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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Como ponta-de-lança na Seleção...

Correcto...

Caro Renato Sanches, o tempo passa para todos


"A carreira pode ter estado 'em suspenso', mas o médio já vai nos 27 anos. A vinda para a Luz não será a última oportunidade, mas não se veem cenários muito melhores...

Há jogadores assim, que parecem sempre jovens aos olhos dos adeptos, ou pelo menos mais novos do que são. Renato Sanches é um deles. Talvez por ter ido cedo para o estrangeiro e por ter vindo poucas vezes à Seleção, culpa da inconsistência e das lesões que têm comprometido a sua carreira, é um daqueles jogadores para quem o tempo parece ter ficado em suspenso — avançava para outros, enquanto para ele ficaria parado.
Mas não ficou. Renato Sanches tem já 27 anos, os anos passaram por ele como passaram por todos, mesmo que no caso do médio campeão europeu em 2016 haja menos acontecimentos, instantes, factos para contabilizar.
O regresso ao Benfica, no início da época, foi o sinal último duma carreira que esteve longe de corresponder às expectativas criadas no final de 2015, quando se estreou na equipa principal das águias. Poucos (algum?) jogadores com o currículo de Renato Sanches, com o elã que à volta dele se criou, tendo movimentado já 80 milhões de euros em vários transferências, aceitariam voltar a Portugal, a uma liga periférica na Europa (em geografia e impacto), se tudo estivesse a correr bem.
Não vou dizer que é a última oportunidade de Renato. Não acho que seja. Mesmo que precise de baixar ainda mais um pouco a fasquia, caso as coisas não corram bem na Luz, acredito que não terá problema em encontrar clube. Há um ano, quando Mourinho fez questão de levá-lo para Roma, também houve quem dissesse que seria o sim ou sopas de Renato. Deu sopa, mas hoje está no Benfica, e continua ligado ao PSG...
De qualquer forma, começa a ser difícil acreditar que a carreira de Renato Sanches ainda possa recuperar se, no Benfica, num cenário quase ideal, num ambiente favorável, numa cidade e num clube que tão bem conhece, falhar como falhou em Roma, em Paris ou em Munique.
As coisas não começaram bem. Apesar das cautelas do clube, e de Roger Schmidt (que bem precisado estava dele mas foi adiando a estreia para que o médio fizesse um trabalho físico consistente para que não se lesionasse duas semanas depois), lesionou-se de novo. Duas semanas depois da estreia.
Volta agora. Com novo treinador, novo sistema e, para mim, sem grandes certezas de como poderá encaixar neste novo Benfica de Lage — possivelmente no lugar de Aursnes, mas consegue alguém dizer, neste momento, que Renato Sanches é melhor que Aursnes?..."

Tudo normal...


"O tema das férias que Roger Schmidt concedia aos jogadores do SL Benfica nas datas FIFA, foi sempre abordado, não só pela comunicação social mas também pelos comentadores afetos aos encarnados, como algo nefasto e desaconselhável para uma equipa que quer ser campeã nacional.
Ou era porque se juntavam em churrascadas, ou porque assistiam ao torneio de ténis Estoril Open ou até porque iam aos seus respectivos países de origem. Tudo serviu para argumentar que o SL Benfica não era campeão porque, durante a época tinham muitas distrações.

Ora, chegados ao dia de hoje, numa semana, já tivemos Gyökeres a FUMAR SHISHA numa discoteca (juntamente com outros jogadores) após um jogo. Já tivemos o SUPER MEGA DIRETOR DESPORTIVO, Hugo Viana, a ser OFICIALIZADO no Manchester City. Agora temos o jogador que estava de BAIXA PSICOLÓGICA, Jeremiah St Just (juntamente com Mark Eduards) a participar na Lisboa Fashion Week, onde aparecem vestidos a rigor ao lado de um conhecido estilista. Que mais se seguirá!?

Na verdade - e sendo sério -, apenas o CASO de Gyökeres mereceu especial atenção por parte da imprensa nacional (justamente, até pelo mau exemplo que possa estar a passar para os fãs mais novos). Já Hugo Viana que, legitimamente, tem o direito de procurar o melhor para a sua vida, não é visto como um traidor do projeto, e mesmo com acordo para trabalhar em part-time com a sua nova equipa, é visto como um foco de desestabilização interno. E que dizer então, de St. Just e Edwards! O FOCO não está naquilo que se espera deles, no clube leonino concerteza...
Começam a ser demasiados sinais exteriores sobre CONFIANÇA EM EXCESSO, naquilo que se espera de uma equipa campeã nacional com aspiração a quebrar uma malapata com 70 anos - o bicampeonato! Se fosse para os lados da Luz, o que não se diria a toda a hora!? Imaginem lá o Diogos Luís, os Camelos, os Vitores Pintos, os Farinhas, etc."

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Bifana + Música + Wifi + Arte + Jogo + Tecnologia + Bifana


"Um jogo de futebol, voleibol, basquetebol, hóquei em patins, andebol ou futsal dura, com intervalos, cerca de duas horas. Clubes, associações e federações desde sempre concentraram os seus esforços, recursos e atenções nestas duas horas em que recebem os adeptos nos seus estádios, pavilhões ou piscinas.
O adepto, quando compra um bilhete para um espetáculo desportivo deste género, ganha o direito de assistir a um jogo em segurança e de forma cómoda. O foco está, desde sempre, no bom funcionamento do jogo de acordo com as regras de cada modalidade. Nas organizações um pouco mais sofisticadas, disponibilizam-se bares com alguma oferta e algumas opções de entretenimento nos intervalos ou descontos de tempo.
Tudo isto parte do pressuposto, totalmente errado, que quem compra um bilhete para um jogo de futebol apenas quer assistir a um jogo de futebol. Ou quem compra um bilhete para um jogo de andebol apenas quer assistir a um jogo de andebol. Isto será verdade para alguns espetadores, mas não se aplica a grande parte da população portuguesa.
Talvez seja esta a razão pela qual a grande maioria de pessoas que estejam nas bancadas portuguesas sejam "apenas" adeptos apaixonados pelas respetivas modalidades. Esta realidade, aparentemente lógica, deixa de fora todos aqueles que querem apenas divertir-se durante uma manhã, tarde ou noite.
O desporto é apenas uma das diferentes soluções do mercado do lazer. Quer isto dizer que, no nosso tempo livre, escolhemos como queremos passar o nosso tempo livre e como gastamos o nosso dinheiro para nos divertirmos.
A minha recomendação é assim que, clubes, federações e associações, passem a preocupar-se com as duas horas antes dos jogos e a hora a seguir aos jogos assumindo assim o controlo da jornada de 5 horas que queremos que o adepto passe connosco.
Se conseguimos controlar esta jornada de 5 horas, poderemos conseguir proporcionar uma melhor experiência de entretenimento de adeptos, podemos alargar os públicos que conseguimos atrair e, finalmente, aumentar exponencialmente as receitas destas organizações desportivas.
Antes e depois da competição desportiva podemos, em função do contexto de cada clube e modalidade, proporcionar um conjunto de experiências de diversão, animação, cultura, tecnologia, artes ou gastronomia, que enriqueçam a ida a um estádio ou um pavilhão.
Uma estratégia deste género demora tempo a montar e é complexa de executar, mas todos os clubes deviam canalizar a sua energia para as atividades fora da competição. Essa parte já está controlada há muitos anos. Dou por mim a pensar, para além da bifana e da mini no futebol, no tremendo potencial que cada clube tem em explorar o seu contexto e a deixar os adeptos fascinados."

BolaTV: Lado B #9 - Do pedido de casamento de Neres ao sonho de LeBron James ao lado do filho