltimo Mundial ganho pelo Brasil, foram celebrados por estes dias, com documentários e homenagens, que deviam dar que pensar à torcida brasileira

A imagem de Raí, capitão do Brasil, a levantar e a beijar a taça de campeão do mundo, logo após o apito final do Mundial de 1994 dos Estados Unidos, sob o olhar dos titulares Ricardo Gomes, Ricardo Rocha, Muller e Careca, este último a viver um final de carreira de sonho, foi vista por espectadores do mundo inteiro, incluindo Carlos Alberto Parreira, na televisão da casa dele.
O que está errado no parágrafo acima? Tudo.
Raí, acabado de conquistar o campeonato francês pelo Paris Saint-Germain (numa altura em que isso não era tão comum), para onde se transferira depois de, nos anos anteriores, ter sido a estrela de um São Paulo campeão do Brasil, da Libertadores e da Intercontinental, perdeu, por razões de equilíbrio tático, a titularidade para Mazinho e, na sequência, a braçadeira para Dunga, a meio do Mundial.
Já a lenda benfiquista Ricardo Gomes, que até era o capitão antes de Raí, lesionou-se às vésperas da competição, o que o impediu de compor, ao lado de Ricardo Rocha, com fugaz passagem pelo Sporting, a dupla de centrais dos canarinhos. Rocha, aliás, também se lesionou, mas já na estreia em solo yankee, com a Rússia. Por isso, o duo de zagueiros titular do tetra brasileiro juntou as terceiras escolhas Márcio Santos e Aldair (outro ex-Benfica).
Muller, por sua vez, perdeu, no último encontro das eliminatórias para o Mundial, a titularidade para o rival Romário, que se consagraria melhor jogador do torneio, ao lado do amigo Bebeto, que ocuparia a vaga de um Careca já a dar sinais de decadência, e, por isso, nem sequer foi convocado por Parreira.
O mesmo Parreira que viu, in loco e não pela TV, Dunga levantar a taça, ao lado de Mazinho, Aldair, Márcio Santos, Romário e Bebeto, porque a sua anunciada demissão, a meio da atribulada fase de qualificação, foi abortada à última hora por iniciativa do leal grupo de jogadores que comandava.
Os 30 anos do tetra, o penúltimo Mundial ganho pelo Brasil, foram celebrados por estes dias, com documentários e homenagens, que deviam dar que pensar à torcida brasileira porque a situação da seleção à época lembra a situação da seleção atual: 24 anos de abstinência de título mundial.
E porque provam que não adiantam nada as intermináveis especulações sobre se Dorival é o homem certo, se Neymar deve voltar mesmo jogando nas arábias, se Endrick e até Estêvão devem ser lançados desde já no onze para ganhar calo, se Danilo está cansado, se o trio de médios deve ser o da Copa América e tantos outros detalhes antes do próximo Mundial, por acaso, outra vez nos EUA.
No futebol, como na vida, nem tudo sai como planeado: como terá dito o cineasta daquele país Woody Allen, «quer fazer Deus rir? Conte-lhe os seus planos»."

Os Jogos e o Mundo


"Estes Jogos não disfarçam, na sua deslumbrante ficção, a inquietação por uma época de confronto e de ameaça mundial. Mesmo assim temos o direito e até o dever de os celebrar

Como se esperava, Paris apostou numa festa de glamour e bom gosto para abertura dos Jogos Olímpicos mais inquietantes da história do movimento olímpico. Um cenário cor de rosa num mundo da cor do chumbo. A espetacularidade de Hollywood, mas sem o lado kitsch americano, num aproveitamento inimitável dos monumentos universais da capital francesa.
Pela primeira vez, na História dos Jogos, a abertura foi realizada fora do estádio olímpico. Ao longo de seis quilómetros, entre a ponte de Austerlitz e a ponte d’ Iena, noventa e quatro embarcações navegaram pelas águas do Sena, que vinte e cinco anos depois de uma promessa de Jacques Chirac, e mais de mil milhões de euros de investimento apresenta, enfim, um cartão verde, não sei se inteiramente fiável, para banhos e mergulhos.
Num cenário deslumbrante, uma cerimónia inesquecível. Definitivamente, Paris quer passar ao mundo a ideia do regresso à cidade do amor, a um novo romantismo futurista que procura salvar a cidade da erosão de uma forte descaracterização civilizacional e que provoca, nos visitantes, um olhar justificadamente desconfiado e até desiludido. Para isso, deslocou mais de 3000 “sem abrigo” para umas “férias” forçadas, oficialmente recolhidos das vistas mundanas, e criou condições idílicas para quinze dias de festa e fantasia.
Há, porém, um problema que subsiste. Estes Jogos não disfarçam, na sua deslumbrante ficção, a inquietação por uma época de confronto e de ameaça mundial. Apesar dos apelos do Papa e das mais tímidas declarações no âmbito do movimento olímpico, não existem tréguas em Gaza, nem na Ucrânia. A guerra esquece os Jogos e os Jogos tentam esquecer a guerra. Pior. Mais do que nos anos oitenta, os tempos mais marcantes dos boicotes olímpicos, a tensão das grandes potências mundiais, que inclui a América, a Rússia e a China, assume proporções críticas.
De todo este quadro de preocupação global resulta, inevitavelmente, uma atenção muito especial com a segurança. Dos atletas, mas também dos espectadores. Mais de 45 mil polícias tentam executar um plano único de controlo. Ontem, durante as mais de três horas que durou a cerimónia de abertura, todo o espaço aéreo francês esteve fechado e ao longo da última semana os locais mais emblemáticos da cidade foram espiolhados, diariamente, por agentes de segurança.
Entretanto, o presidente do comité organizador dos Jogos de Paris, Tony Estanguet, lembra que os Jogos Olímpicos são, sobretudo, a festa dos atletas que neles irão competir. Dez mil e quinhentos atletas de todo o mundo, aos quais deverá ser dado o direito ao sonho e à realização das suas proezas desportivas. E assim deveria ser. O problema é que, ao longo do último século, os Jogos ganharam um estatuto único e universal, e à medida que foram crescendo, pela sua aliança natural com o fenómeno mediático, tornaram-se numa força que os senhores do mundo não podiam deixar de usar e manipular.
Não foi, aliás, muito corajosa a resistência oferecida pelo movimento olímpico. A ideia fundamental da autonomia do olimpismo ficou definitivamente comprometida numa teia de cumplicidades e de negócios reluzentes.
Mesmo assim, sabendo que o lado mais puro e romântico dos Jogos Olímpicos não conseguiu resistir ao duro materialismo dos interesses, a verdade é que os Jogos continuam a ser o maior espetáculo do mundo. E é isso que, sem perdermos a consciência da realidade, temos o dever e o direito de celebrar.

DENTRO DA ÁREA
COMEÇAR BEM NA EUROPA
SC Braga e Vitória de Guimarães ganharam os seus jogos de abertura da época europeia. Nada que surpreenda, tendo em conta a pequena dimensão dos adversários. Ainda assim, um cometimento louvável. Os clubes portugueses precisas de afirmação internacional e as últimas épocas têm sido pobres. Aliás, Portugal vive num dilema sem solução. Quer mais representantes da Europa, mas quantos mais consegue mais longe fica do topo europeu.

FORA DA ÁREA
O DISCURSO DA MENTIRA
Trump acusou publicamente Kamala Harris de ser “uma louca esquerdista radical”. Podemos pensar que se trata de uma declaração que apenas denuncia medo. Sim, se tivermos um pensamento europeu, onde, apesar de tudo, o respeito pelo outro ainda conta. Não, na América. Trump sabe que este é o discurso que mais o favorece. Porque conhece o seu eleitorado e porque é imbatível na mentira."

ESPN: Futebol no Mundo #364 - Mercado começa a se agitar na Europa e futebol olímpico começa com polêmica

sábado, 27 de julho de 2024

Preparação...

11 anos...

João Neves: sonho de criança


"Um ano e meio na equipa principal do Benfica tornaram o jovem médio uma referência para muitos adeptos. Mas cada vez é mais difícil segurar os preferidos…

O meu filho pediu recentemente a nova camisola do Benfica. Não porque goste muito de equipamentos, ou que tenha sequer reparado nas mudanças de uma época para a outra. Só porque quer uma camisola do Benfica. As crianças têm sempre os argumentos mais simples.
A dificuldade veio a seguir, quando lhe perguntei de que jogador seria a camisola. Já todos tivemos 8 anos e conhecemos o orgulho em ter o nome de um ídolo atrás. «Rafa, 27», disparou ele, admirador das diabruras do avançado e especialista em decorar números de qualquer plantel. Rafa passou muitos anos no Benfica e para o meu filho já tinha lugar eterno na equipa. Lamentamos, mas já não está disponível.
A segunda opção também foi óbvia: «João Neves, 87». Claramente, não tem lido notícias suficientes. A mais de um mês de fechar o mercado, optámos então por empurrá-lo para o próprio nome na camisola e um número que diz mais aos pais do que à geração dele: o 10. Mas o bom gosto foi notado, muito bem.
Quem tem filhos pequenos sabe a complexidade de tentar mantê-los mais interessados em João Neves, Francisco Conceição ou Gyokeres do que em Mbappé, Neymar e Bellingham. Os astros com milhões de seguidores nas redes sociais sobrepõem-se ao interesse pela Liga portuguesa e ver 90 minutos de um jogo chuvoso desta à segunda-feira à noite é coisa que dispensam.
O que também não ajuda é que raramente um João Neves, Francisco Conceição ou Gyokeres fica épocas suficientes no Benfica, FC Porto ou Sporting para agarrar as nossas crianças (e os adultos, já agora). É fácil gostar de um jogador com qualidade, mas já é difícil que eles se elevem ao estatuto de ídolo se todas as épocas for preciso encontrar um novo.
Sem Rafa e João Neves, o meu filho vai ter de o fazer, usando o próprio nome na camisola – e que não me peça uma nova quando o descobrir, porque é provável que ele saia rapidamente e os equipamentos não são baratos.
Enquanto isso, todos sabemos que os três grandes têm de vender para sobreviver e que há propostas que são irrecusáveis. Parece ser o caso de João Neves, cuja proposta de renovação feita pelo Benfica podia ter dado muita discussão até se saber quanto vai ganhar no PSG. Não dá para lutar contra isto.
Os adultos especializaram-se em contas, equilíbrios orçamentais, salários brutos e líquidos, percentagens do passe e bónus por objetivos e, nalguma fase deste processo, habituaram-se a este fosso gigante que se criou entre Benfica, FC Porto e Sporting e os cofres sem fim de outros clubes, com tão pouca história europeia.
Somos mais realistas, mas também muito mais aborrecidos do que as crianças. Só nos resta resmungar contra camisolas do PSG."

Não me agradeças já, João Félix


"O seu futebol leva-o por caminhos divergentes dos demais, já poucos com perfil semelhante, mas pode ter no Villa uma casa em que se deve permitir, sobretudo, a ser feliz

Nunca entendi o fenómeno dos livros de autoajuda e das estantes inteiras que lhes são dedicadas em locais obrigatórios de passagem das livrarias. Será que quem os lê se tornou realmente milionário ou acontece apenas a quem os escreve e daí o real significado de autoajuda? Terá o mais entusiasmado dos leitores ultrapassado todos os obstáculos daí em diante?
Há autores que evoluem para oradores e espalham gritos de guerra em eventos, ou criam símbolos para onde se canalizam todo o tipo de frustrações em círculos mais fechados. Como uma luva branca para a bofetada exemplar. E, mesmo assim, Éder precisou que todas as estrelas se alinhassem para conseguir movimentar o braço, encaixar todos os agradecimentos que ainda lhe chegam e desaparecer rapidamente de campo. Não confundamos psicologia barata, entre 10 e 20 euros mais IVA, com verdadeira ciência, ainda assim longe de exata.
Parar, pensar, agir – talvez inspirado numa passagem de nível sem guarda. A montanha és tu! Porque é que ninguém me disse isto antes? Autocontrolo. Essa dor não é tua. Segredos da Mente Milionária. Ou o sempre emblemático, e pelo qual tenho um especial carinho, Não te f*das. Se houver um que reduza a fórmula indestrutível a dez pequenos passos talvez contem comigo. Estas brochuras de sabedoria talvez até façam sentido no verão. Podem ser travesseiros sobre as irregularidades da areia, lêem-se duas ou três páginas, vai-se ao banho, sentimo-nos revigorados e adormecemos com o calor. Acordamos ressacados, avançamos mais duas ou três páginas que embrulham e dizem o mesmo e de novo para à água.
Na verdade, mesmo que quisesse, nunca conseguiria escrever um livro que autoajudasse João Félix, que preenche mais uma vez manchetes por todo lado. Ora Barcelona, ora Villa, definitivamente não o Atlético. De nada adiantaria dizer-lhe que ele é a sua própria montanha e que a tem de escalar sozinho. E, mesmo que o conseguisse, duvido que tivesse o absoluto controlo das suas ações, como nenhum de nós tem, para evitar ouvir o tal Não te f*das.
Para mim, é claro. Félix jogaria sempre na minha equipa, mesmo que isso condicionasse os outros 10. E não quero saber do que o resto do mundo pensa e estrondosamente enumera, embora esteja a par de não ter sido bem-sucedido com técnicos, equipas e em ligas diferentes, do valor de mercado estar bem abaixo dos 120 milhões, de ter dito que se via a ganhar uma Bola de Ouro e da vida extrafutebol. Uma das melhores frases de um dos melhores no jogo, George Best, pelo menos faz-nos pensar quanto isso é irrelevante: «Em 1969, pus de lado o álcool e as mulheres. Foram os piores 20 minutos da minha vida!» Só me interessa o jogador. O excelente intérprete do espaço, um dos mais inteligentes a aproveitar entre linhas, aquele que assume o risco sem medo e pensa de forma ofensiva, sempre à procura do desequilíbrio. Infelizmente, já não restam muitos assim.
Escrevi-o antes. O futebol deixou de ter espaço para o 10. Tornou-o primeiro um seis-e-meio ou oito-e-meio ou até um falso extremo. Estes últimos, depois, cresceram até serem uma posição específica, e deixou de haver nem que fosse um minifúndio para jogadores como Félix. O português irá um dia talvez concluir que nasceu e viveu no tempo errado e nada há a fazer. Na América do Sul, Messi e James (e Neymar) são espécimes sobreviventes de um perfil em extinção graças à proteção dos restantes, e o campeão europeu Dani Olmo não é mais do que parente afastado de Maradona, Zico, Platini, Baggio, Laudrup e tantos outros. Tal como Odegaard ou De Bruyne.
Claro que o percurso poderia ter sido diferente. E, como nunca há só um culpado, João Félix não conseguiu camuflar debilidades sem bola ou sequer encontrar a cadência certa com esta no pés para que não o rotulassem de intermitente, logo por baixo dos três dígitos tatuados nas costas. Faltou-lhe essa inteligência emocional que pode ser parcialmente decorada dos livros, mas na realidade ou se tem ou não.
O seu futebol também não segue a corrente. Quer continuar a divertir-se como o miúdo que ainda é e que já não querem que seja num futebol sisudo, de rosto fechado e faca segura nos dentes. Há a sua forma de jogar, a sua maneira, a forma como quer triunfar, e tem esse direito. Direito ainda a que não o comparem a Ronaldo, só porque esse sacrificou, igualmente com toda a legitimidade, quase tudo para poder ganhar tudo.
Lembro-me de Ronaldinho. Não comparo talento, prémios ou títulos, mas recordo, com saudade, que sempre quis ser ele próprio, com aquele sorriso nos lábios. Talvez tenha sido, a par de Maradona, o mais talentoso que vi e, mesmo assim, não foi consensual no PSG e no Milan e, apesar dos melhores momentos terem sido criados pelo Barcelona, foi retirado de perto de Messi por Guardiola, que viu nele má influência. Encostaram-no muitas vezes à esquerda. E o futebol não lhe reconheceu totalmente a arte, com o seu apoio incondicional e mais títulos.
Não há obra ou crónica que João Félix possa ler e o ajude a ser o que quer ser num futebol mau anfitrião para certos convidados. Que é crítico e snob, e não permite que pensem diferente. O que a sociedade exige é que o português finja, se disfarce de algo que não é para que o considerem um dos seus, ignorando que nunca será debaixo de uma camisa de forças que cumprirá as expetativas levantadas no dia em que deixou a Luz. Já seria difícil mesmo com uma máquina do tempo que nos fizesse recuar até aos anos 80 e 90, de glória para outros como ele.
Ser querido por um bom técnico como Unai Emery, que também soube evoluir no modelo que apresenta, é bom sinal. Ser Monchi, alguém que se preocupa com os jogadores, o diretor desportivo outro. Depois, é preciso que tenha a certeza de que é o passo certo para ser feliz. Se for, lembra-te, João: a montanha és tu. Ou como diria o treinador certo: vai lá para dentro e diverte-te! Se o conseguires será a tua arte subtil de saber dizer que se f*da!"

O Benfica Somos Nós - S04E02 - Brentford...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Mercado - Vasco Sousa, Bah e João Félix

Zero: Tema do Dia - Leixões-Flamengo: as explicações sobre o ambicioso acordo

Royale: Brentford...

Exibição melhor do que o resultado


"Perante quase 41 mil espectadores no Estádio da Luz, Benfica e Brentford empataram a um golo, sobressaindo a boa exibição benfiquista no regresso a casa com forte apoio à equipa. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Imagem positiva
No Estádio da Luz, frente ao Brentford, os quase 41 mil espectadores assistiram a um jogo bem disputado, saldado por um empate (1-1), com uma exibição positiva do lado encarnado, pelo qual Roger Schmidt utilizou 21 jogadores.
A próxima partida é com o Feyenoord, domingo, no Estádio da Luz, na Eusébio Cup.

2. Feliz pelo regresso à Luz
Bah gostou da exibição e do reencontro com os Benfiquistas na Luz: "Não estava à espera de 40 mil pessoas no Estádio da Luz para um jogo particular. Isso foi fantástico. Penso que posso falar por todos os jogadores, estamos muito agradecidos por ver tantos adeptos. Jogámos com muita intensidade, e acredito muito nesta equipa. Foi um bom jogo."

3. Outro ângulo
Veja o golo de Pavlidis frente ao Brentford de um ângulo diferente no Instagram oficial do SL Benfica.

4. 11.º aniversário
O Museu Benfica – Cosme Damião está de parabéns. São 11 anos a servir o Benfica, e já recebeu cerca de 930 mil visitantes. Neste aniversário é inaugurada a exposição permanente "Novas Lendas", dedicada à vertente feminina do futebol benfiquista.

5. Jogos Olímpicos
Christy Ucheibe foi titular pela Nigéria frente ao Brasil. Acompanhe, no Site Oficial, a prestação dos 32 atletas do Benfica presentes nos Jogos Olímpicos.

6. Inspiradoras
Com Marit Lund já integrada nos treinos, a equipa feminina de futebol do Benfica prossegue a preparação. E algumas das jogadoras até arriscaram uma previsão de medalhas nos Jogos Olímpicos.

7. Novidades no voleibol
O oposto Felipe Banderó renovou a ligação contratual com o Benfica. E a distribuidora Aline Delsin é reforço da equipa feminina.

8. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV.

9. Casa e Filiais Benfica
Alguns dos destaques da atividade das Casas e das Filiais Benfica nos últimos dias."

Incompetência?!



"✅ Beste está avaliado em 15M€ mas o SL Benfica contratou por 8M€ ;
✅ Pavlidis está avaliado em 25M€ mas o SL Benfica contratou por 18M€;
✅Leandro Barreiro está avaliado em 17M€ mas o SL Benfica contratou a custo zero;
✅ João Neves está avaliado em 55M€ mas o SL Benfica - dizem - quer vender por cerca de 70M€ ;
Da série " O Benfica não sabe fazer negócios"!! 🤷🏻"

Não se passa nada!

Sempre a inovar!

Negócios nada estranhos!

69 minutos!

5 minutos!

É preciso vir alguém de fora para se dizer isto?


"É preciso vir alguém de fora para se dizer isto? A "nossa" comunicação social não vê!?
"Premier League é a melhor liga do mundo e às vezes não se fala sobre outros países e clubes… Benfica é um clube enorme e vir a este estádio fantástico e ter mais de 40 mil adeptos num amigável… É impressionante."
Thomas Frank, treinador do Brentford"

Terceiro Anel: Brentford...

O Benfica na pré-epoca Pavlidis já se sente em casa mesmo que tenha jogado na Luz pela primeira vez


"No regresso ao Estádio da Luz, o Benfica empatou 1-1 com o Brentford. Pavlidis e Marcos Leonardo cimentaram a química no ataque, cabendo ao grego marcar o golo que anulou a vantagem inicialmente conseguida pelo emblema da Premier League. Gianluca Prestianni vai reclamando protagonismo

O QUE SE VIU DE NOVO
A saída de Rafa serviu de pretexto para o Benfica se reinventar taticamente. Roger Schmidt nem esboçou uma tentativa de encontrar alguém que substituísse o reforço do Besiktas. Se, noutras circunstâncias, o alemão foi acusado de ser um cubo de gelo tático, agora não o podem acusar de não experimentar novas receitas.
Rafa era uma corda bamba, um jogador posicionado na zona dos médios, que também aparecia no ataque e detentor da velocidade de um extremo. Do que se tinha visto até aqui na pré-época do Benfica, Leandro Barreiro e Marcos Leonardo pegavam cada um na ponta da corda e esticavam-na em direções opostas. O primeiro, porque é mais um equilibrador do que um criativo. O segundo, porque, até aqui, ainda não se tinha ajustado às necessidades coletivas como fez contra o Brentford no regresso dos encarnados ao Estádio da Luz.
Roger Schmidt começa a ter o plantel cada vez mais composto. Alexander Bah voltou a jogar depois do Euro 2024. O mesmo aconteceu com António Silva que teve que esperar pela segunda parte para ser lançado. João Neves é um caso à parte. O médio esteve na bancada a assistir ao encontro, mas pode até nem voltar a jogar pelo Benfica se a transferência para o Paris Saint-Germain, que os dois clubes parecem estar a cozinhar, acontecer.
Os golos surgiram nos primeiros 45 minutos. Morato, logo a abrir, errou no atraso para Trubin e Bryan Mbeumo marcou após intercetar o passe. O Benfica empatou antes do intervalo. Marcos Leonardo carregou o ataque, Aursnes aguardou pela subida de Carreras e o espanhol assistiu o desvio de Pavlidis ao primeiro poste. Na segunda parte, o Benfica acabou por cima, mas foi a equipa da Premier League que teve a melhor oportunidade para marcar quando Mbeumo levou a bola ao poste.
Os encarnados acabaram a testar o que rendia Gianluca Prestianni nas costas de Arthur Cabral e não terão ficado nada desagradados com o resultado. Para isso, Casper Tengstedt teve que derivar para o corredor esquerdo.

OS REFORÇOS
É preciso alguma cautela em considerar Pavlidis um reforço de peso. Afinal, se, de hoje para amanhã, deixasse de ser jogador do Benfica, o legado que deixava em termos oficiais seriam zero jogos, zero golos e zero assistências. Se o grego não der seguimento ao desempenho nos encontros a valer, então os encarnados pagaram 18 milhões de euros por um menu completo e saíram depois das entradas.
No entanto, não há como Pavlidis não ser um upgrade na posição mais avançada do sistema tático de Roger Schmidt. Desde logo, parece que jogou com Marcos Leonardo nos torneios da escola, tal a relação que demonstra com o colega de setor. Além disso, tem pés doces para se associar e finalizar. Uma delícia de jogador.
Mais discreto tem sido Leandro Barreiro. Não é semelhante a nenhum jogador que tenha ocupado o meio-campo desde que Roger Schmidt chegou ao Benfica. Pode ser útil para situações de pressão alta, mas, com a bola nos pés, quanto mais simples jogar, melhor. Comprovam-no os passes que arriscou a tentar rasgar a linha defensiva do Brentford. Será difícil que, jogando ao lado de Florentino, a determinado momento, Schmidt não tenha que abdicar de um. Talvez seja urgente que se comecem a entender. A possível saída de João Neves pode levar a que coabitem mais vezes no meio-campo.
Menos exuberante do que na estreia diante do Almería, Jan-Niklas Beste foi um dos cinco jogadores lançados por Roger Schmidt ao intervalo. Mais tarde, aos 66’, o alemão fez as restantes substituições. Só Trubin cumpriu todos os minutos.

COMO COMEÇOU
Anatoliy Trubin, Alexander Bah, Tomás Araújo, Morato, Álvaro Carreras, Florentino, Leandro Barreiro, David Neres, Frederik Aursnes, Marcos Leonardo e Vangelis Pavlidis.

COMO TERMINOU
Anatoliy Trubin, Tiago Gouveia, António Silva, Adrian Bajrami, Jan-Niklas Beste, Martim Neto, João Mário, João Rêgo, Casper Tengstedt, Gianluca Prestianni e Arthur Cabral

O MELHOR
O instinto dos avançados diz-lhes que se recuarem mais no terreno afastam-se dos golos que os mantêm vivos. Marcos Leonardo também pensava assim até alguém lhe fazer ver que no fosso que existe entre os dois médios e Pavlidis é necessária uma ponte com o seu nome. Há uma notória evolução do brasileiro no momento de se enquadrar para receber a bola entre linhas e, contra o Brentford, demonstrou que pode ter mais argumentos do que pensa ao nível da velocidade em condução. O lance do golo de Pavlidis é desbloqueado por si. O Benfica vai precisar que repita o gesto mais vezes.

A BANDA SONORA
Angelos Charisteas, lembram-se? Marcou, há 20 anos, no Estádio da Luz, o golo que impediu Portugal de ganhar o Euro 2004. O grego fez toda uma nação passar do entusiasmo extremo à mágoa eterna cravada no peito. Não deixa de ser curioso que, para comemorar a efeméride, o Benfica tenha agora no helénico Pavlidis uma das maiores promessas para fazer os adeptos festejar como se não houvesse amanhã."

Pavlidis e mais dez e vários outros bons...


"Benfica 1 - 1 Brentford

... apontamentos em mais um jogo de preparação.
> À partida, o jogo com o Brentford era o teste mais exigente da pré-época até agora. O Benfica mostrou-se superior e a exibição foi melhor do que o resultado dá a entender.
> Schmidt começa a ter um onze definido, aquele que tem começado os jogos, hoje com o regressado BAH a tomar conta do seu lugar. Veremos o que acontece quando António Silva, Otamendi, Kökcü e Di María estiveram em condições de dar o seu contributo à equipa.
> Aos 6 minutos já o árbitro Ricardo Baixinho tinha poupado um vermelho ao Brentford. Obrigado por nos preparar tão bem para o que aí vem. E também não é pior para a nossa preparação ter jogado contra onze os 90 minutos. Muito bem no lance o LEANDRO BARREIRO.
> MORATO assistiu infantilmente para o 0-1. Que cagadas destas sejam todas feitas na pré época.
> PLAVIDIS a mostrar na Luz o que tem mostrado na pré época: pressão na recuperação, itensidade permanente, simplicidade de processos e impressionante sentido de finalização! E que bem MARCOS LEONARDO no início do lance do 1-1, como de resto em toda a primeira parte.
> Flanco esquerdo melhor do que o direito. CARRERAS excelente a atacar, mas precisa de corrigir posicionamentos defensivos, especialmente nos lances aéreos. AURSNES é a fiabilidade em forma de jogador de futebol, raramente não faz com simplicidade o que tem que ser feito.
> LEANDRO BARREIRO e FLORENTINO são verdeiros irmãos gémeos. Pena não haver ali mais criatividade. Leandro fez o melhor jogo da pré-época até agora.
> Muito boa a PRESSÃO ALTA! A fazer lembrar 2022-23.
> O maior problema do TRUBIN é o golpe de vista: bola na trave sem qualquer esforço do guarda redes para a defender. Tem que corrigir isto!
> ANTÓNIO SILVA de regresso no dia em que TOMÁS ARAÚJO voltou a mostrar que tem tudo para ser titular: vamos vê-los juntos como indiscutíveis da primeira equipa?
> PRESTIANNI é atrevido, tem intencionalidade, tem técnica, remata sem cerimónia, está a fazer uma boa pré época. > BESTE mostrou qualidade e rotatividade a atacar e a defender, bom pé esquerdo, gosto da forma como ataca em antecipação as bolas divididas.
> Mais de 40 mil num jogo de pré-época é obra. Domingo temos o Feyenoord para o troféu que imortaliza o nome do melhor futebolista português de todos os tempos: EUSÉBIO DA SILVA FERREIRA!"

Narrativa...


"A narrativa de hoje - (todos os dias temos uma!) -, que é "usada" por aqueles que só se sentem bem a achincalhar o SL Benfica, é a notícia de que Gustavo Silva, ex-Diretor Jurídico dos encarnados se demitiu por "pressão" dos dirigentes apelidados de "Vieiristas", porque iria interferir com seus "negócios obscuros" e "tachos".
Factos:
1° - Gustavo Silva não se demitiu. Tinha um projeto a ser elaborado por um determinado espaço de tempo.
2° - Cumprido esse espaço de tempo e executada a tarefa, decidiu não continuar, apesar dos pedidos de Rui Costa para que continuasse.
3° - Foi uma decisão sua e pessoal (como explica numa publicação que fez na sua rede social).
Qualquer outro motivo que apresentem é PURA MENTIRA!!"

O Comité Olímpico Português


"Portugal orgulha-se de ter sido a décima terceira Nação a juntar-se ao Movimento Olímpico. É presença constante desde as Olimpíadas de Estocolmo em 1912.

Tem lugar hoje em pleno centro de Paris, nas águas do Sena e nas suas margens, a Abertura dos Jogos Olímpicos de 2024, os Jogos da XXXIII Olimpíada da Era Moderna.
Ao acolher pela terceira vez os Jogos de Verão (depois de o ter feito em 1900 e em 1924), Paris junta-se a Londres (que foi a anfitriã em 1908, 1948 e 2012) como as duas únicas cidades que tiveram o privilégio de receber os Jogos Olímpicos de Verão por 3 vezes. O Comité Organizador espera a participação de 206 países e mais de 10700 atletas. Relativamente aos Jogos de Tóquio foram retiradas as competições de caratê, beisebol e softbol e acrescentado o Breaking. A paridade entre atletas homens e mulheres foi finalmente alcançada!
Portugal orgulha-se de ter sido a décima terceira Nação a juntar-se ao Movimento Olímpico. É presença constante desde as Olimpíadas de Estocolmo em 1912. A primeira das nossas 28 medalhas (5 de ouro, 9 de prata e 14 de bronze) foi há precisamente 100 anos, na cidade-luz, em 1924, quando 4 cavaleiros lusos alcançaram o bronze em Hipismo, no Prémio das Nações. No Atletismo, Portugal conquistou o Ouro e a Glória Olímpica em Los Angeles 1984, com Carlos Lopes na Maratona, em Seul 1988 com Rosa Mota também na Maratona, em Atlanta 1996 com Fernanda Ribeiro nos 10.000 metros, em Pequim 2008 com Nelson Évora no Triplo Salto e em Tóquio 2020 com Pedro Pichardo também no Triplo Salto. Esperemos que este ano esse monopólio do lugar mais alto do pódio seja derrubado por outra modalidade.
Em Paris o nosso País estará representado por 73 atletas que vão competir em 15 modalidades, sendo o atletismo a que tem mais atletas, com 22. Um foco em qualidade e não em quantidade.
E antes que comecem as diferentes provas das 48 disciplinas dos 32 desportos Olímpicos que se vão disputar nesta Edição, que se julgue o sucesso ou não da Delegação de Portugal consoante os resultados alcançados, há desde já um indiscutível vencedor nacional: o Comité Olímpico de Portugal, COP, a entidade máxima do Desporto no nosso País, fundado a 30 de Abril de 1912.
E porquê esta distinção? Porque ao Comité Olímpico de Portugal se deve, em particular nas duas últimas décadas, um trabalho bem planificado, metódico e persistente de desenvolvimento do desporto como um todo, e por isso mesmo se em cada ciclo Olímpico os resultados em termos de medalhas ainda não atingiu os patamares que o COP quer (e vai) alcançar, é patente a significativa melhoria e os progressos obtidos por um cada vez maior número de atletas.
Em estreita colaboração com as Federações Nacionais, o COP tem amparado e impulsionado o desenvolvimento de cada modalidade, descentralizando as suas atividades, aumentando exponencialmente o número de atletas federados, investindo na qualificação dos técnicos e treinadores, alargando os campos, as pistas e os recintos para a prática das modalidades. Essa massificação vem aumentando o leque que permite uma maior e melhor seleção dos mais competentes, dos mais virtuosos. Para fechar o círculo, registe-se e felicite-se o COP pela evolução das condições de treino e de trabalho que são facultadas aos Atletas de Alto Rendimento.
Fruto de tudo isto é também o progresso que se tem observado nos desportos de equipa. Veja-se, por exemplo, o que se tem desenvolvido o andebol e o voleibol nacionais. Quando estas seleções nacionais, que já hoje prestigiam Portugal, se começarem a apurar nos futuros Jogos, as nossas representações olímpicas crescerão ainda mais, em quantidade e em qualidade.
Por tudo isto, na Abertura de Paris, uma palavra justa de apreço, de reconhecimento e de agradecimento ao COP na pessoa do seu Presidente, José Manuel Constantino. Graça ao seu trabalho e da sua equipa, ainda antes e indiferentemente das medalhas que se possam alcançar nestes Jogos, Portugal e a sua Juventude já partem a ganhar.
Boa Sorte Portugal!"

Desafio emocional na lesão física em atletas


"A mente e o corpo estão intrinsecamente ligados, e a relação entre lesões e estado emocional é uma relação complexa.

No mundo desportivo, as lesões físicas são comuns, contudo é inegável a forma como afetam direta e indiretamente os atletas, dependendo esse impacto da magnitude da lesão. Nesses momentos, a recuperação física é frequentemente vista como o principal foco após uma lesão. Contudo, o estado emocional dos atletas desempenha um papel crucial nessa recuperação, mas não raras a vezes este é muitas vezes subestimado no processo.
A mente e o corpo estão intrinsecamente ligados, e a relação entre lesões e estado emocional é uma relação complexa. Por um lado, a vivência de lesão física afeta o estado emocional dos atletas. Estudos recentes demonstram que perante uma lesão física os atletas vivenciam períodos de negação, medo, frustração e raiva. Estes fatores podem levar ao desenvolvimento de comportamentos de isolamento social e até à vivência de sintomas de ansiedade e depressão.
Por outro lado, estados emocionais negativos afetam a recuperação da lesão. Atletas que enfrentam lesões graves frequentemente passam por períodos de frustração, medo e até depressão, sentimentos que podem retardar a recuperação física desde logo pelas alterações químicas que provocam no corpo e que interferem com o processo de recuperação. Além disso, a literatura recente tem demonstrado que os estados emocionais negativos têm também impacto na recuperação de lesões na medida em que são bloqueadores ou retardadores da adesão ao cumprimento integral dos programas de recuperação.
Como tal, a integração de apoio emocional nos programas de recuperação física deve ser vista como uma componente essencial e não opcional. A pressão para retornar rapidamente ao desempenho máximo pode ser esmagadora, e sem o apoio adequado, o atleta pode vergar-se ao stress e à ansiedade. As técnicas de apoio emocional, como a psicoterapia e o aconselhamento, juntamente com práticas de relaxamento e meditação, podem fornecer as ferramentas necessárias para lidar com a adversidade. Mas também a existência de uma rede de apoio social (exemplo: família, amigos, colegas de equipa etc.) é fundamental para a recuperação emocional dos atletas lesionados.
Em suma, é essencial que as organizações desportivas reconheçam a importância do estado emocional dos seus atletas durante a recuperação de lesões. E, como tal, invistam em suporte psicológico, compreendendo que o mesmo é estratégico para otimizar o desempenho dos atletas e a longevidade das suas carreiras."

sexta-feira, 26 de julho de 2024

BI: Brentford...

Bigodes: Brentford...

5 minutos: Brentford...

Vermelhão: Treino positivo...

Benfica 1 - 1 Brentford


Mais um empate, num jogo onde voltámos a dar indicações positivas a vários níveis, mas voltámos a desperdiçar várias oportunidades e voltámos a sofrer um golo por culpa própria nas pouquíssimas oportunidades que o adversário conseguiu!!!

Um dos problemas desta pré-época, deve-se á ausência de vários jogadores nos primeiros jogos treino: os Internacionais chegaram tarde, o Kokçu o Di Maria (e o Neves!), ainda não treinaram; o Bah e o António fizeram hoje os primeiros minutos, e com a indefinição do plantel confirmada pelo Presidente, com as potenciais Saídas, e a Entrada de alguns jogadores, o trabalho de construção do coletivo, está atrasado!!! Mesmo assim, o ano passado, por esta altura, estávamos a ser goleados no Restelo, por uma equipa da Premier League, que acabou por descer de divisão!!!

Agora, analisando individualmente as exibições das contratações, e dos jogadores pouco utilizados, que já estavam no plantel, parece-me evidente que este ano: acertámos nas opções!!!
Pavlidis, está a confirmar que é matador; Barreiro, a custo zero, é na pior das hipóteses uma excelente opção ao Tino; e o Beste, hoje, já mostrou toda a sua qualidade nos cruzamentos, mostrando-se muito agressivo defensivamente...

Se somarmos, o Tomás Araújo que tem sido o nosso melhor Central; a evolução do Carreras; o regresso do Aursnes ao seu lugar; a adaptação do Marcos Leonardo ao papel de 2.º avançado; o Prestianni a espalhar magia, dando-nos criatividade e remate fora da área... Além do azarado Rollheiser, que antes da lesão estava a ser a grande surpresa da pré-época numa nova posição!

São 8 jogadores 'novos'!!! É um reforço brutal do plantel e das opções...

Para mim, somente o Morato com algumas brancas (hoje, a culpa no golo, até deve ser repartida, pois o Trubin, naquela situação devia estar no bico da pequena área...), e o Gouveia nesta tentativa de adaptar-se a Lateral Direito, têm estado abaixo do esperado.... O João Mário, tem muitos anticorpos nos adeptos, mas tem sido o nosso melhor médio centro ofensivo... O Cabral continua a demonstrou muita entrega, mas a bola não entra... e hoje, até o Martim Neto mostrou qualidade, 'exigindo' novo empréstimo, em vez da dispensa que estava na cabeça de muitos... O Rego, deverá baixar à B, mas tenho muito confiança no puto!

Faltam dois jogos treino antes do início do Campeonato, e aparentemente o mês de Agosto, com 4 jornadas, será 'quase' uma pré-época 'alargada', pois só então teremos a maior parte do plantel disponível, e só nessa altura as dinâmicas coletivas poderão ser verdadeiramente testadas! Agora, parece-me que o Roger não vai inventar, vai insistir no formato, mas com maior consistência defensiva... e com o matador na área! O plano passa por aqui!!!

Por exemplo, a dupla Tino/Barreiro parece ser aposta do Roger, pessoalmente não tenho gostado... principalmente com o Marcos Leonardo em campo, pois com um '10', estilo Kokçu ou Prestianni, a dinâmica poderá ser outra... Suspeito que a existência do Roger nesta dupla, deve-se a uma tentativa teórica, de dar rotinas, a um Benfica, com uma dupla de médios-centro, mais combativos, para 'encaixar' melhor nos duelos com os nossos principais rivais, também eles, normalmente com dois médios, de caraterísticas mais de pressão e não de construção!!! Mas com o regresso do Aursnes à esquerda do meio-campo, a equipa perde criatividade ofensiva...

Nota final, para o pormaior mais 'importante' do jogo: o penalty não assinalado sobre o Prestianni é criminoso! E demonstra que nada vai mudar... A não expulsão do jogador do Brentford aos 5 minutos, ainda se pode 'desculpar', por ser um particular, agora a falta sobre o jovem argentino... ainda por cima com VAR demonstra premeditação! A forma como terminou a partida, num Canto favorável ao Benfica, e a postura que nesse momento teve para com os jogadores do Benfica, é a prova provada que o vírus da Lagartda nojenta vai continuar bem presente do Conselho de Arbitragem da FPF!!!