Últimas indefectivações

sábado, 30 de março de 2024

Vermelhão: Neves, contra o desperdício...

Benfica 1 - 0 Chaves


Mais um jogo repleto de nervos, sem necessidade nenhuma! Futebol é um jogo relativamente simples, para se ganhar a partida, temos que marcar mais golos que os adversários, e o Benfica apesar do domínio territorial dos jogos, não cria o número de oportunidades esperadas, e mesmo quando as cria, o nível de eficácia é baixíssimo! Hoje, acabámos por chegar ao cúmulo de desperdiçar 3 grandes penalidades!!! Três! Nas primeiras 26 jornadas da Liga, tínhamos beneficiado de 2 penalidades, só hoje, beneficiámos de duas, sendo uma delas repetida... e falhámos!!!

Jogo com pouca história, adversário com um autocarro, o Benfica bastante competente na reação à perda, o Trubin não fez uma defesa, o Chaves teve uma única oportunidade (após o 1-0), mas apesar de muita bola, voltámos a ter muitas dificuldades em criar os desequilíbrios... O Rafa, nestes jogos, sem espaço, é um jogador a menos e isso nota-se na falta de criatividade e de 'decisões boas' na zona decisiva!

Se a titularidade do Nico era esperada, devido ao castigo do António, em relação ao Di Maria, não havia necessidade! Depois de dois jogos nos EUA, com viagens longas, e chegada tardia a Lisboa, podia ter descansado... e digo isto, consciente que o Angel voltou a fazer uma assistência, e esteve envolvido em quase todas as jogadas de perigo do Benfica!

Uma nota para o Tomás Araújo: mais um excelente jogo. Na minha opinião, neste momento, devia ser titular, ao lado do António.

Em relação ao golo, uma curiosidade: o 1.º golo do Benfica esta época, na sequência de um livre indireto (com cruzamento para a área)! Hoje nos Cantos, o Di Maria até 'variou' o seu destino, e até ganhámos muitas bolas ao 1.º poste, mas os cabeceamentos nunca saíram com direção (o Tino em destaque!), agora Livres Laterais, tradicionalmente ´não existem' a favor do Benfica, já que raramente são assinaladas faltas a favor do Benfica no último terço... e como se viu hoje, podem ser decisivos!

Em relação ao penalty 'escandaloso', fiquei com dúvidas se houve falta, e as imagens não resolveram as minhas dúvidas: não sei se o Di Maria é pisado na biqueira da bota... Agora, o mergulho é claramente teatral! 'Felizmente' o Benfica falhou os 'dois' penalty's e este potencial erro, acabou por não ter influência no resultado final...

Influência no resultado acabou por ter a Providência Cautelar, que suspendeu o castigo ao Essugo, já que foi ele que fez a falta, donde resultou o nosso único golo!!!

Agora, ciclo infernal, que pode 'resolver' a época, para bem ou para mal!!! A equipa no inicio da época, mesmo não jogando bem, conseguiu 'sacar' vitórias neste tipo de jogos... e é isso que pedimos, sem invenções, e com muita atitude! Mas para ganhar temos que marcar golos!!!



Vitória...

ABC 27 - 33 Benfica
13-18

Qualificação para os Quartos-de-final da Taça de Portugal, na competição que pode 'salvar' a época...

O valor de Grimaldo


"Espanhol não esconde o que o fez deixar a Luz, e ter ‘Bundes’ antes de Liga ainda pesa

Em primeira análise, o discurso de Alejandro Grimaldo, em entrevista ao jornal A BOLA, pode ser visto como incongruente. O internacional espanhol confessa que Rui Costa teve um papel quase paternal, descreve Roger Schmidt como um treinador especial e até garante que o Benfica sempre o tratou bem. Lá pelo meio explica a decisão de sair em final de contrato: «O clube realmente não apostou em mim.»
A declaração é forte, e pode até soar injusta a quem recrutou Grimaldo — por milhão e meio de euros — quando este percebeu que estavam fechadas as portas da equipa principal do Barcelona, mas o esquerdino não nega aquilo que esteve na base da decisão da partida para Leverkusen. Ao falar em «grandes distâncias» na hora de negociar, confirma que a discrepância era significativa, ainda que a oferta encarnada fizesse do seu salário um dos mais elevados do plantel.
O Benfica estava no direito de entender que não podia elevar mais a fasquia, Grimaldo era livre de entender que merecia mais, até porque tinha quem lhe desse outros valores. O lado emocional do desporto pode fazer com que os adeptos esqueçam que os atletas querem o melhor para as suas vidas, como qualquer pessoa, mas enganem-se aqueles que julgam que os clubes são menos insensíveis na matéria.
Mais do que olhar para o salário de Grimaldo, o Benfica deve olhar para o dinheiro que tem investido em busca do sucessor, até porque o legado tem andado entregue a Aursnes. Da contratação falhada de Milos Kerkez à aposta de recurso em Álvaro Carreras, o pior sinal foi mesmo dado pela contratação de um jogador com o perfil de Jurásek.
Rui Costa não tinha de pagar aquilo que Grimaldo pedia, mas o real valor do espanhol talvez só tenha sido contabilizado esta época. Roger Schmidt perdeu um 10 disfarçado de lateral, capaz de jogar na linha ou por dentro, influente tanto na primeira fase de construção como no último terço. Nenhuma outra saída teve tanto impacto na equipa.
O Benfica perdeu um dos melhores laterais da sua história, que entretanto — com 11 golos e 15 assistências — ganhou o direito a reivindicar um lugar entre os melhores do mundo. Leverkusen parecia de menos para a qualidade de Grimaldo, mas o esquerdino sabia o que esperar de Xabi Alonso — incluindo um sistema de três centrais que o potencia. Provavelmente não esperaria estar com 10 pontos de vantagem do Bayern, mas agora até se pode dar ao luxo de sonhar com uma final da Liga Europa com o Benfica, para além de ter chegado à seleção espanhola.
Ter Bundes antes de Liga ainda pesa, e não é por acaso que Grimaldo diz que em Portugal há «três equipas e meia». Não é pela diferença pontual entre o primeiro e o quarto classificado que fica demonstrado que um campeonato é altamente competitivo."

Um Grimaldo saiu mas não houve outro a entrar


"Quem encontra erros em Grimaldo, no Benfica ou em ambos com a saída do primeiro da Luz falha em ver a legitimidade de todos em escolher caminhos separados

Grimaldo deu nome a uma era no Benfica. Foram sete épocas e meia em que, em 303 jogos, marcou 27 golos e assinou 66 assistências, e sobretudo atingiu a dimensão de um dos melhores laterais da Europa. Uma grandeza só confirmada, na perspetiva dos selecionadores de Espanha, com a saída para uma equipa de topo de uma Big Five, no caso a Bundesliga alemã, embora o Bayer, chamado de forma irónica pelos rivais de Neverkusen e Noiva Eterna, dada a dificuldade em consumar a conquista de títulos, esteja longe das águias quando comparadas as respetivas salas de troféus e museus.
Ao defesa, em Portugal, foram associadas duas ideias principais: a primeira de ser um playmaker encostado atrás e à esquerda; a outra, a de ao gosto de subir pelo terreno, pela linha ou por dentro, acrescerem fragilidades defensivas. A análise variou, consoante a sua participação nos golos marcados ou nos consentidos.
Ainda há dias escrevia sobre Kokçu e a melhor forma de o enquadrar num 11 a fim de lhe extrair o melhor rendimento, e a solução, para mim óbvia, só se encontrará numa resposta coletiva. Junto o mesmo raciocínio a Grimaldo e não é difícil perceber que ainda poderia ter sido mais influente no Estádio da Luz. Nem sempre teve a proteção necessária para poder ser o que realmente era, um desequilibrador nato – Enzo Fernández e Florentino Luís fizeram um trabalho extraordinário na cobertura das subidas dos laterais, tanto à esquerda como à direita, com Gilberto e Alexander Bah, na primeira metade da temporada –, nem teve o complemento mais à frente, que lhe permitisse alternar entre a linha e o corredor interior, resultando numa natural falta de largura coletiva. Na época transata, Aursnes teve de aprender a fazê-lo – e não deixa sempre de ser curioso que o melhor posicionamento do norueguês resulte de uma adaptação – embora privilegiasse zonas mais próximas do eixo.
Curiosamente, com o anúncio da saída de Grimaldo e já depois de ter falhado o húngaro Milos Kerkez e de vários outros nomes terem sido noticiados, como o de Renan Lodi, por exemplo, o Benfica apostou numa opção divergente do que significava o espanhol para o processo de Roger Schmidt. David Jurasék, prevendo-se inicialmente que Aursnes jogasse na posição ideal de falso extremo-esquerdo que o tinha tornado uma das figuras do campeonato anterior, era um lateral todo o terreno de linha, que, em teoria, corrigiria a falta de largura que o conjunto manifestava. Ángel Di María, à direita, entregaria o flanco para Bah, porque viria quase sempre para dentro, e os encarnados poderiam assim espalhar-se melhor no terreno no ataque posicional.
No entanto, o jogo das águias estava demasiado viciado em Grimaldo. Não só a herança era demasiado pesada, como o checo, que ao contrário de Bah, por exemplo, não teve uma almofada como Gilberto e foi colocado de imediato a jogar, apresentou não só deficiências técnicas que ainda dificultavam mais a primeira fase de construção do Benfica, tantas vezes dependente do espanhol, como, mais à frente, os restantes jogadores não trabalhavam as superioridades numéricas o suficiente para privilegiar os movimentos sem bola do reforço. Entretanto, Bernat chegou lesionado, recuperou e voltou a lesionar-se, portanto o plano de um segundo Grimaldo presente como precaução também falhou rotundamente.
Mais à frente na linha cronológica da temporada, Morato cumpriu até se tornar insuficiente e Aursnes deixou o lado direito para ser a melhor opção à esquerda mesmo depois da contratação do jovem Álvaro Carreras, que tem deixado mais dúvidas do que certezas e cujo passado recente o colocava para lá da linha do meio-campo e não assim tão perto da baliza que defendia. Não há dúvidas da pobreza que foi o mercado de transferências das águias nas laterais e o quanto isso hoje as condiciona.
Na Alemanha, Xabi Alonso conseguiu extrair o melhor do compatriota (e de Frimpong, à direita) com uma linha de três centrais, algo que só com Jorge Jesus aconteceu, embora na altura o português fosse mais reativo do que proativo, – Roger Schmidt, quando o tentou, já não tinha o espanhol – e este entregou finalmente as provas que os selecionadores da Roja reclamavam e que não conseguiam extrair de uma liga periférica.
Na entrevista dada há dias a A BOLA, Grimaldo lamenta que o Benfica não tenha apostado em si, alega que gostava de ter continuado e garante que continua a ver todos os encontros, mantendo levantada uma ponte com o emblema que representou mais tempo, a nível sénior, na carreira. Desconheço a tabela de vencimentos do clube, mas de acordo com o que tem sido veiculado, Grimaldo já se encontrava no teto salarial ou perto deste, e para haver fumo branco esse teria de ser quebrado. E não por pouco. É legítimo que o clube tenha procurado outras soluções. O argumento do futebolista é que já é um pouco estranho, mesmo que também não lhe possa ser negada a ambição natural de estar numa liga vários degraus acima da portuguesa. Quererá manter viva a ligação com os adeptos que nem sempre o trataram com justiça, de acordo com o que disse. É que nunca se sabe o futuro.
O problema, lá para os lados da Luz, prende-se essencialmente com o navegar à vista depois de falhada a primeira opção, incompreensível após vários meses com conhecimento do que se iria passar e já depois de o próprio ter anunciado a assinatura pelos alemães. Não se trata de uma posição menor, se é que alguma deva ser desvalorizada, mas de uma função bem para lá da mesma. Grande parte do sofrimento das águias hoje está no momento em que desvalorizaram o que o espanhol lhes dava no relvado sem o conseguirem compensar."

Regresso focado na vitória


"Após a paragem para compromissos das seleções, o Benfica defronta o Chaves, hoje às 18h00, no Estádio da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Época entra na fase decisiva
Roger Schmidt, eleito pelos Benfiquistas como o Treinador do ano nos Galardões Cosme Damião, refere, em antevisão à partida com o Chaves: "A fase decisiva da época está a começar, e tudo o que fizemos nos últimos oito ou nove meses desta época foi para estarmos preparados para estas semanas."
O treinador do Benfica acrescenta: "Queremos aproveitar a oportunidade para fazer toda a gente à volta do Benfica e no Benfica feliz."

2. Cimeira da Liga
Rui Costa, que hoje celebra o seu 52.º aniversário, marcou presença na Cimeira da Liga e considerou-a "muito positiva". O Presidente do Sport Lisboa e Benfica enalteceu ainda o papel da Associação Europeia de Clubes, referindo que "tem sido a principal barreira da Superliga".

3. Agenda para o fim de semana
São várias as partidas agendadas para os próximos dias. Hoje, às 14h00, a equipa feminina de futsal disputa, em Sines, as meias-finais da final four da Taça de Portugal com o Novasemente. Destaque ainda para o dérbi com o Sporting em futebol no feminino (Benfica Campus, domingo, às 18h15) e para o início dos play-offs do Campeonato Nacional de voleibol (com a AA Espinho, sábado, às 18h00, na Luz).

4. Conquista em análise
Beatriz Paiva, uma das vencedoras da Taça de Portugal de voleibol, é entrevistada sobre o triunfo benfiquista, 50 anos depois, nesta competição.

5. Novas parcerias
No âmbito da comemoração dos 120 anos do Clube, foram estabelecidas cinco novas parcerias de licenciamento da marca.

6. Nova app
A nova App do Benfica já está disponível e atingiu o 1.º lugar entre as App Store Free Apps.

7. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV."

Aquecimento...

História Agora

Regresso...


"O treinador do Benfica - Roger Schmidt - concedeu 5 dias de férias, aos jogadores que não foram convocados para as respetivas Seleções Nacionais.
Enquanto "12° jogador" do clube, procurei fazer também os meus 5 dias de férias das redes sociais.
No entanto, e por mais que me tentasse alhear das escandaleiras do futebol que temos, e de tudo o que o envolve, reparei, por exemplo que um treinador, que já por 20 vezes foi expulso do banco de suplentes - nada reincindente, portanto -, decidiu invadir o terreno de jogo, numa partida de sub-9, para tirar satisfações com um árbitro.
Até fico curioso para saber se vai ter moral para continuar a fazer o mesmo em jogos da Liga!
Como dizia um conhecido adepto portista, que trata as redes sociais à cabeçada: se «não morreu ninguém, nem ninguém foi para o hospital, então está tudo bem».
Se cheira a negociata, então é porque é uma negociata. Depois de conhecidas as ligações do candidato a vice-presidente na lista de Pinto da Costa à compra de terrenos onde o atual presidente portista quer construir a Academia do clube, agora, João Kholler aparece ligado a um fundo que se prepara para assumir uma posição maioritária no Estrela da Amadora.
O fundo em questão chama-se Kickoff é está ligado à empresa de João Kholler, designada Quadrantis. Começa agora a perceber-se melhor o que diz André Villas Boas quando garante que, se for eleito, Pinto da Costa acabará por entregar O poder ao seu putativo vice-presidente. O que ajuda a explicar o motivo pelo qual André Villas Boas receia que o FC Porto não esteja a eleger um presidente, mas sim um dono.
De resto, se tudo isto se estas suspeitas se confirmarem, as entidades reguladoras do futebol português terão de atuar na defesa da transparência e verdade desportiva. Já não bastava a ligação entre o Porto e o Portimonense através de um proprietário de um clube que é accionista de referência do outro, como agora se perfila a hipótese de um clube detido por um fundo com ligações a um putativo vice-presidente do FC Porto.
O treinador Campeão Nacional e vencedor da Supertaça foi galardoado com o prémio de treinador do ano do SLBenfica, na Gala Cosme Damião, que este ano comemorou os 120 da existência do clube. Goste-se ou não dele, nada seria mais justo do que este reconhecimento.
Agora que passaram 5 dias de férias, lutemos TODOS JUNTOS pelo 39 e sejamos o 12° jogador que o Sport Lisboa e Benfica necessita.
VIVA O BENFICA
UNIDOS SOMOS MAIS FORTES 🔴⚪🦅"

Terceiro Anel: Diário...

Aquecimento, excerto...

O Futebol é Momento, excerto...

Grande, excerto...

Total, excerto...

sexta-feira, 29 de março de 2024

Antevisão...

BI: Antevisão - Chaves...

A realidade não dá valor aos passes de consola de Kika: Benfica cai frente ao Lyon na Liga dos Campeões


"O Benfica perdeu por 4-1 frente ao Lyon na segunda mão dos quartos de final e foi eliminado da Liga dos Campeões feminina. Naquela que foi a melhor participação de sempre de uma equipa portuguesa na prova, as encarnadas foram derrubadas pela equipa com mais títulos na competição. Marie Alidou marcou o golo na visita a França

Nem todas as histórias podem ter um final feliz. Na verdade, só uma equipa vai sair da Liga dos Campeões a sorrir e há outras com bem mais responsabilidade do que o Benfica para o fazerem, uma delas o Lyon. Se quem conta um conto acrescenta um ponto, às encarnadas não faltavam palavras para narrar novos feitos. Podiam não faltar palavras, mas faltavam linhas num caderno que foi aproveitado até à margem da última folha. Escreveram-se capítulos de superação, com a inédita chegada aos quartos de final da competição, e fizeram-se promessas de que isto era só uma prequela de um futuro longe de estar perdido.
O Benfica levava para o OL Stadium uma desvantagem de um golo da primeira mão jogada no Estádio da Luz (1-2). Correr atrás é sempre correr atrás, só que contra uma equipa oito vezes campeã da Europa, deixar tudo em aberto para o segundo encontro já era meritório. Para nivelar a eliminatória, era preciso corrigir erros, o que não foi propriamente fácil. O flanco direito do Lyon voltou a ser o mais dinâmico. Kadidiatou Diani deu a Christy Ucheibe uma dose elevada de café para que a defesa do Benfica não adormecesse. Quanto mais a regressada Daniëlle van de Donk se juntava àquele lado para combinar, mais atribulada ficava a vida da nigeriana.
A comiseração de Eugénie Le Sommer manteve a baliza de Lena Pauels a zero. A meio da primeira parte, os números referentes à posse de bola eram equilibrados. A diferença estava na zona em que o jogo decorria. Mesmo nos momentos de posse, o Benfica era obrigado a permanecer no meio-campo defensivo. Por vezes, as encarnadas conseguiam descobrir as costas das centrocampistas interiores da equipa francesa treinada pela luso-descendente Sonia Bompastor. Lindsey Horan, a atuar à frente da defesa, não estancava por completo as iniciativas do emblema da Luz, mas faltava a Chandra Davidson, que rendeu a lesionada Nycole, e a Marie Alidou decidirem com sucesso.
Uma instalação mais duradoura das jogadoras de Filipa Patão perto do ataque proporcionou que Cascarino, num flash, chegasse ao frente a frente com Lena Pauels. A guarda-redes alemã, que tão bem estava a jogar com os pés, usou essa mesma ferramenta para negar o golo à internacional francesa. O Lyon estava a querer dar um murro na mesa. Acontece que a guarda-redes chilena, Christiane Endler, acertou foi mesmo em Chandra Davidson, numa saída mal calculada. Tivesse o golpe sido em cheio e provas infalíveis para a marcação de uma grande penalidade de não iam faltar.
Em vez disso, o maior crime foi cometido por Eugénie Le Sommer que roubou a trajetória daquele passe que Laís Araújo procurava que fosse ter com Lena Pauels. Depois de uma carambola, Cascarino fez o chapéu e adiantou o Lyon quando se pensava que o tempo para que algo de relevante acontecesse na primeira parte estava esgotado. Com pouco, Kika Nazareth faz muito. Pouco espaço, pouco tempo para pensar, pouca margem para dúvidas que é acima da média, não importa. A criativa, dando bom uso a esta adjetivação, viu Lúcia Alves esgueirar-se pela direita e lá colocou a bola, ignorando a probabilidade ínfima daquele passe ter sucesso. A consequência da imaginação da jogadora portuguesa foi uma reação que parecia impensável. Marie Alidou deixou o jogo empatado e a eliminatória outra vez a uma curta distância.
Se o primeiro golo de Cascarino foi oferecido, não se pode dizer o mesmo do segundo. Embalada da esquerda para o meio, a atacante encontrou numa bomba a melhor arma para bater Lena Pauels no reatar do encontro. Sonia Bompastor tinha retirado ao intervalo Eugénie Le Sommer. Mais tarde, Filipa Patão levou a jogo Jéssica Silva que não foi convocada para a primeira mão, o que, pela forma sintética como a técnica falou da ausência, deixou no ar se a treinadora e a jogadora se tinham desentendido. A versão oficial foi de que a atleta se encontrava em tratamento.
O Lyon voltou a estar perto do golo. Melchie Dumornay entrou para a segunda parte a tempo de ser uma das melhores em campo. As manobras dentro de área e as tentativas de remate de longa distância impuseram à defesa do Benfica desafios diferentes em comparação com Le Sommer. Mesmo que o resultado favorável e o agregado se tornassem mais favoráveis a cada segundo que passava, a haitiana ajudou a que Lena Pauels tenha sido uma das figuras dos quartos de final mesmo que a equipa da Luz esteja eliminada.
Já em tempo de compensação, Kadidiatou Diani dilatou o resultado e Catarina Amado marcou na própria baliza. Repense-se a ideia de que os números refletem a lógica, porque o 4-1 (6-2 no agregado dos dois jogos) deve dizer respeito ao outro jogo que não este."

Mata Mata - Artur Moraes...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Faz o que eu digo...


"Os erros de adolescente de Fábio Paim e os erros sucessivos de Sérgio Conceição. Uma pena

Fábio Paim voltou há poucos dias à ordem do dia. Um dos maiores talentos do futebol português passou ao lado de uma grande carreira. Não é uma frase feita, é mesmo a realidade.
Depois de Futre, Figo e Cristiano Ronaldo, para só falar dos maiores forjados nas escolas dos leões, todos consideravam que Fábio Paim seria o próximo grande craque made in Sporting. Com um talento ímpar, o extremo estava talhado para atingir o estrelato. Foi isso que todos pensaram quando rumou ao milionário Chelsea ainda adolescente. Contudo, não estava preparado para abraçar o sucesso, deslumbrou-se com o muito dinheiro e falhou. Em grande.
Foi cometendo erros atrás de erros até que todos os sonhos se desvaneceram. De forma irreversível. ‘Como é possível falhar com tanto talento?’, foi a pergunta que todos fizeram durante anos. A resposta é simples. «Sou um exemplo para o bem e para o mal.» É assim que o próprio explica uma carreira completamente falhada. Hoje, aos 36 anos. Depois de até, durante um percurso muito atribulado, ter acabado na prisão.
Agora encarnada o projeto Faz o que eu digo, não faças o que o que fiz! O objetivo é ajudar os jovens a não cometer os mesmos que ele. Nada mais louvável. Que o exemplo seja seguido. Por todos.
Não são só os jovens que cometem erros. Todos os cometemos. Sérgio Conceição acaba de cometer mais um. Por mais argumentos que apresente, não há justificação para ir pedir explicações em pleno relvado a um árbitro depois de um jogo de crianças. Seja em Portugal, na China ou em.. Espanha. Muito menos porque um filho seja um dos intervenientes. Um treinador tem de ser um exemplo. Dentro e fora do campo. A começar pelo papel de pai.
Sérgio Conceição tem feito um percurso fantástico no FC Porto e o trabalho dele só não é mais louvado dadas as próprias atitudes. Várias. Demasiadas. Sejam com homólogos, jogadores ou árbitros. Uma pena, sem dúvida.
Ainda vai muito tempo. Afinal, começou a carreira de treinador apenas em 2011. Ainda nem pode considerar-se um... adolescente."

No Princípio Era a Bola - Dois jogos para Martínez separar o trigo do joio, mas ainda há lugares em aberto na seleção nacional que vai ao Europeu

1 para 1 #8 - Nuno Borges

Zero: Saudade - S02E30 - Três dedinhos de Branco e Roberto Carlos na semana dos melhores '3'

O futebol, às vezes, tem coisas bonitas


"O futebol este fim-de-semana esteve parado a nível de campeonatos, mas houve jogos amigáveis de preparação para as selecções que vão ao Euro 2024, assim como, o apuramento do play-off.
Contudo o futebol é uma caixinha de surpresas, em Anfield houve um jogo muito especial entre Liverpool Legends e Ajax Legends.
Quem não estivesse atento às notícias dos últimos tempos, ficaria espantado por ver Sven Göran Eriksson no banco do Liverpool. Isso deve-se a uma atitude generosa e altruísta de Jürgen Klopp em ceder o seu lugar. O futebol, por vezes, tem coisas bonitas, para além dos golos, defesas e jogadas. Já chega de polémicas, confusões e agressões.
Sabia-se do gosto que Eriksson tinha em ser treinador do Liverpool, tal nunca aconteceu, apesar de ter sido treinador de Inglaterra durante cinco anos, entre 2001 e 2006.
Tendo em conta o seu estado de saúde gravíssimo com um cancro terminal no pâncreas, foi uma bela prenda e fez Eriksson sorrir. E, quanto a isso não há dinheiro que pague, numa fase da vida muito difícil, ter bons momentos é reconfortante e massaja a alma.
O sonho realizou-se de treinar o Liverpool pelo menos uma vez, na vida. Eriksson quando passou pelo Benfica mostrou ser um gentleman, com uma visão de fair-play e de relacionamento com os outros para além do confronto.
Talvez não tenha sido alheio, saber-se que o seu pai é um apaixonado pelo Liverpool. O abraço de Klopp em campo a Eriksson e o ceder o seu lugar foi muito bonito e comovente.
Pouco interessa o resultado, apesar do Liverpool ter vencido 4-2 o Ajax. Mas só em Inglaterra era possível um acontecimento destes em que o estádio estava lotado e parecia um jogo a doer da Premier League.
O futebol, por vezes, pode ser um exemplo de convivência, generosidade e de encanto.
Que estes momentos vividos por Eriksson o ajudem a viver mais algum tempo, quiçá consiga resistir à doença que padece e a receita do jogo com fins de beneficência possam ajudar quem precisa de cuidados de saúde. 
Só Klopp conseguiria, pela sua maneira de ser, tornar este momento para Eriksson uma bênção de amor e carinho.
Admiro a estaleca, a perseverança, a capacidade de alheamento e de luta de Eriksson, que no melhor dos diagnósticos tem um ano de vida."

A crescente atenção à saúde mental no desporto: uma abordagem multidisciplinar


"Nos últimos tempos, tem-se verificado uma crescente consciencialização sobre a importância da saúde mental no desporto. Exemplo disso é a história de Richarlison, jogador do Tottenham e da Seleção Brasileira, que recentemente partilhou a sua luta contra a depressão. Em uma entrevista à ESPN, o atleta abriu o coração sobre os desafios enfrentados após a derrota do Brasil na Copa do Mundo do Qatar, bem como problemas pessoais relacionados com o desvio de dinheiro por parte de seu empresário.
Este relato é particularmente significativo, não apenas pela coragem de Richarlison em partilhar a sua experiência, mas também por revelar a importância do acompanhamento psicológico no meio desportivo. O próprio jogador admitiu ter superado um preconceito inicial em relação à terapia psicológica, a qual, segundo ele, foi decisiva para a recuperação de seu bem-estar mental e físico.
Além do aspecto terapêutico, assiste-se a um interesse crescente por abordagens multidisciplinares na gestão da saúde dos atletas. Estas técnicas englobam não só o cuidado físico, mas também o mental, proporcionando um tratamento mais integral e personalizado. Estas práticas vão além da prevenção de lesões e melhoria do desempenho, visando também a longevidade da carreira desportiva.
Recentemente, o jornal "The Sun" destacou um método inovador adotado por vários jogadores, inclusive Emerson Royal, do Tottenham. Esta abordagem combina uma análise profunda das características familiares, culturais, sociais, educacionais e de saúde mental do atleta com testes genéticos para identificar predisposições e habilidades individuais. Paralelamente, realiza-se um acompanhamento nutricional e avaliações neurológicas, abarcando aspetos como concentração, tomada de decisões, memória e resiliência sob pressão.
Esta metodologia ilustra o potencial das técnicas multidisciplinares não apenas para melhorar a performance desportiva, mas também para proporcionar uma compreensão mais aprofundada dos atletas, beneficiando não só os jogadores, mas também os empresários e clubes envolvidos.
A história de Richarlison é um lembrete poderoso de que o desporto, em toda a sua glória e pressão, é desempenhado por seres humanos, com suas complexidades e necessidades. A abertura para abordagens integrativas e a valorização da saúde mental como parte essencial da saúde integral dos atletas representam um avanço significativo no mundo desportivo, um passo para a criação de um ambiente mais saudável e sustentável para todos os profissionais do campo."

ESPN: Futebol no Mundo - Saldo positivo para a seleção e volta dos campeonatos europeus

Lanças, excerto...

Central, excerto...

Total, excerto...

6, excerto...

Central, excerto...

FanZone, excerto...

Total, excerto...

quinta-feira, 28 de março de 2024

Orgulho...

Lyon 4 - 1 Benfica


Marcador muito pesado, para mais um excelente jogo das nossas Campeãs, que na minha opinião até jogaram melhor do que na Luz, mas os dois golos sofridos já nos descontos, acabaram por penalizar, mais um esforço gigantesco... Uma eliminatória onde deixámos tudo em campo, e onde na minha opinião só fomos inferiores no aspecto físico e na 2.ª parte da Luz!

Sempre a jogar no risco, a confiar nas nossas jogadoras, faltou um pouquinho mais discernimento no momento da recuperação... a Nycole fez falta!

Hoje, também, voltámos a ser violentamente roubados! O penalty sobre a Chandra é daquelas coisas, completamente indesculpáveis na era do VAR! E logo a seguir, a falta sobre a Faria, na minha opinião era para Vermelho (nada foi marcado, e só não sofremos golo, porque a Pauels fez uma grande defesa)! E no 3.º golo sofrido, no 1.º cruzamento parece-me claramente ter existido fora-de-jogo, o Benfica afasta, e na ressaca novo cruzamento... e a equipa fora de posição!

O Lyon e o Barça são as melhores equipas Europeias, e o Benfica provou esta época, estar muito perto... com 2 ou 3 reforços, cirúrgicos, poderemos discutir o título máximo europeu, mas o mais provável é até perder algumas das nossas melhores jogadoras!!!

Agora, na descompressão Europeia, com a equipa obviamente cansada, temos jogo da Taça com as Lagartas! Muito cuidado para o próximo fim-de-semana!

BI: Modalidades #150 - Semanada...

Visão: Parreira (outra vez!)

O melhor discurso da noite

"ESTE HOMEM RESPIRA BENFICA POR TODOS OS POROS!

1. Não preciso elencar aqui o curriculum do Toni enquanto jogador do Benfica. Não há quem não o considere um dos maiores da nossa história.
2. É como treinador que nem sempre reconhecem a Toni o devido valor. Foi sempre chamado, qual bombeiro, em alturas de aflição, mas das duas únicas vezes que treinou a equipa do princípio ao fim da época foi campeão: em 1988-89 (com mais 13 que o Porto se a vitória valesse 3 pontos) e em 1993-94, depois do dramático verão quente de 1993.
3. Mesmo quando foi chamado a meio das épocas para safar problemas, conseguiu obter resultados: substituiu Skovdahl e atingiu a final da Taça dos Campeões (atual Liga dos Campeões) em 1987-88; substituiu Ivic e ganhou a Taça de Portugal em 1992-93.
4. O benfiquismo de Toni fê-lo até aceitar - coisa impensável! - passar de treinador principal a treinador adjunto depois de se sagrar campeão: aconteceu quando aceitou fazer parte da equipa técnica de Erikson para a época 1988-89.
5. Mário Wilson tratava Toni como "o meu filho branco". E Toni não fez a coisa por menos - fez ontem um discurso como só o "pai" Mário Wilson era capaz de fazer: cheio de sentimento, cheio de garra, cheio de emoção, cheio de benfiquismo. E não se esqueceu de fazer uma justíssima referência àqueles que são o mais valioso e mais insubstituível património do Sport Lisboa e Benfica: os seus adeptos! (ver vídeo)
6. Homens como Toni deviam ser chamados a transmitir as suas úteis experiências e o seu enorme benfiquismo a todos os que trabalham no futebol - e não só! - do clube: da formação ao plantel principal - jogadores, técnicos e staff - todos têm muito a aprender com o seu exemplo.
7. Agradeço ao Toni ser seu amigo. Que delícia e que privilégio é ouvi-lo desfiar as suas incríveis memórias do Benfica, as suas incríveis memórias do futebol, as suas incríveis memórias da vida. Parabéns pelo prémio e um forte abraço com Saudações Benfiquistas, meu caro Toni."

Galardões - Melhores Momentos

Zero: Football Stories: a Luz é delas!

Terceiro Anel: Diário...

Simples: Eslovénia...

Zero: Tema do Dia - Derrota de Portugal faz bem ou mal?

Fora de Jogo: 90+3' #32 - Especial: Euro2004

Uma grande Gala


"O destaque desta edição da BNews é a Gala dos 120 anos do Sport Lisboa e Benfica, na qual foram entregues os Galardões Cosme Damião.

1. Mensagens importantes
Na intervenção inicial, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica enalteceu a gloriosa história do Clube ao longo dos 120 anos de vida, motivo de orgulho e inspiração para as conquistas vindouras.
Rui Costa referiu a honra, responsabilidade e ambição inerentes a quem representa e defende o Benfica, vincando a necessidade de união de todos os Benfiquistas e lembrando que, com união, as várias equipas do Clube estão sempre mais próximas das vitórias.
Veja ou reveja no Site Oficial.

2. Distinções merecidas
As escolhas foram difíceis, tantos foram os nomeados em função do muito sucesso alcançado na pretérita temporada e no início da presente.
Os Benfiquistas votaram em Roger Schmidt para Treinador do ano, elegeram António Silva como Futebolista e João Neves como Revelação. A Otamendi coube o Galardão Liderança.
No feminino, as distinções foram para Francisca Nazareth (Futebolista) e Andreia Faria (Revelação), além da equipa de futebol ter sido eleita Modalidade do ano.
O Atleta de Alta Competição mais votado pelos Benfiquistas foi Diogo Ribeiro.
Saiba quem foram os restantes galardoados no Site Oficial.

3. Justas homenagens
Toni foi agraciado com o Galardão Carreira, Pietra foi lembrado com o Galardão Mérito e Dedicação e a Eriksson foi entregue o Galardão Homenagem.
Instituído nesta edição da Gala, o Galardão Fundação foi entregue ao projeto "Benfica Faz Bem". A BTV Experience, uma parceria da BTV e da NOS, mereceu o Galardão Inovação. A Casa do Benfica em Genève também foi distinguida. A Emirates é o Parceiro do ano e a primeira Casa do Benfica 2.0, em Santarém, o Projeto do ano.

4. Atividade das seleções
Foram 8 os futebolistas do plantel da equipa principal do Benfica em representação, ontem, de várias seleções.

5. Um treino diferente
Os comandados de Roger Schmidt contaram com a presença de muitos colaboradores e familiares destes na sessão de treino realizada ontem de manhã.

6. Ambição
O Benfica disputa hoje, às 17h45 em Lyon, a 2.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol no feminino. Filipa Patão dá conta da mentalidade competitiva da equipa, que acredita poder reverter a desvantagem na eliminatória (1-2 na Luz): "Impossíveis não existem, muito menos no futebol. Só são impossíveis até alguém as tornar possíveis. Temos o nosso valor, também somos uma equipa com qualidade, temos tudo a ganhar e nada a perder. Portanto, vamos com esse espírito para Lyon."

7. Agenda do dia
Hoje há outro jogo. A equipa feminina de andebol recebe, na Luz, a Academia São Pedro do Sul. O apito inicial está marcado para as 19h30.

8. Benfica 1 Minuto
A atividade benfiquista dos últimos dias em 60 segundos.

9. Casa Benfica Belmonte
Esta embaixada do benfiquismo celebrou 20 anos."

'Os homens do futebol'


"Já não é apenas a questão do exemplo, talvez Conceição tenha de parar e pensar um pouco na aprendizagem e no crescimento pessoal

«Nós, como atletas de alto nível, temos que entender o lugar que ocupamos, qual é o nosso papel, entender que temos o poder de influenciar, positiva ou negativamente. Está na hora de entendermos melhor que o nosso papel é, sim, jogar futebol, representar os nossos clubes e a nossa seleção, mas também é servir de exemplo de comportamento fora de campo para a juventude.»
Em 2024, não deveria ser preciso Danilo, defesa da Juventus que passou pelo FC Porto de 2011 a 2015, vir a público lembrar que ser jogador no patamar mais alto do futebol não é só ser jogador. A frase não é nova nem devia merecer destaque, porque simplesmente já devia ser banal. Mas em 2024, já bem para lá do advento da sociedade de informação, há ainda quem não tenha percebido bem que o papel que desempenha no futebol vai bem para lá das quatro linhas.
«Procuro, muitas vezes, desassociar-me da figura de jogador de futebol, porque a vida continua. Ser jogador é parte da minha vida, mas tenho outra parcela de vida, que também é importante. E, dentro dessa parcela, cabem a aprendizagem e o crescimento pessoal.» 
 explicação de Danilo veio a propósito do caso de Daniel Alves, agora em liberdade condicional depois de condenado a 4 anos e seis meses de prisão por um delito de agressão sexual. Um caso de extrema gravidade e que não serve de comparação para mais nenhum. Danilo foi questionado sobre um caso em concreto e, bem, respondeu sem se refugiar no infelizmente comum isso são assuntos extra futebol. Não são! Porque se o futebol é bem mais do que um jogo, porque os jogadores são os ídolos (e a este nível principescamente pagos) de quem ainda está a formar a personalidade, então é preciso que os maiores e mais mediáticos agentes tenham a noção de que, hoje, não se vê apenas o jogo, vê-se muito antes e bem depois dele.
Danilo acabou por fazer uma reflexão sobre a forma de estar daqueles que às vezes muitos gostam de se referir (porque se consideram um deles) como homens do futebol - seja lá o que isso for. Danilo foi mais além do exemplo, o brasileiro falou em aprendizagem e crescimento pessoal.
E a propósito vem Sérgio Conceição. Não me vou debruçar sobre quem agrediu quem, ou se realmente alguém agrediu alguém. Não sei, vi apenas o que todos viram no vídeo que é público, ouvi apenas as versões que o treinador tem para contar e a do alcaide que se desdobra em entrevistas como que à procura de minutos de fama a apregoar eu é que sou presidente da junta! Mas, como Danilo, não é apenas o exemplo - esse, Sérgio Conceição já sabe que não tem dado o melhor, basta ver que o filho Moisés o seguiu como se fosse normal segui-lo para dentro de campo como se fosse separar as águas para dar passagem a uma qualquer justiça que tenha ficado por fazer num jogo de infantis… Como diz Danilo, já não é apenas a questão do exemplo, talvez Sérgio Conceição tenha de parar um pouco para pensar na aprendizagem e no crescimento pessoal que todos devemos fazer até ao final da vida."

Futebol e sociedade: é hora de assobiar para a frente e não para o lado


"O Mundo ameaça voltar à Idade Média; o futebol mantém dificuldades para sair dela

Uma das mais perigosas e sinistras características do ser humano é a capacidade de não querer ver o que se passa à sua volta.
Sucedem-se exemplos de racismo, intolerância, xenofobia, misoginia e falta de civismo e boa parte de nós assobia para o lado, até porque há sempre um exemplo pior que o nosso nas notícias de todos os dias.
Felizmente há quem não se cale perante o descambar de um Mundo marcado pela guerra, pela destruição do planeta, pela desigualdade e pela ascensão totalitarista das extremas direitas, devidamente acompanhadas pelo retomar de uma influência dogmático-religiosa que faz lembrar a Idade Média, aka das Trevas.
Felizmente há quem traga os assuntos a público. A boa notícia é que tal papel não cabe apenas a políticos, jovens entusiastas, professores fechados em torres dos sábios ou pregadores de esquina.
Danilo, lateral da seleção brasileira que passou pelo FC Porto, foi absolutamente exemplar quando desafiado a abordar a polémica de dois antigos companheiros condenados por violação. Não os atacou, mas dispensou a defesa bacoca e corporativista que caracteriza os grupos intolerantes, neste caso o dos homens.
«As mulheres vivem provações e pensamentos que nós, enquanto homens, não vivemos. Pensar com que roupa vão sair ou não, por julgamento dos outros, ou por supostamente abrir um precedente para qualquer coisa.»
Poucos dias depois, um compatriota corajoso, homem feito apesar dos tenros 23 anos, chorou em público quando confrontado com um problema que o afeta há meses e ele, em boa verdade, nunca calou: a cor da pele. Vinícius Jr., craque do Real Madrid, confessou ter cada vez menos vontade de jogar futebol por ser alvo de atos próprios da Idade das Trevas, mas é precisamente nesta luta contra o racismo que encontra forças para continuar. Acontece em Espanha, é aqui ao lado mas ainda fica longe. Ah, espera! Também acontece por cá... Se calhar o mais confortável é assobiarmos para o lado.
Outras coisas que acontecem por cá, e pelos vistos também em Espanha, são exemplos de pais, familiares e amigos que assistem a jogos de crianças como se a vitória num jogo de futebol fosse tão importante quanto a resistência de povos fracos perante invasores tirânicos.
O caso de Sérgio Conceição terá sido empolado. O que se sabe, dois dias depois, indica que o treinador do FC Porto tem razão na essência da história. Mas ela, a história, não deixa de ficar marcada pelo erro de princípio de um pai confrontar um árbitro a propósito de alegado erro num jogo de sub-9.
Por via torta, porém, esta história chama a atenção para um problema grave de violência — verbal, física e psicológica — vivida semanalmente por crianças, treinadores e árbitros em muitos campos deste País.
O futebol e o desporto não diferem de outras atividades, pelo que serão sempre espelhos da(s) sociedade(s) e dos tempos que vivemos.
E estes tempos não estão fáceis. Quase 80 anos depois da Segunda Guerra Mundial vive-se sob a ameaça de uma terceira, que seria certamente a última. Se não vier a Grande Guerra, o próprio Homem encarregar-se-á de destruir o que ainda resta do Planeta.
Cenários catastrofistas à parte, há algo que todos podemos fazer. Assobiar para a frente, por exemplo, em vez de assobiar para o lado.
Enquanto pactuarmos com a intolerância, o racismo, o abuso e a violência continuaremos a caminhar e a assobiar na direção errada."

3x4x3

Zero: Negócio Fechado - S02E11 - Maxi López é reforço do FC Barcelona

COP: Glória #19 - Fatoumata Diallo

‘Neemy’, o embaixador


"Neemias está na melhor liga mundial, num clube histórico e candidato ao título, mas não mudou

Até agora tinha tido duas oportunidades de estar com Neemias Queta nos Estados Unidos: na primeira vez que o poste português participou, como jogador de Utah State, no Draft Combine 2019, em Chicago, espécie de campo de observação para candidatos ao draft da Liga, mais dedicado a basquetebolistas que atuam na NCAA; e há um ano, durante o Fim de Semana All-Star da NBA em Salt Lake City, no qual disputou o Jogo das Estrelas da G League como elemento dos Stockton Kings. Mas desde que Neemias entrara para a Liga no draft de 2021, nunca tivera a chance de o ver, tanto ao serviço dos Sacramento Kings, como dos Boston Celtics.
Tal hipótese foi-me proporcionada na passada semana, quando, juntamente com outros 20 portugueses, desfrutei de um convite irrecusável da Betclic para assistir a dois jogos dos Celtics. Com Neemy a ficar no banco contra os Detroit Pistons e a não fazer parte da convocatória frente aos Milwaukee Bucks, na realidade ainda não foi desta que o vi em ação numa partida oficial, mas tal não significa que não tenha concretizado um sonho que há muito mantinha: ver o primeiro português na NBA, nem que fosse junto da sua equipa.
Sair uma vez mais do enorme elevador monta-cargas que fica junto à entrada da imprensa do TD Garden e depois entrar diretamente no court esteve longe de ser uma nova experiência. Agora, olhar para o campo e ver Queta no aquecimento que habitualmente realiza antes das portas serem abertas ao público foi… algo até emocionante. Quase como quando nos beliscarmo-nos para concluirmos: sim, é mesmo verdade, ele está na NBA.
Foi mais de uma hora de treino individual e com outros colegas que terminou com observação de vídeos de jogadas dos Celtics e do adversário que só confirmaram o comprometimento de Neemias nos Celtics e que se estendeu ao que responsáveis da formação de Boston e sobretudo adeptos falaram dele. Alguém que, quando tem hipótese de atuar entra para dar tudo e é igualmente visto como uma aposta em desenvolvimento.
E depois há a humildade que por todos é reconhecida e foi reconfirmada. Não só no pavilhão ao falar após o aquecimento e depois do jogo, como no final de um dia de folga em que esteve com o grupo que se deslocara a Boston e durante algumas horas conviveu e jantou com alguém que admiram. Neemias nunca colocou barreiras ou entraves na confraternização e conversas — algumas de cariz bem pessoal —, nem mostrou pressa em ir embora. Da mesma forma que é um embaixador do basquete nacional na NBA, foi também dele próprio e de quem representa. Algo que nem sempre acontece quando se atingem patamares mais elevados.
Só espero que, já que tem realizado o sonho de muitos, consiga igualmente tudo o que também ambiciona. Quem sabe se na próxima vez que nos encontrarmos não será já como campeão da NBA."

6, excerto...

Total, excerto...

Central, excerto...

Total, excerto...

A grande tramóia dos paraguaios fugitivos


"Em Junho de 1932, o Atlanta abriu as portas a um grupelho de 17 jogadores estrangeiros e inconvenientes.

Nascido em Buenos Aires, a 18 de outubro de 1835, Manuel Pedro de la Quintana Sáenz Gaona chegou à Presidência da República Argentina no ano de 1904. Experiência curta. Dois anos depois dava o lugar a Alejo Julio Argentino Roca Paz, não por vontade própria, não por vontade popular, mas apenas porque a morte, essa incansável Senhora da Gadanha, resolveu levá-lo consigo. A cerimónia de transferência de poderes foi bisonha mas mereceu um gesto amigável dos Estados Unidos que enviaram um navio de estadão de nome Atlanta em representação do seu presidente. O nome caiu bem numa série de moços, na sua maioria estudantes e interessados na política, que logo aí resolveram fundar um clube de futebol com o mesmo nome, o Club Atlético Atlanta. Enfim, na Argentina desse tempo qualquer motivo era bom para se fundar um clube de futebol, mesmo que metesse a morte de um presidente ao barulho.
O Atlanta – que acabaria por se tornar num persistente frequentador da I Divisão (64 épocas, ao todo) – não perdeu a aura de clube de rapazolas. Tanto assim que não tardou a ganhar uma alcunha convincente: Bohemios. Mas vamos dar um salto no tempo e entremos em 1931, o ano em que o futebol argentino entrou prodigamente no profissionalismo. Pelo caminho, a boémia e a estúrdia que era característica dos que dirigiam o clube, acabara por ter custos e os resultados podiam ser simpáticos para boémios de pai e mãe mas pouco interessantes para os adeptos. É então que uma ideia peregrina entrou pelas portas escancaradas do descontentamento: comprar um camião de estrangeiros, quase todos paraguaios e fugitivos da eminente Guerra del Chaco, um conflito bélico entre a Bolívia e o Paraguai, que se estendeu de 1932 a 1935 e originado pela disputa da região do Chaco Boreal, sendo uma das causas a descoberta de petróleo no sopé dos Andes. No mês de junho de 1932, dezassete jogadores estrangeiros, treze deles paraguaios, passaram a vestir a camisola do Atlanta. Um autêntico bacanal!
Antonio Sturla, o presidente do Atlanta, estava com craques argentinos pelas orelhas. Ou, melhor dizendo, pseudo-craques argentinos. Tinha adquirido no princípio da época gente com nome feito, o guarda-redes Octavio Díaz, Juan González, Pascual Molinas, José Bussano e Marcelo Tamalet, todos eles recebidos com um entusiasmo heroico rapidamente levado pelo vento das esperanças vãs à custa de cinco derrotas consecutivas. Resolveu dizer: «Basta!». E vai de trazer o tal contentor de paraguaios fugidos à guerra. Na verdade, Sturla não queria aquela tralha toda de uma vez mas, quando começou a negociar com os chefes de grupo, ouviu o ultimato: «O viajan todos o nadie!». Pensou dois minutos e respondeu: «Que vengan todos!». Foi já com toda aquela malta instalada numa quinta, La Quinta de Merlo, que algumas verdades inconvenientes começaram a vir a lume. Quatro deles, que se diziam jogadores do Atlético Posadas, tinham pouco ou nada de jogadores: eram missionários que encontraram refúgio atrás de uma bola, mesmo não sabendo muito bem o que fazer com ela. O mais conhecido do grupo, o defesa Romildo Etcheverry, não tardou a fugir para os braços do bem mais apetitoso Boca Juniors. Mesmo assim, no primeiro jogo em que os paraguaios vestiram a camisola do Atlanta, frente ao River Plate, cerca de 40 mil pessoas demandaram o estádio para ver os malabaristas trânsfugas. Não viram nenhum e o River ganhou fácil por 3-0. Na jornada seguinte, frente ao Boca Juniors (1-2), assistiram a um espetáculo ainda mais grotesco: além de não lhe darem nem de bico, como gosta de dizer o povoléu, os paraguaios abandonaram o campo a meio da segunda parte acusando o árbitro de estar a roubar o Atlanta por puro racismo. Antonio Sturla não teve outro remédio se não tratar de começar a despachar paraguaios pela borda fora tal como os deixara entrar às pazadas. Espalhou quatro ou cinco por clubes menores, três regressaram a casa, e ficaram apenas Tranquilino Garcete, Porfirio Sosa Largo e Aurelio Munt, ou seja, os que não enganavam ninguém e eram, na verdade, jogadores no autêntico sentido da palavra. Mas a confusão instalara-se como as raízes de um carvalho-roble: durante essa época, o Atlanta utilizou nada menos de 66 jogadores e, mesmo assim, não se safou de ter de jogar a liguilha pela manutenção. Dos que voltaram para o Paraguai pouco ou nada se sabe. Não conseguiram conservar as carreiras. Provavelmente esperavam por eles uma farda e um fuzil. Talvez revelassem mais pontaria com ele do que com os pés."