Últimas indefectivações

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

O Cantinho Benfiquista #65 - The Start of a New Era

SL Benfica | Os 5 melhores “super-suplentes” da Luz


"Às vezes o banco é o caminho. O SL Benfica que o diga…

Nem sempre foi possível substituir no futebol. A primeira regra, surgida em 1958, cingia-se ao caso do guarda-redes se lesionar. Só assim se explica que Mário Coluna, ícone do SL Benfica, tenha terminado a final de 1963 contra o AC Milão, depois da agressividade de Pivatelli torná-lo figura de corpo presente.
Apenas sete anos depois, no primeiro Mundial do México, chegariam as substituições. O modelo atual, de cinco em três paragens, substituiu em 2020 o mais aceite de três com três interrupções, dominante desde 1994.
Desde aí que se criou uma nova vertente na abordagem tática às partidas, com o novo efeito dos elementos suplentes sobre o plano de jogo, surgindo uma nova espécie de fator determinante no resultado final: os “supersubs”, termo inglês à falta de melhor português, ou aqueles jogadores com tendência para decidir partidas entrando no decorrer das mesmas.
Milla, Bierhoff, Solskjaer, Pizarro, Chicharito em contexto internacional; Carlos Bueno ou Ernesto Farías em Portugal, assegurando pontos importantes para Sporting CP e FC Porto, respetivamente, a sair do banco.
No SL Benfica houve alguns: houve quem ficasse marcado exclusivamente por essas circunstâncias numa ocasião especial, como César Brito nas Antas, e houve quem se assumisse como super-suplente pela força estatística – muitos deles apesar de não serem imediatamente identificados como tal – como Sokota (6 golos em 20 jogos como suplente utilizado) ou Haris Seferovic (11 golos em 44).
Decidimos, então, eleger cinco que se inserem nesse rótulo de super-suplente, ou seja, que nunca se afirmaram totalmente como titulares e o seu potencial foi assim melhor explanado.
Só uma das escolhas, a última, se deveu à força dos números – foi durante muito tempo titular, mas rendeu tanto como opção alternativa que teve de ser incluído. Uma questão de justiça.

1. Nuno Gomes: 398 jogos, 59 como suplente utilizado – 166 golos e 35 assistências
Sim, Nuno Gomes só foi suplente no ocaso da carreira. Mas além de avançado de finíssima classe, transformava-se num “supersub” se por qualquer incongruência fosse colocado no banco de suplentes – na Luz, em 59 entradas no decorrer da partida, fez 17 golos e três assistências. Ou seja, um golo a cada 67 minutos e o melhor registo de um jogador enquanto suplente com a camisola do SL Benfica.

2. Raúl Jiménez: 121 jogos, 60 como suplente utilizado – 31 golos e 15 assistências
Inglório. Em muitas outras fases do currículo encarnado, seria figura principal. Mau para ele mas inesquecivelmente para nós, quando veio já cá estavam Mitroglou e Jonas.
Foi com os três que o SL Benfica construiu o seu tetra de campeonatos nacionais e consolidou a pequena hegemonia no final da década passada – se de forma inacreditável as coisas não estivessem a correr bem com o grego ou o brasileiro, entrava Raúl, com a mesma ‘fúria’ competitiva que se estereotipa ao latino comum e o sentido prático da melhor versão de Hugo Sánchez.
Decidiu muitos jogos em fases cruciais (Vila do Conde duas vezes e Bonfim como as mais memoráveis) e foi o complemento perfeito a Ederson, que criou com ele química interessante em ligação de recurso ao pontapé longo (longuíssimo), de baliza a baliza e que Jiménez sabia aproveitar como ninguém.

3. Weldon: 27 jogos, 19 como suplente utilizado – seis golos
O SL Benfica perdia em casa com o CS Marítimo. Depois da melhor pré-época em 15 anos e da histeria generalizada, agora instakava-se a depressão na massa adepta. Contudo, havia uma carta na manga.
Weldon, o protége de Jesus que viera do CF Os Belenenses e que não tinha o talento dos artistas principais, surgia como salvador e empatava perto do fim. Menos mal. Passemos à frente até Abril.
Quatro dias depois do 2-1 ao Liverpool de Gerrard e Torres e quatro dias antes da implosão em Anfield, Jesus comandava as tropas na Figueira da Foz. Obviamente que era urgente fazer descansar peças importantes – Ramires e Saviola ficaram no recobro, Amorim e… Weldon eram apostas.
O brasileiro, que estivera fora das opções de forma regular, voltava a ser chamado e era titular pela primeira vez na Primeira Liga. Augusto Inácio tinha preparado, nos laboratórios da Naval 1º de Maio, tática mortífera para fazer apagar a chama das restantes estrelas titulares – Aimar e Di Maria, principalmente.
Correu tudo excecionalmente bem até aos 11 minutos, quando os da casa aumentaram para 2-0, o que provocou um sentimento generalizado de escândalo inadmissível. Weldon não gostou da brincadeira, vestiu-se novamente de salvador e em sete minutos colocou o jogo empatado, antes de Di Maria fazer o terceiro e Cardozo o quarto.
Duas semanas depois, nova batalha de proporções épicas, num Municipal de Coimbra à pinha: o 2-3 final reflete bem a dureza do desafio, durante o qual Weldon teve de fazer mais dois para manter o SL Benfica à tona do título. Os seus golos garantiram sete pontos – o SC Braga, segundo lugar, acabou a seis. Sintomático.

4. Pedro Mantorras: 117 jogos, 75 como suplente utilizado – 30 golos e cinco assistências
As malditas lesões não o deixaram ser gigante. Os tormentos dos batatais portugueses seriam sempre desafio inglório para tanto talento – numa altura de marcação cerrada ao homem, Pedro aguentou de tudo até o seu corpo colapsar.
Dois anos infernais de operações e tratamentos mal sucedidos deitaram por terra a promessa de grandes êxitos no topo do futebol europeu – apagado o futuro, remeteu-se ao seu SL Benfica e criou então sinergia irreplicável com a massa adepta.
Cada saída para aquecimento era a comemoração de um golo que viria poucos minutos depois: como esquecer o momento em que marca ao Boavista FC , no seu regresso aos relvados?
Esse campeonato foi, em grande parte, ganho devido ao regresso de Mantorras, o ídolo de um clube e símbolo do sofrimento generalizado. Cinco golos a sair do banco nessa segunda volta, um sorriso nos lábios a cada entrada mais ríspida e título de campeão nacional 11 anos depois.

5. Vata Matanu Garcia: 77 jogos, 34 como suplente utilizado – 37 golos
Mão ou peito? O angolano ainda hoje insiste que o golo ao Marselha, na meia-final da Taça dos Campeões, é legal. O golo que carimbou ao SL Benfica o passaporte para o Prater de Viena é o zénite da sua carreira na Luz, numa amálgama de poucos jogos completos e muitos golos, de todas as formas e feitios.
O conto de fadas iniciou-se em 1988, quando chega do Varzim juntamente com Miranda, um playmaker que supostamente faria as delicias do Terceiro Anel. Vata vinha quase como extra, sem grandes promessas de sucesso – poucos esperavam a troca de papéis e o seu impacto imediato.
Com 16 golos em 1988-89 conquistou o prémio de melhor marcador da Liga: só ele deu nove pontos ao SL Benfica, numa altura em que a vitória ainda valia dois e o segundo classificado ficara… a sete!
Acresce a admiração se tivermos noção do contexto em que produziu esta monstruosidade estatística: apenas 21 jogos a titular, 13 como suplente utilizado. Em 1989-90, o ano da mão-peito ao Olympique, 17 a titular e 14 a suplente utilizado – 16 golos feitos, apesar do mesmo estatuto intermitente.
A terceira e última temporada foi de menor fulgor devido à concorrência: chegara Isaías, regressara Rui Águas, Magnusson era intransferível e ainda existia César Brito. E o senhor Vata lá foi continuar a meter as mãos pelos pés – sempre pela positiva – lá para os lados da Reboleira."

Modalidades #56

Diogo Pinto, o médio goleador da Liga SABSEG

São nossos! De Sarabia a Yaremchuk e Darwin, passando pelo incontornável Luis Diaz


"A presente temporada ficará marcada pelo talento internacional na nossa Liga. Já houve bastante mais, mas é de notar que ainda tão recentemente pouco importaria a Liga nacional aos grandes do futebol Europeu.
Na presente época, são várias as caras de figuras internacionais que pisam os nossos palcos. Por Espanha, Ucrânia, Uruguai e Colômbia, jogaram homens de características ofensivas, na paragem para as selecções.
A elegância da passada e recursos técnicos de Diaz, a definição de Sarabia, a presença na área de Yaremchuk e a tremenda potência de Darwin."

A paixão pelo desporto e a história de uma cultura


"Na Grécia Antiga, a prática da ginástica foi considerada essencial para a saúde e para a formação dos cidadãos. A proeza atlética era celebrada pelos poetas, pelos escultores e pelo conjunto da Cidade. Concebidos pelos melhores arquitetos, nos estádios e ginásios havia a função estratégica no espaço público. Ao se ressuscitar os Jogos Olímpicos (JP), em Atenas, em 1896, Pierre de Coubertin testemunha a importância que ele associava do desporto moderno com a Antiguidade.
Hoje, os JO assumiram uma dimensão mundial e o desporto teve um desenvolvimento extraordinário, ao ponto de se tornar um fato social da maior importância e incarnar a moral e os valores coletivos. O lugar que o desporto ocupa na sociedade manifesta-se no papel educativo, na importância e diversidade das práticas desportivas ou ainda através do fervor que suscita. O enorme peso do desporto na vida social suscita questões relativamente ao seu financiamento, ao respeito de regras éticas e às expetativas que levanta em termos de integração e coesão nacional.
O desporto, pela sua natureza, é fonte de emoções individuais e coletivas, o que explica a popularidade dos espetáculos desportivos. Local por excelência da relação singular entre o público e os atletas, o estádio tem sido objeto de análises sociológicas, que o descrevem como um espaço de consenso, mas também de diferenciação cultural e social. A presença dos fãs, que procuram apoiar o seu atleta preferido ou a sua equipa, é um fator do ambiente próprio que se vive nos encontros desportivos. Se o desporto cristaliza todas as paixões e incita aos excessos, ele coloca em perigo os fundamentos éticos quando se pretende sempre ir mais longe na “corrida” da performance. 
 O combate para se preservar o ideal desportivo começa na escola, com a educação física, levando a que todas as crianças e jovens aprendam a conhecer os limites do seu corpo, a não fazer batota e a respeitar as regras. O desporto exige uma cooperação internacional, um compromisso sem falhas dos Estados e do movimento desportivo mundial, e a colocar-se em prática rigorosos procedimentos para garantir o respeito do direito e da ética no desporto."

Desaire Europeu...

Benfica 73 - 78 Den Bosch
19-17, 18-22, 20-14, 16-25

Derrota no último período, numa partida que apesar de tudo, podia e devia ter sido 'ganha'! Muitos ressaltos ofensivos, mas mesmo assim fraquíssima percentagem nos lançamentos, incluindo na linha de lance livre!!!

A lesão do Clifford acabou por 'decidir' a nossa sorte na Europa este ano! Cerca de dois meses de fora, irá regressar para os momentos mais importantes da época, internamente... mas na Europa sem a 'vantagem' Clifford, vamos penar!

PS: Semana horrível de lesões: Clifford no basquetebol, Honoré no voleibol e Nycole no futebol feminino!

Darwin explodiu da Teoria à prática | SL Benfica


"Chegou a hora de Darwin?

Darwin Gabriel Núñez Ribeiro, uruguaio, 22 anos, internacional A pelos primeiros campeões do Mundo de seleções e o único Gabriel do plantel do SL Benfica com qualidade para representar as águias.
Depois de uma época aquém das expetativas – maioritariamente criadas pelo valor da sua aquisição (cerca de um quarto de cem milhões de euros) -, o jovem sul-americano parece começar a explodir.
É, pelo menos, o que indicia o seu início de temporada. Não obstante os 14 golos e 11 assistências registados pelo “9” dos encarnados em 2020/21 (em 44 partidas), os oito jogos disputados pelo SL Benfica esta época refletem um Darwin mais pujante, mais mortífero, mais integrado, mais solto. Tudo mais. Não será, então, em risco muito grande prognosticar que também os seus números revelarão essa tendência, findada a época.
Para já, são seis os golos do uruguaio pelos de Lisboa. Curiosamente, não regista qualquer assistência, estando nesse vetor em claro contraste com a temporada transata. Mas, de onde vem este contraste? Que motivos têm tornado Núñez um jogador mais solto, mais matador, mais egoísta (no sentido “à ponta-de-lança” da palavra)?
As respostas serão, estou certo, múltiplas e variadas. No entanto, talvez a mais correta de entre todas seja a nova posição no onze de Jorge Jesus que o ex-Almería tem ocupado.
Com a presença de Yaremchuk – uma presença sóbria, mas importantíssima -, Darwin tem desempenhado funções à esquerda, com liberdade para procurar espaços interiores sempre que se justificar (o golo inaugural ante o FC Barcelona exemplifica-o).
Esta nova posição importa ao jogo de Darwin um par de características que o têm ajudado bastante: permite-lhe partir de zonas mais afastadas da baliza adversária com ou sem bola, fazendo uso da sua enorme capacidade atlética e de explosão.
Assim, retira-lhe a responsabilidade de ser “o” homem da frente, “o” homem-alvo. Neste momento, marcar golos não é a função primordial de Darwin e isso tem sido fundamentalmente para que ele… marque golos.
O avançado formado no Peñarol ganhou soltura física, mental e posicional e tem causado estragos por isso mesmo. Não obstante, são mais os fatores decisivos para este arranque fulguroso do cinco vezes internacional uruguaio.
Desde logo, o melhor momento do futebolista é indissociável do melhor momento da equipa. Se a equipa está melhor – e indubitavelmente está -, o jogador terá mais facilidade em também ele estar melhor.
E está. Por estes dois motivos e por outros quantos. Pela presença de Yaremchuk, que tem feito um bom trabalho nas tabelas, na procura de dar apoios frontais, na procura de terrenos laterais.
Pela presença de Weigl e João Mário, que dão segurança à equipa e a cada uma das individualidades que a compõem. Pela presença de Grimaldo, que, ao atravessar uma boa fase, permite que Darwin não se sinta um corpo estranho na esquerda.
Se a coexistência destes fatores perdurar, assim como a vontade de trabalhar de Darwin, é mais do que plausível que o uruguaio tenha em 21/22 a sua época de explosão e afirmação e, quem sabe, a sua época de despedida do Sport Lisboa e Benfica."

Pela abolição do cartão de adepto


"Felicito João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, pelo cartão de adepto. Não porque o admire, acho até lamentável, mas por servir de exemplo paradigmático de uma certa alienação de alguns governantes.
O empenho na implementação desta medida e a convicção com que a defende são admiráveis. Imagine-se esta energia em prol de uma boa medida. Creio até que, no seu íntimo, já se julgará merecedor do acrescento de uma rotunda inútil juntando o seu nome à toponímia dum qualquer lugarejo de Portugal.
João Paulo Rebelo convenceu-se de que solucionou um problema e persiste em demonstrar que não entende a violação de princípios fundamentais nesta lei, desde logo a presunção de culpabilidade em - como se não bastasse - atos por acontecer. Muito menos é conhecedor dos padrões comportamentais dos alvos do cartão de adepto, notório ao afirmar que a lei seria mesmo aplicada face ao ajuntamento de certo "tipo de adeptos" noutras zonas dos estádios, algo que nunca alguém, desde que se chame João Paulo Rebelo, poderia imaginar.
Para já temos setores vazios e a constatação de quão gritante é a falta de noção deste governante que, nesta semana, referiu que "todas as observações negativas e críticas até destrutivas vêm de uma minoria de pessoas a quem, de facto, não interessa a implementação do cartão do adepto". Como eu, pelos vistos, e todos os frequentadores dos estádios que conheço ou que oiço e leio versarem sobre o assunto, além de, aparentemente, todos os clubes. Para minoria, não está mal. O secretário de Estado assume-se convicto de que "a esmagadora maioria dos portugueses é a favor deste procedimento", reconhecendo porém "que não sejam entusiastas a expressar a sua opinião".
Que portugueses serão esses, ninguém sabe. Talvez daqueles que pouco ou nada sabem de Desporto, grupo a que João Paulo Rebelo confessou pertencer, num artigo publicado, em março, no jornal A Bola, da autoria do venerável professor Manuel Sérgio."

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Fim de semana repleto de vitórias


"Num fim de semana marcado pela eleição mais concorrida de sempre num clube português, a atividade desportiva prosseguiu a todo o vapor, com muitas vitórias benfiquistas.
Nas modalidades de pavilhão houve apenas um percalço entre muitos triunfos, o suficiente, no entanto, para nos impedir a satisfação plena.
No andebol, tivemos a visita ao Gaia, que estava invicto desde o início do Campeonato (três vitórias e um empate). O resultado foi esclarecedor quanto à superioridade benfiquista evidenciada em campo: 26-36.
A difícil deslocação a Albufeira para defrontar o Imortal, equipa-sensação da temporada passada no basquetebol, foi ultrapassada competentemente. Num jogo emocionante, controlado a partir do intervalo, ganhámos por 72-77.
A estreia no Campeonato de futsal foi auspiciosa. O golo madrugador, logo aos 23 segundos, foi o mote para uma vitória esclarecedora, por 4-0, ante o Leões de Porto Salvo.
A única derrota verificou-se no hóquei em patins, em que atuámos no sempre complicado pavilhão da Oliveirense. Perdemos por 5-4, num jogo equilibrado em que a maior eficácia nas bolas paradas da turma de Oliveira de Azeméis foi determinante para o desfecho do jogo.
No voleibol tivemos jornada dupla a intermediar a primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. No sábado, a deslocação ao reduto do Clube K saldou-se por 0-3 a nosso favor. No dia seguinte foi a vez da receção à Fonte do Bastardo, finalista vencido no play-off da temporada passada. Após duas horas e meia de jogo, saímos vencedores da contenda por 3-2.
No feminino só no andebol descansámos. No basquetebol batemos o Vagos (58-51), no futsal vencemos, por 0-3, o Vermoim, no hóquei chegámos aos 15-0 ante o Tojal e, no voleibol, duplo triunfo por 0-3, nas visitas a Vilacondense e Lusófona.
Nota ainda para a vitória, por 2-3, da nossa equipa feminina de futebol na tradicionalmente difícil visita à Madeira para defrontar o Marítimo.
Terminamos com um apelo para que hoje, na Luz às 21 horas, a nossa equipa de basquetebol tenha muitos Benfiquistas junto de si para apoiá-la diante os neerlandeses do Heroes Den Bosch, na jornada inaugural da fase de grupos da FIBA Europe Cup.
E fica desde já lançado o desafio para que também enchamos o pavilhão amanhã, quarta-feira, e ajudemos a nossa equipa de voleibol a levar de vencida o Bigbank Tartu (20h00).
Vamos, Benfica!"

Benfica FM #172 - Rui Costa eleito Presidente

Visão Vermelha S03E06 - Os Benfiquistas decidiram!

BI: Rescaldo Eleições...

Olheiro BnR | Cher Ndour, o diamante italiano


"Um talento por lapidar, de seu nome Cher Ndour…

Cher Ndour nasceu no dia 27 de Julho de 2004 em Brescia, na região da Lombardia. Filho de mãe italiana e pai senegalês, começaria a jogar no clube da sua cidade aos oito anos, sendo que aos 11 anos mudar-se-ia para a cidade vizinha de Bérgamo, para ingressar na Atalanta.
Aí começaria a despertar o interesse de vários tubarões europeus e estrear-se-ia pela seleção de sub-16 italiana. No verão de 2020, com vários clubes de topo interessados, Cher Ndour rumaria ao SL Benfica. Tendo ainda idade de juvenil, Cher seria aposta regular na equipa de sub-23, realizando 19 jogos pela equipa orientada por Luís Castro e marcando um golo.
Na reta final da temporada, Cher Ndour faria história pelo clube encarnado. Em jogo contra a UD Oliveirense, o médio italiano estrear-se-ia pela formação secundária dos encarnados, sendo aos 16 anos e 312 dias o jogador mais jovem de sempre a jogar na Segunda Liga.
Já nesta temporada, em jogo a contar para a sexta jornada da Segunda Liga no reduto do SC Farense, Ndour tornar-se-ia no jogador mais jovem de sempre a marcar pela equipa B encarnada, batendo o recorde detido por João Félix.
Cher Ndour é um jogador que atua preferencialmente como médio-centro, podendo também jogar a número dez, sendo que apresenta uma disponibilidade física acima da média para a sua idade (1,90m e 83Kg).
Além disso, também dispõe de uma boa qualidade técnica e de passe, apresentando capacidade de chegada à área, sendo uma arma importante tanto nos lances de bola parada, como na meia-distância.
Por outro lado, é um jogador que tem vários aspetos a crescer no momento defensivo, nomeadamente a definir os timings de pressão na transição defensiva. Também precisa de aprimorar a sua tomada de decisão, na qual mostra ser um jogador inconsistente, capaz do melhor e do pior.
Nesta temporada, Ndour tem sido presença regular na equipa B, jogando ainda por duas vezes nos sub-23 e competido pelos juniores na Youth League. Aos 17 anos, Cher Ndour é um dos projetos de jogador mais interessantes no Seixal.
O caminho a percorrer ainda é longo, mas bem trabalhado e crescendo de forma contínua e sustentada, podemos ter em Ndour um médio completo, capaz de brilhar ao mais alto nível pelo Glorioso."

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Dia histórico


"Chamados a votar, os sócios do Sport Lisboa e Benfica acederam de forma massiva às urnas, estabelecendo novo recorde de participação naquele que é o ato mais importante da vida associativa do Clube.
40085 associados benfiquistas materializaram, em votos, num total de 808298, a sua vontade quanto a quem caberá, no quadriénio agora iniciado, a suprema honra e a máxima responsabilidade de dirigir os destinos do Sport Lisboa e Benfica.
Rui Costa reuniu 84,48% dos votos e Francisco Benitez 12,24%. 2,72% foram em branco e houve ainda 0,56% nulos. A estratificação dos votos por mesa poderá ser consultada aqui.
No discurso da tomada de posse, o Presidente eleito Rui Costa enalteceu a “maior mobilização e participação de sempre em eleições num Clube em Portugal, sem qualquer tipo de paralelo a nível nacional e raríssimos casos no mundo”, concluindo que “o grande vencedor desta eleição histórica foi, de forma expressiva, o Sport Lisboa e Benfica e a sua grandeza”.
Rui Costa dedicou ainda palavras elogiosas aos consócios candidatos pela Lista B, entendendo que “fizeram jus ao seu lema Servir o Benfica, contribuindo para esta eleição histórica”.
O candidato a Presidente da Direção pela Lista B, Francisco Benitez, congratulou Rui Costa pela eleição e considerou que se tratou “de uma grande vitória dos benfiquistas” e “um sinal de que a cidadania benfiquista está bem viva”.
A extraordinária mobilização dos benfiquistas é motivo de orgulho e fator de motivação acrescida para os desafios que se avizinham.
Unidos em torno da edificação de um Benfica progressivamente melhor, maior e plural, todos contribuiremos para um Benfica cada vez mais ganhador.
Viva o Sport Lisboa e Benfica!"

BnR: Rescaldo Eleições...

Benfica, ideias para o presente e futuro



"Os chineses podem trazer investimento mas é nas nossas ex-colónias que está o futuro em todas as vertentes. Eles sabem e sentem o Benfica tal como nós.

Este sábado realizam-se mais umas eleições no Sport Lisboa e Benfica. Da lista apresentada por Rui Costa, não deixa de ser curioso perceber que se optou por uma aposta na transição ao invés do início de um novo ciclo o que faz crer que estaremos perante uma fase de teste à capacidade de liderança do presidente, o que deixa antever que daqui por 4 anos teremos umas novas e animadas eleições provavelmente com outros protagonistas. A mim, como simples sócio e independentemente do que foi dito no debate (à hora a que o mesmo se realizou já esta crónica tinha sido escrita), cumpre-me ir votar, (na lista da continuidade, em protesto ou em branco), mas também (e uma vez que tenho este espaço) o meu contributo através das ideias e da partilha de alguns pontos chave que gostava de ver implementados no clube.
A começar pela marca Benfica. Este devia aliás ser um dos pontos fundadores de qualquer direção empossada. A visão para o presente e para o futuro, a forma inovadora com que se procuram novos produtos para o merchandising e o respeito que se deve ter para com o símbolo, a identidade e as cores do clube, seja nos equipamentos ou em qualquer outro que se venda nas lojas. Acredito ainda que o presidente devia ter ordenado assim como os administradores ou direção. Que começasse por uma base razoável mas que pudesse ser incrementado através de bónus de produtividade desportivas e financeiras. Desconfio sempre de pessoas que alocam todo o seu tempo ao clube e depois não ganham nada em troca. Prefiro que ganhem do que se metam em negociatas menos claras para retirar dividendos. Como ponto de partida a tão propalada auditoria externa já devia ter sido posta em marcha há muito e deveria ter sido disponibilizada antes das eleições. Seria uma forma de transparência, quem não deve não teme. Acompanho a vontade de modernizar o espaço por dentro e de o melhorar por fora até no critério com que se escolhem os parceiros de restauração e comércio.
A nível desportivo uma estratégia clara em duas vertentes fundamentais para o presente e o futuro. Formação e scouting. Na formação (de jogadores e treinadores), ao contrário de muitos não acho necessário esse tal modelo tático estanque que percorra todas as camadas porque o futebol está sempre a mudar e a reinventar-se mas a forma como se formam e se retiram as melhores características para cada jogador ser coerente e baseada na ciência e no conhecimento (com os laboratórios Benfica) mas também na experiência com o acompanhamento de velhas glórias do clube que incutam a mística que os diferencia. No scouting a preparação de uma equipa altamente profissionalizada e acordos em países emergentes com pontos focais locais que possam estender a nossa rede para descobrirmos talento mais cedo e com mais assertividade. As novas tecnologias aqui têm um papel fundamental seja neste processo como na modernização de toda a nossa amplitude comercial que nos pode levar para outros mercados. Também na comunicação é fundamental desenhar uma estratégia assente nos nossos valores e na nossa história feita por quem sente o clube e consegue passar esse sentimento para fora e para dentro.
Um modelo para as Casas do Benfica. Menos votos e mais condições. Vejo casas do Benfica no estrangeiro completamente ao abandono e outras sem apoios. Esses espaços não precisam de 50 votos precisam de acompanhamento e de uma estratégia. Uma aposta forte nas modalidades e na sua sustentabilidade em estreita ligação com a Missão Olímpica, apostar nas novas e revitalizar algumas históricas (ciclismo, rugby, surf, skate ) através da criação da cidade das modalidades num trabalho de base que deve partir do desporto escolar. Um redirecionar da nossa visão para os Países Africanos de Língua Portuguesa. Em vez de gastarmos toda a nossa energia em mercados que nunca sentirão o Benfica, desenvolver uma verdadeira Visão Eusébio acompanhada por um trabalho profundo da nossa Fundação. Formação e deteção de talento, escolas, cativar as comunidades locais e aumentar a nossa expressão. É por aí que podemos e devemos crescer. Os chineses podem trazer investimento mas é nas nossas ex-colónias que está o futuro em todas as vertentes. Eles sabem e sentem o Benfica tal como nós."

Visão Vermelha S02E05

domingo, 10 de outubro de 2021

Demasiada emoção !!!

Benfica 3 - 2 Fonte do Bastardo
14-25, 27-25, 25-23, 21-25, 15-12

Wohlfi(18), Zelão(15), Japa(11), Gaspar(10), André(10), Nathan(2), Violas(2), Westermann, Nikula, França, Rapha, Brito; Casas, Bernardo

Mais uma vitória, neste início de época 'louco', com jogos atrás de jogos, contra adversários complicados! E se não jogámos o nosso melhor, mas vencemos na mesma, acaba por ser um bom sinal... porque tenho a certeza que vamos melhorar!

Início horrível, mas esta equipa, além das qualidades técnicas, individuais e colectivas, tem vários jogadores, que odeiam perder... O melhor exemplo é o André, que hoje, ficou visivelmente furibundo ainda no 1.º Set, e depois dificilmente foi parado!!!

E só não ganhámos isto no 4.º Set, porque os açorianos 'descobriram' que o Japa tem dificuldades na recepção a Serviços 'andorinha'!!!

Na 'negra' estivemos em modo imparável, grande atitude, com o Zelão e o André a darem o mote...

Agora, estamos muito longe do nosso melhor no Serviço, a recepção também tem tremido, e no ataque também não estamos dominadores! Tem faltado o Rapha... e as contratações, estão a demorar a entrar na equipa...
Se a lesão do Honoré for grave, temos que ir ao Mercado, pois o França tem dado boas indicações no Ataque, mas no Bloco parece-me 'lento'!!!

Quarta, temos jogo decisivo na Europa (basta vencer 2 Set's), e no próxima jornada, recebemos o Sp. Espinho, que hoje derrotou o Sporting, em Alvalade!

Início vitorioso...

Benfica 4 - 0 Leões de Porto Salvo

Primeiro jogo oficial da época, após uma pré-época atípica, com um treinador novo, e com praticamente todos os jogadores nas Selecções, só ficaram por cá, o Roncaglio, o Nilson, o Fits e o Jacaré... de resto, todos no Mundial! Ainda por cima, as novas contratações Carlitos (jovem com muito potencial...), e o Cintra lesionaram-se com alguma gravidade...

Jogo com pouca história, marcámos dois golos no arranque, e depois gerimos. Mesmo assim, o Ronca devia ter tido menos 'trabalho'!

O Tayebi e o Romulo não foram convocados...