"O resultado do clássico não foi
aquele de que o Benfica precisava para se reposicionar na luta
pelo título. Era necessário
ganhar, não fomos além do
empate.
Infelizmente, pagámos um preço
demasiado elevado pelas debilidades físicas de Fredrik Aursnes
(ausente do jogo) e Leandro Barreiro (ainda entrou a tempo de
selar o 2-2), que vinham constituindo a mais sólida e eficaz
dupla de meio-campo benfiquista nesta temporada.
Não aproveitámos a oportunidade para reduzir distâncias para
a liderança, na única jornada em
que dependíamos só de nós
para o fazer. A matemática permite sonhar, mas a realidade
diz-nos que o primeiro lugar é
agora uma miragem.
Porém, o Campeonato não acabou. Há outros objectivos para
alcançar. A possibilidade de disputar a próxima edição da
Champions League, essa sim,
ainda depende apenas de nós, e
não a podemos desperdiçar.
Chegar lá é extremamente
importante, quer do ponto de
vista desportivo, quer, sobretudo, do ponto de vista financeiro
– do qual dependerá também a
capacidade de investimento
face à próxima temporada. Faltam 9 jogos, há que os ganhar.
Apesar do 3.º lugar que o Benfica ocupa na tabela classificativa, a verdade é que ainda não
perdeu qualquer partida no
Campeonato. Há mais de um
ano que não perde na prova,
totalizando 40 jogos consecutivos sem sofrer derrotas –
naquela que é já a 5.ª maior
série de imbatibilidade da história do futebol português. Valha
isso o que valer, seria interessante manter este registo até ao
fim. A acontecer, seria a 3.ª vez
na história do Clube, depois de
1973, com Jimmy Hagan, e de
1978, com John Mortimore.
Amanhã é imperioso vencer em
Arouca. E depois continuar a
vencer. No fim, se farão as contas a uma época bastante atípica e condicionada por vários
factores – que haverá tempo
para analisar."
Luís Fialho, in O Benfica

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