Últimas indefectivações

sexta-feira, 25 de março de 2016

Primeiro milho foi para os pardais...!!!

Fonte do Bastardo 3 - 1 Benfica
25-20, 26-24, 19-25, 25-20

Mau jogo, logo desde início foi notório que faltou 'foco' à equipa... Os melhores momentos foram mesmo quando o Professor decidiu rodar com o Ché, o Gelinski e o Mart...!!!

Só temos que ganhar os jogos na Luz, mas é preciso ter cuidado! Este ano, ganhámos duas vezes, e perdemos duas vezes, no confrontos com a Fonte, e sempre com jogos desequilibrados... Depois da descompressão do jogo com o Verona, é preciso voltar a 'pensar' no principal objectivo da temporada...

É inacreditável como um jogo da Final do Nacional de Voleibol, é jogado com o Sol nos olhos dos jogadores...!!! Já para não falar de outras situações... espero que as 'linhas' tenham outras medidas nos outros jogos!!! Existem bolas em cima da linha difíceis de decidir, mas 2 metros fora, é bocadinho exagerado!!!
O nojento do treinador da Fonte mesmo pornograficamente beneficiado voltou a palrar no final do jogo... aliás durante o jogo foi um festival de pressão sobre os árbitros por parte do palhacito, será que haverá algum árbitro que terá a coragem de cumprir as regras disciplinares com os protestos da Fonte, nestes jogos da Final?!!!

Melhorias...

Benfica 95 - 70 Oliveirense
29-21, 29-13, 15-20, 22-16

Creio que as melhorias têm sido evidentes nos últimos jogos, hoje mesmo sem o Andrade e o Gentry, fizemos um bom jogo...

Areia e areia para os olhos

"(...)
O jogador de Andebol do Benfica Areia, mudou-se na época transacta, para o Futebol Clube do Porto. A referida mudança deve ser analisada em dois prismas:
a) Numa primeira, saber-se se foram cumpridos todos os requisitos necessários, quer formais, quer substanciais, inerentes à mencionada mudança;
b) Numa segunda, quais serão os eventuais direitos e encargos, que recairão sobre as partes por essa mudança;
Desde logo, a resposta à segunda situação, vai depender da resposta que dermos à primeira. Por isso começamos por fazer perguntas:
a) O Benfica tinha direito de opção contratual quanto à renovação?;
b) O jogador, teve contactos e celebrou o contrato com o Futebol Clube do Porto antes de terminar o seu contrato com o Benfica? (Onde é que eu já ouvi isto?);
c) Foram preenchidos todos os pressupostos formais e substancias previstos na lei? Como devem imaginar, é impossível a um mero escriba do grandioso Jornal "O Benfica" ter acesso a toda a esta informação. O mesmo apenas pode declarar no mínimo, risível a afirmação que por aí prolifera de que existem 11 titulares e cinco suplentes, cães de fila! Ah!Ah!!Ah! Isto há com cada um! Eu sei que existe um programa chamado Ridicoulousness, mas não sabia que existiam candidatos em Portugal! Avançando.
O que apenas sei, é que, tendo sido interposta uma acção no Tribunal do Trabalho contra o jogador, estaremos perante uma situação de incumprimento contratual por parte do mesmo, tudo indicando que assinou um contrato de trabalho desportivo com o Futebol Clube do Porto, antes de ter cessado o contrato de trabalho desportivo com o Benfica. É que, nos termos regulamentares, existe a possibilidade da atribuição de uma indemnização de compensação por promoção, ou valorização, mas apenas são devidas no âmbito do regime do contrato de trabalho desportivo, Lei 28/98, alterada pela Lei 114/99 e Lei 74/2013.
Neste caso concreto, duas situações se podem colocar, com os elementos que o presente escriba possui:
I. Acção no Tribunal do Trabalho, que foi a que foi interposta, presume-se que contra o jogador e o FC Porto;
II. Eventual responsabilidade disciplinar do jogador e do FC Porto; Vejamos os desenvolvimentos dos próximos capítulos."

Pragal Colaço, in O Benfica

Carta aberta ao director

"Caro José Nuno Martins:
Bem sei que o homem dá erros ortográficos, argumenta com brejeirice, limita-se a acusações e insinuações desprovidas de sentido e, aparentemente, ocupa grande parte do seu tempo no Facebook. Mas o nosso jornal, em nome da liberdade de expressão e pluralidade de opinião tradicionais na história centenária do nosso querido Benfica, deveria reservar uma coluna semanal, talvez mesmo uma ou duas páginas, para que o presidente do Sporting pudesse dar largas à sua capacidade para discorrer sobre o nosso Clube, por ridículas que sejam as constantes atordoadas que tenta lançar. Sejamos justos e saibamos reconhecer que o homem escreve mais sobre o Glorioso SLB do que muitos Benfiquistas. E repare, poderia prescindir da crónica sobre a vitória no Bessa, que nos mantém na liderança do Campeonato Nacional com sete jornadas por disputar, perante um Boavista muito agressivo e combativo, embora praticamente imune à lei dos cartões amarelos, que só Jonas, o melhor marcador da prova e da Europa com 29 golos, soube ultrapassar já nos descontos. Ou das reacções ao sorteio da Liga dos Campeões, que nos fez calhar em sorte o Bayern Munique na nossa 18.ª presença nos quartos-de-final da principal prova europeia de clubes. Só os bávaros, o Real Madrid e o Barcelona o conseguiram mais vezes, para quê gastar espaço com isso?
Ou ainda da estrondosa vitória ante a Ovarense na final da Taça de Portugal de Basquetebol, a 21.ª do nosso palmarés, a terceira consecutiva, a dar continuidade ao nosso domínio da modalidade. Ou das boas prestações do Andebol esta semana ou da valorosa participação do voleibol nas competições europeias... 
Pense no assunto!"

João Tomaz, in O Benfica

Os inácios

"Há quem seja Inácio de nome. Mas há também quem não consiga ser outra coisa. São os que não passam de... inácios.
Mas o que é ser inácio? Ser inácio é acusar mais de uma dezena de pessoas de conspirar contra o Sporting, metendo no pacote dirigentes, comentadores, empresários, adeptos e jornalistas, como se todos pudessem ser tomados pelo mesmo critério de clubismo, e como se não fosse o acusador o primeiro a conspirar semanalmente contra o Benfica, inventando e mentindo sem limites nem pudor. Ser inácio é insistir na ausência de penáltis contra o Benfica, omitindo que o Sporting tem a seu favor, neste Campeonato, mais penáltis do que Benfica e FC Porto juntos.
Ser inácio é teimar na inexistência de expulsões de jogadores "encarnados", esquecendo que o Sporting já leva 126 minutos de superioridade numérica, ao passo que nem Benfica, nem FC Porto, tiveram ainda o privilégio de jogar contra dez. As estatísticas são como a água benta: cada um toma a que quer. Ser inácio é falar de guerra de palavras, quando de um lado se ouvem, e lêem, berros de rancor, azia e ódio, e do outro se mantém o silêncio.
Ser inácio é confundir declarações de comentadores, ou funcionários de um clube, com as de um presidente - que implicam responsabilização institucional distinta.
Ser inácio é fazer reparos à folha salarial do Benfica, quando a do Sporting (seguindo a linha remuneratória do próprio presidente) quase duplicou em menos de um ano.
Ser inácio é achar que vale tudo, é incendiar o país desportivo, é caluniar, é vender a dignidade. Mas, enfim, há que dar desconto. Afinal, os inácios não passam de... inácios!"

Luís Fialho, in O Benfica

Amêndoas amargas

"O Campeonato de Futebol só volta no fim de semana de 2 e 3 de Abril. Até ao jogo com o SC Braga, na Catedral da Luz, muitos sais de frutos serão consumidos por quem vive, dorme e acorda a pensar e a dizer mal do Benfica. Não vai ser uma doce Páscoa ali para os lados do Lumiar. No domingo passado abriram garrafas de champanhe antes do tempo, declararam-se líderes em directo na televisão, encheram as redes sociais de comentários jocosos e depois... o normal - tiveram que se calar. O Boavista FC foi, provavelmente, a equipa que mais trabalho deu ao Bicampeão esta época. Fruto de uma preparação física invejável - só ao nível dos melhores atletas do fundo e meio-fundo do Quénia ou da Etiópia - e de um rigor tático defensivo (só comparável com os cérebros de Bobby Fischer e Boris Spassky na grande batalha de Reiquejavique), os de xadrez não deram um metro de terreno aos jogadores do SL Benfica. E quando deram, no metro seguinte houve falta ou simulação. Espero que mantenham até ao fim da época esta intensidade, mas duvido que o efeito dure tanto tempo, a efeito da adrenalina por jogarem num estádio cheio, entenda-se. Durante parte do jogo Rúben Ribeiro, um dos jogadores orientados por Erwin Sánchez, passou quase tanto tempo deitado no relvado como Teo Gutierrez de férias na praia em plena época competitiva. Chegou a provocar-me vergonha alheia, mas tudo passou com o bálsamo para a alma que foi a finalização do líder dos marcadores em Portugal e na Europa ao minuto 92.
Tenham então uma boa Páscoa, continuem à procura de ovos de chocolate e não abusem das amêndoas. Principalmente das amargas."

Ricardo Santos, in O Benfica

Deixou-me uma marca para a vida

"Pode parecer estranho, mas Johan Cruyff foi um dos treinadores que mais me marcou sem nunca me ter treinado. Não esquecerei que me escolheu para o seu Barcelona, que era apenas a melhor equipa do Mundo.
Eu, Rui Costa, escolhido para o Dream Team! Tive a oportunidade e o privilégio de ter estado com ele, de ter conversado com aquele grande treinador, mas infelizmente a transferência acabou por nunca acontecer. 
Tenho mesmo muita pena de não ter sido treinado por ele. Não ficou apenas a mágoa de não ter chegado a jogar no Barcelona.
Em 1994, mais até do que jogar no Barcelona, qualquer jogador, queria era ser treinado pelo Cruyff. Era isso que todos queríamos. Não tenho memórias dele enquanto jogador, mas vi vídeos e li muitas coisas que não deixam dúvidas: foi mesmo um dos melhores de todos os tempos. Um génio!
Como treinador, sim, já acompanhei tudo o que fez. E a sua dimensão não se discute. Foi tão influente que hoje pode dizer-se que este Barcelona não existiria se também não tivesse existido Cruyff. É impressionante, aliás, como esteve sempre tão presente mesmo tendo deixado o futebol há mais de 20 anos. Isso não está ao alcance de muitas pessoas.
Falei muitas vezes com jogadores que foram treinados por Cruyff. E são esses que podem verdadeiramente falar das suas qualidades. O que sempre me disseram é que era diferente de todos. Foi um dos maiores sábios do futebol, talvez mesmo o maior. Saber que me quis para a sua equipa é uma marca que ficará para a vida. Não esquecerei."

Benfiquismo (LIV)

Ângulo pouco visto...
Mas o Benfica fica bem de qualquer ângulo!!!

Já agora, esta foto foi tirada em Amesterdão !!!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Agora, já 'só' faltam sete finais!!! Mas ainda faltam sete!!!

"O Benfica que venceu no Bessa não tinha seis dos habituais titulares! Ainda assim ganhou e continua líder, e isso é que lhes dói!

Vitória no Bessa
1. Domingo, no Bessa, o Benfica conquistou uma vitória muito suada, perante um Boavista coeso, bem posicionado e refeito das dificuldades pelas quais passou no início deste campeonato. De facto, não querendo desvalorizar o trabalho da anterior equipa técnica - que até empatou com o Sporting - este Boavista de Sánchez parece-me mais forte tacitamente.
E isso foi notório. Um Boavista capaz de jogar o jogo pelo jogo, com a ousadia de enfrentar um Benfica cara a cara. Sem medo!
Um Boavista bastante agressivo, bem fechado e concentrado defensivamente, explorando, sem pudor, o contra-ataque, com uma grande intensidade de jogo!
Com um pequeno senão: um Bessa que, uma vez mais, estava pintado de... vermelho!
Do outro lado, contudo, houve um Benfica lutador, paciente, com uma enorme capacidade de sacrifício, a não baixar os braços à luta, para que a incansável massa associativa fosse devidamente recompensada com a tão deseja explosão de alegria. Foi um Benfica sem seis dos seus habituais titulares! Seis!!!
Isto é, sem o guarda-redes, sem os centrais (as três primeiras opções estavam todas impedidas), sem o habitual trinco, sem Nico Gaitán e sem Mitroglou.
Ainda assim, não só ganhámos - ainda que para alguns o Benfica merecesse ter perdido pontos... por ter marcado no período de descontos - como... continuamos líderes! Isso é que lhes dói!
Com a certeza de que tivemos a sorte do jogo - «a sorte protege os audazes», como diria Virgílio - embora haja sempre quem defenda, tal como Winston Churchill, que «a sorte não existe».
Independentemente do lado onde está a razão, perante duas opiniões tão diferentes, mas igualmente respeitáveis, a verdade é que acredito na sorte... mas tenho para mim que, para alcançá-la, é preciso trabalhar... muito! E este Benfica, goste-se ou não, é uma equipa trabalhadora, e, sobretudo... humilde. Muito humilde.
Dir-me-ão que o que interessa é o resultado... e, de facto, é esse que conta para a história... dos campeões. Como o que ficará para a história será a décima primeira vitória consecutiva fora de casa! Números e factos que constarão do quadro resumo deste campeonato. História essa que se escreve jogo a jogo, com a humildade, dedicação e raça habituais, à Benfica!

As tristes figuras de uns
2. «O último a rir é o que ri melhor» assentou, no último domingo, que nem uma luva, a muita gente. Ainda o jogo não tinha terminado, correndo, por isso, os cinco minutos dados de compensação, e já alguns comentadores, analistas - enfim... o que quiserem - se babavam, nalguns canais de televisão, e em directo, com a pseudo perca de pontos do Benfica.
Houve, inclusivamente, quem se tenha sentido líder mesmo antes do empate a zero, no Bessa, se concretizar. Ou seja, mesmo antes de terminar o Boavista-Benfica, davam como certa a chegada do Sporting à liderança.
O mais ridículo de toda essa situação é que muitos comentadores e adeptos sonhavam com o empate do Benfica, manifestando-o em directo.
Azar dos Távoras!!!
É natural que os adeptos afectos a um determinado clube torçam pelo insucesso dos seus rivais. Nada a condenar. O que é condenáyel é (ter de) assistir a tantos comentadores (ditos independentes ou, pelo menos, a quem a equidistância é exigida, em termos públicos e enquanto nos brindarem com as suas análises ditas imparciais) a rejubilarem com o empate do Benfica... sem o jogo estar terminado.
De facto, o desespero leva a tristes figuras.
Como é natural, há comentadores que, sendo do Benfica, representam efectivamente o clube, como há analistas que, pese embora sejam de outras cores clubísticas, por situações desse género, facilmente se percebe que... não são isentos e imparciais. Pelo contrário, estão (sempre...) contra o Benfica!
E, nos tais minutos de compensação (que antes deveriam ser de ... Kompensan) tanta coisa se disse por aí... Desde o «jogo fraquíssimo do Benfica», à alegada - e, felizmente, só para alguns - «intranquilidade e falta de forma de alguns jogadores», passando pelo sempre amável e infundado «muito jogo pelo ar e pouco pela relva», até ao irónico «não conseguiu marcar em 90 minutos, não vai ser na compensação que marcará».
Ainda bem que - como alguns diziam -, o Benfica não estava a «jogar para vencer», até porque a equipa estava «partida e com poucas ideias». Que grande azar o deles! Nesse cenário de crise, a «equipa ansiosa» conseguiu, mesmo assim, ganhar no último minuto... e não foi através de grande penalidade, garanto-vos, ao contrário de outros... quando já não acreditavam na mudança do marcador. Sendo disso exemplo, como por aí ouvi, a confissão de que o Benfica tinha acabado de chegar ao golo, «ao contrário do que esperavam»... Outro (grande) Azar dos Távoras!!! Noutra altura, comentários desse género teriam originado... convites para sair. Como o fizeram com João Gobern, que foi praticamente obrigado a demitir-se por ter sido apanhado a festejar um golo do Benfica, frente ao Braga, no programa Zona Mista da RTP Informação. Mas, como já sabemos, essa exigência e essa intransigência só se tem para com quem é... do Benfica!

A formação nas selecções nacionais
3. Com mais uma paragem no campeonato, para os jogos das selecções, que, estou certo, em nada beneficiam as equipas que estão habituadas a um grande ritmo competitivo, não posso deixar de reparar nalgumas convocatórias...
Claro que, olhando para o plantel do Benfica, me regozijo com as chamadas de Ederson, Jonas, Lindelof, Jiménez, Samaris, Mitroglou, Eliseu, Renato Sanches, Nélson Semedo, Gonçalo Guedes e Luka Jovic, para as respetivas seleções principais, sub-21 ou sub-19. Mas permito-me destacar os mais novos, que, apenas esta época, foram descobertos por quem de direito!
Ederson, 22 anos, dispensado, em tempo, por não ter, alegadamente, qualidade para integrar o plantel do Benfica, com grandes exibições - inclusivamente na Liga dos Campeões - no seguimento da lesão de Júlio César.
Lindelof, 21 anos, joga desde meados da época de 2012/13 (!)na equipa B do Benfica, onde chegou com 18 anos, tendo transitado, também esta época, para a equipa principal, onde passou a brilhar por lesão de Luisão e Lisandro López.
Renato Sanches, 18 anos (mesmo sendo registado... com 5 anos), tem cada vez mais, a cada jogo disputado, o mundo do futebol rendido aos seus pés e, não obstante ter sido chamado - ainda que de forma discreta - na época passada, transitou apenas esta temporada, à semelhança dos seus colegas mencionados anteriormente, para a equipa principal, onde nos presenteia com as suas magia e alegria. Nélson Semedo é outro caso de transição, apenas esta época, para a equipa principal do Benfica, onde tem demonstrado força, segurança e firmeza, desde que iniciou a sua nova aventura na titularidade da defesa da equipa. 
Gonçalo Guedes, 19 anos, foi o único que transitou na época passada para a equipa principal do Benfica. 
Luka Jovic, 18 anos, contratado esta época para o Benfica B, já está, a esta altura do campeonato, na equipa principal. Com excepção para Luka Jovic, por apenas ter chegado esta época, apenas 1 (!) dos restantes 5 jogadores mencionados foi descoberto pelo antigo treinador da equipa... Assim, a pergunta que se impõe é a de saber onde estavam, pelo menos, 3 desses 5 jogadores: Lindelof, Renato Sanches e Nélson Semedo??? Estavam na equipa B do Benfica. Sorte a deles - e a nossa, diga-se - pois essa realidade permitiu a Rui Vitória integrá-los na equipa principal, o que, face às enormes exibições que têm feito, valeu-lhes a chamada às respectivas selecções. Se não fosse a aposta que tem sido feita na formação do clube, hoje não teríamos, certamente, as representações que temos em várias selecções nacionais!!!
Mais uma razão para, com esta paragem no campeonato, além de torcermos por Portugal, podermos, como é evidente, torcer por todas e cada uma das selecções que os nossos jogadores representarão. Levando bem longe e bem alto o nome do Sport Lisboa e Benfica!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

O sorteio

"Um sorteio é, como a palavra indica, um momento de sorte. Melhor dito, do acaso que pode dar a tal sorte ou azar, ou nem uma coisa nem outra.
Na Champions, chegados aos quartos-de-final, o acaso tende, probabilisticamente, a ficar bem mais reduzido, embora se mantenha intacto (50%) quanto a começar em casa ou fora.
Ao Benfica calhou o Bayern, o que é bem diferente de ao Bayern ter calhado o Benfica. A equipa de Munique já é habitual encontrar clubes portugueses nesta fase ou na anterior. Assim foi com o SCP (1-12, em 2 jogos) e o FCP que, depois de uma óptimo resultado no Porto, soçobrou perante o poderio germânico por 1-6. A memória benfiquista também não é nada agradável.
Devo dizer, porém, que não me desagradou o sorteio, com a excepção de o primeiro jogo ser em Munique. Preferia ao contrário, não só porque acho que é, em regra, mais favorável, mas também porque estaria garantida uma enchente na Luz. Perguntar-se-á porque não fiquei insatisfeito com os bávaros, dada o poderio da equipa de Pepe Guardiola? Explico: jogar contra o mais desejado outsider Wolfsburgo até poderia correr bem, mas ser eliminado seria algo traumatizante face à teórica oportunidade de ouro para atingir as meias-finais. Por isso, teria preferido o Atlético de Madrid ou Manchester City, equipas elimináveis, sem que ser eliminado fosse desprestigiante. Se, por fim, tudo se confinasse às outras 4 equipas, escolheria uma das duas melhores: Bayern ou Barça. As possibilidades são reduzidas, a eliminação é normal e uma goleada é um risco. Mas, mesmo assim, é para os jogadores um momento de memorável emulação. Que o aproveitem bem!"

Bagão Félix, in A Bola

Sinais de título ou de alarme?

"«Foi a capacidade de um jogador que acabou por, no final, dar corpo ao que fizemos durante o jogo. (...) Foi uma vitória da crença, da aplicação, do Benfica... isto é o Benfica: acreditar sempre até ao fim.»
Rui Vitória, Treinador do Benfica, após a vitória no Bessa com golo de Jonas aos 90+3'

No futebol não há vitórias em períodos de descontos sem sorte. Com mais ou menos mérito, assim que o quarto árbitro levanta a placa a indicar minutos de compensação por tempo perdido nos 45 antes instala-se a angústia de sentir a areia a correr ampulheta abaixo e tudo o que aconteça depois disso fica, parcial ou totalmente, entregue à fortuna, aos deuses ou à fé.
A sorte sorriu claramente ao Benfica, no Bessa. Mas, na verdade, de forma não muito diferente em relação ao que sorrira várias vezes ao Sporting, na primeira volta, e ao FC Porto, já no reinado de Peseiro. Rui Vitória defende a justiça do triunfo encarnado com a crença num resultado positivo até ao fim. Não gosto de falar em justiça no futebol - que para mim não passa dos órgãos disciplinares da federação -, mas se existe, seguramente que não pode ser fundamentada na crença. Há mérito em acreditar, sim, mas não é isso que faz merecer um resultado - o Boavista acreditou tanto ou mais... O mérito está em tudo o que se faz para conseguir esse resultado, e o Benfica fez pouco, muito pouco. 
Para uns, vencer jogando mal é estrelinha de campeão. Para outros, para mim, é sinal de que o campeonato está longe de estar decidido. Mas, não querendo falar de justiça em futebol, sejamos justos: poucas vezes o Benfica ganhará jogando tão pouco, mas outros também já o conseguiram esta época e poucas vezes o Benfica tem jogado tão mal como no Bessa."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

Que Selecção ideal... agora?

"Enjoa a saga do tempo sem 'penalty' contra Benfica, Sporting, Porto. Enjoa insistência na idade (explicada) do Renato. Mudem o disco!

Tempo de Selecção Nacional. Aliás, das nossas Selecções de futebol, pois a de sub-17 já conseguiu apuramento para o Europeu deste ano, no Azerbaijão, e a de sub-21, só vitórias somando (5), leva imperiais 7 pontos de avanço na qualificação para o Europeu do próximo ano. E a Selecção de futsal, triunfante na Sérvia, está à frente no playoff para o Mundial na Colômbia. Com bolinha nos pés, e sem esquecer Benfica nos 8 melhores da Champions e SC Braga em igual posição na Liga Europa, Portugal de vento em popa.
Também com 7 pontos de vantagem a Selecção A se apurou para o próximo Europeu (principal foco no mérito de ter reagido ao inicial escândalo - derrota, em casa, perante Albânia! - disparando para só triunfos: 7 consecutivos). Amanhã, frente à Bulgária, e 3.ª feira, face à Bélgica, primeira fase de preparação para a campanha de França, que tanto se deseja dure um mês.
Expectativa: como irá Fernando Santos gerir os 24 convocados nestes dois jogos? Sabendo-se que a Bélgica, tão excelentemente renovada, cheia de talentos, é mesmo senhora equipa, naturalíssimo Fernando Santos guardar para o forte teste de 3.ª feira o onze que considerar ideal... neste momento. Qual será? Rui Patrício, certamente. Vieirinha ou Cédric, que defesa direito? Muito provável Pepe-Ricardo Carvalho como dupla de centrais. Eliseu na esquerda. Meio campo... ui!, difícil escolha. O trio sportinguista, João Mário-William Carvalho-Adrien, possui a grande vantagem das suas firmes rotinas; mas Danilo, grande pilar portista, tem apresentado global rendimento superior ao de William Carvalho (este parece agora em ascensão) e o talento de André Gomes recupera condição física (miúdo Renato Sanches espreita e deverá ter oportunidade de estreia, frente à Bulgária). Qual o melhor ataque? Cristiano Ronaldo lá terá de ser ponta de lança... Complexa escolha de quem com ele melhor poderá ligar...; Nani, ou Bernardo Silva, na direita?; Danny, ou Rafa (desconheço a forma de Ricardo Quaresma), na esquerda? Talvez nestas dúvidas resida o teste mor nos dois jogos... Parecendo-me que tais dúvidas irão manter-se até ao Europeu e mesmo durante este... Ponto assente, em minha opinião: Rafa merece ter oportunidade muito a sério.
Este lote de convocados está muito próximo daquele que terá a honra e a alegria de lutar por grande fase final. Mas faltam importantes retoques. João Moutinho e Fábio Coentrão indiscutíveis, logo que recuperem de lesões. E há mão cheia de não desistentes...: guarda-redes Beto e Marafona (sim, Marafona; tem muito alta qualidade), o defesa direito João Pereira (que se passa?), os médios Tiago e André. Outros médios, Rúben Neves e Bruno Fernandes, estão nos sub-21, desejando promoção. Escolha de 6 centrocampistas é a excelente dificuldade de Fernando Santos!
A má, muito má!, dor de cabeça... habitual: ponta de lança de raiz, convincente. Não existe. Éder voltou agora a ser convocado. Lucas João já foi. Gonçalo Paciência promessa adiada (eclipse na Académica). Forte esperança em André Silva, mas mantém-se na equipa B do FC Porto, sem acesso à A. O tempo dos veteranos Hélder Postiga - manterá esperança ao regressar a Portugal, agora no Rio Ave - e Hugo Almeida terá ficado para trás. Apoio o que ontem escreveu André Pipa: «Hugo Vieira não merece oportunidade?». Talvez não seja o desejado, qual D. Sebastião!, avançado de grande-área que não temos, mas os seus golos (18 em 24 jogos) brilham no Estrela Vermelha de Belgrado. Fernando Santos ainda irá testá-lo ou já será tarde?

Enjoa! É o Benfica que há um ano e 35 jogos não tem um penalty contra ele. É a resposta de que sem penalty contra estiveram o Sporting, ao longo de quase 4 anos e 165 jogos, e o FC Porto, durante quase 2 anos e 89 jogos. Caramba, uns e outros, mudem o disco! E também enjoa tanta insistência na idade do Renato Sanches. O primeiro jornal (JN) onde li a notícia de ele ter sido registado com 5 anos de atraso também explicou a situação familiar e frisou que, nesse registo, ficou expressa a data em que ele nascera, 5 anos antes. Caramba, até para vale tudo deveria haver limites."

Santos Neves, in A Bola

PS: Sou obrigado a reparar, que Pizzi, André Almeida e Nélson Semedo nem sequer são equacionados para o Euro, apesar de tantos minutos como titulares do Benfica... e até o Gonçalo Guedes com mais minutos na I Liga é 'ultrapassado' nas considerações, pelo André Silva !!! É a maquiná de propaganda do Benfica...!!!

Benfiquismo (LIII)

Morreu hoje um dos grandes génios do Futebol, Johan Cruyff.
O verdadeiro pai do actual Modelo do Barça...
O Benfica cruzou-se bem cedo com Cruyff...!!!
Em 68/69 e em 71/72 e em ambas as vezes, fomos eliminados!!!

Será sempre um dos Imortais do jogo...

Imperador e Imperatriz...!!!

Sanches...

quarta-feira, 23 de março de 2016

É assim o futebol por cá...

"Jornada difícil para o Benfica. Uma vitória fruto do talento de um jogador precioso, Jonas, ao cair do pano e que pode ser determinante para as contas do campeonato e um castigo injusto para o Boavista que terá feito a melhor exibição desta época. O fatídico minuto 92 da era Jesus (FCP, Chelsea e outros) foi agora um minuto esperançoso para o SLB da era Vitória (ainda que, neste caso, continue a ser descoroçoante para Jesus). Os primeiros 2 pontos conquistados nesta Liga pelos encarnados depois da hora. É assim o futebol... Mas, o SCP já ganhou 8 pontos em tempo de compensação ao Tondela (96'|) num penalty após uma jogada irregularíssima, ao Arouca (90') depois de um penalty não assinalado aos arouquenses, ao Belenenses (94') num penalty de mestre de Tonel e ao SC Braga (90').
Agora anda também por aí a circunstância de o Benfica ainda não ter sofrido, nesta Liga, a marcação de uma grande penalidade. Às vezes, quem o diz finge ignorar a equipa com mais penalties a seu favor (Sporting, com 10!). Assim como já apagou da memória o recorde nacional (não sei mesmo se mundial) de uma equipa com mais jogos sem sofrer penalties. Recordo: o SCP desde 28/4/1996 (Gil Vicente) até 3/12/2000 (Benfica). Quase 4 anos e mais de 150 jogos! Curioso é que em 96, 97, 98 e 99, este recorde não teve como contrapartida a conquista do campeonato...
Um ponto final: no vale tudo soube-se que Renato Sanches foi registado 5 anos após ter nascido. Caso a data deste registo coincidisse com o nascimento teria agora 13 anos. E não 23. A aritmética de pernas para o ar!
Repito: é assim o sábio e coerente futebol por cá..."

Bagão Félix, in A Bola

Crise grega

"Júlio César, Luisão, Jardel, Fejsa, Gaitán e Mitroglou, seis titulares indiscutíveis do Benfica, pelo menos atendendo à hierarquia estabelecida por Rui Vitória ao longo da época, não marcaram presença no jogo do Bessa, assim como, pelos mais diversos motivos, em muitos outros encontros desde que se iniciou a Liga. Perante as ausências, a que até se pode acrescentar o nome de Salvio, o treinador dos encarnados foi encontrando soluções. Mais depressa ou mais devagar, com maior ou menor sucesso, as opções de recurso de Rui Vitória tornaram-se fundamentais para que as águias chegassem ao comando do campeonato.
Sem Júlio César, Vitória deu confiança a Ederson; privado de Luisão, colocou Lisandro no onze, apostando depois em Lindelof quando os períodos de ausência de Jardel ou do argentino coincidiram com o afastamento do capitão de equipa. No miolo, era óbvio utilizar Samaris em vez de Fejsa, mas muito mais difícil se tornou substituir Gaitán por Carcela e somar triunfos atrás de triunfos, estreitando a desvantagem pontual para o Sporting.
Rui Vitória não conseguiu, todavia, encontrar uma alternativa a Mitroglou, como o jogo do Bessa o demonstrou. Quando o Benfica tem de ser dominador, é o grego que dá profundidade à equipa, que segura a bola nas imediações da área e que oferece verdadeira luta aos centrais contrários. Jiménez tem outros atributos, mas não estes, de extrema importância para o instinto goleador de Jonas e até para que todo o conjunto encarnado possa explanar o seu futebol uns metros mais à frente."

Benfiquismo (LII)

Outros tempos...

terça-feira, 22 de março de 2016

A modéstia do senhor Otaviano

"Passou por Lisboa em 1953, comandando o America do Rio de Janeiro. No ano seguinte chegava ao Futebol português e ao Benfica para revolucionar para sempre o jogo entre nós...

Pois é, o homem chamava-se Otaviano e poucos se recordarão disso. Otaviano Martins Glória, nascido no Rio de Janeiro no dia 9 de Janeiro de 1917 (não falta muito para os cem anos da sua chegada ao mundo, o Benfica bem lhe deve uma homenagem!), neto de um português dos Açores e de outro de Vila Nova de Gaia.
Chamavam-lhe Otto e Otto ficou. Não sei o porquê do Otto com dois tês, só por simpatias germânicas, sendo Otaviano deveria ser Oto, apenas Oto, sem mais floreados mais próprios do grande e farfalhudo bigodinho do kaiser Guilherme II do que o bigodinho à Errol Flyn do bom e modesto Otaviano.
Otto Glória tinha estado em glória em Lisboa na visita do America do Rio de Janeiro. No Brasil há muitos Américas, coisa de pouca monta já que o país se situa na América, apesar de sulista e muito pouco elitista.
Antes de chegar ao Clube 'encarnado' e mudar para sempre a face do futebol em Portugal, trazendo consigo uma visão profissional de um desporto até aí considerado entre nós, orgulhosamente, como profundamente amador, Otto Glória esteve em Lisboa. A data do acontecimento é clara: 30 de Junho de 1953.
Ninguém pode dizer que essa sua passagem por Lisboa não alterou a sua vida e a vida do Benfica.
O Futebol é muitas vezes feito de encontros e reencontros.
Nesse 30 de Junho, as Salésias encheram-se de gente para ver o virtuosismo anunciado dos brasileiros do America Football Club, assim muito à inglesa como era moda à época, e segundo as crónicas ninguém saiu de lá defraudado.
Cabe dizer que este America, sem acento no E, foi o primeiro dos muitos Americas que entretanto surgiram como cogumelos por todo o Brasil, copiando-lhe o nome e o equipamento, muito curiosamente composto por camisolas vermelhas, calções brancos e meias vermelhas.
Fundado a 18 de Setembro de 1904, por pouco não é gémeo do seu adversário dessa tarde salesiana.
Golos de pura mestria!
Mas, se quase gémeos em idade, bem separados no futebol esparramado sobre o terreno. «Alguns lances do conjunto aprimorado resultaram de malabarismos férteis em argúcia e em imaginação, e de proezas de carácter individual, tão do agrado de grande nação sul-americana. Assim se observava um conjunto de onde resultavam o imprevisto, a graça e a subtileza. A preparação atlética, a descontracção muscular e a arte nas fintas e no domínio da bola favoreciam iniludivelmente os brasileiros».
Por isso venceram. Sem espinhas: 3-1.
Sempre se disse, ao longo da história, que «seu» Otaviano, antigo praticante de basquetebol, trouxeram para as equipas que treinava muitos dos movimentos defensivos utilizados nesse desporto. A verdade é que os seus conjunto apresentavam uma moderníssima exploração dos métodos de pressão sem bola que sufocavam adversários incautos.
Ora, veja-se: «Outro remédio, não tinham os benfiquistas do que fazer figura de discípulos animosos e até por vezes atrevidos nos esquemas ofensivos. Quando isso sucedia, os defesas e médios visitantes escalonavam-se numa barreira cerrada e eficaz, em auxílio estreito ao guarda-redes, um homem robusto, mas prodigiosamente hábil e seguro chamado Julião».
As equipas apresentaram:
BENFICA - Bastos; Artur e Fernandes; Moreira (depois Caiado), Félix e Ângelo; Rosário (depois Zezinho), Arsénio, Águas, Vieira e Rogério.
AMERICA - Julião; Joe e Osmar; Agnelo (depois Ivan), Osvaldo e Élio; Carmelino, Wassil (depois Maneco), Leônidas, João Carlos e Ferreira.
Dizia-se que Otto Glória era capaz de explosões de mau feitio. Mas a exibição do America nessa tarde nas Salésias convenceu os dirigentes do Benfica de que seria o homem ideal para operar a revolução necessária para encarar o futuro com optimismo.
Nos últimos cinco minutos da primeira parte, dois primeiros de execução de Leônidas (não confundir com  o outro Leônidas da Silva, a «Pérola Negra», inventor do pontapé de bicicleta, garantem os brasileiros) e de Wassil, davam vantagem segura aos brasileiros de Otto. Dois toques simples, depois de habilíssimo domínio de bola e de série de fintas desconcertantes.
Era mesmo daquilo que o povo estava à espera. Era mesmo daquilo que povo queria. Estralejaram aplausos!
O terceiro golo do America foi apontado pelo pequeno Ferreira num pontapé quase sem ângulo que fez a bola descrever uma parabólica impressionante.
Depois, como lhes está no sangue, resolveram dar baile. Não estiveram os lisboetas pelos ajustes e lançaram um grito de revolta. Falharam um «penalty» por intermédio de Artur e reduzem o resultado com um golo de supetão de Rogério.
As coisas equilibram-se. Mas não há tempo para muito mais. Otaviano Martins Glória deixa uma imagem de competência em Lisboa com a força de um estandarte na batalha de Aljubarrota.
Não tardará a voltar. Para ficar, «besta ou bestial», conforme ganhava ou perdia, mas português como poucos brasileiros alguma vez o foram."

Afonso de Melo, in O Benfica

Venceu o Manel

"Todos se recordam quando Jorge Jesus, face à situação de necessidade após a saída de Matic, disse que jogaria o Manel. A afirmação fazia todo o sentido. Uma grande vencedora depende do talento individual e da existência de um onze base, mas também da capacidade de, na adversidade, a organização colectiva ser capaz de superar as ausências.
Jorge Jesus tinha razão: numa equipa com dinâmica vencedora e com processos enraizados, pode jogar o Manel.
No Bessa, o Benfica enfrentava um teste muito exigente. Com um onze titular com demasiadas baixas, a equipa jogou com vários 'Manéis'. Jogadores que hoje são titulares e dão boa conta do recado eram, no início da temporada, terceiras e quartas escolhas. Aliás, se, em Agosto, alguém dissesse que o Benfica estaria a liderar o campeonato por esta altura, com Edeson, Renato Sanches, Lindelof, André Almeida e Semedo como titulares e Samaris adaptado a central, ninguém acreditaria.
A vitória sofrida contra o Boavista tem, por isso, vários significados. Por um lado, serve para demonstrar a estrelinha de campeão - sempre necessária nas fases avançadas das temporadas, mas que reflecte também determinação e vontade de vencer, por outro, prova que o Benfica, hoje, não depende apenas da qualidade individual de um par de jogadores. Sem Gaitán, é verdade que, uma vez mais, foi Jonas a decidir, mas o que o jogo do Bessa revela é que estamos perante um colectivo personalizado, que vale como um todo. Ora é desta massa que se fazem os campeões."