Últimas indefectivações

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Núm3r0s d4 S3m4n4


"1
1.º título de campeão nacional do Benfica no futebol feminino. O sorteio ditou um Sporting-Benfica na última jornada e, por altura do apito inicial, bastar-nos-ia um empate para assegurar o título. A vitória concludente, por 0-3, abrilhantou a notável conquista. O futebol feminino dá ainda os primeiros passos no clube, imperando a excelência desde que foi dado o mote. Parabéns!

2
Triunfos, ambos no Porto, nas meias-finais do Campeonato de hóquei em patins. Na quarta-feira houve jogo: se ganharmos estamos na final, caso contrário teremos mais duas oportunidades para selar o apuramento;

13
Finais perdidas da Taça de Portugal (12 com a designação 'Taça de Portugal') em 42 presenças (38). A taxa de aproveitamento de finais continua alta, mas importa retomar o trilho das vitórias o mais rápido possível numa competição que continua a ser imensamente acarinhada pelos adeptos apesar de sucessivamente desvalorizada pelo organizador (afunilamento dos participantes nas rondas iniciais, calendarização desinteressante, modelo de meias-finais menos 'arriscado', degradação do estádio Nacional e segunda final consecutiva noutro palco);

26
Seferovic terminou a temporada com 26 golos em competições oficiais (22 no Campeonato), a um do seu melhor registo de águia ao peito (2018/19), sendo o melhor marcador da equipa na época que agora findou. São números assinaláveis tendo em conta que, dos 48 jogos em que foi utilizado, apenas em 32 deles alinhou na condição de titular. Em quatro temporadas soma 69 golos (54 na Liga, 75 incluindo jogos particulares), situando-se na 34.ª posição no ranking dos goleadores benfiquistas em competições oficiais (25.º no Campeonato e 43.º considerando todos os jogos)."

João Tomás, in O Benfica

Desmentido


"O Sport Lisboa e Benfica esclarece que é falso que o jogador Darwin Nuñez se sinta enganado por quem quer que seja no Benfica, tal como escreve hoje o jornal "Record".
O atleta uruguaio iniciou o seu processo de recuperação no Benfica Campus após intervenção cirúrgica, tal como estava previsto, uma reabilitação que seguirá os trâmites normais neste tipo de situações."

Mira apontada a duas finais


"A temporada 2020/21 caminha a passos largos para o seu final, mas há ainda títulos por conquistar.
Neste fim de semana disputaremos o acesso às finais dos campeonatos de futsal e hóquei em patins.
No futsal somos os campeões em título e queremos muito chegar à final e termos a oportunidade de lutar por manter esse estatuto. Para tal precisaremos de eliminar o Fundão nas meias-finais, assim como o fizemos no percurso triunfal em 2018/19 na mesma fase da prova. Já se disputou o primeiro encontro, em que vencemos, por 0-3, no reduto adversário. O segundo jogo está agendado para amanhã, às 18h00, na Luz. Caso seja necessário, o desafio derradeiro das meias-finais será realizado no domingo, também no nosso pavilhão.
No hóquei lideramos as meias-finais por 2-1 numa contenda com o FC Porto. Os primeiros dois jogos ocorreram na casa dos portistas e vencemos ambos, porém saímos derrotados do terceiro encontro, na Luz. Domingo, às 15h00, terá início a quarta ronda da eliminatória de acesso à final, também em nossa casa. Uma vitória para as nossas cores garantirá a presença na final, sendo que, em caso de derrota, haverá ainda um quinto jogo no Dragão.
No andebol realizar-se-á a penúltima jornada do Campeonato, na qual teremos um dérbi, na Luz, com o Sporting, marcado para amanhã, às 15h00.
Quanto às equipas femininas, já só restam em competição as de hóquei em patins e andebol. Só esta última entrará em ação nos próximos dois dias, deslocando-se a Leça da Palmeira no sábado e recebendo o Juve Lis no domingo.
A nossa equipa feminina de andebol encontra-se no terceiro lugar da tabela classificativa, a dois pontos dos líderes Madeira SAD e Alavarium, quando estão por disputar quatro jornadas. Recordamos que a temporada passada, incompleta devido à pandemia, ficou marcada pelo regresso muito aguardado do Benfica ao escalão maior, pouco depois da reativação da secção. É por isso de enaltecer que em 2020/21 ocupemos já posições cimeiras.
De Todos Um, o Benfica!"

O Cantinho Benfiquista #57 - Começamos e Acabamos Mal

Julian Weigl | O alemão poderá dançar ao som dos “blues”


"Vários são os nomes na porta de saída com alguma mais valia financeira para o SL Benfica, entre eles Rafa, Odysseas Vlachodimos, Alex Grimaldo e Julian Weigl. A falha no acesso à Liga dos Campeões na temporada passada e a não garantia da qualificação para a edição deste ano fez soar os “alertas financeiros” da Luz.
A juntar a esta falta de encaixe financeiro, soma-se o investimento no plantel na época passada – cerca de 98,5 milhões de euros -, pelo que terá de haver saídas para equilibrar as contas. E o alemão é um dos jogadores mais falados nos últimos dias, inclusive pela imprensa britânica.
De acordo com o jornal britânico The Telegraph, existe um possível interesse do Chelsea FC no médio alemão dos encarnados como alternativa a Declan Rice, inglês do West Ham United FC. Os Hammers pedem ao clube liderado por Roman Abramovich cerca de 80 milhões de euros, montante que o russo considera bastante elevado.
Como tal, surgiram várias alternativas “em cima da mesa”, entre elas Julian Weigl e Aurélien Tchouaméni, do AS Mónaco. Ainda, um fator importante para o interesse dos Blues em Weigl é o facto deste já ter trabalhado com o atual treinador do clube inglês, Thomas Tuchel, no Borussia Dortmund.
Segundo o Transfermarkt.pt, Julian Weigl tem um valor de mercado a rondar os 20 milhões de euros, montante pago pelo SL Benfica aos alemães em janeiro de 2020. Na época que terminou há poucos dias, o médio somou mais de 2.900 minutos, marcando apenas um golo – na Liga Europa, frente ao KKS Lech Poznan.
Com estes rumores, começa a crescer a dúvida no seio dos adeptos benfiquistas sobre quem vai ser o seu sucessor. Será necessário ir ao mercado ou existem opções dentro do plantel? A verdade é que existem escolhas para todos os gostos, em ambos os cenários.
Dentro do plantel das águias, encontramos dois jogadores que podem fazer a posição ‘6’ ocupada esta época por Weigl: Andreas Samaris e Gabriel. A verdade é que se um tem vários problemas físicos e falta de ritmo de jogo (Samaris), o brasileiro não tem a confiança total de Jorge Jesus e como tal também deve estar na porta de saída.
No entanto, a principal alternativa ao médio alemão pode ser Florentino Luís, um jogador da casa que esteve emprestado ao AS Mónaco durante a época passada e que se vai apresentar às ordens de Jorge Jesus no início da pré-época.
O internacional sub-21 fez apenas nove jogos pela formação de Niko Kovac, perdendo espaço para Tchouaméni, o jovem francês de grande valor que está integrado na Equipa do Ano da Liga Francesa e que venceu o prémio de melhor jogador jovem da competição, superando Camavinga (Rennes FC) e Caqueret (Olympique Lyonnais).
Ainda assim, espera-se que Jorge Jesus aposte no médio português, mas já fez saber junto de Luís Filipe Vieira que pretende reforçar o meio-campo encarnado com mais um ‘6’ e um ‘8’."

Fever Pitch - João, Miguel & Pedro... Trio!

Fever Pitch - João & David... Inglaterra!

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Lanças...

O desporto: um paradoxo


"O “desporto” é um termo genérico que abrange diversas atividades (de lazer, de espetáculo, de competição, de educação) e representações. Algumas dessas atividades têm raízes históricas. O desporto é um facto social total. De acordo com o sociólogo alemão Norbert Elias, o desporto é um laboratório privilegiado para se refletir sobre as relações sociais e a sua evolução.
O desporto impõe-se em Inglaterra a partir do século XIX. Os gentlemans para resolver os conflitos entre eles, organizam combate de boxe com os seus domésticos. Os alunos dos colégios, onde a disciplina era restrita, entusiasmam-se praticando desporto. Em França, Pierre de Coubertin e os liceus adeptos contribuem para o desenvolvimento das práticas desportivas. Os Jogos Olímpicos conheceram um grande sucesso no século XX. A televisão favoreceu o desporto-espetáculo.
A análise sobre o desporto carateriza-se por um paradoxo: ela está omnipresente nos debates públicos, mas surge pouco desenvolvida no âmbito dos sociólogos. O desporto surge como uma instituição mundializada. Todavia, é mais julgado do que estudado. O discurso mobilizado é, essencialmente, partidário. Muitos militantes pensam que ele é um meio cultural; outros, pensam que é o “ópio do povo”. É necessária uma sociologia do desporto, ultrapassando algumas visões limitadas sobre o que é o desporto e as suas especificidades.
Numa lógica proposta pelo francês Pierre Parlebas, o desporto tem uma pertinência motriz, para ir em direção de uma institucionalização, passando pela codificação competitiva. E aqui surgem julgamentos contraditórios, uns positivos e outros negativos. A única forma de escapar ao paradoxo, é fazer com que a sociologia não seja um perpétuo recomeço. A sua fragilidade conta com a presença de obstáculos epistemológicos. A evidência de que o desporto é uma atividade simples, “natural”, uma forma de expressão instintiva. É também vítima de evidências básicas, isto é, de que um sistema de pensamento preestabelecido. É preciso estudar a prática desportiva segundo os gostos dos praticantes, a pertença social, a dimensão cultural e simbólica, os valores, etc."

Regresso à Casa


"As Casas, Filiais e Delegações do Sport Lisboa e Benfica são um caso único em todo o mundo, com um modelo sobre o qual muitos dos grandes clubes procuram constante informação para tentativa de replicação.
Trata-se de uma aposta do Sport Lisboa e Benfica que, desde 2005, com a descentralização de serviços e produtos do Benfica espalhados por todo o país, permite a sócios e adeptos "estarem" no nosso Estádio.
O reforço de ferramentas e meios às Casas intensificou-se e hoje é possível, de forma confortável e simples, ter o Estádio em cada Casa, não só pelo Projeto de Uniformização de Imagem, mas também com a digitalização dos serviços, seja na componente do Food & Beverage, Sócios, Gestão interna e Serviços SLB.
Noutra vertente, os mais de 40 000 atletas em 36 modalidades distintas enquadram-se num dos principais pilares, estando este igualmente a ser alvo de reestruturação e modernização.
O modelo 2.0, que, infelizmente, com a pandemia sofreu um atraso na obra, será finalmente concretizado em Santarém e há várias localizações já definidas para a implementação deste modelo, tal tem sido o interesse em mais um projeto pioneiro em todo o mundo.
Mas tudo isto só é possível porque os nossos sócios e adeptos que têm a responsabilidade de gerir estas autênticas embaixadas do Clube têm uma dedicação e empenho acima da média e todo o universo benfiquista lhes deve muito pelo extraordinário trabalho em marcha.
Vila Nova de Gaia e Genebra são hoje os exemplos mais recentes onde muito em breve abrirão Casas modernizadas com tudo o que está a ser planeado para o futuro.
Casas do Benfica,
Todos os Dias Para Ti!"

Cadastrado!


"E pronto, fim de novela. Sérgio Coação vai continuar ao serviço do Calor da Noite. Uma não surpresa uma vez que ninguém mais lhe quis pegar. Sérgio Coação personifica o pior do desporto. A única coisa em que é realmente competente é a difundir a cultura de ódio do Calor da Noite. Vamos, portanto, continuar a insistir nos próximos dois anos pelo menos a toda a impunidade das entidades desportivas face ao comportamento violento e agressivo do mesmo, comprovado por todos estes acontecimentos: 

«És um palhaço!»: Sérgio Conceição e Paulo Sérgio pegaram-se e gerou-se o caos junto ao túnel 
https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/sergio-conceicao-e-paulo-sergio-pegaram-se-e-gerou-se-o-caos-junto-ao-tunel

Conceição foi direto a Carlos Carvalhal e à equipa de arbitragem após o Sp. Braga-FC Porto 
https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/conceicao-foi-direto-a-carlos-carvalhal-e-a-equipa-de-arbitragem-apos-o-sp-braga-fc-porto

Sérgio Conceição e Jorge Jesus desentenderam-se e acabaram clássico 'pegados' 
https://www.record.pt/multimedia/fotogalerias/detalhe/sergio-conceicao-e-jorge-jesus-desentenderam-se-e-acabaram-classico-pegados

Sérgio Conceição virou a cara ao treinador do Paços num final quente de jogo 
https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/sergio-conceicao-nao-cumprimentou-joao-henriques-viram-antijogo-do-pacos

Sérgio Conceição agride Pedro Ribeiro "Ele deu-me um soco! É uma vergonha" 
https://www.sabado.pt/desporto/detalhe/o-boi-deu-me-um-soco-treinador-do-belenenses-sad-queixa-se-de-agressoes

Sérgio Conceição deixou João Félix de mão estendida
https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/sergio-conceicao-deixou-joao-felix-de-mao-estendida

Sérgio Conceição 'pegou-se' com adepto do FC Porto no jogo dos juniores 
https://www.record.pt/multimedia/fotogalerias/detalhe/sergio-conceicao-pegou-se-com-adepto-do-fc-porto-no-jogo-dos-juniores

Conceição e Guardiola em discussão acesa no Man City-FC Porto 
https://maisfutebol.iol.pt/videos/5f90a7f50cf28e704d915a87/conceicao-e-guardiola-em-discussao-acesa-no-man-city-fc-porto

Sérgio Conceição e Guardiola voltaram a pegar-se no fim do jogo
https://maisfutebol.iol.pt/.../sergio-conceicao-e...

As imagens da tensão entre Tuchel e Sérgio Conceição Treinadores trocaram palavras menos bonitas no final da partida entre o Chelsea e o FC Porto.
https://www.noticiasaominuto.com/desporto/1731231/as-imagens-da-tensao-entre-tuchel-e-sergio-conceicao?fbclid=IwAR2u7TWX9HZ2yrN-1ADtsQDIMTuVTDsK9P7iuaxjSjFxD4W2uh1JgCXynZU

Isto apenas de memória rápida e não colocámos aqui as pegas com equipas de arbitragem porque são tantas que já as confundimos!
Sérgio Coação já foi expulso 19 vezes desde que é treinador:

2011-12
Olhanense-Rio Ave, 0-2
U. Leiria-Olhanense, 1-3

2012-13
Olhanense-Gil Vicente, 2-2

2013-14
Marítimo-Académica, 3-1

2014-15
Sp. Braga-Benfica, 2-1
Sp. Braga-Sporting, 0-1
Sp. Braga-Académica, 0-0

2015-16
V. Guimarães-Tondela, 1-1
V. Guimarães-V. Setúbal, 2-2
Benfica-V. Guimarães, 1-0

2017-18
FC Porto-Portimonense, 3-2
FC Porto-Desp. Aves, 3-1

2018/19
FC Porto-Desp. Chaves, 1-1
Boavista-FC Porto, 0-1

2019/20
Benfica-FC Porto, 1-2

2020/21
P. Ferreira-FC Porto, 3-2
Sp. Braga-FC Porto, 2-2
Portimonense-FC Porto, 0-2
Moreirense-FC Porto, 1-1

Não pode haver lugar para pessoas destas no futebol e a Europa toda já o percebeu. Infelizmente, Portugal continua a ser um País de terceiro Mundo no que diz respeito ao Desporto e corrupção, e insiste em albergar este tipo de gente.
A este propósito, Luis Vieira já não se preocupa com o futuro da indústria do futebol e deve esquecer-se selectivamente do tema nas conversas regulares diárias que tem mantido com Pinto da Costa. A propósito destas conversas, vamos revelar em breve algo que vai envergonhar todos os Benfiquistas e que diz tudo relativamente ao compromisso de Luís Vieira com o Benfica."

Três homens e um morto


"David Oluwale deixara a Nigéria para tentar ser jogador de futebol em Inglaterra. O racismo da polícia de Leeds matou-o.

O rio Aire pode ser o mais caudaloso da região do Yorkshire, mas quem olha o seu movimento manso em direção ao mar não seria capaz de adivinhar os segredos que guarda de todos os seus afogados. Volta e meia, surge nas páginas dos jornais e as notícias trazem consigo a morte. Como aconteceu no dia 4 de maio de 1969. Uns tipos que estavam à pesca num bote, talvez os mesmos das páginas de Jerome K. Jerome em Three Men on a Boat (To Say Nothing of the Dog), estranharam o volume negro que boiava um pouco mais adiante. Aproximaram-se, mas a visão foi desagradável. Um indivíduo negro e volumoso, vestido com um fato coçado, já bastante inchado pelos efeitos da água, não deixava dúvidas de que se encontrava irreversivelmente morto.
Os pescadores, que se encontravam numa zona entre Knostrop Weir e a Skelton Grange Power Station, procuraram puxar o cadáver para bordo, mas era demasiado pesado e optaram por desistir do intento sob o risco de passarem a ser ‘Three Men Without a Boat’._Os polícias que ocorreram para registar o incidente não lhe deram grande importância. Eram dois daqueles imbecis cuja farda é mais importante do que o que lhes vai na alma e chamavam-se, respetivamente, Geoffrey Ellerker (inspetor) e Kenneth Kitching (sargento).
De início, não se veio a saber se o corpo encontrado a boiar no Aire tinha ido lá por vontade do seu proprietário ou por ação alheia. No entanto, o inspetor e o sargento não tiveram dúvidas em registar o caso como suicídio. E arquivando alegremente os dados que tinham em mãos, foram à procura de um pub onde pudessem esvaziar umas pints de pale ale ligeiramente tépida.
Foi com indisfarçável aborrecimento que, no dia seguinte, surgiu uma testemunha que afirmou convictamente que vira dois fulanos fardados perseguindo um negro ao longo das margens do rio. O negro correspondia por inteiro à descrição do cadáver e o cadáver tinha nome: David Oluwale, natural de Lagos, na Nigéria, onde nascera em 1930. O caso deu brado e saiu da gaveta onde estava arquivado. A imprensa atirou-se a tudo o que mexia com um ferocidade de hienas e a direção da Scotland Yard não teve outro remédio senão abrir uma inspeção aos acontecimentos.
Durante a sua juventude, em Lagos, Oluwale sonhara em ser jogador de futebol. Quando partiu em direção a Inglaterra, já havia quem sussurrasse, aqui e ali, o nome de Albert Louis Johanneson, um miúdo sul-africano que viria a ser a primeira pérola negra do grande Leeds United. Por mais que se tenha esforçado, ninguém levou Oluvale a sério. Era entroncado, rápido, mas com pés que pareciam ter a consistência de tijolos. Não. Não arranjou sequer um clube que ficasse com ele, nem que fosse à experiência. Obrigado a seguir outra carreira, empregou-se na construção civil. Parece que tinha um jeito particular para acartar com baldes de cimento.
Em novembro de 1971, o inspetor Geoffrey Ellerker já não era inspetor e enfiara-se autenticamente numa camisa de onze varas. Encobrira o bárbaro assassinato de uma mulher de 69 anos que estava entregue à sua custódia numa esquadra de Leeds. Encarcerado, começou, como é costume da idiossincrasia dos grandes cobardes, a cantar como um passarinho. Não tardou a receber a visita do seu velho compincha Kenneth Kitching.
O ‘Caso Oluwale’ tornara-se num romance de cordel tão cheio de pormenores como o de Pimpinela Escarlate, da Baronesa Orczy. A pouco e pouco, Geoffrey e Kenneth confessaram o infame racismo que cultivavam no dia-a-dia, sobretudo quando estavam devidamente fardados.
David Oluwale, o rapaz que demandara Inglaterra para jogar futebol, ganhara o estatuto pouco agradável de sem-abrigo. O comando da polícia de Leeds levava a mal que um homem não tivesse um lugar para viver, fosse qual fosse a sua situação financeira. O assunto de Oluwale tinha de ser resolvido rapidamente. Na sentença final proferida pelo juiz que condenou Ellerker a três anos de prisão efetiva, sublinhou na sua decisão: «The physical and psychological destruction of a homeless, black man whose brutal, systematic harassment was orchestrated by the Leeds city police force».
Oluwale não era nenhuma flor que se cheirasse. Na Nigéria estivera atrás das grades várias vezes, por pequenos furtos e desacatos na rua. Mas, convenhamos, não era motivo para que a polícia de Leeds, cada vez com mais fama de racismo, lhe movesse uma perseguição sem tréguas, reduzindo-o a frequentes reclusões durante as quais era brutalmente espancado e insultado sem meios termos. Os relatórios assinalavam que o inspetor e o sargento invadiram a barraca do infeliz, infringiram-lhe golpes de cassetete até o obrigarem a fugir à toa pelas margens do Aire. Oluwale não sabia nadar e a noite estava negra como breu. Quando o Sol derreteu o nevoeiro, os três homens no bote tinham chegado tarde demais."

105x68...

Cadomblé do Vata


"1. "Por amor de Deus, Jorge Jesus é o treinador do Benfica. É lógico que vai ficar na próxima época"... Luís Filipe Vieira a recorrer ao mais antigo expediente do Benfica: quando estás à rasca, evoca o nome do Eusébio.
2. A imprensa tem noticiado com insistência o interesse do Benfica em Carlos Júnior... Isto é JJ a tentar calar os críticos que o acusam de não apostar na formação.
3. Na News Benfica de ontem o SL Benfica criticou de forma veemente as arbitragens e os VAR's da temporada que terminou no domingo... fortíssimos a condicionar já os árbitros para os jogos de pré epoca. 
4. Darwin, jovem avançado do Benfica, foi operado ao joelho... admitam, "jovem avançado do Benfica, foi operado ao joelho" é a frase que mais arrepios na espinha provoca a um benfiquista.
5. Se o Man. United vencer a final da Liga Europa contra o Villareal, o SL Benfica salta directamente para o playoff de acesso à Champions... na maré em que o Glorioso anda, bem podem já as autoridades espanholas começar a preparar a operação policial para conter os festejos da afición do Submarino Amarelo."

Vencer no Domingo...

Benfica 3 - 5 Corruptos

Era desnecessário dar 'esperança' ao adversário! Podemos e devemos fechar a eliminatória no Domingo na Luz, mas deveríamos ter evitado esta derrota...
Hoje, de facto, fizemos o pior jogo da época, em jogos 'importantes', oferecemos 2 golos, com dois passes desastrados... e estivemos menos inspirados lá na frente, mesmo assim, sem o 'roubo' doa apitadeiros teríamos ganho o jogo novamente! Toda a 1.ª parte, e inclusive no início da 2.ª parte, até ao 1-3 valeu tudo para empurrar para trás (o Pedrão 'disfarçou' o roubo no marcador)... depois, com a vantagem dos Corruptos, o apito começou a roubar 'menos'... mesmo assim a 15.ª falta do Benfica, foi mais um dos muitos 'mergulhos' dos piscineiros Corruptos... Mas ainda tivemos um penalty perto do fim, que podia ter dado o 4-4, e falhámos!
Domingo, de cabeça limpa, sem precipitações, temos que repetir as exibições do Ladrão Caixa!

O Cantinho Benfiquista #56 - What Did We Do To Deserve This

quarta-feira, 26 de maio de 2021

David Luiz, o filho pródigo a casa torna? | SL Benfica


"Nuno Gomes, Rui Costa, Luisão, Jonas. Podia referir muitos outros nomes que representam o que é ser benfiquista de alma e coração mas, hoje, vou focar-me num em específico – David Luiz.
O defesa central chegou ao SL Benfica a meio da época de 2006/07, por empréstimo do EC Vitória. Estreou-se ao serviço da equipa encarnada no jogo da primeira mão dos oitavos de final da UEFA Europa League, frente ao PSG. Apesar de não ter sido dos seus melhores jogos, a realidade é que nos jogos seguintes provou ser uma peça chave para a defesa das águias, tendo mesmo convencido os dirigentes do clube a contratá-lo – assinou por cinco temporadas.
A época de 2007/08 tinha tudo para correr bem, mas o defesa brasileiro viveu um dos maiores pesadelos que um jogador de futebol pode viver: lesionou-se e participou em apenas 13 jogos (949 minutos). Na época seguinte, vestiu o manto sagrado 27 vezes e marcou três golos.
O panorama começava a melhorar e em 2009/10, David Luiz teve uma prestação praticamente exímia ao serviço do SL Benfica. Em 51 jogos, o central assumiu o comando da defesa 49 vezes, ajudando a equipa a conquistar o 32º campeonato nacional, com 24 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, sagrando-se, também, o melhor jogador da temporada. A partir desse momento, começou a despertar a atenção de clubes como o Real Madrid CF, Manchester United FC e Manchester City FC, mas a saída só se confirmou em 2011, com destino a Londres. O defesa central assinou pelo Chelsea FC, mas continuou a ser um apaixonado pela equipa encarnada.
No 107º aniversário do clube português, David Luiz escreveu uma carta emotiva, onde descreveu o amor que tinha pelo clube: “O Benfica entra no nosso coração e nunca mais sai. Por isso levei, levo e levarei sempre o Benfica no coração. O Benfica é paixão, garra, cumplicidade, amizade, companheirismo, respeito, lealdade, conquista… Enfim, Benfica é parte da minha vida e nenhuma palavra consegue expressar a real grandeza deste clube. (…) Não era, aprendi a ser e sou um eterno benfiquista. Obrigado a todos do fundo do meu coração!”.
Nos anos seguintes, o percurso do jogador alternou entre o Chelsea FC e o PSG. Em agosto de 2019, assinou contrato com o Arsenal FC, realizou 43 jogos e marcou dois golos. Na presente época vestiu a camisola dos Gunners 30 vezes, marcou dois golos e ainda defrontou e eliminou a equipa do coração, nos 16-avos-de-final da UEFA Europa League – “Se eliminar o Benfica dói? Dói sempre”.
Há uns dias atrás, David Luiz anunciou que está de saída do Arsenal FC. O contrato de ligação ao clube termina no próximo mês e não vai ser renovado. Depois de se ter despedido dos colegas de equipa e de ter confessado que não vai terminar já a carreira, o jogador de 34 anos ainda não tem o futuro definido. Neste momento, estão duas hipóteses em cima da mesa: regressar ao Brasil ou ao SL Benfica.
A verdade é que o brasileiro sempre disse que queria voltar a jogar em Portugal e o regresso pode estar prestes a acontecer. Jorge Jesus já conhece as características do jogador, uma vez que foi seu treinador em 2009/10, falta agora saber se consegue ter lugar no plantel da próxima época. A concorrência é forte: Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen e até mesmo Morato, mas a ligação que David Luiz tem com o clube e com a a liga também deve ser tida em conta.
A aposta recorrente de Jorge Jesus num sistema de jogo com três centrais pode ser favorável ou não para a vinda do jogador. O treinador pode sempre optar pela rotatividade dos jogadores, mas esta gestão tem de ser muito bem feita, já para não falar que é sempre complicado prescindir de algum deles. Otamendi tem sido um autêntico patrão da defesa encarnada, Lucas Veríssimo chegou e deu imensa confiança à equipa, Vertonghen é um verdadeiro muro e tem uma leitura de jogo como poucos e Morato, apesar de ter feito poucos jogos ao serviço do clube, tem surpreendido os adeptos, uma vez que tem tido desempenhos fantásticos.
Tendo em conta este cenário é complicado conseguir agarrar o lugar na equipa. David Luiz quer voltar à Luz, os adeptos querem que ele volte, porque é sempre bom ter alguém que ame o clube como ele, falta agora saber se o destino do eterno apaixonado pelo SL Benfica passa ou não por Portugal."

Al Musrati, o monstro (não) precisa de amigos


"Depois de João Palhinha o médio líbio é o melhor do ano em Portugal no sector intermédio. Embora extremamente competente sem bola, não tem a abrangência de jogador leonino. Contudo, com bola tem condições superiores para se tornar um jogador notável. Na verdade, já o é. Al Musrati é o médio mais completo do futebol luso.
Completo não porque (mas também) muito forte em todos os parâmetros físicos e técnicos, mas porque tem impacto semelhante em qualquer momento do jogo. É incrível no duelo e no rápido fecho do espaço defensivo, e tem argumentos de elevado calibre no momento de assumir o jogo em posse.
Em Coimbra foi uma vez mais, monstruoso. Em cada jogo sem espaço, o médio demonstra que não há outro em território nacional com tamanha capacidade."

69

22

Leonor...

Projeto sólido


"Terminou a temporada para a equipa B, pelo que importa fazer um balanço da participação na 2.ª Liga, deste que é um projeto considerado estruturante no modelo desportivo do futebol benfiquista.
A classificação final no 8.º posto da classificação, com 44 pontos, refletiu o percurso estável e sem sobressaltos significativos, do ponto de vista classificativo, feito ao longo da época, com exceção para a fase inicial, o que se atribui, em grande medida, à inexperiência, neste patamar competitivo, da maioria de jogadores muito jovens que compuseram o plantel. A pontuação obtida resultou de 12 vitórias e oito empates, sendo 14 as derrotas registadas.
À boa entrada na prova, com dois triunfos, não correspondeu um ciclo no mesmo sentido, verificando-se seis desaires consecutivos, todos pela margem mínima (dois no tempo adicional). Na 9.ª jornada regressámos às vitórias, sendo essa a primeira de dez até final do Campeonato, a que se juntaram oito empates e oito derrotas. A permanência da equipa liderada por Nélson Veríssimo foi garantida após o triunfo no reduto da Oliveirense na 31.ª jornada, ainda com três jogos por disputar.
A forte propensão atacante é uma imagem de marca de todas as equipas de formação do Benfica, devendo-se enaltecer, portanto, que a equipa B tenha sido, em 2020/21, o 3.º melhor ataque da prova (2.º em jogos caseiros) da Liga SABSEG.
A utilização de atletas em idade ainda precoce enquadra-se no principal objetivo da aposta na equipa B, que passa por estimular a evolução dos jogadores, capacitando-os para a eventual integração no plantel da equipa A.
Assim, importa destacar que, dos 41 jogadores utilizados, 11 não eram ainda seniores (1 sub-17; 2 sub-18; 8 sub-19). Dos restantes 30 atletas, só dois pertencem ao escalão etário acima dos sub-23 (12 sub-20; 8 sub-21; 5 sub-22; 3 sub-23). 41,5% dos utilizados (17 jogadores) foram estreantes na 2.ª Liga, sendo que quatro deles constaram entre os mais utilizados. Entre os 18 chamados mais vezes a atuar pela equipa, houve quatro juniores e sete sub-20.
Morato (o mais utilizado), João Ferreira, Tiago Araújo e Gonçalo Ramos integraram esta época a Equipa A e ganharam importante 'rodagem' na Equipa B. Svilar já era jogador de Equipa A, mas ganhou volume de jogo na B.
Gonçalo Ramos (em apenas 11 jogos) e Henrique Araújo foram os melhores marcadores da equipa com 11 golos cada (só quatro jogadores marcaram mais nesta edição da Liga SABSEG), seguidos de Paulo Bernardo e Morato, com 4. Kalaica tornou-se no jogador com mais jogos pela equipa B do Benfica (97), superando o registo de Lindelöf (96) e Ferro (91). Cher Ndour passou a ser o estreante mais jovem de sempre (16 anos e 279 dias) na B, destronando João Félix.
Terminou assim mais uma temporada da equipa B em que o balanço é muito positivo. A possibilidade de jovens atletas poderem finalizar o seu processo formativo num patamar competitivo exigente, em que semana após semana se deparam com equipas experientes e evoluídas física e taticamente, é essencial para os preparar para a carreira profissional que tanto ambicionam, ao mesmo tempo que o leque de escolhas à disposição da equipa A é alargado.
Este é um projeto que continuará a ser central na política desportiva do futebol do Benfica."

Entre pedradas e ameaças de rapto


"Uma viagem atribulada, com incerteza da ida a Caracas, pedradas no intervalo do encontro e ameaças de rapto dos benfiquistas

Em 1965, o Benfica foi convidado a participar na Pequena Taça do Mundo, uma competição de carácter particular que se realizaria em Caracas, na Venezuela. Aproveitando a deslocação à América do Sul, o Benfica aceitou um convite do Vasco do Gama para um encontro particular, no Maracanã, agendado para 8 de Julho.
A caravana benfiquista saiu de Lisboa em 6 de Julho de 1965, em direcção ao Rio de Janeiro, mas ainda sem a confirmação da realização dos jogos em Caracas, dos quais se sabia, ainda, muito pouco. A principal dúvida da eventual ida à Venezuela prendia-se com uma exigência do Benfica, que tinha pedido que fosse efectuado um depósito bancário, para garantia das passagens de avião de regresso a Lisboa. A equipa já estava no Rio de Janeiro quando, de facto, se confirmou que viajaria até à capital venezuelana, a fim de defrontar o Atlético de Madrid.
Em 11 de Julho, o Benfica perdeu com os colchoneros, por 3-0. Ao intervalo, a partida esteve interrompida durante 28 minutos, devido ao arremesso de pedras e consequente invasão de campo, incidente que se saldou com, pelo menos, oito espectadores com cabeças partidas.
Mais tarde, soube-se que, para além das pedradas, a comitiva benfiquista esteve também em risco com uma ameaça de rapto aos jogadores. O episódio foi publicado ao jornal A Bola só quando a caravana se encontrava a escassas horas do regresso a Lisboa. Apesar de todos os cuidados que a equipa teve com a segurança dos jogadores e daqueles que os acompanhavam, na véspera da final do torneio, o chefe da caravana benfiquista, tenente-coronel Rodrigues de Carvalho, recebeu um telefonema que o informava de que 'se preparava o rapto de Eusébio e Costa Pereira'.
Redobradas as cautelas, tudo acabou por não passar apenas de um grande susto.
Em 17 de Julho, o Benfica venceu o Atlético de Madrid, por 1-0. Por serem jogados a pontos, os dois encontros disputados com os espanhóis deram em empate, pelo que, no mesmo dia, foi realizado um jogo de desempate de 30 minutos, tendo o Benfica vencido por 2-0 e conquistado o troféu em disputa.
A Taça Nieves M. de Gaubeka, que premiou o vencedor e foi trazida em segurança para Portugal, pode ser vista na área 12 - Honrar o País do Museu Benfica - Cosme Damião."

Marisa Manana, in O Benfica

O TPC de férias para JJ – Pormenores do (des)controlo de espaço em profundidade

"“Defensivamente, é um ponto onde eu me debato muito com os meus jogadores. É tão importante não sofrer como marcar e, portanto, estamos a trabalhar neste aspeto. Tivemos de mudar a estrutura dos centrais, o lateral… Parecendo que não, mexeu com os automatismos da equipa e este jogo foi um indicador disso. Notou-se que tenho de trabalhar mais a última linha.”
Jorge Jesus, treinador do SL Benfica

Olhando para esta citação de Jorge Jesus, a reflexão que o próprio faz sobre as dificuldades na modelação da sua organização defensiva (com principal enfoque nos subprincípios de linha defensiva) parece demonstrar alguma lucidez e bom fundamento. Problema é que estas declarações foram proferidas em… Outubro. E se era de esperar que o técnico das águias, sobejamente conhecido pelo grau de pormenor defensivo que dá às suas equipas (o próprio já afirmou várias vezes que é a fase do jogo onde existe mais intervenção do treinador), tivesse corrigido estes problemas durante estes meses. Pois bem, a final da Taça de Portugal frente ao Braga veio demonstrar o contrário. Os encarnados, que passaram grande parte do jogo com a sua linha de 5 intacta, sofreram imenso com as solicitações à profundidade por parte do SC Braga tendo resultado mesmo num lance que provocou a expulsão do seu guarda-redes e condicionando a estratégia encarnada para o resto da partida.
Tal facto deve merecer alguma reflexão por parte de JJ e apesar de não lhe pedirmos para passar o verão inteiro a ler livros de Arrigo Sacchi (JJ já demonstrou em vários contextos que é competente na operacionalização em treino de propostas de linha defensiva), deixamos alguns pormenores à reflexão para a próxima época e mais uma vez algumas provocações que poderão ser alvo de estudo num artigo próximo: mas afinal o Benfica defende melhor com uma linha de 4 ou de 5? É uma questão de números ou de princípios e subprincípios? Mas antes de nos centrarmos no futuro, regressemos à final de Coimbra:
- A bola coberta vs. bola descoberta – a principal dificuldade que se identifica na maioria das equipas na interpretação destes conceitos é a leitura das condições do portador e da sua orientação corporal para a solicitação em passe do espaço nas costas. Um encurtamento/contenção sobre o adversário não significa que o mesmo não tenha condições ou não vá buscar esse espaço, e é necessário estar preparado para reagir de acordo sem hesitações que podem custar metros.
- A orientação corporal e dos apoios – se a ação motora do portador indicia claramente que este vai procurar a profundidade, a linha tem que estar preparada para retirar essa mesma profundidade. Os apoios de base não devem estar paralelos e os movimentos de basculação vertical devem ser realizados com deslocamento lateral (e se necessário deslocamento frontal no sentido da própria baliza em regime de perseguição).
- As distâncias entre elementos – as linhas de topo para além de referências à profundidade devem ter também referências à largura, seja no plano macro (a linha do Benfica por vezes alarga em demasia, ocupando mais de 2/3 da largura do campo, por exemplo) ou micro (compactação da linha aquando de encurtamentos à frente para impedir movimentos de rutura nesse espaço)."

Benfica Podcast #410 - It's Over

Modalidades #48: Semanada...

Fever Pitch - João & Juanjo... Itália!

Fever Pitch - João & João... Espanha!

terça-feira, 25 de maio de 2021

Adenda:


"12. Que não seja proibido marcar penáltis a favor do SL Benfica;
13. Que clubes não usufruam de 16!!! penáltis num critério à medida;
14 - Não cometer actos de crime organizado contra outras sociedades desportivas;
15 - Não jogar sujo nos bastidores como é prática do clube do apito dourado;
16 - Que o VAR seja finalmente uma ferramenta que valorize a verdade desportiva em Portugal e não uma ferramenta selectiva e falaciosa;
17 - Fim dos "Tribunais Administrativos do Sul" para decidir suspensões de jogadores (e treinadores), cumprindo 1 jogo de castigo após o 5º/9º/12º/14º amarelos no Campeonato;
18 - Acabar com a coação sobre os árbitros por parte de certos diretores de comunicação e treinadores;
19 - Que árbitros condicionados não ignorem as regras apenas pela motivação de expulsar jogadores do SL Benfica e influenciar a decisão de troféus;
20 - Que não haja razões, como aparentemente existem, para suspeições graves sobre falsificação de testes covid para benefício desportivo;
Etc..."


Benfica After 90 - Taça...

Chama...

Balanço do fim de semana


"Foram fortes e contraditórias as emoções sentidas ao longo do fim de semana no seio da família benfiquista.
Todos sentimos enorme alegria e ainda mais orgulho pela conquista inédita do Campeonato Nacional de futebol feminino após uma brilhante vitória alcançada frente ao Sporting em Alvalade, o principal adversário na corrida ao título.
Mas também tristeza pelo insucesso na final da Taça de Portugal de futebol (masculino), exponenciada pelos sentimentos de revolta e frustração por constatarmos que as possibilidades de lutarmos pelo triunfo na prova foram decisivamente coartadas em função de uma decisão de arbitragem errada e incompreensível, que nos deixou com menos um jogador logo na fase inicial do encontro.
Além destas, que já abordámos nas últimas duas edições da News Benfica, houve ainda diversas equipas benfiquistas em ação, importando destacar as vitórias alcançadas no hóquei em patins e futsal, bem como o fecho da II Liga de futebol.
No hóquei tivemos a realização do segundo jogo das meias-finais do Campeonato. À semelhança do jogo anterior, saímos vencedores do rinque do FC Porto, alargando a vantagem para 2-0. O próximo desafio será na Luz, amanhã às 20h00, e um triunfo para as nossas cores selará o apuramento para a final. Se necessário poderá haver mais dois jogos, sendo que o seguinte será na Luz e o derradeiro no Porto.
No futsal deu-se início das meias-finais dos play-offs do Campeonato, com a nossa equipa a trazer uma vitória do Fundão. No sábado, caso consigamos vencer na Luz, asseguraremos a presença na final. Se necessário, haverá jogo de tudo ou nada no domingo.
A equipa B de futebol despediu-se da Liga SABSEG 2020/21 com um triunfo, por 2-1, frente ao FC Porto B, que, a lutar pela permanência, se apresentou reforçado por uma maioria de jogadores da equipa principal. Com o resultado verificado, a nossa equipa classificou-se no 8.º lugar, fruto dos 44 pontos obtidos, a dois do 7.º, o Penafiel. Ao longo das 34 jornadas realizadas, venceu 12 vezes, empatou oito e perdeu 14 (12 pela margem mínima), mas sobretudo deu a oportunidade a muitos jogadores jovens, alguns deles ainda juniores, de evoluírem.
São várias as nossas equipas que ainda se encontram ativas e que almejam o sucesso para o qual trabalham desde o início da temporada. Seguiremos atentos ao seu percurso e desejamos-lhes muita sorte para esta fase decisiva.
De Todos Um, o Benfica!"

SL Benfica | 4 jogadores livres que podem chegar à Luz


"A temporada terminou e é tempo de preparar a próxima época, sendo que o primeiro passo é definir alvos de mercado com o intuito de fazer melhor do que este ano. Esta época foi um autêntico desastre para o SL Benfica, mais ainda se fizermos contas ao investimento que foi realizado.
Os encarnados têm várias opções no mercado que poderiam ajudar a equipa a corrigir alguns erros que foram cometidos nesta temporada, porém, alguns dos jogadores desta lista podem estar um pouco acima do orçamento das águias.
Vejamos, então, quatro jogadores livres que poderão envergar o “manto sagrado” na próxima temporada.

1. Diego Costa O avançado hispano-brasileiro é um dos alvos mais apetecíveis deste mercado de transferências. Sem clube desde janeiro deste ano, Diego Costa ainda não assinou, que se saiba, com nenhuma equipa para a próxima temporada.
Atualmente com 32 anos, o que muita gente não sabe é que Diego Costa não é estranho nenhum ao futebol português. Aliás, foi por terras lusitanas que deu os primeiros passos na sua carreira de futebolista.
Foi o SC Braga que o contratou em 2006 e o emprestou ao FC Penafiel para ganhar minutos, sendo que em 2007 vendeu Diego Costa ao Atlético de Madrid por 1,5 milhões de euros, uma pechincha se analisarmos no que se tornou Diego Costa.
Contudo, aos 32 anos está sem clube e Portugal, mais propriamente o SL Benfica, poderia ser o local ideal para voltar aos relvados.

2. David Luiz O central brasileiro David Luiz foi um dos melhores centrais da última década do futebol europeu e finda, esta temporada, o seu contrato com o Arsenal FC.
Entrou na Europa pela porta da Luz, e no SL Benfica realizou 130 jogos e apontou seis golos, somando nove assistências. Desde então representou sempre grandes clubes do velho continente. Conta com passagens pelo Chelsea FC, Paris Saint-Germain FC e atualmente representa o Arsenal FC.
Acarinhado pelos benfiquistas, o regresso de David Luiz poderia ser benéfico para as águias, ainda que tenham várias opções de qualidade no plantel para a posição de defesa central.

3. Alex Teixeira O médio ofensivo/ avançado brasileiro encontra-se desde janeiro de 2021 sem contrato, após não renovar contrato com o Jiansgsu Sunin, clube onde estava desde 2016. Alex Teixeira é um jogador rápido, móvel e com um grande instinto goleador, ou não tivesse marcado 172 ao longo da sua carreira.
O craque, de 31 anos, foi formado no CR Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, quando saltou para a super-equipa do FC Shakhtar Donestk, com meia dúzia de jogadores brasileiros. Teve temporadas de 26 e 22 golos apontados. Estava desde 2016 na China no Jiangsu Suning.
Tem 15 títulos no seu palmarés – um Campeonato da Série B brasileira, cinco Ligas Ucranianas, quatro Taças da Ucrânia, quatro Supertaças da Ucrânia e uma Superliga Chinesa. Foi o melhor marcador do campeonato ucraniano nas temporadas 2014/15 e 2015/16.
Poderia ser um jogador interessante para a posição de “nove e meio”, visto que Waldschmidt parece não ter convencido Jorge Jesus.

4. Ezequiel Garay Dispensado do Valência há cerca de um ano, Garay ainda está sem clube e o SL Benfica poderia fazer regressar a casa um jogador que se evidenciou, outrora, de águia ao peito.
Garay chegou à Luz em 2011 proveniente do Real Madrid CF e disputou 136 jogos com a camisola do SL Benfica. Saiu para o FC Zenit, regressou à liga espanhola e atualmente está sem clube.
Com 34 anos, Garay poderia voltar ao SL Benfica para terminar a sua carreira de futebolista numa casa onde tão bem foi acolhido."

A Superliga e implicações no Modelo Europeu do Desporto


"Existe um risco objetivo de só sobreviverem os desportos mais atrativos comercialmente e, dentro de alguns desportos, alargar-se o fosso entre grandes e pequenos clubes europeus.

A recente controvérsia da Superliga sobre a iniciativa de alguns clubes se organizarem ad hoc dos organismos internacionais e nacionais, numa competição paralela, fechada, de elite, não assente no princípio da promoção/despromoção, pressupondo um corte na lógica da solidariedade do profissional e mais rico para o amador e o mais pobre, justifica uma reflexão das repercussões europeias e nacionais do modelo de organização do desporto, do seu financiamento e regulação.
Os organismos legisladores e as entidades produtoras e reguladoras do desporto devem refletir sobre a existência de “estruturas organizadas” que, não obstante os contornos jurídicos, invocam a liberdade associativa ou de iniciativa económica, fundada numa alegada violação das normas da concorrência, imputada aos atuais regulamentos, de alegado abuso de posição dominante.
A questão do monopólio, apesar de discutida mais acerrimamente pelo futebol, já foi espoletada noutras modalidades, com modelos de organização paralela similares, como é o caso, por exemplo, do basquetebol e da natação. Em 2000/2001, os clubes de basquetebol, insatisfeitos com a forma de repartição das receitas, decidiram criar a Euroliga, então organizada pela ULEB (União das Ligas Europeias) e fora do âmbito da FIBA (Federação Internacional de Basquetebol).
Durante mais de uma década, a Euroliga e a FIBA tiveram uma coexistência pacífica, até que a FIBA decidiu criar, em 2015, a Liga dos Campeões de basquetebol para voltar a integrar os grandes clubes. A Euroliga contra-atacou ao assinar um contrato por 10 anos, que previa a distribuição de 36 milhões de dólares anuais entre as equipas com lugar fixo na competição, as 13 equipas permanentes em cada edição da Euroliga, mais outras duas “convidadas” pela organização da Euroliga.
Na natação, para garantir maior visibilidade, foi criada, em 2017, uma nova organização, denominada por ISL (International Swimming League), pelo bilionário ucraniano Konstantin Grigorishin. Nessa sequência, a FINA (Federação Internacional de Natação), comunicou a todas as 209 federações nacionais para não cooperarem com a ISL, sob pena da desqualificação de um a dois anos pela FINA e não homologação de quaisquer recordes mundiais estabelecidos durante os eventos organizados pela ISL.
Se o processo Bosman teve repercussões financeiras determinantes para o desporto na Europa, a Superliga trará consequências igualmente profundas, quer na estrutura de financiamento do desporto, cada vez mais dependente das receitas derivadas dos patrocínios e de outras relações comerciais, quer de organização dos monopólios naturais em que há uma federação por modalidade, não prevendo ligas fechadas.

Modelo Europeu Desporto (MED)
A organização do MED nos Estados-membros está baseada em clubes, associações territoriais, federações nacionais com uma posição monopolista, que regulam, por imposição legal, todas as questões da modalidade, desde a organização de campeonatos, representatividade internacional e funções de regulação. No topo da pirâmide estão as federações europeias, afirmando a sua posição pela imposição de regras que preveem geralmente sanções para os participantes em campeonatos que não foram reconhecidos ou autorizados, implicando a interdependência entre os diferentes níveis, não só do ponto de vista da organização, como também do da competição.
A promoção e a despromoção são uma das principais características do MED. Noutras latitudes, como nos Estados Unidos da América (EUA), vigora um modelo de campeonatos fechados e de federações desportivas múltiplas, com as equipas que participam num campeonato continuarem a jogar sempre na mesma liga, como na NBA (National Basketball League).
Por forma a normalizar o modelo, em setembro de 1998, a Comissão Europeia publicou um documento em que definia a sua política em matéria de desporto, reconhecendo, além da importância económica, a sua relevância como parte integrante da identidade europeia, cuja função social foi ratificada na conferência intergovernamental organizada para rever o Tratado de Maastricht, sendo anexada ao Tratado de Amesterdão uma declaração relativa ao desporto.
Esta relevância foi reforçada no tratado de Lisboa, de 2007, com as novas atribuições e competências no sentido de apoiar, coordenar e completar a ação dos Estados-membros com o objetivo de desenvolver a dimensão europeia do desporto (artigo 165.º do TFUE), assente em três partes temáticas principais: a função social do desporto; a dimensão económica do desporto; e a organização do desporto.
O verdadeiro impacto económico surgiu em meados da década de 1980, quando a televisão estatal perdeu o seu monopólio na maioria dos países da Europa Ocidental, o que motivou uma concorrência feroz pela exploração dos direitos de propriedade intelectual dos eventos desportivos, como as licenças de transmissão ou a venda de artigos promocionais, importantes fontes de rendimento para o desporto profissional, cujos direitos eram e são regulados pelas federações internacionais de modalidade.
Neste particular, a Comissão recomendou que se estabelecessem mecanismos para a venda coletiva destes direitos, com vista a assegurar uma redistribuição adequada das receitas, respeitando plenamente a legislação da UE em matéria de concorrência e mantendo, simultaneamente, o direito do público à informação.
Outra das características do MED foi a contribuição para o financiamento do desporto, em todos os Estados-membros, das atividades ligadas ao jogo (incluindo as apostas desportivas e as lotarias), geridas por operadores privados ou pelo Estado, complementarmente aos fundos da UE para projetos e ações destinados a apoiar estruturas desportivas sustentáveis.
Sobre a dimensão da organização do MED, o tratado refere que a promoção da gestão adequada do desporto é uma condição indispensável para a autonomia e autorregulação das organizações desportivas, considerando a existência de princípios que a sustentam, a nível europeu, como a autonomia (nos limites previstos na lei), a democracia, a transparência e a assunção de responsabilidades no processo de tomada de decisão.
Não obstante o reconhecimento da especificidade do desporto, conceito jurídico estabelecido pelo Tribunal de Justiça da União Europeia assumido pelas instituições da UE em diversas circunstâncias e analisado em pormenor no Livro Branco sobre o Desporto, expresso no artigo 165.º do TFUE, o facto é que há questões que devem ser mais aprofundadas, discutidas e promotoras de alterações que sustentem a base programática do MED em termos futuros.
MED: clarificação concetual. Urge a reflexão sobre o conceito atual de desporto e sua sistematização permitindo, no quadro do MED, o entendimento das múltiplas e variadas atividades, não previstas na distante carta europeia do desporto de 1992, com a revisão de temas controversos como o E-Sports e outras formas de manifestação performativa (breakdance). Urge uma versão atualizada, revista e aumentada do modelo pentadimensional de geografia variável proposto por Gustavo Pires.
MED: papel das Federações. Até à década de 1980, as federações desportivas eram principalmente órgãos reguladores. Quando os direitos de transmissão televisiva adquiriram importância, começaram a negociar esses direitos, agindo como qualquer outra empresa comercial, colocando em causa o seu monopólio. Reconhecendo-se que a sua estrutura é a forma mais eficiente de organizar o desporto, não invalida a necessidade da revisão e aprofundamento da sua missão institucional, especificamente a reflexão:
1. Da separação das funções de regulação e comerciais (venda dos direitos televisivos, celebração de contratos) e as funções de promoção do desporto e de organização das competições, garantindo sempre condições de equidade;
2. Da integração da responsabilidade de organização de manifestações desportivas de grande escala, assumindo o controlo da “marca” em todos os domínios de intervenção, mesmo com a coordenação com empresas comerciais;
3. Do reforço, em sede orgânica federativa, da representatividade e função dos clubes e atletas nos termos destes estatutos, de forma que o ato desportivo possa ser valorizado com repercussão direta para os interessados.
MED: mecanismos de solidariedade. Apesar da importância económica do desporto, a maioria das atividades ocorre em estruturas sem fins lucrativos baseadas no voluntariado, justificando-se o reforço deste estatuto para a correspondente valorização da importante função social que desempenham (dirigentes, árbitros, treinadores). Complementarmente, importa aprofundar os mecanismos de solidariedade que garantam a sustentabilidade financeira de um modelo que se quer reforçar (MED), nomeadamente:
1. A solidariedade entre grandes e pequenas federações desportivas sob a forma de centros de partilhas de competências e recursos;
2. A solidariedade, em cada federação, entre o desporto profissional, ligas e os grandes clubes e as pequenas organizações desportivas de base;
3. A existência de mecanismos de regulação social, com a canalização de fundos públicos eminentemente para as federações sem expressão comercial.
MED: competições. O MED devia reforçar a regulação das condições de licenciamento de competições, garantindo, nas competições abertas, as condições da promoção e despromoção e respetivos mecanismos de redistribuição, acabando com os monopólios e, nas competições fechadas, os riscos associados à(s): probabilidade dos grandes clubes deixarem de participar nas competições nacionais, desvalorizando-as; ameaça da ligação entre o desporto e a identificação de uma nacionalidade; dificuldade de relacionamento entre as ligas e as federações; e, por fim, questões associadas à disponibilidade dos atletas participarem em competições nacionais, pela justaposição no calendário competitivo.
MED e mecanismos de fiscalização. Os governos devem reforçar os mecanismos que permitam uma supervisão eficaz, mediante auditorias de controlo prévio e regulares das organizações passíveis de serem financiadas publicamente, impondo princípios de boa governação, não abdicando da necessária autonomia de regulação, respeitando condições básicas, como: garantias eficazes de que as eleições respeitam princípios de integridade, livres e democráticas, os organismos de controlo são independentes, entre outras.
MED, mecanismos de financiamento e de promoção do desporto. É fundamental assegurar um financiamento sustentável do desporto, fontes privadas e públicas, e a sua sustentabilidade considerando, nesta equação, a prestação de serviços ligados ao jogo no âmbito do mercado interno, dependentes do interesse junto do grande público com níveis diferenciados. Existe um risco objetivo de só sobreviverem os desportos mais atrativos comercialmente e, dentro de alguns desportos (exemplo do futebol), alargar-se o fosso entre grandes e pequenos clubes europeus.
Justificam-se por isso modificações, no pleno respeito pela legislação na UE em matéria de concorrência e mercado interno, que se orientem no sentido de:
1. Proteger, de forma efetiva as fontes de receita, garantindo um financiamento independente da atividade desportiva, com a salvaguarda da existência de um mecanismo de repartição que preserve o equilíbrio desportivo, com uma maior distribuição pelas entidades produtoras do desporto;
2. Regulação da separação entre os fundos públicos, para a promoção do desporto, e as receitas privadas, geradas por atividades comerciais (venda dos direitos de transmissão televisiva; exploração dos jogos online), que provocam uma distorção no modelo de financiamento global, e que prevejam a proteção das organizações com funções públicas delegadas.
Em suma, urge um aprofundamento do MED, com implicações imediatas."

Benfica FM #160 - Taça...

Parreira...


"Paulo Parreira, um conhecido adepto e sócio do Benfica, a dar voz aos milhões de indignados depois da sonegação de uma Taça de Portugal ao Benfica às mãos de um Ferrari Vermelho que passou toda a carreira a fazer favores ao Calor da Noite de forma descarada e despudorada. E nada lhe aconteceu. Passou impune até aos dias de hoje. A falta que nos faz ter uma claque oficial que ameaça árbitros e respectivas famílias e que assim garante arbitragens favoráveis por via da coação!
Passaram dois dias e Luis Vieira e Rui Costa continuam calados. Algum dia imaginaram ver o Sport Lisboa e Benfica em auto-gestão? Se não fosse grave o que se está a passar quase que daria para rir."

Visão Vermelha S2E34 - Taça...

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Tiraram-nos da Taça


"Em Coimbra, assistimos a mais um capítulo de uma história demasiadas vezes repetida este ano: uma arbitragem desastrada impediu-nos de vencer.
Helton nunca deveria ter sido expulso, uma decisão errada que condicionou todo o jogo do Benfica, amputando boa parte da estratégia delineada para vencer.
Há três momentos que marcam de forma indelével esta época e que agora, findo o último jogo, importa sublinhar para que tudo mude e nada seja esquecido:
1 - O Benfica viu-se afastado de lutar pelo título de campeão nacional entre janeiro e fevereiro quando, em pleno surto de COVID-19 na equipa, viu serem-lhe sonegadas quatro grandes penalidades contra Nacional, Vitória de Guimarães, Moreirense e Farense. 8 pontos que nos afastaram da luta pelo título até ao final do Campeonato.
Facto relevante: Nuno Almeida – que ontem recebeu uma espécie de "prémio carreira" ao apitar uma final da Taça de Portugal, esteve em duas destas quatro partidas. Foi o árbitro no Benfica–V. Guimarães e VAR na partida com o Nacional.
2 - O Benfica foi condicionado na justa ambição de chegar ao segundo lugar do Campeonato quando, diante do Futebol Clube do Porto, viu Pepe ver-lhe perdoada uma expulsão aos 80 minutos, depois de um lance indiscutível sobre Seferovic.
3 - O Benfica foi claramente impedido de vencer a Taça de Portugal quando uma expulsão inexistente nos obriga a jogar durante quase 80 minutos em inferioridade numérica. Uma expulsão, importa ressaltar, despropositada, injusta, condicionante e sem que o VAR tivesse sequer alertado para o exagero e desproporção da exclusão do guarda-redes Helton Leite.
O Sport Lisboa e Benfica tem pautado o seu comportamento público por uma postura construtiva e positiva em defesa da indústria do futebol e da sua credibilização. Não andamos a condicionar arbitragens antes dos jogos, com ameaças mais ou menos veladas. Recusamos a refrega permanente em prol de uma suspeição nociva e tóxica para o Campeonato português. Refutamos tudo isso, mas exigimos respeito.
Confiamos nas instituições que têm responsabilidades, mas não aceitamos impávidos que nos prejudiquem sistematicamente em momentos decisivos. Não vamos tolerar que o VAR só funcione para uns, ignorando os penáltis que sofremos e as más decisões que nos diminuem. É tempo de quem tem esse dever – nomeadamente, a Federação Portuguesa de Futebol – mudar o que tiver de mudar a bem do futebol e assumir as suas falhas. Nós saberemos assumir as nossas, corrigindo o que tiver de ser melhorado para a próxima época."

Verdade...


Rescaldo...

Vermelhão: derrota, após 78 minutos com menos um...

Braga 2 - 0 Benfica


Final decidida aos 17 minutos com a expulsão do Helton, tudo o que se passou a seguir nasceu neste lance! Uma jogada, onde o avançado do Braga simula uma falta (vão alegar que houve um ligeiro contacto, mas a queda é totalmente simulada, digam o que disserem...), como é evidente na repetição, mas tanto o árbitro como o VAR João Pinheiro, resolveram ignorar... e mesmo se tivesse havido contacto, a falta nunca seria para Vermelho, já que o jogador não está enquadrado com a baliza, a bola é tocada em direcção da bandeirola de canto e pelo menos dois jogadores do Benfica (Otamendi e Vertonghen) estão a fazer a cobertura na baliza...Isto numa partida, onde os avançados do Benfica foram 'marcados' usando a técnica da 'cernelha'!!! Constantemente agarrados, com os dois braços... e só marcou uma delas, porque o tronco do Raul Silva cai em cima do Haris!!! Até a confusão final serve de exemplo: o Esgaio já com o Amarelo, faz uma tesoura por trás sobre o Adel, e o apitadeiro, marca simplesmente falta e nada mais...! Note-se: o Braga a ganhar por 2-0, a jogar com mais um, nos descontos, o defesa do Braga resolve fazer uma tesoura por trás, junta da linha lateral, perto da área do Benfica... veja-se, a 'atitude' de total impunidade que esta gentalha sente!!! Depois o Adel perdeu a cabeça, parece-me que até se enganou no alvo (afinal depois de rever as imagens, o Adel não se enganou, o Piazon pontapeou a bola contra a cabeça do Adel quando este estava deitado na relva!)... mas a tal atitude de total impunidade 'saltou' do banco do Braga para mais uma vez provar, que contra o Benfica vale tudo...
Numa partida, onde sempre que o Benfica ultrapassou uma 'linha', sempre que um jogador do Benfica, ganhou uma lance dividido, logo a seguir lá vinha falta dura, com os jogadores adversários sem qualquer 'freio', sem qualquer 'medo', pois sabiam que o cartão não iria sair...

Em relação ao jogo jogado, com 10, até ao intervalo, o jogo até foi equilibrado, com o Braga a criar perigo por duas vezes, a segunda após uma falta não assinalada sobre o Weigl... mas com o Benfica também a criar perigo, aliás a melhor oportunidade foi mesmo do Benfica, com Weigl isolado... e logo a seguir, uma falha de comunicação entre o Ody e o Vertonghen, a castigar a equipa com um golo sofrido, mesmo antes do apito do intervalo!
No 2.º tempo, a dinâmica alterou-se completamente, com o Benfica em inferioridade a ter que ir à procura do golo, e o Braga a pressionar alto, com ataques rápidos a criar muito perigo, mas sem nunca assumir a posse de bola, o que não nos deu a possibilidade de fazer contra-ataques... o que também seria complicado, com os nossos avançados, como eu já alertei, a serem constantemente 'controlados' ao agarrão descarado!!!
Com o Benfica a arriscar cada vez mais com as substituições, era previsível abrirem-se mais espaços na nossa defesa, e foi isso que aconteceu... isto depois, de termos desperdiçado o empate mais uma vez, por duas vezes (Darwin e Rafa)!!!

Podemos fazer as análises que quisermos, podemos antever a próxima época, podemos não gostar do treinador, ou do presidente, ou dos jogadores, mas com este tipo de arbitragens é impossível o Benfica lutar pelos troféus no Tugão! Jogar com um handicap destes, é praticamente inultrapassável... E podem vir os melhores jogadores do mundo, os génios da táctica... Enquanto estes gatunos continuarem a mandar no CA e do CD da FPF, com total cobertura da descomunicação social desportiva, o Benfica irá ganhar muito pouco... Porque se este Almeida está em modo de reforma, os Verdíssimos, os Pinheiros, os Macrons, os Narcisos, os Nobres, os Oliveiras, os Ferreiras e afins estão aqui para ficar...