Últimas indefectivações

terça-feira, 24 de outubro de 2023

A falta que faz o VAR


"Os jogos da última eliminatória da Taça de Portugal reforçaram a importância que a vídeo arbitragem tem no futebol moderno. Os árbitros voltaram a dirigir jogos à antiga, num registo desafiante para todos: foras de jogo sancionados sem esperar pelo final das jogadas, lances nas áreas sem dedos no auricular, entradas de fronteira (amarelo/vermelho) decididas sem o veredito do VAR.
A habituação cria vícios e isso não acontece apenas no nosso dia a dia. Lá dentro é igual.
Por aquilo que vi, isso foi evidente numa mão cheia de jogos com erros que terão afetado alguns resultados finais. Erros que o recurso a imagens resolveria em vinte, trinta segundos. Perderam os árbitros, porque não contaram com um apoio imprescindível, e perdeu a verdade desportiva nalgumas dessas partidas.
Podemos e devemos discutir a forma como a ferramenta é usada e o que pode e deve ser feito para a potenciarmos, mas o que me parece que não podemos nem devemos fazer é duvidar da sua enorme utilidade: em mãos competentes, a vídeo tecnologia é a melhor coisa que aconteceu ao futebol nos últimos anos. Não vão por mim. Pensem nos milhares de golos que, em todas as ligas do mundo, foram bem validados/anulados em situações de fora de jogo; pensem no número de entradas grosseiras/violentas expostas como merecedoras de vermelho direto; pensem nos pontapés de penálti assinalados e/ou revertidos com acerto inatacável. Quem gosta de futebol a sério tem que ser defensor acérrimo deste instrumento.
Eu sou e é também por isso que consigo manter olhar crítico em relação ao que tem que ser melhorado. Na minha opinião, o que mais salta à vista é a incoerência daquilo a que chamamos de linha de intervenção: se há situações em que o árbitro só é chamado quando comete erros tão claros que até o adepto mais distante do relvado consegue ver, também há aquelas em que são convidados a rever as imagens quase por tudo e por nada: se o lance está protocolado, o melhor é o vai lá ver e decide. Este desalinhamento, obviamente benigno na intenção, gera incongruências gritantes entre jogos da mesma competição, beliscando em última instância a verdade desportiva.
A este propósito, importa recordar um dos grandes objetivos da tecnologia: «Máxima eficácia, mínima intervenção». A ferramenta não existe para substituir a autoridade e poder do árbitro em campo, mas para complementar o seu trabalho. É uma ajuda, um paraquedas, um meio para chegar a um fim. Não um fim em si. Se o lance for dúbio, se for suscetível de gerar mais do que uma interpretação, se as imagens não o esclarecerem, se o erro não for óbvio e evidente, não pode haver intervenção! É tão simples quanto isto.
Podemos concordar ou discordar — é interessante refletirmos sobre a forma como o protocolo deve evoluir — mas neste momento, tal como está previsto, é assim. Tudo o que ultrapasse essa premissa é intervenção em excesso e, por muito que seja justa nuns jogos, será sempre injusta se aplicada de forma diferente noutros.
De resto, existirão outras arestas a limar, nomeadamente a nível mais terreno, ou seja, em relação ao condutor e não ao Ferrari em si: continuo a achar que, a espaços, falta concentração, empenho e compromisso em sala. Não é bonito de dizer, mas é a minha opinião. A tarefa é realmente importante no jogo e o jogo é importante na vida e carreira de muitas pessoas. Há muito que o futebol profissional é muito mais do que uma mera atividade desportiva. Convém que quem está em campo e em sala nunca se esqueça disso. Privilégios pressupõem responsabilidades e quem não estiver à altura dessa exigência tem que considerar a possibilidade de conduzir automóveis de menor dimensão.
Não é para quem quer. Tem mesmo que ser apenas para quem pode."

Segunda Bola...


3x4x3


Terceiro Anel: Diário...

A Verdade do Tadeia #2014/57 - O regresso da Champions

Jogo pelo Jogo #11 - Festa da Taça, Ato Divino, Mistérios de Vasco Elvas

O Futebol é Momento - S02E11 - Acontece sempre Taça na Taça

Mata Mata #12 - Aconteceu Taça, Antevisão da 3ª Jornada Europeia, Braga e as suas aspirações, Jovens Craques, etc!

ESPN: Futebol no Mundo #279 - Salah recordista, racismo em Sevilha e campeões no final de semana

Chuveirinho #46

Zero: Ataque Rápido - S04E11 - Do ricalhaço inglês ao novo De Zerbi: eis o Nice

Zero: Tema do Dia - Ajax...

Segunda Bola, excerto...

3x4x3, excerto...

Total, excerto...

Titulares, excerto...

Antevisão...

Treino...

BI: Antevisão - Real Sociedad...

Visão: S05E09 - De volta à ação!

5 minutos: Antevisão - Real Sociedad...

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Os Heróis de Uma Taça que Devia Ser Repensada

Águia: Antevisão - Real Sociedad...

Terceiro Anel: Diário...

A Verdade do Tadeia #2024/56 - O Benfica, o FM e a Taça

A Verdade do Tadeia - Flash - Taça...

Falsos Lentos - S04E07 - Carlos e Diogo trocam agressões

Quezada: Champions...

Vamos lá ser justos!


"SÓ SE FALOU DO GOLO DO ARTHUR CABRAL E ENTÃO O DO TIAGO GOUVEIA?

1. O ARTHUR CABRAL custou mais de 20 milhões de euros, não é demais exigir-lhe golos. Já o TIAGO GOUVEIA foi formado no clube, está connosco desde 2017, tem que sentir o nosso apoio.

2. Interessa à comunicação social centrar-se no "romance" do ARTHUR CABRAL com os golos. Já a nós interessa-nos relevar jovens como o TIAGO GOUVEIA, que queremos ver a vingar na primeira equipa.

3. O ARTHUR CABRAL é um recém chegado. Já o TIAGO GOUVEIA, como o António Silva e o João Neves, é dos nossos, é um grande benfiquista.

4. O ARTHUR CABRAL precisou de 294 minutos nas competições nacionais para marcar o seu primeiro golo. Já ao TIAGO GOUVEIA bastaram 11 minutos - entrou aos 76, marcou aos 87!

5. O golo do ARTHUR CABRAL foi bonito e muito oportuno. Já o golo do TIAGO GOUVEIA foi só o melhor dos quatro que o Benfica marcou nos Açores.

6. O ARTHUR CABRAL tem tido várias oportunidades e desejo que as venha a aproveitar com muitos golos a partir de agora.

Já ao TIAGO GOUVEIA, que não tem tido oportunidades, desejo que esteja a passar, na pior das hipóteses, pelo mesmo que passou o JOÃO NEVES até se impor como titular na primeira equipa (contra o Estoril, a 23 de Abril)."

Sir...


"O meu pai nunca percebeu patavina de futebol, tal como todos os outros membros da minha família. O meu Benfiquismo deveu-se ao magnetismo natural do Glorioso e ao meu tio Zé Russo de Castelo Branco, cuja ação evangelizou mais sobrinhos do que o Pedro Álvares Cabral entre os índios do Brasil.
O vocabulário "futeboleiro" do meu progenitor é limitado e roda basicamente à volta dos "guarda redes frangueiros", dos "fogachos" quando os remates são potentes e do Pepe que já devia ter sido "irradicado" do futebol. Pertence contudo à geração para quem Eusébio é o futebol.
Quando se refere ao filho da D. Elisa, alinha em todos os unicórnios que giram à volta do moçambicano. Que marcava do meio campo, que furava as redes com os seus fogachos, que era tão bom que até o Salazar o proibiu de sair para Itália porque era Património Nacional.
Além do Deus da Mafalala, só há mais um jogador a quem o Sr. Francisco Lucas se refere com máximo respeito: Sir Bobby Charlton. Duvidando seriamente que alguma vez tenha visto o inglês dar um pontapé numa bola, julgo que tamanha veneração só poderá advir da epopeia do Mundial 66 ou por partilhar com ele o característico penteado.
Seja como for, tamanha admiração foi-me inculcada, e a nobreza do Cavaleiro de Sua Majestade passou a ser por mim também reverenciada. Não podia como tal, agora que se juntou a outros imortais da modalidade, deixar de prestar-lhe aqui a minha homenagem, que é também do e para o meu pai."

Águia mole


"Vem aí teste decisivo na Champions para o Benfica mostrar nova velocidade

Vai o Benfica precisar de compreender porque estão, provavelmente, mais olhos postos sobre a equipa de Roger Schmidt do que sobre qualquer outra. Das candidatas aos títulos do futebol nacional, é a equipa das águias que volta a gerar, à partida, maior expectativa, não apenas por ser a campeã nacional, mas também por se ter reforçado como se reforçou.
É natural, assim, que se centre sobre a equipa do Benfica atenção mais generalizada e é natural que o sentido crítico seja proporcional ao nível de exigência colocado, aliás, pelo próprio clube e pelos próprios adeptos.
Daí as dúvidas que parecem, aqui e ali, ir-se instalando em redor de uma equipa que, pese a boa série de vitórias em todos os jogos nacionais (com o impacto de dois sucessos sobre o FC Porto) desde a derrota na primeira jornada da Liga, no Bessa, é visível não estar ainda a rolar à velocidade que lhe vimos na maior parte da última época, e deixou, para já, imagem insuficiente na Liga dos Campeões, ao registar duas derrotas nos dois jogos já cumpridos.
A estreia na Taça de Portugal neste final de semana não causou qualquer sobressalto às águias, mas creio ter voltado a confirmar como esta segunda versão do Benfica de Roger Schmidt ainda parece jogar a baixas velocidades e sem a mesma capacidade de pressionar suficientemente alto o adversário de modo a recuperar tão rapidamente a bola como mostrou consegui-lo a primeira versão, quando chegava a ser capaz de posicionar, no ataque à recuperação da bola, sete jogadores no último terço ofensivo, deixando apenas Otamendi, António Silva e um dos médios defensivos mais junto à linha do meio campo. Claro que fazê-lo exige grande frescura e disponibilidade física. Mas exige também melhor organização.
Vem aí decisivo teste na Champions, com a Real Sociedad, e sabe-se como os encarnados vivem habitualmente rodeados de atmosfera de impaciência, própria, aliás, de quase todos os grandes clubes. Mas há impaciência e há a expectativa criada por reforços que custam muitos milhões de euros, como custou o até agora tão infeliz Arthur Cabral, que, nos Açores, por pouco voltava a não conseguir marcar. O problema, porém, não deve estar (ainda) em Cabral, que não fez pré-temporada na Luz e justifica o indispensável tempo de adaptação. O problema, entre os adeptos, estará no trauma que, sobretudo nos últimos cinco anos, foram sucessivamente deixando na águia contratações falhadas ou relativamente falhadas (e todas caras ou relativamente caras) como Raúl de Tomás, Pedrinho, Everton Cebolinha, Julian Weigl, Luca Waldschmidt, Roman Yaremchuk ou Soualiho Meité. Traumas assim não são fáceis de apagar!...

MORREU a maior lenda do futebol inglês e uma das maiores figuras de toda a história do futebol mundial. Mas Sir Bobby Charlton representava muito mais do que isso. Era um dos grandes do jogo, mas também um dos grandes como figura pública do desporto. Talvez o exemplo por excelência de um cavalheiro do futebol.
Homem de imagem extraordinariamente elegante, gentil e delicada, será hoje muito mais recordado pela figura distinta que, durante anos, vimos sentada nas bancadas do mítico estádio de Old Trafford, do seu Manchester United, do que propriamente pela grande habilidade e inteligência com que jogou futebol e ganhou a notoriedade dada a qualquer um dos maiores de sempre.
Nunca o vi jogar. Mas mesmo os que, como eu, não puderam admirá-lo no campo, aprenderam a admirá-lo fora dele, pela história que construiu, mas também por essa imagem que sempre soube passar de ser um dos mais reconhecidos e notáveis cavalheiros do futebol.
Amigo e grande admirador do nosso Eusébio, construiu com ele significativa relação de proximidade que os levou, inúmeras vezes, já sem uma bola e um campo, a partilharem diferentes emoções da vida. Eusébio já partiu há um par de anos. Sir Bobby Charlton partiu ontem. Ambos lendas. Ambos imortais. Fica o profundo respeito e a enorme admiração."

Portugal no regresso à Europa


"Pode ser uma semana decisiva para o futuro europeu dos clubes portugueses na UEFA

Depois do doce sabor da Taça de Portugal, o regresso dos quatro grandes a uma semana europeia. É a última jornada da metade de uma primeira fase da fase de grupos da Champions e Liga Europa e, por isso, uma jornada que pode ser decisiva para os clubes portugueses.
Ao contrário do que sucedeu com a Seleção nacional, aqui é mesmo preciso pegar na calculadora e juntar-lhe, ainda, uma dose de previsibilidade. Existem três versões: a versão do otimista irritante, como diria Marcelo Rebelo de Sousa, a visão do realista sensato e a visão do eterno pessimista. A primeira diz que ainda é possível os três clubes portugueses na Champions chegarem à qualificação. Tal como é previsível que o Sporting venha a dar um salto em frente na Liga Europa. O pessimista dirá que o Benfica e o SC Braga têm, desde já, o acesso aos oitavos de final vedados e que apenas o FC Porto tem uma probabilidade real de continuar. Prefiro a versão realista e sensata que nos diz que é preciso esperar por esta jornada.
O jogo do Benfica, na Luz, com a Real Sociedad pode ser o mais decisivo. Se o Benfica ganhar, e, se tiver alguma ambição europeia, tem mesmo de ganhar, deixará o futuro em aberto. Se o Benfica não vencer, não só põe em causa a continuidade na Champions como, mais grave, compromete a continuidade numa prova europeia. Julgo que alguns benfiquistas não se importariam muito com isso, porque pensam que, livre de compromissos europeus, o Benfica ficaria mais perto de conquistar, de novo, o título nacional. Porém, essa é uma perspetiva que afasta ainda mais o Benfica de um estatuto europeu e, por isso, mais o regionaliza numa ambição pequenina de clube que se conforma com uma dimensão regional e pouco digna da sua história.
É verdade que o Benfica está no grupo mais equilibrado da Champions, onde apenas o Inter terá mais créditos. E também é factual que a derrota, na Luz, com o Salzburgo só pode ser emendada se o Benfica ganhar na Áustria. Algo que é desejável e que não deixa de ser possível.
Uma teoria apenas realista e que se afasta do maior pessimista diz-nos que o Benfica e o SC Braga irão passar para o patamar do Sporting e continuarão a jogar na Liga Europa. E que o FC Porto será o único que prosseguirá na Champions. Curiosamente, se for assim, o ranking português poderá, enfim, melhorar."

Que mal lhes fazes, Florentino?


"Florentino foi fundamental no título de 2018-19 com Bruno Lage e, na época seguinte, em janeiro, o técnico quis Julian Weigl. Voltou a ser imprescindível durante quase toda a campanha vitoriosa de Roger Schmidt, que pouco contou com Weigl até este voltar ao seu país, porém a afirmação de João Neves e a compra do passe de Kokçu por 25 milhões de euros na nova temporada – para mimetizar o papel de Enzo Fernández, o que ainda não tem conseguido em pleno – voltaram a empurrar o internacional sub-21 para fora das primeiras opções.
Nos Açores, mesmo perante um Lusitânia do Campeonato de Portugal, entrou apenas a três minutos do fim.
Entre Lage e Schmidt, houve Jorge Jesus e ainda foi pior, embora desde logo se percebesse que não possuía o perfil que o atual treinador do Al Hilal gosta de ver num '6'.
Não deixa de ser estranho como Florentino desce do céu ao inferno tão rapidamente, mesmo quando, em teoria, se parece precisar mais dele em campo do que de qualquer outro. É mesmo caso para perguntar: que mal faz o jovem a quem o treina para que desista dele ao fim de uns quantos meses? Muito provavelmente nada.
A sua discrição torna-o o mais fácil de retirar de campo. E a má experiência recente com os empréstimos também o fará tolerante em demasia a tais decisões.
João Neves deve jogar porque é especial e se Kokçu ainda precisa de aumentar a qualidade das suas exibições para cumprir o potencial que já mostrou em Roterdão, o preço que custou também o torna singular, por muito que, no passado, Schmidt tenha mostrado que não se deixa levar por estatutos.
Parece-me que o Benfica sente, sobretudo, dificuldades em equilibrar-se no fiel da balança, em que com bola quer ser resistente à pressão e precisa da capacidade de rotura de passe do turco e, sem esta, necessita de Florentino para subir no terreno e ser mais eficaz na… pressão e na reação à perda. Schmidt tem privilegiado o primeiro momento, tal como Lage quis fazer com Weigl a certa altura, mesmo que o internacional germânico não tivesse sido talhado para um 'duplo-pivot'. Não se pode dizer que tenha corrido bem.
Entretanto, o jovem perde confiança, sobretudo naquela medida que apresentou quando o alemão chegou. Com que o convenceu. E todos sabemos o que o moral em baixo faz a um jogador. Ainda mais com um certo travo a injustiça."

Corrida à FPF é como um jogo de xadrez


"As eleições na FPF não serão decididas na arena mediática. Sucede a Fernando Gomes quem obtiver pelo menos 43 votos na AG eletiva...

O sucesso da candidatura de Portugal à co-organização do Campeonato do Mundo de futebol de 2030 veio aguçar ainda mais o interesse pela cadeira que Fernando Gomes ocupa desde 2011 na Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Com eleições marcadas na Cidade do Futebol entre 12 de agosto de 2024 e 11 de fevereiro de 2025 (segundo os estatutos realizam-se até seis meses depois dos Jogos Olímpicos de Verão), e sabendo-se que o atual presidente e membro dos diretórios da UEFA e da FIFA, não se apresentará a votos, por atingir o limite de três mandatos, poderá falar-se numa situação em que estará tudo em aberto. Porém, conhecendo-se os bastidores do futebol português, nunca será bem assim, porque cada confraria estará, desde já, a posicionar-se para ficar bem no filme que entrará em cena com a nova gerência da FPF.
Há que referir, para que se perceba melhor o que está em jogo, que quem elege os órgão sociais da Federação é a Assembleia Geral, na qual estão representadas várias instituições, cada uma, na prática, com direito a um determinado número de votos, que perfazem 84. O candidato que chegar ao número mágico de 43 será o sucessor de Fernando Gomes. Quer isto dizer que esta metodologia não requer grande esforço mediático aos candidatos - não é a opinião pública que vota, nem se sabe, a não ser que os eleitores queiram, quem vota em quem, porque o sufrágio é secreto - mas sim um conhecimento profundo do xadrez do futebol nacional, e do valor de cada uma das peças, Rei, Rainha, Torre, Bispo, Cavalo e Peão.
A FPF, que Gilberto Madail tentou modernizar, e de que Fernando Gomes fez um potentado, tem na sua estrutura o Conselho de Arbitragem e os Conselhos de Disciplina e Justiça, ou seja, embora a organização das competições profissionais seja responsabilidade da Liga dos Clubes - que é um dos sócios da FPF - o poder que emana da Cidade do Futebol é incontestável, daí que não admire que Pedro Proença, que tem feito um bom trabalho no saneamento financeiro e na dinâmica da Liga (além de ser obrigado a grande jogo de cintura para conseguir, como conseguiu, a unanimidade dos clubes na sua reeleição) esteja na primeira linha da sucessão de Gomes. Mas não irá a votos sozinho. Contra quem? Essa é a pergunta de um milhão de euros (pelo menos)."

José Manuel Delgado, in A Bola

O que nos dizem as contas da FC Porto SAD?


"Todos têm a noção de que o FC Porto não é o seu presidente e que irá continuar a ser uma grande instituição com ou sem Pinto da Costa!

Este é um ano importante no futebol português. Depois de cairmos um lugar no ranking da UEFA, iremos ter apenas uma equipa com entrada direta na Liga dos Campeões. Existe a possibilidade de uma segunda equipa conseguir entrar na grande competição de clubes, através das eliminatórias. Para o FC Porto, este ano tem ainda mais importância, porque irão existir eleições no final desta época que podem ditar uma continuidade ou uma alteração do caminho até aqui seguido. Uma coisa é certa, se analisarmos o passado esta é a fase em que mais contestação tem surgido à administração portista.

Novo resultado negativo
O rumo financeiro que a FC Porto SAD tem estado a seguir é, sem dúvida, o grande calcanhar de Aquiles da administração azul e branca, até porque a função de uma administração de uma empresa é atingir objetivos, mediante uma correta afetação dos recursos disponíveis, de forma a potenciar o presente, mas, em simultâneo, salvaguardar o futuro. Ora, se avaliarmos a gestão da FC Porto SAD no reinado desta administração (que está no poder desde o início), percebemos que a capacidade financeira se tem vindo a deteriorar, ano após ano.
De uma forma simples, analisando o Relatório e Contas da FC Porto SAD individual, verificamos que os resultados acumulados (de todos os exercícios anteriores) representam saldo negativo de €282.828.594 M. Se juntarmos o resultado negativo deste exercício, temos este valor: €323.604.606 M negativos!! Outro fator importante é o passivo corrente ou dívida de curto prazo (aquela que tem de ser paga ou negociada num período até 12 meses), que apresenta um valor de €280M, comparada com o ativo corrente (créditos até 12 meses) de €114 M. Estes valores representam um peso enorme para quem está a gerir os destinos da SAD azul e branca e demonstram uma enorme alavancagem. De uma forma geral, a tendência de resultados tem sido muito negativa, a alavancagem cada vez maior e difícil (especialmente no atual contexto de taxas de juro elevadas), obrigando a administração portista a dar garantias e colaterais para a obtenção de empréstimos, que cativam as receitas do presente e do futuro.
Isto mesmo podemos verificar na descrição da página 81 do Relatório e Contas individual da SAD do FC Porto: «Nos financiamentos desenvolvidos na tabela supra estão contratadas garantias e colaterais diversos, tais como as verbas a receber do Grupo Altice pelos direitos de transmissão dos jogos, os valores a receber da UEFA pela participação em competições por esta organizada, os direitos económicos dos jogadores Matheus Uribe, Zaidu, Evanilson, Otávio, João Mário, Diogo Costa e Eduardo Gabriel (Pepê), a hipoteca sobre o Estádio do Dragão, valores a receber decorrentes do acordo comercial estabelecido com o grupo Super Bock referentes ao patrocínio nas camisolas e pelo acordo de exclusividade de consumos, valores a receber do Wolverhampton Wanderers Football Club pela transferência do jogador Fábio Silva, valores a receber do SASP Paris Saint-Germain Football pela transferência do jogador Danilo Pereira, valores a receber do Manchester United Football Club pela venda do jogador Alex Telles, entre outros.»
Neste momento, a gestão passa por empurrar com a barriga!

Os prémios da administração
Conforme referi anteriormente, a função de uma administração é criar condições para que a sua empresa consiga atingir os objetivos de uma forma regular e consistente, através de um equilíbrio fundamental entre a vertente desportiva e a financeira. Se analisarmos apenas os últimos anos verificamos o seguinte: no conjunto dos últimos cinco anos, os resultados líquidos apresentaram um saldo negativo de €103.226 M. Podemos acrescentar que os três anos anteriores também foram negativos... Em termos factuais, nestes cinco anos, os administradores da FC Porto SAD receberam, no global, o seguinte valor em prémios: €3.944 M.
Aqui surgem algumas perguntas: em função dos números apresentados, e da tendência verificada, faz sentido premiar os membros que são responsáveis pelo caminho que tem vindo a ser seguido? Os administradores deveriam ser avaliados pela forma como gerem os recursos ou pelo sucesso da equipa de futebol? Deveria uma administração ser premiada por num ano (2019/2020) ter €113.243 M de resultado negativo e no ano a seguir (2020/2021) ter €21.685 M de resultado positivo?
Na explicação para a justificação do pagamento de prémios aos cargos diretivos foi referido que tinham de se confirmar três pressupostos (ser campeão, entrada na Liga dos Campeões e resultados financeiros positivos) em simultâneo. Ora, nas épocas 2017/2018 e 2019/2020, um desses critérios não foi atingido, uma vez que os resultados dos exercícios em questão foram negativos. Apesar deste facto, a administração recebeu os respetivos prémios, sendo que em 2019/2020 o resultado líquido foi de €113.243 M negativos!

A concorrência ao ataque
Foi interessante verificar que, de repente, muitos adeptos verificaram que a administração azul e branca recebeu prémios no valor total de €1.640 M relativos ao sucesso da época anterior! Destaco este facto porque esta informação já é conhecida há alguns meses, uma vez que vinha contida no relatório semestral da SAD do FC Porto. Se a informação já estava disponível, por que motivo aqueles que agora se insurgem contra esta questão não o fizeram antes? Será que estão a escolher o melhor timing para o fazer? Será que tem a ver com as eleições do próximo ano? Será que muitos adeptos ou associados do FC Porto se sentem mais confortáveis em criticar a administração da SAD se outros também o fizerem?
O que destaco sempre é que é fundamental estar atento à gestão das diferentes administrações, sejam do FC Porto, Benfica ou Sporting. É fundamental ter um critério de exigência e transparência face aqueles que gerem os destinos destas grandes instituições. Realço também a importância da existência de crítica interna, sem a qual nenhuma organização consegue evoluir. A crítica gera desconforto, confronta, coloca em causa e obriga a questionar o caminho que está a ser seguido, o que acaba por permitir validar ou alterar a estratégia adotada.
O FC Porto esteve, está e estará ligado à figura do seu presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa. Apesar disto, todos têm a noção de que o FC Porto não é o seu presidente e que irá continuar a ser uma grande instituição com ou sem Pinto da Costa! O que devemos ter sempre em mente é que ninguém está acima de escrutínio e que o passado não nos deve retirar a capacidade de analisar, avaliar e questionar as opções que são tomadas a cada momento. Em Portugal temos por defeito endeusar pessoas e, por esse motivo, nunca as questionar…

Vilar de Perdizes
Vilar de Perdizes é uma aldeia especial. Sou suspeito, porque se trata da terra da minha Mãe. É especial não por ser a terra das bruxas, mas por ser um local com gente única, terra a terra, que sabe e gosta de receber as visitas, que tem uma união e uma forma de estar única. O jogo contra o FC Porto demonstrou isto mesmo: paixão, alegria e felicidade por poder jogar contra um grande clube. A aldeia viveu mais um dia feliz (apesar de jogar fora do seu reduto) e os jogadores e treinador puderam demonstrar a sua qualidade.

A valorizar
Nuno Tavares: O lateral do Nottingham Forest, ex-aluno da Casa Pia, dá o nome e apoia bolsas de estudo atribuídas a alunos da instituição. Quando dizemos que os jogadores devem ser referências e exemplos, dentro e fora de campo, é disto que falamos. Esta forma de estar é um reconhecimento para quem o ajudou a crescer e, em simultâneo, uma forma de ajudar a concretizar o sonho de crianças que estão na posição em que o Nuno esteve.

A desvalorizar
Nicolò Fagioli: Fagioli assumiu o vício do jogo, que lhe valeu uma suspensão e dívidas enormes. O jogador da Juventus representa um universo invisível de atletas que desgraçam as suas vidas ou carreiras por entrarem no vício do jogo. Estes temas devem ser abordados e apresentados aos atletas, desde cedo, de forma a que no futuro estejam preparados para rejeitar este tipo de solicitações."

FC Porto e os prémios da discórdia


"A medida dos ganhos dos presidentes tem de ser o que ganham os jogadores e treinadores

A polémica está instalada com os salários recebidos pela administração do FC Porto que apresentou resultados líquidos consolidados negativos de 47,627 milhões de euros. Um valor negativo deveras importante e que, com as eleições à porta, está a gerar uma enorme polémica juntos dos mais notáveis associados do clube.
O clube da cidade do Porto veio esclarecer os prémios, mas as críticas não desapareceram. Segundo os azuis e brancos, os prémios, no valor total de 1,6 milhões de euros, entraram no exercício da época anterior, mas dizem respeito a três condições que foram cumpridas na época de 2021/2022, época em que «o FC Porto conquistou o título nacional de futebol e a SAD apresentou resultados francamente positivos». Sim, no ano passado os resultados não foram os mesmos, nem dentro do campo, nem em termos contabilísticos. Mas quem critica - toda a legitimidade para isso - esquece-se das muitas épocas extraordinárias do clube.
Os clubes e as SAD existem para ganhar ou, pelo menos, conseguir bons resultados, e nisso o Porto de Pinto da Costa é exímio. As remunerações de Pinto da Costa, de 1.152.000 euros (brutos), ou do presidente do Sporting, de 257.000 euros, também brutos, por ano, só são questionadas porque há quem queira os lugares deles. Sim, a diferença é abismal. Sim, o FC Porto SAD apresentou enormes prejuízos este ano, e a Sporting SAD resultado líquido positivo de 25,2 milhões de euros, mas ao mesmo tempo ninguém questiona os €3 M líquidos que, dizem os media, ganham Sérgio Conceição ou Rúben Amorim.
Ora não há dúvidas quanto à legalidade da remuneração dos presidentes dos clubes. As normas jurídicas aplicáveis são poucas logo, desde que a Assembleia Geral ou a Comissão de Remunerações aprove, não há questão sequer. Mais, os adeptos querem é que os clubes ganhem títulos, e o FC Porto tem conseguido isso, na era Pinto da Costa, como ninguém em Portugal. E, amigo leitor, não podemos medir os ganhos dos administradores dos clubes pela medida de pessoas como nós. A medida tem, naturalmente, de ser o que ganham os jogadores e treinadores e aí os presidentes não chegam sequer à média. E não há dúvidas que são os dirigentes que tomam as decisões mais difíceis, que negoceiam contratos, que gerem cada peça que compõe o puzzle que é um clube de futebol. Devem ser pagos, devidamente, por isso.

Não regressar, por favor
O Governo prepara-se para alterar, sobremaneira, o programa Regressar, que permitia a quem voltasse a Portugal pagar apenas metade dos impostos durante cinco anos. Pepe, João Mário João Moutinho, e outros, beneficiaram do regime. E os clubes beneficiam com a presença deles. E o Estado beneficia dos impostos, mesmo que sejam só 50%. Isso, ou nada, parece-me que é melhor 50% do que zero. As alterações a este regime, que se aplica a todos os que regressem a Portugal, sejam jogadores ou não, vai tornar mais difíceis regressos de Bruno Fernandes, Bernardo Silva ou Danilo, a título de exemplo. Enquanto isso, a Espanha torna o seu regime dos Desplazados ainda mais competitivo, facilitando a vida aos clubes espanhóis, que podem gastar menos com a contratação das suas estrelas! E o futebol merecia mais: é das nossas indústrias mais bem-sucedidas e, para sermos francos, exigimos ao futebol muito mais que o que exigimos aos nossos Governos.
O Direito ao Golo vai por isso, e só pode, para a nossa Seleção que se qualificou para o Euro-2024 magnificamente."

Segundo Poste...

Portugal, Martínez e ousar olhar (e jogar) para cima


"Vemo-nos em meados de outubro numa situação tão pouco comum, sentindo certo aroma a uma tranquilidade que desconhecemos. Esta segunda-feira, Portugal joga na Bósnia, na Zenica de tantas histórias, livre de dramas ou matemáticas, já dentro do Euro 2024 e apenas com o simples objetivo de amealhar um pontinho para garantir o primeiro lugar do grupo quando ainda faltam três jogos para o fim da qualificação. Não haverá playoffs, previsões de catástrofes que invariavelmente não vieram a acontecer: afinal de contas, com mais ou menos calculadora, desde 1998 que não sabemos o que é falhar uma fase final de uma grande competição.
Perante os adversários que foram saindo caprichosamente do sorteio para esta qualificação, notícia seria se a seleção nacional tivesse dificuldades. A Eslováquia, que vencemos na sexta-feira, sofrendo os primeiros golos nesta fase ao fim de sete jogos, era o rival mais cabeludo (porém, de cabelo liso, não propriamente uma permanente) e, com exibições mais exuberantes que outras, as vitórias sucederam-se naturalmente.
A boa notícia para Portugal será que o último par de jogos já trouxe, com resultados, aquilo que Roberto Martínez prometeu à chegada: flexibilidade, soluções, uma equipa preparada para jogar em vários sistemas e estratégias. No Dragão, o espanhol de fleuma britânica colocou pela primeira vez Gonçalo Ramos e Cristiano Ronaldo juntos, numa engenhosa e airosa saída para a discussão se a titularidade deveria pertencer a um ou a outro. Pelo que se viu, principalmente na 1.ª parte, os dois até se podem complementar. Bruno Fernandes agrega as diferentes sensibilidades táticas encontrando e criando os espaços com a sua visão prodigiosa - é o jogador-chave desta qualificação - e o problema será sempre onde colocar tanto talento a jogar. Que João Félix, Diogo Jota ou Vitinha não sejam titulares absolutos nesta equipa diz bem da profundidade desta geração. Mas também da responsabilidade que ela e Martínez têm.
Aferidas as diferentes fórmulas, a esta equipa portuguesa faltará agora um teste duro. Houve tempo e competência para preparar esse embate com a realidade. Felizmente, o discurso não é pequenino, não nos menospreza. Bernardo Silva disse, e bem, que é para chegar “o mais longe possível no Euro”. E com esta equipa “o mais longe possível é ganhar”. Martínez falou em “sonhos” e, mais importante, em concretizar esses sonhos. Portugal, com a matéria prima que tem à disposição e com o trabalho dos últimos meses, não se pode esconder, seja contra o Liechtenstein ou contra França, Alemanha ou Espanha. Há que ousar olhar para o céu e jogar de acordo. Para já, não há vislumbre de nuvens."

Trio, excerto...

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Samuel Barata, a fazer história...


O Atletismo de estrada, já não tem o impacto que já teve no desporto nacional, mas o recorde nacional da Meia-Maratona, merece ser destacado! Samuel Barata é o primeiro português, a baixar da hora, na Meia-Maratona! Marca que muitos ilustres perseguiram, mas não conseguiram: 59m40s, em Valência... Sendo agora o 5.º Europeu de sempre... o 3.º nascido na Europa!!!
Este recorde tinha 26 anos!!!

O Samuel tinha batido o recorde nacional dos 10Km de estrada no último mês, portanto este resultado, até não é inesperado... E por tudo isto, merece os parabéns!

Agora é traduzir estes resultados, para a prova rainha: a Maratona!

Chapa 5 !!!

Famalicão 0 - 5 Benfica


Levou 40 minutos para ultrapassar o autocarro, com o 1.º golo, mas na 2.ª parte, construímos o resultado normal e justo!

Apesar de algumas lesões, com a provavelmente a jogadora mais importante no nosso jogo coletivo ainda de fora (Pauleta), parece que finalmente estamos a render bem, com este esquema de 3 defesas! Se internamente, estamos muito acima de todos os adversários, esta tranquilidade também abre muitas esperanças, na caminhada europeia...

Algumas notas finais:
- a forma inacreditável como os adeptos do Benfica foram enfiados numa pedaço minúsculo, duma bancada vazia, com adeptos fora do estádio, sem direito a entrar!!! Confundir o futebol feminino, com o masculino, só mesmo de gente complexada!!!~
- azia monumental da escumalha Lagarta da TVI!

Empate na abertura...

Liverpool 1 - 1 Benfica
Cruz


Regresso do Benfica, à International Cup da Premier League (Sub-21), com um empate em Liverpool, numa partida onde fomos inferiores nos primeiros 10 minutos, e superiores no resto da partida, e onde o empate soube a pouco...

Qualificação histórica...

Benfica 17 - 9 Jarfalla

Ribeiro; Alice, Arromba, Tejo, Nunes, Jardim, Milheiro, Lousa, Sousa, Noy, Brissos, Perez, Silva

Segunda vitória, neste torneio de qualificação para a Challenger Cup de Polo Aquático feminino, realizado na Chéquia, e qualificação para a próxima fase.
Depois  de uma derrota no 1.º jogo, com o Izmir Buyuksehir por10-19, vencemos a 2.ª partida com o Asten Strakonice por 17-13, e hoje, contra as Checas, garantimos a qualificação histórica...
Parabéns à secção...

Profundo pesar por Raul Machado


"Antigo jogador e campeão de futebol pelo Sport Lisboa e Benfica faleceu aos 86 anos.

O Sport Lisboa e Benfica expressa sentidas condolências pela morte de Raul Machado, antigo jogador e campeão de futebol pelo Clube, falecido hoje aos 86 anos.
Raul Machado ingressou no Benfica com 25 anos e conquistou 6 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal e 4 Taças de Honra. Ao longo das sete épocas (1962-1969) em que vestiu a camisola do Benfica, representou ainda a Seleção Nacional A por 11 vezes. O antigo defesa envergou a camisola do Glorioso em 265 jogos (206 oficiais) e apontou cinco golos.
O velório terá lugar hoje, domingo, a partir das 18h00, na Capela Mortuária da Santa Casa da Misericórdia de Matosinhos. O funeral será realizado amanhã, segunda-feira, a partir das 15h15, seguindo depois o cortejo fúnebre em direção ao Cemitério de Sendim.
À família e amigos, o Sport Lisboa e Benfica endereça sentidos pêsames e presta solidariedade e gratidão neste momento de tristeza."

O Benfica Somos Nós - S03E15 - Lusitânia...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Vinte e Um - Como eu vi - Lusitânia...

Tailors #14 - Rui Águas...

Aproveitamentos!!!

De volta ao que interessa

𝗡𝗮̃𝗼 𝗖𝗼𝗺𝗽𝗮𝗰𝘁𝘂𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗥𝗮𝗰𝗶𝘀𝗺𝗼


"É com profunda revolta que assistimos a mais um execrável episódio de racismo no desporto português. E, uma vez mais, as vítimas dos insultos são jogadores do Benfica.
No ano passado, foi o Ivan Almeida no basquetebol e o Nilson no futsal, e ontem foi a vez de João 'Betinho' Gomes, no basquetebol.
O racismo não é um problema que possamos ignorar ou atenuar. É uma chaga que corrompe a integridade do desporto e esmaga a dignidade de todos os atletas, independentemente da sua cor de pele. Estas ações discriminatórias não apenas prejudicam diretamente os jogadores, mas também lançam uma mancha inaceitável sobre o desporto nacional.
A pergunta que se impõe é: quem é que protege os jogadores? A resposta deve ser clara: todos nós, enquanto sociedade, mas acima de tudo, a Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), que deve assumir um papel determinante na erradicação do racismo dos campos, das quadras e das bancadas.
Não vamos aceitar desculpas esfarrapadas ou silêncio cúmplice.
Exigimos da FPB uma resposta imediata e exemplar. Agora é o momento de agir, de implementar medidas concretas e de mostrar ao mundo que o racismo não tem lugar no desporto português. Necessitamos de educação, de sensibilização e de punições severas para aqueles que perpetuam este comportamento repugnante.
O desporto deve ser um farol de igualdade, um terreno de jogo onde todos são tratados com justiça e respeito. Não podemos mais compactuar com atitudes racistas."

Mais uma vez... no mesmo sítio!!!


"Ontem, Betinho Gomes, jogador do Benfica, foi vítima de insultos racistas proferidos por adeptos do FC Porto no Dragão Arena. A situação foi tão grave que a esposa do jogador teve de vir exigir explicações à FPB.
Quase 24 horas se passaram e o que temos é um silêncio sepulcral."

Cores!!!


"Arthur Cabral vs Taremi vs Fran Navarro nas competições nacionais 2023/24:
𝗔𝗿𝘁𝗵𝘂𝗿 𝗖𝗮𝗯𝗿𝗮𝗹: 294', 1 golo.
𝗧𝗮𝗿𝗲𝗺𝗶: 732', 1 golo
 𝗙𝗿𝗮𝗻 𝗡𝗮𝘃𝗮𝗿𝗿𝗼: 232', 0 golos.
Bom sábado a todos. 🙃"

Minutos!!!


"Continuem a ser manipulados pelas campanhas anti-Benfica da comunicação social azul e verde que eles agradecem e é esse o caminho. O que hoje estão a fazer ao Arthur Cabral, já fizeram ao Darwin, ao João Félix, ao Neres, ao Jonas, ao Cardozo e a muitos outros.
Com licença e boa noite. 😘"

Integridade e os perdões!!!


"A integridade das competições é que não está assegurada quando um dos competidores vive de perdões bancários.
Enquanto todos os clubes têm de fazer face aos exigentes compromissos, o clube das elites e da banca, vai de perdão em perdão, num exercício de concorrência desleal."

Apesar do heroísmo caseiro, Benfica faz o que era suposto fazer na Taça em tarde redentora de Arthur Cabral


"Os visitantes venceram esta tarde, nos Açores, por 4-1, num jogo que demonstrou a qualidade que existe no Campeonato de Portugal. O Lusitânia dos Açores, líder da Série C do quarto escalão, demonstrou qualidade e coragem para competir com os campeões nacionais. Aos 67' minutos, o futebol fez as pazes com Arthur Cabral, um avançado que vivia debaixo de uma nuvem carregada de chuva

Estes jogos de anónimos contra gigantes trazem sempre aquele cheirinho a Campeonato do Mundo. Talvez os de antigamente, é certo, quando havia mistério e fantasia. Descobrir jogadores é como encontrar a fonte da felicidade num lugar que cheira a lavanda, onde a brisa é a brisa adequada. A chuva imensa regava o relvado do João Paulo II, mas também a cumplicidade que sempre existe entre quem é testemunha e os que se prestam ao exercício do heroísmo, ainda por cima na terra certa. E o Lusitânia, com um futebol muito interessante, foi sonhando com beliscar as certezas dos senhores que fardavam de vermelho.
As distâncias começaram a ficar evidentes quando a bola chegava às botas de João Mário. Enquanto os outros se iam debatendo com as fissuras e armadilhas do relvado encharcado, o médio ia correndo, lentamente, como se soubesse os segredos daquele jardim. Com alguma liberdade, combinando à esquerda e depois à direita, João Mário marcou o primeiro golo da tarde, de calcanhar. Foi um belo golo e logo aos nove minutos, o que prometia inaugurar um eventual passeio.
Mas os futebolistas da casa, líderes da Série C do Campeonato de Portugal, não estavam virados para facilidades. E lutaram. Mais importante, jogaram futebol. Rafa Tchê e Gonçalo Cabral, o Cabral mais ativo e feliz em campo durante muito tempo, iam dando nas vistas. O primeiro, mexido, fez um cabrito que deliciou o povo, que já havia sido saciado com uma cueca de António Legatheuax. Celebrar a técnica e o arrojo é a glorificação do futebol amador, das pessoas, que se sentem identificadas com o atrevimento daqueles com quem se cruzam nas ruas da cidade.
O Benfica apresentou-se, tal como Roger Schmidt anunciara, bastante desfalcado, embora tenha contado com João Neves (discreto depois da estreia na seleção), Rafa, Juan Bernat e outras trutas. Faltavam Otamendi, Bah, Neres, di Maria e Kokçu. Casper Tengstedt voltou a ser titular, tal como Arthur Cabral, um jogador que precisava urgentemente de fazer um golo para fugir da nuvem carregada de chuva que tinha em cima da cabeça. Acontece tudo a um avançado quando vive dias difíceis. Ora escorrega à frente da baliza, ora executa alguns movimentos dessintonizados, ora lança-se para a bola como quem vai falhar. O ofício de goleador é dos mais difíceis. Se num período de seca, se dá pouco à equipa, então aí os problemas acumulam-se e o jogador transforma-se em alguém dispensável para o adepto. Pior que isso, uma espécie de inimigo. Mas o futebol recompensaria o destroçado homem que veio de Florença…
O Lusitânia, aparentemente muitíssimo bem treinado por Ricardo Pessoa, tentava entupir o miolo. Os visitantes, aqui e ali bastante desconfortáveis, metiam bolas perto das linhas de cal. Gonçalo Cabral, que passou por Belenenses, Sporting e Sampdoria na formação, testou duas vezes Samuel Soares, o guarda-redes do Benfica que foi apanhado no meio do vendaval Vlachodimos Odysseas-Trubin. E respondeu sempre bem.
O 2-0 chegou por Rafa, depois de uma assistência de Chiquinho. Os homens da casa mantiveram a identidade, continuaram a tentar jogar e foram premiados com um penálti antes do intervalo, depois de uma falta imprudente de Fredrik Aursnes sobre Cabral. A canhota de Enzo Ferrara, um bom rapaz que era tímido e pouco falador quando andava no 1.º Dezembro, decidiu colocar o Benfica numa situação difícil.
A chuva dava à transmissão televisiva uma onda de anos 90. O relvado do João Paulo II ia aguentando estoicamente, como os jogadores que equipavam de verde e branco.
Perto dos 70 minutos, Gonçalo Guedes, sempre generoso e solidário, ganhou uma bola e isolou Arthur Cabral. O futebol teve ali um ou dois segundos para decidir o que fazer com este avançado brasileiro, questionado desde que chegou a Lisboa, pelo preço mas também pelo pouco que produziu até aqui. Ao oitavo jogo enfiado numa camisola vermelha, o futebol decidiu o fado de Arthur no Benfica. A bola estava redondinha naquele hesitante relvado e o número 9, mostrando que é um número 9, tratou de engolir as dúvidas e picar a bola com o pior pé. A bola esteve imenso tempo no ar. Para o jogador, aquele segundo talvez tenha durado alguns segundos. O poste meteu-se no caminho. Mas o futebol decidiu dar ao avançado um beijo na testa e permitir-lhe a alegria. Tlim, golo. O punho socou o ar numa zona abaixo do habitual, talvez porque, embora seja um momento importante, Arthur Cabral não quisesse dar demasiada importância a um golo contra uma equipa do quarto escalão.
A segunda parte dos encarnados transpirou segurança, não houve grandes sustos. Trocaram-se muitos passes. A energia do outro lado foi caindo. Era inevitável. As maravilhas dos de verde também desapareceram. O marcador, a proximidade entre golos, define o nível da condição física, escancarando o lado mental do jogo. As distâncias notam-se à medida que o tempo passa. O heroísmo vive sobre determinadas condições.
Schmidt ainda lançou Petar Musa, Florentino e Tiago Gouveia, o jovem extremo que fez um ano interessante no Estoril na época passada, por Rafa, Chiquinho e Arthur Cabral, que finalmente foi substituído com aquele sentimento especial de missão cumprida que um avançado goleador sente sempre. E Gouveia, numa cavalgada típica, arrancou com a bola no meio-campo, superou um adversário e picou a bola por cima de Diogo Sá. Quanto veneno na aceleração, já muito perto do minuto 90 (4-1). Antes, já Ricardo Pessoa lançara Mada Pereira, Paulo Bessa e Ragner Paula, numa altura em que a baliza de Samuel Soares era uma mera miragem, com exceção para um último suspiro de Rafael Tchê.
O Benfica, que não vence a Taça de Portugal desde 2017, estreou-se com uma vitória no torneio, na terceira eliminatória, e vai mudar agora o chip para a Liga dos Campeões. O Lusitânia dos Açores vai voltar à sua realidade, com o orgulho insuflado, sabendo que tem condições para discutir um lugar na Liga 3."

Líderes do futebol português apoiam a criação de uma entidade externa para gerir a arbitragem. E como funciona em Inglaterra?


"Na XI Cimeira de Presidentes promovida na última semana pela Liga Portugal, houve consenso generalizado em relação à necessidade de se criar uma entidade externa para gerir a arbitragem do futebol profissional.
A ideia, lançada há alguns meses pela FPF e que originou desde logo a criação de um grupo de trabalho, surgiu pela necessidade de se “constituir e desenvolver um quadro de árbitros mais adequado”.
Como sabemos, este não é um tema novo por cá. Há vários anos que se fala na possibilidade de importarmos um modelo semelhante ao praticado na Premier League inglesa há mais de duas décadas.
A PGMOL - Professional Game Match Officials Board - nasceu em 2001 quando os árbitros ingleses passaram a profissionais.
Hoje em dia, a empresa faz uma gestão independente do setor, sendo financiada pela PL - Premier League, FA - Football Association e EFL - English Football League (competições onde atuam os seus árbitros), bem como pelos patrocinadores/parceiros que se associam à marca.
Atualmente trabalham diretamente com 117 árbitros (árbitras incluídas) e 177 árbitros assistentes, divididos em grupos distintos. A todos são asseguradas assessorias técnicas e condições de excelência, para que possam estar sempre ao mais alto nível, numa atividade que lhes exige exclusividade total.
Os árbitros da PGMOL reunem-se quinzenalmente para trabalhar em conjunto aspetos de ordem física, técnica e psicológica, além de trabalharem remotamente com muita assiduidade. Cada um tem um mentor (ex-árbitro experiente) que o acompanha, avaliando a sua evolução. Funcionam como uma espécie de treinador individual.
Todos os árbitros dispõem também de ferramentas tecnológicas de ponta, capazes de medir as suas performances em treino e em competição.
Importa sublinhar que, para avaliar a qualidade do processo de decisão, são chamados os delegados ao jogo, cargo geralmente ocupado por ex-jogadores e/ou técnicos credenciados. O seu input é fundamental.
A PGMOL conta ainda com uma vastíssima equipa que garante que nada falhe a este nível: preparadores físicos de topo, fisioterapeutas, corpo médico, psicólogos, analistas técnicos, etc, etc.
Naturalmente que ser árbitro (ou dirigente/gestor) num conceito desta natureza, pressupõe direitos e deveres. É preciso que todos estejam cientes que, em troca do acompanhamento de excelência e da remuneração atrativa, são esperadas arbitragens globalmente competentes. É também preciso que o CEO e restantes elementos do board percebam o conceito empresarial em que estão inseridos: é expetável que quem pague o serviço exija qualidade em troca.
Esta ótica, apesar de ter especificidades que devem ser salvaguardas em nome da independência do setor, tem tudo para acrescentar valor à arbitragem portuguesa. Uma das grandes vantagens é, de uma vez por todas, assumi-la como verdadeiramente profissional. É fundamental que nos afastemos rapidamente deste modelo "semi", que foi importante para assegurar a transição, mas que está já esgotado no tempo. Não faz mais sentido que uns tenham disponibilidade total para treinos e outros não; que uns integrem o projeto profissional e outros não.
O importante é que, quando este passo for dado, seja dado por todos e para todos, sendo que quem escolhe este caminho sabe que enveredará por uma atividade que lhes exigirá 100% de dedicação e compromisso.
Espera-se que a iniciativa traga sobretudo maior tranquilidade e proteção a uma classe demasiado exposta a ameaças, insultos e agressões.
Se for bem pensado, planeado e executado, este é um passo que tem tudo para dar certo.

Nota final - A criação deste organismo não pressupõe corte de cordão umbilical com a arbitragem amadora ou de formação. Pelo contrário. A colaboração deve ser ainda mais estreita, para que os critérios sejam uniformizados da base ao topo e para que exista o acompanhamento devido daqueles que, ao longo do tempo, forem mostrando mais apetência e vocação para a função.
Plantar hoje para colher amanhã."

Zero: Tema do Dia - Escândalo das apostas...