Últimas indefectivações

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Bebé: O adeus a um dos maiores de sempre


"Bebé, guarda-redes que nas últimas temporadas defendeu as cores do CR Leões de Porto Salvo, anunciou esta semana o fim da sua carreira de jogador de Futsal. Através de um comunicado publicado nas suas redes sociais, o mítico guardião deu a conhecer esta importante decisão.
Euclides Gomes Vaz, nasceu em Lisboa, a 19 de maio de 1983. Cedo começou a despertar interesse pelo desporto e ingressou nos escalões de formação do Sporting CP, em Futebol. Já como profissional, deixou o emblema de Alvalade e rumou ao Futsal, ingressando no GE Os Económicos, onde permaneceu durante três temporadas, tendo feito um interregno pelo meio, em que representou o SG Sacavenense.
Em 2003 chegou ao GD Castelo e, nesse mesmo ano, o Sporting abriu-lhe as portas para o regresso, desta vez em grande. Durante três temporadas, o “menino” Bebé afirmou-se na baliza verde e branca, onde tinha uma concorrência bastante forte, ou não estivéssemos a falar de outro nome sonante no Futsal nacional, como é o de João Benedito. Bebé disputou 57 jogos e conquistou dois Campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Pelo meio estreou-se na Seleção Nacional.
No ano de 2006, os leões e Bebé não chegaram a acordo para a renovação do vínculo contratual e o guarda-redes acabou por rumar ao outro lado da Segunda Circular. Foi no SL Benfica que Bebé se fez Homem e transformou-se naquilo que foi até hoje. Foram 11 temporadas nos encarnados, tendo conquistado cinco Campeonatos, cinco Taças de Portugal, sete Supertaças, uma Taça de Honra da AF Lisboa e, talvez o mais sonante, a UEFA Futsal Cup – atual Liga dos Campeões – competição em que foi uma das principais figuras na grande Final, tendo defendido tudo o que havia para defender, perante o Interviú Madrid, uma das melhores equipas do mundo e que atualmente é representada pelo Movistar Inter FS. No final da temporada 2016/17, na qual as águias conquistaram a Taça de Portugal e a Supertaça, a modalidade sofreu um grande revés e perdeu oito jogadores. Nesse lote de saída, estava o nome de Bebé, o único que se havia sagrado Campeão Europeu. Depois de tantas conquistas e grandes exibições ao serviço do Benfica, Bebé confessava que, nas suas redes sociais que “não esperava ser tratado assim ao fim deste tempo todo”. Afinal, foram 11 anos de ligação. E um guarda-redes como Bebé merece sempre mais.
Já na reta final da sua carreira – em termos de clubes, claro – Bebé rumou a Oeiras, ingressando no CR Leões de Porto Salvo. Ao serviço de mais um emblema lisboeta, disputou 125 jogos e marcou cinco golos, o melhor registo da sua carreira. Ajudou, ainda, o clube a atingir as meias-finais do Campeonato, na temporada passada, registo que iguala a melhor marca do Leões. A par do Futsal, durante a sua estadia em Oeiras, Bebé conciliou as balizas com o trabalho no restaurante que tem com a mãe, revelando toda a humildade que lhe é característica. Foi devido a isso que, em setembro passado, o guarda-redes foi muito falado, por ser o único jogador Campeão do Mundo que não era profissional e que trabalha à noite, após um dia de treinos (pode ver, aqui, uma reportagem sobre a sua rotina).
Se por clubes a trajetória de Bebé foi soberba e incomparável, na Seleção não foi diferente. Bebé afirmou-se com um dos melhor guarda-redes de sempre e fixou o seu nome na página mais dourada da história da nossa seleção.
Este caminho começou a 22 de novembro de 2005, em Albergaria-a-Velha, quando o pequenino Bebé, de apenas 22 anos, substituiu João Benedito no particular frente à Roménia. A partir daí… é história. Começou por conquistar dois Mundialitos e foi peça importante nas conquistas do Europeu de 2018 e do Mundial de 2021. Nas duas competições participou em oito dos 12 jogos realizados. No Europeu de janeiro, Bebé não estava presente na lista inicial de Jorge Braz. Todavia, à última da hora, Edu Sousa testou positivo à COVID-19 e o guarda-redes do Leões de Porto Salvo foi chamado como o seu substituto. Bebé ainda foi suplente no primeiro jogo, mas depois acabou por se lesionar no gémeo e foi dispensado da competição. Apesar de não ter realizado qualquer jogo, Bebé também faz parte do registo dos Bicampeões Europeus.
A última competição disputada com a camisola nacional foi mesmo o Campeonato do Mundo da Lituânia. Quis o destino que a The Last Dance fosse mesmo na grande Final, diante da Argentina. Bebé foi fundamental com as suas grandes exibições na baliza, defendendo 14 remates na Final. No total, foram cinco troféus – 3 oficiais -, 136 internacionalizações e 2650 minutos jogados.
É difícil resumir tudo o que Bebé e o que foi construído por si ao longo destes últimos 20 anos. Mais difícil é fazê-lo num pequeno artigo ciberjornalístico. Bebé deixa-nos com 27 troféus conquistados. Deixa-nos com exibições soberbas nas balizas dos clubes que representou e, principalmente, da nossa Seleção. Se tivesse de escolher um top-3, escolheria a final da UEFA Futsal Cup, o espetacular Portugal-Espanha no Mundial 2021 e, claro está, o Portugal-Argentina que culminou na despedida do “homem-muralha”. Para além de ser bom entre os postes, o guarda-redes ainda se apresentava com um bom jogo de pés, que lhe valeu vários golos ao longo destes anos.
Bebé é sinónimo de entrega, de sacrifício e de humildade. Entrou como Euclides, no Futebol, saiu como Bebé, do Futsal, modalidade onde se figurou como um dos melhores de sempre. E é assim que será recordado para todo sempre. Tem nome de “pequeno”, mas é um ser-humano gigantesco. Por agora, podemos continuar a encontrá-lo em exibição no restaurante da mãe, o “Dona Isabel”, onde ajuda a progenitora “a realizar o seu sonho de ser cozinheira e ter o seu negócio”. É com toda esta humildade, aquelas lágrimas de Kaunas e o seu brilhante sorriso que nos recordaremos de si.
Obrigado, Bebé!"

Alexander Bah


É oficial, o jovem Dinamarquês, que jogava no Slavia de Praga, como defesa-direito, assinou pelo Benfica.
As indicações são muito positivas. Aceitando que o Gilberto acabou por ser uma boa surpresa, também é verdade que o brasileiro precisava de rodar a posição com outro jogador...
Ofensivamente, parece-me uma clara mais valia... Mas temos que esperar para verificar como será a sua adaptação ao Tugão, principalmente nas questões defensivas!

Falar Benfica #66

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica esclarece que é e será totalmente favorável, por questões de transparência, à publicitação dos áudios entre o VAR e as equipas de arbitragem. Contudo, essa mudança, que se crê fundamental para o futebol português, tem de ser feita de uma forma legal e sustentável.

O entendimento do Sport Lisboa e Benfica é o de que a Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional não é, nem pode ser, o local para efetuar essa mudança. Não é demais recordar que as normas hoje aprovadas por esta Assembleia terão, ainda, de ser ratificadas pela Assembleia Geral da FPF, a qual, em posição sustentada pelo seu Conselho de Arbitragem, vê como ilegal essa divulgação.
Urge, pois, esclarecer o entendimento expresso pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, de que tal divulgação é proibida pelas instâncias internacionais que regem o futebol (IFAB e FIFA), proibição essa que, a existir, tem vindo a ser contrariada, pelo menos, em Inglaterra e no Brasil sem quaisquer consequências conhecidas.
Como se compreende, não se pode fazer assentar um edifício tão fundamental para o futuro do futebol português em alicerces tão instáveis como estes, alterando uma norma em sede errada, correndo o risco de comprometer de início toda esta iniciativa e, bem assim, desconsiderando a experiência internacional nesta matéria.
Nesse sentido, o Sport Lisboa e Benfica irá propor a realização urgente de um Conselho de Presidentes, na qual será proposta a interpelação da Federação Portuguesa de Futebol, enquanto entidade competente para abordar esta problemática, para que esclareça, cabal e definitivamente, junto das instâncias internacionais qual o âmbito da divulgação possível de tais áudios, enquanto instrumento fundamental para a evolução da arbitragem.
O Sport Lisboa e Benfica reitera dessa forma a imperiosa necessidade de os áudios entre a equipa de arbitragem e o VAR serem, assim que possível, publicitados, mas seguindo os trâmites que permitam a aplicação efetiva dessa mudança num inestimável contributo em defesa da transparência e credibilidade do futebol português."

Fura Redes: Áudios...

terça-feira, 7 de junho de 2022

Derrota...

Sporting 4 - 2 Benfica

Mau jogo, com alguns jogadores ainda a pensarem na partida anterior, do que no jogo 3!!! A margem de erro acabou...

Com os castigos a serem protelados administrativamente, não me admirava nada que quem se qualificar para a Final, vai ficar sem 'meia' equipa quando jogarem com os Corruptos!!!

O melhor XI da formação do SL Benfica da época 2021/2022


"Numa época que foi histórica para a formação do Sport Lisboa e Benfica, com a tão desejada conquista da UEFA Youth League, esta foi mais uma temporada em que foram vários os jovens “made in Seixal” a destacarem-se e a ganhar notoriedade.
Neste artigo, irei fazer um onze com jogadores da formação do SL Benfica entre os juniores e a equipa B que se destacaram esta época de águia ao peito.

Guarda-Redes
André GomesEstreando-se na equipa de sub-23 com apenas 16 anos, André Nogueira Gomes mostrou ser um dos melhores projetos de guarda-redes do futebol português.
Não sendo um guarda-redes particularmente alto (1,86), demonstra uma grande presença entre os postes e é muito habilidoso a jogar com os pés, seja em passe curto ou longo.

Lateral Direito
João Tomé Tendo feito todo o seu percurso formativo no SL Benfica, João Tomé começaria a jogar como extremo, mas seria adaptado a lateral-direito ao chegar à equipa de sub-23 sob a orientação técnica de Luís Castro.
Nessa posição, João Tomé demonstraria uma evolução notável ao longo desta época, demonstrando potencialidades para ser um lateral-moderno, um jogador com grande intensidade de jogo, qualidade técnica e disponibilidade física.

Defesa Central
Tomás Araújo Um dos jogadores que tem melhores condições para ser aposta na equipa principal num futuro breve. Capitão da equipa que conquistou a Youth League, Tomás Araújo apresenta uma visão de jogo muito apurada, sabendo construir tanto de forma curta como longa e demonstra um sentido posicional e uma capacidade de controlo de profundidade acima da média para a idade que tem.

Defesa Central
António SilvaDepois de Morato e Tomás Araújo, António Silva é mais um defesa-central a começar a aparecer e a demonstrar um grande potencial, sendo opção na equipa de sub-23 desde a época passada, tendo-se já estreado pela equipa B. António Silva é um defesa-central fisicamente imponente, muito forte na marcação e no jogo aéreo.

Lateral Esquerdo
Sandro CruzTendo regressado ao ativo na época passada depois de um longo calvário de lesões, Sandro Cruz foi dono e senhor da lateral esquerda na equipa B, realizando uma época bastante sólida, que viria a culminar com a estreia pela equipa principal na antepenúltima jornada da Primeira Liga.

Médio Defensivo
Nuno Félix Este médio defensivo foi dos jovens em maior ascensão no Seixal nesta época. Trata-se de um médio com grande capacidade na construção de jogo e demonstra também uma grande capacidade nos duelos e no jogo aéreo, do qual saiu o golo decisivo em Alverca que deixou a equipa de juniores a um passo do título. Também já se estreou pela equipa B.

Médio Centro
Martim Neto Um dos jogadores que mostrou maior evolução nesta temporada. Martim Neto demonstra uma disponibilidade física e uma maturidade táctica acima da média para a sua idade, demonstrando capacidade na construção de jogo, capacidade de chegaria à área e um bom remate.
Foi dos jogadores mais decisivos na caminhada dos juniores até à conquista da Youth League. Os seus desempenhos valeram a sua estreia pela equipa principal na última jornada da Primeira Liga em Paços de Ferreira.

Médio Ofensivo
Hugo Félix Diz o ditado que quem sai aos seus não degenera. E Hugo Félix demonstra bastantes parecenças ao seu irmão que milita atualmente no Atlético de Madrid na sua forma de jogar, quer seja pela sua criatividade, pela capacidade para jogar e definir entre linhas ou pela finalização (17 golos em 35 jogos pelos juniores nesta época). Um miúdo que ainda terá muito para dar.

Extremo Direito
Pedro SantosApesar de ser número dez de origem, nesta temporada Pedro Santos tem-se destacado mais jogando descaído para a ala direita, de onde pode partir para diagonais e explorar zonas interiores do terreno de jogo, tirando um melhor partido da qualidade do seu pé esquerdo. Pedro Santos revela uma boa capacidade de finalização, tendo marcado golos importantes no campeonato e na Youth League.

Extremo Esquerdo
Diego Moreira Foi provavelmente, o jogador que mais entusiasmou os adeptos encarnados nesta época. Diego Moreira é um extremo que personifica o futebol de rua no seu estado mais puro. Um jogador virtuoso, irreverente, desequilibrador.
Um jogador que apresenta uma capacidade de drible notável, um cruzamento venenoso e um bom remate. Já se estreou pela equipa principal.

Ponta de Lança
Luís Semedo Há uns aninhos atrás, a posição de ponta-de-lança era a mais carenciada da formação do Benfica, mas melhorou muito na posição com o aparecimento de jogadores como Henrique Araújo, João Resende e Francolino Dju.
No entanto, optei por Luís Semedo porque foi na minha opinião, o ponta-de-lança que mais evoluiu nesta temporada.
O avançado foi o melhor marcador da equipa de sub-23 nesta temporada com 14 golos apontados, mas mais importante que isso, conseguiu acrescentar coisas novas ao seu jogo, demonstrando outra capacidade para combinar com os colegas de equipa e sendo uma autêntica “carraça” a condicionar a saída de bola adversária."

De jovem promessa a jogador experiente



"Depois de Alfredo Ferraz, foi Mário Ribeiro que, em quase três décadas, ajudou a rechear o palmarés do bilhar do Benfica

Mário Carlos da Silva Ribeiro nasceu em Lisboa, em 1949. Aos 11 anos, trocava as tardes na rua com os amigos pela sala de jogos do café Pigalle, na Amadora. Juntamente com o pai, 'inveterado amante do bilhar', deu os primeiros passos na modalidade.
Sendo 'benfiquista confesso', a sua carreira iniciou-se no Sporting, clube no qual foi inscrito à revelia. Mesmo assim, levou avante a sua paixão pelo bilhar e sagrou-se campeão nacional às 3 tabelas na 2.ª categoria, em 1965/66. Em Fevereiro de 1968, passou a jogar como independente, período no qual foi campeão nacional individual às 3 tabelas, na 1.ª categoria. Nesse mesmo ano, logrou o seu objectivo: 'representar o Benfica'.
Rapidamente Mário Ribeiro se destacou na equipa encarnada, rodeado de nomes grandes como Vítor Hugo Leal, Vladimiro Monteiro e, ainda, Mário Machado. Por ter alcançado a melhor média geral, foi considerado o jogador mais promissor entre os demais encarnados. Elevado a capitão aos 19 anos, cumpriu o cargo ao longo das 28 épocas seguintes que esteve com a camisola benfiquista.
Na primeira época, venceu o Campeonato Nacional de Clubes às 3 tabelas, feito que se repetiria nos dois anos seguintes. Além disso, sagrou-se campeão nacional individual às 3 tabelas em 1969/70 e a 1 tabela em 1979/71. Foi bicampeão regional às 3 tabelas, individualmente, em 1969/70, conquistando o título novamente em 1975/76 e 1993/94. Em equipas, foi campeão regional 13 vezes.
Em 1973, a meio do seu serviço militar no Ultramar, deslocou-se a Lisboa para participar num torneio de promoção da modalidade. Perante a decadência do bilhar na sociedade portuguesa o jovem Mário Ribeiro destacou-se entre os maiores divulgadores e mais dinâmicos bilharistas.
Com uma carreira profícua, com inúmeras internacionalizações e temido pelos seus adversários, passou a profissional em 1993, dedicando-se à modalidade a 100%. Entre as suas ideias estava a criação de uma escola de bilhar, para além de poder render mais da sua prestação.
Com Mário Ribeiro na frente, o Benfica foi 10 vezes campeão nacional às 3 tabelas e venceu 2 Taças de Portugal, título que, individualmente, o bilharista conquistou 5 vezes. Em suma, 'ganhou tudo o que havia para ganhar no bilhar nacional' e reuniu quase meia centena de títulos apenas enquanto serviu o Benfica, até se ter retirado do Clube em 1996/97.
Conheça o palmarés do bilhar benfiquista na área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Bah...

Cartilheiro... em flagrante delito!

Fura Redes: sem castigo!

Só mais uma!!!

Benfica 56 - 48 Corruptos
15-10, 13-11, 16-11, 12-16

Feio?! Sim... Mas com o Benfica a defender assim, estou-me nas tintas para a nota artística! Feio ou bonito, a vitória é que interessa!
Mais do que o 2-0, a forma como o Benfica defendeu nestes dois jogos, vai garantir vários pesadelos na cabeça dos Corruptos, nos próximos dias, antes do jogo 3!!!
Quem diria, a meio da época, que poderíamos estar a uma vitória do título máximo, a 3 jogos (na pior das hipóteses) do final da época!

Milagres


"Não há exagero: a conquista da Liga Europeia de andebol foi uma autêntica epopeia, em particular pelas incidências da final.
O adversário era fortíssimo e oriundo da Alemanha, cujo campeonato é considerado o melhor da atualidade. E basta olhar para o palmarés desta competição: a máxima futebolística “… no fim ganha a Alemanha” é, em rigor, muito mais adequada ao andebol.
Chema Rodríguez disse, no final, que “o jogo foi um milagre atrás de milagre”, mas como alguém disse, e Chema sabe-o muito bem, “os milagres dão muito trabalho”.
E esse trabalho começou na constituição de um plantel repleto de jogadores experientes e com qualidade muito acima da média, orientados por uma equipa técnica capaz de formar um grupo competente, empenhado e ambicioso. O percurso na prova foi muito meritório, encontrando na final four o palco ideal para duas exibições memoráveis. E é importante que aplaudamos também a decisão arriscada da direcção do Clube em investir na organização do evento derradeiro da prova: os mais de cinco mil benfiquistas junto da equipa foram essenciais para o feito alcançado.
A taça vai para o museu, o nome do Benfica fica para sempre gravado no palmarés da prova e na memória coletiva perdurarão o golo de Borges no último segundo, as defesas incríveis de Hernandez e a fantástica bola recuperada por Kukic na parte final do prolongamento e que permitiu que o Benfica passasse para a frente do marcador. Que grande alegria! Obrigado, Benfica!
E, por falar em milagres, o que dizer do campeonato de juniores? Ganhámos bem, somos melhores, a maioria dos jogadores utilizados são sub18, etc., mas o Porto quase fazia o milagre de vencer a prova.
Neste caso, a citação que me ocorre é a de uma frase da autoria de Herberto Hélder, que consta no notável “Photomatom & Vox”: “É sempre fácil caminhar em cima das águas, mas é impossível fazê-lo milagrosamente.”
Escrito isto, milagre, milagre mesmo, foi ainda assim termos conseguido ganhar este título…"

João Tomaz, in O Benfica

A maior vitória de todos


"Não vos escrevo sobre a conquista de um troféu, apesar de os últimos dias terem sido de uma riqueza extraordinária para os atletas do Sport Lisboa e Benfica, com a vitória na Liga Europeia de andebol ou a chuva de medalhas de ouro de Fernando Pimenta na canoagem. Hoje apetece-me escrever sobre a forma como os sucessos relativos ao Sport Lisboa e Benfica são festejados pelos seus adeptos.
Ao contrário do que já é hábito por parte dos adeptos e dirigentes de outros clubes em Portugal, nas vitórias do Glorioso não se entoam cânticos contra ninguém, não se deseja a morte de equipas adversárias nem se insultam as mães dos adeptos rivais. E não, caro comentadores e narradores de rádio e televisão: quando isso acontece, não se trata do estádio ou do pavilhão a puxar pela sua equipa, é só baixo nível, falta de educação e uma demonstração cabal de pequenez mental. Tenham a coragem de chamar os bois pelos nomes.
A homenagem de Gustavo Capdeville ao seu amigo e companheiro de seleção Alfredo Quintana e o exibir da camisola do malogrado guarda-redes de andebol nas bancadas do antigo Pavilhão Atlântico foram duas notas de destaque nas celebrações de uma conquista épica. Isso o os constantes cânticos de apoio e amor ao nosso clube.
O SL Benfica tem sempre de ser isto, independentemente daquilo que os nossos rivais façam e tenham feito nas últimas décadas. Tal como eles nunca serão como nós, é fulcral que continuemos a não descer ao nível dos energúmenos que, mesmo sem estarmos em campo, nos tentam insultar do baixo da sua falta de civismo e inteligência. Por exemplo (e antes que venham acenar com este triste fantasma), imitar o som de very-lights coloca qualquer pretenso adepto benfiquista num patamar impensável de falta de humanismo e decência. Só comparável ao daqueles que tentam insultar-nos, mas que nem para isso têm categoria."

Ricardo Soares, in O Benfica

Parabéns, campeões da Europa!


"Lamento dizê-lo, mas faço parte do infeliz grupo de pessoas que não esteve no Altice Arena no domingo ao final da tarde. O Benfica garantiu uma das maiores conquistas de sempre do clube e do desporto português ao vencer a Liga Europeia de andebol, num pavilhão eufórico onde os milhares de adeptos presentes estavam dispostos a permitir que os heróis que andavam a correr lá em baixo abandonassem o campo de mãos a abanar. E que bem que eles as abanaram, enquanto o jogo não acabava. Especialmente, a 3 segundos do fim, quando os sorrisos adversários demonstravam claramente que, por momentos, alguém se tinha esquecido de que estava a jogar contra o Benfica. O Kukic descobriu o Alexis, e todo o pavilhão o ajudou a tirar aquela bola para o fundo das redes. As bancadas explodiram, especialmente aquele ilustre adepto que as câmaras captaram em grande plano, que por acaso também se trata do presidente do clube. A partir dali, o desfecho não poderia ser outro.
Para os mais desatentos compreenderem a dimensão deste feito, vale a pena deixar algumas notas. O Magdeburg, finalista vencido, era o detentor do título e já venceu a Liga Europeia por quatro vezes. Fizeram um percurso imbatível até à final com 13 vitórias e 2 empates. São os líderes da Bundesliga, o campeonato mais forte do mundo, com 6 pontos de vantagem a 3 jornadas do fim. Nos últimos 17 anos, as equipas alemãs conseguiram ganhar 16 edições da prova. O azar de toda esta estatística foi encontrar um Benfica a jogar sob a escolta de milhares de benfiquistas em êxtase absoluto. Andebol são sete contra sete e no fim ganham os alemães... desde que o adversário não seja o Benfica."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"Que inspiração!
Passadas 24 horas, sobre o inédito sucesso europeu do Benfica na modalidade de andebol, revistos os minutos finais do tempo regulamentar e o prolongamento quase meia dúzia de vezes, ainda me era difícil isolar apenas um adjectivo para sintetizar o resultado arrancado na final da EHF European League perante a melhor equipa do mundo na actualidade. 'Heroico' é o meu preferido, pela magia que aconteceu e se viveu no Altice Arena, das bancadas à quadra, e vice-versa, mas ainda mais pela resistência, pela incrível capacidade de transcendência, uma das impagáveis belezas do desporto, aspecto notável que em diversos momentos-chave permitiu 'enganar' cãibras e inventar oxigénio para resoluções ofensivas e defensivas que se afiguravam impossíveis. Tudo neste êxito é uma inspiração para o que resta na época e para que vem a seguir!

Verdade acima de suspeita
Juntando as peças do puzzle de incidências dos principais jogos da última e determinante jornada da fase de apuramento de campeão nacional dos sub-19, haverá substância para classificar este título do Benfica como tendo sido 'contra tudo e contra todos'. Opto por eleger a palavra 'compromisso' para forrar esta conquista, e ainda lhe junto 'alma'. Foi com esse binómio que, na penúltima ronda, a equipa virou um negativo 1-0 para um imprescindível 1-2 em Alverca e que, volvida uma semana, nos derradeiros minutos das decisões, o treinador Luís Araújo (com cartadas-chave, outra vez...) e os seus comandados derrubaram uma muralha chamada Braga e construíram o imperativo triunfo para ganhar o súbito 'golo a golo' com o FC Porto e, com isso, almofadar as celebrações do 25.º título nacional e da verdade desportiva.

Este recorde não é para todos
O enraizamento da vertente feminina do futebol e das suas agendas no espaço mediático acentua-se à velocidade dos incrementos competitivos e qualitativos, mas há registos que campanhas (es)forçadas não suplantam assim do pé para a mão. O recorde de assistência nas competições nacionais tem menos de um mês de vida e foi batido no Estádio da Luz (14221 espectadores). O calendário interno desta época ficou arrumado com a recente final da Taça de Portugal e o recorde oficial de 8 de Maio transita para a época 2022/23 como um número (e barómetro de evolução/interesse) e transpor."

João Sanches, in O Benfica

Que coisa linda!


"Escreveu-se história: o Benfica foi a primeira equipa portuguesa e conquistar a Liga Europeia de andebol.
Fê-lo com inteira justiça, após um jogo frenético, com prolongamento e de desfecho incerto até ao último segundo. Derrubou o detentor do troféu e líder destacado da melhor liga do mundo - a alemã.
A final de Lisboa, presenciada por milhares de benfiquistas em êxtase, foi o corolário de uma campanha assinalável, que começou em Agosto de 2021, e totalizou vinte jogos, alguns deles diante de equipas poderosas de Alemanha, França, Dinamarca e outros países com forte tradição na modalidade.
O nosso andebol, que durante anos andou arredado das grandes decisões, regressa agora aos títulos, e em grande estilo: com uma conquista internacional inédita, surpreendente e heroica, que orgulha todos os benfiquistas.
Trata-se, sem dúvida, do troféu mais relevante da história do andebol português. E constituiu também, juntamente com a UEFA Futsal Cup de 2010, e as Ligas Europeias de hóquei em patins de 2013 e 2016, o quarteto de melhores momentos de sempre do ecletismo encarnado. Mas, ao contrário desses triunfos, surge numa modalidade em que o nosso país está longe de ser uma das principais potências.
Por bons motivos, restam-me poucas linhas para sublinhar a conquista do Campeonato Nacional de juniores em futebol, que se juntou assim ao sumptuoso triunfo já obtido por alguns daqueles jogadores na UEFA Youth League. Bem como os campeonatos da formação em futsal e futebol feminino, também garantidos.
Tivemos, pois, um fim-de-semana à Benfica. Que seja o tónico para o que ainda falta disputar."

Luís Fialho, in O Benfica

Uma aventura especial


"É assim que se traduz o nome do já tradicional Special Adventure Camp que a fundação Football Is More organiza anualmente com a participação de equipas de futebol adaptado de grandes clubes europeus. No qual, evidentemente, não poderia faltar a equipa da Fundação Benfica agora que a covid nos permite a todos ir retomando as iniciativas presenciais.
Na verdade, é mesmo uma aventura especial esta participação que ficará gravada na memória de todos estes jovens ao lado dos seus dias mais felizes. Viajar até um país distante, ouvir falar uma língua diferente, reencontrar amigos dos emblemas mais prestigiados, jogar e apostar tudo na superação e na conquista é uma experiência inesquecível e edificante. E não só para os jovens mas para a equipa técnica que os acompanha e que tem na afetividade, na alegria e nos resultados a melhor das pagas.
Obrigado!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"0
Terminámos o campeonato nacional de andebol (feminino) invictos. Que grande época das nossas campeãs!

1
O Benfica venceu, pela 1ª vez, uma competição europeia de andebol. É o feito mais significativo da história do andebol nacional, valorizado ainda mais pelo fortíssimo adversário na final, o líder do melhor campeonato do mundo;

7
Os canoístas do Benfica estão em alta. O desempenho na Taça do Mundo de velocidade foi notável, com 7 medalhas de ouro ganhas. Só à conta de Fernando Pimenta foram 4, as restantes por Teresa Portela, João Ribeiro e Messias Baptista;

25
O Benfica sagrou-se campeão nacional de juniores pela 25ª vez, num época fantástica, que inclui o triunfo da UEFA Youth League. Um título ganho ao sprint na reta final, decidido por 2 golos de diferença;

60
A Benfica, SAD realizou o montante total pedido ao mercado na emissão do empréstimo obrigacionista 2022-25, com a procura (88,5 milhões de euros) a exceder em mais do dobro a oferta inicial de 40 milhões de euros e a superar em quase vez e meia a oferta aumentada para 60 milhões de euros. Trata-se de um sinal muito importante de confiança dos mercados na Benfica, SAD e uma operação de financiamento que permite maior liberdade atuação na implementação da estratégia;

4576
Quantidade de investidores na mais recente emissão da Benfica SAD de um empréstimo obrigacionista;

5055
Estiveram 5055 espectadores presentes na Altice Arena para assistir ao Benfica – Magdeburgo da final da Liga Europeia de andebol. A decisão de organizar a final four em Lisboa comportou riscos e um elevado investimento, mas mais do que valeu a pena. O apoio dos adeptos foi essencial para o extraordinário feito benfiquista."

Dobradinha


"A conquista da Taça de Portugal de andebol (feminino) fechou a magnífica temporada da nossa equipa. Este é o destaque da News Benfica, na qual também antevemos os jogos com o FC Porto e Sporting em basquetebol e hóquei em patins, respetivamente.

1
Regressado em 2018 à competição na vertente feminina do andebol, depois de longos anos de ausência e da interrupção das competições devido à pandemia, o Benfica voltou, em 2022, ao topo da modalidade. A nossa equipa sagrou-se campeã nacional 29 anos depois, sem ceder qualquer derrota. E agora venceu a Taça de Portugal (38-31 frente ao Colégio de Gaia), perfazendo uma dobradinha, a quinta, passados 30 anos da última. Fabuloso!

2
Na mensagem de felicitações do Presidente Rui Costa, destacamos o enaltecimento da extraordinária temporada da nossa equipa: "Alcançámos uma dobradinha que fica para a história e que vem enobrecer uma temporada notável: apenas um empate em todas as competições!"
Veja o resumo da partida e leia a reportagem, aqui.

3
É já às 19h00, na Luz, que se disputa o segundo jogo da final dos play-offs de basquetebol. Recordamos que, no primeiro embate com o FC Porto, alcançámos o triunfo, colocando-nos em vantagem na contenda.
Determinante para a vitória no jogo inaugural foi o magnífico apoio prestado pelos benfiquistas. Aaron Broussard, porta-voz do plantel na antevisão do jogo, lembra isso mesmo: "Temos de jogar com a mesma intensidade. Esperamos ter a mesma moldura humana nas bancadas. Vamos lutar para voltar a ter sucesso no jogo."
Não deixe de comparecer no Pavilhão e de ajudar a nossa equipa a somar mais um triunfo rumo ao título.

4
É já amanhã a terceira ronda das meias-finais do Campeonato de hóquei em patins. Com a eliminatória empatada, a nossa equipa está focada em assumir a liderança da corrida para a final.
O jogo é no Pavilhão João Rocha e está agendado para as 20h00. Fazemos votos para que não se repitam as cenas lamentáveis da última partida, que ganhe o melhor e que o melhor seja o Benfica."

A Seleção Nacional (que não é) de todos nós!


"• Zero naturalizados do SL Benfica na história de seleção;
• Naturalizações a pedido de FC Porto e Sporting;
• Convocatórias para valorizar jogadores de FC Porto e Sporting e permitir que acedam a determinados mercados;
• Abandono do Estádio da Luz a pedido de Pinto da Costa;
• Inexistência de convocados do SL Benfica por baixa de forma, enquanto outros têm lugar cativo mesmo lesionados;
• Convocatória de jogadores a serem negociados pelo SL Benfica, após 7 anos (sete!!!) de ausência, com o jornal O JOGO a intrometer-se descaradamente no negócio;
• Selecionador incompetente e subserviente a todos os poderes;
• Poder desmesurado a Cristiano Ronaldo, nunca visto na história de nenhuma seleção mundial;
• Uma claque patrocinada pela Federação Portuguesa de Futebol que só contém elementos da associação criminosa do Norte;
• Apagamento completo da ligação ao SL Benfica dos jogadores da nossa formação, ao contrário do que se passa com outros, como ontem vergonhosamente se comprovou;
• Comunicação Social completamente controlada, sempre os mesmos comedores;
• Por último, a enorme parolice que rodeia a seleção nacional;
Posto isto, não percebo como é que algum Benfiquista que se sinta consegue apoiar isto. E isto não se trata de escolher, porque nestas coisas não há escolha. É uma questão de sentir. Eu não consigo sentir nada por esta seleção a não ser repulsa e vergonha.
Repulsa e vergonha."

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Os 5 melhores reforços encarnados que já jogavam em Portugal


"Acrescentarias Alguém à Lista?

Deixou de ser um mercado preferencial para o SL Benfica. Rafa foi o último grande achado na Liga Portuguesa, já por valores proibitivos e que não justificam diferenças para outros mercados, menos observados e mais em conta para a carteira.
Ricardo Horta deve seguir o mesmo caminho – espera-se que com o mesmo sucesso – mas o clube encarnado tem, desde meados dos anos 80, olhado para outras latitudes do planeta de forma a descobrir os craques que no Portugal pré-25 de Abril vinham maioritariamente das colónias ultramarinas.
Os brasileiros primeiro – como Jorge Gomes, o estreante estrangeiro – os suecos depois, o um dó li tá geográfico dos anos 90 e 00, os sérvios no inicio da última década – as tendências têm-se alterado consoante as circunstâncias financeiras do clube se vão alterando e os objetivos desportivos se regulam de acordo com o contexto da equipa.
A velha certeza de um mercado nacional a rebentar de talentos convictos, a preço de saldo, deixou de existir, como veremos em cinco exemplos que seriam muito difíceis replicar aos dias de hoje. Três vindos do Boavista, dois (ou quatro) vindos do SC Braga.

1. Lima
Quatro milhões de euros que provocaram muitas dúvidas na altura, apesar das boas indicações do avançado brasileiro ao serviço do Braga. No play-off da Liga dos Campeões, hattrick no Sanchez Pizjuan frente ao Sevilha, na lendária vitória arsenalista por 3-4 – isto estávamos em 2010, nessa época Lima faz 14 golos em 50 jogos, ajudando a equipa a chegar à final da Liga Europa (perdida para o FC Porto).
Ano seguinte, sobe para 26 a contagem de golos, desce a de jogos – 44. A taxa cada vez mais promissora de acerto entusiasma os grandes portugueses, o Benfica é quem faz o maior forcing para a contratação nos últimos dias de Agosto de 2012, numa transferência já fora de horas: além dos quatro milhões de euros, seguiu Michel – outra promissora estrela dos relvados portugueses, desvendada pelo Paços de Ferreira – para a capital do Minho, Lima para Lisboa.
Se a dupla tinha sido Aimar-Cardozo até ai, ás vezes Rodrigo, a partir dai Lima passa a fazer com Óscar outra com enorme poder de fogo: só nessa primeira epoca juntos fazem 63 (o brasileiro 30, o paraguaio 33).
Ano seguinte, Lima faz 21 – dois no jogo do título, versus Olhanense – e depois, na última época, 19, quando se sagra pela segunda vez campeão português. Ao todo, 70 golos em 144 jogos, dois campeonatos, uma Taça, duas Taças da Liga e uma Supertaça, além de duas finais europeias.

2. Tiago, Armando Sá e Ricardo Rocha
José Veiga era por essa fase um dos mais influentes empresários portugueses. Estávamos na passagem de 2001 para 2002, em 2004 seria dele a responsabilidade de construir o plantel que Trapattoni faria campeão em 2005 – mas nesse Janeiro, quando o Benfica ainda estava a meter ligaduras nas feridas abertas por Vale e Azevedo, um pacote do mercado português deu um jeitaço.
A ideia foi de Veiga: três das peças mais em destaque daquele SC Braga 2001-02 (treinado pelo saudoso Manuel Cajuda, acabaria no 9º lugar) seriam reforços do Benfica, pericilitante na luta pelo pódio. Três milhões de euros seria o preço, com Mawete e Ricardo Esteves a seguirem no caminho inverso.
Preço demasiado aceitável tendo em conta que, por esses tempos, Rui Costa chegava a Milão por 41 milhões, Verón trocava Roma por Manchester a troco de 42 e Mendieta saía de Valencia por… 48. Armando, Ricardo Rocha e Tiago, não sendo estrelas planetárias, seriam também peças importantes na reconstrução do Benfica interpretada uns tempos depois por José Antonio Camacho, sendo os três vencedores da Taça em 2004 ( só Ricardo chegaria a campeão, em 2005).
Armando tinha seguido no verão para Villareal (jogou tambem no Espanyol e no Leeds) e Tiago era levado debaixo da asa de Mourinho para o Chelsea. Rocha seria o parceiro de Luisão no título de 2005 e ficaria até 2007 – seguiram-se Tottenham, Standard Liége e Portsmouth, numa altura em que os Pompey tinham equipas entusiasmantes na Premier.

3. Nuno Gomes
Nuno Ribeiro era a coqueluche dos escalões de formação boavisteiros. Nuno ‘Gomes’ já era quando foi campeão nacional de juniores, campeão europeu sub-18 em Espanha ou terceiro lugar no Mundial sub20 do Catar, em 1995, já depois de se ter estreado pelos AAs do Boavista pela mão de Manuel José – o apelido vinha do Bibota, o craque portista que fora o original no penteado e nos golos.
Ribeiro aprendeu depressa, no Bessa começa interessante dinâmica com as balizas, ganha uma Taça de Portugal, estreia-se nas provas da UEFA – e ao Benfica chega em 1997, por 600 mil contos (3 milhões de euros). Na Luz marca 76 vezes até 2000, quando a prestação no Euro do Benelux chama a atenção da Fiorentina, que acabara de perder Batistuta para a Roma mas ainda tinha Rui Costa.
Fatih Terim desembolsa 19 milhões por Nuno e faz dele o seu ‘9’ titular, Roberto Mancini depois, em inicio de carreira, já não – e o português só não sai mais cedo de Itália por um golo decisivo na final da Taça. Apesar do troféu, em Florença haviam problemas financeiros e muitas dívidas, que provocaram a queda para os escalões inferiores: e o plantel inteiro de passe na mão, autorizados a procurar novo clube.
Como Nuno tinha sido feliz em Lisboa, para lá fez questão de voltar. Estávamos em 2002. Só voltaria a mudar de ares em 2011, 90 golos depois (166 no total).

4. João Vieira Pinto
Campeão mundial em Riade em ’89, com menos dois anos que os outros, e já figura de proa no título de 91, JVP foi desde cedo habituado a grandes pressões, a que os holofotes sobre si ficassem colocados. Deu tanto nas vistas como adolescente que o Atlético de Paulo Futre foi buscá-lo à Invicta e integrou-o na equipa secundária, como forma de preparação para fazer dupla com o astro português.
A inveja dos colegas levou a que não fosse recebido da melhor forma, a experiência foi tão negativa que JVP voltou assim que pode ao país de origem e daqui nunca mais saiu, ao contrário de todos os seus colegas da Geração de Ouro.
Voltou ao Bessa, fez nova grande época, levando a equipa às costas até na caminhada europeia – e o SL Benfica de Jorge de Brito não descansou enquanto não o pôs na Luz, depois de muito guerrear com o Sporting pelo concurso da pérola.
O “Menino de Ouro” ficaria de águia ao peito até 1999, sendo figura essencial no título 1993-94 e um capitão muitas vezes desacompanhado na fase que se seguiu, a pior desportivamente que o clube já atravessou.

5. Isaías
O Profeta começou por baixo. Não veio do Flamengo ou do Vasco, chegou a Portugal vindo do Cabofriense. Ao contrário da maioria dos brasileiros que chegavam aos grandes na época, não era internacional brasileiro.
Desembarcou em Vila do Conde primeiro – depois de já ter estado á experiência no Belenenses, sem sucesso – e findo um ano, chega ao Bessa.
O espírito voluntarioso e a força que demonstrava em cada lance fizeram dele dor de cabeça para as defesas nacionais, o pontapé canhão foi outro cartão de visita que fizeram o Benfica apostar nele em 1990, na ressaca da final perdida em Viena para o Milão.
Na Luz esteve até 1995, cinco anos de muitas memórias criadas á custa desses predicados como jogador que o afastavam do protótipo craque brasileiro – geralmente elegante e cuidadoso, como Valdo – e o aproximavam do ideal do Terceiro Anel de jogador à Benfica, mais abnegado na obtenção das vitórias, que foram muitas – se calhar poucas para tanta vontade.
Em dez remates para as nuvens, um acabava no fundo das redes de forma inesquecível – como em Highbury, por exemplo. Ou nas cinco vezes que marcou ao Porto, ou as cinco que marcou ao Sporting. Ou como no golo em carrinho no temporal do Bessa."

Falar Benfica - Revisão Estatutária

5.ª Dobradinha...

Benfica 38 - 31 Colégio Gaia
(20-14)

A meia-final acabou por ser mais complicada, hoje, na final tivemos sempre por cima, em grande no contra-ataque, com a Alina a dar show...

Excelente final de temporada, naquela que é claramente a melhor equipa nacional.
Uma palavra para a Viktoriya, que apesar de tudo o que se está a passar no seu país, com a sua família no meio da confusão, continua a ser decisiva no Benfica!

Cadomblé do Vata


"No quarto de círculo o tremelicante esférico soçobrava aos efeitos do frio invernal da capital e ao troar violento das gargantas do Terceiro Anel. Avesso a sentimentalismos, Hans-Jurgen Stefan Schwarz aplica-lhe um chapadão na face com a canhota raçuda, atirando a redondinha pela estratosfera da Luz, na direção da cabeça de José Carlos Nepomuceno Mozer, que impacientemente a aguardava na grande área adversária. Com espírito maldoso e por que não dizê-lo, abrutalhado, Paulo Rebelo Costinha sai da linha de baliza e agride impunemente a bola a soco, fazendo-a sobrevoar os céus portugueses na direção da cabeça da área, onde sempre expedito e ressacado, Vassili Sergeyevitch Kulkov se transfigura num André Agassi rechonchudo corta o objeto voador perfeitamente identificado com um amorti de cabeça, conduzindo-o milimetricamente para o peito taurino de Isaías Marques Soares. Controlando majestosamente a prenda enviada pelo russo entre os mamilos, o cabofriense deixa-a a pairar em frente aos olhos. Numa nesga de espaço de visão vislumbra Stanislaus Henrikus Christina Valckx em corrida na sua direção. Num movimento de rompante, manobra o canhão destro da direita para a esquerda, aplicando uma chicuelina no pobre ainda-holandês que só pára agarrado às tábuas de publicidade, afaga a amada com um cafuné na coxa e dispara imparável rente à base do poste direito, onde Paulo Rebelo Costinha chega tarde por se ter demorado a desentrelaçar o nó nas pernas que Sergei Nicolaevich Yuran havia tecido no golo do empate. O derby era o “dos traidores” mas com mais um golo decisivo, o Profeta fez questão de demonstrar, se porventura duvidas houvesse, que o Herói da Catedral continuava a vestir de vermelho e branco."

Alexander Bah, é mesmo Reforço?

Lateral Esquerdo, in Lateral Esquerdo

Visita...

Hoje o Papa Francisco reza o E-Terço, o Professor Marcelo tira selfies. Os árbitros não. Ou estão mudos ou estão calados


"A arbitragem portuguesa do século 21 é cega, surda e muda. Não fala, não explica, não diz nada. Rigorosamente nada, escreve Duarte Gomes, lamentando como, passados tantos e tantos anos, as estruturas que comandam a classe continuam a escolher o caminho do silêncio

Pelo que me é dado a perceber, a divulgação pública dos áudios "Árbitro/VAR" é um dos grandes objetivos das sociedades desportivas para a próxima época.
Com base na premissa "mais e maior transparência", parece claro que a ideia de fundo é saber tudo o que acontece ao nível da decisão. Para os clubes, isso permitirá (?) afastar eventuais fantasmas sobre a integridade do processo.
Trocando por miúdos, acho que a maioria dos equipas (e não só) não confiam nos árbitros, na sua integridade e competência. Precisam "ver para crer", que é como quem diz, ouvir para confirmar que nada de errado aconteceu.
Podíamos discutir essa ideia envelhecida, a de que forças superiores conspiram para prejudicar uns em detrimento de outros, mas se calhar o mais importante é dissecarmos os "porquês":
- Porque é que isso continua a acontecer? Porque é que as pessoas duvidam sempre da honestidade do que se faz em campo e em sala? De onde vem tanta desconfiança, tanta suspeição? Como podemos dilui-la?
Parece-me que uma das principais causas para tanta neblina é a inexistente abertura da arbitragem ao exterior.
Já o escrevi muitas vezes e, por acreditar convictamente nisso, fá-lo-ei tantas vezes quanto necessário: a comunicação da arbitragem de hoje não é boa nem má. É nula. Não existe.
Passados tantos e tantos anos, as estruturas que comandam a classe continuam a escolher o caminho do silêncio. A arbitragem portuguesa do século 21 é cega, surda e muda. Não fala, não explica, não diz nada. Rigorosamente nada.
Não é crítica nem ofensa, é um facto indesmentível.
Esta forma de estar fazia, a certo momento, todo o sentido. Os tempos eram outros, menos avessos às tecnologias e a uma habituação do uso da palavra. Dizia a prudência que, na altura, o melhor era não alimentar a confusão com palavras que seriam sempre mal interpretadas. Certo. Mas o futebol cresceu, os tempos evoluíram, as pessoas ajustaram-se a novas dinâmicas de comunicação e o setor tem que acompanhar essa mudança.
Hoje o Papa Francisco reza o E-Terço, o Professor Marcelo tira selfies, o Primeiro-Ministro português relata no Twitter a sua atividade política e até o Presidente Zelensky dá notícias diárias sobre a guerra, no seu Instagram pessoal.
Os árbitros não. Ou estão mudos ou estão calados, a serem alvo de críticas excessivas, desconfianças sistemáticas, ofensas s visitas pontuais a centros de treino. Continuam a ser enxovalhados pelo facto de exercerem a sua função.
E o que é que quem os gere, quem os supervisiona, diz em sua defesa? Nada. Não diz nada.
Por vezes, emite um comunicado aqui, outro ali, muito tímidos, quase a pedir licença para não incomodar.
Desculpem, mas está mal e não é só aí.
Quando os mais novos são agredidos a soco e ao pontapé, nos distritais ou futsais desta vida, o que é que a casa-mãe diz ou faz?
Nada! Rigorosamente nada! Silêncio total.
Mas o pior mesmo é em relação ao ruído tóxico que algumas decisões provocam cá fora. O pior é o prolongamento, para a opinião pública, de um penálti ou fora de jogo discutível. O que é que a arbitragem faz aí?
Nada! Não faz nada, não diz nada. Nunca fez. E continua a não fazer.
Com todo o respeito pelos muitos amigos que tenho por ali (que sei serem competentes e darem o melhor de si), é tempo de mudar a estratégia.
Falar para o exterior será sempre censurável para os tribalistas, mas para quem pensa para lá do coração, terá sempre outro valor.
Se a comunicação for feita com estratégia e ponderação, em momentos pré-definidos, de forma didática e equitativa e com coerência e critério, tem tudo para ser fundamental no restabelecimento da confiança na classe.
Não tenham dúvidas, esse silêncio é um dos maiores responsáveis pelo atual clima de suspeição. Quando as pessoas não percebem, quando não entendem, quando não conhecem nem acompanham de perto processos sensíveis e estruturantes, desconfiam. Está-lhes no sangue, essa necessidade interior de ver para crer, o que nos leva de novo à questão da divulgação dos áudios:
- Um comunicado datado de 2020 (o mais atual à data), assinado por Pierluigi Collina e Massimo Bussaca, proíbe a transmissão de áudios "ao vivo", ou seja, durante o decorrer dos jogos. No entanto, permite que a entidade que organiza a competição (no nosso caso, a Liga Portugal) possa divulgá-los à posteriori, desde que o faça a título de exemplo, para "fins educativos".
Fica a dica."

Juvenis - 6.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 3 Braga
Varela, Almara


Primeira parte desastrosa, com 0-3 ao intervalo...
Estas Fase Finais de Juvenis, interrompidas praticamente todos os anos com os Europeus de sub-17, normalmente dão sempre mal resultado, com os jogadores a chegarem 'cansados' e/ou desfocados...
As hipóteses já eram poucas, assim...
Independentemente do jogo de hoje, esta equipa, na minha opinião foi mal gerida/treinada, durante toda a época. A possibilidade do treinador ser promovido aos Juniores na próxima época, assusta-me!

Iniciados - 6.ª jornada - Fase Final

Benfica 1 - 3 Sporting
Jesus


Confirmação da má fase final...

Vergonha no Hóquei


"Estamos na final da Taça de Portugal de andebol (feminino), lideramos a final do Campeonato de basquetebol, apurámo-nos para a final do campeonato de futsal (feminino), tudo num sábado infelizmente marcado pelo comportamento lamentável de hoquistas do Sporting.

1
O Sport Lisboa e Benfica repudia de forma veemente os episódios registados durante o dérbi de hóquei em patins no Pavilhão Fidelidade. Foram demasiado graves ‒ revejam-se as imagens da TV ‒ e não podem passar impunes.
A Federação de Patinagem de Portugal não pode ignorar situações como as que ocorreram no jogo 2 da meia-final do campeonato. A impunidade prevalece há demasiado tempo para alguns agentes nesta modalidade.
Tudo começou com uma agressão clara de Ferrant Font, na primeira parte, ao nosso guarda-redes Pedro Henriques, e terminou com uma sticada de João Souto na barriga de Lucas Ordoñez ‒ instantes antes já tinha sido alvo de um encosto com o capacete por parte do reincidente Ângelo Girão ‒ e com um murro de Henrique Magalhães a Pablo Álvarez.
Estes comportamentos condenáveis dos atletas do Sporting Clube de Portugal têm de ser punidos, severa e exemplarmente. E já.
Tem a palavra o Conselho de Disciplina da FPP.
Vencemos o jogo por 3-2. A eliminatória está empatada com uma vitória para cada lado e é disputada à melhor de cinco.

2
Fruto de uma grande exibição, a nossa equipa de basquetebol adiantou-se na final dos play-offs. O triunfo por 21 pontos (79-58) reflete a superioridade patenteada ao longo da partida (resumo). Na opinião de Norberto Alves, “a equipa, defensivamente, esteve muitíssimo bem. Controlámos bem o jogo a partir da defesa”.
O segundo jogo também é na Luz, segunda-feira às 19h00. O nosso treinador relembra que “não há jogos iguais” e que os adeptos benfiquistas, à semelhança de ontem, em que “nos deram uma energia extra para enfrentar uma equipa como o FC Porto” são muito importantes para somarmos mais uma vitória. Não falte!

3
Estamos na final da Taça de Portugal de andebol (feminino)! Ganhámos, por 26-28, ao Alavarium e hoje disputa-se a final, com o Colégio de Gaia, às 16h00, em Santo Tirso. Pode ver o resumo e ler a reportagem, aqui. Apoie a nossa equipa!

4
A nossa equipa feminina de futsal apurou-se para a final do Campeonato, ao bater o Novasemente, por 8-0. O adversário é o Nun’Álvares. Recorde-se que, no dia anterior, a equipa masculina carimbou a passagem às meias-finais.
No hóquei em patins (feminino), também garantimos a presença nas meias-finais do campeonato, ao vencer, por 3-1, o Stuart Massamá.
E, no andebol, vencemos na deslocação ao Águas Santas, por 22-27. Na próxima semana realiza-se a final four da Taça de Portugal. O nosso adversário nas meias-finais é o Sporting."

O City !!!


"Comentadores da RTP, canal pago por todos nós, a demonstrarem o seu complexo tremendo de inferioridade em relação ao Benfica.
"Golo made in Portugal, made in City", sendo ambos os jogadores formados no Benfica.
Já na jogada em que o árbitro marcou penálti e depois no VAR marcou livre, disseram que foi uma jogada made in Sporting.
Mais, num país onde o desporto cada vez bate mais fundo, vemos, em Alvalade, o jogador mais sem escrúpulos que passou pela seleção nacional, Otávio, a receber uma autêntica ovação devido ao seu anti-benfiquismo primário e um jogador do Benfica que não ofendeu ninguém, Seferovic, a levar uma assobiadela monumental.
Para terminar, pior que sermos desrespeitados num canal público e num estádio, é constatar que temos adeptos que para eles está sempre tudo bem. Ou é "joguem mas é à bola", ou é "também estão sempre a criticar", ou é "os árbitros erram para todos". Tudo tem desculpa, mas quando é para criticarem o Benfica estão na linha da frente.
Com benfiquistas assim nem precisamos de rivais. Nem para nós somos bons.
O estado a que o futebol português chegou é demasiado triste. Que sirva de reflexão."