Últimas indefectivações

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Eliminação...

Ankara 3 - 1 Benfica
21-25, 25-18, 25-16, 25-21


Num ano atípico, uma derrota na Europa, dita a eliminação!!! Numa final-8, com os Turcos a jogar em casa, acabámos por ser inferiores. Acredito que numa eliminatória a duas mãos, tínhamos hipóteses, mas hoje não deu... A ausência do Pinheiro acabou por ser importante, porque ficámos sem plano B!!!

Também é verdade, que as hipóteses de vencer a competição, mesmo se tivéssemos passado a eliminatória eram baixas, pois o Cannes na Meia-final e o mais que provável Milano na Final são equipas de nível demasiado alto para a nossa realidade!!!

Esta equipa internamente tem estado irrepreensível, mas na Europa começa-se a sentir a veterania do plantel... Se quisermos subir de nível nas próximas épocas, temos que iniciar uma renovação sustentada!

Entusiasmante


"Quis o sorteio que Benfica e Arsenal se reencontrem nas competições europeias passadas quase três décadas, naquela que é, indubitavelmente, uma das eliminatórias cabeça de cartaz dos dezasseis avos de final da presente edição da Liga Europa.
Apesar do começo de campeonato incaracterístico da equipa londrina, ocupando a 15.ª posição ao fim de 12 jornadas (a 12 pontos dos líderes Tottenham e Liverpool), o percurso incólume na Liga Europa, só com triunfos, é demonstrativo da sua qualidade, assim como os 20 golos marcados, o segundo melhor registo na fase de grupos nesta época.
Recheado de internacionais, entre os quais se destacam Aubameyang, Partey, Lacazette, Pépé, Saka, Willian e o “nosso” David Luiz, entre outros, o histórico inglês ocupa, actualmente, a 13.ª posição dos clubes, a nível mundial, com o plantel mais valioso de acordo com o site Transfermarkt, especializado neste domínio (o Benfica está na 31.ª posição e é o primeiro entre os que não pertencem aos cinco maiores campeonatos).
O Arsenal é um dos clubes ingleses mais populares e um dos mais titulados. Conquistou 13 Campeonatos (é o terceiro com mais títulos), 14 Taças de Inglaterra (recordista na prova), duas Taças da Liga e 16 Supertaças (segundo com mais triunfos). Nas competições europeias foi vencedor da Taça das Cidades com Feira em 1969/70 e da Taça dos Vencedores das Taças em 1993/94. Foi ainda finalista da Liga dos Campeões em 2005/06, da Liga Europa em 1999/00 e 2018/19 e da Taça dos Vencedores das Taças em 1979/80 e 1994/95.
Só por uma vez Benfica e Arsenal se encontraram nas competições europeias; foi na temporada 1991/92, na 2.ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Após o empate a uma bola verificado na Luz, o Benfica venceu, por 1-3, na segunda mão em Londres, selando o apuramento para a fase de grupos. Essa partida é ainda hoje recordada como uma das mais empolgantes do magnífico percurso europeu benfiquista.
Incluindo os jogos particulares, foram nove as vezes que os clubes mediram forças entre si, com quatro vitórias para cada lado e um empate. O primeiro embate foi realizado em 1948, no Estádio Nacional, englobado nas celebrações do 44.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica, com a vitória a sorrir aos ingleses.
Teremos pela frente um adversário que se prevê muito difícil, mas o objetivo de passagem à eliminatória seguinte mantém-se. Será com muita ambição que a nossa equipa encarará os confrontos com o Arsenal, sabendo que terá de estar ao seu melhor nível para alcançar o sucesso desejado.
De Todos Um, o Benfica!

P.S.: Boa sorte para a nossa equipa de voleibol que hoje, às 16h00, na Turquia, disputará os oitavos de final da Taça Challenge, num só jogo, com os turcos do Halkbank. Em caso de triunfo, os quartos de final serão realizados amanhã e o adversário será o vencedor do duelo entre os franceses do AS Cannes e os suecos do Sollentuna."

Benfica FM #138 - Standard, Vilafranca... !!!

Nicolás Otamendi | Um central adormecido?


"Uma das grandes transferências do último defeso foi a saída de Rúben Dias para o Manchester City FC e a consequente chegada de Nicolás Otamendi ao SL Benfica.
Ora, se Rúben Dias está ainda numa fase de ascensão na sua carreira, a verdade é que Otamendi, pela sua idade, já atingiu o seu pico de forma.
A chegada do internacional argentino gerou grande controvérsia no seio da massa adepta encarnada, ainda para mais quando a braçadeira de capitão foi envergada pelo central. Foi ao terceiro jogo de águia ao peito que Otamendi foi capitão pela primeira vez, após a saída de Pizzi ao intervalo, tornando-se, assim, um dos capitães do plantel, numa decisão que não agradou os apoiantes do SL Benfica.
O rendimento do ex-Manchester City tem sido bastante irregular, cometendo bastantes erros que têm comprometido os resultados da equipa. Não sendo ele o único responsável para a época de altos e baixos dos encarnados, é, com certeza, uma das razões.
A verdade é que quando se soube desta transferência foi tal o mediatismo que isso pode, em certas circunstâncias, prejudicar o rendimento do atleta, até porque já pertenceu aos quadros de outro grande do futebol português e um dos maiores rivais do seu atual clube.
Pois bem, não servindo isto como desculpa pelo pobre rendimento do jogador, a verdade é que a vinda para Portugal possa ter afetado a confiança de Otamendi, quer seja por jogar num rival de um clube que já representou, quer por ingressar numa liga bem menos conceituada que a Premier League.
Ainda assim, era expectável que um jogador do calibre de Otamendi demonstrasse mais confiança a jogar contra adversários que são de qualidade inferior aos que enfrentou ao longo da carreira em Inglaterra, e era sobretudo expectável que não cometesse tantos erros “infantis”, que custam vitórias. 
Jorge Jesus tem utilizado no eixo defensivo do Sport Lisboa e Benfica Otamendi e Vertonghen, sendo esta a dupla que mais vezes foi utilizada, no entanto dispõe ainda no plantel de Jardel, Ferro e Todibo, sendo que ainda tem Kalaica à espreita na equipa B encarnada.
Jardel tem sido a primeira opção para render qualquer um dos centrais em caso de, por alguma razão, algum destes estiver indisponível, contudo, seria interessante ver aquilo que Ferro poderia oferecer a esta equipa.
Claro que ninguém se esquece do mau momento de forma de Ferro na temporada passada, mas Francisco Ferreira já mostrou que tem qualidade para o Benfica e até para mais, daí ser necessário dar mais uma oportunidade ao central português.
Outra opção que ainda não se estreou com a camisola do SL Benfica é o defesa central francês Todibo. Emprestado pelo FC Barcelona, Todibo chegou à Luz com problemas físicos e sem qualquer ritmo competitivo, pelo que nunca foi opção para o técnico das águias.
Tendo em conta as opções disponíveis nos quadros do Sport Lisboa e Benfica, não me parece que o ideal seja reforçar o plantel com mais um defesa central no defeso que se aproxima, mas sim apostar naquilo que há disponível, tanto na Luz, como no Seixal.
Assim, Otamendi tem duas opções: ou começa a jogar aquilo que sabe, porque já provou noutras circunstâncias que é um jogador com qualidade, ou então fica com o seu lugar no 11 bastante tremido, tendo concorrência à espreita."

Esta coisa de ser treinador


"O meu filho, hoje aluno da casa que me formou e me realizou – FADEUP, entrevistou-me para um trabalho de Psicologia do Desporto. Como algumas ideias podem ser controversas e passíveis de crítica, resolvi apresentá-las neste observatório sobre as coisas do Desporto.
- O que é para si o atleta?
O conceito não é o que é, mas quem é. O atleta é aquele ser que procura, através do desporto, momentos de realização física que correspondem, normalmente, a momentos de elevação espiritual e emocional.
- Qual é o seu entendimento sobre a relação atleta-treinador?
Deve ser alicerçada na autenticidade. Aquilo que o treinador é como ser humano é aquilo que deve manifestar no contacto com os seus atletas. Pode, por vezes, cair em atitudes que não tenham o respaldo do “psicologicamente correto”, mas, mesmo correndo o risco de acentuar choques e dissensões, deverá expressar-se como é e não como os livros dizem que deve ser.
- Tem algum aforismo/máxima por que se orienta?
Só acredito em duas coisas – em Deus (que sou eu) e no treino. Todo o treinador tem algo de demiurgo. Pegar num jovem com 10 anos, frágil, repleto de sincinesias, titubeante, mas motivado e transformá-lo num campeão dez anos depois, faz com que um treinador, quase inconscientemente, ganhe uma dimensão divina.
- Qual é o seu objetivo enquanto treinador?
Pegar num atleta, levá-lo do ponto A ao ponto B, e que nesse ponto B, além da melhoria global no seu rendimento desportivo ele se encontre, mais feliz, realizado, satisfeito com o empenhamento, justificado no suor e sofrimento e com uma dimensão existencial mais livre e aberta. Senhor de uma segurança psicológica que lhe permita enfrentar as vicissitudes da vida com um sorriso nos lábios e o coração em festa. Marinheiros preparados para os mares revoltos e não para as águas calmas.
- Quais são, no seu entender, os valores que devem reger qualquer atleta?
Integridade e assunção do valor próprio e alheio. Esse é o ponto de partida para cada ser humano encontrar no desporto um campo de realização. Todos nascemos com um determinado potencial de realização. Até determinado momento não sabemos a dimensão das nossas potencialidades. Contudo, a competição repetida e sistemática permite-nos, dentro de uma razoável medida, definir os limites dessas potencialidades e transformá-las em capacidades. Temos de saber viver com elas e não arranjar desculpas para os nossos falhanços que não são mais que racionalizações com que tentamos justificar as nossas insuficiências. Daí a integridade de que falei no início. A nossa inteireza inquebrantável é feita de sucessos e insucessos. Aprendamos a conviver com ambos.
- O divertimento, quando trabalha com jovens, é algo que procura promover ao longo dos treinos?
Não. Treino é treino. É coisa séria e a sua preparação tem uma dimensão psicológica fundamental que radica na atenção e na focalização. Brincar no treino é reduzir o treino na sua importância formativa. Desde cedo, as crianças devem sentir que o treino é coisa séria. - O que é para si o desenvolvimento positivo do atleta? Consubstancia a transformação das suas potencialidades em capacidades. A matriz genética e epigenética que caracteriza cada ser humano deve ser realizada através do treino. Mais não se pode pedir, embora fatores “indefiníveis”, como aquilo que Nietzsche definia como “vontade de poder”, podem levar bem mais longe essa matriz inicial.
- Em que sentido o desporto contribui para o desenvolvimento pessoal, enquanto atleta, mas também como cidadão?
Pode contribuir ou não. O desporto não é uma atividade inócua. Está impregnado com os valores que norteiam uma dada sociedade. Tudo depende da consonância entre a axiologia e os fatores sociais que a permitem realizar. Por exemplo, a educação física e desportiva no III Reich permitia um optimum de desenvolvimento pessoal, permitindo a formação de cidadãos em consonância com os valores Pátrios. Só que a axiologia subjacente a essa sociedade tinha a segregação social e o repúdio dos não arianos como base estruturante. Cidadãos exemplares e plenamente desenvolvidos, mas subordinados a valores errados.
- De que forma vê o impacto do ambiente de competição/treino no atleta?
A competição é a cereja em cima do bolo da preparação desportiva. O atleta que tem no desporto uma fonte de prazer existencial e realização pessoal vê a competição como o momento “sagrado” em que tudo se justifica. É o momento da superior liberdade em que o atleta está sem enganos perante o que é. Como todos sabemos há quem se dê mal com a liberdade, pois esta pressupõe responsabilidade. Muitos desportistas negam, receiam e fogem da competição porque não têm coragem de se encontrar com o que são.
- Qual a sua interpretação sobre a transferência do desporto para o futuro do atleta? (como lida com o stress, situações fora do controlo, estratégias para lidar com a ansiedade, fracasso, motivação ou desistência) Há desporto e desporto. O desporto como mera fonte de prazer, exaltado na sua função higiénica e catártica, dá ao homem muito. Contudo, o desporto que dá ao homem tudo é um desporto que mexe com os mecanismos de sobrevivência, que transforma o homem em predador de tempo e espaço e que lhe permite planar sobre os constrangimentos da existência. A resiliência física que o desporto comporta consubstancia uma dimensão mental e emocional que permite ao homem enfrentar todos os obstáculos que a vida lhe apresenta.
- Tem como preocupação esta transferência?
Não, de forma alguma. Sei de fonte segura que as exigências de uma prática desportiva séria e absorvente trazem no seu ventre, sem qualquer preocupação de as isolar, todas as transferências positivas e/ou negativas que lhe tenham correspondido. A ética que o desporto comporta, que a prática desportiva comporta, é uma ética de ação e não de reflexão. Esta só acontece a posteriori. Ser desportista é construir uma ética em cada treino. Normalmente essa ética passa para a vida extradesportiva, mas pode não passar.
- Existe semelhança entre enfrentar desafios/mudanças no desporto como na vida pessoal?
Têm uma base comum – o desafio, mas podem ter géneses e soluções diferenciadas, ou não. Para um desportista profissional os desafios do desporto são os desafios da vida tout court. A partir do desporto tudo se constrói. Mesmo quando terminam a prática desportiva a “sombra” desportiva fica a pairar, como uma auréola, sobre a sua cabeça. A vida pessoal pode ser saudavelmente contaminada pelos desafios/mudanças do desporto, ou não. A vida tem outras dimensões que o desporto-lazer e o desporto-profissão. Há uma coisa terrível que se denomina vida emocional, amor, convivialidade afetuosa ou chamem-lhe o que quiserem. Para essa dimensão o desporto pode contribuir muito negativamente. Seria fastidioso estar a desenvolver esse tema que foge do escopo deste inquérito.
- Qual a importância das competências psicológicas ao longo do treino?
As competências psicológicas não são um a priori. São moldadas no treino através do treino. São a componente mais importante para definir um campeão. Muitos desenvolvem a fisicidade até ao nível da excelência performativa. O campeão é aquele que envolve essa excelência com a capa inefável do controlo psicológico. Muitos soçobram porque não conseguem manobrar as exigências psicológicas que a competição comporta. Esse é um dos traços que mais me fascina no treino. Porque razão o mesmo treino potencia fisicamente todos por igual e tão diferentemente a nível psicológico? Qual a dimensão do Eu que não é tocada pelo efeito formativo do treino? Porque passei de 10 a 100 e só realizo 50? Mistérios!
- Quais as características/competências que um atleta deve ter para atingir o sucesso?
Temos, antes de tudo, de definir o nível de sucesso que estamos a falar. Entre ser o melhor da minha rua e o melhor do mundo há um problema de escala. Podem ambos estar empenhados, treinar todos os dias, levar o treino a sério, mas um é o campeão da rua dele e o outro é o campeão absoluto. Com as mesmas características psicológicas e emocionais um atleta é campeão nacional e outro campeão do mundo. Qual a diferença? Principalmente a diferença inscrita nos genes. Embora seja difícil, na imensa sinfonia dos genes, saber quais as músicas que fazem um atleta ser campeão do seu país e outro campeão do mundo, há uma forte determinação genética que não pode ser negligenciada. Um exemplo, se um atleta se caracteriza muscularmente por uma elevada percentagem de fibras Tipo I, nunca poderá ter sucesso internacional em modalidades de força/potência. Pode dar um jeito ao nível da sua rua, mas não pode ter sucesso ao mais elevado nível. As competências, outras, sobrevêm destas genésicas. Ou se tem, ou se não tem.
- Como tenta desenvolver estas competências? Há um esforço ativo para tal?
Quando se é um campeão genético o treino só se limita a transformar as potencialidades em capacidades. Tem de se ter o cuidado, como treinador, de não estragar aquilo que o atleta traz da lotaria dos genes. O trabalho e a motivação podem acrescentar muito, mas se o atleta não tiver sido bafejado com um dado perfil genético de pouco lhe serve o treino estuante. Isto que é verdade em relação a certas modalidades desportivas, e. g. remo, canoagem, atletismo, halterofilismo, já não é totalmente verdade para modalidades em que outras dimensões emergem como fundamentais, e.g. futebol, voleibol, etc. Contudo há limites. Uma equipa de basquetebol com uma média de alturas de 180 cm, por muitos predicados não físicos que evidencie nunca será campeã do mundo. Uma certa fisicidade, isto é, uma certa genética é necessária mesmo para modalidades desportivas em que a fisicidade pode não ser fundamental. Há modalidades desportivas em que a fisicidade antropométrica não é tão importante, e.g. hóquei em patins, futebol, dança no gelo a solo, ciclismo, canoagem, etc., mas a fisicidade condicional, isto é, o pleno desenvolvimento de uma condição física específica é condição sine qua non para a consecução da mais elevada performance.
- Que indicadores são os mais relevantes/fáceis de identificar para indicar o sucesso futuro do atleta? 
Decorrente da resposta acima os indicadores podem variar. Para já vontade, focalização, resiliência mental. Dou um exemplo pessoal que melhor exemplifica a minha posição. Nos anos noventa do século passado fui treinador do Clube Náutico de Prado. Iniciei a minha função fazendo testes antropométricos e funcionais aos atletas. Perguntei a um atleta o nome e a idade pensando, em função da altura e desenvolvimento corporal, que teria no máximo 10 anos. Informou. Tenho 14 anos. De imediato me desinteressei dele e fiz-lhe os vários testes por obrigação. No final, propus ao presidente mandá-lo embora com as seguintes palavras: - Parece um anão e não vai dar canoísta. Responde-me o presidente: - Se quiseres mando-o embora pois és tu quem manda, mas ele está aí todos os dias e nunca falta a um treino. Acedi a deixá-lo ficar. Oito anos depois era vice-campeão do mundo de maratonas (o meu melhor resultado como treinador). Queria mandá-lo embora porque era pequeno, só que não tinha capacidade de medir a sua vontade. Logicamente que ele foi campeão nas maratonas, mas quando foi aos Jogos Olímpicos de Atlanta, onde só havia provas de velocidade, ficou logo de fora na primeira eliminatória com um tempo muito fraco. Ele era o melhor na velocidade em Portugal, mas pouco valia no areópago dos campeões de velocidade mundial. Portanto, o treino e a vontade foram suficientes para fazer dele vice-campeão na maratona, mas de nada lhe valeram o treino e a vontade nas provas de velocidade.
Em suma, há limites para a eficácia do treino e da vontade para algumas modalidades desportivas. Saber isso, já é uma grande qualidade de um treinador."

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Arsenal


A escolha não era muita, praticamente todas as hipóteses eram complicadas, portanto ninguém deverá ficar chateado de ir ao Emirates!!!
Pessoalmente, não gosto do Arsenal como adversário, pois, apesar de todas as fragilidades do Arsenal, é uma daquelas equipas que não 'encaixa' no nosso estilo de jogo (mesmo quando estamos em bons momentos)!!!
Este Arsenal não é o mesmo dos tempos do Wenger, mas é parecido. Muitos jovens, boa qualidade na troca de bola, e excelentes individualidades lá na frente...
Contra equipas 'grandes', quando jogam com espaço são perigosos. O problema sistémico deste Arsenal é quando jogam com os mais 'pequenos', equipas que jogam fechadinhas, em contra-ataque... e com boa capacidade física!
O facto do Arsenal não conseguir ganhar a Liga à bastante tempo, mas mesmo com todas as desilusões, e más decisões, ter conquistado muitas Taças pelo meio, prova o quanto é perigosa esta equipas em jogos a eliminar!
O problema é que o Benfica, não tem rotinas para ficar lá atrás, a jogar no erro do adversário... e contra adversários deste tipo, isso é um problema!
Ainda por cima, este Benfica, que tem demonstrado problemas defensivos...

Mas até Fevereiro, muito pode mudar. No nosso plantel, no plantel dos londrinos... e até não me admirava se houvesse mudança de treinador no Arsenal (mesmo com todo o conservadorismo que existe naquelas lados, em relação a despedimentos...)!

Agora, uma coisa posso garantir, temos que ser muito mais consistentes, pelo menos defensivamente, se quisermos ter aspirações legitimas a passar a próxima eliminatória...

PS: O historial é engraçado, mas é só para entreter o pré-jogo! O jogo de 1992 foi de facto épico, e por acaso, jogámos esse encontro com uma defesa remandada, que ninguém acreditava!!! 

Benfica-Arsenal
Antuérpia-Rangers
Dínamo Kiev-Club Brugge
Maccabi Telavive-Shakhtar
Estrela Vermelha-Milan
Molde-Hoffenheim
Wolfsberger-Tottenham
Young Boys-Leverkusen
Olympiacos-PSV Eindhoven
FC Salzburgo-Villarreal
Slávia Praga-Leicester
SC Braga-Roma
Real Sociedad-Manchester United
Krasnodar-Dínamo Zagreb
Granada-Nápoles
Lille-Ajax

Marca Benfica


"Foi uma eliminatória tranquila para os encarnados num jogo de forças díspares. Os pormenores táticos e técnicos da goleada do Benfica. Do mérito ao demérito."

Bons Sinais


"A nossa equipa defrontou ontem a sua congénere do Vilafranquense, numa partida referente à 4.ª eliminatória da Taça de Portugal. O amplo favoritismo atribuído ao Benfica foi confirmado com o resultado a cifrar-se em 5-0, alicerçado num início fulgurante em que, aos 15 minutos, já vencíamos por três golos sem resposta.
Para Jorge Jesus, o segredo do triunfo esteve na entrada "com um futebol dinâmico e um ataque posicional forte", concretizando rapidamente algumas das oportunidades de golo criadas. Na opinião do nosso treinador, "o Vilafranquense, ao sofrer os golos, psicologicamente foi sentindo e isso fez a diferença".
Além do triunfo e subsequente apuramento para os oitavos de final da prova-rainha do futebol português, foi também cumprido outro dos objetivos enunciados por Jorge Jesus, que passava por dar minutos, e aumentar o ritmo competitivo, a alguns dos jogadores menos utilizados desde o início da temporada, como foi o caso de Helton Leite, Jardel, Pedrinho, Gonçalo Ramos ou Samaris.
Este jogo ficou também marcado por alguns feitos individuais, como a estreia de Pedrinho a marcar um golo, e que golo, de águia ao peito ou o primeiro tento obtido por Gonçalo Ramos na equipa principal na presente temporada, o terceiro em seis jogos.
Seferovic bisou e soma agora 51 golos ao serviço do Benfica em competições oficiais, tendo sido o 46.º, na história do Clube, a atingir a marca redonda da meia centena de golos.
Mas o maior destaque individual recai em Pizzi, que, com o magnífico golo apontado, é agora o 27.º melhor marcador de sempre do Benfica em "jogos oficiais". Os 85 golos conseguidos por Pizzi, que vai perfazer três centenas de jogos em competições oficiais na próxima partida em que participar, juntam-no a um trio de respeito, composto por Jordão (25.º), Santana (26.º) e Diamantino (28.º).
Essa marca poderá ser atingida já depois de amanhã, quarta-feira, dia 16, nos quartos de final da Taça da Liga, que serão disputados com o Vitória de Guimarães no Estádio da Luz (21h00)
Entretanto foi realizado, esta manhã, o sorteio da Liga Europa que ditou o confronto entre Benfica e Arsenal nos 16 avos de final da prova. Será certamente uma eliminatória muito disputada entre dois grandes clubes. Na única vez que Benfica e Arsenal se encontraram nas competições europeias (1991, Taça dos Clubes Campeões Europeus), a vitória sorriu às nossas cores, com um empate na Luz (1-1) e um triunfo épico, em Londres, no Highbury Park (1-3).

P.S.: Parabéns à nossa equipa de hóquei em patins, que neste domingo venceu a primeira edição da Taça 1947, numa final em que mostrou toda a sua determinação, garra e vontade de vencer!"

Rescaldo...

Vai ficar um clima estranho nas churrascadas da Aroeira se Everton for parar ao banco por causa de Pedrinho


"Helton Leite
Apesar de não ser chamado muitas vezes a intervir, Helton Leite continua a dar-nos motivos para preferirmos o Vlachodimos. Sabem quem é que está a adorar? O Vlachodimos.

Gilberto
Poucas coisas me darão mais gosto esta época do que reconhecer que algumas críticas ao Gilberto possam ter sido prematuras ou injustas. Hoje voltou a mostrar que talvez me tenha equivocado quando questionei se seria sequer praticante desta modalidade. Já não sentia esta esperança num mundo melhor desde que vi a primeira notícia sobre a vacina da Pfizer.

Otamendi
Nada a dizer. São as melhores noites.

Jardel
Não foi preciso visitar Florianópolis para voltar a merecer a braçadeira de capitão. Mão cheia de golos, boa exibição, atitude do primeiro ao último minuto. Braçadeira de capitão bem entregue. Já não estava habituado. Que bom que é ter uma noite normal de Benfica.

Nuno Tavares
Teve a honra de assistir Pizzi para o golo mais bonito da noite. Depois desse lance prometi a mim mesmo que não o criticaria mais esta noite, e foram 6 minutos de grande serenidade. Talvez tenha sido injusto. Vai ser difícil convencer-nos a todos de que pode ser titular neste Benfica, mas terá uma excelente oportunidade no dia 23 deste mês. Avança, miúdo.

Gabriel
Muito ativo naqueles minutos vertiginosos que decidiram o jogo. Deu tudo nesses lances para poder falhar mais à vontade na 2ª parte. Ainda que não seja bom para o meu sistema nervoso, parece-me justo.  
Pizzi
Grande golo. Mais um. E então? A culpa é dele por ter tornado isto uma situação normal, tão normal que talvez só venhamos a dar-lhe o devido valor um dia quando formos velhos e enrugados e as fantasias de meia idade já nos tiverem trocado por alguém mais novo do que nós, tudo isto enquanto o Pizzi salva um Al Nassr da descida de divisão.

Pedrinho
Grande jogo a deambular no chamado espaço interior e um golo de fazer levantar o sofá. Vai ficar um clima estranho nas churrascadas da Aroeira se Everton for parar ao banco por causa deste miúdo. A ter que escolher, eu prefiro o fim de quaisquer churrascos para os quais não tenha sido convidado.

Rafa
A verdade é que não teve noite especialmente inspirada. Talvez esperasse ser capitão contra o clube da sua terra. Era uma expectativa legítima.

Gonçalo Ramos
Podia elogiar o faro de golo que lhe permitiu inaugurar o marcador ou os vários movimentos revelando QI acima da média, mas o meu momento favorito foi uma falta aos 61’ a impedir um contra-ataque. Gostei que tivesse recuperado para defender, gostei que tivesse feito a falta e gostei que o árbitro o tenha premiado com o cartão amarelo. Tudo certo.

Seferovic
Sabes que um jogo correu bem e que o adversário foi trucidado quando o Seferovic sente confiança suficiente para marcar com o pé esquerdo e com o direito no mesmo jogo.

Everton
o é fácil um craque brasileiro entrar num jogo dominado por outro craque brasileiro - Pedrinho - que foi resolvido nos primeiros 15 minutos. Pode ser impressão minha, mas o Everton pareceu-se imenso com aquilo que foi: um suplente. Não me pareceu especialmente inspirado e teve duas ou três intervenções quase tão oportunas como aquela história contada pelo Manuel Cajuda na TVI.

Darwin
Assim que entrou deve ter estranhado a facilidade com que criou a primeira ocasião de golo e decidiu assistir Taarabt, que por sua decidiu assistir Seferovic, que por sua decidiu negar-nos mais uma alegria. A partir daí arrancou pra uma sucessão de rodriguinhos pouco condizentes com a sua qualidade. Está a precisar de uns golos no sapatinho. Ele e nós.

Taarabt
Paz à alma do rapaz do Vilafranquense que levou aquela cueca aos 84 minutos.

Waldschnidt
Eu percebo, Luca. É difícil um tipo entusiasmar-se com meia dúzia de minutos num jogo feito uma semana depois de ter decidido um jogo aos 94 minutos. Anima-te. Estou com um feeling que dia 23 é tudo teu.

Samaris
Boa chuteira preta. Pareceu saído de outra década."

Curtas do Benfica numa noite prometedora de Pedrinho


"Com três tentos apontados no primeiro quarto de hora, o Benfica tornou ainda mais fácil uma noite que, à entrada para esta eliminatória, já se adivinhava de baixo grau de dificuldade. O facto de Jesus não ter efetuado muitas trocas àquela que tem sido a sua base, também não concedia grandes veleidades ao Vilafranquense de João Tralhão.
* Essencial a utilização de dois pontas na forte entrada do Benfica:
- No primeiro, cria-se uma situação de dois para dois com os centrais do Vilafranquense. Nota aqui para a péssima colocação de apoios do central esquerdo dos visitantes e pelo facto de não haver ninguém no eixo bola-baliza – um dos interiores hesitou entre apertar Gabriel ou baixar, preferindo a segunda opção, e a falta de pressão ao portador permitiu um passe pelo meio do bloco do Vilafranquense.
- No segundo, arrastam os dois centrais e trinco para o interior da área, deixando a zona de meia lua para Pizzi aparecer onde tanto gosta, fazendo um golo de difícil execução. Interiores do Vilafranquense lentos a baixar neste lance.
- No terceiro, Gonçalo traz o central esquerdo e o trinco para a lateral, deixando Seferovic numa situação de um para um com o central direito.
- João Tralhão acabaria por colocar Jefferson (trinco) mais próximo dos centrais depois deste terceiro golo, passando de um 4-1-4-1 para um 5-4-1.
* Algumas debilidades do Benfica não foram exploradas neste jogo, também por incapacidade do adversário:
- Médios muito subidos, às vezes até em paralelo, deixando o espaço entre defesa e meio-campo sem coberturas.
- Algumas desarticulações na linha defensiva quando têm de defender a profundidade.
- A forma como o Gabriel e Taarabt arriscam na zona média podia colocar a equipa exposta a alguns contra-ataques perigosos.
* Nalguns momentos, o Benfica exagera na forma como tenta combinar no corredor central (tabelas, apoios frontais e terceiro homem). Envolve demasiada gente no meio e fica sem ninguém à largura – não fixam nem criam vantagem por fora.
* É verdade que a noite foi menos complicada que o habitual e isso aplica-se a todos os jogadores das águias. No entanto, Pedrinho demonstrou pormenores técnicos e de leitura de jogo que deixaram água na boca. A forma como mata as bolas que vêm pelo ar, a utilização dos dois pés, a qualidade no último passe e a dificuldade que os adversários têm em tirar-lhe a bola fazem dele um jogador perigoso, quer quando progride em drible, quer quando se associa em tabelas com os colegas. A coroar a sua exibição, um golaço que mistura força e colocação!
* O tempo que Gabriel demora a decidir e executar deita a perder alguns momentos em que o Benfica podia acelerar e seguir em frente. Já para não falar do número de passes errados.
* Uma palavra para o Vilafranquense de João Tralhão, que hoje regressou a uma casa que tão bem conhece: bloco muito compacto em 4-1-4-1 no início do jogo, com os jogadores a apertarem os do Benfica quando estes recebiam de costas, posteriormente alterado após o terceiro golo para o 5-4-1, com Jefferson a jogar quase como central. A diferença de qualidade individual era por demais evidente, e uma entrada como a do Benfica obriga imediatamente a uma mudança de estratégia, o que é ingrato para quem não é favorito."

Triplamente fácil


"Claramente superior, o Benfica não teve problemas em concretizar os ataques perante o Vilafranquense, da II Liga, e goleou, por 5-0, na 4ª eliminatória da Taça de Portugal

Depois de uma série de exibições menos felizes do Benfica, Jorge Jesus admitiu que, ao contrário do que tinha prometido no início da época, a equipa ainda não estava a jogar "o triplo". Esta noite, na Luz, já se pode dizer que o Benfica jogou o triplo, mas este é um parco exemplo, dado o adversário que tinha pela frente, obviamente inferior à equipa da casa.
O Vilafranquense até entrou bem na Luz, com pendor ofensivo nos momentos de contra ataque, mas começou a tremer logo aos 11 minutos. É que o Benfica foi extremamente eficaz no ataque à baliza da equipa da II Liga, liderada por João Tralhão, ex-treinador dos juniores do Benfica.
Depois de um remate de Pedrinho - excelente jogo - ao lado, foi Gonçalo Ramos, hoje titular na frente com Seferovic, a fazer o 1-0, respondendo da melhor forma a um passe a rasgar de Gabriel.
O Vilafranquense ainda nem se tinha refeito do primeiro golo quando o segundo apareceu: foi novamente Gabriel - hoje, com espaço e tempo, a organizar o jogo do Benfica a seu bel-prazer - a lançar Nuno Tavares pelo corredor e o lateral esquerdo cruzou para a área, onde apareceu Pizzi a rematar de primeira para o 2-0.
Se 2-0 já era pesado para o Vilafranquense, o que dizer de 3-0? Logo de seguida, Seferovic entra na área, finta o adversário e faz o terceiro golo, aos 15 minutos.
De rajada, o Benfica marcava três golos e praticamente sentenciava a eliminatória. Rúben Gonçalves ainda assustou Helton, com um remate na área, mas a principal oportunidade forasteira nasceu de um disparate caseiro: Nuno Tavares atrasou a bola e Helton... agarrou-a, provocando livre indireto dentro da área. Kady Borges acertou na trave.
Do outro lado do campo, foi Gonçalo Ramos a acertar na barra, depois de um trabalho fantástico de Pedrinho, no meio, a escapar-se de três adversários.
Mesmo em cima do intervalo, novo golo: Sparagna demora muito a tirar a bola de perto da área e Nuno Tavares aparece a roubá-la, oferecendo depois o golo a Seferovic.
O 4-0 já era a machadada final no jogo e a 2ª parte não foi mais do que uma formalidade. Valeu principalmente pelo golão de Pedrinho, de fora da área, com o pé esquerdo, aos 57 minutos.
Já com o 5-0, Jesus decidiu fazer entrar, ao contrário do que seria expectável, alguns habituais titulares: Everton, Darwin, Taarabt, Samaris e Waldschmidt.
Até final, o jogo foi esmorecendo e até o próprio treinador se sentou no banco a assistir aos últimos minutos. O Benfica avança assim, tranquilamente, para a próxima eliminatória da Taça de Portugal."

SL Benfica 5-0 UD Vilafranquense: Hoje só faltou mesmo tourada na Luz


"A Crónica: Aluga-se Meio-Campo Encarnado. Para Mais Informações, Ligue XXX
Hoje foi mais um dia de Prova Rainha, a competição onde todas as surpresas podem acontecer. Restava saber se o UD Vilafranquense iria conseguir dar um ar da sua graça aqui, esta noite, no reduto do SL Benfica em jogo a contar para a quarta eliminatória.
De facto, hoje não foi um desses dias. Não há outra forma de começar esta crónica: três golos em apenas quatro minutos. As águias entraram a todo o gás e, ao que parece, a “bilha” do Vilafranquense veio um pouco vazia. Claro está, sem esquecer os poucos argumentos quando comparado com o adversário. A verdade é que foi como “ketchup”. Gonçalo Ramos aproveita uma má abordagem do central Sparagna e faz o primeiro do duelo aos 11 minutos. Foi o primeiro golo do menino esta temporada e o terceiro com a camisola sénior dos encarnados. Passado três minutos, Pizzi dilata a vantagem no marcador. Depois de uma fabulosa assistência de Nuno Tavares, o médio coloca a bola sem espinhas dentro da baliza ribatejana. Mas os de Vila Franca não conseguiram respirar e o terceiro tento estava mesmo aí à espreita: desta vez, por intermédio de Seferovic, o avançado ganha a frente a Diogo Coelho numa grande jogada individual e faz o terceiro da noite para a equipa de Jorge Jesus. Primeiros 15 minutos de jogo e já cheirava a goleada.
O ímpeto do Benfica acabou por esmorecer um pouco, bem como o jogo durante o resto da primeira parte. Ainda assim, houve tempo para o quarto tento das águias aos 42 minutos. Novamente, Sparagna fica muito mal na fotografia. Depois de mais uma assistência de Nuno Tavares, Seferovic, de carrinho, bisa na partida e volta a “apanhar” a equipa ribatejana em contra mão. Os encarnados foram, então, para os balneários com uma vantagem sólida e que era mais do que justificada.
A segunda parte continuou no mesmo sentido. O Benfica continuou com o pé no acelerador e nem mesmo a postura ainda mais recuada da equipa de João Tralhão evitou a mão cheia de golos. Aos 57 minutos do jogo, fez-se arte no Estádio da Luz. Num golo bem parecido ao de Tabata frente ao FC Paços de Ferreira. Depois de Gilberto dar de calcanhar, Pedrinho coloca em arco na baliza adversária e faz o quinto para as águias.
Ainda houve temo, aos 69 minutos, para uma tentativa do golo de honra. Depois de percorrer vários metros e de alguma passividade de Gabriel, Carlos Fortes remata em jeito. Helton Leite bem se esticou, mas o que lhe valeu foi mesmo o poste. A partida acabou em 5-0 num jogo em que Benfica dominou do primeiro ao último segundo. Os encarnados seguem, assim, para a próxima eliminatória.

A Figura
Pedrinho É o único jogador que completa os 90 minutos dos vários atletas em destaque esta noite. E, por isso, dou-lhe esta nota de destaque. Já para não falar do excelente golo que tirou da cartola. Uma autêntica obra de arte que acabou por ser como um brinde pela boa exibição que prestou ao Benfica esta noite.

O Fora de Jogo
SparagnaO central não teve mesmo uma noite feliz no Estádio da Luz. Ficou muito mal na pintura em dois dos quatro golos do SL Benfica nesta partida. Más abordagens aos lances e alguma passividade por parte deste jogador acabaram por custar caro aos ribatejanos numa noite que, por si só, não se estava a adivinhar nada fácil.

Análise Tática – SL Benfica
O SL Benfica apresentou-se esta noite num 4-4-2 com uma postura assertiva e impetuosa. O que se destacou no jogo dos encarnados esta noite foi a facilidade com que se criou jogo no espaço interior. Para isso, Pizzi, Rafa e Pedrinho foram fundamentais para criar mais nessa zona. Gonçalo Ramos também foi protagonista nesta forma de jogar. Deu muita mobilidade também nessa zona central. Criou muitas dificuldades para as quais a equipa do Vilafranquense não estava a conseguir dar resposta. O jogo dos encarnados foi simples e descomplicado. Jogaram curto e de uma forma eficaz e com uma caraterística que muitas vezes tem faltado ao conjunto de Jorge Jesus: velocidade!

11 Iniciais e Pontuações
Helton Leite (5)
Gilberto (6)
Gabriel (4)
Seferovic (7)
Pizzi (7)
Rafa (6)
Otamendi (5)
Jardel (5)
Pedrinho (8)
N. Tavares (8)
G. Ramos (8)
Subs Utilizados
Taarabt (6)
Darwin (6)
Everton Cebolinha (5)
Samaris (5)
Waldschmidt (-)

Análise Tática – UD Vilafranquense
O UD Vilafranquense apresentou-se esta noite no Estádio da Luz num 5-4-1. Depois da má entrada nesta quarta eliminatória, eram evidentes as debilidades do conjunto de João Tralhão. Depois dos primeiros três golos, o técnico da equipa ribatejana tentou reforçar o setor recuado, onde colocou Jefferson como terceiro central. Uma tentaiva de reforçar e de dar resposta às movimentações de Seferovic e Gonçalo Ramos. Mas a verdade é que não chegou. O Benfica continuou com muita facilidade em criar espaços. Isto porque o meio-campo ribatejano também teve muito que se lhe diga. Ainda assim, nota para Tiago Martins e Vitor Bruno que conseguiram destoar um pouco desta exibição tremida da equipa de Vila Franca.
As entradas de Carlos Fortes e Leo Cordeiro, que aconteceram ao início da segunda parte, não mudaram nada no sistema tático do Vilafranquense. Os visitantes continuaram muito recuados, mas desta vez de uma forma muito mais compacta e organizada. Isto de forma a evitar, ao máximo, que o conjunto de Jorge Jesus dilatasse ainda mais a vantagem.

11 Iniciais e Pontuações
Tiago Martins (7)
Sparagna (2)
Diogo Coelho (3)
Izata (4)
Varela (5)
Jefferson (6)
Rodrigo (5)
Kady (5)
Rúben Gonçalves (6)
Vitor Bruno (7)
Marcos Vinicius (5)
Subs Utilizados
Leo Cordeiro (5)
Carlos Fortes (6)
André Claro (6)
Marco Grilo (-)
Timbó (-)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

UD Vilafranquense
BnR: Queria perguntar-lhe sobre a facilidade do SL Benfica em construir, sobretudo através de espaços interiores. O que acha que falhou?
João Tralhão: Nesse caso, dou mais mérito ao Benfica. Eles têm um jogo interior muito forte. Nós já sabíamos disso e vínhamos a contar com isso. Quando digo que o jogo interior deles é muito forte, não falo só da qualidade técnica. Eles têm um jogo muito intenso, com muitas combinações e nós tínhamos de ter velocidade, não só do ponto de vista das ações mas da decisão. Em alguns momentos não conseguimos fazê-lo. E por vezes não conseguimos fazê-lo. E foi isso que ditou o erro. Não vou estar aqui a apontar erros individuais porque a equipa foi brava. Acho que nos faltou foi capacidade de decisão."

Universo Paralelo | Jorge Jesus não regressa ao SL Benfica


"Após uma época desastrosa, que acabou com a derrota dos encarnados frente ao FC Porto, na final da Taça de Portugal, a direção liderada por Luís Filipe Vieira procurou o regresso de Jorge Jesus de modo a preparar a temporada 2020/2021.
As “águias” sofreram a sua segunda chicotada psicológica num espaço de três anos, com a demissão de Bruno Lage após a derrota por duas bolas a zero frente ao CS Marítimo, em jogo a contar para a 29ª jornada da Primeira Liga.
Até ao fim da época, o adjunto Nélson Veríssimo assumiu o comando da equipa, como técnico interino, sendo que o favorito a ocupar o lugar era Jorge Jesus. O técnico português, que tem encantado no outro lado do oceano, foi sondado – e até abordado – por Luís Filipe Vieira, que tentou, incessantemente, o seu regresso.
No entanto, Jesus recusou o convite por achar que não estão reunidas as condições para que volte aos encarnados. Desde já, o seu nome não é um tema consensual no seio do universo benfiquista, especialmente após a sua ida para o rival da segunda circular, em 2015.
Além disso, o técnico está a desfrutar do seu bom momento no Flamengo, ao serviço do qual já conquistou uma Copa Libertadores, uma Recopa Sudamericana, uma Supercopa do Brasil e um Campeonato Brasileiro.
Não obstante, nem tudo são más notícias. Com a nega de Jesus, Vieira pode, agora, escolher um treinador que se identifique com o tão aclamado “projeto da estrutura”, que assenta na valorização e integração de jogadores da casa no plantel principal, algo que com Jesus não seria possível.
Outro aspeto positivo são os milhões que se poupam, porque Jesus, como se sabe, é um técnico caro quer em termos de salários, como a nível de construção de plantel, pois exige uma abordagem agressiva ao mercado de transferências.
A nega de Jesus pode ter sido a melhor escolha para o SL Benfica e para os seus adeptos, que vêm assim a garantia da continuidade na aposta da prata da casa, como também não existe um all-in financeiro desnecessário, que poderá colocar em causa a estabilidade financeira do clube."

O Teatro dos Sonhos deverá ser rebatizado como Teatro dos Sonos


"Comecemos pela literatura. Ou arqueologia. E um bocadinho de má-língua. Em 1979, António Lobo Antunes entrou na literatura portuguesa a pés juntos, dentro e fora dos relvados… perdão, dos livros. Numa das primeiras entrevistas que deu, disse que os escritores portugueses daquela época – os outros – faziam uma coisa sem sangue, sem olhar e sem gesto: “é uma sei lá, pá, é uma merda que anda à roda.” Se isto não é uma das mais belas definições de uma literatura nacional, não sei o que é.
Ora bem. Por falar em excrementos, lembrei-me do “shit on a stick”. Em castelhano, “mierda colgada de un palo”, para honrar o inventor da expressão, o poeta argentino, antigo ponta de lança, filósofo desportivo e Richelieu de Florentino Pérez, Jorge Valdano. A expressão foi usada para se referir aos jogos entre o Chelsea de Mourinho e o Liverpool de Rafa Benítez que eram na altura o equivalente tático ao Rumble in the Jungle, a uma corrida Prost vs. Senna, aos grandes duelos entre Garry Kasparov e Anatoly Karpov. (Se eu mandasse na Netflix, recomendava a todos os milhões de espetadores da série Gambito de Dama aqueles confrontos tensos e indigestos entre Benítez e Mourinho, treinadores que em três anos ganharam duas Ligas dos Campeões e duas Taças Uefa entre si.)
Valdano, que sempre foi esse estranho centauro dois terços lírico, um terço pragmático, depois de assistir a outra hora e meia de tortura do futebol escolástico praticado pelas equipas dos dois treinadores disse que, em Anfield, se alguém puser merda pendurada num pau haverá sempre quem considere isso uma obra de arte, embora seja apenas merda num pau, e que Mourinho e Benítez estavam, a bem dizer, a dar uma de artistas modernos e a chatear os burgueses e o povo obrigando toda a gente a procurar virtudes naquelas longas batalhas táticas e estáticas.
Nos últimos anos, sobretudo com a ascensão de Klopp e Guardiola e o ritmo imparável das equipas da Premier League – aquilo já nem é intensidade, são espasmos, distúrbios neurológicos, em que os jogadores já não pensam o jogo, são pensados por ele, meros peões de uma velocidade imposta externamente – julgava-se que tinha chegado ao fim a era das disputas cerebrais em que o objetivo era acabar o jogo com menos golos sofridos do que o adversário mesmo que o resultado fosse zero a zero. 
Puro engano. No sábado assistimos a uma reedição daqueles duelos no mais improvável dos cenários, Old Trafford, o Teatro dos Sonhos, que deverá ser rebatizado Teatro dos Sonos, e no mais improvável dos jogos, um derby de Manchester, outrora uma garantia de emoção, tackles e correrias com o tempero de uma ou outra expulsão. No final do jogo, o inflamável Roy Keane, antigo talhante dos relvados e agora comentador, lamentou que os jogadores das duas equipas acabassem aos abraços em vez de fazerem o que lhes competia que era jogar à bola e partir pernas. Qual quê! Foram todos muito bem-comportados e mantiveram-se a uma distância de segurança das balizas de forma a não causar danos desnecessários. A certa altura, o comentador da "Sport TV" disse que tinham sido dados 14 toques nas grandes áreas e eu pensei que a acusação devia ser verdadeira, mas que os jogadores estavam nitidamente arrependidos de terem dado tantos.
Este espetáculo desmoralizador teve uma agravante. Antigamente, embalados pela cantilena do nível tático, assistíamos aos jogos entre Mourinho e Benítez com aquele espanto dos rústicos a olhar para um quadro de Mondrian ou a ouvir Béla Bartók, impressionados pela esmagadora inteligência que lhes é servida e esmagados pela impressão de que alguma coisa lhes está a escapar. Diziam-nos que aqueles jogos eram, afinal, exercícios confucianos ou sun-tzunianos de sabedoria estratégica e nós acreditávamos. Depois Valdano explicou-nos o que era aquilo e agora já não nos enganam com tanta facilidade.
Daí que ao ver o derby de Manchester não me tenha sentido nada inteligente, nem espantado com a argúcia dos treinadores, apenas mortalmente aborrecido. Jogos tão aborrecidos deveriam ser jogados a um ritmo baixo, hipnótico. Não. Ao contrário de Roy Keane, eu vi os jogadores a correrem, a empenharem-se, a lutarem como se aquilo fosse a sério. Só que não era. Era somente um aparelho em alta rotação, sofisticadíssimo e que não servia para nada: uma merda num pau a andar à roda, para citar dois senhores que não ganharam o prémio Nobel."

Vermelhão: Golos, muitos golos...

Benfica 5 - 0 Vilafranquense


3-0 aos 15 minutos, e qualificação fechada!!! Acabou por ser um jogo sem pressão, o ideal para este momento da época, onde a equipa vinha a ser espremida, com muitos resultados apertados e algumas remontadas nos últimos minutos! Deu para os jogadores, jogarem sem estar sobre pressão, e para nós adeptos, assistirmos a um jogo sem o coração apertado!!!

Apesar da goleada e do domínio nota para as duas bolas nos ferros da nossa baliza... Quarta-feira, temos jogo para a Taça da Liga, com o Guimarães na Luz. O Vitória que perdeu hoje para a Taça de Portugal, em casa, com o Santa Clara. Mas os jogos começam todos 0-0, e este Benfica, após goleadas, tem a tendência para descomprimir... e isso pode ser fatal!

1.ª Taça 1947

Benfica 3(3) - (2)3 Sporting

Admito que quando o marcador ficou em 1-3 pensei que já não dava para ganhar!!!

Jogar contra este Sporting é um exercício muito cansativo: defendem à equipa pequena, ofensivamente fazem pouco ou nada, basicamente rematam de meio-campo, à espera do desvio, refilam que se farta, dão porrada e atiram-se para o chão... contra o Benfica jogam sempre no nosso erro!!! E depois ainda têm algumas das personagens mais nojentas do desporto nacional... Hoje, mais uma vez, tivemos que assistir a um árbitro, ter que 'segurar' o inimputável do guarda-redes do Sporting, para evitar que este fosse expulso!!!

É verdade que vencemos a Meia-final e a Final nos penalty's, mas em ambos os jogos, fomos os únicos que jogámos para vencer a partida antes dos penalty's, hoje, mais uma vez, no prolongamento fomos os únicos que arriscámos alguma coisa...

É inacreditável a forma como este Benfica tem sido afastado dos títulos nas últimas épocas. Independentemente da forma como a secção é gerida, temos tido grandes plantéis, com alguns dos melhores jogadores do mundo, mas no Tugão tudo é (im)possível... Hoje, na podridão do Hóquei em Patins, a equipa que mais arriscou, que mais espetáculo dá, a equipa com os melhores interpretes, venceu...