Últimas indefectivações

terça-feira, 23 de julho de 2024

Núm3r0s d4 S3m4n4


"7
Nos primeiros 2 jogos de pré-época 2024/25, foram 7 as estrelas absolutas pela equipa de honra do Benfica: André Gomes, Bajrami, Leandro Barreiro, Leandro Santos, Pavlidis, Pedro Santos e Tiago Parente;

8
Nos Campeonatos Nacionais de regatas em linha, foram 8 as medalhas para canoísta do Benfica: 6 de ouro (Fernando Pimenta, K1 1000 metros; João Ribeiro, K1 500 metros; Teresa Portela, K1 500 metros; Messias Baptista, K1 200 metros; João Ribeiro e Messias Baptista, K2 500 metros; Fernando Pimenta, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, K4 500 metros);

10
O Benfica venceu, pela 10.ª vez, a Taça de Portugal de hóquei em patins no feminino;

14
O Benfica é tetradecacampeão nacional de atletismo;

23
No conjunto das 5 modalidades de pavilhão, masculinos e femininos, o Benfica conquistou 22 títulos e troféus em 2023/24 (mais o oficioso Futsal Women's European Champions). Ou seja, ganhou quase 60% de todas as competências nacionais existentes, claramente acima de todos os outros clubes em conjunto;

28
O Benfica conquistou, em seniores, divisão cimeira, 28 Campeonatos Nacionais em 2023/24. Nos masculinos: atletismo (ar livre, pista coberta, corta-mato longo e curto, estrada, milha em estrada, estrada 5 Km), basquetebol, natação e voleibol. Nos femininos: futebol, andebol, aquatlo, atletismo em pista coberta, basquetebol, futsal, hóquei em patins, luta, minitrampolim, natação, marcha (10, 15 e 20 Km), polo aquático, râguebi (15 e Sevens). Mistos: judo, triatlo (estafetas);

42
Os nadadores benfiquistas ganharam 42 medalhas (22 de ouro) nos Campeonatos Nacionais de natação seniores, juniores e juvenis; em seniores foram 23 (9 de ouro, 13 de prata e 1 de bronze)."

João Tomaz, in O Benfica

Benfica: deixar Rui Costa no banco


"O Benfica que recomeçar do zero e esteve a trabalhar para Roger Schmidt que não se pode queixar

O Benfica quer fazer reset. Das palavras de Rui Costa às de Roger Schmidt entende-se que na Luz todos queiram deixar 2023/24 onde está: no passado. Não será bem assim na realidade, pois presidente e treinador não vão convencer toda a gente. Mas há coisas no discurso de Schmidt que vale a pena analisar. Por exemplo: o treinador falou com Toni, um homem que sabe tudo do Benfica. Do campo, do treino, do dirigismo. Se há personalidade que conhece o clube desde os anos 60, que conhece as histórias dentro da História, que celebrou com os adeptos e sofreu com eles, esse homem é António José da Conceição Oliveira. Não é à toa que lhe chamam Toni 'do Benfica'. Portanto, foi uma conversa entre um homem que sabia tudo do clube da Luz e outro que ainda anda a entendê-lo. Nesse aspeto, Toni é o professor perfeito.
Roger Schmidt admitiu, às páginas tantas. «Acho que para mim foi importante passar por esta situação, porque se se quer mesmo entender o Benfica há que passar pelos bons momentos, mas também pelos momentos mais difíceis.» Toni ensinar-lhe-ia isso em dois minutos com um episódio do passado... Ainda assim, as palavras de Schmidt dão a entender que o treinador aprendeu alguma coisa, nem que seja para, eventualmente, falar de um outro modo com os adeptos - o que não quer dizer que não tivesse a sua razão no final da época passada.
Este é um primeiro passo dos encarnados para reconectar Schmidt e adeptos. Apesar de serem os resultados, e a qualidade de futebol jogado, que vão fazer a diferença, é preciso abrir caminho à paz. Ou, pelo menos, dar o benefício da dúvida ao responsável técnico. Ora, o que sai das palavras de Roger Schmidt também é que já lhe deram qualquer coisa para 2024/25. Nas palavras do treinador, o Benfica foi ao mercado e bem. Claro que é cedo para perceber se Pavlidis, Leandro Barreiro ou Jan-Niklas Beste vão render na equipa, mas pelo menos as declarações do técnico vinculam-no às decisões tomadas até agora.
Pelo que disse a Toni, Roger Schmidt não se pode queixar. Pelo que lhe afirmou de Di María, que continuará de encarnado, muito menos. Cabe-lhe, agora, fazer a gestão do plantel à disposição. E, talvez, também aí tivesse alguma coisa a falar com Toni, que naquele 14 de maio de 1994, no José Alvalade, tomou uma decisão e deixou Rui Costa no banco."

El Mítico #96 - La importancia de la Salud Mental en el Deporte

Terceiro Anel: Diário...

A «regra do capitão»


"A «regra» passará a ser aplicada em Portugal a partir da próxima época, medida condizente com a que tomaram muitas outras federações e ligas internacionais

Tem sido assim designada a mais recente recomendação da UEFA, estreada oficialmente no último Campeonato da Europa, que decorreu na Alemanha: a «regra do capitão».
A sua definição é simples de entender na prática: só o capitão de equipa está autorizado a dirigir-se ao árbitro para lhe solicitar esclarecimentos sobre algumas decisões tomados no decurso do jogo. Por outro lado, o árbitro está autorizado a concedê-los (não confundir explicar com justificar), se a abordagem daquele for respeitosa/educada e o momento o justificar.
Soubemos por estes dias que a «regra» passará a ser aplicada em Portugal a partir da próxima época, medida condizente com a que tomaram muitas outras federações e ligas internacionais (será também assim nas competições europeias a partir de 2024/25).
Hoje gostava de tentar esclarecer de onde nasceu a ideia e qual o objetivo que pretende prosseguir.
Em 2016, numa entrevista à BBC, Van Basten (então Chefe do Desenvolvimento Técnico da FIFA) dizia que era necessário fazer algo para proteger os árbitros de protestos intimidatórios promovidos por alguns jogadores. É que, apesar do que dispõe a lei 5: «As decisões dos árbitros são tomadas de acordo com as leis e espírito do jogo (...) e devem ser respeitadas a todo o tempo», esse tipo de contestação tem aumentado exponencialmente nos últimos tempos, contribuindo para um clima crescente de intolerância dentro e fora das quatro linhas.
Foi exatamente para tentar travar essa tendência que o IFAB aprovou um período de testes com protocolo bem definido, a que chamou de «zona de acesso exclusivo do capitão em redor do árbitro». O ensaio funcionava mais ou menos assim: o árbitro iniciava o processo com o apito, permitindo a proximidade do respetivo capitão em lances determinantes do jogo; a indicação pública de que iria haver essa explicação seria dada quando o árbitro erguia os dois braços sobre a cabeça e cruzava os punhos; o passo seguinte seria esticar os dois braços para a frente, na horizontal, com as palmas das mãos abertas, definindo uma espécie de zona de segurança, que nenhum outro jogador poderia violar; a zona exclusiva do capitão tinha um raio definido de 4 metros (quem não o respeitasse, seria de imediato advertido); se vários jogadores violassem esse espaço, seria exibido o cartão amarelo ao primeiro ou ao que manifestasse de forma mais ativa ou efusiva; terminada a conversa, o árbitro recomeçaria a partida em conformidade. Conforme referido, o teste só foi aceite em provas não profissionais, com o compromisso assumido pelos respetivos organizadores de que o protocolo seria cumprido integralmente.
A evolução da ideia veio a culminar naquilo que hoje chamamos de «regra do capitão».
É importante perceber que o caráter sancionatório que a medida agora sugere (para quem não o respeite, haverá sempre punição disciplinar) só acontece depois de muitas tentativas de sensibilização ao longo do tempo, no sentido de todos respeitarem as decisões das equipas de arbitragem."

ESPN: Futebol no Mundo #363 - o que esperar de Endrick no Real Madrid?

Mística...

BI: Paulo Moreno...

5 minutos: Diário...

Zero: Tema do Dia - Que sinais deu Rui Costa?

Águia: Diário...

Zero: Mercado - Francisco Conceição, João Félix e Bruno Fernandes

Terceiro Anel: Diário...

Tailors: Final Cut - S03E11 - Renato Paiva...

Chuveirinho #84

Benfica não quis seguir exemplo do Sporting


"Apesar de alguns bons sinais na pré-época, os encarnados pouco fizeram para resolver uma das principais lacunas da última temporada, algo a que ainda não foram expostos nos particulares

A pré-época prossegue. O Sporting tentou ser tão cirúrgico no mercado quanto nas épocas anteriores, mas esbarrou na resistência ateniense na venda de Ioannidis. Apesar disso, tudo parece novamente, desde a chegada de Amorim, bem estudado e planeado, e mesmo a inesperada saída do capitão Coates abre perspetivas de melhoria do setor, em contraciclo com a afinação das principais armas dos rivais. Se a primeira fase de construção dos campeões já tinha sido difícil de travar por parte de Benfica e FC Porto, a troca do uruguaio pelo belga Debast, com St. Juste e Quaresma ainda na sombra, facilitará até a saída pelo meio das ondas de pressão contrária.
Já na situação do ponta de lança e no reforçar do grupo com um extremo-esquerdo destro, as coisas apresentam-se mais demoradas, sobretudo numa perspetiva de aumento profundidade do plantel, ainda mais necessário desde a venda de Paulinho. Se o 11 habitual não está em perigo, nas últimas semanas voltou-se a falar de Gyokeres e é esse o perigo que obriga o Sporting a não desistir do grego, seja numa perspetiva de segurança imediata ou mesmo na do fortalecimento durante pelo menos os próximos meses, em busca de um ataque ainda mais demolidor. Em número ou até na frescura dada por eventual rotação.
Depois de um título que eleva o clube ao estatuto de maior favorito a nova conquista ainda sem a bola rolar, nada se poderá apontar ao caminho traçado, que até parecia dar à equipa maior segurança no ataque às diversas frentes. Falta-lhe apenas fechar os negócios em curso ou então encontrar situações alternativas.
Do lado de Benfica e FC Porto, existem bons sinais, embora, na verdade, não tenham sido realmente testados. Nos encarnados, num contexto mais exigente, apertaram-se as malhas da pressão e reação à perda, e aumentou-se o poder de fogo. Daí, Pavlidis, Marcos Leonardo como segundo avançado, Aursnes a interior e Florentino e Leandro Barreiro juntos.
Ainda há situações que derivam da falta de confiança, como na eliminação do espaço atrás dos médios, com uma última linha mais subida ou através de encurtamentos, que deverão chegar com os jogos. Todavia, à exceção da boa resposta, ainda por falta de comparência de António Silva e Otamendi, dada por Tomás Araújo, as águias não seguiram os passos do rival de Alvalade e permanecem, em teoria, pressionáveis e ainda lentos na cobertura da profundidade. E os próximos adversários poderão expô-lo. Aguardemos."

No Princípio Era a Bola - Episódio especial: os segredos do novo SC Braga de Daniel Sousa e os desafios do futuro do futebol

Vitória e muito apoio


"Em França, perante milhares de Benfiquistas que apoiaram fervorosamente a equipa em novo jogo de preparação, o Benfica venceu, por 3-1, frente ao Almería. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Triunfo consistente
No embate com o Almería, Roger Schmidt utilizou 22 jogadores, 11 em cada parte. Pavlidis, Arthur Cabral e João Mário foram os autores dos golos benfiquistas.
O próximo encontro é com o Brentford, da Premier League, no Estádio da Luz (quinta-feira, dia 25, às 20h00).

2. Estreia com uma assistência
Beste, lateral-esquerdo que chegou ao Benfica há uma semana, fez o seu primeiro jogo de águia ao peito e assistiu João Mário para golo. O jogador alemão sente-se bem recebido: "Tem sido especial. O clube todo, o staff e os meus companheiros são todos simpáticos. Tem sido muito fácil a adaptação. Falei com o treinador antes de vir para o Benfica, conheço as suas ideias. Jogar no lado esquerdo da defesa é natural para mim. Estou contente por estar aqui e espero manter-me bem."

3. Os golos do Benfica de um ângulo diferente
Para ver na conta oficial Instagram do SL Benfica.

4. Pré-época da Equipa B
Depois de, no dia anterior, a equipa B do Benfica ter vencido o Académico de Viseu, ontem foi derrotada pelo Tondela (1-0).

5. Sub-17 e Sub-15 arrancam
Estes escalões de formação de futebol do Benfica já iniciaram a pré-temporada.

6. Andebol 2024/25
Jota González perspetiva uma temporada de evolução e apela ao apoio à equipa: "Espero que neste ano sejamos mais competitivos e nos possamos aproximar um pouco mais dos rivais. Este é um projeto que está a começar, e acredito que, com o tempo, vamos melhorar, sobretudo com o apoio dos adeptos."

7. Contributo importante
Os Sub-20 de Portugal são vice-campeões da Europa de andebol e contaram com três jogadores do Benfica nas suas fileiras."

1 minuto

- Minuto...

Bigodes: Pré-Época 2024/2025

BI: Tema Quente - Jogos de pré-época, mexidas no mercado

Visão: Almeria...

Terceiro Anel: Almeria...

Só para compensar o fervor dos adeptos já valeu a pena


"Benfica 3 - 1 Almeria

> Muito bom o Benfica poder levar a equipa ao encontro dos seus grandiosos adeptos fora de Portugal. O seu imenso fervor clubístico bem merece. Pena que a preparação não permita que mais jogos destes sejam feitos na pré época para compensar tanto amor ao clube.
> Relvado complicado, adversário que caiu na segunda divisão, não é, portanto, muito forte, mas é assim mesmo na pré-época. O nível de exigência vai subir nos próximos jogos.
> Gosto de ver o Benfica com DOIS PONTAS DE LANÇA. Deseja-se que seja assim na grande maioria dos jogos na nossa liga.
> MARCOS LEONARDO vai mostrando cada vez mais serviço numa linha avançada a dois: a criar espaços, a rematar, a desbloquear, a assistir. Merecia o golo também.
> PAVLIDIS não engana, tem os olhos sempre na baliza adversária, movimenta-se para estar no sítio certo, trabalha em prol do coletivo. E, claro, faz o que mais se pede a um ponta de lança: marca golos! E vão 4 em três meias partes. Hoje a concluir uma magnífica jogada.
> O que a equipa ganha com AURSNES na posição de médio esquerdo!
> LEANDRO BARREIRO parece mais uma alternativa a Florentino do que o seu complemento. A rever no futuro.
> Segunda parte: vamos lá ver o nosso BESTE pela primeira vez! Poucas oportunidades para se mostrar, mesmo assim uma assistência.
> ARTHUR CABRAL é homem de golos espetaculares. Que chapéu!!! Se é para vender, aí está mais um grande golo para meterem no vídeo promocional.
> PRESTIANNI continua a surpreender positivamente. Via-o na equipa B e convenci-me de que era inevitável o empréstimo para rodar esta época.
> DIOGO SPENCER a mostrar-se ofensivamente. Esteve melhor do que Tiago Gouveia.
> Bela jogada coletiva para um golo de JOÃO MÁRIO com remate forte de fora da área, com alguma "colaboração" do guarda redes do Almeria.
> Volto a dar nota positiva a GUSTAVO MARQUES, bom porte físico, bem a defender, veloz, com bons lançamentos longos.
> As vitórias fazem sempre bem, mesmo em jogos de preparação, no mínimo evitam que comecem já as "depressões"."

Águia: Almeria...

Vamos, Benfica! 🔴⚪️

5 minutos: Almeria...

Um autocarro aberto ao Mundo


"Enzo Fernández mostrou mais do que queria na festa da Argentina; de Messi, nem uma palavra; do presidente Javier Milei, as ações erradas

Enzo Fernández mostrava, num direto no Instagram, a festa no autocarro após a vitória da Argentina na Copa América. Mas de repente o júbilo rapidamente deu lugar a precipitação. Surgiu entre os jogadores um cântico racista dirigido às ascendências dos jogadores franceses. Fora ‘inventado’ por adeptos durante o Mundial 2022, e fez o seu caminho até aos jogadores, mesmo quando a festa nada tem a ver com a França. E dois anos depois ainda lá está. Enzo desligou o direto, mas era tarde de mais. No dia a seguir já toda gente sabia e rapidamente se publicou uma lista dos jogadores que não estavam no autocarro – Otamendi, Emiliano Martínez, por exemplo, e, de forma conveniente, Messi.
Wesley Fofana, colega no Chelsea, falou, e bem, em «racismo desinibido» mas depois caíram naquela coisa que só pune os influencers: ele e outros colegas deixaram de o seguir nas redes sociais. O equivalente a um castigo, a uma manifestação, hoje em dia. Como será o ambiente quando Enzo voltar a Londres? O Chelsea e a FIFA abriram um inquérito. A França queixou-se. Enzo, que não estava sozinho no autocarro (desses jogadores e seus clubes apenas silêncio), pediu desculpa em inglês, mas que dizer do conteúdo? « Bato-me contra a discriminação de todas as formas e peço desculpa por ter sido apanhado na euforia das nossas celebrações.» De todas as formas, claramente, não.
De Paul, companheiro de Enzo na seleção, disse não perceber «o show», que os incomodados falassem diretamente com Enzo. Desinibido, de facto. Se calhar por isso acham que podem cantar qualquer coisa no autocarro. De Messi, nem uma palavra; do presidente Javier Milei, as ações erradas: demitiu o subsecretário do Desporto, Julio Garro, que defendeu que o capitão deveria vir a público pedir desculpas, mesmo não tendo estado presente. Devia, pois. Mas a Argentina pós-II Guerra Mundial terá normalizado muita coisa, o que faz com que num autocarro cheio de adultos – e ainda que talvez com umas cervejas a mais – seja considerado normal tal cântico. E nem uma foto de Enzo a brincar com um menino negro consegue apagar isso."

DAZN: Gonçalo Ramos...

Cristiano, o capitão dos dias bons


"Harry Kane, capitão da seleção de Inglaterra, depois da derrota na final do Euro24. «Perder um jogo destes é muito duro. Depois do 1-1 não conseguimos ter bola e fomos punidos.»
Kylian Mbappé, capitão de França, após ser eliminado contra Espanha. «Foi um fracasso! Queria muito ser campeão europeu. Não vale a pena complicar o futebol. Ou és bom ou não és... não fui bom e vamos para casa.»
Virgil van Dijk, capitão dos Países Baixos, na derrota contra Inglaterra. «É muito difícil aceitar isto. Estou cheio de emoções. Foi um ano longo e duro, tínhamos um sonho grande e sentíamos que o podíamos alcançar.»
Ilkay Gundogan, capitão da Alemanha, na queda contra Espanha. «Estou a digerir isto. A minha continuidade na seleção? Não posso dizer nada ainda, vou precisar de alguns dias para pensar e anunciarei uma decisão.»
Hakan Çalhanoglu, capitão da Turquia, seleção afastada pelos Países Baixos. «Neste Europeu, as equipas que estiveram a ganhar 1-0 decidiram baixar o bloco e defender. Hoje fizemos o mesmo, acho que o fizemos de forma exagerada.»
Granit Xhaka, capitão da Suíça, depois de perder contra Inglaterra nos penáltis. «O Akanji falhou, mas vai voltar mais forte. Eu também falhei um penálti contra a Polónia, sei bem o que ele está a sentir. Não o vamos deixar cair.»
Podia ir mais atrás e recuperar as palavras, mais ou menos fortes, mais ou menos sinceras, de todos os capitães no dia das respetivas eliminações no Euro24. Da Bélgica à Itália, da Eslovénia à Dinamarca.
Fico-me por estes, os que disputaram os quartos-de-final e chegaram mais longe no torneio germânico.
Faltam aqui dois nomes, das oito melhores seleções. O capitão de Espanha, porque não teve de lidar com o insucesso, e o de Portugal.
Cristiano Ronaldo foi o único incapaz de responder às perguntas da comunicação social, de endereçar explicações e um pedido de desculpas (se assim o entendesse) aos portugueses, de mostrar que é um capitão da cabeça aos pés, nos bons e nos maus momentos.
Esperei 17 dias por uma reação do capitão da Seleção Nacional. Nada, a não ser, claro, um post numa rede social pejado de lugares comuns, estilo auto-ajuda, digno de um qualquer curso rápido de coaching.
A aura salvífica já não se ajusta a Cristiano. É a lei da vida, natural e pacífica. Não era essa capacidade heroica, monstruosa, que eu esperaria dele em 2024. Esperava, sim, uma liderança serena, unificadora. A indicar caminhos através do bom exemplo.
Dentro e fora do campo.
Cristiano falhou em ambas. A um rendimento desportivo medíocre, o melhor português de sempre juntou um conjunto de ações/reações impróprias a um profissional de quase 40 anos, e a elas uns pozinhos de um silêncio ensurdecedor. E tanto lhe havia para perguntar.
Falar nos dias bons, de vitórias sonantes, é o mais fácil.
A verve nunca foi particularmente estimulante em Cristiano, mas um líder natural impõe-se apenas pela simples presença. O discurso, mais ou menos trabalhado, vem a seguir.
Dois anos depois da crise saída do Mundial do Catar – Cristiano no banco, Cristiano de relação cortada com Fernando Santos, Fernando Santos afastado, lembram-se? -, aí está mais uma era de duvidosa harmonia, germinada em silêncios inaceitáveis.
As luminárias da gratidão farão o favor de repetir os incensos mais do que gastos e acrescentarão, tonitruantes e ameaçadoras, que Cristiano não tem nada de dar justificações. Está, para elas, acima de todo e qualquer dever levemente associado a um ser humano.
Como lia num brilhante artigo do The Guardian, a federação tem a obrigação de impedir que o ego de um homem esmague todo o talento ao seu redor. E comprometa, assim, o desígnio de uma geração portuguesa inigualável.

PS: o zerozero não faz o tratamento noticioso de modalidades que não estejam (ainda) acopladas à nossa maravilhosa base de dados, mas não posso deixar passar em claro os resultados brilhantes de João Almeida (quarto lugar no Tour) e de Nuno Borges (vencedor do 250 de Bastad, com o sagrado Rafa Nadal do outro lado da rede). Dois campeões portugueses."

João Almeida e Nuno Borges


"Fernando, responde aí de cima: com Pogacar, Vingegaard e Evenepoel, entre outros, pode João Almeida ganhar Giro, Tour ou Vuelta? Aguardo resposta.

Se tiver mais um filho, chamar-lhe-ei Jorge ou Júlio. A razão, inspirada pelos êxitos de portugueses na Volta a França, é simples de explicar e de entender. Joaquim Agostinho ficou oito vezes no top ten do Tour: 1969,1971, 1972, 1973, 1974, 1978, 1979 e 1980. José Azevedo conseguiu-o por duas: 2002 e 2004. João Almeida chegou lá por uma: 2024. Se ainda tivesse dúvidas, olharia para um dos recordistas de vitórias na Grand Boucle: Jacques Anquetil ganhou em 1957, 1961, 1962, 1963 e 1964. Assim, Jorge ou Júlio parece-me um bom nome.
Falemos de João Almeida. É o primeiro português a ficar no top-5 das três maiores Voltas do Mundo: França (2024), Espanha (2022) e Itália (2020 e 2023). Este facto, por si só, coloca-o no pódio dos melhores portugueses de sempre, com permissão dos enormes Rui Costa, Sérgio Paulinho e Acácio da Silva. Não se sabe o que o futuro reserva a João Almeida, sobretudo porque integra a geração dos fantásticos Pogacar, Vingegaard e Evenepoel. Muito complicado, pois, vencer uma das três maiores Voltas. Talvez só o grande Fernando Emílio, especialista de ciclismo de A BOLA e falecido a 11 de maio deste ano, pudesse desfazer a minha dúvida. Fernando, responde aí de cima: com Pogacar, Vingegaard e Evenepoel, entre outros, pode João Almeida ganhar Giro, Tour ou Vuelta? Aguardo resposta.
Por fim, Tadej Pogacar. Tentei encontrar em alguns dicionários a palavra exata que definisse a Volta a França do esloveno. Não encontrei alguma que me satisfizesse por completo. Talvez canibalesco, herdada do cognome do enormíssimo Eddy Merckx, seja a mais aproximada. Ou sádico. Ou devorador. Mas canibal, sim, é muito boa: devora adversários com a facilidade de um predador insaciável. Acaba cada etapa sem, aparentemente, suar e, minutos depois, está com a pulsação de um comum mortal deitado num sofá. Que dizer mais? Nada. A não ser, claro: aguardar.
Por fim (agora sim), Nuno Borges. Nadal é Nadal, tenha o espanhol 20 anos ou 38, fosse o maiorquino o 261.º do ranking ATP e o maiato o 51.º. Vencer um título ATP é fantástico e inesquecível. Só três portugueses tinham chegado a uma final (João Sousa, Pedro Sousa e Frederico Gil), só um tinha vencido (João Sousa: Pune 2022, Estoril 2018, Valência 2015 e Kuala Lumpur 2013). Agora, Nuno Borges. No dia em que João Almeida carimba o 4.º lugar, Nuno Borges vence uma final de ATP e Rafa Nadal por 2-0. «Uma parte de mim também gostava que Nadal ganhasse, mas alguma coisa ainda maior dentro de mim, ajudou-me a conseguir vencer», disse, humilde. Bater Rafa Nadal é como fazer uma cueca a Cristiano Ronaldo."

Tadeia: Reis da Europa - Bélgica 2024

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Vermelhão: Mais um treino...

Benfica 3 - 1 Almeria


Terceiro treino aberto da pré-época, ainda sem vários internacionais, ainda sem o plantel definido... com o treinador a manter a rotação de 45 minutos, com dois onzes, um para cada parte.

A dupla Tino/Barreiro manteve-se, pessoalmente, não tenho gostado! Relevante também a manutenção da dupla ofensiva, com o Marcos a jogar no ex-lugar do Rafa, desta vez a fazer parelha com o Pavlidis!

Primeira parte razoável, com o adversário a marcar praticamente no único remate à baliza! Muitas oportunidades e muitas 'quase' oportunidades, com erros no último passe, em boas jogadas... Mesmo assim, destaque para a falta de criatividade/critério na construção: jogámos sem os nossos criativos do meio-campo: Rollheiser, Kokçu, Neves e até o João Mário começou no banco! Notou-se alguma incapacidade de gerir os tempos da posse de bola, e isso deu demasiada bola ao Almeria! O único criativo acabou por ser o Neres, que está a subir de forma...

O segundo tempo foi mais fraco, mas com o João Mário e o Prestianni a trazerem mais qualidade na posse... Spencer com os seus melhores minutos na equipa principal... e com o Beste a estrear-se com uma Assistência, e bons apontamentos!

Se dúvidas existissem, creio que neste momento praticamente todos os benfiquistas, estão confiantes no Pavlidis. As movimentações são muito boas, é raçudo e tem marcado quase sempre... Tenho dúvidas no Marcos como 2.º avançado...

Gostaria de rever o Kokçu a '8'! Na última época não resultou, mas com o Aursnes na esquerda, o equilíbrio da equipa é completamente diferente! A dupla 'angolana' Tino e Barreiro, dá capacidade na pressão alta, mas destapa muitas vezes as costas da nossa linha de meio-campo, pois ambos têm tendência para 'atacar' a bola...

Nota ainda para o grande ambiente no Estádio....

Acabaram os adversários 'fáceis', Brentford, Feyeenord e Fulham, antes dos jogos oficiais... equipas com grande intensidade de jogo, e muito contacto físico!

Visão: Renato Sanches...

BolaTV: Mauro Xavier...

Águia: Diário...

Zero: Mercado - Mika Faye, João Félix e João Neves

Terceiro Anel: Diário...

Benfiquismo fervoroso


"O tema em destaque nesta edição da BNews é a inauguração das novas instalações das Casas Benfica Genève e Romont, na Suíça, onde se assistiu a um mar de benfiquismo que, por certo, se repetirá hoje em Thonon-les-Bains, França, no encontro com o Almería, às 14h30.

1. Ambição por todos os títulos
À margem das inaugurações das Casas Benfica Genève e Romont, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, teceu declarações à comunicação social sobre as expectativas para a nova temporada.
"O Benfica vai ter um plantel extremamente competitivo. Teremos de ter a força, o vigor, a humildade e a coragem de lutar pelo que são os pergaminhos de um clube como o Benfica. Teremos de dar as respostas dentro de campo com exigência máxima para conseguir as vitórias que pretendemos", disse.

2. Juntos pelo Benfica
Em Genève e em Romont, perante centenas de Benfiquistas, Rui Costa garantiu que todas as equipas do Benfica são competitivas e lutam por títulos e troféus, e lembrou que a união e o apoio são fundamentais para o sucesso.

3. Paixão sem limites
À partida e à chegada à Suíça, nas Casas Benfica Genève e Romont, as impressionantes manifestações de benfiquismo sucedem-se.

4. Qualidade e intensidade
Tomás Araújo revela como tem decorrido a preparação para a nova temporada do plantel às ordens de Roger Schmidt. "Tem sido muito intensa, o míster tem dado boa carga nos treinos, mas a qualidade também tem sido ao mesmo nível da intensidade", afirma.

5. Jogos de preparação
A Equipa B venceu, por 0-1, na visita ao Ac. Viseu, e os Sub-23 ganharam, por 1-0, ao Belenenses.

6. Ambição
A equipa de andebol do Benfica já treina no pavilhão com vista à nova época. Alexis Borges refere o plantel "com muita gente nova, que vem com muita vontade de trabalhar", e afirma o principal objetivo: "É sermos campeões nacionais."

7. Bom desempenho
Agate de Sousa alcançou a medalha de prata do salto em comprimento na etapa de Londres da Liga Diamante.

8. Campeões europeus Sub-17
A Seleção Nacional Sub-17 de hóquei em patins sagrou-se campeã europeia e contou com o contributo de três hoquistas do Benfica.

9. Casa Benfica Vila Real de Santo António
A BTV esteve presente nas comemorações do 20.º aniversário desta embaixada do benfiquismo."

Sanch€s, F€lix e N€ves


"O dinheiro não é tudo na vida, disseram alguns a Renato Sanches e João Félix e vão dizer agora a João Neves — não é tudo mas é decisivo; João Almeida, orgulho no Tour; sempre Nadal

1
Renato Sanches estreou-se com a principal camisola do Benfica a 30 de outubro de 2015, lançado por Rui Vitória em Tondela, ao minuto 75, para o lugar de Jonas, autor do primeiro golo de vitória gorda dos encarnados, por 4-0, na nona jornada da Liga. Quem chorava pela partida do argentino Enzo Pérez, em janeiro, com destino ao Valência, pôde, finalmente, limpar as lágrimas...
Aos 18 anos, antes de festejar a conquista do Euro-2016 (participou em seis dos sete jogos de Portugal na prova, três a titular, um deles a final), o médio terminou a temporada de caneta na mão a assinar contrato milionário com o Bayern, comunicado à CMVM a 10 de maio de 2016, que rendeu às águias €35 milhões mais possíveis €45 M por objetivos. Não valeria a pena ter permanecido em Portugal para ganhar mais experiência e rodagem? Com tanto talento, dono e senhor do meio-campo do Benfica, adorado pelos adeptos, para quê rumar tão cedo ao clube bávaro, no qual encontraria concorrência feroz num contexto bastante mais agreste, dentro e fora de campo?
O dinheiro não é tudo, Renato, ouviu-se vezes sem conta em maio de 2016, tal como se ouviu em julho de 2019, no dia em que João Félix, aos 19 anos, foi anunciado no Atlético de Madrid após apenas seis meses de afirmação na Luz, e se ouvirá em breve quando for selada a transferência de João Neves, também aos 19 anos, para o PSG. Sempre que ouço alguém falar de cátedra sobre gestão de carreira — normalmente em tom depreciativo, como se quem diz sim a ofertas para auferir em meia dúzia de anos euros suficientes para alimentar duas ou três gerações fosse mentecapto — imagino o que aconselharia um filho meu a fazer nas mesmas circunstâncias de Renato em 2016, Félix em 2019 ou Neves em 2024.
Obviamente que lhe diria que aceitasse, sem pestanejar, pois no mundo real há propostas impossíveis de recusar. Esperava-se mais de Renato Sanches e João Félix? Sim, claro, por razões diferentes tardam em justificar as expetativas que criaram, sobretudo porque o talento de ambos colocou a fasquia demasiado alta ainda em tenra idade.
O futebol é o momento — frase batida que não deixa de ser verdadeira —, ninguém poderá saber como teria sido o trajeto profissional de Renato Sanches e João Félix se optassem por continuar no Benfica em 2016 e 2019. Mas nem tudo está p€rdido, isso é garantido...

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Grande João Almeida! Se nada de anormal acontecer hoje no contrarrelógio que fechará a 111.ª edição da Volta a França, o corredor de 25 anos terminará em quarto lugar. Só Joaquim Agostinho, terceiro em 1978 e 1979, fez melhor na lista de proezas portuguesas no Tour.
Um feito numa corrida de 3.498 quilómetros em que trabalhou sempre a pensar nos interesses do esloveno Tadej Pogacar, o camisola amarela que dominou a Grande Boucle. Quando João Almeida for líder indiscutível de uma equipa, aí o céu será o limite. Se assim já é...

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Nuno Borges defronta hoje Rafael Nadal em Bastad, primeira final do tenista português num torneio ATP. Mas a grande notícia é que o espanhol, um dos maiores de todos os tempos, aos 38 anos, martirizado por lesões, continua firme a lutar por adiar o adeus ao ténis. Nós agradecemos o esforço."

Nova época: desafios e oportunidades


"Na Luz a contestação é grande. As (enormes) expetativas criadas no último ano junto dos adeptos encarnados acabaram, de facto, por não ter reflexo dentro dos relvados

Com o fim do Euro 2024 as atenções voltam a centrar-se nas competições internas. O ano desportivo que está prestes a começar não nos irá trazer uma alteração na dinâmica até aqui implementada, ou seja, teremos três equipas (Sporting, Benfica e Porto) que vão lutar pelo título, com uma quarta (Braga) à espreita e com ambições europeias. As restantes equipas têm como objetivo ter uma época tranquila e sem sobressaltos.

As indefinições
A poucas semanas do início da competição ainda existem muitas incertezas nos clubes que lutam por títulos. Esta é uma situação normal, sobretudo num ano de Europeu, em que o mercado se desenvolve com menor velocidade. Por norma, Sporting, Benfica ou Porto não necessitam de uma grande revolução nos seus plantéis. Os acertos são importantes e podem ser a chave para uma época bem-sucedida, ou não. Sporting e Benfica demonstram claramente isto que acabei de escrever. Com apenas três contratações, e duas delas muito certeiras (Hjulmand e Gyokeres), os leões foram completamente diferentes do ano anterior. De um quarto lugar no campeonato passaram para campeões. De uma equipa confusa e descrente, tornou-se num conjunto confiante e dominador. Já o Benfica, na época anterior, contratou muito, mas sem grande critério. As “pedras” não encaixaram na forma de jogar pretendida. Não foi por falta de qualidade (na maior parte dos casos) que tal sucedeu.

A missão do Sporting
O Sporting vive, nesta fase, um período de estabilidade. A direção não é contestada. O treinador mantém-se, é unânime e desejado por todos. As mexidas no plantel são reduzidas, embora a perda de Coates seja difícil de colmatar, no curto prazo, pela liderança que o central representava. Apesar de toda esta tranquilidade, este ano (ao contrário do anterior), o Sporting parte como favorito. Os adversários conhecem os pontos fortes do leão e irão tentar neutralizá-los. Acontece assim com todas as equipas que no ano anterior tiveram enorme sucesso. Ruben Amorim percebe isto muito bem e irá tentar desenvolver novas formas de jogar (testar outros sistemas táticos?). Nestes casos, é também importante conseguir contratar jogadores que ajudem a potenciar novos movimentos coletivos ou reforçar os automatismos existentes. Assim, a procura dos alvos certos que complementem a estrutura atual, a confiança no caminho definido, a gestão de expetativas e a forma como irá lidar com a pressão de ser, indiscutivelmente, favorito, são aspetos que terão muita influência na época do leão.

Benfica – um ano chave
Na Luz a contestação é grande. As (enormes) expetativas criadas no último ano junto dos adeptos encarnados acabaram por não ter reflexo dentro dos relvados. A época 2024/2025 ganha ainda maior relevo porque no próximo ano irá haver eleições e isto cria ainda maior pressão a quem lidera e se quer manter no poder. Os resultados desportivos acabam por ser o impulsionador da euforia ou da contestação. No universo encarnado todos sabem que a manutenção de Roger Schmidt foi uma decisão racional, pelos valores do contrato e por ser o homem do projeto de Rui Costa. Contudo, também todos têm a noção do risco que está associado à sua manutenção no cargo. A margem de tolerância é muito reduzida, por parte dos adeptos, em função de uma gestão ineficiente do plantel, de más abordagens aos jogos, de incapacidade de ajudar a equipa dentro relvado ou de uma péssima comunicação. A juntar a toda esta incerteza, internamente e nos cargos diretivos, o ambiente não é melhor. O Benfica parte para o início desta época sem um responsável pela pasta financeira. Com a demissão de Luís Mendes ficou um vazio na estrutura encarnada. Para piorar, o ano que terminou deverá determinar um resultado negativo de algumas dezenas de milhões de euros, que nem a presença na Liga dos Campeões ou a venda de Gonçalo Ramos (por 60M€) conseguiram inverter. Conforme tenho vindo a mencionar, esta situação demonstra que, para ter resultados positivos, o Benfica necessita de vender, pelo menos, dois jogadores por um preço muito elevado e que no balanço tenham um valor contabilístico reduzido ou inexistente (jogadores de formação). Dito de outra maneira, os custos estão a aumentar de uma forma descontrolada (sem a devida correspondência das receitas fixas), sendo que este poderá ser mais um fator a contribuir para a crescente insatisfação que se faz sentir no universo benfiquista.

FC Porto – um desafio
O FC Porto está a atravessar uma fase diferente. Tem um novo presidente e um treinador que irá ter a sua primeira experiência como técnico principal. A tudo isto junta-se uma realidade financeira muito complicada, a que não ajuda o facto de estar fora da Liga dos Campeões. Como em todos os projetos, há pontos positivo e negativos. Do lado dos positivos está a ambição, a competência, o desejo de mostrar serviço e uma nova equipa diretiva que pretende trazer união, transparência e imprimir uma nova dinâmica a todo o universo Porto. Sem margem financeira, as contratações terão de ser cirúrgicas, sabendo que a qualquer momento poderá ser necessário ceder a uma venda de um dos principais ativos. A manutenção dos valores Porto como a garra, a atitude, o trabalho, a dedicação e a união, serão fundamentais para ultrapassar os obstáculos que se colocam no caminho do dragão, sobretudo no curto prazo. Do lado financeiro, ganhar credibilidade junto de parceiros e do mercado é a tarefa mais urgente.

A valorizar
Paulinho - Três jogos no Toluca e três golos. Um grande início na equipa treinada por Renato Paiva (técnico principal) e Nuno Campos (adjunto).
Pavlidis - Em dois jogos treino marcou 3 golos. Os jogos treino servem para melhorar a capacidade física e o conhecimento da equipa e dos colegas. Os golos são importantes para se ir libertando da pressão que está associada ao valor da transferência e à posição que ocupa."

Na mente: Bárbara Timo...

domingo, 21 de julho de 2024

A caminho...

Águia: Diário...

Rui Costa sente o pulso ao Benfica


"Presidente dos encarnados estará este sábado na Suíça onde se encontrará com sócios e adeptos

Rui Costa vai este sábado sentir o pulso ao Benfica. A ida à Suíça e a França vai servir ao presidente para perceber o estado de espírito da nação encarnada. Podemos sempre achar que há diferenças entre o benfiquista helvético e o gaulês que vive o clube à distância, daquele que se senta e participa nas Assembleias Gerais do clube na Luz. Haverá muita verdade nisso, até porque o indivíduo contestário, seja no Benfica ou numa outra associação, é por norma mais participativo e audível do que a sua contraparte.
Na entrevista que concedeu aos jornalistas, a qual me incluiu, Rui Costa deu a entender que o tempo era a melhor estratégia para voltar a ter os sócios, adeptos e simpatizantes com ele. O que, como se vê pela entrevista de Mauro Xavier nas páginas de A BOLA hoje, pode ser manifestamente diferente de estar com a direção que lidera. Ou dito de forma mais clara, com algumas das pessoas que fazem parte da estrutura encarnada. Com a equipa a ter duas exibições relativamente boas nesta pré-época, e essa ideia de o tempo e ânimo novo curar feridas, estranha-se até alguns timings, com a direção encarnada, não pelo seu líder, vir a público falar de temas que reacendem todas as discussões na Luz.
Já o disse e repito: nenhum presidente, do Benfica ou de outro clube, deve estar dependente do resultado da equipa de futebol. Deve ser votado pela sua estratégia, visão e, obviamente, claro que sim, também pelos resultados: desportivos e não só. Por norma, os primeiros mencionados vêm à cabeça e, neste caso, foi esses que Rui Costa se propôs a dar prioridade.
A ambição desportiva de uma equipa é tão grande quanto a sua saúde financeira, pelo que, na realidade, as duas têm de andar lado a lado. O Benfica ganha mais dinheiro se, por exemplo, for mais longe na Champions, mas para ir mais longe na Champions tem de ter dinheiro para investir em jogadores, seja em contratações, seja nos que já estão no plantel ou vêm da formação.
Ao caminho para atingir esse equilíbrio chama-se, lá está, estratégia: para ser-se superior no campeonato interno e ir diminuindo a diferença para quem está no topo lá fora. Por isso, mais do que responder sobre a venda A ou a compra B, Rui Costa devia hoje explicar aos benfiquistas qual é mesmo o plano de desenvolvimento para ali chegar.
E já agora, estando Rui Costa no clube e na SAD, líder de um e de outra, não devia restar dúvidas a ninguém onde reside o poder, como deu a entender um seu vice-presidente."

O Benfica volta a descer à terra


"Negócio de João Neves faz lembrar outros casos

A transferência iminente do médio de 19 anos João Neves para o PSG volta a lembrar o Benfica e o futebol português que continuam fora dos cinco maiores campeonatos da Europa.
Os clubes nacionais continuam a precisar de vender para equilibrar as contas e é o mesmo que dizer que se mantêm sem argumentos para reter talento.
Por um lado é difícil recusar valores colocados em cima da mesa e por outro é impossível oferecer aos jogadores ordenados tão altos como outros clubes.
João Neves, que desportivamente tem sido fundamental, tornou-se também num elemento agregador juntos dos adeptos benfiquistas e paralelamente no maior ativo do plantel, mas pouco haverá que a SAD dos encarnados possa fazer para o manter. Se tudo correr normalmente, sairá depois de apenas época e meia na equipa principal, numa operação que globalmente colocará €70 milhões no Benfica e que ninguém poderá dizer que se trata de um mau negócio para as águias.
Mas será natural que doa aos adeptos e lhes faça recordar outros casos das últimas décadas.
Alguns exemplos: Bernardo Silva foi vendido ao Mónaco por €15 milhões e com apenas três jogos pela equipa principal das águias; João Cancelo saiu por valor semelhante para o Valência, com dois jogos pelo Benfica; André Gomes trocou a Luz pelo Valência numa transferência igualmente a rondar os €15 milhões, com 41 jogos; Renato Sanches (que pode voltar esta época) foi vendido ao Bayern depois da época de estreia na equipa principal, por €35 milhões, com prémios que podiam colocar o negócio perto dos €80 milhões; Gonçalo Guedes foi vendido ao PSG por €30 milhões depois de época e meia; João Félix fez só uma temporada pelo Benfica e seguiu para o Atl. Madrid, a troco de €126 milhões; Gonçalo Ramos saiu para o PSG por valor a rondar os €80 milhões depois da época de afirmação no Benfica… e fora da formação do Seixal há ainda o caso do argentino Enzo Fernández, que fez somente a primeira metade de 2022/2023 e em janeiro foi vendido ao Chelsea por €121 milhões.
Por muito que custe aos benfiquistas não os ver jogar mais tempo com a camisola do clube, continua a parecer impossível mudar esta realidade e fica o (grande) consolo das transferências milionárias, quase inacreditáveis se tivermos em conta a falta de protagonismo do nosso campeonato."

RND - Tamos Juntos...

Terceiro Anel: Bar do Cosme #14 - Entrevista do Dr. Jaime Antunes ao jornal O Record!

Repetições que valem a pena


"Não sei se hei de ter pena por a pena do ofensor de Rudiger e Vinícius Jr. ter sido suspensa e não efetiva.
Quer dizer, sou por princípio a favor da pedagogia em vez da punição. Vejo (gostava de ver) as prisões como locais de regeneração e não de condenação social, por isso jamais serei a favor da prisão perpétua, por exemplo.
Quando vejo pessoas, aparentemente de bem, a defender (e a votar) que crianças filhas de desempregados devem ter menos possibilidade de acesso a creches gratuitas fico com dúvidas. Depois penso duas vezes e continuo a achar que mesmo assim vale a pena haver penas suspensas. Rudiger e Vini que me desculpem.

De chorar por mais
Paulinho mostrou os dentes e marcou três vezes em dois jogos no México. É pena deixar de vê-lo por cá.

No ponto
Floresce, no FC Porto, um jogador que parece ir dar que falar. Rodrigo Mora faz lembrar João Pinto e isso não é pouco!

Insosso
Renato Sanches merece ser feliz. Mas merecia regressar, se for mesmo o caso, por outra porta. Ainda há tempo, porém.

Incomestível
Já falei de racismo hoje? Não sei bem, mas nunca é de mais. Fora do futebol e da sociedade, para sempre, por favor."

Zero: Mercado - Ioannidis, David Neres e Dani Olmo

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Terceiro Anel: Euro24 - Portugal...

Tadeia: Reis da Europa - Azerbaijão 2024

Os jogos da festa e da fantasia


"Há, apenas, umas semanas, Paris era um imenso estaleiro. Agora, a uma semana dos Jogos Olímpicos, transformou-se num gigantesco parque de diversões para adultos.

Estive há umas poucas semanas em Paris. A cidade estava inabitável. Longas avenidas e pontes cortadas ao trânsito, a Concorde intransitável, vestida de pó e de aço. Um trânsito caótico e com longas filas de autocarros com turistas ansiosos. As pérolas parisienses em arranjos e limpezas, a Notre-Dame ainda cercada de andaimes povoados por operários vindos dos confins do oriente e muitos, mas mesmos muitos mendigos deitados em cartões amarrotados, estendidos ao longo das margens do Sena e pelos cantos das grandes boulevards.
Nem sombras daquela Paris do glamour, da estética e da cultura que durante séculos marcou o Portugal mais elitista e estrangeirado de modos, hábitos, costumes e certos requintes burgueses.
Os parisienses andam loucos com a vida. A política, como se sabe, desaguou num imenso mar de dúvidas, a economia espera por melhores decisões do Banco Central Europeu e existe um desconforto generalizado com uma sociedade que cresce não se sabe para onde, nem por onde.
Porém, a uma semana dos Jogos, Paris está transformada num enorme parque de diversões para adultos. Houve tempo em que Coubertin fez de Paris a cidade mais importante do olimpismo. Claro que Atenas era o “chão sagrado”, mas Paris era o centro do pensamento olímpico. Não foi por acaso que o barão, apesar de avesso a certas modernices para o tempo, percebeu a importância de ligar o desporto com a cultura, o desporto com a ciência, o desporto com a arte. Coubertin percebeu há mais de cem anos quais deveriam ser os parceiros essenciais do desporto, mas já muitos, hoje, o esqueceram. A Universidade da Sorbonne, em Paris, foi o palco do primeiro congresso olímpico e para o evento foram convidados artistas de renome mundial, escritores consagrados, cientistas de diversos ramos da ciência e algumas das mais afamadas personalidades do pensamento político e social.
Ao longo dos anos, sobretudo nas cerimónias de abertura e de encerramento, a relação do desporto, na sua expressão mais alta e universal, com a cultura, tem-se mantido. Mas é um facto que, ano após ano, afirma-se uma nova expressão de cultura. Daí que Paris nos prometa, agora, uns jogos que une o Desporto com uma cultura popular de diversão.

O PARQUE URBANO NA CONCORDE
Uma das propostas mais futurista dos Jogos acontecerá no coração de Paris. A célebre praça da Concorde foi transformada num imenso parque urbano, onde irão decorrer provas de BMX, breacking, skateboard e um género de mini basquete jogado na versão 3X3. O público pode circular pela praça fechada ao trânsito, assistir a treinos dos atletas e se achar a competição do desporto urbano menos interessante, pode muito simplesmente abastecer-se num dos muitos pontos de restauração, sentar-se e ficar a ver alguma prova mais interessante, que estará a passar nos ecrãs gigantes da Praça.

UMA GIGANTESCA OPERAÇÃO DE COSMÉTICA
Há um objetivo essencial nestes Jogos Olímpicos: celebrar Paris e dar ao mundo a imagem renovada de uma cidade que sempre fascinou gerações e gerações, em toda a parte do planeta. É uma gigantesca operação de cosmética, que não resistirá no tempo. Quando as cortinas baixarem no palco e a chama olímpica se apagar, é bem provável que renasça, entre os parisienses, um sentimento de nostalgia, frustração e até de medo do futuro.
Mais de dez mil milhões de dólares gastos no maior espetáculo do mundo, mais de 15 milhões de visitantes de todos os continentes, mais de quinze dias de competição, que irão envolver dez mil e quinhentos atletas de elite mundial e quando Paris regressar à sua realidade da rotina quotidiana poderá apenas ficar na memória – se tudo correr bem em matéria de segurança – uma imagem de festa cor de rosa do Desporto no mundo. E é precisamente essa sensação de irrelevância histórica que coloca dúvidas e incomodidades em muitos resistentes do pensamento, que mantém firme a convicção de que o Desporto, (com maiúscula) pode continuar a ter um papel social e político importante, desde que não continue a deixar-se capturar pelo sistema dominante.

A MARATONA E A MARCHA DAS MULHERES
Provas de desporto urbano na Concorde, provas de desporto aquático no Sena, onde a atual Prefeita de Paris, Anne Hidalgo, mergulhou para provar que não há perigo dos atletas serem contaminados, e ainda, uma cereja no topo do bolo parisiense, com a prova final da maratona, que irá homenagear a marcha das mulheres na revolução francesa, quando, a 5 de Outubro de 1789, saíram do Hotel de Ville e avançaram sobre o Palácio de Versalhes, numa impetuosa manifestação contra a fome do povo e a riqueza ostensiva da realeza.
A maratona sairá, pois, do mesmo Hotel de Ville irá até Versalhes e regressará ao centro de Paris, passando pelas margens do Sena, os Inválidos, o Louvre, a Concórdia, o Trocadero e a inevitável Torre Eyfell.
Tony Estanquet, presidente da organização dos Jogos de Paris, não quer a celebração da cidade e da sua magnífica história apenas retratada nas cerimónias de abertura e de fecho que se aguardam, sempre, com expectativa. Estanquet quer unir os Jogos com a cidade de Paris. Algo que talvez consiga fazer com os mais belos e famosos monumentos, mas que dificilmente conseguirá fazer com o povo de Paris. Os parisienses, tal como os londrinos, em 2012, veem nos Jogos mais um fator de perturbação das suas vidas e todos os que podem vão fugir da cidade. Para longe."

Quem será o 'novo' campeão mundial?


"O Europeu e a Copa América recém-acabados tiveram um desfecho comum: quem ganhou foi o, agora, maior conquistador de cada uma das provas. A Espanha largou a companhia da Alemanha e passou a somar, sozinha, quatro troféus e a Argentina, ao vencer pela 16.ª vez, isolou-se do Uruguai. Nada de novo, portanto. Pelo contrário. E no Mundial de 2026, haverá algo de novo? Ganhará uma das potências habituais ou teremos um novo campeão? Novo, assim mesmo, em itálico, para reforçar o sentido de sem precedentes, de inaugural.
A última vez em que o novo campeão do mundo foi, de facto, novo aconteceu no Mundial-2010, na África do Sul, que consagrou a Espanha como vencedora inédita. Antes, fora a França a estreante, em 1998, e, antes ainda, a Argentina, em 1978, ambas campeãs do mundo pela primeira vez como anfitriãs. E o próximo novo campeão, quem será? A maioria dos leitores responderá o nome de um país começado por P e acabado em gal mas aqui não vai ler nada disso para não agoirar.
Sejamos, aliás, o mais científicos possível na previsão, assim como o economista (e fanático do Manchester United) Jim O’Neill, quando listou fatores como área, população, produção e matérias-primas para atribuir ao Brasil, à Rússia, à Índia, à China e à África do Sul, os cinco BRICS, o papel de potências emergentes. No futebol, aqueles fatores de O’Neill poderão ser substituídos por 1) paixão pelo jogo, 2) organização das competições nacionais, 3) presença habitual em Mundiais e 4) relevância demográfica.
O Brasil, apesar de dever melhorar o 2), tem nota máxima nos restantes pontos e, por isso, é o maior campeão de todos. E, à exceção do pequenino Uruguai que, com todo o respeito pela sua fabulosa tradição, só ganhou na pré-história dos Mundiais, os demais campeões – Itália, Alemanha, Argentina, França, Inglaterra e Espanha – obedecem perfeitamente àqueles critérios.
Na calha, pode estar o México, liga tradicional e rica, força demográfica, presença constante nos eventos, triunfo olímpico recente e fator casa já em 2026. Ou a Rússia, futebol com história e um oceano de terra mas um governo que prejudica toda a gente, inclusive o próprio país. E os Países Baixos, que já chegaram a três finais, mas têm só 18 milhões de habitantes. Talvez também a Colômbia, país mais populoso do que a Argentina, fértil produtor de talentos, cada vez mais espalhados por grandes da Europa. E, porque não, a Nigéria, que, apesar da falta de organização, já levantou taças a nível juvenil e olímpico e é, com 224 milhões de habitantes, o sétimo país em população à escala global.
Porque a Copa, como se diz no Brasil, é «briga de cachorro grande». Com os pontos 1), 2) e 3) assegurados, àquele tal país começado por P e acabado em gal falta-lhe o 4). E isso, num Mundial, pesa."