Últimas indefectivações

domingo, 28 de abril de 2019

Vitória na Aldeia...

Turquel 2 - 5 Benfica

Vitória segura, mesmo com mais uma avalanche de faltas... com o Chiquinho (Diogo Rafael), a bisar em casa!!!



PS1: Mais uma emocionante vitória das nossas meninas do Futsal, com um 2-3 na Quinta dos Lombos, com o golo da vitória marcado a 2 segundos do fim pela Fifó...!!!

PS2: A caminhada das nossas meninas do Hóquei também continua a ser vitoriosa...

Fácil !!!

Benfica 90 - 61 Ovarense
27-9, 24-13, 18-19, 21-20

Até parece fácil!!! Depois de ver o jogo de hoje, não é fácil compreender as recentes derrotas contra esta Ovarense!!!
Dito isto: estamos, de facto, a jogar melhor...

Vitória na Maia...

Águas Santas 28 - 29 Benfica
(16-12)

Mais uma remontada... a equipa parece não querer desistir, mesmo sem o Cavalcanti, continuamos a ter hipóteses matemáticas de chegar mais à frente...
Hoje, além dos golos, valeu o Espinha na baliza!!!

Reviravolta...

Benfica 3 - 1 Braga


Má primeira parte, boa 2.ª parte... esta foi a história do jogo!

Grande jogada e finalização no nosso 2-º golo: Vinicius e Diogo Pinto em grande...

Um, Por, Um...(III)

"Hoje vamos revelar a maior das investigações. Tráfico de influências, favores, branqueamento e fraude fiscal. Os nomes, actuações e como tudo funciona numa teia que tudo domina e controla no futebol português.
O Presidente do Conselho de arbitragem está casado com a observadora Eliana Pinelo. Então como pode ser isto? Existe logo aqui incompatibilidade de funções. Um dos dois tem de se demitir, não podem é exercer os dois cargos inconciliáveis.
Esteve envolvido numa transferência do filho ainda menor para o SCP e embora receba 10.000 € por mês, os gastos que realiza são incompatíveis com o nível de vida que faz, assim como as despesas que suporta e que realiza.

Dr. Paulo Costa (Vice-Presidente da Secção não profissional) (existe um conflito de interesses com o irmão) (O arbitro C1 Rui Costa é seu irmão e é sempre favorecido).
Como é possível?
Grosso modo, pelo regulamento de arbitragem, um árbitro não pode pertencer aos quadros federativos se tiver um observador (um ou outro) ou se tiver relações de familiares directos. Mas então como é possível este senhor conviver diariamente com a família?
O arbitro Alfredo Braga que tem um sobrinho observador também ele não podia, mas o certo é que a situação apesar de denunciada permanece impune. (isto são incompatibilidades no Regulamento de arbitragem)
O referido Vice-Presidente actuou, e actua, nas classificações C1 e C2 (nestas o ano passado teve um jantar, por grupos, com os árbitros C2 e tinha as notas todas à frente); ficou provado por acórdão proferido em 2017 pelo Conselho de Justiça que actuava nas notas dos árbitros da C1 (a classificação foi anulada quanto ao arbitro Jorge Pinheiro); o CA corrigiu o caso, tirando-o apenas das notas do Jorge Pinheiro.
Então e as notas de todos os outros? Então ao intervir nas outras não influenciou as notas do Jorge Pinheiro? A lei de bases, regulamentos, estatutos FPF e outros não proíbem que quem nomeia não pode avaliar?
Quantas normas se violaram?
Onde está a igualdade?
Onde está a transparência?
Sugestionava quem o ouvia para não favorecer A ou B. Isto passou-se várias vezes e era reportado por todos os árbitros e árbitros assistentes. Onde está a isenção deste senhor? Não falo em clubes mas esta frase era reportada vezes e vezes sem conta.

Dr. Bertino Miranda (Vogal de secção profissional) decide as classificações dos assistentes. Falou pessoalmente a José́ Braga e a Tiago Rocha, árbitros que tinham todo o interesse em recorrer para saber da disponibilidade de ambos actuarem como colaboradores na academia da arbitragem. Após o decurso do prazo de recurso não mais foram contactados, evitou assim reclamações e alaridos públicos com eventual decisão contrária a sair do recurso que aqueles pretendiam interpor. Segundo ele, “se não se puder fazer ... mais vale pagar, escândalos é que não.”
Miguel Aguilar Assessor da FPF como não recorreu foi compensado. Foi nomeado pelo conselho de arbitragem por ser fiel ao grupo.
Ricardo Duarte (vendeu a alma ao diabo para ser membro do Conselho de arbitragem) está ligado a um grupo que actua próximo dos árbitros e árbitros assistentes, condicionando jogos e pressionando-os a comportamentos que implicam decisões contrárias ao regulamento de jogo.
Lucílio Baptista (falsificação de documentos) (presidente e os outros dois são vogais), Pedro Portugal e Albano Fialho, estes três são a Secção de Classificações.
Estes três são os responsáveis pela alteração das notas introduzidas na plataforma informática. São eles quem alteram as notas a seu bel prazer de forma a penalizar quem age correctamente e protegem os interesses de quem actua conforme as directrizes do Ricardo Duarte falsificando no computador as notas que lhes são transmitidas. Isto pode ser observado através da alteração informática das notas que depois de inseridas são adulteradas. Bastará para tanto correlacionar as notas dos observadores dos jogos com as notas que foram alteradas na plataforma informática.
As noticias vindas a publico são muitas, mas não encontram eco numa investigação profunda e séria. 
Vasco Santos (VAR) – o pai era da PJ e é um elemento necessário a informações. Este é um dos elementos chave para colher informações quando são canalizadas queixas para o DCIAP ou TIC. Manteve a categoria de arbitro C1 e foi para VAR. Não conseguia passar sequer nas provas físicas, mas foi sempre classificado e avaliado sempre por pessoas que adulteravam os valores. Todos os árbitros são testemunhas deste facto.
Na época 17/18 nas primeiras provas de aferição realizadas no Luso, o Sr. Vasco Santos passou sem cumprir os mínimos das provas físicas? Porquê? Se não tinha cumprido as provas físicas que são um item necessário porque razão o aprovaram?

- Falsificação de documentos:
Em causa estão as classificações dos árbitros da época de 2016/2017, por falsificação das notas atribuídas pelos observadores de campo no sistema informático. Houve manipulação das notas nos computadores, já́ que os observadores deram notas que foram adulteradas. As notas foram modificadas e há árbitros que sabem perfeitamente desta situação. Bastará para tanto verificar todos aqueles que impugnaram as notas.
Não dão acesso a documentos aos árbitros. Porque será́? É que assim podem sempre modificar na plataforma informática as notas. Volvidos meses nenhum observador vai ver a nota que aparece na plataforma informática, até porque o que aparece no critério de descida é apenas a não classificação. Mas há árbitros que tiveram mais de cinco negativas e foram classificados. Quem manipula então as notas nos computadores e falsifica as notas para haver quem passe?
Prova testemunhal desta situação: arbitro João Pinheiro que foi uma das vítimas. Outros árbitros sabedores desta situação poderão ser o AAC1 Jorge Ferreira e o arbitro Gonçalo Martins, todos eles recorrentes de injustiças perpetradas.

- Tráfico de influências:
Álvaro Mesquita arbitro teve 8/9 notas negativas, acabou nas últimas jornadas com notas de muito bom. (Fazia parte da equipa do Jorge Sousa). O Bertino Miranda que avalia os assistentes era colega de equipa do Jorge Sousa. É óbvio que o meu amigo é amigo do meu amigo. Sérgio Jesus esteve envolvido no apito dourado. Teve 5 notas negativas, mas sempre que recorre ganha. Porque será́?

• Sobre as suspeitas: Os vários Incumprimentos da legalidade, imparcialidade, incompatibilidades diversas e o abuso de poder.
Fazem o que querem, pois, as decisões do Conselho de Justiça, embora contrariem as imposições decorrentes dos recursos, nunca são cumpridas; não nomeiam os árbitros que ganham os recursos de decisões que forem impugnadas e sem qualquer fundamento deixam estes árbitros votados ao isolamento total. Fazem classificações como se lembram e como querem sendo certo que as classificações não têm por regra o mérito nem as verdadeiras notas. Não prestam cavaco a ninguém. 
Esta época desceram o arbitro Jorge Ferreira, sendo que na época anterior a essa, por situações idênticas não desceram ninguém.
Elaboram segundas atas para corrigirem as classificações de acordo com o que pretendem. Não fazem a revisão de notas e apesar dos inúmeros requerimentos muitas das vezes são pedidos deferimentos tácitos que também não merecem despacho.
Não respondem aos mails dos árbitros e não dão acesso à documentação.
Condicionam os árbitros e pressionam a arbitragem a defender as suas decisões.
Aplicam os critérios que querem, para quem querem, a uns dão boas notas e a outros más notas com lances iguais, bastará ver as imagens de vídeo do VAR e as classificações que deram por referencia a lances iguais.
Lucílio Baptista disse que não haviam classificações. Disse também que o arbitro Jorge Ferreira tinha sido avaliado com insatisfatório e depois no Conselho de Justiça disse “Bom” (o depoimento Jorge Ferreira pode confirmar isto);
As classificações que vieram a público foram feitas depois do dia 1 de Junho, ou seja, primeiro desceram quem quiseram e depois manipularam os dados no sistema informático.
As percentagens de notas negativas atribuídas em ata a cada um dos AAC1 que desceram não batem certo com as que eles efectivamente têm.
Qual o objectivo disto tudo?
Eles enviaram convites a dois AAC1 em que os convidavam a colaborar com a Academia de Arbitragem - mal passaram os prazos de recurso, nunca mais ninguém falou com eles.

- Os actuais VAR surgem de esquemas semelhantes de forma a evitar recursos.
- AFPF disse no 6 às 9 que tudo se baseava na transparência e igualdade, mas quando se dá notas a dedo que igualdade existirá?
- O CA (Conselho de Arbitragem) é obrigado legalmente e emitir normas e fazer classificações e no ano passado não o fez (parecer da APAF).

- Branqueamento:
Os dinheiros canalizados para empresas amigas que procederam à construção da cidade de futebol e que permitiram um desvio colossal de verbas. Foram mais de muitos milhões. E o que se faz em prol das empresas da família?

- Fraude Fiscal:
O dinheiro pago e recebido por privilégios concedidos a equipas de futebol, dirigentes e agentes de futebol que não é contabilizado, muitas das vezes pagos através de sacos azuis. Por exemplo os clubes desviam dinheiros com floristas, assistentes, recepcionistas, despesas com buffets e lançam essa verba em dias de jogo grande para depois pagarem com esse dinheiro desviado o pagamento dos árbitros. Até a água comprada serve para camuflar desvios de capital. Diz-se sempre que se gasta muito dinheiro em água, mas o que se passa é que a agua é para apagar o fogo insaciável de quem gere o mundo da arbitragem e tem que pagar a corrupção.
Todos eles incorreram nos crimes enunciados.
Aquando da realização das buscas à FPF e ao Conselho de arbitragem faremos chegar nomes e documentos para que os possam inquirir.
Salientamos que toda esta informação que vos damos hoje a conhecer, já se encontra com a devida participação junto das entidades competentes.
Em breve existirão mais novidades.
Um.
Por.
Um.
Todos vão ser expostos."

João Félix – Prodígio ou estrela da comunicação?

"Desde que o Benfica começou a apostar na formação e no uso de atletas da casa no plantel principal muito se tem falado da credibilidade futebolística desses mesmos jogadores. Nomes como Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Nelson Semedo, André Gomes, entre outros, já foram muitas vezes capas de jornais mas ao mesmo tempo foram alvos de comentários menos positivos acerca da propaganda que se criou em volta dos mesmos.
João Félix não foge à regra. O médio ofensivo está a fazer a sua época de estreia ao serviço do plantel encarnado das águias e até já foi chamado por Fernando Santos aos convocados da selecção nacional. Ao mesmo tempo que o João se destaca como jogador, e tendo em conta o número de golos e participações nas diversas competições, as capas de jornais e os artigos sobre o atleta aumentam de uma forma substancial. Desde artigos de opinião até aos rumores de transferência do jogador a troco de milhões de euros, muitos são os artigos dedicados ao João Félix. O que levanta a questão: será o João Félix um prodígio ou uma estrela de comunicação? Eu consigo assumir que é um pouco dos dois pontos.
Não tenho dúvidas nenhumas de que João Félix é um prodígio do futebol português. Um craque que pode no futuro bater recordes. Um jogador que pisará pouco tempo o relvado do Estádio da Luz pois sairá a troco de milhões num dos próximos, se não o próximo, mercado de transferências. A qualidade individual e colectiva, passando pela técnica e velocidade que o caracterizam dão certezas acerca do valor que vão pagar pelo passe do camisola setenta e nove.
Contudo, e contra aquilo que eu gosto, noto uma permanente e prejudicial divulgação de notícias, capas, artigos, em volta de um jovem que precisa de actuar dentro de campo com a total das capacidades e de cabeça fria. Compreendo que os jornais, as televisões, os redactores, precisem de “vender papel” usando assim um nome de um português que está nas bocas do Mundo. Muitas vezes exagerado o que é retratado nesses artigos, comparando-o já aos melhores do Mundo, é necessário ter cautela nas palavras pensando também nas consequências para o jogador que terá esta tanta divulgação de artigos sobre o jogador.
O João Félix é um prodígio? Sim. É uma estrela de comunicação? Também.
Para bem do futebol, para bem de todos os prodígios do futuro do futebol português, seria importante uma maior noção por parte de quem tenta fazer jogadores autênticas estrelas da comunicação social."

Um, Por, Um... (II) !!!

"Depois de Bertino Miranda, segue-se Paulo Costa.
Paulo Costa (antigo árbitro e vice-presidente da secção não profissional do Conselho de Arbitragem da FPF) é, juntamente com Bertino Miranda (antigo árbitro assistente e actualmente vogal da secção profissional do Conselho de Arbitragem da FPF), um dos principais responsáveis pelas notas dos árbitros. Por aqui se entende a tremenda influência que exercem sobre a actuação dos mesmos.
A título de exemplo, Jorge Ferreira (AF Braga), Gonçalo Martins (AF Vila Real) e Tiago Antunes (AF Lisboa) foram despromovidos, devido à influência nefasta destes indivíduos e dos interesses que servem. Não se alinharam com o sistema e pagaram por isso. Jorge Ferreira chegou a ver o restaurante do seu pai vandalizado, sendo alvo regular de visitas dos Super Dragões. Actualmente correm, aliás, vários processos em tribunal e nas instâncias federativas para averiguar os factos sinistros do final da época 2016/2017, onde se iniciou o regresso aos tempos negros do futebol português.
Retornando aos subservientes mencionados inicialmente - Paulo Costa e Bertino Miranda - estes são os "chefes do toupeirismo" da Liga. E têm como aliados ex-árbitros da AF do Porto. Mas quem são eles? Nós ajudamos a revelar os tentáculos.
Existem três figuras sinistras que dominam todos os observadores e têm um peso incalculável. Sobem e descem árbitros quando querem e como querem, de acordo com as necessidades do “Polvo”.
São eles: Belarmino Aleixo, Carlos Reis e Luís Aguiar:
- Belarmino Aleixo, árbitro da AF Porto e um dos envolvidos no processo Apito Dourado. Adepto fervoroso do FC Porto. Tão fervoroso que não consegue manter o decoro e exibe o seu fanatismo publicamente, sem pudor nenhum;
- Carlos Reis, técnico do Conselho de Arbitragem da AF Porto. Já foi observador de árbitros da AF Porto;
- Luís Aguiar, actualmente a presidir o núcleo de árbitros Francisco Guerra da AF do Porto, dando acções de formação a árbitros.
O núcleo Francisco Guerra tem uma importância fulcral na formação dos árbitros a norte do país. É daí que são encaminhados para a ribalta, servindo os interesses do “Sistema”. Quem andou pelos órgãos superiores desse núcleo (Vice Presidente do Conselho Fiscal) foi Martins dos Santos, antigo árbitro, afamado frequentador do “Calor da Noite” e membro de destaque do processo Apito Dourado.
Martins dos Santos, esse, que foi o escolhido pelo antigo presidente do Conselho de Arbitragem da FPF Pinto de Sousa para inaugurar o Estádio do Dragão como “prémio de carreira” pelos nobres serviços prestados ao seu clube. Falamos de uma pessoa condenada a 18 meses de prisão em pena suspensa (isto já depois de ter sido condenado a 20 meses de prisão com pena suspensa no Apito Dourado) por ter aceitado subornos de dirigentes desportivos, tendo sido apanhado em flagrante delito. No seu carro, foi encontrada uma folhinha com os clubes que teriam direito a favores arbitrais por parte da arbitragem nas últimas jornadas dos campeonatos.
Práticas à Apito Dourado. Práticas à Futebol Clube do Porto.
Como curiosidade, Martins dos Santos foi apanhado porque o presidente do São Pedro da Cova colaborou com a Polícia Judiciária para apanharem o corrupto em flagrante delito.
Como mudam os tempos.
Paulo Costa, Belarmino Aleixo e companhia são, assim, peças centrais do Polvo, cujos tentáculos se infiltram e corroem a arbitragem portuguesa.
Terminamos com uma questão:
Como terá sido paga a bomba de gasolina de que Paulo Costa é proprietário, em Marco de Canaveses?
Continuaremos a denunciar todos os tentáculos do Polvo. Todos. Em breve existirão mais novidades. 
Um.
Por.
Um.
Todos vão ser expostos."

Um, Por, Um...!!!

"Há uns dias, deixámos o desafio à Comunicação Social e prometemos revelar os nomes - um por um - dos rostos por detrás das fugas de informação.
Hoje vamos começar, finalmente, a expor os tentáculos do Polvo, começando pelo homem de confiança de Fontelas Gomes.
O seu nome é… Bertino da Cunha Miranda.
Filiado no Conselho de arbitragem da Associação de Futebol do Porto (quem diria?), foi árbitro assistente até 2016, altura em que iniciou a função de vogal da secção profissional do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. Actualmente, trabalha directamente com os árbitros profissionais, auxiliando nos treinos e fazendo a análise interna das arbitragens.
Juntamente com António Perdigão (comentador do Porto Canal) e Ricardo Duarte (aquele observador que Luís Gonçalves trata por tu), foi um estimado servente do Porto, pressionando os árbitros de modo a evitar a greve à Taça da Liga que esteve em cima da mesa na época 2017/2018.
Em breve seguir-se-ão os restantes tentáculos, a começar por um senhor cujo nome começa por P. 
Um.
Por.
Um.
Todos vão ser expostos."

sábado, 27 de abril de 2019

Uma Semana do Melhor... do Raimundo!

Jogo Limpo... Fanha, Guerra & António !!!

Benfiquismo (MCLXIII)

Basket?!!!

O jogo dos jogos

"Sempre que entramos a gerir há sarrabulho. Sempre que entramos a jogar à bola os adversários são atropelados

Bruno Lage sabe pôr a equipa a jogar futebol. Economia e gestão são outros departamentos. Sempre que entramos a gerir ou a economizar há sarrabulho. Sempre que entramos a jogar à bola, a ser Benfica, os adversários saem atropelados. O Benfica sabe é jogar futebol.
Bruno Lage fez uma excelente recuperação, próxima do milagre aos olhos de muitos, mas agora nenhum adepto aceita menos que a concretização deste milagre. São quatro intermináveis jogos e domingo em Braga é o jogo dos jogos.
O Benfica fez uma exibição muito boa frente ao Marítimo, que mesmo organizado nunca mostrou ser capaz de contrariar o rumo definido aos três minutos. 6-0 pode até ser pesado, mas mesmo assim faz do Marítimo a melhor equipa da Madeira este ano na Luz.
A quatro jornadas do fim o Benfica marcou 87 golos e está a caminho de um recorde absoluto de golos. Houve até um merecido castigo para os adeptos encarnados que optaram por sair 10 minutos mais cedo do estádio - não viram três golos. É assim mesmo, na ópera o no ballet também ninguém sai antes do fim.
Marítimo resolvido, mesmo depois de Brexit europeu sem recurso a referendo do VAR, deixou de ser assunto. Agora é Braga o jogo da nossa vida.
Ontem, no Pavilhão João Rocha cheio de adeptos, o Benfica sagrou-se campeão nacional de voleibol frente ao Sporting. Título importante que culmina uma época em que vencemos Supertaça, Taça de Portugal e Campeonato Nacional. Resumindo melhor a época, o Benfica venceu tudo, os adversários todos juntos venceram nada. Mesmo com o primeiro set pouco feliz, o Benfica foi superior ao Sporting no jogo do titulo, como foi sempre durante toda a época (vencemos seis dos sete duelos com o rival).
Com o delicioso comentador da Sporting TV a queixar-se em directo que os atletas do Benfica festejavam os pontos que venciam ou a fazer análises esdrúxulas de decisões, rapidamente corrigidas pela senhora que com ele comentava, foi uma delicia ver o jogo no cómico canal. Enquanto os organizadores colocavam música aos berros, os comentadores do canal desligaram a transmissão, os adeptos leoninos desapareceram e os jogadores leoninos esperaram em campo pela entrega da Taça ao campeão. A ninguém custou mais perder que aos atletas do Sporting, mas foram estes os únicos que dignificaram a camisola e o desporto. Parabéns aos jogadores e técnicos do Benfica pela época, num abraço a José Jardim, responsável do voleibol encarnado."

Sílvio Cervan, in A Bola

Félix e Lage

"Quem acompanha as camadas jovens benfiquistas não se surpreende com as características de João Félix. A inteligência superlativa, a técnica ímpar, a criatividade reservada e poucos, o repentismo fascinante e o faro apuradíssimo pelo golo há muito que estavam identificados. Faltava somente, até para os mais entusiastas pelo seu potencial, aferir se teria capacidade para, num patamar competitivo mais exigente, continuar a demonstrar o seu raro talento.
Rui Vitória não lhe ficou indiferente, cedo apostando nele. No entanto, por convicção ou cedência ao modelo táctico (4-3-3, com extremos abertos), ou ambas, o anterior técnico benfiquista utilizou Félix quase sempre numa das faixas, geralmente a esquerda e sem a firmeza que a capacidade do jogador já merecia (31 jogos possíveis, 14 utilizado, 5 titular, 3 golos, 1 assistência).
A chegada de Bruno Lage revolucionou o futebol benfiquista, e é impossível dissociar essa mudança da aposta convicta em João Félix. A alteração para o 4-4-2 permitiu o regresso de Félix a uma posição central no sector atacante (ou a crença de Lage em Félix permitiu a alteração do modelo táctico), tendo logo bisado no primeiro desafio da era Lage, cuja chegada conferiu ao prodígio do ataque benfiquista o estatuto de titular, o qual actuou em 25 jogos (24 no onze inicial), fazendo 15 golos e 7 assistências, além de se revelar peça fulcral em toda a dinâmica ofensiva da equipa. Só na Alemanha Félix não jogou na posição em que mais se tem notabilizado. Mas se há alguém autorizado a ter tomado essa decisão, é Lage. Não só por ser o treinador, mas por ser aquele que mais acreditou no 'miúdo' e verdadeiramente o lançou."

João Tomaz, in O Benfica

Caro Bruno Lage

"Espero que esteja tudo bem consigo. Comigo está tudo óptimo, em especial graças às alegrias que o Bruno, a sua equipa técnica e os jogadores que convosco trabalham me têm dado. Ainda pensei em fazer uma cartolina e levar para o estádio, mas não tenho grande jeito para colagens, por isso vou aproveitar este espaço no jornal do Glorioso que tenho a honra de preencher quase todas as semanas. Bruno, não lhes ligues, a sério. Nem aos filósofos do futebol e das tácticas, nem aos jornalistas mal-intencionados, nem aos comentadores televisivos que falam de tudo menos de desporto. Não ligue aos ressabiados, aos frustrados e muito menos aos inimigos. Ligue-nos a nós, aos adeptos que acreditam em si e nos seus homens.
A hora da verdade já chegou. Tem acontecido em cada final conquistada neste campeonato onde já ninguém pode esconder a falsidade dos resultados. Olhe para si e para quem tem à sua volta. São vocês os verdadeiros campeões: os que dão espectáculo, que mais golos marcam, que mais gente arrastam, que melhor se portam neste lamaçal em que querem transformar o futebol português.
Neste domingo vamos a Braga. Vamos todos. Vocês no campo, os adeptos nas bancadas, os milhões em casa, pela televisão e agarrados à rádio e à net para saber tudo sobre esta equipa que nos encanta.
Não me interessa quem joga, o Bruno é que sabe. Pode ser um de 18 anos ou um de 30 e tal, português ou sul-americano. Só me interessa a camisola que leva vestida e o símbolo que lá está bordado. Diga-lhes isso, Bruno: nós estamos convosco. Os que interessam estão convosco. Sempre.
Um glorioso abraço!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Florentino Sem Stress Luís

"Boa parte do meu percurso escolar decorreu em instituições ligadas à Igreja Católica. Cresci a ouvir falar de Deus, figura omnipresente, mas confesso que sempre me fez imensa confusão compreender como poderia alguém, por mais hábil que fosse, estar em toda a parte em simultâneo. Seria lá isso possível? Como!?
Aprendi o significado do termo, no entanto nunca fiquei totalmente convencido com a hipótese de alguém deter essa inimaginável perícia da omnipresença. Bem, pelo menos até conhecer o Florentino Luís. Só depois de assistir às exibições do Florentino na equipa principal tive a certeza de que as freiras não me andavam a enganar anos a fio: afinal, é mesmo possível alguém aparecer em todo o lado ao mesmo tempo. E esse alguém costuma vestir uma camisola muito bonita com o número 61 nas costas. Durante o jogo com o Marítimo, juro por tudo que vi o Florentino recuperar uma bola junto à área adversária enquanto recebia um passe do Ferro numa saída do Benfica a jogar. Até esfreguei os olhos para perceber se estaria a ver bem, e entretanto o Florentino já tinha coleccionado mais três desarmes e quatro passes certeiros. Há momentos onde nem se dá pela presença dele, mas depressa surge uma perna esticada desde o círculo de meio-campo até à linha lateral a interceptar uma bola, e percebemos que o Cavaleiro Silencioso - tal como Hélder Conduto o baptizou - está mesmo a jogar. No meio deste panorama, o que mais impressiona é a serenidade constante. Eu pareço mais nervoso quando estou deitado no sofá a comer estrelitas do que este puto de 19 anos com a bola nos pés diante de 50 mil pessoas.
O Tino joga com tanto tino, que eu até desatino."

Pedro Soares, in O Benfica

Estranha forma de vida

"Numa altura em que a luta entre Benfica e FC Porto está ao rubro, há algo de extraordinário que não podemos deixar de notar: um terceiro clube, neste caso o Sporting, mesmo fora da corrida há já bastante tempo, parece tão ou mais empenhado na mesma do que os próprios contendores. O objectivo é simples: impedir a todo o custo que o Benfica se sagre campeão.
Não é novidade que para qualquer sportinguista o Benfica é, e sempre será, o alvo a abater - tal como o é para qualquer portista, sendo que entre uns e outros a rivalidade não passa de mero simbolismo, o que também traduz mais uma das inúmeras expressões da nossa grandiosidade.
A ter de escolher Benfica ou FC Porto, em Alvalade jamais se hesitou. Ver o Benfica perder sempre foi o alimento predilecto daquela gente. Havia, porém, algum pudor em admiti-lo.
A turbulenta passagem de Bruno de Carvalho pelo Sporting, que, com três eleições ganhas, significou um certo fugir dos pés de visconde para o chinelo da vulgaridade, elevou essa matriz ideológica à máxima potência. E hoje vemos toda a comunicação do Sporting, sem pruridos nem vergonhas, firmemente empenhada numa guerra que não é deles. Vale pela frontalidade.
Isto nota-se sobremaneira nos debates televisivos a três, que na verdade são debates de dois contra um - algo que deveria merecer alguma reflexão do ponto de vista editorial, num país em que os campeonatos são ganhos quase sempre por apenas duas equipas.
Nós cá estamos. Preparados para tudo. A inveja dos fracos torna-nos mais fortes. E quem em 45 anos conquistou somente 4 títulos não chega sequer para nos fazer cócegas."

Luís Fialho, in O Benfica

Gloriosas

"O artigo desta semana é integralmente dedicado à equipa de futebol feminino do Sport Lisboa e Benfica. A exibição em Braga, no velho Estádio 1.ª de Maio, foi um hino ao futebol. O treinador João Marques e a sua equipa técnica prepararam muito bem este jogo decisivo que nos deu o acesso à final da Taça de Portugal. Estamos no Jamor porque temos um grupo de trabalho formidável, de uma dedicação exemplar e que sente o Manto Sagrado de uma forma notável.
O empenho, a entrega e, sobretudo, a ambição de vencer foram determinantes.
Como em todos os grandes triunfos, o colinho dos adeptos fez a diferença. Emocionei-me ao ver tantos benfiquistas nas bancadas de um estádio onde já fomos felizes.
O SC Braga - SL Benfica foi marcado para as 11h30, uma hora complexa para muita gente, por todas as razões, e por ser numa quadra festiva. Mas os benfiquistas do Norte, do Minho e de Braga não brincam em serviço. Quando está em jogo o Glorioso, eles escolhem sempre o clube do seu coração. Neste jogo, ficou provado que temos a melhor equipa portuguesa, já que batemos, sem apelo nem agravo, o actual líder da I Liga. Todos sabemos que na 1.ª mão, em nossa casa, só não vencemos porque fomos travados por uma arbitragem incompetente e inaceitável. Tiro o chapéu ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol por ter tido a sensatez de nomear para este jogo, Sandra Bastos, a melhor árbitra portuguesa, que estará presente no Mundial, em França.
Que a exibição de sábado seja inspiradora para a equipa competentemente liderada por Bruno Lage, que vai jogar a final deste domingo no magnífico Axa."

Pedro Guerra, in O Benfica

Os PTF

"Na gíria da Fundação Benfica existe uma sigla que designa um projecto fantástico.
Essa sigla é PTF e que dizer 'Para Ti Se não faltares!'. Usamo-la sobretudo internamente para a logística e a comunicação interna entre tantas equipas. Mas também serve para designar carinhosamente os jovens que um dia participaram no projecto e que, entretanto, cresceram e são modelos para os outros.
Muitas vezes actuando como voluntários com responsabilidades crescentes na organização dos momentos mais altos do projecto 'Para ti Se não faltares!'.
O torneio de Ponte de Sor, já tradicional a meio do ano lectivo, é um desses momentos que marcam positivamente as memórias de perto de 4000 jovens. A uma organização impecável, que integra com orgulho PTF, técnicos da Fundação Benfica e do município de Ponte de Sor, juntam-se um parque desportivo municipal de excelência e uma imensa alma de todas as equipas.
Só podia correr bem, e corre sempre!
Desta vez, pela mão dos jovens PTF, o cartão branco viu-se acompanhado de um conselho de ética, e o fair play subiu para lá do Evereste.
O torneio, esse, foi competitivo e mostrou futsal de bom nível como de costume. Houve troféus e palmas, golos e festejos, atitudes e reconhecimentos. Houve de tudo, e pelo meio de tudo, talvez acima de tudo, houve PTF!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Futebol feminino - novo e competente

"Apesar dos registos que a nossa equipa principal de futebol tem alcançado na segunda fase e, em especial, num momento tão decisivo desta época, a redacção do jornal considerou dever destacar o desempenho da equipa de elite de futebol feminino na presente edição. Também me parece uma decisão muito justa. Justa e oportuna.
Foi no segundo semestre do ano passado que, em resultado de estudos dedicados e competentes, a direcção do Sport Lisboa e Benfica tomara a decisão de empreender a intervenção do Clube nas competições federadas de futebol feminino, nos escalões de seniores, sub-19 e sub-20, além de ter decidido institucionalizar a concomitante actividade de equipas do género feminino nos respectivos escalões principais e de formação, nas cinco mais nobres 'modalidades colectivas de pavilhão' - hóquei em patins, voleibol, andebol, basquetebol e futsal - mantendo também, evidentemente, a presença feminina no atletismo, no judo e no râguebi, assim com em todas as restantes modalidades, escalões e especialidades que já tínhamos em exercício.
No texto que aqui publiquei na derradeira edição do ano do jornal O Benfica, tendo em conta todas essas importantes resoluções dos nossos eleitos, não hesitei em considerar 2018 no Benfica como o decisivo Ano da Mulher.
Dada a natureza e projecção do futebol em Portugal e considerando também o estado de desenvolvimento adquirido no nosso país nas mais recentes duas ou três décadas, por acção de alguns clubes históricos como o Boavista, o União 1.º de Dezembro, ou o Futebol Benfica, entre outros, e nas duas últimas épocas, pelo SC Braga e pelos vizinhos aqui do Campo Grande, era natural que o Benfica não deixasse protelar por mais tempo a sua intervenção no futebol feminino.
No seio da direcção do nosso clube, a tarefa conceptual e as diligências estruturais decorrentes daquela relevante resolução foram cometidas ao vice-presidente Fernando Tavares, que desde cedo apresentou aos seus colegas um modelo em coerência com a política globalmente definida na última década pelo presidente Luís Filipe Vieira, visando a futura autossustentação do projecto.
Nesse sentido, o projecto pressupunha a criação de uma equipa principal desde logo fortalecida por um elenco de grandes jogadas de selecções nacionais portuguesa e estrangeiras, preparada para conquistar, ano a ano, os torneios que disputasse; e que, por outro lado, essa elite de jogadoras viesse a poder contar, em breve, com mais jovens atletas já formadas no seio do nosso Benfica, em dois escalões mais jovens.
Ora, como seria de esperar - em face da brilhante carreira desenvolvida no Campeonato da 2.ª Divisão e da conquista do torneio distrital em sub-17 - o recente apuramento das 'Papolas saltitantes' em Braga, sob as indicações do treinador João Marques, para uma primeira final da Taça de Portugal aponta para o futuro de um grande Benfica em futebol feminino.
Por isso estou seguro de que, perante estes pioneiros e inequívocos sinais de competência num campo com tão indesmentível potencial de incremento, o próprio Sport Lisboa e Benfica não se eximirá a ir ajustando progressiva e devidamente as mais adequadas condições de trabalho e merecidos meios estruturais e logísticos às virtualidades já reveladas pelas meninas do nosso futebol feminino, cuja entrada em cena veio representar um novo patamar de actualização no cumprimento das responsabilidades sociais do Glorioso, no desenvolvimento relacional proposto à mulher benfiquista e também, até, para a afirmação da sociedade desportiva portuguesa."

José Nuno Martins, in O Benfica

Justiça desportiva a passo de caracol

"Está a decorrer, na Cidade do Futebol, o II Simpósio Legal da Aliança das Associações Europeias de Treinadores (AEFCA), que tem a Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANF) como anfitriã.
Embora o tema seja denso, a matéria é de grande relevância para os profissionais do sector, especialmente nestes tempos de globalização. No primeiro painel da sessão, onde participaram Fernando Santos, Carlos Carvalhal e Gianni De Biasi, foram reveladas várias situações de ordem legal que envolveram tão renomados treinadores, que merecem cuidada análise, de olhos postos no que pode ser melhorado em Portugal. Por exemplo, a descrição, por parte de Carlos Carvalhal, de um processo que viveu enquanto treinador do Sheffield Wednesday, mostra como a aplicação da justiça no futebol pode ser realmente célere e eficaz.
O treinador português foi expulso durante um jogo e teve um desentendimento com um steward, o que lhe valeu uma punição, da qual recorreu. Sem entrar em detalhes, aquilo que poderá dizer-se é que o sistema da Football Association conseguiu, em nove dias úteis, proferir a primeira sentença, receber o recurso, criar um tribunal para apreciação do mesmo, ouvir as partes e proferir a decisão final (que acabou por ser favorável a Carlos Carvalhal).
Atrevo-me a dizer que, se o mesmo tivesse acontecido por cá, os passos atrás referidos não teriam demorado nove dias a conhecer trânsito em julgado, mas nove meses...
Não será chegado o momento de se repensar, em Portugal, uma justiça desportiva que se move a passo de caracol?"

José Manuel Delgado, in A Bola

Um problema da sociedade

"O futebol tem uma exposição mediática que permite transformar problemas da sociedade portuguesa em quase exclusivos problemas do futebol. Todos, em primeiro lugar como cidadãos, temos responsabilidades na sociedade e no modelo em que pretendemos viver. A base deste modelo é reflexo da vida familiar e educacional. Quando não damos a importância devida à escola, temos gerações mais débeis e menos preocupadas com os problemas que nos rodeiam. Ao abordarmos questões como o tráfico de seres humanos, o trabalho em condições precárias, a contratação de menores, a violência, etc., estamos a tratar de problemas de todos e não de alguns. São matérias que a todos dizem respeito, do governo ao vulgar dos cidadãos. O crescimento destas autênticas pragas só é possível porque há mercado para o seu desenvolvimento e também pelo deficiente comportamento do regulador. Sem uma atitude de combate efectivo no terreno não se consegue impor a lei. Existe um sentimento de impunidade que, além de revoltante, permite que estas actividades tenham margem de progressão. Esta triste realidade tem tendência a aumentar o seu volume de actividade em situações de debilidade económica das famílias. Com a globalização da economia e o avanço tecnológico temos de enfrentar o nosso problema interno e também o externo. Não se minimize o problema a uma única actividade, por muito mediática que ela seja. Por exemplo, a actividade económica paralela representa uma percentagem importante para o PIB, e claramente não é o desporto, e a sua mais representativa modalidade, o futebol, responsável maior por esta realidade. Tapar o sol com uma peneira não resolve o assunto, apenas deixa mais confortáveis os prevaricadores. Por curiosidade escrevo este texto nesta altura do ano, data que representa um conjunto de valores que têm que ser lembrados, pois andam algo esquecidos. A crise também é de valores."

José Couceiro, in A Bola

sexta-feira, 26 de abril de 2019

All in pour le titre

"Avant d’écrire ce texte , j’ai voulu faire preuve de recul et d’analyse. Les matchs et l’ambiance s’accumulaient sans être des meilleurs, les petites lumières et manque d’attitude de notre public casanier me rendaient nerveux et je ne voulais pas exprimer ce sentiment de rage et d’anxiété.
C’est comme un coup de poker où on est pas loin de gagner le tapis et c’est là que le moment de faire les bons choix est face à vous. Notre nation est à ce jour face au même dilemme... on a fait des choix, on a perdu, on a gagné, on a hésité, on doute et il ne reste plus que le championnat à ramasser. 
Refaisons le film de ces dix derniers jours et des 4 cartes jouées ou « matchs passés ».
Europa ligue home : un match plutôt bien réussi de notre part. On a retrouvé un 11 titulaire dynamique et ouvert au jeu. Beaucoup diront qu’ils étaient 10 en face. Moi je préfère mettre l’accent sur la capacité de Lage à faire tourner l’effectif et motiver ses troupes.
Liga Nos : on continue sur notre lancée et on expédie un Vitoria de Setúbal compliqué avec des joueurs impliqués. Match réussi et démonstrateur de notre collectif offensif très puissant.
La pépite : Joao Félix
Le joueur en forme : Rafa
Le taulier : Samaris
La classe : Ferro
Le régulier : Seferovic
L’homme de l’ombre : Florentino
On sortait de ce mini cycle satisfaits et confiants, la seule tâche au tableau étant notre public à la maison manquant de dynamique et d’attitude. (désolé d’insister mais le club marketing a ses limites). 
Europa Ligue away : ce match piège où l’on décide de ne pas jouer toutes ses cartes et d’attendre pour voir le jeu de son adversaire ... Vraie partie de bluff où celui qui sort vainqueur n’est pas le meilleur. Cela valait-il le tapis ? Je ne pense pas ! Je suis sorti plutôt soulagé de cette élimination. Est-ce critiquable ? Oui en effet mais je l’assume. Tous les joueurs sur la table veulent nous sortir du jeu, tout le monde veux nous dépouiller et nous empêcher de gagner le 37.
Nous n’avons pas le choix et devons concentrer toutes nos forces et tactiques pour ce dernier tapis où il nous reste 4 cartes à jouer!
Liga Nos : Marítimo et ses 6 buts. Victoire incontestable et incontestée, tout le monde sur la table baisse la tête et les yeux et on repart pour un tour.
Un nouveau cycle nous attend, nous devrons être sérieux et confiant. Savoir jouer tous les bons coups au bon moment et se souvenir que tout le monde veut nous descendre. La prochaine bataille reste la plus importante, la plus dure alors soyons tous derrière notre équipe, montrons notre union et confirmons ce que nous sommes à l’extérieur : un véritable enfer !
Partons confiants et sachons assumer notre place de plus grand club portugais et montrant qu’on veut aller chercher o 37 !!
Faisons Tapis ! De todos um."

Como condicionar...

"

O condicionamento ao árbitro João Pinheiro (VAR do próximo jogo do SLB) está a ser feito de todas as formas. Será por ter decidido bem os lances do CD Feirense - SL Benfica que passou a ser um alvo a abater? Talvez fosse melhor quando errava descaradamente a favor do FC Porto ou não assinalava penaltys do tamanho do mundo, como num célebre jogo no Bonfim. [ver video] Mais uma mentira desmontada pelo #portoaocolo.
Bernardo Ribeiro, Diretor do Record, continua empenhado no seu papel de avençado e peão da Santa Aliança. Assim que foram tornadas publicas as nomeações para a 31ª Jornada da Liga, através do seu `Jornal´ e refugiando-se em supostas polémicas nas redes sociais – talvez dos blogues, fóruns ou páginas de redes sociais manhosas do seu clube que ele tanto segue e gosta - decidiu dar o mote e lançar a poeira sobre a nomeação de João Pinheiro como VAR para o SC Braga x SL Benfica. 
Ignorando por completo uma arbitragem (CD Feirense x SL Benfica) sem nenhum erro em beneficio do SL Benfica – conforme prova de imagens 3D e com opiniões unânimes de especialistas internacionais - mas que a estratégia e aliados da Torre das Antas, tudo fizeram para criar o contrário. Sempre com base na manipulação e mentira.
É triste a figura que certos indivíduos se prestam. São meras caixas de ressonância da Torre das Antas, que usam todos os truques, para atacar e tentar prejudicar deliberadamente o SL Benfica.

Anormalidades !!!

"É isto o CA do Sr Fontela Gomes.
Alguém pode considerar isto normal?
Um clube que para os seus jogos, tem mais do dobro das nomeações de árbitros da sua própria associação, em relação à segunda associação com mais nomeações.
Que em mais de metade dos jogos (17 em 31) teve como árbitro e/ou VAR, alguém designado da AF Porto. E se juntarmos a AF Braga - outro tentáculo da Teia – é assustador só de pensar.
Que do total de 12 nomeações, cerca de 8 decorreram nos últimos 12 jogos do campeonato e 4 nos últimos 5 jogos. Ou seja, neste período, 80% dos árbitros nomeados são da AF Porto.
É o assumido vale tudo para a fase decisiva da temporada.
Mas quando temas claques legalizadas que fazem a defesa e comunicação publica do Conselho de Arbitragem, nada disto surpreende. O Sr Fontela Gomes é um mero fantoche nas mãos da Torre das Antas. Um testa de ferro que estes usam a seu belo prazer. Uma vergonha!"

45 anos depois... Somos hoje um país diferente e melhor. E o desporto também

"A fluidez que alimenta a memória mediática de curto prazo pode comprometer a memória histórica.  
O que justifica que se recorde a conquista da liberdade e da democracia em Abril de 1974 é o momento mais relevante da História de Portugal Contemporâneo. Repeti-lo nunca é de mais!
Somos hoje um país diferente e melhor. E o desporto também.
O número de praticantes desportivos aumentou. O parque de instalações desportivas desenvolveu-se. O número de participações em competições internacionais cresceu. A qualidade dos resultados alcançados evoluiu. O país acolheu e organizou eventos ao mais elevado nível. Aumentou o número de dirigentes portugueses em organismos internacionais. Aumentou a realização em Portugal de reuniões de âmbito internacional.
Poderia ter sido melhor? Seguramente que sim. Mas a democracia e a liberdade não resolvem tudo. São uma condição necessária, mas não são suficientes. As políticas construídas - públicas, privadas e associativas - é que podem responder pelos resultados alcançados.
O país recebido da ditadura, a construção do regime democrático e a matriz genética dos partidos com vocação governativa explicam, em parte, que o modelo seguido para o desporto tenha ido buscar a sua inspiração aos países de forte intervencionismo estatal.
O histórico atraso do desenvolvimento do país e as vicissitudes porque passaram muitos sectores da economia na fase da transição democrática não deixaram outra alternativa quanto ao caminho a seguir.
O modelo traduziu-se num forte apoio de financiamento por parte das políticas públicas e num significativo esforço na infraestruturação desportiva do país, com particular destaque para a acção das autarquias.
Esta tendência teve efeitos positivos no sistema desportivo português. Com a democracia o país desportivo abriu-se ao exterior. O que tornou o rendimento desportivo um produto fortemente mediatizado, expondo-o à comparação e avaliação permanentes.
E num contexto de crescente internacionalização dos sistemas desportivos uma das questões centrais que se colocou às políticas desportivas foi o de garantirem níveis de competitividade adequados. 
Num país com a nossa dimensão geográfica, a nossa economia e os recursos que esta podia disponibilizar, aliados a uma tradição desportiva pouco relevante, criou-se a expectativa de pensar que era possível aspirar a resultados de relevo internacional num alargado número de modalidades, sem critério de selecção ou de definição de prioridades.
No modelo adoptado, as organizações desportivas, designadamente as federações desportivas, ficaram muito dependentes do financiamento público. E com as prioridades adoptadas provocou-se um desequilíbrio entre o financiamento público e o retorno que esse esforço podia potenciar em termos do desenvolvimento dirigido para a elevação do nível da prática desportiva dos portugueses. 
Portugal também não escapou a tendências internacionais que se acentuaram sobretudo nos últimos vinte anos: por um lado o predomínio do carácter utilitário (fazer bem à saúde) e individualista da actividade física e a sua cultura monolítica que se abrigou à sombra do desporto; por outro a banalização do rendimento desportivo e a sua politização.
O valor de um vencedor de uma qualquer modalidade passou a valer o mesmo que o campeão de uma modalidade olímpica; uma competição à escala do bairro ou de um pequeno leque de participantes premeia o vencedor com uma medalha a que chama de ouro, como se de um campeonato do mundo ou uma competição olímpica se tratasse; pelo país fora reproduzem-se galas de campeões onde a vulgaridade do rendimento desportivo assentou arraiais.
A recente intrusão dos chamados jogos electrónicos (na versão anglófona e-games ou e-sports) como desporto e, nesse caso, até como modalidade/especialidade a poder integrar o programa dos Jogos Olímpicos aí está a provar a chegada de novos tempos no mundo das práticas desportivas.
As organizações desportivas que deveriam ser as guardiãs da identidade do desporto tornaram-se impotentes para travar esta deriva e, em alguns casos, acompanham-na.
Como serão os próximos anos? Ninguém saberá responder com segurança. Mas arriscamos uma previsão: nas próximas décadas o desporto vai mudar mais do que mudou nestes últimos 45 anos."

Vitória inspiradora

"O voleibol do Benfica confirmou ontem um triplete histórico, que irá ser recordado por muitos anos. No pavilhão do seu principal rival, a nossa equipa venceu de forma categórica e conquistou, assim, o campeonato nacional 2018/19 – juntando-o à Taça de Portugal e à Supertaça que também já havia ganho nesta temporada Brilhante!
Uma época que merece ser emoldurada na memória colectiva de todos os Benfiquistas e que, seguramente, terá um lugar especial no Museu Cosme Damião. Nos 46 jogos já realizados, o Benfica soma 43 vitórias e apenas 3 derrotas – uma delas nos quartos de final da Taça Challenge, frente ao Belgorod, da Rússia, que viria a vencer a competição. Extraordinário trabalho de todo o grupo, com uma palavra especial para o treinador, Marcel Matz, que consegue tudo isto em época de estreia. 
Nesta hora de enorme felicidade para o voleibol do Benfica, é da mais elementar justiça evocar a memória de Rui Mourinha, presidente da secção, falecido em Novembro do ano passado. Dedicou décadas da sua vida ao Clube e jamais será esquecido.
A Reconquista do voleibol é já uma realidade, mas… o Benfica quer mais. No domingo, em Braga, pelas 17h30, há uma nova ‘final’ no campeonato nacional de futebol. Nem mais nem menos importante do que as outras: é uma ‘final’ e isso já diz tudo.
A única forma de ter sucesso é manter o nível que a equipa tem mostrado nesta brilhante 2.ª volta: qualidade, compromisso e união.
Só assim – e com o apoio da onda vermelha, que estará em peso no Minho – será possível vencer nesta 31.ª jornada e, dessa forma, conservar a liderança que conquistámos com inteiro mérito. Todos juntos, haveremos de conseguir!"

Benfiquismo (MCLXII)

Bailado!!!

De Frankfurt à Luz

"O sonho de um Benfica europeu caiu por terra uma vez mais. Desta feita, aos pés de um Eintracht que foi um justo vencedor, mas que estava perfeitamente ao alcance do Glorioso. Se o desfecho surpreende, não é, aliás, tanto por aquilo que se passou nos 180 minutos que durou o confronto, é por alguma sensação de alívio que pareceu resultar da eliminação. De forma implícita, fica sugerido que, fora da Europa, a equipa ficaria mais liberta e os microciclos de treino tornar-se-iam mais fáceis de gerir. A abordagem estratégica ao jogo na Alemanha e a forma rígida como a equipa ficou presa ao plano de jogo - que claramente não estava a funcionar - foram os primeiros sinais negativos do breve, intenso e muito positivo consulado de Bruno Lage como técnico do Benfica. Mas, acima de tudo, revelam que o plantel não está dimensionado para os confrontos europeus. Lage pode responder, com inteira justiça, que não foi, nem responsável pelo planeamento da temporada, nem pela política de contratações e que, mesmo assim, foi capaz de colocar a equipa na rota de um título em que já ninguém acreditava. Quanto à direcção, é mais difícil compatibilizar as promessas recorrentes de grandeza europeia com a realidade concreta do plantel.
É mais um exemplo em que o realismo discursivo teria sido mais avisado. nessa perspectiva, o primeiro jogo após a saída da Europa era um teste exigente. Mas tornou-se num teste que a equipa soube tornar fácil, ultrapassando-o com distinção e louvor. Após uma primeira parte de grande passividade e marcada a ritmo de pós - Europa, o Benfica percebeu que a única forma de gerir um jogo e um resultado é aumentando a intensidade e procurando marcar mais golos.
Agora, o Benfica tem 360 minutos para provar que é capaz de manter o ataque continuado e o ritmo elevado que trouxe a equipa de volta à liderança - e que tornou possível ultrapassar obstáculos que muitos anunciavam instransponíveis, de Alvalade ao Dragão passando por Guimarães. E, mais importante, que os princípios de jogo que Lage implementou estão consolidados. Contudo, com menos jogos e um leque de jogadores, agora, de novo mais alargado (Jardel e Fejsa, assim como Cervi e Salvio estão de regresso e a recuperar o ritmo), a questão primordial continua a ser encontrar alguém que ofereça ao jogo do Benfica o que Gabriel oferecia. Com Florentino e Samaris, a consistência defensiva não sai afectada, mas fica a faltar a circulação de bola que o brasileiro dava à equipa.
Mesmo que em apenas 15 minutos e protegido por um resultado confortável, ontem voltamos a ter indícios de que Taarabt é o jogador com mais semelhanças com o brasileiro. Numa temporada cheia de surpresas, se o marroquino acabar por ser determinante, tornar-se-á difícil qualificar aquilo que Lage alcançou."

Joao Felix Delights Benfica Fans but for How Long?

"Lisbon — Benfica teenager Joao Felix is arguably the most exciting young player to have burst onto the European football scene this season yet there is already talk of where he will play next. 
Practically every major club across the continent has at some point been reported as showing interest in the 19-year-old but he does not have to look far to see what can go wrong when a prodigy moves abroad too early.
Three years ago, Renato Sanches made a similar impact for Benfica but his career has stalled after an early move to Germany.
Joao Felix only made his first-team debut in August but has already scored 18 goals in 39 appearances in all competitions. He recently became the youngest player to score a hat-trick in the Europa League, in the 4-2 quarter-final first leg win over Eintracht Frankfurt.
He continued his excellent season with two goals and an assist in the 6-0 demolition of Maritimo on Monday which took Benfica back to the top of the Primeira Liga, on goal difference from Porto. 
Usually playing behind the main striker, he possesses an excellent first touch, likes to run at defenders and has an eye for goal.
Although he has a contract until June 2023, it has a 120 million euro ($134.5 million) release clause and, according to the rumour mill, there are plenty of clubs willing to pay that with the name of Juventus popping up more than most.
But is it too soon for a move to a bigger club where he would have to adapt to a new country and battle for a place in the team?
Sanches appeared to have the world at his feet after he capped an impressive debut season at Benfica by helping Portugal win Euro 2016. Marc Stein's Newsletter Marc Stein has covered Jordan. He's covered Kobe. And LeBron vs. the Warriors. Go behind the N.B.A.'s curtain with the league's foremost expert.
But all that changed when he moved to Bayern Munich, aged 18. He struggled to break into a team brimming with world class talent, starting only six league games and playing a full 90 minutes only once.
It got worse the following season when he was loaned to Swansea City where his confidence drained away and he suffered an injury.
He returned to Bayern this season and, although he started brightly, has once again found himself a bit-part player in the last two months. He has also lost his place in the Portugal team.

Unfair Criticism
Benfica coach Bruno Lage believes that the Joao Felix's talent should be allowed to grow "naturally" and has already railed against the media for criticising his performances when he does not score. 
"Joao is a fantastic lad and he has a lot to learn, technically and tactically," said Lage. "He has to learn how to occupy space and read the game and he has to learn, quickly, that when he is merely 'normal', he will be criticised.
"The day he doesn't score a hat-trick he gets criticised."
On Tuesday, Benfica president Luis Filipe Vieira suggested that the club would try to hold onto the player.
"Benfica will do everything we can so that nobody leaves," he told the Correo da Manha newspaper. "We want to consolidate our project and we will not let go of this principle."
Lage suggested that Benfica was the ideal environment for Joao Felix to develop.
"We don't put any pressure on him... we want him to improve naturally," said Lage. "We all believe he can have a great career and, on the contrary to some people, I believe he can stay among us for many more years.""

O boxe

"Existem vários trabalhos que têm como objecto de estudo o boxe, mas a análise etnológica de Wacquant (2000) é certamente a mais rica sobre a construção dos “habitus pugilísticos” masculinos no domínio do boxe inglês, num bairro negro de Chicago. O autor descreve a importância das aprendizagens técnicas no processo de incorporação das normas e valores no ginásio. De forma detalhada, descreve as relações entre o mundo fechado (o ginásio), o universo pugilístico, a rua, o bairro e o gueto. De forma contrastante de um ambiente hostil, o clube constitui uma ilha estável e ordena as relações sociais, onde os interditos são possíveis. O ginásio não é apenas um espaço de confronto. Ele é protector, permitindo escapar ao quotidiano e à tentação de os praticantes viverem da ilegalidade. Este espaço regula a violência e permite quebrar a rotina. Os pugilistas distinguem-se dos outros jovens do gueto pela vantagem da integração social e pela ligação a uma família não decomposta e relativamente intacta. Eles provêm de famílias de classes operárias, do sub-proletariado e exercem pequenos trabalhos nos serviços. A grande maioria trabalhava como seguranças, canalizadores, pedreiros, limpezas, nas fábricas. Wacquant colocou as luvas e descreve a aprendizagem das práticas, das codificações e das normas implícitas, afastadas de um investigador branco que nunca antes tinha praticado boxe e pertencia às classes sociais cultivas dos universitários.  
Mennesson e Clément (2009) prestaram especial atenção às mulheres nas práticas pugilísticas violentas, reservada aos homens, até um período recente. É um estudo inédito. Os autores procuram estudar este universo das mulheres no boxe francês de 1997 a 2005. Para isso, realizaram trinta entrevistas às pugilistas que participavam em competições de nível nacional e internacional. Para elas, minoritárias neste espaço essencialmente masculino, a aprendizagem das técnicas pugilísticas e o trabalho de “feminização” de aparência corporal são simultâneas. Os autores concluem que a relação diferenciada com a prática do boxe (num estilo mais “hard” e noutro mais “soft”) inscreve-se nas trajectórias escolares e sociais diferentes. São sobretudo mulheres originárias das classes populares que aderiram ao estilo mais “hard”. As pugilistas “soft”, maioritariamente em situação de sucesso escolar no ensino primário e secundário, começam o boxe pelos 20 anos ou mais e as pugilistas do estilo “hard”, muitas vezes confrontadas com o insucesso escolar, iniciam o boxe com cerca de 15 anos. As primeiras descobrem por acaso os aspectos estéticos da prática do boxe francês, as segundas começam a praticar esta modalidade para exprimir o seu gosto pelo confronto e a sua combatividade.
Como nasce e se exporta o boxe?
Grande parte dos desportos que são praticados actualmente no mundo, de uma maneira mais ou menos idêntica, são originários da Inglaterra. Eles expandiram-se para outros países, sobretudo na segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. O futebol, a luta, o boxe, o ténis, o críquete, o atletismo, a corrida a cavalos, entre outros, são alguns exemplos. Estas modalidades desportivas eram passatempos dos ingleses que se expandiram por um grande número de países entre 1850 e 1950.
Também conhecido por pugilismo, o boxe é um desporto de combate que se caracteriza pela arte de defender e atacar usando apenas os punhos. Na Inglaterra, o primeiro regulamento de boxe surge em 1743. Face à brutalidade nos combates, que não é o que mais agrada a um público no seu conjunto bastante aristocrático, em 1747, é recomendado o uso de luvas e aperfeiçoaram-se as regras. Um primeiro “campeonato do mundo” tem lugar em 1810 entre um branco e um negro, com 25 mil espectadores (Terret, 2008: 16). A federação amadora de boxe é criada em 1884.
O boxe masculino entrou nos jogos Olímpicos em 1904. Relegado para segundo plano, o boxe feminino surge apenas como desporto de demonstração. Praticamente invisível, só entrará, oficialmente, nos jogos Olímpicos de Londres de 2012. 36 mulheres, em três classes de peso, competiram nestes jogos, em comparação com os 250 homens em 10 classes de peso.
E em Portugal?
Em Portugal, o boxe surgiu no início do século XX. Os primeiros duelos de boxe são disputados a partir de 1909, suscitando interesse e curiosidade do público e dos adeptos da modalidade, sobretudo nas grandes cidades. Pouco a pouco, vão-se criando alguns clubes amadores, como, por exemplo, o Ginásio Clube Português, o Clube Arte e Sport, o Sport Cruz Quebradense, o Clube Português de Recreio e Desporto. Da necessidade de se organizar e regulamentar a “nobre arte”, é fundada, em 1914, Federação Portuguesa de Box (FPB).
Após o final da Grande Guerra de 1914-1918, o boxe populariza-se e evolui. Nos anos 20, o boxe partilhava os mesmos lugares onde se representava espectáculos de música e de teatro. O boxe, desde muito cedo, inseriu-se num produto comercial. Nos bairros populares de Lisboa (Alcântara, Bairro Alto, Madragoa, etc.), vão surgindo vários clubes desportivos (Grupo Desportivo da Mouraria, Clube Rio de Janeiro, Sport Lisboa Oriental, Ateneu Comercial, etc.), promovendo a modalidade.
Existem duas categorias de lutadores de boxe: o profissional e o amador. As diferenças entre ambos baseiam-se essencialmente no uso ou não de protecções físicas em combate e na duração dos mesmos. No boxe profissional os lutadores não usam capacete e os combates podem chegar aos 12 “rounds” de 3 minutos cada. Já no boxe amador, considerada modalidade olímpica desde 1920, os lutadores usam capacete e os combates caracterizam-se por 3 “rounds” de 3 minutos cada.
Um recrutamento “popular” não é fácil de se concretizar. O desporto é um mosaico de actividades físicas, que no seu conjunto, em termos de praticantes, não é homogéneo. Esta heterogeneidade apreende-se pelos dados das federações e incluídos nas várias publicações produzidas. Desde a sua implementação, o boxe português tem tido os seus avanços e os seus recuos, nomeadamente ao nível do número de praticantes. Em 2008, haviam 478 praticantes."