Últimas indefectivações

terça-feira, 25 de junho de 2024

Cristiano Ronaldo não fez nada de extraordinário, fez o correto


"A Seleção de futebol é uma raridade, capaz de aproximar indivíduos desavindos em tantas outras coisas

Cristiano Ronaldo não fez nada de extraordinário, apenas fez o correto. Se o passe para Bruno Fernandes no 3-0 foi tão valorizado terá sido porque, antes na carreira, Ronaldo não terá tomado sempre aquela decisão. Se foi tão surpreendente, terá sido porque naquela situação, antes na carreira, Ronaldo terá tomado a decisão de ser ele a rematar.
Cristiano vai continuar a procurar o golo. Aliás, de tudo o que de positivo veio à seleção do jogo frente à Turquia um golo do capitão foi a única coisa que faltou. Porque Cristiano Ronaldo vai continuar a procurá-lo insistentemente, muitas vezes com opções que, se calhar, podiam ser outras, mas que em grande parte, antes na sua carreira, terminaram com a bola no fundo das redes. Esse é o seu o jogo, é a sua natureza competitiva e não se pode negá-la a um homem que tem quase 900 golos na carreira. Seria o mesmo, por exemplo, que dizer a Stephen Curry para não lançar de três pontos ou a Max Verstappen para abrandar.
Ainda assim, aproveitemos o altruísmo do capitão para nos «embebedar» numa esperança maior. A seleção foi boa frente à Turquia. Aliás, foi muito boa e deixou grandes sensações em quem viveu o duelo de Dortmund.
Há exatos três meses, escrevi aqui que ainda sentia falta dessa embriaguez coletiva em torno da equipa, mas o que veio da Alemanha foi, desde o campo, à cor e ao som de algo a celebrar-se.
Ser português não me define, ou melhor, é uma noção demasiado estreita para aquilo que sou. Mas está claro que partilho convosco, compatriotas, uma série de manias, características, gostos ou afeições, para além, claro está, desta versão da língua portuguesa em que comunicamos. O que se tem em comum raramente se manifesta entre nós, embora saiamos todos à rua nos Santos, para logo a seguir dizer que o São João é melhor que o Santo António ou vice-versa e meter o São Pedro ao barulho. Isso, claro está, é também muito nosso. Mas afasta-nos.
Pela sua dimensão, a Seleção de futebol é, portanto, uma raridade, capaz de aproximar indivíduos desavindos em tantas outras coisas. Fá-lo quando vence da maneira que venceu a Turquia.
Ouviu-se um cântico português em Dortmund - «Sou, de Portugal eu sou, a todo o lado eu vou, só para te ver ganhar...» - que já se tinha ouvido, em menor força, em Leipzig. Talvez tenha pronúncia do Norte na origem, mas parece estar a ganhar força orgânica, seja com variantes de Lisboa, Viseu, ilhas, dos PALOP ou do Brasil.
Nós, portugueses, somos de todos estes lados e estamos representados numa Seleção que, de acordo com o que cantamos, seguiremos a apoiar independentemente das raízes de quem está em campo.
Lá chegará o dia também em que tenhamos portugueses de Bombaim, Jacarta ou Tegucigalpa na equipa das Quinas.
Não será preciso fazer nada de extraordinário, é só preciso fazer o correto. Como dar uma assistência a quem está ao lado e por vezes fingimos não ver. Se o maior português da História o fez..."

'Droit au but'


"Jogadores que falam de assuntos que não futebol incomodam muita gente

Quis o destino que as eleições francesas se tenham atravessado em cheio nos trabalhos da seleção gaulesa durante o Euro 2024. O destino e os jogadores, que chamaram a si as responsabilidades de cidadão que muitas vezes lhes estão retiradas por apenas falarem com os pés. Ora esta profissão permite que façam isso e muito mais, como nos recentes dias deram provas Marcus Thuram - que tem um forte exemplo no pai Lillian -, Kylian Mbappé e Aurelien Tchouaméni, que apelaram ao voto nas eleições legislativas antecipadas que o presidente Emmanuel Macron convocou depois da subida da extrema-direita nas eleições europeias (decorrerão a 30 de junho e 7 de julho). Mais, apelaram ao travão aos extremos. «Acima de tudo somos cidadãos e creio que devemos estar ligados ao mundo que nos rodeia. Espero que tomemos a decisão certa e que continuemos orgulhosos de usar esta camisola. Não tenho qualquer desejo de representar um país que não corresponde aos nossos valores», disse Mbappé. Seguramente ele e os dois companheiros já ouviram várias vezes que nem franceses deviam ser, por isso a tomada de posição ganha ainda mais força.
Recordei a participação de Cândido Costa no programa Taskmaster – estamos à espera da próxima temporada, ok? – em que muitas vezes sublinhou que queria sacudir o estereótipo do jogador burro. O que, tenho pena, por vezes é espalhado pelo próprios, como o guarda-redes espanhol Unai Simon que disse que Mbappé e companhia deviam limitar-se a falar de futebol; também Jordan Bardella, líder do partido de extrema-direita União Nacional (RN), dispensou as «lições de moral» dadas pelo «multimilionário» Mbappé a pessoas que não têm a sorte de viver em residências ultra protegidas por agentes de segurança». Claro, não lhe dá jeito que figuras tão populares apelem a um voto útil junto dos jovens a quem têm acesso todas as semanas com os pés, mas agora por casualidade também no Euro, onde se calhar falam mais para imprensa do que no resto do ano nos clubes.
Droit au but é a divisa do Marselha, um excelente jogo de palavras entre direito ao golo e direto ao assunto. Foi isso que fizeram estes jogadores. Agora que o PSG já ficou para trás, creio que Mbappé não se vai importar que a use."

No Princípio Era a Bola - A Suíça atacou as fragilidades da Alemanha, um monstro sentimental que também já sabe o que é sofrer

No Princípio Era a Bola - Portugal ganhou sem espinhas, está nos ‘oitavos’ e tem um Ronaldo mais envolvido com a equipa. Agora cuidado, não se esqueçam de 2008

Bechler: Portugal...

ESPN: Futebol no Mundo #350 - Portugal classificado, Inglaterra devendo e projeção das oitavas

A qualidade de Bernardo Silva, o inquantificável


"Talvez o eterno Pepe e os seus jovens 41 anos que se encheram de cortes certeiros, posicionamentos impecáveis e interceções espertas também merecessem, mas, além de abrir o caminho da vitória com o primeiro golo, Bernardo mostrou, durante 90 minutos, que a sua valia tem de ser vista e não caçada nos números: o pequeno grande jogador de Portugal jogou, fez jogar e pincelou o relvado com toques discretos, mas fundamentais.

Há quem tenha alergia a que se usem termos futebolísticos nestas paragens e fujam de overlaps, da profundidade, do “jogo interior” e de underlaps normalmente enquanto acenam que não é suposto pegar nestas denominações mais técnicas que são usadas por quem trabalha no futebol, e com sentido, porque, às vezes, precisam de ser descascadas. Então: quando, aos 22 minutos e pela primeira vez no Portugal-Turquia, o embalado Nuno Mendes se desmarcou por dentro de Rafael Leão, que tinha à bola encostado à linha, ou seja, entre ele e a baliza, deu-se o underlap que chocalhou as fundações defensivas do adversário e proporcionou o acontecimento onde pretendo chegar.
O lateral esquerdo da seleção cruzou rasteiro e para trás, astuto a explorar o contra-movimento dos aflitos defesas turcos e fiel ao olhar de esguelha com que já teria visto Bernardo Silva, a chegar à área vindo da direita. A bola a que Ronaldo tentou e, felizmente, não chegou, travou conhecimento com o pé esquerdo de Bernardo para o primeiro golo e já que começámos por termos e expressões, prossigamos nesse reino onde pouco antes de a partida arrancar, no buraco negro sem fundo que são os grupos de WhatsApp, recebi uma curiosa, seguida de uma frase:
Foram “zerardo” e “um gajo com zero números em competições grandes tem é de sentar”.
Ambas visaram o marcador do golo. Salientar que a troça do autor visou Bernardo Silva enviesadamente será um eufemismo quando ele não se trata de um jogador quantificável, nenhum é, no fundo, mas há bastantes em quem os números habitam sem fim quando é um caso de proliferação de golos, quando Bernardo encostou o pé à bola já descrita um desses jogadores era traído pela relva, Cristiano tropeçou, caiu e enrolou-se na relva e ele tem 39 anos, fez o 208.º jogo pela seleção, leva 130 golos, 15 marcados em seis Europeus onde já deu sete assistências (36 ao todo), a mais recente seria neste Portugal-Turquia que o elevou também a ser o tipo que mais golos deu no torneio. E estaríamos aqui a escrever páginas se o tónico fosse versar sobre quantificação do capitão da seleção.
Mas não foi ele o luminoso farol que forneceu a calma quando Portugal a procurou nos momentos em que os turcos, esbaforidos na primeira parte, pressionaram no embalo da euforia, a caírem em referências individuais e marcações ao homem, e, na segunda, correram desnorteados atrás do prejuízo e, cedo descobririam, de várias sombras. Os espaços escancarados pela urgência da Turquia foram água para boca no jogo de Bernardo, a par de acertos posicionais na seleção nacional que como azeite nessa mesma água, o fizeram sobressair.
No hemisfério inicial, Portugal teve a sua fidelidade à romaria de João Cancelo por terrenos interiores, ele um falso lateral a ir pedir bola como um médio, ao centro, deixando Bernardo colado à faixa onde restringiu as suas receções graciosas e os toques repelentes de perdas de bola. Cruzando o equador do jogo, o canhoto estatelou-se no conforto que mais o beneficia.
Fazendo Cancelo um reset às suas definições, ficando mais na lateral direita, Bernardo Silva dedicou-se a deambular livremente, mostrando o seu pé-cola por fora, por dentro, perto de Ronaldo, longe da linha, a cutucar segredos com Bruno Fernandes, a multiplicar combinações sem pensar com o João que tinha do seu lado porque com eles dispostos assim o pensamento é acessório, a síncrona genialidade em parelha é que manda ali.
O saber dar o passe necessário no momento preciso, com a força ideal, em zonas onde os molares mastigam o jogo e os caninos dos adversários tentam cortar intenções é a dentuça predileta de Bernardo. Para o último passe a rasgar houve Bruno Fernandes, na organização dos primeiros passes para se abandonar a área existe Vitinha, quem tem o 10 estampado na camisola pisa, sem problemas, essas duas dimensões, mas é num jogo como este foi, a deixá-lo pisar todos esses terrenos quando o seu radar convier, que o seu brilho é mais reluzente.
E Bernardo lançaria Cancelo na linha de fundo, Bernardo desmarcou-se que nem punhal espetado no coração da área para quase chegar a um passe de Bruno a isolá-lo, Bernardo conduziu uma jogada depois em que fixou o adversário, soltou, correu, recebeu um singelo passe de Ronaldo que a sua movimentação pediu e quase marcou com um remate mascarado de passe à baliza, típico de quem dispensa a força por ter tanto jeito. “Zerardo” a jogar e a gerar jogo, basta que a seleção o rodeie com jogadores e lhe dê a bola.
Dizer que Bernardo Silva foi o melhor de Portugal contra a Turquia é usar um adjetivo insuficiente para o qualificar num texto que dispensou os números para vocês perceberem a ideia. O pequeno enorme futebolista, conceda-se lembrar o 2 e o 9 que tem na idade, nunca marcara ou assistira em fases finais pela seleção nacional e quem consome a bola apenas com as lunetas das estatísticas a filtrar a vista encostou-se nessa evidência após o jogo com a Chéquia. Foram precisos poucos dias passarem para Bernardo encher o campo dele próprio, sem números, porque ele não é quantificável."

Zero: PlayBook #109 - Futuro de Neemias nas mãos dos Celtics

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Bigodes: Contratações Tier List - Rui Costa...

Falar Benfica - Auditoria, estatutos e o Futuro

Terceiro Anel: Euro24 - Dia 7...

Ramble: Portugal...

Café: Portugal...

Renovação Red Pass arranca na segunda-feira


"A BNews de hoje é dedicada a vários assuntos da atualidade benfiquista.

1. Red Pass 2024/25
A renovação dos lugares de época no Estádio da Luz arranca na segunda-feira às 12h00, e há desconto para os mais assíduos na temporada transata.

2. Europeu de futebol e Copa América
Siga o desempenho dos jogadores do Benfica nestes certames.

3. Passar para a frente
O jogo 3 da final do Campeonato Nacional de hóquei em patins entre Benfica e FC Porto é amanhã, às 15h00, no Dragão Arena. A final está empatada com uma vitória para cada lado. Nuno Resende antevê a partida: "Temos de ser muito mais competentes. Se o conseguirmos e aumentarmos a eficácia, podemos e queremos discutir o jogo."

4. Contratação no futebol feminino
A internacional jamaicana Jody Brown chega ao Benfica depois de representar Florida State, pela qual se sagrou campeã universitária norte-americana, tendo bisado na final do Campeonato.

5. Apontar à final
A equipa feminina de hóquei em patins pode carimbar a passagem para a final do Campeonato Nacional. A segunda partida das meias-finais é hoje, às 15h00, na Luz.

6. Protagonista
José Barbosa, tricampeão nacional de basquetebol, em entrevista ao jornal O Benfica e à BTV.

7. Parceria internacional
Vai nascer o Benfica Campus Costa do Marfim, um projeto que visa potenciar a forma de treinar do futebol jovem, reforçar as capacidades dos locais envolvidos na modalidade, apoiar e impulsionar jovens desfavorecidos.

8. Excelente desempenho
Em ação no Open de Espanha, Diogo Ribeiro conseguiu a medalha de ouro nos 50 metros livres depois de já ter conquistado o ouro nos 50 metros mariposa e o bronze nos 100 metros livres.

9. Gimnáguia
A 42.ª edição realiza-se no Pavilhão Fidelidade amanhã, às 11h00.

10. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV.

11. Casa Benfica Abrantes
A BTV esteve na comemoração dos 30 anos desta embaixada do benfiquismo."

História Agora....


 
- História...

Mau...

Corruptos 4 - 1 Benfica
Nicolía

Derrota, em mais um jogo marcado por decisões absurdas dos apitadeiros, que até começarem relativamente bem nos primeiros minutos, mas depois...
Mas além dos apitos, hoje não jogámos bem, se na defesa é difícil manter agressividade, com os mergulhos constantes do outro lado, no ataque desperdiçamos muitos golos feitos...

Atypical: The Biggest Game Of My Pro Basketball Carrear...

Zero: Mercado - Wendell, Estêvão, Jonathan David

Águia: Diário...

Zero: Ataque Rápido - Extra #1 - O EURO do povo (Portugal x Turquia)

Zero: Ataque Rápido - S05E03 - Afinal, foi fácil… Portugal nos oitavos

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - 5 notas sobre a exibição de Portugal

Quezada: Diário...

Se João Neves não merece...


"Rui Costa está obrigado a colocar o médio ao nível dos mais bem pagos do plantel do Benfica. Caso contrário...; Payton Pritchard e Francisco Conceição; boina e barrete de Álvaro Pacheco

1
João Neves é o melhor jogador do Benfica e, aos 19 anos, ligado ao clube desde 2016, é o ativo mais valioso dos encarnados. À qualidade que exibe em campo, junta outras que em tempos idos — pré-Lei Bosman, quando não era tão difícil proteger os nossos talentos dos campeonatos endinheirados — fariam dele um futebolista para uma vida inteira de águia ao peito. Incrível o caráter que revelou ao querer jogar em Toulouse, logo após a morte da mãe, e ao dar a cara na flash interview sentenciada a goleada de mão-cheia no Dragão ante o FC Porto.
Com contrato até 2028, assinado em agosto de 2023, desde há várias semanas que o médio estará a negociar um novo vínculo, ainda longe de se adivinhar fumo branco para a conclusão do processo. Qualquer proposta de Rui Costa para uma renovação que não coloque João Neves no topo da lista dos mais bem pagos do plantel, só merece como resposta um simples... não. No cume da montanha salarial do Benfica, não pode faltar Neves, sob pena do clima poder esfriar bastante...

2
De Boston a Leipzig, do decisivo Jogo 5 da final da NBA, entre Celtics e Mavericks, ao inicio da aventura da Seleção Nacional no Europeu, diante da Chéquia, dois pratos gourmet na última terça-feira (18 de junho), o primeiro à 1.30 de Portugal continental, o segundo às 20, espetáculos imperdíveis para quem é apaixonado — como eu — por ambas as modalidades.
Quando festejei no enorme Atlético Clube de Portugal dois títulos nacionais de basquetebol, em 1988 (juvenis) e 1990 (juniores), na semana passada, portanto, era do domínio da ficção científica imaginar com os meus inesquecíveis companheiros dessas epopeias um português na então liga dominada por Magic Johnson e Larry Bird — agora pensar que teríamos um dia um compatriota, no caso o grande Neemias Queta, com um anel de campeão, isso, nem no sonho mais cor de rosa.
No duelo que consagrou os Celtics, no TD Garden, a quatro segundos do intervalo Joe Mazzulla fez saltar do banco, em estreia nessa noite, Payton Pritchard, enquanto Luka Doncic, estrela dos Dallas, tentava a sorte da linha de lance livre. O esloveno falhou o segundo, Al Horford ganhou o ressalto, passou a bola a Pritchard, este driblou uma vez e antes da linha de meio-campo lançou certeiro com a rede a balançar já o tempo se esgotara no trajeto mágico até se consumar o buzzer beater. No Jogo 2 vira-se filme igual, no final do terceiro período, e na carreira do base norte-americano há outros exemplos de jogadas tiradas a papel químico a provar que o impossível, naquelas mãos, pode tornar-se realidade.
Se Roberto Martínez é fã de baloncesto, não sei, mas a entrada de Francisco Conceição aos 90 minutos do desafio frente aos checos (escrevo antes do jogo com a Turquia), para jogar os quatro de compensação (juntamente com Pedro Neto e Nélson Semedo), fez-me lembrar a aposta de Mazzulla em Pritchard.
Ao soar do gongo, as duas foram premiadas com três pontos, bafejadas pela sorte que faz campeões, compreensível a opção do técnico de 35 anos no especialista dos Celtics em milagres na luta contra o relógio, difícil de perceber a decisão do espanhol, demasiado tardia, apesar de ter resultado em cheio. Três dos suplentes utilizados por Martínez, recorde-se, estiveram no golo da vitória portuguesa — Gonçalo Inácio desmarcou Pedro Neto, que cruzou e Francisco Conceição concretizou.
Após 112 dos 341 segundos que jogou, o extremo (ainda) do FC Porto marcou, justificou no relvado a fama — e o proveito — de espalha-brasas e desempenhou papel semelhante ao de Payton Pritchard.

3
Podia ser o início de uma anedota… Sabem aquela do treinador português contratado para orientar o Vasco da Gama e que ao fim de quatro jogos em 18 dias foi despedido por ter um empate (Cruzeiro) e três derrotas (Flamengo e Palmeiras, favoritos no Brasileirão, e Juventude). Álvaro Pacheco atravessou o Atlântico de boina e enfiou um barrete — que não perdoe um cêntimo da indemnização a que terá direito."

É possível estarem todos felizes. Mesmo quem perde


"A vitória de Portugal vista de outro ângulo

Mehmet Scholl, Altintop, Sahin, Emre Can, Gundogan. Podia enumerar mais, mas esta mão cheia de craques mostra o impacto da comunidade turca na seleção alemã e é representativa de um povo com um enorme assento na sociedade germânica, a segunda nacionalidade mais representada no país (ainda mais que os polacos). Tinha por isso a curiosidade de presenciar o ambiente de um jogo de futebol entre a Turquia e Portugal (outro país de emigração, mas de muito menor expressão no termo de comparação), num espaço público onde se reúnem milhares de pessoas, para entender como sofrem e vibram os turcos fora do contexto de um estádio. Na fan zone de Estugarda, cidade onde estão centradas para já as nossas operações, vi um enorme mar vermelho e apenas uns quantos adeptos de verde e vermelho, mas que quando tiveram de gritar golo fizeram-no (por três vezes) a plenos pulmões sem que eu tivesse assistido a qualquer sinal de animosidade – o único ponto negativo foi a retirada à força de um adepto por tentar acender uma tocha.
O que vi, por outro lado, foi uma certa simpatia e mesmo alguns sorrisos durante a segunda parte, confirmando o que Carlos Leal, português residente há 50 anos na Alemanha e casado com uma turca, me tinha dito nas vésperas do encontro de Estugarda: o público da lua crescente tem uma grande admiração pelo futebol português e não apenas por Cristiano Ronaldo, colocando a Seleção Nacional no topo da cadeia alimentar.
Não estranhei por isso o que assisti de seguida. Mesmo perdendo por 0-3, milhares de turcos meteram-se nos carros, colocaram as bandeiras de fora e apitaram pelas ruas de Estugarda como se tivessem conquistado o Europeu. Aqui e ali atravessava-se um carro com as cores de Portugal, produzindo o mesmo som das buzinas, aquilo que estes Europeus e Mundiais são durante boa parte do tempo: uma festa transversal que traz ao de cima o melhor que os povos têm para dar. Porque se fechássemos os olhos não conseguiríamos perceber quem é que estava feliz. Em boa verdade, estavam todos. Não há outro desporto que proporcione estas sensações."

TPC: deixem jogar os miúdos


"Lamine Yamal não é um adolescente qualquer, mas há muito a aprender com ele

Pergunte-se, caro leitor ou cara leitora: o que estava a fazer com 16 anos? Provavelmente a estudar, algures ali pelo ensino secundário, a fazer amizades intensas e a viver os primeiros amores que julgaria para a vida. Nesta altura do ano, já a pensar no que fazer nos três meses de férias: as primeiras saídas à noite, alguns a fumar e a beber às escondidas (não aconselho), muitos a passar os dias a dormir ou na praia (ou ambas as maravilhosas opções ao mesmo tempo).
Também podemos admitir que não foi nem é a idade perfeita para tomar boas decisões. Os TPC (Trabalhos Para Casa) que parecem só atrapalhar as coisas mais interessantes que há para fazer, a passagem lenta da infância para a idade adulta e toda a inconstância e imaturidade que isso traz, os amigos que dizem verdades absolutas e a desconfiança e irreverência para com todos os avisos dos pais.
Nada disto parece poder aplicar-se, no entanto, a Lamine Yamal. Aos 16 anos (quase 17, vá!), o extremo espanhol é já uma das figuras do Euro 2024 e promete deixar a sua marca no futebol durante os próximos... 20 anos?
De Barcelona já nos tinham chegado muitos sinais disso, mas a exibição contra a campeã em título Itália foi suficiente para lançar o alerta europeu. A escola de La Masia está lá, a boa tomada de decisões também, a inteligência e o talento são óbvios, mas há algo de inesperado que pode sempre acontecer com Yamal em campo. Não acho que a idade justifique tudo, mas enquanto houver liberdade para deixar um miúdo destes fazer o que lhe apetece, por mim tudo bem. Numa era em que a formação prende demasiado as crianças a táticas e resultados, e em que a maior parte delas quer passar mais tempo com um ecrã do que com uma bola, perdoem-me a romantização do fenómeno, mas eu só espero que os professores de Lamine o deixem passar de ano por tudo o que é capaz de nos dar numa Europa que cada vez trata pior os filhos de mães guineenses e pais marroquinos.
É verdade que, ao lado de Yamal, Mbappé já parece um veterano, com os seus 25 anos, mas convém não esquecer que, aos 19, já o parisiense filho de pai camaronês e mãe argelina (só para ressalvar a beleza da multiculturalidade) andava a marcar e vencer uma final de um Mundial e a perseguir recordes de um tal de Pelé. Juntemos-lhe, então, um Jude Bellingham e um Musiala de quem aos 20/21 anos já se exige e espera tudo, um Arda Guler de 19 a despontar e, já agora, um Francisco Conceição de 21 que nos salva no último minuto e temos um Europeu perfeito para os adolescentes ou recém-jovens adultos brilharem.
Aproveitemos estes exemplos para se dar mais liberdade aos miúdos também por cá. É muito comum ouvirmos que jogador X tem de ganhar experiência, ou rodar num clube, ou aprender com os erros justificados pela idade. Bem sei que não se aplicará a todos, mas há por aí muito talento que só precisa de se mostrar em campo."

Jogo Pelo Jogo - Euro24 #1 - Portugal...

Falsos Lentos - Euro24 - Portugal...

Wonderkid: Portugal...

O Futebol é Momento - Euro24 #5 - Vai mudar 11

Lalas: Portugal e afins...

domingo, 23 de junho de 2024

AJ: Portugal...

Mitso: Portugal...

The Give B Go: Portugal e afins...

Esteves: Portugal...

Wuant: Portugal...

Jsm: Portugal...

EuroFut: Portugal...

Rabona: Euro24 - Daily...

ESPN Deportes: Portugal...

Bein: Portugal...

RMC: Portugal...

Vizak: Previsões, ronda 3

RND - O Kubiko Zé

VSR: Portugal...

Terrace: Portugal...

MHF: Portugal...

Le Vestiaire: Portugal...

L'Équipe: Portugal...

AA9Skillz: Portugal...

ESPN UK: Portugal...

ESPN FC: Portugal...

ITV: Portugal...

Thogden: Portugal...

Águia: Portugal...

Quezada: Portugal...

Rabona: Portugal...

5 minutos: Portugal...

Silenciadores: Euro24 - Os boxers do Mickey

DAZN: Bernardo...

Fala agora!


"“Com excepção deste último, em que fez um passe curto banal que permitiu a Phil Foden um fenomenal remate para golo, Bernardo não fez nada mais de realce em nenhum dos jogos. Limitou-se sistematicamente a receber a bola sobre a direita e atrasá-la, sem jamais tenha ensaiado uma finta, um cruzamento, um passe de desmarcação, um remate, ou muito menos, uma fuga pela linha para depois cruzar atrasado".
🗣️ FALA AGORA!!"

A caminho...

Contra factos não há argumentos


"BENFICA CAMPUS É A MELHOR ACADEMIA DE PORTUGAL

1. A capacidade de uma academia mede-se pela quantidade de jogadores que fornece à primeira equipa. Na utilização, em minutos, de jovens da formação na primeira equipa o Benfica bateu na época 2023-24 todos os seus rivais (segundo o CIES).

2. No conjunto dos resultados das três categorias da formação também fomos de longe os melhores. E se somarmos os pontos conquistados nas fases de apuramento de campeões das três categorias, os resultados voltam a ser inequívocos:
Benfica 102 pts
Braga 78 pts
Porto 78 pts 
Sporting 56 pts
Para atingirmos o píncaro, só faltou sermos campeões também em juniores - ficámos 3 pts atrás do Braga.

3. O objetivo número um da formação não são títulos, mas é importante ter uma cultura vencedora desde a formação. Porque essa tem que ser a atitude quando chegarem à primeira equipa. Olhamos para António Silva e João Neves, para referir os exemplos maiores, e vemos muito Benfica e muita vontade de ganhar neles. Todos fossem assim.

4. A formação é o pilar estratégico mais importante e decisivo de um clube com as características do Benfica. Olhando aos resultados de 2023-24, estamos no bom caminho. Parabéns a todos os profissionais que trabalham na nossa formação."

Dividir para reinar!


"Conclusão a que cheguei rapidamente após tantas leituras sobre esta capa…
Ninguém sabe um caralho, os jornais podem escrever o que quiserem que cada um vai interpretar à sua maneira, influenciado principalmente pelo meio envolvente onde se move e pelas pretensões que tem sobre o clube.
E é nisto que o clube se transformou recentemente.
Uma feira de vaidades onde quem lidera não convence e quem se opõe muito menos!
Chegamos a ano de eleições e vai ser este desgaste constante, vergonhosa esta nova forma de benfiquismo que vive para dividir para reinar e que se regozija pela derrota uma vez que entende que dessa forma estará mais perto de uma hipotética vitória!
É triste, mas é o que temos!
Varrer tudo de cima abaixo, dirigentes atuais e oposição, não se aproveita UM!
O Benfica é um clube de futebol, não é um partido político."

Avenças...




"Para o jornal Record, Ionidis é um mercenário porque preferiu o dinheiro ao projeto.
No caso de João Neves, é a direção do Benfica que não valoriza o jogador ao não lhe dar mais dinheiro.
Dois pesos e duas medidas."

A paixão não é paciente


"Frente à Turquia não bastará a Portugal namorar o golo e a exibição

Depois de um Mundial de 2022 que frustrou os portugueses, a Seleção está na Alemanha a lutar por uma conquista como no Europeu de 2016, juntando no relvado uma das gerações mais talentosas, talvez a mais talentosa de sempre.
Roberto Martínez, selecionador de Portugal, batizou esta seleção de «Apaixonados», querendo com esse cognome homenagear a paixão com que não apenas os jogadores mas também os adeptos portugueses vivem o futebol.
A ideia foi novamente sublinhada pelo treinador no final da vitória por 2-1 frente à Chéquia, no primeiro jogo da fase de grupos deste Campeonato da Europa, em que a Seleção esteve a perder contra um adversário bastante mais fraco e só nos instantes finais da partida conseguiu dar a volta.
Houve coração com disciplina, diria então Martínez, elogiando a capacidade da equipa para nunca se desagregar e a vontade com que se lançou na parte final do desafio à procura do triunfo, que só surgiu graças a um autogolo e um golo do jovem estreante Francisco Conceição, aos 90+2 minutos.
Nada a apontar quanto à justiça do resultado, à organização de Portugal, ao comprometimento dos jogadores, e nem sequer à surpresa e acerto ou não da estratégia utilizada por Roberto Martínez, mas a quase totalidade do jogo, e as sensações que a equipa transmitiu, contrariam em certa medida a ideia do selecionador. Talvez tenha existido disciplina a mais no jogo com a Chéquia, até alguma passividade, ou demasiada paciência na forma como Portugal entrou neste Europeu. Aos Apaixonados faltou um pouco de paixão.
Para se chegar longe nas fases finais é preciso ser inteligente, claro que sim, mas também audaz e afirmativo; e Portugal, tendo essas características, não o foi neste primeiro duelo. Ganhou bem, mas sem chama, apenas ateou brasas que o Chico com o golo da vitória espalhou na exibição.
Hoje, o jogo é contra a Turquia e o nível de exigência aumenta.
Os turcos jogam mais do que os checos e nem se discute que são bem mais determinados no futebol que jogam. Desta vez, tudo o indica, a Portugal não bastará namorar o golo e o jogo, tem mesmo de haver paixão, criatividade para surpreender, capacidade para mostrar quem manda, frontalidade para assumir a genialidade das ideias de Bernardo Silva, Vitinha ou Bruno Fernandes, do capitão Ronaldo, ou dos jovens Francisco Conceição, do monstro físico que é Rafael Leão, da arte de Félix e do poder de fogo de Jota ou Gonçalo Ramos. E poderíamos continuar com os elogios.
Passar a fase de grupos é absolutamente obrigatório para Portugal. A força e poder motivador da palavra Apaixonados é discutível, mas a qualidade desta equipa seguramente não é."

Os primeiros quadros pintados no Euro


"‘Cristianomania’ atingiu níveis surpreendentes. Aos 39 anos de idade, Cristiano Ronaldo reúne, em si mesmo, o homem, o campeão e o mito

Com tantos, tão diversos e tão talentosos artistas em cena, não resisto à tentação de lançar um olhar crítico pelos primeiros quadros já pintados e que, para mim, não sei para outros, me impressionaram mais, me chamaram a atenção e se revelaram como traços que irão, desde já, marcar a obra de arte final, que se concretizará no próximo dia 14 de julho, em Berlim.
Não se surpreendam pela analogia. Cada Campeonato do Mundo ou Campeonato da Europa de Futebol, tal como cada edição dos Jogos Olímpicos, um Tour de France ou uma final do Super Bowl podem e devem ser vistas como obras de arte. O desporto, ao mais alto nível, tem uma indiscutível componente estética e pode - para mim, deve-se - entender a obra final de cada grande acontecimento desportivo numa perspetiva artística, como se fosse uma grande exposição de quadros de grandes pintores, ou um concerto interpretado por músicos geniais.

O fenómeno Cristiano...
É português de nascença e cidadão do mundo por desígnio popular. A Cristianomania assumiu, neste Europeu da Alemanha, níveis que, mesmo reconhecendo a dimensão universal de Cristiano Ronaldo, nos consegue surpreender. Aos 39 anos de idade, Cristiano reune, em si mesmo, o homem, o campeão e o mito. Mais do que dele se vê, é o que dele sempre se espera e mais o que dele se imagina. Entre todos os grandes talentos deste Campeonato da Europa, o português é o que se aproxima mais da perfeição de Deus. Idolatrado, até mesmo pelos adeptos das seleções adversárias, amado pelo povo universal do futebol, sempre que joga, corre, salta e chuta num qualquer altar sagrado.
Claro que toda esta paixão pelo artista não seria possível apenas pela obra quase acabada. Há também uma visão do homem superlativo e do atleta da transcendência que o torna especial e diferente de todos os outros.

... e o fenómeno Yamal
O ponta direita da seleção espanhola é o jogador mais jovem de sempre a jogar um Europeu. Coisa assinalável por ter, apenas, dezasseis anos de idade e já andar, sem ponta de complexos, com gente grande. Porém, o assinalável transforma-se em notável quando se vê Lamine Yamal jogar. É um talento da cabeça aos pés. Intuitivo, tecnicamente evoluído e com grande sentido de golo. Se a Espanha chegar à final de Berlim, coisa que não seria, de todo, surpreendente, Yamal festejaria o feito já com 17 anos, a idade com que Pelé foi campeão do mundo, na Suécia.
Filho de pai marroquino e de mãe da Guiné Equatorial, o jovem artista Lamine Yamal Nasraoui Ebana vem baralhar as contas de quem só vê pesadelos na migração.

A arte espanhola
Grandes surpresas nos primeiros quadros do Europeu? Nem por isso. Há, para já, pequenas deceções nas obras apresentadas pela Inglaterra e pela Itália e uma ideia de que, entre todas, a melhor arte é a espanhola. Na verdade, é cedo para o afirmar de forma tão firme e inabalável. Nestes torneios de tantos jogos em pouco tempo, raramente quem começa melhor acaba como o melhor. Em tese, estes torneios acabam por ser vencidos por aqueles que melhor gerem o cansaço e por aqueles que vão resistindo no início e crescendo ao longo da toda a prova.
Seja como for, para quem gosta da arte do futebol, esta Espanha é deliciosa. É intensa, mas sem ser furiosa como noutros tempos. É pragmática, mas sem perder o traço de arista. É coletiva, mas sem abdicar da liberdade individual dos seus magnficos artistas."

Portugal: ser glorioso melhor


"Só uma seleção pode ser campeã europeia, mas como se perceberá, há mais formas de se chegar à glória

Os títulos são o principal argumento. O peso é significativo e assim deve ser, porque esse é, afinal, o propósito do desporto. Competir e haver um vencedor, que se sobrepõe a todos os outros na modalidade. Ser o melhor dos melhores, no resultado, significa ter um lugar na história, uma medalha ao peito ou uma taça numa vitrine de um museu.
Ainda assim, esse não é o único caminho para a glória. E eu prefiro a glória a qualquer troféu.
A glória tem muitas formas. E, sim, dela fazem parte o ouro, a prata e o bronze. Mas também fazem a superação da adversidade, os recordes ou, simplesmente, um sentimento.
A glória pode ser um calafrio, um arrepio na espinha como aquele que se dá de cada vez que se vê Éder a preparar-se para chutar à baliza de Lloris - aí associado, obviamente, a um troféu.
Mas os que nunca venceram, os derrotados, também podem ser gloriosos: ou porque, lá está, bateram um recorde, porque superaram adversidade ou, simplesmente, provocaram um sentimento. Dando nomes às coisas, os Oakland A’s de 2001, Niki Lauda em 1976 ou o Brasil de 1982.
Duas equipas e um homem que nada venceram nesses anos, mas cujas façanhas são maiores do que qualquer troféu, seja pelo recorde, pela superação da adversidade ou por um sentimento.
Eu não gosto de baseball, mas admiro a estratégia e a sequência de vitória dos Oakland A’s; não era nascido quando Lauda recuperou de um acidente que o devia ter matado e decidiu enfiar o capacete na cabeça e lutar até ao fim pelo mundial de pilotos, mas conheço a sua história; eu já era nascido, mas não tenho qualquer memória de uma equipa que nada ganhou no mundial espanhol, mas da qual sempre ouvi falar.
As suas histórias persistem e, portanto, não é isso uma espécie de glória? Claro que é. Maior até do que o ouro, a prata ou o bronze.
A afeição influencia o prisma de análise. Quem «sentiu» Ayrton Senna jamais considerará Schumacher ou Hamilton os maiores da História, por muito que o alemão e o britânico tenham vencido mais do que o brasileiro na Fórmula 1. Qual deles mexeu realmente connosco?
O Euro 2016 foi a glória desportiva patenteada numa conquista inaudita de Portugal. O golo de Éder causará sempre emoções e até os empates da fase de grupos ficaram na História coletiva deste país, ainda que, por esses, creio, ninguém sinta coisa alguma.
O Euro 1984 ficou na memória de uma geração de portugueses – porque o feito de ir era, só por si, enorme – como o Euro 2000 ficou para outra, mesmo sem vencerem. O que quero dizer é que Portugal, já campeão europeu, pode fazer melhor, pode ser glorioso melhor. Como? Aliando sentimentos de 1984 e 2000 à conquista de 2016.
Só uma seleção pode ser campeã europeia, mas como se percebeu, há mais formas de se chegar à glória. O que não parece possível é esta existir sem que se jogue muito bem frente à Turquia."

BI: Bancada Jovem #18 - As assembleias e a época 24/25

RND - Tamos Juntos...

Zero: Mercado - João Neves, Palhinha, Olise

Águia: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Quem é Cristiano Bacci, o novo treinador do Boavista?

Treinadores a (curto) prazo: ao menos que recebam bem


"Quando o meu colega João Almeida Moreira avisou Petit sobre as diferenças de noção de tempo entre o Brasil e Portugal, nunca pensei que tudo pudesse ser tão literal.
Petit foi para o Cuiabá há mês e meio e está firme (mas só até ver). Depois dele, rumou ao Brasil Álvaro Pacheco. Durou menos de um mês, quatro jogos, no histórico Vasco da Gama. Repito: quando o João Almeida Moreira falou da falta de tempo e paciência dos brasileiros, nunca me ocorreu que fosse algo assim tão a dar para o precoce.
Admitirem o regresso do anterior treinador para render Álvaro Pacheco, que por sua vez já o tinha rendido, diz quase tudo sobre a firmeza das opções dos dirigentes. Mas isso é com eles.
Vai-se aprendendo ao longo da vida que por vezes só percebemos ser felizes onde estamos quando deixamos de lá estar. E qualquer treinador sabe que está sempre a prazo. Mas caramba! Sair de uma zona de conforto por quatro semanas... é de mais. Espero que todos os que assinam por clubes deste nível de estabilidade acautelem, pelo menos, boas indemnizações.

De chorar por mais
Jogadores da seleção da Dinamarca abdicaram de aumentos e reduziram seguros em nome da igualdade de género. Mais um exemplo nórdico.

No ponto
Ao fim de duas jornadas do Europeu, emerge uma seleção: Espanha. Tão longe e também tão perto do guardiolismo de todas as conquistas.

Insosso
Absolutamente lamentáveis as críticas ao facto de Mbappé se ter pronunciado politicamente. Mas temos de ter fantoches em campo?

Incomestível
Entre quem segue, à lupa ou à distância, o futebol português, quem imaginaria um pós-Pinto da Costa assim no FC Porto?"

‘Fair-play’ turco começou na comunicação


"O equilíbrio e a arte de bem receber um 'adversário'; Nem toda a paixão turca pelo futebol é feita de extremos e a forma como A BOLA foi recebida é o melhor exemplo disso mesmo

BARSINGHAUSEN – Confesso que cheguei ali com algum receio. Escaldado, obviamente, pela loucura turca dos últimos dias em torno da Seleção Nacional. Centenas e centenas de adeptos em busca de algo ligado a Cristiano Ronaldo em Marienfeld, Gutersloh, Bielefield, em todos os pontos mais importantes da Alemanha. A paixão turca em relação ao futebol, muitas vezes vivida no limite do razoável — nunca esqueço a imagem de um verdadeiro cenário de guerra antes de um jogo em Istambul, com carros de combate e um batalhão de agentes especiais munidos de várias armas de fogo — estava no meu imaginário do que poderia encontrar na visita programada ao estágio da seleção turca. Mas nem tudo o que parece é.
E o que encontrei em Barsinghausen, bem distante do centro de Dortmund, foi um ambiente mais… tranquilo que nunca. Aliada a uma amabilidade na receção e no trato muito rara nos dias que correm em que muitos vêm um jornalista como um inimigo, obstáculo para um objetivo, um impulsionador de problemas. Sendo o único jornalista português da imprensa escrita presente fui tratado com um fair-play fora do comum, até porque, bem vistas as coisas, era um 'intruso' entre as dezenas de jornalistas turcos presentes.
Como forma de respeitar os meios impressos, para ter material diferente das televisões, rádios ou websites, só os estes podiam estar presentes numa roda de imprensa com Kokçu. Numa sala pequena, com oito jornalistas presentes, todos eles dos meios de comunicação mais importantes da Turquia, foi-me concedida primazia nas perguntas. «Temos aqui um convidado por isso posso propor que seja o primeiro a poder colocar uma questão», começou por dizer Turker Tozar, diretor de comunicação da seleção turca, não sem antes, porém, colocar o problema da barreira linguística: «Se quiser poderei traduzir só para si todas as respostas concedidas durante esta meia hora (que acabou por durar 45 minutos dada a tradução)».
Todos tiveram direito a falar, sem restrições, e o jogador a responder sem qualquer tipo de bloqueio. No final, todos tiveram oportunidade, fora daquele espaço, fechado, de tirar várias fotografias com o jogador escolhido para fazer o lançamento do jogo. Hoje tudo poderá ser diferente, mas o fair-play turco começou logo na comunicação com os portugueses. Chapeau!"

Os eurobrasileiros


"Enquanto, na Copa América, o Brasil está quase a entrar em campo, no Euro já entrou. E cinco jogadores do país, incluindo Pepe, foram até campeões

O Brasil entra em campo na segunda-feira na Copa América, a mais antiga competição, ainda existente, entre seleções do mundo, uma prova este ano, como noutras ocasiões, fortalecida pela presença de seis representações da América do Norte e Central.
Mas a seleção canarinho (sim, aqui diz-se «seleção canarinho» no masculino e não no feminino ou «canarinha» se não incluir «seleção») participar numa Copa América, onde competirá pela 38.ª vez e buscará o 10.º troféu, não é notícia – notícia seria se participasse no Euro.
E a verdade é que, indiretamente, já participou, já o ganhou em três ocasiões e já voltou a entrar em campo este ano.
Pepe, natural de Maceió, a capital de Alagoas, atuou 90’ com a Chéquia. Matheus Nunes, nascido em São Gonçalo, nos arredores do Rio de Janeiro, e substituto do lesionado Otávio, de João Pessoa, na Paraíba, ficou no banco.
E Jorginho, de Imbituba, em Santa Catarina, está entre os 26 italianos escolhidos para o Euro 2024 e foi titular com Albânia e Espanha.
O médio do Arsenal é, por outro lado, um dos três brasileiros que levantaram a taça pela Itália, em 2020/21, ao lado de Rafael Tolói e Emerson Palmieri.
Antes dele, Marcos Senna, médio incansável de passe preciso, titular indiscutível no triunfo da Espanha de 2008, foi o primeiro brasileiro campeão no Velho Continente, em 2008.
E Pepe, claro, foi um pilar de Portugal campeão, em 2016.
A lista de brasileiros naturalizados que disputaram a competição por seleções europeias, é vasta: além dos cinco campeões citados, inclui Donato (Espanha), em 1996, Paulo Rink (Alemanha), em 2000, Deco (Portugal), em 2004 e 2008, Kevin Kuranyi (Alemanha), em 2004 e 2008, Eduardo (Croácia), Roger Guerreiro (Polónia), Mehmet Aurélio (Turquia), em 2008, Thiago Motta (Itália), em 2012, Thiago Cionek (Polónia), Thiago Alcântara (Espanha), Guilherme Marinato (Rússia) e Éder (Itália), em 2016, Marlos (Ucrânia) e Mário Fernandes (Rússia) em 2020/2021, num total de 19.
Em 2024, destaque ainda para o segundo selecionador brasileiro na história da prova, Sylvinho, treinador da Albânia, repetindo o feito de Luiz Felipe Scolari, por Portugal, em 2004 (vice-campeão) e 2008 (quarto-finalista)."

Zona Mística: Paulo Moreno...

sábado, 22 de junho de 2024

Bigodes: Pavlidis...

O Futebol é Momento - Euro24 - #4 - Em princípio, carimbaremos

Até o 'nosso' Bruno de...!!!

Narrativas...

Campeões Europeus?!


"Tendo por base este jornal, penso que, tal como tem tentado fazer com os campeonatos nacionais, o Sporting Clube de Portugal pode e deve reivindicar uma Taça dos Clubes Campeões Europeus para o seu palmarés!

PS: enquanto escrevi este rabisco o Peyroteo marcou mais 20 golos…"

Rabona: Euro24 - Daily...

Terceiro Anel: Euro24 - Dia 6...

Bigodes: Assembleias...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Mercado - João Félix, Paulinho

No Princípio Era a Bola - Mbappé vai usar uma máscara para proteger o nariz e Deschamps vai ter dores de cabeça

Bwin - Euro24 - Vlog #1 - Viagem em avião que cai

Zero: Tema do Dia - Tudo sobre o despedimento de Álvaro Pacheco do Vasco da Gama

Zero: PlayBook #108 - Offseason a aquecer