Últimas indefectivações

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Um "tri" muito suado

"Benfica extenuado aguentou no limite o "forcing" vilacondense.
Com 56 jogos oficiais nas pernas, o Benfica avançou, domingo, para o derradeiro teste da época, frente ao Rio Ave, na final da Taça de Portugal, e acabou por ser bem sucedido (1-0), conseguindo o pleno a nível interno. Uma tarefa que já se sabia que não iria ser fácil, dadas as periclitantes condições físicas que, naturalmente, afectavam o conjunto encarnado, já para não falar dos eventuais condicionamentos de ordem psicológica, após a tentativa falhada na Liga Europa.
Para além de tudo isso, importava não subestimar também as qualidades do adversário, a tornarem ainda mais ingrata a missão dos novos campeões. De facto, revelando uma especial propensão para as Taças - eliminou o Braga nas duas provas, chegando assim às finais - o Rio Ave via aqui, na festa do Jamor, uma boa possibilidade de saldar as contas com o Benfica e, deste modo, responder com juros à desfeita do primeiro ajuste, em Leiria. Mas foi o Benfica a começar melhor, ao contrário do que sucedera na recente primeira final entre ambos.
Já com Salvio e Enzo no onze, mas ainda sem Fejsa, Siqueira ou Markovic (entraria mais tarde), a equipa mostrou-se mais balanceada ofensivamente, perante um Rio Ave muito contido, que raramente apostou no ataque. Por isso, não surpreendeu que o Benfica se adiantasse no marcador, por Gaitán (20'), num soberbo remate ao ângulo, e, por pouco, Garay não fizesse o 2º golo, valendo então uma defesa por instinto de Ederson. Ao intervalo, a vantagem do Benfica justificava-se plenamente.
Utilizando um dos muitos lugares-comuns de que o nosso futebol é fértil, também aqui se dirá que o jogo teve duas partes distintas, uma vez que, após o descanso, tudo se modificou. Sem ter procedido a quaisquer alterações, o Rio Ave surgiu em campo com outra disposição atacante, mais adiantado no terreno, pressionando mais, e a verdade é que tomou conta do jogo. E de tal forma o conseguiu que não se compreende como é que se permitiu "passear"durante 45', quando poderia ter recolhido dividendos em caso de maior e mais precoce atrevimento.
Foi a vez do Rio Ave carregar sobre o meio-campo contrário, tornando cada vez mais visível a fragilidade física dos jogadores encarnados, cujas substituições poderiam muito bem ter ocorrido mais cedo. Depois de André Gomes ter rendido Amorim, na posição de médio mais defensivo, Markovic só entrou aos 66' (saiu Rodrigo), enquanto Cardozo foi utilizado apenas três minutos, trocando com Gaitán. Cautelas tendo em vista um eventual prolongamento? Mesmo assim...
Enquanto isso, o Rio Ave recrudesceu de intensidade atacante, o tridente ofensivo (Pedro Santos, Ruben e Ukra), bem secundado por um miolo incansável onde Tarantini era a figura de proa, foi pondo à prova o guardião Oblak e nisso até se destacaram os centrais Marcelo e Rodriguez, numa prova de assédio total. Para cúmulo, Pedro Santos atirou ao poste e pairou no Jamor a hipótese do empate e consequente tempo-extra. Algo que para o Benfica não viria nada a calhar, como se calcula.
A entrada de Markovic ainda permitira ao Benfica afastar algum jogo das imediações da sua área, transferindo-o lá mais para longe, mas as apostas de Espírito Santo, ao fazer entrar Diego Lopes e Hassan, voltaram a reforçar as pretensões dos de Vila do Conde, que, até final, perseguiram o golo que lhes concederia sonhar ainda. Valeu aí também a atenção do esloveno que guarda a baliza da Luz e, bem assim, a habitual capacidade de resposta de Luisão e Garay.
Vitória, portanto, muito suada do Benfica, que revelou um grande espírito de sacrifício, após uma temporada particularmente preenchida. Agora, perante um adversário muito mais "fresco", pode dizer-se que foi heróica a resistência dos encarnados. Se é verdade que a 2ª parte do Rio Ave merecia ser premiada, também é certo que, depois "daquilo" de Turim, o Benfica já merecia ter sorte."

Protejam os jogadores

"Ponto final. O Benfica terminou ontem uma maratona de 21 jogos disputados em 71 dias. Não foram '10 num mês', não foram 'quatro nos próximos doze dias', nada disso, apesar de ter ouvido vários comentadores fazerem estas contas nas últimas semanas. Este calendário absurdo começou no dia 9 de Março e estendeu-se até 18 de Maio. Foram, repito, 21 jogos em 71 dias: competir a cada três dias, durante quase dois meses e meio. Se tal ritmo fosse 'normal', como também já ouvi dizer a quem não joga, os calendários não se estendiam por 10 meses. Afinal, o Benfica foi obrigado a disputar mais de um terço dos seus desafios em menos de um quarto do tempo que durou toda a época.
Em entrevista concedida ao 'Expresso', no fim de semana, o seleccionador nacional, Paulo Bento, advertia, a propósito da calendarização que federações e UEFA fazem de há uns anos a esta parte: 'Andam a matar os jogadores'. Ontem, no final da Taça de Portugal sublinhou: 'Os meus jogadores, na segunda parte, estavam mortos'.
Vale tudo. Nos dias de hoje, clubes, federações só pensam no dinheiro que podem sacar pelos direitos televisivos, 'a galinha que dá os melhores ovos de ouro'. Os jogadores são 'carne para canhão'. Assim, não espanta o que se passou em Espanha, onde o título foi decidido na última jornada (devido a derrotas inesperadas das melhores equipas, depois das meias-finais da Liga dos Campeões), com jogadores a deixarem o campo ainda na primeira parte com problemas musculares. Não espanta que Ronaldo e Messi tenham experimentado o maior período de lesões da carreira durante esta época. Elas não matam mas moem. E os craques, aqueles que têm de estar sempre lá dentro para clubes e selecções justificarem as verbas televisivas, começam a quebrar. Afinal, não são máquinas.
Ontem, no Jamor, Rúben Amorim 'rebentou' no início da segunda parte e saiu. Enzo fez a última meia hora em dificuldades evidentes. Na quarta-feira viu-se o mesmo em Turim, com jogadores do Benfica e do Sevilha a 'queimar' o que já não tinham no prolongamento. Os últimos jogos da época, aqueles em que tudo se decide, transformaram-se nos menos interessantes do ano. Mal jogados, sobretudo, porque os futebolistas chegam lá sem condições para competir ao mais alto nível.

P.S.: O que se passou no Estádio Nacional antes do jogo foi degradante: na tribuna, um político exultava com os investimentos deitos no 'moderno Jamor'. Lá em baixo, o povo sufocava e perdia os sentidos, devido a um sistema de entrada pior que o utilizado no século XX."

José Ribeiro, in Record


PS1: O jornalista escolheu o início de Março para fazer estas contas, porque foi a jornada imediatamente a seguir às partidas particulares das Selecções, mas podia fazer contas similares, a partir do meio de Janeiro, quando se estava a jogar a fase de grupos da Taça da Liga, e algumas eliminatórias da Taça de Portugal: foram 4 meses, com o Benfica a jogar, com 3 ou 4 dias, de recuperação, entre jogos!!!


PS2: Já falei deste assunto ontem, mas o caso é suficientemente grave para voltar ao assunto. Li, e ouvi, alguns a defenderem algumas teorias de conspiração, anti-Jamor!!! Sinceramente, não me parece que tenha sido isso que aconteceu. O que se passou, foi simplesmente, uma incapacidade de planeamento assustadora!!! O Topo Norte, e a Lateral Norte, do Jamor, não podem ter uma única Entrada...!!! São quase 15 mil pessoas, a entrar por uma única Entrada, com cerca de 8 torniquetes!!! Enquanto pelas outras entradas, entram em média cerca de 5 mil pessoas...!!! A solução mais simples, é aumentar o número de torniquetes na Praça da Maratona, lado Norte... A solução, mais cara, era abrir uma Entrada Norte, na parte de cima das bancadas, tal como existe no Topo Sul, com acesso através do Parque 2... Tinha-se que abrir caminho por entre a Mata...

Campeãs em Sevens !!!

No meio das festas, passou-me despercebido, mais um título nacional conquistado pela nossa secção feminina de Rugby, no último sábado: campeãs nacionais de sevens... Parabéns, por mais um caneco!!!

domingo, 18 de maio de 2014

A Gloriosa 28.ª Taça de Portugal...

Benfica 1 - 0 Rio Ave

Sim, são 28 Taças de Portugal, e não 25. Depois do 33.º título de Campeão Nacional, depois da 5.ª Taça da Liga, depois do Roubo de Turim efectuado por um Bitch Alemão (mesmo assim 'empurrámos' a decisão para os penalty's)... Depois, de cerca de 4 meses a jogar 2 vezes por semana (algo esquecido em muitas analises), a única excepção foi uma Quarta-feira destinada a particulares das Selecções, com muitos jogadores do Benfica envolvidos... Depois, de isto tudo, o Benfica ainda teve forças esta tarde, para aguentar um bom Rio Ave na 2.ª parte, com um Xistra sem-vergonha!!! Um Rio Ave, que nos últimos dois meses fez 5 jogos 'a serio': as Meias-finais com o Braga, e as duas Finais com o Benfica!!!
Desde 1987 que não fazíamos uma Dobradinha, foi a 10.ª, e acabámos também com a maior 'seca' de Taças de Portugal na nossa História (10 anos)!!! Indiscutivelmente, mais uma Gloriosa época do Sport Lisboa e Benfica... Obrigado jogadores, obrigado Jesus e restante equipa técnica, obrigado Presidente e restante estrutura...!!!
Hoje não existe espaço para analises individuais, todos deram tudo, as dificuldades físicas notaram-se... e não fosse o Xistra, o Rio Ave nem sequer teria criado perigo, mas além das agressões que passaram no 1.º tempo, em toda a 2.ª parte não deve ter marcado mais de 4 faltas a favor do Benfica, foi um fartar de vilanagem... já não é a primeira vez que o Xistra usa esta estratégia, de não marcar faltas a favor do Benfica após o intervalo!!! E alguns jogos, com resultados positivos para o Xistra, e negativos para o Benfica!!!
Hoje não foi uma vitória deslumbrante do rolo compressor, nem tinha que ser. Hoje foi mais uma grande vitória do SL Benfica, como tinha que ser: 'limpa', digna, com muito suor e transpiração... e até com o talento do pé direito do canhoto Nicolas Gaitán!!!
Eu que como muitos outros saímos do Jamor o ano passado, desgostosos, muito desgostosos... mas sem perder a cabeça, ainda no Jamor, defendemos a continuidade do Jesus - e não era fácil, acreditem!!! -, estamos hoje: realizados!!! A vitória é de todos... sem dúvida, mas quando se defende o 'indefensável' e futuro nos dá razão, peço desculpa mas neste momento é impossível ficar calado!!! Isto não quer dizer, que as minhas (nossas) opiniões futuras estejam correctas... mas esta estava.

PS1: Não posso deixar em claro mais uma vez a desorganização da FPF, na estrutura montada para este jogo. Como é que é possível não prever, que quando todo o Topo Norte e Lateral Norte, só tinha uma zona de torniquetes, não haveria tempo para toda a gente entrar dentro do Estádio?!!!
Como é que é possível, mais uma vez, não colocar os adeptos Benfiquistas no Topo Sul, onde se tem mais Parques, e a entrada nas bancadas é efectuada por várias zonas de torniquetes?!!!
Como é que é possível existirem centenas, ou milhares, de lugares vagos para carros dentro dos Parques (então no Parque 2 era uma vergonha...), e fecharem as portas, obrigando as pessoas a estacionar carros nos sítios mais perigosos possíveis?!!!
PS2: Também não posso deixar de passar em claro, o comportamento animalesco de vários Benfiquistas nas bancadas do Jamor, não respeitando ninguém. Em total contraste com a grande maioria que fez deste jogo uma enorme Festa Vermelha. As bebedeiras não podem ser desculpa... Recordo-me muito bem dos grandes convívios que se faziam no Jamor, nas tardes de Final da Taça de Portugal, e não havia este ambiente degradante... Não se viu um Stewart nas bancadas, uma autêntica selva, com mulheres, crianças, e idosos no meio. O comportamento animalesco máximo, foi como é habitual atingido pelo cobardes dos petardos, que atiram sobre as outras pessoas petardos uns atrás dos outros... Para quando esta gentalha é proibida de entrar em recintos desportivos?!!! Até quando o Benfica vai pagar multas atrás de multas, por causa desta gentalha cobarde?!!!
PS3: Uma palavra de louvor para o autor da frase, que voou no final do jogo sobre o Jamor: "11 contra 11, em Itália, tínhamos ganho". Verdade indesmentível...
PS4: Ainda uma nota de apoio, ao puto que foi sozinho, para uma passagem superior da CREL, perto do túnel de Carenque, que antes do jogo lá estava, com uma bandeira e a sua bicicleta, e que no fim do jogo, lá estava novamente de bandeira e bicicleta, a festejar a nossa vitória. Viva ao Benfica!!!

Iniciados - 6.ª jornada - Fase Final - Campeões

Corruptos 2 - 3 Benfica

Finalmente Campeões!!! Podíamos ter celebrado o título na 4.ª jornada, mas um empate (conseguido nos descontos) no Seixal com o Sporting adiou a festa; podíamos ter celebrado o título na 5.ª jornada em Leiria, mas um novo empate (conseguido, novamente, nos descontos) - com golos anulados e 2 penalty's por marcar!!! -, adiou, mais uma vez a festa... Mas da 6.ª não passou...!!! E mais uma vez, festejámos o título nacional no centro de treinos pago por todos os contribuintes portugueses em Gaia!!!
Com a saída ao intervalo do João Filipe temi o pior, mas a equipa soube aguentar... Entrámos muito fortes, e aos 8 minutos já estávamos a vencer por 0-2, os Corruptos reduziram às três tabelas, mas no início da 2.ª parte, o Zé Gomes, de livre directo (mais uma vez), aumentou a vantagem para 1-3... Os Corruptos, tal como Caixa Futebol Campus, marcaram nos descontos... aliás o jogo parecia que só acabava, com o empate!!! Mas, o apitadeiro lá se cansou de esperar... e apitou para o fim: Benfica Campeão!!! É o 4.º título de Iniciados nos últimos 6 anos... e não é por acaso.
Esta equipa tem vários talentos, ainda jogam demasiado individualmente, têm que aprender a jogar colectivamente. O João Filipe e o Zé Gomes, são claramente os destaques... mas também gosto do capitão Filipe Soares, do central Luís Silva, do todo-o-terreno do Lamba, do Diogo Santos, do Gedson, do puto do Van der Gaag (apesar de ter que ganhar caparro, como o pai!!!), do André Oliveira, do Pedro Correia (o Salvador dos descontos!!!) e do Nuno Santos que está um pouco tapado pelo João Filipe... Se existe casos onde os jogadores devem 'subir' na categoria, o caso do Zé Gomes parece-me o mais evidente: espero que para o ano, jogue nos Juvenis A... Só assim poderemos ter a certeza, se o talento que demonstra agora, não é exclusivamente fruto da vantagem física.

Benfica............14
Sporting............13
Leiria.................4
Corruptos...........3

PS: A selecção nacional de sub-17 perdeu esta tarde em Malta, as Meias-Finais, com a Inglaterra. Com 11 Benfiquistas nesta selecção acompanhei de perto este torneio. Hoje, não vi o jogo, mas as crónicas falam em mais um festival de oportunidades desperdiçadas, principalmente na 1.ª parte... tal como tinha acontecido no jogo com a Alemanha!!! Já o digo há muito tempo, para quando começar a produzir 'matadores'de área, marcadores de golos, e não viver obcecados em produzir 'brincas na areia' que não sabem marcar golos?!!! E no Seixal, existem vários jogadores com estas características, com o faro de golo, a serem desperdiçados...

Só mais uma !!!

Benfica 90 (2) - (0) 74 Guimarães
29-12, 18-22, 22-12, 21-28

Mais uma entrada no jogo a 'matar'... sem dar qualquer esperança ao Vitória. Só falta mais um triunfo para o Tricampeonato, está quase... mas é importante recordar a derrota no 3.º jogo das Meias-finais, após duas vitórias grandes na Luz: não facilitar, por favor!!!

sábado, 17 de maio de 2014

Nenhum árbitro é assim tão mau...

"A arbitragem do alemão Felix Brych na final de Turim deve ser motivo de preocupação para quem acredita que o progresso do futebol só pode ser construído sobre alicerces de credibilidade. Quando assim não é... 
Na memória de quem segue o futebol está, por exemplo, a inapresentável arbitragem do norueguês Tom Honning Overbo em 2009 num tristemente célebre Chelsea- Barcelona em que os blues de Londres foram vítimas daquilo que um dia José Maria Pedroto qualificou como «roubo de igreja». O que aconteceu em Turim na última quarta-feira entra na mesma galeria de crimes de lesa-futebol, Brych mostrou ser do campeonato de Overbo, com prejuízo do Benfica.
Infelizmente, Portugal (ainda) pesa pouco nas instâncias da UEFA, cujo Comité de Arbitragem é presidido por Angel Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol... O que deve fazer, então, o Benfica perante a forma ostensiva como foi prejudicado pelo árbitro alemão Feliz Brych, em Turim?
Não valerá de muito, creio, barafustar na praça pública. Mas será imperioso (até porque, apesar dos jogos de poder, quem está na UEFA sabe ver futebol) assumir uma posição firme que sirva, pelo menos, para que não fiquem dúvidas de que o que levou à lamentável arbitragem de Brych não pode ter a ver com futebol.
Nenhum árbitro (o melhor dos alemães, neste caso!!!) é assim tão mau."

José Manuel Delgado, in A Bola

Dezena...

Benfica 10 (2) - (0)  0 Belenenses

Depois do resultado apertado no 1.º jogo, esperava-se um jogo, um pouco mais difícil, mas o Benfica não quis sofrer, e transformou a partida num festival de golos...
Estamos nas Meias-Finais, o adversário será o Fundão ou o Leões de Porto Salvo... vão jogar a 'negra' amanhã em Porto Salvo. O grau de dificuldade vai aumentar, não podemos ter 'brancas', mas o mais importante e ter todos os jogadores disponíveis mental e fisicamente...
Leio, com alguma surpresa, alguma falta de confiança nesta equipa, por parte dos Benfiquistas. É verdade, que este ano já tivemos uma desilusão (Taça), mas no Campeonato, temos 2-0 nos confrontos directos com os Lagartos... portanto, mantendo os pés no chão, recordando que esta época montámos uma equipa nova, com humildade, temos tudo para recuperar o título...

Primeiro passo. Faltam mais dois !!!

Benfica 88 (1) - (0) 64 Guimarães
27-14, 23-18, 20-21, 18-11

Excelente entrada no jogo, excelente entrada na Final do Campeonato. É assim que o Benfica tem que jogar: 'matar' o jogo cedo, para nem se quer dar esperança ao adversário. Mesmo sem fazer um jogo perfeito (só o Jobey acertou nos Triplos), tivemos concentrados na defesa, dominámos os ressaltos, e até deu para gerir o plantel, já a pensar no jogo de amanhã... Que como é óbvio temos que ganhar.

Acelerar para o triunfo !!!

Parabéns ao Bernardo Sousa, pela vitória do Rally dos Açores. Na magnifica paisagem de São Miguel, a nossa recente 'contratação' geriu muito bem o Rally, no seu novo Ford Fiesta R5, apesar dos adversário agressivos (Abbring principalmente...), e depois de um Rally de Portugal azarado... teve hoje a justa recompensa com a vitória...

Parabéns também à realização televisiva da prova, que com bom tempo (algo raro nesta altura...) conseguiu transmitir na Eurosport, para todo o Mundo, imagens impressionantes de São Miguel.

A roubalheira do costume...

Corruptos 3 - 2 Benfica

Os críticos de sempre, podem dizer que não podíamos sofrer um golo aos 17 segundos, que não podemos continuar a desperdiçar (os poucos) Livres Directos e Penalty's que beneficiamos, mas mais uma vez tivemos uma arbitragem surreal, que na 2.ª parte foi empurrando os Corruptos para a vitória, que a conseguiram... imagine-se: num Livre Directo!!! Hoje a estratégia foi simples: até às 10 faltas, tudo mais ou menos normal, depois, na 2.ª parte, faltas só para um lado... além de um vermelho perdoado, ao do costume... Não tenho a estatística, mas não me recordo de um jogo, onde o Benfica terminou com menos faltas que o adversário... hoje foi 12-20!!!
A imundice nesta modalidade é generalizada, conseguimos ser Campeões Nacionais com uma super-equipa e uma tremenda 'sorte' (com o Tó Neves a treinar os Corruptos fica mais 'fácil', além dos ordenados em atraso...!!!), fomos Campeões Europeus, porque no jogo da Meia-Final fizemos 'barulho' e assim na Final, tivemos uma arbitragem minimamente decente, mas para se repetirem estas condições, vai ser preciso passar muito água debaixo da ponte!!!

Matematicamente ainda é possível, mas não dependemos só de nós... Agora espero vencer para a semana. O Valongo acabou de vencer outro jogo, com mais um penalty absurdo marcado pelo Joaquim Pinto (que hoje teve momentos onde pareceu estar 'dividido', entre qual o resultado que melhor interessava aos Corruptos!!!)...

Mais do mesmo... infelizmente !!!

Benfica 23 - 29 Sporting

Ainda tínhamos algumas hipóteses matemáticas de sermos Campeões, mas hoje, ficámos completamente fora da corrida. Para mim, o surpreendente, foi termos chegado a 2 jogos do fim, ainda com possibilidades...!!!
Agora, na última jornada, vamos ao antro Corrupto passear... com o Sporting a torcer por uma vitória do Benfica!!!
Se o Benfica tivesse deixado fugir a oportunidade de festejar o título, como os Corruptos deixaram hoje, imagino o que seria dito!!!

Antecipando o rescaldo da época, espero que seja feito mesmo uma revolução a sério na secção, porque senão, é dinheiro deitado à rua...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A uma vitória de fazer história

"O Benfica está a 90 minutos de, com uma vitória, fazer a melhor época dos últimos 50 anos. O objectivo é ganhar a Taça de Portugal, sem Béla Guttmann, mas com o onze titular, com aqueles que a UEFA não deixou jogar, e vencer, em Turim.
Domingo o Benfica tenta no Jamor fazer história, ser a primeira equipa portuguesa a vencer as três principais provas nacionais (campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga), numa mesmo época, ficando para Agosto a possibilidade de vencer a quarta (Supertaça) e assim ganhar tudo.
Ainda sobre Turim, onde mesmo sem quatro titulares fomos melhores que um Sevilha limitado, fica um ensinamento: só com bons jogadores, com os melhores, várias soluções, se pode aspirar a tanto como o Benfica aspira.
O Benfica merecia ter ganho e com o onze titular teria ganho facilmente. O problema não foram os penalties defendidos irregularmente não assinalados pelo alemão que arbitrou. O problema não foi o árbitro alemão se ter esquecido de expulsar o espanhol que placou Sulejmani para defender o espectáculo, o problema foram os expulsos pelo inglês em Turim para ofender o espectáculo há 15 dias.
Curiosamente, a vantagem para domingo é o regresso de um meio-campo novo. Vamos ao Estádio Nacional para bater um recorde nacional. Depois do 33.º campeonato, onde nenhum rival chegou, depois da 5.ª Taça da Liga, onde nenhum conseguiu. O Rio Ave foi a segunda melhor equipa portuguesa esta época, mereceu chegar a Leiria, ao Jamor, e à Supertaça de Agosto. Este Rio Ave tem um valor semelhante ao do Sevilha, e melhor que o Vitória de Guimarães da época passada. Só um Benfica forte fará história, e o resto são histórias..."

Sílvio Cervan, in A Bola

O Jamor tem que ser nosso

Há festa no Jamor

"Termina este domingo uma das temporadas futebolísticas mais empolgantes da história centenária do Sport Lisboa e Benfica.
Independentemente do que possa ter sucedido em Turim (escrevo, carregado de ansiedade, antes de o saber), o Benfica entrará em campo, no Jamor, com a possibilidade de alcançar uma inédita 'tripleta' de competições nacionais - Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça da Liga -, à qual juntará, no mínimo, uma honrosa presença em final europeia pelo segundo ano consecutivo; e no máximo, a primeira Liga Europa do seu historial.
Caso, como espero e desejo ardentemente, estas duas conquistas se concretizem, então estaremos a falar da melhor época de todos os tempo. Sim! De todos os tempos!
No momento em que escrevo, as expectativas benfiquistas situam-se, pois, entre o muito bom (dois troféus, entre eles a prioridade número um), o excelente (três troféus), e o esplendoroso (poker de taças, com possibilidades de lhes juntar mais duas já em Agosto, e assim tocar nos céus).
Neste contexto, a Final do Jamor é a ocasião magna para prestarmos tributo a uma fantástica equipa de futebol, que já na temporada anterior nos havia feito sonhar, e agora concretizou (pelo menos em parte, acredito que na totalidade) esses sonhos. A tradição que envolve esta prova, o seu belíssimo palco, e o facto de a mesma encerrar a época (a nível de clubes), são condimentos para um dia de festa, de fervor clubista, e, creio, também de absoluta glória. Nunca, nos meus 44 anos de vida, senti um Benfica tão forte e tão pujante em todas as suas vertentes. Falo de futebol, mas falo também de veículos de comunicação, de infra-estruturas, de formação, de ecletismo, de modernização empresarial e administrativa, de associativismo, de prestígio nacional e internacional, de respeito pela história... enfim, de tudo.
Estamos num plano elevadíssimo, e é nele que gostamos de estar. Mas tenho a certeza que aqueles que nos conduziram até aqui, não vão querer parar. O céu é o limite. Vamos a isso!"

Luís Fialho, in O Benfica

O maior dos desafios!

"É naturalmente muito forte a desilusão dos adeptos pelo desaire europeu. Mas o principal desafio do Benfica é outro.

SIM, o Benfica pode falar de infelicidade. Não tinha Enzo Pérez, nem Salvio nem Markovic, e depois ainda ficou sem Sulejmani, que estava a entrar muito bem na partida, e pelo caminho já tinha perdido a extraordinária forma de Sílvio e até a surpreendente serenidade de Fejsa.
Infelicidade a mais, é impossível negar. Se não é maldição, realmente parece. Imagine-se: um parte a perna (Sílvio) depois de bater na perna do próprio companheiro, outro parte o braço (Salvio), e fica fora da final por proteger o braço partido pouco depois de entrar em campo no infernal jogo com a Juventus.
Para explicar o inexplicável, arranjaram os espanhóis a expressão... yo no creio en las brujas pero que las hay, las hay... e respondem agora os benfiquistas com... a maldição de Guttmann.
Confesso que sobre a alegada maldição do senhor que levou o Benfica a vencer duas Taças dos Campeões Europeus já muito ouvi falar e pouca verdade conheço.
Dizem uns que Guttmann agoirou os encarnados ao ponto de os avisar que nos muito anos seguintes não voltariam a ganhar na Europa; dizem outros que não foi isso que o senhor disse, o que ele teria dito é que nos trinta anos seguintes não voltariam os encarnados a ser campeões europeus ou bicampeões. Enfim...
Se Guttmann amaldiçoou ou não o Benfica, ninguém saberá verdadeiramente o saberá, o que se sabe é que o Benfica chegou a esta final sem paz de espírito... e talvez mesmo amaldiçoado, acreditando no que escreveram a grande maioria dos jornais estrangeiros, lembrando, todos eles, a tal maldição de Guttmann.
E afinal, em que é que ficamos?
Estou dividido entre as brujas espanholas e o agoiro de Béla Guttmann.
Mas dividido ou não, relembro que numa fase de tantas decisões o Benfica foi surpreendido ao perder jogadores como Enzo, Salvio, Markovic, mais Sìlvio e Fejsa, e, em Turim, ainda antes do minutos 20 da final, viu-se ainda privado de Sulejmani, entretanto já reciclado como terceira opção para ala-direito.
Em cima disso ainda encontrou pela frente um árbitro (ou uma equipa de arbitragem) capaz de não ver coisas evidentes como os próprios espanhóis ainda ontem reconheceram nalguns programas televisivos de debate.
Não é normal.
Como tewwtou (acto de escrever no tweeter) o inglês Gary Liniker um velho monstro do futebol britânico, «três árbitros e nenhum foi capaz de ver o que Beto fez na grande penalidade de Cardozo?!», dá realmente uma ideia do que também se passou no relvado relativamente ao trabalho dos juízes.
Junte-se a tudo isso o que também me pareceu evidente no relvado do estádio da Juventus:
- permanente falta de serenidade na equipa do Benfica, bem ao contrário da equipa serena que habituou os adeptos na maior parte da época;
- sofreguidão na definição de alguns lances como se a equipa estivesse, mentalmente, com receio de perder um jogo a que se sentiria obrigada a ganhar;
- jogadores decisivos em insuficiente rendimento e gritante ineficácia como Gaitán, Lima e Rodrigo;
- André Gomes e Rúben Amorim nem sempre capazes de dar resposta ao que o jogo lhes pedia;
- Cardozo a marcar uma grande penalidade como não costuma marcar... e Rodrigo a marcar como se já estivesse a temer falhá-la...
-... e, por último, até Jorge Jesus, desta vez, a dar a ideia de bloquear quando mais a equipa pareceu precisar dele.
Perdidas duas finais europeias consecutivas... diriam então os espanhóis... yo no creo en las brujas pero que las hay, las hay... e agarram-se muitos benfiquistas à maldição de Guttmann.
Podem estar os adeptos divididos mas não pode o Benfica e os seus responsáveis deixarem dividir-se entre bruxarias.
Claro que era importantíssimo para o clube ter voltado, esta quarta-feira, às vitórias europeias, mas importantíssimo (talvez mesmo o mais importante para o futuro imediato do clube) será preparar a próxima época de modo a conseguir mostrar - como conseguiu o FC Porto há duas décadas - capacidade para inverter o paradigma com que ainda hoje os encarnados se vão desafiando.
Aceitando e aprendendo, então, o Benfica a perder às vezes, esperarão os adeptos que deixe, porém, de ganhar apenas de vez em quando.
Maior do que o desafio europeu é esse o grande desafio do Benfica.

PS: Já o tinha escrito e, obviamente, mantenho - aconteça, ainda, o que acontecer, o Benfica fez fantástica temporada, compreendendo o clube (porque tem de compreender) a forte desilusão dos adeptos pelo desaire de Turim, a que se juntará nova forte desilusão se a equipa voltar a deixar escapar, este domingo, a Taça de Portugal.
O futebol é isto mesmo!"

João Bonzinho, in A Bola

O que Guttmann nunca terá dito...

"Muito provavelmente, Béla Guttmann nunca disse o que dizem que disse a propósito do sucesso do Benfica na Europa. A maldição do mago magiar não está registada sob forma de entrevista e o que terá mesmo sucedido não terá passado de um desabafo do treinador bicampeão europeu pelo Benfica com o seu adjunto Fernando Caiado a propósito da profusão de automóveis entre os jogadores encarnados que, à chegada de Guttmann ao Benfica era de apenas três. Referindo-se a um possível aburguesamento dos jogadores, Guttmann terá dito que «assim nem daqui a trinta anos ganham nada». O que se passou a seguir explica-se com a expressão 'quem conta um conto, acrescenta um ponto', a que se juntou, nos seis anos a seguir à conquista do bicampeonato europeu, a derrota em três finais (1963, 1965, 1968). A lenda foi crescendo, alimentou-se dos insucessos de 1983, 1988 e 1990 e explodiu com as derrotas do Benfica em Amesterdão e Turim, até atingir proporções planetárias.
Ontem, a fazer a revista da imprensa internacional era encontrar, em cada nove de dez casos, referências à maldição de Guttmann, transformada na mais desejada das lendas do futebol dos dias de hoje. Para o Benfica, a mediatização deste fait-divers tem um lado positivo porque permite que ninguém se esqueça que o Benfica já esteve em dez finais europeias e é um dos mais importantes e competitivos clubes do Velho Continente.
Chegará o dia em que o emblema da Luz vai ganhar a sua final e enterrar esta lenda. Para já, a maldição de Béla Guttmann vai servindo para explicar castigos, lesões, erros dos árbitros, substituições mal conseguidas e falhanços de baliza aberta. Sempre serve para alguma coisa, afinal..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Assim já vale Assis

"1. A imagem do sr. Assis e do sr. Costa lado a lado na tribuna das Antas foi bonita. Não sei que jogo era - FC Porto-Benfica? Sei que havia em ambos a trombalanazice de um Elói Benevides de Barbuda a duplicar capaz de arrancar ais! de piedade ao mais empredernido dos guerreiros da Bexuanalândia. Ambos enfiados. Ambos contritos.
2. Não há muito tempo, o sr. Costa tonitruava aos quatro ventos que nunca o haviam de ver fotografado ao lado de políticos. Desde que estes não se chamassem Elisa, Gomes, Eanes ou Menezes, calculo eu. Agora, assim, também Assis já vale.
3. A coisa seria apenas ridícula se não fosse pungente. Um, à míngua do voto, faz-se fotografar com o caudilho; outro, à mingua do reconhecimento público de seriedade, expõe-se ao daguerreótipo com quem quer que seja. Adivinhem os leitores quem é o um e quem é o outro. Para mim, valem o mesmo...

P.S. - Falando de coisas boas. A presença do vice-presidente do Benfica, Alcino António, no museu do «Grande Torino» é um daqueles momentos em que a História se reconcilia com os seus grandes personagens. Um abraço para ele. Por isso e por muito mais!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Recordando...

"Ganha a primeira das três finais destes entusiasmantes 11 dias, escrevo na antevéspera da grande final de Turim com a esperança de que possa ter uma alegria igual às que possa ter uma alegria igual às que tive há 53 e 52 anos, quando ganhámos as Taças dos Campeões. Nos tinha televisão em casa e foi na de um amigo que assisti à primeira parte do Benfica-Barcelona (3-2). As equipas portuguesas eram sempre eliminadas à primeira. Até que, nesse ano, o Benfica foi passando até chegar às meias-finais, com o Tottenham. Lembro em especial a primeira meia-hora do jogo da Luz com o Ujpest: 5-0! Depois, ficou 6-2 e o Benfica, sem Béla Guttmann (o treinador não podia entrar na Hungria), foi a Budapeste confirmar a passagem aos quartos-de-final. O Aarhaus, da Dinamarca, já foi recebido em clima de festa e o Benfica ganhou os dois jogos. Bem mais complicado o Tottenham mas, com 3-1 e 1-2, chegámos à final, frente ao poderosíssimo Barcelona, que eliminara o Real Madrid, pentacampeão. Foi a primeira transmissão na RTP. Pouco se viu. A emissão estava sempre a ser interrompida ao intervalo foi mesmo cancelada. A segunda parte foi seguida através do relato de Artur Agostinho, na rádio. Lembro-me dos minutos finais, sozinho, fechado na cozinha. A certa altura, faltavam poucos minutos, não aguentei mais e fechei o rádio.
Quando abri, o Benfica era Campeão Europeu. Inimaginável! Foram as minhas primeiras lágrimas de alegria pelo Benfica...
Um ano depois, já com Eusébio (e Simões) na equipa, foi possível ver o jogo todo na TV. Desilusão inicial (0-2), alegria incontida na segunda parte (5-3). O famoso Real Madrid foi suplantado.
Depois, começaram os azares a as derrotas: Coluna lesionado e o Benfica praticamente com dez frente ao Milão; finais com o Inter em Itália e com o Manchester em Inglaterra. Mais tarde, comigo na bancada, a derrota nas grandes penalidades, frente ao PSV (sem Diamantino), e outra, sem que nos possamos queixar, face ao poderoso Milan. Pelo meio, uma final (da Taça UEFA) mal perdida face ao Anderlecht e, há um ano, uma grande exibição e um derrota injustíssima com o Chelsea, para a Liga Europa. Espero que este ano tenhamos voltado às vitórias e às grandes alegrias europeias. o Clube merece-o pelo grande historial europeu que tem."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Para Glória do Glorioso

"O Benfica tem mais troféus que qualquer outra equipa portuguesa. Mas sem o 'troféu' do Campus do Seixal não haveria título do campeonato nem das taças; como sem o 'prémio' do maior Estádio de Portugal não haveria triunfos ou troféus conquistados; sem o título' da Benfica TV não haveria o sucesso que há nas modalidades e nos escalões da formação; sem os 'louros' do Museu Cosme Damião não haveria, ao altíssimo nível a que há, a identidade, a estirpe, a atitude, o orgulho Benfica a puxar pelos resultados dentro dos terrenos de competição. E sem o 'palmarés' da Fundação, o Benfica não seria aquilo que é: mais que um clube.
É tudo isto que torna possível que o Campeão esteja de volta. Tudo isto constitui uma grande obra. O que o presidente do Benfica tem feito é uma obra para a Glória do Glorioso. Uma obra coerente, planeada, criada de raiz e com raízes para o sucesso sustentado do Benfica.
Sustentado. E isso é muito importante. O presidente Luís Filipe Vieira criou condições únicas na história do Clube para o sucesso desportivo: equipamentos e instalações, tecnologia, meios técnicos e humanos, e, acima de tudo, estabilidade e credibilidade.
A dimensão da festa quando o Benfica ganha deve-se à implantação global do Clube mas também é verdade desportiva das vitórias do Benfica. São vitórias que honram o Benfica e honram igualmente o desporto porque são obtidas com verdade desportiva e fair-play.
O Benfica é uma máquina que funciona e que fornece aos atletas e técnicos das mais diversas modalidades condições únicas no nosso País. Mas a máquina tem coração. E se a máquina está sempre a funcionar, o coração do Benfica - os seus sócios e adeptos - não para de bater."

João Paulo Guerra, in O Benfica