Últimas indefectivações

domingo, 27 de abril de 2014

A caminho da Glória

Corruptos 0 (3) - (4) 0 Benfica

Já começam a faltar adjectivos para descrever a época desportiva de 2013/14 da equipa profissional do Sport Lisboa e Benfica!!! Estamos a escrever História, daquela que vai ser contada por todos nós, daqui a muitos anos, a quem não teve a sorte de assistir a estas exibições fenomenais, cheias de competência, qualidade, garra, ambição... Independentemente daquilo que acontecer na próxima quinta-feira em Turim, esta época, tenho a convicção, será memorável...
Ao passar pelas televisões neste rescaldo do jogo, parece que todos são unânimes: o Benfica venceu hoje, porque teve sorte, o Marco Ferreira ao expulsar o Steven, obrigou o Jesus a meter o Garay, e assim o Benfica fechou a sua baliza!!! Este Marco Ferreira é um maroto lampião!!!
Uma nota para os elogios ao Marco Ferreira: eu também acho que o Madeirense é dos melhorzinhos, mas... hoje por exemplo, depois de expulsar o Steven, mostrou uma condescendência enorme para os Corruptos, principalmente para o Alex Sandro, Danilo, Fernando e Mangala; isto depois no último Corruptos-Benfica ter perdoado duas expulsões claras a Fernando e Herrera. Mesmo, não sendo tão mau (corrupto) como os outros, parece que não é totalmente imune, ao 'encanto' Corrupto...!!!
Uma última recomendação para os Corruptos: já se tinha visto que com 10 para 11, durante 1 hora, o Benfica ganha; hoje ficou provado que com os habituais suplentes, com 10 para 11, durante 1 hora, o Benfica também ganha; sendo assim, acho que devem alterar a estratégia, quem sabe 9 para 11, ou mesmo 8 para 11 ?!!! Quem sabe, com uma destas combinações, talvez possam vencer...!!!
As opções não me surpreenderam, na minha antevisão do onze, só me enganei no Lima, jogava com o Djuricic... De resto, tudo normal. É óbvio que com estas opções, não podia ser o Benfica a dominar a partida, e/ou criar as grandes oportunidades, mas curiosamente nos primeiros minutos, até gostei da atitude da equipa... mas os Corruptos, começaram a criar perigo, aproveitando algum desacerto posicional na nossa defesa. Com a expulsão do Steven, fomos obrigados a recuar, perdemos capacidade de atacar, mas fomos extremamente eficazes a defender... Mas também temos que admitir: as movimentações ofensivas do nosso adversário, também não são muito fortes, portanto acabámos por fazer a nossa 'obrigação'!!!
Sim, é preciso sorte nos penalty's... mas, mais do que a sorte, é preciso atitude!!! Sim, atitude vencedora. Por isso é que existem equipas (principalmente Selecções!!!) que tradicionalmente perdem sempre nos penalty's!!! É preciso ter uma atitude positiva... porque a este nível, todos os jogadores tem qualidade técnica suficiente para marcar as penalidades... Por isso, desta vez, quando fomos para penalty's estava bastante confiante, enquanto os outros estavam todos com medo de falhar, nós queríamos ganhar... e isso, mais do a sorte, foi decisivo!!! A forma como a equipa reagiu aos falhanços do Garay, e do André Gomes, é outro indicador, tanto do espírito de união do grupo, como a tal atitude vencedora que paira sobre os nossos jogadores!!!
Não vai ser fácil arranjar bilhete para Leira, mas vou tentar arranjar, estive lá em 2009, naquele jogo onde enchemos o Estádio, com uma vitória difícil por 2-1 (com um penalty marcado pelo Jorge Sousa...!!!) perto do final!!! Mas mais uma vez, é preciso relembrar que nenhuma das Taças está ganha. O Rio Ave, tem um plantel competente, e que vai fazer os 2 jogos da vida deles, nestas duas Finais... A vitória por 4-0 na Luz, recentemente, é passado, não vai influenciar em nada os resultados das duas Finais... Um dos factores que vai, de certeza, equilibrar os jogos, é a falta de qualidade dos relvados!!! Podem achar que é um pormenor de menor importância, mas não é... o Benfica faz da circulação de bola, uma das nossas principais armas, e nestes relvados não é fácil passar e receber as bolas...
Depois de Turim, vamos poder definir o nosso calendário até ao fim da época, mas para já, sabemos que em Leiria e no Jamor, vamos pôr toda a carne no assador...; e com o Setúbal na Luz, e no antro Corrupto (novamente), é para rodar e descansar...

Desabafo de um Campeão...

Juniores - 11.ª jornada - Fase Final

Raphael Guzzo
Benfica 8 - 2 Leiria

Goleada das antigas, num jogo que até deveria ter acabado com 9-1 no marcador: já o 1.º golo do Leiria nasce de um penalty inexistente; e o Benfica viu um golo limpíssimo anulado!!! Este apitadeiro, Luís Reforço, já tem um curriculum bastante vasto nos jogos da Formação do Benfica...!!!
Admito que temi o pior quando o Leiria reduziu para 3-2, foi uma espécie de déjà vu do jogo com o Leixões (permitimos o 3-3, após uma vantagem de 3-0)!!! Mas a equipa não perdeu a cabeça, manteve a pressão alta, e os golos foram aparecendo, com os adversários a não aguentarem o ritmo alto do nosso jogo...
Não podia acabar esta crónica, sem dar destaque ao golo do Guzzo e ao golo do Nuno Santos, em pouco mais de 3 minutos, o Benfica marcou dois golos da antologia!!!

Benfica..........26
Braga.............24
Corruptos........21
Sporting.........20
Oeiras............11
Leixões...........8
Guimarães.......7
Leiria..............5

"Embed" fan's !!!

Justo e legítimo

"Jogo com a Juventus foi digno de Champions e mostrou a excelência técnica e táctica do Benfica e a qualidade dos seus jogadores.

1. O Benfica conquistou, com todo o mérito, o seu trigésimo terceiro título nacional. Foi uma conquista justa e legítima. Justa como bem afirmou o Presidente do Conselho de Arbitragem Vítor Pereira. Legítima em razão do momento em que já foi alcançada e em face do conjunto de provas em que está, ainda, envolvido. E se dúvidas existissem - o que não acredito! - elas teriam sido dissipadas depois do enorme jogo da passada quinta feira no Estádio da Luz. Jogo digno da Liga dos Campeões. E que mostrou a excelência táctica e técnica do Benfica e a qualidade dos seus jogadores. Que a Europa está a ver e a rever. Para nossa angústia desportiva e felicidade económica-financeira. Esta terrível contradição destes tempos modernos. O Benfica está a fazer, uma vez mais, uma época extraordinária. Conquistou, repetindo, a presença na final da Taça de Portugal e num ano em que o Estádio Nacional atinge uma idade bem adulta. Merecendo páginas e fotografias, com respeito pelos seus autores, de recordação! Luta, neste domingo, pela presença, outra vez, na final da Taça da Liga. Competição que alguns menorizaram durante alguns anos. E não esquece mesmo (e nada!) que, na próxima quinta feira, Dia do Trabalhador, disputará, em Turim, e frente À forte equipa da Juventus, a presença, o que seria repetente, na final da Liga Europa. O que lhe permitiria o regresso, surpreendente para parte da Europa e da UEFA, a Turim e à mesma Arena! E pelo que lemos e escutamos a partir de Itália, e após a vitória suada na passada quinta-feira, os conhecedores do futebol exigem uma atenção bem mais cuidada do Benfica, seu treinador e seus jogadores. O que eram favas contadas passou para um osso duro de roer. Coisas que o futebol potencia e proporciona em noventa minutos!

2. A festa do Benfica foi bonita. Foi uma festa sentida e partilhada. Vivida e reconhecida. Foi uma festa em múltiplos lugares e com idênticos sentimentos. Foi uma festa bem organizada e com instantes únicos de partilha. Aquela descida do autocarro é um acto de proximidade que toca e que nos leva a acreditar que o prazer é sempre legítimo. Foi uma festa, ainda, e como vimos, com muita alegria e um imenso entusiasmo. E foi uma festa, ainda, e como vimos, com muita alegria e um imenso entusiasmo. E foi uma festa com memória. A evocação por parte de Luís Filipe Vieira, no seu curto e comovido discurso, de Eusébio e de Mário Coluna foi um acto de consciência. E a consciência, como escreveu Quintilliano, «vale por mil testemunhas». Mas ali estavam, em júbilo, muitos e muitos milhares de testemunhas. E muitas delas e muitos deles nunca viram jogar nem Eusébio nem Mário Coluna. Mas sabem bem que foram dois dos maiores jogadores do Benfica e que partiram neste arranque de 2014. E para este Benfica, e ainda bem, «a memória é essencial»!

3. (...)

4. (...)"

Fernando Seara, in A Bola

Uma vitória à campeão

"Benfica começou bem e terminou melhor.
Com o título fresco na bagagem, os encarnados cumpriram o seu primeiro teste nessa qualidade de campeões e fizeram-no com acerto e determinação. Uma vitória sempre importante sobre a poderosa Juventus (2-1), à custa de uma entrada fulgurante e de uma saída também ela heróica. Pelo meio, ficou uma vez mais provado que a formação italiana é concorrente de respeito.
Já de si virado para uma atitude mais ofensiva, o Benfica mais se galvanizou com o golo madrugador de Garay (2'), na sequência de um canto, chegando nesse período inicial a confundir o adversário. Sulejmani e Siqueira, na esquerda, e Markovic, no outro flanco, carrilaram muito jogo atacante e a reacção da Juve, que não contava com tamanho atrevimento, demorou a surgir.
Mesmo sem Fejsa nem Gaitán - já para não falar de Sílvio e Salvio - tinham sido 20/25 minutos de intensidade encarnada. Contudo, o quinteto do meio-campo italiano, bem comandado por Pirlo, passou então a controlar e a subir mais no terreno, com Pogba, sobretudo este, e Asamoah nos flancos e com o apoio mais no meio de Lichsteiner e Marchisio.
Então sim, a Juve deu um ar da sua graça nas acções ofensivas - até aí de fraca monta - através da acção de Vucinic e, em especial, de Tevez, este a assinar um lance de muito perigo anulado in extremis por Artur, numa das raras vezes em que, na primeira metade, o guardião da Luz seria chamado a intervir. Algo que conheceria radical mudança na parte complementar.
De facto, no 2º tempo, os italianos carregaram ainda mais e o Benfica viu-se obrigado a recuar, sentindo cada vez mais dificuldades em anular o opositor. A falência de André Almeida, no meio, trouxe problemas para o seu parceiro de sector, Enzo, e, afinal,para todo o conjunto. À retaguarda, os laterais tentaram compensar, vendo-se então Maxi a flectir com mais frequência para o eixo, desguarnecendo o flanco.
Foi por aí que a Juve apostou no ataque, depois de o ter feito preferencialmente pela direita, na 1ª parte. À segunda vez, o espaço concedido por Maxi naquele corredor permitiu a Asamoah fazer a assistência para Tevez. O argentino, ao seu jeito, ludibriou Luisão e empatou o jogo (73'). Parecia tudo consumado, ainda por cima frente à Juve, cuja retaguarda não tem por hábito facilitar.
Nessa altura, já André Almeida, feito trinco, tinha rendido Sulejmani, reforçando o bloco defensivo, enquanto Lima substituíra Cardozo, na frente. O empate fez soar o alarme e Jesus foi lesto a agir de novo, não tendo dúvidas em apostar ainda mais no ataque. Tirou então André Gomes, que tinha sido desviado para a direita, para fazer entrar Ivan Cavaleiro, que, por seu turno, trocou de flanco com Markovic.
Assim rearrumada, a equipa encarnada ganhou nova alma e voltou a pegar no jogo, enquanto a Juve terá subestimado o adversário. Da conjugação destas duas atitudes nasceu o segundo golo do Benfica, numa assistência de Cavaleiro para o tiro de Lima que fuzilou Buffon. Estava feito o resultado da partida, embora algumas falhas de parte a parte ilustrassem ainda a parte final do ajuste.
Foi um triunfo que o Benfica fez por merecer. Quer na forma como abordou o jogo, quer na maneira como o concluiu, não se deixando abater com o golo da igualdade. Esta capacidade de os encarnados se reerguerem perante a fatalidade que se anunciava, e logo frente a um opositor de peso como a Juve, foi o aspecto que mais marcou a sua actuação.
Um resultado escasso, que, naturalmente, não dá grandes garantias para o encontro da 2ª mão. Tivesse o juiz turco Cakir assinalado uma clara grande penalidade, por falta de Cáceres sobre Enzo, e a tranquilidade seria maior. Mas não se pode ter tudo. Para lá da vantagem de um golo, assim possa o Benfica ter também, em Turim, Fejsa e Gaitán, ou mesmo Salvio. Já era uma boa ajuda."

sábado, 26 de abril de 2014

Só mais uma !!!

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
25-18, 25-19, 25-19

Indiscutivelmente melhores... Fizemos um grande jogo, verdade. Mas esperava mais dos Açorianos, não sei se a derrota na Final da Taça de Portugal, a semana passada, com o Castêlo da Maia, teve algum impacto no animo da equipa deles... mas o mais importante é que o Benfica, não vacilou. Fomos mesmo implacáveis!!!
Este foi daqueles jogos, onde tudo foi feito com competência: serviço, recepção, distribuição, remate e bloco...
Mas nada está decidido, uma derrota nos Açores, e volta tudo à estaca zero...!!! Seria bonito sermos Campeões no Pavilhão da Luz, mas não me importa, mesmo nada, de celebrar à distância... além disso os Benfiquistas da Terceira, já mereciam uma grande festa na Ilha, já que apoiam sempre a equipa nas deslocações à Praia da Vitória. Espero que não se repita o bloqueio que se deu no último jogo nos Açores, onde tivemos o jogo na mão, é permitimos que o adversário se galvanizasse... com o apoio do público!!! Depois de todo o sofrimento e irritação do ano passado contra o Sporting de Espinho - a época dos 'dois títulos'!!! - estou desejoso por um Bicampeonato, o mais prematuramente possível!!!

Nas meias-finais...

Barcelos 71 - 75 Benfica
19-28, 27-11, 14-18, 11-18

Vitória muito complicada, após um 2.º período suicida!!! O jogo só ficou decidido nos últimos segundos, com o Benfica a demonstrar eficácia na linha de lance livre...
Com o regresso do Carlos Andrade, na minha opinião, não existe razão para uma rotação tão curta da equipa: tivemos 5 jogadores acima dos 30 minutos!!! Hoje, também perdemos a luta dos ressaltos, algo estranho para esta equipa...
Agora que venha as Meias-Finais: Algés ou Sampaense, neste está 2-1 para a equipa de São Paio de Gramaços!!!

PS: Já o disse anteriormente, gostaria de ver o Lonkovic no Benfica, hoje 23 pontos; 7 ressaltos...

Dormir... para acordar mais tarde !!!

Mealhada 4 - 8 Benfica

Mais um inicio de jogo desastroso, com o Mealhada a chegar ao 3-0 !!!  Esta equipa da Mealhada em casa, tem conseguido alguns resultados surpreendentes, por isso não havia razões para o Benfica ser apanhado de surpresa...!!!
Antes do intervalo, reduzimos para 3-1... Mas a 2.ª parte trouxe um jogo completamente diferente. É verdade que o Mealhada ainda fez o 4-2, mas depois só deu Benfica... Mesmo com os apitadeiros a marcarem penalty's e Livres Directos contra o Benfica em catadupa... mas o Trabal defendeu tudo!!! O jogo parecia 'preso' no 4-4, mas o Carlos López, conseguiu inventar alguns grandes golos, e o jogo ficou resolvido a nosso favor...

No próximo fim-de-semana temos a Final-Four da Liga Europeia. Como detentores do troféu, temos que dar tudo... mas jogar a Meia-Final, contra o Barcelona, no Palau Blaugrana, não será nada fácil. Acredito que o jogo será bastante diferente, da maioria dos jogos que temos em Portugal. Em Barcelona será o Benfica a jogar no erro adversário... mas temos que fechar a nossa baliza, algo que este ano não temos conseguido, e o Trabal na maioria dos jogos é um dos melhores no ringue!!!

Tremer que nem varas 'vermelhas'!!!

Benfica 21 - 20 ABC

Quando parecia que finalmente iríamos ter uma vitória confortável, a tremedeira voltou, depois de ao intervalo estarmos na frente por 15-10 (a maior vantagem foi o 14-7), em toda a 2.ª parte só conseguimos marcar 6 golos!!!
A equipa não está bem... qualquer coisa serve para entrar em bloqueio, hoje, mais uma vez, tivemos uma arbitragem incompetente, mas pelo menos chegou ao fim do jogo com 10 exclusões para cada lado!!! Mas não posso de achar absurdo a forma, como é permitido defender o nosso Pivot, que hoje não marcou um único golo!!! É um autêntico vale tudo...
Neste momento o título está longe, os maiores beneficiados por esta vitória são mesmo os Corruptos, que assim só tem que se preocupar com os Lagartos, que ainda andam entretidos com as competições Europeias!!!

Juvenis - 1.ª jornada - Fase Final

Aurélio Buta
Guimarães 0 - 2 Benfica

Jogo decidido na 1.ª parte, numa vitória esperada. Que ainda soube melhor, depois de se saber, do empate em Alcochete entre os Lagartos e os Andrades!!!
De todos os escalões de Formação, a nossa equipa mais forte, aquela que tem mais responsabilidades em conseguir o título, é esta. Na convocatória para o próximo Europeu de Malta - nesta categoria -, foram convocados, 12 jogadores do Benfica (o seleccionador ainda vai ter que dispensar 2 jovens, antes do embarque para a Malta). Aliás, creio mesmo que o principal entrave à conquista do título, pode ser mesmo o Europeu, que se vai realizar de 9 a 21 de Maio, interrompendo assim esta Fase Final, vamos ver como é que os nossos jovens regressam de Malta. A próxima jornada, é somente a 25 de Maio, se Portugal chegar à Final do torneio, não será fácil, recuperar os jogadores... Recordo que tanto na 1.ª, como na 2.ª Fase, esta equipa já teve algumas (poucas...) 'brancas', portanto todo o cuidado é pouco...

Benfica............3
Corruptos..........1
Sporting............1
Guimarães.........0

Entrada suicida !!!

Benfica B 0 - 2 Farense

O ciclo negativo continua. A máquina de fazer golos, emperrou!!! Início de jogo desastroso... e depois, quando quisemos ir à procura do golo (principalmente na 2.ª parte), fomos extremamente perdulários...
Várias ausências, creio que alguns vão estar na convocatória da equipa principal de amanhã, mas mesmo assim, não deveríamos ter facilitado tanto na entrada do jogo. Durante algum tempo os jogadores tinham o título da II Liga como claro objectivo, com os recentes maus resultados, a crença fugiu... mas os miúdos têm que perceber, que no Benfica, nada nos é oferecido, os adversários dão sempre o máximo, sendo que todos os jogos são para ganhar, mesmo a feijões.
Eu sei que isto é repetitivo, mas o Bernardo voltou a ser o melhor: nunca mais começa a próxima época para ver o Bernardo na equipa principal!!!
Uma última nota para mais um penalty descarado a favor do Benfica, que o Bruno Esteves, resolveu não assinalar!!!

Grande!

"Na noite da passada quinta-feira senti-me verdadeiro lampião. Quero com esta assombrosa confissão dizer que dei por mim a torcer pelo Benfica na meia final disputada com a Juventus como se fosse mesmo o meu clube do coração. Digo isto apesar de suspeitar que muitas das declarações públicas e politicamente correctas no sentido de garantir que nas provas internacionais mais não são do que o revestimento exterior de um diferente desejo íntimo. Tão íntimo como inconfessável. Tão inconfessável quanto mesquinho. Tão mesquinho que inconfessável. E esse é o de, lá no fundo, bem no fundo, também nesse dia se desejar o pior para o adversário de todos os dias. Mas estou certo que quem assistiu a esse desafio, qualquer que tenha sido o estado de espírito com que iniciou o jogo, não pode deixar de ter sentido um empolgamento pela forma como ele se finou. De alguma forma, esta exibição dos encarnados vale quase como um epítome de toda a temporada. Voltando a provar que a sua capacidade defensiva está num ponto verdadeiramente notável. Feiro ainda mais relevante por a natureza vocacional da equipa ser, naturalmente, atacante. Também serviu para nunca mais se discutir se Jesus é ou não um grande treinador. E também para, mais uma vez, se provar que vale a pena apostar na formação. As coisas são assim: o Benfica na época transacta não venceu nada quando poderia ter vencido tudo. Mas este ano voltou à mesma situação - com a diferença que ainda nada perdeu. Não há acasos nestas coisas. Mérito dos jogadores, sem dúvida, mas não menos do seu treinador. E de quem, contra a voz da turba, soube ser um verdadeiro líder, renovando a confiança do treinador na pior das horas. Aqui está o reto."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Obrigado, Jesus

"Jorge Jesus foi o melhor até na hora de ganhar. Quando o apito soou, no fim do jogo contra o Olhanense, houve a natural explosão de alegria nos quatro cantos do mundo onde vivem portugueses, e não só, apaixonados pelo Benfica. Isso é repetido e não constituiu novidade. São 33 títulos de campeão nacional, cada um com a sua história, e todos juntos são muito da nossa história.
Num clube onde treinadores húngaros ganharam o dobro dos títulos que treinadores portugueses, escutar Jorge Jesus foi o desmentido de todos o quantos o atacavam. Foi simples e natural, estava feliz e foi autêntico, dedicou o título um por um a todos, não esqueceu adeptos, colaboradores, jogadores e dirigentes. Dedicou e lembrou à nossa memória colectiva, honrou a nossa história e passou a fazer parte dela em letras gigantes. Eu que aqui tantas vezes o defendi nas derrotas e nos resultados menos bons, deixo-lhe o mais sincero dos obrigados.
É bom ir ao futebol, ver equipas treinadas por si. Não faz tudo bem, não faz sempre bem, mas é indiscutivelmente um dos melhores treinadores de futebol da história grandiosa do nosso Benfica.
Jorge Jesus pode, 27 anos depois, conseguir a dobradinha. Vencer no Jamor é tudo que lhe peço, na última dobradinha, não tinha sequer idade para votar.
No ano em que vimos partir Eusébio e Coluna, sentimos que o passado glorioso está amarrado a um futuro de igual dimensão, essa é a nossa maior alegria. Este título tem uma grande novidade, foi o primeiro visto por milhões na televisão do clube, ser campeão na Benfica TV é como festejar o Natal em Belém, reforça o sentimento de pertença e aumenta o orgulho de cantar o hino.
Somos mesmo de um 'clube ganhador' e vamos continuar a cantá-lo por muitos e muitos anos, contra ninguém mas apesar de muitos.
Com tantas limitações e uma arbitragem como a de ontem, sair vivo para disputar em Turim a presença na final é um feito."

Sílvio Cervan, in A Bola

Mas que grande jogo de futebol!

"Noite de gala na Luz. Jogo de altíssimo nível, frenético, emocionante, duas equipas que se encararam olhos nos olhos, em 90 minutos do melhor futebol que passou este ano por Portugal. Frente a uma Juventus que vai a caminho do terceiro scudetto consecutivo, o Benfica demonstrou organização, ambição e dimensão. Por isso vai a Turim com tudo em aberto. E com certeza de que os italianos pensavam que a final, que se joga no seu estádio, era como a pescada, que antes de o ser já o era, já mudaram de ideias.
Entre Lisboa e Turim o Benfica vai ainda fazer escala no Porto, onde discutirá com os dragões a presença na final da Taça da Liga. Na presente temporada, se há mérito que Jorge Jesus teve, foi o de saber identificar com cristalina clareza as prioridades para a equipa que dirige. Ganho o campeonato e com o Jamor ainda distante, nada deverá perturbar o sonho de repetir uma final europeia. Assim, sem menosprezo nem pelo FC Porto, nem pela própria Taça da Liga (competição que precisa de uma calendarização mais inteligente), o Benfica deverá apresentar no Estádio do Dragão uma equipa que não hipoteque as possibilidades de ser feliz em Turim. Sendo normal, note-se, que o FC Porto coloque toda a carne no assador e tente fazer da Taça da Liga um bálsamo que embora não cure, possa aliviar as mazelas de uma temporada mal construída, mal disputada e mal querida.
PS - Pode dizer-se que o inferno da Luz está de volta. A jogar em casa o Benfica transformou-se num temível adversário e na presente temporada aí foram derrotados, entre outros, FC Porto e Sporting (duas vezes cada), Paris Saint-Germain e Juventus. E não é por acaso que quase um milhão de pessoas foram à Luz..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Converteu-se!

"Não é muito normal ver-se um treinador celebrar um título como Jesus celebrou, no último domingo, no Marquês de Pombal.

O mais comum dos benfiquistas parece definitivamente convertido a Jesus. E o Benfica é sobretudo feito dos mais comuns benfiquistas. Jesus é, portanto, hoje, entre os mais comuns dos benfiquistas, o mais desejado treinador para a próxima época. E se perguntássemos aos mais comuns dos benfiquistas o que esperam, talvez digam que esperam que Jesus continue por muitos e bons anos. Ou, no mínimo, por mais um.
O que aconteceu, mais uma vez ontem na Luz, numa grande noite europeia de futebol, ainda mais gente converte a Jesus, por ser capaz de levar a equipa a enfrentar de peito aberto e coração na mão uma poderosa Juventus, mesmo não tendo o melhor jogador, Gaitán, o jogar que mais em forma começava a estar, Salvio, e o jogador que melhor equilíbrio vinha dando aos movimentos defensivos da equipa. Fejsa.
Apesar de tudo isso, o Benfica atacou, sofreu, reergueu-se e venceu um grande jogo de futebol e prepara-se para discutir até ao fim esta meia-final europeia frente a um adversário que deitará mão de tudo o que puder para não deixar fugir a final da competição que se joga na sua própria casa.
Quantos benfiquistas serão agora capazes de negar que Jesus é grande?!

NÃO é, por outro lado, muito normal vermos um treinador celebrar o título de campeão como celebrou Jesus o título do Benfica, no último domingo, sobretudo quando chegou à praça do Marquês de Pombal e parecia muito mais um adepto do que o líder técnico da equipa, como se viu, até, pela inesperada e surpreendente reacção das autoridades, quando o confundiram por causa daquele tremendo disfarce.
Apesar de ser um treinador de futebol e de tudo o que ele próprio se impõe como profissional - ele e todos os treinadores -, nunca foi segredo para ninguém o sportinguismo de Jorge Jesus. Mas agora, depois do que se viu no domingo, também ninguém deve ter dúvidas de que Jesus se converteu à Luz.
Foi uma invulgar explosão de alegria e uma invulgar forma de a manifestar.
Sendo verdade que se esperava que Jesus celebrasse o título de forma absolutamente vibrante - tendo especialmente em conta o que sucedeu na última época e depois de tudo o que ele próprio sofreu de contestação - também não precisava Jesus de ter ido tão longe na manifestação da sua imensa alegria.
Mas foi, e os benfiquistas gostaram, certamente, muito.

COM o Benfica campeão, é inevitável falar-se do que terão sido os momentos da época encarnada, o que foi mais decisivo, que histórias ficam a marcar mais o título da equipa de Jorge Jesus. Elege, nesta página, José Couceiro o empate do Benfica em Alvalade, à terceira jornada, como o momento mais dos encarnados. Foi na verdade um momento muito importante, mas haverá outros.
Os golos de Markovic e Lima, o deste já na compensação do jogo com o Gil Vicente, à segunda jornada, depois do mau arranque com derrota no campo do Marítimo, não podem deixar de ser considerados como momentos altos, porque ter perdido mais pontos naquela altura, e logo na Luz, poderia ter conduzido a contestação para níveis ensurdecedores.
Contestação vinda das bancadas que terá terminado de vez à quinta jornada, quando em Guimarães, Joege Jesus perdeu a cabeça para defender um adepto das garras das autoridades. Outro momento-chave da época benfiquista porque a partir daí Jesus ganhou definitivamente o apoio dos mais fervorosos seguidores da equipa.
O desaparecimento de Eusébio veio deixar, já este ano, a marca mais profunda no caminho encarnado. O adeus ao maior jogador da história do clube aconteceu precisamente antes do grande Benfica - FC Porto, a fechar a primeira volta, quando as duas equipas, note-se, tinham o mesmo número de pontos - 33.
Um jogo sempre muito importante.

CLARAMENTE tocada pela emoção daqueles infelizes dias, a equipa de Jesus vence por 2-0, como se sabe, e chega à vantagem com um grande golo de Rodrigo, ainda por cima um golo à Eusébio, obtido num remate fantástico, supersticiosamente apontado ao minuto 13 de que Eusébio gostava muito.
Enfim, místico.
Isolado pela primeira vez no comando da Liga - graças a essa vitória bem no final da primeira volta -, e conseguindo então três preciosos pontos de vantagem sobre o grande rival das últimas décadas, o Benfica ganhou asas.
E realmente voou.

PS: Garante-se, nos bastidores da Luz, que Jesus só não será o treinador do Benfica na próxima época se lhe surgir um daqueles chamados convites irrecusáveis do estrangeiro. Caso contrário, fica. Está convertido!"

João Bonzinho, in A Bola

Iniciados - 3.º jornada - Fase Final

Filipe Soares
Benfica 2 - 1 Corruptos

Mais um jogo agradável, com domínio total sobre o adversário... e que não deveria ter acabado com o sofrimento que acabou...!!! O Benfica marcou cedo, levou algum tempo a conseguir o 2.º golo - após grande trivela do Lamba, e cabeçada do Zé 'golos' Gomes!!! Mas já nos descontos, num livre lateral, após um saída infeliz do nosso guarda-redes, sofremos um golo... e os Corruptos, sem merecerem, ainda acreditaram durante 2 minutos que podiam empatar!!! Mas tudo acabou bem...
Três jogos, três vitórias, sendo que a deslocação teoricamente mais complicada, já foi ultrapassada (Alcochete)... uma vitória no próximo jogo, no Seixal, com o Sporting, garante matematicamente o título (mas uma derrota pode complicar muitas as coisas)!!! Se isso acontecer, na 4.ª jornada, a duas do final, será mais um momento de grande sucesso da nossa Formação.
É verdade que esta geração, é uma das equipas da Formação do Benfica, actualmente, com mais jogadores de origem Africana, portanto a evolução de vários destes jovens é uma incógnita, mas neste momento temos tudo para sermos Campeões...

Benfica.........9
Sporting.........6
Leiria.............3
Corruptos.......0

'O Campeão voltou!', disse um adepto

"Estamos de novo muito felizes porque a equipa que representa o Benfica ao mais alto nível voltou a afirmar todo o esplendor desportiva do Glorioso, antes mesmo de completado o calendário da maior prova nacional de futebol. Logo na noite da confirmação da vitória, a impressionante explosão do nosso orgulho, tão ansiosamente contida até ao último minuto do jogo no Estádio da Luz, pulverizou literalmente, em todo o país e no estrangeiro, os já vastos limites atingidos em anteriores celebrações das nossas conquistas: sempre que o Campeão volta os Benfiquistas saem à rua por todo o lado, em incontidas manifestações de regozijo que a Benfica TV mostrava ao pormenor e a cuja dimensão e apelo nenhuma estação generalista e de informação de rádio e de televisão pode resistir. Mas o que é mais impressionante é que, no tempo presente, à demonstração do inquestionável poder desportivo do Benfica sobre os concorrentes se soma, de cada vez a afirmação de uma crescente popularidade do Glorioso.
Como é natural, a grandeza do Benfica e a formidável expansão do Clube alimentam-se dos recordes, das marcas e das vitórias conseguidas pelos atletas e pelos técnicos. Desta vez, porém, aqui dentro sentíamos que muitos factores comportamentais acresciam no espírito dos nossos heróis, relativamente ao que se havia passado em circunstâncias anteriores.
A determinação dos protagonistas parecia ser de um novo tipo; em face, até, de situações de infortúnio, solidificava-se  e era preservada a união do grupo em torno dos objectivos estabelecidos; o desaparecimento das grandes referências Eusébio e Coluna constituía poderoso elemento de motivação; e assistíamos à utilização de novos códigos de linguagem que denotavam novas atitudes e novas estratégias competitivas.
Mas, acima de tudo, sentiu-se no futebol profissional a liderança do presidente Luís Filipe Vieira. Não foi ele quem marcou os golos. Não foi ele quem treinou os jogadores. Não foi ele quem os incentivou nas bancadas dos estádios em todo o País. Mas verdadeiramente, foi ele que, mais uma vez visionário, voltou a acordar o Campeão!"

José Nuno Martins, in O Benfica

Campeões!

"1. A duas jornadas do fim, está feito! É o 33.º título nacional. Depois de duas épocas azaradas, fomos de longe a melhor equipa e agora só há que esperar por novos títulos nas épocas que se seguem. Este título foi a melhor forma de homenagear os nossos saudosos Eusébio e Coluna, que tantos campeonatos nos deram. Foi um título de todos nós e também deles. E, com festejos em todo o País (nota especial para os do FC Porto, mesmo com algumas provocações alheias...) e em muitos pontos do globo, o Benfica deu mais uma prova da sua grandeza.
(Um parêntesis... pessoal: fui fazer as contas e verifiquei que este foi já o 'meu' 26.º título nacional em 60 anos. O primeiro que me lembro já como benfiquista - ouvi o relato na rádio -, foi o de 1954/55, quando o Sporting foi empatar ao campo do Belenenses a quatro minutos do fim e o Benfica, que havia inaugurado meses antes o Estádio da Luz, ganhava ao Atlético por 3-0 e pode festejar o seu então apenas 8.º título. Dois anos depois, já assisti ao vivo ao Benfica, 2 - Académica, 0. E... nunca mais parei de festejar!).

2. Jogo histórico o da Taça de Portugal, há uma semana. A jogar uma hora com menos um, o Benfica superou o FC Porto sem margem para dúvidas: não só ganhou 3-1 como ainda desperdiçou as melhores oportunidades.
Mas, atenção, ainda falta a final do Jamor!

3. Curiosamente, dias antes do Benfica-FC Porto da Taça de Portugal, Pinto da Costa salientava que há um ano o Benfica nada havia ganho, enquanto neste o seu clube ainda poderia ganhar a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Isto em contraponto com os comentários acerca da 'excelente época' que o Benfica fizera em 2013 e da 'péssima prestação' do seu clube em 2014, segundo os comentadores. Afinal, a Taça da Liga ainda vale alguma coisa...

4. O estudo não é português, é europeu, e foi encomendado pela UEFA. Segundo essa sondagem, o Benfica é o clube de 47 por cento dos portugueses, quase tanto como todos os outros juntos. Não há na Europa outro clube que reúna tantos adeptos no seu país (segue-se o Steaua de Bucareste, com 45 por cento dos romenos). Essa liderança folgadíssima a nível nacional não é nada que não se conhecesse, mas há sempre quem duvide..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Benfica Global

"Os portugueses, a quem na actualidade ninguém dá nada a não ser mais austeridade, receberam esta semana a dádiva de uma imensa alegria. O Benfica conquistou o Campeonato, aumentando um palmarés sem igual neste País. É o 33.º título que os Benfiquistas estão a celebrar, numa festa em Portugal e pelo Mundo fora.
Um estudo recente da UEFA indica que, entre os portugueses, 47 por cento da população prefere o Benfica, o que faz do Glorioso o Clube europeu que maior percentagem de adeptos concentra no seu País. Com uma percentagem de adeptos e simpatizantes que anda perto de metade da população, não admira que a celebração de um triunfo do Benfica tenha em Portugal um carácter de festa nacional. Os outros são uma pequena parte, de algo que o Benfica é um todo.
Com a massa de portugueses que procura agora uma vez mais a vida e a sorte fora do País - em número sempre crescente -, acontece que a alegria pela vitória do Benfica se espalha sobre as convenções das fronteiras e se transforma numa festa global, em Lisboa, no Porto e em todo o País, em Londres, Paris, Hamburgo, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Cabo Verde, Angola, Moçambique,Timor, Austrália. Dificilmente outro clube do Mundo - qualquer que seja o seu currículo e estatuto - faz uma festa assim, à escala do planeta. Não estamos a falar de vendas de camisolas ou de qualquer outra transacção. Falamos de corações, de frémitos, vibrações, de emoções, do estremecimento colectivo da alegria do povo.
Podemos agora no auge desta alegria procurar a quem cabem os louros desta tão saborosa vitória. A conversa será longa, pois todos os atletas e técnicos deste grande Clube merecem ser nomeados e eleitos. Mas a vitória do Benfica tem um número 1. Chama-se Luís Filipe Vieira,"

João Paulo Guerra, in O Benfica