Últimas indefectivações

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Erling Haaland: Um superdotado


"Num fugitivo apontamento pessoal, resumo o que encontrei sobre o norueguês Erling Haaland, um jovem de 22 anos, com a alta estatura de 1,93 m. , diante de quem os adeptos do Manchester City se prosternam, tantas são as vitórias que já lhe devem, um superdotado que é um misto de força física e mental. Trata-se de um futebolista, como já todos sabem, mas que tanto lhe exaltam as qualidades que já lhe vaticinam um lugar entre os eleitos desta fascinadora modalidade desportiva. Ganha, hoje, como futebolista do City, um milhão de euros semanais. De facto, no final da época passada, já tinha conseguido este feito invulgar: 52 golos, em 53 jogos! ”É o primeiro jogador de topo a marcar meia centena de golos, numa época, em 92 anos, desde que Tom “Pongo” Waring chegou aos 50 golos, pelo Aston Villa, em 1930-31. Ainda não chegou ao recorde de Dixie Dean de 63 golos pelo Everton, em 1927.28, quando Stanley Baldwin era primeiro ministro pelos Conservadores e Jorge V o monarca reinante” (revista do Expresso, de 2023/8/11).
Uma qualidade tem ele que, nestes tempos sombrios e tormentosos, vai rareando: parece ser um jovem, em permanente alegria, instintivamente “bem disposto”. Muito dado a piada pronta e desarmante, é o companheiro ideal para um almoço entre amigos, ou num encontro para aliviar o peso (brandamente agoniante) da rotina diária. Os treinos, no City, passaram a ser outros, com a sua presença, pois que, para além de ser um gracejador repentista, imita, primorosamente, a voz dos seus colegas de equipa. A sua eficácia, como rematador imparável, valeu-lhe o cognome de “O Exterminador”. Mas ao Haaland pouco lhe importa o que dele dizem, continua o mesmo de sempre: descontraído e folgazão. Com isto, não se diz que ele seja um estouvanado, um doidivanas, sem princípios norteadores da vida, pois que continua a fazer seus os valores que os pais e os avós lhe ensinaram.
No artigo a que me reporto, refere o articulista da Times, David Collins, que “talvez a maior influência de Haaland seja o seu famoso pai, Alfle Haaland, agora com 50 anos, que jogou pelo Nottingam Forest e pelo Leeds United, na década de 90. E pelo Manchester Ciry no início dos anos 2000, um clube transformado nos tempos modernos pelo dinheiro do Sheikh Mansour, de Abu Dhabi, membro da família real dos Emirados, com um património líquido de 17 mil milhões de libras (19 mil milhões de euros). Em meados da década de 90, Alfle conheceu Gry Marota Braut (…) uma atleta norueguesa e campeã de heptatlo. Casaram e tiveram três filhos: Astor, um estudante de finanças; Gabrielle, uma assistente na área da saúde e personalidade do Instagram; e Erling, o mais novo dos três. Erling nasceu em Leeds, por isso seria elegível para jogar pela seleção inglesa”(op- cit.). Erling, ao contrário dos irmãos, acha des-interessante estudar e super-interessante praticar desporto, mormente o futebol. Um dos seus professores do secundário relata o que lhe ouviu: “Um dia, disse-me, sem receio, que não queria estudar, que não se sentia feliz entre os livros”. E acrescentou: “Mas não tenham receio: vou ser o melhor jogador do mundo”. E o professor não esconde a admiração que nutre pelas qualidades intelectuais do Erling: “E, no entanto, trata-se de um rapaz inteligentíssimo”. De facto, o futebol que, hoje pratica já lhe grangeou as mais exzpressivas manifestações de espanto, no mundo todo. Se não estou em erro, nas sete inteligências, identificadas por H. Gardner (cfr. Frames of mind. The Theory of multiply intelligence, Basic Books, New York, 1983), lá encontramos a corporal-quinestésica, ao lado da lógico-matemática, da musical, da linguística, da espacial, da intrapoeaaoal e da interpessoal. Em produções mais recentes, Gardner propõe a existência de mais três outras inteligências: a naturalista, a existencial e a espiritual. Depois da inteligência emocional e da inteligência social, a teoria das inteligências múltiplas apresenta, no entender de Gardner, as características básicas da inteligência.
Há mais de 25 séculos, a filosofia ocidental vem convivendo com a distinção, com a p+rofinda diferença entre a razão e a imaginação, entre o corpo e o espírito (caminhando-se, hoje, fascinados pelos mitos da hora que passa, para uma naturalização do ser humano). Os gregos logo ensinaram que o logos tem declarada supremacia sobre a physis. A ele cabe o ato de pensar, de refletir, de poder superiorizar-se sobre o mundo físico e de manipulá-lo. Pela reflexão, o ser humano procura, não só respostas para os enigmas da existência, mas ainda o controlo sobre as situações adversas com que a natureza o enfrentava. A definição de homem, como animal racional, acentua bem o valor do logos e o pouco valor da physis que deveria ser conduzida pela razão, o logos, já que na physis se integravam também os sentimentos, as emoções, os sonhos, a fantasia, o imaginário. Dou um salto até Descartes (1596-1650) onde, no Discurso do Método (IV parte) se lê: “Concluí que o eu era uma substância cuja essência ou natureza não é senão o pensar”. Para não me tornar maçudo, direi que a inteligência corporal-quinestésica manifesta-se na capacidade para resolver todos os problemas que emergem do “corpo em ato”, ou da “motricidade humana”. Quem não se lembra dos Galáticos do Real Madrid? Eram todos jogadores de “classe”, a qual não esplendia em todos com igual fulgor, mas todos os galáticos davam tudo o que tinham. A revista QuatroQuatroDois (Lisboa, Novembro de 2013) entrevistou Zidane, Roberto Carlos, Ronaldo e Figo, quatro dos Galáticos. Por todos, falou o Roberto Carlos: “Nenhum de nós se sentia galático”. Luís Figo, saudoso e tranquilo, corroborou: “Acho que ninguém se sentia galático, ou mais importante do que os outros”. O pai de Haaland assevera que o filho tenta seguir uma dieta rigorosa, depois de ter observado que foi com uma dieta saudável que o Cristiano Ronaldo prolongou, durante tantos anos, uma carreira de êxitos. Os êxitos não se conseguem tão-só, com uma dieta medicamente rigorosa. Para além da dieta, há tantas coisas mais a ter em conta, embora a dieta seja fator de importância indesmentível. Até os suaves quebrantos da sua namorada lhe são essenciais…
No entanto, Kevin de Bruyne, Erling Haaland e Lionel Messi, um deles sucede a Karim Benzema como o melhor jogador, para a UEFA, da época de 2022/2023. O médio ofensivo belga, o avançado noroeguês e o avançado argentino são os finalistas da votação, promovida pela UEFA, que anunciará o vencedor, no Mónaco, na cerimónia do sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, no próximo dia 31 do mês em curso. Em Dezembro de 2019, Haaland assinou pelo Borussia de Dortmund um contrato de 17 milhões de libras (19,8 milhões de euros), com a validade de 4 anos e meio. Após duas épocas na Alemanha, ao longo das quais marcou 85 golos em 88 jogos, Haaland rumou ao Manchester City. Assinou um contrato de cinco anos, no valor de 470 mil euros semanais, subindo pata um milhão de euros com bónus de desempenho. Hoje, quando se salienta o valor dos futebolistas de extraordinária classe, dá-se especial relevo ao dinheiro que ganha. E, por vezes, como sucede com o Haaland, não se esconde que ele não gostava de estudar e, por isso… não estudou! E eu pergunto se educar não é preciso, na vida dos futebolistas. A função primeira do treinador não é educar, mas adestrar. Mas preparar para um rendimento capaz para a alta competição.
E, pergunto ainda, será saudável a alta competição? Na construção do futuro de um futebolista a escola não tem lugar? Faz sentido que a educação dos futebolistas de excecionais qualidades físico-técnicas tenha como professores únicos alguns dirigentes ditos “desportivos”? Já se fala num “novo contrato social para a educação”. O futebol sabe o que isso é? Uma “formação continuada e global” não passa pelo futebol? É preciso descobrir, em qualquer espaço desportivo, o tesouro educativo que dele emerge. E é preciso inovar, para progredir. Eu queria dizer até: é preciso humanizar, tendo em conta um verdadeiro desenvolvimento. É que um futebolista é um cidadão também."

Angola, Brasil e Cabo Verde (CPLP) no Mundial de Basquetebol: Filipinas-Indonésia-Japão-2023


"A 19ª edição do “FIBA World Cup 2023” vai ser realizada, pela primeira vez, em mais do que um país (Filipinas, Indonésia e Japão), no período entre 25 de Agosto e 10 de Setembro do corrente ano. Neste evento, participarão 32 seleções nacionais, o que sucede pela segunda ocasião na história da competição. A primeira aconteceu em 2019 na China. O que também é uma novidade é a presença na prova máxima do calendário internacional de basquetebol, de 3 seleções nacionais (Angola, Brasil e Cabo Verde), membros da Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa (CPLP).
Evolução histórica dos Campeonatos Mundiais O inglês William Jones, primeiro Secretário Geral da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), aproveitou o sucesso do torneio de basquetebol nos Jogos Olímpicos de Londres-1948, para criar e aprovar a organização do 1º Mundial de Basquetebol durante o Congresso Mundial da FIBA ali efectuado. O 1º FIBA World Cup realizou-se na Argentina-1950, porque foi o único país que se canditou à sua organização. O factor casa foi fundamental na conquista do título. Os cinco primeiros campeonatos foram efectuados na América do Sul e as seleções do continente americano conquistaram 8 das 9 medalhas nos 3 primeiros eventos. Argentina-1950 (1º Argentina, 2º USA, 3º Chile); Brasil-1954 (1º USA, 2º Brasil, 3º Filipinas); Chile-1959 (1º Brasil, 2º USA, 3º Chile).
Contudo, a partir de 1963, as seleções da União Soviética e Jugoslávia começaram a fazer frente às equipas mais fortes do continente americano. Brasil-1963 (1º Brasil, 2º Jugoslávia, 3º União Soviética); Uruguai-1967 (1º União Soviética, 2º Jugoslávia, 3º Brasil); Jugoslávia-1970 (1º Jugoslávia, 2º Brasil, 3º União Soviética); Porto Rico-1974 (1º União Soviética, 2º Jugoslávia, 3º USA); Filipinas-1978 (1º Jugoslávia, 2º União Soviética, 3º Brasil); Colômbia-1982 (1º União Soviética, 2º USA, 3º Jugoslávia); Espanha-1986 (1º USA, 2º União Soviética, 3º Jugoslávia); Argentina-1990 (1º Jugoslávia, 2º União Soviética, 3º USA).
Entretanto, na sequência do que aconteceu nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992, com a participação do Dream Team (NBA), começou uma nova era nas competições à escala global. Assim, no Mundial de Toronto – 1994, a inclusão dos jogadores da NBA na maioria das seleções alterou de forma significativa os resultados anteriores. O título mundial foi conquistado pelos USA e as medalhas de prata e bronze foram para a Rússia e Croácia, face ao desaparecimento da União Soviética. O FIBA World Cup Atenas-1998, perdeu alguma notoriedade devido ao lockout dos jogadores na liga norte americana (NBA). A seleção da Jugoslávia venceu a Rússia na final e a equipa dos USA, formada por jogadores que actuavam na Europa, ficou no 3º lugar. No evento seguinte efectuado nos Estados Unidos-2002, ou seja, no país em que a modalidade foi inventada, foi um desastre completo para a equipa da casa. Os norte americanos muito mal preparados, convencidos que as camisolas ganhavam os encontros, foram ultrapassados pelas seleções da Jugoslávia, Argentina e Alemanha, todas elas compostas por credenciados atletas que actuavam na NBA.
Em 2006, no Japão, a experiente seleção dos nossos visinhos ibéricos, constituída por diversos Juniores de ouro do mundial de Lisboa-1999, surpreendeu tudo e todos com a conquista do título, tendo Pau Gasol sido nomeado MVP da competição. A seleção da Grécia foi finalista e a equipa dos USA não conseguiu melhor do que a medalha de bronze. Nos mundiais seguintes, realizados na Turquia-2010 e em Espanha-2014, a seleção dos USA veio reforçada com diversas estrêlas da NBA recuperando o título mundial que já não conquistava desde 1994. Turquia-2010 (1º USA, 2º Turquia, 3º Lituânia); Espanha-2014 (1º USA, 2º Sérvia, 3º França). No mais recente mundial, China-2019, a seleção de nuestros hermanos confirmou o valor do seu basquetebol a nível global, arrecadando o mais ambicionado título internacional pela segunda vez nos últimos quatro eventos. China-2019 (1º Espanha, 2º Argentina, 3º França). A seleção de Espanha foi liderada por dois categorizados atletas com larga experiência na NBA, Marc Gasol e Ricky Rúbio (MVP do mundial) que desiquilibraram a competição a seu favor. Medalhas conquistadas por país nos FIBA World Cup.
1º USA (5 ouro, 3 prata, 4 bronze), 2º Jugoslávia (5-3-2), 3º União Soviética (3-3-2), 4º Brasil (2-2-2), 5º Espanha (2-0-0), 6º Argentina (1-2-0), 7º Rússia (0-2-0), 8º Grécia, Sérvia e Turquia (0-1-0), 11º Chile e França (0-0-2), 13º Croácia, Alemanha, Lituânia e Filipinas (0-0-1).

Jogadores mais medalhados nos mundiais.
Jugoslávia: Kresimir Cosic (4), Drazen Dalipagic (4), Vlade Divac (3), Dejan Bodiroga (2), Dejan Tomasevic (2), Pedrag Drobnjak (2); Brasil: Wlamir Marques (4), Amaury Passos (4), Ubiratan Maciel (4), Carmo Sousa (3), Eduardo Schall (3); União Soviética: Serge Belov (4), Alexander Belostenny (4), Modestas Paulaskas (3), Prit Tomson (3); USA: Stephen Curry (2), Rudy Gay (2), Derrick Rose (2), Espanha: Rudy Fernandez (2), Marc Gasol (2).
Países apurados por continente e respectivos rankings: Após a fase de qualificação para o FIBA World Cup -2023, efectuada nos respectivos continentes, ficaram apuradas as 32 seleções nacionais de seniores masculinas que possuem os seguintes rankings continentais e mundiais, actualizados em 27 de Fevereiro de 2023, pela Federação Internacional de Basquetebol (FIBA).
Africa (5): Angola (4º/41º), Costa do Marfim (5º/42), Egipto (6º/55º), Sudão do Sul (7º/62º) e Cabo Verde (8º/64º); Américas (7): USA (1º/2º), Brasil (3º/13º), Canadá (4º/15º), Venezuela (5º/17º), Porto Rico (6º/20º) República Dominicana (7º/23º) e México (8º/31º);
Ásia e Oceania (8): Austrália (1º/3º), Irão (2º/22º), Nova Zelândia (3º/26º), China (4º/27º), Jordânia (5º/33º), Líbano (9º/43º) a que se juntaram os países organizadores Japão (6º/36º) e Filipinas (8º/40º);
Europa (12): Espanha (1º/1º), França (2º/5º), Sérvia (3º/6º), Eslovénia (4º/7º), Lituânia (5º/8º), Grécia (6º/9º), Itália (7º/10º), Alemanha (8º/11º), Montenegro (12º/18º), Finlândia (13º/24º), Letónia (16º/29º) e Geórgia (18º/32º).

Seleções credenciadas não apuradas.
Na fase de qualificação para o Mundial houve algumas surpresas, pelo não apuramento de algumas seleções bem posicionadas no ranking continental e internacional ao não confirmarem o seu favoritismo. Em Africa, as 3 melhores seleções do respectivo ranking, ou seja, a Nigéria (1º), a Tunísia (2º) e o Senegal (3º), ficaram pelo caminho. Nas Américas, a equipa da Argentina, finalista do último campeonato mundial frente à seleção espanhola, 2ª melhor seleção americana logo atrás dos USA e 4º lugar no ranking internacional não conseguiu o apuramento. No continente europeu, a República Checa, a Polónia e a Turquia, que ocupam respectivamente o 9º, 10º e 11º lugares no contexto europeu também não se qualificaram. Sistema de competição.

1ª Fase de Grupos (25 a 30 Agosto):
No sorteio efectuado em 29 Abril de 2023, na cidade de Quezon nas Filipinas, as seleções ficaram englobadas nos seguintes grupos
Grupo A: Angola, República Dominicana, Filipinas e Itália;
Grupo B: Sudão do Sul, Sérvia, China e Porto Rico;
Grupo C: USA, Jordânia, Grécia e Nova Zelândia;
Grupo D: Egipto, México, Montenegro e Lituânia;
Grupo E: Alemanha, Finlândia, Austrália e Japão;
Grupo F: Eslovénia, Cabo Verde, Geórgia e Venezuela;
Grupo G: Irão, Espanha, Costa do Marfim e Brasil;
Grupo H: Canadá, Letónia, Líbano e França.

2ª Fase de Grupos (31 Agosto a 6 Setembro):
As 16 equipas que ficarem no 1º e 2º lugar em cada grupo irão disputar a fase de classificação do 1º ao 16º lugar. Serão divididas por 4 grupos (I, J, K e L) de 4 equipas cada. Nesta 2ª fase de grupos, os dois primeiros classificados de cada grupo ficam apurados para os quartos de final da competição. Os terceiros e quartos classificados são eliminados e posicionados do 9º ao 16º lugar na classificação final. As outras 16 seleções que ficarem no 3º e 4º lugar vão disputar a fase de classificação do 17º ao 32º lugar.

Fase final do mundial (5 a 10 Setembro):
Quartos de final (5 e 6 Set) - Meias finais (8 Set) - Final (10 Set).

Arenas e capacidade para espectadores.
De acordo com as imagens proporcionadas, as instalações desportivas disponíveis parecem ser de excelente qualidade e dotadas de enorme capacidade para os espectadores. Realce para as arenas da cidade de Manila, capital das Filipinas, país com grandes tradições no basquetebol do continente asiático. Manila (Araneta Coliseum (lotação - 14.360) Filipinas; Manila (Mall of Asia Arena) (lotação - 16.500) Filipinas; Manila (Philippine Arena) (lotação - 52.000) Filipinas; Okinawa (Okinawa Arena) (lotação - 8.500) Japão; Jakarta (Indonésia Arena) (lotação - 16.000) Indonésia.

Grandes ausências no mundial
Os atletas da NBA encontram, progressivamente, maiores dificuldades em participar nas provas organizadas pela Federação Internacional de Basquetebol. O campeonato da liga profisional de basquetebol norte americana tem um grau de exigência, a todos os níveis, que dá pouca margem de manobra para grandes aventuras noutras competições. Os jogadores quando ultrapassam uma determinada idade, necessitam de períodos de recuperação (física e psicológica) com cuidados mais redobrados. A época seguinte está sempre ao virar da esquina. No desporto profissional não há lugares cativos para ninguém, pelo que a estabilidade nunca está garantida. Essa, a razão fundamental porque os mais experientes não querem participar nestas provas, mesmo quando se trata de representar as respectivas seleções nacionais. Como exemplo, vejamos o que se está a passar actualmente.
Os dois jogadores mais influentes da equipa dos Denver Nuggets (actuais campeões da NBA), Nikola Jokic (Sérvia) e Jamal Murray (Canadá) não vão estar presentes, assim como, Victor Wembanyama (França), Giannis Antetokounmpo (Grécia), Goran Dragic (Eslovénia), Ben Simmons (Austrália), Danilo Gallinari (Itália), Ricky Rubio (Espanha), Hachimura (Japão), Kristaps Porzingis (Letónia) e Domantas Sabonis (Lituânia). Se a esta parada de estrêlas juntarmos os norte americanos que fizeram parte dos All-NBA 2022-23: Jayson Tatum, Donovan Mitchell, Stephen Curry, Jimmy Butler, Jaylen Brown, De´Aaron Fox, Damian Lillard, Julius Randle e Lebron James, que não estão disponíveis para representar a seleção USA neste mundial, ficamos com a ideia de que os profissionais da NBA não querem correr riscos de se lesionar numa competição que não tem qualquer interesse para a sua carreira desportiva.

Ranking/FIBA das Seleções favoritas para o mundial.
A FIBA, entendeu que a elaboração de um ranking das seleções favoritas à conquista do mundial, no período que antecede a competição, era uma forma de valorização da prova. Nesse sentido, publicou recentemente, sem grande fundamentação, um ranking das seleções favoritas: 1º - USA; 2º - França; 3º - Austrália; 4º - Eslovénia; 5º - Alemanha; 6º - Espanha; 7º - Canadá; 8º - Itália; 9º - Sérvia; 10º - R. Dominicana; 11º - Finlândia; 12º - Lituânia.

Seleções da Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa.
Numa apreciação à futura prestação das equipas nacionais de basquetebol de Angola, Brasil e Cabo Verde, gostaríamos de realçar a qualificação de Cabo Verde (1ª vez) para um mundial. Um feito extraordinário para um país insular, que conta com três atletas dotados de enormes recursos técnico-desportivos: Walter Tavares (Real Madrid) MVP da Euroliga, Betinho e Ivan Almeida, que actuaram no Benfica. Passar à fase seguinte seria uma nova proeza.
Angola vai participar pela nona vez no FIBA World Cup, tendo alcançado a sua melhor classificação (10º lugar) no mundial disputado no Japão-2006. Face aos resultados verificados recentemente, parece-nos que a actual seleção está longe das equipas nacionais angolanas que lideraram o continente africano durante décadas e prestigiaram o basquetebol angolano além fronteiras. Oxalá esteja enganado.
O Brasil que participou por direito próprio em todos os mundiais ( 2 medalhas de ouro, 2 de prata e 2 de bronze), foi e continua a ser, uma equipa de topo no contexto internacional. Actual 3º classificado no ranking mundial, recheado de atletas de enorme valor e experiência, pode e deve realizar um campeonato ao nível do seu prestígio internacional."

Exercício e atividade física - passos para a saúde, I


"A partir de agora e sem esquecer a reflexão mais especificamente definida no âmbito do Futebol e suas circunstâncias práticas do jogo quer da formação à alta competição, vou procurar inserir de forma semanal a minha intervenção numa das áreas de fundamental importância nestes tempos de “liberdade condicionada” que tem a ver com a prática da atividade física e do exercício para a conquista duma vida mais saudável.
Recordo que em tempos elaborei para um jornal periódico local “Gazeta de Paços de Ferreira” alguns artigos de referência semelhante, abordando uma análise histórica e evolutiva da prática da atividade física e desportiva, bem como a sua função terapêutica e higiénica anotando algumas notas justificativas para a possibilidade duma maior salvaguarda pela sobrevivência.
Tem vindo a constatar-se neste tempo, felizmente, uma prática generalizada do exercício e da atividade física de forma regular, no sentido duma melhoria e bem-estar e cujos benefícios são capazes de incorporar a prevenção e recuperação duma multiplicidade de doenças em contraponto com uma vida saudável.
De facto, verifico nestes tempos de contraste existencial muita alegria, prazer e entusiasmo no que costumo chamar “festa do corpo” entre muita gente que durante o dia e por vezes noite adentro faz as suas viagens do sonho bem acordado, caminhando, correndo, autênticos caminhantes que desafiam o espaço e o tempo para acudir às noções do belo, do estético e também do ético, colorindo imagens coletivas de alegre civilidade e respeito.
Uma nota que considero de fundamental importância que sempre deve ter em conta: “em termos de exercício e de atividade física fazer o que não deve ser feito ou fazê-lo de forma inapropriada são males do mesmo tamanho”.
Por isso aconselho que, deverá sempre ter atenção uma prévia avaliação de capacidades, com a efetivação dum exame médico-desportivo, no sentido de envolver a prática do exercício e da atividade física, como uma das melhores formas de comemorar a festa da vida.
Na próxima semana abordarei algumas dessas premissas que poderão servir de exemplo.
(continua)"

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Neres...

Aguilar: Neres...

Preparação...

Determinação


"A entrevista de Neres ao BPlay, na qual o futebolista do Benfica reitera a forte ligação ao Clube, é o tema em destaque nesta edição da BNews.

1. Compromisso com o Clube
Ao ter completado 50 jogos pelo Benfica, Neres concedeu uma entrevista exclusiva ao BPlay em que aborda o percurso de águia ao peito, revela alguns dos segredos do sucesso e projeta os passos vindouros no Clube.

2. Apoio que nunca falta
Os bilhetes para o embate entre Gil Vicente e Benfica esgotaram.

3. Goleada
Os Sub-23 do Benfica visitaram e venceram o Portimonense, por 0-5. A segunda parte demolidora dos comandados de Paulo Lopes desequilibrou o resultado a favor dos encarnados.

4. Destaques no Mundial
Jéssica Silva e Christy Ucheibe constam nas melhores posições de rankings estatísticos do Campeonato do Mundo realizado na Nova Zelândia e na Austrália. A portuguesa foi a jogadora com melhor média de dribles bem-sucedidos por jogo, sendo a 2.ª com mais ações realizadas neste capítulo, enquanto a nigeriana foi a 7.ª com mais desarmes e a 8.ª com mais interceções.

5. Formação e esclarecimento
A introdução do VAR na Liga BPI na presente temporada motivou uma ação de formação e esclarecimento do protocolo VAR dirigida ao plantel benfiquista. A capitã Sílvia Rebelo realça a importância da introdução desta ferramenta e das explicações dadas.

6. Perseverança exemplar
Conheça Janice Silva, uma das melhores futsalistas a nível mundial na atualidade, através da reportagem da BTV.

7. Estabilidade
O treinador campeão nacional e vencedor da Supertaça de hóquei em patins, Nuno Resende, continua ao serviço do Benfica em 2023/24.
E Eugénio Rodrigues, técnico que ajudou o Benfica a conquistar dois campeonatos nacionais de basquetebol no feminino, num total de 9 títulos e troféus em três temporadas, prolongou o contrato que o liga ao Clube.

8. Arranque da preparação
A equipa feminina de basquetebol do Benfica já prepara a nova temporada e visitou o Museu Benfica – Cosme Damião."

Então...


"Ora, então depois de ter, alegadamente, virado o balneário do avesso, Vlachodimos escapa sem processo disciplinar?
Das duas uma, ou não se passou nada do que a imprensa diz, ou então no Benfica é tudo uma balbúrdia e cada um faz o que quer sem punição!
Então, antes de um jogo, o guarda redes criou uma guerra e agora sai impune!!?
Até já parece o CD da FPF, quando tem que julgar alguma coisa do FC Porto ...
E ainda há Benfiquistas que vão nesta conversa."

5 minutos: DIário...

RND - 45 minutos...

Benfica Podcast #494 - Get it together Roger

Mata-Mata #10 - Ody vs Schmidt, David Neres e Ristic, Otávio na Arábia, Paulinho e outros rasganços com Luís Aguilar

A Verdade do Tadeia #2024/13 - O Sporting tático e o melhor SC Braga

Sorare #9 - Mercado e transferências...

Terceiro Anel: Diário...

Sinal #8 - Estrela...

Zero: Negócio Fechado #16 - Roberto Carlos...

105x68, excerto...

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Lixívia (23/24) 2


Tabela Anti-Lixívia
Benfica.........3 (-3) = 6
Corruptos...6 (+3) = 3
Sporting......6 (+4) = 2
Braga...........3 (+2) = 1

Mais uma semana vergonhosa da arbitragem portuguesa!
Não se enganem: a única novidade no golo em fora-de-jogo do Sporting, foi o comunicado a assumir o erro por parte do CA, imediatamente no final do jogo!!! Já existiram outros erros 'relativamente' assumidos, mas nunca com comunicados destes: Vasco Santos em Portimão com os Corruptos por exemplo; a auto-suspensão do Verissimo após a meia-final da Taça da Liga entre o Benfica e os Corruptos! E muitas outras ocasiões... só nos jogos do Benfica no Dragay, temos de 3 ou 4 exemplos...

Creio que a não aquisição do Software usado no último Mundial para os foras-de-jogo, é um excelente indicador de como a Máfia funciona: o novo software não é infalível, mas reduz a capacidade do 'operador' influenciar a decisão final do VAR, pois é o software que 'coloca' a Linha... E assim, é melhor não ser comprado!!!

Pessoalmente nunca gostei do Macron, mas no final da sua carreira de árbitro de campo, irritou várias vezes os Corruptos! Temo que a Máfia Corrupta, está a usar este 'erro' para fazer a 'folha' definitivamente ao Hugo Macron... Recordo que Vasco Santos, Luís Ferreira entre outros, já cometeram muitos mais erros, alguns mais escandalosos, e têm sido protegidos pelo CA e os seus lacaios, sempre!!!

Sobre os jogos:
Na Luz, arbitragem vergonhosa de um novato que vai ter uma 'grande' carreira!!!
Decisões totalmente parciais durante toda a partida... várias faltas perto da área do Estrela não assinaladas; vários cartões perdoados aos jogadores do Estrela; rapidíssimo a permitir a entrada dos massagistas do Estrela, quando o jogo estava empatado! Chegou mesmo, a transformar faltas claras a favor do Benfica, em faltas contra o Benfica!!! E o penalty, foi a cereja em cima do bolo... valeu-nos o VAR!!!
Arbitragem vergonhosa, mas sem conseguir ter influência no marcador da partida!

Já agora, Rui Costa (o árbitro) a tomar uma (boa) decisão favorável ao Benfica, pode parecer estranho! Mas este foi outro árbitro que acabou a carreira de árbitro de campo, com alguns conflitos com os Corruptos... e com o seu irmão a protegê-lo no CA, parece ser dos poucos, que mesmo com algumas hesitações, tem tomado decisões contra os interesses dos Corruptos!!!
'
Nas restantes partidas:
- Em Rio Maior, o fora-de-jogo que o VAR não viu, colocando a Linha no local errado!
No resto do jogo, os Lagartos pediram um penalty sobre o Edwards, mas é mais um mergulho escandaloso do Inglês...

- Em Chaves, o jogo até estava interessante, até que o Bruno Esteves, resolve estragá-lo!!! O árbitro de campo, mostrou Amarelo, e o VAR erradamente 'retificou' para Vermelho, numa jogada onde o avançado não estava enquadrado com a baliza e ainda havia Defesas do Chaves, que poderiam fazer a diagonal...
Tenho a certeza que com um árbitro mais consagrado em campo, o Esteves tinha ficado calado!

- No Dragay, mais um festival de simulações e de omissões da Sporttv a não mostrar repetições dos lances duvidosos na área dos Corruptos!
Pepê devia ter ido para a Rua, mais que uma vez... Nunca deveria ter passado dos 52 minutos, quando o jogo ainda estava 1-1!!!
No primeiro penalty, tivemos uma obstrução clara do Fábio Cardoso, que não olha para a bola...; no 2.º penalty as imagens não são totalmente claras, mas quando a bola é centrada, sofre um desvio, o avançado do Farense, tenta travar o seu movimento para se enquadrar com a nova trajetória da bola, e nessa altura o jogador Corrupto, tinha o braço nas suas costas... a queda até pode parecer teatral, mas a dúvida fica, ainda por cima, sem uma repetição de jeito!
Curiosamente, o sr. Martins, o VAR do famoso Corruptos - Gil Vicente da última época, ficou calado em todas estas ocasiões!
Para finalizar os minutos de desconto na 2.ª parte: 7 substituições, 0 golos, e 2 assistências médicas: 8 minutos seria o normal, 9 minutos no máximo dos máximos, nunca 12 minutos! Veja-se o jogo da Luz, 8 substituições, 1 golo e no mínimo 4 assistências médicas (até podem ter sido mais...), 11 minutos de compensação!

Uma última nota para o mentiroso Lagarto Nobre, que escreveu no relatório que o Musa, entrou em tackle sobre o seu adversário no Bessa! Quem entrou em tackle foi o Makouta sobre o João Neves, o Musa pisou a bola e acidentalmente o pé, resvalou para cima da perna do adversário...
Já agora, foi curioso assistiu noutros jogos, situações idênticas: na Final da Supertaça Europeia, na última jogada do tempo regulamentar, um jogador do Sevilha pisou um adversário: Amarelo! Até em Rui Maior, na última jogada da partida, um jogador Casapiano, também pisou um jogador do Sporting, e levou Amarelo... e ninguém vez escândalo disso!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Boavista(f), D(3-2), Nobre, (Narciso, A. Campos), Prejudicados, (-3 pontos)
2.ª-Estrela(c), V(2-0), Correia, (Rui Costa, Rui Silva), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-2), Melo, (Narciso, V. Marques), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
2.ª-Casa Pia(f), V(1-2), Almeida, (Hugo, R. Soares), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Corruptos
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), Malheiro, (Rui Costa, C. Martins), Nada a assinalar
2.ª-Farense(c), V(2-1), C. Pereira, (Martins, A. Campos), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)

Braga
1.ª-Famalicão(c), D(1-2), Veríssimo, (Rui Costa, T. Costa), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Chaves(f), V(2-4), J. Gonçalves, (Esteves, Felisberto), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
0 / 1

Sporting
0 / 0

Corruptos
0 / 0

Braga
0 / 0

Anexos(III):
Expulsões (Contra/Favor)
Minutos (Contra-Favor = Superioridade/Inferioridade):
Benfica
1 / 1
Minutos:
57 - 7 = 50m (inferioridade)

Sporting
0 / 0
Minutos:

Corruptos
0 / 0
Minutos:

Braga
1 / 0
Minutos:
24 - 0 = 24m (superioridade)

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
Nobre - -3
Narciso - -3

Sporting
Melo - +2
Almeida - +2
Narciso - +2
Hugo - +2

Corruptos
C. Pereira - +3
Martins - +3

Braga
J. Gonçalves - +2
Esteves - +2

Anexos(V):
Árbitros:
Benfica
Nobre - 1
Correia - 1

Sporting
Melo - 1
Almeida - 1

Corruptos
Malheiro - 1
C. Pereira - 1

Braga
Veríssimo - 1
J. Gonçalves - 1

Anexos(VI):
VAR's:
Benfica
Narciso - 1
Rui Costa - 1

Sporting
Narciso - 1
Hugo - 1

Corruptos
Rui Costa - 1
Martins - 1

Braga
Rui Costa - 1
Esteves - 1

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
A. Campos - 1
Rui Silva - 1

Sporting
V. Marques - 1
Rui Soares - 1

Corruptos
C. Martins - 1
A. Campos - 1

Braga
T. Costa - 1
Felisberto - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Nobre - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Sporting
Almeida - 1 + 0 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1

Corruptos
Malheiro - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1

Braga
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Anexos(IX):
Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Nobre - 1 + 0 = 1
Correia - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1

Sporting
Melo - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1

Corruptos
Malheiro - 1 + 0 = 1
C. Pereira - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1

Braga
Veríssimo - 1 + 0 = 1
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Anexos(X):
Jornadas anteriores:

Anexos(XI):
Épocas anteriores:

Neres...

Falar Benfica #128

El Mítico #53 - Con la ayuda de un héroe improbable

5 minutos: Diário...

Zero: Ataque Rápido - S04E03 - Reforços...

Do século!!!

BMG, é só amor!!!

A melhor venda...

Uma taça da colónia portuguesa


"Em Montevideu, o Benfica disputou a Taça Intercontinental e foi homenageado por comunidade portuguesa do Uruguai.

A conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus trouxe ao Benfica uma honra e um reconhecimento que jamais haviam sido alcançados por uma equipa portuguesa. Prova dessa inesperada onda de reconhecimento foram as múltiplas reacções e eventos que requeriam a presença do Benfica.
Em setembro de 1961, realizou-se a segunda edição da Taça Intercontinental. O Benfica, o mais recente campeão europeu, defendia não só a sua superioridade enquanto equipa, mas também o seu estatuto de representante do Velho Continente. Os uruguaios do Peñarol foram, pelo segundo ano consecutivo, os representantes das equipas sul-americanas
Em 6 de setembro, o Benfica recebeu o Peñarol no Estádio da Luz. Perante 40 mil pessoas, as duas equipas exibiram-se num 'espectáculo simplesmente extraordinário', de tal modo, que foi apenas aos 60 minutos que se registou o primeiro, e único, golo da partida. Mário Coluna, 'de posse de bola, caminhou com ela, (...) foi driblando um, dois, três homens até determinada altura em que, já dentro da área, aplicou, com o pé esquerdo, um tremendo remate que fez entrar a bola (...) junto ao poste'. Foi com este golo solitário do Monstro Sagrado que o Benfica terminou a 1.ª mão da competição, esperando que o empate fosse suficiente para trazer mais um ambicionado troféu para o Regedor.
Mas o encontro no Uruguai, em 17 de setembro, não correu da melhor maneira à equipa portuguesa, que acabou por sofrer uma pesada derrota, por 5-0, obrigando à realização de uma finalíssima, dois dias depois. Perante mais de 65 mil pessoas, o jogo foi muito mais equilibrado, mantendo-se empatado a uma bola até três minutos antes do intervalo, quando foi assinalada uma grande penalidade a favor dos uruguaios. A conversão do penálti fechou o resultado do prélio, em 2-1, consagrando o Peñarol como vencedor da Taça Intercontinental.
Enquanto o Benfica esteve em Montevideu, 'choveram os convites, os planos, os programas, mas Guttmann, muito logicamente, todos vetou, com uma única excepção que se impunha: a recepção oferecida pela colónia portuguesa'. A receção, realizada no Automóvel Clube do Uruguai, em 17 de setembro, contou com a presença de toda a comitiva benfiquista e dos directores do Peñarol, que se juntaram a uma 'magnífica e exaltada consagração de Portugal e do Benfica'. A apoteose deste evento foi a entrega ao Benfica, pela colónia portuguesa, de uma 'artística e ricamente trabalhada taça', que recordará para sempre este momento.
Recorde outras peças oferecidas ao Benfica nas suas viagens na área 26 - Benfica Universal, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Marisa Manana, in O Benfica

Alma e coração


"1. O Benfica fez um arranque perfeito da temporada oficial conquistando mais um título - o seu segundo título levado da vencida no espaço de três meses - para soçobrar passados cinco dias no desafio seguinte, a jornada inaugural do campeonato nacional de futebol de 2023/2024.

2. Gosto de escrever assim - campeonato nacional de futebol - provavelmente por uma questão geracional. Chamar Liga ao campeonato empobrece semanticamente a competição e faz-nos logo lembrar da Liga de Valentim Loureiro, da Liga de Pinto da Costa, da Liga de Fernando Gomes, triste sina de um organismo.

3. Foi indiscutível a vitória do Benfica sobre o FC Porto na decisão da Supertaça Cândido de Oliveira. O palmarés do Benfica nesta prova é curto. As duas equipas encontraram-se em Aveiro em números diferentes na Supertaça, o FC Porto com 23 triunfos, e o Benfica com 8, tendo saído de campo com 9, que era exactamente o que se pretendia.

4. O nosso adversário, batido por duas bolas a zero, não conseguiu a sua 24.ª, mas houve quem conseguisse uma 24.ª. Referimo-nos ao treinador Sérgio Conceição, que foi pela 24.ª em vez expulso na sua carreira, o que constitui uma proeza nacional e internacional que não está ao alcance de muitos. Aliás, de acordo com os registos do futebol, uma proeza destas só está ao alcance de Sérgio Conceição. Dizem os analistas do fenómeno que é assim porque se trata de um sujeito genuíno. Ora aqui está um novo significado para a palavra genuíno, um significado que ainda ninguém se atreveu a descortinar.

5. Os mais optimistas avançam que são sintomas de fim de regime as cenas ocorridas durante o tempo de compensação do jogo de Aveiro, bem como a cena protagonizada pelo líder da claque do FC Porto e da seleção nacional, outro ser genuíno exibindo um maço de bilhetes para o Boavista-Benfica, desafiando os 'governantes' e a segurança do público: 'Se eu quiser, meto 500 super-dragões no Bessa'. É esta a elite do regime. Se o regime está no fim ou não, veremos.

6. O Benfica entrou com uma derrota no campeonato. A boa notícia é que tem pela frente 99 pontos em discussão. Que os vai discutir com alma e coração da 2.ª à 34.ª jornada, ninguém dúvida. Aliás, não foi por falta de alma nem de coração que a nossa equipa saiu derrotada do campo do Boavista, porque sobrou empenho para o que faltou de acerto e de sorte.

7. O passo seguinte é com o Estrela da Amadora no Estádio da Luz. É em casa que se ganham e perdem campeonatos. E é na nossa casa que vamos querer provar isso já neste sábado."

Leonor Pinhão, in O Benfica

“O futebol és tu”


"Começo por dizer que aplaudo todas as iniciativas que fomentem a ida de adeptos aos estádios. Logo, aplaudo a iniciativa “O futebol és tu”, promovida pela Liga na presente temporada.
No entanto, creio que o problema que esta acção procura mitigar resulta de outras questões mais profundas. A venda de bilhetes a preços mais baixos torna a ida a um estádio mais comportável, mas tem um impacto nulo nas restantes variáveis, tais como, entre outras, as condições de acesso e permanência nas bancadas, a segurança, a qualidade dos relvados, os horários dos jogos, o nível dos espectáculos ou a competência das arbitragens.
E não ajuda que a Liga tente doirar a pílula neste tema. São várias as frentes carecidas de soluções, todas devem ser abordadas com carácter de urgência.
Repare-se no comunicado da Liga sobre a iniciativa, intitulado “O estrondoso sucesso do arranque da campanha O Futebol és Tu”, no qual são divulgados uma série de dados que procuram justificar o elogio em sede própria.
Face aos dados apresentados, não nego o impacto positivo da medida, embora longe de “estrondoso”. Mas há que relativizá-los, bastando para isso constatar que seis dos nove jogos realizados tiveram uma assistência inferior a 5700 espectadores e cinco das partidas não ultrapassaram os 4300 adeptos nas bancadas.
Mesmo a tão evocada melhoria na taxa média de ocupação dos estádios deveria causar incómodo, ao invés da autopromoção. A maioria das lotações são exíguas e, ainda assim, esteve-se longe de casas cheias. Exceptuando-se o caso do Moreirense, cujos 5674 espectadores no jogo com o FC Porto ocuparam 92,2% dos lugares disponíveis, só mais dois estádios tiveram apresentaram uma moldura humana acima dos 70% da capacidade disponível (Bessa e Alvalade, ou seja, jogos do Benfica e Sporting).
É curto, muito curto. Tão curto que o “sucesso estrondoso” só se aplica à falta de noção ou vergonha.
É a liga faz de conta que temos. A mesma que, enquanto diz aos adeptos que o futebol são eles, permite que muitos deles paguem 70€ por um bilhete e sejam limitados no uso de adereços relativos ao clube que apoiam, sem que se perceba a razão, dado que, segundo relatos de quem lá esteve, todos os adeptos nessa bancada eram afectos ao clube visitante, o Benfica. A confirmar-se, a pretensa medida de segurança não mais é do que uma tentativa de ilusão quanto à dimensão da massa adepta do clube visitado. Nada de novo, diga-se de passagem."

João Tomaz, in O Benfica

Somos todos treinadores


"Terminada a primeira jornada do campeonato de futebol de 2023/24, concluímos uma vez mais que todos os adeptos são potenciais treinadores. Uns até com o nível 4, que permite orientar equipas a partir do banco. Outros, com níveis ainda superiores, cursos tirados na famosa universidade da vida à custa de anos e anos a ver jogos nos estádios e pela televisão. É sempre assim. Mal termina um jogo cujo resultado não nos agrada, chegam as críticas, as táticas, as opções e as substituições que deveriam ter sido feitas ao minuto tal e nunca no momento em que sucederam. Até podia ter a sua piada, se não fosse apenas triste.
Há uma semana, quando Roger Schmidt, a sua equipa técnica e os jogadores campeões nacionais do Sport Lisboa e Benfica (só para recordar, pode alguém se ter esquecido), fizeram uma segunda parte brilhante em Aveiro e deram um banho de bola ao adversário, tudo fez sentido. Já na segunda-feira passada, quando, reduzidos a 10 elementos (num jogo em que o Glorioso esteve sempre por cima dos acontecimentos), com bolas aos ferros, critérios de arbitragens diferentes para ambas as equipas, lances de mão na área que o VAR nem parou para analisar, aí, já a culpa é toda do Schmidt, Vlachodimos, das substituições, das novas contratações e de tudo o mais que se possa inventar para minorar a azia.
É difícil entender esta tradicional montanha-russsa de sentimentos. Claro que ninguém gosta de perder, ainda para mais naquelas circunstâncias, quando se foi a única equipa a merecer ganhar, mas isto também é desporto. Encontrar desculpas, apontar culpados, insultar árbitros, faltar a conferências de imprensa, bater no peito e outros folclores é muito fácil. E básico. Respeitar todos os jogadores, a equipa técnica e acreditar no trabalho que está a ser feito é o caminho. No fim, falamos."

Ricardo Santos, in O Benfica

Rumo ao 39!


"Quando o Di Maria abriu o marcador no Bessa, nenhum de nós pensou que ficaríamos tão desiludidos por entrar no campeonato com o pé esquerdo. Ao contrário da Supertaça, desta vez a velha expressão teve mesmo um significado negativo.
Quanto maior é a expetativa, maior é a frustração quando não a vemos cumprida. A minha era muito clara, afinal somos o Benfica: 34 vitórias em 34 jornadas. Logo na primeira, este objetivo ficou falhado. A angústia é grande, não há qualquer dúvida. Ainda assim, não é maior do que a confiança na segunda meta, essa ainda ao nosso alcance: 33 vitórias em 34 jornadas.
Na verdade, mesmo apesar do resultado, a crença na equipa de Roger Schmidt não quebrou de forma alguma. O João Neves continua a ser um craque com um futuro risonho - que já começou a ser escrito no presente. O conforto do Kokçu com a bola nos pés é inquestionável. O António Silva é om legítimo herdeiro da camisola número 4, e o Otamendi é um óptimo mentor. O Rafa continua a percorrer o relvado um excesso de velocidade, o Aursnes e o João Mário continuam a saber controlá-la durante todo o jogo, e o Bah tem que chegue para chegar ao ataque o vigiar a defesa. O Di Maria e o Neres são futebolistas que também podiam ser alunos em Hogwarts. E o mister Schmidt é o líder que põe esta malta toda engrenada para marcar mais golos do que os adversários. O presidente, Rui Costa, claro, é o maestro que comanda toda a orquestra que nos levou ao 38 e nos vai dar o 39.
Há 10 anos que o Benfica não arrancava a Liga com uma derrota. Uma década depois, sejamos pacientes. Porque o campeonato, da última vez que começou sem nenhum benfiquista a sorrir, no final acabou com todos os benfiquistas a celebrar."

Pedro Soares, in O Benfica

Colónia de férias


"Terminando mais um ano letivo, os alunos do projeto 'Para ti Se não faltares!' que conseguiram bons resultados e boas recuperações escolares gozam umas merecidas férias na colónia em Tomar.
E este é um dos prémios apetecíveis para os jovens, que ouvem as histórias de uns anos para os outros. E são já treze anos em que assim acontece, por isso há muitas memórias a partilhar.
Nos tempos que correm, particularmente difíceis e com a carteira das famílias pressionada como está, cada vez têm mais valor os dias de férias e as atividades conquistadas pelos jovens.
Por isso, boas férias a todos e muito boa diversão! Para o próximo ano letivo, que já está aí à porta, cá nos encontraremos de novo para novas conquistas escolares e desportivas."

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"0
Nenhum ponto ao fim da 1ªjornada está longe de ser uma sentença de campeonato perdido. Basta recuar a 2013/14 e a um desfecho infeliz na Madeira, frente ao Marítimo, para que seja identificado o primeiro passo (em falso) do inédito tetra. Por outro lado, vencer na 1ª jornada não garante o título. No caso do Benfica, foram 26 vitórias no primeiro jogo do campeonato em épocas nas quais não se sagrou campeão;

9
Ainda sobre a 9ª Supertaça conquistada pelo Benfica, a 5ª nas últimas 10 edições: nas 9 temporadas em que venceu este troféu, foi campeão nacional em 3, o que demonstra que a relevância deste triunfo se encerra no próprio troféu, nada garantindo ou preconizando em relação ao futuro próximo;

16:37
A 2ª parte do Boavista – Benfica teve 16:37 minutos de tempo adicional, o máximo registado numa parte de um jogo do Benfica sem ocorrências extra-futebol, refletindo as novas diretrizes relativamente à gestão do tempo de jogo por parte dos árbitros;

29
Rafa chegou aos 51 golos pelo Benfica no Campeonato Nacional, passando a ser um dos integrantes do trio que ocupa a 29ª posição no ranking dos mais goleadores do Benfica na competição (está a 4 do top25). Fazem-lhe companhia Santana e Vítor Baptista. Em competições oficiais soma 73 golos de águia ao peito e é o 32º no ranking (está a 5 do top30). É o 8º, com 14, nas competições europeias (7º na Liga dos Campeões, com 11). Nota ainda para as 54 assistências para golo em jogos oficiais, sendo o 4º na lista desde 2009/10, inclusive;

50
Aursnes atingiu a meia centena de jogos pelo Benfica, incluindo particulares;
Frente ao Boavista, o Benfica jogou 50 minutos em inferioridade numérica, dos 50 aos 100 minutos de jogo."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1. Regresso a casa. Regresso à Luz depois da conquista do Campeonato e da Supertaça. É já amanhã, diante do Estrela da Amadora, 84 dias depois da festa do 38 diante do Santa Clara. Com o apoio dos nossos, com o compromisso de sempre e a qualidade que intrinsicamente temos, vamos empreender a caminhada que desejamos, superando os reveses e os infortúnios próprios do jogo e do futebol. Há um novo relvado para estrear e uma moldura humana que nos envaidece. Vamos, Benfica!

2. O Protagonista da semana é Sisíno Ambriz, um jovem velocista que não é parco na ambição: ser campeão europeu pelo Benfica. Tem atrás de si os louros de um Campeonato Nacional e uma medalha de bronze nos Europeus de sub-20. Mais um tributo ao excelente trabalho que o Clube desenvolve na formação, numa dimensão social e competitiva de que o Sport Lisboa e Benfica se pode orgulhar em nome da prática desportiva e do nome de Portugal.

3. No jornal O Benfica trilhamos o arranque das várias modalidades de pavilhão que, juntamente com o futebol masculino e o feminino, nos permitiram na temporada passada conquistar 8 dos 12 Campeonatos em disputa. No voleibol masculino perseguimos o objetivo de um sempre mágico penta, a par de uma expressão europeia ainda mais ambiciosa. A estratégia passa por renovar na continuidade, juntando sangue novo a uma estrutura vitoriosa, madura, mas com a permanente insatisfação de vitória. A reportagem para acompanhar nestas páginas."

Pedro Pinto, in O Benfica

Esperança morta


"Desde que a centralização dos direitos televisivos se tornou tema (em 2015), tenho vindo a opor-me frontalmente à ideia. Ponho em causa os supostos benefícios, não acredito na estimativa de receitas. E ainda identifico o risco de perda de competitividade europeia (no ranking de clubes, Portugal tem variado entre a 6.ª e 7.ª posições - todos os países abaixo, alguns deles mais populosos e com maior poder de compra, centralizam os direitos).
A medida foi, entretanto, imposta pelo governo, o que me levou a pensar que só voltaria ao assunto quando fosse iniciada a discussão sobre o modelo a adotar. Equivoquei-me.
Em maio último, as declarações de Luís Mendes, vice-presidente do SL Benfica, questionando as projeções de receitas com a exploração centralizada dos direitos televisivos, motivaram a minha crónica "A incógnita dos 300 milhões". Agora é o revés quanto à atratividade do futebol português.
Segundo notícias veiculadas esta semana pela comunicação social, o futebol português deixará de ter espaço nas grelhas televisivas de França, Inglaterra e Brasil. A confirmar-se, e se não surgirem novos interessados nesses países, é trágico. Nem sequer em dois países com fortes ligações a Portugal, França e Brasil, presumivelmente onde haveria mais interesse pelo futebol cá do burgo, entende-se que se justifica o investimento na transmissão dos jogos.
E eu, contrariamente ao que os meus escritos poderão indiciar, uma vez que o processo se afigura irreversível, desejo que tudo corra bem, o que, do meu ponto de vista, pressupõe o cumprimento da promessa de Pedro Proença quanto aos clubes que mais recebem não serem prejudicados.
Gostaria até de me sentir como a fadista que canta "tenho vivido na esperança de voltar a ser criança para em tudo acreditar", mas não consigo. Eu, como aliás essa mesma fadista, sei que esta é uma esperança morta e por isso acompanho-a quando, mais à frente, canta que "morreu a fé e a esperança, eu não voltei a ser criança". Precisa-se de uma liga adulta."

Visão: Kokçu...