Últimas indefectivações

terça-feira, 24 de março de 2020

Chef Pimenta #2

Benfica de Quarentena #10 - Panchito

Benfica de Quarentena #9 - Pedro Miguel

Benfiquismo (MCDLXXXI)

Mergulho...

SL Benfica - Benfica SAD: comunicado à CMVM

"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD (“Benfica SAD”) informa, nos termos e para o efeito do disposto no artigo 248.º-A do Código dos Valores Mobiliários, que recebeu hoje da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (“CMVM”) um pedido de prestação de informação ao mercado após terem surgido na comunicação social rumores sobre o desfecho do procedimento de registo da Oferta pública de aquisição sobre as acções representativas do capital social da Benfica SAD (“Oferta”), preliminarmente anunciada no dia 18 de Novembro de 2019 pela Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A., e acerca da eventual utilização alternativa dos fundos mobilizados para efeitos da sua liquidação para a contratação de reforços para a equipa de futebol.
Adicionalmente, a CMVM solicitou ainda nesta data a prestação imediata de informação ao mercado quanto aos negócios celebrados que permitiram a disponibilização dos referidos fundos à Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. para efeitos de liquidação da Oferta, e notificou a Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. e a Benfica SAD de um projecto de indeferimento do pedido de registo desta oferta.
A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD está a preparar, e prestará ao mercado, logo que lhe seja possível nas actuais circunstâncias e de forma adequada, a informação necessária ao esclarecimento do solicitado pela CMVM. É igualmente expectável que a Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. venha a pronunciar-se no prazo legalmente previsto sobre o referido projecto de indeferimento.
A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD declina toda e qualquer responsabilidade do Grupo Sport Lisboa e Benfica pela divulgação de informações que alimentaram os referidos rumores e notícias na comunicação social e afirma, com veemência, ser totalmente alheia à divulgação de informação de natureza confidencial de qualquer tipo sobre a Oferta à margem dos canais oficiais estabelecidos com a CMVM, o que aliás deplora."

BenficaEmCasa: Grimaldo

BenficaEmCasa: Zlobin

BenficaEmCasa: Zivkovic

BenficaEmCasa: Seferovic

BenficaEmCasa: Weigl

BenficaEmCasa: Svilar

BenficaEmCasa: Almeida

BenficaEmCasa: Vinícius

BenficaEmCasa: Cervi

segunda-feira, 23 de março de 2020

BenficaEmCasa: Taarabt

BenficaEmCasa: Samaris

Benfica de Quarentena #8 - Carlos Teixeira

Benfica de Quarentena #7 - Zé Maria

Os jogos em que (...) levou boladas na cara e carrinhos que o viraram ao contrário

"A rubrica de hoje não recordará uma, mas três histórias. Três histórias ao estilo de peripécias (quase comédias, vá) e que aconteceram, em momentos distintos, ao longo das várias épocas em que arbitrei jogos de futebol profissional em Portugal. Vamos a isso então:
1. Estádio António Coimbra da Mota, algures num passado longínquo
- Não me vão levar a mal, mas a memória não consegue precisar qual foi o adversário do Estoril Praia nessa tarde. Lembro-me que foi há muito tempo, que as bancadas estavam compostas e que o dia estava lindo, com pouco vento e bastante sol. Aposto que foi em Agosto, Setembro.
A dado momento, um defesa tentou afastar o perigo da sua zona defensiva, tentando pontapear a bola com força para longe da sua área. Para meu azar, encontrou a minha cara pelo caminho.
Estava demasiado próximo, logo muito mal colocado (na linha directa do remate). Moral da história: a bola acertou-me em cheio, de frente e com estrondo.
Senti logo o sangue a escorrer e percebi logo porquê: tinha os dois lábios rasgados. Isso obrigou-me a parar o jogo. Infelizmente. Mas o mais estranho nem foi isso. O estranho foi a sensação inesquecível de ter toda a cara a arder e a latejar. A latejar bastante. Aquilo doía que se fartava. Os jogadores estão habituados a este tipo de pancada, de danos colaterais, mas os árbitros não.
Depois de assistido e já com menos estrelas em órbita (juro que se vê estrelas), o jogo lá recomeçou. No fim e além dos lábios em mau estado, tinha também o nariz ensanguentado e um olho azulado. Bem feito.
2. Jogo em Arouca, algures entre 2011 e 2013
Geograficamente mais acima e, de novo, com recordação zero do adversário daquele tarde. Quando são demasiadas histórias, a memória parece filtrar o essencial do acessório. O que não filtrou, lá está, foi outra bolada e claro, de novo por estar francamente mal colocado.
Desta vez, não foi bem em cheio: foi mais acima e em zona lateral do rosto (entre a testa e olho direito, por aí). Não antecipei um passe à distância (novo erro de estagiário) e fiquei parado, algures, no meio.
Levei a pancada mas o jogo seguiu, porque a equipa continuou uma jogada de perigo. É preciso relembrar que, naquela altura, nenhum toque de bola no árbitro implicava interrupção da partida. Pelo contrário. A paragem só acontecia se o árbitro ficasse "KO" e os seus colegas não conseguissem acompanhar as restantes incidências.
Lembro-me que, depois de ser atingido, deixei de ver daquele olho. A 100%. Não via mesmo nada. Estava a lacrimejar e a arder. O outro, diga-se de passagem, também não ajudou muito. Provavelmente estava a ser solidário.
Continuei a acompanhar a jogada, mas pedi à minha equipa que redobrasse esforços no sentido de acompanhá-la comigo. Nos segundos que se seguiram, senti que não estava lá, ou melhor, estar estava, mas em modo "corre e ouve o que eles te dizem".
Assim fiz e as coisas acabaram por correr bem, porque tive a sorte de ter ali uma equipa a sério.
Na primeira interrupção, fui obrigado a pedir água a um dos bancos técnicos. Levei a cara, respirei fundo e tentei fazer-me de forte. A imagem é tudo e um árbitro nunca pode mostrar fragilidade, ainda que momentânea.
3. Estádio 25 de Abril, jogo da 2ª Liga
Desta vez, eu e a bola não tivemos momentos de proximidade excessiva.
Fiz pior. Aproximei-me demasiado de uma jogada disputada com maior intensidade e por vários atletas. Cometi aí novo erro. É que, nesses casos, quanto mais perto, maior a probabilidade de estorvar e menor o ângulo de visão. Básico, Duarte. Tão básico!
A parvoíce saiu-me cara: choquei de frente com um defesa penafidelense e, como se não bastasse bater naquela parede de betão, fui depois derrubado por um tackle deslizante de outro. Derrubado, não. Virado ao contrário!
Estava ainda atordoado da primeira pancada quando levantei voo da segunda. Essa sim, deixou mazelas.
Aqueles "meninos" dão o máximo em cada lance, têm muita força e, como se não bastasse, calçam botas com pitões de alumínio (mini pregos, vá).
Tentei evitar que aquele momento infeliz afectasse a minha forma física e estilo de corrida no resto do jogo, mas a verdade é que foi muito difícil. A entrada deixou-me bastante dorido.
Passei as semanas seguintes a colocar gelo e Voltaren no tornozelo. Muito gelo e muito Voltaren.
Faz parte, sobretudo quando alguém experiente se põe a jeito da forma como eu, estupidamente, me pus.
Um dia escrevo um livro e conto outras histórias deste género. São tantas..."

Futebolistas privilegiados em tempo de vírus

"Não condeno a atitude destes e de outros que preferem passar este momento difícil ao lado das suas famílias, e de preferência num país mais quente. No entanto, vejo o lado dos italianos.

Higuain, Pjanic e Khedira violaram a quarentena da Juventus e abandonaram Turim depois de Cristiano Ronaldo ter sido o primeiro a trocar a cidade do Piemonte pela sua terra natal, no dia 8 de Março, quando, no entanto, ainda não tinha sido decretada a quarentena obrigatória para 60 milhões de pessoas. A saída de Ronaldo abriu a excepção à regra e a Juventus ficou sem argumentos para bloquear a fuga do último trio, que, provavelmente, não será a última. Neymar e Thiago Silva também abandonaram Paris e regressaram ao Brasil, depois de Macron ter decretado o isolamento da França.
Não condeno a atitude destes e de outros que preferem passar este momento difícil ao lado das suas famílias, e de preferência num país mais quente. No entanto, vejo o lado dos italianos. Há poucas semanas, um amigo português que mora em Shangai explicava-me os motivos que o levaram a querer permanecer no país durante o pico da epidemia, em Fevereiro, e, entre eles, estava exactamente o facto de não querer passar a mensagem aos colegas de trabalho e aos chefes chineses de que abandonou o barco no momento de maior dificuldade.
Essa é a imagem que muitos jogadores de futebol passam agora aos países onde jogam e às empresas que lhes pagam maravilhosamente bem. Para piorar o cenário, o último trio de fugitivos (Higuain, Pjanic e Khedira) interrompeu a quarentena obrigatória a que todos os jogadores da Juventus estavam sujeitos desde que Rugani contraiu o vírus (e agora Matuidi também deu positivo).
A justificação é que os três teriam feito duas vezes os testes e levaram com eles o certificado que garantia o resultado negativo, mas ao italiano comum não é dada essa possibilidade, porque o teste só é realizado na presença de sintomas e, mesmo para quem teve contacto directo com infectados, não é realizado o teste na ausência de sintomas. Têm mesmo de cumprir a quarentena de 14 dias até ao fim. Porque é que até neste caso os jogadores de futebol são seres privilegiados?"