Últimas indefectivações

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Missão Chelsea


"Nesta edição da BNews, o destaque recai na preparação para o jogo com o Chelsea dos oitavos de final do Campeonato do Mundo de Clubes.

1. Focados
O grupo de trabalho às ordens de Bruno Lage prepara-se para mais um encontro no Mundial de Clubes.

2. Ingressos para jogo com o Chelsea
Os códigos de acesso à compra de bilhetes estão disponíveis no Site Oficial até às 15h00 de amanhã.

3. Red Pass 2025/26
A renovação dos Red Pass pode ser feita até 8 de julho.

4. Título decide-se na negra
O Benfica ganhou, por 7-5, frente ao Sporting no jogo 4 da final do play-off do Campeonato Nacional de futsal, a qual será resolvida no próximo embate, domingo às 19h00, no Pavilhão João Rocha.

5. Renovações de contrato
O hoquista Nil Roca prolongou o vínculo ao Benfica até 2029. E a voleibolista Kyra Holt continua mais um ano na Luz.

6. Obrigado, Filipa Patão
A entrevista de despedida da treinadora pentacampeã nacional de futebol no feminino.

7. Mais um recorde nacional
Isaac Nader estabeleceu o novo recorde nacional dos 1500 metros, uma marca que durava há mais de 20 anos. Recorde-se que recentemente também se tornou recordista nacional dos 800 metros e da milha.

8. Inspiradoras
Cinco jogadoras do Benfica integram a convocatória da Seleção Nacional feminina de futebol para o Campeonato da Europa. Cristina Prieto foi chamada por Espanha. A Seleção Nacional Sub-19 despediu-se do Europeu ao ser eliminada pela França. Na derrota por 4-3, todos os golos lusos foram apontados por jogadoras do Benfica.

9. Entrevista de despedida
Rita Campos, andebolista do Benfica, está de saída do Clube.

10. Convocado
Atleta do Benfica, Rafael Mimoso está convocado por Portugal para competir no Europeu Júnior de natação."

Zero: Saudade - S03E42 - Portugal na CEE e o FC Porto a mandar

Simples: Anselmi out...

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Mata Mata - Porto Eliminado, Benfica nos Oitavos e o Caso Lage vs Kokçu!

Águia: Chelsea...

No Princípio Era a Bola - O lado mais racional do Benfica, que já pensa o jogo com bola no Mundial de Clubes onde Anselmi ligou o complicómetro

Throne: How the Club World Cup Exposed South America’s Inferiority Complex

Smash: FIFA World Club Cup Week 2 Review

Terceiro Anel: Bayern...

2 pontos!

Rabona: "Chantagem" e NENHUMA proposta: por que os clubes têm medo de contratar Gyökeres?

A economia emocional em período de mercado aberto


"A época termina e, quando tudo parece surpreendentemente calmo, o mercado de transferências está aberto e com ele um turbilhão emocional a ser vivido por muitos dos atletas.
Para os adeptos, é tempo pausa. Para os clubes, tempo de aplicar gestão estratégica. Mas para muitos atletas, este é um dos períodos emocionalmente mais instáveis da época, vivido com muita incerteza, expectativa e pressão.
Nesta fase, há atletas que se veem colocados em listas de dispensas sem qualquer aviso prévio. Há atletas que não sabem se se mantém no mesmo clube ou se vão embora, alguns vivem entre malas meio feitas e telefonemas que nunca chegam. E há ainda os que, entre renovações adiadas e propostas em suspenso, não sabem em que cidade ou país vão morar nas próximas semanas. A instabilidade é alta, os sonhos são muitos, mas os receios também.
O mercado desportivo encontra-se cada vez mais inflacionado, os atletas deixaram de ser apenas profissionais do rendimento, são claramente ativos, apostas e/ou investimentos.
Este olhar económico sobre o desporto tem se tornado cada vez mais inevitável, e entre tudo o que traz de positivo para os atletas, também tem o seu senão, acarreta um peso emocional silencioso, mas real e cada vez mais elevado.
A Teoria da Autodeterminação diz-nos que o ser humano precisa de três coisas básicas para manter o bem-estar psicológico: autonomia, competência e relação. O mercado de transferências desafia as três. A Autonomia é completamente reduzida. O jogador tem os seus objetivos, mas a decisão final é de empresários, clubes ou dinâmicas de mercado. A sua competência e o seu valor são colocados em causa. A dispensa, a ausência de propostas ou propostas com valor inferior ao desejado pode ser vivida como um «não sou bom o suficiente.»
E em termos de relações este é o período mais frágil. Os laços criados nas equipas podem ser quebrados de um dia para o outro e mais do que isso, a incerteza sobre o posicionamento geográfico no futuro traz instabilidade nas relações pessoais inclusive nas extradesportivas (familiares, amizade, amores). A incerteza nesta fase do ano vai além da estabilidade financeira.
As épocas de transferências colocam em causa a segurança psicológica dos atletas e a sua saúde mental é verdadeiramente colocada em causa. A psicofisiologia mostra que situações de instabilidade prolongadas mantêm o sistema nervoso em estado de alerta crónico. Ansiedade, irritabilidade, insónias e, em casos mais graves, sintomas depressivos podem surgir ou agravar-se. Quando o futuro é incerto e o valor pessoal parece depender de uma assinatura ou de uma chamada que tarda, o risco de sofrimento psicológico aumenta. E este impacto, embora muitas vezes silencioso, compromete o bem-estar, a motivação e a capacidade de tomar decisões equilibradas."

O Tratado de Tordesilhas


"Devia figurar nos livros da escola tanto a imagem de derrota da Seleção Nacional no Euro-2004 que contava já com Cristiano Ronaldo, como a da derrota na final dos Jogos Olímpicos de Carlos Alcaraz, enquanto representava a sua nação.
Geralmente, quando se perde tem que se olhar para dentro, refletir e encontrar soluções. Os grandes vencedores fazem isso. E é por isso que os dois têm sucesso.
Em ambos os casos, estiveram muito perto de vencer naquela altura. Mas deram a volta por cima, como se estivesse destinado.
Esse Europeu de 2004, realizado em solo português, marcou a estreia de Cristiano Ronaldo em competições internacionais. Com apenas 19 anos, Ronaldo era já uma jovem promessa no futebol europeu, tendo acabado de completar a sua primeira época no Manchester United. Depois de um excelente torneio, na final contra a Grécia, Portugal perdeu e Ronaldo foi visto em lágrimas no final do encontro, uma imagem que ficou na memória de muitos adeptos e provavelmente, dele também.
No primeiro domingo deste mês de junho, quis o destino que os dois opostos assinassem um novo tratado de Tordesilhas.
Na final de Roland Garros, Carlos Alcaraz venceu o italiano Jannik Sinner por 4/6, 6/7 (4–7), 6/4, 7/6 (7–3) e 7/6 (10–2), após salvar três pontos de campeonato e recuperar de uma desvantagem de dois sets a zero. Com certeza que pensou que seria estrondoso ver passado uns minutos a sua Espanha também ganhar outra competição, no caso a Liga das Nações, encontro decisivo frente a Portugal. Mas não era justo. Espanha merecia aplaudir apenas Carlos Alcaraz. E Portugal merecia também fazê-lo com esta geração. Estávamos perante novo tratado de Tordesilhas.
A rivalidade e competitividade é muito visível no futebol, com confrontos marcantes entre as seleções nacionais: no Euro-2004, Portugal venceu a Espanha, por 1-0, na fase de grupos, ao passo que no Campeonato do Mundo de 2010 a Espanha eliminou Portugal nos oitavos de final (sendo que antes disso, num particular disputado no Estádio da Luz, Portugal goleou, por 4-0, sendo que este jogo ficou marcado como das piores derrotas da história da seleção espanhola, na altura campeã mundial e europeia).
Outrora, o Tratado de Tordesilhas foi um acordo entre Espanha e Portugal, sendo que as suas implicações atingiram muitas outras potências europeias, que frequentemente desrespeitavam o tratado e procuravam expandir as suas próprias esferas de influência em terras além da linha estabelecida.
A divisão tal e qual foi pensada, já não é atual. Apesar do talento existir dos dois lados, há quem seja mais empurrado do que o outro. Até mesmo a nível de atletas.
Paulo Futre é português de nascimento e sempre teve uma ligação forte com Portugal e com o futebol português. Brilhou principalmente no FC Porto, onde conquistou a Taça dos Campeões Europeus em 1987, um dos maiores feitos da sua carreira. No entanto, foi em Espanha que jogou o seu melhor futebol e onde foi idolatrado no Atlético Madrid e viveu uma fase de grande sucesso e reconhecimento individual. Um verdadeiro tratado de Tordesilhas bem feito.
Mas, e no que toca a orçamentos, a coisa já é totalmente desajustada.
Em 2025, os orçamentos destinados ao desporto em Portugal e Espanha refletem as prioridades e contextos de cada país. O Orçamento do Estado para 2025 inicialmente previa uma verba de 42,5 milhões de euros para o desporto, representando uma redução de 16% em relação aos 50,3 milhões de euros de 2024.
No entanto, após diversas críticas e proposta de revisão, o Governo corrigiu o valor para 54,5 milhões de euros, um aumento de 8,3% face ao ano anterior.
Esta verba destina-se a iniciativas como o aumento da prática desportiva, a promoção da igualdade de género no desporto e a melhoria das infraestruturas desportivas. Teoricamente, é positivo. Vejamos os nossos vizinhos.
Entre 2018 e 2024, o Conselho Superior de Desportos da Espanha teve um orçamento histórico de 1.800 milhões de euros, um aumento de 63 por cento em relação ao período anterior.
Para o período de 2025 a 2030, está previsto um investimento superior a 2000 milhões de euros. Além disso, existem programas de Estratégia Nacional contra o Sedentarismo, com 87 milhões de euros e destacam-se iniciativas significativas no apoio ao desporto de alto rendimento e à promoção da atividade física.
Enquanto Portugal apresenta um orçamento específico para o desporto (anual), a Espanha investe de forma mais abrangente, com um orçamento total muito superior, refletindo uma abordagem mais ampla e contínua ao longo dos anos. Aliás, desde há muitos anos que a Espanha não é apenas o futebol. E é notório desde o ténis, basquetebol, Fórmula 1, ciclismo, andebol, futsal, hóquei em patins ou atletismo.
No próximo Mundial de futebol, tanto Portugal como Espanha têm legítimas esperanças em voltar a brilhar. Mas é tempo de construir algo a médio/longo prazo e aproveitar o balanço da decisão da FIFA de atribuir a organização do Mundial de Futebol de 2030 a Portugal, Espanha e Marrocos. Outro verdadeiro tratado de Tordesilhas, desta vez com companhia.
A candidatura conjunta, destacou-se pela experiência organizativa e compromisso com um legado duradouro para o futebol mundial. Portugal pode levar esse compromisso para um legado duradouro para o desporto em geral, tal como acontece aqui ao lado. Portugal está longe de ser só futebol — apesar de o futebol ser, de facto, uma grande paixão nacional e parte importante da cultura do país. Vencer a segunda Liga das Nações deve ser só o princípio de feitos ainda maiores."

Escândalos atrás de escândalos...


"Esta série de jogos da final está a ser dos maiores escândalos de arbitragem de que há memória!! E pensávamos nos que os tais 43 anos tinham passado.
Só mesmo uma equipa como muita raça, crer e ambição consegue levar a melhor sobre estas equipas de arbitragem e o Sporting!
VAMOS BENFICA!! GANHAR NO JOÃO ROCHA 🔴⚪🦅"

BolaTV: F1 - Debrief Ferrari sem BOP

BolaTV: NBA - Oklahoma City Thunder são os campeões da NBA

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Mais uma épica, tal a roubalheira...

Benfica 7 - 5 Sporting

Mais uma vitória épica! Mais um jogo onde fomos muito superiores, um jogo que devia ter sido ganho por goleada, no tempo regulamentar, mas mais uma vez, só no prolongamento, após uma série de incidentes, que deixaram o Benfica mais forte fisicamente nos últimos minutos e com mais opções!!!

Mais uma arbitragem inacreditável, onde mais de metade das faltas que foram marcadas contra o Benfica não existiram, onde o adversário fez mais do dobro das faltas que lhes foram assinaladas... Onde os nossos jogadores levam Amarelos por literalmente nada, onde a Expulsão do guarda-redes adversário só aconteceu devido ao VAR (a primeira decisão favorável ao Benfica em 4 jogos!!!), num lance óbvio à vista desarmada... Mesmo assim, o golo anulado no início deve ter sido a decisão de VAR mais corrupta do desporto mundial!!!

Dois lances exemplares: uma falta sobre o Afonso, com um empurrão claro, que dá contra-ataque e não foi golo do Sporting, porque bateu no poste; e  a última falta da partida, num lance onde o Lúcio é pisado e é assinalada falta contra o Benfica!!!

O Benfica lutou, demonstrou atitude, quando sofremos e ficámos em desvantagem, acabámos por responder rápido, e isso acabou por ser muito útil psicologicamente... O Ivan está no melhor momento da época, o Higor está na melhor forma de sempre no Benfica... o Gugiel é fundamental!

Dito isto, a minha confiança é mínima para Domingo! Não porque não acredito nos jogadores, ou no treinador, mas porque no Tugão o campeonato é decidido por decreto!!! Só um Benfica absolutamente perfeito na defesa e no ataque poderá sonhar no título...

Mais um grande recorde nacional para o Isaac...


Desta vez, nos 1500m, na Chéquia, com um espectacular 3:29.37, quebrando uma marca com 23 anos, do Rui Silva!!!
Grande época para o Isaac...

Terceiro Anel: Bola ao Centro #136 - Uma vitória histórica, rumo aos Oitavos!

3 Toques: Bayern...

Cenário Mundial: nova história escrita pelo Benfica


"Decidir um apuramento (para os oitavos de final do Mundial de Clubes) com a melhor equipa do grupo e uma das melhores do mundo não era o cenário nem ideal, nem confortável. Belloti e Carreras castigados e Florentino tocado constituíam limitações importantes para a decisão.
Florentino, com características únicas no plantel, estava diminuído fisicamente, sendo física a sua principal e mais influente valia. Já a ausência de Belloti, um bom elemento, deixava Pavlidis como opção única no vértice ofensivo.
Quanto a Carreras, a sua ausência determinava a entrada do fiável Dahl, mas limitando também a versatilidade tática da equipa, tão usada por Lage, personificada pelo lateral espanhol. Finalmente, Kokçu era o tema do momento. Entraria de início? Contaria para o jogo?

Decisão
Objetivo conseguido com grande mérito coletivo e uma nova história feita que já tardava. Na primeira parte, o Benfica conseguiu ser compacto sem recuar demasiado, afastando o Bayern da sua baliza. A capacidade para sair ante a pressão alemã foi conseguida principalmente pela excelente prestação de Renato Sanches. Manter a bola sim, mas ter o poder para subir era fundamental. O golo surgiu cedo, outra vez pela progressão de Sanches e pelo entendimento no lado direito de Di María e Aursnes. Depois a entrada do extremo do lado oposto faz diferença, com Schjelderup a finalizar.
O Bayern, como se esperava, forçou no segundo tempo e ficou perto do empate. A diferença grande de ter em campo Kane, Kimmich e Olise. Valeu Trubin, figura principal encarnada, quando o Bayern dominou e a equipa foi obrigada a reunir mais atrás. Lage tinha referido o segundo poste como alvo preferencial dos alemães e retirou e bem Dahl dessa posição, mais própria de gente grande.
Kompany tinha escolhido Muller para fazer de Kane, assim como Lage tinha feito em Munique, elegendo Amdouni para o lugar de Pavlidis. Não é a mesma coisa... Trubin à parte, este jogo também confirmou Dahl enquanto defesa. Se persistiam dúvidas em relação à validade defensiva de Dahl, ante um adversário poderoso, o jovem lateral provou o contrário.
Os outros jovens utilizados mostraram a personalidade que se quer em contextos difíceis. António Silva esteve como nunca, anunciando a sua emancipação definitiva.
Depois do descontrole assumido, Kokçu não passou sem castigo, mas entrou como se nada fosse. Mais um bom sinal para a aventura que se segue e que a equipa, sabendo sofrer, fez por merecer.

Futebol público
Porque somos pessoas, por vezes dizemos e fazemos coisas de maneira irrefletida, reativa. Não faltam episódios em campo onde isso acontece, quer seja com adversários e árbitros, quer com treinadores e até, por vezes, com colegas. Como sabemos, tudo o que se passa neste desporto ganha uma dimensão extra. O stress é grande e o cansaço físico e mental chegam ao limite.
O episódio recente entre Bruno Lage e Kokçu é um mau exemplo público, mas reflete a realidade em que a natureza e o temperamento podem provocar conflitos, mesmo que improváveis, entre um jogador e o seu treinador. Neste caso, trata-se de um momento aberto ao público, o que responsabiliza mais os intervenientes. Desde então, muito se falou, opinou e condenou, mas o sobressalto foi ultrapassado pelos intervenientes, com clareza e simplicidade, assumindo a responsabilidade e a delicadeza do momento.
Naturalmente, as eventuais substituições de Kokçu no futuro serão alvo de atenção redobrada. Ainda jovem, deverá ter aprendido a lição, ou não...

Quente e frio
Nico Jackson é um avançado senegalês do Chelsea, negativo protagonista da recente derrota com o Flamengo. Quatro curtos minutos em campo chegaram para uma entrada despropositada e violenta sobre um adversário, que o fez encaixar um merecido cartão vermelho.
O desejo de Maresca de reforçar o ataque e perseguir o empate caiu, ao contrário, para a inferioridade numérica e para o desenho da derrota. As substituições são um tema rico e à parte e aquilo que, por vezes, provocam define resultados, para o bem e para o mal. Como tal, a preparação de quem entra deve ir além das necessárias indicações táticas e não vai.
Assistir no banco a uma hora de jogo sem poder intervir é igual a uma tensão acumulada que pode dar, como mais uma vez aconteceu, mau resultado.
O aquecimento físico também dificilmente se eleva às exigências do jogo. Não é por acaso que muitos jogadores demoram a integrar-se, quando a sua entrada pressupõe urgência. Outros há que se lesionam quase imediatamente, como Bisseck, jovem defesa do Inter, na final da Liga dos Campeões, lesionado oito minutos depois de entrar. Claro que também há o lado positivo que é, com sorte e inspiração, fazer muito em pouco tempo e decidir a favor. A este propósito, regresso ao último Europeu e a Ivan Toney, avançado da seleção inglesa.
A substituição desesperada de Southgate contra a Eslováquia, já depois de expirado o tempo regulamentar, salvou a Inglaterra da derrota, sendo Toney o herói, assistindo para golo. Para um avançado consagrado entrar depois dos noventa não é propriamente motivador, mas...
O jogo havia de ser ganho no prolongamento com uma inesquecível bicicleta de Bellingham."

Bruno Lage precisa sempre de sofrer?


"Do pré-jogo ao plano bem elaborado e explicado diante do Bayern; vitória reforça a imagem de uma equipa que age melhor em modo reativo que proativo

Foi, ao contrário de outras ocasiões, uma vitória do Benfica que começou na véspera. Ou melhor, horas antes, na conferência de imprensa de lançamento do jogo do seu treinador. Munido da cábula para não se esquecer das expressões certas que queria passar para o exterior, Bruno Lage usou por diversas vezes a palavra agressividade e definiu as linhas mestras que pretende para a próxima época. Naqueles minutos em que falou aos jornalistas, já de madrugada em Portugal, o técnico das águias enviou vários recados. Que é ele quem estará no banco (pelo menos até às eleições de outubro) e é ele quem define o perfil dos reforços (o lateral-direito já contratado e um ala que dê a tal agressividade ao corredor, depreendendo-se daqui que o substituto de Di María terá características bem diferentes do internacional argentino que procura fazer do Mundial de Clubes a saída do Benfica pela porta grande em contraste com as lágrimas vertidas na final da Taça de Portugal perdida para o Sporting).
Nada disto teria importância se o Benfica tivesse sido vergado pelo Bayern, só que a forma organizada, agressiva e inteligente como os encarnados interpretaram o jogo e o adversário na primeira parte mostrou que a mensagem do treinador passou. Claro que o resultado ajuda, mas mais importante é o processo que se extrai e esse ninguém pode colocá-lo em causa, principalmente quando se ouve uma explicação para o onze que, confesso, já não ouvia há muitos anos, quando se dizia que no futebol português faltavam os últimos 30 metros e 30 centímetros de estatura. Disse Bruno Lage que a colocação de Prestianni e Schjelderup na mesma estrutura que tinha Di María e Aursnes era uma forma de contrariar as armas que o Benfica não tem: a altura e força física dos alemães contra a baixa estatura e consequente capacidade de ter mais tempo a bola por parte dos encarnados (por acaso nenhum dos referenciados é português).
No plano teórico fazia sentido e mais sentido fez logo nos primeiros 10 minutos, com um dinamismo que há muito não se via. Na verdade, correu tudo bem a Lage: o plano saiu na perfeição, a titularidade de jogadores menos utilizados no Bayern tornou a equipa bávara menos poderosa (sem que isto retire uma décima ao mérito do Benfica) e depois do golo as águias jogaram como muitas vezes gostam: de trás para a frente, em transições (e com um monstro na baliza e outros dois no centro da defesa).
O jogo com o Bayern serviu, aliás, para reforçar a imagem que se foi criando do Benfica de Lage: é uma equipa que resulta muito bem em modo reação, seja dentro do próprio jogo (em partidas com os da sua igualha ou melhores, entenda-se) ou fora dele, mas em contexto competitivo; uma equipa acossada quando vê que os outros estão à frente (no marcador ou na classificação), mas que quebra quando tem de assumir a sua grandeza logo à cabeça, seja na incapacidade de manter uma liderança que tanto trabalho deu para conquistar (foi assim na Liga) ou na primeira parte oferecida ao Boca Juniors no arranque da competição.
O grande desafio que Lage continua a ter pela frente é este: o de provar que é efetivamente um treinador proativo e não apenas reativo. A forma como respondeu a Kokçu em nada ajuda a mudar de ideias, mas o modo como conquistou um triunfo histórico diante do Bayern coloca-o mais agarrado a um lugar que queima sempre, ainda mais em período pré-eleitoral."

Benfica: afinal é possível, Lage


"Encarnados fizeram propaganda mundial ao bater Bayern Munique; defenderam clube, Liga e continua-se sem saber com que Benfica contar

O Benfica fez história nos EUA. Quase que é irónico depois do que se viu com o Boca Juniors e naquela primeira parte com o Auckland City, mas a verdade é que pela primeira vez os encarnados venceram o Bayern Munique nos 121 anos de existência do clube da Luz.
Ninguém vence o gigante da Baviera sem passar por perigos ou sofrimento. Muito menos uma equipa portuguesa – até hoje, só o FC Porto o tinha conseguido, com o 2-1 da final de Viena e o 3-1 do Dragão, em 2014/15. Vitória de Setúbal, Belenenses, SC Braga, Boavista e Sporting também tentaram, em vão, bater o gigante germânico.
Até esta terça-feira, o Bayern tinha 31 jogos frente a equipas portuguesas: duas derrotas, 9 empates e 20 vitórias, 75 golos marcados, 22 sofridos…diz muito da relação do clube de Munique com Portugal. Portanto, mesmo num ‘torneio de verão’ – uma prova oficial - e que ainda não merece toda a atenção do Velho Continente, o feito por si só é relevante. Aliás, ganhar ao Bayern, seja em que dia for, é sempre relevante.
Ganha dimensão ainda pelo debate orgânico que se criou sobre a grandeza do futebol sul-americano para o europeu, das equipas portuguesas versus as brasileiras [e argentinas]. Nesse capítulo, foram sábias as palavras do treinador do Flamengo, que falou de uma elite mundial, com algumas equipas europeias a preencherem esse espaço no topo, e as brasileiras colocadas num segundo plano, podendo estas bater-se com os principais clubes. É essa, como todos sabemos ano após ano na Champions League, a realidade dos três clubes nacionais. Já a comparação entre o Brasileirão e a I Liga é outra coisa…
Em Charlotte, o Benfica fez propaganda mundial. Defendeu o seu passado de clube internacional, defendeu a Liga portuguesa com o resultado e apuramento, conseguiu colocar na mente de diretores desportivos alguns ativos que tem na equipa [ainda é essencial] e meteu mais uns milhões ao bolso. Mas acima de tudo, Bruno Lage terá percebido que estratégias como aquela que se lhe viu frente ao Bayern, nesta última Champions, são redutoras para um clube como o Benfica. Lage acabou a dar razão aos críticos de Munique, ele que, nesta terça-feira, fez muita coisa bem.
Chegados aqui, 2024/25 prolonga-se no tempo, mas antes do final da temporada, há já uma coisa que podemos concluir: nunca se soube que Benfica esperar, nunca se sabe que Lage vamos ter: se o que insiste num 4x4x2 que dificilmente resultaria frente ao Boca Jrs. pelo que se vira antes, se este que montou um onze surpreendente e, com a passagem para três centrais, ajudou a equipa a chegar a um resultado histórico."

BTV: Entrevista - Kyra Holt...

Zero: Mercado - Qual o futuro de Anselmi?

Zero: Mercado - Benfica atrás de antigo alvo do FC Porto

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O Benfica segue em frente no Mundial: as contas e o futuro!

Observador: E o Campeão é... - Benfica conseguiu finalmente sorrir no Mundial de Clubes

Observador: Três Toques - Quem dá mais pela.... destruição?

Zero: Ataque Rápido - S06E45 - O Mundial humilha e carimba

Zero: Negócio Mistério - S04E14 - Michael Owen no Real Madrid

Obrigado, Filipa Patão!

Artista de Circo...


"E não é que o senhor está pejado de razão na sua crónica…o modelo é insustentável…vejam bem…só os sapos escapam à análise e tudo por causa de uma premissa …o Sporting não precisa de comprar e vender para equilibrar as contas, ao Sporting basta desfalcar a banca e meter todos os portugueses, sportinguistas, portistas, benfiquistas e demais a pagar pelas suas dívidas!!!
Deixo o link da crónica para observarem a desonestidade intelectual do artista de circo!
E já agora, esquece que a dívida foi herdade pelo Textor que deixaram o Lyon na rua da amargura…
Deixe o BENFICA EM PAZ!!"

Nos oitavos de final


"Ao ganhar por 1-0 frente ao Bayern Munique, o Benfica é vencedor do Grupo C e está apurado para os oitavos de final do Campeonato do Mundo de Clubes, onde medirá forças com o Chelsea. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Grande triunfo
Na opinião do treinador do Benfica, Bruno Lage, "é uma vitória justa, importante e histórica". "Mérito dos jogadores, que foram, uma vez mais, fantásticos a implementarem a nossa estratégia para o jogo", destaca.

2. Reações dos jogadores
Schjelderup salienta: "Consegui um bom golo, é uma sensação ótima." Trubin enfatiza: "Demos tudo para ganhar." António Silva realça: "Fomos uns guerreiros lá dentro." Pavlidis refere que "toda a equipa esteve muito bem". Bajrami garante: "Queremos ganhar todos os jogos." E João Rego mostra-se contente por "entrar e conseguir ajudar nos duelos".

3. Player of the Match
Trubin foi considerado o Homem do Jogo.

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, o golo do Benfica frente ao Bayern Munique.

5. Seja onde for
Os Benfiquistas nunca faltam no apoio ao Benfica!

6. Forçar a negra
O Benfica recebe o Sporting, hoje, na Luz, às 20h00, no jogo 4 da final do Campeonato Nacional de futsal. As águias precisam de vencer para levar a contenda para a quinta e última partida.
Cassiano Klein afirma que "os jogadores querem muito, mas muito, chegar a domingo e conseguir esse objetivo", e conta com os adeptos: "A sinergia que os Benfiquistas passam é uma sensação incrível."

7. Obrigado, Filipa Patão
A treinadora de futebol está de saída do Benfica para abraçar um novo desafio profissional.

8. Para ti Se não faltares!
Este projeto da Fundação Benfica, em curso há 15 anos, continua a dar frutos."

TNT - O Melhor Futebol...

Terceiro Anel: DRS #15 - George o Calmo & Áustria GP

O Resto é Bola: Anselmi OUT, a polémica Bruno Lage-Kökçü no Benfica e o Carnaval do Brasil

Fim de época


"O que é a 'época desportiva'? Podemos encontrar uma definição no Regime Jurídico do Contrato de Trabalho do Praticante Desportivo (Lei n.º 54/2017, de 14 de julho), concretamente no n.º 6 do artigo 9.º que refere que «Entende-se por época desportiva o período de tempo, nunca superior a 12 meses, durante o qual decorre a atividade desportiva, a fixar para cada modalidade pela respetiva federação dotada de utilidade pública desportiva».
Com efeito, cada federação desportiva tem liberdade —condicionada ou não pelas respetivas federações internacionais —para determinar o início e fim de cada época desportiva. Tipicamente, a mudança de época, na maioria das federações, ocorre no período do verão. Por exemplo, no futebol e futsal a época desportiva termina a 30 de junho e a seguinte inicia-se a 1 de julho, enquanto no futebol de praia a época tem um período distinto, em virtude das especiais características das competições dessa variante. Contudo, o fim e início de uma época tem consequências para além das desportivas.
Por exemplo, os seguros obrigatórios para a prática desportiva federada têm por referência o período de uma época desportiva, estando diretamente ligada aos próprios registos e inscrições dos atletas, assim como os contratos que jogadores e treinadores celebram com os seus respetivos clubes — sendo a regra a de que o contrato de trabalho desportivo não pode ter duração inferior a uma época desportiva nem superior a cinco épocas.
Também o Regime Jurídico das Federações Desportivas se refere a este conceito quando menciona, no artigo 34.º, n.º 4, que «A aprovação de alterações a qualquer regulamento federativo só pode produzir efeitos a partir do início da época desportiva seguinte, salvo quando decorrer de imposição legal, judicial ou administrativa»."

Pre-Bet Show - Mundial #3 - Os Melhores Jogadores Do Mundial (Até Ao Momento 😉)

Ramble: FIFA Club World Club...

Football Heritage

Game recognizes game 😎

Vamos Em Frenteeee! Em primeiro lugar do grupo!!!


"Benfica 1 - 0 Bayern

APONTAMENTOS ANTES DO JOGO
O Bayern é de longe a maior "besta negra" da nossa história de jogos internacionais: 10 derrotas, 3 empates, zero vitórias. Um empate hoje é suficiente para seguirmos em frente, mas olhando ao histórico não é tarefa nada fácil.
O facto do Bayern já estar apurado, de estarmos em fim de época e da temperatura estar elevada, 33 graus à hora de iniciar o jogo, pode ajudar a tirar um pouco da alta intensidade que eles sempre metem nos jogos.
Assim seja! Bank of America Stadium para aí a meia casa, é a tal história de terem mandado o campeonato do mundo para um país onde o futebol está a léguas de ser uma das modalidades mais populares.

E VAMOS LÁ AO JOGO! (comentários em direto, jogo visto na aplicação da DAZN no telemóvel)
00 Schjelderup e Prestianni em simultâneo no onze, uma novidade já a projetar o futuro? Kokcu no banco: desconheço se foi castigo, mas para mim, assegurado que estivesse o balneário, podia ser titular se fizesse parte da estratégia.
04 primeiro aviso para uma perca de bola do Di María - perigo na nossa área! A pressão desta gente não é para brincadeiras, é para não brincarmos com a bola quando está nossa.
09 velhos são os trapos: grande remate do Di María, que defesa do Neuer com a ponta dos dedos.
13 caganda transição, crl!!! SCHJEL-DE-RUP, e repito: SCHJEL-DE-RUP! Bela conclusão a centro atrasado de Aursnes. Que ca-te-go-ria!
17 Pavlidis fez tudo bem feito, isolou-se, estava a posicionar-se, caiu, aguardo a repetição. O VAR diz que não se passou nada, mas estas realizações são vergonhosas, nada. Estamos a sair bem para as transições ofensivas.
21 Dá ideia que o Di María não se quer despedir hoje do Benfica, quer pelo menos mais um jogo, está bem, muito bem no jogo.
25 lance do Plavidis agora finalmente repetido, muitas dúvidas, há toque nas costas do grego, se marcasse não seria revertido, diz o comentador, concordo, claro.
30 pausa para hidratação, estamos a fechar com onze atrás da linha da bola, eles com dificuldades em encontrar espaços, em criar oportunidades, o jogo assim até que nem está mal, e até que nem está mal porque estamos também a conseguir sair com perigo aqui e ali.
42 querem ver que os médicos descobriram mesmo o problema do Renato? É que o vejo a fazer um bom jogo e tem tido neste campeonato utilização mais intensa.
44 o Gnabry a fazer gato-sapato do Aursnes e o Dahl e o Barreiro a verem a bola passar, pareciam uns totós, agradecimento ao Sané por ter mandado a bola para as nuvens de Charlotte.
45 mais 4 minutos, o árbitro podia até dar mais tempo face às paragens, mas por mim o jogo podia acabar já!
45+3 cada vez que o Trubin faz passes longos, lembro-me do Samu.
46 eles regressam com a artilharia pesada! 50 o Trubin a marcar pontos, bem precisamos dele em dia sim
52 e esta? Não é que o Auckland marcou ao Boca? Vamos lá malta!
55 safa, que o Aktur, acabado de entrar, na primeira intervenção no jogo já podia ter marcado, que pena! Boa defesa do Neuer, mas o Pavlidis estava bem posicionado para concluir, o Aktur não viu, era só empurrar!
60 golo deles para o VAR decidir se o fora de jogo posicional do Kane interfere ou não na jogada, não conta mesmo, bem visto! Isto está a ficar complicado...
65 estamos cada vez mais encostados às cordas, empurrados lá para trás, a defender dentro da área, o rolo compressor deles em ação
68 Kokcu no chão, lesionado, aproveitam para a pausa, não se percebe se o Kokcu recuperou, estas realizações são um desastre
74 àganda Trubin!!! Ui, mais uma defesa que vale por um golo! Renato sai, esteve no chão, deixa o relvado com andar de quem não se passa nada
87 toma lá mais Trubin, um para um, mancha incrível, defesa incrível, um herói em Charlotte!
90 deu mais 8 minutos de sofrimento. 33 mil nas bancadas, nem meia casa,
90+8 apuramento garantido, mais milhões, mais prestígio, mais futebol, mais Benfica! Só receio a preparação da próxima época.
E agora, amigos, vou de peito feito entrar em direto no programa Clássico do canal V+ (posição 12 ou 18 conforme o operador). Muita coisa há para debater."

O Benfica matou a besta negra no forno do Mundial de Clubes


"À 14.ª tentativa, as águias estrearam-se a derrotar o Bayern Munique, vencendo por 1-0 e passando para os oitavos de final como vencedoras do grupo. Schjelderup decidiu um encontro marcado pelo muito intenso calor

Se calhar a solução era mesmo assar o borrego. Queimá-lo nos 30 e muitos graus da Carolina do Norte, esturricá-lo verdadeiramente. Começar a todo o gás, preparar logo bem o cozinhado de início, e depois aguentar, resistir, rematar a refeição nas mãos seguras de Trubin.
Depois de três empates e 10 derrotas, seis delas sofrendo quatro ou mais golos, o Benfica bateu o Bayern Munique pela primeira vez. O 1-0 dá o triunfo no grupo, relegando os alemães para o segundo lugar e dando muito importantes injeções de confiança e moral ao projeto Bruno Lage. Depois do campeonato perdido, do Jamor, das intermitências contra o Boca, do caso Kökçü, uma vitória histórica para assar a besta negra e lançar-se para os 16 melhores do Mundial de Clubes.
Antes do apito inicial, Lage falou na intenção de colocar “os baixinhos” no jogo. Ao 59.º compromisso da campanha, as águias apresentaram um onze inédito, com Prestianni, Barreiro e Renato de início em simultâneo pela primeira vez e Schjelderup e Di María como titulares em conjunto, algo que não sucedia desde janeiro.
Cedo se percebeu que o ouro inicial estaria em aproveitar o adormecimento bávaro, explorando as dificuldades na transição defensiva. Na melhor jogada das águias em todo o torneio, o 1-0 que decidiu a tarde quente chegou aos 13’. Di María aguardou pela subida de Aursnes, que serviu o compatriota Schjelderup para o golo. A celebração de Bruno Lage, reivindicativa, como uma pessoa que esperou numa fila de uma repartiação pública para pagar uma multa indevidamente cobrada, mostrava a importância do momento. Pouco depois, em novo ataque rápido, Pavlidis ficou perto de dobrar a vantagem.
O Mundial de Clubes consegue ser um universo cheio de pequenos mundos dentro de si. Tanto pode parecer um pseudo-encontro de Libertadores, como no Benfica-Boca, como soar a uma colisão de universos, profissionais contra amadores, como nos encontros do Auckland City.
Em Charlotte, os 36.ºC a meio da tarde e o ritmo sonolento que o Bayern, com várias segundas linhas, utilizou frequentemente na circulação fizeram que o primeiro tempo, a espaços, fizesse lembrar um amigável de pré-época, um dos muitos compromissos nos tours que se fazem nos EUA. Lento, previsível, perfeito para os interesses do Benfica. International Champions Cup, lembram-se? Na primeira parte, só num bom lance de Gnabry em cima do intervalo é que os bávaros ameaçaram, mas Sané atirou sem direção.
O estádio da Carolina do Norte, mais um gigante deste Mundial de Clubes (capacidade: 74.867), massacrou quem a ele se deslocou com bancadas sem sombra, expostas ao sol das 15h00. A pausa para hidratação, a meio do primeiro tempo, parecia mais a imagem de 22 homens a tentarem sobreviver no meio do deserto do que uma breve interrupção num jogo de futebol. Os grandes planos das faces dos protagonistas eram de quem parecia rezar para que as ocasionais nuvens tapassem o sol, dando algum conforto momentâneo.
Pela canícula, Prestianni chegou a sentir-se mal, tendo de sair de campo durante alguns instantes. O descanso chegou sem remates do Bayern à baliza de Trubin e, com o Boca a ganhar apenas por 1-0, uma sensação de situação controlada para os lisboetas.
Para o segundo tempo, Kompany trouxe outra partida. Do banco vieram os passes e a visão de Kimmich, a ousadia e o drible de Olise e a referência ofensiva e o perigo de Kane e, com eles, outra equipa. Em cinco minutos, o Bayern criou mais do que em 45, com Sané, isolado, a não conseguir bater Trubin, que também travou Müller, que continua a ir-se despedindo do seu emblema de sempre, ao serviço do qual somou, em Charlotte, a 754.ª presença. Os alemães demoraram 50 minutos a rematar à baliza adversária mas, quando o fizeram, obrigaram o Benfica a aguentar.
Depois da polémica de há dias, Kökçü foi suplente e lançado no segundo tempo para tentar equilibrar as operações no miolo. Numa dupla substituição turca que também incluiu Aktürkoğlu, foi Kerem a trabalhar bem depois de entrar, mas incapaz de bater Neuer. Do outro lado, um guardião 16 anos mais novo que o parceiro de posição também brilhava, com Trubin, com uma defesa digna de exercício de ginástica de solo, a tirar o 1-1 a Pavlovic.
A derradeira nota de destaque do forno de Charlotte foram mesmo as defesas de Trubin. Exibindo-se perante a lenda Neuer, ainda teria mais uma grande intervenção na manga, literalmente na manga, já que usou o braço para voltar a negar um mano a mano a Sané. O escaldante cozinhado da Carolina do Norte era, assim, servido nas mãos do ucraniano. A besta negra está morta, o Benfica está vivo no Mundial de Clubes."

Benfica-Bayern, 1-0 Anatoliy defendeu com braços e pernas e Trubin com o resto do corpo


"Ucraniano passou a primeira parte a trabalhar para o bronze e a segunda a trabalhar a tempo inteiro. Exibição muito boa, bem secundada por António Silva e Otamendi. Golo bem construído entre Di María, Aursnes e Schjelderup

Trubin (8) - Melhor em campo Poderia ter alugado uma cadeirinha de praia e colocado um protetor solar para assistir aos primeiros 45 minutos de Charlotte: nada para fazer. A não ser, já na compensação, receber bola quase morta. Ao minuto 49, por fim, teve de se lançar aos pés de Sané e, segundos depois, fez grande mancha a novo remate de Sané. Mais tarde, aos 75', mais uma boa defesa, agora com a perna esquerda, após remate de Pavlovic. Quase a fechar, com o braço esquerdo, evita golo de Sané. Grande exibição de Anatoliy Trubin.

Aursnes (6) - De novo lateral-direito, começou por dar nas vistas em missões ofensivas. Recebeu passe longo de Di María e cruzou atrasado para Schjelderup abrir o marcador. Primeiros 45 minutos sem muito trabalho e segundos com um pouco mais, mas não muito, pois o Bayern atacou, sobretudo, pelo lado esquerdo da defesa encarnada.

António Silva (7) - Sem muito trabalho até à hora de jogo, teve de empregar-se muito mais a partir daí. Grande corte de cabeça aos 84' quando, atrás dele, aparecia Kane prontinho para desviar para golo.

Otamendi (7) - Primeiro tempo calmo e sem grande trabalho, o que não se passou a partir do momento em que Kane entrou em campo. Lutas árduas com o inglês do Bayern.

Dahl (6) - Menos ousado do que tem sido, talvez por Schjelderup estar bem à sua frente, o sueco cumpriu muito bem as tarefas que lhe terão sido pedidas por Bruno Lage: defender bem o lado esquerdo da defesa. Triplicou de trabalho após o intervalo, quando Kompany fez entrar Olise para o lugar de Gnabry. O francês de origem inglesa esteve endiabrado e o sueco passou por algumas dificuldades. Avançou no relvado quando Lage fez entrar Bajrami para a ala esquerda.

Leandro Barreiro (5) - Menos exuberante do que o seu parceiro de meio-campo, cumpriu sem dar nas vistas. Renato Sanches (6) - Tem sobre as costas o estigma de, a cada esforço mais forte que faz, todos pensarem se sairá dele com os músculos intactos. A verdade é que o seu passado mais ou menos recente não pareceu pesar na sua exibição. Forte no contacto, inteligente a recuperar a bola e sólido a colocá-la nos dois lados, ora em Schjelderup, ora em Di María. Saiu aos 78', depois de ter ficado algum tempo no chão a receber assistência. Não pareceu nada de grave, apenas ligeiras queixas físicas.

Prestianni (4) - Apareceu a jogar atrás de Pavlidis, com Schjelderup e Di María mais abertos. Não deu nas vistas e, assim, sairia bem cedo na segunda parte.

Di María (6) - Arrancou com um remate forte e cruzado que obrigou Neuer a estender-se no relvado e a evitar, com a ponta dos dedos, que houvesse golo em Charlotte logo ao minuto 9. Logo a seguir, pegou na bola e, quando poderia ter entrado pelo meio, preferiu (e muito bem) ceder a bola a Aursnes para que este, quase na linha de fundo, cruzasse rasteiro para o golo de Schjelderup. O último jogo de águia ao peito fica, assim, adiado.

Pavlidis (6) - Soberba arrancada pouco antes dos 20 minutos, passando por Stanisic e sofrendo a oposição contundente de Upamecano ao entrar na área. Estatelar-se-ia no corpo a corpo com com o francês, sem motivo para grande penalidade. Deveria ter sido mais expedito e objetivo para tentar o remate. Menor evidência na segunda parte, a partir do momento em que o Bayern cresceu.

Schjelderup (6) - Solto e rápido, começou por criar perigo em algumas arrancadas pela esquerda, mas o ponto alto foi o golo, de pé direito, após cruzamento de Aursnes. Seria o ponto alto da exibição apenas razoável.

Akturkoglu (5) - Entrou aos 55 e aos 56 abriu fenda na defesa bávara e rematou à figura de Neuer. Nada mais de interessante.

Kokçu (4) - Correria desenfreada rumo à baliza de Neuer, aos 69', mas perdeu-se no esforço. E teve de ser assistido na sequência do pique.

Bajrami (6) - Grande corte, aos 90+8, aos pés de Pavlovic, já dentro da grande área.

João Rego (-) - Entrou para os últimos minutos e quando já só o Bayern atacava. Sem espaço para se evidenciar.

Tiago Gouveia (5) - Tentou entrar, isolado, pelo lado esquerdo, mas, se começou bem o raide, terminou-o mal."

Nick: Bayern...

Oliveira: Bayern...

Quezada: Bayern...

Rabona: Atlético e Porto se desfazem e o Benfica rompe a tabela! (CWC 2025)

Greatest: Bayern...

O Cantinho Benfiquista #212 - Going Through, or Going Home?

AA9: Bayern...

EuroFut: Bayern...

El Mítico - Bayern...

Falar Benfica #212 - Bayern...

BI: Bayern...

Terceiro Anel: Live - Bayern...

5 minutos: Bayern...

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Vermelhão: Vitória histórica na canícula Americana!!!

Benfica 1 - 0 Bayern


Fizemos história: a primeira vitória oficial sobre o Bayern, após muitas tentativas, num jogo muito especial, jogado em condições absurdas: calor extremo, e um relvado muito estranho, onde a bola não saltava!!! É criminoso obrigar os jogadores, a jogarem nestas condições... E nos Oitavos, com o Chelsea (provavelmente), no Sábado, vamos voltar a jogar no mesmo Estádio, com as previsões a 'prometerem' 31.º graus no início da partida (menos 6.º, que sorte)!!!

Conseguimos acelerar o jogo nos primeiros minutos, quando ainda havia algum fôlego, marcámos um excelente golo... O Bayern já qualificado, iniciou a partida, com muitas novidades, dando descanso a vários titulares, algo que ajudou, mas a diferença entre suplentes e titulares neste tipo de equipas, não é assim tão grande...

No 2.º tempo, recuámos, o Oliseh, o Kane e o Kimmich entraram, e fizeram a diferença, mas por esta altura, o calor era o principal factor em campo!!! Um jogo, quase sempre sem pressão na bola, com os jogadores a fazerem marcação defensiva à zona, procurando o contacto só muito perto da nossa área... Acabámos por cometer 'somente' 3 erros, com o Trubin a fazer a diferença, efectuando três 'paredes' espetaculares, agarrando a vitória!

Trubin MVP claro, mas o quarteto defensivo esteve todo bem... é muito mais fácil, jogar com a defesa baixa! O Barreiro tem sido importante, dando músculo ao meio-campo... O Renato voltou a jogar bem, apesar de toda a onda negativa em seu redor... O Andreas marcou o golo, numa combinação Norueguesa! Boa entrada dos Turcos... o Bajrami devia ter entrado mais cedo!


O Pavlidis está todo rebentado, este castigo ao Belotti obrigou ao sacrifício do Grego! Não me admirava que o Belotti fosse titular com o Chelsea!!! A última dupla-substituição devia ter sido feita mais cedo, o Di Maria também estava roto, o Gouveia nos poucos minutos que esteve em campo, com o espaço que existia para as cavalgadas que ele gosta, podia ter feito estrago!


Financeiramente, esta qualificação para os Oitavos foi muito importante, mas fisicamente esta competição vai deixar marcas, que vão penalizar o Benfica na próxima época! As equipas que tiveram a sorte de fazer jogos na Costa Oeste Americana, em Atalanta (Estádio fechado), ou jogaram à noite em New Jersey ou Filadélfia saem em vantagem, as equipas que têm jogado na Flórida, na Charleston, em Nashville, ou em Cincinnati vão chegar aos jogos decisivos muitos desgastados!


No Sábado, novamente à tarde, desta vez às 16h locais, em Charleston, contra o Chelsea provavelmente, teremos oportunidade de continuar a fazer história! Os Ingleses são uma equipa muito irregular, podem fazer bons jogos, ou cometerem erros gigantescos! O Palmer tem estado a jogar mal, mas o Pedro Neto é muito perigoso nas transições, e vamos defrontar uma defesa fisicamente muito forte e um meio-campo talentoso com o Enzo...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Thunder campeões da NBA!

Observador: E o Campeão é... - AVB tem de voltar à "caixa e ao feijão com arroz"

Observador: Três Toques - Até o Médio Oriente tem medo do Sá Pinto?

TNT: Melhor Futebol do Mundo...