Últimas indefectivações

domingo, 20 de outubro de 2024

Benfica: o modo correto de se fazer as coisas


"Não haverá um benfiquista, mesmo os que sempre desconfiaram de Vieira, que não defenderá o clube se isso significar uma penalização sem precedentes no futebol português.

A semana na Luz focou-se mais nas conversas jurídicas do que no futebol. Há várias maneiras de se fazer as coisas. A legal, a ilegal e a correta, por exemplo.
Esta última nem sempre é a primeira, para que conste. Se assim fosse não se fariam revoluções, não haveria o 14 de julho em França ou o 25 de Abril em Portugal (bem sei que a maiúscula nos meses é agora erro ortográfico, mas há causa maior que me obriga a ir contra a “lei” da Língua Portuguesa e escrever Abril em capital, neste contexto, é correto fazer-se).
É na legalidade das coisas que se vai saber o resultado da acusação do Ministério Público ao caso dos emails do Benfica. Ninguém sabe como vai acabar o processo no qual a Benfica SAD é arguida, juntamente com o seu antigo presidente, Luís Filipe Vieira, e assessor jurídico, Paulo Gonçalves. Mas eu desconfio.
Não se leia que desconfio porque aos poderosos, e o Benfica é um deles, nunca nada acontece. Não, é porque há cada vez mais uma sensação transformada em certeza de que em demasiados casos na nossa sociedade parece que se interpreta e infere mais do que se prova.
Ainda assim, fosse ou não prática comum noutros “futebóis” (clubes e ligas, cá e lá fora) há sempre uma maneira correta de se executar e os adeptos do Benfica não terão andado agradados com a compra, empréstimo e venda de jogadores dos quais se desconfiava desde cedo que não iam ter um minuto de encarnado e branco. Há mais do que isto nas deduções do MP, mas legal ou não, haveria um modo mais correto de se fazer coisas.
É quando a equipa de futebol entra em campo que o Benfica se mostra. A cúpula diretiva, quem manda nela – os sócios e, de algum modo, os adeptos –, treinador e jogadores. É essa equipa que, depois do início de temporada com Roger Schmidt, pode trazer alguma paz ao clube depois de mais uma semana conturbada fora dos relvados.
É essencial para o Benfica que se dê seguimento à exibição frente ao Atlético de Madrid, o momento de maior esperança - em muito tempo no universo encarnado - de que o estado de situação pode mudar na Luz. Não haverá um benfiquista, mesmo os que sempre desconfiaram de Vieira, que não defenderá o clube se isso significar uma penalização sem precedentes no futebol português.
Em resumo, Vieira nunca percebeu que ao Benfica não lhe bastava parecer ser grande, era preciso sê-lo. Em resultados e no modo!
Nesse aspeto, Lage goleia o presidente que o despediu. Sabe que o Benfica não pode defender como equipa pequena na Champions, como sabe que vencer é prioritário…jogando bem. Esse é o modo correto de uma equipa do Benfica fazer as coisas."

Benfica: a prioridade crítica


"Agora que Bruno Lage, dá indicações positivas de ter começado a restabelecer a qualidade do futebol do Benfica, a confiança do plantel e o entusiasmo nas bancadas, ficam? pendentes de avaliar, no final da época, os efeitos da vantagem conferida aos rivais.
Graças a este arranque positivo, a prioridade do Benfica, ao menos para já, (no futebol tudo pode mudar rapidamente), deixou de ser o treinador, ou a composição do plantel.
A meu ver, a prioridade critica do Benfica é , na eleição de 2025, fazer emergir um Presidente (e uma equipa diretiva) de grande qualidade. No ano 2000 e seguintes, acompanhei de perto a chegada de Florentino Pérez à Presidência do Real Madrid. Tanto no mandato 2000-2006, como nos posteriores, a partir de 2009, é amplamente reconhecido que os colossais êxitos do clube, são tributários da sua visão e capacidade empresarial.
Na economia atual, onde a indústria do futebol se inscreve plenamente, o valor acrescentado assenta no talento. Um estudo sobre a nova geografia dos empregos nos Estados-Unidos, revela que quando uma grande empresa tecnológica se instala numa cidade, "puxa" os hipermercados, os serviços de proximidade e os serviços financeiros.
O contrário, obviamente, não acontece. Como aponta o estudo: uma Microsoft " puxa" um Walmart, mas um Walmart não puxa uma Microsoft. Ou seja, é o talento que puxa o resto, não é o resto que puxa o talento.
No Real Madrid, no primeiro mandato, Florentino "puxou" Zidane, Ronaldo Nazário e Beckam,?não foram estas megaestrelas que "puxaram" Florentino (Figo, esse sim , "puxou" decisivamente por ele, dado ter sido a sua genial arma eleitoral). É evidente que todos os futebolistas do Madrid foram fundamentais para o sucesso desportivo do clube, mas na origem de todas as vitórias esteve a visão e o dedo operacional do Presidente. Convém notar que Florentino impulsionou o Real Madrid acima de rivais alemães, britânicos, franceses e italianos. A inserção do clube num país e numa economia abaixo da dos rivais, não impediu a liderança desportiva e económica do Real Madrid, projetando-o para além dos limites naturais do seu enquadramento.
Num Benfica que atualmente enfrenta desafios complexos nas vertentes desportiva e económico-financeira, o clube necessita de "encontrar" o seu Florentino Pérez.
Na primeira Liga espanhola, dos 20 Presidentes de clube, 80% são empresários ou gestores de topo, 10% são advogados e 10% ex-jogadores, como Ronaldo Nazário. Profissionalmente, Florentino Pérez é Presidente do grupo ACS, uma das maiores empresas espanholas (a 15a maior capitalização em Bolsa). Mas em Portugal, ao que parece, ter estado inserido numa área operacional do futebol, denota ser um CV suficiente para se chegar à Presidência nos três grandes.
Como o exemplo de Florentino atesta, o perfil de competências e a experiência empresarial, ao mais alto nível, são fatores decisivos para se obter sucesso numa indústria muito competitiva e complexa, como é o futebol. Como o é também, a aptidão para não se associar ou permitir "casos e casinhos", que retiram o foco do essencial e debilitam o clube. A prioridade crítica para o Benfica, é "descobrir" no seu seio, uma liderança capaz de empreender o que Florentino começou a realizar no Real Madrid há um quarto de século.
Para o Benfica, a questão é que o futuro Presidente (mais a sua equipa diretiva) não terão apenas de dirigir em função de como são hoje o futebol e o Benfica; terão de? dirigir em função de como será o futebol? e como deverá ser o Benfica no futuro.
Para o Benfica, o problema é que o futuro Presidente, não terá apenas de assegurar o que já se tem, terá de garantir o que ainda não se tem (a liderança incontestável no país, a relevância europeia e a sustentabilidade do modelo de gestão).
Para o Benfica, a disjuntiva eleitoral presidencial é esta: basta-nos alguém que faz o que é (ou foi) no futebol, ou queremos alguém com as competências empresariais e a experiência relevante que o capacitam para fazer o que é preciso ser feito no clube e no futebol?
É certo que o futuro Presidente do Benfica, não será melhor que os anteriores, apenas por ser diferente. Mas terá de ser diferente dos anteriores, para ser um Presidente melhor, aquele que o Benfica hoje precisa."

Terceiro Anel: Diário...

A revolução do futebol norueguês: o talento que emerge e a comparação com Portugal


"Nos últimos anos, o futebol nórdico tem dado que falar, e com razão. Os jogadores provenientes da Noruega, da Suécia e da Dinamarca têm brilhado em campeonatos internacionais e despertado o interesse dos grandes clubes europeus.
Mas o que estará a acontecer por estes lados que está a gerar tanto talento?
E, mais importante, o que podemos aprender com isso quando olhamos para o panorama do futebol em Portugal, onde o jogador nacional parece cada vez mais relegado para segundo e terceiro plano?
Falo com conhecimento de causa. Em 2004, tornei-me, tanto quanto sei, o primeiro jogador português a atuar na Primeira Liga da Noruega. Depois de uma formação nas escolas do União de Tomar e do Benfica, cheguei à Noruega com a ideia de ficar dois ou três anos, talvez usar o país como trampolim para outro destino. Mas algo extraordinário aconteceu: encontrei condições que nunca tinha visto em Portugal. Estabilidade financeira, boas condições de trabalho, um ambiente de respeito e seriedade. Nunca, em todos os anos que joguei na Noruega, tive um salário em atraso — e, por vezes, o dinheiro já estava na conta dias antes do esperado. Em contraste, o que via em Portugal eram promessas por cumprir e incerteza constante, especialmente para aqueles que não jogavam nos grandes clubes.
A Noruega, como outros países escandinavos, começou a transformar-se. Hoje, os relvados sintéticos e os campos aquecidos permitem treinar e jogar durante todo o ano, algo impensável em climas mais duros. Mas mais do que isso, o investimento nos jovens jogadores tem sido notável. Muitos dos atletas que agora despontam vêm de famílias com tradições desportivas, e os clubes, quer na Primeira quer na Segunda Liga, têm apostado fortemente nas suas academias e programas de formação. Este é o verdadeiro segredo do sucesso: formar, apostar e dar espaço ao talento nacional para crescer.
E é aqui, neste último ponto, que surge a comparação inevitável com Portugal. De acordo com os dados do Transfermarkt, apenas 38% dos jogadores da Primeira Liga em Portugal são portugueses. Na Noruega, esse número é de 71%. Se olharmos para a Segunda Liga, a diferença é ainda mais clara: 47% dos jogadores são portugueses, enquanto, na Noruega, 76% dos atletas vêm de casa. O caso do FC Porto é ilustrativo. Com apenas 42% de jogadores nacionais no plantel, perdem por larga margem para o Bodo/Glimt, cujo plantel é composto por 73% de jogadores noruegueses. E como sabemos, o tal desconhecido Bodo/Glimt venceu o poderoso FC Porto, por 3-2, na Liga Europa há algumas semanas.
Se olharmos para a posição de guarda-redes, a situação é ainda mais alarmante: na Primeira Liga portuguesa, apenas três dos 18 clubes têm um guarda-redes titular português. Na Noruega, oito dos 16 clubes têm um guarda-redes nacional. Estes números são reveladores e preocupantes para o futuro do futebol português.
Então, o que se passa em Portugal?
Porque é que o jogador nacional tem tantas dificuldades em afirmar-se, mesmo nas equipas do seu país?
Algumas das respostas, infelizmente, estão nas decisões dos clubes e no controlo que empresários e dirigentes exercem sobre o futebol. As portas para os jovens talentos portugueses estão cada vez mais fechadas. Enquanto, na Noruega, um jovem jogador tem hipóteses reais de chegar à Primeira Liga e de lá saltar para um campeonato mais competitivo, em Portugal a história é diferente. O futuro do jogador português em Portugal há muito que está ameaçado. Incrivelmente, ainda vão surgindo talentos, mas para muitos a realidade passa pela Liga 3, pela emigração ou, pior ainda, por abandonar o futebol.
Sim, poderia mencionar as equipas B (tive a honra de fazer parte da primeira equipa B do Benfica) e do campeonato revelação sub-23, que têm sido usados como uma camuflagem para uma aparente aposta nos jovens portugueses. Mas, na prática, vejo esse campeonato como um espaço que apenas adia o inevitável: muitos acabam na Liga 3, a emigrar, ou, tristemente, a abandonar o futebol. Apesar de tudo, ainda vemos surgir talentos incríveis, mas, para a grande maioria, o caminho é mesmo esse — futuro incerto, longe dos holofotes, ou longe de casa.
Esta é uma realidade que deveria alarmar todos os que realmente se preocupam com o futebol português. Enquanto os países nórdicos investem nos seus, criando condições para que o talento floresça, em Portugal continuamos a assobiar para o lado. A aposta no jogador português está a perder força, e isso não só compromete o futuro das nossas seleções, como também empobrece o espetáculo e a identidade dos clubes portugueses.
Está na altura de se refletir sobre o caminho que se está a seguir em Portugal. O futebol português precisa de uma revolução semelhante à nórdica. Não se pode continuar a ser refém de interesses financeiros que colocam o talento nacional em segundo e terceiro plano. Só assim se conseguirá assegurar que o futuro do futebol português esteja nas mãos de quem tem paixão e competência para o levar mais longe antes que seja tarde de mais."

Dez, o número do Olimpo


"Nunca consegui compreender porque um português, por sê-lo, 'não pode' gostar de Lionel Messi, do mesmo modo que será pecado um argentino admirar Cristiano Ronaldo

A história começou muito cedo, nas ruas de Rosário, a cidade mais futebolística da Argentina. A rivalidade imensa entre Newell’s Old Boys e Rosário Central estimula ao jogo, à paixão, à devoção pelos ídolos.
O predestinado começou a jogar no Grandoli, mas foi no Newell’s que cresceu e se fez futebolista. Um pé esquerdo despistado ainda criança levou-o aos testes e à garantia de que algo muito especial estaria a nascer para alguém, também, muito especial.
Nos últimos vinte anos foi escrita uma página única e dourada na história do futebol. É importante, quando dela falamos, que sempre tenhamos memória, e que, nunca encadeados por números, recordes ou estatísticas, percebamos que o futebol nasceu há século e meio e perdurará para além da nossa visita ao planeta Terra.
Então, o que fica? Certamente a magia dos eleitos, os momentos únicos de uma jogada, de uma celebração, de uma osmose perfeita entre todos os que pertencem à tribo do futebol.
Lionel Andrés Messi é um deles, dos eleitos. Porventura um dos três Deuses do Olimpo, que sobressaem a um amplo conjunto de grandes jogadores, cada qual com as suas caraterísticas, o seu tempo, o seu modo e a sua performance.
Messi completa 20 anos ao serviço de equipas principais, depois da aventura ter justamente começado no Grandoli (durante três anos), continuado no seu La Lepra (o estranho nickname do Newell’s Old Boys), e prosseguido, já na Europa, nas segunda e terceira equipas do Barcelona.
Talvez fosse necessário, para atingir o patamar dos deuses inquestionáveis, ganhar um Campeonato do Mundo. Muitos dos seus seguidores tinham esse desígnio como determinante, e o próprio Leo, em surdina, sabia que só levantando a Copa numa final de Mundial poderia, finalmente, garantir o passaporte para o pequeno grupo de lendas do jogo, até aí integrado apenas por Edson Arantes do Nascimento e por Diego Armando Maradona.
Não que a coroação como campeão do Mundo seja o elemento estruturante da carreira de um futebolista. Jamais o será. Mas é, na escala de um conjunto de jogadores verdadeiramente fenomenais, o que pode distinguir ainda mais, o que pode imortalizar o génio, o talento, a magnanimidade de um profissional.
As letras com que Messi foi escrevendo a sua história remontam à primeira grande conquista, o Mundial de sub-20, na Holanda, em 2005. A sua prevalência na jovem seleção celeste era reforçada pela súbita ascensão no Barcelona, de pedra e cal titular e cada vez mais decisivo no princípio do tiki-taka catalão, talvez mesmo elemento basilar desse estilo de jogo de filigrana, de passes curtos e médios, de progressão em posse, deixando para o talento individual a precisão de um último passe ou a decisão de uma jogada.
Cresceram os dois com o tempo e o espaço. Messi e o Barcelona, Barcelona e Messi, como se de uma aliança de sangue se tratasse, tão preciosa como sinapses que tudo ligavam e que a tudo davam sentido.
Alicerçado num dos combinados mais competitivos da América do Sul (e nem todos os predestinados têm a sorte de nascer em países que sempre lutam por títulos, que sempre renovam gerações ganhadoras), Messi venceu tudo o que podia, coletivamente, com a sua seleção, porque ao título de sub-20 sucedeu-se a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a Copa América por duas vezes (no Brasil, em 2021, e nos Estados Unidos, este ano, com três finais entretanto perdidas), e o Mundial de 2022, no Qatar (depois da final de 2014, no Brasil, em que a Argentina foi derrotada pela Alemanha).
A história dourada de um dos melhores de sempre tem ainda mais valor pelo enquadramento no espaço e no tempo de outro gigante dos relvados, Cristiano Ronaldo.
Honestamente, nunca consegui compreender porque um português, por sê-lo, não pode gostar de Messi, do mesmo modo que será pecado um argentino admirar Ronaldo.
Qualquer um dos dois vê o seu percurso valorizado pelo rival, sendo que, muito diferentes nas suas caraterísticas, no seu jogo, no seu posicionamento social, contribuem decisivamente para que o engajamento do adepto do Planeta Futebol seja cada vez maior, considerando o mediatismo de cada qual e o imediatismo da comunicação e da interação em rede(s), que, evidentemente, potenciam a transversalidade das mensagens das figuras universais do jogo.
Este é um texto para celebrar o futebol. E, neste caso, fazendo-o através dos vinte anos de Lionel Messi ao mais alto nível competitivo, também o escrevo retendo o exemplo que a sua carreira representa para quem gosta do jogo.
A qualidade técnica única, a capacidade de encantar num metro quadrado de relva, a imprevisibilidade do génio no momento da decisão, a rapidez de raciocínio que integra o talento individual na perceção coletiva, sempre considerando que a soma das capacidades de cada um nunca será tão determinante como o valor global do conjunto.
Afinal, teoremas básicos do futebol, ideias simples de um jogo também simples, que a magia ajuda a tornar encantador, combinando com pés de veludo a paixão e a razão, a sensibilidade e o suor, o perfume e o esplendor.
Dez, o número do Olimpo.

Cartão vermelho
O jogador não é convocado para a sua seleção por estar lesionado e, portanto, a cumprir um plano específico de recuperação determinado pelo departamento clínico do seu clube. Nas datas do jogo da seleção mete-se num avião privado, viaja uma hora e meia, janta num hotel de luxo, avança disfarçado para uma discoteca, é fotografado por um paparazzo.
Na ressaca da noite, impende sobre ele uma acusação de violação, sendo que as primeiras explicações da sua advogada são, por tão inconsistentes, pouco esclarecedoras.
Mbappé, será que ainda vais a tempo de ter juízo?…

Cartão amarelo
A suspeita que paira sobre o Benfica, a sua estrutura e alguns dos seus atuais e anteriores dirigentes é absolutamente proporcional à dimensão do clube. Independentemente do prosseguimento de todos os trâmites jurídicos, e do facto de ter de imperar, em qualquer circunstância, o primado in dubio pro reo, o desgaste da imagem interna e externa do clube da Luz é inegável e pode, se não acautelado atempadamente, produzir consequências inimagináveis do ponto de vista financeiro e social (para não falar, claro, das potenciais implicações desportivas).
O Benfica tem alguns acordos muito rentáveis para o clube (Emirates e Adidas à cabeça), prevê, no seu plano a médio prazo, a negociação do naming do estádio da Luz e é uma das referências de estabilidade desportiva no âmbito do cumprimento do Fair Play financeiro da UEFA.
Motivos e elementos suficientes para um cuidado especial na gestão da imagem e na blindagem da equipa de futebol profissional em relação à forte ondulação atual e, sobretudo, futura."

A 'seleção brasileirona'


"O que faltava ao argentino Lionel Messi, como ao brasileiro Vinícius Júnior agora, era entrosamento e uma equipa construída, com paciência e sabedoria, em torno dele

«Há tempos que venho defendendo que deveria convocar-se uma seleção brasileira só com jogadores que disputam o Brasileirão, por esses dias eu estive com o presidente da CBF lá em Brasília e eu falei isso mesmo para ele», disse um adepto do Brasil nos últimos dias.
O adepto, mesmo que no caso se chame Luís Inácio Lula da Silva e seja o presidente da República, não passa, porém, disso mesmo: é um adepto que, como todos os adeptos de clubes e seleções, pode dizer o que quiser mesmo que esteja errado.
Ou erradíssimo, como é o caso.
Em primeiro lugar porque parte do princípio, meio infantil, que só quem mora no país tem capacidade para «sentir a seleção» e ter «amor à camisola» — como emigrado há 14 anos, não podia estar mais em desacordo: acho até que é mais ao contrário.
Aliás, as análises no futebol devem ser cada vez mais feitas com base em dados concretos, tangíveis e corpóreos como golos, assistências, remates, desarmes, defesas; e cada vez menos com recurso a sensações imateriais, especulativas e abstratas como o tal do «amor à camisola» ou da «garra» ou da «vontade». Ponham um perna de pau cheio de garra a marcar o Messi e verão quem ganha o duelo.
Por falar em Messi, ele, como Vinícius Júnior e os demais expatriados brasileiros agora, passou pelos mesmos ataques ao seu nível de compromisso na época das vacas magras da Argentina. E, por falar em Argentina, lembremos que no grupo campeão mundial em 2022 havia um em 26 jogadores a atuar no país, o suplente inutilizado Armani.
O que faltava a Messi, como a Vinícius Júnior agora, era entrosamento e uma equipa construída, com paciência e sabedoria, em torno dele.
O desabafo de Lula, como de tantos outros torcedores, surgiu numa altura em que o Brasil bateu o Chile com dois golos botafoguenses, de Igor Jesus (assistência do inglês Savinho) e Luiz Henrique (após passe do inglês Martinelli).
Mas Luiz Henrique, regressado ao Brasil em fevereiro, tornou-se em nove meses um patriota? No caso de Igor Jesus o parto foi ainda mais rápido: chegou a 20 de julho e já «sente a seleção»? E há muita gente, como Estêvão por exemplo, que, portanto, tem «amor à camisola» só até à próxima janela de mercado.
Aquilo a que Lula se referiu já foi abordado neste espaço quando se contou que um torcedor num boteco perguntou quem é esse «Gabriel Guimarães», confundindo Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães, dois jogadores de seleção com passagem efémera pelo futebol brasileiro. Mas de Igor Jesus, que só representara o Coritiba no Brasil, também pouca gente ouvira falar até há semanas.
Um dado concreto, tangível e corpóreo: nas eliminatórias para o Mundial-2026, dos 15 golos brasileiros, 12 foram marcados por exilados. E uma sensação imaterial, especulativa e abstrata: a seleção brasileira golearia a seleção brasileirona."

Dinheiro?!

BolaTV: Lado B #10 - Prestianni com Messi, a paternidade de Haaland e Verstappen em Portugal

sábado, 19 de outubro de 2024

Vitória em jornada 'trocada'!

Benfica 32 - 28 Avanca
14-12

Depois de alguns jogos com elevado ritmo, hoje, numa jornada 'trocada', com a partida a ser disputada em Avanca, com a habitual arbitragem Tuga, anti-Benfica, com constantes suspensões, fizemos uma exibição menos brilhante, mas vencemos, e apesar da diferença ter sido sempre aproximada, deu sempre a ideia que o jogo estava controlado!

Antevisão...

Hóquei em Patins: Campeões do Mundo...

Zero: Pizza!

Comunicado


"No âmbito da preparação da continuação da Assembleia Geral de revisão dos Estatutos do Sport Lisboa e Benfica, foram publicados no site do Clube, na área reservada, dois documentos cuja leitura e análise é importante para que os trabalhos decorram de acordo com o planeado:
(i) relação dos Artigos já aprovados na generalidade e na especialidade;
(ii) sistematização, tendo como base de análise a proposta de consenso já aprovada, das propostas que visam alterar artigos na especialidade.
Como se alcança pela leitura do último documento aqui referido, há propostas que não configuram alterações normativas, que não poderão ser votadas nesses termos – mas que se publicam, a bem do conhecimento integral do processo de alteração dos Estatutos.
Mais se informam os proponentes que poderão fazer chegar à Mesa da Assembleia Geral, até ao início dos trabalhos, por e-mail dirigido à Secretaria Geral, eventuais desistências das propostas apresentadas.
O presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Pereira da Costa"

Benfica: quando já só o futebol dá alguma esperança


"À Luz voltaram as nuvens carregadas de incerteza e os dias em que o clube é e continuará a ser falado pelas piores razões. Bruno Lage tem de resistir até a isso e alcançar o 'milagre'

Se há algo que o Benfica não precisava era de mais nuvens negras. O efeito Bruno Lage ainda se fazia sentir, sobretudo depois do regresso das grandes noites europeias à Luz com a subjugação do Atlético Madrid, e deixava cada vez maiores expetativas de retoma. Embora sem sinais de fragilização na vantagem e consistência dos rivais, a estabilidade era o mínimo dos mínimos que o técnico poderia pedir para atacar o que falta da temporada, desde logo um segundo ciclo que promete bastante elevado grau de dificuldade, e assim tentar assinar novo milagre. No entanto, isso talvez seja pedir demais. Não o milagre, mas a acalmia para trabalhar com serenidade.
Não sei se as ações dos acusados estão feridas ou não de ilegalidade e isso caberá aos tribunais decidir, penalizando quem tem de penalizar e/ou ilibando quem têm de ilibar, mas o nome do Benfica não deixará de andar novamente durante demasiado tempo e pelas piores razões nas bocas do mundo– como já aconteceu num passado recente e com óbvio prejuízo para os encarnados, na perspetiva do rendimento em campo –, o que irá mais uma vez criar um ambiente negativo em torno da equipa. Não tenho dúvidas de que os adeptos o esquecerão e se prepararam para, com entusiasmo, tentar de tudo para que se dissipe desde as bancadas, porém a boa-vontade poderá não ser suficiente.
No que diz respeito ao tema, digo o que sempre disse em relação a estes atores, principais e secundários, e a outros, de outras companhias, no passado: sempre houve proximidade a mais em vários momentos da nossa história (e, sim, não só da nossa) entre os diversos agentes, ou seja, dirigentes e quem detém o poder ou quem não o detém todavia pode ser influenciado. E isso, seja ilegal ou não, ou esteja apenas no limite do ético, colar-se-á à pele dos intervenientes durante tempo a mais. No caso, vai entranhar-se nas paredes do próprio clube. Tal como o Apito Dourado está longe de ter ficado bem resolvido na consciência coletiva do futebol português, também toupeiras e emails mancham o nosso desporto. E, mais uma vez, reforço: para isso não é preciso haver crimes e culpados, basta que se tente manipular algo a que não se tem direito. Isso diz muito da cultura desportiva que temos. Ou, melhor, que não temos.

Encontrar o melhor Pavlidis no Benfica
É com este ambiente difícil à sua volta que Bruno Lage vai ter de consolidar o que andou a trabalhar com os que ficaram, absorvendo, obviamente, o moral acumulado por alguns dos que viajaram, nomeadamente Pavlidis, que chegará naturalmente muito mais confiante do que quando partiu. Não é que a sua qualidade estivesse em algum momento em causa ou que não estivesse a contribuir de outras formas, todavia o que conseguiu sobretudo diante da Inglaterra em Wembley reforça o status quo no regresso a Lisboa. Talvez um dos objetivos mais imediatos do treinador seja ter este Pavlidis ao seu serviço, de vermelho e branco vestido, sem apagar os restantes elementos à volta. Um caminho que passará sempre pelo processo coletivo.
Na verdade, a ligação ao goleador tem sido um dos problemas dos dois processos que o tiveram na Luz, o de Schmidt e, agora, o de Lage. O grego está sempre demasiado apertado e isolado na área, tanto que precisa escapar várias vezes para conseguir respirar, e nem a ambição de Akturkoglu ao querer estar também em zonas de finalização tem conseguido libertá-lo na totalidade. O ataque do Benfica, e parece paradoxal dizê-lo, carece de unidades ofensivas. Melhor, necessita de profundidade nos seus elementos mais adiantados para abrir espaços (e oportunidades) para o seu ponta de lança.

Ajustar o momento de pressão
Claro que não será só por aqui. Os encarnados continuam com dificuldades na transição defensiva e o puzzle parece ainda sem solução visível. E não se tratará de nomes, uma vez que já inclui a ética de trabalho de Akturkoglu, a capacidade mais pressionante de Pavlidis e ainda Aursnes na distribuição de tarefas e espaços a meio-campo, além de o norueguês ficar ainda atento ao desligar de Di María. Não há nesse aspeto mais a fazer. Trata-se talvez de acertar os tempos, os gatilhos, a proximidade entre blocos e até, talvez, o local a partir da qual a equipa deve esperar o rival e saber de um momento para o outro mudar de estratégia. Até para isso terá servido o Atlético Madrid, embora haja muitos poucos da sua igualha na liga portuguesa e que, naturalmente, obriguem as águias a recuar.

Dar espaço na equipa a Tomás Araújo
Há ainda dúvidas atrás. Não acho, no entanto, que Roberto Martínez tenha complicado a vida a Bruno Lage. Ele próprio já terá pensado inúmeras vezes em quem deve jogar a central. Aqui também a tomada de decisão não é fácil: existe o critério de Tomás Araújo no passe e a sua velocidade para controlar a profundidade, há a maior fisicalidade de um António Silva um pouco mais confiante e que lhe garante talvez maior eficácia nos duelos (e, não menos importante, ser um ativo que não deve ser desvalorizado tendo em conta a política desportiva) e ainda a experiência e a irredutibilidade de Otamendi, embora nem sempre com a dosagem certa. Lage parece querer levar mais longe do que o seu antecessor a aposta no menos habitual dos três e isso revela alguma coragem, embora para mim não seja claro há muito que António Silva deva ser o preterido. Não deixa é de ser verdade que se trata de boa dor de cabeça.
A maior conquista até agora do técnico, além da óbvia atenção dada ao corredor interior direito, onde pisa Di María, e que prova o cuidado que teve com um problema mais do que evidente, há o renascimento de um Carreras que não deixou de um momento para o outro de necessitar de trabalho – e talvez aí Lage seja muito mais a pessoa certa do que Schmidt –, mas que parece sobretudo outro jogador.
Primeiro com os resultados e depois com as exibições, também as bancadas voltaram a sorrir e este segundo casamento parecia tão perfeito e cheio de promessas eternas quanto o futebol pode alguma vez permitir. No entanto, é impossível isolar os bons sinais do que se passa à volta. Onde antes havia falta de liderança ou liderança fragilizada está também agora a negridão da incerteza à volta."

Um único!

Até este!

O Essencial Sobre O Processo Dos Emails


"Programa "Clássicos"

Este video foi montado a partir de pequenas passagens retiradas do programa "Clássico", do canal V+, na passada 3a feira à noite.
Entretanto, porque o programa teve lugar muito em cima das notícias que saíram sobre o processo, outros pontos podiam ter sido alegados em defesa da posição do Benfica.
Penso que vale a pena ir à box, ou a outras plataformas, para ver o programa completo, incluindo o contraditório dos meus colegas de painel."

Quem beneficia, com quem?!

Jogada de antecipação!!!

Colaboradores?!

Pagar para ser prejudicado?!

Ao serviço...

Recordando!


""Estamos a entrar no terceiro mês de salários em atraso. A última vez que recebemos foi em dezembro de 2019. Em 2020 ainda não recebemos um único salário.
Em fevereiro começámos a protestar, tentámos falar com a direção e dissemos que íamos fazer greve aos treinos e aos jogos, tentámos marcar posição… era uma situação muito grave, inadmissível. Na semana seguinte, um jornal escreveu que não tínhamos recebido por causa do Covid-19".
Quentin Beunardeau, ex-jogador Desp. Aves"

Avivar a memória!


"Só para lembrar os mais distraídos que no processo dos emails, os únicos condenados até ao presente, são:
✅ Francisco J. Marques
1 ano e 10 meses prisão (pena suspensa);
✅ Diogo Faria
9 meses de prisão (pena suspensa);
✅ FC Porto
Pagamento de indemnização de 2,5 milhões de euros (pena reduzida a 1 milhão de euros). Tudo o resto é ruído para entreter!
Boa noite..."

Terceiro Anel: Lanterna Vermelha - S01 - R/16: 2/8 - Ricardo Cataluna VS João Almeida!!

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - "Sporting só não passa se for muito incompetente"

Zero: Tema do Dia - Quem é o favorito a vencer o Golden Boy 2024?

Observador: Três Toques - Mente sã, corpo são

ESPN: Futebol no Mundo #390 - Brasil se recupera, Inglaterra escolhe Tuchel e Messi dá show

À justiça que é da Justiça, a Telma o que é de Telma


"A impunidade ou a noção que desta possa prevalecer, não deve imperar, sob pena de o desporto, e em especial o futebol, ser visto comumente pela sociedade como um Estado dentro do Estado de Direito; Telma Monteiro é - em breve dir-se-á, que foi - uma desportista de uma categoria muito acima da que é efetivamente a sua (-57 kg).

Só há verdade e fair-play em qualquer desporto se não persistir a mínima suspeita do contrário. Quando a ilegalidade é passível de implicar ação da justiça criminal, os órgãos que a assistem deverão intervir, acusando e julgando soberanamente. Os da justiça desportiva igualmente.
A impunidade ou a noção que desta possa prevalecer, não deve imperar, sob pena de o desporto, e em especial o futebol, ser visto comumente pela sociedade como um Estado dentro do Estado de Direito. Um Estado pérfido e podre. O desporto não se compadece com a suspeição, muito menos com impunidade. Consolidem-se os processos (judiciais) e julguem-se os acusados, havendo fundamentos.
Do julgamento resultarão culpados e/ou inocentes, e não antes e na praça pública. O veredicto logo se saberá, como prova de bom funcionamento da Justiça. Incluindo a desportiva. E que ambas, as justiças, sejam céleres, porque, se justas, não haverá, nem nunca poderá haver, réstia de dúvida.
Telma Monteiro anunciou fim o fim do seu ciclo olímpico. Entenda-se, não competirá mais por estar em Jogos Olímpicos. Pelas suas palavras, antevê-se, para breve, igualmente, o fim da carreira de judoca, a retirada do profissionalismo de um ícone do desporto português.
Telma Monteiro, antes e depois da medalha de bronze no Rio-2016, que a elevou ao galarim, foi e é um exemplo de robustez, força e de genica, sobredimensionadas num corpo tão compacto (1,59 m de altura). E também de um misto de alegria, plasmada na jovialidade do sorriso fácil, e de compenetração, inabalável, a sua imagem de marca em combate.
Juntou-lhes talento inato e trabalho, muito, indispensáveis aos melhores, mas acima de tudo imprescindíveis a quem vence. Telma deixa um legado no judo português e no desporto nacional difícil de colmatar, ainda que esta modalidade seja atualmente uma das mais prolíferas em talentos e resultados.
Telma Monteiro é - em breve dir-se-á, que foi - uma desportista de uma categoria muito acima da que é efetivamente a sua (-57 kg)."

Começar tarde e sem brilho


"Houve a preocupação de celebrar a 3.ª jornada da Liga Betclic como da primeira se tratasse para atrair e agradar os fãs e quem está disposto a investir na modalidade? Nada! Tudo vai arrancar como se o campeonato decorresse há três semanas.

Em julho, poucos dias depois de se terem realizado os sorteios para a Liga Betclic 2024/25, masculina e feminina, escrevi que ficara surpreendido como é que havendo um clube, o Benfica (mas poderia ser outro), que até havia conquistado ambos os campeonatos na temporada anterior, e o dos homens apenas pela oitava vez na história da modalidade existiu um tricampeão, não se aproveitava a oportunidade para assinalar, na Luz, o arranque da competição com uma celebração conjunta, no mesmo dia ou fim de semana? Afinal, as duas provas estavam marcadas para a mesma data.
Mesmo com a sorte a determinar que, na jornada inaugural, a formação masculina das águias teria de ir à Madeira, porque não trocar a ordem e seria o Galomar a viajar até Lisboa para que, em conjunto, federação e Benfica, organizassem uma cerimónia?
À imagem daquilo que Neemias Queta irá viver terça-feira com os Boston Celtics no TD Garden, e que algumas ligas europeias de sucesso também já adotaram com êxito. A entrega dos anéis de campeão até poderia ser dispensada em Portugal.
Nessa altura, já sabia que o Benfica até ficara satisfeito por ir logo à Madeira. Assim, era menos uma viagem com que teria de se preocupar durante o resto da fase regular.
O verão passou e, bem antes da questão da inscrição dos jogadores extracomunitários se ter tornado num real problema que atrasou o arranque da Liga masculina, confirmou-se que ninguém estava interessado em qualquer comemoração e honras a campeões.
Com alguns campeonatos de outras modalidades já a decorrerem e outras a começarem no mesmo fim de semana, acharam, certamente, que não valia a pena um esforço extra — mas que devia ser comercialmente estratégico — de atrair e agradar a adeptos e patrocinadores. Isto quando se chora, permanentemente, e se bate com a mão no peito devido às suas ausências.
Entretanto, como todos sabem, o início da Liga masculina foi atrasado em duas semanas por a maioria dos clubes, que se uniram como poucas vezes o fazem, não terem conseguido regularizar atempadamente a inscrição de muitos dos seus americanos. Os quais representam mais de metade dos basquetebolistas estrangeiros a jogar na Liga.
Significa isto que, durante duas jornadas, poderiam ter sido mais mas a reunião da passada terça-feira entre clubes e FPB, assim como a alteração do documento com que os primeiros se tinham de comprometer resolveu a questão, o principal basquetebol nacional não existiu. Certamente as outras modalidades coletivas agradeceram.
Adeptos e patrocinadores, da Liga e das equipas, viram as respetivas expectativas adiadas. Houve a preocupação de celebrar a 3.ª jornada da Liga Betclic como da primeira se tratasse para atrair e agradar os fãs e quem está disposto a investir na modalidade? Nada! Tudo vai arrancar como se o campeonato decorresse há três semanas.
A única esperança é que os seis clubes que jogam em casa na 3.ª jornada — FC Porto, Galomar, Ovarense, Imortal, Queluz e Esgueira — de alguma forma tenham preparado algo para assinalar a data e atrair adeptos. No entanto, temo que a maioria se limite a permitir que a bola ao ar aconteça sem festa e cerimónia de honra.
Depois, não se admirem e se venham queixar que não conseguem ter mais público a encher as bancadas e a acompanhar na televisão."

Rabona: Napoli...

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Valeu pela qualificação...

Benfica 2 - 3 Leuven
27-25, 27-29, 20-25, 25-21, 11-15


Depois da vitória na Bélgica(0-3), só precisávamos de vencer 2 Set's, mas mesmo assim, a coisa esteve 'preta'!

Não estamos a jogar bem, e com a lesão do Pablo as coisas não melhoraram!!! O Nivaldo tem um enorme potencial, mas ainda não está integrado, principalmente na defesa. O Pablo na 1.ª época também parecia algo perdido, o Cubano neste momento está num patamar parecido!

Uma nota para os miúdos: entraram bem... Leitão e Natário!

Em condições normais seriamos favoritos com os Eslovenos na próxima ronda, mas a jogar assim, não sei...

Festival de desperdício...

Blackburn 1 - 1 Benfica
Farias


Mais um empate, após mais um festival de desperdício, tal como no 1.º jogo! Hoje até desperdiçamos um penalty... sendo que o Hugo Félix, nestes dois jogos, falhou quase uma dezena de golos feitos!!!

Uma nota para o regresso do Francisco Neto, após muitos meses de fora, após uma lesão grave!

Derrota na Turquia...

Besiktas 90 - 55 Benfica
20-11, 30-14, 25-22, 15-8

Não sei se foram as viagens, ou as ausências (Artemis, Sidney...), mas a equipa jogou mal e pareceu-me sem energia, independentemente do facto do adversário ser melhor... Com 3/20 nos 3 pontos, é impossível ganhar!

BI: Antevisão - Pevidém...

Um camisola dez rececionista e a videochamada com Messi: eis o Pevidém antes do Benfica

Rui Costa ilibado é trunfo para Adidas e Emirates…


"Com o clube sob fogo de chumbo grosso — e não é de prever rápida sentença para este processo — ou os benfiquistas se unem em nome de um bem maior, ou terão vida ainda mais difícil…

O Benfica, num primeiro momento, reagiu à acusação do Ministério Público, que, grosso modo, pede a suspensão do clube das competições profissionais de futebol, por um prazo de seis meses a três anos, com uma comunicação obrigatória à CMVM. Seguir-se-ão muitos outros passos, a começar pelo pedido, por parte dos advogados dos encarnados, de abertura de instrução, e a Justiça seguirá o seu caminho, com os seus tempos próprios, como cumpre num Estado de Direito.
No que respeita ao processo — neste como nos que já correram, com este ou outros clubes, recorde-se — muito será especulado, debatido, exaustivamente esmiuçado, com muito fumo e pouco fogo, mais parra que uva, mais ruído que substância. Será um debate absolutamente estéril do ponto de vista jurídico, que terá, porém, o condão de manter a atenção da opinião pública focada no assunto, servindo, por isso, um determinado propósito.
Não darei, como não dei noutros casos, com outras cores, para esse peditório, preferindo aguardar pelo resultado do caminho que a Justiça irá fazer, lembrando apenas que a procissão ainda está no adro. Acredito na Justiça e nas suas várias instâncias, verbero, é certo, a lentidão com que alguns processos são tratados, que levam a indesculpáveis prescrições, mas prefiro esperar pelo trânsito em julgado para perceber se há inocentes ou culpados.
Porém, há uma guerra em que o Benfica se encontra em tremenda desvantagem, dê o que der este processo: a da imagem. Estando nós perante uma matéria que deverá arrastar-se por um tempo razoável, está na rua, ao alcance de todos, através das redes sociais e em alguma opinião publicada ou falada, uma arma de arremesso temível, que não deixará de abalar a credibilidade do clube, dentro e fora de portas. Dessa batalha comunicacional que já está em marcha, desigual, porque no tribunal da opinião pública não é preciso fazer prova, nem há instâncias de recurso, o Benfica deve alinhar, desde já, uma estratégia de contenção de danos, jogando os trunfos que tem. E quais são esses trunfos? O primeiro e mais forte, o facto de «nenhum outro dos anteriores ou atuais membros do Conselho de Administração da Sociedade, incluindo o seu Presidente, ter sido acusado no âmbito deste processo.» O facto de o Ministério Público ter, expressamente, tirado Rui Costa deste filme, é uma carta que o Benfica precisa de usar, não só junto dos sócios, seguramente perplexos com o que está a acontecer, mas também — e não se trata de coisa menor — na interlocução com os patrocinadores, nomeadamente a Adidas e Emirates, dois pilares do clube.
Mas há outro ponto fundamental, que o emblema da Luz — e aqui refiro-me aos membros dos Órgãos Sociais e aos movimentos organizados que têm mostrado o seu desagrado pelo rumo que o clube tem levado — deve observar, e que está inscrito como lema, desde 1904: «E Pluribus Unum», de todos, um. Nesta fase em que o Benfica está, ninguém duvide, debaixo de fogo pesado, se não se mantiver blindado aos ataques, corre o risco de, um dia destes, precisar de ser Fénix. E isto também é válido para os processos que se seguirem, caso venham a existir…"

Roberto Martínez arranjou um grande problema a Bruno Lage


"Selecionador parece estar na mesma situação do treinador do Benfica. Só tem um central titular e o suplente dos encarnados, António Silva, jogou os 90 minutos na Escócia…

Bruno Lage tem um problema para resolver no Benfica. Depois de, num ápice, ter corrigido muitos dos erros cometidos por Roger Schmidt — definiu de imediato a ideia de jogo e encontrou rapidamente um onze-base —, o treinador só tem agora uma dúvida: Tomás Araújo ou António Silva. E a ordem não é inocente.
Tomás Araújo está à frente de António Silva e não foi, claro, por acaso que foi o titular nos dois últimos jogos dos encarnados, o que terminou com fantástica goleada por 4-0 sobre o Atlético Madrid e o que mal começou, com o Nacional.
Pelo meio do nevoeiro, houve um interregno nas competições internas e Bruno Lage perdeu três centrais para as seleções. Otamendi rumou à Argentina, António Silva à Seleção Nacional e Tomás Araújo também foi chamado por Roberto Martínez, depois de inicialmente convocado para os sub-21 — substituiu o lesionado Gonçalo Inácio. E aqui considero que o selecionador nacional arranjou um grande problema a Bruno Lage.
Não com a chamada de Tomás Araújo, que até acaba por justificar a preferência do treinador do Benfica, mas porque deu a titularidade a António Silva no jogo com a Escócia — Tomás Araújo acabou por ficar de fora dos eleitos para os dois compromissos da Liga das Nações, no primeiro por opção e no segundo devido a um traumatismo. Ou seja, de suplente no Benfica a titular da… Seleção.
Roberto Martínez parece estar na mesma situação de Bruno Lage. Só tem um central titular: Rúben Dias. Falta-lhe encontrar o sucessor de Pepe. Com Danilo, ao que parece, já fora das contas, há, para já…, três candidatos para o lugar: Gonçalo Inácio, Renato Veiga e António Silva. O sportinguista, pela lógica, seria o mais bem posicionado, até por ser esquerdino e o mais experiente, mas o espanhol parece não morrer de amores por ele, o que abre espaço a Renato Veiga e António Silva, curiosamente, ambos apostas iniciais nestes dois jogos da Seleção Nacional.
António Silva regressa assim à Luz como titular e — dúvidas quanto à condição física de Tomás Araújo à parte — diria que só não vai diretamente para o banco porque o próximo jogo é para a Taça de Portugal, com o Pevidém. Bruno Lage vai certamente gerir a equipa e Otamendi, que regressa da América do Sul, deve ser um dos que vai ficar de fora.
A seguir, com o Feyenoord, para a Liga dos Campeões, é que vão começar as complicações. Otamendi, que, curiosamente, esteve ausente na única derrota da época, em Famalicão, é o capitão e, neste momento, indiscutível, apesar dos 36 anos, tendo Bruno Lage de optar entre Tomás Araújo e António Silva. Ambos são jovens — 22 anos o primeiro, 20 o segundo — e com grande potencial. Não é por acaso que estão referenciados pelos grandes clubes e que valem milhões, mas a escolha vai valorizar um e desvalorizar outro. Inevitavelmente. Um grande problema para Bruno Lage, que tudo o que menos precisava nesta era ser gestor…"

Tão generosos que ligas e clubes são...


"Afinal, o Mundial de Clubes nem precisa de começar. Todos estão dispostos a pagar à FIFA, desde que não tenham de jogar com equipas da Nova Zelândia ou da Tunísia...

«Os objetivos que tem para o mundo do futebol também os temos nós. Não somos egoístas. Isto não se resolve com um Mundial de Clubes»
Javier Tebas, presidente da liga espanhola, em apelo a Gianni Infantino, homólogo da FIFA

Afinal, a FIFA pode estar descansada. Quer mais dinheiro para desenvolver o futebol mundial, mas não precisa de fazer mais competições por causa disso. Os grandes clubes e as grandes ligas vão, generosamente, entregar-lho, desde que não sejam obrigados a jogar com clubes da Nova Zelândia, da Tunísia ou dos Emirados Árabes Unidos. Isso é que não. Já têm jogos que chegue, e uma competição que se prolonga até 13 de julho não permite preparar convenientemente uma época com uma digressão aos Estados Unidos ou à China para jogarem uns contra os outros.
Javier Tebas, presidente da liga espanhola, garantiu isso mesmo a Gianni Infantino, homólogo da FIFA, enquanto apelava para acabar com o Mundial de Clubes antes sequer dele começar. E como não confiar no presidente da liga que tem os dois resistentes da Superliga, Real Madrid e Barcelona — alegadamente começa em setembro; vão jogar um contra o outro por esse mundo fora?
Queixava-se Tebas, há uns anos, que os clubes da Superliga queriam ficar a jogar sozinhos e que o facto de não terem de lutar para se apurarem para as provas da UEFA iria destruir as ligas nacionais, mesmo que nelas continuassem a competir. Mas a Superliga, pelo menos na versão 2.0, também prometeu criar um mecanismo para fazer chegar dinheiro a quem nela não participava, à semelhança do que faz a UEFA. Em que ficamos? Não chega então pagar para não jogar?"

5 minutos: Diário...

RND - Carrega...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Rodar jogadores na Taça? "Cuidado com as surpresas"

Zero: Tema do Dia - Será Thomas Tuchel selecionador para trazer títulos para Inglaterra?

Observador: Três Toques - Quem são os melhores treinadores do mundo?

Zero: Reactzz - S02E06 - Estamos como o tempo, uma confusão!!

Zero: Saudade - S03E06 - Quim Berto...

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Lanças...


História Agora


No Princípio Era a Bola - Um déjà vu do Euro 2024: Portugal e o contínuo problema em lidar com blocos baixos

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Experiência!!!


"Aqui A Bola esteve bem ao recorrer a um profissional do ramo (corrupção desportiva) para analisar a acusação do MP de Setúbal (sim, aquela comarca liderada pelo presidente da MAG do Sporting, logo alguém insuspeito no assunto) que recai sobre o Benfica e que não teve pejo em garantir que ali não há nada!
É alguém que sabe que se nem com provas documentadas de corrupção ativa, Cashball, Caso Cardinal, Jorge Gonçalves, houve sanções para o seu clube, quanto mais basear uma acusação num conjunto de extrapolações feitas a partir do produto de um roubo levado a cabo por um agente ao serviço da Santa aliança que entregou esse produto a Porto e Sporting!"

Aniversário...!!!

O melhor Messi numa Argentina com costela catalã


"Reação feroz à perda, ataques mais elaborados e papéis bem distribuídos e aceites, e no centro o melhor de sempre como catalisador de tudo. Vénia a Scaloni

Aos 37 anos, Messi assinou um hat trick e duas assistências na goleada da Argentina a uma Bolívia que parece em crise de abstinência sempre que não joga em altitude. Os adeptos e, sobretudo, jogadores e técnicos pouco se importaram com a dimensão do rival e recostaram-se, na realidade ou em sentido figurado, a apreciar o momento. Com tanto conquistado, a Pulga confessa que já só desfruta daqueles que serão os últimos momentos com a albiceleste e reconhece até «parvoíces de criança» no balneário.
O caminho foi longo e difícil até se tornar consensual. Houve momentos de burnout depois de vestir a exigente e pesada camisola da Argentina, que carregava um nome esmagador, também começado por M, e antes até surgiram dúvidas se deveria ser ele a usar a braçadeira, quando ainda era demasiado novo, sendo esta mais imposta pelo talento do que pela capacidade de liderança.
Criado na austeridade de La Masia, que professa o coletivismo como religião e dilui o conceito de estrela, pelo menos enquanto rock stars, Messi viveu quase sempre na sombra antes de assumir o seu papel em campo, onde dividiu responsabilidade com Xavi e Iniesta. Se antes se sentiu oprimido por ter de ser sempre ele a decidir por um país eternamente à espera de um Messias, ainda mais de quem tem cinco das sete letras possíveis, a conquista do título mundial, que pareceu escrita nas estrelas e no qual apareceu mais como catalisador do que decisor, reservou-lhe lugar como o maior da história. Mesmo um eterno Maradoniano como eu deve reconhecê-lo.
Por mais paradoxal que possa parecer, obter o máximo de Messi passou por rodeá-lo de um coletivo, tal como acontecia na Catalunha, que não só o protege ainda mais das contribuições defensivas como distribui as responsabilidades no ataque. Tal não quer dizer que tenham deixado de procurá-lo, porém passaram a fazê-lo no momento e nos locais mais apropriados, onde o seu génio, também mais maturado e menos explosivo, é aproveitado na plenitude.Todos sabem o seu papel, incluindo o melhor jogador, cada vez mais aglutinador. Scaloni (quem diria?) fez o que antes ninguém conseguiu e, por vezes, esta Argentina de ataques mais elaborados e rotações posicionais estabelece pontes temporais com esse Barça glorioso.
Hoje, a reverência é total. Os colegas esperam por si junto ao relvado para que os lidere. A união é absoluta e a Argentina é uma equipa europeia, quase catalã."

A Xana está viva!


"O dia em que o intratável Luís Enrique me emocionou ao falar sobre a morte da filha Xana... A minha faz hoje 22 anos...

Dizem que não existe dor maior do que perder um filho. Num documentário que estreou na Movistar+, Luis Enrique, treinador do PSG, foi questionado sobre essa dor. Que sentiu em 2019 quando perdeu a filha Xana, de 9 anos, vítima de osteossarcoma, uma forma de cancro dos ossos. A resposta do treinador espanhol começa com uma pergunta: considero-me um felizardo ou um desgraçado? «Um felizardo, muito felizardo», garantiu, num testemunho de 69 segundos que me emociona profundamente.
«A minha filha veio viver connosco nove maravilhosos anos. Guardamos milhares de memórias dela. Ela está viva, espiritualmente, todos os dias falamos dela, rimo-nos das coisas dela», conta Luis Enrique com uma dignidade e serenidade absolutamente desconcertantes. E termina com uma questão que me perturba: «Acredito que ela nos está a ver, logo, o que quero que a Xana pense sobre a forma como estamos a viver isto?»
Dou por mim a pensar que a dor gera ressentimento para depois dele se alimentar, num ciclo vicioso que, depois, se alimenta de nós, bloqueando a felicidade que devemos assumir como dever maior. Dou por mim a pensar que continuamos a preferir quantidade a qualidade, nove anos podem valer bem mais do que 3285 dias. Dou por mim a repetir Saramago, para quem, como já aqui escrevi, o contrário de viver é esquecer, não é morrer. Dou por mim a pensar se é dor maior perder um filho de nove preenchidos e felizes anos ou ter um filho de 40 anos, por exemplo, a quem um pai chama de estranho. Dou por mim a pensar que só o amor cura. Só o amor é vida.
Dou por mim a ler o poeta algarvio António Ramos Rosa, que faria precisamente hoje 100 anos:
«Ainda que a noite pese séculos sobre as costas
E a aurora indecisa demore
Mão posso adiar para outro século
A minha vida nem o meu amor
Nem o meu grito de libertação.
Não posso adiar o coração.»
Dou por mim a pensar que acusei Luis Enrique de arrogante quando, recentemente, destratou uma jornalista que lhe perguntou sobre o que pretendia com a tática usada no jogo pelo PSG e o treinador respondeu que não explicava porque a jornalista não iria entender. Afinal, qual o verdadeiro Luis Enrique? O arrogante e por vezes intratável ou o pai que me emociona profundamente? Ambos são verdadeiros, porque cada um de nós é anjo e diabo. Os melhores de nós são os que conseguem calar o segundo. Sabendo também que importante é perceber a diferença entre feitio e caráter.
Dou por mim a pensar que a minha filha faz hoje 22 anos. Sinto-me um felizardo. Só não consigo deixar de me sentir culpado por acreditar que tive mais sorte com a filha que tenho do que ela com o pai que tem. Amo-te Joana, perdoa-me as muitas vezes que não te disse que tenho muito orgulho na mulher que és.

PS – Dou por mim a pensar que tenho saudades de Mário Wilson. Faria hoje 95 anos. Fino trato, sentido de humor, muito humanismo. Deu-me entrevistas deliciosas, deu-me o privilégio de me achar piada e gostar de mim. Tudo o que fazia e dizia deixava no ar um cheiro intenso a perfume. Bem haja, Velho Capitão."