Últimas indefectivações

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

SL Benfica 2-1 FC Paços de Ferreira: Luca dá “paço” importante na luta pelo título


"A Crónica: Waldschmidt Fora de Horas Salva Águia do Empate
Depois do tropeção leonino em Famalicão, o SL Benfica tinha uma oportunidade de ouro para diminuir a distância para o primeiro lugar e não a desperdiçou: na receção ao FC Paços de Ferreira, as águias tiveram de suar para vencer por 2-1, com o golo da vitória a surgir no último lance do encontro por Luca Waldschmidt.
Antes do apito inicial, Jorge Jesus teve uma dor de cabeça: Grimaldo lesionou-se no aquecimento para o jogo e teve de ser rendido por Nuno Tavares. Essa contrariedade não abalou o conjunto encarnado que entrou decidido a marcar cedo, e podia tê-lo logo ao minuto cinco pelo suspeito do costume, Darwin Núñez, que no frente a frente com Jordi acabou por permitir a defesa do guarda-redes.
O início de jogo foi bastante movimentado com o Benfica a ter mais bola, contudo Pepa tinha prometido jogar “olhos nos olhos” e essa promessa quase tornou-se em realidade: jogada bem desenvolvida pelos castores do lado direito, Luther Singh cruzou para Douglas Tanque para uma excelente parada de Vlachodimos à passagem do minuto 14.
As águias voltaram à carga por intermédio de Pizzi aos 19’ num remate em que o médio tentou desviar tanto a redondinha que acertou no poste e não no fundo da baliza de Jordi, após Núñez assistir o capitão do Benfica.
O encontro estava num ritmo de “bola cá, bola lá” e Paços responde à ocasião do Benfica, mas com mais eficácia aos 24 minutos: pontapé de canto para os visitantes, a defesa encarnada afastou mal a bola e Oleg de primeira atira para o fundo das redes, inaugurando o marcador com um golaço. No instante, os pacenses poderiam ter feito o segundo por Douglas Tanque que atirou bastante por cima, quando estava em fantástica posição para marcar.
O Benfica foi logo em busca de restabelecer a igualdade no marcador, até já estava bem instalado no meio-campo defensivo do Paços, embora a maior dificuldade sentida era conseguir furar a muralha amarela e verde que ia cumprindo a sua tarefa de manter Núñez e companhia longe da sua baliza da melhor forma, aproveitando ainda alguns passes falhados para tentar lanças contra-ataques venenosos. 
Aos 41’, Rafa atirou para uma defesa apertada de Jordi para canto. Na sequência do canto, o mesmo Rafa ainda chegou a introduzir a bola na baliza, mas o golo foi invalidado pelo controlo com o braço do extremo.
Antes do descanso, houve tempo para Taarabt rematar para fora com muito perigo. Intervalo na Luz e o Paços ia em frente no marcador.
Insatisfeito com a exibição da sua equipa, Jorge Jesus lançou para o segundo tempo Gabriel e Seferovic para os lugares de Weigl e Pizzi respetivamente. Apesar das mudanças, o primeiro lance de perigo pertenceu à formação visitante por Luther Singh que podia ter assistido um companheiro, mas optou pelo remate que foi contra o defesa encarnado.
O Benfica continuava a demonstrar as mesmas dificuldades em furar a defesa pacense, mas Rafa tratou de emendar isso: numa recuperação a meio-campo em que faz um túnel delicioso sobre Eustáquio, o extremo passa para Gilberto que assiste o número 27 das águias para marcar o tento do empate. 
Gilberto estava muito envolvido na dinâmica ofensiva que quase voltou a assistir um colega do ataque, desta vez Seferovic que atirou não muito longe da baliza de Jordi aos 70’. Logo a seguir, foi Darwin a rematar em potência e acertar em cheio na barra, naquele que foi o seu primeiro remate à baliza.
O tempo começava a faltar para os homens de Jorge Jesus que ia perder uma ocasião soberana para reduzir a desvantagem para o líder Sporting. A equipa estava toda balanceada para o ataque, e ia deixando espaços na defesa para o Paços que teve ainda algumas ocasiões para tentar alcançar o 1-2, com destaque para o remate de João Amaral aos 89’.
Tanta insistência acabou por dar resultado: no último suspiro da partida, Gabriel cruzou para Luca Waldschmidt vestir a pele de salvador e fazer o 2-1, fazendo lembrar o ponta de lança angolano Pedro Mantorras que, em tempos passados, salvava (quase) sempre o Benfica no final dos jogos.
Mesmo sem um grande brilhantismo, o certo é que o Benfica alcança o triunfo a acabar a partida e reduz a diferença para o Sporting. Pede-se muito mais a Jorge Jesus e aos seus comandados, uma vez que voltaram a evidenciar as suas dificuldades contra adversários que mostrem uma grande organização.

A Figura
Luca Waldschmidt Lançado no início do segundo tempo, o alemão foi peça fundamental na reviravolta encarnada. Procurou criar espaços na frente de ataque, batalhou para marcar e conseguiu já perto do fim, dando assim três pontos importantes ao SL Benfica na luta pelo título. Nota positiva para Rafa que foi o mais inconformado do lado encarnado enquanto esteve em campo, tanto que é por ele que começou a reviravolta na Luz.

O Fora de Jogo
Julian WeiglUma das surpresas no onze inicial, a expetativa era grande para ver o que Weigl poderia trazer ao jogo encarnado, ainda para mais após a boa entrada em campo frente ao Lech Poznan. Contudo, a expetativa rapidamente deu lugar à frustração, já que o médio alemão não trouxe novas ideias a um meio-campo que ainda procura alcançar uma melhor dinâmica. Foi sem surpresas que saiu ao intervalo.

Análise Tática – SL Benfica
O SL Benfica apresentou-se esta noite no seu habitual 4-4-2, onde o grande destaque foi para dupla do meio-campo formada por Weigl e Taarabt. Após o empate do Sporting, o Benfica tinha uma oportunidade de ouro para reduzir distâncias para o topo do campeonato.
As águias entraram motivadas para o jogo, mas foram surpreendidas pela ousadia pacense que marcou primeiro aos 23 minutos. A partir daí, os comandados de Jorge Jesus foram em busca do empate, contudo a muralha visitante não estava a dar espaços e faltava alguma criatividade para surgirem oportunidades soberanas para o golo.
O segundo tempo trouxe um Benfica ainda mais determinado em marcar e chegou ao empate por intermédio de Rafa Silva. O que se assistiu logo a seguir ao 1-1 foi um autêntico “assalto” à baliza de Jordi em busca do golo que garantissem os três pontos importantes na luta pelo título, mas foram dados muitos espaços nas costas que poderiam ter causado calafrios na intenção encarnada de vencer.
O golo da vitória acabou por surgir perto do fim por autoria de Luca Waldschmidt que permite ao Benfica ficar a apenas dois pontos do líder Sporting.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (6)
Gilberto (6)
Jan Vertonghen (6)
Nicolás Otamendi (6)
Nuno Tavares (5)
Julian Weigl (4)
Adel Taarabt (6)
Rafa (7)
Everton (4)
Pizzi (5)
Darwin Núñez (6)
Subs Utilizados
Gabriel (5)
Haris Seferovic (4)
Luca Waldschmidt (8)
Pedrinho (5)
Chiquinho (5)

Análise Tática – FC Paços de Ferreira
O conjunto pacense apresentou-se na Luz no seu típico 4-4-3 com duas alterações face à última partida: o central Maracás e o trinco Mohamed Diaby foram lançados no onze inicial, relegando Marco Baixinho e Luiz Carlos para o banco de suplentes respetivamente. Num série de seis jogos sem perder e três consecutivos sem sofrer golos, o Paços de Ferreira queria causar uma surpresa na visita à Luz.
O Paços entrou sem medo do SL Benfica, e até inaugurou primeiro o marcador com um remate soberbo de Oleg aos 23’. Em vantagem, os visitantes entregaram o controlo do jogo ao Benfica, embora fossem aproveitando algumas desatenções para lançar contra-ataques venenosos com o intuito de ferir ainda mais uma águia a necessitar de vencer. No segundo tempo, a frescura começou a faltar à defesa pacense e isso fez mossa, já que o Benfica conseguiu chegar à reviravolta perto do fim do jogo. Um castigo duro para a equipa de Pepa que merecia levar um ponto para casa.

11 Inicial e Pontuações
Jordi Martins (5)
Fernando Fonseca (5)
Maracás (5)
Marcelo (5)
Oleg (6)
Mohamed Diaby (4)
Bruno Costa (6)
Stephen Eustáquio (6)
Luther Singh (5)
Hélder Ferreira (4)
Douglas Tanque (5)
Subs Utilizados
Uilton Silva (4)
Luiz Carlos (5)
Marco Baixinho (5)
João Amaral (5)
João Pedro (-)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

FC Paços de Ferreira
BnR: Face ao último encontro (vitória fora contra o Moreirense), o Pepa retirou Marco Baixinho e Luiz Carlos do onze inicial, colocando Maracás e Diaby nos seus lugares respetivamente. Que justificação está na base dessas mudanças?
Pepa: «Posso falar nessas mudanças abertamente, sem querer esconder nada, pois as pessoas gostam de perceber as opções dos treinadores. Optei pelo Maracás porque controla melhor a profundidade, é o nosso central mais rápido e esteve muito bem, tendo saído exausto. Em condições normais, naquela bola que dá o primeiro golo do Benfica, ele saí bem, mas não conseguiu recuperar a posição devido ao seu cansaço. Em relação ao Diaby, o próprio Luiz Carlos, o nosso “velhote”, na sequência de três jogos seguidos, quebra normalmente, mas escolhi o Diaby pela dimensão que dá no meio-campo e capacidade que ele tem. Teve várias oportunidades entre o Vertonghen e o Nuno Tavares, pois sabíamos que o lateral esquerdo saí muito na pressão ao nosso ala, e a nossa intenção era atrair o nosso ala mais baixo à largura. O Diaby não é tão forte na construção e o Benfica é muito forte nessa primeira referência quando vai de frente, mas para trás tem mais dificuldades. Nós tínhamos planeada uma dessas saídas pelo Diaby na profundidade e saímos várias vezes. É uma questão de opções, estratégia e condição física dos jogadores.»"

O meu nome é Luca. Marco no segundo andar


"O Benfica entrou a perder e teve sempre muitas dificuldade frente a um Paços de Ferreira seguro na defesa e organizado e rápido no ataque. O golo da vitória apareceu nos derradeiros segundos dos descontos, um salto de Waldschmidt que valeu uma vitória por 2-1, mas não um atestado de qualidade da equipa de Jorge Jesus

Luca Waldschmidt não é propriamente uma estaca. O seu 1,81m colocam-no numa espécie de média para jogador de futebol. Talvez por isso o jogo de cabeça não seja exatamente o seu maior cartão de visita, o alemão parece ter outras qualidades, que a espaços tem vindo a mostrar no Benfica. Mas, em desespero, é preciso jogar com todas as armas, boas, menos boas, e foi já nos últimos segundos de jogo que Luca foi ao segundo andar, saltou mais alto que toda a gente, talvez até mais alto do que alguma vez saltou, pela forma algo desengonçada como aterrou, para fazer o golo que deu a vitória ao Benfica frente ao Paços de Ferreira, um 2-1 tirado a ferros pelo voo do alemão-não-tão-gigante-assim, que até tinha andado bem apagado desde que havia saltado do banco.
Mas é assim mesmo: num segundo, a defesa do Paços, tão certa durante quase todo o jogo, não conseguiu travar Waldschmidt, momentos depois de Uilton ter falhado desastrosamente um remate em zona perigosa, que poderia ter deixado o Paços na frente de um jogo que nos últimos minutos andou sempre no fio da navalha para as duas equipas. Cairia para o Benfica, mas podia ter caído para o Paços, que fez mais um bom jogo frente a um dos grandes, depois de vencer o FC Porto em outubro.
A equipa de Pepa repartiu o jogo na 1.ª parte. A uma primeira oportunidade aos 5’ para Darwin, respondeu com cabeceamento de Douglas Tanque após uma boa jogada coletiva, que Vlachodimos salvou. E ao falhanço em frente à baliza de Pizzi aos 19’, depois de um erro na saída de bola do Paços, respondeu com uma bomba de pé esquerdo de Oleg Reabciuk, aos 24’, com o moldado a lançar um míssil de primeira após um corte a um canto que o Benfica não resolveu. E com 1-0, o Paços na jogada seguinte quase voltava a marcar, mais uma jogada de grande envolvimento coletivo entre Hélder Ferreira e Eustáquio, com direito a chapéu e calcanhar, a deixarem Douglas Tanque em frente a Vlachodimos - o remate saiu por cima.
O Benfica tinha mais bola, é certo, mas o Paços quando atacava, atacava pela certa, rápido, organizado, com muitos homens. As equipas acabaram a 1.ª parte com sete remates cada.
No segundo tempo a qualidade baixou a pique. Como já tem sido habitual, Jorge Jesus mexeu ao intervalo, tirando Pizzi e Weigl (que estiveram longe de ser dos piores em campo) por Seferovic e Gabriel. Mas numa noite desastrada de Darwin Nuñez, seria Rafa a dar o empurrão para o Benfica chegar ao empate: aos 58’, fez um túnel a Eustáquio, deu para Gilberto e foi buscar o cruzamento rasteiro do brasileiro para rematar para golo.
O Benfica não aproveitaria o élan do golo e nos minutos seguintes até seria o Paços a mostrar mais agressividade na ida para o ataque. Seriam precisos 10 minutos para o Benfica voltar a assentar, logo com duas oportunidades, primeiro por Seferovic, depois por Darwin, com um remate poderoso que deixou a barra da baliza de Jordi a tremer.
Daí até final, o jogo tornou-se quezilento, ainda mais mal jogado, com muitas faltas e pouca cabeça. Ainda assim, o Paços teve o mérito de nunca se agarrar com demasiada força ao empate. Tentou controlar com bola, seguir para o ataque e à entrada dos descontos podia mesmo ter marcado por Uilton, perante a desorganização do Benfica.
Talvez o Paços não merecesse sair da Luz sem qualquer coisa. Mas não marcou e Luca foi ao segundo andar, após um cruzamento de Gabriel, provavelmente numa das únicas ações produtivas do brasileiro durante a 2.ª parte, em mais um jogo com nota apenas suficiente do Benfica que, ainda assim, está agora mais perto do líder Sporting."

Jesus e os seus vícios


"De Jorge Jesus nunca se esperou a maleabilidade comunicacional ou a postura serena que se imagina num treinador de topo. Com traços da identidade portuguesa, o técnico garantia sim a competência do treino, o estudo dos adversários e conhecimento aprofundado sobre o jogo, que lhe permitiram sempre abordar todas as competições como objectivos a pronto.
São essas valências que lhe permitem a ambição e confiança desmedidas que se transportam para a flash interview e que resultam muitas vezes em precipitações e equívocos, com evidente falta de nível – a resposta a Rita Latas nos Barreiros é disso o último grande exemplo.
Na noite de domingo, houve ainda desvalorização a Waldschmidt, apesar do golo salvador – “pode fazer muito melhor”, depois de encostar o alemão à esquerda e de este lhe dar a vitória -, como já tinha acontecido no episódio com Gonçalo Ramos no jogo para a Taça.
São inúmeros os episódios que obrigam o treinador a retratar-se, vícios que nem a aventura asiática ou brasileira – e o intercâmbio cultural – conseguiu disfarçar. Que são toleráveis quando consegue engrenar o seu 4-4-2 de sempre e despachar o que lhe aparece à frente, pelo menos até às fases decisivas: nesse contexto os vícios passam a “personalidade vincada” e o peculiar feitio de Jorge não faz mossa.
Em 2020-21, enquanto demora a “arrasar” como prometeu à chegada, as suas declarações vão distanciando a massa adepta, já de si dividida com o seu regresso sebastiânico-trágico.
Quando chegou à Luz em 2009, impactou não só pela evidente melhoria da competitividade da equipa como também na forma agressiva de se expressar. A falta de sofisticação apontada por alguns era vista como “ganas” pelos mais apaixonados.
Os confrontos com outros treinadores, por vezes até de forma exagerada – Manuel Machado – ou episódios como a dispensa de Quim, em directo e em horário nobre na televisão do estado, exigiam abastado rendimento dentro de campo para ser visto apenas como resultado da sua “frontalidade”.
Em 2010-11, depois de época desastrosa onde falhou a toda a linha, viu-se o reverso da moeda e a insatisfação constante de grande parte da massa adepta, que foi surgindo sempre que as épocas não correspondiam – houve redenção definitiva no triplete de 2013-14, quando já era hábito aceitar os devaneios do técnico e a sua forma irreverente de comunicar.
A ida para o Sporting CP e o clima de guerrilha instaurado por Bruno de Carvalho tornaram-no em cavaleiro negro contra o benfiquismo. A aposta de Vieira noutro tipo de perfil como Rui Vitória, mais comedido e responsável, encaixou com a outra grande lacuna apontada a Jesus: a aposta na formação. A forma paternal como orientava a equipa foi corte unilateral com a presença dos seis anos anteriores, existindo uma linha de continuidade quando se apostou em Bruno Lage.
Mas o fantasma de Jorge Jesus pairava na Luz, habituada à intempestividade de um treinador que conjugava como ninguém o frenesim de apoio das bancadas com a sua própria gestão da equipa, utilizando muitas vezes o público como aliado da sua expressividade para dentro de campo. Acontece que esse estilo de comunicação, de grande intensidade, causa também grande desgaste. Amor e ódio. 
Depois de uma segunda volta estranha a todos os níveis e a proximidade das eleições, Vieira não teve outra hipótese senão recuperar o seu grande trunfo. Mas as grandes lacunas apontadas até agora, defeitos de sempre do seu sistema – a permeabilidade do meio-campo que expõe em demasia o eixo defensivo, por exemplo –, e a falta de resultados convincentes não têm permitido disfarçar as gaffes e a inconstância comunicacional.
A promessa do “jogar a triplicar” subiu desnecessariamente as expectativas, colocando-o a ele e à equipa sobre brasas. A eliminação aos pés do PAOK foi pressão adicional que não se esperava e a atitude muito mais despreocupada que vai mostrando, apático por vezes, não tranquiliza os benfiquistas – pelo menos aqueles que viram no seu regresso a solução para todos os males.
Tal como aconteceu com Sherwood, já este ano houve oportunidade de pisar os calos a colegas de profissão: Steven Gerrard ficou incomodado no final do jogo da Escócia e Lito Vidigal só se safou de um confronto pela pronta atitude de Rui Costa, que segurou Jesus no momento do golo de Everton.
Esta procura da adrenalina e os constantes despiques nunca deixaram de ser aspectos vitais da sua energia, onde nem sempre tem comportamentos aceitáveis até para com membros do próprio staff técnico – como Raul José ou Shéu Han, que por ele foi empurrado em White Hart Lane.
Jesus será desculpado consoante a sua taxa de sucesso. Num clube gigantesco como o SL Benfica exige-se mais que vitórias ou goleadas, mas apenas elas poderão ajudar à desvalorização dos aspectos menos bons do estilo de gestão de Jorge Jesus. O calendário apertado não tem permitido grandes semanas de treino nem a frescura necessária para implementar o seu futebol, electrizante e desmedido como só ele sabe ser."

As artes marciais e a Comissão Directetiva das Artes Marciais


"As disciplinas de combate codificadas no Ocidente ou no Extremo-Oriente oferecem uma “palete” muito diversificada de modalidades de práticas e atraem um efetivo considerável de praticantes, socialmente muito diferenciados. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, as chamadas artes marciais ocupam um lugar cada vez mais importante no espaço dos desportos ocidentais, nomeadamente em Portugal. Em território nacional, antes de se tornarem práticas desportivas acessíveis a todos(as), elas foram consideradas armas perigosas que precisavam ser controladas (Rosa, 2007).
Em 1968, pelo Decreto-Lei n.º 48462, de 2 de julho, a prática das artes marciais foi pela primeira vez objeto de regulamentação especial, face à conveniência de um controlo estatal disciplinador destas atividades. Procurou-se então adotar medidas que justificavam, aos olhos do Estado, a necessidade de reprimir o ensino incorreto, a exploração do seu mercado e a proteção dos praticantes que se dedicavam de forma honesta à sua prática. Procurava-se, assim, salvaguardar os interesses da segurança do país.
O Decreto-Lei n.º 105/72 de 30 de março reforçou estas ideias e criou um organismo próprio para superintender estas atividades, a Comissão Diretiva das Artes Marciais (CDAM), tendo ficado na dependência do Secretariado Geral da Defesa Nacional. Em 1974, foi transferida para o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA). Nos termos do artigo n.º 1 deste decreto-lei, a prática das artes marciais dependia da prévia autorização da CDAM. Ao fazerem a sua inscrição nos centros legalmente autorizados, os candidatos tinham de apresentar vários documentos (requerimento em papel selado, boletim de inscrição, certificado de habilitação psicofisiológico). Vários jornais da época dão conta da tensão existente entre os clubes/associações e a CDAM, acusando-a de organização fascista ao serviço da Direção-Geral de Segurança (DGS).
Relativamente a um artigo dedicado às artes marciais, publicado no jornal República n.º 15.584, de 7 de novembro de 1974, a CDAM dá o seguinte despacho interno: “considero que poderá ser feito um artigo que desfaça todas as insinuações que ultimamente têm vindo a lume, mas não se deve dar o ar de que se está a responder, a fim de se evitar polémica desnecessária” (Proc. 10.02, de 12/11/74). Numa outra informação interna da CDAM (n.º 2, Proc. 10 de 7/02/75), é referido que “a chave do controlo dos praticantes das artes marciais, encontra-se exactamente no controle estreito dos seus agentes de ensino”. Desta forma, “a repressão aqui é não só ineficaz, como agravante, o remédio é usar o próprio mal, mas de forma racional e controlada”.
Os praticantes, por seu turno, também manifestam o seu descontentamento com a ação da CDAM. Transcrevemos aqui o excerto de uma carta enviada para esta Comissão, datada de 21/12/1976: “Mais uma vez me dirijo a V. Exas lamentando sinceramente a inoperância que infelizmente eu constato na existência dessa comissão e pergunto Porquê, e para quê existe a comissão? Será que o ministério da defesa criou um organismo morto para justificar o ganho de mais uns cobres para elementos componentes dessa comissão? Se a comissão é inoperante, porque existe? É uma vergonha que uma comissão que existe há cerca de três anos ainda não tenha apresentado um trabalho válido, bom, também de militares de carreira não se pode esperar muito, primeiro as promoções! Como estamos em época de boa vontade, V. Exas não poderiam se faz favor pôr cobro às palhaçadas que continuam a fazer-se no nosso país à sombra dessa comissão?”.
Com o passar dos anos, a CDAM foi sendo afeta a vários ministérios. Pelo Decreto-Lei n.º 507/80 de 21 de outubro, foi reintegrada no Ministério da Educação e Ciência (MEC). Por força do Decreto-Lei n.º 507/80 de 21 de outubro, foi transferida para o Ministério da Qualidade de Vida (MQV). Com o Decreto-Lei n.º 279-A/85 de 19 de julho passou a ficar dependente da Presidência do Conselho de Ministros. Com o mal-estar externo, passou a existir também um mal-estar interno. Num despacho (n.º 9-1-MEC/86), assinado pelo então ministro da Educação e Cultura, foi proibida a realização de uma reunião do Conselho Consultivo da CDAM, que teria lugar no dia 07 de junho de 1986. Da convocatória fazia parte a troca de impressões sobre a “interferência insólita da DGD [Direção Geral dos Desportos], com repercussões no funcionamento da Comissão”. No entender do ministro “as determinações que a D.G.D. tem transmitido à CDAM o são em execução de decisões do Ministro, sendo inaceitável que se convoquem as associações de artes marciais para discutir as orientações ministeriais em relação à CDAM”. A CDAM viria a ser extinta em 1987 (DR I Série n.º 33, de 9 de fevereiro de 1987, com o n.º 69/87). A parte introdutória vem esclarecer que:
- “A repressão do ensino incorrecto não é preocupação exclusiva das artes marciais, mas sim comum a todas as modalidades desportivas e formativas;
- A disciplina da prática desportiva vulgarmente designada ‘artes marciais’ deverá ser, preferencialmente, prosseguida através de mecanismos de auto-regulamentação, à semelhança do que sucede com as restantes modalidades desportivas, através das respectivas federações;
- Neste sentido, justifica-se, quer para as artes marciais, como para os restantes desportos de combate, uma adequada preparação dos agentes de ensino, o que já se encontra previsto no Decreto-Lei n.º 98/85, de 4 de abril, e no Decreto-Lei n.º 163/85, de 15 maio;
- Assim, carece de sentido a manutenção do apertado regime de condicionalismo actualmente vigente, bem como do regime de sancionamento penal que lhe é inerente, pelo que se impõe a sua revogação”. 
Ficaram assim expressas as razões que levaram o Governo de então a extinguir a CDAM, e a transferir para a Direção Geral dos Desportos (DGD) todos os direitos e obrigações de que era titular, bem como todos os bens móveis que lhe estavam afetos."

Da apetência pelo recurso à fraude!


"A ambição faz parte do ser humano. A ânsia do poder, o desejo da vitória e do sucesso, o almejo da glória e a aspiração ao estrelato levam o mesmo a tentar alcandorar-se ao nível dos deuses – senão tornar-se em próprio deus como nos diz Yuval Harari (1). O mesmo Harari que também nos diz que a ganância é inerente ao ser humano. Razões suficientes para que quaisquer meios sirvam para alcançar os fins. Os fins justificam então esses meios. Mas sabendo-se que o topo está lá, que é uma realidade atingível, os meios justificam os fins a serem alcançados.
Com o cancelamento de vários eventos competitivos devido à pandemia, as diferentes modalidades criaram competições virtuais – ciclismo, salto com vara, karate e futebol entre outras – apresentando mesmo atletas reais a competir. Daniel Abt, piloto oficial da Audi na Fórmula E, na ‘Race at home Challenge’, corrida virtual de automóveis, conseguiu através de vários artifícios fazer-se substituir por um jogador profissional de e-Sports, Lorenz Hoerzing, acabando por se classificar em 3º lugar nesta prova. Daniel Abt foi desclassificado, sancionado com uma coima de 10.000€ (a qual reverteria para fins sociais) e, laboralmente foi suspenso pela própria Audi Sport. Aconteceu em Maio de 2020!
O desporto é palco profícuo para a existência de fraudes. Apesar de presentes em todas as modalidades, são mais frequentes no atletismo, no ciclismo, e no futebol.
No atletismo e no ciclismo o mais frequente é os desportistas tentarem encurtar os percursos por outro meio, repartir a distância por vários estafetas ou usar dorsais e chips alheios ou utilizarem outros artifícios para diminuírem os seus tempos. Frequente também a fraude através da utilização de prémios (ou mesmo compra monetária) a fim de alcançar resultados mais glorificantes (etapas no ciclismo há que foram negociadas).
Se em 1904, nos J. O. de St. Louis, depois do vencedor da maratona ser felicitado pela filha do presidente Roosevelt, os juízes descobriram que ele tinha cumprido parte do percurso de automóvel, em 1980 na maratona de Boston a vencedora ao alcançar o terceiro melhor tempo da história apenas correu cerca de 1,6 quilómetros. A sua imagem não aparece nos vídeos ou nas cerca de dez mil fotos tiradas nos primeiros 40 quilómetros da corrida. Aconteceu!
Se em 1904, no ‘Tour de France’, um ciclista viajou de comboio durante uma etapa, em 2015 um outro foi desclassificado depois de ter sido apanhado a agarrar-se a um carro na ‘Vuelta’. Também aconteceu!
Na esgrima, conhecemos o caso do atirador que tinha um botão instalado no punho da sua espada para, ao ser accionado, fazer acender a luz do marcador. Aconteceu nos J. O. de Montreal em 1976.
Menos conhecido é aquele caso do membro do júri de atletismo que aproveitou uma cerimónia protocolar realizada antes do último salto de um atleta, para medir e registar em memória, no instrumento de medida, a marca de 8,38 metros, que corresponderia ao terceiro lugar. Quando o atleta saltou, esse juiz apenas enviou para o quadro electrónico o resultado que estava em memória. Aconteceu em Roma nos Campeonatos do Mundo de atletismo, em 1987!
Nos Estados Unidos imensos são os casos em que jogadores de basebol utilizaram tacos viciados. Foram revelados em 1994, em 1996, em 1997, em 2003 e em 2014 pelo menos. Aconteceram!
Nos J.O. de Sydney 2000, a medalha de ouro foi retirada à equipa paralímpica de basquetebol de Espanha após ter sido descoberto que 10 dos 12 basquetebolistas se tinham feito passar por deficientes. 
No mundial de judo de 2003, os adversários de um japonês queixaram-se por não conseguirem efectuar as pegas nos combates que efectuaram com o mesmo dado que o seu fato se encontrava impregnado com algo que tornava essa pega escorregadia. Aconteceu!
Em França, nesse mesmo ano, o pai de dois tenistas franceses introduzia antidepressivos diluídos em garrafas de água dos adversários dos seus filhos que trocava momentos antes dos jogos ou dos treinos. A morte num acidente de viação de um jovem professor de ténis, depois de ter jogado com o filho mais velho, em cujo corpo foi encontrada uma substância que este nunca tinha consumido, veio revelar estas situações. Em 2006 acabou por ser condenado a oito anos de prisão. Também aconteceu!
Em 2004 o Iraklis Clube de Salónica acusou o Akratitos de Atenas de ter juntado uma substância às suas garrafas de água durante um jogo. Facto posteriormente comprovado por análises laboratoriais! 
Em 2007, Walter Schachener reconheceu, 25 anos depois, que existiu fraude no mundial de futebol de 1982. O resultado do jogo entre a Alemanha e a Áustria, foi combinado (1-0) de modo a seguirem em frente ambas as equipas em detrimento da Argélia. Schachener chamou-lhe fraude, Hans-Peter Briegel preferiu chamar-lhe “pacto tácito de não-agressão”. Aconteceu!
Em 2009 na Fórmula Um e no râguebi foram conhecidos casos de fraudes, tal como em 2012 no badmínton ou em 2015 na NFL (2).
E sobre o mundial de 1986 – numa altura em que Diego Maradona nos deixa – muitos abordaram o golo da «mão de Deus», nos quartos-de-final no México, entre a Argentina e a Inglaterra – talvez não a maior fraude de sempre, mas a mais conhecida – porque foram obrigados a abordar a genialidade do segundo golo desse encontro. Mas essa obra-prima não elimina a fraude anterior: a mão de Maradona chega mais alto que as mãos de Shilton e Ali Bin Nasser valida o golo. Esta a fraude maior cometida pelo astro. Em 2005, num dos programas «La noche del 10» – apresentado pelo próprio Maradona –, transmitido pelo canal 13 da TV Argentina, com Pelé presente como seu convidado, Maradona afirmou que os jogadores brasileiros tinham bebido água com calmantes, oferecida pelos argentinos no intervalo do jogo do mundial entre o Brasil e a Argentina, em Itália em 1990, e ganho por estes últimos. Só ele o poderia confirmar… Dois factos que aconteceram!
Em Portugal também já tivemos «a mão de Vata» em 1990, na meia-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus entre o Benfica e o Marselha… E aqui aconteceu mais uma fraude! E validada também!
Mas os métodos refinam-se. E refinam-se a par da evolução da civilização e da evolução tecnológica. Se Sorel (3) nos dizia que a ferocidade antiga tendia a ser substituída pela astúcia, por outro lado Foucault (4) afirmava que havia uma passagem de uma criminalidade de sangue para uma criminalidade de fraude. Assim se chega ao «doping mecânico» em que a fraude se consubstancia na introdução de pequenos motores com as respectivas baterias dissimulados nas bicicletas dos ciclistas. Aconteceu com Femke van den Driessche em 2016 e com Cyril Fontaine em 2017.
A competição exacerbada potencia o recurso à fraude. A fraude não é mais do que aquilo que Jack Lewis (5) define como sendo o impulso básico do ser humano: “maximizar os lucros sem olhar ao impacto negativo que isso pode ter nos parceiros”. O desporto desenvolve nos competidores, nos treinadores e nos dirigentes – não em todos felizmente – a apetência pelo recurso à fraude. É uma das facetas do alcançar a vitória a qualquer preço. E a fraude prolifera no desporto mesmo que não detectada, o que não faz com que não deixe de ser fraude. E abstemo-nos de falar em suborno monetário ou em potencialização bioquímica do rendimento…"

Vermelhão: 3 pontos nos descontos!!!

Benfica 2 - 1 Paços de Ferreira


Vitória no último suspiro, em partida muito difícil, como era esperado. Vejam-se as exibições e resultados das equipas 'europeias' nesta jornada: os Corruptos que tiveram mais um dia para recuperar, venceram à rasquinha o Tondela, provavelmente a pior equipa da Liga, e precisaram dos habituais empurrãozinhos do árbitro (pelo menos dois golos não deviam ter sido validados...); o Braga que jogou na Quinta, tal como o Benfica, perdeu com o B Sad, outra das equipas mais acessíveis da Liga, que praticamente não marca golos e hoje marcou dois... Sendo que o Braga, até tem feito uma rotação muito mais profunda do que o Benfica!!!

O Benfica, só jogou com a melhor equipa da Liga extra os 4 principais 'candidatos'!!! O Paços, venceu os Corruptos, num jogo onde foram violentamente roubados, e mesmo assim, venceram... Hoje, marcaram um golo ilegal, criaram perigo quase sempre em contra-ataque, mas acabaram por ser dominados, por um Benfica abaixo do nosso potencial, com jogadores a rematarem pouco, outros a rematarem mal, mas apesar de tudo, a merecer o prémio da vitória no último ataque da partida... Ainda por cima com o manhoso do costume no apito, que nos últimos 20 minutos, fez tudo para 'matar' o ritmo de jogo, com faltas e faltinhas a favor do Paços, impedindo qualquer tipo de pressão alta do Benfica... Se o Benfica já demonstrava cansaço, com este festival do apito, ainda ajudou a reduzir a agressividade... Mas o golo apareceu!!!

Por acaso, até entrámos bem na partida, os primeiros minutos foram bons, o Darwin podia ter inaugurado o marcador... o golo do Paços, chegou contra a corrente, mas acabou por afectar a equipa, continuámos a dominar mas sem oportunidades... No 2.º tempo, até começamos mais lentos, mas com o golo do empate, melhorámos... Com as substituições, a equipa ficou 'partida', as saídas do Taarabt e do Rafa, na minha opinião não foram oportunas, admito que estivessem cansados, mas no momento em que jogo estava mais tempo parado com as faltas sucessivas, os jogadores que entraram não tiveram tempo de 'aquecer'!!! E nesta parte final, até foi o Paços a criar mais perigo no contra-ataque... Mas quem marcou fomos nós...

Eu compreendo, e defendo a rotação de jogadores, mas neste momento o jogador mais importante no onze do Benfica é o Gabriel! Tem um estilo molengão e pesado, falha passes fáceis, irrita os adeptos e o treinador muitas vezes, é irregular, mas sem o Gabriel jogamos sempre pior... Não só pela forma como inicia quase todos os ataques do Benfica, mas essencialmente pelos tempos de entrada na pressão alta! Com o Gabriel em campo, recuperamos muitas mais bolas no meio-campo do adversário, evitando assim as correrias para trás, que a equipa 'detesta'!!!

Uma nota individual para o Gilberto, que voltou a fazer uma boa partida, tal como tinha acontecido com o Lech na Quinta...

Em relação ao apitadeiro Rui Costa e do Vareiro do Bruno Esteves, algumas notas: no golo do Paços, o Diaby está claramente a tapar a visibilidade ao Ody, o silêncio do VAR é ridículo, mas quando o Ody socou a bola no Canto, já tinha havido contacto do Diaby com o Ody... se fosse na área contrária, seria imediatamente falta! Assistimos mais uma vez, a um festival na gestão dos Amarelos: só a partir dos 60' é que nos nossos adversários levam Amarelo, antes desse minuto vale tudo...!!! O Amarelo ao Otamendi é um exemplo de como a cegueira é selectiva!!! E depois na parte final como já afirmei anteriormente, qualquer jogador do Paços que fosse à relva, era falta... qualquer recuperação alta, qualquer pressão, era proibida!!!

Agora, temos Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga, antes do regresso do Campeonato! Momento ideal para rodar, dar minutos aos menos utilizados, e treinar algumas situações com os titulares! Não esquecendo que na próxima Quinta na Bélgica, vai-se decidir o 1.º lugar no Grupo, e ir para o sorteio em 1.º ou em 2.º não é a mesma coisa!!!

Critérios largos !!!

"O comentador da Sporttv, o lagarto fanático Sousa que chegou a jogar no Benfica (lol), a ver estas imagens conseguiu dizer e passamos a citar:
"Realmente há um toque mas eu não marcava. Privilegio um critério largo."
E é esta merda a Sporttv, que ninguém do Benfica denuncia oficialmente!
De Varandas nem vamos dizer nada, é triste demais a figura que faz a falar. Ainda mais deprimente o seu papel quando num lance evidente destes vem reclamar que foi roubado. Ah, e nunca falha a referência ao Benfica. Benfica esse que foi o único clube a não beneficiar ainda de qualquer benesse de algum árbitro ou VAR desde o início do campeonato. E pelo contrário, já mamou com algumas decisões contrárias de VAR, como é exemplo o segundo golo do Farense na Luz numa falta evidente sobre Otamendi a que Vasco Santos fechou os olhos, para variar."

Então, mas afinal não vale usar o cotovelo para carregar os guarda-redes?

 

PS: A Lagartada já chegou ao patamar dos Corruptos: quando não são beneficiados, já se pode considerar que é um «roubo»!!!

domingo, 6 de dezembro de 2020

O Brinco Baptista #61 - Higgs não é nome de jogador de bola

Fever Pitch - João & Ricardo... Escócia!

Antevisão...

Consistência...

Quinta dos Lombos 0 - 4 Benfica

Mais um jogo complicado, mais uma vitória clara, sem sofrer golos, contra um adversário que deu tudo... Se ofensivamente não fomos tão perigosos como é costume, voltámos a demonstrar muita consistência defensiva!
O 2.º golo levou bastante tempo a aparecer (a 7m do fim) sendo assim o resultado esteve sempre apertado, os golos do Chishkala só apareceram nos últimos segundos!

Mais uma vez, como é quase uma constante em várias modalidades, tivemos mais um jogo onde os jogadores do Benfica ao mínimo toque no adversário, sai falta... e quando é favor do Benfica, o apito fica mais pesado! O Tayebi a jogar a Pivot, teve uma jogada, onde foi projectado estilo Luta Grega-Romana, e nem sequer houve protestos!!! Ao contrário, na jogada do 2.º golo, a falta que deu um Amarelo ao Ludgero (que mais um pouco até podia ser Vermelho!) deu para todo o banco do Lombos saltar histericamente, para o jogador jurar aos anjinhos que nada tinha feito, etc... etc... São jogos, atrás de jogos, sempre com a mesma lenga-lenga!!! E depois, ainda temos que aturar nos comentários da PorkosTV, mais uma vez, um adepto 'fanático' da Quinta dos Lombos!!! É incrível como estes comentadores da modalidades, são sempre 'adeptos' dos adversários do Benfica, mesmo quando estamos a falar de equipas, que praticamente não têm adeptos... É um caso de 'pontaria', ou se calhar não!!!

sábado, 5 de dezembro de 2020

Frustrante...

Benfica 3 - 3 Marítimo
Gouveia(2), Duk


Começamos a perder, demos a volta para 3-1 ainda na 1.ª parte, e pouco minutos do fim consentimos o empate... Num jogo, onde o Marítimo, 'baixou' vários jogadores do plantel principal, com o intuito de lutar pela qualificação para a fase final, algo que nós hoje, poderíamos ter dado um passo de gigante!!!
No lance decisivo, para mim a falta é clara sobre o Samuel... É verdade que foi ingénuo, deveria ter saído de forma mais decisiva, mas é claramente tocado, por um jogador que não tem qualquer intenção de disputar a bola, a única preocupação do avançado do Marítimo, foi impedir/atrapalhar a saída ao cruzamento do nosso guarda-redes. O facto de ser dentro ou fora da pequena área, neste não é importante, porque é sempre falta...

Derrota em Santa Maria da Feira...

Feirense 2 - 0 Benfica B


Para este tipo de jogos, contra este tipo de adversários, a equipa do Benfica é muito 'macia'! O jogo ficou decidido pela entrada mais agressiva do Feirense, que depois conseguiu gerir a vantagem...

Nota para os ausentes por lesão(ou Covid): Umaro, Frimpong, Capitão, Sandro Cruz, Jair e agora o Anjos com o Covid! É muita gente!!!

Nada de novo...!!!

Barcelos 3 - 2 Benfica

Mais uma roubalheira monumental! Hoje, foram 5 cartões azuis para o Benfica!!!
Uma partida, onde mais uma vez, as regras são diferentes consoante a cor da camisola...!!! Contei mais de 10 faltas não assinaladas a favor do Benfica... e em sentido contrário, os mergulhos para a piscina, mesmo quando eram mal dados, eram sempre falta!!!
A equipa vem de uma paragem devido ao Covid, devem ter falhado alguns treinos, o Nicolia continua a jogar abaixo daquilo que pode, o Lucas continua a carregar a equipa às costas, mas independentemente de tudo, com esta inclinação é impossível ganhar jogos!!!
Por exemplo no último LD falhado pelo Lucas, fica claramente a ideia que na recarga, quando o argentino tentou levantar a bola, levou uma stikada no seu stick o que seria falta e cartão... mas nada se passou!!!
Este ano vamos ter play-off portanto estes desaires têm uma importância relativa, mas nada nos garante que quando chegarmos aos play-off's que estes tristes espectáculos do apito sejam diferentes, bem pelo contrário...!!!

William Carvalho | A chave para a estabilidade que Jesus procura?


"Ao longo dos últimos dias, tem sido anunciado, por diversos órgãos de comunicação social – espanhóis e portugueses -, que William Carvalho estará de saída do Real Betis Balompié já no próximo mercado de inverno.
Apesar de ser um dos jogadores mais utilizados por Manuel Pellegrini, com mais de 639 minutos de jogo e dois golos marcados, os verdiblancos, que atravessam uma má fase desportiva, com apenas uma vitória nas últimas cinco partidas da La Liga, e que apresentam uma situação económica frágil, ponderam vender alguns dos seus principais ativos de modo a equilibrar as contas do clube.
De resto, o tema até já foi abordado por Manuel Pellegrini, numa conferência de imprensa. Aí, o técnico chileno disse que, para além das saídas, “não há possibilidade de trazer ninguém no mercado de inverno, devido à situação económica do clube”.
Um dos possíveis destinos do internacional português pode ser Lisboa, desta feita do outro lado da segunda circular. O SL Benfica estará atento à situação de William, sendo que Jorge Jesus vê com bons olhos a hipótese de voltar a trabalhar com o médio.
A posição número seis do meio campo encarnado tem sido uma das maiores dores de cabeça para o técnico português, que parece não estar totalmente convencido com nenhuma das opções do plantel. Weigl, Samaris e, sobretudo, Gabriel já por lá têm passado, mas não têm estado à altura daquilo que o técnico pretende para a posição.
Além disso, há também o rumor de que Weigl pretende sair em janeiro, por não ser aposta regular, situação essa que, caso aconteça, deixa uma vaga para a inclusão de mais um trinco no plantel.
O nome de William parece-me bastante viável, pelo facto de se tratar de um jogador que já conhece bem o estilo de jogo de Jesus – ambos trabalharam juntos no Sporting, durante três épocas-. Assim, não existirá uma grande necessidade de adaptação ao estilo de jogo.
Em termos práticos, o internacional português apresenta um conhecimento tático-posicional excelente, assim como uma grande qualidade no que diz respeito à circulação de bola, que, aliada à sua capacidade defensiva, poderá trazer mais qualidade e equilíbrio ao miolo encarnado."

A superação europeia e a prioridade interna


"Nunca uma temporada teve um calendário tão apertado como esta. É um fator extra com o qual os treinadores têm de lidar e que implica outro tipo de cuidados na gestão dos plantéis. Logo, para FC Porto, Benfica e Braga foi um tiro em cheio a qualificação antecipada nas provas da UEFA.
Antes do mais, convém sublinhar que esta foi uma semana importante para o futebol português no contexto europeu. As três equipas nacionais garantiram o apuramento para a fase seguinte das competições, Liga dos Campeões e Liga Europa, antes de se atingir a última jornada da fase de grupos. Um exemplo de superação muito bom, sob todos os pontos de vista.
O primeiro deles, claro, prende-se com os reflexos no ranking, já que teremos FC Porto, Benfica e Braga com possibilidade de somarem mais pontos, consolidando o sexto lugar atual e, eventualmente, até permitindo uma aproximação ao quinto posto. Portugal, nesta altura, já coloca três equipas na Champions (duas diretamente e uma terceira nas pré-eliminatórias), pelo que é relevante conseguir manter as coisas como estão.
Mas, depois, há também os reflexos no plano interno. Já aqui aludi várias vezes à carga de jogos a que as equipas estão obrigadas até final do ano, pelo que a gestão dos jogadores pode ficar mais facilitada com a questão europeia já encerrada.
Repare-se que o trio português vai multiplicar-se em desafios sucessivos no campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga - sendo que dragões e águias ainda têm mais a Supertaça -, pelo que a última ronda das competições europeias passa agora a ter um papel secundário.
É evidente que há sempre o interesse financeiro (pontos são sinónimo de euros), mas na componente estritamente desportiva pouco existe para acertar. Aliás, no caso do FC Porto, nem isso, pois o segundo lugar no grupo é imutável. Benfica e Braga podem aspirar ao primeiro lugar - o que daria um conforto teórico para o sorteio dos 16 avos de final -, simplesmente não dependem deles próprios para o conseguirem, uma vez que tal só será possível se Rangers e Leicester fizerem piores resultados. Portanto, pelo menos para já, o centro das atenções passa a ser em exclusivo o cenário doméstico.
E que temos neste âmbito? Agora, a jornada 9, mas - no tal princípio de gestão cuidada - seguem-se Taça de Portugal e Taça da Liga, antes da jornada 10. Significa isto que a ronda imediata é uma das tais para jogar as melhores fichas, desde que estejam fisicamente em condições, já que "onzes alternativos" podem ser equacionados para as outras duas competições (ou três, se juntarmos as da UEFA).
Benfica e FC Porto jogam em casa, são claramente favoritos, mas também sabem que é "proibido" um deslize perante Paços de Ferreira e Tondela. Águias e dragões estão naquela fase em que perder mais pontos pode tornar-se um problema e, por via disso, Jesus e Conceição não podem correr riscos desnecessários.
De resto, no caso do técnico encarnado, o sinal foi evidente quando o resultado com o Lech Poznan estava definido. Ainda faltava meia hora para acabar a partida e tirou logo Darwin, Pizzi e Chiquinho, seguindo-se Everton e Rafa. O campeonato passou a ser prioritário bem cedo. E, também não por acaso, Sérgio Conceição reafirma que "a verdadeira Champions" do FC Porto é o campeonato, ou seja, a receção ao Tondela é de importância máxima.
Enquanto uns ainda deitam contas às consequências da semana europeia, o líder Sporting prossegue o seu trabalho. E, desta vez, com a mira apontada a uma deslocação a Famalicão, onde terá de repetir a serenidade e consistência de outros jogos para chegar ao triunfo. É certo que Ruben Amorim manterá o discurso distanciado sobre a tal candidatura ao título, mas tudo fará para conservar o lugar que ocupa, de preferência sem que a vantagem diminua.
Este Famalicão não é (ou ainda não é, depende da forma como se queira encarar as coisas) o mesmo que encantou na época passada, por via de várias baixas. Ora, a mais marcante de todas, Pedro Gonçalves, alinha hoje precisamente no lado contrário. Para Pote será um jogo especial, presume-se, mas aquilo que os leões esperam dele é que continue a marcar o campeonato como até agora. Por mais voltas que se dê, está a ser uma tremenda mais-valia para um Sporting em renovação."

Fever Pitch - João & Patrick... França!

Vitória... apesar das baixas!

Benfica 92 - 73 Ovarense
24-12, 20-20, 17-17, 31-24

Com várias ausências o Benfica venceu esta noite a Ovarense. Jogámos com 9 jogadores na ficha de jogo, um deles vindo dos sub-21... e com o Fábio Lima condicionado. Vamos ver quando tempo o Hallman vai ficar de fora...!!!
Boa entrada na partida, com boa atitude defensiva o que tornou o jogo mais 'fácil'!!!

Antitético


"Proponho, a todos os editores de dicionários ilustrados, que se passe a usar uma imagem de Lito Vidigal a acompanhar o adjectivo antitético. O homem é treinador de futebol, mas não é futebol que treina.
Sendo justo, todos os princípios elementares do jogo podem ser identificados no futebol, que não é futebol, de Lito Vidigal: onze jogadores de cada lado, duas balizas e uma bola. Alternadamente, em cada parte, numa das balizas evita-se a todo o custo que a bola entre, na outra, mesmo que por mera casualidade, pretende-se que a dita atravesse a linha de golo.
Creio que, para se ser um jogador de futebol que não jogue futebol sob as ordens de Lito Vidigal, são necessárias características especialíssimas, entre as quais predomina a gestão inteligente da dor, aguda em vantagem, inexistente em desvantagem. Valoriza-se muito, também, a apetência para a dramatização. E mais é pedido a outros profissionais como, por exemplo, o homem/mulher do spray milagroso, a quem se recomenda apurada forma física pois, não sei se será boato, consta que, em vantagem, chega a correr mais do que alguns jogadores durante os jogos.
Junte-se a um adversário desta estirpe a repetida coincidência do estado do relvado se adequar, na perfeição, a esta abordagem antitética do futebol e, em mais ocasiões do que as desejadas, que até nem me parece que tenha sido o caso desta vez, os árbitros permissivos ou colaborantes, e assim se torna possível que um treinador de futebol que não treina futebol lá vá sobrevivendo no mundo do futebol...

P.S.: Não me apercebi logo do penálti sobre Everton, mas tive a certeza imediata que não seria assinalado. Vasco Santos, no VAR, dá-nos garantias quanto à previsibilidade das decisões."

João Tomaz, in O Benfica