Últimas indefectivações

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Três temas que são afinal quatro

"O Benfica continua a melhorar na Liga, subindo de rendimento e mantendo-se como forte candidato ao título – afinal, o Sporting tem apenas mais um ponto. E isso acontece porque, para consumo interno, as saídas não compensadas de jogadores nucleares são disfarçadas pelos múltiplos recursos que sobraram e pela ‘engenharia futebolística’ de Rui Vitória, que tudo aceita com generosidade e tudo resolve com voluntarismo. Mas a Champions é outra coisa e aí o desinvestimento não pode ser maquilhado: quatro jogos, quatro derrotas, um só golo marcado e até a Liga Europa está em risco. A moral da história é velha: não há milagres.
Recordo-me bem do que se escreveu e disse sobre Felipe, após as suas primeiras semanas no FC Porto. Da capacidade técnica modesta ao ataque à bola a destempo, passando pelo mau posicionamento em campo, sobraram críticas. Mas o tempo confirmou a qualidade do central brasileiro, este ano até com valor acrescentado: os árbitros ficam sem sopro nos apitos quando ele faz faltas na grande área. No sábado, no Dragão, cometeu duas para penálti, que o juiz não assinalou e que se tentou mesmo garantir que não tivessem existido. Mas honra para Jorge Faustino, que no Record de ontem não se encolheu e foi bem claro. E a verdade é que, a ter sido cumprida a lei, o Belenenses desfrutaria, cedo no desafio, de duas oportunidades para alterar o marcador a seu favor. E uma certeza: como das faltas resultariam dois cartões amarelos, o excelente Felipe teria sido expulso aos 24 minutos e eventualmente a sorte da partida seria outra. Ou não, concedo, que o FC Porto está a jogar horrores.
Parece incrível como ainda há pouco tempo Real Madrid e Barcelona dominavam o futebol europeu e como rapidamente perderam esse estatuto. Com o Manchester United a tardar em alcançar o nível que sempre se espera das equipas de José Mourinho, os grandes monstros da actualidade são o Manchester City, de Pep Guardiola, e o PSG, de Unai Emery, que somam goleadas umas atrás das outras. No caso dos ingleses, só algo de outro mundo os impedirá de ser campeões. Já no que respeita aos parisienses, existe o perigo do excesso de vedetas e de alguma falta de neurónios. Mas a fase final da Champions promete, talvez com a Juventus a fechar o sexteto galático.
No último parágrafo, o quarto tema de hoje: Lito Vidigal. Em boa hora regressado ao futebol português, o treinador apanhou logo pela frente Benfica e V. Guimarães, e perdeu. Sabiam os seus admiradores, e entre eles me incluo, que era uma questão de dias para que recuperasse fora o que perdera em casa. E assim aconteceu, o Aves foi ganhar a Setúbal e pode finalmente respirar. Lito é um exemplo daqueles treinadores que deixam marca por onde passam, sendo que por vezes são incompreendidos por gente burra, que percebe tanto de futebol como de viagens ao espaço."

A 'ciência' do futebol

"O futebol, como qualquer outra modalidade desportiva é, para mim, uma das formas da motricidade humana - como é lógico! Embora a pretensa cientificidade de muitos comentadores do futebol seja proporcional à sua desumanidade, quero eu dizer: quanto mais falam de futebol menos humano se revela o seu discurso. É verdade que, desde os inícios do pensamento moderno, mormente com Galileu e Descartes, o “homem” e a “ciência” sempre se constituíram como duas realidades estranhas uma à outra: a inteligência, a personalidade, os sentimentos humanos não podiam pesar-se, medir-se, quantificar-se – não eram, com toda a certeza, científicos. Demais, a ciência moderna nasce e desenvolve-se mecanicista. O universo é uma imensa máquina, composta por um enorme conjunto de máquinas cujas leis importa conhecê-las. E, por isso, Deus é o divino engenheiro, omnipotente criador de um universo que pode ser estudado, matematicamente. Não é de estranhar assim que os filósofos e os cientistas de mais ampla inteligência teorizadora tenham comparado o Mundo a um relógio.
O homem-máquina de La Mettrie (1709-1751), filósofo materialista e médico que pretende ensinar que, no mundo todo, só matéria se encontra e é dessa matéria que o ser humano (e tudo) nasce e de que o ser humano é feito – La Mettrie, minucioso e irónico, não abandona o mecanicismo, apontando as leis mecânicas que regem, segundo ele, as funções do corpo de um ser vivo. Um ponto a realçar: a partir desta altura, o sábio deixa de ser o clérigo aristotélico-tomista e passa a ser um leigo, uma pessoa que sabe que não tem a verdade, mas que imparavelmente a procura, pela razão e pela reflexão e pelo método experimental. No meu modesto entender, a história das ciências, que vai de Copérnico (1473-1543) a Newton (1643-1727) é de um progresso admirável e prepara o Iluminismo e informa, claramente, a Revolução Francesa…
Não surpreende portanto que Ciência, Razão e Progresso caminhassem de mãos dadas e que, quando pela primeira vez, no século XVIII, a expressão Educação Física (que integrava a Ginástica, os Jogos e os Desportos) tenha surgido, no vocabulário científico, os exercícios ginásticos se destinassem ao homem-máquina, a um corpo-instrumento que a Razão esclarecia. Vale a pena reler a Proposta de Lei, de 25 de Fevereiro de 1939, apresentada à Assembleia Nacional para a criação do INEF (Instituto Nacional de Educação Física) português, onde assim se define a Educação Física: “é uma acção intencional que o homem, devidamente dirigido, exerce sobre si mesmo, pela prática racional, sistemática dos exercícios físicos - ginástica, jogos, desportos – metódica e conscientemente executados, como complemento essencial dos restantes meios educativos e higiénicos e tendo como objectivos imediatos a saúde, beleza, força, resistência, disciplina, prontidão, espírito de solidariedade, optimismo, confiança em si, domínio de si próprio, coragem, prudência, caráter, personalidade, tornando o corpo o digno instrumento de uma vontade esclarecida”.
Como se vê, uma antropagogia, ou teoria da formação do ser humano, assente no corpo-instrumento e apontando para uma antropologia declaradamente dualista. Enfim, a dicotomia corpo-mente, sentimentos-consciência, natureza-cultura emergia da educação física até meados do século XX. Muita gente que pontifica, no desporto nacional e internacional, ainda não ultrapassou, nem o mecanicismo cartesiano, nem o solo epistemológico do positivismo. Ousaria mesmo escrever que, no futebol, há muita gente que pensa que sabe explicar o futebol, sem nunca o ter compreendido. Compreendido? Sim, porque ao nível do humano nada escapa à ordem dos valores e das significações, mesmo como exigência do rigor metodológico.
O que eu aconselharia aos “agentes do futebol”?... Digo isto, após uma severa autocrítica (porque, à boa maneira socrática: só sei que nada sei): um corte epistemológico, em relação à pré-ciência de um senso comum que analisa o futebol, sem descontinuidade, nos problemas e na linguagem. O curso de um conhecimento verdadeiramente científico não é linear, o seu grande objectivo é respeitar o Passado, mas construir o Futuro, o que implica pôr de lado e rejeitar muito do que a tradição nos oferece. “A exigência de objectividade, no sentido de objectivação, leva-nos necessariamente a descartar o carácter meramente acumulativo e continuista do saber, bem como a fazer da ideia de progresso descontínuo a espinha dorsal de toda a cientificidade. Se é assim, também esse progresso precisa ser pensado em termos de ruptura” (Hilton Japiassu, Nascimento e Morte das Ciências Humanas, Francisco Alves editora, p. 145). Ruptura, em primeiro lugar com uma organização apressada e desleixada dos clubes. Há dirigentes desportivos de exemplar amor pelos seus clubes, mas sem especialização bastante para, actualmente, organizarem um clube com alta competição, ou alto rendimento. Já é clássica a definição de Peter F. Drucker: “Uma organização é um grupo humano composto por especialistas que trabalham numa tarefa comum (…). Uma organização é sempre especializada. Define-se pelas suas tarefas (…). Uma organização só é eficaz, se se concentrar numa tarefa. Uma orquestra sinfónica não tenta curar doentes, toca música. Um hospital cuida dos doentes, mas não procura tocar Beethoven (…). A sociedade, a comunidade e a família são; as organizações fazem (Sociedade Pós-Capitalista, Actual Editora, Lisboa, 2003, pp. 61/62). E, para as organizações fazerem, é imprescindível o contributo de direcções competentes.
Donde, logicamente se conclui que organizar é tornar produtivos os conhecimentos. Mas, no âmbito das ciências humanas, um especialista é tanto mais eficaz quanto mais tiver em conta a complexidade humana, presente em todos os elementos que a constituem. Num treino de dominância física, o jogador de futebol (o atleta) é um ser de sentimentos. E se ele se encontra incompatibilizado com o treinador?... E, se nesse dia o pai está gravemente doente?... E se um dos filhos ficou em casa, com febre alta?... É evidente que, assim, o treino se transforma num espaço de insanável aborrecimento e, nalguns casos, de aversão.
Não passo sem sublinhar as palavras de António Damásio à revista do Expresso, de 2017/10/28: “Os humanos não têm apenas a inteligência, têm por exemplo a linguagem. E temos uma socialidade muito mais complexa do que a de outras criaturas. E os impulsos criativos. E, analisando estas respostas, vemos a ideia. A ideia forte é a de que tudo o que há de bom e de bem, tudo o que ajudou instrumentalmente a criar culturas nunca teria acontecido se não tivéssemos sentimentos. Sentimentos, ora de dor e sofrimento, ora de plenitude e prazer”. E diz mais adiante, numa entrevista superiormente conduzida por uma jornalista com dotes notórios para o jornalismo (o que nem sempre sucede) e pessoa culta, que se topa no seu infatigável interrogar: “O sentimento é a representação do imperativo homeostático”. O que é peculiar no jogador, por ser homem, é secundário e acaba por reduzir-se às necessidades primárias da táctica, nos “estudos” de alguns pseudo-especialistas. Não, eu não digo que a táctica não é importante, o que eu digo é que não é essencial. Só podemos esperar respostas humanas dos jogadores, se os respeitarmos (e estudarmos) como homens. Só assim podemos fazer ciência… nas ciências humanas! Mas eu vou continuar com este tema."

Alvorada... do Júlio

Carreira de treinador: gerir o factor urgência

"A carreira de treinador não está imune às alterações que a sociedade incute e empurra os vários mercados a tornarem acções esporádicas em hábitos. A presente Liga portuguesa vai na 11.ª jornada e, a este ritmo, o número de despedimentos ou alterações das equipas técnicas vai ficar ou muito próximo da época anterior ou mesmo superar os números da época 2016/17.
O sentido de urgência é algo que os treinadores e empresas vão colocando na agenda de um treino ou de uma formação, com o objectivo que os atletas, gestores, todos nós, tenhamos a ideia do que é gerir o tempo, as várias fases de um projecto, de um jogo, o que é prioritário e como se deve gerir as emoções e as razões em momentos onde há menos ou mais tempo para pensar e decidir. Mas as últimas épocas desportivas, neste caso específico, têm alterado e adulterado tudo o que é racional ou aceitável na gestão de um planeamento ou objectivos de uma época desportiva e consequentemente, dos objectivos individuais, colectivos, desportivos ou de gestão.
Os dois eixos, que se cruzavam e estavam sempre dependentes um do outro, sendo que um representava o projecto desportivo e o outro o projecto de gestão, deram lugar a um eixo que está quase ou totalmente dependente dos resultados desportivos. Em que não interessa muito o investimento humano e estratégico para dar resultados daqui a uns meses ou épocas desportivas. Basta perceber o número de treinadores que completam duas épocas inteiras no actual futebol português para perceber que esta análise não é alarmista. É real.
E este fenómeno é tão ou mais evidente quanto mais se vai baixando na classificação. E por muito que isto nos pareça lógico, o passo seguinte é perceber que a substituição pura e dura de treinadores não resolve os problemas de fundo, que geralmente estão nas condições e na qualidade de planeamento com que se inicia uma pré-época. E isto traz ao treinador a necessidade de dominar uma competência para a qual o treinador não recebe ensinamentos durante a sua formação: estar preparado para mudar aquilo que são os seus pressupostos e bases de uma carreira de treinador, estar preparado para abdicar momentaneamente (ou regularmente?) daquilo que para si é prioritário em termos de conceitos de treinar para estar sempre a pensar no presente, que na verdade, passa a ser vencer semanalmente com a ameaça de que, aos primeiros resultados menos positivos, a decisão de terminar a relação laboral se faça sentir.
O problema, não sendo novo, é cada mais evidente. E já o tinha escrito aqui, qualquer pausa actualmente no calendário desportivo, como vai ser esta das selecções, é uma ameaça para os campeonatos profissionais."

Benfiquismo (DCXLIX)

Magriços...

Cadomblé do Vata

"1. Esta é a minha 3.ª tentativa de escrever uma crónica sobre o Vitória - SLB... nas outras duas, o Svilar saiu da baliza e cortou-me o texto.
2. Confesso-me muito desiludido com a exibição do nosso guarda redes... no lance do 1-0 teve que ser o Jonas a desviar para golo, porque o servo-belga ainda não tinha chegado à grande área adversária.
3. Estratégia altamente equilibrada de Rui Vitória... por um lado optou pelo 4-3-3 para mostrar aos jogadores que este era um jogo difícil; pelo outro meteu o Jonas dizendo-lhes que não era complicado o suficiente para podermos abdicar do melhor jogador.
4. Jonas confirmou que não sabe jogar sozinho na frente... só um golo e uma assistência faz-nos ter saudades do Sokota.
5. E aquele pontapé que o Samaris deu no Vitória aos 75 minutos... parecia o Binya se o camaronês fosse jogador de futebol."

Pizzi é o primeiro jogador transgénero do futebol português (...) tem uma explicação para isto

"Svilar
Felizmente para os benfiquistas, Rui Vitória tem andado a ler The Gardener and the Carpenter, livro da psicóloga Alison Gopnik. A máxima do livro é simples: um pai deve ser um jardineiro e não um carpinteiro. Ora bem, o carpinteiro vê um guarda-redes talentoso e pensa que tem o poder de o transformar como se este fosse um bloco de madeira. Nada mais errado. É um facto que existem alguns troncos neste plantel, mas Svilar não é um deles. Já o jardineiro vê o seu papel de modo mais humilde, limitando-se a criar as condições ideais para que o guarda-redes cresça no seu habitat natural, de acordo com leis superiores a todos nós. Até pode ser que corra mal, mas há que louvar. 

André Almeida
Exibição muito equilibrada com alguns momentos acima da média. Níveis de concentração elevados nas tarefas defensivas. Em suma, André Almeida soube explorar muito bem o facto de não ser o Douglas.

Luisão
Aguentou 69 minutos sem um lance digno da expressão “este gajo tá demasiado velho para isto”. É uma melhoria significativa face à sua última presença no onze titular. Quando as coisas correm mal, é um idoso acabado que já devia ter terminado a carreira. Quando correm bem, é uma voz experiente que importa ter no relvado e bate recordes a cada jogo que passa. Não sei quanto a vocês, mas nós já nos habituámos.

Rúben Dias
Não gosto de pessoas que utilizam demasiadas vezes a expressão Top, mas acho que há momentos na vida em que a emoção leva a melhor e, subitamente, imunes a qualquer espécie de embaraço, damos por nós a dizer alto e bom som: Top Top Top, sem vírgulas nem letras minúsculas, mem’assim, tájaver? É uma espécie de entrada a pés juntos em antecipação aos formalismo da língua portuguesa. É um pragmatismo sem o qual muitos de nós já não conseguem viver. Ao invés de vos dizer que me faltam as palavras para qualificar Rúben Dias, direi antes que me resta apenas uma, a triplicar: Top. Top. Top.

Eliseu
repararam que há sempre um problema qualquer com os adeptos em Guimarães? Hoje calhou a Eliseu ser insultado por adeptos vimaranenses. Coincidência das coincidências, há uns tempos foi Nélson Semedo É triste, porque se alguém devia ter criticado Eliseu hoje são os benfiquistas. Sim, tenho saudades de Grimaldo, mas não por este ser caucasiano. Há muitos adeptos de futebol que, tal como eu, têm vontade de aplaudir um clube - que não os três grandes - capaz de encher o seu estádio em quase todos os jogos. Por outro lado, talvez devessem pensar em deixar meia dúzia de cadeiras vazias.

Fejsa
As exibições de Fejsa querem-se entediantes como a de hoje. O sérvio não é especialmente bom a atacar e também não tem que ser vistoso a defender. Fundamentalmente, Fejsa deve estar em campo, percorrendo aquela zona do terreno que une os blocos. Não, estou a falar dos blocos conhecidos como vitória e empate. Se querem táctica leiam o Lateral Esquerdo. Ora bem, Fejsa deve ocupar essa zona do terreno e permanecer aí o máximo de tempo possível. Quando tal não acontece, o Benfica sofre mais golos e perde mais jogos. Rui Vitória fez bem em demonstrar isso mesmo ao substituir um dos melhores em campo.

Krovinovic
Anda o Pizzi nas suas crises existenciais e eis que surge Krovinovic, um craque que acaricia a bola sem complicar, que levanta a cabeça não para pensar no próximo jogo, mas para descobrir linhas de passe, que trabalha durante a semana e demonstra o que aprendeu. É bom demais para ser verdade. Deve estar quase a ser preso por assédio sexual.

Salvio
Um péssimo dia para quem gosta de criticar o Salvio. Regressou aos golos, designadamente de belo efeito, e às boas exibições numa das pouquíssimas vitórias esta época a fazer lembrar aquele Benfica capaz de discutir títulos. Como se isto não bastasse, foi o seu quinquagésimo golo em jogos oficiais ao serviço do Benfica. Podíamos falar dos dez lances individuais em que o argentino se perdeu, mas a verdade é que costumam ser cinquenta.

Diogo Gonçalves
Todos sabemos que não é superior a Cervi, Rafa ou Zivkovic. Por outro lado, a culpa de termos uma dúzia de extremos não é dele. Já agora, de quem é? E porque é que não adaptamos estes extremos a laterais? O Chalana descobriu o Miguel, não foi? Esta época Rui Vitória ainda só conseguiu descobrir Douglas e Pedro Pereira. Agora pensem. Continuando, Diogo Gonçalves continua a apresentar elevados níveis de entrega que dificultam a elaboração de uma crítica menos construtiva aos vários lances em que decide mal, sob pena de sermos injustos com o miúdo. Aguardemos serenamente pelo primeiro sinal de displicência.

Pizzi
O primeiro jogador transgénero do futebol português. Depois de uma época do género craque que manda nisto tudo, Pizzi meteu os papéis todos e, sem qualquer justificação lógica, decidiu assumir-se no género centrocampista com problemas existenciais. Atenção. Nada nos move contra a fluidez sexual, mas devemos impor limites à orientação técnico-táctica. Quanto aos progressistas que acham que isto é só uma fase má do Pizzi, podem meter a viola no saco.

Jonas
Qual Jonas, qual quê. Chamem-lhe Moisés, meus amigos. Abriu as águas do Mar Vermelho aos 22 minutos. A partir de hoje, somos todos judeus a caminho do Marquês de Pombal. O backoffice da Tribuna Expresso não aceita hashtags, mas aqui fica: #rumoao37

Samaris
Digam lá a sério. Quem era aquele tipo?

Cervi
Pareceu-nos ligeiramente mais alto.

Jiménez
Parece-nos ligeiramente mais dispensável."

domingo, 5 de novembro de 2017

Vermelhão: Conquistadores...!!!

Guimarães 1 - 3 Benfica


E parece mesmo que Rui Vitória se dá bem em Guimarães!!! Já o ano passado, as nossas melhores exibições tinham sido na cidade berço... Hoje, não foi uma exibição 'espantosa', mas foi uma das mais consistentes da época...!!!
Não me recordo da última vez que o Benfica jogou em 433 no Campeonato! Mas terá sido à bastante tempo...!!! Mantenho a convicção que o Plano A do Benfica tem que ser o 442, mas sempre defendi (ainda com o Judas...) que devíamos ter um Plano B, efectivo, que permitisse a equipa 'mudar' para 433 quando assim fosse necessário...!!!
Neste momento, com o momento de forma de vários jogadores, com a 'falta de pernas' de outros jogadores, jogar em 442 é muito 'arriscado', pois 'abre' um enorme buraco no centro do meio-campo, e deixa a nossa defesa em sérios problemas... e talvez, o 433 seja preferível em mais jogos do que seria espectável inicialmente... Mas por exemplo, nos próximos encontros com o outro Vitória (Setúbal) - vamos jogar 3 vezes com os Setubalenses: Taça de Portugal, Campeonato, Taça da Liga -, se o Couceiro de manter como treinador, não tenho dúvidas que o 442 será o ideal. Pois será necessário 'gente' na área...
Foi importante marcar cedo, pois o adversário vinha claramente para aguentar o 0-0, e tentar o contra-ataque... o golo mudou a dinâmica da partida, e obrigou o Guimarães a 'subir', principalmente no início da 2.ª parte... E foi contra um Guimarães de 'linhas subidas' que o Benfica marcou mais dois!!!

O Svilar vai ser criticado pelo Amarelo e pelo golo. No lance do Amarelo merece ser criticado, não tinha que sair da área naquela bola...; no lance do golo, não merece qualquer critica: só quem alguma vez 'tentou' ser guarda-redes percebe a dificuldade de defender uma bola, num remate próximo, que passa por entre as pernas do defesa... sendo que quando mais perto o defesa, estiver do rematador, mais difícil é 'ler' a trajectória da bola!!! Normalmente, neste tipo de remates, só os que vão à figura é que os guarda-redes defendem... Pois as pernas do defesa naquela situação, só servem para 'atrasar' a reacção ao remate... e basta ver a repetição, para perceber que o Svilar reagiu muito tarde, depois de a bola passar por ele! Só os 'grandes' guarda-redes, já com muito treino e muita experiência, conseguem reagir 'instintivamente' a este tipo de situações... Um guarda-redes, na maior parte das vezes, reage ao remate, antes da bola ser rematada, pela posição do corpo do rematador, a posição do pé, tudo isso serve para avaliar e 'adivinhar', quando se tem um obstáculo à frente, mesmo quando não existe desvio, o 'instinto' é atrasar a reacção... e neste caso, foi fatal!!!
Uma nota sobre o Soares Dias: no último derby em Alvalade, não viu 3 penalty's descarados em menos de cinco minutos a favor do Benfica; hoje 'descobriu' um contra o Benfica sem grandes problemas...!!! Isto depois de ter passado o jogo, a ignorar faltas a favor do Benfica perto da área do Guimarães...!!! Mais do mesmo, portanto...
Muito importante, esta vitória antes de mais uma paragem de 3 semanas do Campeonato!!! O próximo segmento do Campeonato (até ao Natal) vai incluir as decisões Europeias, e os jogos com os Corruptos e os Lagartos... numa altura onde as lesões parece que 'desapareceram' é importante voltar a conquistar a confiança... e reforçar o Modelo de jogo que vai ser usado muito provavelmente nos tais jogos decisivos!!!

Liderança reforçada...

Benfica 3 - 1 Sp. Espinho
25-23, 23-25, 29-27, 32-30

Gaspar(24), Honoré(15), Lopes(13), Filip(10), Gradinarov(7), Zelão(3), Dusan(2), Vinhedo(2), Violas, Mrdak; Casas

Jogo muito equilibrado, com muita emoção, todos os Set's muito disputados... com o Benfica no final, a ser mais forte! No 3.º e 4.º Set estivemos a perder por 22-24...!!!
O Gradinarov está a melhorar na recepção: como é o alvo de praticamente todos os Serviços adversários, tem tido um bom 'treino'!!! Vai ser importante a inclusão do Winters... até porque o búlgaro saiu hoje lesionado...
Temos um jogo a mais, mas estamos com 4 pontos de vantagem para o segundo... depois do início tremido, a equipa tem melhorado... e ainda vai melhorar mais!!!

ADENDA: Só hoje (segunda) conseguiu assistir ao jogo na integra. Sendo assim tenho que acrescentar a minha critica às reacções dos Espinhenses à arbitragem. Houve erros, para os dois lados, sendo que nos momentos decisivos até foram a maior parte para o lado dos visitantes. Mas independentemente disso, aquilo que é inadmissível é o comportamento dos jogadores e dos treinadores do Espinho durante toda a partida... Uma autêntica vergonha!!! Que passou mais uma vez impune...


Invencibilidade (interna)!

Benfica 97 - 75 CAB Madeira
24-20, 19-14, 30-19, 24-22

Vitória relativamente fácil, até porque no outro lado houve várias ausências por lesão (Gentry, Fábio Lima e Mário Fernandes).

Absurdo !!!

Benfica B 3 - 4 Penafiel


Sofrer 4 golos em jogadas idênticas pelo ar, é absurdo!!! 2 Cantos, 1 Livre Lateral, e uma bola bombeada para a meia-lua!!! 3 pontos oferecidos ao adversário com erros parvos...
Já em épocas anteriores, nestes momentos em que temos jogadores a 'descerem' e a 'subir' entre a B e a Youth League da UEFA, os resultados da B sofrem... mas temos que sair deste ciclo negativo, senão arriscamos a cair na zona de perigo!!!

Benfiquismo (DCXLVIII)

Bi...

sábado, 4 de novembro de 2017

Curta !!!

Braga 0 - 2 Benfica

Excelente vitória, num jogo bem jogado, onde o resultado pecou por escasso, pois voltámos a desperdiçar muitas oportunidades... O Braga também podia ter marcado, mas o Roncaglio esteve muito bem...
Destaco o 2.º golo: claramente jogada de laboratório... transformando o 5x4 (com o Roncaglio) - 'abrindo' a defesa adversária -, num 3x2 junto dos 6 metros!!!
A equipa está mesmo a subir de forma... mesmo sem o Chaguinha e o Ângelo...

A forma como os Benfiquistas são recebidos nos Estádios e Pavilhões deste país, continua a ser vergonhosa, a cultura do ódio anti-benfiquista continua a crescer...!!!

Goleada...

Benfica 14 - 2 Montreux

Cabazada das antigas, num jogo que apesar das facilidades a equipa levou a 'sério', e assim chegou aos catorze!!! Com todos os jogadores de campo a marcarem...

Mais uma vez, o sorteio não foi 'agradável', tanto o Barcelona como o Forte dei Marmi tem hipóteses de chegar aos Oitavos. Com tanto equilíbrio, os golos podem ser importantes no desempate, até por isso, esta goleada foi importante...

Líderes...

Benfica 32 - 20 Boa Hora
(14-8)

Vitória esperada... mas com o Grilo a 'rotação' mudou imediatamente!

Sem espinhas !!!

AA Espinho 0 - 3 Benfica
22-25, 14-25, 19-25

Mais uma vitória, reforçando a liderança após a vitória na negra do SC Espinho em Leixões, por 2-3!
Neste fim-de-semana, temos dois jogos com as equipas de Espinho, amanhã, na Luz, com o SC Espinho, podemos ficar ainda mais isolados na frente...

Que o dia de Félix não tarde

"Melancólico perante o cúmulo de decepções europeias e inapelavelmente apreensivo face ao que têm sido as suas periclitantes prestações nacionais, o Benfica volta amanhã a Guimarães dez meses depois de lá ter estado pela última em vez e de lá ter saído num estado de espírito muitíssimo mais do que confiante. Era Janeiro de 2017 e o Benfica saía de Guimarães literalmente eufórico, coberto de insuspeitos elogios tal era a dimensão do seu futebol, a naturalidade do seu ímpeto e a sucessão imparável de bons resultados. Estava-se no princípio do ano e nem a breve pausa natalícia beliscaria a saúde dos então tricampeões nacionais obrigados a jogar por duas vezes em 72 horas no sempre complicadíssimo terreno do Vitória Sport Clube.
Não houve lugar a lamentos pelas maldades do calendário, houve simplesmente dois jogos em Guimarães e duas vitórias por 2-0. Com 1 golo de Jonas e outro de Mitroglou no desafio a do campeonato e com 2 golos de Gonçalo Guedes no compromisso que se seguiu para a Taça da Liga. O mesmo Gonçalo Guedes seguiu ele próprio, rapidamente, para o Paris Saint-Germain ainda antes de Janeiro terminar. E lá se foi o jovem Guedes que, até aí, andara com a equipa às costas suprindo com o seu futebol todo ele virado para a frente – "se va cuando quiera", dizem agora dele os espanhóis – as ausências dos demais colegas avançados que baixaram todos à vez inoperacionais à enfermaria, lembram-se? Não é propriamente uma grande novidade na Luz esta da salvação vir da formação. Já um outro jovem, Renato Sanches, andara com a equipa às costas em 2015/2016 quando a equipa mais precisava de alguém suficientemente temerário que a transportasse para a frente depois de um arranque muito insuficiente da temporada. E a coisa acabou por correr lindamente.
Depois do arranque insuficiente da actual temporada leva o Benfica amanhã para Guimarães, e tudo indica que serão titulares, outros dois jovens jogadores vindos da formação, Rúben Dias e Diogo Gonçalves. São ambos prometedores sendo que Rúben Dias em minuto algum comprometeu o Benfica nos dois jogos com o Manchester e que Diogo Gonçalves foi o autor dos dois únicos remates realmente a sério do Benfica em Old Trafford. Mas não será, certamente, por mera superstição que o Benfica lança os seus miúdos às feras quando se vê apertado pelas contingências. Ainda que seja legítima – e até romântica – aquela fé de sempre se ir encontrando o próximo pote de ouro no fim do próximo arco-íris.
Se a realidade se apresenta inóspita e se é pelo sonho que vamos, então, vendo João Félix jogar pela equipa B e na Youth League, só se pode desejar ardentemente que o seu dia, o dia de Félix, não tarde a chegar. Faz 18 anos para a semana o João Félix, 18 aninhos. O que é isso para nós?"

Benfiquismo (DCXLVII)

Chuvada !!!

Uma Semana do Melhor... com Force!!!

Jogo Limpo... Seara, Guerra e Periquito!!!

Matic e o cavalheirismo

"Quando, em Janeiro de 2014, o Benfica vendeu Matic ao Chelsea ninguém viria a exigir responsabilidade

Nemanja Matic é o nome do cavalheiro sérvio que marcou o primeiro dos dois golos que o Benfica sofreu em Manchester. Justamente por ser um cavalheiro, Matic não festejou o seu golo. Nem sequer simulou nada que se parecesse com um sorriso discreto naquele instante em que viu a bola, que rematou com estrondo, embater primeiro no poste e depois nas costas do seu meio-compatriota Svilar para, por fim, rebolar sem remorsos para o fundo da baliza do Benfica.
"O Benfica merece-me muito respeito e por isso não celebrei", explicou Matic aos jornalistas quando tudo terminou. Enfim, como se fosse preciso explicar.
O Manchester United vai passar à fase seguinte da Liga dos Campeões e Matic é o seu maestro. Na Liga inglesa, entretanto, vai de mal a pior o antigo clube do sérvio que passou pela Luz. E, na Liga dos Campeões, diga-se que também o Chelsea tem andado aos papéis. Na sua última prestação europeia, o Chelsea – que foi campeão de Inglaterra na última época com Matic nas suas fileiras – apanhou 3-0 em Roma. Está, portanto, instalada uma espécie de crise em Stamford Bridge e até o treinador, o italiano Antonio Conte, que era bestial no ano passado passou agora a ser uma besta.
Foi um antigo jogador do Man. United, Phil Neville, quem veio publicamente em socorro do bom nome e da reputação de Conte explicando "apenas numa palavra", como o próprio acentuou, a queda de produção do Chelsea em 2017/18. E a palavra é: "Matic." Quis dizer o pragmático Neville que o Chelsea está a pagar a factura de ter deixado sair o sérvio para o rival Manchester United. "Quem o vendeu devia ser preso", acrescentou, já sem pragmatismo nenhum.
Quando, em Janeiro de 2014, o Benfica vendeu Matic ao Chelsea ninguém viria a exigir responsabilidades aos dirigentes da Luz, até porque nesse mesmo ano, já sem Matic, o Benfica viria a conquistar o título de campeão. E também sem Matic voltou a ser campeão em 2014/15, em 2015/16 e em 2016/17, perdendo sempre jogadores da dimensão de Garay, Oblak, Enzo Pérez, Gaitan, Renato Sanches, Gonçalo Guedes e tantos outros tão preciosos nessas conquistas que conduziriam ao tetra e a outras glórias.
Mas agora que o Benfica está de saída da Europa pela porta pequena e que segue na Liga portuguesa a uma mão-cheia de pontos de distância do FC Porto, todos estes jogadores que não fizeram falta nenhuma somados aos que saíram no verão passado – Ederson, Nelson Semedo, Lindeloff e Mitroglou – passaram, num ápice, a fazer uma falta do outro mundo. Neste Mundo, o Mundo actual do Benfica, agradece-se por tudo isto a bonita cortesia de Matic na noite de Manchester.

Para a triste História dos ‘Olés!’
No lugar de dar uma lição urgente, optou por alimentar o vício
Presentear com ‘olés!’ os resultados trágicos dos adversários ocupa o patamar mais baixo do comportamento do público. Trata-se da mais desapiedada crueldade. Mas é irresistível, contraporão os sociólogos que se ocupam do fenómeno em todas as suas vertentes.
A vertente da desproporção financeira e da desproporção de estatuto, por exemplo, justificará os ‘olés’ dos adeptos do Girona vendo a sua equipa bater o Real Madrid ou os ‘olés’ dos fleumáticos britânicos em Wembley saboreando a quase goleada imposta pelo Tottenham aos mesmos galácticos de Madrid? Não, não justifica. Pior ainda foram os ‘olés’ do público do pavilhão da Luz à equipa do Azeméis Futsal vergada ao peso de um resultado tão desproporcionado quanto a dimensão dos dois emblemas.
O treinador do Azeméis não gostou mas, no lugar de dar uma lição retórica que se apresentava urgente, optou por alimentar o vício, mandando o público benfiquista fazer o mesmo no próximo jogo com o Sporting. Assim não vamos lá."

O novo alvo dos 'snipers' do futebol

"Ao sábado, o VAR veio para salvar; ao domingo, beneficia sempre os mesmos.

Em três penadas mudou-se um paradigma. Até há pouco, tudo se cingia ao árbitro, o homem que tinha de decidir no momento, debaixo da pressão de jogadores e do público.
Agora não há lance, por mais corriqueiro, que não se apele – com uma natural falta de conhecimento sobre o seu papel – à intervenção do vídeo-árbitro, essa figura surgida das brumas como D. Sebastião para resolver todos os problemas mas que é esgrimida pela comunicação dos clubes a seu bel-prazer e consoante as necessidades do momento.
É hilariante observar como se podem ter opiniões tão distintas em função dos interesses. No sábado o VAR é a última maravilha do século, no domingo não resolve nada porque quem mexe os cordelinhos são pessoas a soldo de determinado clube, por defeito aquele que tem colecionado títulos nos últimos anos.
E, vai daí, lá vem o desgastado discurso da limpeza no futebol, acompanhado com propostas de aulas de ética capazes de fazer rir o mais sisudo.
E quanto mais se apela à serenidade e ao bom senso para proteger um negócio do qual todos vivem - uns estão mais dependentes do que outros -, quais meninos birrentos em reacção à promessa de uma palmada, correm a pegar nos telemóveis e a destilar mais veneno.
Um dia, quando os adeptos se fartarem, vão acabar por lamentar a sua pequenez."

Muito negativo desempenho europeu

"Na exibição e no modelo da equipa em Manchester há um equilíbrio e solução bem interessantes.

Nenhum benfiquista terá ficado satisfeito com o resultado (expectável) de Inglaterra. Mas há na exibição e no modelo apresentado por Rui Vitória um equilíbrio e uma solução bem interessantes, que parece ser uma alternativa para jogos de maior dificuldade. Tacticamente, parece-me um Benfica mais seguro e mais próximo do êxito do que outros desta época. Aprender com o que se faz bem, para lá do resultado negativo, também é parte de uma construção inteligente. Dito isto, é muito negativa a nossa prestação europeia. Este ano pior que a prestação do Benfica só as arbitragens consistentemente más. Isto parece sempre o Puigdemont a apitar jogos do Real Madrid. Teremos que viver com essa realidade, para nos adaptarmos melhor àquilo que também nos acontece dentro de portas. Não vale a pena reclamar, mas é urgente melhorar. Numa análise curiosa, os campeões dos principais campeonatos na última época andam todos longe da liderança dos seus campeonatos. Real Madrid em Espanha, Mónaco em França, Juventus em Itália ou Chelsea em Inglaterra, entre outros, não lideram e, na maior parte dos casos, estão mais longe da liderança que o Benfica.
Cansados de vencer? Não estou nada cansado. No Benfica queremos vencer mais, porque somos um clube onde só as derrotas cansam. Vitória tangencial sobre o Feirense, num jogo em que não percebi o Benfica. Entra forte, a jogar bem, cria três oportunidades claras de golo, marca aos 10 minutos, para depois de ir apagando numa cinzenta exibição. Parece que o golo cedo, em vez de tranquilizar, enerva a equipa. Ganhámos e isso era decisivo, mas fica a ideia de que a jogar como fizemos nos primeiros dez minutos ganhávamos a todos os adversários e a jogar como fizemos nos últimos 70 ganhávamos a poucos. Rui Vitória também mostrou desconforto, e deixou na sua forma educada de abordar as questões esse sentimento. Antes assim, é bom ter o treinador em sintonia com a massa adepta.
Domingo vamos a Guimarães, disputar um jogo tradicionalmente difícil contra o Vitória local. Será uma série de Vitórias, primeiro o de Guimarães, depois, duas vezes o de Setúbal, que seja uma série de vitórias contra os Vitórias, para não sair do trilho da luta pelas vitórias nos diversos títulos. No mês dos Vitórias esperamos e confiamos o máximo, Rui... Vitória."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Desporto português

"O Marques é funcionário do ano. Veremos se, na instituição para que trabalha, a investigação da PJ acerca de crimes de acesso ilegítimo, violação de correspondência e ofensa a pessoa colectiva, caso o implique de alguma forma, contribui para o seu bis. Estou convencido de que sim;
Pinto da Costa não deu os parabéns ao funcionário do ano por e-mail porque não o tem (já chegámos a 2017?). Telefone e telemóvel, provavelmente, receia usar. Recomendo que vá a Vigo, onde há bons cibercafés. Bem sei que não sou juiz, mas recomendo-o de boa-fé;
Bruno de Carvalho sente saudades da construção civil. Por favor, permaneça no futebol! Somos tetracampeões desde que foi eleito, não nos desgrace. Se necessitar, imagine que o futebol é uma grande empreitada, apesar de constrangimentos como o dono da sua obra - interromper a todo o custo a hegemonia benfiquista - não usar e-mail porque não o tem. E cuidado com os capatazes que contrata, pois é muito feio cortar as pernas, mesmo que numa fotografia, a um dos seus pedreiros mais qualificados. E olhe que os instrumentos de precisão devem ser usados sempre e não apenas quando dá jeito, sejam eles autonivelados ou videoinspectadores;
Desaconselho igualmente a contratação de um director de obra que, à primeira contrariedade, receba guia de marcha. Especialmente se, no seu anterior emprego, tiver criado todas as condições para que a sua empresa pudesse competir entre as melhores;
E uma palavra ao homem anti-olés de Oliveira de Azeméis, escusava era de ter atacado os futsalistas do Benfica. Depois constatei as suas preferências leoninas no Facebook e, afinal, não se tratou de irritação, mas de um permanente estado de azia. Olé!"

João Tomaz, in O Benfica

Viva, mais uma vez, a (in)coerência!

"A 10.ª jornada trouxe-nos mais um momento de gáudio. Antes disso, vale a pena recuar até ao arranque do campeonato para percebermos a chalaça da diferença de trato a uns e a outros. Aos 71 minutos do Benfica-Braga, o árbitro invalidou um golo a Ricardo Horta por alegado fora de jogo quando o Benfica vencia por 3-1. O lance - que provocava imensas dúvidas - até deixava a impressão de que o golo era limpo. Mas as imagens eram incapazes de clarificar totalmente. Os (quase) sempre atentos supermegaespecialistas não perdoaram: 'Absolutamente inadmissível não haver um ângulo que nos esclareça por completo! Que escândalo! A BTV? Controla as imagens como quer! Um atentado à credibilidade do VAR! Depois deste golo, o Braga ia encostar o Benfica às cordas e virar o jogo para 3-15!' Aos 85 minutos do Rio Ave - Sporting.
Bas Dost desfez o nulo em Vila do Conde numa jogada polémica. O lance - que provoca imensas dúvidas - deixa a ligeira impressão de que o golo é ilegal. A assistir ao jogo pela TV, analisei as repetições ao pormenor. Ninguém imagina a minha aflição quando percebi que as imagens eram inconclusivas. Então e agora? Se os supermegaespecialistas já desacreditaram a isenção da BTV, com será depois disto, quando colocarem a Sport TV na mesma cela? O futebol português vai começar a ser transmitido onde? Na TVI Ficção? De facto, até faz sentido: é precisamente na ficção que os responsáveis de alguns clubes parecerem viver. Todavia... nada disto sucedeu. Ah, que surpresa! O que num canal merece, a torto e a direito, olhares de suspeição, noutro é simplesmente chutado para canto, qual Héctor Herrera.
Pode custar a alguns, mas a caravana continua a passar."

Pedro Soares, in O Benfica

Primeiro anel

"O dia a seguir a um jogo do Benfica é sempre especial. Jogo e si é sempre uma emoção, mas é no rescaldo, no dia seguinte, que vem à luz tudo aquilo que somos e sentimos enquanto benfiquistas. É quando chego de manhã ao trabalho, e me cruzo com o primeiro colega que é dos nossos, que sinto o pulsar da nação vermelha e imortal. Percebo melhor quando lhe aperto a mão e ele torce o nariz à exibição ou sorri de forma generosa depois de ter a barriguinha cheia de golos do Jonas. Ou quando chego à minha sala e logo se ouve um 'aquilo ontem foi complicado' ou algum polegar se ergue no ar sem ser preciso dizer mais nada. Dos outros pouco escuto, porque felizmente trabalho num local onde os não-benfiquistas já perceberam que é melhor esperar pelas contas finais.
Melhor seria se os dirigentes dos seus clubes aprendessem alguma coisa com eles. Mas não. Tanto os megalómanos como os condenados por corrupção preferem passar as primeiras semanas do campeonato a encher um balão que, mais tarde ou mais cedo, lhes vai rebentar na cara.
A diferença está em nós, os benfiquistas. Somos tantos, que há de tudo para todos os gostos. Temos os que estão sempre a torcer o nariz e que só percebem o que lhes cai em cima quando estão no primeiro anel do Marquês com um cachecol na mão a tentar ver o Rui Vitória a fazer uma selfie. Temos os que, a levar sete do Celta de Vigo a dez minutos do fim, ainda acreditavam na reviravolta (eu...). Temos os que não gostam do presidente e veem uma conspiração em casa esquina. Temos os treinadores-directores desportivos campeões na consola. Temos os que não sabem o que é um fora de jogo. Temos os que gostam do equipamento alternativo. Há de tudo. E é com todos estes que vamos chegar lá. Ao primeiro anel do Marquês."

Ricardo Santos, in O Benfica

Benfica - Século XXI

"Cumprem-se 14 anos desde que Luís Filipe Vieira assumiu a presidência do nosso clube.
O balanço dificilmente poderia ser melhor. Dir-se-á mesmo que há um Benfica antes, e um Benfica depois do actual presidente.
Quando se olha para as infraestruturas, percebe-se que temos hoje condições de topo a nível internacional, elogiadas por todos os profissionais que por cá passam: um dos melhores estádios da Europa, um centro de estágios que não para de crescer, dois pavilhões funcionais, o centro de alto rendimento para as modalidades que está na calha, e um museu moderno e de grande beleza, são ilustrações daquilo que é um clube voltado para o futuro.
Se atendermos aos resultados do futebol profissional, à excepção dos anos de Eusébio, nunca o nosso clube tinha vivido um ciclo tão ganhador. Nestes 14 anos conquistámos 20 troféus, tantos quantos nos 29 anos anteriores – ou seja, em mais do dobro do tempo. Festejámos o nosso primeiro Tetra. Estivemos em duas finais europeias (ai os penáltis de Turim…). Batemos recordes.
Na formação, os talentos espalhados pelos maiores clubes do mundo certificam o trabalho feito.
Nas modalidades, alcançámos títulos europeus inéditos em Hóquei e Futsal. Impusemos uma clara hegemonia no Basquete e no Vólei. Conseguimos sucessos olímpicos. Troféus? Não os consigo contar.
No aspecto institucional, nunca a marca Benfica fora tão prestigiada dentro e fora de portas. O número de sócios subiu para níveis jamais alcançados. As receitas também.
Se recordarmos o que era o Benfica em 2001, percebemos melhor o quão espantoso foi este percurso. Só não vê quem não quer."

Luís Fialho, in O Benfica

#lvf2020

"Falar dos 14 anos de Luís Filipe Vieira ao leme do Sport Lisboa e Benfica é muito difícil neste espaço tão curto. São conhecidos os títulos que o actual Presidente conquistou, e não duvido de que até ao final deste mandato chegará aos mil troféus. Mas há três títulos que estavam perdidos e que foram resgatados nos cinco mandatos - a credibilidade, a idoneidade e a reputação. Sem estes três troféus, nada teria sido viável.
Assisti a algumas das decisões importantes do Presidente, decisões que foram partilhadas e executadas pelas equipas que lidera desde Novembro de 2003. Em todas essas decisões existe um denominador comum - a capacidade de risco. Para o Presidente, não há tempos mortos e tudo o que foi conquistado faz parte do passado.
De todos os episódios a que assisti, aqueles que mais me impressionaram foram a forma como sempre repudiou a jactância e a fanfarronice daqueles que acham que 'está tudo ganho!'. Perdi a conta às vezes em que ouvi sempre a mesma resposta do Presidente - 'Calma! Para ganharmos, temos de trabalhar mais e melhor do que os outros!'
Por tudo o que referi, Luís Filipe Vieira já tem um lugar na história do maior clube português. Creio que milhares de benfiquistas partilharão comigo esta conclusão - estamos na presença do melhor Presidente de sempre da história do Sport Lisboa e Benfica. Um título que assenta que nem uma luva ao dirigente que mais tem lutado pela transparência e inovação no futebol português.
Para o Presidente, o importante é preparar o futuro e, sobretudo, garantir que o Clube continuará a ser dos Sócios."

Pedro Guerra, in O Benfica

O melhor Presidente de sempre no Benfica

"Aqui há um mês, neste mesmo espaço e com todas as letras, classifiquei Luís Filipe Vieira como uma pessoa invulgar, tendo invocado, entre outros fundamentos, que reconheço nele uma rara capacidade de auto-superação que sempre o impele de modo positivo, até nas ocasiões mais delicadas.
Na verdade, quatorze anos depois da sua primeira eleição como Presidente do Sport Lisboa e Benfica, a obra imaginada e construída e as conquistas desportivas que Luís Vieira proporcionou ao Clube só foram tornadas realidade com a força de recuperação que ele assume diante de muitos episódios inesperados e em muitos casos, com máximo grau de dificuldade.
Não haverá hoje um só Benfiquista que não reconheça nele uma singular identificação com o grande Povo Benfiquista e com a nossa Mística. Mas Sócios e adeptos do Benfica, e muitos outros desportivas autênticos, também se têm impressionado com o talento e a determinação que lhe permitiram conceber e fazer edificar a imensidão de estruturas sociodesportivas, assim como com a perspicácia que tem revelado ao longo dos anos, para se rodear dos profissionais mais competentes e de Benfiquistas com total dedicação, de modo a implantar os modelos de acção mais ajustados a reabilitar, erguer e, por fim, consolidar, o Sport Lisboa e Benfica do Terceiro Milénio.
O nosso Jornal apontava, nessa edição do principio de Outubro, a fibra de líder de Luís Filipe Vieira, no day after de uma Assembleia Geral do Clube que decorrera em circunstâncias especiais e na qual o Presidente não se eximiu a dar mostra concludente do ânimo que o move na condução dos destinos do Benfica. Apenas quatro edições depois, agora a propósito da efeméride da sua primeira presidência, não hesita a Redacção do Jornal O Benfica - como todos os restantes meios de comunicação do Clube, em voltar com o mesmo sinal de exaltação das qualidades pessoais e clubísticas de Luís Filipe Vieira: já é claro para todos os Benfiquistas que hoje temos à nossa frente o melhor e mais vencedor Presidente de sempre no Sport Lisboa e Benfica."

José Nuno Martins, in O Benfica

Pac-Man, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos?

"Está em curso mais uma campanha para incluir os videojogos como modalidade olímpica. Já há apostas, doping, merchandising e patrocinadores, só falta o reconhecimento

Está em curso mais uma campanha para incluir os videojogos como modalidade olímpica. Já há apostas, doping, merchandising e patrocinadores, só falta o reconhecimento.
Não deixa de ser curioso que haja quem pague para ver adolescentes borbulhentos a acariciar joysticks durante dias a fio, chupando bebidas energéticas e comendo, com nenhuma metafísica, chocolates. Mais curioso será chamar a tal actividade “desporto”. Embora seja curial conceder quão ténue é a linha que separa o jogo do desporto, já será de exigir uma fasquia mais elevada no que respeita à classificação de um determinado jogo como modalidade olímpica. Afinal, a exaltação do corpo, do esforço físico, da superação dos limites humanos e da competição entre atletas não parece conviver muito bem com os denominados “eSports”.
A partir do momento em que há televisões dedicadas ao fenómeno desportivo, funcionando em permanência 24 horas por dia, aumenta a possibilidade de um qualquer “jogo” ter tempo de antena e, por consequência, telespectadores. Onde há público, há receita publicitária, logo haverá merchandising, apostas desportivas, lavagem de dinheiro proveniente de actividades ilícitas, doping de atletas, viciação de resultados desportivos, insultos entre dirigentes, agressões de e por adeptos, “justiça desportiva” por oposição à justiça, comentários quanto à moral sexual das progenitoras dos árbitros, programas televisivos permanentes de exegese do fenómeno videodesportivo, publicações e websites especializados, campeonatos locais, regionais, nacionais, europeus, mundiais, galácticos e extragalácticos, medalhas, prémios, joy- sticks de ouro e teclados de prata,...
Porque haveria o desporto de ser estranho ao processo de alienação em curso? Se os seres humanos já passam mais tempo por dia na realidade virtual imposta pelas redes sociais do que a dormir, numa Comic-Con sem fim, por que bulas não devemos todos ser considerados atletas olímpicos de Pac-Man? Nos videojogos somos sempre melhores do que na realidade. No Second Life todos são mais belos, mais jovens, mais atléticos. A religião foi substituída como ópio do povo pela realidade virtual. A realidade virtual é a única deusa, e o videojogo o seu profeta.
Proponha-se que a entrada dos videojogos para a categoria das modalidades protegidas pelo olimpismo se faça sem restrições. Não há que limitar a natureza dos jogadores de videojogos à categoria humana. É de apoiar a inclusão de humanóides, robôs, computadores e programas de software. E nada de limitações picuinhas como as que promoveriam a competição dentro de cada categoria, humanos com humanos, humanóides com humanóides, robôs com robôs... Elogiando postumamente o grande atleta Tarzan Taborda, que se celebrizou na modalidade a que chamava “Vale tudo!”, incompreensivelmente conhecida como wrestling nos EUA, há que promover a luta de todos contra todos e que ganhe o melhor.
No novo Olimpo em que o Facebook é um deus menor, o Instagram um semideus, o Twitter um arcanjo e o WhatsApp um santo, que hipóteses há para os humanos poderem competir? Estarão os videojogos viciados por uma inteligência não humana que nos condena a jogar até perdermos a condição que nos identifica? A segunda versão das leis da robótica desenhadas por Asimov incluía a protecção da humanidade pelos robôs, reconhecendo tacitamente a incapacidade da humanidade para se proteger a si própria.
Caro e benigno leitor, adivinhe quem vai ganhar os Jogos Olímpicos do futuro?"

Para reflexão benfiquista

"A formação/prospecção do Benfica tem desenvolvido, ao longo dos últimos anos, um trabalho absolutamente notável e, noutra conjuntura, seria possível aos encarnados apresentar, ao dia de hoje, um onze-base formado por Ederson; Nélson Semedo, Lindelof, Rúben Dias e João Cancelo; Bernardo Silva, André Gomes, Renato Sanches e Hélder Costa; Gonçalo Guedes e Rodrigo Moreno. Por dez destes onze jogadores (Rúben Dias é a excepção) o Benfica recebeu à volta dos 250 milhões de euros, que foram usados pela administração da SAD para equilibrar o barco, num modelo de negócio baseado no binómio formação/vendedor.
Há, porém, uma dimensão desportiva que não pode ser descurada, por mais aliciantes que sejam as propostas, sob pena de o clube mergulhar num défice competitivo incompatível com o seu ADN. 
Hoje, existe em relação ao Benfica uma percepção generalizada de que mais vale um bom negócio do que um bom rendimento desportivo. Embora isso possa não corresponder, até, integralmente, à filosofia da SAD, a ideia que começa a generalizar-se («podem vendê-los por muito dinheiro» disse há dois dias Matic, referindo-se a Svilar, Rúben Dias e Diogo Gonçalves) é a de que o Benfica dá asas, mais do que a um projecto desportivo, a uma frenética plataforma de negócios. E como não é possível ter sol na eira e chuva no nabal, a capacidade competitiva da equipa acaba por degradar-se.
Há uns anos, Luís Filipe Vieira, depois de estabilizar os pilares do património e das finanças, estabeleceu como prioridade a solidificação do pilar competitivo. Está à vista que vai ter de regressar a essa prioridade..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Vídeo-árbitro

"1. Quais os casos da utilização do vídeo-árbitro?
Durante a presente época, temos vindo a assistir a alguma confusão na interpretação dos momentos de utilização do vídeo-árbitro (VAR). Esta tecnologia não visa obter 100% de rigor e precisão em todas as decisões dos árbitros por esses relvados fora. Este é o primeiro princípio que o International Football Association Board (IFAB) pretendeu assegurar, pois entende que destruiria o fluxo essencial de emoções necessariamente vividas numa partida de futebol. Por outro lado, relembramos os quatro momentos específicos em que o VAR deve ser utilizado: golos (se existiu irregularidade e se deve ser atribuído), penálti (se deve ser atribuído e, em caso afirmativo, se correctamente assinalado), expulsões (garantir que os vermelhos foram correctos) e erro na identificação do jogador a sancionar (assegurar qual o jogador que deve ser, efectivamente, sancionado).

2. E quanto ao momento em que o VAR deve intervir?
Desde que a 1.ª Liga portuguesa se iniciou em Agosto passado, já ocorreram situações que não se enquadraram dentro do procedimento estipulado e criado para a utilização do VAR. Revela-se obrigatório que os árbitros e respectivos formadores tenham sempre em mente os princípios 5 e 7 do procedimento e que se complementam: apenas o árbitro deve pedir a intervenção do VAR e a decisão final cabe-lhe sempre. Parece que a intervenção do VAR é intencionalmente limitada: apenas recomenda ao árbitro que pare em determinada situação para poderem rever. Ora, isto criará, a priori, um problema de interpretação: os árbitros não podem nem devem analisar de forma idêntica no futebol. Em Itália, por exemplo, o árbitro toma uma decisão e, em caso de dúvida, manda parar o jogo para se deslocar a um monitor no relvado para ele próprio retirar as suas ilações. Ou seja, a mesma pessoa toma e revê a sua decisão. Não seria mais seguro desta forma?"

Bestial a besta!

"Quanto maior a equipa, maior a pressão. Uma verdade a que estamos todos habituados. Na semana em que se perde um jogo já se sabe que tudo vai ser posto em causa. Jogámos com o bloco muito baixo, não pressionámos, estivemos apáticos, quando na semana anterior a perfomance fora muita boa. Esta análise, de adeptos mas também de muitos comentadores, só não tem em conta os factores que são aleatórios no jogo. As equipas tentam controlar tudo o que naturalmente se consegue controlar, mas não podem controlar aspectos como o trabalho de terceiros ou a execução ser feita, na maior parte dos casos, com os membros inferiores. Pormenor tão importante, digo mesmo decisivo, e que a maioria não valoriza.
O discurso é normalmente para reforçar que os jogadores são profissionais e como tal não podem ter essas falhas. Nada mais falso. Todos os agentes vão falhar, sejam treinadores, jogadores ou árbitros. Profissionais ou amadores. O problema não é cometer erros, é responder a essa adversidade sem receio de voltar a errar. Mas é necessário que se estabeleçam critérios uniformes para que não haja desconfiança sobre a natureza do erro. Este é nos dias de hoje uma das maiores questões a resolver - a confiança entre os agentes principais do jogo. Não se pode estar sempre a colocar em dúvida as opções do treinador, a decisão do árbitro ou o erro do jogador. Este clima provoca um ambiente insustentável no jogo. As relações entre os agentes devem ter uma base de confiança que permita aceitar o erro como natural e não, como aconteceu, de que há terceiros a ser beneficiados. O critério, técnico ou disciplinar, tem que ser o mais homogéneo possível.
Quando se limita as relações entre os diversos agentes aumenta-se este clima de desconfiança. Devíamos provocar encontros entre todos para discutir, sem corporativismos excessivos. Ninguém tem a razão absoluta e todos são necessários para a qualidade do jogo."

José Couceiro, in A Bola

Alvorada... do Pragal

Benfiquismo (DCXLVI)

Vítor Silva

Aquecimento... Direcção, Champions, Tugão...

Jornal... 3836

Nelsinho...

Bernardo...

Vilarinho...