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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Haverá um «momento certo» para Rollheiser e Prestianni?


"Bruno Lage tem de alargar o círculo de confiança a outros bons jogadores do plantel, que podem vir a ser importantes para a equipa numa época tão desgastante como a atual

«Tenho de perceber os motivos de falarem muito do Rollheiser», atirou Bruno Lage, em tom de desafio, quase insinuação disfarçada pela aparente boa disposição, na conferência de Imprensa após a final da Taça da Liga.
A indireta não saiu na direção de nenhum jornalista de A BOLA, mas há várias razões para todos nós, de todos os órgãos, falarmos do argentino. Se Lage não concorda, então provavelmente não estaremos a olhar para os mesmos jogos.
Falemos, então, de Benjamín Rollheiser. Primeiro, porque é bom jogador. Porque foi a primeira aposta do técnico para o apoio a Di María, depois da adaptação feita por Schmidt do extremo ao duplo-pivot – um pouco ao jeito de Enzo Pérez por Jorge Jesus –, e perdeu-se aos 56 minutos do segundo encontro, em Belgrado, face à disponibilidade entretanto recuperada por Aursnes. Em terceiro, porque o contexto é de quebra física no norueguês, desgastado pela missão de sacrifício que é pressionar metade da largura do campo, do centro para a direita e vice-versa, fazendo de si próprio e ainda de Di María – e de irregularidade em Kokçu, que se mostra algo unidimensional: superlativo no momento do passe, deficitário nos posicionamentos e no foco sem a bola nos pés. Por fim, com a equipa tão frágil no ataque posicional, deixo a questão: não faria sentido ter em campo a capacidade para resistir à pressão, passar e levar de Rollheiser?
Terá o sul-americano piorado o seu caso ao ficar ligado ao golo do Aves SAD na luta desigual com Devenish, porém isso não chega para explicar a birra ou posição de força de Lage, ao ponto de estar a empurrar um jogador que lhe pode ainda ser muito útil para a porta de saída. Não estará a ser inimigo de si próprio?
Quem fala de Rollheiser pode ainda lembrar Prestianni, que durante as primeiras semanas da temporada mostrou uma irreverência que será certamente necessária ao Benfica durante o que falta da época. O ex-Vélez foi um investimento importante, apontando-se-lhe um grande futuro, e tem de ser encarado de forma diferente dos demais. Nesta altura, o técnico está obrigado a perceber que só os terá a top se lhes for mostrando que não desistiu deles.
É verdade que Schjelderup foi passo importante (no «momento certo», defende o técnico), sobretudo para quem costuma ser tão fiel aos seus, porém Lage vai ter de alargar o círculo de confiança ou faltar-lhe-ão soluções quando os do costume se esgotarem. E vão esgotar-se."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - O que se vê num Porto tão transparente?

Observador: Três Toques - O que comprará Ronaldo a seguir? A Torre de Belém?

Terceiro Anel: Farense...

Vinte e Um - Como eu vi - Farense...

E a CMVM?!

E assim se ficou a saber que a "fruta" está cara...

O Ministério Público não tem nada a dizer sobre isto?

Incompetência?! Não acredito...

Portanto:

Onde está o MP?!

No futebol português, que intolerância!


"O futebol português está à imagem da sociedade deste país: altamente suscetível, intolerante e com opinião e decisões baseadas em critérios casuísticos e liminares

As gentes e os agentes do futebol português são reflexos da sociedade deste país: altamente suscetíveis, intolerantes e com opinião e decisões baseadas em critérios casuísticos e liminares.
As lideranças nos clubes – de presidentes a treinadores - estão sob fortíssimo escrutínio, sob mira de contestação e em causa à primeira série de maus resultados. É um estado transversal, não se resume à massa adepta (não a maioria) permanentemente irada contra presidente, treinador e jogadores.
Começa no primeiro, o presidente, exposto a intensa pressão do exterior (e amiúde do interior) do clube, que, muitas vezes, por fragilidade e inoperância, decide pelo mais fácil, a dispensa do técnico, que neste estado de permanente instabilidade não tem condições para exprimir competências.
Treinadores que trabalham sob pressão inaceitável de adeptos e dirigentes, forças de bloqueio que não ponderam nas críticas a limitação dos plantéis, em qualidade, nalguns casos sem responsabilidade direta do treinador em funções, herdada de antecessores; noutros casos, condicionados por lesões (em número e/ou de jogadores fundamentais); ou tão-só pela competitividade: porque as outras equipas também jogam e não se pode ganhar sempre.
O Benfica trocou de treinador à 4.ª jornada, quando essa decisão deveria ter acontecido no final da última temporada, implicando uma escolha apressada (não se entenda errada), o que desde logo retirou ao sucessor a base de trabalho.
No FC Porto, o estreante treinador vê-se na pele de bode expiatório de guerra contra a cúpula dirigente, onde o novo presidente é acossado por grupos de adeptos(?) saudosistas do antigo.
No Sporting, apanhado na contingência da saída abrupta de treinador quase perfeito e de escolha falhada do substituto, o presidente não demorou a cair do pedestal e decidir por quebrar a corrente pelo elo fraco.
Mas não é um problema (só) do futebol, insista-se, é da sociedade em geral."

Longos dias têm dez anos


"A quantas portas irá bater Villas-Boas, a pedir contas, na sequência da auditoria forense? Villas-Boas e não só, porque estamos perante casos de polícia…

Uma vez tornada pública a auditoria forense realizada à gestão do FC Porto nos últimos dez anos, a pergunta que vale muitos milhões só pode ser uma: e agora?
Por exemplo, como pode o FC Porto ser ressarcido pelos danos sofridos?
Ou, até que ponto o capítulo seguinte desta história sórdida poderá levar a responsabilizações individuais?
E, já agora, haverá contas que devem ser prestadas por quem foi auditando estas mesmas manigâncias ao longo dos anos e lhes deu «visto bueno»?
E qual o papel do Conselho Fiscal da SAD, no meio disto tudo?
Estamos, tudo indica, perante um casos de polícia, que lesaram os dragões por ação e por omissão: por ação pelos atos praticados; por omissão pela impossibilidade de investir o dinheiro, digamos de forma, suave e diplomática, desbaratados.
Com tantos rabos de palha, percebe-se com cristalina clareza a natureza do desespero perante a possibilidade de haver mudança de turno na gestão do clube. Os números apresentados, e as conclusões que deles se tiram, explicam o clima de intimidação preparado para a AG de novembro de 2023 e abrem-nos a porta para a compreensão cabal – algo que venho a tentar explicar de há vários meses a esta parte – dos ataque a André Villas-Boas, através de resultados menos conseguidos da equipa de futebol, e o massacre a que Vítor Bruno tem vindo a ser sujeito.
Na vã tentativa de impedirem que a caixa de Pandora fosse aberta, aqueles a quem a nova ordem vigente no Dragão a partir de abril do ano passado (a derrota nas urnas, onde obtiveram vinte por cento dos votos, deveria, em condições normais, abrir um estado de graça a Villas-Boas) mais mexeu com os bolsos, não se furtaram a esforços para minar através, de uma política de terra queimada, que recebeu uma amplificação mediática nada proporcional com as escassas dezenas de agitadores, que a cada desaire se faziam ouvir.
Com a publicação e publicitação desta auditoria forense, os sócios do FC Porto, que foram intuindo, ao longo dos anos, que algo estava podre no reino azul-e-branco, ficaram com a certeza de que a intuição que os fez votar massivamente na mudança estava certa.
Mas há que ter a consciência de que, na matéria da responsabilização, a procissão ainda está a sair do adro, e as cenas dos próximos capítulos não deixarão de associar nomes aos atos, o que poderá levar esta situação para outro patamar.
Sem querer ser precipitado, nem tomar a nuvem por Juno, ao ler a posição oficial da atual SAD do FC Porto - «Compromisso da atual Administração e Equipa de gestão em adotar as medidas necessárias para minimizar ou mitigar os impactos negativos, procurar o ressarcimento sempre que tal for possível, e prosseguir a colaboração com a justiça nos processos em curso» - é legítimo concluir que a Operação Pretoriano deixará, em breve, de ser a única diligência da Justiça no universo (passado) do FC Porto."

Auditoria forense no FC Porto: o regabofe


"3,6 milhões de euros em despesas de representação dos administradores em dez anos

O FC Porto concluiu enfim o projeto da auditoria forense às contas da SAD, prometida por André Villas-Boas, e A BOLA teve acesso às principais conclusões. E é uma leitura esclarecedora, que permite perceber o estado a que o FC Porto chegou (ou a que a maior parte das empresas chegarão se tiverem alguém a liderá-las durante 42 anos sem controlo, ou com órgãos de supervisão que apenas o são no nome) no reinado de Pinto da Costa.
A auditoria, que incidiu em dez épocas desportivas (2014/2015 a 2023/2024), olhou para três áreas consideradas críticas pelo FC Porto — bilhética, transferências de jogadores e despesas de representação — e em todas elas há matéria para fazer corar qualquer administrador que tenha passado pela SAD nesse período, sobretudo quando ao mesmo tempo o clube foi sancionado pela UEFA por violações das regras do fair-play financeiro.
Nas transferências de jogadores não há grandes surpresas: «47% de comissões em excesso, contratando 155,8M€ face a um máximo de 105,9M€ caso fossem respeitados os limites FIFA e/ou os standards de mercado», escreve a Deloitte, responsável pela auditoria. Teoricamente, fácil de resolver... até ao dia em que for preciso que um agente adiante dinheiro à SAD. Veremos se o novo FC Porto consegue evitá-lo.
Na questão da bilhética, a auditoria concluiu ter havido «irregularidades relativas aos processos de venda de bilhetes à Associação dos Super Dragões e às Casas FC Porto, resultando numa perda total estimada de 5,1M€» nas últimas cinco épocas analisadas — ou seja, 1 milhão por temporada de descontos indevidos, viagens de férias para os Super Dragões, ou bilhetes vendidos que nunca foram pagos.
Mas o verdadeiro regabofe, para mim, está nas despesas de representação. Entre 2014/15 e 2023/24, «os Administradores usufruíram de 3,6M€ em Despesas de Representação (...) que não são elegíveis em consonância com o regulamento interno», ainda que houvesse um plafond definido pela Comissão de Vencimentos, para «despesas de âmbito profissional ao serviço do Futebol Clube do Porto». Alguns exemplos: uso simultâneo de vários veículos por administradores, que eram cedidos a familiares; 700 mil euros de «refeições profissionais sem justificação objetiva»; ou 70 mil euros «gastos em joalharias e relojoarias», tão essenciais para a atividade da SAD...
Não surpreende que as contas do FC Porto tenham chegado ao ponto onde chegaram..."

Rabona: Kvara...

Esteves: Taça da Liga...

BenfiquistadeGaia: Taça da Liga...

Família Young sem direito a celebração


"Presumo que CR7 ainda tenha sonhos: fazer parte do Team Portugal 026 e acrescentar o que ainda falta a todos nós e ao super Atleta. O que falta a este homem?
. a Vitória num Campeonato do Mundo;
. a hipótese vaga, mas possível ,de defrontar Cristianinho
Lembrei-me disto ao saber que um recorde de 154 anos esteve quase a ser batido. Por teimosia, ou maldade, não foi. A competição, a vetusta Taça de Inglaterra, colocou frente a frente o modesto Peterborough e o Everton, de Liverpool.
O sonho dos «Turbinas», da League One - são 19ºs na tabela -, terminou aos 98 minutos com o segundo golo que liquidou a eliminatória. Mas é logo a seguir que surge um outro sonho, o de Ashley Young, de39 anos.
O seu filho Tyler, de 18, era suplente da equipa nortenha. Os dois entrariam para a História da Competição. O que só não aconteceu por decisão do manager do modesto Peterborough. Vamos aos factos.
O jovem Young tem sido muito pouco utilizado. A eliminatória estava decidida e Tyler estava no banco, uma raridade para o jovem. Criou-se a ideia de que a única razão seria defrontar o seu «velhote».
A polémica chegou ao presidente do clube, Darragh MacAnthony, que anunciou em comunicado que «não era um jogo a brincar, ou uma festa». Mas não estava tudo decidido!? Era mesmo necessária a postura do manager Darren Ferguson? Todo o mundo do futebol brit tem uma opinião.
A Oitava entra no conflito e estaria a favor da entrada do Jovem Young mas, como no Cinema, the plot thickens!
Sabem quem é Darren Ferguson? Questões de consciência ou nepotismo? Tudo se torna mais fácil de entender, como diriam os The Gift, se revelar que se trata de um filho de Sir Alex Ferguson, o tal que chegou a ser campeão em 1992/1993, titular em alguns jogos devido a lesão de Bryan Robson.
Acabou a carreira no modesto, mas popular, Wrexham. E assim não aconteceu (ainda) uma versão futebolística de Father and Son, de Cat Stevens."