Últimas indefectivações

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

A motricidade humana: epistemologia e política


"A Ciência da Motricidade Humana (CMH) constitui um processo inacabado se, no seu estudo, às questões epistemológicas não juntamos as questões ideológicas e políticas. Alongando o olhar pela imensidão das práticas onde a motricidade humana pode corporizar-se, se deixarmos de lado os velhos naturalismo e positivismo, são a epistemologia e a política que melhor nos podem elucidar. Isto, sem qualquer presunção, ou a prosápia, de tudo saber resolver, esquecendo “o primado teórico do erro” de Gaston Bachelard. É que a Verdade, neste nosso mundo, esgueira-se ao interesse do mais aplaudido dos especialistas. Não há Verdade, há verdades – tantas como as pessoas que delas se ocupam. Por isso, as ciências não são mais do que um processo provisório de verdades, provisórias também. A Verdade não passa de uma ignorância ou de uma tradição. E a ciência é um processo em constante construção, jamais a encontraremos feita de uma vez por todas. Estou a escrever banalidades, eu sei. Mas, criticamente, não há critérios científicos absolutamente inquestionáveis. Não há dogmatismo que não nos empurre à esclerose do pensamento. Por isso, quando em 1968 ingressei no INEF não desconhecia o racionalismo cartesiano, a matriz fundante do “físico” da “educação física”. Nem podia ser doutra forma: o dualismo antropológico cartesiano ressaltava, como reflexo, do dualismo social e político da burguesia, a grande vencedora da Revolução Francesa. No entanto, também não me custa reconhecer que é, a partir do legado da Revolução Francesa, que a democracia, a liberdade, os direitos humanos deixam de ser simples argúcia verbocrática. Embora, paulatinamente, a visão, a organização e a construção social do mundo deixem de ter Deus como o seu principal quadro de referência. Nietzsche não teve receio de repetir, com firmeza: “Deus morreu!”. E a “morte de Deus” significava também, para ele, a cultura que via em Deus o princípio de todas as coisas. De facto, na sociedade hodierna nota-se um cheiro forte de vitória da filosofia de Nietzsche. Vive-se num mundo sem Deus que, “a priori”, parece funcionar bem melhor do que nas teocracias (deste e doutros tempos).
A Educação Física nasce no século XVIII e portanto adestrada pelo racionalismo e o mecanicismo ambientes. Será interessante relembrar o Platão do Górgias, que vê, na ginástica, a arte destinada a cuidar do corpo são, e a medicina como a arte que se ocupa do corpo enfermo. Rousseau, no Emílio I, 42, sublinhou que a vida é movimento e que a criança dele necessita é uma opinião unanimemente partilhada, pelos pedagogos, através dos anos. Em qualquer teoria educativa, o jogo ocupa um lugar primordial. Mas, aqui, há um ponto a realçar em Rousseau: julgo eu ser o primeiro autor que faz sua uma teoria do conhecimento que descobre no movimento um auxiliar precioso ao desenvolvimento cognitivo da criança, ao invés do que opinaram Platão e Locke: aquele, um velho prócere do idealismo; este, um liberal e um empirista, ao jeito britânico. Em Platão e Locke, a educação física é educação corporal e o corpo não passa de matéria. “A matéria destila espírito” de Teilhard de Chardin não boiava (nem podia boiar) ainda à tona do conhecimento científico. Escrevia eu acima que o “físico” da “educação física”, na década de 60 do século passado, era de matriz cartesiana, o que provocava, necessariamente, uma clara indefinição do paradigma que fundamentava a educação física e o desporto e do método adequado à sua investigação. Com Mário Wilson, como treinador do Belenenses (em 1970, se não estou em erro) propus à direção do meu clube assentisse no contrato de um professor de educação física que desse ao treino uma versão verdadeiramente científica. E o Dr. José Paúl, licenciado em Educação Física, passou a ocupar-se do “treino físico” dos futebolistas “azuis”, com benefícios evidentes para o desempenho dos jogadores. A propósito, relembro a frase de Norman Augustine (in Science, 279, 1998, 164-165): “Se pusermos o nosso esforço só na lógica e na capacidade técnica, como no passado, perdemos a corrida na competição pela atenção do público”. De facto, para uma verdade científica se impor há muito mais em jogo do que a simples área do laboratório, ou da biblioteca. Eu sei o que isso é e por experiência própria…
A cultura modernista-iluminista, donde nasce a Educação Física, era (nalguns casos, é ainda) mera guardiã de um passado que desconhece as transformações que o pensamento científico vem sofrendo. E a insustentabilidade de tal situação gera uma confusão insanável: um certo setor da Comunicação Social, se quer discutir cardiologia, ou direito administrativo, convida (e muito bem) para o efeito, cardiologistas ou especialistas em direito administrativo. Todavia, se pretende adentrar-se na vasta problemática do desporto, o painel dos participantes é entumescido de pessoas que, sem prática, manifestam verdadeira aversão pelo estudo e pretendem destacar-se (supremo contrassenso), na hora das conclusões. Uma disciplina de “Epistemologia”, ou de “Filosofia das Ciências” parece-me essencial, nos cursos universitários de Educação Física e Desporto, para complementar o ascenso da cultura técnica e tecnológica, que parece monopolizar a cultura, no desporto e… não só! “Novas experiências virtuais, novas simulações computacionais vão, a pouco e pouco, conduzindo a diferentes modos de fazer ciência, alterando a noção do que é ser cientista e os próprios conceitos de natureza, de realidade e de verdade. Pouco dada à reflexão ou à produção teórica, a nova cultura tecnológica responde a uma questão fabricando um instrumento. O seu principal valor é a imediatez. É a cultura da oportunidade, do “just do it”. Entretanto, cada vez menos ser culto significa ler livros, conhecer teatro, música clássica, arte (…). Numa época de mudança acelerada, trata-se simplesmente de “estar informado” (Maria Manuel Araújo Jorge, in Revista Portuguesa de Filosofia, Julho-Dezembro de 1998, p. 553). O próprio Jean-Marie Lehn, Prémio Nobel da Química, afirma, sem temer ou tremer, que a investigação molecular é a ciência do futuro, tendo como fito percecionar “como funcionam os sistemas moleculares, quer dizer, como funcionamos todos nós, seres vivos, já que não somos outra coisa senão sistemas moleculares extremamente complexos” (Alfredo Dinis, in Revista Portuguesa de Filosofia, Julho-Dezembro de 1998, p. 556). Ou seja, com um pouco de bioquímica entenderei o Homem e a Vida, a Sociedade e a História. E um poema do Torga, ou da Sophia…
Quando cheguei ao INEF, entrara de estudar Epistemologia, sob a orientação paciente do Doutor Armando Castro, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto-. Na minha licenciatura em Filosofia, nas disciplinas de Teoria do Conhecimento e de Ontologia, conservo na memória que a Epistemologia não se estudava. E, na Ontologia, e com palavras incolores, só muito rapidamente se invocava o Merleau-Ponty. De Bachelard, Althusser, Piaget, Foucault, Popper, Kuhn e Feyerabend - nada! Nem uma rápida análise! Silêncio sepulcral! E, quando li que, na maturação de uma ciência, os momentos de descontinuidade, ou seja, de cortes epistemológicos, de mudanças de paradigma, de revoluções científicas, eram a necessária desordem que anunciava uma nova ordem, logo me ocorreu propor outro tanto, para a História da Educação Física e Desporto, através de um novo paradigma que, hoje, assim defino: “a energia para o movimento intencional e solidário da transcendência, ou superação”, que abrange o jogo, o jogo desportivo, o desporto, a gestão do desporto, a dança, a motricidade infantil, a ergonomia, a reabilitação, etc., etc. Aliás, mudanças de paradigma que se descobrem em Marx, em M, Weber, em Durkheim, em Manheim e outros sociólogos do conhecimento - conhecimento que é sempre tributário da História e portanto, como a História, em perene movimento. Com algum rigor hermenêutico, propus um “corte epistemológico”, não só como um facto científico, mas também como um amplo fenómeno cultural e político, quero eu dizer: económico, social, paidêutico, formativo e filosófico. E que desse “corte” resultasse uma nova ciência hermenêutico-humana que, dialeticamente, destruísse, superasse e conservasse o “tradicional” na educação física e no desporto e no treino desportivo. A recusa liminar dos mais radicais defensores do racionalismo e do positivismo e dos intelectuais orgânicos da mediocracia não me enclausurou num pessimismo de desistência. E continuei a estudar para que a Ciência da Motricidade Humana não se transformasse, para mim, num mero exercício de erudição. E, durante treze meses, fui mesmo adjunto do “mister” Jorge Jesus, no departamento de futebol do S.L.Benfica. Corria o ano de 2013…
Também tentei uma análise lógica da linguagem científica, mas a denominação “Educação Física”, que não atende, nem satisfaz às condições sociais reais de trabalho dos “professores de Educação Física”, de conteúdo que excresce muito para além da pedagogia, parece, para já, inamovível. As ciências nascem e desenvolvem-se em circunstâncias históricas bem determinadas. E a denominação “Educação Física” tem a marca de um racionalismo definitivamente sepulto. Estou certo que, dentro de três ou de quatro gerações, o paradigma desta profissão será outro, bem mais amplo e de mais complexa interdisciplinaridade. Na Proposta de Lei, apresentada à Assembleia Nacional, para a criação do INEF, pode ler-se: “O problema central de toda a obra educativa é o da formação dos educadores e a esta regra não podia fugir a educação física; ele constitue talvez o seu lado menos aparente, mas é com certeza o mais importante. Para que o sistema da educação física racional triunfasse primeiro, e depois não fosse comprometido, tornava-se indispensável que o compreendessem e servissem homens convenientemente habilitados, pois que ele pressupõe uma pedagogia; e pior do que não fazer ginástica nenhuma seria sujeitar o organismo a exercícios mal dirigidos”. Enfim, sem mais delongas, o início de um racionalismo que ainda sobrevive nalgumas mentes intransigentes e (digamo-lo sem receio) ultrapassadas. Não escondo, porém, que o racionalismo, o positivismo, o materialismo e o cientismo convergiram em direção a uma praxis política ilustrada, como o confirmam os partidos socialistas do mundo ocidental. Quando, na década de 70 do século passado, me deitei a uma reflexão sobre a filosofia implícita, na educação física, designadamente a educação física escolar, admirei, sobre o mais, o triunfo de um biologismo, oriundo da Medicina. Só que, anos passados, começa a assistir-se a um rigoroso questionamento da ciência, da filosofia e da teologia. E o “corte epistemológico”, segundo Bachelard e Althusser, era um elemento prestante do próprio desenvolvimento científico. Por isso, o traço mais típico da epistemologia situa-se no facto de ela ser “polémica”, desafiante, desinstaladora, ao rejeitar os “obstáculos epistemológicos” de determinados discursos, onde há mais ideologia que ciência. E eu também adiantei a necessidade de um “corte epistemológico”, no seio da Educação Física. E rodeou-me então um hálito gélido de desconfiança… no seio da Educação Física!
Sendo o conhecimento concebido como uma produção histórica, a epistemologia revela sempre, como um processo, o conhecimento científico. E como um processo não só biológico, mas também filosófico, social, político, religioso. Compreende-se, assim, que o papel insubstituível da epistemologia se resuma, para alguns autores, “em dar à ciência a filosofia que ela merece. Todavia, trata-se agora de uma filosofia aberta e móvel, que renuncia à forma sistemática, a seu espaço fechado e ao imobilismo, para arriscar-se, ao lado dos cientistas, nos campos novos do pensamento. Donde se conclui que o objeto da filosofia das ciências tem que ser um objeto histórico. Toda ciência deve produzir, a cada momento de sua história, suas próprias normas de verdade e os critérios de sua existência (…). Resulta então que a epistemologia é indissociável da história das ciências” (Hilton Japiassu, Introdução ao Pensamento Epistemológico, Francisco Alves, Rio de Janeiro, 1988, p. 73). George MacDonald, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Leeds, em carta ao Times, escreveu: “Uma das principais características que distinguem a Universidade de um mero agregado de departamentos de ensino e investigação, é a presença nela de uma aproximação filosófica ao conhecimento: a preocupação pelos supostos básicos, a metodologia, os critérios de verdade, as implicações morais e as conexões entre as diversas disciplinas. Uma instituição que toma a decisão de prescindir da filosofia não está simplesmente a abolir um departamento entre muitos, mas está a prejudicar severamente o seu direito a denominar-se a si mesmo Universidade” (in Associação de Professores de Filosofia, A Filosofia face à Cultura Tecnológica, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1988, p. 11). O nosso hábito tão português de solilóquio entre surdos impediu o diálogo entre duas formas diversas de pensar. Por outro lado, a incomensurabilidade dos paradigmas sucessivos, de Thomas Kuhn, também não deixou que eu fizesse epistemologia, na Escola onde trabalhava. Por isso, não assaco tão-só defeitos aos “outros”. Eu também os tenho. E, afinal, se houve, então, quem fizesse “ouvidos de mercador” ao que eu dizia e escrevia e tentasse condenar-me ao ostracismo, também venho merecendo a confiança dos que me lêem e dos que muito me ensinam e dos que também lutam por um novo paradigma. Melhor é errar por ter feito qualquer coisa, do que não ter erros porque nada se fez…"

Gigantes!

Karlovarsko 1 - 3 Benfica
25-20, 23-25, 21-25, 23-25


Eu acreditava... no final da derrota da semana passada, que estávamos na luta... No jogo da Luz, cometemos muitos erros, e os Checos fizeram um jogo quase perfeito no Serviço, que dificilmente iriam conseguir repetir, portanto se estivéssemos ao nosso melhor nível, podiamos conseguir a qualificação, e foi isso que aconteceu...!!! Esta equipa já nos habituou a momentos destes, momentos onde não existe margem de erro... e onde a ambição, a qualidade e o vicio da vitória ultrapassam todos os obstáculos que nos aparecem pela frente!!!

Por acaso, até começamos mal, no 1.º Set não conseguimos concretizar vários 'contra-ataques' e isso penalizou-nos! Nas a partir daí, melhorámos... só no final do 3.º Set quando tínhamos uma vantagem enorme, relaxámos, e permitimos a aproximação do adversário! Esse 'relax' passou para o início da 4.º Set, mas acordámos a tempo, 'empatamos' o parcial, e na ponta final, fomos letais...

Tudo isto, com uma arbitragem super-caseira! Que nos 'roubou' vários pontos... mas apesar dos nossos protestos, nunca perdemos a cabeça!

Este é daqueles jogos onde todos jogaram bem... mas tenho que destacar alguns:
- Gaspar fez 'séries' de pontos consecutivos incríveis!
- Violas, bem melhor na Distribuição...
- Japa, soube ser a 'alternativa' ao Gaspar, nos momentos decisivos...
- Zelão, melhor do que no 1.º jogo, e importantíssimo na garra...
- Boas entradas do Nikula e do Westermann...
- Casas, acho que só 'falhou' uma recepção!
- André muita experiência, quando a bola chegou 'torta'!!!

Pela 2.ª vez na nossa história, estamos na fase de grupos da Champions, o nível é altíssimo, e muito provavelmente as vitórias vão ser poucas, mas só assim podemos evoluir... Será importante a recuperação do Honoré!

Injusto...

Benfica 0 - 1 Hacken


Frustrante, muito frustrante, perder um jogo destes, com um penalty inexistente!
Não fizemos um grande jogo, mas defendemos bem... e a espaços, até conseguimos sair em contra-ataque com qualidade, e chegamos a ter 'posse de bola' ofensiva com alguma qualidade, mas voltou a faltar 'peso' na área, sem a Nycole, ficamos sem capacidade física no zona mais perigosa... Sinceramente, não compreendo a não utilização da Lara nestas situações!

O jogo foi equilibrado, as Suecas tiveram mais tempo no nosso meio-campo, a Leté fez algumas boas defesas, mas o resultado normal deste jogo, seria um empate, não fosse a apitadeira desempatar!!!
Mais uma arbitragem vergonhosa, e não foi só o penalty, os Amarelos às nossas jogadoras foram quase todos absurdos, ao mesmo tempo que foi perdoando vários Amarelos às Suecas!!!

Este era o jogo teoricamente 'para ganhar', os jogos fora com o Bayern e com estas Suecas vão ser complicados, pelo que fizemos na 1.ª e agora na 3.ª jornada, já mereciamos, mais golos e mais pontos!

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Vitória em Torres...

Torrense 0 - Benfica

Nada fácil, jogo demasiado apertado, que valeu pelos três pontos...
Jogámos os últimos 15 minutos, com o Torrense tapado de faltas - falhámos um livre de 10 metros -, algo que não estamos nada habituados!

Fim do Cartão de Adepto: A grande vitória da união dos Adeptos


"É unânime entre os adeptos de Futebol que o Cartão de Adepto foi uma medida fracassada e sem cabimento, que apenas estragou os ambientes nos estádios durante três meses.

Este cartão foi criado, segundo afirmam os organismos fundadores, para combater a violência e os comportamentos inapropriados e criminosos dentro dos estádios. No entanto não se consegue perceber o porquê de se assumir que estes comportamentos veem exclusivamente das áreas destinadas às claques e que se um adepto quiser ocupar um lugar específico no estádio tem de pagar 20 euros e registar-se para ter um cartão que dura três anos e nada mais é que um registo.
A luta contra estes comportamentos criminosos não é feita através de nenhum cartão, pois esse registo de nada vai servir para a identificação dos adeptos. Se assim fosse porque é que é apenas destinado a uma área específica das bancadas e não em todo o estádio, ou porque é que não se pede o registo gratuito de todos os adeptos antes da compra dos bilhetes?
Centremo-nos então nas claques ou nos grupos organizados de adeptos, como alguns lhe chamam. Umas são registadas e legalizadas, estando em sintonia com o que é pedido pelas forças de segurança, mas outras podem continuar a beneficiar dos mesmos privilégios sem que exista um registo. Aqui não interessam que clubes são, mas sim uma igualdade para todos. Se são as claques que, erradamente, são sempre acusadas dos maus comportamentos porque é que não se tornam todas legais e ligadas aos clubes para que a identificação seja mais fácil? Assim a responsabilidade era rapidamente assumida sem que fosse preciso um adepto pagar uma taxa extra para poder acompanhar o clube.
Todos conseguiram ver o quão triste é um estádio sem adeptos e a falta que estes fazem, no entanto são estes quem mais andam a sofrer, pois para além de serem os últimos a poder ter a liberdade de ir ver um jogo, são também eles que se veem obrigados a lutar contra uma lei que os quer impedir de apoiar o seu clube. Um adepto com o Cartão é obrigado a pagar por esse registo, pelo bilhete, pela quota de sócio e muitas vezes pela deslocação, isto não é viável para ninguém e parece ser apenas mais uma estratégia para se dizer que se está a fazer algo contra os comportamentos criminosos nos estádios e para o bem dos adeptos, quando depois vemos multas irrisórias e a continuidade da permissão de entrada nos estádios por parte dos infratores. Isto para nem falar dos horários inadmissíveis por parte da liga, que colocam jogos a horas tardias e que obrigam os adeptos a fazerem esforços desumanos para poderem acompanhar a sua equipa. Não tentem disfarçar esta decisão do Cartão com a proteção do adepto, pois é este quem mais está a sofrer com a decisão.
A maioria das áreas destinadas aos portadores do Cartão de Adepto estão vazias e isso deve-se à luta e persistência dos adeptos. Não é dos clubes que ficaram calados e nunca se rebelaram contra a decisão e muito menos da Liga Portugal que sempre se mostrou favorável à decisão e chegou até a pedir aos adeptos para aderir. Se houve coisa que esta decisão trouxe de bom foi a união dos adeptos de Futebol contra algo que os castigava a todos. Foram ouvidos cânticos, foram vistas tarjas, foram feitos sacrifícios monetários, tudo em prol da queda do Cartão de Adepto.
É triste chegar a um estádio e ver uma bancada toda despida porque os adeptos não foram tidos em conta nem ouvidos e ainda estão a ser castigados por atos de quem nunca deveria ser considerado adepto. Alguém que ama um clube não escolhe violentar os seus atletas, nem insultar desumanamente aqueles que jogam pelo emblema. Um adepto apoia tanto nas vitórias como nas derrotas e quem não o faz não merece dizer que ama um clube, quanto mais alguém que estraga a imagem deste e obriga a que pague multas e sofra consequências pelos atos criminosos.
O racismo, a xenofobia, a violência, entre tantos outros atos criminosos têm de ser punidos severamente, e dentro de um recinto desportivo não é exceção, pois se queremos uma sociedade e um espetáculo melhor todas essas atitudes criminosas têm de ser extintas. No entanto não é com a punição de todos os adeptos e com o pagamento para um registo que essa situação muda. São necessárias mais ações de sensibilização, maiores multas, o impedimento de entrada nos recintos por parte dos infratores, entre muitas mais decisões que possam ser tidas através de diálogos entre todos os intervenientes, incluindo os adeptos. Mas mais importante que tudo isso, é necessário tratar esses atos pelo que são e a verdade é que são crimes puníveis por lei, mas que por alguma razão parecem ser sempre perdoados porque se passaram dentro de um estádio.
O Cartão de Adepto felizmente caiu por terra e parece que finalmente se percebeu o quão errada foi a decisão da sua criação. No entanto o término deste tormento não pode ser sinónimo do encerramento da luta pela qual, supostamente, foi criado que é o combate aos comportamentos criminosos.
É hora de voltar a encher os estádios e mostrar que é possível fazer espetáculo de apoio sem crimes. É hora de mostrar que uma claque não é um grupo de infratores e uma coisa a ter medo. A revogação da lei do Cartão de Adepto é uma vitória de todos os adeptos que lutaram e sofreram com a decisão, ninguém mais que eles merece esta sensação de vitória e de conquista por uma luta que enfrentaram, na maioria, juntos e com objetivo."

Objetivo: vencer!


"É na alta-roda europeia do futebol que a nossa equipa feminina marca presença. Hoje, às 20h00, terá início, no Benfica Campus, o desafio relativo à 3.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, com o BK Häcken, da Suécia, o 29.º colocado no ranking europeu de clubes, oriundo de um dos países com maior histórico na vertente feminina do futebol.
De acordo com André Vale, um dos membros da equipa técnica benfiquista, o BK Häcken é "uma das melhores equipas do norte da Europa" e conta com várias jogadoras internacionais, incluindo uma nomeada para a Bola de Ouro, a atacante Stina Blackstenius.
Independentemente do valor do adversário, "a nossa ambição em casa, perante os nossos adeptos, será sempre a de conquistar os três pontos", conforme assumido por André Vale.
O clube sueco ainda não somou qualquer ponto nesta fase da prova, um facto que, segundo André Vale, não reflete a sua qualidade: "É uma equipa com uma mentalidade muito interessante, muito agressiva e joga o jogo pelo jogo contra quem quer que seja, não tem medo de arriscar e isso fez com que não tivessem feito pontos contra o Bayern Munique e Lyon."
A guarda-redes Letícia enfatizou a mentalidade da equipa e a importância dos Benfiquistas para um desfecho positivo: "Sabemos da dificuldade do jogo, da experiência do BK Häcken na Liga dos Campeões, mas jogamos em casa e queremos aproveitar a presença dos adeptos para conquistar os três pontos. Vamos mostrar a nossa garra e crença! Vamos procurar a vitória!"
Os dados estão lançados, sendo certo que a nossa equipa estará mais próxima de atingir o objetivo de vitória ao contar com o enorme apoio dos Benfiquistas. Encher o Benfica Campus e ajudar a nossa equipa a somar três pontos é o repto que se nos coloca. As "Inspiradoras" merecem!
E hoje é dia de decisão no voleibol, em que a nossa equipa procura, na República Checa, o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
A tarefa não se afigura fácil. Na Luz, no jogo referente à primeira mão realizado na semana passada, o Cez Karlovarsko demonstrou, de acordo com o esperado, tratar-se de um oponente fortíssimo. Ficou claro que as duas presenças da turma checa, nas últimas três temporadas, na fase de grupos da Liga dos Campeões, não se deveram ao acaso. Recheado de internacionais jovens, mas experientes, o campeão checo foi capaz de criar enormes dificuldades aos comandados por Marcel Matz, vencendo a partida por 2-3.
Este reconhecimento do valor do adversário não implica, no entanto, que o destino esteja traçado. Antes pelo contrário, é com enorme ambição que a nossa equipa aborda este jogo, sabendo que encontrará um obstáculo complicado, mas transponível.
O capitão Hugo Gaspar deu conta do sentimento reinante entre a equipa: "O moral está positivo, estamos completamente dentro da eliminatória. Dependemos de nós e não dos outros, se vencermos garantimos a qualificação, é esse o nosso objetivo, por isso temos de ter pensamento positivo."
Um triunfo por 0-3 ou 1-3 ditará o apuramento. Caso vençamos por 2-3, haverá lugar ao golden set. Repetir a proeza de 2019/20, em que representámos o voleibol português ao mais alto nível na Europa, é o objetivo!
Vamos, Benfica!"

Modalidades #60 - Semanada...

Falar Benfica #36

terça-feira, 9 de novembro de 2021

A roçar a perfeição


"Na antecâmara de duas partidas que assumem importância redobrada na atividade desportiva do Clube (amanhã, 4.ª feira, decide-se o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões de voleibol e, no Benfica Campus, disputa-se mais uma jornada, no futebol feminino, do grupo E, também, na Liga dos Campeões), importa fazer um balanço do fim de semana.
Começando pelo futebol, a noite de inspiradíssima exibição frente a um forte adversário, o SC Braga, resultou numa goleada expressiva, por 6-1. Continuamos na busca do regresso à condição de líder.
A equipa B, por seu turno, saiu derrotada, em casa, do confronto com o Mafra, um percalço num excelente percurso que permite, apesar do desaire, manter a liderança da II Liga à 11.ª jornada. Nos restantes escalões “principais” da formação que entraram em campo só conhecemos o sabor da vitória: Marítimo-Benfica, 0-2 (Sub-23); Benfica-U. Leiria, 4-1 (Sub-19); Sacavenense-Benfica, 1-3 (Sub-15).
Houve ainda um saboroso e arrancado a ferros triunfo no futebol feminino ante o Torreense. Kika Nazareth, nos minutos adicionais, foi a autora do golo da vitória através da conversão de um livro direto superiormente executado. O 2-1 final permitiu manter a liderança na zona sul do Campeonato Nacional.
Nas modalidades de pavilhão, assinale-se a jornada plenamente vitoriosa.
No andebol, a equipa feminina defrontou um dos adversários na luta pelo título, o Alavarium, com robusto triunfo, por 40-27, apesar da desvantagem de um golo verificada ao intervalo.
No basquetebol, a nossa equipa masculina, que na 5.ª feira tem a dificílima deslocação à Rússia para enfrentar o Parma Parimatch na FIBA Europe Cup, venceu a Académica por 110-63, enquanto, nas mulheres, batemos, em Aveiro, o Clube dos Galitos, por 41-67.
No futsal obtivemos um triunfo, por 5-1, ante o FC Azeméis, o 4.º classificado. A equipa feminina foi até Porto Salvo e venceu o Leões por 0-8, com 5 golos de Sara Ferreira.
No hóquei só a equipa feminina entrou em ação, tendo pela frente o CACO, que recentemente disputara e perdera, por 3-1, a Supertaça com o Benfica. Ganhámos por 7-2. Na próxima jornada há um Sporting-Benfica.
Por fim, no voleibol, entre as mãos da derradeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, triunfo fácil ante o Castêlo da Maia, por 3-0. Nas mulheres fomos ao pavilhão do CD Aves vencer por 0-3.
Além dos já referidos jogos de futebol feminino e voleibol masculino, amanhã há ainda os de futsal masculino (Torrense–Benfica) e hóquei feminino (Benfica–Tojal, Pavilhão Fidelidade, 21h30).
Terminamos com um apelo aos Benfiquistas para que, amanhã, se desloquem em grande número ao Seixal para apoiar a nossa equipa feminina de futebol no embate com o BK Häcken, da Suécia, referente à 3.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. O jogo tem início marcado para as 20h00. As Inspiradoras merecem todo o nosso apoio em mais uma etapa desafiante.
Vamos, Benfica!"

Finalmente há Everton


"Que Everton foi este? Com participação decisiva em 5 dos 6 golos do Benfica sobre o Braga, este Everton e o outro (que jogava no Brasil) foi tema de análise no Futebol Total do Canal 11, pelo Pedro Bouças."

11 de ex-formados em destaque fora da Luz | SL Benfica


"Um 11 de ex-formados que deixa qualquer um com água na boca

Possuindo um centro de formação de excelência, o Sport Lisboa e Benfica já formou uma série de jogadores que estão a dar cartas no futebol mundial.
No entanto, existem também outros jogadores formados no Seixal que, sem terem tido grande visibilidade de águia ao peito, também estão a dar um bom rumo às suas carreiras, em diferentes países e em diversos escalões.
Como tal, irei aqui fazer um onze de jogadores formados no SL Benfica, já sem contrato com os encarnados, mas que se têm destacado nos respetivos clubes.

Guarda-Redes
André Ferreira (FC Paços de Ferreira) – Este guarda-redes chegou ao SL Benfica em 2013, tendo sido campeão nacional de juvenis em 12/13 e vice-campeão europeu de juniores na época seguinte.
Foi titular da equipa B em 16/17, sendo nessa época um dos melhores guarda-redes da Segunda Liga. Seria então emprestado ao Leixões SC e ao CD Aves, desvinculando-se dos encarnados em 2019.
Jogaria nas últimas duas temporadas no CD Santa Clara, onde nunca saiu da sombra de Marco Pereira. Nesta temporada rumou à Capital do Móvel, onde tem aproveitado a lesão de Jordi para mostrar as suas qualidades.

Defesa-Direito
Diogo Calila (B-SAD) – Este lateral-direito fez o seu percurso formativo no SL Benfica, tendo-se desvinculado dos encarnados em 2017 na transição para o futebol sénior.
Depois de um ano na equipa B do Paços de Ferreira, o lateral-direito viria a rumar à B-SAD, onde começaria na equipa de sub-23, mas estrear-se-ia na equipa principal ainda na primeira época.
Realizou 23 jogos pela equipa principal na época passada e nesta época já contabiliza seis jogos.

Defesa-Central
Alexandre Peneta (FC Famalicão) – O central de 20 anos foi capitão em todos os escalões de formação até aos juniores, tendo sido campeão nacional de iniciados em 15/16 e de juvenis em 17/18.
Rumou ao FC Famalicão na temporada passada e depois de ter brilhado na Liga Revelação, tem sido aposta regular na equipa principal nesta temporada, tendo dois golos marcados em 11 jogos e tendo inclusive já realizado alguns jogos como capitão.

Defesa-Central
João Nunes (Academia Puskas) – João Nunes fez todo o seu percurso formativo no SL Benfica, tendo sido capitão da equipa que chegou à final da Youth League em 13/14.
Seria também capitão da equipa B, onde, depois de duas temporadas, se desvinculou dos encarnados para prosseguir a sua carreira no estrangeiro. Depois de passagens pela Grécia e pela Hungria, o central de 25 anos rumou à Hungria para representar a Academia Puskas, onde tem sido titular.

Defesa-Esquerdo
Ricardo Mangas (Bordeaux) – Este lateral-esquerdo desvinculou-se do SL Benfica em 2017, tendo assinado pelo CD Aves.
Depois de um ano empestado ao SC Mirandela, Ricardo Mangas seria o capitão da equipa que conquistou a primeira edição da Liga Revelação, sendo na época seguinte promovido à equipa principal pela mão de Nuno Manta Santos.
Em 2020 rumaria ao Boavista FC, onde jogou com regularidade, dando o salto este ano para a Liga francesa, onde tem sido opção regular para Vladimir Petkovic.

Médio-Centro
Diogo Mendes (CS Marítimo) – Este jogador nascido em 1998 jogou 12 anos no SL Benfica, tendo sido vice-campeão nacional de juniores em 16/17.
Depois de alguns anos na equipa B, Diogo Mendes desvinculou-se dos encanados no último verão, dando o salto para o clube insular.
Apesar do clube madeirense estar em zona de despromoção, o médio algarvio tem sido dos jogadores mais regulares da equipa orientada por Julio Velázquez, tendo já onze jogos disputados.

Médio-Centro
Gonçalo Rodrigues (Rio Ave FC) – Este jogador foi em tempos uma figura de relevo na formação do SL Benfica e nas seleções jovens. No entanto, duas lesões graves consecutivas vieram a estagnar a sua evolução.
Depois de se ter desvinculado dos encarnados em 2019, o médio rumou a Famalicão onde mostrou boas indicações, mas acabaria por encontrar a sua casa em Vila do Conde, permanecendo no clube após a descida à Segunda Liga, e onde tem sido uma das pedras basilares da equipa orientada por Luís Freire.

Médio-Centro
Bruno Lourenço (Estoril Praia SAD) – O médio saiu do SL Benfica em 2017 para o CD Aves, tendo sido campeão de sub-23 e dado o salto para a equipa principal em 19/20.
Após a despromoção do clube avense, Bruno daria um passo atrás na carreira para rumar ao muito interessante projeto do Estoril Praia SAD, sendo uma peça importante na equipa orientada por Bruno Pinheiro, levando cinco golos em 41 jogos pelos canarinhos.

Médio-Ofensivo
Zidane Banjaqui (Casa Pia AC) – Tal como Ricardo Mangas e Bruno Lourenço, Zidane rumaria ao CD Aves em 2017, sendo emprestado, campeão da equipa de sub-23 e lançado por Nuno Manta Santos na equipa principal em 17/18.
Depois da descida de divisão, Zidane teria uma curta passagem pela B-SAD, tendo em janeiro rumado ao Casa Pia, onde tem sido um jogador influente na equipa orientada por Filipe Martins.

Médio-Ofensivo
Diogo Pinto (Estrela da Amadora) – Este médio ofensivo foi campeão nacional de juniores em 17/18, tendo brilhado na época seguinte na Liga Revelação e dado o salto para a equipa B.
Em janeiro de 2020 rumaria a Itália, onde não teria muitas oportunidades, regressando a Portugal um ano depois. Depois do empréstimo ao UD Vilafranquense, Diogo Pinto tem brilhado ao serviço do renovado Estrela da Amadora, levando já oito golos marcados em 15 jogos, tendo num dos jogos feito um hattrick em 12 minutos.

Ponta-de-lança
Ricardo Matos (SC Olhanense) – Avançado que faria toda a formação no SL Benfica, Ricardo Matos rumaria aos italianos do Ascoli em 2019, na sua transição ao futebol sénior.
Depois de dois anos em terras transalpinas, o avançado regressaria a Portugal para ingressar no SC Olhanense no Campeonato de Portugal, onde se tem destacado com cinco golos em oito jogos."

Um festival de beneficência para Tamanqueiro


"O regresso do onze olímpico de Amesterdão para honrar a memória de Raul de Figueiredo

Quando o infortúnio bateu silenciosamente à porta de Raul Soares de Figueiredo, no início do mês de Dezembro de 1941, havia muito que o portentoso jogador já não alinhava pelo Benfica. Não tinha ainda 40 anos e deixava desemparados mulher e filhos menores.
A vida de futebolista iniciou-a no Vitória Futebol Clube, em Setúbal, onde vivia com a família. Foi aí que recebeu a alcunha que o iria eternizar, graças à profissão exercida pelo pai, que fazia tamancas, um tipo de calçado. Ainda jovem ingressou em diversos clubes de Setúbal e da capital, até ir representar, entre 1922/23 e 1925/26, o SC Olhanense.
Não havia dúvida de que possuía qualidades de grande futebolista: além de ter um remate poderoso, era forte nos driblings e cabeceamentos. Em 1923/24 venceu  Campeonato de Portugal e, na sua última época no Olhanense, capitaneou a equipa que venceu o Campeonato Regional do Algarve.
Em 1926/27, ingressou no Benfica e envergou a camisola encarnada por duas temporadas. Foi nesse período que a sua carreira chegou ao auge, após a participação nos três desafios dos Jogos Olímpicos de Amesterdão em 1928, nos quais fez parte da 'linha média da equipa que ficou para a historia por ser uma das mais perfeitas do futebol português', com Augusto Silva e César Matos.
No primeiro jogo, a 'equipa nacional, a perder por 0-2, encontrou força de ânimo para vencer os chilenos por 4-2 - graças, à espantosa coragem de Tamanqueiro'. A imprensa foi unânime quanto à linha de médios portugueses: 'Os médios cumpriram, tendo-se distinguido Figueiredo pela sua forma especial de trabalhar a bola'. O sonho luso foi, no entanto, de curta duração, pois Portugal perderia com o Egipto nos quartos de final.
Treze anos volvidos, o onze olímpico de Amesterdão voltaria a juntar-se num jogo em honra do saudoso Tamanqueiro, um espectáculo desportivo de raro valor que 'deu lugar a tamanha manifestação de solidariedade que nos fez crer (...) que são duradoiras e fecundas as amizades que a prática do desporto faz contrair!'. Foi uma jornada digna, em que a equipa Onze Olímpico, mais eficiente e superior, venceu por 5-1 a Velha Guarda, capitaneada por outra glória do Benfica, Vítor Gonçalves. Ambas as equipas proporcionaram 'uma excelente tarde recordações - e um auxílio precioso para a viúva e filhos do grande jogador que foi Tamanqueiro'.
'De águia ao peito', Raul de Figueiredo realizou 52 jogos, marcou 9 golos e foi 9 vezes internacional. Saiba mais sobre este jogador e a equipa olímpica de Amesterdão na exposição temporária online Atingir o Olimpo - Participação dos Atletas do Benfica nos Jogos Olímpicos no site do Museu Benfica - Cosme Damião."

Carina Santos, in O Benfica

O Benfica tira-me anos de vida



""The natural state of the football fan is bitter disappointment, no matter what's the score".
Disse Nick Hornby no seu maravilhoso livro "Fever Pitch" (na minha opinião a Bíblia incontornável de qualquer doente da bola. Quem não leu, tem que ler!) que o típico adepto vive num estado de constante desapontamento, independentemente dos resultados da sua equipa. Que aqui e ali vive momentos de euforia (o dele foi o golo do Michael Thomas no último minuto do último jogo do campeonato que deu ao Arsenal o título de 1989 - que o clube e ele perseguiam há 19 anos), mas que se for preciso na semana seguinte já estava novamente aborrecido com a equipa, com os dirigentes e com os jogadores.
É uma visão pessimista, mas realista. O fanático nunca está contente. E vive sempre numa camada de nervosismo. Adora ir à bola, vai para as roulotes todo contente para rir e beber copos, mas assim que começa a bola pensa "pronto, começou o sofrimento". Conta Ricardo Araújo Pereira que na primeira vez que foi à Luz olhou para o seu tio que suava rios e fumava incessantemente e pensou "É isto que quero para a minha vida".
O fanático está sempre frustado. Quer sempre mais, acha sempre que as coisas podiam estar melhor. Até acha que se fosse ele o Presidente, seria melhor que o Presidente. Se fosse ele o treinador, seria melhor que o treinador. Se a idade, o talento e o físico permitissem ser jogador, até seria melhor que os seus jogadores. E marcaria o golo e correria em direção à bancada a beijar o emblema de forma apaixonada e o 3º Anel ia-me amar e cantar o meu nome e...bom, já divago.
Vem isto a propósito das emoções que os Benfiquistas viveram nos últimos tempos. E principalmente da depressão que se apoderou do clube no último mês. A sério, que entidade esquisita és tu, Benfica! Pareces uma adolescente com as hormonas aos saltos, pá! Ganhas 3-0 ao Barcelona e cais num buraco? És esmagado pelo Bayern e 3 dias depois és tu que esmagas o Braga? Ganhas ao Vizela quando tudo parece perdido e empatas com o Estoril quando tudo parece vencido. Que fazes ao nosso pobre coração? O Glorioso é uma montanha russa de emoções constantes e assim sendo é normal que os adeptos gritem. E sofram. E resmunguem. E amem. E queiram. E não queiram. E voltem a querer os seus. E ao final do dia já não saibam bem o que dizer.
E repare-se: Há sinais preocupantes? Há. O Benfica jogou muito pouco futebol nos últimos jogos, revela uma dificuldade tremenda de jogar contra blocos baixos, tem sofrido vários golos pelo ar, foi duplamente esmagado pelo Bayern, perdeu a liderança e tem em risco o apuramento para a final four da Taça da Liga.
Mas há sinais de confiança? Há. O Benfica venceu 9 dos seus 11 jogos para o campeonato, eliminou Spartak e PSV para chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões, venceu de forma maravilhosa o Barcelona por 3-0 e pode vencer as duas taças nacionais (algo que um dos seus rivais já não pode dizer). Aqui e ali tem momentos de grande futebol e tem claramente um plantel com imensos valores de qualidade.
É mesmo difícil achar um meio termo com o Benfica. E assim seguiremos até à prova dos nove: foi campeão? Sim ou não? Porque é aí que chega o meio termo. O termo total. Separam-se as águas, as duas facções encontram-se e os fanáticos chegam à conclusão: a época só é boa quando o Benfica é campeão. E aqui não é a emoção a falar, é a racionalidade: caros Rui Costa, Jorge Jesus e jogadores, desta vez não há desculpas. Temos que ser campeões. Pelo clube que somos, pelo treinador que temos, pelos jogadores que possuímos, pelos adeptos que vos apoiam, pelo investimento que fizemos. 
Mas e se não acontecer? Então lá terão nas bancadas e nos sofás adeptos irritados, tristes, aborrecidos, nervosos, a achar que faziam tudo melhor. E se acontecer? Teremos uma noite de euforia, bêbedos de alegria pelo Marquês e pelas ruas do país e do mundo. E depois na semana seguinte lá estaremos nas bancadas e nos sofás irritados, tristes, aborrecidos, nervosos, a achar que faríamos tudo melhor.
É a sina de ser adepto de futebol. Não será por acaso que os Italianos têm a mesma palavra para descrever os doentes de uma febre tão horrível como o tifo e para os doentes da bola: eis os tifosi."

Benfica FM #176 - Bayern, Braga...

O Cantinho Benfiquista #71 - Same Situation, Different Feeling

Benfica After 90 - Braga...

Visão Vermelho S03E10 - Bayern, Braga...

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Lixívia 11


Tabela Anti-Lixívia
Benfica............28 (-2) = 30
Sporting...........29 (+1) = 28
Corruptos.......29 (+5) = 24

Semana sem 'grandes casos' mas com tendências inconfundíveis!

Começo na Luz: no estádio, fiquei com a clara impressão que o Otamendi sofre falta no golo do Braga, com tantas repetições do golo, nenhuma mostra a disputa de bola do Nico. Faz uma intercepção, e depois tenta disputar a bola, e parece-me que foi empurrado, não sei se foi falta, mas o facto das imagens não terem aparecido é significativo
Depois, para provar que o golo foi legal, a PorkosTV mostrou uma linha de fora-de-jogo, doutro momento qualquer do jogo, mas não do momento do passe para o Ricardo... Parece-me que o Grimaldo colocou o Horta em jogo, mas gostaria de ver as imagens verdadeiras do Var, ou será que o Macron se enganou nas imagens!!!

Mas o 'destaque' do jogo, vai mesmo para o critério técnico nas faltas que poderiam potencialmente dar contra-ataques, para o critério disciplinar e para o local onde as faltas(ou lançamentos laterais) foram executadas...
A lesão do Veríssimo, é num lançamento lateral marcado quase 10 metros à frente; a lesão do João Mário, é num lance onde existem duas faltas, e nenhuma é assinalada... ainda houve outra já na 2.ª parte sobre o Rafa, mesmo à frente do focinho da besta, e nada foi marcado...
Foram 90 e tal minutos de arrogância corrupta, que só por acaso, não teve influência no resultado!

Nos outros dois jogos, de facto, não houve grandes casos, mas destaco o critério disciplinar:
- se o critério que deu na expulsão do Alano do Santa Clara(expulsão absurda), é o correcto, então raramente os jogos dos Corruptos e dos Lagartos chegariam ao fim, pois metade dos seus jogadores seriam expulsos!!! Ainda li algumas almas iluminadas, afirmando que o Alano levou o 1.º Amarelo por protestos!!! A sério?! Então, todos temos olhos, e vemos como os jogadores Corruptos e  Lagartos, passam os jogos a protestar... nesse caso, também mereceriam Amarelos?!!!!
Estava a ver o jogo dos Lagartos, num restaurante, e nos minutos após o 1.º golo do Sporting, foram 2 ou 3 entradas, por trás, extremamente perigosas, aos calcanhares dos adversários... e o Godinho até marcou as faltas, mas os cartões tá quieto!!! E no fim, 0 Amarelos para a Lagartada!!!
E assim, se condiciona os jogos, tanto os Corruptos e os Lagartos, utilizam as faltas duras sucessivas, como estratégia defensiva! As faltas não são 'acidentais' não são 'fortuitas', são 'treinadas', fazem parte do 'modelo' de jogo de ambas as equipas... Porque sabem, que nada lhes irá acontecer!!!

No lance do Zaidu, as imagens não são esclarecedoras, se a falta é dentro ou fora da área... mas tenho a certeza que se fosse junto da área do Benfica, seria penalty indiscutível!


Anexos (I):
Benfica
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), V. Ferreira(Godinho), Prejudicados, Sem influência
2.ª-Arouca(c), V(2-0), Mota(Malheiro), Prejudicados, (3-0), Sem influência
3.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Almeida(Nobre), Prejudicados, (0-3), Sem influência
4.ª-Tondela(c), V(2-1), Martins(Hugo), Prejudicados, (4-1), Sem influência
5.ª-Santa Clara(f), V(0-5), Rui Costa(Soares Dias), Beneficiados, (1-5), Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Hugo(Vasco Santos), Prejudicados, Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar
7.ª-Guimarães(f), V(1-3), Godinho(Narciso), Prejudicados, (1-4), Sem influência
8.ª-Portimonense(c), D(0-1), Veríssimo(L. Ferreira), Nada a assinalar
9.ª-Vizela(f), V(0-1), Godinho(L. Ferreira), Prejudicados, (0-2), Sem influência
10.ª-Estoril(f), E(1-1), Pinheiro(Esteves), Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
11.ª-Braga(c), V(6-1), Soares Dias(Hugo), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-0), Nobre(Almeida), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Braga(f), V(1-2), Godinho(Hugo), Nada a assinalar
3.ª-B Sad(c), V(2-0), M. Oliveira(V. Santos), Nada a assinalar
4.ª-Famalicão(f), E(1-1), Veríssimo(Godinho), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
5.ª-Corruptos(c), E(1-1), Almeida(Pinheiro), Prejudicados, Beneficiados, (3-1), (-2 pontos)
6.ª-Estoril(f), V(0-1), Martins(Esteves), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Marítimo(c), V(1-0), Pinheiro(Hugo), Nada a assinalar
8.ª-Arouca(f), V(1-2), Rui Costa(M. Oliveira), Nada a assinalar
9.ª-Moreirense(c), V(1-0), V. Ferreira(L. Ferreira), Nada a assinalar
10.ª-Guimarães(c), V(1-0), Rui Costa(V. Santos), Nada a assinalar
11.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Godinho(V. Santos), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-B Sad(c), V(2-0), Correia(Mota), Nada a assinalar
2ª-Famalicão(f), V(1-2), Almeida(Narciso), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Marítimo(f), E(1-1), Pinheiro(Rui Costa), Nada a assinalar
4.ª-Arouca(c), V(3-0), Malheiro(L. Ferreira), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
5.ª-Sporting(f), E(1-1), Almeida(Pinheiro), Beneficiados, Prejudicados, (3-1), (+1 ponto)
6.ª-Moreirense(c), V(5-0), Nobre(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, (6-1), Impossível contabilizar
7.ª-Gil Vicente(f), (V1-2), Soares Dias(Malheiro), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
8.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Mota(Martins), Nada a assinalar
9.ª-Tondela(f), V(1-3), Veríssimo(Rui Costa), Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
10.ª-Boavista(c), V(4-1), Martins(Almeida), Prejudicados, Beneficiados, (6-1), Sem influência
11.ª-Santa Clara(f), V(0-3), Rui Costa(Narciso), Beneficiados, Sem influência

Anexos (II):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
Pinheiro - -2
Esteves - -2

Sporting
Martins - +2
Esteves - +2
Veríssimo - +1
Godinho - +1
Almeida - -2
Pinheiro - -2

Corruptos
Almeida - +3
Narciso - +2
Soares Dias - +2
Malheiro - +2
Pinheiro - +1

Anexos(III):
Árbitros:
Benfica
Godinho - 2
V. Ferreira - 1
Mota - 1
Almeida - 1
Martins - 1
Rui Costa - 1
Hugo - 1
Veríssimo - 1
Pinheiro - 1
Soares Dias - 1

Sporting
Rui Costa - 2
Godinho - 2
Nobre - 1
M. Oliveira - 1
Veríssimo - 1
Almeida - 1
Martins - 1
Pinheiro - 1
V. Ferreira - 1

Corruptos
Almeida - 2
Correia - 1
Pinheiro - 1
Malheiro - 1
Nobre - 1
Soares Dias - 1
Mota - 1
Veríssimo - 1
Martins - 1
Rui Costa - 1

VAR's:
Benfica
L. Ferreira - 2
Hugo - 2
Godinho - 1
Malheiro - 1
Nobre - 1
Soares Dias - 1
V. Santos - 1
Narciso - 1
Esteves - 1

Sporting
V. Santos - 3
Hugo - 2
Almeida - 1
Godinho - 1
Pinheiro - 1
Esteves - 1
M. Oliveira - 1
L. Ferreira - 1

Corruptos
L. Ferreira - 2
Rui Costa - 2
Narciso - 2
Mota - 1
Pinheiro - 1
Malheiro - 1
Martins - 1
Almeida - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Godinho - 2 + 1 = 3
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
Soares Dias - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 2 + 1 = 3
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Martins - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1

Corruptos
Rui Costa - 1 + 2 = 3
Almeida - 2 + 0 = 2
Pinheiro - 1 + 1 = 2
Narciso - 0 + 2 = 2
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Godinho - 2 + 1 = 3
Hugo - 1 + 2 = 3
Soares Dias - 1 + 1 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Martins - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 2 + 1 = 3
V. Santos - 0 + 3 = 3
Rui Costa - 2 + 0 = 2
Almeida - 1 + 1 = 2
Pinheiro - 1 + 1 = 2
M. Oliveira - 1 + 1 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
Nobre - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Martins - 1 + 0 = 1
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 2 + 1 = 3
Rui Costa - 1 + 2 = 3
Pinheiro - 1 + 1 = 2
Malheiro - 1 + 1 = 2
Mota - 1 + 1 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Narciso - 0 + 2 = 2
Correia - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1

Anexos(IV):
Jornadas anteriores:

Anexos(V):
Épocas anteriores:

Paulo Bernardo...

Bastidores: Braga...

Regresso às vitorias, com classe


"A Luz, ontem, esteve ao rubro. Magnífico resultado, 6-1, assente numa excelente exibição e na estupenda inspiração demonstrada em frente à baliza, coroadas com seis golos frente a um SC Braga, por norma um adversário muito competitivo, mas que ontem se revelou incapaz de suster a dinâmica e qualidade de um grande Benfica.
Para Jorge Jesus, a vitória foi “brilhante” e assentou num Benfica “muito forte na recuperação da bola e na forma como acelerou o jogo quando a recuperava, baralhando a equipa do Braga”. O nosso treinador acrescentou que “a equipa foi crescendo e ganhando confiança com os golos”, alcançando um triunfo robusto, mas que não expressa, naturalmente, a diferença qualitativa entre as equipas.
O regresso às vitórias, de maneira muito competente, sucede a um período de menor fulgor nos resultados. Fomos ambiciosos e felizes, merecemos conquistar os três pontos.
Jorge Jesus enalteceu o coletivo e confidenciou que, na preparação do jogo, exortara os jogadores a atuarem como vinham atuando, pois estava convicto de que, em partidas anteriores, o desfecho ficara aquém do futebol desenvolvido. “Como não houve vitórias, não se valorizou o que a equipa jogou”, disse.
Outro dos aspetos positivos esteve relacionado com a resposta que a equipa deu à “especulação criada em torno da equipa”, conforme salientou Jorge Jesus: “É um grupo muito forte, com alguns jogadores muito experientes que não vão atrás de mentiras. Quis-se criar à volta do Benfica uma onda negativa, mas nós não fomos atrás porque sabemos o que jogamos e com quem jogámos.” A este propósito, Otamendi fez questão de frisar que a pseudo polémica se tratou de um episódio “sem sentido” e que “é mentira”, deixando claro que “não tem nenhum problema com o mister”.
E, neste particular, o nosso treinador dedicou ainda umas palavras aos benfiquistas: “Parabéns aos adeptos que não foram atrás do chorrilho de mentiras. Nestes momentos difíceis, sabendo-se que há quem queira desestabilizar o Benfica, continuaram com a equipa. O Benfica, todo junto, é muito forte.” Everton e Rafa bisaram, Grimaldo e Darwin foram os autores dos restantes golos benfiquistas. Darwin e Everton fizeram duas assistências cada, Rafa também assistiu para golo. Realce para o facto de Pizzi se ter tornado, a par de Artur Santos, no 18.º futebolista com mais jogos (229) no Campeonato Nacional pelo Benfica.
Nota final para a utilização de quatro atletas da formação do Clube, Diogo Gonçalves, Gonçalo Ramos, Morato e Paulo Bernardo, com este último a estrear-se no Campeonato e a merecer uma palavra de apreço do treinador: “A mim não me interessam as idades, este miúdo tem muito talento, uma condição física muito boa, teve de esperar, os jogos na equipa B têm sido muito importantes para ele e hoje chegou aqui e parecia que estava com a equipa há um ano. Ainda vai ter de aprender algumas coisas para crescer, tem tudo para ser um grande jogador.”
Com o triunfo obtido, continuamos a procurar o regresso à liderança. O próximo jogo será apenas no dia 19 de novembro devido a mais uma paragem para os compromissos das seleções. O adversário será o Paços de Ferreira, na Luz, numa partida englobada na Taça de Portugal. Jogo a jogo, competição a competição, a nossa missão é ganhar. Sempre!"

Boletim Clínico


"O atleta Lucas Veríssimo, durante o jogo de dia 7 de Novembro de 2021, sofreu entorse grave do joelho direito com lesão multiligamentar.
Após realização de exames complementares de diagnóstico confirma-se rotura do ligamento cruzado anterior, associada a lesão do ponto de ângulo postero-externo.
O atleta será submetido a intervenção cirúrgica e a período prolongado de reabilitação, não voltando à competição durante a presente época."


PS: Segunda lesão deste tipo na actual época, num dos melhores jogadores da equipa! Inacreditável... Tudo isto, num lance que não devia ter acontecido, porque o lançamento lateral, foi efectuado 10 metros, 'à frente' do local onde a bola saiu do relvado!