Últimas indefectivações
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Por cá, as praias iam ficando vazias...
"Último domingo de Agosto: em Nova Iorque, o Benfica permitia ao Athlitiki Enosis Konstantinoupoleos um empate ao cair do pano e depois de ter estado a ganhar por 2-0. Facilitemos a vida aos leitores chamemos-lhe AEK. Eusébio marcou um golo maravilhoso!
No último domingo de Agosto, as praias portuguesas já iam ficando vazias. Há sempre uma verta nostalgia na imagem de uma praia abandonada. Depois, vem Setembro, e Gilbert Bécaud cantava em tom de despedida:
«C'est en septembre
Quand les voiliers sont dévoilés
Et que la plage tremble sous l'ombre
D'um automne dé-bronzé
C'est en septembre
Que l'on peut vivre pour de vrai».
Lá longe, o Benfica também dizia adeus. Adeus a Nova Iorque, a pequena cidade azul do Frank de Hoboken: Francis Albert Sinatra. Tinha jogado também na Cidade do México e preparava-se para embarcar para o Canadá.
1966 - um ano extraordinário para o futebol português graças ao inesquecível Campeonato do Mundo de Inglaterra.
28 de Agosto de 1966: em Randalls Island, os encarnados defrontaram um adversário grego - o Athlitiki Enosis Konstantinoupoleos. Facilitemos e chamemos-lhe AEK. De Atenas, pois claro. Exactamente o próximo adversário do Benfica nesta edição da Liga dos Campeões.
'Defrontando o vencedor da Taça da Grécia, chegou o Benfica a dar impressão de que iria, finalmente, conseguir uma vitória expressiva. Mas, afinal, não passou da esperança: a combatividade dos gregos, que mantiveram o mesmo ritmo ao longo de todo o encontro, acabou por merecer recompensa, e o resultado final por de 2-2, embora os encarnados tenham chegado ao intervalo a vencer por 1-0 e feito o 2-0 logo no início da segunda parte'. Era assim que um periódico português dava a notícia de um estranho adormecimento das águias quando tudo fazia crer que a goleada estava ao estender da mão.
Eusébio parecia cansado. Pudera! Menos de mês e meio antes jogara como nunca nos relvados ingleses.
A excelência da Pantera!
Mas Eusébio era sempre Eusébio, mesmo cansado. Reparem: 'No primeiro tempo teve algumas jogadas especiais - nomeadamente a primeira do encontro, a menos de meio minuto de jogo, quando superou tudo e todos e, isolado frente ao guarda-redes, atirou-lhe para as mãos, com alguma força mas sem convicção. Em compensação teve, depois, quatro ou cinco 'tiros' com a bola a zunir rente à barra mas sempre acima do que era necessário'.
Ah! A Pantera Negra não deixava os seus indefectíveis sem mostrar classe.
Por isso, aos 32 minutos, veio por ali abaixo, driblando adversários aos molhos, como um rapazinho que vai colhendo papoilas por entre e gipsofila, e à entrada da grande área decidiu-se por um remate tão inesperado como fulminante: 1-0! Com ponto de exclamação!
Maniteas, o keeper grego, não foi de modas: aplaudiu tanto como os restantes espectadores que tinham pago o seu bilhete.
Nélson foi o autor do 2-0. Tudo parecia calmo nessa tarde de Nova Iorque.
O Benfica ia ganhar, o público não abundava, o futebol era muito despiciendo nos Estados Unidos, mas ainda assim alguns emigrantes (portugueses e gregos) compunham as bancadas.
A dez minutos do fim, Papaionou entrou pela defesa encarnada como faca em manteiga amolecida - não se esqueçam de que ainda era Agosto - e rematou colocado. Costa Pereira nada podia fazer.
Uma febre tomou conta dos jogadores do AEK. De repente, perceberam que a derrota não era inevitável. Lançam-se sobre o seu exausto adversário. A luta é quase corpo a corpo.Ombro a ombro. Coxa a coxa. Quase que se podia ouvir o ranger dos músculos e das cartilagens. Há nos homens que vieram lá das margens do Egeu uma espécie de orgulho divino. Adivinham o empate que lhes valerá como uma saborosa vitória. O mesmo Papaionou fez o 2-2 e a alegria é imensa. Valera a pena o esforço derradeiro. Ambas as turmas saem de campo esgotadas. Num abraço desportivo.
Por lá, o estádio ia ficando vazio.
Por cá, as praias vão ficando vazias. Bécaud em fundo musical:
«C'est en septembre
Quand l'été remet ses souliers
Et que la plage est comme un ventre
Que personne n'a touché
C'est en septembre
Que mon pays peut respirer...»
A águia voltava a levantar voo, dessa vez rumo a Toronto. Dia 1 de Setembro regressava a Lisboa.
Ninguém percorria o mundo como o Benfica!"
Afonso de Melo, in O Benfica
Verde gafe
"Em dia de comemoração 'encarnada', outras cores foram tema de conversa
O mês de Setembro de 1985 ficou marcado pela comemoração do fecho do 3.º anel do Estádio do Sport Lisboa e Benfica. Mas, na inauguração, houve algo com que a grande obra 'encarnada' teve de dividir os holofotes: a gravata do primeiro-ministro.
Vinte e cinco anos após ter sido terminada a primeira fase, inaugurada a 5 de Outubro de 1960, era concluído o há muito ambicionado 3.º anel. Para celebrar, o Clube organizou o Festival de Comemoração do Fecho do 3.º Anel, que decorreu nos dias 21 e 22 e contou com um vasto programa, para gaúdio dos benfiquistas.
A anteceder o Festival, teve lugar, dia 20, 'o Jantar Comemorativo da Inauguração do Fecho do 3.º Anel', oferecido pela direcção do Clube a 366 convidados, entre os quais se encontravam as mais altas individualidades do país. No entanto, nem o número elevado de convivas, nem o farto pitéu - '70 Kg de bife da vazia, 50 Kg de bacalhau, 100 Kg de batata, 50 Kg de feijão verde, 24 latas de champignon, vinho branco Castelão, tinto Dão Henriquino de 74, bavaroise de fruta, aperitivos, uísque, gin, croquetes, cervaja, 60 Kg de doces, licores variados, aguardentes velhíssimas «Monte-crasto»' - deixaram que passasse despercebido o verde que o primeiro-ministro Mário Soares envergava na gravata.
O burburinho não tardou e Mário Soares referiu prontamente: 'reconheço ter cometido uma «gaffe»'. E explicou: 'Vesti-me de manhã cedo e não me lembrei que viria, ao fim da tarde, ao Estádio da Luz... Mas toda a gente sabe que eu gosto de vermelho'.
As opções cromáticas dos presentes acabariam por ganhar protagonismo, vindo à baila várias vezes ao longo da noite. Pinto da Costa, que usava gravata 'de tom vermelho', ao discursar, elogiou a escolha do dirigente sportinguista Dias Ferreira que optou diplomaticamente pelo castanho. E, como não podia deixar de ser, louvou a escolha do presidente do Benfica: 'o azul fica tão bem num benfiquista que o presidente Fernando Martins o escolheria para esta noite'.
No acervo do Sport Lisboa e Benfica são vários os objectos que remetem este acontecimento histórico. Entre eles, a placa descerrada a 21 de Setembro por Ramalho Eanes, Presidente da República. Depois de figurar durante décadas na entrada principal do antigo Estádio, encontra-s actualmente em reserva no Departamento de Reserva, Conservação e Restauro."
Mafalda Esturrenho, in O Benfica
Lixívia 5
Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 13 (-2) = 15
Corruptos.. 12 (+2) = 10
Sporting... 10 (+5) = 5
No pós-Apito Dourado, as coisas mudaram um pouco: houve algum receio de serem 'condenados', algum medo de dar muito das vistas, alguns apitadeiros saíram, e mesmo na Liga, o 'poder' foi diluído... e até apareceu um ou outro dirigente a querer mesmo quebrar com o passado... Mas tudo acabou com o Babalu!!!
Sim, o 'culpado' principal foi o Babalu, mais conhecido como Bruno de Carvalho, que com o seu anti-Benfiquismo genético, mais uma vez permitiu que os Lagartos fossem a muleta para os Corruptos voltarem a ter o poder total no Tugão...!!! De todas as asneiras que o Babalu fez e disse, a sua pior herança, será mesmo a forma como auxiliou os Corruptos, a transformarem o Tugão, num esgoto a céu aberto... de novo!!!!
Um Corrupto fanático (Fontelas Gomes), nomeou outro Corrupto fanático (Manuel Oliveira) para ir arbitrar os Corruptos a Setúbal, e para garantir que nenhuma surpresa acontecesse, também nomeou outro Corrupto fanático (Vasco Santos) para o VAR !!! Quando no Sábado de manhã, tomei conhecimento desta nojice anunciada, fiquei surpreso: afinal os jogos dos Corruptos em Setúbal, costumam ser jogos-treino... mas afinal, eles tinham razão: sem os apitadeiros, os Corruptos não tinham ganho o jogo... Talvez o Lito, não esteja no bolso, como muitos outros treinadores deste Tugão!!!
Felipe e Militão tinham que ser expulsos, ponto final. E não seria preciso o VAR!
No caso do Felipe as evidências são tão claras, que não deixou qualquer espaço para a incompetência. O facto do VAR se ter 'desligado' naquele momento é o cúmulo da falta de vergonha... Agressão, pontapé no adversário... e o Berto nem precisava de estar isolado, seria sempre Vermelho... Não marcar nada, é uma das coisas mais vergonhosas dos últimos tempos no Tugão...
No lance do Militão, depois da falta, voltaram a atrás, e assinalaram um fora-de-jogo inexistente... Este Militão em dois jogos da Liga, fez duas faltas idênticas, e nada: com o Moreirense, foi dentro da área, sobre o Heri.. e agora fora da área para Vermelho directo!!!
Como esta jogada seria para Vermelho, porque o jogador estava isolado, como o fiscal-de-linha nada marcou inicialmente, e deixou a jogada seguir, só levantando a bandeirola depois da falta, o VAR podia e devia ter actuado, e dito que não existia fora-de-jogo... e portanto o Vermelho e a falta deviam ter sido assinalados....
Mais tarde, o Felipe vale-tudo ainda efectuou um golpe de MMA sobre o Valdu... é verdade que não acertou em cheio, mas mais uma vez, nem falta foi assinalada!!!
A única decisão correcta foi o golo anulado ao Setúbal... o único momento da partida, onde o VAR estava 'ligado'!!!!
Na Luz, tivemos mais uma encomenda, que falhou a 'entrega'... tal a nossa superioridade!!!
Na minha opinião, ficaram 2 penalty's por assinalar: agarrão a Jardel e empurrão ao Félix... ambos com 0-0 no marcador!
Mas não foram só os penalty's: logo nos primeiros minutos, ficou por marcar uma falta sobre o Félix à entrada da área...; na primeira jogada do 2.ª tempo, inventou uma falta do Rúben, que acabou com uma defesa espectacular do Odysseas, que poderia ter dado no 1-1 !!!
Em relação aos penalty's, no primeiro sobre Jardel, o defesa do Aves, nunca olhou para a bola, agarrou o braço e puxou o Jardel para baixo, metendo uma mão no ombro... o facto de ser uma bola parada, não chega para nada ter sido marcado... e o VAR viu!
No segundo, o empurrão ao Félix é evidente... basicamente atropelado... Ao contrário do que alguns manipuladores escreveram, neste tipo de lances a 'intensidade' é irrelevante... e o VAR voltou a ver, e nada marcou!!!
O terceiro, Mão do defesa do Aves, acho que não foi penalty... mas...: o VAR era para ter sido o Bruno Esteves, que acabou substituído pelo Paixão. O mesmo Paixão foi o VAR horas antes no Feirense - Nacional, onde foi anulado com ajuda do VAR, um golo ao Nacional, por Mão na Bola... E se compararmos os dois lances é impossível não chegar à conclusão que o Paixão não foi coagido!!!
No lance do Nacional, o Witi tem o braço encostado ao corpo, e o desvio da trajectória da bola, é a menos de 1 metro dele... Lance legal... Mas o Paixão não achou...!!!
Na Luz, a cabeçada, do Rúben também foi à 'queima', não me parece que tenha havido aumento da volumetria... mas se em Santa Maria da Feira já houve 'dúvidas' e na Luz não?!!!
No 2.º tempo, o Ponk cortou um cruzamento com o braço, mas também sem falta...
E ainda tivemos a lesão do Grimaldo, numa entrada de sola... sem falta... Não admira que os jogadores do Benfica, tenham muitas lesões traumáticas... a impunidade é total!!!
No lance do Rúben, o Amarelo acabou por ser bem mostrado... o Rúben não tem qualquer intenção em atingir o Derley, usou os braços para ganhar posição... foi negligente, portanto o Amarelo é bem mostrado...
Agora, a conversa do apitadeiro com o Derley é curiosa... parece que lhe estava a perguntar: querer que lhe mostra o Vermelho?!!!
Desde do sorteio mafioso, tudo tem sido feito para os Corruptos chegarem ao Benfica - Corruptos, em vantagem... Nas primeiras 5 jornadas, os Corruptos foram escandalosamente beneficiados, nos 5 jogos!!! O jogo em Chaves, é a última oportunidade para o Benfica perder pontos... o Chaves com este treinador, vai repetir aquilo que nos últimos anos 'sofremos' nos Barreiros... Suspeito que vamos ter anti-jogo e porrada durante 90 minutos... É preciso muita concentração e empenho para trazer os 3 pontos na Quinta-feira...
Hoje, em Braga, não houve lances complicados, mas o Soares Dias voltou a usar o critério dos 'coitadinhos': vários cartões perdoados aos Lagartos... como vem sendo habitual...
Suspeito que este 'critério' será usado na Luz, com os Corruptos, pelo mesmo árbitro...!!!
ADENDA: Vou ter que alterar a minha primeira opinião: o Gudelj tem dois cotoveladas, que mesmo que sejam interpretadas como Amarelo para cada, Amarelo mais Amarelo dá Vermelho..:!!!
Sim, o 'culpado' principal foi o Babalu, mais conhecido como Bruno de Carvalho, que com o seu anti-Benfiquismo genético, mais uma vez permitiu que os Lagartos fossem a muleta para os Corruptos voltarem a ter o poder total no Tugão...!!! De todas as asneiras que o Babalu fez e disse, a sua pior herança, será mesmo a forma como auxiliou os Corruptos, a transformarem o Tugão, num esgoto a céu aberto... de novo!!!!
Um Corrupto fanático (Fontelas Gomes), nomeou outro Corrupto fanático (Manuel Oliveira) para ir arbitrar os Corruptos a Setúbal, e para garantir que nenhuma surpresa acontecesse, também nomeou outro Corrupto fanático (Vasco Santos) para o VAR !!! Quando no Sábado de manhã, tomei conhecimento desta nojice anunciada, fiquei surpreso: afinal os jogos dos Corruptos em Setúbal, costumam ser jogos-treino... mas afinal, eles tinham razão: sem os apitadeiros, os Corruptos não tinham ganho o jogo... Talvez o Lito, não esteja no bolso, como muitos outros treinadores deste Tugão!!!
Felipe e Militão tinham que ser expulsos, ponto final. E não seria preciso o VAR!
No caso do Felipe as evidências são tão claras, que não deixou qualquer espaço para a incompetência. O facto do VAR se ter 'desligado' naquele momento é o cúmulo da falta de vergonha... Agressão, pontapé no adversário... e o Berto nem precisava de estar isolado, seria sempre Vermelho... Não marcar nada, é uma das coisas mais vergonhosas dos últimos tempos no Tugão...
No lance do Militão, depois da falta, voltaram a atrás, e assinalaram um fora-de-jogo inexistente... Este Militão em dois jogos da Liga, fez duas faltas idênticas, e nada: com o Moreirense, foi dentro da área, sobre o Heri.. e agora fora da área para Vermelho directo!!!
Como esta jogada seria para Vermelho, porque o jogador estava isolado, como o fiscal-de-linha nada marcou inicialmente, e deixou a jogada seguir, só levantando a bandeirola depois da falta, o VAR podia e devia ter actuado, e dito que não existia fora-de-jogo... e portanto o Vermelho e a falta deviam ter sido assinalados....
Mais tarde, o Felipe vale-tudo ainda efectuou um golpe de MMA sobre o Valdu... é verdade que não acertou em cheio, mas mais uma vez, nem falta foi assinalada!!!
A única decisão correcta foi o golo anulado ao Setúbal... o único momento da partida, onde o VAR estava 'ligado'!!!!
Na Luz, tivemos mais uma encomenda, que falhou a 'entrega'... tal a nossa superioridade!!!
Na minha opinião, ficaram 2 penalty's por assinalar: agarrão a Jardel e empurrão ao Félix... ambos com 0-0 no marcador!
Mas não foram só os penalty's: logo nos primeiros minutos, ficou por marcar uma falta sobre o Félix à entrada da área...; na primeira jogada do 2.ª tempo, inventou uma falta do Rúben, que acabou com uma defesa espectacular do Odysseas, que poderia ter dado no 1-1 !!!
Em relação aos penalty's, no primeiro sobre Jardel, o defesa do Aves, nunca olhou para a bola, agarrou o braço e puxou o Jardel para baixo, metendo uma mão no ombro... o facto de ser uma bola parada, não chega para nada ter sido marcado... e o VAR viu!
No segundo, o empurrão ao Félix é evidente... basicamente atropelado... Ao contrário do que alguns manipuladores escreveram, neste tipo de lances a 'intensidade' é irrelevante... e o VAR voltou a ver, e nada marcou!!!
O terceiro, Mão do defesa do Aves, acho que não foi penalty... mas...: o VAR era para ter sido o Bruno Esteves, que acabou substituído pelo Paixão. O mesmo Paixão foi o VAR horas antes no Feirense - Nacional, onde foi anulado com ajuda do VAR, um golo ao Nacional, por Mão na Bola... E se compararmos os dois lances é impossível não chegar à conclusão que o Paixão não foi coagido!!!
No lance do Nacional, o Witi tem o braço encostado ao corpo, e o desvio da trajectória da bola, é a menos de 1 metro dele... Lance legal... Mas o Paixão não achou...!!!
Na Luz, a cabeçada, do Rúben também foi à 'queima', não me parece que tenha havido aumento da volumetria... mas se em Santa Maria da Feira já houve 'dúvidas' e na Luz não?!!!
No 2.º tempo, o Ponk cortou um cruzamento com o braço, mas também sem falta...
E ainda tivemos a lesão do Grimaldo, numa entrada de sola... sem falta... Não admira que os jogadores do Benfica, tenham muitas lesões traumáticas... a impunidade é total!!!
No lance do Rúben, o Amarelo acabou por ser bem mostrado... o Rúben não tem qualquer intenção em atingir o Derley, usou os braços para ganhar posição... foi negligente, portanto o Amarelo é bem mostrado...
Agora, a conversa do apitadeiro com o Derley é curiosa... parece que lhe estava a perguntar: querer que lhe mostra o Vermelho?!!!
Desde do sorteio mafioso, tudo tem sido feito para os Corruptos chegarem ao Benfica - Corruptos, em vantagem... Nas primeiras 5 jornadas, os Corruptos foram escandalosamente beneficiados, nos 5 jogos!!! O jogo em Chaves, é a última oportunidade para o Benfica perder pontos... o Chaves com este treinador, vai repetir aquilo que nos últimos anos 'sofremos' nos Barreiros... Suspeito que vamos ter anti-jogo e porrada durante 90 minutos... É preciso muita concentração e empenho para trazer os 3 pontos na Quinta-feira...
Hoje, em Braga, não houve lances complicados, mas o Soares Dias voltou a usar o critério dos 'coitadinhos': vários cartões perdoados aos Lagartos... como vem sendo habitual...
Suspeito que este 'critério' será usado na Luz, com os Corruptos, pelo mesmo árbitro...!!!
ADENDA: Vou ter que alterar a minha primeira opinião: o Gudelj tem dois cotoveladas, que mesmo que sejam interpretadas como Amarelo para cada, Amarelo mais Amarelo dá Vermelho..:!!!
Anexo(I):
Benfica
1.ª-Guimarães(c), V(3-2), Pinheiro(Sousa), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho(Sousa), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
Corruptos
1.ª-Chaves(c), V(5-0), Almeida(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(c), D(2-3), Veríssimo(Paixão), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
Sporting
1.ª-Moreirense(f), V(1-3), Martins(Miguel), Nada assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Godinho(Sousa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
Anexo(II):
Benfica:
Sousa: 0 + 2 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
Pinheiro: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Xistra: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Xistra: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Corruptos:
Vasco Santos: 0 + 2 = 2
Vasco Santos: 0 + 2 = 2
Almeida: 1 + 0 = 1
Xistra: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Malheiro: 1 + 0 = 1
Manuel Oliveira: 1 + 0 = 1
Xistra: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Malheiro: 1 + 0 = 1
Manuel Oliveira: 1 + 0 = 1
Capela: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Ferreira: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Ferreira: 0 + 1 = 1
Sporting:
Martins: 1 + 0 = 1
Oliveira: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Oliveira: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Miguel: 0 + 1 = 1
Ferreira: 0 + 1 = 1
Sousa: 0 + 1 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1
Veríssimo: 0 + 1 = 1
Ferreira: 0 + 1 = 1
Sousa: 0 + 1 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1
Veríssimo: 0 + 1 = 1
Épocas anteriores:
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Quem ganha com o charivari mediático?
"As apostas de José Mourinho e Rui Vitória em Diogo Dalot e João Félix mostram bem a vitalidade da formação em Portugal
A meio da semana, José Mourinho lançou Diogo Dalot numa partida da Liga dos Campeões e o jovem ex-portista deu conta do recado, marcando posição para suceder, um dia destes, a António Valência na direita da defesa dos red devils. Ontem, foi a vez de Rui Vitória dar a titularidade a João Félix, que deixou marca obtendo, com muita classe, o primeiro golo dos encarnados ao Desportivo das Aves. Nos bês benfiquistas, o destaque vai para Jota, apontado pelos experts como the next big thing do futebol português. O futuro parece garantido, em qualidade e quantidade. Nem tudo é mau.
A absurda expulsão de Cristiano Ronaldo, em Valência, e um golo obtido ontem em escandaloso fora de jogo pelo Arsenal (frente ao Everton) vieram dinamizar as teses favoráveis à introdução do VAR quer na UEFA, quer na Premier League. Parece consensual que, mesmo sendo falível, na medida das falibilidades humanas (vide Setúbal...), o auxílio dos meios tecnológicos torna a arbitragem mais justa e menos manipulável. E há que considerar que ainda estamos nos primórdios do VAR e há uma competência específica para arbitrar por vídeo que ainda está a ser adquirida. Lentamente...
O ruído em torno do futebol, melhor dizendo, a propósito de coisas que não se passam nas quatro linhas mas acabam por envolver os clubes, parece estar para continuar. Enquanto se aguarda pelos desenvolvimentos do trabalho da investigação nos diversos casos em apreço, as centrais de comunicação não dão tréguas, uma, a do FC Porto, ao ataque, e a do Benfica,por seu turno, na resposta. O futuro dirá se alguém vai beneficiar do charivari reinante. Não creio, por respeito à justiça, que não se deixará condicionar. A não ser que os alvos sejam os adeptos mais influenciáveis. Será?
O grande jogo da quinta jornada da Liga está reservado para hoje, em Braga, onde vão defrontar-se José Peseiro, ex-treinador dos arsenalistas, e Abel Ferreira, antigo jogador do Sporting e treinador dos bês leoninos. Sem Europa, os minhotos colocam todas as fichas no campeonato nacional, pelo que este jogo sabe a uma primeira final, que disputam logo na primeira fase da prova. Já o Sporting, depois de tudo o que lhe aconteceu, parece estar a ganhar corpo e forma, beneficiando da estabilidade pós-Bruno. Mas continua a faltar Bas Dost. Que preço pagarão os leões por essa ausência?"
(...)
Duque
Fontelas Gomes
Nomeações ao arrepio do bom senso e prestações de alguns árbitros abaixo dos mínimos exigíveis, sugerem que necessita de parar para pensar, quiça precisa de aconselhamento que o afaste da deriva perigosa por onde anda. Num cargo como o que ocupa, já por natureza solitário, não pode refugirar-se em práticas autistas...
Maradona é Maradona, tão simples como isso...
O Dorados de Sinaloa, que disputa a segunda divisão mexicana, perdeu por 1-0 em casa d Alebrijes de Oaxaca. Este jogo não seria aqui referido se não tivesse representado a primeira derrota de Maradona como treinador da equipa de Sinaloa. Que dizer da carreira de el pibe? Errática? Louca? Alucinada? Diego, é Diego...
O Tigre está de volta
Cinco anos depois, Tiger Woods, regressou às vitórias no circuito PGA. Em Atlanta, aquele que é para muitos o melhor golfista de todos os tempos, somou a 80.ª vitória da carreira, assumindo-se como protagonista de um retorno ao sucesso memorável. Tiger - erros meus, má fortuna, como diria o vate - passou meia década nas profundezas de um inferno feito de vícios e lesões, de visibilidade pelas piores razões e casos na imprensa amarela, que pareciam prenunciar o adeus às armas. Há um ano, depois de ter detido pela polícia, sem saber onde estava e o que dizia, ninguém diria que iria regressar à glória. Para quem como Tiger Woods representa um momento verdadeiramente emocionante. A reacção da multidão que o seguiu, ontem, em Atalanta, foi sublime.
Brincadeiras entre génios de função diversa
«Tiger, diz-me o que comeste ao pequeno-almoço. Também quero...»
Steph Curry, jogador dos Golden Stade Warriors
Ontem, Tiger Woods teve uma entrada fenomenal no East Lake Golg Club, em Atalanta. Steph Curry, genial basquetebolista dos Warriors, estava a seguir com atenção a transmissão televisiva e usou o Twitter para manifestar a admiração que sente por Tiger. Desportistas de topo, em modalidades diferentes, numa cumplicidade que se regista. Brincadeiras milionárias..."
José Manuel Delgado, in A Bola
Personalidade de campeão
"Apesar das situações de perigo do Aves na segunda parte, Benfica nunca vacilou
Domínio na primeira parte
1. Depois de uma partida para as competições europeias e apesar do desgaste físico da passada quarta-feira, o Benfica entrou muito bem, altamente confiante, com mais posse de bola, vontade de chegar ao golo o mais rapidamente possível e acabou por marcar com naturalidade. Jogadores e equipa técnica sabiam que ganhando o Benfica seria líder do campeonato (Sporting, Braga ou ambos vão perder pontos hoje) e concretizou-se: o Benfica ocupa o primeiro lugar da Liga com todo o mérito. O Aves teve apenas um remate à baliza e, no primeiro tempo, não foi aquela equipa que conhecemos, pois costuma ser bem mais perigosa.
Não vacilar na segunda
2. No segundo tempo, o Aves teve logo uma oportunidade de marcar, de livre e aí surgiu Vlachodimos com uma grande defesa e demonstrar, uma vez mais, o quanto bem tem estado. O Aves entrou melhor na segunda parte do que na primeira, com os jogadores rápidos que tem na frente a aparecerem, nomeadamente Baldé, quebra-cabeças para Grimaldo. Aliás, é por aquele lado que os adversários procuram muitas vezes criar perigo às águias face às constantes subidas no campo por parte do espanhol. O conjunto de José Mota teve situações para marcar e se tivesse feito golo, poderia ter sido tudo diferente, mas não marcou, o Benfica continuou a tomar conta do jogo e demonstrou personalidade de campeão, já que, apesar de duas ou três ocasiões do Aves, não vacilou, manteve-se fiel ao seu jogo, foi aumentando velocidade e voltaria a criar perigo.
Substituições para crescer
3. João Félix fez um jogo fantástico e foi uma pena ter saído lesionado, mas Cervi entrou muito bem. Os outros jogadores que entraram - Jonas e Rafa - também o fizeram com grande disponibilidade e ajudaram o Benfica a crescer. As substituições foram aliás, fundamentais para manter a equipa com nível equilibrado e à busca do golo. E Cervi foi o que mais brilhou, pois em pouco tempo fez um grande jogo, não só pelo golo mas por toda a produção ofensiva.
João Félix encantou
4. João Félix é um miúdo interessante, que está a ganhar confiança numa luta com Cervi pelo lugar, boa para a competitividade. Salvio está num momento de confiança, no entanto destaco o João, jogador de classe, que sabe pisar os terrenos e actua em zonas centrais, diferentes de Cervi, bastante mais explosivo."
Álvaro Magalhães, in A Bola
O jovem Félix
"Estádio da Luz. Benfica-Aves. Tarde de domingo (na minha memória, o futebol só tem dois dias, o domingo à tarde e a quarta-feira europeia, à noite). Minuto 34. Pizzi serve João Félix e este, com toda a calma e classe dos seus dezoito anos, atira para a baliza, a “gorda”, a preferida de jogadores e adeptos. Estes saltam de alegria. Festejam o primeiro golo porque o primeiro golo em casa contra uma equipa de José Mota vale quase sempre três pontos. Os aplausos são, claro está, para o miúdo, o “mágico” Félix, como dizem os comentadores na televisão. Mas os adeptos aplaudem mais do que o talento e eficácia de um puto de aparelho ortodôntico. Aplaudem uma ideia. Aplaudem o futuro.
O que o Benfica tem de mais português, mais do que a fixação nas glórias passadas, é a espera sebastiânica e prolongada por esse Messias, vindo das nebulosas camadas jovens, que chegue para guindar o clube ao lugar que, em tempos remotos, já foi seu. Essa espera tem a sombra de se saber que, nos dias de hoje, um talento capaz de, por si só, arrastar uma equipa para a glória dificilmente permanece no clube o tempo suficiente para levar a cabo a tarefa. Por isso, o aplauso efusivo a Félix é mais pungente porque é feito de esperança e de saudade antecipada, da certeza de que daqui a dois ou três anos, se tanto, estará a brilhar longe, noutros palcos, com outra camisola. De certa forma, os benfiquistas começaram ontem a despedir-se de João Félix.
Os adeptos de futebol, não só os do Benfica, são movidos pela crença, não tão irracional como possa parecer de início, que este desporto colectivo pode ser transformado pela força de um indivíduo. Se é verdade que o Barça tem uma filosofia não é menos verdade que essa filosofia tem o nome de um homem, Johan Cruyff, e que mesmo a filosofia colectiva por excelência precisou da contribuição do que é por muitos considerado o melhor jogador de sempre para se afirmar como filosofia vencedora, dominadora para lá de qualquer dúvida, dominadora de uma forma que nunca se viu no futebol e dificilmente se voltará a ver. Sem esquecer o brilho individual de estrelas como Romário ou Stoitchkov na outra constelação de talentos formada pela mão do próprio Cruyff que foi o “Dream Team”.
Para os benfiquistas, a esperança não é que o Seixal traga um novo período de domínio, mas que ofereça aos adeptos o “Escolhido”, aquele que sozinho há de levar o clube de novo aos píncaros do futebol. Hoje é motivo de risota, mas quando Mantorras teve um início de época prometedor, esse foi o momento em que o adepto do Benfica teve um vislumbre da glória inalcançável no mundo da TV a cores. O que vale um hat-trick num sábado à tarde no estádio da Luz contra o Vitória de Setúbal (no estádio da Luz, um sábado à tarde como aquele 25 de Agosto de 2001 é domingo, não se esqueçam)? A promessa de uma quimera. Esqueçam os presidentes. O benfiquista não é de pôr a vida nas mãos de presidentes, nem sequer de treinadores. O Benfica é uma questão de jogadores e quando eles são como Félix, criados em casa, a mistura de sebastianismo com a megalomania benfiquista resulta numa euforia de que os adversários gostam de troçar, mas que para o benfiquista é a reafirmação da crença que o salvador não será encontrado ao fim de uma noite eleitoral, mas provavelmente a meio de um jogo contra o Aves no estádio da Luz. Num domingo. Ou numa quarta-feira.
Estádio da Luz. Benfica-Bayern Munique. Quarta-feira europeia. Ao minuto 54, Renato Sanches acelera no meio-campo numa daquelas arrancadas explosivas sobre as quais fundou o seu breve reinado na Luz e, segundos depois, aparece na grande área a finalizar. O estádio levanta-se para o aplaudir, mas não é Renato, jogador do colosso alemão, que os adeptos aplaudem. É uma ideia, uma crença tão forte que os benfiquistas não se importam de ser as vítimas sacrificiais se isso servir para provar a verdade da sua fé. A fé em Renato. A fé em Bernardo. A fé em Félix. A fé que um dia Ele virá, tranquilo e infalível como Bruce Lee. Virá que eu vi."
Gente feliz com Félix
"João Félix estava a viver um dia de sonho. Titular do Benfica, marcou o primeiro golo, fez vibrar as bancadas com o seu descaramento e classe, tornou-se figura maior de um jogo que durante longos minutos foi de sentido único. Depois, veio o azar, fruto dos mais cruéis imponderáveis. A aproximação à bola, um movimento a pisar mal o relvado, a torção no pé e a saída com dor e apreensão.
O miúdo merecia ter continuado a desfrutar daqueles momentos empolgantes porque ele é daqueles que faz falta ao espectáculo. João Félix dá alegria ao jogo que é coisa que o futebol sente cada vez mais falta tão preso que está a tácticas e pragmatismos que lhe dão ordem e disciplina mas roubam-lhe improviso e magia. Mas dá também sentido e eficácia ou não tivesse sido ele a fazer o golo que abriu o caminho da vitória do Benfica. Da minha parte, cá fico à espera do seu regresso breve para apreciar o imenso talento que ele tem.
Cristiano Ronaldo reentrou no trilho dos golos que foi interrompido em Valência por um outro Felix (Brych, de apelido, e árbitro de profissão) que resolveu estragar o que não devia. Num campo difícil de um clube de uma cidade com metade da população da capacidade do Santiago Bernabéu, CR7 fez feliz a família juventina. Espera-se que hoje a FIFA faça justiça na gala do The Best."
Truques !!!
"Alguns emails têm sido destacados pelo grupo Cofina durante os últimos dias. Estes emails já haviam sido noticiados há 1 ano atrás, a Cofina decidiu agora reciclar estes emails e fazer deles noticia, algumas pessoas ainda nem perceberam este pormenor. Vamos por isso, fazer esta publicação para clarificar algumas pessoas.
O CM foi completamente enganado e manipulado, se não o foi então estamos perante um ato de desinformação e um ataque sem precedentes a um clube em Portugal por parte de uma estação televisiva.
Mas porque é que dizemos isto? Simples. Alguns emails foram manipulados, e o motivo é esta campanha de desinformação.
Vamos a factos:
Nos emails (os não editados) existe um pedido de camisolas e bilhetes sendo que em todos esses emails constam imagens em anexo, esses anexos são imagens a ilustrar e exemplificar as camisolas pretendidas. A palavra camisola/s segundo o CM são códigos, ou seja, servem para encobrir o que realmente está por detrás desses pedidos. O que o CM não entendeu ou não quis entender, é que esses emails tinham anexos com imagens, por isso mesmo não parece que fosse um código escondido, mas sim um pedido explícito em que se especificava através de imagens anexadas as camisolas pretendidas. Em baixo deixamos 4 exemplos:
email 01 sem edição: https://imgur.com/a/RNf67pO
email 02 sem edição: https://imgur.com/a/6hqoVB2
email 03 sem edição: https://imgur.com/a/u5lNze8
email 04 sem edição: https://imgur.com/a/KFjwjVy
Agora vamos focar-nos no mais importante, ou seja, o conteúdo dos emails editado pelo blog "Mister do Café" ligado ao Sporting. Este é um exemplo de uma das páginas de propaganda clubística pela internet, uma das páginas que em vez de informar, desinforma e deturpa factos, algumas vezes por puro fanatismo e ódio de estimação. Nestas páginas, o conteúdo das imagens anexas aos emails (que estão presentes nos emails originais) foi totalmente removido. Perguntamos nós, para quê? Para que se iria editar emails com o propósito de só aparecer o texto e remover-se os anexos?
A resposta é simples, ao remover o conteúdo das imagens que iam em anexo nos emails originais e que ilustravam especificamente qual a camisola pretendida, houve mais espaço para especulação e para tentar-se passar a ideia de que a palavra "camisolas" serviria como código para outro tipo de ofertas. Deixamos o link do blog Mister do Café onde podemos ver que os emails foram editados e os anexos removidos de forma propositada.
http://misterdocafe.blogspot.com/…/fruta-moda-do-benfica.ht…
Isto é mais uma vez a demonstração da contra informação que existe neste momento, e do deturpar constantemente os factos tentando por tudo passar uma ideia errada para manipular a opinião publica. Mas nós não queremos deixar isso acontecer, estaremos aqui para estes casos e esperemos que com a colaboração de todos se chegue à verdade que todos exigimos. Para bem do futebol português, sempre."
Para os mais esquecidos!!!
Nada disto é novo, a deliberação da ERC é de 6 de Junho de 2018. O Benfica apresentou a queixa, e a conclusão foi clara. Como tudo o que aqui foi escrito, foi convenientemente esquecido da opinião pública, aqui ficam alguns excertos!!!
E que os Benfiquistas leiam isto tudo... para não continuarem a ser ludibriados por inventores de narrativas caluniosas:
"(...)
105. O confronto entre as “versões” das mensagens em questão torna patente a leitura criteriosamente truncada e a interpretação descontextualizada que das mesmas foi feita por parte de Francisco José Marques e acriticamente aceite, reiterada e desenvolvida pelos demais intervenientes no programa “Universo Porto – da Bancada”.
106. De facto, são deliberadamente omitidas frases inteiras e segmentos de frases cujo teor admitiria – como admite – uma interpretação diferente e mesmo diametralmente oposta à artificiosamente criada por Francisco José Marques"
107. Mais ainda: partindo de uma tão peculiar leitura e interpretação de tais excertos de mensagens(ou alegadas mensagens), Francisco José Marques e os seus demais colegas de programa permitem-se designadamente inferir a existência de «um esquema de corrupção para beneficiar o Benfica», em resultado de “dados irrefutáveis” que existiriam nesse sentido
108. Exemplos como o ora referido autorizam a conclusão de que o programa “Universo Porto – da Bancada” constituiu um veículo privilegiado de devassa de comunicações (ou de supostas comunicações) privadas, cujo teor e sentido foi, ao menos em certos casos, deliberadamente distorcido, por forma a servir uma narrativa pré-concebida, traduzida num conjunto de afirmações,insinuações e acusações de enorme gravidade, e da qual se encontrava arredado qualquer propósito sério de informar (ou de salvaguarda de uma denominada “verdade desportiva”).
109. Com a agravante de uma tal narrativa se confortar na garantia antevista da sua replicação e amplificação acríticas por quase toda a comunicação social e pelas denominadas redes sociais...
110. Inclusive, uma tal narrativa chegou em certas ocasiões a atingir contornos burlescos, servindo não já para denunciar alegados crimes mas apenas para tentar achincalhar as pessoas que surgem como intervenientes nas mensagens.
(...)
112. É de igual modo patente a busca de sensacionalismo concretizada – num programa de cariz informativo – por via de uma prática folhetinesca assente na divulgação reiterada, parcial e seriada de documentação privada, acompanhada da promessa de “novas revelações”61, e que, através de interpretação não neutra, introduz uma sua leitura interpretativa, junto dos telespectadores, susceptível de insinuação criminal.
(...)
(...)
203. A exposição e interpretação dos emails coloca o foco apenas em alguns excertos,
quando outros são praticamente ignorados e não problematizados neste programa do Porto Canal. O destaque dado a alguns excertos contrasta com a manipulação do conteúdo original dos emails através da ocultação de alguns excertos, que não foram lidos nem considerados na análise realizada por FJM (Pontos 43 a 60).
204. Por exemplo, a ocultação da frase «O poder está no trabalho dia a dia, na busca da
verdade e da seriedade e isso faz a diferença», altera necessariamente a interpretação do
email, na medida em que não se coaduna com a acusação de que existe «um esquema de
corrupção para beneficiar o Benfica» (Ponto 44).
205. Refira-se ainda, por exemplo, ainda a ocultação da frase «E se a minha postura e
opiniões puderem contribuir, nem que seja de forma pífia, para um clima de paz e harmonia,
acho que é este o caminho a seguir», que altera também significativamente a interpretação do email. Esta ocultação permitiu subverter a interpretação de que a postura desejada por Luís Filipe Vieira (“Sei que o nosso primeiro-ministro quer que seja essa a postura, e se ele traçou essa estratégia, creio que só temos que segui-la. Ele lá sabe o que anda a fazer e, na verdade,não temos tido muita razão de queixa”») se prendia com uma postura de “corrupção”, embora no contexto do email se referisse a “um clima de paz e harmonia” (Pontos 51, 52 e 53).
206. Estes dois exemplos permitem verificar que a não leitura ou ocultação de excertos dos
emails contribui para a alteração do real significado dos mesmos e contribui para a elaboração de uma interpretação manipulada, porque descontextualizada – e recontextualizada num contexto que não é o seu original.
207. Para além da ocultação de excertos, existe ainda uma parte de um email que é
colocado num outro email. Isto é, ao conteúdo do email enviado por Adão Mendes, a 28 de
Janeiro de 2014, é adicionado um excerto de um outro email (Pontos 49 e 50).
208. Sobre um dos emails não é, ainda, fornecida a data de envio, apenas é dito que é um
email de resposta de Pedro Guerra ao email que lhe foi enviado por Adão Mendes a 28 de
Janeiro de 2014. (Pontos 51 e 58).
209. Ao longo do programa, estabelece-se uma tese de um “domínio total” do Sport Lisboa e Benfica sobre o futebol e sobre as mais variadas esferas do social, que desemboca numa
espécie de exercício de “nós” contra “eles” (criticas ao Sport Lisboa e Benfica, por oposição ao Futebol Clube do Porto), através de generalizações sem base factual e sem que a moderação do programa solicite o devido enquadramento e contextualização factual (...).
(...)"
«Mete Gelo» - O Padeiro
"Manuel Oliveira, mais conhecido na região onde vive em Gondomar por Chalina, homem que foi padeiro 👨🍳 fazia pão e entregava na mesma região.
Faz-se acompanhar nas visitas de camarote pelo seu amigo Pedro Ferreira, treinador do Rio Tinto, conhecido por “O Abramovic”.
Chalina é conhecido entre os amigos pelo “Ódio” que tem pelo Benfica, onde diz mesmo entre eles que há-de prejudicar ao máximo o Benfica, nem que para isso tenha que ser irradiado.
Vizinho de Vasco Santos, o “VAR” do último jogo, “que compra os exames médicos”, para poder exercer funções por problemas de visão. Quanto a este deixo um desafio, a federação que o obrigue a fazer um exame à vista e o torne público pois no passado sábado notou-se esse problema. E ninguém está a brincar com esse assunto.
Voltando ao Chalina “Padeiro”, também foi entregue no local certo os registos fotográficos do Jantar do ano passado com diversos colegas da mesma cor e que exercem as mesmas funções, na Quinta D. José em Gondomar.
Se até a pouco andava tudo de forma livre, hoje em dia mais livre se pode andar, afinal, de Padeiro a Árbitro é só entregar pão 🍞.
Estejam atentos, tudo isto foi feito por pessoas que o conhecem bem, eu só tive acesso."
Alan e o racismo dos espanhóis
"Eusébio, Coluna e Hilário são referências da equipa mais antiga de que me lembro, da televisão a preto e branco. Além deles, nos cromos e nas gravuras do Diário Popular, sobressaíam o Yaúca e o Matateu. Ao mesmo tempo, idolatrava o Zé Mulato, um crioulo que jogou no Vitória Mindense dos anos 60 do século passado e que terá sido a primeira pessoa de cor que vi de perto.
O futebol foi, ainda no período final do salazarismo, o factor mais visível de integração e educação contra o racismo, quando as notícias filtradas pela Censura nos acicatavam contra os pretos terroristas, os turras das províncias ultramarinas.
E agora, com o século XXI em veloz andamento, continua a sê-lo, numa nova sociedade educada à pressa, pelo relevo dos protagonistas, os quais, todavia, nem sempre aproveitam da melhor forma as ocasiões que a notoriedade pessoal lhes oferece.
Alan jogou dois anos na Madeira, onde os cidadãos lutam há séculos para não serem portugueses de segunda. Dois anos no Porto, nos tempos do Apito Dourado, onde se trata os portugueses abaixo do Mondego por “mouros”. E mais outro no Guimarães e nove no Braga, onde as pessoas se chamam mutuamente de “espanhóis" e “marroquinos”.
Alan é brasileiro e de tez mestiça. Um “coloured”, como seria descrito na Imprensa desportiva dos tempos em que comecei a ler e perceber.
Há 16 anos em Portugal como profissional de futebol, descontando as vezes que lhe chamaram “preto de merda só para (o) desconcentrar dentro de campo”, Alan diz que só se recorda de um episódio em que terá sido destratado de forma racista. E foi por um espanhol, Javi Garcia, então no Benfica, o qual ainda não confirmou o incidente.
Eu penso que Alan, que felizmente ouve e vê sem dificuldade, é, sim, um homem meio confundido pelo sucesso individual, porque acha que o racismo “depende do estatuto da pessoa”. Não depende. Nem da nacionalidade, nem do emblema da camisola que veste, acrescento eu.
Em todo o caso, parabéns ao país que, meio século depois da Guerra Colonial, apesar das enormes diferenças sociais e com tanto ainda por evoluir, consegue tão bem absorver e incluir brasileiros, espanhóis e marroquinos."
Não se muda o futebol com os mesmos dirigentes
"Confesso que gosto de futebol. Além de ser do Benfica, gosto de ver bons jogos – leia-se, Liga Inglesa e Champions, por vezes a italiana e/ou a espanhola, dependendo obviamente dos intervenientes. Ao longo dos últimos anos vou vendo cada vez mais jogos dessas ligas estrangeiras e cada vez menos do campeonato português.
A abundância de jogos transmitidos torna-nos mais selectivos nas opções. Tal como a maioria dos adeptos, vejo o meu clube e dou uma espreitadela à concorrência directa, vendo apenas os ‘clássicos’, velhos e novos. O resto? Salutarmente ignoro. Nos jogos internacionais, dou o privilégio a Mourinho e espreito com curiosidade os jogos de Leonardo Jardim ou Nuno Espírito Santo; e, como disse, na Champions vejo os mais importantes.
Onde quero chegar? Muito simples! Há vida para além da bola – e, tal como se enjoa a comer bife todos os dias, ver futebol na abundância transmitida só para doentes ou alienados. Assim, saúdo a chegada a Portugal desta Eleven Sports, que veio fazer o favor de me ajudar a racionalizar as opções. Pagar todos estes canais de desporto torna-se um absurdo. Assinar uma SportTV para transmitir ao mesmo tempo repetições requentadas de jogos do passado fim de semana em vez da Champions só por masoquismo.
Bem podem argumentar na SportTV que os preços de compra de jogos da Champions ou da Liga de Espanha são irracionais para adquirir estes pacotes. Ou ainda que, para os adquirirem, teriam de mexer nos preços das assinaturas. Mas uma coisa eu sei: existe uma clara desvalorização da oferta sem qualquer reflexo nos preços praticados. Por isso, tenho de agradecer à Eleven Sports por me ajudar a racionalizar os custos, focando no essencial, cortando no acessório.
Sem sair do universo da bola, vou gastar umas linhas com o futebol indígena, um futebol capturado por interesses, em que tudo vale fora das 4 linhas para conseguir o sucesso dentro do campo. Ouviram-se em tempos frases relevantes, como «vale mais controlar órgãos da Liga ou Federação do que investir numa grande equipa». Ou assistirmos a castigos aberrantes por demasiado leves ou pesados, consoante quem os pratica – invocando legislação absurda que sustenta a sua aplicação, sem se fazerem alterações que evitem a sensação de que a justiça fica ‘à la carte’.
As guerras entre os principais clubes e os seus dirigentes – e, sobretudo, as disputas nas redes sociais ou nos programas de desporto que inundam os canais do cabo, onde o fanatismo enoja tal o nível belicista que atinge – são o quotidiano deste futebol nacional.
Sem falar nas infindáveis suspeitas de tramoias ou arbitragens de favor, sem qualquer castigo das entidades responsáveis, sejam a Liga, a Federação ou a própria CMVM, por serem sociedades cotadas. Todos se esforçam por denegrir a honestidade das competições, esquecendo que ‘não se morde a mão que nos dá de comer’. Se assim é, alguém acredita na regeneração do futebol nacional sem mudança dos seus actores principais – ou seja, esta geração de dirigentes?
Eu não acredito!
(...)"
PS: A velha mais sempre estratégia cobarde de meter tudo no mesmo saco!!! É caso para perguntar ao consócio Manuel Bota, qual foi o dirigente do Benfica, que provocou uma guerra com quem quer que seja?!!!
Os pares de ases
"Riquelme é o ídolo argentino que em tempos recentes só Maradona e Messi superam, nenhum outro, nem Bochini nem Aimar, nem Gallardo, Ortega ou Aguero, nenhum mesmo toca tão alto o coração dos adeptos – e os do Boca, em particular, naturalmente - como o único herdeiro respeitado da 10 azul listada a ouro que também foi de “El D10s”. Não teve sucesso idêntico na selecção, muito menos na Europa, apesar de também ter passado por Barcelona e sido símbolo do melhor Villareal que se recorda. Mas o Riquelme lendário equipa-se à Boca e faz parelha eterna com Martín Palermo. “Tive a sorte de jogar com o melhor 9 argentino dos últimos 20 anos. Ele (Palermo) tem muita culpa que as pessoas gostem tanto de mim”.
E o mais curioso é que Riquelme e Palermo nunca alimentaram sequer uma relação fora do campo, ao contrário de Platini e Boniek, amigos até hoje, mesmo depois da queda em desgraça do francês. Riquelme e Palermo não, fora do campo mal se falavam. Já dentro, quando a causa era a mesma, fazer golos, ganhar, tornavam-se dupla indestrutível, par perfeito num vínculo espontâneo que o treino apenas melhora. Há uma afectividade específica no jogo, aspectos emocionais que transcendem a táctica ou a técnica e que são difíceis de explicar. Nada exclui a intuição, uma espécie de inteligência específica para o jogo – Maradona nunca ganharia um Nobel mas na cancha ninguém terá pensado mais rápido algum dia -, numa modalidade que acarinha gente de características complementares. Um jogador como Riquelme, lento a correr mas rápido a pensar, pouco agressivo sem bola mas sempre capaz de causar dano com ela, é um retrato perfeito dessa inteligência que define os melhores.
O futebol está longe de ser – mesmo longe – um jogo alimentado por superioridades físicas. Mesmo o tempo em que mais se aproximou disso, nas décadas de domínio de alemães e ingleses, está velho de 40 anos. É na tomada de decisão que está o segredo, na melhor opção em cada momento, que é sempre também a melhor ligação com o outro, com o próximo que intervém na jogada, arco e flecha, catapulta e pedregulho, Riquelme e Palermo como Platini e Boniek, Dalglish e Rush, Futre e Gomes, João Pinto e Jardel, Aimar e Saviola, Quaresma e Ronaldo. Ficam na memória essas parelhas dos que se distinguiam como água e azeite - Laudrup e Elkjaer-Larsen na melhor Dinamarca, Butragueño e Hugo Sanchez na lendária quinta de Madrid, Mancini e Vialli na Samp mais histórica, até Skhuravy e Aguilera, gigante e anão de um velho Génova - mas também sobram exemplos de gente idêntica que se acrescentava, que isso de ser parceiro eficaz não vive agarrado a diferenças morfológicas: Andy Cole e Dwight Yorke chegavam a confundir-se em cada lance daquele Manchester United, como Andy Gray e Graeme Sharp dividam jogadas à vez num Everton que não me sai da memória, como Manuel Fernandes e Jordão eram ambos dribladores e goleadores em alternância.
António Damásio, se se metesse nisto, saberia decerto explicar-nos como as emoções participam desde a origem nas decisões, permitindo conexões aparentemente inexplicáveis, de um atleta que se relaciona melhor que um outro só porque sim ou mesmo só dentro do campo. Trata-se de reagir a estímulos de modo mais rápido e competente, sem ter propriamente necessidade de pensar. É reconhecer em alguém uma capacidade de antecipar o que pensamos num jogo que é por definição caótico e imprevisível. O futebol entra, como tantas expressões de arte verdadeira, ou até da fé, naquilo que mais profundamente distingue os humanos: a capacidade de nos emocionarmos. Só interessa ganhar? Nada é mais absurdo neste a que chamamos de belo jogo. Interessa gostar, retirar prazer, até do sofrimento ou por oposição a ele. Quando os jogadores se complementam, agrupam a beleza do talento e o prazer duplica. É como no anúncio: satisfaz duas vezes."
Cadomblé do Vata
"1. Poupo-vos já às análises jornalisticas de amanhã... biqueirada de Derley nas fuças de Rúben Dias é lance casual e infeliz; cotovelo de Rúben Dias na fronha de Derley é agressão bárbara e sanguinolenta, merecedora de irradiação do futebol e expulsão do país.
2. Coisas que pelos vistos não foram escritas nos emails do Benfica... João Félix, a maior promessa do futebol nacional, foi dispensado pelo FC Porto.
3. É sempre uma lufada de ar fresco defrontar equipas do José Mota... por muito que andemos infelizes pelo futebol praticado pela nossa equipa, ficamos a saber que há quem esteja pior.
4. Mama Baldé está emprestado ao Aves pelo Sporting e falhou escandalosamente a melhor oportunidade dos avenses para empatar... depois de Tiago Rodrigues, o guineense é o mais recente caso de jogador de um rival a quem o SLB paga para nos ajudar a ganhar.
5. A infelicidade não nos larga e hoje foi a vez de João Felix e Grimaldo se lesionarem... Que s'a foda, o Jonas está de volta!!!!"
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