Últimas indefectivações

sábado, 22 de novembro de 2025

Observador: E o Campeão é... - Presidentes na FPF? "Andam aos tiros, mas quando é dinheiro"

Observador: Três Toques - FIFA esqueceu-se de Ronaldo?

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Renascença: Jogo da Palavra - Pauleta. "Assinei pelo Benfica do Vale e Azevedo e o Salamanca não me deixou sair"

Regresso à competição


"O Benfica defronta o Atlético no Restelo (hoje às 20h30) na 4.ª eliminatória da Taça de Portugal. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Vencer
Em antevisão à partida com o Atlético, cujos bilhetes estão esgotados, José Mourinho explica: "A gestão é simples. É um jogo que temos de ganhar, queremos continuar na competição. Vou começar com a equipa que acho que é a equipa que nos pode ajudar a ganhar o jogo."

2. Informação clínica
A situação de Dodi Lukebakio esclarecida oficialmente.

3. Um dérbi de encontros entre Águas
Veja a reportagem da BTV sobre o percurso no Atlético das glórias do Benfica José e Rui Águas.

4. Mais dois mil Red Pass
Possibilitado pelo aumento da lotação do Estádio da Luz no último defeso, o número de Red Pass disponibilizados aos sócios do Sport Lisboa e Benfica cresce agora 2 mil unidades, o que se segue ao incremento de 1000 verificado no início da temporada. A primeira fase da venda começou hoje e prolonga-se até 27 de novembro.

5. Últimos resultados
Em hóquei em patins, o Benfica venceu, por 2-3, no reduto da Oliveirense, a contar para a fase de grupos da WSE Champions League. Em voleibol, os encarnados ganharam por 3-0 ao OK Medimurje e estão apurados para os 16 avos de final da Main Round da CEV Challenge Cup. Em futebol no feminino, derrota por 2-0 na visita ao Paris FC. Em basquetebol, desaire na Sérvia no pavilhão do Spartak Office Shoes (99-69).

6. Jogos do dia
Além do desafio no Restelo com o Atlético (20h30), há partida da Equipa B no campo do Brighton a contar para a Premier League International Cup (19h30).

7. Agenda para sábado
Os Iniciados visitam o Belenenses (11h00), assim como a equipa masculina de andebol (15h00). Em voleibol, embate no reduto do Leixões (16h00). Em basquetebol, deslocação à Oliveirense a contar para a Taça Hugo dos Santos (18h00). A equipa feminina de basquetebol atua no pavilhão do Esgueira (21h00).

8. Nova Diretora-Geral
Mónica Jorge inicia funções de Diretora-Geral da vertente feminina do futebol do Sport Lisboa e Benfica.

9. Convocadas
Várias futebolistas do Benfica chamadas a seleções nacionais.

10. Protocolo de cooperação
Benfica e Burinhosa assinam protocolo de cooperação desportiva entre as partes no âmbito do futsal.

11. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de 5.ª feira na BTV."

Lanças...


História Agora


Seleção: perdemos tempo e vamos acordar já tarde


"Num país onde o apuramento deixou de ser conquista, o risco está no facilitismo instalado e numa liderança que protege nomes antes de proteger o futebol que a equipa precisa

Portugal não falhou — e só o falhar é que seria realmente notícia. Não acontece desde 1998 e dificilmente haverá incidente de tamanhas proporções tão cedo. As qualificações, face à estabilização nos primeiros lugares do ranking, são sempre fáceis. Estar no topo garante estatuto de cabeça de série e cria fosso para os rivais no apuramento, e depois os resultados na qualificação, particulares e fases finais seguram a equipa no topo. Ambos são causa e consequência de si próprios. A seguir, há ainda toda a qualidade que brota da formação — ainda que com aproveitamento diminuto nos grandes do país — e tem permitido criar grupos de trabalho cada vez mais completos e competentes.
Esta Seleção não só dificilmente falharia agora como só o facto de eventualmente necessitar da calculadora por culpa de contas complicadas seria, por si só, motivo de escárnio e eventual insulto. E o tom só poderia piorar com a necessidade de um play-off ou, por fim, com a inesperada e desgraçada eliminação. Quando Roberto Martínez atirou, de debaixo daquele esgar tecido de simpatia infinita, que há mérito por não ter sido necessária ginástica matemática, falhou no encontro com as expetativas do resto das pessoas. Mostrou um nível de exigência que já só pertence a um ou dois que ainda veem o copo meio-cheio — ou até mais do que isso —, seja por defeito profissional ou incapacidade de tirar os olhos da bola e ver três ou quatro jogadas à frente.
Mesmo que estejas tão viciado no 8 que alcançar o 80 nem por milagre o consigas imaginar, exigir tão pouco é o primeiro passo para que até isso, mais tarde ou mais cedo, deixe de ser dado adquirido. Teria de ser consequência de múltiplos fatores, é verdade, porém vejam o que se passa há várias campanhas com a Itália.
O selecionador português, que gosta de exigir respeito para si e para os jogadores nos momentos mais cinzentos, esquece-se que talvez perca esse direito quando não toma decisões pela meritocracia do momento de forma ou sequer em nome de um determinado modelo. Eu poderia admitir a troca do primeiro pelo segundo, ainda que muita gente não faça concessão igual, na demanda por maior química entre os melhores, porém Martínez aponta é para a criação do seu grupo, em que os estatutos são mais importantes do que o processo. E, com isso, assume assim um compromisso que o afasta até mesmo do jogo que quer jogar. Ainda que tenha os jogadores do seu lado, como se viu quando assombrado pelo fantasma de Mourinho e encostado à parede pela sofreguidão de Proença na mesma Liga das Nações que o aguentou até esta fase de qualificação e ao inevitável próximo Campeonato do Mundo. Um fator importante para se ter sucesso.
Já muita tinta eu próprio fiz correr sobre Cristiano Ronaldo, tanta que não tenho muito mais a dizer que não tenha já dito. Não posso afirmar que a associação ao candidato a pior presidente da história dos Estados Unidos e ao Trumpismo, me surpreenda e o mesmo digo sobre a duradoura relação com uma Arábia Saudita a querer lavar a face através do poder que o desporto, sobretudo o maior de todos eles, tem. Todos já devíamos ter percebido que a sua grandeza está circunscrita a quatro linhas e mesmo essa já possui tantas páginas na História que pouco haverá ainda a escrever. Também não me surpreende a frustração que levou ao vermelho em alguém que recebeu a braçadeira cedo demais e nunca entendeu realmente o total significado da palavra ‘exemplo’ e o sentido coletivo que esta também abrange.
Claro que o capitão luso só chegou onde chegou graças à dedicação e à ética de trabalho inegociáveis, indo além do que lhe era proposto todos os dias. Foi assim que ganhou praticamente tudo. Os muitos sacrifícios que fez compensaram. No entanto, a forma como se construiu a si próprio, para ser cada vez mais letal, sempre a apontar à Bola de Ouro, colocaram-no em contraciclo com o resto do jogo. Enquanto o futebol passou a defender e a pressionar com 11 e os goleadores foram obrigados a adaptar-se a modelos associativos, Ronaldo perdeu espaço nas maiores equipas da Europa e exilou-se num futebol mais periférico do que o da periferia do Velho Continente. Voltou a chama e a fome, e contou com a cumplicidade de Martínez para se manter na corrida a recordes individuais, porém se essa voracidade é o que garante que o seu coração de atleta continue a bater, também é o que o afasta de se eternizar pelo mérito.
Aos 40 anos, e depois de não o ter feito aos 30 ou aos 35, Ronaldo não vai mudar outra vez, a fim de transformar-se no jogador que se sacrifica em torno da equipa. Nem será capaz de contribuir com a sua parte para o todo, a pressionar ou a atacar, se lhe pedirem algo diferente. Pensa apenas em si quando corre, quando pede a bola, quando remata, esquecendo-se que se ficar onde está, se atrair rivais, mais do que um se possível, se as suas movimentações estabelecerem relações com as dos companheiros, se não quiser ser o ponto final de cada frase, libertando quem joga ao seu lado, a equipa fica mais próxima de vencer. Mesmo que não marque.
É esse o problema com Ronaldo. Já há bastante tempo que os golos não compensam o que se perde coletivamente, enquanto vemos o comboio do tempo levar-nos, à nossa frente, uma das melhores gerações da história. Não se pode ser mais claro. Gonçalo Ramos é melhor solução. Portugal precisa de alguém que ligue o jogo, não quem o queira sempre partir.
Ao olharmos para Ronaldo destapamos então Martínez e a sua extrema lealdade aos seus, que trai a lógica das decisões. Se o PSG pode jogar com Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz, porque não basta ao selecionador juntar Bruno Fernandes a uma das mais fortes dinâmicas do campeão europeu ? Se há um bloco baixo, que sentido faz Leão? Se há Leão em campo porque tem do seu lado um lateral incapaz de dar largura? Se os jogadores estão estáticos, porque não obrigá-los a mexerem-se e aproximarem-se da baliza? Se um dos flancos esta em sobrecarga porque não virar o centro de jogo? O que podemos nós dizer mais se parece tão básico e Martínez não quer chegar lá?"

Cristiano Ronaldo gosta mais de Trump do que de Marcelo


"Na terça-feira, CR7 esteve com o presidente dos Estados Unidos na Casa Branca. No domingo não esteve com o de Portugal no Dragão em dia de condecoração...

"Já falei do nosso ‘modus operandi’. Quando há um jogador lesionado, não está na Seleção. Quando há um jogador que tem cartões, não está na Seleção, porque o foco dele não é o de jogar. (…) O Cristiano já teve cartões contra a Eslováquia, e o jogo seguinte, contra o Luxemburgo, foi a maior vitória de sempre, e o Cris não estava. São perguntas que são uma falta de respeito para o Cristiano e para os jogadores que estão na Seleção. É como se estivessem a questionar o compromisso do Cristiano. Por que é que vamos falar disso? É o nosso capitão, ganhou muitos jogos pela Seleção, o compromisso é impecável. Tem cartões e não consegue estar aqui. Faz parte da nossa forma de trabalhar"

"Também tivemos críticas que acho que não são certas, factos que são opiniões e isso não ajuda a Seleção. É uma pena não esperar pelo fim do apuramento para as pessoas que gostam de comentar. Que comentem no fim do apuramento"

Criticar quem proferiu as palavras aqui reproduzidas, o selecionador nacional Roberto Martínez, criticar a seleção Nacional e criticar Cristiano Ronaldo não é falta de respeito. Criticar só Cristiano Ronaldo não é sinónimo de inveja, como muitas vezes se aponta o dedo a quem ousa dizer algo sobre um comportamento do melhor do mundo com o qual não concorda.
Podia começar por ressalvar que a carreira de CR7 é exemplar no campo desportivo, que aos 40 anos é inspiração para muitos, miúdos e graúdos, e transpiração que lhe saiu e sai do pelo, determinação que e o levou à glória dos maiores de todos os tempos. Pronto, podia começar e comecei, mesmo não sendo essa a intenção, embora sendo realmente o que penso e por isso admiro o capitão da Seleção Nacional. Mas começar por aqui, como muitos, quase todos, sentimos necessidade de começar antes de criticar Cristiano Ronaldo, diz muito sobre o pudor que temos sempre que ousamos apontar um dedo ao GOAT: é preciso quase sempre pedir antecipadamente desculpa antes de afirmar algo que não gostamos, não concordamos com CR7 ou até simplesmente embirramos. Como não o fazemos com quase mais ninguém. Se não o fizermos, somos invejosos, não podemos ver alguém ter sucesso, como se o sucesso (financeiro ou não) fosse capa contra a crítica.
Já se percebeu que toda esta nota vem a propósito da ida de Ronaldo à casa Branca. Mas não é bem assim. Embora considere que é sítio que nos últimos tempos é muito mal frequentado, não vou por esse tema, nem pelo facto de CR7 ter ido integrado na comitiva da Arábia Saudita, porque só se admira disso quem anda muito distraído: Ronaldo assinou um contrato multimilionário com o regime saudita não apenas para vestir a camisola do Al Nassr, mas sobretudo para o promover, para fazer a lavagem reputacional do mesmo através do desporto, muito mais do que para marcar golos e fazer assistências e sabia ao que ia. E sabia que um dia esse contrato, mais do que numa campanha publicitária ou numa entrevista, iria ser cobrado também na realpolitik internacional. A escolha foi de Ronaldo…
Embora pudesse criticar CR7 por tudo isso, vou criticá-lo não por onde esteve mas por aonde não foi. E o capitão da Seleção não foi ao jogo do apuramento de Portugal, que por sinal teve posteriormente homenagem presidencial. Cristiano Ronaldo não esteve lá e devia ter estado, não devia ter deixado os companheiros e o Presidente de Portugal pendurados.
Criticar Cristiano Ronaldo, a Seleção Nacional e o selecionador Roberto Martínez não é falta de respeito, é apenas um exercício a que todos estamos sujeitos, jogadores, treinadores, políticos, médicos, comerciantes, pedreiros, jornalistas… E a crítica faz falta e não apenas onde, quando e como alguém entende que deve ser feita. Ou então não cumpre a sua função."

DAZN: Europa - Antevisão à prestação das equipas portuguesas na próxima jornada europeia

PortugueseSoccer - Why Does Portugal Make It So Hard to Qualify? Cristiano Meets Trump. Taca de Portugal Preview.

BolaTV: Entrevista Tozé...

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - A escalada com Andre Neres, e Nuno Alberto

DAZN: F1 - Antevisão GP de Las Vegas

Contratar Rafa Silva? O novo clube pode enfrentar sanções da FIFA


"A crescente instabilidade entre Rafa Silva e o Besiktas tem dominado o debate desportivo nos últimos dias, após o jogador português ter faltado a sessões de treino e proferido declarações públicas que revelam um claro desgaste na relação com o clube turco.
Estes comportamentos, amplamente divulgados, levantam questões disciplinares sérias. A ausência injustificada aos treinos e a violação do dever de lealdade podem consubstanciar infrações graves, legitimando o Besiktas a instaurar um procedimento disciplinar.
Em última instância, se tais condutas forem qualificadas como violação grave dos deveres laborais, o clube poderá aplicar a sanção mais severa: o despedimento com justa causa.
Neste cenário, o FIFA RSTP estabelece que, em caso de rescisão com justa causa, a parte infratora deve pagar compensação, calculada essencialmente com base no valor residual do contrato, segundo o regime do respectivo artigo 17.
A jurisprudência tem adotado a lógica do interesse contratual positivo como critério interpretativo, mas o Regulamento limita, agora, o montante ao valor que faltava cumprir no contrato: o que, no caso, poderia gerar uma responsabilidade financeira relevante para o jogador porquanto, segundo vem sendo veiculado nas notícias, até ao termo do contrato, o jogador terá ainda direito a receber sensivelmente nove milhões de euros.

Um processo a lembrar o caso Lassana Diarra
É neste contexto que emerge a especulação sobre o eventual regresso de Rafa Silva ao Benfica.
Salvo acordo entre clubes, tal poderá ocorrer após despedimento aplicado pelo Besiktas ou através de uma desvinculação unilateral promovida pelo próprio jogador, alegando justa causa.
Contudo, a eventual contratação por parte do clube português não está isenta de riscos. Se o Besiktas alegar que a rutura foi ilícita e demonstrar que o Benfica teve qualquer intervenção ou contacto susceptível de influenciar a decisão do atleta - um típico cenário de inducement - o novo clube pode ser responsabilizado solidariamente pela compensação.
O artigo 17 é claro ao estabelecer que, quando exista indução, o novo clube responde solidariamente com o jogador, acrescendo ainda o risco de sanções desportivas, as chamadas FIFA bans.
A situação recorda, inevitavelmente, o conhecido caso de Lassana Diarra. Inicialmente, a FIFA e o TAS condenaram o jogador ao pagamento de cerca de 10 milhões de euros ao Lokomotiv Moscovo, entendendo que a cessação do contrato tinha sido ilícita.
Contudo, o Tribunal de Justiça da União Europeia veio posteriormente considerar que o regime aplicado violava o artigo 45.º do TFUE, pois impedia, de forma desproporcionada, o exercício da profissão enquanto o jogador não pagasse a compensação.
O TJUE não revogou a decisão arbitral, mas impôs limites importantes à sua execução. Este acórdão obrigou a FIFA a alterar o RSTP, reforçando a proporcionalidade das medidas aplicáveis e clarificando que a compensação nunca poderá exceder o valor residual do contrato, bem como reforçando os mecanismos de mitigação e os limites às restrições de registo.
O caso Diarra constitui, por isso, um precedente relevante para interpretar a situação de Rafa Silva.
Embora o regime atual do RSTP seja mais equilibrado e contenha salvaguardas reforçadas, os riscos financeiros e disciplinares continuam presentes: se o jogador rescindir sem justa causa, poderá dever compensação; se o jogador for despedido com justa causa, poderá dever compensação; se assinar com o Benfica e houver indícios de indução, o clube português poderá partilhar essa responsabilidade.
No fim, a forma como o Besiktas conduzir o procedimento disciplinar, as circunstâncias da eventual rutura e a existência - ou não - de justa causa serão determinantes para definir se estamos perante um litígio disciplinar interno e/ou um conflito contratual com repercussões internacionais."

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Mais uma vitória...

Oliveirense 2 - 3 Benfica

Vitória para a Champions em Oliveira de Azemeis, num jogo complicado, sem o Roca (além do Pau), com dois apitadeiros espanhóis, que pareciam Tugas, e com o Roby ainda longe da melhor forma!

Nota para os putos: Zé já não é surpresa, mas o Viti está a adaptar-se muito bem, às exigências da equipa principal!

Conti decisivo, e no outro lado um Souto porco todos os dias, nas simulações e provocações, com total impunidade, com tem acontecido durante toda a sua carreira!

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Mourinho

BI: Antevisão - Atlético

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #31

E agora quem substitui Lukebakio?


"JOGA O INFANTINO? JOGA O SEGURO?

A FIFA enche-se de dinheiro à conta das competições de seleções, seleções que são compostas por jogadores pagos a peso de ouro pelos clubes.
A FIFA impõe datas para os jogos de seleções que caem a meio das épocas, prejudicando o normal trabalho dos clubes e o normal desenvolvimento das competições de clubes, que são as que mais interessam aos adeptos.
Lukebakio veio lesionado com gravidade da seleção da Bélgica. E agora? Quem joga no seu lugar? O Infantino, presidente da FIFA? O selecionador belga? O seguro que lhe vai talvez pagar os tratamentos e os ordenados?
A FIFA abre ao menos exceções para os clubes poderem inscrever jogadores que substituam os que se lesionam ao serviço das seleções?
Por mim nenhum jogador do Benfica ia às seleções a meio das épocas."

O planeamento…aí o planeamento…


"Eu sou do tempo em que bradavam aos céus por planteis curtos…”vamos acabar com o “carrocel do Mendes” ou com “as negociatas dos amigos”…o crime dos empréstimos…e eis que estamos perante isto…
Como todos sabemos planeamento consegue prever que o Bruma rebenta o tendão de Aquiles…o Bah e o Manu rebentam os ligamentos cruzados no primeiro jogo após fecho do mercado…que o Pavlidis, Sudakov e Lukebakio vão às seleções e vêm diretos para o estaleiro…isto com planeamento não acontecia…que durante a fase covid iríamos ter de ir a jogo em semanas com 18/19 infetados no plantel…
Gritavam por planteis curtos por causa do “carrossel do Mendes”…bravo para os experts do futebol…
Criticavam quando tínhamos excesso de emeprestados…era um ai Jesus de fartar vilanagem…relembro que num defeso 90 milhões foram feitos com atletas emprestados (Jovic + Talisca + Jimenez)…mas aí não que isso não pode ser…
Eram os tempos de “Não joga o Matic…joga o Manel…”
Isto com os deuses da gestão jamais iria suceder…eles que exigiam isto semana após semana, que faziam questão de meter os seus lacaios a debitar isto semana após semana na comunicação social e em todas as redes sociais sobre o seu comando…e é isto…”e(s)xpertos” do futebol…
Fartar vilanagem, mais nada…dividir para reinar!"

Benfica: F(r)atura para janeiro


"Lesão de Dodi Lukebakio já não deixa margem para que uma incursão do Benfica no mercado de janeiro seja vista como um capricho de José Mourinho, é uma inevitabilidade para Rui Costa

José Mourinho falou mais vezes do que não tinha do que o contrário, nestes primeiros tempos de regresso ao comando do Benfica. Que a equipa não tinha verticalidade, que não mordia os adversários, que não tinha presença na área, que não tinha mentalidade de ir para a frente quando recuperava a bola, em vez de a passar para o lado. Tudo misturado numa conclusão: José Mourinho não tem os jogadores que ambicionava ter.
A análise é sempre discutível, até porque a realidade estará a meio caminho entre as carências denunciadas pelo treinador, ao longo destes dois meses, e a obrigatoriedade de fazer mais com o que tem à disposição, de tirar mais sumo do que aquele que Bruno Lage estava a conseguir extrair. Mas se o debate relativamente às carências do plantel já se justificava antes de Mourinho chegar, especialmente no ataque, é normal que o treinador das águias, com contrato até ao verão de 2027, tenha ideias diferentes para o grupo de trabalho.
Os últimos dias deixaram claro, em todo o caso, que a necessidade de investir no mercado de janeiro já não pode ser vista como um capricho de Mourinho, antes uma necessidade absoluta para o Benfica.
Se a limitação de extremos já parecia inequívoca quando existia disponibilidade total de Dodi Lukebakio, a lesão grave agora sofrida pelo internacional belga obriga a SAD liderada por Rui Costa a procurar no mercado alguém com características semelhantes.
Pela imprevisibilidade e rapidez que o esquerdino ex-Sevilha dá ao jogo, por ser um jogador que desequilibra como ninguém no plantel, ainda que o perfil diferenciado seja tantas vezes prejudicado pela falta de eficácia na tomada de decisão.
Andreas Schjelderup até pode ter aqui uma oportunidade inesperada de evitar que esta condenação num tribunal de Copenhaga confirme também uma sentença desportiva por cumprir na reabertura da janela de transferências. Para Gianluca Prestianni, que vem da estreia na seleção principal da Argentina, mas também tarda em dar o salto qualitativo, pode ter chegado o momento do tudo ou nada.
Há sempre a formação ali a jeito, mas no cenário atual parece insuficiente para responder àquilo que o Benfica, que ainda luta por todos os objetivos, realmente precisa.
Já não é cedo, e Rui Costa tem de estar à porta do mercado assim que ele abrir."

De Paris ao Piódão à boleia de João Neves


"João Neves encantou na Barriosa a olhar o Poço da Broca... Um sorriso em terra queimada e de grandes milagres.

Na serra do Açor há milagres a acontecer todos os dias. O milagre de uma natureza que morre antes de voltar a nascer. Mais, uma natureza que foi morta pela crueldade do fogo e que se inventa de novo, brotando o verde de cada árvore em sinal de resistência. E aqui se percebe melhor porque o verde é a cor da esperança. Porque é de esperança que se fala quando, serpenteando a serra a caminho do Piódão, vejo um Açor desfigurado de negro. Despido, dorido, queimado. Silencioso, mas fervilhando por baixo em gritos de resistência. E das árvores brotam as primeiras folhas verdes.
Talvez a imagem mais marcante seja aquela que se intui sem ser tão óbvia. A do susto que tantas pessoas apanharam, rodeadas de fogo por todos os lados. Com as casas em perigo e em zona de difícil acesso para os bombeiros. Brilhante trabalho fizeram todos, verdadeiros heróis. Casas inteiras. Intactas. Rodeadas de queimado por todo o lado, mesmo à porta. Ficaram os dedos...
É neste pensar que o serpentear da serra chega ao fim e Piódão se assume em todo o esplendor como um dos mais bonitos bilhetes postais deste país. Uma aldeia pintada de xisto, com as casas encavalitadas à espera de se assumir, no Natal, como Aldeia Presépio. Uma das 12 aldeias históricas de Portugal, sendo que seis delas já nem aldeias são. Nesta altura do ano, são poucos os turistas. Muito poucos. Piódão exige esforço do visitante, no acesso e na visita. E essa é uma riqueza. Mas também uma fragilidade para quem aqui investiu e tem contas a pagar dozes vezes por ano.
A visita ao Guarda Rios, na Barriosa, é obrigatória para quem quer degustar um belo almoço. O bacalhau e o cabrito provam que para brilhar nem é preciso inventar. É ter mãozinhas, claro, mas é também deixar os ingredientes falarem. Há algumas semanas, dizem-me com orgulho, João Naves estava ali sentado a olhar para as cascatas do Poço da Broca. Optara por um lugar discreto e discreto passou a refeição. Reconhecido por alguns,sorridente para quem lhe sorriu. Dizem-me que gostaram muito do rapaz. E da namorada. Um miúdo sem manias, simples, discreto. Foi a terceira vez que utilizaram a palavra discreto.
Fico satisfeito por não ser o único que acredita ser Joao Neves um bom rapaz. Educado com valores, o rapaz da camisola por dentro dos calções. Hábito que lhe vem desde a formação no CFT do Algarve e do pai, Pedro Neves, agente da PSP e antigo forcado em Serpa, um homem rigoroso para quem a camisola dentro dos calções é sinal de respeito pela instituição que se representa.
Neste pequeno pedacinho do Açor, afastado do mundo mediático, sei apenas que João Neves marcou três golos à Arménia.
Sei que é fácil gostar dele. E que tem tudo para poder ser apontado com o exemplo para os mais novos. Sei também, sem muitos pormenores, que nestes dias muito se tem falado de Cristiano Ronaldo. De Portugal ter goleado sem ele. De não ter estado no Dragão para a festa da qualificação. De ter estado com Donald Trump. Voltou a dividir-nos e lamento não haver espaço para um meio termo, uma terra e mar de coisas que são boas e outras más. Mas isso fica para a semana, no regresso de férias, que hoje ainda tenho de passar a ponte suspensa da Foz d´Égua, caminhar 2,6 quilómetros a pé, sempre a subir, até Chãs d’Égua e jantar uma... sopa de legumes que me portei mal ao almoço..."

Concentrar Direitos de Transmissão? É Possível?


"Li e reli, bastas vezes, o Decreto Lei 22-B/2021 de 22 de Março. Em cada leitura, um obstáculo, ora na coerência interna do diploma, ora nos alçapões legais e constitucionais que cria, quer mesmo em omissões gritantes de várias naturezas. Não sei se o legislador agia com reta intenção, mas para um intérprete médio, ficam por resolver e preencher omissões, ultrapassar contradições e, o que é mais sensível, contornar inconstitucionalidades. Vamos por partes:
1 — Diz o Art. 3º, n.º 1 do Decreto-Lei que «a titularidade dos direitos de transmissão televisiva … pertence aos clubes ou às sociedades desportivas participantes nas respectivas competições». E este é o princípio geral, e dele terão de ser extraídas todas as consequências. Como princípio geral, mostra-se incontornável e de capital importância na economia desta magna questão. Assim: é definitiva e intocável tal titularidade? Mais: tal titularidade é exclusiva dos clubes e das SAD´S? E ainda: os organizadores das competições (são dois, pelo menos) não detêm qualquer parcela nessa titularidade?

Segunda ordem de questões
2 — O DL 22-B/2021 não informa o intérprete sobre o destinatário das titularidades, deparando-se-nos uma norma fantástica que atribui à FPF o poder de identificar e definir o titular da “comercialização centralizada”, sem que se declare se é ela própria, ou qualquer outra instituição que será o destinatário dos direitos amputados aos clubes e às SAD´S. Ora o DL 22-B/2021 nada nos diz, nem sequer o pode fazer, como é evidente. Em suma: a transmissão dos direitos de transmissão, irá reverter a favor de que instituição? Pública? Privada? Já constituída? A constituir? Nacional? Estrangeira?

Terceira ordem de questões
3— Fica-se, ao ler o Diploma Legal, sem se saber, se a alienação dos direitos de transmissão será total, absoluta e para todas as competições. Assim: os Campeonatos Nacionais, as Taças de Portugal e as demais competições, mesmo as de carácter particular, ficam abrangidas pela transferência dos direitos de transmissão? Haverá excepções a identificar, qualificar e quantificar? E tudo isso será matéria de diploma regulamentar? Da Competência do Governo? Ou da FPF?

Quarta questão, mas não a última
4 — Como é sabido, o Sport Lisboa e Benfica e a sua SAD eliminaram judicialmente a intervenção da Olivedesportos e fizeram caducar o monopólio contratual que pré-existia e que emergia de um asfixiante direito de preferência em que vivem todos os clubes e SAD´S. E que solução jurídica resultou dessa destruição de direito de preferência? Foi simples, passou ele próprio – leia-se: o Benfica - a transmitir os seus próprios jogos. As consequências jurídicas e económicas do Universo Benfica são exteriores ao DL 22-B/2021 de 22 de Março e do seu âmbito de aplicação.
Na realidade, todos os Clubes e SAD´S, são titulares dos direitos de transmissão (capacidade de gozo) mas só o Benfica pode transmitir os seus próprios jogos (capacidade de exercício). Por consequência, quando aprecio as intervenções dos mais responsáveis dirigentes do Benfica, fico atónico quando admitem que a questão que se lhes coloca é puramente económica e quando se colocam no mesmo patamar jurídico de todos os demais Clubes e SAD´S, limito-me a penalizar-me pela sua própria e injustificada ignorância.
E assim não o é, nem económica, nem juridicamente, pois a dupla titularidade do Benfica, afasta-o jurídica e economicamente da mera quantificação da «concentração». Na verdade, o Benfica não pode alienar, sem mais, os seus dois direitos: o de transmitir e o de exercer o direito de transmitir. Convém apurar se juridicamente se prevenirá essa diferença, mas, acima de tudo, se os dirigentes têm consciência dessa dupla titularidade.

Questão: a inconstitucionalidade material do DL 22-B/2021 de 22 de Março
5 — Mas a mais sensível questão prende-se com a constitucionalidade material do diploma legal. Urge apurar, na verdade, sendo verdade que a titularidade exclusiva, jurídica e económica cabe aos Clubes e às SAD, será possível, por simples Decreto-Lei amputar tal titularidade, sabendo-se que só por via da expropriação se pode absorver e retirar do proprietário tal titularidade, mas sempre sob invocação de interesse público (Art. 62º, n.º 2 do CRP). Mas todas estas especulações são estranhas e colidentes com o DL 22-B/2021 de 232 de Março. Nada a fazer, senão revogá-lo.

Resumindo
O legislador de 2021, a meu ver, foi incompetente, superficial e precipitado. Mas, o mais grave, afrontou a Lei Fundamental. Vamos ver se e como se ultrapassam tais obstáculos."

Zero: Canto - Aways e camisolas: a Taça e a Europa em histórias sobre o Benfica

BF: Lukebakio...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Lesões vão alterar ataque do Benfica ao mercado?

Falar Benfica #226

Observador: E o Campeão é... - Lukebakio com lesão, Hjulmand limitado. Aí está o virus FIFA

Observador: Três Toques - Sebastien Migne: O selecionador remoto

Rabona: Who’s in, who FAILED & play-offs are SET for the 2026 World Cup

Goleadas e cozidos


"Portugal voltou a garantir a presença num Mundial. Mas continuamos a mostrar duas faces demasiado distantes. O desaire com a Irlanda e a goleada por 9-1 são o espelho perfeito dessa ambivalência: num dia somos equipa esmagadora, no outro tropeçamos em nós próprios.
A goleada foi empolgante e deu para tudo: confiança, exibições individuais de luxo e aquela sensação de que, quando o jogo flui, somos uma das seleções mais fortes do mundo. Mas a derrota com a Irlanda expôs fragilidades. Falta-nos constância e agressividade competitiva quando o adversário sobe um degrau.
Ainda assim, há algo reconfortante. Já quase não nos lembramos da última competição que falhámos. A regularidade tornou-se rotina - ao contrário de outros países com peso histórico igual ou maior. Temos uma seleção capaz de tudo e com soluções que fariam as delícias de qualquer treinador, mas que anestesiam alguns. Não precisamos de calculadora, mas de consistência.
Enquanto essa consistência não chega, o futebol português continua fiel a hábitos antigos. Há uma semana escrevia que o Vitória precisava de começar a cozinhar, aludindo a uma espécie de banho-maria em que nos encontramos. Mas, para além de cozinharmos pouco dentro de campo, almoçamos pouco fora dele. António M. Cardoso insurgiu-se, e bem, contra os mesmos hábitos de sempre: decisões importantes tomadas à mesa, por poucos e para poucos. Uma espécie de cozido putrefacto à moda do costume, preparado por chefes sem estrelas. Esperemos pela ASAE. Sentados."

Resistência ou falta de interesse?


"No último fim de semana, o Santiago Bernabéu recebeu um jogo da NFL. Curiosamente, o estádio, que em breve se chamará apenas Bernabéu por motivos comerciais, foi palco de aplausos para o futebol americano, enquanto o Presidente da La Liga criticava o Real Madrid por este se opor a uma jornada da Liga nos EUA. Ironias e (in)coerências do mundo moderno do desporto.
Nos últimos meses, vimos rumores de que a Premier League pretende realizar um jogo oficial fora da Inglaterra, talvez nos EUA ou na Austrália. A NBA, por sua vez, já olha para a Europa em 2027, não apenas com jogos isolados, mas com um projeto de liga que ninguém sabe bem como irá estar estruturado, mas que conta com um clube português incluído nesta jornada. As Supertaças italiana e espanhola acontecem perto de onde me encontro a escrever e, recuando — e somente para dar mais um exemplo —, a nossa Supertaça já foi disputada em Paris, em 1995 e 1996, para gáudio dos emigrantes.
Se há algo que une clubes, federações e franchises é o objetivo de aumentar receitas. Seja através de bilheteira, merchandising ou marketing, o foco é reforçar a competitividade interna e, noutros casos, externa. Mais dinheiro significa poder manter talentos, contratar melhores atletas, estar mais perto de vencer mais vezes e investir melhor. A boa utilização dessas receitas é outra história, mas a necessidade de as gerar é clara.
Diria que não é má gestão, mas sim estratégia. Se concordamos com a mesma ou se pode ser sinal de má gestão de alguns recursos, será outra conversa. Poucas ligas recusam oportunidades internacionais, a começar pelas top-5, que são mais apelativas mas, por outro lado, as que conseguem gerar mais receitas internamente. A ideia não é vender identidade ou colocar a seriedade em causa, mas explorar novos mercados e novas fontes de receita, desde que a cultura e a governança das competições sejam respeitadas.
Por outro lado, o caso alemão mostra que o contexto é determinante. A Bundesliga, com a segunda maior média de assistência da Europa — até a Bundesliga 2 supera a La Liga (dados de 2024/25) —, sabe que avançar para este tipo de jogos pontuais fora de portas pode criar um conflito gigante com os seus adeptos. Para termos uma ideia, há clubes alemães com mais público em jogos domésticos do que europeus, sendo isto uma normalidade mesmo noutras modalidades. Contexto é rei, sempre. A verdade é que a liga alemã é bastante forte internamente, gera muitas receitas aos diversos clubes, embora exista uma enorme gap entre o Bayern Munique e os restantes, e a última vez que um clube alemão venceu uma competição europeia de clubes foi em 2020 no Estádio da Luz, na final entre o Bayern Munique e o PSG.
E Portugal? Como podemos crescer ou diversificar? Existe uma necessidade para ontem de que as receitas cresçam, especialmente face ao incremento das despesas. Isto passa também por ter um quadro competitivo mais aliciante: reduzir clubes, criar horários mais atrativos, diminuir a dependência televisiva — especialmente a financeira —, reforçar a governança e já não vou tão longe como alterar o quadro competitivo como fez a Bélgica. Tudo parece consensual. Mas o desafio será mais fácil de alcançar quando existir uma união dos clubes, algo que parece difícil a curto prazo.
Outra alternativa pontual seria levar a Taça da Liga (caso se mantenha) ou a Supertaça para o estrangeiro, de forma a promover melhor o campeonato. Se existem países interessados ou mercados que nos interessam será outra conversa. Se houver interesse, ótimo; caso contrário, será preciso criatividade.
Abrir os clubes a investidores é outra realidade inevitável, que já acontece com grande frequência em Portugal, especialmente entre os clubes de menor dimensão, tornando-os (potencialmente) mais robustos, fortes e estáveis, se os fundos, parceiros ou donos forem sérios. O SC Braga aproximar-se-á cada vez mais dos três grandes, e poderemos assistir — apenas dois exemplos — a um Moreirense ou Gil Vicente a sonhar estar mais perto do 4.º ou 5.º lugar do que do cenário de sobreviver anualmente à luta pela descida.
Os clubes portugueses não podem viver apenas da venda de talentos (nem sempre os há e, automaticamente, ficam fragilizados competitivamente, nem que seja externamente). Já competem com clubes da segunda metade da tabela de ligas maiores por jogadores e começa-se constantemente a recorrer a empréstimos obrigacionistas para pagar os anteriores, por vezes. Em Portugal — e porque o futebol não vive numa bolha —, num país com baixo poder de compra, isso é vai ser mais evidente. Precisamos de imaginação e alguma ousadia. A liga inglesa, francesa, italiana e espanhola já deram esse passo, sendo que a nossa hesitação pode ser fruto de algum conservadorismo ou das dores antecipadas da gestão de uma medida destas.
A Federação Portuguesa de Futebol e a Liga têm um papel crucial: proteger clubes e potenciar as competições. Algumas decisões serão impopulares, é certo, mas não vejo grande alternativa se quisermos ser competitivos na Europa. Cada dia sem uma decisão é um dia em que ficamos para trás."

Noronha à terceira


"No Benfica, derrubar um incumbente é obra rara — raríssima. A última vez que sucedeu, foi apenas porque o universo inteiro conspirou para que tal acontecesse. Ao contrário de 2020, Noronha já não é um estreante a entrar de peito aberto contra uma máquina velha, cínica e oleada. E, ao contrário de 2025, já viu tudo. Já levou com tudo. Já sabe onde estão as emboscadas, os golpes baixos, os falsos amigos, as cartas abertas e os crocodilos em lágrimas. As cicatrizes são o seu mapa 

 E se Noronha voltasse?
Não seria inaudito, pelo contrário seria bíblico. Desde o cerco de Josué a Jericó que se sabe que o mundo é dos teimosos, dos que continuam a marchar mesmo quando a escuridão avança contra eles; dos que dão sete voltas à muralha até ela, arriada, cair de uma vez. Não creem? Pois creiam: em 1099, só ao terceiro assalto é que Jerusalém cederia ao ímpeto de Godofredo de Bulhão; e Churchill passou metade da vida a perder, a cair, a arruinar-se, como aqueles heróis trágicos que só a Inglaterra poderia produzir, até que em 1940 a própria História o empurrou para o lugar onde sempre estivera destinado.
Há oito dias isto nem me passaria pela cabeça. Estava tudo demasiado escaldado. Mas oito dias bastam para mudar um homem — e incendiar uma cidade. Hoje o cenário já não me parece imponderável: é só uma questão de atitude. Explico. Não se trata do que se faz, mas de como se faz. Se João Noronha Lopes tiver aprendido com os erros, se tiver avaliado os inimigos que tem pela frente, então pode perfeitamente conseguir.
Um deles é, na verdade, um aliado precioso: poderemos sempre contar com a incompetência de Rui Costa; retirem-se da fórmula os artífices da comunicação para que tudo acabe em soma zero.
Esses sim, verdadeiros manipuladores de sortilégios, foram a fonte de toda a insídia.
Veja-se o embrulho exemplar que fizeram a Nuno Gomes: conseguiram acusar um homem de querer “mandar deportar para Angola” um amigo angolano! O absurdo é deliberado, porque o objectivo não era ser credível, era ser destrutivo. Toda a campanha foi assim. A comunicação social fez tudo o que pôde para que Noronha não fosse eleito. Se, em 2020, o ignoraram, em 2025 trataram de lhe limpar o sebo. Mesmo agora, depois das eleições, os comentadores que na televisão auguram futuros promissores a candidatos que tiveram 12% são os mesmos que forçam a autópsia a um cadáver que teve trinta e muitos.
A urgência em matá-lo politicamente só prova que ainda o temem. Sabem — como nós sabemos — que Noronha só não tem futuro se não quiser. Até o Record escreveu: “(...) não tem futuro.” Ora, eu digo exactamente o contrário: tem futuro. Quem passou o que ele passou, quem enfrentou a máquina trituradora da comunicação social e as suas metástases a ecoar na boca dos sócios, é um sobrevivente. Trata-se por isso de cicatrizes. É uma questão de armadura. 
Eles sabem: o futebol de Noronha — que é o nosso futebol — não é o futebol deles. E se isso os põe em sentido, porque não há-de encher-nos a nós de esperança? É pura lógica.
Existiram erros, como é evidente. Foram erros de credulidade, de quem não sabia exactamente o monstro que enfrentava. Estamos a falar de uma pessoa que juntou à sua volta gente séria, que nunca teve um euro de dívida, um euro de impostos por pagar, uma sombra de suspeita sobre si e, mesmo assim, marcaram-no com um “Vale e Azevedo” na testa. Ora, para se cometer esta desonestidade, para se atribuir o número da besta a alguém, é preciso que o homem tenha de facto abalado o castelo de areia moral onde há décadas se agarram as mesmas mãos experimentadas. E que não hesitaram em cair-lhe em cima: o Gandarez, satélite da nebulosa Freeport, o Jaime Antunes navegante-da-lua pardacenta do dirigismo português, ou Fernando Tavares, cuja relação com as próprias convicções é, no mínimo, elástica, e agora veio pedir desculpas públicas pela infame carta aberta que assinou contra si.
João Noronha Lopes enfrentou essa fauna. E a fauna arreganhou-lhe os caninos.
Convém lembrar os mais incautos: no Benfica — esse clube sublime e neurótico — apenas um presidente em funções não foi reconduzido. Um só! O tal. E toda a gente sabe o furacão de forças e milagres necessários para o derrubar. Hoje faz-se de conta que as suas manigâncias eram óbvias, mas não eram. Eu sei. Era vivo. Estava lá e vi; com estes olhos que a terra há-de comer: cultivava-se a ideia — e muitos ainda a cultivam — de que era preciso um certo tipo de “astúcia” para se ser dirigente desportivo. A famosa pinto-da-costização do futebol português. Aos olhos dos de então, Vale e Azevedo seria o antídoto benfiquista para o veneno portista: capaz de fazer frente ao sistema e, até quem sabe, roubar aqui e ali, se necessário fosse.
Além disso havia obra (ou pelo menos promessa de obra): fora ele que lançara o Seixal, que pusera a SAD em marcha, e que, mais tarde ou mais cedo, acabaria por resgatar Rui Costa, o seu menino perdido. Só com o caso do Pallanuoto Viareggio Versilia é que a estrutura começaria a dar de si. Lembram-se? Uma equipa de pólo aquático feminino em Itália patrocinada pelo Benfica? Isso e os cheques do Poborsky, claro.
E mesmo assim, repito, a queda não foi simples. Foi preciso prometer Jardel. Foi preciso — quando a SIC apoiava Vale e Azevedo e numa altura em que um programa chamado Big Brother redefinia os lugares cimeiros das audiências — que a TVI alinhasse com Manuel Vilarinho. E foi preciso que um abraço do Rei Eusébio selasse a tempestade perfeita.
E é isso que importa perceber: no Benfica, derrubar um incumbente é obra rara — raríssima. A última vez que sucedeu, foi apenas porque o universo inteiro conspirou para que tal acontecesse. Ao contrário de 2020, Noronha já não é um estreante a entrar de peito aberto contra uma máquina velha, cínica e oleada. E, ao contrário de 2025, já viu tudo. Já levou com tudo. Já sabe onde estão as emboscadas, os golpes baixos, os falsos amigos, as cartas abertas e os crocodilos em lágrimas. As cicatrizes são o seu mapa.
Por isso, se Noronha Lopes voltar — quando voltar — não voltará tenrinho: voltará calejado, voltará perigoso. São sete voltas para a muralha cair; há muito frango para virar. E nisso, meus amigos, o especialista é ele."

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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Em frente...

Benfica 3 - 0 Medjimurje
25-13, 25-12, 25-15

Obrigação cumprida, em jogo bastante rápido, com o jovem Tomás Natário Teixeira em grande...


Inglório...

Paris FC 2 - 0 Benfica


Excelente jogo, talvez o melhor da temporada, traído pelo desperdício em frente da baliza, e pela expulsão da Moller aos 30'!!!

Derrota pesada...

Spartk 99 - 69 Benfica
22-18, 21-15, 30-16, 26-20

Difícil de compreender as exibições arrasadoras internamente, e depois uma tremenda incapacidade nestes jogos Europeus, contra equipas, que muito sinceramente não assim tão superiores!
Hoje, estivemos horríveis nos ressalto e permitimos 75% nos lançamentos de 2 pontos ao adversário!!!

Terceiro Anel: Bola ao Centro #162 - Uma semana decisiva!

BI: Modalidades - Semanada #173

João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes, que trio!


"É um verdadeiro prazer ver jogar os três médios portugueses eleitos para o jogo com a Arménia. João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes são verdadeiros artistas do meio-campo português. A versatilidade, capacidade técnica, personalidade e a disponibilidade física ímpares elevam esta tripla a um nível que nunca tivemos. Mas, mesmo assim, será possível prescindir de um médio defensivo em jogos de maior exigência, quando competirmos com as melhores equipas do Mundo? Penso ser uma questão que deve ser considerada. A adaptação tática de um deles poderá abrir espaço para a integração de um médio mais posicional? A verdade é que um maior equilíbrio defensivo é algo que deve ser garantido em confrontos de outra dimensão. O atual processo de abrir os centrais e integrar um lateral no meio-campo pode resultar ofensivamente, mas só tem validade se tal manobra for rapidamente revertida quando a bola se perde. A verdade é que não é algo que se esteja a conseguir.
No rescaldo de uma goleada vitoriosa, acaba por ser uma tendência natural avaliar e comparar o comportamento da equipa nacional quando Cristiano Ronaldo não está, até porque é raro acontecer. A verdade é que quando mudam os jogadores, mudam a dinâmicas das equipas. Desta vez, foram cinco os titulares diferentes. Comparações à parte, Gonçalo Ramos confirmou, mais uma vez, a sua validade como opção séria ao onze português, acrescentando a sua individualidade mais física e coletiva. Quanto a Trincão, que foi considerado recentemente por Martínez «um dos melhores da Europa na sua posição», faz sentido ter tão pouca utilização?

TOCA O HINO
Sempre tive a ideia de que o ambiente dos adeptos da Seleção é diferente daquele dos clubes, para melhor. Um espaço onde as famílias se notam, onde o público jovem predomina e a simples bandeira portuguesa se empunha com orgulho ao sabor do nosso hino. Um público bem heterogéneo, mas normalmente mais respeitador. O futebol é um desporto coletivo, mas, no final do jogo, cada um dos atletas é uma pessoa. Os jogadores contribuem com a sua participação de acordo com aquilo que conseguem e do que os adversários, que também jogam, permitem. Neste contexto, passadas que foram as críticas à derrota em Dublin, chegam as muitas palmas no nosso território. Nada de novo. Tudo está bem quando acaba bem, ou devemos promover o respeito em defesa de quem joga e em honra de quem assiste?

BARALHAR E VOLTA A DAR
O título deste tema, embora sendo típico do jogo de cartas, acaba por retratar o regresso a casa dos jogadores selecionados, passadas as habituais pausas, sempre incómodas para o funcionamento das suas equipas. São sempre uma honra, sim, estas jornadas de seleções para os jogadores, mas, baralhar o treino habitual dos clubes, o local da atividade, os colegas e as competições é o que ciclicamente os jogadores internacionais vivem.
Finalizado o período de cedência definido, é voltar a dar, com o regresso dos convocados aos seus clubes e esperar que corra bem. Nestes períodos, as equipas técnicas veem o seu processo de trabalho interrompido e complicado, especialmente aquelas, que como a do Benfica, estão há menos tempo nos seus clubes. É, por isso, muito exigente e criterioso para os treinadores, o trabalho de receção e gestão dos regressados, olhando à preparação, sempre apressada, do jogo doméstico seguinte.

TRI... CICLO
O Benfica recupera, então, os seus internacionais, nas vésperas da visita ao Restelo, casa infelizmente emprestada ao Atlético. Tendo em conta a decisiva visita europeia a Amesterdão, logo a seguir, é possível que a equipa escolhida para o ensaio possa não fugir muito daquela que Mourinho apresentará na UEFA Champions League. Entretanto, algum alarme soou relativamente ao estado físico de Pavlidis e Sudakov, dois dos mais influentes do Benfica atual. Agora, a equipa enfrenta um ciclo importante e diversificado, competindo em poucos dias, curiosamente, nas três competições em que participa e nas quais pretende confirmar as suas naturais aspirações. Um triplo desafio importante e de dificuldade crescente.

TAPADINHA
O Atlético Clube de Portugal, próximo adversário do Benfica, é um clube que fez parte do trajeto do meu pai e também do meu. O Sr. José Águas, como chamavam o meu pai, estreou-se no nosso campeonato nacional pelo Benfica, e logo bisando, no histórico estádio alcantarense. Mais tarde, depois de encerrada a sua brilhante carreira de jogador, o seu início como treinador seria, curiosamente, também no clube alcantarense. Eu, não contente com isso, muitos anos depois, haveria de ser jogador do Atlético, na época em que me haveria de revelar, chegando depois à nossa divisão principal pela mão do mister Manuel José.
Voltando atrás, dois anos antes dessa época, já tinha tentado a minha sorte, também no Atlético, em contexto de captações, normais na altura. Apresentei-me como médio, posição que, no final, me disseram não ser necessária. Desiludido, decidi, depois disso, assumir em definitivo a posição de avançado, que era aquilo que os clubes, já naquela altura, mais precisavam. Fiz, então, duas épocas na terceira divisão, pelo Sesimbra, destacando-me já como goleador, o que fez o Atlético dar a mão à palmatória e contratar-me.
A época em que lá joguei, no entanto, não correria nada bem. O Atlético acabou descendo de escalão e eu sofri uma das piores lesões da minha carreira. Como se não bastasse, o sorteio da Taça de Portugal, como agora, ditaria a visita do Benfica à Tapadinha, estando eu ainda em recuperação. Lesão mais inoportuna não era possível.

PAIS E FILHOS
Luís Caeiro era, na época atrás descrita, um dos nossos guarda-redes no Atlético. Tiago Caeiro foi avançado do Belenenses não há muitos anos. Pelo apelido, mas também pela evidente parecença fisionómica, viria a confirmar que o Tiago só podia ser filho do Luís, meu antigo colega. É curioso que, mesmo com a genética parental, o descendente tenha acabado no lado oposto do campo. Nas voltas que este mundo dá, o meu filho Martim acabou por ser treinado pelo filho, Tiago Caeiro. Numa coincidência final, falta dizer que me casei exatamente no início da época que joguei no Atlético. De tal maneira, que até pedi dispensa dos primeiros dias de pré-época para aproveitar a lua de mel. Outros tempos!"

Mudem o calendário!


"Agora que a próxima paragem para as seleções ocorrerá apenas em março, é caso para dizer que começa uma 'nova' época. Nos grandes de Portugal, Mourinho é quem parte de trás

Goleadas, poucas surpresas, alguma emoção mas fundamentalmente uma soma de partidas de futebol que agrada a poucos e prejudica muitos. De ano para ano os jogos de qualificação das seleções para Europeus e Mundiais vão perdendo interesse porque há cada vez mais vagas (veja-se o caso do Mundial 2026 que terá pela primeira vez 48 equipas), tornando a passagem às fases finais meros atos burocráticos quer para as seleções mais cotadas como para as de classe média.
É um modelo que não favorece as próprias equipas nacionais: os selecionadores não têm tempo para trabalhar e evoluir conceitos, limitando-se a reforçar laços com um grupo que tende a ser fechado porque já vem de trás e não permite experimentalismos devido às janelas de oportunidade muito curtas.
Para os grandes clubes (aqueles que fazem mover a roda) é ainda pior. Os treinadores veem partir os seus melhores jogadores, ficam com plantéis reduzidos e por esse motivo sem tempo, espaço e recursos humanos para reforçar metodologias.
Para os futebolistas também são mais os prejuízos que benefícios: desgaste entre viagens, mudanças abruptas de métodos de treino e, em alguns casos, lesões inoportunas. Veja-se a guerra entre a federação espanhola e o Barcelona por causa de Lamine Yamal: tendo o extremo uma daquelas lesões que podem arrastar-se no tempo (pubalgia), esta teria sido a terceira data FIFA em que o esquerdino iria jogar por La Roja com limitações (e está à vista que as tem desde há muito tempo). E como quem lhe paga o ordenado é o clube, a balança pendeu para o azul grená.
Estamos curiosos para perceber os planos da UEFA relativamente à calendarização das próximas qualificações, mas é desejável que termine este modelo de paragens nas competições nacionais em setembro, outubro e novembro. Quebra os ciclos e o tempo de cada data FIFA é demasiado curto para que algo verdadeiramente construtivo se faça.
Será muito mais benéfico criar uma pausa maior e concentrar os interesses das seleções em janelas temporais mais longas e adequadas – preparar dois jogos em menos de uma semana com dois ou três treinos no total não beneficia ninguém. Nem o público (aquele que não vai ao estádio), que tem uma tendência para se desligar temporariamente do fenómeno do futebol a não ser que algo verdadeiramente inesperado aconteça – e todos sabemos que a quebra do interesse tem um preço.
É por isso que agora podemos dizer que entramos numa espécie de nova época. Serão cinco meses sem datas FIFA (à exceção dos play-off) que poderá beneficiar os que já têm uma base de trabalho sólida mas também quem pretende criar algo de novo.
No caso dos três grandes portugueses parece claro que José Mourinho parte de trás em comparação aos homólogos Francesco Farioli e Rui Borges, mas será precisamente nos próximos três a cinco meses, apesar dos muitos jogos para várias competições, que o sucessor de Bruno Lage no Benfica terá oportunidade de construir algo com verdadeira substância e não apenas, como tinha vindo a fazer até à data, uma gestão mental e manifestação de intenções táticas – o que é muito diferente da sistematização das mesmas, caso contrário todos seriam treinadores."

Um Só Benfica 🦅

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