Últimas indefectivações

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Entrem num centro de prática (dojo) de Karaté

"Façam-me um favor. Entrem num centro de prática (dojo) de karaté. Verão os praticantes (karatecas) vestidos com um denominado kimono branco, do qual faz parte um cinto que distingue os praticantes por graduações (kyus, do branco até ao castanho; dans, a partir do cinto negro). O mestre, designado por “sensei”, ou o mais graduado na sua ausência, normalmente cinto negro, é quem dá a aula que se inicia e termina por rituais próprios de saudação. É ele que dá as vozes e ordens de comando do treino. Algumas caracterizam-se por serem em japonês: contagem, nomes das técnicas de defesa e de ataque, movimentos corporais, etc. É ele que decide quando e o momento de ir mais além no treino. As aulas (dois ou três dias por semana) têm, normalmente, uma duração de uma hora e meia. Os treinos seguem um clima de ordem (alinhamento por ordem de graduações e tempo de prática) e de respeito (silêncio, obediência). O mestre corrige a execução dos alunos (feedback positivo ou negativo), exemplificando quando acha necessário (modelo a ser interiorizado). De vez em quando, e à sua ordem, os alunos executam um grito, chamado de kiai. O treino decorre com um aquecimento muscular (designado de taisô) e depois com técnicas de defesa e de ataque isoladas (kihon), ou com um ou mais parceiros (kumité), com movimentos pré-estabelecidos. Também é dada ênfase aos katas (conjunto ordenado e codificado de acções técnico-tácticas de combate, executadas de forma encadeada sem oposição), de dificuldades inegáveis, que caracterizam as “escolas”, normalmente referidas como estilos (ryu) - Shotokai, Shotokan, Wado-Ryu (estilos japoneses), Gojo-Ryu e Shito-Ryu (okinawenses). Os estilos (escolas) pertencem a organizações geralmente tituladas de associações, e estas costumam denominar-se como membros de associações ou até federações nacionais, que se agrupam em internacionais.
Todos estes aspectos exteriores são apresentados como caracterizadores do karaté, aparecendo tal significantes em competições desportivas, estágios de mestres nacionais e estrangeiros, aulas e treinos, filmes, etc. Do ponto de vista sociológico, o karaté moderno, fora da sua instrumentalização militar e policial, integra-se num processo civilizacional, em que a violência se transforma em convenções controladas, como diria o sociólogo alemão Norbert Elias. É veiculado por práticas convencionais, mas expresso através de discursos e símbolos adaptados do Japão para o Ocidente. O karaté constitui, assim, uma linguagem própria e possui uma cultura identitária, partilhando sentimentos de pertença e possui significados estruturadores, concepções de vida e de normas de conduta.
No caso concreto das artes de combate dual, onde o karaté se insere, podemos verificar diferentes usos sociais: desportivos (internacionalização das competições); profissionais (actividade remunerada); integração social (populações consideradas de risco); higienistas (desenvolvimento pessoal ou profissional); segurança (preparação militar, forças de segurança); artísticos (estilos corporais ou de vestuário); gestão/administração (incorporação de preceitos/ensinamentos estratégicos oriundos das “filosofias” marciais e do extremo oriente nos manuais de gestão e de economia); turísticos (visitas aos locais de Shaolin na China ou da Aikikai em Tóquio, entre outros). A noção de uso social, amplamente referida nos trabalhos da Sociologia da Cultura e da Sociologia do Desporto, visa sublinhar que um elemento cultural, qualquer que ele seja, presta-se a usos diferenciados segundo os grupos sociais que o adoptam. Isto sublinha igualmente que uma prática não é efectuada por si mesma, mas que está muitas vezes associada a um objectivo, mais ou menos definido, que visa justificar o tempo, a energia e os meios que lhe consagramos. Falar de uma pluralidade de usos sociais para as actividades físicas e desportivas, sugere que os objectivos e as justificações variam segundo os contextos, os actores em presença e os motivos/compromissos do momento. Bem entendido, estes usos sociais raramente existem no seu estado “puro”. Cada contexto concreto pode cruzar-se e misturar-se com vários outros, criando várias nuances.
Apesar da importância do karaté ser reconhecida internacionalmente, esta modalidade tem sido considerada como um objecto sem dignificação própria das investigações académicas. Rareiam os estudos que tomam esta modalidade como objecto parcial ou integral de análise. Para além dos estudos serem poucos, os dados oficiais estatísticos são confusos e muito incoerentes. Em nosso entender, a escassez de publicações com informação e dados que ajudem a compreender esta modalidade desportiva-marcial é uma das fragilidades mais significativas.
Como me disse um dia o meu amigo João Boaventura, que se encontra em Oriente Eterno, as práticas desportivas constituem um permanente desafio à prática científica. Investigadores e estudiosos, façam-me um favor: entrem num centro de prática."

Benfiquismo (MCXLIV)

Benfica - Ajax, em Paris!

Vermelhão: Luta continua...

Feirense 1 - 4 Benfica


Acertei!!! Desta vez acertei no onze... defendi a titularidade do Tino no lugar do Gabriel; e do Taarbat no lugar do Rafa! Não estou a dizer que estas opções foram fundamentais para a vitória, mas como raramente 'acerto', tenho o direito de dar os parabéns, a mim mesmo!!!
Também 'acertei', quando defendi que o jogo ia ser muito complicado! Esta 'profecia' até era 'fácil'... mas o Benfica 'exagerou', porque entrámos mal no jogo!!! Mesmo antes do 1-0 para o Feirense, já tinha havido uma 'ameaça'... À segunda: num erro repartido pelo Almeida e pelo Ody o Feirense marcou, e aquilo que era complicado, ficou ainda mais complicado!!!
A reacção não foi imediata, pois continuamos a ter dificuldades em 'dominar' o meio-campo! Isto já tinha acontecido com o Tondela: quando não conseguimos recuperar a bola imediatamente após a 'perda', abrimos 'buracos' no meio-campo, com a linha defensiva muito distante dos jogadores do meio-campo... E hoje, o Feirense voltou a aproveitar esses espaços...

Sendo que em cima destes problemas, somámos as dificuldades na 'bolas paradas' defensivas, algo que por exemplo com o Eintracht não pode acontecer!!!
Ofensivamente, criámos sempre oportunidades, ainda com 0-0 e depois do golo fomos sempre criando perigo, mesmo quando ainda não tínhamos o domínio do 'jogo'... E mesmo quando demonstrámos pouca 'calma', e começamos a tentar 'centrar' para a área demasiado cedo, as oportunidades foram surgindo... O Félix por exemplo, desperdiçou 3 ou 4 golos claros, na fase inicial do jogo!
O Lage 'dividiu' a análise ao jogo nas duas 'partes', mas eu acho que a partir dos 25 minutos do 1.º tempo, o jogou mudou... o Feirense deixou de 'sair' apoiado, e o Benfica começou a 'dominar', mesmo assim o golo tardava em aparecer... até que 'apareceu' o penalty (claríssimo... mesmo assim demorou quase 5 minutos para ser marcado!!!), logo a seguir golo anulado (gostava de confirmar com as 'linhas' porque tenho dúvidas se o Félix não estava em 'linha' com a bola!), e ainda antes do intervalo o golo do Almeidinhos... e remontada confirmada!
O 2.º tempo começou com o chapéu do Seferovic (excelente forma de festejar o casamento!)... e com 1-3 o jogo ficou 'decidido'! Só fiquei com receio nas 'bolas paradas', no 'jogo jogado' dominámos... e só não chegámos ao 1-4 mais cedo, porque os árbitros não quiseram marcar outro penalty (óbvio...)!!! Com um pouquinho de mais 'definição' após a entrada do Jonas, podíamos ter feito 'outro' resultado histórico!
Não foi um jogo para destaques individuais, a chuva miudinha, a garra do adversário, deu para o suor, do que para a nota artística, mesmo assim tenho que destacar o Grimaldo, o Seferovic, o Pizzi e o Ferro...
Após a paragem das Selecções, este foi o jogo onde a equipa me pareceu fisicamente mais disponível, tanto o Seferovic e até o Félix parecerem-me mais soltos... E o Pizzi que em Alvalade já tinha sido um dos 'melhores' voltou a estar bem...
No pior momento do Benfica, o Ferro 'fartou-de' de fazer recuperações fundamentais, quase sempre deixando a bola 'jogável'!!!
Como era de esperar, bastava o Benfica beneficiar de um penalty, num momento 'importante' de um jogo, para as Malucas da Propaganda, ficarem histéricas!!! O único grande erro da equipa de arbitragem, foi a não marcação de penalty, no lance do remate do Grimaldo... O penalty sobre o Pizzi é claríssimo, o adversário toca no pé do Pizzi... a única 'surpresa' foi mesmo ser necessário o VAR marcar o penalty!!!
Também 'gostei' da forma como vários agarrões pela camisola aos nossos jogadores, mais uma vez, passaram em 'branco' sem 'amarelos' só porque foram nos primeiros minutos da partida!!!
No golo anulado ao Feirense, a decisão também foi correcta. O jogador está em fora-de-jogo: basta um pouco dedução geométrica para concluir acertadamente: se fizerem zoom ao 'frame' vê-se o ombro e braço do jogador do Feirense a aparecer, atrás do nosso defesa (no lado 'direito' do nosso defesa)... pois tendo em conta o ângulo da câmara, isso só pode acontecer se o jogador estiver adiantado, se ele estivesse em jogo, a sua 'figura' tinha que aparecer no lado 'esquerdo' do nosso defesa... o gráfico seguinte pode ajudar!!! Para alguns só com desenhos... e para outros, nem com desenhos!!!
As próximas duas jornadas são na Luz, mas com os jogos com o Eintracht pelo meio, o grau de dificuldade não vai baixar, bem pelo contrário! Por exemplo, o Setúbal, com os já tradicionais salários em atraso, no Domingo, vai jogar com tudo (Malas...!!!), mesmo estando neste momento numa situação mais ou menos 'descansada' em relação à permanência!!! A 'pressão' vai manter-se, nas capas dos avençados e na propaganda 'falada', até porque vamos continuar a jogar depois dos Corruptos! Suponho que o Lage vai fazer algumas alterações na Quinta, o Jardel e o Fejsa podem jogar... mas o problema é que neste momento o Seferovic, o Félix, o Pizzi, o Rúben, o Almeida, o Ody e o Grimaldo são 'insubstituíveis'... e o Samaris também deveria o ser!!!
Uma última nota para o Feirense: na minha opinião têm um plantel para ficar na 1.ª divisão, fizeram mal em despedir o Manta, têm perdido vários pontos injustamente... Por exemplo no jogo contra os Corruptos, mereciam pontuar, e só não o fizeram porque o Soares Dias não quis!!!
Agora o video-caseiro que fizeram no final desta partida é do mais intelectualmente desonesto que podem almejar (no jogo contra os Corruptos o 'vídeo' não funcionou)!!! A ida do 'adjunto' à flash-interview, com 'cassete' encomendada, já me tinha cheirado a esturro, mas com o vídeo ficou claro o objectivo: mostrarem que são serviçais ao poder Corrupto, para que na próxima época, na II Liga, tenham a vida facilitada no regresso à I Liga!!!
E depois admiram-se do Tugão estar como está... A não venda de bilhetes para o público em geral, já tinha sido o 'aviso', que este Feirense, não passa de um 'meio' para atingir outros fins!!!!

Vitória clara...

Benfica 11 - 5 Quinta dos Lombos

Na ressaca da difícil derrota por penalty's na final da Taça, era importante a equipa manter os níveis de concentração altos, para garantir a vantagem nos play-off's... e hoje, estivemos muito bem!

PS: Parabéns ao Campeoníssimo Fernando Pimenta, pelo 11.º título consecutivo de Campeão Nacional de Fundo, no K1 !!!!

Iniciados - 3.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 1 Académica


Mais difícil do que parece... o terceiro golo, só apareceu no último minuto...!!!

Juvenis - 2.ª jornada - Fase Final

Sporting 2 - 2 Benfica


Não é um mau resultado, mas podia ter sido melhor!
Temos melhor equipa, temos mais soluções, os Lagartos dependem muito do Joelson... Podíamos ter arriscado um pouquinho mais...

Na próxima semana vamos a Braga. Braga que ganhou ao Sporting e aos Corruptos nas duas primeiras jornadas!!! Provavelmente será o Braga o nosso principal adversário... Com o Europeu a 'meio' desta Fase Final - que nos vai levar praticamente a equipa toda!!! - não vai ser nada fácil manter a 'concentração'!!!

domingo, 7 de abril de 2019

Mais uma derrota...

Benfica 79 - 84 Corruptos
30-26, 13-10, 21-22, 15-26

Nova derrota, com algumas, poucas, melhorias!!! Acabámos por estar à frente quase sempre, e acabámos por perder o jogo no último período... novamente com más decisões nos momentos decisivos!

O K.O. ao Barroso nos últimos segundos, e a respectiva decisão arbitral, com recurso à televisão, foi absurda... e podia ter permitido ao Benfica, vencer a partida!

14.ª Corrida António Leitão

Decorreu este fim-de-semana, mais uma edição da Corrida do nosso Clube, na Luz. Mais uma vez com a benção da chuva, que parece querer ser uma presença fixa no evento!!!

Pessoalmente, gosto muito das corridas de Sábado, com a 'pequenada' em redor do relvado da Luz...

O foco

"Depois da derrota em Alvalade o Benfica joga hoje em Santa Maria da Feira uma diferente 'nova final'. Diria uma principal 'nova final'!

1. No momento em que o futebol europeu discute o futuro próximo das suas competições é interessante perceber que nos teremos que nos preparar para uma acesa disputa entre a Associação das Ligas Europeias e a Associação de Clubes Europeus. E essa disputa terá na UEFA o decisor supremo e com a directa intervenção de algumas principais Federações e de entre elas, a nossa reconhecida Federação de Futebol. E no início de Maio haverá reuniões importantes e que nos ajudarão a perceber, a par da controversa ideia da FIFA de uma alargado Mundial de clubes, o futuro do futebol europeu nos tempos imediatos. O que importa é que o futebol nos relvados das ligas nacionais não deixe de acontecer, por regra, aos fim de semana. Mesmo que as circunstâncias dos tempos de descanso nos levem a jogos à sexta-feira (como o Futebol Clube do Porto - Boavista) ou à segunda-feira (como ocorrerá com o Benfica - Marítimo a 22 de Abril, depois do jogo na Alemanha para a segunda mão da Liga Europa). Ou, também, a jogos das selecções nacionais ao longo dos diferentes dias da(s) semana(s) das pausas para os respectivos jogos. O que sabemos é que as televisões - cada vez mais e pagas! - sabem que o futebol é um dos produtos mais atractivos deste tempo de múltiplos entretenimentos e de diferentes prazeres. E que este tempo comunicacional já não se centra, em exclusivo, no direito televisivo. Tem se estar nas múltiplas plataformas existentes e que nos levem, onde quer que estejamos, a ver o jogo do nosso clube de paixão e da nossa selecção do coração. Mas, permitam esta ousadia, apreciava - como diz o meu jovem amigo Alberto! - que os jogos das ligas nacionais se disputassem preferencialmente ao fim de semana.

2. O que sei, por ora, é que as existentes competições europeias se disputam entre terça e quintas-feiras. Com horário certo no grande espaço europeu agora que o seu Parlamento, em efectivas disputa eleitoral, aprovou a uniformização da hora! E o horário leva a que os grandes jogos europeus se disputem no pós jantar, ou seja, entre as 21 e as 23 horas. Nesta semana que arranca regressam, nos seus quartos de final, a Liga dos Campeões e a Liga Europa. E a Liga portuguesa é um das poucas ligas europeias que mantém representantes nestas duas competições. O que evidencia que Benfica e Futebol Clube do Porto estão no topo da Europa e que podem ajudar Portugal no ainda importante ranking da UEFA. Classificação que determina o número de clubes que cada Liga nacional leva para as competições europeias. Por ora apenas duas. Mas, no arranque da próxima década, já serão três e sem que saibamos ou termos da desejada - para uns chumbada... - superliga europeia! Mas importa que acompanhemos, tal como a novela do Brexit, o que vai acontecer, por exemplo em 8 de Maio em Nyon, com o futuro próximo das competições europeias de clubes. E como aprendemos com Pitigrili «tudo deve ser discutido. Sobre isso não há discussão»! Na certeza, como lemos em textos xintoístas, que «não te ressintas se alguém discorda de ti»! Algo que alguns dos que escutaram o Presidente do Barcelona, Josep Bartomeu na passada segunda-feira na Cidade do Futebol - numa sugestiva, interessante e motivante conferência promovida pelo Presidente Fernando Gomes - deveriam mesmo interiorizar. Já que no demais fomos esmagados pelo sentido estratégico e pelos números apresentados pelo líder, assumidamente colegial, do Barcelona!

3. O Conselho de Arbitragem deu pública nota que designará os árbitros mais experientes para os principais jogos das competições profissionais. Quer para árbitros de campo quer para os cada vez mais importantes VAR's. É que o vídeoárbitro está a ter um papel determinante em muitos encontros. Decidindo lances, anulando golos e suscitando polémica que, de verdade, não consegue ser minimamente esclarecida. E sem que a liderança do Conselho de Arbitragem consiga escapar a críticas de que, em bom rigor, não é responsável. E escrevi conscientemente no plural em razão da acrescida luta no topo da segunda liga a da intensa discussão pela não descida na principal tendo em conta, acentue-se, a disputa pelo acesso aos milhões das televisões. É que a diferença entre estar na primeira ou na segunda é de quase de quatrocentos mil euros. De um para dez. O que é um dos maiores diferenciais das principais ligas europeias. Fez bem o Conselho de Arbitragem em dar nota dos seus propósitos. E fez muito bem em designar, por exemplo, Jorge Sousa para o jogo de ontem entre o Nacional e o Aves. Era um jogo de milhões e daí um nome grande para uma importante decisão!

4. Depois da derrota em Alvalade o Benfica joga hoje em Santa Maria da Feira uma diferente nova final. Diria uma principal nova final! Sou daqueles que entendo que o foco do Benfica deve ser a Liga NOS. E face ao plantel disponível e às circunstâncias da presente época assumo que o foco não deve ter distracções. Hoje frente ao um desesperado Feirense o Benfica, mesmo sem Gabriel e ao colinho de milhares de adeptos, tem de conquistar, com toda a segurança, os três pontos e preparar-se, com a necessária rotação, para os dois jogos da Liga Europa e essencialmente para os dois relevantes e consecutivos jogos para a nossa Liga no Estádio da Luz. Duas vezes face ao Eintracht de Frankfurt e também face ao Vitória de Setúbal e ao Marítimo. E, depois, no final de Abril, a complexa deslocação, a Braga! Daí o foco! Tem de ser este espírito, o foco, que domina a equipa liderada por Bruno Lage. Apenas preocupada consigo. Com o seu mérito e a sua unidade. Com a sua excelência e a sua esperança. E é a cultura deste espírito que, como diz Herbert Spencer «aumenta os sentimentos de dignidade e de independência». Face a tudo e a todos. E a todas as circunstâncias. Que existem mas não podem condicionar. Já que a fé é intensa e o apoio dos adeptos é imenso. E é esta solidariedade que hoje, decerto, se sentirá em Santa Maria da Feira. E quinta no Estádio da Luz. E no próximo domingo de novo na Luz. E na quinta-feita Santa em Frankfurt. E na segunda-feira de Páscoa, dia da festa Valfor - uma linda aldeia do atractivo conselho da Meda - de novo num acolhedor Estádio da Luz. E, assim, final a final, se saboreia a reconquista!"

Fernando Seara, in A Bola

Satélite !!!

"O Polvo das Antas não pode deixar de constatar que - por incrível que pareça - há 6 jogadores do Portimonense Futebol SAD com risco de não defrontarem o FC Porto.
Há muito Portimonense descontente com os negócios entre os 2 clubes e revoltado com a "comissão" que Theodoro Fonseca - acionista maioritário da SAD e quem mete os jogadores no clube - pode vir a receber em caso do FC Porto se sagrar campeão nacional. Este possível "bónus" (ou "mala" como outros lhes chamam) está ligado ao negócio do Manafá. Será eticamente correcto? É legal ? Haverá outros ? Que pensará a Liga Portugal ou a Federação Portuguesa de Futebol ?
O Polvo das Antas deixa uma questão a todos os seus seguidores. Quem pensam que o Portimonense Futebol SAD quererá ver sagrar-se campeão nacional sabendo que há dinheiro em jogo ? 
Relembramos a todos a promiscuidade de negociatas entre os dois clubes. Poderão constatar que mais de 20 jogadores vão e vêm de um lado para o outro em menos de 2 anos !
- Galeno (Portimonense SC – FC Porto);
- Paulinho (Portimonense SC – FC Porto- Portimonense SC);
- Ewerton (Portimonense SC – FC Porto);
- Manafá (Portimonense SC – FC Porto);
- Rafa Soares (Portimonense SC – FC Porto);
- Inácio (Porto B – Portimonense SC);
- Fede Varela (Porto B – Portimonense SC);
- Chidera Ezeh (FC Porto – Portimonense SC – FC Porto – Portimonense SC);
- Danilo (Marítimo – Portimonense SC – FC Porto);
- Yahaya (FC Porto – Portimonense SC);
- Ryuki (Porto B – Portimonense SC);
- Irhene (Portimonense SC - Porto B);
- Mata (Porto B – Portimonense SC);
- Maurício (Portimonense SC - Porto B);
- Gleison (Portimonense SC – Porto B)
- Eweton e Paulinho foram do Portimonense para o FC Porto e do FC Porto para o Portimonense.
- Fede, Varela e Galeno foram cedidos por empréstimo, recebendo a devolução de Inácio e Chidera Ezeh (que tinham sido cedidos no início da temporada).
- Rafa Soares foi vendido pelo FC Porto ao Portimonense e recomprado por 1.5M. Passados apenas 4 dias da recompra, foi vendido ao V. Guimarães, sem que se conheçam os valores envolvidos na transferência.

Brinde - Negócio Paulinho:
21/01/2018 Portimonense SC - FC Porto: Empréstimo
30/06/2018 FC Porto – Portimonense SC: Fim do empréstimo
01/07/2018 Portimonense SC - FC Porto: Venda
22/08/2018 FC Porto - Portimonense SC: Revenda 

Se não forem os adeptos a falarem, os dirigentes fazem o que lhes bem apetecer e as entidades cujos responsáveis são ex-Administradores do FC Porto e ex-árbitros que deram campeonatos ao FC Porto ficam a assobiar para o lado !"

Neologismo...!!!

"Se concordas com esta nova acepção da palavra, passa a usá-la.
🔁 Partilha para que mais gente te perceba quando usares o vocábulo javardo em determinados contextos."

O actual mundo novo, e a depressão

"De qualquer maneira, não será melhor fabricar alegria do que fabricar puros objectos de consumo?

Ruta
1. Ruta Meiluyte, campeã olímpica de natação: «I Fight Against Depression Everday».

Huxley e o pesadelo
2. Aldous Huxley, escritor inglês, nasceu em 1894, morreu em 1963. Escreveu Brave New World, 'Admirável Mundo Novo', uma das mais conhecidas distopias. Um pesadelo, esse mundo em que as crianças são condicionadas, logo à nascença, com uma espécie de lavagem cerebral durante o sono. Aprendem a pensar o que a sociedade quer que pensem. Hierarquias bem definidas e que não permitem trocas e muitas outras particularidades, terríveis e malignas.
Escrito em 1931, poderá parecer para alguns ainda ficção cientifica, um pesadelo qualquer de que se está longe.

Prozac
3. No centro desse terrível mundo novo está o soma, comprimido que normalizava as pessoas dessa sociedade e as colocava com um ânimo feliz, sempre estável. Alguns gramas desse soma bastavam. Era uma sociedade, a do admirável mundo novo, que retirava a liberdade, o poder de decisão individual mas, por outro lado - há sempre o outro lado - impedia também a infelicidade e a dor (e quem não quer afastar a dor e a tristeza?) só que por meios químicos.
O livro levanta uma questão (muitas, mas fiquemos numa): será que a felicidade artificial, felicidade por via de medicamentos, deve ser desvalorizada em relação à felicidade natural (utilizemos esta palavra embora não se saiba bem o que significa).
Ser feliz porque se subiu a uma montanha, se ultrapassou um obstáculo, se marcou um golo decisivo ou porque se passou a tarde próximo de pessoas de quem se ama é uma felicidade mais humana do que a felicidade via Prozac ou comprimidos semelhantes?
De facto, elementos químicos como o Prozac, designado, no início do século, de uma forma despudorada, como elixir da felicidade e as outras muitas medicações que nivelam depressões e tristezas mostram que no século XXI a felicidade, ou pelo menos o equilíbrio mental e emocional, é claramente algo a que se pode chegar por meios naturais, sim, mas também por meios artificiais, cada vez mais requintados. O soma do admirável mundo novo será, como muitos lembraram, o nosso Prozac?

Depressão, felicidade
4. Artificial, o que é isso? Uma definição possível de artificial: aquilo que é feito pelo humano. Nesse sentido, uma felicidade alcançada via comprimidos seria uma felicidade feita literalmente por humanos. Uma felicidade fabricada.
Seria uma discussão longa, com muitos pontos de vista, alguns, claro, bem tenebrosos, mas se pensarmos simplesmente nos antidepressivos, tão usados socialmente e no desporto, ficaremos com dúvidas, com questões. Quando nos lembramos da confissão de depressões de vários atletas - tantos, uma lista já gigante - os basquetebolistas DeMar DeRozan e Kevin Love; na natação, a lituana Ruta Meylutite, o supernadador americano Michael Phelps, etc. etc. etc. e pensamos na importância do apoio dos anti-depressivos, hesitamos em conclusões aceleradas.
Estes medicamentos que, quando utilizados de forma lúcida, resgatam um humano de uma tristeza circular, sem saída, por vezes suicida - como poderemos desprezá-los apenas por serem artificiais? Como insultar este resgate psíquico essencial?
Se só aceitássemos o que é natural, estaríamos ainda a morrer de doenças básicas. Fabricamos felicidade como fabricamos televisões ou telemóveis, sim, mas haverá assim tanto mal nisso? Fabricar objectos versus fabricar estados de ânimo?
De qualquer maneira, não será melhor fabricar alegria do que fabricar puros objectos de consumo?
São só questões, eu não tenho respostas, excelência."

Gonçalo M. Tavares, in A Bola

Chegou a hora do pragmatismo

"Com o FC Porto despachado e a pensar já no Liverpool, esta tarde é a vez de o Benfica mostrar que continua, apesar do meu momento reconhecido, até, por Bruno Lage, forte o suficiente para manter-se na frente do sprint que acabará por decidir o campeão. Não é o que o Feirense - último classificado e só à espera que a matemática confirme a descida - possa ser visto como obstáculo de superlativa dificuldade, mas é inegável que os últimos jogos da águia levantaram dúvidas sobre as reais condições da equipa para aguentar a liderança até ao fim.
Perguntar-se-ão adeptos do Benfica e que mudou para que uma águia que chegou a deslumbrar conheça, hoje, inesperadas dificuldades frente a adversários que, há uns meses, seriam facilmente ultrapassados. Lage identificou ontem parte do problema: nenhum bom momento dura para sempre e lesões ou abaixamento de forma de jogadores nucleares cobram o seu preço. E mesmo que o treinador encarnado diga que nenhuma ausência afecta «as dinâmicas» da equipa, a verdade é que acabam, sempre, não é o mesmo jogar com Jonas ou Seferovic. Ou com Gabriel ou Gedson. Ou sem João Félix no pico da sua forma.
O segredo para o Benfica conseguir chegar ao título está, pois, na forma como conseguirão, treinador e jogadores, adaptar-se àquilo que o momento pede. Diz Bruno Lage que a única coisa que o preocupa é a equipa «entrar para jogar bem». Percebe-se a ideia. Mas está errada. A sua única preocupação deve ser, nesta fase, vencer. Jogando bem ou mal. Chegou, se quisermos, o momento de a águia deixar de ser romântica e ser, só, pragmática. Porque por muito que custe dizê-lo, o futebol só e mesmo divertido quando se ganha."

Ricardo Quaresma, in A Boa

Leis (do futebol)

"Em Março, a International Football Association Board (IFAB) realizou a sua 133.ª Assembleia Geral Anual (AGM) onde se discutiram e aprovaram relevantes alterações relativamente ao uso do VAR, com dados recolhidos de todas as competições onde o sistema está presente.
O IFAB determinou uma definição mais precisa e detalhada para mão na bola, em particular no que diz respeito às ocasiões em que uma mão na bola não deliberada ou acidental poderá ser sancionada de acordo com as leis do jogo. Por exemplo, um golo marcado directamente da mão ou braço (ainda que acidental) e um jogador marcando ou criando uma oportunidade de marcar um golo depois de ganhar a posse ou controlo da bola através do uso da sua mão ou braço (mesmo que acidentalmente) não é validado ou admitido.
O IFAB também determinou quando um jogador é substituído tem de deixar o campo de jogo na linha de limite mais próxima e foram tomadas decisões quanto aos cartões amarelos e vermelhos por má conduta dos dirigentes e técnicos das equipas.
Outras alterações incluem medidas para lidar com os jogadores avançados que causam problemas na muralha defensiva da outra equipa, alterando o procedimento de bola parada.
Foram ainda exaltados o impacto e o sucesso significativos que o VAR tem tido, tendo sido afirmado que o sistema trouxe mais imparcialidade ao jogo sem qualquer interrupção significativa do mesmo.

Estas novas regras irão suscitar, no futuro, questões relevantes do ponto de vista de justiça desportiva, pelo que têm inegável projecção não só no jogo jogado mas, também, no sistema jurídico-normativo do Direito do Desporto."


Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Benfiquismo (MCXLIII)

Vitória...

sábado, 6 de abril de 2019

Bom jogo...

Benfica 3 - 1 Oliveirense

Jogo bastante consistente, numa eliminatória muito bem conseguida... Com árbitros estrangeiros estamos sempre mais perto de ganhar!!! Também existem erros, mas pelo existem erros para os dois lados!!!

A Final 4, muito provavelmente vai ser em Barcelona, por um lado até é melhor para 'evitar' as confusões do costume... Independentemente daquilo que aconteceu no Campeonato, estamos a dois jogos do levantar o troféu máximo, a equipa está a defender melhor, e ofensivamente estamos menos individuais, apesar de ainda faltar alguma coisa lá na frente!!!

Juniores - 6.ª jornada - Fase Final

Benfica 4 - 2 Braga


Jogo bem jogado, competitivo, o Braga acreditou, deu luta (por nossa culpa: defendemos mal as bolas paradas...). O Benfica mesmo com algumas alterações, voltou a demonstrar muita qualidade...

O jogo ficou marcado, pela notícia que chegou perto do final do jogo: o falecimento da mãe de um jogador do Braga, sendo que a partida terminou de imediato.

Na próxima jornada temos derby em Alcochete na última jornada da 1.ª volta. Jogo muito importante...

PS: Enquanto o Benfica suou para vencer este jogo, noutro local, a equipa que reparte o 1.º lugar, em igualdade pontual connosco, venceu em casa, o Tondela, com um penalty inexistente!!! Nada de novo...

Mau início...

Sporting 3 - 0 Benfica
28-26, 25-21, 25-20

Muito mal perdido o 1.º Set, que acabou por ter consequências nos restantes...

Descubra as diferenças!!!

Mais caros do que um estádio

"Ainda a sarar as feridas do pós-Ronaldo, e de uma época que irá terminar sem títulos, o Real Madrid prepara um forte ataque ao mercado. Éder Militão precisou apenas de alguns meses no FC Porto para se tornar o defesa mais caro da história dos merengues (50 milhões de euros) e talvez tenha sido um dos investimentos menos dispendiosos em comparação com outros jogadores que podem chegar ao clube.
Fala-se de Hazard, Pogba, Mané e continua o eterno namoro por Neymar. As entradas de alguns destes, e de outros, irão coincidir com a saída de peças que foram importantes nas três Champions ganhas por Zidane: Bale, Varane, Kroos, Navas e talvez Benzema.
O técnico francês poderá agora fazer a renovação que não lhe foi permitida antes de iniciar a sua terceira época e o investimento promete igualar, ou superar, a verba que será gasta na construção do novo Bernabéu (custo previsto de 575 milhões de euros). É o Real a regressar à sua origem galáctica com Florentino Pérez.
Ainda no período em que Guardiola treinava o Barcelona, costumava dizer-se que os catalães formam Bolas de Ouro enquanto os merengues contratam Bolas de Ouro. São duas filosofias bem distintas (e mesmo o Barça já faz investimentos que contrariam essa ideia, como os 160M pagos por Coutinho ou os 105M pelo inconstante Dembélé).
Lorenzo Sanz, presidente do Real Madrid entre 1995 e 2000, resumiu bem as loucuras praticadas no futebol moderno ao recordar a contratação de Roberto Carlos ao Inter em 1996/97: “Custou três milhões de dólares a pagar em três anos. Quanto custaria hoje? 200 milhões?”"

Pesar e solidariedade

"O Sport Lisboa e Benfica manifesta o seu mais profundo pesar e toda a sua solidariedade ao Sporting Clube de Braga, a toda a estrutura da sua equipa de Juniores e em particular ao seu jovem jogador pelo muito triste falecimento da sua mãe, vítima de acidente quando se deslocava para assistir ao jogo entre as nossas equipas. Momento de luto e dor que partilhamos."

Bomba de Magnusson contra o Feirense



"Mats Magnusson chegou ao Benfica em 1987, pela mão do treinador dinamarquês (de má memória) Ebbe Skovdahl. Eram os tempos dos "altos, louros e toscos" que depois não eram nada toscos e tantas boas recordações nos deixaram: Stromberg, Manniche, Jonas Thern ou Schwarz. Mats passou 5 anos entre nós, sempre a marcar golos, de tal maneira que durante muito tempo foi o nosso melhor marcador estrangeiro, até chegar um senhor chamado Óscar Tacuara Cardozo para pulverizar os seus registos.
Mas a melhor temporada do Sueco foi na época 1989/90, em que fez uns sensacionais 33 golos (só recentemente ultrapassados por Jonas, que marcou 34 na época passada!) e um deles foi ao Feirense, num jogo para a 29ª jornada do Campeonato. Um encontro que já não era muito relevante para o Benfica, que seguia alguns pontos atrás do futuro campeão FCPorto e muito mais preocupado em preparar-se para o grande encontro da temporada: a final com o AC Milan para a Taça dos Campeões Europeus. Aliás, é curioso recordar que este jogo com o Feirense foi o imediatamente a seguir ao mítico jogo com o Marselha na Luz, em que Vata imitou a "Mão de Deus" de Maradona.
Que esta bomba de Magnusson inspire a nossa equipa a conseguir a primeira de 7 vitórias nas finais que faltam!"

Pep Guardiola: O melhor treinador de sempre!

"Hoje trago-vos como tema aquele que para mim é, indiscutivelmente, o melhor treinador da História do Futebol! Fez há uns meses 48 anos e continua a dar-nos lições todos os dias na forma como pensa o jogo, como coloca as suas equipas a jogar, como exerce a sua liderança junto da equipa, como comunica, como segue destruindo preconceitos, mitos urbanos, tidos como verdades absolutas e irrefutáveis pela generalidade dos amantes do jogo. O que Pep Guardiola nos vai um dia deixar como legado – já deixou – será de uma riqueza verdadeiramente incomparável.
Como jogador também foi um dos grandes. Peça basilar do 'Dream Team' do Barcelona erguido por Johan Cruyff, seu grande mentor e influenciador, Guardiola foi um médio-defensivo de eleição, dos melhores de sempre. As suas características assentes em qualidade técnica, inteligência e criatividade, a garantir um início de construção com muito critério e mestria, cortaram com os designados "carregadores de piano", ou trincos, muito mais conhecidos pela capacidade de luta e abnegação do que pela destreza com a bola nos pés. Nesse sentido, Guardiola foi pioneiro logo enquanto jogador, por assim dizer. Pontificou numa equipa recheada de estrelas (Koeman, Bakero, Michael Laudrup, Stoichkov, Romário…) e ganhou tudo com a camisola 'blaugrana', com destaque para a Taça dos Campeões Europeus de 1991-92, em Wembley.
Foi, no entanto, como treinador, que Guardiola atingiu um patamar inalcançável e promete continuar a fazer história e a marcar muita, muitíssima, diferença. Os quatro anos em Barcelona foram do melhor que o mundo já viu. O seu Barça é a página futebolística mais bonita que já se escreveu, a melhor equipa de todos os tempos, o que mais próximo esteve da perfeição, sucedido num tapete verde. E porquê? Deu-se um encontro perfeito entre a ideia de jogo de um treinador e os jogadores que a corporizaram. Guardiola não teria logrado um futebol tão majestoso sem Messi, Xavi, Iniesta, Sergio Busquets, Piqué, Dani Alves… Mas aqueles maravilhosos jogadores nunca teriam jogado tanto sem os ensinamentos e directrizes do técnico catalão. Foi o destino que os uniu para algo singular, talvez irrepetível.
Em quatro anos, Pep ganhou 14 (!) títulos colectivos, dos quais se destacam três Ligas Espanholas e duas Ligas dos Campeões (ambas diante do Manchester United de Sir Alex Ferguson). Verdadeiramente impressionante! Mas será pelos títulos que ele já ganhou um lugar privilegiado na Eternidade? Ganhar títulos, todos ganham. Ganhar muitos títulos, alguns eleitos também conseguem. Revolucionar o Futebol através de ideias inovadoras é coisa de predestinados. E foi isso que Guardiola levou a cabo na Cidade Condal em 2008-09, 2009-10, 2010-11 e 2011-12. Ganhou tudo o que havia para ganhar, mas não de qualquer maneira. Fê-lo consoante a sua cabeça idealizou, e de acordo com o que treinou e preparou a sua equipa. Conceber uma ideia de jogo diferenciada das demais, ensiná-la, implementá-la, treiná-la e triunfar com ela… haverá prazer maior para um treinador?
“Take the Ball, Pass the Ball!” Foi assim que Guardiola foi destruindo preconceitos, um após outro. Deixou de ser verdade absoluta que não se pode jogar com um meio-campo só de criativos e que era preciso também músculo e capacidade física. Deixou de ser verdade absoluta que os centrais ou os avançados têm de ser altos e fortes. Deixou de ser verdade absoluta que não se devia arriscar atrás no início de construção. Deixou de ser verdade absoluta que havia que fazer cruzamentos sempre que se ganhava a linha de fundo. Deixou de ser verdade absoluta que a posse de bola devia ser sempre em progressão. Etc, etc, etc… O estilo diferenciador que Guardiola implementou no Barcelona e no Futebol foi o seu grande triunfo, que lhe garantirá um lugar na memória colectiva futura. Quando se escrever a História do Futebol, o seu Barça estará lá num sítio especial e distinto. Luís Enrique, por exemplo, também ganhou tudo ao comando da equipa catalã. Mas que marca deixou?
No Bayern Munique, em três temporadas, ganhou igualmente tudo a nível interno, além de uma Supertaça Europeia e um Mundial de Clubes, mas ficou o amargo na boca de não ter conseguido a Liga dos Campeões. Afinal, era o objectivo primordial da sua contratação para o lugar do então campeão europeu em título Jupp Heynckes. Não conseguiu vencer em plenitude, mas manteve-se fiel à sua identidade, bastante antagónica àquilo que se praticava na Bundesliga. Recebeu inúmeras críticas, muitas delas de gente com responsabilidade no clube bávaro, somou alguns desaires traumáticos, nomeadamente na Champions contra o Real Madrid, mas tal nunca o fez recuar daquilo que lhe trazia realização e que acreditava ser o caminho mais eficaz para ganhar: jogar o seu jogo, independentemente do adversário, sem nunca se adaptar a ele, pelo menos de modo global e significativo.
Agora, em Inglaterra, ao leme do Manchester City, numa Premier League cheia de especificidades e diferenças para o futebol continental, continua a trilhar o seu caminho de afirmação de um estilo, uma identidade, sem se desviar daquilo que sempre o norteou. Depois de uma primeira temporada em que perdeu o campeonato para o Chelsea de Antonio Conte, e onde enfrentou alguns problemas para se rodear de jogadores com as características adequadas para o seu complexo ideário, na segunda época já conseguiu dar muitos passos em frente e jogar o seu futebol de posse constante, assente muito mais em capacidades intelectuais do que físicas. Dotou a equipa de muita competência na transição ofensiva mais rápida, fruto sobretudo da exploração da velocidade de deslocação e execução de Sterling e Sané, mas continuou agarrado às suas ideias de sempre, jogando com um meio-campo com dois elementos criativos (entre David Silva, De Bruyne e Bernardo Silva) e apostando sobretudo no ataque posicional, em entrar no bloco contrário através de combinações e tabelas de dois/três jogadores, numa construção curta e apoiada, em ligações interiores, em pouco jogo pelo ar, na criatividade e entendimento do jogo dos seus jogadores. No fundo, cortou radicalmente com uma cultura britânica fortemente enraizada, marcou novamente pela diferença, impôs-se pelas ideias e triunfou. Venceu a Premier League com 19 pontos de vantagem para o Manchester United de José Mourinho, somou 100 pontos (recorde absoluto em Inglaterra), foi o melhor ataque da prova (106 golos marcados) e a melhor defesa (27 golos sofridos) e, sobretudo, praticou um futebol esteticamente apelativo, que subjugou os opositores e divertiu os adeptos. Não é, afinal, para desfrutar que todos gostamos de Futebol?
O desígnio de ganhar a Liga dos Campeões no clube inglês continua vivo, e bem vivo. Até agora, Pep ainda não conseguiu dotar os 'citizens' de capacidade suficiente para ombrear com as melhores equipas da Europa, mais habituadas a estas andanças. Na corrente Premier League, segue em primeiro lugar, mas apenas um ponto à frente do fantástico Liverpool de Jurgen Klopp e não é líquido que consiga revalidar o título inglês.
Porém, o seu legado continua a ser reforçado ano após ano, e o seu maior triunfo é resistir à denominada “Era da Estratégia”, em que a maioria das equipas se molda ao adversário e actua em função deste, ao invés de preconizar sempre o mesmo modelo, trabalhado consistentemente. A identidade é muito bonita, mas são raras as equipas que procuram jogar sempre da mesma maneira, seja qual for o adversário. A maioria não tem um traço que as caracterize e as distinga das demais. Limitam-se a adoptar estratégias consoante o oponente que encontram pela frente. Tão depressa podem querer assumir a iniciativa do jogo, como abdicar dela. Tão depressa saem apoiado, como batem longo. Tão depressa jogam em bloco alto, como em bloco baixo. Não têm um comportamento modelado em treino até à exaustão, antes, andam ao sabor dos adversários e dos próprios jogos. As equipas de Guardiola resistem, seguem com a sua identidade bem vincada, sejam quais forem os adversários. E é por isso que, para mim, continua a ser o melhor, de longe. Mesmo que não ganhe sempre, mesmo que perca como todos os outros.
Enquanto escrevo este texto, vou vendo imagens de uma das mais superlativas exibições colectivas de uma equipa. Há oito anos, o Barcelona de Guardiola cilindrava o Real Madrid de Mourinho por 5-0, e podiam ter sido oito, nove, dez, num jogo que constituiu uma das maiores subjugações/humilhações de uma equipa sobre outra teoricamente similar. Uma verdadeira sinfonia, um desempenho sublime e harmonioso, de quase perfeição, de domínio avassalador, de demonstração de poderio do futebol de iniciativa sobre o futebol de estratégia, do futebol ofensivo e pró-activo sobre o jogo defensivo e meramente reactivo. Um regalo para os olhos dos amantes do espectáculo, de quem encara o Futebol como arte, e não apenas como ópio das massas.
Enorme Pep Guardiola!"

Viver o desporto, abraçar o futuro

"O programa de apoio do Comité Olímpico de Portugal a refugiados precisa de se transformar num esforço permanente e genuíno.

O Comité Olímpico de Portugal (COP) mantém desde 2016 um programa de apoio a refugiados. O objectivo tem sido o de mobilizar a comunidade desportiva no apoio a pessoas que fogem de países devastados pela guerra, aproveitando as potencialidades de um fenómeno global, como é o desporto, na provisão de recursos essenciais e que ajudem aqueles que procuram Portugal a refazer as suas vidas.
O desporto é reconhecido como uma via de promoção do desenvolvimento e à inclusão social, porém, a sua acção, neste domínio, está muito longe de se esgotar na gestão mediática dos seus intervenientes e dos eventos pontuais que se realizam com propósitos solidários.
Muitos dos exemplos mais mediatizados alertam-nos para a necessidade de auxílio em cenários de crise, mas não devem desviar o foco político das reais prioridades no que concerne ao papel do desporto no apoio social a situações de crise e de carência.
O programa de apoio que tem sido desenvolvido atingiu perto de um milhar de refugiados e deslocados em busca de asilo, através do apetrechamento dos centros de apoio a refugiados em material desportivo de diversas modalidades, do acompanhamento na integração no tecido associativo daqueles com capacidades desportivas para a vertente competitiva e nas comunidades locais dispersas pelo território nacional.
Nestes locais, uma bola, uma bicicleta, uns sapatos desportivos, o contacto humano que o desporto proporciona são experiências de um valor social inestimável. A alegria vivenciada contrasta com a amargura da chegada a um novo e estranho destino, rompendo com as barreiras linguísticas, étnicas e culturais na comunhão universal em torno de uma bola ou de uma outra actividade desportiva.
Estas experiências desportivas são, de há muito, o que de pouco positivo tiveram nos tempos mais chegados, e um elemento de coesão entre si e a comunidade de acolhimento, conferindo expressão efectiva à unidade na diversidade.
Num outro plano tem sido prestado apoio directo a dois refugiados com passado desportivo de mérito e que nas modalidades de atletismo e de boxe procuram garantir a participação desportiva nos próximos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Este programa de apoio a refugiados tem tido o contributo financeiro da Comissão Europeia, da Solidariedade Olímpica e do próprio Comité Olímpico de Portugal.
Feliz ou infelizmente, estes apoios têm sido possíveis sem qualquer acompanhamento, político ou financeiro, das autoridades nacionais, de mecenas ou do tecido empresarial.
O desafio que se depara pela frente é bem mais difícil do que um simples impulso reactivo e uma resposta, por certo importante, a uma situação de emergência devida a um acontecimento extraordinário que salta para a ordem do dia. Mas que, no essencial, se dissipa na voragem da torrente informativa.
Este trabalho precisa de se transformar num esforço permanente e genuíno. De efectivamente transitar de um expediente assistencialista para uma visão solidária contínua, que exista com consistência e qualidade e que, sobretudo, exista independentemente do número de câmaras de televisão presentes.
Para tal, o reforço da cooperação com as autoridades desportivas, as organizações empresariais, as diversas redes e plataformas não-governamentais são o caminho a seguir em projectos locais e em acções humanitárias.
Lembrá-lo no dia em que se assinala o Dia Internacional do Desporto para o Desenvolvimento e a Paz é afirmar que o valor social do desporto não é uma simples retórica discursiva, que se esgota numa oportunidade ou que se usa numa circunstância, mas um bem que importa valorizar e proteger."

Benfiquismo (MCXLII)

Pelotão...

Uma Semana do Melhor... com o Dantas

Jogo Limpo... Desmontando o Crime Organizado...

Coluna Vermelha v39

Atitude predadora precisa-se

"Precisamos de atitude, agressividade e qualidade de vários jogos. Só com isso multiplicando vezes sete chegaremos ao 37

Este é o ano mais vergonhoso para a arbitragem da última década. Nunca tantos erros no mesmo sentido orientado foram tão evidentes.
Já vamos ao que se passou na última jornada do campeonato, mas importa referir que sem erros de arbitragem o Benfica liderava com 8/10 pontos de avanço e era praticamente campeão. Assim teremos que ver o que mais irão fazer para tirar o título a quem o merece. Todas as ligas da verdade e similares, mesmo as feitas porque tem alergia ao Benfica o referem.
Vamos ao Benfica - Tondela. Muito bons os primeiros 30 minutos encarnados, onde só uma arbitragem VARada conseguiu manter o resultado empatado. Na segunda parte a saída de Samaris partiu o jogo e desequilibrou o Benfica. O Tondela melhorou e poderia ter marcado num jogo que esteve balançado até ao último suspiro. Foi daqueles jogos em que devo agradecer os três pontos e o facto de não ter falecido.
Na meia-final da Taça, o Benfica deve queixar-se de si próprio. Embora prejudicado pelas duas arbitragens (primeira e segunda mão) o Benfica era muito superior e tinha que o demonstrar em campo. Não nos podemos queixar da sorte, quanto tivemos o adversário mais limitado dos que estavam em prova.
Há todo o mérito do Sporting, que quis muito e conseguiu vencer o Benfica, e é importante saber perder e dar mérito ao rival que vence sem as mesmas armas. O Benfica não podia gerir uma vantagem tão escassa, tinha que mostrar a sua superioridade em campo desde início.
A equipa inicial não merecia reparos e mostrava querer vencer. Custa perder um título que estava tão perto com a sensação que não se fez tudo. Perdemos a meia-final, Gabriel e Rafa.
Bruno Lage leu bem o jogo na conferência de imprensa, esperamos novamente atitude predadora na Vila da Feira porque não há nenhuma margem para o erro. Aquela atitude, agressividade e qualidade de vários jogos, por exemplo Moreira de Cónegos, vezes sete dar-nos-á o 37. Outra gestão, dar-nos-á uma congestão.
O Feirense de domingo, sem nada a perder ou ganhar, é uma equipa perigosa e bem orientada como mostrou nos últimos dois jogos.
Na próxima quinta-feira o Benfica tem uma noite europeia para decidir o que fazer numa prova onde os três favoritos são Chelsea, Nápoles e Eintracht, mas quem chega a esta fase da prova está obrigado a pôr as fichas todas em Baku."

Sílvio Cervan, in A Bola

Agradável...

Benfica B 3 - 1 Farense


Bom jogo ofensivamente, defensivamente mais ou menos... Num jogo que ficou marcado, pelo regresso à titularidade do David Tavares, que parece estar a regressar ao normal...; e com a 'descida' do Jota à equipa B, dando-lhe os minutos que não tem tido... fazendo imediatamente a diferença!
O Diogo Mendes e Simon Ramirez também estavam de fora à bastante tempo...

Calabote II

"Por vezes é útil colocarmos-nos no lugar dos outros. Imagine-mos um cidadão português normal que por acaso é portista. À partida será honesto,mesmo que, por vezes, recorra à chico-espertice, desde que entendida em abstracto, sem dar um rosto às vítimas. Gosta, como qualquer um, de ter alegrias, e compreendi-se que relativize um ou outro comportamento desviante que coloque em causa a plenitude da sua felicidade. José Maria Pedroto, no final dos anos 70, inventou o 'caso Calabote', bem melhor, admitamos, que comprimidos para portistas dormirem descansados.
Desde então, a menção a quinhentinhos, à agência Cosmos, à fruta, ao café com leite e outros encontrou sempre na farsa Calabote o necessário respaldo para os portistas que, de boa-fé, celebram o sucesso do seu clube, o seu próprio sucesso. Nesta temporada, em que rara e a jornada em que o FC Porto não é beneficiado, as consequências de alguma cosia são evidentes. Só ainda não sabemos exactamente que coisa é essa. E a inventona Calabote já é tão velha, que de pouco serve. Mas a metodologia Calabote mantêm-se actual. A deturpação do conteúdo de e-mails roubados ao Benfica revigorou-a. Para eles é indiferente se o Benfica condicionou, ou não, o sector da arbitragem. O importante é passar a mensagem de que o actual estado da arbitragem deve ser analisado à luz de um qualquer papão. Daqui a uns anos, tenho a certeza, ainda descobrirão que Calabote enviou uns e-mails em 1959. A lógica, para o tal portista médio que pretende dormir descansado, é simples: 'O Pinto da Costa é um trafulha, mas são todos'. E, de premeio, ainda se condiciona árbitros menos próximos à causa. Triste futebol português..."


João Tomaz, in O Benfica

Não entendo

"Estamos a entrar na fase decisiva dos campeonatos de todas as modalidades. À semelhança de outros anos, aquilo que vos peço é que apoiem o Sport Lisboa e Benfica. Que durante as próximas semanas tenham a elevação moral de não confundir ódios de estimação com o vosso amor ao Clube. Que durante as próximas semanas tenham a elevação moral de não confundir ódios de estimação com o vosso amor ao Clube. Que saibam ser adultos e adultas suficientes para estar ao lado Glorioso conra os marginais, delinquentes, complexados e corruptos que tudo vão fazer - e já o fazem - para nos derrubar.
Como adepto benfiquista custa-me muito ver membros de antigas direcções do Clube a lavar roupa suja na comunicação social, a lançar gasolina para a fogueira. É nesses momentos que me questiono: o que é mais importante, festejar nos nossos pavilhões e no Marquês, ou massajar o ego alimentado vãs esperanças de ser presidente do SLB?
Não entendo.
A época de 2018/19 no futebol masculino vai ficar marcada pelos sucessivos favores feitos pelos árbitros ao FC Porto. Assim, sem duas leituras.
Aquilo a que assistimos na semana passada não pode nunca mais repetir-se. Mas vai repetir-se. Querem apostar?
Vão continuar a existir lances imagens televisivas, vão continuar a ser perdoadas expulsões aos centrais dos azuis e brancos, vão continuar a validar golos ilegais à equipa que tem no seu ADN a condenação por corrupção. O SL Benfica vai precisar de marcar três ou quatro golos em cada jogo para poder ganhar por um a zero, mas temos de estar preparados para isso. Temos de ser pacientes, não lhes dar confiança, nem lhes dirigir palavra. Temos de fazer a nossa parte do trabalho, porque não vamos ter ninguém a cometer penalidades para nos resolver a vida."

Ricardo Santos, in O Benfica

Não estou para ninguém, só para o Benfica

"Nesta semana tinha imenso para escrever, vários assuntos a analisar, no entanto decidi focar-me no tema mais importante de todos: o apoio ao Benfica. A onda vermelha não pode abrandar. Os benfiquistas têm de continuar a encher os estádios de norte a sul, aplaudir, cantar, incentivar e perceber que nenhum dos sete jogos será fácil. A equipa precisa da nossa força, e a motivação não podia ser maior: para além de estarmos todos em pulgas para ver novamente o Cervi a cair de bêbado no autocarro, agora sabemos que, se o Benfica for campeão, também poderemos descobrir quantas cervejas é capaz de beber o Taarbat do Estádio da Luz até ao Marquês de Pombal. Todavia, por enquanto, este divertido cenário não passa de uma ilusão.
Mesmo que o grande objectivo pareça próxima, ainda está bem distante. Até ao final do campeonato vão aparecer granadas de todo o lado. O FCP vai continuar a insistir naquela brilhante ideia de que o 'Benfica quer ganhar o campeonato a partir de fora do campo'. É um ponto de vista genial, sem sombra de dúvidas. É natural que o Benfica tenha essa necessidade, uma vez que no relvado, olhos nos olhos, obteve apenas escassos seis pontos nos confrontos directos com os portistas.
Para além disso, a juventude vai ser toda vendida de assentada. O João Félix, o Rúben Dias, o Gedson, o Jota, o Florentino e o Ferro vão continuar a ser vendidos todos os dias pelos jornais. Até a família dos jogadores será alvo de cobiça dos tubarões europeus, pois com certeza haverá lares em Paris, Madrid e Manchester desejosos de receber os avós dos nossos craques. Um dia, hão de chegar aos avós dos adeptos.
Aviso desde já que os meus não são negociáveis."

Pedro Soares, in O Benfica

Jogo viciado

"Após a jornada do passado fim-de-semana, a minha confiança na reconquista do título diminuiu consideravelmente. Não pela vitória do FC Porto em Braga, nem pelas dificuldades sentidas pelo Benfica em derrotar o Tondela na Luz. O que me preocupa mais, e creio que preocupará a generalidade da família benfiquista, é a forma como as arbitragens estão a condicionar o campeonato, empurrando um dos candidatos para cima, e puxando o outro para baixo. Na verdade, tal já vinha a acontecer desde o início. Seria fastidioso mencionar aqui todos os erros de apito que ao longo da época beneficiaram a equipa portista, pelo que deixo essa tarefa à BTV, ou a quem tenha a faculdade de exibir as respectivas imagens. Mas não posso deixar de sublinhar que, à medida que a prova avança, e ao invés de assistirmos a um normal equilibrar de erros a favor e contra todas as equipas, vemos um acentuar da tendência de protecção ao FC Porto, elevando-a a níveis próprios dos negros anos noventa, quando o Apito Dourado estava no seu auge e não havia VAR.
O folclore dos e-mails foi lançado precisamente com este objectivo. E os árbitros, demonstrando uma confrangedora falta de coragem, estão a deixar-se ir no engodo habilmente construído pela comunicação portista. Parecem sentir uma estranha necessidade de mostrar que ajudam o FC Porto, e muito medo de que alguém se zangue. O resultado é um autêntico festival de manipulação e descaramento, que parece não ter fim.
O campeonato, tal como tem decorrido, é uma farsa. Uma mentira que vos vendem semana a semana. Mas se pensam que vamos comer e calar, estão enganados."

Luís Fialho, in O Benfica