Últimas indefectivações

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

O bom futebol de João Mário e amigos derreteu a alma até Almeida dos casapianos


"Numa tarde em que o ponto alto foi a despedida emocionada de André Almeida entre troféus e companheiros, depois de quase 12 anos na Luz, o Benfica bateu os casapianos, por 3-0, com mais dois golos de João Mário

E a Luz despediu-se de André Almeida. O lateral direito disse adeus de vez, com água nos olhos, ao lado dos troféus que conquistou e entre os companheiros, alguns de outros tempos como Luisão e Javi García. Os adeptos levantaram-se e juntaram as mãos uma, duas e tantas vezes, não esquecem os mais de 11 anos do futebolista naquela casa. Como prémio viu mais uma exibição sólida e liquida do Benfica, que marcou três golos a uma das melhores defesas do campeonato.
No regresso a casa, três jogos depois, Roger Schmidt repetiu a fórmula de Arouca. David Neres, participativo e gingão, apoiava o móvel Gonçalo Guedes (que não parece talhado para ser 9). O Benfica foi sendo mansamente avassalador. João Mário e Fredrik Aursnes tomam conta da bússola do jogo, sempre vigiados pela discrição de Florentino. Tocam bem na bola. Quando a perdem, abafam o rival. O Casa Pia cedo se viu num colete abaixo do número, não sabia como atacar a baliza de Vlachodimos. Ainda assim, os casapianos iam aguentando os ataques dos rapazes de vermelho, travando as agressões futeboleiras alheias com um 5-4-1 compacto e bem organizado e coordenado.
Afonso Taira, filho de Taira, e Cuca tentavam dar seguimento a jogadas, mas era impossível até certa altura. Romário Baró mostrava a boa técnica num palco importante. Saviour Godwin, o veloz e felino avançado, foi anónimo durante demasiado tempo. Era um jogo de resistência contra paciência.
João Mário, que fez dois golos em Arouca, mexe-se com graciosidade. Já batemos na tecla do jogar de pantufas, mas aquele peito para fora e a lentidão dão-lhe um qualquer estatuto de sábio. Foi ele quem começou a jogada para o debutante perigo. Ricardo Batista cancelou o calcanhar de Gonçalo Guedes e Lucas Soares tirou o pão da bota de Chiquinho, que vai fazendo de Enzo Fernández.
Quando o Benfica perdia a bola e não conseguia morder imediatamente, António Silva e Nicolás Otamendi tratavam de esvaziar a coragem alheia. O campeão do mundo, conta o Playmaker do Zerozero, alcançou os 150 jogos na Liga, tornando-se o quinto argentino com mais partidas no nosso país, atrás de Salvio (166), Lucho (168), Ávalos (186) e Gaitán (189).
Alexander Bah era o jogador mais solicitado para os desequilíbrios, mas o dinamarquês não estava certo no cruzamento e no passe. A recompensa chegou mais tarde quando, depois de uma correria imensa, talvez de 50 metros, marcou um belo golo com a canhota. Foi o 3-0, aos 71’. Nunca tinha feito tal coisa pelo clube.
Antes, João Mário já marcara dois golos. Quase dois passes para a baliza de Batista. No primeiro, Guedes inaugurou uma manobra de diversão pela esquerda e a bola entrou em David Neres, já na área. O brasileiro tocou para trás como dizem os manuais modernos. A seguir, depois de combinação entre Florentino, Chiquinho e Grimaldo, a bola aterrou no segundo poste. João Mário mergulhou com a bota e fez o 16º golo na temporada, 12 na Liga, os mesmos que Gonçalo Ramos e Fran Navarro, os melhores marcadores. Já Neres assinou a 10.ª assistência em todas as competições nesta temporada. Entre esses dois momentos, naquela fortaleza inspiradora fardada de preto brotaram fissuras.
Quando se joga contra um bloco baixo, bem trabalhado e harmonioso, a paciência é importante, a velocidade da bola idem, assim como a atração do rival para abrir buracos. Mas há algo mui, mui importante: movimentos que nem visam necessariamente receber a bola. Essa parte é difícil. Convencer jogadores a fazerem corridas nas quais sabem que é improvável receberem a bola é um desafio imenso. Mas são esses movimentos que levam marcações ou que abanam estruturas, ou que abrem pequenos espaços. E pequenos espaços traduzem-se em tempo. Quando os avançados atacam as costas de uma linha defensiva, mesmo que recuada, há sempre uma desestabilização importante. Há equipas que o estudam, que medem os metros que certas corridas provocam entre as linhas da defesa e do meio-campo. Gonçalo Guedes e Gonçalo Ramos são futebolistas com essa silenciosa e pouco estridente disponibilidade e isso pode ser decisivo em certos momentos do jogo.
O ritmo do jogo na segunda parte caiu um pouco, ainda que se tenha visto um Casa Pia mais atrevido ou pelo menos com essa intenção. O Benfica continuou com muita bola, mas já estava tudo resolvido. Deu para ver o regresso de Rafa Silva, que quase marcou assim que entrou, rindo-se a seguir à defesa de Ricardo Batista. Aursnes ameaçou o 4-0. A bola, que tresandava a mel, saiu da bota do número 20, o tal marcador de dois golos.
Numa altura em que os senhores de Pina Manique caminhavam para a terceira derrota em quatro jogos, num desfecho inquestionável, o jogo deu uma volta perfeita quando, após a homenagem a André Almeida no início, viu no final algo semelhante para o futebolista do momento: João Mário. As palmas são beijos de admiração. O médio, outrora capitão na formação do Sporting e adulto desde menino, tem um peso importante na qualidade do jogo da equipa de Schmidt. E está feliz, isso vê-se a léguas."

SL Benfica 3-0 Casa Pia AC: Hattrick limpinho da turma encarnada


"A Crónica: Vitória Clara Do SL Benfica Perante A Sensação Casa Pia AC

No dia da despedida de André Almeida do relvado da luz, a equipa de Schmidt queria oferecer a vitória ao eterno capitão encarnado.
Sem Enzo, que rumou a Inglaterra no último dia de mercado, o SL Benfica entrou em campo com Chiquinho ao lado de Florentino, e com a ausência de um ponta de lança fixo, com Guedes a assumir a dianteira do ataque encarnado. Desde cedo que o Benfica mostrou ao que vinha neste jogo, com ataques muito bem conseguidos e jogadas extremamente perigosas. Este jogo era muito complicado, tendo em conta que a equipa encarnada iria enfrentar a equipa sensação da liga, um Casa Pia AC com grande qualidade, muito organizada com a sua linha habitual de 3 centrais, certinha a atacar e a defender, e muito inteligente a sair a jogar.
O Benfica não se acanhou, mostrou que há vida para além de Enzo e que há soluções dentro de portas para suprir a ausência de peso do argentino, que deixou um vazio no meio campo, vazio este que vai ser preenchido com Chiquinho, que está a ter uma atitude brilhante na sua nova vida na luz, a assumir tarefas mais defensivas. Da parte da turma de Filipe Martins, temos de destacar claramente a garra, a força, a qualidade e a coragem destes jogadores, que jogam olhos nos olhos, semana após semana, com todas as equipas deste campeonato, sempre com a consciência e a humildade que os caracterizam.

A Figura
João Mário Mais um grande jogo do timoneiro da luz! Marcou dois golos, esteve ainda no lance que deu origem ao golo de Bah, e esteve irrepreensível durante os 90 minutos. João Mário é cada vez mais uma unidade crucial no esquema de Roger Schmidt, quer pela sua qualidade individual, quer pela sua experiência! Esta é, até agora, a melhor época do internacional português, com 16 golos marcados!

O Fora de Jogo
Rafael Martins – Com Cleyton, o homem golo da equipa de Filipe Martins, no banco de suplentes, coube a Rafael Martins tomar conta do ataque piedense. O experiente avançado brasileiro não conseguiu contrariar a defesa encarnada, e mostrou-se praticamente inofensivo ao longo dos 90 minutos. Mais um jogo de fraca produção para o avançado brasileiro que, apesar de ter uma enorme qualidade, não tem mostrado grande produtividade ao serviço do clube lisboeta."

BI: Casa Pia...

O Benfica Somos Nós S02E42 - Casa Pia...

Águia: Casa Pia...

Terceiro Anel: Casa Pia...

5 minutos: Casa Pia...

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Benfica After 90 - No Enzo? No Problem

BnR: Casa Pia...

Vinte e Um - Como eu vi - Casa Pia...

5 de Fevereiro


Vermelhão: Velocidade cruzeiro...!!!

Benfica 3 - 0 Casa Pia


Mais uma vitória, mais uma boa exibição, e mais uma vez, apesar dos dois golos do João Mário, aquilo que ficou na retina, foi a capacidade coletiva do Benfica, jogar futebol solidário, com a bola nos pés, e a organização em conjunto com a atitude defensiva, que não permitiu ao Casa Pia praticamente passar o meio-campo com regularidade!!!

Basta recordar o recente jogo do Casa Pia com os Corruptos no Jamor, onde principalmente na 1.ª parte - quando se jogou 11 contra 11 -, onde os Corruptos foram obrigados a constantes faltas, muitas delas graves, para travar os constantes contra-ataques do Casa Pia! Hoje, nada disso aconteceu... Um Benfica preparado para a estratégia adversária, 'secou' o adversário!

E tudo isto, sem grandes 'raides' individuais: sem o Rafa (entrou e quase ia marcando...), com o Neres melhor, mais ainda sem a capacidade de fintar dois ou três, com uma mudança de direcção... neste jogo, e nos anteriores, os golos, aparecem sempre após grandes trabalhos coletivos!!! Isto não é 'sorte', é trabalho...


O MVP foi o João Mário, mas o Tino voltou a fazer um grande jogo (só um erro...); o Chiquinho voltou a convencer, nota-se que joga quase sempre pelo seguro, mas com o resultado a dilatar-se já arriscou algumas fintas... falta arriscar mais nos passes verticais; Aursnes em todo o lado; Bah grande golo e subida de forma confirmada; Centrais imperiais; Grimaldo mais um bom jogo; Neres no meio, com menos espaço, bem; Guedes sacrificado, muito batalhador, mas atrapalhou-se algumas vezes com a bola; Odysseas espectador!


Parece-me que o Chiquinho no meio é para continuar, dá mais liberdade ao Aursnes, e permite à equipa manter o equilíbrio! Com o regresso do Rafa e do Ramos, o Roger vai ter que sacrificar alguém... Enquanto houver Taça e Champions, não haverá problema, pois poderemos rodar, mas quando ficarmos só com a Liga... Agora, na Champions e nos jogos 'grandes' do Tugão, não sei se haverá 'alterações': hoje, após a entrada do Musa e do Draxler, a estrutura do meio-campo mudou, o Aursnes e o João Mário, começaram a jogar por 'dentro', pareceu-me um 'teste' para o jogo de Quinta-feira em Braga!!!

Incrível, como num jogo onde os jogadores não deram qualquer problema o Narciso conseguiu irritar as bancadas! Fiel à velha estratégia: jogador adversário do Benfica no chão é sempre falta! Foi preciso esperar quase pelo minuto, para que isso não fosse verdade!!!

Próximo jogo para o Campeonato só na Segunda-feira de Carnaval! Até lá, os nossos adversários diretos vão jogar 3 jornadas!!! Com alguns confrontos diretos entre eles!!! Com o Boavista, o cenário poderá ser bastante favorável...


Antes disso, Taça, para ganhar! Desta vez, sem distrações, e com a equipa preparada para a estratégia do adversário: André Horta nas costas dos médios-centros!!!


Homenagem mais que merecida ao André Almeida, no início da partida! Eu sei, que existem os anti-Almeidinhos, ou simplesmente aqueles que gostam de 'gozar' com o nosso ex-jogador, mas o Almeida termina a sua carreira como jogador do Benfica, com uma invejável lista de títulos, sendo que foi extremamente útil na maioria! As equipas ganhadoras tem que ter as suas 'estrelas', mas também é preciso aqueles jogadores, que não sendo doutro mundo, façam o trabalho escondido!!! Um tapa-buracos, que acabou por ter números muito bons como defesa-direito, principalmente nas assistências!!! Se calhar deveria ter saído 6 meses antes, mas nunca é fácil perceber quando as pernas já não dão mais!!!


Uma nota final para união que neste momento existe nas bancadas, e que aparenta existir dentro do balneário, que as recentes atribulações parece não ter afetado! Todos juntos...

Goleada... mais uma!


Benfica 9 - 0 Albergaria

Talbert; Seiça(Carole, 62'), Sílvia, Lúcia(Amado, 46'); Pauleta(Kika, 62'), Norton(Christy, 46'), Vitória; Cintra, Cloé, Jéssica; Nycole(Bibocas, 74')

Golos para todos os gostos, com a mini-Bibocas a crescer!!!


Na negra...

Leixões 2 - 3 Benfica
18-25, 25-17, 16-25, 25-10, 10-15


Depois do bom início do Esmoriz, tem sido o Leixões a querer dar luta às equipas da frente, mas mesmo assim, hoje fomos demasiados inconstantes...
Apesar de tudo, estou a gostar de ver o Nikula a ter números 'normais' de Oposto!

Vitórias!!!

Benfica 5 - 1 Braga

Jogámos bem, o 1-0 ao intervalo era curto, a 2.ª parte trouxe justiça...
Recordo que o Braga empatou na jornada anterior com os Corruptos!!!

PS: Mais uma vitória na Europa, para as nossas meninas, desta vez 8-2 contra as espanholas do Cerdanyola, com a 5 golos Chilenos: 4 da Cata e 1 da Maca!!!

Qualificação para os Oitavos...

1.ª de Dezembro 23 - 43 Benfica
(11-20)

Regresso da competição após o Mundial, com uma partida para a Taça, contra um adversário duma divisão inferior, com quase todos os jogadores 'recuperados', inclusive o Arnau, após uma paragem de quase 1 ano!!! Só faltou o Kallman!
Terça-feira temos competições europeias na Luz...

Parvoíce...

Póvoa 60 - 59 Benfica
14-19, 15-11, 20-16, 11-13

Hoje só o Broussard merecia o ordenado!!!

Juvenis - 5.ª jornada - Fase Final

Feirense 1 - 3 Benfica


Mais uma vitória, com um auto-golo nos primeiros minutos a ajudar...

Somar mais uma vitória


"Os comandados por Roger Schmidt estão de regresso ao Estádio da Luz, depois de três vitórias consecutivas em deslocações para o Campeonato. O embate com o Casa Pia e a restante atividade desportiva benfiquista no fim de semana são o tema em destaque na News Benfica.

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Em relação ao jogo desta tarde com o Casa Pia (18h00), Roger Schmidt começa por destacar o regresso à Luz: "Estamos muito felizes por voltar ao nosso Estádio. Jogámos três partidas fora de casa, com muitas viagens e estamos desejosos por jogar este desafio."
Sobre o Casa Pia, o técnico lembra: "No início da época, jogámos perante uma casa cheia de Benfiquistas [em Leiria], mas foi complicado vencermos. Eles são organizados, defendem bem, não concedem muitos espaços para se marcar e merecem estar na posição que ocupam. No ataque, são muito perigosos."
Cabe à nossa equipa superar mais este obstáculo: "Estamos num bom momento de forma e com muita confiança. Estamos felizes por jogar em casa, queremos fazer um bom jogo para os nossos adeptos e precisamos dos três pontos", complementa Roger Schmidt.
Veja a antevisão do nosso treinador ao jogo.

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André Gomes renovou o contrato que o liga ao Benfica até 2028. Veja as declarações do jovem guarda-redes à BTV.

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Há muito Benfica hoje em campo. Além do desafio com o Casa Pia, no Estádio da Luz, às 18h00, temos mais futebol: a equipa feminina recebe o Clube Albergaria às 15h00 no Estádio Municipal José Martins Vieira. Na Luz há ainda hóquei em patins: partida da Liga dos Campeões com o Cerdanyola CH na vertente feminina (15h00) e jogo do Campeonato Nacional com o HC Braga (20h15).
Amanhã a equipa B é visitada no Benfica Campus pelo Tondela (14h00) e, no voleibol, receções ao Vitória de Guimarães na Luz (19h00) no masculino e ao Leixões no feminino (15h30).
Consulte a agenda dos jogos de futebol e modalidades de pavilhão neste fim de semana.

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O Benfica é o clube mais representado na convocatória da Seleção Nacional feminina de futebol para o play-off intercontinental de acesso ao Mundial, com nove jogadoras (Rute Costa, Catarina Amado, Sílvia Rebelo, Ana Seiça, Carole Costa, Lúcia Alves, Andreia Norton, Francisca Nazareth e Jéssica Silva).
Este é um sinal inequívoco do papel ativo que o Benfica tem tido, desde 2018, também na evolução da exigência profissional e do nível de organização das competições nacionais.

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Depois do ouro de Bárbara Timo, foi a vez de Rochele Nunes conquistar a prata no Grand Prix de Portugal de judo. Veja a entrevista da nossa judoca à BTV.

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A ULisboa e o SL Benfica Futebol SAD formalizaram um contrato de utilização de espaços desportivos, com o futebol de iniciação do Benfica a usufruir do Estádio Universitário de Lisboa a partir de setembro.
Este contrato prevê a renovação das instalações com o contributo do Benfica e continuará a estar disponível para os estudantes universitários para as suas atividades de treino e competição, bem como do público em geral. Saiba mais no Site Oficial."

Mercado de inverno SL Benfica | Uma história bem escrita sem um final feliz


"Era uma vez um SL Benfica acusado e acossado por levar 38 futebolistas numa camioneta para o Algarve. Não se sabia, dizia-se, se iam estagiar ou fazer uma excursão à bonita moda portuguesa dos anos 80. Revoltado, o SL Benfica decidiu que em seis ou sete meses reduziria ao mínimo o número de jogadores do seu plantel. A chacota, claro, foi geral.
Anos e anos de má construção e ainda pior gestão de plantel anulados numa questão de meses? Só podia ser brincadeira. No entanto, o SL Benfica acreditava, tal como David Mourão-Ferreira, que “E por vezes por vezes ah por vezes / num segundo se evolam tantos anos”. Não foi num segundo, mas numa questão de meses as águias resolveram uma questão de anos.
Findo o mercado de inverno (um dos mais voláteis de sempre, como perspetivado), o plantel do SL Benfica é agora composto por 21 jogadores de campo e três guarda-redes. Foi esta a grande vitória da gestão encarnada neste mercado de janeiro – e uma das grandes vitórias administrativas dos mais recentes tempos. As chegadas de Schjelderup, Tengstedt e Guedes foram os três capítulos desta história em termos de entradas e foram muito bem redigidos.
As saídas que as acompanharam foram de leitura fácil e enredo idílico. Saíram – e ainda renderam o que no futebol moderno são tostões, mas, ainda assim, dinheiro – os excedentários e os que necessitavam de tempo de jogo, numa limpeza de plantel que superou largamente as expetativas mais otimistas. Tudo corria bem na história do mercado de inverno benfiquista. Até ao capítulo final.
No último versículo, o Chelsea FC levou Enzo Fernández do SL Benfica, deixando o plantel benfiquista órfão de um dos seus mais pródigos filhos e roubando o tão desejado final feliz à história que os encarnados vinham escrevendo no primeiro mês de 2023. Foi, então, com angústia, tristeza e revolta que terminou a história do mercado de inverno da Luz.
Contudo, o fim desta história é só o início da história da segunda metade da época. E essa tem todos os ingredientes para capitular da forma mais feliz. Mesmo sem Enzo, em 2023 é para ir ao Marquês."

A eficácia anula a audácia


"Observam-se os jogos, olha-se para a classificação da Liga portuguesa, e se o grau de exigência for minimamente elevado percebe-se depressa que se joga pouco. Descontem-se os quatro grandes, que são cada vez mais quatro, e quase nenhuma das outras equipas justifica duas horas no sofá, desprezando um livro ou um filme, ainda por cima pagando uma mensalidade cara em tempo de inflação forte. Um exemplo: alguns dos melhores sinais táticos das últimas semanas chegaram dos dois últimos lugares da tabela, de um Marítimo bem mais ofensivo (não há que ter medo das palavras) com José Gomes, como ainda se percebeu na primeira parte contra o Porto, e de um Paços de Ferreira, de novo a querer jogar no campo todo (desde o regresso de César Peixoto), como foi nítido até diante do líder Benfica. Se imaginarmos um campeonato sem os quatro emblemas do topo e a começar agora, o campeão bem podia ser um dos principais candidatos à descida. Não quer isto dizer que não haja mérito mais acima na tabela, o que não há é equipas completas, de todos os momentos do jogo, em que as preocupações defensivas não condicionem definitivamente as ambições atacantes. Quantas equipas jogam agora, por exemplo, com mais um defesa, numa linha de 5 atrás, sem que se perceba por que o fazem e sem sequer terem centrais de tanta qualidade que justifiquem o lugar extra no onze. Até o Braga caiu na tentação em Alvalade e deu no que deu. No futebol, a obsessão pela eficácia anula a audácia.
Não se negue o rendimento notável do Casa Pia, num impressionante quinto lugar da tabela, mas também não se diga que apresenta um jogar entusiasmante, mesmo se particularmente competente na metade defensiva do jogo. Aliás - e reforçando que há competências claras na equipa de Filipe Martins, para que não se entenda mal o que escrevo - ter em quinto lugar um conjunto que joga em casa emprestada e com escassas centenas de adeptos nas bancadas é bastante significativo. E o Vitória de Guimarães consegue aguentar-se como sexto da tabela – o que está longe de ser trágico, ainda que os adeptos não o entendam – mesmo depois de ter estado oito jogos sem vencer. Poderia ser sinónimo de competitividade, mas verdadeiramente significa insuficiente qualidade. Até porque a maioria das equipas não joga melhor hoje, após meio ano de trabalho, do que no início da época. Há uns fogachos no Arouca e no Vizela, boas intenções com bola do Chaves, um crescimento coletivo discreto em Famalicão, mas é tudo muito curto. Falta qualidade individual em muitos plantéis, não o nego, mas falta sobretudo coragem tática, vontade de dividir jogo concretizada em campo e não anunciada apenas em conferências de imprensa. Passamos a vida a discutir o mercado e os castigos, o VAR e o tempo útil de jogo, mas o que faz mais falta são ideias. De jogo mesmo. E das boas. E talvez façam falta mais treinadores estrangeiros, num futebol que se acomodou à ideia de que tem os melhores e passou a olhar em demasia para o umbigo."

Boa sorte a tentar vender o futebol português


"Nas horas que antecederam o arranque da final four da Taça da Liga, em Leiria, Pedro Proença sacou da palavra mágica: internacionalização. Disse o presidente da Liga que levar a competição para outras latitudes é um “desejo” e um “passo natural”. Uma “ambição legítima", sublinhou ainda, sentindo talvez o doce formigueiro causado pelo futebol espanhol e italiano, que levaram nas últimas semanas as suas Supertaças para o pouco europeu Estádio Internacional King Fahd, em Riade, a troco daqueles vários milhões de petrodólares que fazem bons cidadãos do mundo civilizado esquecer o desastroso registo de direitos humanos da Arábia Saudita.
Nem venho aqui falar dessa primeira evidência, nem de uma segunda: levar para o estrangeiro uma competição nacional que tende a resultar em dérbis ou clássicos é a negação do futebol para o adepto. No caso português, com uma exceção: a Supertaça já se chegou a resolver em Paris, para satisfação da multitudinária comunidade emigrante, mas a diáspora, sempre sedenta de matar a saudade, pouco importará na hora de escolher o local de uma prova que a partir de 2024 será disputada apenas por quatro equipas, as quatro primeiras do campeonato anterior, engordando ainda mais o palmarés dos grandes e batendo com a porta no nariz a histórias bonitas como a do V. Setúbal ou do Moreirense, vencedores da primeira edição e da final de 2017, respetivamente.
A questão aqui será outra e mais de base. Depois daquela 2.ª parte da final da Taça da Liga, no sábado, boa sorte a tentar vender a competição a quem quer que seja.
Boa sorte com isso de tentar “abrir novos mercados ao futebol”, Proença dixit, seja na Arábia Saudita, na China, no Catar, oferecendo como andar modelo um jogo que teve 41 minutos de tempo útil de jogo e 31 faltas. Um jogo em que os presidentes dos clubes em causa não se cumprimentaram. Uma final onde a partir do intervalo não houve futebol, só picardia a arruaça, chico-espertismo de jogadores e mão trémula do árbitro; um jogo em que foram mais as agressões que passaram incólumes do que as sancionadas, em que miúdos recém-chegados perderam a cabeça e jogadores com duas décadas de experiência sentiram a impunidade no engano de quem opta por simular - falo de Tanlongo e Pepe, sim, os nomes são para se dar, por muito que isso chateie as visões enviesadas de quem usa óculos que focam apenas numa só cor e passa o rescaldo a fazer contas de quem, no final, foi mais ou menos prejudicado, como se isso resolvesse seja o que for.
Houve um número de teatro acrobático, quais Cirque du Soleil, à entrada de uma das áreas (Pepê), houve um encosto à cabeça do árbitro (Matheus Reis), houve um murro em plano aberto que o VAR deixou passar (Wendell). Tudo isto é feio, estraga o espectáculo, que é coisa que nem os treinadores fazem questão que exista, como confessou Sérgio Conceição. E o pior é que é recorrente, tornou-se rotineiro e cotidiano. Boa sorte a tentar vender isto.
Pergunto-me o que terá pensado Roberto Martinez ao ver tão pedestre sessão de anti-futebol, talvez nos faça bem ter um selecionador estrangeiro que não veja isto como algo que acontece “no calor do momento”, que perdoe os enganos e as simulações porque é “a cultura” e “matreirice e esperteza” (saloia, talvez). Boa sorte também a tentar vender um futebol em que uma claque lança tochas para cima de adeptos da sua própria equipa, um futebol em que invariavelmente os jogos terminam com jogadores e treinadores engalfinhados.
O “passo natural” e a “ambição legítima” só o são quando o produto é bom. E Portugal, sendo um viveiro de talento para o futebol europeu, não o tem. Será até provável enganar um possível promotor uma vez, mas ninguém vai a um estádio, muito menos lá fora, onde a identificação com as equipas é nula, para ver tão desonrante show. Pensando bem, se calhar nem é de todo uma má ideia levar uma final de taça lá fora, para que cá dentro se entenda finalmente o pobre valor do nosso futebol."

Para que servem as estrelas?


"O céu de uma criança que agora abra os olhos pela primeira vez numa cidade do hemisfério norte, numa zona em que são visíveis 250 estrelas quando estica o olhar para cima, será diferente. Quando fizer 18 anos, serão apenas 100 as estrelas que se exibem em cima da sua cabeça. Se chegar aos 80, fintando denilsonamente as agruras da vida, talvez tenha apenas no tecto infinito cinco brilhantes estrelas.
Foi isso que Christopher Kyba, do Centro Alemão de Investigação em Geociências de Potsdam, e outros investigadores contaram há dias ao “El País”. O tema é a contaminação luminosa e a mão do homem, claro, mas, e transtornando os cientistas, exaltei silenciosa e mansamente a alegada inutilidade que há nesse gesto que ainda procura alguém a quem cause alguma repulsa. Para que serve olhar as estrelas no céu? Repetindo o que certa vez surgiu numa destas páginas, recordo Valdano e uma história de Borges, a quem lhe perguntaram para que servia a poesia. O argentino, entre outras coisas, perguntou como quem espeta uma gloriosa e reluzente árvore gigante num jardim cinzento e abandonado: “Para que serve o amanhecer? Para que servem as carícias? Para que serve o cheiro do café?”.
Estas ideias inúteis, lá está, surgiram enquanto Cristiano Ronaldo se estreava no campeonato saudita, na tarde de domingo. Certa vez, na ressaca de episódios hediondos, surgiu a ideologia de perna curta “zero ídolos” para precaver angústias futuras. Mas quantos jogadores, hoje em dia, teriam a força para colar pessoas de todo o mundo a ver um Al Nassr-Al Ettifaq? Ou para meterem jornalistas a escreverem crónicas ou mini-crónicas sobre a estreia de um futebolista aí? Talvez apenas Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Neymar Jr. e quem sabe Kylian Mbappé. Que ídolos planetários vêm aí? Ainda estamos para baba? Quão importantes são as superestrelas para o futuro da modalidade?
Os que começam a amar este desporto (ou outros, vejam o que os nossos rapazes do andebol fizeram na Suécia) desde pequenos têm sempre uma montanha com uma farda impecável qualquer que faz coisas impossíveis com uma bola e que faz muitos golos ou deixa adversários para trás e que é especial e que dá fama ao mais famoso desporto do mundo. Estará a obsessão por coletivo, rigor e organização a ameaçar o futebol que destapava impossíveis? Estará a aversão ao risco e a obediência ao passe certinho a roubar estrelas nos céus das crianças que já nasceram e estão por nascer?
Cristiano Ronaldo, com a braçadeira de capitão e uma marca no rosto que brotou do duelo com o PSG, estreou-se na liga saudita, um jogo que passou no sexto canal da estação de desporto que assinou os direitos televisivos daquele campeonato, e foi discreto. A cada aparição discreta de Cristiano a nostalgia será testada, o processo de banalização será como uma sova. Combinou com os colegas, que não o insultam ao não o procurarem faminta e constantemente, tentou uma ou outra bola na baliza, disparou por cima num livre direto, celebrou com vontade um golo alheio e deu cabo das ancas do lateral direito que jogava do outro lado, Saeed Al-Muwallad, quando simulou um remate e puxou a bola para o pé esquerdo, cutucando a libido dos que o lambiam com os olhos.
O homem que em certa tarde, enquanto me afundava no sofá, vi bisar no Estádio Old Trafford e em quem nesse mesmo sábado tropecei numa discoteca lisboeta, confirmando a omnipresença da figura, é agora apenas um bom jogador na Arábia Saudita, o que é desolador para os que envelheceram e se fizeram alguém a admirar monstros. Seja por amor ao jogo, sobrevivência ou dinheiro, tudo é legítimo, mas fica cada vez mais difícil compreender a tal fatídica entrevista, antes do Mundial, e testemunhar que trocou a Premier League pela Liga Saudita.
Nesta altura, apesar de tudo e de alguns desencantos que semeou em alguns compatriotas ao longo do caminho, não deixa de ser prazeroso ver como sorri inocentemente, e como aplaude e aceita a banalidade que o rodeia (Talisca ainda é um belíssimo jogador, convém dizer), mesmo que esteja a ser regado com dinheiro para lavar a imagem de um país na lista negra da Nações Unidas ou para influenciar certos ilustres cartolas para futuras organizações de eventos. Apesar de tudo, não devemos confundir as pessoas com o Estado, qualquer povo merece uma trégua ou um pedaço de felicidade e um mero futebolista pode ser isso mesmo. Em Doha, os sauditas fizeram uma festa admirável e cantavam ébrios de alegria.
Se as pernas deixassem, olhando para a amostra domingueira, parece que Cristiano aceitaria voltar a ser o futebolista que foi na primeira passagem por Manchester, quando ganhou fama pelos dribles fabulosos (nem sempre úteis, obrigado) e a comparação com George Best. E talvez seja agora uma inverosímil estrela no céu de um miúdo ou de uma miúda da Arábia Saudita. Afinal, ver as estrelas no céu nunca é inútil, dirão alguns."

4 de Fevereiro


sábado, 4 de fevereiro de 2023

Antevisão...

Emirates...

Falar Benfica: Mercado...

BI: Antevisão Arouca...

5 minutos: Antevisão Arouca...

«Saída de Enzo foi inesperada, mas decidimos não ir ao mercado» - Roger Schmidt


"Tal como adiantamos aqui, a opção de não contratar ninguém para o lugar de Enzo, foi da responsabilidade do treinador que preferiu a estabilidade do balneário a contratar alguém só por contratar."

Obrigado...


"André Almeida, goste-se ou não, deu tudo de si ao Benfica, não só em campo, mas também fora dele, transmitindo o que é ser benfiquista aos jogadores que chegavam. Merece todo o nosso respeito e merece também uma grande ovação ao minuto 34, amanhã, na Luz.
Obrigado por tudo, André. 👏"

Demais a menos!!!


"✅ Fecho do mercado de Agosto - a comunicação social acha que o Benfica tem jogadores a mais...
✅ Fecho do mercado de Janeiro - a comunicação social acha que o Benfica tem jogadores a menos...
Entende-se esta gente!? 🤔"

BI: Rui Costa...

Águia: Rui Costa...

Terceiro Anel: Mercado...

A Verdade do Tadeia #738 - Recomeça a agitação

Entre a Ferrari e o Benfica

A cláusula de Roger Schmidt


"Depois de uma longa novela com ofensivas e contraofensivas nos últimos minutos do mercado, confirmou-se: Enzo saiu, por um valor acima da cláusula, tornando-se o jogador mais caro da Premier League e a segunda maior "venda" de sempre do Benfica.

Mesmo sabendo que o River Plate tem uma parte, que há custos de intermediação e o mecanismo de solidariedade, os números são de tal forma impressionantes que não deixam muita margem aos detratores do costume. Na verdade, o Benfica foi fiel ao que sempre disse, e fez tudo para reter o jogador, dando prioridade ao plano desportivo. Só a evidência dos 121 milhões somada à irredutibilidade do jogador de querer sair conduziriam ao fecho da transferência.
Este aspeto não é irrelevante. Pois, como disse Roger Schmidt, "o Benfica é muito maior que um jogador!" e "no Benfica precisamos de jogadores que tenham paixão em jogar pelo clube". Não diria melhor e tenho quase 40 anos de sócio.
O técnico alemão interpretou, exemplarmente, o sentimento benfiquista para além de pôr a equipa a jogar bom futebol e a ganhar, como se viu com este 3-0 em Arouca já sem Enzo e, sobretudo, sem Rafa e sem Gonçalo Ramos. Passa por ele resolver o problema de perder um jogador de indiscutível qualidade. Preocupante mesmo era se alguém batesse a cláusula do técnico alemão e ele quisesse ir embora (o que não me parece que acontecesse em qualquer caso). Ele é figura central de um projeto ganhador e um profissional cuja cláusula não é estritamente financeira, mas também de compromisso com o projeto e com o clube, rumo ao 38!

A subir
João Mário goleador e o Benfica a aumentar a vantagem no campeonato.

A descer
Enzo Fernández, de 1 na Liga portuguesa para 10 na Liga inglesa."

Os 5 jogadores mais novos a atuar pelo SL Benfica


"Pelo SL Benfica, muitos teenagers se chegaram a estrear na equipa principal. Contudo, com menos de 18 anos, só sete jogadores estiveram em campo com a camisola encarnada. Um dos quais é o regressado Gonçalo Guedes.
Jorge Jesus foi o treinador que lhe deu a primeira oportunidade numa visita difícil à Covilhã a contar para a Taça de Portugal frente ao Sporting local em outubro de 2014. Na altura, o jovem tinha 17 anos, 10 meses e 19 dias. Guedes acabou por ficar três épocas nos seniores e rendeu uma maquia importante de dinheiro para o clube seguindo para o Paris Saint-Germain FC.
Tal como o extremo, Nuno Ribeiro mais conhecido por Maniche também se estreou pela equipa principal do Benfica aos 17 anos e 10 meses. O médio debutou logo nas competições europeias, na antiga Taça UEFA, na vitória na Bélgica frente ao Lierse SK na época 95/96 por apostar do técnico Mário Wilson.
Maniche ainda teve uma época de grande utilização nos encarnados, mas acabou por ser no rival FC Porto, onde atingiu o auge com a conquista da Liga dos Campeões. Curiosamente, o jogador terminaria a carreira no Sporting CP.
Apesar da tenra idade de estreia, estes dois jogadores não estão atualmente no top 5 das águias mais jovens de sempre a jogar entre os graúdos.

5. Diego Moreira Trata-se novidade mais recente desta lista. Em 2022/2023, Roger Schmidt promoveu a estreia de Diego Moreira aos 17 anos e nove meses. Filho de Almani Moreira, avançado que se destacou principalmente no Standard de Liege e no Partizan de Belgrado, Diego nasceu na Bélgica, onde deu os primeiros passos no futebol.
Contudo, em 2020/21, chegou à Luz, onde com 16 anos, se estreou nos sub23 dos encarnados para além de ter jogador nos juvenis e juniores. Na época seguinte, Diego Moreira destacou-se principalmente na formação sub19 do Benfica, ao ser um dos mais influentes na caminhada vitoriosa na Youth League.
No final de 2021/2022, Nelson Veríssimo promoveu a estreia de Diego Moreira aos 17 anos e 9 meses no jogo ao entrar aos 68´ do último jogo no Campeonato na vitória forasteira frente ao Paços de Ferreira (2-0).
Já esta época, o técnico Roger Schmidt também o utilizou no início da temporada na partida frente ao FC Midtjylland da terceira pré eliminatória da Liga dos Campeões. Só que o jogador integrado na equipa B deixou de ser aposta mesmo na equipa secundária. Na imprensa, especula-se que as dificuldades para a renovação de contrato terão precipitado esta situação.
Será que o Benfica ainda conseguirá esculpir este diamante?

4. António Simões Apareceu na fase dourada da história encarnada. Depois de ter começado o seu percurso no Almada, António Simões esteve duas épocas nos escalões de formação encarnada.
O treinador Bela Guttmann resolveu apostar no início da época 1960/1961 no extremo esquerdo. Depois da conquista da Taça dos Campeões Europeus, o Benfica disputou a Taça Intercontinental com o Peñarol, vencedor da Libertadores. O “irmão branco” de Eusébio estreou-se também com 17 anos e 9 meses, mas dois dias mais novo do que Diego Moreira.
O encontro não teve um final feliz para as águias, mas no ano de estreia nos seniores, Simões foi peça importante na revalidação da conquista da Taça dos Campeões Europeus e na conquista do Campeonato.
Ao todo, António Simões esteve 14 temporadas e fez 72 golos em 447 jogos nos encarnados ao mais alto nível com dez Campeonatos conquistados, para além da conquista europeia. O avançado fez ainda 46 jogos pela Seleção Nacional e fez parte dos Magriços no Mundial 1966, onde ainda hoje Portugal assegurou uma das melhores participações na competição. Terminou a carreira futebolística nos Estados Unidos da América.

3. Zé Gomes O luso guineense começou a dar os primeiros passos na Guiné Bissau na Academia Vitalaire. O avançado veio para Portugal aos dez anos para vir jogar no Sporting. No entanto, o miúdo acabou por rumar ao Benfica, onde se destacou. Três épocas entre sub15, sub17 e sub19 a marcar muitas dezenas de golos acabaram por convencer os responsáveis encarnados a apostarem no jovem aos 17 anos nas equipas seniores.
Em 2016/2017, na primeira época a jogar entre os graúdos, o jovem estreou-se ao entrar nos descontos da vitória das águias em Arouca à quarta jornada do Campeonato. O treinador que o lançou foi Rui Vitória.
Nessa temporada, Zé Gomes faria mais quatro jogos, incluindo a sua estreia na Liga dos Campeões frente ao Napoles, e tornou-se o mais jovem de sempre a atuar nas competições europeias pelas águias. Contudo, a temporada já foi menos produtiva em termos de golos e a partir de janeiro, o internacional jovem por Portugal acabou por deixar de ser convocado para os encontros da equipa principal.
Nas duas épocas seguintes, Zé Gomes voltou a não atingir o rendimento que mostrou na formação. O ponta de lança que também pode jogar no corredor esquerdo do ataque acabou por ser emprestado ao Portimonense da I Liga. Contudo, na formação algarvia, os minutos escassearam e a promessa acabou por fazer meia temporada na Polónia.
Em 2020/2021, o luso guineense ainda regressa ao Seixal para meia época na equipa B, mas a rescisão do contrato acaba por ser a solução encontrada para ambas as partes.
Depois dos anos no Benfica, Zé Gomes já percorreu Bulgária, Itália e em 2022/23 está na Roménia, onde foi contratado pelo Cluj aos 23 anos. O clube que já foi o mais português da Roménia acaba por ceder ao Universitatae Cluj depois de não ter efetuado nenhum jogo até ao final de 2022.

2. Fernando Chalana Tal como Simões, o “pequeno genial” falecido em 2022 foi o outro exemplo precoce que acabou por marcar de forma muito positiva o universo benfiquista.
Aos 14 anos, Chalana foi contratado pelo Barreirense em 1973/1974, mas rapidamente o Benfica o contratou por cerca de 750 contos (cerca de 3750 euros). Depois de duas épocas de formação nas águias, John Mortimore lançou o avançado em março de 1976. O Chalanix tinha 17 anos e 25 dias ao entrar no inicio da segunda parte na vitória frente ao Farense no antigo Estádio da Luz. Depois de dois jogos nessa primeira época, o jogador fez oito temporadas de encarnado, mas duas lesões graves acabaram por condicionar toda a carreira do jogador. Contudo, Chalana era o desequilibrador de excelência com muita técnica e forte no 1×1, podia jogar em ambos os corredores do ataque.
Na Seleção Nacional, Fernando Chalana fez apenas 27 jogos e marcou duas vezes, mas na memória fica como a maior estrela de Portugal no Euro 1984. A Seleção chegou até às meias finais e como estrela maior da equipa, Chalanix acabou por despertar a atenção de vários emblemas estrangeiros.
O jogador acabou por ser transferido para o Bordéus, onde as lesões o voltaram a atormentar. Depois de três anos em França, o “pequeno genial” acaba por voltar à Luz onde fisicamente limitado acaba por não mostrar o talento que mostrou anteriormente. Ao todo, Chalana fez 311 jogos e marcou 48 golos pelos encarnados, terminando a carreira no Estrela da Amadora aos 33 anos.

1. Hugo Leal Um jogador que acabou por não revelar aquilo que prometia. O percurso no futebol começa no Estoril, mas cedo integra a formação do Benfica. Lá saltou os escalões rapidamente e marcava presença nas seleções jovens. Ainda sem ter completado 17 anos, o treinador Manuel José lança o médio nos últimos 16 minutos frente ao Sporting de Espinho, em 1996/1997.
Na época seguinte, Hugo Leal faz apenas quatro jogos pelos encarnados, na primeira metade da época e segue por empréstimo para o Alverca. No Ribatejo, o jovem tem os minutos suficientes para evoluir. Assim, em 1998/1999, o médio volta, ganha a titularidade na Luz e ainda faz a sua única internacionalização na Seleção Principal.
Quando já era idolatrado pela massa adepta, Hugo Leal surpreendeu e rescindiu unilateralmente o contrato no final da época, alegando falta de condições para continuar no Benfica.
O médio seguiu para o Atlético Madrid, onde fez dois anos de bom nível. Desse modo, Hugo Leal segue para o Paris SG onde é colega de Ronaldinho e Anelka, por exemplo. Todavia, é em França que o calvário das lesões começa.
Com uma utilização intermitente na cidade luz, o organizador de jogo regressa a Portugal em 2004/2005 pela mão do rival FC Porto, na altura campeão europeu em titulo. Só que a experiência no Dragão não corre bem e acaba por ser cedido em janeiro de 2005 à Académica.
“As coisas não correram como eu esperava e eu também não estava preparado para enfrentar as exigências que uma equipa grande fazia. Vinha com muita falta de confiança e de ritmo, estava desiludido com o futebol, eu via o meu futuro muito negro”, referiu o jogador sobre a experiência no clube portista, em entrevista ao Diário de Notícias.
Na época seguinte, o médio desvincula-se do Porto e vai para Braga, onde ainda mostra lampejos de qualidade sem que as lesões o larguem.
Depois da passagem por alguns clubes nacional na I Liga e um regresso a Espanha via Salamanca, Hugo Leal terminou a carreia de futebolista profissional em 2012/2013 no Estoril Praia, onde tinha dado os primeiros passos."

Sporting, 0 Pinheiro, 2


"Já referi várias vezes, nestas crónicas, que a maior parte dos árbitros do nosso futebol profissional são tão maus que metem dó!

Porque será que a nossa Federação da bola não contrata árbitros estrangeiros? Se contrata um selecionador espanhol, qual o problema de contratar árbitros de outros países? Eu não sei quais as habilitações necessárias para se ser árbitro de futebol. Quarta classe? Curso do liceu? Curso superior? Eu acho que deve ser a quarta classe! Ou nem sequer é preciso saber ler e escrever? Lembro-me, quando estava no Sporting, de ter lido um relatório de um árbitro, e a caligrafia era pior do que a de um dos meus netos, que tem sete anos e está na primeira classe! Ó manjericos, porque é que vocês escolheram esta profissão? Porque é bem paga? Mas podiam ter escolhido outra onde se ganha muito mais! Sei lá, secretário de Estado, administrador da TAP, candidato a presidente de Câmara, agente de jogadores, dono de pastelaria, tudo menos arbitragem de futebol! O SPORTING, 0 - PINHEIRO, 2 foi o melhor exemplo de como o português não pode ser árbitro de futebol! Aquilo em Leiria, a que alguns podem chamar de um jogo de futebol, foi uma batalha campal, onde ao Wendell só lhe faltou levar uma moca para arrumar com o Pote!
No Marítimo-F.C.Porto, tudo foi normal, incluindo o pagamento de um milhão de euros, feito horas antes do jogo, de uma dívida que os azuis tinham, há anos, para com os madeirenses! Esta atitude revela a verdadeira essência do fairplay! O que também foi normal foi a expulsão do treinador do Dragão. Pelas imagens, e pelo movimento dos lábios, pareceu-nos ter chamado ao árbitro de "Nossa Senhora de Fátima"!
O estado do nosso futebol lembra-me Juca Chaves, falando da hiena que, como se sabe, anda sempre com os dentes de fora: "Animal que só come e só faz sexo uma vez por ano, ri de quê?".

A subir
A cabazada do Sporting ao Braga!!!

A descer
A final da Taça da Liga, em Leiria! Que arbitragem vergonhosa!"

Monólogo...!!!


PS: O meu único problema com este boneco, é que só 'agora' quando o seu clube é prejudicado, resolve fazer um monólogo dramático!!!

Ao entrarmos na 2.ª volta do campeonato, poderá vir aí “demasiada animosidade” e “alguma crispação”

 

Os jogadores enquanto fantoches dos treinadores


"Estou convencida de que um dos mais determinantes aspectos na carreira de um jogador de futebol é o seu conjunto de treinadores. A ideia nasceu na autobiografia de Johan Cruyff, quando nela explicou que, na altura em que assumiu o comando técnico do Barcelona, os dirigentes catalães não contavam com Guardiola, porque era «um pau de virar tripas que não sabia defender, que não tinha força e que não conseguia fazer nada no ar». E o que Cruyff fez com Guardiola, Pep fez com Sergio Busquets, repescando-o da equipa B até, compassadamente, o colocar à frente de Yaya Touré no seu 11 titular de gala.
Há quem se deixe governar pelos horóscopos da revista Maria, alegando que os bons jogadores, mais tarde ou mais cedo, acabam por chegar ao topo. Ora, eu cá não me iludo: dificilmente Busquets se sentaria à mesa com os melhores médios-defensivos de sempre se não tivesse contado com a preferência de Pep face às suas características, indispensáveis no futebol que o treinador idealizara.
Urge esta reflexão numa altura em que o mercado se tornou louco, que é também uma altura em que, através dos valores despendidos, identificamos avaliações de alguns treinadores. Rúben Amorim, responsável por transformar, em pouco tempo, um suplente da equipa de sub-23 do Sporting num dos melhores laterais do mundo, Nuno Mendes, vê-se, agora, julgado por gastar 7,5 milhões de euros, mais 5 milhões mediante o cumprimento de objectivos, no potencial de Diomande. No Benfica, Roger Schmidt fez com que milhões torcessem o nariz perante a sua aposta em Florentino, retornado à Luz após dois empréstimos mal sucedidos, que nem com a chegada de Aursnes perdeu espaço. Por outro lado, Sérgio Conceição continua sem olhar para recordes de transferências, numa altura em que já passaram mais de três meses desde que David Carmo, protagonista do negócio mais caro entre clubes portugueses, completou minutos pelo FC Porto.
São convicções.
Não se é bom treinador por se ser um bom chefe de família ou por se bater muitas vezes no símbolo, tal como a um bom cozinheiro não lhe basta ser gordo, mesmo que se pressuponha que tem boa boca. De tão pouco lhes vale a lenga-lenga de que ‘os bons lá chegarão’, já que a ignorância dessa balela começa logo por ignorar a subjectividade do termo ‘bons’. O Pep idealizava um tipo de futebol, mas se, ao invés do Busquets, lá tivesse posto o Arturo Vidal, a carroça não teria andado como andou. Se calhar, até há quem ache que tinha andado melhor, porque peixe não puxa carroça, mas o futebol mostrou-nos que, com Busquets, fluiu lindamente e essa foi a vitória da convicção daquele treinador. Com outros estilos de carroças, vencem Klopp, Nagelsmann, Simeone, Ancelotti. Amorim, Schmidt, Conceição. Nenhum procura provar que só existe um caminho para vencer, mas cada um procura vencer à sua maneira, apostando, muitas vezes, em ‘bons jogadores’ diferentes. E não é descabido explicar que Busquets não teria lugar com Simeone, Darwin não teria lugar com Pep, Florentino não teve lugar com Jorge Jesus. Claro que os treinadores têm preferências.
Ajuizar a qualidade de um jogador à luz dos clubes que representou, dos técnicos que nele confiaram ou dos minutos realizados em contexto sénior não é analisar, é enviar um currículo para o Zerozero. Já nos questionámos sobre a incapacidade de Nuno Espírito Santo em reconhecer talento no Vitinha? Por vezes, a falta de utilização de um jogador com determinadas características, pode revelar mais sobre o perfil do treinador do que sobre a falta de talento do atleta. Desde que De Zerbi chegou ao Brighton, Mitoma tem sido um dos destaques da Premier League. Pelo Japão, no Mundial, nunca foi titular. Após uma das melhores épocas da carreira, Thiago não contou para Luis Enrique. Odegaard, emprestado pelo Real Madrid ao Heerenveen, ao Vitesse, à Real Sociedad e ao Arsenal é, na actualidade, e já depois de ter sido vendido pelos merengues, um dos melhores médios do mundo.
No futebol, se estiveres à espera de que os outros validem as tuas convicções, dificilmente passarás de um cata-vento. É fácil gostar dos que são vendidos por 100 milhões e desprezar os que não constam na convocatória. Acreditar no talento do Vitinha é acreditar nele quando foi emprestado pelo FC Porto ao Wolverhampton com uma cláusula de compra de 20 milhões; acreditar no talento do Florentino é acreditar nele quando foi emprestado pelo Benfica ao Mónaco e ao Getafe; acreditar no talento do Daniel Bragança é acreditar nele quando foi emprestado pelo Sporting ao Farense e ao Estoril; acreditar no talento do Tiago Dantas é acreditar nele mesmo não tendo sido titular indiscutível no Tondela ou estando, agora, emprestado ao PAOK; acreditar no talento do Francisco Geraldes é acreditar nele sabendo que foi ignorado por Jorge Jesus, José Peseiro, Marcel Keizer, Silas, Ruben Amorim, que joga no Estoril e que, aos 27 anos, terá sérias dificuldades em passar para outro patamar.
São convicções. Não estão dependentes da validação dos outros."

Os efeitos das emoções na prática desportiva


"As emoções desempenham um papel importante na prática e nos eventos desportivos. Elas são importantes não só para os atletas, mas também para os participantes. Surgem da ação e podem influenciá-la. As emoções remetem para a zona de conforto, criando ilusões. Em psicologia, sabe-se que as emoções primárias não estão viradas para nos fazerem felizes, mas sim para sobrevivermos. No âmbito da competição, muitas vezes são as emoções que decidem os resultados. A experiência de certas emoções pode levar um atleta a fazer o melhor uso das suas capacidades e ter também uma influência positiva na performance. Não interessa aqui explicá-las todas, mas tomemos, como exemplo, seis das emoções básicas: alegria, raiva, surpresa, tristeza e medo.
No caso da alegria, verifica-se que está associada ao comportamento de ligação, manifestando-se no corpo nas chamadas “hormonas felizes”. Essas hormonas podem ter, por exemplo, um efeito positivo na nossa perceção de dor. No desporto, este comportamento poderia estar associado à procura de desempenho, ao esforço, à atividade focalizada, etc. Teoricamente, uma emoção como a alegria promove o desejo de se praticar algo ou, de uma forma mais geral, de se praticar um desporto.
Relativamente à raiva, a sua função biológica original é a destruição. A experiência desta emoção preparou automaticamente o ser humano para um comportamento agressivo, destinado a remover obstáculos para a satisfação de necessidades importantes. Tal como a alegria, a raiva pode ser associada a uma tendência para a ligação, mas com outros motivos subjacentes.
O fator surpresa: no passado, a surpresa era definida como uma emoção desencadeada por um objeto inesperado, permitindo a uma pessoa se adaptar a uma situação nova ou estranha. A surpresa negativa pode, rapidamente, se transformar em frustração ou descontentamento, ou causar uma espécie de choque, o que pode atrasar a ação e o desempenho. Se num evento, aumentarmos o desvio do valor-alvo, a surpresa tem uma carga negativa; se reduz o desvio do valor-alvo, a surpresa é sentida positivamente.
Quanto à tristeza, ela é uma reação a uma perda de algo importante que foi possuído ou valorizado. No desporto, a reação emocional não é geralmente uma tristeza enquanto tal, mas sim uma forma suavizada desta emoção: desilusão perante a derrota ou fracasso pessoal. A tristeza e a desilusão são emoções, cujas consequências negativas são mais prováveis de serem sentidas a longo prazo. A motivação, especialmente para continuar a treinar e atingir objetivos, pode sofrer alterações. Esta emoção de motivação é de grande importância na educação física, uma vez que as crianças são particularmente influenciadas pelo fracasso e perdem rapidamente o interesse pela prática desportiva.
Finalmente, uma nota sobre o medo: em contraste com a raiva, o medo não serve para destruir, mas sim para proteger. Quando confrontados com uma reação ao stresse de qualquer tipo, analisamos automaticamente a situação. Se nos vemos mais fortes do que o objeto de stresse, sentimo-nos zangados. Mas, se nos vemos mais fracos, sentimos medo. O comportamento não está focado na aproximação, mas sim em evitar. Se nos sentirmos ameaçados, adotamos um comportamento para nos protegermos do perigo e dos danos. No desporto, o medo é um fenómeno omnipresente. O medo, semelhante à alegria, pode levar a uma diminuição da atenção. Para além dos efeitos cognitivos, o medo também pode levar a um aumento geral da excitação física ou a um bloqueio do comportamento motor. Uma pessoa medrosa é, assim, incapaz de atuar.
Existem, grosso modo, quatro leis sobre a independência emocional: 1) a mente a as emoções primárias não nos fazem felizes, mas sim sobrevivermos; 2) o piloto automático (a forma de se reagir) é o resultado das decisões de uma criança muito jovem. O adulto que somos hoje é fruto da infância. 3) nós somos condicionados por regras e modelos de outras pessoas; 4) a programação emocional e personalidade foram moldadas sem nós escolhermos, e não é quem você realmente é.
Eu diria que o maior erro é se olhar para trás no tempo e lamentar o que se perdeu e aquilo que hoje falta. Os pensamentos não são a realidade. Recomendo, se me permitem, a não punição constante pelos erros cometidos, sob pena de se criar uma prisão emocional perpétua."