Últimas indefectivações

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Lixívia 9

Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 17 (-5) = 22
Corruptos.. 21 (+6) = 15
Sporting... 19 (+8) = 11

Vou ser curto porque já estou cansado deste lamaçal...
Repito aquilo que já escrevi no post da crónica do jogo do Benfica e na respectiva caixa de comentários: o facto do Benfica estar a jogar mal, não transforma os erros premeditados dos apitadeiros, em boas decisões! São duas coisas completamente distintas... Identificar os erros graves de arbitragem, deve-se fazer quando se perde ou quando se ganha, são planos completamente diferentes...

Foram dois os penalty's que ficaram por marcar a favor do Benfica. Com a existência do VAR, é perfeitamente indesculpável que se continue a não assinalar este tipo de faltas a favor do Benfica, repetidamente, quando noutros jogos, com outras equipas, são assinalados erradamente a favor dos nossos rivais na classificação... O zelo demonstrado na expulsões dos nossos jogadores, só acontece com o Benfica... Os apitadeiros, estão totalmente coagidos... tem carta branca para roubar, pois sabem que roubar o Benfica, deixa os jornaleiros felizes...
A arbitragem foi totalmente inquinada, principalmente na 2.ª parte, fez tudo para travar o ritmo do jogo, disse-o aos meus colegas de bancada, ainda antes da expulsões do Jardel... Inventou faltas e faltas a meio-campo, sempre contra o Benfica...
- O penalty do Rafa até pode ser discutível, mas a falta existe. Existe um toque com o joelho e depois com o corpo impede o Rafa de seguir atrás da bola... Não existe carga de ombro.
- No lace do Cervi, existe uma falta inicial sobre o Cervi que é agarrado. O Cervi cai, a bola toca nos braços do Cervi sem intenção, o Cervi levanta-se e é completamente 'placado' na mudança de direcção. Não assinalar nada e não pedir a intervenção do VAR neste lance, é a prova provada que existiu premeditação...

Os Corruptos nos Barreiros levaram mais uma vez com o Xistra!!! A quantidade de vezes que os Corruptos são apitados pelo Xistra na Madeira deve ser um daquelas recordes do Tugão difíceis de bater ou de compreender!!!
O penalty marcado a favor dos Corruptos com 0-0 é ridículo. As imagens demonstram claramente que é o avançado dos Corruptos que 'fecha a asa' e puxa o defesa para cima dele!!! Uma das formas mais manhosas de 'sacar' faltas aos defesas... Como é que é possível um VAR não intervir nestes lances!!!
Para azar ou sorte dos Corruptos, o Marega falhou o penalty...
Na expulsão do Danny, mais uma vez, deixou o jogador do Marítimo sofrer uma falta continuada, não marcou nada, e esperou pela reacção agressiva do jogador... Faz parte dos manuais!!!
Mesmo sem influência no resultado, à 9.ª jornada, os Corruptos foram beneficiados com erro grosseiro a seu favor, pela nona fez consecutiva!!! Consistência extraordinária...

A Lagartada, estava completamente enterrada em São Miguel, o 2-0 estava mais perto do que o 1-1... só que logo a seguir o Mota quis ter finalmente descanso nos seus talhos, e decidiu 'matar' o jogo!!!
Para mim não existe qualquer falta dos defesas do Santa Clara. Existe um cruzamento, os defesas estão à frente do Bas Dost, protegem a linha da bola, e é o avançado dos Lagartos que força a passagem, por onde não tinha espaço...
Se fosse um avançado do Benfica a fazer isto, a decisão seria fácil: falta do avançado!!! Como foi um Lagarto, penalty e na sequência expulsão por protestos de um jogador do Santa Clara...
Jogo virado de pernas para o ar com uma decisão absurda...

Anexo(I):
Benfica
1.ª-Guimarães(c), V(3-2), Pinheiro(Sousa), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho(Sousa), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), E(2-2), Capela(Esteves), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Veríssimo(Sousa), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), D(2-0), Soares Dias (V. Ferreira), Prejudicados, (1-0), Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(c), D(1-3), Almeida(Esteves), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)

Corruptos
1.ª-Chaves(c), V(5-0), Almeida(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(c), D(2-3), Veríssimo(Paixão), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho(Malheiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Veríssimo(Sousa), Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Feirense(c), V(2-0), Rui Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Marítimo(f), V(0-2), Xistra(Sousa), Beneficiados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Moreirense(f), V(1-3), Martins(Miguel), Nada assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Godinho(Sousa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
6.ª-Marítimo(c), V(2-0), Almeida(Sousa), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
7.ª-Portimonense(f), D(4-2), Miguel(Ferreira), Nada a assinalar
8.ª-Boavista(c), V(3-0), Xistra(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota(V. Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+ 3 pontos)

Anexo(II):
Benfica:
Sousa: 0 + 3 = 3
Esteves: 0 + 2 = 2
Pinheiro: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
Capela: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Xistra: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1

Corruptos:
Vasco Santos: 0 + 3 = 3
Veríssimo: 2 + 0 = 2
Xistra: 2 + 0 = 2
Malheiro: 1 + 1 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
Almeida: 1 + 0 = 1
Manuel Oliveira: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Capela: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
L. Ferreira: 0 + 1 = 1

Sporting:
L. Ferreira: 0 + 3 = 3
Miguel: 1 + 1 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
Martins: 1 + 0 = 1
Oliveira: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Xistra: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1
Veríssimo: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1
Épocas anteriores:

Benfiquismo (MI)

Com a bênção da neve !!!

Chama Imensa... Actualidades

Félix 2023

Está feito, renovação feita, com revisão salarial e aumento da cláusula...

O João ainda tem muito para evoluir, por exemplo naquilo que faz quando a equipa não tem bola, mas o talento está lá todo! Acredito, sinceramente, que esta nova fornada de jovens a sair do Seixal, vai ficar mais algum tempo, do que as gerações anteriores... Mas para isto dar 'certo' tem que manter a fome de ser melhor todos os dias!!!

Neste momento está a ser utilizado como falso extremo esquerdo, mas quando ganhar mais algum 'peso' (músculo), vai jogar no meio, como 9, ou como 9,5...!!!




Benfica em tempo de todos os perigos

"Há muitos anos que o Terceiro Anel não se manifestava com tanta veemência contra uma equipa do Benfica (e contra o treinador...)

uma semana, neste mesmo espaço, escrevi o seguinte, a propósito da derrota do Benfica no Jamor, frente ao Belenenses: «Reduzir os problemas evidentes pelo Benfica à falta de eficácia, como fez Rui Vitória, não é mais do que uma tentativa de tapar o sol com a peneira». Na Luz, na última sexta-feira, ficaram à vista de todos as deficiências profundas desta equipa encarnada, plasmadas na forma penosa como se arrastou durante os 60 minutos de que dispôs para ensaiar a reviravolta no resultado. A desorganização do conjunto de Rui Vitória, sem coesão entre sectores, previsível e votado à vulgaridade, permitiu a um Moreirense cheio de confiança passear na Luz como se fosse um grande da Europa. Há muitos anos que o Terceiro Anel não se manifestava de forma tão veemente contra o desempenho de uma equipa do Benfica, e por tabela contra o responsável técnico, Rui Vitória. E embora nenhuma decisão directiva deva ser tomada com base em pressões exteriores, este dado é mais um a juntar a todos os que vão fundamentar uma decisão quanto ao futuro próximo do futebol encarnado. É verdade que o Benfica começou a época mais cedo que os outros e teve de jogar quatro finais, ainda a processão estava a sair do adro. Se calhar é por isso que alguns jogadores - André Almeida, Jardel, Fejsa, Pizzi, Salvio - estão em má forma. Mas par além das individualidades, torna-se evidente a falência da ideia de jogo de Rui Vitória, sem a dimensão e a modernidade que o Benfica reclama. Com uma defesa que não sobe no terreno, um meio-campo que dificilmente sai da pressão de qualquer adversário e um ataque sem presença na área e que permite que o adversário se organize sem oposição logo a partir do guarda-redes, o Benfica mais parece uma equipa de nível de nível médio da década de noventa do século passado, a anos-luz daquilo que são os mínimos exigíveis a quem anda na Liga dos Campeões. Dito tudo isto, que pode fazer Rui Vitória para inverter a queda rumo ao abismo? Na linha do que escrevi há uma semana, se o treinador do Benfica não interiorizar que a sua equipa está muito doente, nunca fará o diagnóstico certo que leve à cura. E essa passa por um golpe de asa que está por demonstrar que esteja ao alcance de Vitória. Entretanto, Luís Filipe Vieira deverá manter-se atento à evolução da crise. Muito atento, até. A começar pelo que pode acontecer frente ao Ajax...

(...)
Um desejo, um caminho e a realidade
«Tenho a firme convicção de que não sairei do Benfica sem ser campeão europeu»
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica
Nos tempos que correm, não é crível que qualquer equipa portuguesa possa ganhar a Liga dos Campeões. Mas é possível ter uma equipa de nível europeu, baseada na formação. Com uma liderança técnica de excelência e desde que os talentos não saiam, como até agora, depressa de mais; e as aquisições não sejam feitas, como agora, em quantidade e passem a ser feitas em qualidade.

A hora de João Mário
João Mário, campeão da Europa por Portugal, entrou pela porta grande no Inter Milão, que pagou ao Sporting 40 milhões pela sua transferência. Em Itália, os tempos nunca foram fáceis para o médio de ataque luso, que passou por um empréstimo ao West Han, e viu-se, a seguir, votado a um ostracismo prolongado por Luciano Spaletti, técnico nerazzurro. Porém, como não há mal que dure sempre, João Mário teve agora uma oportunidade que agarrou com as duas mãos. No último jogo em San Siro, a vitória do Inter sobre o Génova por 5-0 teve a assinatura do português, com um golo e três assistências. Mais um craque a entrar de novo nas contas de Fernando Santos (a que se junta Rapahel Guerreiro, que recuperou a titularidade na esquerda da defesa do Dortmund, André Gomes dono de um lugar no onze de Marco Silva e Gelson Martins, finalmente escolhido por Diego Simeone), que nunca viveu tanta abundância na Selecção Nacional.

Vinicius é o rosto da nova ilusão madrilista
À falta de poder elogiar Bale, o mais caro do plantel, Modric, vencedor do prémio da FIFA, ou Benzema, que não convence, a imprensa de Madrid decidiu puxar por Vinicius, que por mais talento que tenha não tem condições para carregar às costas o Real e todas as suas contradições. Tem tudo para não acabar bem."

José Manuel Delgado, in A Bola

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Dopagem no ciclismo: decisão do CAS

"O Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne (CAS) proferiu uma decisão abrangendo três recursos interpostos contra a decisão emitida pela American Arbitration Association (AAA) em 21 de Abril de 2014 no caso da Agência Anti Dopagem dos Estados Unidos da América (USADA) contra Johan Bruyneel, Pedro Celaya Lezama e José Manti Marti.
Este é, nas palavras do CAS, o «último capítulo da saga que teve como protagonista Lance Amostrong e as equipas da US Postal Services (USPS) e da Discovery Channel».
Como resultado dos processos contra si movidos, Lance Amostrong foi sancionado com um impedimento vitalício. De acordo com a USADA, os três envolvidos neste novo processo fizeram também parte do mesmo esquema de dopagem, encorajando o uso de substâncias proibidas para melhorar a performance da equipa e evitar a respectiva detecção.
Neste caso, a AAA impôs um período de inelegibilidade de 10 anos a Johan Bruyneel, ex-gerente/director desportivo de várias equipas profissionais de ciclismo, e de 8 anos a Pedro Celaya Lezama, médico da equipa, e a José Marti Marti, treinador da equipa. A WADA recorreu, igualmente, desta decisão, pedindo a imposição a todos de uma inelegibilidade vitalícia.
O CAS decidiu alterar a decisão da AAA, tornando os períodos de inelegibilidade de José Marti Marti por 15 anos. O CAS concluiu que as provas apresentam um quadro muito claro: entre 1997 e 2007, Bruyneel, Marti e Celaya articularam um esquema de dopagem elaborado e altamente bem sucedido, com Bruyneel  no centro do esquema e Marti e Celaya como participantes indispensáveis."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Breve história da brevidade

"Em 1590, Giovanni Battista Castagna tornou-se o 229º Papa da Igreja Católica com o nome de Urbano VII. A 27 de Setembro, treze dias após a eleição, morreu de malária (ou, se quisermos ser mais danbrownistas que Dan Brown, vítima de uma terrível conspiração dos templários). O príncipe Luís António, duque de Angoulême, foi rei de França durante vinte minutos, entre a abdicação do seu pai, Carlos X, e a sua própria abdicação em favor do sobrinho, Henrique V. O nono presidente dos Estados Unidos, William Henry Harrison, tomou posse a 4 de Março de 1841. Adoeceu logo a seguir e, apesar dos esforços dos médicos que lhe ministraram ópio e aplicaram sanguessugas e óleo de rícino, morreu exactamente um mês depois, a 4 de Abril daquele ano, vítima de pneumonia. Em 1963, João Guimarães Rosa foi finalmente eleito para a Academia Brasileira das Letras, mas só aceitou tomar posse a 16 de Novembro de 1967. Três dias depois, sofreu um enfarte e morreu.
Há, na história da humanidade, muitos outros exemplos de reinados breves, de lideranças efémeras e de domínios momentâneos cuja única razão para os lembrarmos é a sua própria brevidade. No caso do futebol, mais precisamente no caso dos treinadores de futebol, isso gerou uma categoria à parte, a do treinador interino, uma das espécies mais curiosas do desporto. Após uma chicotada psicológica, e mesmo quando já têm em mente o sucessor, os dirigentes costumam deixar um hiato entre a saída de um treinador e o anúncio do novo ocupante do lugar. Para gerir o grupo, recorrem a um dos adjuntos ou a uma antiga glória do clube capaz de amortecer a insatisfação e impaciência dos sócios. Os jogos orientados pelos treinadores interinos são um limbo em que as derrotas não doem tanto e as vitórias satisfazem apenas o suficiente para gerar a suspeita, infundada na maior parte das vezes, de que talvez aquela fosse uma boa solução a longo prazo. Anunciado o novo treinador, o interino esfuma-se, desaparece numa nuvem de agradecimentos ao seu espírito de missão e regressa abnegadamente às funções anteriores ou vai treinar um obscuro clube cipriota.
Ao contrário de todos os outros treinadores, cujo futuro depende dos resultados, o treinador interino já sabe que, independentemente dos resultados, o seu destino é o despedimento. Bem, despedimento não é a “mot juste”. Chamemos-lhe remoção indolor do cargo. É que os reinados dos interinos, por definição breves, têm essas características: tudo neles é indolor, intangível, invisível e olvidável. É como se nunca tivessem acontecido. Ou quase. Eu, por exemplo, lembro-me bem do crime lesa-pátria que foi a passagem sumária de Fernando Chalana pelo banco do Benfica. Ver uma das maiores glórias do clube completamente exposta aos ataques dos adversário e sem a protecção da famosa “estrutura” foi um dos momentos mais negros da presidência de Luís Filipe Vieira.
Mesmo assim, os adeptos poupam o interino ao julgamento severo reservado a todos os treinadores. Para quê gastar munições com quem está ali a apagar um fogo? Por isso, o treinador interino goza de uma irresponsabilidade acompanhada da indulgência dos adeptos que lhe permite proceder às experiências tácticas mais extravagantes, emitir as declarações mais obtusas nas conferências de imprensa e lançar, ao arrepio da lógica e do bom senso, os jogadores mais improváveis. Ninguém lhe liga. Ou quase. Regressando a Fernando Chalana, reza a lenda que foi ele, na sua primeira experiência como interino em 2002, a inventar Miguel a lateral-direito.
No domingo, Tiago Fernandes, incumbido de fazer a ponte entre José Peseiro e, ao que tudo indica, Marcel Keizer, ou seja, encarregado de ligar o desastre ao desconhecido, também quis adaptar um jogador a novas funções e apostou em Lumor, um lateral-esquerdo a quem foi pedido que fizesse de lateral-esquerdo. Após o jogo, que terminou com uma vitória suada do Sporting e serviu para mostrar pela enésima vez que José Peseiro é capaz de ser o treinador mais azarado do mundo, o interino afirmou que a sua equipa podia ter ganhado por três ou quatro a um. Outro treinador veria as suas escolhas e as suas afirmações submetidas a um minucioso escrutínio. Já o interino beneficia da liberdade da sua irrelevância e do horizonte curto da sua permanência no lugar. Como um condenado à morte tem direito a escolher uma última refeição, o interino tem direito a banquetear-se com declarações delirantes e apostas originais.
Na verdade, Tiago Fernandes podia ter feito uma dupla de centrais com Viviano e Bas Dost, podia ter dito que o resultado mais justo seria uma vitória do Sporting por cinco a zero ou que o União da Madeira merecia ter marcado três golos. Um interino é quase inimputável e tem todo o direito a trocar o nome dos adversários, as posições dos jogadores e o sistema de jogo. Digamos que o interino é uma espécie de inconsciente dos treinadores que vivem reprimidos com medo do cutelo. Ora, para o interino, a única certeza da vida é o cutelo e essa certeza liberta-o da lei que subjuga os outros. Numa época em que muitos clubes querem encontrar o seu Ferguson, um treinador para a vida toda, seria melhor que alguns treinadores fossem possuídos pelo espírito livre, um tanto anárquico e irresponsável, do interino, como se a carreira acabasse amanhã, como se cada jogo fosse o último. É que, para os treinadores interinos, normalmente é."

Rui Vitória no quarto ano, José Peseiro nem quatro meses

"O Sporting despediu um treinador no dia 1 de Novembro. O Sporting estava a dois pontos do primeiro lugar no campeonato, o técnico tinha chegado há três meses apenas e não fora eliminado em qualquer das outras provas em que participa. E tinha chegado ao clube após um Verão em que os sócios tiveram de afastar o presidente anterior após uma série de episódios inauditos que incluíram uma cena inacreditável de agressão aos próprios jogadores. O plantel foi remendado à pressa e por uma comissão administrativa transitória. Muitos jogadores essenciais saíram e outros apenas agora, agora mesmo, nos dois últimos jogos, começavam a dar o contributo à equipa. O Sporting vinha do melhor jogo e da melhor exibição para o campeonato. O Sporting perdeu em casa um jogo menor, de uma prova não absolutamente relevante. O treinador foi despedido nessa noite.
Os sócios do Sporting, que tiveram de forçar a saída de Bruno de Carvalho, escolheram para liderar o clube o até então médico da equipa de futebol. Frederico Varandas, homem de voz serena e estilo tranquilo surgia apostado em devolver a estabilidade perdida. Ainda na campanha eleitoral, assumiu que a aposta no treinador José Peseiro estava certa e era para manter. A mesma estabilidade o recomendava. Enquanto os resultados foram positivos, muito positivos até no contexto, o Sporting parecia outro. Aos primeiros e adivinháveis desaires, voltaram os disparates, a começar por Sousa Cintra, o homem que o tinha contratado(!), que classificou Peseiro como “hesitante”. Logo Sousa Cintra, famoso pela certeza das convicções desde que despediu Bobby Robson num avião após um jogo europeu, pressionado por dois ou três grandes “conhecedores” do jogo. O Sporting que despede Peseiro desta forma é filho desse outro, o da instabilidade.
O cúmulo desta vez foi ser o próprio presidente do clube, Frederico Varandas, a fazer o pré-anúncio de despedimento, primeiro numa longa entrevista ao Expresso e depois numa conversa de podcast de um conhecido adepto. Discreto em tudo até então, Varandas mostrou que já tinha desistido de Peseiro e que a vitória confortável frente ao Boavista apenas adiara o destino traçado. Já não era apenas o desejo de ter “o melhor treinador”, era o aviso de que Peseiro poderia não ser solução para toda a época. É todo um compêndio de como não actuar, destratando Peseiro de uma forma que este não merecia. Independentemente do que se pensar dos seus méritos, tem um trajecto indiscutível de seriedade no futebol português e assumiu o Sporting numa aposta de grande risco (como agora se comprova). Imaginemos o que teria acontecido se Peseiro tinha ficado mais uns dias e ganho nos Açores, já que não foi decerto por mérito do sucessor episódico que os leões ganharam, em mais uma exibição descolorida. O Sporting estaria (como está) a 2 pontos dos primeiros e outros 2 à frente do Benfica. Não foi isso que aconteceu porque o Sporting despediu o treinador recém-chegado no dia 1 de Novembro, quando estava a dois pontos apenas do primeiro lugar no campeonato e não tinha sido eliminado em qualquer outra prova em que participa. Resta a Varandas provar que o holandês Keiser é a tal solução claramente melhor. Não vai ser fácil.
Grato à instabilidade de Alvalade pode estar mais uma vez o Benfica, agora que é quase unânime o que muito poucos viam há um par de meses e apenas dois ou três tentam explicar há alguns anos. Muitos dos que antes vitoriavam Rui Vitória, acenam-lhe agora com lenços brancos, mesmo que não saibam exactamente porquê. Será pelos resultados, claro, como se eles fossem a verdade única no futebol. Não são. Mesmo quando a águia saboreava títulos por inércia, eram vários os prenúncios de que este momento chegaria. Um rendimento coletivo em plano inclinado ia sendo disfarçado pela qualidade individual da equipa – este ano reforçada – aliada a uma habilidade para manter o grupo unido que Rui Vitória – reconheça-se isso – foi mostrando ter. Era pouco todavia para um clube com grandes ambições e talento disponível de fazer inveja aos maiores rivais. Aliás, os jogos com os grandes em Portugal (só 3 vitórias em 18 clássicos) e as cada vez mais sofríveis prestações europeias eram o teste do algodão. Quando o Benfica não tinha claramente melhores jogadores que o adversário de ocasião sofria bastante e perdia muitas vezes. Ao quarto ano no clube, Rui Vitória não apresenta um modelo de jogo eficaz e consolidado e não deixa perceber qual o critério de escolha de jogadores para cada jogo. O rodízio entre os jogadores de ataque, por exemplo, não apresenta um critério fácil de entender. No jogo frente ao Moreirense, o técnico encarnado lançou uma frente de ataque toda nova (João Félix titular depois de ter ficado na bancada no jogo anterior, Jonas em estreia na posição em que brilhou no ano passado mas onde não fora visto ainda esta época, Rafa derivado pela enésima vez para a direita). Sobraram para utilizar durante o jogo Salvio, Castillo e Cervi, além de não terem alinhado sequer Facundo Ferreyra, Zivkovic e o lesionado Seferovic. Quem tem soluções deste nível não pode, ao quarto ano com o mesmo técnico, render tão pouco ofensivamente, perder sem discussão com Belenenses e Moreirense e estar de novo perto de se despedir sem glória da Liga dos Campeões. Luís Filipe Vieira chegou a uma encruzilhada. A menos que ocorra uma hecatombe frente ao Ajax – o que, apesar do mau momento não é previsível – poderá ser a partida em Tondela a determinar o futuro de Rui Vitória no Benfica. Um triunfo irá segurar o treinador mas deixará o clube sujeito à instabilidade que já chegou à bancada. Qualquer outro resultado complicará muito o trabalho do treinador seguinte, que será então uma fatalidade."

O jornalismo tem de explicar-se, as fake news nunca o farão

"Caros leitores,
gostava de começar este texto com um compromisso: o trabalho de um jornalista, como o meu, é sempre questionável. Todos os leitores podem, e devem, querer saber como se chega à informação. Por isso, os textos de jornal são assinados. Este jornalista, seguindo um método, que tem regras, conta esta história. Se há dúvidas, esclareçamo-las.
Este jornalista tem passado as últimas semanas a trabalhar num tema: as fake news. Digo-o, assim, em inglês porque é mais simples. O tema é o da "desinformação". A informação que não o é. A mentira.
Comecei esta saga com um trabalho sobre uma montagem fotográfica de uma líder partidária portuguesa. Dizia essa montagem que ela (Catarina Martins, do BE) usava um relógio que custava 20,9 milhões de euros. Segui o método que uso sempre para escrever esta notícia. Verifiquei quem difundiu a imagem. Foi um site chamado Direita Política. Procurei saber quem faz esse site. Foram dias de pesquisa. É fácil encontrar um IP (a morada de um site na internet). Qualquer um o pode fazer no seu computador. O mais difícil é encontrar o registo desse IP (que neste caso era longínquo, no Canadá). E ainda mais difícil é fazer corresponder esse registo a uma pessoa concreta.
Por isso é que o método dos jornalistas importa (chama-se verificação dos factos). Neste caso, uma das fontes documentais que consultei indicava que o dono do site era um outro português, com o mesmo nome do verdadeiro dono. Pedi ajuda a pessoas que percebem mais de registos de internet do que eu. Chateei, insisti. E finalmente percebi que as fontes, mesmo as credíveis, podem errar. Por isso é importante sermos céticos. Podemos descobrir erros e não os publicar.
Sabem o que fiz? Telefonei a essa pessoa e disse-lhe: cuidado. Disse-lhe que uma entidade lhe atribui, erradamente, a autoria de um site de notícias falsas. Acho que assustei esse cidadão, que é dono de uma agência de comunicação, em Portugal.
Quando tive a certeza de quem era o autor do Direita Política, e consegui o seu telemóvel (acreditem, não é fácil...), telefonei-lhe. Antes de lhe poder fazer perguntas, tive de pesquisar, em bases de dados especializadas (do ministério da Justiça, de registos empresariais, etc), quem era aquela pessoa. Quando tinha isso tudo, e as importantes respostas que o autor do site em causa me deu, escrevi. Tive o cuidado de não julgar as acções. De as tentar explicar, à luz daquilo que me tinha dito o seu autor. Por uma razão, fácil de entender: mesmo as más acções têm uma justificação. O jornalismo depende - vive - dessa riqueza. O bem e o mal não são critério nosso - quem lê decide.
E o que decidiram alguns leitores? Que eu estava a escrever um texto persecutório. Que só por se chamar Direita Política é que o site tinha sido alvo do meu trabalho. Que não há redes que difundem mentiras políticas em Portugal. Ou, pelo contrário, que há agora como sempre houve.
Tentarei explicar: é verdade que a mentira e a política têm uma relação longa. Havia fake news na Grécia antiga, na Roma de César, e muito provavelmente em todos os sistemas políticos que conhecemos desde então. Mas a importância atual deste tema é bem mais recente. Começou em meados de 2016, durante a campanha presidencial americana, quando Craig Silverman, editor do siteBuzzfeed, reparou num estranho detalhe. Havia textos a circular nas redes sociais, construídos como se fossem notícias, com informações falsas. Do género: "Papa Francisco apoia Donald Trump" ou "Investigador do FBI que pesquisa caso de Hillary Clinton aparece morto em casa". Notícias falsas, replicadas como verdadeiras, e aceites por milhares de pessoas. O Buzzfeed investigou a autoria destas mentiras e chegou a uma estranha conclusão: elas tinham sido criadas todas numa pequena cidade da Macedónia, na Europa, chamada Veles. Depois, um complexo sistema informático tratava de as difundir no Facebook, seguindo o caminho ditado por um algoritmo criado para perceber quem seriam os alvos mais crédulos. A partir daí, foi uma praga: todas as eleições posteriores foram marcadas por esta distorção. A mentira propagou-se mais depressa que a verdade. 
Por isso, aqui no DN, numa reunião normal de ideias, surgiu a sugestão: por que não tentamos encontrar fake news portuguesas? Foi assim que chegámos às duas primeiras mentiras: a foto de um jantar em casa de José Sócrates, acompanhada de uma legenda que indicava a presença da actual PGR; o relógio caro de Catarina Martins.
A realidade é sempre complexa. Este caso prova-o. Escrevi a notícia, que incluía uma clarificação do autor do site. Não fora ele a manipular a imagem de Catarina Martins, apenas a difundiu. Na verdade, quem, de facto, manipulou a imagem tinha uma intenção oposta à do site que a difundiu, fê-lo para combater as fake news.
O autor da imagem é um anti-populista, anti-mentiras e boatos, de direita. Militante do PSD. Eleito numa lista do PSD e do CDS. Essa foi a história que escrevi na semana seguinte: o autor da manipulação tentou mostrar o risco que existe, nas redes sociais, de reagirmos apenas com base nas nossas convicções epidérmicas. Se odiamos alguém na política, tendemos a acreditar em tudo o que lemos sobre ela.
A resposta à outra crítica que foi lançada sobre os trabalhos do DN é essa: as fake news são mais utilizadas por sectores de extrema-direita (ou alt-right), não só em Portugal mas no mundo inteiro. Há trabalhos académicos que o demonstram, como este. É da Universidade de Oxford a conclusão: a difusão de mentiras políticas não é uniforme no espectro político. Há uma estratégia, há financiadores conhecidos, há países envolvidos (como a Rússia) na sua difusão. Foram usadas por apoiantes de Trump contra Clinton, de Bolsonaro contra os seus adversários, pela campanha do Brexit contra o "remain", por Le Pen contra Macron, pelo 5 Estrelas e pela Liga italiana, pelos partidos anti-emigrantes na Alemanha, na Áustria, na Suécia. Esta é a realidade. Só esta: há um setor político específico que usa esta estratégia - chama-se populismo nacionalista e quer derrotar tanto a esquerda como a direita que conhecemos.
Nada disso impede, é claro, que o DN investigue mentiras difundidas pela esquerda contra a direita. Quando qualquer leitor tiver conhecimento de uma, agradecemos que nos envie a informação. O meu mail é este: paulo.pena@dn.pt
 Qualquer notícia falsa que esteja nas redes sociais, seja de esquerda ou de direita ou de centro, que minta sobre Assunção Cristas, Rui Rio, António Costa, Jerónimo de Sousa ou Catarina Martins (ou qualquer outra pessoa, seja qual for a sua opinião) será tratada neste jornal, da mesma forma.
Assim chegamos ao texto desta semana, com uma mentira sobre o primeiro-ministro António Costa. Curiosidade: quem me alertou para esta fake news não foi ninguém próximo do PS, foi um eleito do PSD - preocupado com o tema.
Passei os dias seguintes a fazer o que devo: a seguir um método. Cheguei a um IP, encontrei um registo (em Odivelas), descobri as ligações desse registo a outros sites, procurei referências. Cheguei a um nome. Cheguei a um telemóvel.
Liguei. A primeira pergunta que fiz foi a óbvia: bom dia, é o autor do site Gazeta Política? A resposta foi afirmativa. Passámos dezenas de minutos a falar. A complexidade voltou a mostrar-se. O autor do site tinha sido dirigente de um partido, agora diz-se apartidário. Já apoiou o CDS e o PS. Escrevi isso tudo.
No twitter - rede que não frequento por desconsiderar as minhas opiniões - escreveu-se, de novo, que isto é apenas uma perseguição. Que não se percebe a insistência no tema. Este é um dos raros casos em que tenho uma opinião formada.
Este tema definirá, no futuro, a forma da nossa democracia. Leiam as caixas de comentários dos sites que citei. Vejam quantas mensagens anti-política lá estão, e de desconfiança nos media, e de ódio. Não há muito que um jornalista possa fazer quanto a isso. Descobrir de quem são os sites difusores de mentiras, quem os paga, por que o fazem, se têm ou não qualquer relação com Estados estrangeiros, é o meu modesto contributo para - pelo menos - mostrar aos leitores que devem ser cépticos. Que devem desconfiar do que dizem os jornais (e exigir explicações), mas devem sobretudo desconfiar do que circula, por atalhos, nas redes sociais, sem nenhum nome que assuma a autoria, ou sem um título que garanta a responsabilidade.
O que importa, no fim, é o que Hannah Arendt escreveu, há muitos anos, no seu Truth and Politics (Verdade e Política): A liberdade de opinião é uma farsa quando a informação factual não está garantida, e quando os factos, eles próprios, são controversos.
Desculpem-me o excesso, mas vou terminar com outra opinião: a melhor forma de combater a mentira é combater a simplificação."

Alvorada... do Bernardo

Uma Semana do Melhor... versão Germânica!!!

Benfiquismo (M)

É sempre bom recordar...!!!

domingo, 4 de novembro de 2018

Liderança...

Benfica 14 - 0 Pinheirense

Não esperava tantos golos... Hoje juntámos a quantidade de remates, aos golos, ao contrário do que é habitual!!!




PS: Muito mais apertado, foi o derby feminino, mas onde voltámos a vencer: 3-2... Escusadamente apertado, digo eu...!!!!

Goleada em Abrantes...

Pego 0 - 26 Benfica


Mais uma goleada...Em 6 jornadas: 115 golos marcados; 0 sofridos !!!

Passados quinze anos...

"Recordo-me de ter aderido imediata e entusiasticamente à proposta da construção de um novo estádio da Luz, apesar de partilhar, então, os mesmos anseios da generalidade dos benfiquistas, como a eventual perda de identidade ou as dificuldades financeiras prementes após anos de má gestão (e danosa em parte deles) que, eventualmente, se agudizariam face ao elevado investimento necessário. Conhecia bem o estado de degradação do velhinho estádio, colocando de lado a mais simpática, do ponto de vista afectivo, hipótese de remodelação. A propalada partilha de um estádio com o Sporting, motivada por um economicismo, para mim, incompreensível, nunca foi solução, e sempre que a questão se colocou, bati-me ferozmente com quem defendia esse ponto de vista.
O que não vislumbrei na altura é que um estádio é mais que uma mera infra-estrutura (a edificação do Caixa Futebol Campus é também um belo exemplo). Luís Filipe Vieira e Mário Dias, os homens a quem, nessa fase de indefinição, se deve a ousadia da empreitada, bem clamavam por supostos benefícios que julguei não passarem de promessas vãs. Acreditava que evitar que o Sport Lisboa e Benfica se visse, um dia, a contas com intervenções forçadas e muito onerosas que não passariam de remendos era argumento suficiente.
Mas, passados quinze anos, torna-se evidente a diferença entre sonhadores e visionários. Sonhar é fácil. Ter a capacidade para sonhar, implementar o sonho e cumpri-lo é outra conversa. O novo estádio da Luz foi, de facto, o catalisador prometido para o Benfica moderno, pujante associativa e desportivamente e viável económica e financeiramente preconizado. Sempre fomos o maior clube português, voltámos a ser o melhor."

João Tomaz, in O Benfica

Saudosismos

"O fim de semana passado não correu bem. Começou logo na noite antes do jogo no Estádio Nacional, com a RTP Memória a transmitir um Belenenses - Benfica do fim da década de 1990. Deu para ver o romeno Panduru a chutar bolas para a bancada, Tahar a ser titular e os agora comentadores José Calado e José Sousa a darem uma ajuda na defesa e no meio-campo. Essa equipa era treinada por Graeme Souness e tinha ainda estrelas como Martin Pringle, Michael Thomas ou Erwin Sánchez, o Platini dos Andes. O passeio pelo passado durou pouco, tive de mudar de canal rapidamente. Não era a pobreza do futebol que me assustava, era o estado em que o SL Benfica se encontrava no fim dessa década - estado financeiro, anímico, organizativo e desportivo.
No dia seguinte, derrota com o Belenenses. E logo se agitaram lenços brancos e os oportunistas ameaçaram com uma assembleia destitutiva. Não é bem ameaçar, é comunicar que vão recolher assinaturas, como já o fizeram noutras ocasiões. Tenho pena de estas pessoas não terem visto aquele jogo da RTP Memória... se calhar caíam em si e deixavam trabalhar quem o faz.
Claro que um fim de semana mau tinha de fechar em baixo estilo. Além de mais uma VARiedade de favores nas Antas, lá veio o resultado das eleições no Brasil: um ignorante fascista no poder. Foram uns bons dias para os saudosistas.
Curtos, espero."

Ricardo Santos, in O Benfica

Atentos a uns, esquecidos de outros

"Sem estar com rodeios, vou directo ao assunto: não gostei de perder no Jamor. Como é óbvio. Se eu ficava arreliado quando estava na escola e perdia num duelo de jogo do Galo com o colega do lado enquanto o professor estava virado para o quadro, naturalmente fico ainda mais aborrecido com um desaire do Benfica. Há umas jornadas fui bombardeado com piadolas a respeito dos pastéis de Chaves, esta semana foram os pastéis de Belém, portanto espero que não haja mais deslocações ao terreno de clubes cuja terra seja conhecida por fabricar qualquer tipo de pastel.
Na época passada, por esta altura, o Benfica contabiliza 17 pontos, o FCP tinha 22, o Sporting somava 20, e o Braga amealhava 15. Ora, estabelecendo uma comparação, verificamos que FCP e Sporting têm agora quatro pontos a menos, o Benfica está igual e o Braga trocou três derrotas por três empates. É curioso, porque a panóplia de programas 'futebolísticos' (carregar bem nas aspas) que nos rodeia já analisou o abandono de Luisão até à exaustão, examinou o rendimento dos avançados do Benfica a Raio-X, vasculhou conversas privadas de Luís Filipe Vieira a pente fino, no entanto ainda não se debruçou nem por um segundo sobre o arranque mais humilde de dois dos candidatos ao título. O interesse na quantidade de vezes que Rui Vitória coça o nariz é tanto, que depois não sobra tempo de antena - para falar de outros assuntos  - menos relevantes, claro.
Durante a semana, creio que o único elemento do Benfica livre de apreciações ruins foi, deixe-me ver se me lembro, isso mesmo: o cozinheiro.
Adivinhe, caro leitor, quem é que vai tirando partido deste foco bem iluminado e contínuo em cima do Benfica? Eu sei que não tira."

Pedro Soares, in O Benfica

Ponderação

"O futebol vende emoções e vive de emoções. O futebol é emoção.
Não admira pois que os adeptos reajam de forma epidérmica aos desaires, sobretudo aos mais inesperados, como foi o caso da derrota do Jamor. Alguns, principalmente os mais velhos (nos quais vou começando a incluir-me), tendo passado por muitas derrotas e vitórias, sabem relativizar os estados de espírito e manter a ponderação. Outros, sobretudo os mais jovens, com mais impaciência e porventura menos maturidade, querem este mundo e o outro no imediato, e acham que fazer rolar uma ou mais cabeças é suficiente para resolver todos os problemas. Temos o exemplo, no outro lado da rua, de até onde podem chegar esses instintos mais básicos e imediatistas. Acontece que o Benfica não é gerido de fora para dentro. Temos um presidente experiente e conhecedor do fenómeno futebolístico, que já demonstrou no passado não se deixar impressionar por estados de alma. Não é, felizmente, um presidente-adepto, mas sim um presidente-presidente. E é a ele que cabe conduzir a missão para a qual foi sufragado repetidamente por uma ampla maioria de associados.
Também eu gostaria que o Benfica tivesse ganho ao Belenenses, também eu por vezes penso que um plantel tão forte (claramente o melhor do país) deveria apresentar um futebol mais consistente e eficaz. Mas não sou eu, nem qualquer vanguarda 'esclarecida', que toma decisões no clube. Cabe-nos, enquanto sócios, apoiar incondicionalmente aqueles nos servem, sabendo que há alguém em melhores condições para avaliar o seu trabalho. Só assim estaremos a defender o clube."

Luís Fialho, in O Benfica

15 anos

"31 de Outubro de 2003. Luís Filipe Vieira vence as eleições com 90,47 por cento dos votos e inicia o processo de renascimento do Sport Lisboa e Benfica. Passados 15 anos, impressiona a forma como em tão pouco tempo teve o engenho e arte para reerguer o maior clube português. A herança era pesadíssima. Não por culpa do seu antecessor, Manuel Vilarinho, que salvou o SL Benfica do período mais negro da sua história, mas sim pelos problemas que teve de resolver - 14 milhões euros de dívidas ao fisco, 9 milhões em acordos judiciais. Simplesmente assustador! Mas Luís Filipe Vieira não se assustou. Foi decisivo na construção do maior e melhor estádio do país, construiu dois pavilhões para as modalidades, mandou erguer um centro de treinos e formação de excelência, construiu um museu de sonho e, verdadeiramente inovador no panorama do desporto nacional, criou um canal de televisão. Como se não bastasse, criou uma fundação.
Em todos estes projectos e presidente deixou a sua marca e a sua exigência - sempre o melhor. Rodeando-se de equipas e de pessoas competentes, Luís Filipe Vieira devolveu o clube aos benfiquistas. Passados 15 anos, o balanço é fácil de fazer - 20 títulos no futebol, que fazem dele o presidente mais titulado da história do clube, presença em duas finais europeias, melhor academia do mundo, conquista de centenas de títulos nas modalidades, projecto olímpico de excelência, contas sãs, internacionalização da marca e património todo do SL Benfica.
Tudo isto sempre com um leitmotiv - os sócios e adeptos."

Pedro Guerra, in O Benfica

Em toda a parte

"Para a Fundação Benfica, estar em toda a parte não é uma ambição vazia mas uma obrigação levada a sério. Vale a pena revisitar a visão definida para a Fundação Benfica quando construímos o plano estratégico que nos norteia:
A Fundação Benfica é hoje e ambiciona consolidar-se como uma instituição de referência na área da inovação e responsabilidade social europeia, líder no segmento sociodesportivo, com presença transversal à sociedade portuguesa e sua diáspora, interventiva e com acção de proximidade junto dos públicos em situação de exclusão ou fragilidade social.
É reconhecidamente um parceiro social do Estado e da sociedade civil, destacando-se enquanto mobilizadora de pessoas e instituições e catalisadores de dinâmicas locais de desenvolvimento social e capacitação individual e comunitária.
Tem e quer reforçar ainda mais uma implantação verdadeiramente nacional, com uma acção de proximidade junto das pessoas e organizações do nosso território, em meio urbano e rural, nas zonas de alta e de baixa densidade, no norte como no sul, no litoral e no interior.
Tem de reforçar a sua implantação internacional, recobrindo a mancha geossociológica, cultural e étnica que caracteriza o universo Benfica e liderando processos de cooperação e desenvolvimento humano, com particular relevância para as áreas mais deprimidas do globo (países africanos de expressão portuguesa, Timor, regiões de pobreza endémica), para as suas migrações e integração nos países europeus de acolhimento.
Prosseguimos diariamente, ano após ano, neste caminho, com projectos pertinentes e úteis à sociedade portuguesa e à humanidade. Queremos continuar a crescer e chegar a toda a parte. É a nossa obrigação. Para isso nos fez o Benfica!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Inequívoca classe

"A entrevista concedida no serão de terça-feira passada por Luís Filipe Vieira a Joaquim Sousa Martins constituiu um excelente acto de comunicação do presidente. Porventura, até, terá sido a sua melhor prestação pública de sempre, nos quinze anos de presidência que agora se completam.
E tal como a entrevista foi o mais oportuno ensejo para aclarar questões e esclarecer dúvidas e inquietações que permanecessem no espírito de alguns benfiquistas, também, seguramente, não terá deixado de constituir, em simetria, uma contundente ocasião para deixar agora bem mais preocupados e inseguros ainda os agentes e os coralistas dos jurados inimigos do Benfica.
Se considerarmos o contexto alargado e geral, assim como as circunstâncias especificas em que Vieira acede ao convite da TVI, caso tivesse sido outro o convidado - oriundo de qualquer um dos outros dois clubes portugueses com desígnios mais (ou menos...) aproximados dos que o Benfica definiu em 1904 e abundantemente cumpre no primeiro quartel do séc. XXI - obviamente que o entrevistador teria ficado ali a falar sozinho, com a outra cadeira vazia e disponível... (A menos que os fosse apanhar a Vigo, ou, dependendo do artista em funções, no consultório de um quartel, ou na discoteca...)
Ora, o presidente do Benfica, que na última década tem gerido com muita sabedoria os seus actos de comunicação, não só não fugiu a se apresentar à mediação pública num momento bastante delicado como ainda patenteou grande forma pessoal e institucional. Ao longo da extensa entrevista, Luís Filipe Viera nunca se eximiu a dar resposta, firme e cabal, a todas as perguntas e temas lançados por um jornalista hábil. E sempre reagiu com muita serenidade e segurança absoluta e, mesmo, com inequívoca classe.
A destreza e fluidez de discurso reveladas pelo presidente decorrem da tranquilidade com que, passado o frémito da indignação inicial causada pela violência e dimensão da miserável campanha de conluios que se abateu e mantém sobre o nosso clube, afinal, Luís Filipe Vieira veio revelar-se cada vez mais determinado e seguro na afirmação do glorioso futuro Sport Lisboa e Benfica."

José Nuno Martins, in O Benfica

PS: Com o jogo Sexta-feira à noite na Luz, não consegui publicar as crónicas desta semana d'O Benfica. Assim 'atrasadas' no tempo, aqui ficam para memória futura...
Recordo que foram escritas após o jogo do Jamor com o Belenenses e antes da derrota com o Moreirense!

Benfiquismo (CMXCIX)

Benfica - Ajax
1972

sábado, 3 de novembro de 2018

Literalmente, no último segundo...!!!

Benfica 4 - 3 Corruptos

Quatro golos em castelhano, com grandes assistências do Chiquinho (que parece-me finalmente com a cabeça no sítio...)!
Como acontece quase sempre estes jogos são sempre mais 'fechados' e menos espectaculares do que as expectativas... Com pouco espaços, as 'bolas paradas' acabam quase sempre por ser decisivas. Desta vez, ao contrário do que é habitual (talvez o duo de arbitragem diferente do que é costume tenha permitido isso...), até tivemos mais 'bolas paradas', mesmo com os Corruptos, mais uma vez a não chegarem à 9.ª falta!!! Nós acabámos por fazer 2/7 e os Corruptos 1/5 entre penalty's e Livres Directos...
Mas a decisão acabou por sair de uma grande jogada, mesmo no último segundo...

A má educação do habitualmente circunspecto treinador dos Corruptos, deixou-me perplexo!!! Então o homem nunca viu um roubo tão grande?!!! A sério... Não devem ter espelhos lá pelo Melão Caixa!!! É preciso ter descaramento, depois de ser treinador dos Corruptos tantas épocas, e vir fazer de virgem ofendida...
Em relação às palavras do Pedro Nunes, só as posso entender como 'fina ironia'!!!

Agora, depois deste início com 3 jogos dificilíssimos, nas primeiras 4 jornadas, não podemos perder o foco, existem muitas armadilhas espalhadas por aí...

Vitória no Faial...

Sp. Horta 17 - 29 Benfica
(6-14)

Primeira parte demolidora, segunda parte gerindo...

 

Certeiros...

Benfica 93 - 88 Corruptos
20-25, 25-22, 19-17, 29-24

Boa vitória, contra o adversário onde provavelmente a ausência do Xavi se sente mais, devido ao Poste do outro lado... E assim, confirmou-se hoje novamente, que temos um 'novo' Cláudio Fonseca na equipa!!! Até parece uma daquelas histórias onde se suspeita que o rapaz foi raptado por Aliens e voltou outro!!!

Estivemos a perder em vários momentos da partida, mas os jogadores reagiram bem às desvantagens, e no final até gerimos bem a vantagem...
Os 5 jogadores que têm estado bem, voltaram a confirmar o estatuto... mas o Hallman e o José Silva têm que contribuir mais... o Barroso tem estado tocado... A questão do Snider é mais complicada: o puto parece-me ter potencial, mas ainda está muito 'verde', e se calhar para os momentos decisivos precisamos de mais...

Uma nota para o aziado Soares: não gostaste da recepção?! Azar, esta coisa de andar a gozar com viagens a Espanha tem destas coisas!!!

Só vitórias...

Benfica 3 - 0 Esmoriz
25-15, 25-19, 25-22

O Esmoriz até já proporcionou esta época, algumas surpresas, mas hoje o Benfica esteve a um nível bastante razoável, não dando hipóteses... e sem as 'brancas' das últimas jornadas!!!

A lesão do Gaspar parece não ser tão grave como poderia ter sido!!! Sendo assim, deverá estar de volta a tempo das decisões, evitando a ida ao mercado... Creio que será o Rapha, o substituto do Théo em caso de necessidade...

Demasiada juventude, ou não...!!!

Benfica 0 - 2 Aves


Muitos júniores de 1.º ano (acabámos com 5!!!)... uma diferença grande em termos físicos entre as duas equipas, mesmo assim os putos tentaram, mas foram traídos no contra-ataque...
É provavelmente a grande vantagem desta nova Liga: a possibilidade de dar competição aos nossos Juniores de 1.º ano... É óbvio, que os resultados se vão ressentir, mas sem a Liga revelação, muitos destes jogadores estavam a disputar a 1.ª Fase do Nacional de Juniores, dando cabazadas com pouco interesse competitivo...

Apesar da derrota, continuamos na liderança (partilhada) e com menos um jogo...

Derrota em Paços...

Paços de Ferreira 1 - 0 Benfica B


Não fizemos um mau jogo, contra uma equipa que já tem praticamente a 'subida' assegurada!!! O Paços tem um plantel recheado de jogadores com experiência da I Liga - vários caceteiros... -, e um treinador que 'nunca' falha!!!
Sem vários titulares desta equipa (Jota, Parks...) e com mais uma daquelas arbitragens típicas do Tugão, estivemos perto do empate...
Incrível a sequência, onde num canto a nosso favor do Kalaica é totalmente agarrado quando está a tentar cabecear e ele dá canto, e na sequência do 2.º canto, murro na bola com o mão do defesa, e segue jogo!!! Já para não falar dos critérios de amarelos e faltas absurdas: o Benny levou um autêntico bodycheck ao melhor estilo da NFL e segue jogo...!!!
A sequência de faltas no final sobre o Saponjic também foram 'engraçadas'!!!

Nota-se organização nesta equipa, os jogadores mesmo com algumas alterações, sabem quais são as posições que devem ocupar, e a saída de bola é feita com preceito... Falta, alguma verticalidade nos últimos 30 metros, mas não é fácil aos nossos putos jogarem entre linhas, com tantas 'marretas' por perto... E nos processos defensivos, nota-se a intenção de pressionar logo a bola... mesmo com alguns jogadores menos agressivos, nesse tipo de jogo - Willock por exemplo - a equipa sabe compensar...

PS: Numa eventual chicotada na equipa principal, o substituto natural é claramente o Bruno Lage. Num momento onde grande parte dos treinadores desejáveis está empregado, não faz sentido outro tipo de solução. E muito sinceramente, a opção Lage, deixara-me descansado...

Mudanças...!!!

"Novas mudanças se anunciam no futebol. De acordo com a edição de hoje do The Telegraph, o International Football Association Board, organização dependente da FIFA que define o regulamento do futebol, está a estudar novas mudanças nas regras da modalidade.
Uma delas diz respeito à marcação de grandes-penalidades e à hipótese de anular as recargas, quando falha a marcação de um penaltie. Ou seja, o que se propõe é que após o remate inicial, se o guarda-redes o devolver, a jogada termina e consequentemente o jogo reinicia-se com pontapé de baliza. 
Outra mexida nas regras diz respeito à eterna discussão em torno das grandes-penalidades assinaladas por mão na bola. Actualmente a lei 12 estabelece que um futebolista que toque “a bola deliberadamente com as mãos” será punido com a marcação de um castigo máximo.
Agora o que se pretende é que se retire a palavra “deliberadamente” e que seja substituída por uma definição do que é a posição natural e não natural do braço. Ou seja, de uma forma ou de outra, não vai acabar a discussão em torno destes lances.
Ainda uma terceira mudança diz respeito às substituições. O International Board pode propor que um jogador substituído saia de campo pela linha mais próxima, ao mesmo tempo que defende uma paragem do tempo de jogo enquanto decorre a substituição.
Estas mudanças serão estudadas na próxima reunião do International Board, terça-feira, em Londres e daí sairá a decisão de as levar, em Março, à reunião anual do organismo."

Um mundo paralelo

"Foi já ao pôr do sol, ainda com a respiração alterada, enquanto me deslumbrava perante a tela que se desenhava à minha frente, flutuando sobre o imenso azul, que me dei conta que passava a maior parte do meu tempo consciente, num mundo paralelo. Nesse mundo, extraordinariamente exigente, cruamente justo, perfeitamente objectivo, a magia acontecia todos os dias. Ela exprimia-se na subtileza dos tons do mar, na força da natureza mas, acima de tudo, na manifestação da necessidade intrínseca de ir mais longe, em busca da perfeição.
Na vastidão do oceano, um pé a menos e já não chegamos lá, um instante depois é já uma oportunidade perdida. Cada onda é um desafio, cada momento o mais importante. E quantas vezes falhamos! Tantas são as vezes que sentimos a água a escorrer por entre os dedos, afogados na ânsia de a reter.
Naquele universo, a alegria segue de mãos dadas com a dor, quais companheiras improváveis. A dor física, no entanto, é passageira. Pode ser por um segundo, por um dia ou por uma vida, mas eventualmente também isso muda. Não há no entanto maior dor, do que aquela que o baixar dos braços carrega. E essa, essa dura para sempre, cravada que fica nas profundezas da alma.
Era um mundo muitas vezes cruel. Sem contemplações pelas fraquezas humanas ou pela inexorável passagem do tempo. Não havia nada que revertesse a frieza dos números, que a alterasse ao sabor dos caprichos do ego. Nada!
Mas era também um espaço onde os sonhos se materializavam, por mais inverosímeis que pudessem ser. É ainda ali que, aqueles que acreditam que podem e que trabalham para isso, que falham e erram e choram e riem tantas vezes, acabam por mudar o sentido da corrente. Começando de novo, a cada sopro, as peças do puzzle encaixam-se por estranhas artes, como se o universo lhes proporcionasse aquela pequeníssima ajuda para, no final, pequenos milagres acontecerem.
Tal como tudo na vida, também esse mundo um dia se extinguiu. E nada mais ficou do que a espuma de uma onda que morreu na praia. O crepúsculo já se anunciava no horizonte, traçado nas linhas da pele, nos cabelos que perdiam a cor e na cada vez mais presente consciência do passar dos anos. O capítulo final foi em Terras de Vera Cruz. Depois, o silêncio reverteu aquele mundo para o plano das memórias...
“Quando daqui saírem, a maioria, praticamente não fará uso do que aqui aprendeu. Não usarão equações diferenciais no vosso dia a dia, a física quântica continuará a ser um mistério fascinante, não precisarão de saber a composição química dos materiais que usarão... mas, mais importante, estarão aptos a aprender qualquer coisa!” Terá sido, quiçá, o ensinamento mais marcante daqueles anos passados no Técnico. Duas décadas depois, lembrei-me dessa frase quando abandonava a Cidade Maravilhosa, terminando a minha carreira Olímpica. Ser-me-ia extraordinariamente útil a partir dali, na transição de atleta para, para algo que, ainda hoje, confesso ter alguma dificuldade em definir! Mas, mesmo sabendo que a engenharia não faz parte do meu dia a dia há alguns anos, aquele período passado em Lisboa, não foi de todo perdido. Ajudou-me a construir uma estrutura mental que permitiu-me encarar os desafios da vida, com uma crença inabalável na capacidade de os ultrapassar. No entanto, para que a vida continuasse a ter significado, era necessário mudar o foco.
A Comissão de Atletas Olímpicos tem, entre outros objectivos mais formais, ajudar os atletas no incrível processo que consiste na criação de condições para que um ser humano possa exprimir todo o seu potencial, no maior palco desportivo do planeta: os Jogos Olímpicos! Composta por atletas Olímpicos, para aqueles que aspiram a sê-lo ou já o foram, a sua essência reside no trabalho voluntário e pro bono de muitos atletas Olímpicos, que encontraram nesta comissão, um meio de devolver ao movimento Olímpico e à sociedade, um pouco do que a experiência Olímpica lhes proporcionou. Para mim, mesmo sabendo que jamais conseguirei retribuir tudo aquilo que representaram sete participações Olímpicas, o meu modesto envolvimento deu um novo significado à minha vida, privilégio do qual estou profundamente honrado e agradecido!"

Benfiquismo (CMXCVIII)

Saudades...

Vermelhão: demasiado mau...

Benfica 1 - 3 Moreirense


Não sei o que vai acontecer nas próximas horas, mas o que se passou hoje na 1.ª parte foi muito grave! Depois dos 'avisos', nada mudou, e continuámos a cometer os mesmos erros, sendo que um dos 'erros' é demasiado evidente: transições defensivas 'inexistentes'!!! Jogadores mal colocados, de forma infantil... sendo que qualquer perda de bola no ataque, se transformava numa aflição, junto da nossa área! É verdade que a má forma do Fejsa explica alguma coisa, mas não é o suficiente... E se o Fejsa está com algum problema, então não deveria jogar (mas quando mudámos para o 442 o Fejsa até jogou melhor!)...
E depois, este tipo de erros, transforma-se numa bola de neve, onde a equipa começa a fazer tudo mal, até aquilo que até à pouco tempo, sabia fazer... Perca de confiança, ansiedade, frustração... etc..
Com tanta fragilidade nas transições defensivas, os jogadores começam a duvidar de tudo: de cada passe, de cada desmarcação... Sem confiança na defesa, não se pode atacar bem...
Não é coincidência o facto do Benfica, nos últimos tempos ter feito os seus melhores jogos, contra os Corruptos e contra o Ajax... Foram jogos, onde tivemos menos posse de bola, jogámos em contra-ataque, jogos onde o 433 até se adapta melhor...
Mas no Jamor e hoje com o Moreirense (já com o Sertanense... se tinha passado algo parecido) dentro de todos os outros problemas, ficou provado que o plano A, do Benfica, tem que ser sempre o 442... Contra este tipo de equipas, no Tugão com todas as outras condicionantes, o Benfica é obrigado a jogar sempre com 2 avançados, sempre...
Depois do 3.º golo, ainda na 1.ª parte, a equipa mudou logo para o 442, e melhorámos imediatamente... Depois com as substituições, ainda ficámos melhor... Mas o 'handicap' era demasiado grande, e a 'desconfiança' já estava instalada, dentro e fora do relvado.. (e depois ainda houve mais um grande empurrão...)!

Uma nota individual: pode parecer deslocado, não fez uma exibição isenta de erros (alguns passes errados), mas no meio do caos, na minha opinião foi gigante: Gedson!
Agora, aquilo que ainda me deixa mais frustrado, é que além de todos os nossos problemas (que eu não me esqueço), tudo isto foi 'preparado' para ter ainda mais impacto na classificação!
Após o Campeonato de 2010, começamos a época seguinte, com uma sequência: Cosme Machado, Proença, Vasco Santos e Benquerença... é à 4.ª jornada tínhamos menos 9 pontos!!!
Em 2012, no final de Fevereiro, início de Março, levámos com uma sequência de Sousa, Hugo Miguel, Xistra e Proença... e a vantagem que tínhamos desapareceu... e passadas algumas jornadas Capela, Soares Dias 'acabaram' com o 'serviço' (com o Benquerença a 'matar' matematicamente o campeonato)!!!
Este ano, houve uma preocupação em sabotar a época do Benfica nas primeiras jornadas (com a eliminação na Champions incluída): falharam... O Benfica manteve-se na luta... e entrou na fase de grupos da Champions! E depois com alguma 'surpresa', venceu os Corruptos na Luz... apesar do Veríssimo!!!
Consequência: Alarme...!!!
Com o Benfica a demonstrar fragilidades dentro do campo (eles cheiraram 'sangue'!!!), manda-se dois dos mais experientes Ladrões no activo, para fazerem o 'serviço'!!! O Benfica 'ingénuo' acaba por lhes facilitar o trabalho... Mas a 'encomenda' estava feita, e foi 'entregue'...
Se no Jamor, na 1.ª parte tivemos a 'não expulsão' do Keita e o 2.º golo irregular do Belém, na 2.ª parte, o nosso treinador, com as substituições, 'sabotou' a equipa... o apitadeiro praticamente não teve de fazer nada, no 2.º tempo; hoje, foi diferente... o Benfica, estava a tentar, bem ou mal, estava a tentar... (e ninguém pode acusar os jogadores de não terem corrido...), mas mesmo com 1-3, o apitadeiro sentiu a necessidade de entrar em jogo, para garantir o resultado negativo e agravar a contestação (alguns até podem dizer, ainda bem: assim ficou mais visível... mas não foi essa a intenção).
Podem dizer que o Jardel teve uma paragem cerebral, mas aquele tipo de lance existe em todos os jogos, em quase todas as 'barreiras'... (nem é preciso recordar a cotovelada do Keita ao Rúben no Jamor); agora os penalty's sobre o Rafa e o Cervi são indesculpáveis, principalmente devido à atitude de nem sequer 'pedir' a intervenção do VAR... e se o do Rafa pode deixar dúvidas a alguns (para mim é claro, porque não é carga de ombro, já que quando o Rafa faz a mudança de direcção, leva com o braço nas 'costelas'), o penalty sobre o Cervi é inacreditável...
E até podia não ter alterado o resultado do jogo... mas demonstra premeditação...!!!
Esta puta Lagarta, é especialista neste tipo de jogos na Luz: foi este cabrão que apitou o Benfica - Estoril de 2013, com uma arbitragem vergonhosa, com influência directa no resultado, mas naquela altura, apesar da qualificação para a Final da Liga Europa dias antes, a 'contestação' contra o Judas (desgaste dos dois campeonatos perdidos... a caminho do terceiro), acabou por abafar o Roubo... algo que vai novamente acontecer...!!!

O Benfica permitiu que o Crime Organizado tomasse novamente conta de todas as instituições do Tugão! O Presidente, não pode pensar que ter a melhor 'gestão', as melhores 'contas', as melhores 'infra-estruturas', até o melhor 'plantel', é suficiente para ganhar no Tugão!!! Se ele pensa mesmo assim, é porque apanhou algum 'vírus' da ingenuidade, algo que nunca pareceu ter anteriormente...
Como eu já digo à muito tempo, o Benfica para ser Campeão, tem que ser muito, mas mesmo muito melhor que todos os outros... tal com o saudoso Manuel Seabra o disse repetidamente na BTV...
E não será com alguns tweets semi-engraçados, que vamos mudar alguma coisa... Tanto o Conselho de Arbitragem, como o Conselho de Disciplina... como a comissão executiva da Liga, têm que ser denunciadas... inclusive, se for necessário, com processos cíveis contra estes corruptos...

A questão nem sequer está na qualidade de Rui Vitória, comparada com os principais adversários, muito provavelmente, se Rui Vitória fosse treinador dos Corruptos, com golos como aquele que foi validado contra o Feirense, os Corruptos seriam Campeões com 20 pontos de avanço!!!
Mas Rui Vitória, não é treinador dos Corruptos, é treinador do Benfica, e para ganhar no Benfica não se pode dar abébias...
Todas as equipas têm más sequências durante uma época (e o Benfica este ano até pode usar a desculpa do início carregadíssimo, e estar agora a sentir as consequências físicas... algo que não me parece estar a acontecer...), e normalmente a diferença no final das épocas, está exactamente na forma como se ultrapassam os maus momentos!!! Se os Corruptos, por exemplo nesta nova era do VAR, podem ter golos bem anulados, validados pelo VAR, nós não temos essa 'rede', portanto a margem de erro não existe...
Não perdemos o Campeonato hoje, mas tudo ficou muito complicado... e se somarmos a 2.ª volta com deslocações complicadíssimas... tudo fica muito difícil! Raramente sou a favor de chicotadas psicológicas, até porque no Benfica não costumam resultar... mas cada vez 'cheira' mais a isso, mesmo com a habitual intransigência do Presidente nestas situações...

Em condições normais, o jogo de Quarta até podia ser o jogo da 'recuperação' da confiança, até porque é um dos tais jogos, onde o 433 se adapta bem, porque o Ajax vai jogar da mesma forma que jogou em Amesterdão... mas como estão as coisas, é um jogo muito perigoso!

Uma nota final para o comportamento de alguns nas bancadas: Nunca assobiei uma equipa do Benfica, muito menos durante os 90 minutos... Até aceito, que no final, os adeptos podem demonstrar a sua insatisfação... Mas durante o jogo é inaceitável! Principalmente, quando foi perfeitamente visível que não foi por falta de vontade dos jogadores que as coisas não correram bem...