Últimas indefectivações

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Objectivamente (Arbitragem)

"Depois do jogo com a Académica, em Coimbra, ninguém tem dúvidas sobre o que está a preparar-se para este repetitivo início de Campeonato enchendo o bornal de pontos ao tradicional beneficiado para o gerir a contento nos primeiros meses do próximo ano.
É sempre assim. Vai continuar assim enquanto os Lourenços Pintos e os Vítor Pereiras deste Futebol mandarem na Arbitragem portuguesa.
Esta semana também ouvi um vice-presidente da APAF (ainda existe isso?) pedir para deixarem os árbitros «trabalhar à vontade porque é a única maneira de eles poderem errar menos». Mas então eles não andam a trabalhar à vontade há tanto tempo? O que é que eles têm feito até agora senão trabalhar à vontade?! Será que alguém incomoda Carlos Xistra, Pedro Proença, Olegário Benquerença e outros fabulosos árbitros que ainda andam por aí de apito na boca? Que eu saiba nunca foram incomodados, por isso são tão bons lá fora e tão maus cá dentro! Porque será?
Um grande defensor de Xistra estes dias foi MSTavares na Bola. Ele que sempre que pode «malha» no desgraçado, esta semana vem defendê.lo dizendo que acertou nos dois penálties contra o Benfica! Onde falhou mesmo foi ter mostrado o cartão vermelho ao jogador da Académica que cortou a bola com a mão dentro da área. É que, diz MST, 90% dos árbitros davam apenas amarelo! «Disso não falam os benfiquistas!». diz esta figura de proa do FCP. Falamos, falamos. E para dizer tudo o que nos vai na alma!
Já agora, sobre o «choradinho» dos benfiquistas, é bom lembrar quem é que anda a choramingar contra o treinador e os jogadores que têm sido escolhidos para os jogos do FêCêPê! Eu é que não sou de certeza porque não tenho nada a ver com isso e tanto se me dá que vendam A, B, ou C ou que comprem o X, Y, Z. Quem choraminga todos os dias contra o treinador e as escolhas dele é MST!
Voltando à «vaca fria», depois daquilo que foi dito por um dirigente do Benfica espero que haja investigação sobre os erros continuados dos árbitros. Era bom que isso sucedesse!"

João Diogo, in O Benfica

Xistrar é mentir

"Todos sabem o que é um jogo inquinado, viciado, roubado. Talvez nem todos soubessem o que é um jogo xistrado. É mais ou menos a mesma coisa.
Quem não sabia, ficou a saber. É um jogo (des)apitado por um tal Xistra, por um tal anti-benfiquista, por um árbitro(?) inadaptado para a função. Inadaptado apenas? Pior do que isso, alguém que invariavelmente olha para o vermelho com desdém, com desprezo, com asco. Xistra não presta. Xistra é fraco, Xistra deveria ser proscrito da arbitragem. Xistra não tem condições para dirigir jogos do Benfica. Porquê? Porque com Xistra o Benfica está sempre xistrado que é o mesmo que dizer está sempre lixado.
O Benfica empatou em Coimbra porque se xistrou. Até entrou bem no jogo, até sublinhou momentos de futebol aprazível, até revelou manifesta superioridade face a um antagonista valioso e empenhado. 'Foi uma vergonha', sustentou Jorge Jesus. Sustentou-se bem. Também ele se sentiu xistrado e tem todo o direito (mesmo o dever) de manifestar a maior indignação.
Quantas vezes, esta temporada, o Benfica voltará a viver o suplício xistrense? Com Xistra e outros mais a luta é desigual. Xistre-se outras vezes e a Liga estará entregue, voltará a ser pertença do titular do costume. O combate desejavelmente honesto, não é só frente às equipas adversárias. O combate, desejavelmente firme, tem de ser contra o xistrismo que teima em contaminar o Futebol nacional.
A multidão benfiquista não pode continuar a sofrer de xistricidade. Quer verdade, que até rima, mas significa exactamente o inverso. É que não há quem se xistre confortável com a mentira e a descriminação."

João Malheiro, in A Bola

Comentários...

A Echo 'fechou' o serviço de comentários em blogues, assim O Indefectível perdeu a maior parte dos respectivos comentários. Os artigos são o mais importante, mas...
A partir de agora, a caixa de comentários será da Blogger, vou tentar manter as coisas simples, nos próximos tempos vou exprimentar algumas alterações, será um processo por 'exclusão de erros'!!!
Ainda não consegui apagar a mini-aplicação da Echo, na barra lateral, se alguém tiver alguma ideia como se apaga, agradeço.

domingo, 30 de setembro de 2012

Vitória...


Freixieiro 1 - 5 Benfica

A receita do costume: 1ª parte algo 'complacente', e 2ª parte demolidora!!! O discurso oficial, explica que na 1ª parte desgastamos os adversários, e na 2ª parte resolvemos os jogos... pessoalmente, desejaria que os jogos ficassem logo decididos na 1ª parte, até porque os erros que estamos a cometer nas transições defensivas na 1ª parte, em jogos mais equilibrados podem ser fatais... Se hoje tivemos azar no ressalto no poste, que deu o golo ao Freixieiro, depois para compensar tivemos o beneficio de um auto-golo, algo pouco habitual!!!
Mas quando a equipa começa a 'carburar' os golos aparecem, e nos últimos tempos os golos com nota artística tem aparecido com alguma regularidade: a jogada do 1º golo é maravilhosa... E só não marcámos mais, porque o 'goleiro' adversário estava com uma 'leiteira' apreciável!!! Foi de certeza 'caga', porque se ele defender sempre assim: é o melhor guarda-redes do Mundo!!!
O fado dos apitos continua... tenho muita dificuldade em compreender o critério das faltas sobre os nossos Pivot's... aparentemente vale tudo...!!!

pereira godinho

"Assim mesmo: em minúsculas. É por causa de gente assim que o futebol se transformou numa gigantesca cloaca que fede ao ar livre. Gente que não consegue perceber o seu lugar e tudo faz para se tornar visível e comentada. Vejam a figura cretina levada à cena por godinho: ninguém sabe quem ele é, nunca ninguém soube quem ele é, a não ser, talvez, a mãe, e de repente salta lá do seu lugar insignificante e subalterno para lançar a cabeça na direcção da cabeça do «capitão» do Benfica que procurou despachar-se num arremesso de bola. Naquele exacto momento, godinho passou a ser célebre. E todo o País percebeu a massa de que é feito. Há muito que não assistia a uma exibição tão cabal da personalidade de um indivíduo. Fiquei esclarecido quanto à qualidade da sua estrutura humana. Crêem que foi admoestado, advertido. Julgam que foi posto no seu lugar? Instado a abandonar o campo? Nunca! O Futebol português ferve de godinhos: em vez de irradiados, são premiados.
Vejam o pereira. Em tempos que lá vão era estimado, respeitado. Depois perdeu o respeito por si próprio. Mendigava bilhetes ao Madaleno, convicto de que estar por ali, à babugem, lhe traria benefícios. E trouxe. Eternizou-se como chefe dos incompetentes. O Madaleno apontou-lhe o lugar que guardara para ele: de cócoras. E aí ficou. Submisso, prestável. As suas nomeações obdecem à vontade máxima de quem o condenou ao servilismo. Ainda estranham os roubos? Surpreendem-se com apitadelas infames? Não vale a pena. São para continuar. De cócoras, dobradiço, aquele que perdeu o respeito por si próprio perdeu o respeito de toda a gente."

Afonso de Melo, in O Benfica

Postes, Xistra,...

"1. Incrível. Primeiro os postes - aos cinco minutos já duas bolas lá haviam batido e ainda houve uma terceira... para já não falar todas aquelas que passaram lá pertíssimo e mais as que o guarda-redes (e até um defesa) defendeu (mas, em relação a estes, fizeram o seu papel).
Depois, mais uma vez, o árbitro Carlos Xistra, que inventou duas grandes penalidades inacreditáveis. O Benfica jogou o suficiente para ganhar por uns 4-0 e acabou por regressar com um empate (2-2). Parece que este ano não vai ser diferente dos anteriores. Já no ano passado, em Coimbra (sem culpa da Académica, note-se), foi a vergonha que se viu. Desta vez ainda conseguiu ser pior!

2. Primeira página do Jornal de Notícias de 2ª feira: 'Ai Jesus! Benfica esteve sempre em desvantagem num encontro com três penalties em que jogou 40 minutos contra dez.'
Lamentável. Assim se compreende que o FC Porto não precise, como Benfica e Sporting, de ter um jornal semanário. Tem um diário que nada lhe custa...

3. A candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto ('esgotou o seu tempo em Gaia e é um dos que vai 'fintar' a lei...) agrada, certamente bastante, ao FC Porto, depois das escandalosas ajudas dadas enquanto presidente de uma câmara vizinha (ofereceu um centro de estágio e agora também o estádio Jorge Sampaio para a equipa B, impedindo até os clubes locais de utilizarem a pista de Atletismo). Iremos ter agora (se ele for eleito) certamente uma segunda edição do antigo autarca Nuno Cardoso que fez tantas ou tão poucas com o dinheiro da Câmara em terrenos para o FC Porto que até andou às voltas com a justiça. Rui Rio nunca precisou de beijar a mão de Pinto da Costa para ganhar todas as eleições, justiça se lhe faça.

4. É o insuspeito (adepto do FC Porto) Paulo Teixeira Pinto quem o afirma, em 'A Bola' do passado sábado: 'depois da lastimável e abrupta desistência portista do Basquetebol (muitos anos depois de também o Voleibol ter sido liquidado) há um ceptro indisputado: o maior Clube desportivo português é o SL Benfica, o único que pode vencer em seis modalidades: Futebol, Futsal, Basquetebol, Andebol, Voleibol e Hóquei em Patins.' E poderia acrescentar, entre as modalidades principais, o Atletismo, mais uma que o FC Porto suspendeu há um ano e que o Benfica ganha há dois."

Arons de Carvalho, in O Benfica 

Um ponto ganho

"Dadas as circunstâncias em que o Benfica partiu para Glasgow, tanto a exibição, como o resultado, são de enaltecer. Foi, afinal de contas, a primeira vez na história que o Clube não saiu derrotado do Celtic Park. Além de que, começar uma poule desta natureza empatando no terreno de um dos adversários directos, nunca é coisa de somenos.
Foi o primeiro jogo oficial em que não pudemos contar com as presenças dos médios, Javi e Witsel (e também, por lesão, de Carlos Martins), havendo portanto necessidade de estrear um modelo de jogo alternativo. Vimo-nos também privados de contributo dos defesas Maxi Pereira e Luisão - por motivos sobejamente conhecidos, e que já tive oportunidade de comentar neste espaço. A agravar, a equipa vinha de uma longa e incompreensível paragem competitiva, não se sabendo como iriam reagir os índices físicos de muitos dos jogadores.
Com todos estes obstáculos (para além, naturalmente, de um adversário aguerrido, e de um ambiente perante o qual, em jogos da Champions, só o Barcelona conseguiu vencer), pode dizer-se que o empate é um resultado positivo para nós, mantendo de pé  todas as esperanças na caminhada face aos objectivos traçados para a competição (que passam, seguramente, pelo apuramento para os oitavos-de-final). Podíamos ter vencido? Sim. Mas no Futebol, como na vida, o bom é inimigo do óptimo. Um maior risco ofensivo, na fase derradeira da partida, poderia ter ditado uma indigesta derrota - sobretudo sabendo-se das limitações com que a equipa se apresentava do meio-campo para trás.
Não tenho muitas dúvidas que o Benfica teria mais a perder com uma maior abertura táctica da partida, pois jogava fora, e o resultado era-lhe (e foi-lhe) muito favorável do que ao seu opositor.
O mérito dos 'encarnados' foi saberem adaptar-se, com rigor e com arreganho, às condicionantes de um jogo que nem sequer começou bem. Não era ocasião para requintes, e foi de fato-macaco que a equipa acabou por impor-se, ficando mais perto da vitória do que da derrota."

Luís Fialho, in O Benfica

sábado, 29 de setembro de 2012

Super...


Oliveirense 5 - 9 Benfica

Aqueles minutos finais da 1ª parte, onde a ganhar por 3-0 permitimos o empate eram desnecessários... a equipa teve durante o jogo algumas desconcentrações, permitindo contra-ataques perigosos, que na Europa são fatais... mas no final a nossa superioridade acabou por ser demonstrada, sem 'espinhas', com vários golos de grande qualidade técnica... belo espectáculo.

Quem pensar que esta época, vai ser mais fácil triunfar, está enganado. Se os jogadores pensarem que esta época será mais fácil, então já perdemos!!! Os Corruptos reforçaram-se, o Coy deu excelentes indicações hoje, mas só com o espírito de conquista demonstrado pela nossa equipa nos últimos 2 anos, será possível repetir os festejos no final da época... não podemos perder a sede de vitórias... o triunfo da 7ª Supertaça de Hóquei em Patins para o nosso historial é um excelente indicador...

Muito importante: manter a invencibilidade...

Belenenses 30 - 32 Benfica

Mais uma vitória, mantendo a invencibilidade... continuo a achar que nestes jogos estamos a sofrer demasiados golos, e tenho a certeza que a culpa não é do guarda-redes, que tem sido um dos melhores jogadores da equipa, e hoje parece que voltou a ser decisivo!!!
É impressionante a regularidade com que 'levamos' com a dupla Nicolau/Caçador, estamos só na 4ª jornada, e este jogo já foi o segundo jogo, depois do confronto com o ABC na 1ª jornada... Hoje, no último minuto da partida, tivemos duas exclusões Carneiro e Tavares), e uma expulsão (Grilo)!!! E um livre de 7m contra - que o Álamo obviamente defendeu!!! Terminámos o jogo com 1 guarda-redes e 3 jogadores de campo!! Depois do 'último minuto' com os Corruptos na Quarta-feira (1 expulsão e um livre de 7m, contra, inventado), voltámos a sofrer a ira dos apitadores...!!!
Não vai ser nada fácil... Os nossos adversários já se aperceberam que o Andebol do Benfica, tem todas as condições para ter sucesso esta época, e portanto é necessário começar a 'trabalhar' cedo!!!

PS: O Basket foi a Espanha, efectuar 2 jogos particulares, mas o segundo não chegou ao fim!!! Parece que os apitadores também não gostaram do 'vermelho' das nossas camisolas!!! Começo a pensar que os nossos fundadores, escolheram mal a nossa cor...!!! (estou no gozo)!!!

Não deu para mais...


Benfica B 0 - 0 Leixões

Se defensivamente com o Sidnei e os Ascues a equipa está mais tranquila, as ausências dos 'Andrés' - Almeida (equipa principal) e Gomes (lesionado) -, e do Ivan Cavaleiro (também lesionado), fizeram-se sentir na produção ofensiva... mesmo assim, jogámos o suficiente para vencer. Também é verdade que as opções ofensivas no banco eram limitadas, mas o Norton não esteve bem na gestão das substituições, a equipa ficou desnecessariamente descompensada...
Mas o mais irritante do jogo, foi o vergonhoso anti-jogo do Leixões, desde do 1º minuto, tendo no seu guarda-redes um actor com qualidade para chegar a Hollywood !!! Sendo que o jovem apitador - com muito futuro, de certeza tal a incompetência, os cartões amarelos 'madrugadores' aos nossos Centrais foram decisões de 'cartilha'...!!! -, foi no mínimo cúmplice - activo - do Leixões nas perdas de tempo... Chegando ao cumulo, de no final da partida ter dado 3 minutos de compensação - após 6 substituições e várias entradas dos massagistas... -, sendo que ao minuto 90 (depois de mostrar os 3 minutos de compensação), expulsa com 2º amarelo um jogador do Leixões, que ficou quase 3 minutos sentado no relvado, saindo de maca, e depois acaba o jogo aos 94m!!! Com muita contestação, justa, dos jovens Benfiquistas, que obrigaram o Norton a afastá-los do árbitro...

Vitória para Vieira

"Lima está a justificar o investimento feito pelo Benfica na sua aquisição. Já tem 29 anos, é certo, por acaso a mesma idade de Van Persie, que o Manchester United foi roubar ao Arsenal por quase 30 milhões de euros, enquanto o brasileiro, que na temporada transacta correu ao sprint com Cardozo, até à derradeira jornada, pela posse de A Bola de Prata, custou menos de cinco milhões. Em dois jogos assinou três golos que valeram um ponto em Coimbra, com aquele pontapé soberbo ao cair do pano, transformando uma derrota que parecia iminente num precioso empate, e, ontem, apesar da colaboração de Cássio, um guarda-redes com notória dificuldade em separar os prazeres do céu dos horrores do inferno, mais três pontos, na medida em que foi o Paços de Ferreira a inaugurar o marcador.
Merecida vitória, cantada por Jorge Jesus e aplaudida por Paulo Fonseca (atenção a este jovem treinador). Prenda igualmente merecida por Luís Filipe Vieira depois de na véspera tão mal tratado ter sido na assembleia geral do clube, a qual, mais do que o défice, não lhe perdoa a míngua de títulos, sem se dar conta de o presidente jamais ter olhado a meios para formar um plantel de nível europeu, talhado para recolocar o Benfica na rota das grandes conquistas. Objectivo conseguido com extraordinário esforço, ao contratar praticantes jovens e talentosos, com os quais qualquer treinador do mundo, de reconhecida qualidade, adoraria trabalhar: e teria sucesso...
Na Capital Europeia da Cultura, um clássico minhoto que já não é o que era... De um lado, o Vitória de Guimarães, enfraquecido, à beira do colapso financeiro; do outro, o Sporting de Braga, pujante, a nadar nos milhões da Champions. Naturalmente, ganhou o emblema bracarense."

Fernando Guerra, in A Bola

Não aprovar contas é um acto normal e até salutar

"Luís Filipe Vieira sofreu, na AG de anteontem, uma derrota inesperada. Ou talvez não. Se a memória dos homens existisse, o “chumbo” do relatório e contas de 2011/12 poderia ter acontecido na mesma. O que não sucederia certamente seriam os assobios, os insultos e os pedidos de demissão, fruta da época.
Essa falta de memória, e a quase total ausência de gratidão, são desgraçadamente comuns, mais do que no futebol, na própria vida. E hoje já pouco conta a imagem do Benfica que Vale e Azevedo deixou por herança, tempos sinistros em que um mamarracho de cimento a prometer um museu que nunca avançou, junto à Segunda Circular, era troféu que envergonhava todos os benfiquistas.
A não aprovação das contas deve ser encarado como um acto normal. Eu diria até salutar num país onde só o assalto repetido aos nossos bolsos parece ter despertado as pessoas para o funesto resultado que dá comer e calar. É verdade que eram apenas 600 sócios, uma gota no mar vermelho, mas as assembleias-gerais são assim: só contam os que lá vão.
Já o tratamento insultuoso dado a um homem que, com todos os seus defeitos, tem procurado servir Benfica, surge como algo injusto, que só pode resultar do turbilhão de paixões que o futebol gera e que encontra no insucesso o melhor dos combustíveis para a sua chama. E ver o FC Porto a começar a fugir, à 4.ª jornada, após o empate dos encarnados em Coimbra, foi o fósforo que ateou o fogo.
A explicação do “vice” Rui Cunha de que a aplicação do Método de Equivalência Patrimonial transformou, na engenharia contabilística, 452 mil euros de lucro em 12,9 milhões de prejuízo a somar ao passivo, entrou por um ouvido e saiu por outro. A raiva dos associados era a outra, infelizmente. Porque sofremos já, no país, a aplicação do Método da Falência Patrimonial. E está a doer. E vai doer mais."

Ano após ano

"Ano após ano, vemos a maioria dos árbitros portugueses fazer tábua rasa da decência. Vemo-los errar sistematicamente em protecção do mesmo clube. Vemo-los sorrir nos finais dos jogos com o prejuízo causado ao desporto e à verdade. Vemo-los em subserviências bacocas, parolas, medrosas, cobardes e interesseiras ao mesmo poder que, ano após ano, garante a promoção dos árbitros mais medíocres e mais permeáveis à chantagem e ao servilismo.
Ano após ano, época após época, década após década fomos vendo como os nomes mudam e as práticas permanecem. Aos Garridos sucederam os Fortunatos, os Porém, os Donatos, os Pratas, os Isidoros, os Guímaros, os Calheiros (estes aos pares), os Coroados, os Lucílios, os Costas, os Proenças, os Soares Dias, os Sousas e todos os outros Xistras. São tantos e tão iguais que se distinguem apenas pela troca da bigodaça pelo gel no cabelo, do dinheiro pelas peças em ouro ou das viagens pelas prostitutas. Ano após ano vemo-los em actos de fartar vilanagem em público, em directo e com direito a promoções, louvores e homenagens. Sabendo nós que o erro é humano, ano após ano, querem-nos fazer acreditar que a premeditação do erro é uma fatalidade humana. E, assim, o erro premeditado passou a ser banal, humano, perdoável, louvado, defendido corporativamente, legitimado e condição essencial para se fazer carreira na arbitragem.
E enquanto chafurdam neste pântano nojento ainda nos dizem que o nosso Benfica tem de ser superior a tudo isto exactamente porque já sabe que, inevitavelmente, vai ter de se confrontar com tudo isto. Ou seja, há quem já aceite passivamente a viciação das regras como a primeira regra do jogo."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Os estripadores

"Estava no metro em Glasgow - cobria a visita do Benfica ao Celtic - e, na véspera do jogo, li num tablóide declarações de um jogador do Benfica que eram exclusivas ou tinham passado ao lado da imprensa portuguesa. Duvidei. E percebi que não duvidava só daquele caso, senti que, lendo aquela publicação ou outras do género, duvidaria de quase tudo, tantas são as histórias de declarações inventadas.
No Reino Unido, o nível das páginas sobre futebol na imprensa vive abaixo do que se faz em Portugal, onde mesmo para os mais sensacionalistas inventar declarações é impensável. Creio até que o rigor, criatividade e riqueza de análise da nossa imprensa desportiva está acima da qualidade e do clima do negócio sobre o qual se debruça. Ao contrário do que acontece no Reino Unido.
Dirão que são sinais dos tempos; que as invenções resultam das dificuldades de acesso. Discordo. Se o apego britânico ao futebol é tão invejado pelos portugueses como factor cultural - Jesus, depois de sentir o ambiente do Celtic Park, exclamou: «Aquilo é que são fãs» - este tipo de jornalismo fora da realidade a que me refiro é também muito cultural.
Vejamos: Alan Moore, escritor britânico autor das novelas gráficas Watchmen ou V for Vendetta, escreveu From Hell, obra que reconstitui os assassínios de Jack, o Estripador, com obsessivo detalhe. Moore pesquisou relatórios policiais, leu testemunhos, fidelizou a história a boletins meteorológicos de 1888, respeitou mapas de Londres, listou visitas ilustres à cidade e espectáculos em exibição nesse ano, tudo. Uma visita à Inglaterra vitoriana que permite catalogar uma obra de ficção como relato histórico.
Ao explicar os processos de investigação, Moore diz que a expressão Jack the Ripper foi invenção jornalística para cobrir a falta de noticiário: «As cartas fraudulentas assinadas com esse nome, geradas pela imprensa, eram o protótipo do triste jornalismo dos tablóides britânicos, hoje em evidência». É pois, cultural. Pior: é culturalmente aceite. Se aquilo são fãs, aquilo não são jornalistas."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sem eficácia, com sofrimento... mas com os 3 pontos


Paços de Ferreira 1 - 2 Benfica

O fado do desperdício continua, hoje falhou-se golos inacreditáveis - mais escandalosos que as bolas aos ferros de Coimbra: Salvio(2), Garay, Enzo, Matic, Lima(2)... -, sendo que depois acabámos com o credo da boca...!!! O segundo golo apareceu alguns minutos 'atrasado', a substituição do Matic pelo Carlos Martins deixou a equipa desequilibrada, e mesmo com a entrada do André Almeida tivemos dificuldade em segurar o meio-campo no final...
Com a excepção da desconcentração dos primeiros minutos (após apagão!!!), e dos últimos 5 minutos, tivemos domínio total, e deveríamos ter goleado...
Uma das últimas farpas usadas pelos anti-Vieira, foi a contratação do Lima... será que eles continuam a pensar o mesmo?!!! O Cardozo é um grande goleador com carateristicas especiais, o Rodrigo é um jovem com enorme potencial, lutador e rápido, mas ambos têm limitações - se fossem perfeitos já não estavam no Benfica -, o Lima também tem os seus defeitos, mas é um oportunista nato, é daqueles jogadores que têm um faro muito especial para aproveitar as sobras na área... hoje provou-o!!!
Defendo que o Nolito é um excelente jogador, quando 'salta' do banco - quando está motivado. Mas quando joga de início, muitas vezes desilude. Nestas primeiras jornadas, muitos, têm criticado a 'não titularidade' do Nolito, espero que o jogo de hoje tenha servido de exemplo... curiosamente já o ano passado, em Paços, o Nolito foi titular, e não fez um grande jogo, bem pelo contrário...

PS1: A arbitragem teve um pouquinho melhor!!! Mesmo assim ficaram 3 penalty's por marcar a favor do Benfica: no lance que o Enzo 'pica' a bola por cima do guarda-redes - e falha o golo -, Lima, ao 2º poste, é agarrado pelo Tony; Garay leva uma cotovelada do Cohene; Cohene 'corta' um remate do Gaitán com o braço!!!

PS2: Grande Zé Augusto, no pós-jogo da BenficaTV - mais uma vez -, para quem acusa o BTV de falta de sentido critico...

PS3: Não me apetece falar da AG de ontem, assim deixo aqui alguns links para artigos que subscrevo 'quase' na totalidade: o Tiago Pinto, no Benfica Dependente; o Cosme, na Travessa do Alqueidão; o João Tomaz, e o Fernando Arrobas da Silva no Benfiquistas desde Pequeninos; o Carlos Alberto, no Benfiliado (também aqui e aqui), e o Gauchos, nos Gauchos Vermelhos...
Para quem utiliza o nome de Cosme Damião para quase tudo - principalmente para criticar os actuais dirigentes -, o comportamento que tiveram na AG, deve ter levado o verdadeiro - aquele que não é instrumentalizado - Cosme Damião, a dar voltas no túmulo!!!

Isto é o Benfica... estes, são Benfiquistas.

Xistra muito mais decisivo que Hulk

"Carlos Xistra, árbitro de Castelo Branco, conhecido entre amigos meus como sportinguista de coração e portista de profissão, é antigo no seu passado com o Benfica. A forma rápida como todos os escribas portistas vieram defender Carlos Xistra é reveladora do seu grau de afectividade com quem há tantos anos lhes entrega títulos. As bolas no poste são futebol, a arbitragem de Coimbra é mais um episódio de bordel em que se transformou o campeonato português.
Muitos são os escritos que nos levam a pensar que mais grave que a arbitragem, ou mesmo as arbitragens que um mesmo árbitro realiza anos a fio em prejuízo do mesmo clube, é a forma rápida com se aprestam a justificar e relativizar essas arbitragens. Todos nos enganamos, mas os sérios pedem desculpa ou retractam-se, e os que o fazem premeditadamente ou o rogo beneficiam de uma carapaça de justificações.
A venda de Hulk foi benéfica para o FC Porto, libertou meios financeiros. Xistra é muito mais importante e decisivo que Hulk neste campeonato. No início do campeonato escrevi aqui que o campeonato estava viciado. Que a paixão clubista possa inebriar alguns que não vejam, posso relativizar, mas que os responsáveis possam achar normal não aceito.
Em Coimbra, desde a falta sobre Cardozo, com poucos segundos de jogo, até ao apito final houve uma viciação de resultado. O Benfica jogou bem, melhor jogo da época, e mereceu ganhar. Nem o Barcelona ganhava a este Carlos Xistra. O mesmo que validou o golo de Hulk na Luz que deu a meia-final da Taça ao FC Porto há dois anos. O mesmo que expulsou Javi Garcia em Braga e deu o título ao FC Porto. O mesmo da célebre arbitragem de Guimarães que tentou expulsar a equipa toda. Vítor Pereira não deve ser influenciado, mas não pode ignorar. E se é sério, e penso que é, tem que agir em conformidade. Quem adultera campeonatos há anos, tem que ser afastado. Como diria Sofia de Mello Breyner, «vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar»."

Sílvio Cervan, in A Bola

A maioria silenciosa

"Há precisamente 38 anos teve início o Processo Revolucionário em Curso, vulgo PREC, em Portugal. Aproveitando o apelo a uma manifestação de apoio ao então Presidente da República, António de Spínola, convocada por uma maioria silenciosa, para o dia 28 de Setembro de 1974, forças à esquerda do Partido Socialista colocaram na Presidência Costa Gomes e no Governo Vasco Gonçalves. Derrotadas nas urnas, essas forças seriam desalojadas do poder 14 meses depois, a 25 de Novembro de 1975, dia que marca o fim do PREC.
Ao longo desses conturbados tempos, acabou por ser o povo a mais ordenar, com a força do voto, nas eleições constituintes, apontando o caminho de moderação que queria seguir.
Ontem, os sócios do Benfica presentes na Assembleia Geral chumbaram as contas apresentadas pela Direcção e, embora esta decisão não implique efeitos práticos, tem uma leitura política que não pode, nem deve, ser desprezada. A partir de hoje, o presidente do Benfica deverá dar ao que sucedeu uma resposta política, solicitado a antecipação das eleições. Tratar-se-á de um gesto simbólico, uma vez que o acto eleitoral normal deverá ocorrer até ao fim de Outubro.
Se for este o caminho escolhido por Luís Filipe Vieira, o sinal que é dado é democrático, pois é colocado, de imediato, o destino do clube nas mãos dos sócios. Sabe-se que votam, normalmente, no Benfica, cerca de 20 mil sócios, que legitimarão uma Direcção (seja ela qual for e com quem for...) com a maior das forças. Ouvir-se-á, então, a voz da maioria silenciosa. Ou não fosse hoje 28 de Setembro..."

José Manuel Delgado, in A Bola

A arbitragem como o governo

"Ainda sem OGE (Orçamento Geral do Estado) para 2013, mas com a certeza de que seremos todos (excepção para os do costume, os que detêm o poder económico e os milhões longe daqui, e que continuam a enriquecer com a miséria global, mais uma situação própria de países decrépitos e para lá da falência, como é o caso português - só gostava que me explicassem como é que tenho vivido acima das minhas possibilidades se não devo um único cêntimo ao fisco e afins) penalizados em duodécimos - a esperança é que a seguir às palavras de ordem venha mais qualquer coisa -, e com apenas quatro jornadas realizadas da Liga, já a ferver porque não é a qualidade das equipas, muito menos a classe individual dos jogadores, que domina, mas infelizmente as questões arbitrais, bem se pode dizer que Governo e a arbitragem estão ao mesmo nível, reflexo evidente da baixa qualidade do País: ninguém acredita naqueles que nos deviam liderar mas apenas se preocupam em esmifrar-nos até ao osso com sucessivos aumentos de impostos; já ninguém acredita em quem manda do sector (sempre ouvi dizer que pela boca morre o peixe: não foi Vítor Pereira quem admitiu poder trazer para o campeonato árbitros estrangeiros?) e na esmagadora maioria de quem arbitra os jogos, a começar por este fantástico árbitro que é Carlos Xistra, que com tão notáveis desempenhos tem o futuro garantido: será ministro. De quê? Com tanta qualidade nem necessita ter pasta... Já agora: depois de tudo o que se passou nas últimas horas estará Vítor Pereira consciente da nomeação para o caldeirão de Paços de Ferreira? Juro: não queria estar na pele de Marco Ferreira, a quem desejo toda a felicidade do mundo.

Sá Pinto passou com a corda ao pescoço o primeiro teste mas continuo a achar, pela armadilha que lhe montaram, que está a prazo. A não ser que não pare de ganhar. Mas duma coisa tenho a certeza: conhecendo-se o seu perfil, tenho a certeza de que sabe perfeitamente quem é o bombista."

 José Manuel Freitas, in A Bola

Contem-me histórias

"Aos dez anos, deixamos de acreditar no Pai Natal. Aos vinte, deixamos de acreditar na perfeição. Aos trinta, concluímos que não poderemos mudar o Mundo. Aos quarenta (para onde a vida já me empurrou), não acreditamos em quase nada - excepto, nalguns casos, em nós próprios, e naqueles que nos são mais queridos.
Quando li, e ouvi, tudo aquilo que se passou em redor do castigo de quinze dias aplicado a Jorge Jesus (já agora, apenas por ter dito uma verdade), quando li, e ouvi, uma estranhíssima declaração de vencido do presidente do Conselho de Disciplina (por sinal adepto do FC Porto), quando me apercebi do folclore mediático que essa declaração, o castigo, e o também absurdo timing do mesmo (quer por aplicado numa fase sem quaisquer jogos onde se concretizar, quer por terem decorrido seis longos meses desde o facto que lhe deu origem) geraram na comunicação social e nos meios do anti-benfiquismo, sabendo que o caso-Luisão estava a ser tratado numa sala ao lado, percebi de imediato que as coisas, no que diz respeito ao nosso defesa-central, não iriam correr bem.
Como já entrei nos tais quarenta, e como não acredito, nem na Justiça Civil, nem na Justiça Desportiva, nem na seriedade de muitos dos seus agentes, nem, já agora, em coincidências, dificilmente alguém me poderá convencer que uma coisas não esteja relacionada com a outra. Isto é, que um 'castigo' (o do Jorge Jesus, com aspas, com votos de vencido, e gorros do Pai Natal), não tenha servido para preparar terreno ao verdadeiro castigo (sem aspas, nem piedade), que nos vai retirar um dos mais influentes jogadores da equipa por um longo período - que abarca várias jornadas do Campeonato Nacional.

Areia para os olhos
Simulacro de decisões condenatórias é coisa que não falta na história do nosso Futebol. Lembro-me, por exemplo, dos seis pontos retirados ao FC Porto por corrupção desportiva, alguns anos depois dos factos, mas precisamente no momento em que o clube corruptor levava a maior vantagem pontual de que desfrutou na última década. Ou seja, com o Campeonato, com esse Campeonato (o de 2007/08), já totalmente resolvido.
Ainda assim caiu o Carmo , a Trindade, e a Torre dos Clérigos, e com ela tombou também o homem que havia tomado a 'corajosa' decisão. Não, como seria lícito esperar, pela total inconsequência material da plena aplicada. Sim, porque, segundo os do costume, o FC Porto e Pinto da Costa estavam a ser perseguidos por Ricardo Costa - figura que, de resto, também nunca  me comoveu particularmente. Resultado: zero! O Apito Dourado e o Apito Final passaram à história, o FC Porto acumulou campeonatos, e vive feliz como se nada fosse. Para o Benfica, principal vítima das fraudes verificadas durante anos, ficou apenas a fama de um falso ressarciamento, e a indignação dos adeptos mais atentos. A babilónia processual e formalista da Justiça comum encarregou-se do resto, matando de vez qualquer esperança de reposição da verdade (aspecto em que, diga-se, se vai especializando com cada vez mais fulgor).
Se essa decisão pretendeu fechar a porta da verdade, o castigo recentemente aplicado a Jorge Jesus procurou abrir a da mentira. Foi o prelúdio perfeito para preparar o terreno ao golpe-Luisão, desarmando argumentos contestatários, e alimentando uma falsa, ilusória e enganadora equidade.

Enganem outros
Mas os benfiquistas não se deixam enganar. Tenhamos mais ou menos de quarenta anos, estamos todos já demasiados escaldados com histórias de golpadas obscuras nos bastidores do futebol português. Há muitos anos que convivemos com isto, e já estamos fartos de ser tomados por parvos. Desde 1983 que, em Portugal, andam a gozar com o Futebol, e com os adeptos que devotamente o alimentam. E, passado tanto tempo, não há máscaras que resistam.
O caso Luisão é um caso de injustiça gritante, sobretudo comparado com outros que a memória ainda não apagou (Deco, Belluschi, etc). E o cozinhado que lhe serviu de 'couvert', por mais elaborado que fosse, por mais requintados que fossem os ingredientes utilizados, sabe-nos já a azedo. Com papas e bolos, só enganam os tolos."

Luís Fialho, in O Benfica