Últimas indefectivações

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lixívia 6

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............ 12 (-4) = 16
Sporting...........14 (0) = 14
Corruptos....... 14 (+2) = 12

Jornada atípica, sem grandes erros, sendo que até o Benfica beneficiou de um erro do árbitro!!! A raridade do acontecimento, merece ser comemorada...!!!

A verdade é que a Mão do Mitroglou tocou na bola, mas foi de forma tão dissimulada, que ninguém viu. Nem o árbitro, nem os jogadores do Paços. Ninguém pediu penalty. Aliás as imagens mostram dois jogadores do Paços, a pedirem Canto... Foi burrice do Mitroglou, e é melhor não repetir a graçinha, noutros jogos.
Pouco tempo depois houve uma Mão na bola na área do Paços, mas o árbitro marcou falta do Jardel, e vendo a repetição, parece-me que a decisão foi correcta, pois o Jardel meteu o braço em cima do ombro do adversário.
No resto do jogo, tivemos que aturar mais uma daquelas partidas, onde o critério disciplinar foi adaptado à necessidade de não expulsar nenhum adversário do Benfica. Explico: durante os primeiros 60 minutos não se deve dar amarelos aos adversários do Benfica... a excepção podem ser os avançados!!! Para que assim, as equipas de arbitragem não sejam obrigadas a expulsar nos últimos 30 minutos, com duplo amarelo os caceteiros adversários!!! É uma daquelas regras, que não está escrita, mas é aplicada, semana após semana!!!
No penalty contra o Benfica, estava 0-0, é sempre complicado perceber a influência no jogo do 1.º golo, mas o Benfica acabou por vencer por 3-0, assim não se pode retirar a conclusão, que o resultado da partida seria muito diferente...!!!

No Bessa tivemos mais choradeira, e mais uma vez, sem qualquer razão. Os Lagartos queixaram-se de um golo anulado, e de um penalty, em ambos os casos, sem qualquer razão...

Por incrível que pareça, o Vasco Santos apitou bem um jogo dos Corruptos!!! Sendo que no 2.º golo do Moreirense, teve sorte!!! Se não tivesse sido golo, duvido muito que tivesse marcado o penalty claro do Danilo, empurrando o outro avançado do Moreirense...

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
Épocas anteriores:

Arbitragem sempre mira de Bruno

"O caminho do confronto é perigoso, não tem meio-termo e precisa do cimento dos resultados desportivos para ter viabilidade...

O Sporting, pela palavra do seu presidente, apontou baterias à arbitragem e explicou todos os males que assolam o futebol do clube com o trabalho dos árbitros, o último dos quais Artur Soares Dias. O presidente da Assembleia Geral também ajudou à festa e o treinador não deixou de mostrar desagrado pelo trabalho do juiz da partida do Bessa. Porém, ao contrário de Bruno de Carvalho, Jorge Jesus teve a lucidez suficiente para fazer alguns reparos pertinentes: em primeiro lugar, o Sporting não fez um bom jogo, longe disso; em segundo lugar, o rendimento dos suplentes utilizados deixou muito a desejar; e, em terceiro lugar, faltou criatividade nas situações de um-contra-um. Jesus anda no futebol há demasiado tempo para não saber que por vezes dá jeito mascarar algumas situações, remetendo culpas próprias para terceiros e assim ganhar tempo para proceder às necessárias afinações. Por isso, não deixa de alinhar nas críticas à arbitragem; mas quando diz, por exemplo, que houve défice de criatividade, é inevitável que, de imediato, se pense em André Carrillo, o jogador mais criativo do plantel leonino e também o mais forte nas situações de um-contra-um. Francamente, sem estar dentro da cabeça de Jorge Jesus, custa-me a crer que o treinador do Sporting não estivesse a pensar no internacional peruano quando apontou aquela carência do futebol do Sporting. André Carrillo é o ausente mais presente da história recente do Sporting, sem que se vislumbre uma solução em que todas as partes envolvidas não percam (mais o clube do que o jogador, isso sem dúvida).
Bruno de Carvalho - e isso ficou bem à vista na intervenção que fez na Assembleia Geral de ontem - está a dramatizar o discurso, ciente da importância dos resultados desportivos imediatos para a viabilidade do projecto em curso. Por isso ataca de forma radical alegados oposicionistas (quem serão os seis a quem se refere?), não mede palavras para zurzir os rivais (Benfica à cabeça, depois da deselegância de Carnide) e coloca em xeque antigos dirigentes que se entregaram ao clube, a maior parte deles com prejuízos das vidas pessoais e profissionais.
É um caminho perigoso, sem meio-termo, que sobreviverá apenas enquanto o cimento dos resultados desportivos mantiver o edifício em pé...

Assim se passa ao lado de uma grande carreira
«Não é preciso ser humilde para se ser árbitro, é preciso ter um ego do tamanho do mundo.»
Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting
Bruno de Carvalho não poupou nas palavras para zurzir Artur Soares Dias (que o considerou expulso, por factos ocorridos depois do apito final) e teve esta curiosa expressão sobre a necessidade de um grande ego para se vingar na arbitragem. O presidente do Sporting, numa rápida introspeção, certamente concluirá que passou ao lado de uma grande carreira.

ÁS
Miguel Oliveira
A vitória no Grande Prémio de Espanha e a subida ao terceiro lugar no Mundial de Moto 3 são sinais de talento e capacidade do corredor de Almada. Por isso, de olhos postos no Moto 2 do próximo ano e até noutros horizontes mais ambiciosos, todas as esperanças são legítimas. Há um português a dar cartas no motociclismo mundial

ÁS
Jonas
Semana após semana derrama futebol cinco estrelas pelos relvados portugueses. O golo de bandeira que marcou ao Paços de Ferreira foi apenas o episódio mais recente de uma história de sucesso de um jogador que andava perdido em Valência e veio encontrar no Benfica o sítio certo para se renovar. E Dunga, andará de olhos abertos?

DUQUE
Sepp Blatter
Penoso final de mandato do ainda presidente da FIFA. O garrote está cada vez mais apertado e a figura de Blatter na liderança da FIFA não passa já de um cadáver adiado. Com tudo o que estava a acontecer era impossível que a investigação não chegasse a Sepp Blatter. A ver vamos, a seguir, o que se passará com Michel Platini.

Messi lesionado
Como vai reagir o Barcelona à ausência - prevêem-se dois meses em doca seca -  de Leo Messi? A resposta terá de ser dada pelas outras estrelas planetárias dos 'culés', Suarez, Neymar, Iniesta e companhia. É bom não esquecer que, no último jogo da 'pulga', sem limitações, o Barcelona foi goleado por 1-4 em Vigo, o que indica um apagão que vai para além do génio argentino. Provavelmente, nas próximas oito semanas, veremos um Barça mais colectivo, sem esperar que seja o suspeito do costume a resolver os problemas de todos...

A maior vitória da história de Gales
Quem o diz é o 'Wales on Sunday'. O triunfo de Gales, em Twickenham, sobre a Inglaterra, num jogo de cortar a respiração, 80 minutos de puro deleite para quem gosta de râguebi, foi o mais importante da história daquela nação de râguebi. Feitas as contas, a Inglaterra pode nem passar da primeira fase..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Gonçalo Guedes

"Os jovens olharão para Gonçalo Guedes com a certeza, agora, de que a pena o esforço, a entrega, a dedicação.

1. O dia de ontem fica para a história pessoal de um bem jovem futebolista que cresceu no Benfica. E merece bem o título deste artigo. Das escolinhas ao primeiro golo num jogo oficial da principal competição do futebol português vão poucos anos, muito trabalho, indiscutível ambição, imensa dedicação. Gonçalo Guedes mereceu aquele golo frente ao Paços de Ferreira e Rui Vitória foi um verdadeiro Professor ao motivar aquele aplauso imenso - de mais de quarenta e cinco mil fiéis adeptos do Benfica - aos setenta e oito minutos de jogo. A substituição foi um instante de reconhecimento. E de múltipla e colectiva motivação. A vitória do Benfica era bem necessária e foi totalmente merecida. E mostrou que a combinação entre ambição e experiência é uma estratégica correta. Jonas é fatal. Singular e artisticamente fatal. Como aquele primeiro golo claramente mostrou. Mas Gonçalo Guedes e Nelson Semedo evidenciam talento e vontade de vencer. Com serenidade crescerão. Sabendo que têm aproveitado o tempo que lhes tem sido, e bem, concedido. Para comum contentamento. E com o nosso entusiasmo. Tendo todos consciência das dificuldades que surgirão. Sabendo com André Gide que «a experiência ensina mais seguramente do que o conselho». Sendo que este é útil e deve ser bem recebido. Como se percebe do comportamento e das exibições de Gonçalo Guedes. Como ressalta da sua auto-estima e da sua generosidade genuína que brota das suas raízes e também das escolinhas do Benfica. E os jovens, muitos a partir do Seixal e da sua academia, olharão para ele com a certeza, agora, de que vale a pena o esforço, a entrega, a dedicação. E também a paixão ao clube do seu coração!
2. Na sexta feira passada no arranque de mais uma jornada de quatro dias - de sexta a segunda! - da nossa Liga o Futebol Clube do Porto perdeu mais dois pontos ao empatar em Moreira de Cónegos. Acredito que nenhum adepto do Porto acreditaria que não ganharia este jogo antecipado da Liga. Acredito que quando o Porto voltou a liderar o jogo a escassos minutos do apito final poucos apostavam - mesmo no novo e atrativo jogo de apostas Placard! - que a equipa de Lopetegui não conquistaria os três pontos. Mas o sortilégio do futebol é isto. Ao alento de alma pós Benfica seguem-se fantasmas da época passada em muitos da tribo portista. O interessante é que Futebol Clube do Porto e Chelsea fizeram o mesmo resultado. Empataram fora de casa a duas bolas. E agora encontram-se, no Dragão, na próxima terça feira. E cada um precisa de ganhar. Quer Lopetegui, quer Mourinho. É a paixão do futebol. E dos seus actores. Com as suas circunstâncias. Sempre!
3. Hoje em Guimarães há um confronto duplamente especial. O duelo do Minho. Com a rivalidade entre Vitória e Braga a crescer de ano para ano. Com adeptos cada vez mais fiéis. Fortemente fiéis. E hoje temos o regresso ao cheiro da relva de Sérgio Conceição. Esteve umas semanas, e com muito interesse, a comentar as incidências dos jogos da Liga dos Campeões na RTP. Hoje regressa com um picante acrescido. Defronta a sua anterior equipa após um despedimento doloroso. Para além da rivalidade do Minho fica o regresso cirúrgico de um treinador com uma forte personalidade num jogo contra o Braga que liderou na época passada e que levou à fase de grupos da Liga Europa. É a paixão do futebol em duplicado. Com um jogo que será, de verdade, de duplo risco. E para as autoridades de «alto risco»!
4. Hoje, na Catalunha, realizam-se umas importantes eleições. Também de alto risco. Para a Espanha e para a Europa. Está em causa, de verdade, o possível arranque de um complexo processo de grande autonomia da região que assume características de verdadeira «independência face a Espanha». A campanha eleitoral foi intensa e envolveu, entre outras, uma questão directamente relacionada com o desporto e, em particular, com o futebol: se - e repito se... - houvesse uma independência seria possível o Barcelona jogar na Liga espanhola? A resposta para muitos é um claro não. Seria necessária criar uma nova liga na nova nação! Importa acompanhar os dias seguintes ao processo eleitoral de hoje. O Benfica vai sentir o ambiente em Madrid a partir da próxima terça feira quando chegar à capital espanhola para o jogo da segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões frente ao Atlético de Madrid. Clube fundado em 1903 mas que aproveitou, em certo momento, de uma ligação estreita com a Aviação espanhola denominando-se então Athletic Aviación Club e que, em 1947, com a liderança em Espanha do ditador Francisco Franco, passou a ser designado como Club Atlético de Madrid. Mas na Catalunha o Barcelona tornou-se, nesse tempo bem difícil, o maior símbolo do anti franquismo. O escudo do clube tem as cores da Catalunha e por isso se diz que o «Barcelona é mais do que um clube». É um símbolo de uma comunidade. E basta recordarmos que o seu estádio é o Camp Nou, novo campo, ou seja, um espaço colectivo que identifica «o colectivismo nacional catalão». E há um livro de Jimmy Burns Maranón que merece ser lido, ou relido, nestas semanas já que ajudará a perceber parte dos resultados das eleições de hoje: Barça: a paixão de um povo!"

Fernando Seara, in A Bola

A premonição de Rui Vitória

"Quando Rui Vitória dizia, na 6.ª feira, que os adversários directos ainda iam perder pontos não devia estar a pensar que isso pudesse acontecer tão depressa: poucas horas depois o FC Porto empatava em Moreira de Cónegos e ontem o Sporting também não conseguia levar a vitória do Bessa. Uma jornada de 7 pontos para o Benfica (3 ganhos, 4 perdidos pelos rivais), perfeita para recuperar o abalo sofrido no Dragão.
Para quem dizia que esta Liga seria um passeio para os três grandes - que iriam 'limpar' tudo e discutir o título nos jogos entre si - o que se percebe, à 6.ª jornada, vai mais em sentido contrário. Está a aumentar a dificuldade em vencer as equipas do meio da tabela para baixo e é provável que, por este andar, o próximo campeão fique muito longe dos 85 pontos que o Benfica conseguiu na época passada. Veremos.
Na Luz, a boa notícia é que Jonas não perde a inspiração. Já não há dúvidas de que existe uma química especial entre o avançado brasileiro e o palco das águias: em 18 jogos para o campeonato na Luz, Jonas tem 20 golos apontados. É obra! A outra boa notícia para o Benfica é que, depois de Nélson Semedo, aí está Guedes a dar razão à aposta na formação. Mais do que o golo marcado (o 1.º pela equipa principal), a assistência para o 3-0 é digna de figurar em qualquer compêndio de bem jogar futebol. Notável.
No Bessa, o Sporting desperdiçou uma oportunidade de ouro para passar a liderar sozinho. Os leões têm razão de queixa da arbitragem, é um facto, mas também não fizeram muito para merecer a vitória. Mais uma exibição frouxa. a levantar várias dúvidas."

A volta dos direitos de autor

"Sulejmani e Nolito, que passaram pelo Benfica, estiveram em grande plano no fim de semana ao serviço do Young Boys e do Celta de Vigo, os seus novos emblemas. Lá pela Suíça, Sulejmani marcou dois golos lindos, um de pé esquerdo, o outro de pé direito. Já o golo de Nolito, uma chapelada sensacional, aconteceu contra o Barcelona e, assim sendo, a proeza do ex-benfiquista fez dele o homem da jornada da Liga espanhola. Merecida nota artística para aqueles momentos de individualismo dos dois jogadores que resultaram em golos e numa torrente de elogios. A 'nota artística', como se sabe, tem em Portugal direitos de autor. Quando, há coisa de duas semanas, o Benfica fez os seus únicos 90 minutos inteiramente decentes desta época goleando o Belenenses na Luz, voltou à baila, a propósito da exibição de Gaitán, essa mesmo expressão a que Jorge Jesus recorria frequentemente quando, no seu primeiro ano na Luz, tinha à disposição jogadores geniais como Aimar, Di María e Saviola.
O agora treinador do Sporting terá visto o jogo e ouvido os elogios à exibição com nota artística da sua antiga equipa e não resistiu a chamar a si a paternidade do dito. "O Benfica ganhou com quê? Com nota artística? Era só para recordar e saber quem disse isso..." Na verdade, toda a gente sabe. É já tão indissociável de Jesus a fórmula da 'nota artística', que mede o talento ao desbarato, como é indissociável de outro 'cérebro', Albert Einstein, a famosa Teoria da Relatividade, que mede energia, massa ao quadrado e velocidade da luz, tudo na mesma equação.
No ano em que chegou ao Benfica, Nolito fez uma pré-época prometedora. Ao ponto de Dias da Cunha, um ex-presidente do Sporting, ter proferido um desabafo que também entrou, ainda que mais modestamente, para a História: "Se tivéssemos um Nolito, não estávamos a chorar: Depois, contrariando as expectativas, o jovem extremo catalão foi perdendo fulgor e espaço na equipa do Benfica, vendo-se presentemente relegado para a situação de ter de andar por Espanha a marcar golos ao Barcelona. O futebol tem destas provas.
Por exemplo, uma prova de que o Porto não perdeu em casa com o Benfica no domingo é que o presidente do Porto não aproveitou a semana para visitar José Sócrates, tal como o visitou na semana em que o Porto perdeu em casa como Benfica na Liga anterior."

Às pernas do adversário

"Ver as entradas dos jogadores do Atlético e do Leixões sobre os jovens do FC Porto e do Sporting André Silva e Mauro Riquicho {punidas com amarelo!!...), e a consequência que poderiam ter tido sobre as suas promissoras carreiras desportivas é o mote para voltarmos a um assunto por de mais evidente. Já sabemos que a forma como a agressividade tem crescido nos relvados nacionais não tem sido bem avaliada por muitas equipas de arbitragem. Mas esse crescendo está directamente relacionado como laxismo que as equipas constituídas por Fernando Gomes desde 2010 nos órgãos disciplinares adoptaram como natureza e idiossincrasia. Desde então não se distingue entre a agressão física (sem relação imediata com a disputa de bola) e o 'jogo violento' (entradas ao corpo do adversário relacionadas com a disputa de bola), mesmo depois das alterações regulamentares feitas na Liga em 2007 e 2010; para ambas as hipóteses vão todos os jogadores expulsos corridos com a suspensão de 1 jogo (tal como é punido um 'duplo amarelo'...), sem qualquer interpretação valorativa das descrições que os árbitros fazem nos seus relatórios; a reincidência é vista como uma acumulação sem juízo adicional de censura; a sensação de impunidade instalou-se e o campo passou a ser cada vez mais uma área de elevado risco. Pois. Os senhores 'conselheiros' estão na federação a assobiar para o ar e a vida corre entre os pingos da chuva que cai sobre os árbitros...
Já sabemos também que há muito se fala de uma importante medida: suspender os autores das faltas violentas, com consequência física grave, durante o período de incapacidade e recuperação do jogador lesionado. Já existe há muito essa sanção temporária para as agressões (lembram-se da novela Paulinho Santos vs João Vieira Pinto?) mas teima-se em não alargá-la expressamente para os 'tackles' e 'vassouradas' intoleráveis. Medida custosa mas, nesses casos de maior censura, proporcionada e tuteladora da correspetividade do dano. Porém, só se lembram quando a grosseria atinge a nossa casa...
Em Junho houve modificações do Regulamento Disciplinar da Liga. Mais uma vez não se mexeu nas infracções que mais respeitam à integridade física dos principais intervenientes no jogo. Os clubes estavam muito atarefados com a necessidade de extinguir a Comissão de Instrução e Inquéritos e afastar os seus membros da jurisdição do futebol profissional. Com certeza que deveriam ser eles que andavam por lá a entrar às pernas dos jogadores..."

'Sábado gordo'

"Miguel Leal, talvez com excesso de humildade, afirmou na projecção do jogo com o FC Porto, que «as probabilidades de vitória do Moreirense» eram de 0,01 por cento, o que, para bom entendedor, soava a prenúncio da derrota. Julen Lopetegui, apesar de desconfiar de tamanha generosidade, sentiu que a situação lhe era favorável e espraiou a petulância que o tem caracterizado desde que chegou a Portugal ao anunciar que iria insistir no modelo de rotatividade através de «um onze completamente novo». Cada um sabe de si e deve assumir as responsabilidades pelas decisões que toma. Na última época, o Benfica foi campeão, embora o melhor plantel fosse o do FC Porto. Na presente temporada, essa diferença acentuou-se em consequência da retracção benfiquista em matéria de gastos e de outro ousado investimento portista. Segundo opinião consensual, mora no Dragão um plantel que é muito superior, em quantidade e qualidade, aos de Alvalade e da Luz. Objectivamente, o FC Porto perdeu dois pontos na visita a Moreira de Cónegos e adverte para uma falha já identificada pelo próprio Lopetegui: o seu jogo é previsível. Ou seja, o treinador basco, continuando sem revelar uma ideia clara do que pretende, enreda-se na abundância de boas soluções que tão rico plantel lhe permite. Depois, a sua teimosia faz o resto... Não ser capaz de ganhar a um adversário que apenas reclamou 0,01 por cento de favoritismo é, no mínimo, estranho. Além de convidar a reflexão por parte da administração portista: se Lopetegui não muda, não deve existir plantel que lhe sirva... 
Resultado bem recebido, portanto, por Sporting e Benfica. O primeiro pode ficar líder se tiver sucesso na difícil viagem ao Bessa. O segundo recebe o Paços de Ferreira e se vencer recupera dois pontos ao FC Porto. 'Sábado gordo' em perspectiva, para confirmar os três candidatos prometidos por Jesus."

Fernando Guerra, in A Bola

35

domingo, 27 de setembro de 2015

6.ª Troféu António Pratas

Benfica 76 - 48 Oliveirense
22-12, 21-18, 14-7, 19-11

Primeiro troféu da época (10.º consecutivo!!!), numa final totalmente dominada pelo Benfica, em São Pedro do Sul. Ainda com muito para melhorar, mas com vários pormenores promissores...
A Oliveirense sem o Elvis, foi um adversário ainda mais dócil, mas foi notório uma atitude defensiva muito profissional do Benfica... não me admirava nada, que tivesse sido proposto um numero de pontos sofridos máximo, pelo Lisboa!!!
Pessoalmente, a confirmação da qualidade do Wilson é a nota mais importante, não só nos pontos que marca, mas também nos ressaltos, na forma como defende, e em muitos daqueles pormaiores que não aparecem nas estatísticas...
O Cook transpira qualidade, mas fica muitas vezes 'desligado' do jogo. Uma das imagens de marca do Jobey, eram aquelas 'piscinas' na linha de fundo, à procura dos bloqueios, para ficar isolado para lançamento... deviam mostrar os vídeos ao Cook!!!
O Lonkovic e o Nuno Oliveira ainda estão um pouco fora do ritmo da equipa... vão ter que se adaptar rapidamente, em Barcelos jogavam os 40 minutos, no Benfica, têm que ser efectivos nos minutos que tiverem em campo.
Também gostei de ver a estreia do Monteiro em jogos oficiais... tem muito mais potencial do que o Pedro Belo, podemos ter aqui um Poste para o futuro!!!

Agora, é preciso não embadeirar em arco, ontem vencemos os Corruptos, mas durante a época eles vão evoluir, e nós também temos que ir melhorando... e não esquecer a Ovarense, que tem um bom treinador, e reforçou-se bem (estranhei a derrota com a Oliveirense), além do Guimarães que tem sido o nosso principal rival nas últimas épocas...

No Sábado, vamos disputar a Supertaça com o Barcelos, em Vila Nova de Cerveira.

Aviso

Benfica 2 - 4 Sporting

Não consegui acompanhar o jogo, mas as opiniões são unânimes: péssimo jogo do Benfica, com a agravante de termos desperdiçado todas as oportunidades que tivemos de bola parada, e ainda a superioridade numérica por duas vezes (4 minutos no total).
Parece que a secção quer manter a 'tradição' de perder a Supertaça, e depois vencer praticamente tudo no resto da época!!! Um bocadinho mais a sério, não gostei nada deste resultado...
A saída de dois jogadores não pode explicar tudo, os resultados da pré-época não foram nada animadores, mas têm uma importância relativa... é preciso integrar os novos jogadores rapidamente, no Hóquei não existe Play-off, portanto todos os jogos contam...

PS: Em Lamego, o nosso Voleibol triunfou no Torneio das Vindimas (o mais importante da pré-época Portuguesa), vencendo na Final a Fonte do Bastardo por 3-1 (25-22, 25-16, 23-25, 25-19). No próximo fim-de-semana temos a Supertaça com o Sporting de Espinho, em Coimbra.

No bom caminho...

Benfica 3 - 0 Paços de Ferreira


Não esperava a titularidade do André Almeida, para mim foi a grande surpresa, é verdade que dá consistência defensiva, temos menos desequilíbrios nas transições defensivas, mas depois faltam os passes de ruptura nas situações ofensivas. Talvez isso explique o jogo previsível do Benfica durante muitos minutos...
Aceito que nos jogos mais 'apertados' o André seja titular, neste tipo de jogos, acho que é um excesso de precaução. Em Madrid por exemplo, tem mesmo que ser titular naquela posição...
O Benfica entrou a controlar, mas com poucas jogadas de golo, com o Nico muito encostado à linha, acabou por ser o Nelsinho o nosso principal desequilibrador na direita. Não creio que esta situação tenha sido casual, acho que foi trabalhado durante a semana... sendo o Guedes, a sair do flanco, e a fazer os desequilíbrios no meio, e não o Nico.
Mas acabou por desbloquear a partida, foi o Jonas com um golo monumental.
No 2.º tempo, voltámos a entrar demasiado passivos... mas o Nico, a partir do flanco, acabou por criar as jogadas, para o Benfica marcar mais dois.
Sendo que o Guedes, quando recebe a bola na linha, ou quando tenta construir, acaba sempre por complicar, mas dentro da área (a posição natural dele...), acabou por ser decisivo, marcando um golo, e dando outro (já no 1.º golo, foi o miúdo que fez o passe para o Jonas).
Uma referência para as transições defensivas, depois dos sustos nos jogos com o Estoril e o Arouca, a verdade é que o Júlio César, tem sido um espectador nas restantes partidas... Nesses primeiros jogos o Imperador, foi quase sempre o melhor em campo, com várias intervenções decisivas, sempre com a defesa do Benfica apanhada em contra-pé... Mesmo antes da titularidade do André, já o Benfica estava melhor nesta fase do jogo. Claro sinal de trabalho no treino...

Júlio César fez um defesa, já com o resultado em 3-0; o Luisão esteve bem...; o Jardel 'ofereceu' a melhor oportunidade do Paços, com o passe 'louco', mas em termos defensivos este bem; o Eliseu foi ultrapassado uma vez, numa jogada que deu livre perigoso contra o Benfica, mas de resto esteve regular... sendo que ofensivamente as combinações com o Nico, desta vez, não saíram bem; o Nelsinho foi o nosso melhor jogador na 1.ª parte... está claramente melhor a defender; Samaris continua a dominar... com o André tem o trabalho facilitado; já disse quase tudo sobre o André, bem a defender, com bola e 'sem bola' (posicionamento, compensações...), mas com a bola nos pés, falta-lhe qualidade...; eu gosto de ver o Nico na linha, acho que o Nico quando vem para o meio, é perigoso, porque perde muitas bolas, com malabarismos desnecessários... e como foi visível, voltou a ser decisivo em jogadas a partir da linha, quando jogou simples; o primeiro golo do Guedes, será sempre recordado... até marcar o golo, até estava a ser semi-assobiado!!! Já o disse várias vezes, não é um extremo, não tem capacidade de drible, para furar linhas, mas quando aparece na área, nas costas dos avançados é muito perigoso...; o Jonas voltou ser decisivo... mas aquele sprint defensivo, rebentou em ele!!!; o Mitroglou teve pouco espaço, não procurou tanto a bola, mas os centros também não foram ter como ele...; em Madrid, optava pelo Jiménez, que voltou a entrar bem, com muita vontade. muita mobilidade e muita qualidade no passe...

Acabou por ser uma excelente jornada, onde recuperámos 4 pontos aos nossos directos adversários. Apesar dos nossos problemas, continuo a pensar que somos actualmente a equipa que melhor futebol está a jogar, mas agora é preciso concretizar nos jogos fora... E se alguém pensar que o União vai ser fácil, tiram o cavalinho da chuva, o jogo na Madeira, vai ser muito complicado...

Espero que a secção não volte a fechar !!!

Benfica 78 - 64 Corruptos
14-14, 22-16, 22-18, 20-16

O regresso dos Corruptos ao Basket, foi celebrado com nova derrota, tal como na despedida!!! Assim, é bonito...!!!
Acabou por ser um jogo típico de pré-época, ainda com muitas falhas, e com muito trabalho pela frente para afinar os parafusos, de ambas as equipas...
Mas deu para ver, que acertámos nos Americanos... Pessoalmente, continuo com dúvidas em relação à posição 5: Gentry e Fonseca parece-me curto...

Amanhã, na Final do Troféu António Pratas, vamos defrontar novamente a Oliveirense!!! Será o terceiro jogo entre as duas equipas, em 10 dias!!! Vencemos os dois anteriores, mas as vantagem até foram curtas...

Capote !!!

Passos Manuel 15 - 32 Benfica
(8-15)

Jogo fácil, onde todos os jogadores de campo marcaram, e onde só sofremos 15 golos.
A partir de agora o nível de dificuldade vai aumentar. Vamos receber o Águas Santas que tem uma excelente equipa, e depois vamos ao antro Corrupto... Vamos ver como a equipa reage.

sábado, 26 de setembro de 2015

Goleada, na véspera da Europa...

Benfica 9 - 1 São João

Bom início de tarde, com uma goleada bem construída, com golos para todos os gostos.
A única novidade foi o regresso do Brandi... desta vez foi o Juanjo a ficar de fora...

Agora, vamos para a Eslovénia, disputar a UEFA Futsal Cup, com o Centar Sarajevo (Bósnia), Varna (Bulgária) e o Dobovec (Eslovénia). Somos favoritos, passam duas equipas, estou bastante confiante...

PS1: A nossa equipa de Voleibol, venceu hoje em Lamego, no Torneio das Vindimas, o Castêlo da Maia, por 3-1 (21-25, 25-19, 25-23, 25-9). O Castêlo bastante reforçado. Amanhã disputamos a Final com o inevitável Fonte do Bastardo, que também venceu por 3-1 o Madalena.
Recordo que para a semana, vamos disputar o primeiro troféu oficial da temporada: Supertaça, contra um também reforçado Sporting de Espinho.

PS2: Esta noite na Catalunha, a Selecção Nacional de sub-20 de Hóquei em Patins, sagrou-se Campeã do Mundo, com três Benfiquistas na equipa: Gonçalo Nunes, Gonçalo Pinto e Pedro Baptista.

Youth Cup 2015

Decorreu hoje no Caixa Futebol Campus, a 5.ª edição da Youth Cup, celebrando assim o aniversário do nosso Centro de Estádio.
sub-14: Benfica 3 - 0 Juventus (Filipe Cruz, Diogo Cardoso(2))
sub-15: Benfica 3 - 0 Barcelona (João Ferreira, Ronaldo Camará, Úmaro Embaló)
sub-16: Benfica 1 - 2 Liverpool (Pedro Álvaro)
sub-17: Benfica 1 - 0 Real Madrid (Filipe Soares)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Margem estreita

"No Benfica não se festejam vitórias morais. Uma boa primeira parte em que se podia ter resolvido o jogo na primeira meia hora não chega para trazer algo de positivo do Dragão. O Benfica esteve a quatro minutos de despedir Lopetegui, já era assobiado e criticado pelos portistas, e acabou a perder com um dos piores FC Porto dos últimos 20 anos. Um FC Porto que vinha de Kiev com uma viagem desgastante e onde só um frango de Casillas lhe tirou a vitória. Este facto aumenta o mérito do FC Porto não o diminui. O futuro até pode mostrar que o FC Porto perdeu o campeonato no domingo, (basta acabar empatado com o Benfica e perder por dois golos na Luz), mas por agora é azul e branca a vantagem. Ninguém no Benfica fica satisfeito com derrotas e ainda bem. Só se consegue seguir em frente com possibilidades de êxito, quando se conhece e encara a realidade, por mais dura que seja.
Este início de época tem sido difícil e a margem está estreita. Ganhar ao P. Ferreira é o caminho. Ainda não ganhámos fora de casa, e na Luz houve jogos com muita dificuldade. Rui Vitória sabe bem as dificuldades que tem pela frente, mas não adianta continuar a falar dos jogos já realizados. O futuro é amanhã contra o P. Ferreira, e só ganhar é começar a fazer o futuro que se deseja.
Vai ser um Campeonato disputado e não podemos conceder mais vantagem aos dois adversários (embora me pareça que, infelizmente, apenas o FC Porto conta verdadeiramente). O Sporting quando não tem problemas, inventa-os. Quando não se movem processos a comentadores, atacam-se ex-dirigentes, quando não há ex-dirigentes disponíveis, podem ser quezílias com os melhores atletas. Não pode é faltar burburinho para os lados de Alvalade, é um lugar onde não cabe a monotonia da tranquilidade, tudo em nome do dinamismo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Tudo em aberto

"Quando, na semana passada, referi que não seria uma desgraça perder no estádio do Dragão, fi-lo por diversas razões.
Antes de mais, por reconhecer a dificuldade histórica sentida nas deslocações ao campo do FCP. Os mais desatentos poderão pensar que as estatísticas estão inquinadas pelo que aconteceu no futebol português a partir dos anos 80 (e estão!). No entanto, convém recordar que, por exemplo, nos anos 60 em que conquistámos seis Campeonatos Nacionais, fomos Bicampeões Europeus e disputámos mais três finais da TCE em oito temporadas, lográmos apenas uma vitória e três empates nos oito jogos disputados nas Antas.
Por outro lado, quatro pontos de atraso à quinta jornada, embora longe do desejável, em nada hipoteca a nossa candidatura ao título.
E reconheci, também, apesar da mudança de rumo estratégico (menos investimento e aposta consistente na formação), que a equipa já mostrara sinais, individual e colectivamente, de ser competitiva.
Sei que os resultadistas me contrariarão, mas a forma como o clássico de desenrolou não me fez mudar de opinião. Apresentámo-nos personalizados, fomos superiores na primeira parte, defendemos bem e perdemos porque, afinal, se trata de futebol, um desporto em que, nos confrontos entre equipas equilibradas, a vitória sorri a quem é mais feliz e/ou competente nos detalhes. No caso três: a bola que não entrou nas oportunidades que dispusemos na primeira parte; um erro nosso a meio-campo a resultar numa transição rápida superiormente finalizada a poucos minuto de terminar o encontro; e a benevolência do árbitro num lance em que o lateral direito portista mereceu ser expulso por acumulação de amarelos no início da segunda parte."

João Tomaz, in O Benfica

Detalhes

" 'Ah e tal, o jogo de domingo passado foi decidido nos detalhes', terá declarado à comunicação social o filho de um antigo quebra-pernas azul e branco. Tem razão, o rapaz. Foi mesmo uma questão de detalhes. Um deles foi o detalhe de o próprio não ter sido expulso por acumulação de amarelos nos 85 minutos anteriores a ter aparecido sozinho frente a Júlio César.
Outro detalhe que fez a diferença é o facto de, naquele campo de futebol e no seu predecessor, o futebol ser confundido com full contact. Maicon, a grafia errada com sotaque brasileiro de um qualquer Michael, mostrou a longa escola de maus costumes a que já nos habituámos. Faz escola por ali: Bruno Alves, Jorge Costa, Mangala... A cobardia de tentar agredir o adversário na cabeça com o pé foi nas barbas do árbitro Artur Soares Dias. O filho de outro afamado juiz do norte estava a cinco metros de distância. E que decisão tomou? Nenhuma - mas isso é apenas um detalhe.
Querem mais detalhes? Vamos a outro. O menos digno dos elementos do grande povo uruguaio poderia também ter visto o cartão vermelho e terminado o jogo mais cedo no balneário. Não aconteceu graças à intervenção de Nico Gaitán - um grande detalhe de fair play ao alcance de poucos no mundo do futebol e de praticamente nenhum dos elementos do plantel que ficou em segundo lugar na época passada.
Só mais um detalhe: três bolas de golo defendidas por um guarda-redes espanhol na primeira parte.
Foi um Benfica Bicampeão que jogou no domingo à noite. Sem medo, com dois avançados, uma equipa de vencedores com um treinador com 'eles' no sítio. Não fomos minimamente beliscados. Vamos ser Tricampeões."

Ricardo Santos, in O Benfica

Derrotados, mas...

"Não existem vitórias morais. O Benfica perdeu o clássico, e, como tal, ninguém na família benfiquista pode estar minimamente satisfeito. Acresce que esta foi a segunda derrota em outros tantos jogos fora de casa, o que, não sendo dramático, não pode deixar de constituir matéria de reflexão.
Dito isto, é preciso dizer também que da partida de domingo ficaram algumas notas positivas.
A primeira parte foi bastante bem conseguida. Não me recordo, nos anos mais recentes, de entrada tão forte do Benfica no Estádio do Dragão. Ao intervalo, o melhor em campo era claramente o guarda-redes do FC Porto, que já evitara dois golos cantados.
A equipa encarnada apresentou-se personalizada, com os sectores muito juntos, funcionando em harmónio, tanto a defender como a atacar. Os jovens não tremiam (excelente exibição de Nélson Semedo), e, na frente, Mitroglou abria espaços e criava perigo. O FC Porto não conseguia, sequer, aproximar-se da nossa baliza.
No segundo período tudo mudou. Para sermos justos, há que dar mérito à equipa da casa, que apareceu transfigurada. Terá faltado, então, alguma inspiração aos artistas Jonas e Gaitán para que o Benfica conseguisse sacudir a pressão a que foi submetido. O tempo ia passando e, a cinco minutos do fim da partida, o resultado esperado era o empate. Aí, faltou a sorte do jogo. A sorte que havíamos tido, por exemplo, na época anterior – quando alcançámos uma vitória carregada de felicidade.
Nada está perdido. Se a nossa equipa jogar sempre como naqueles 45 minutos, certamente perderá poucos pontos no resto do campeonato. E no fim, faremos as contas."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A graçola de Pinto da Costa

"Há uma estratégia clara do FC Porto, que usa, como instrumento dessa estratégia, o Sporting. É a história do... Cavaleiro da Triste Figura.

A sorte nos últimos minutos
Não fujo do problema: o BENFICA perdeu um jogo. Mas perdeu, onde, nas últimas seis épocas, apenas tinha ganho uma vez para o Campeonato.
Perdeu, outra vez, nos últimos minutos.
Que nos sirva de lição, para tudo o que resta da época.
Porque, como sempre disse, seria um jogo que contaria para a história do futebol, mas não vai contar para a história deste Campeonato.

Compras por atacado sem ganhar nada
Sabem o que penso sobre o grau crescente de conflitualidade no futebol português. E mesmo quando ninguém contribuiu, antes do jogo de domingo, para isso, a necessidade do Porto provocar o BENFICA, mesmo depois de ter ganho, atesta o quanto estou certo.
Nem sequer será preciso invocar Voltaire - «Quem se vinga depois da vitória, é indigno de vencer» - para os classificarmos na hierarquia do género humano (porque, sobre isso, estamos conversados).
Confirmando o que penso, já depois do jogo de domingo, Pinto da Costa afirmou que «o que falta ao Benfica, sobra ao Sporting - Jorge Jesus».
Não passa de mais uma graçola, mas confirmando tudo aquilo que tenho denunciado nos últimos tempos: há uma estratégia clara do Porto, que usa, como instrumento dessa mesma estratégia, o Sporting.
Numa versão portuguesa e (muito pouco) moderna do livro de Miguel de Cervantes: El Ingenioso Hidalgo de Don Quijote de la Mancha... ou a história do Cavaleiro da Triste Figura...
É público e notório que o Porto precisa de ganhar... pelo investimento feito nas últimas 2 épocas, em particular, e pela aposta, pessoal, do seu Presidente, num treinador que teima em pôr os cabelos em pé aos fiéis adeptos daquele emblema.
É público e notório que o Porto - e, muito em particular, o seu Presidente - terão de provar que todas as contratações feitas nestas três últimas épocas, sem nada ganhar, só serão justificadas com o Campeonato, este ano.
É, ainda, público e notório - do que se tem visto, neste início de época e ao longo de toda a temporada passada - que o Porto não convence com o seu jogo, sendo disso exemplo as opções do seu treinador, que, não raras vezes, são veemente contestadas pelos seus adeptos.
Por esses motivos - públicos e notórios - e como precisa urgentemente de ganhar, o Porto tem de apostar fortemente na estratégia em que tem vindo a insistir, desde o fim da época passada.
Só não vê quem não quer ver ou... quem anda distraído!
Por diversos meios (declarações, entrevistas, blogues, etc.), a estratégia passa, essencialmente, por ataques violentos à arbitragem, por tudo e por nada, mesmo quando são beneficiados, como aconteceu no domingo. 
Estão contra os árbitros e contra Vítor Pereira, em particular, porque sonham com as nomeações de outros tempos.
Mas, perceberam que uma estratégia deste tipo só condiciona se tiver a participação e o empenho do seu dirigente máximo.
Por isso o Presidente fala, sempre, para enquadrar as escolhas, para anunciar o que quer e o que espera quem não quiser o que ele anuncia.
Essa estratégia, imoral nos seus pressupostos, é capaz de tudo e do seu contrário: não é escrutinável porque no futebol não há memória.
Por isso se admite, sem qualquer contraditório de jornalistas e analistas que temem a violência, que Artur Soares Dias tenha passado de árbitro muito contestado, incompetente mesmo, a... árbitro adorado.
Não estranhei a ausência de críticas à sua nomeação, como não estranhei a ausência de cartões vermelhos quando Maxi e Maicon recorreram à mais pura agressão.
O que estranharia era eles terem ficado em campo, se fossem... do BENFICA!!!
Na verdade, fiquei com a certeza de que eles, como jogadores do Porto, sabiam o que podiam fazer... 
Porque sabem até onde podem ir... E podem ir muito longe, porque nenhum dos seus comportamentos - nenhum, mesmo - é sindicável (como o seria no BENFICA e, diga-se, em abono da verdade, no Sporting). 

Um aliado tipo 'pau para toda a obra'
A estratégia poderá, de facto, ter sido urdida com cuidado. Mas peca por defeito! Porque nada chegará para disfarçar a grande falha do Porto e que desde a época passada se tem tornado no maior dos seus problemas: a contratação daquele treinador.
Não querem (ou não podem) reparar directamente essa falha.
Pelo que tentam, apenas, disfarçá-la, com um investimento louco e desesperado e com constantes ataques e condicionamentos da arbitragem.
Por muito que isso custe, a quem (situando-se nos meus antípodas) vive o Porto com paixão de adepto (mesmo aqueles que perdem tempo a insultar-me, o que aqui, publicamente lhes agradeço).
Como se tem visto, neste início de época e ao longo de toda a temporada passada, o Porto não tem um treinador como... eles gostariam!
Por isso, como disse e repito, durante esta época (como no fim da de 2014/15) ao mínimo deslize ou imprevisto - é só uma questão de tempo - a culpa será de Vítor Pereira, preparando, assim, a segunda vaga de assalto; tipo wehrmacht alemã (confesso não ser piada aos 6-1 de Munique da época passada).
Mas essa estratégia precisa de um amigo em Lisboa... embora com um problema existencial entre mãos: um treinador que se acha maior do que tudo onde está - quase maior que o seu próprio ego - e um Presidente que pensa, para com os seus botões: «Com aquilo que lhe pago, até com os juniores tem que ser Campeão.»
O Sporting, ao contrário do Porto, não me parece ter qualquer estratégia.
Limita-se a seguir os acontecimentos, a cavalgar as ideias que surgem, o que, algumas das vezes, merece a simpatia e a complacência que temos para com os... românticos (em termos literários, como é evidente). 
Mas quase se confunde com o Porto, na ânsia de, juntos, evitarem a conquista do Tricampeonato pelo BENFICA!
A luta pelo campeonato - nunca é demais repeti-lo, para que esteja bem presente nas nossas mentes - não é a três, como seria suposto, mas, evidentemente, a dois.
Porque, para os outros dois, a nossa derrota serve... só depois se preocupando em cuidar de quem ganha. 
O que levará - não se admirem dentro de poucos dias a que o Sporting também culpe... Vítor Pereira (até do caso Carrillo ou dos desaires na Europa)!

A organização do Benfica
Perante tudo isto... «parece que o mundo inteiro se uniu para nos tramar», como canta Rui Veloso? Não acredito, e mesmo que assim fosse, temos de vencer esse mesmo mundo.
Não numa afirmação contra a conspiração de mais uma guerra das estrelas (cadentes e decadentes) mas com a capacidade e a organização do BENFICA.
Se assim não for, eles ganharão.
Mas - pior - voltaremos ao princípio, com mais dificuldades e menos tempo para recuperar.
Por isso, o melhor é ganhar.
Pelo BENFICA."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Entretanto na Escócia !!!

Celtic B 1 - 2 Benfica B

Começou bem a participação do Benfica, na U21 Premier League International Cup, com uma vitória em Glasgow. Apesar da competição ser de sub-21, jogámos com uma equipa composta com muitos juniores (sub-19).
No outro jogo do grupo, o Chelsea derrotou o Liverpool, por 4-2.

Entre a razão e a emoção

"Uma saída de Gaitán será, certamente, das decisões mais difíceis de tomar por Luís Filipe Vieira. A racionalidade que deve ter um gestor pede que venda se aparecerem os 35 milhões de euros, mas esse factor poderá chocar de frente com os interesses da equipa. Vender Gaitán é deixar a asa esquerda da equipa ferida, talvez sem cura até final da temporada. Sem Salvio, e com a juventude de Guedes no lado contrário, um negócio destes aconselhará sempre prudência. O génio de Gaitán tem dado pontos à equipa, na finalização, assistências ou, simplesmente, pelo que faz jogar. A menos que em Janeiro a época das águias esteja comprometida na Europa e internamente será difícil justificar a saída do camisola 10, peça fundamental numa equipa já pressionada por reforços que tardam em impor-se. De pouco servirá a aposta na formação se desportivamente a temporada for desastrosa. A menos que a SAD assuma que o ano é de uma aposta total na mudança de paradigma. E ainda não aconteceu."

Vanda Cipriano, in Record

Chuteiras 'tutti-frutti'

"Hoje escrevo sobre botas, ou melhor, chuteiras que é a aliança entre calçado e chutos na bola. Sobre a multiplicidade das suas cores e design. Amarelas, azuis, laranja, verdes, vermelhas, fluorescentes e afins, de duas ou mais cores, com formas geométricas ou psicadélicas. Há até jogadores que calçam chuteiras de cor diferente em cada pé, sejam destros ou canhotos. Arrisco dizer que chuteira preta é uma espécie em vias de extinção. Aspecto diferente á a inovação tecnológica, que é bem-vinda se contribuir para a segurança física e capacidade técnica dos jogadores.
Confesso que, às vezes, esta variedade até me permite distinguir melhor alguns jogadores, fixando não os números nas costas mas a cor das botas. No entanto, considero esta diversidade de cores (e de patrocínios com retorno) um assunto que deveria ter regras estritas. Afinal, a cor das chuteiras faz tanto parte do equipamento como a cor das meias ou a gola da camisola. Para estas não se concebe a possibilidade de jogadores da mesma equipa usarem cores diferentes.
Não deixa de ser contraditório que os organismos que supervisionam o futebol imponham que se dê um cartão amarelo a quem, na excitação de um golo marcado, tira, por segundos, a camisola, como se a festa do futebol fosse uma punição e, depois, deixem que as chuteiras sejam à vontade do freguês. Do freguês e das marcas de um mercado muito concorrencial.
No jogo com o Belenenses, creio que houve um jogador do Benfica que usou botas esverdeadas, o que é, clubisticamente, uma heresia. Para verde no Benfica já nos chegou o equipamento do Silvino, há muitos anos..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O clássico e Maxi

"FC Porto-Benfica foi um razoável jogo, sem jogos florais antes e depois. Estiveram bem os dirigentes dos dois clubes, não poluindo o ambiente. O futebol precisa de acalmia e tal estado de espírito tem que começar por cima. Perdeu o meu clube, apesar de ter jogado melhor do que há um ano em que venceu 2-0. E, de novo, houve os últimos e fatídicos minutos, que parecem já ser uma tradição maldita para o Benfica no Dragão.
Maxi Pereira voltou a jogar mais um clássico. Desta vez, do lado oposto. Como sempre jogou com alma, intensidade e ganas que, ao longo dos anos, têm disfarçado e compensado as suas relativas insuficiências. No jogo, foi-lhe poupada uma expulsão logo no início da segunda parte, que o árbitro não teve coragem de punir naquele ambiente.
No entanto, não é tanto disso que quero aqui escrever. Tem mais a ver com o que, já há tempos, referi: a ingratidão. Maxi Pereira, como excelente profissional, fez o seu jogo. Escusava era de, no final, ter exultado, de uma maneira tão expressiva, com a vitória do seu novo clube e a derrota do seu antigo clube. Afinal sempre foram 8 anos no Benfica. Não sei mesmo se, sem esses 8 anos, o uruguaio teria tido agora a oportunidade de melhorar substancialmente a sua retribuição num novo clube ou se estaria esquecido numa qualquer equipa secundária. Por isso, não questionando o direito-dever de dar o máximo pela nova equipa e de ficar satisfeito com a vitória, não lhe ficaria mal um certo período de nojo na transição. Período que outros jogadores respeitam com galhardia, gratidão e moderação. E até com o silêncio que ele não foi capaz de assegurar."

Bagão Félix, in A Bola

Nélson Semedo no caminho certo

"(...)
A simplificação em atividades complexas e delicadas é uma arte difícil de atingir.
Nélson Semedo foi promovido por Rui Vitória da equipa B e achou bem; tornou-se titular do bicampeão nacional e achou melhor ainda; chegou ao Dragão para assumir o duelo com Brahimi, acenou com a cabeça, arregaçou as mangas, fixou-o nos olhos, tratou-o logo por tu e, contra todas as previsões, não perdeu o duelo com um dos melhores jogadores da Liga. As dúvidas começam a dissipar-se: temos jogador.
(...)"

Duas faces

"O Benfica entrou com uma identidade vincada no Dragão, na primeira parte colocou o Porto em sentido, com posse e boa circulação de bola, agressividade defensiva e a equipa subida. Desta feita, não se viu um Benfica com o autocarro estacionado à frente da área (estratégia que deu a vitória o ano passado), nem uma equipa incapaz de controlar o jogo a meio-campo.
Nos últimos anos, não me recordo de ver um Benfica tão destemido e personalizado a jogar contra o Porto fora. E a comparação não é de somenos: este é, afinal o onze titular menos forte das últimas temporadas e, convém não esquecer, a equipa entrou em campo com uma ala direita que o ano passado fazia o tirocínio na equipa B. Esta foi uma das faces do Benfica este fim de semana. Uma face bem positiva e que augura um futuro auspicioso.
Infelizmente houve outra face. A da equipa que perdeu os três jogos oficiais disputados fora da Luz (com Sporting, Arouca e Porto). Como a próxima deslocação é a Madrid, para defrontar o Atlético, o Benfica arrisca-se a fazer quatro jogos fora e a acumular quatro derrotas. Esta é a face mais negativa. Que fazer agora? Consolidar uma ideia de jogo distinta da do passado (da qual se têm visto sinais nas últimas partidas), estabilizar o onze titular e não escorregar de novo.
O Benfica pode mudar de política, apostando em jovens vindos da formação, mas tem de combinar essa aposta com a capacidade ganhadora do passado recente. Caso contrário, não há estratégia de aposta na formação que resista."

'Aposta suja'

"Na sexta-feira, o jornalista e amigo Luís Aguilar, colaborador do Record e do Sindicato, apresentou o livro 'Aposta Suja'. Um livro corajoso, que recupera o jornalismo de investigação e aborda um dos temas que colocam em perigo o futuro competitivo e a integridade desportiva: o 'match-fixing', expressão que define a prática de combinar resultados, com vista a obter prémios desportivos ou quantias provenientes de apostas a dinheiro. É um livro de leitura obrigatória para jogadores, treinadores, dirigentes e instituições desportivas e políticas.
Para se compreender a dimensão do fenómeno, recupero uma declaração do antigo investigador da FIFA, Terry Steans: "As pessoas falam do lucro que a FIFA teve com o Mundial do Brasil. Perto de 4 mil milhões de dólares. Sabem o que eles chamam a 4 mil milhões no mercado ilegal de apostas na Ásia? Quinta-feira! É a receita que fazem num só dia. Estima-se que o mercado de apostas desportivas consiga um retorno anual de 1 trilião de dólares, dando uma média de 3 biliões por dia. É desta realidade que estamos a falar. Respire fundo. Em Portugal, apesar das notícias vindas a público, continuamos a fingir que nada acontece. Todavia, há sinais claros que não devem ser menosprezados. O incumprimento salarial deixa os jogadores mais vulneráveis; a falência de clubes/SAD deixa os dirigentes mais dependentes; a entrada de investidores estrangeiros sem qualquer escrutínio abre a porta ao crime organizado; a ausência de um modelo de licenciamento das competições não profissionais ou a ineficácia do modelo das competições profissionais potencia a desigualdade; a ausência de um modelo de boa governação promove a opacidade, a irresponsabilidade e a impunidade.
O Sindicato será activo, em especial junto dos jogadores, informando, esclarecendo, alertando e criando mecanismos de segurança para a denúncia, o que fará brevemente, apresentando o seu projecto 'Anti Match-Fixing'. Até lá, deixo alguns conselhos aos jogadores:
1. Sê transparente nunca combines o resultado de um evento;
2. Sê aberto conta a alguém que te tentaram subornar;
3. Sê cuidadoso nunca partilhes informação sensível;
4. Sê inteligente conhece as regras;
5. Salvaguarda-te - nunca apostes no teu próprio desporto."

Para que serve a justiça desportiva?

"1. O Direito desportivo é como o Direito canónico. Perante a Lei civil de nada valem. É por isso que a Justiça desportiva ameaça com o fantasma da expulsão das provas a quem recorrer a um tribunal comum para contestar uma sua decisão. Vejam o que aconteceu com a compulsiva despromoção do Boavista no rescaldo do Apito dourado! Depois de vários anos, acabou por ser reintegrado, obrigando assim a Liga ao alargamento para 18 clubes quando o país não tem capacidade para sustentar mais de 10-12! Vejam o que sucedeu ao Calciopoli (um terramoto que em 2006 varreu todas as estruturas do futebol italiano e que envolveu várias instâncias desportivas e civis), agora demolido pelo Supremo Tribunal de Justiça! Afinal, os únicos responsáveis pelo escândalo foram o famigerado Luciano Moggi, já irradiado, acolitado por outros dois dirigentes da Juve, hoje vice-campeã europeia depois de um banho de humildade no escalão inferior. Um dos protagonistas deste ressurgimento bianconero é o jovem (22 anos) Morata, um canterano do Real que em Julho de 2014 o cedeu por 20 milhões com uma cláusula de resgate de 30. Florentino Pérez já avisou que vai executar a cláusula, mas a velha e sagaz senhora tudo faz para impedir a sua libertação. Como? Convencendo-o a dizer «não», mediante o aumento do salário, a prorrogação do contrato e a titularidade.
2. De igual modo, também o Sporting faz o mesmo com Carrillo. Pretende que o peruano prolongue o seu vínculo e, para isso, promete-lhe aumento salarial. O jogador, porém, que tem outras e melhores propostas, recusa. E o que faz Bruno de Carvalho? Em desespero de má causa, castiga-o, afastando-o da equipa. É isto justo e legal? Não. O jogador está a cumprir exemplar e escrupulosamente o seu compromisso, que termina em Junho próximo. E até lá quer manter a mesma atitude. Só que não o deixam e marginalizam-no. O que têm a dizer a isto os senhores juízes da Comissão de disciplina e do Conselho de Justiça? Nada, como sempre."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Os duros «rapazes dos colchões»


"Benfica e Atlético de Madrid são velhos conhecidos: o primeiro jogo entre ambos data de 1919! É obra! Muitos outros, no entanto, ficaram para a história dos dois clubes. Como os dois disputados em 1965, em Caracas, na Venezuela...

Recordar encontros entre o Benfica e o Atlético de Madrid seria fácil. Demasiado fácil. Verdade, porém, que nenhum mais importante do que estes dois vindouros que contarão para a Liga dos Campeões. É assim mesmo a história do futebol: longa e plena de reencontros.
Se o meu estimadíssmo leitor não sabe, deixo-lhe aqui a informação que o primeiro jogo a opor 'águias' e 'colchoneros' data, veja bem, de 5 de Outubro de 1919. Ou seja, não tardará a cumprir 100 anos... É obra! Realizou-se em Madrid, durante uma digressão dos encarnados que venceram por 2-1. Supimpa!
A partir daí, houve muitos e saudáveis frente a frente, com vitórias de ambos os lados, sempre em jogos particulares ou fazendo parte de torneios de prestígio para os quais Benfica e Atlético foram convidados. nos próximos artigos, recordarei alguns, escolhidos a dedo.
O Club Atlético de Madrid é bem antigo, foi fundado em 1903, é ligeiramente mais velho do que o Benfica, e surgiu originalmente como Athletic Club de Madrid, com o Athletic grafado igual ao de Bilbau já que foram estudantes bascos que estiveram na sua origem. Eis porque os equipamentos e emblemas também são parecidos. E nasceu com bases populares, bem diferente do vizinho elitista Real.
As famosas camisolas às risquinhas não tardaram a valer-lhe a alcunha: pareciam-se com o forro dos colchões de palha - e daí 'colchoneros'.
Depois da Guerra Civil Espanhola, Franco, o caudilho, proibiu tiques estrangeirados no castelhano: o Athletic passou a Atlético. Com a fusão com o Aviación Nacional, de Saragoça, foi Atlético Aviación de Madrid até 1947. Caiu então a ligação à força área e a nomenclatura passou a ser a que ainda hoje em dia existe.
1947: fixemo-nos neste ano, para já. E porquê? Para assinalar que, entretanto, o Benfica e Atlético de Madrid continuaram a cruzar os seus caminhos.
Em 1924, por exemplo, os madrilenos vieram a Lisboa no mês de Março: dois jogos e duas vitórias para o Atlético (2-1 e 2-0).
Dez anos mais tarde, nova visita: no dia 1 de Abril um emocionante 4-4.
Em seguida saltamos para 1965. E para a pequena Taça do Mundo!

Caracas, Venezuela, Julho
Torneio de Caracas, também conhecido por Pequena Taça do Mundo.
Um dos mais famosos torneios internacionais do seu tempo, sobretudo por aglomerar equipas de diversos continentes. Damián Gaubeka, empresário basco que reside em Caracas, foi o ideólogo da prova que ganhou, nas suas primeiras edições, o nome do presidente venezuelano Marcos Pérez Jiménez. A Federação Venezuelana era responsável pela organização e, sob a regra de só se aceitarem clubes que tivesse ficado nos primeiros quatro lugares dos seus campeonatos, os jogos eram dirigidos por árbitros FIFA. Um luxo!
Duas fases marcaram o torneio: de 1952 a 1957 e de 1963 a 1975.
O Benfica esteve presente por duas vezes - em 1955, com o São Paulo (Brasil), Valência (Espanha) e La Salle (Venezuela), e em 1965, que nos interessa mais para o caso. E era aqui que eu queria chegar. Porque no dia 11 de Julho de 1965, Atlético de Madrid e Benfica defrontaram-se perante mais de 40 mil espectadores.
Entraram em campo com arbitragem do chileno Ifafia:
BENFICA - Costa Pereira; Augusto Silva, Germano, Raul e Cruz; Neto e Coluna; José Augusto, Eusébio, Torres e Yaúca.
ATLÉTICO DE MADRID - Madinabeytia; Rivilla, Griffa, Calleja e Ruiz Sosa; Glaria e Ufarte; Luís, Mendonça, Adelardo e Cardona.
Logo aos 4 minutos, Cardona dava vantagem aos duros rapazes dos colchões. Tudo corria mal ao Benfica. A equipa portuguesa via-se batida em velocidade e agressividade. Não se estranhou, por isso, que o jogo tombasse para o lado espanhol. Queixar-se-iam alguns dos encarnados que ainda lhes pesava nas pernas o esforço dispendido três dias antes, no Rio de Janeiro, num jogo frente ao Vasco da Gama (1-1).
Na segunda parte, o resultado dilatou-se com mais um golo de Cardona e outro do português (depois naturalizado espanhol) Jorge Mendonça.
0-3: derrota dura. Mas com direito a desforra em breve.
O torneio prosseguiu com a vitória do Atlético sobre os venezuelanos do Deportivo de Galícia, clube fundado pelos emigrantes galegos de Caracas, por 1-0.
Em seguida foi a vez de o Benfica defrontar os «galegos». Nova derrota, desta vez por 1-2, utilizando uma equipa de reserva «enxertada» com Eusébio na segunda parte. Foi ele que marcou o golo solitário.
Mistérios que só a organização da Pequena Taça do Mundo seria capaz de desvendar, o efeito desta nova derrota nas possibilidades de conquistar o taça em disputa foram nulos. Os dois jogos entre europeus e sul-americanos não entravam nas contabilidades. Valiam apenas os pontos (e não golos) obtidos entre lisboetas e madrilenos. Ou seja, para a «révanche» do dia 17 de Julho bastava ao Atlético de Madrid um empate; o Benfica necessitava de vencer fosse porque resultado fosse. Se isso sucedesse, havia lugar a um prolongamento e o desfecho desse prolongamento ditaria o triunfador como se de um mini-jogo independente se tratasse. Confuso? Pois sim. Expliquei-me no melhor português que conheço. Perdoem-me.
Dia 17, o árbitro foi o venezuelano Osório.
BENFICA - Costa Pereira; Augusto Silva, Germano, Raul (Calado) e Cruz; Neto e Coluna; José Augusto, Torres, Eusébio e Yáuca.
ATLÉTICO DE MADRID - Rodri; Rivilla, Griffa, Calleja e Ruiz Sosa; Glaria e Ufarte; Luis, Mendonça, Adelardo e Cardona.
A chuva tornara o relvado pesadíssimo. O futebol foi mais lutado do que jogado. Ao contrário do que acontecera no primeiro jogo, a defesa do Benfica anulou por completo o moçambicano que ganhara o nome espanholado de Mendonza.
No início do segunda tempo, Torres, a passe de Eusébio, fez 1-0. O Benfica dominava mas os seus remates eram infrutíferos. O publico gritava de entusiasmo e exigia golos. Debalde. No final dos 90 minutos tudo na mesma.
Seguiu-se o prolongamento. Era quase um «quem marca ganha» das peladinhas infantis. O vencedor do prolongamento, arrecadaria a taça. E que bela taça! Foi preciso esperar... e esperar...
Calado, com um remate rasteiro, de longe, fez o 1-0 em cima do outro 1-0 a cinco minutos da meia-hora suplementar.
A vitória era 'encarnada', mas sem ser às riscas como nos colchões..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Até morrer!

"O homem que sonhou, mais do que qualquer outro, o museu do Benfica.

Nasceu em Vila Franca de Xira no final do século XIX. Foi aprovado sócio do Sport Lisboa e Benfica a 17 de Março de 1930, tinha 36 anos. Quatro anos depois, no dia 8 de Janeiro de 1934, iniciou o seu percurso como colaborador do Clube, uma carreira longa que encarou com o empenho e a dedicação de poucos, até morrer. O seu nome? Álvaro Curado!
Álvaro Curado (1894-1980) esteve 46 anos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, onde desempenhou diversas funções, sempre em cargos superiores, mantendo muitas delas em simultâneo, durante largos anos. Mas foi como Conservador da Sala das Taças (1935-1980) da secretaria da Rua Jardim do Regedor, 'que mais se notabilizou, com uma dedicação ímpar, de autêntico sacerdócio'.
Mentor de Joaquim Macarrão e antecessor da actual Direcção do Património Cultural, deixou-nos um importante legado, como o primeiro registo do acervo do Clube: 'elaborei o primeiro inventário de troféus e taças do clube. Comecei a inventariar o que havia (...) sem ter qualquer elemento para as referenciar em relação às secções a que pertenciam e às datas em que tinham sido ganhas'. Deixou-nos também, entre outras coisas, 'uma série de livros (...) com documentos antigos' que se encontram actualmente ao cuidado do Centro de Documentação e Informação, imprescindíveis para a história do Clube e que, se não fosse a sua preocupação em preservá-los, provavelmente nunca teriam chegado até nós.
Sócio e trabalhador dedicado mereceu vários louvores por parte da Direcção 'e tantos quantos houvessem não chegariam para premiar o fervor clubista, o espírito de sacrifício e a vontade indomável que Álvaro Curado entregou ao seu único e grande amor desportivo de sempre'. Entre eles encontraram-se o título de Sócio de Mérito, a Águia de Ouro (1951) e a Medalha de Mérito Social e Desportivo (1965).
Agora, 35 anos após a sua morte, a melhor forma de o homenagearmos é fazer com o seu nome o que ele fez com o acervo do Clube: não o deixar cair no esquecimento, dando-o a conhecer às futuras gerações de benfiquistas."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Lixívia 5

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............. 9 (-4) = 13
Sporting...........13 (0) = 13
Corruptos....... 13 (+2) = 11

Fim da jornada, com mais uma ronda onde os resultados das partidas mais importantes, foram decididas pelos árbitros:
Enquanto no antro Corrupto, Soares Dias deixou o Mini, o Maicon e o André André em campo, no Alvalixo um puto incompetente e corrupto (consegue ser as duas coisas ao mesmo tempo!!! Não é fácil...) com um apito na boca, expulsou um jogador do Nacional com duplo amarelo, sem que este, tivesse feito uma única falta... deixando os Chorões a jogar 1 hora contra 10!!!

O Mini, ainda antes do 1.º Amarelo, já tinha dado uma chapada ao Mitro, e em 5 segundos faz uma falta sem bola sobre o Jonas, e ainda vai a tempo de derrubar o Nico junto da linha... e nada saiu do bolso do Sócio dos Corruptos com Dragon Seat e tudo (parece que é condição essencial para apitar estes jogos!!!). Já na 2.ª parte, tem uma entrada extremamente perigosa sobre o Jonas, já com um Amarelo... que seria normalmente o 2.º. Como nem sequer marcou falta, quando toda a gente viu a falta, prova a premeditação.
A entrada do Maicon, não é para Amarelo, é para Vermelho: tentativa de agressão, com o jogo parado... a fuga do cobarde agressor, é prova suficiente. Recordo que mais tarde levou um Amarelo... Inacreditável, como vários dos expert's nem sequer analisaram este lance no final da partida!!!
O André André só à 8.ª falta levou um amarelo, sendo que numa delas derruba ostensivamente o Nico, por trás... aliás a maior parte das faltas perigosas foram sobre o Nico. Curiosamente, tivemos com o mesmo árbitro, um flashback: Moutinho na Luz, no jogo do Eusébio,, também só levou Amarelo à 8.ª falta!!! A prova que a impunidade veste sempre a mesma camisola!!!
Para 'equilibrar' as queixas, os Porkos inventaram alguns supostos erros a favor do Benfica: o suposto penalty do Luisão, é do mais absurdo possível...; o 2.º cartão ao Almeida (num momento onde os Corruptos deviam estar a jogar com 9), é num lance perfeitamente normal, onde não existe cotovelada nenhuma... é tão grave, como a 'tesoura' do Rúben Neves sobre o Guedes, que não foi marcada, e deu um contra-ataque perigoso aos Corruptos...
Aliás, além do critério disciplinar, ainda tivemos o critério geográfico!!! Faltas perigosas a favor do Benfica (livres laterais por exemplo), nunca existiram...; recuperações rápidas do Benfica, em zonas de contra-ataque, foram todas cortadas pelo apito...; recuperações em falta, que ponderam dar 'contras' aos Corruptos, passaram todas...!!!
Podem ver aqui um video, com alguns dos lances.
Para efeitos da contabilidade da Tabela, não é fácil avaliar o impacto de todos estes erros, mas pelo menos é seguro afirmar que o Benfica em superioridade numérica, não perdia o jogo...

No Alvalixo tivemos um festival de pedidos de penalty!!! É inacreditável a quantidade de vezes que um Lagarto assobia a pedir penalty!!! Nenhuma, repito nenhuma razão de queixa. Nenhum dos penalty's reclamados, era penalty!!! Nenhum...
Corte de raspão na bola; remate de cabeça à queima, com o braço junto do corpo; e ainda mergulhos vergonhosos do Gelson...!!!
O duplo amarelo ao Sequeira é das coisas mais absurdas que se assistiu este ano no Tugão!!! Dois Amarelos sem fazer uma única falta!!!
Um árbitro que subiu dos regionais à 1.ª categoria, como um foguete; o substituto do Boiquerença como representante da AF Leiria. Sempre foi incompetente, mas sempre soube o que era preciso fazer para chegar à 1.ª categoria...
Tal como na outra partida, é impossível saber o que teria acontecido num jogo, com 11 contra 11, mas se assim os Lagartos ganharam a 4 minutos do fim, duvido que tivessem ganho contra 11... aliás continuam a jogar mal e porcamente!!!


Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
Épocas anteriores: