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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Milagre financeiro ?

"Acabei de receber um correio com uma série de links para um excelente texto publicado pelo Enorme Boloposte no BnRB e para outro no BENFIQUISTASDESDEPEQUENINOS, ambos (de dia 11 de Maio) a propósito de um slide show (www.slideshare.net) que está a ser divulgado pelos anti Vieira e que pretende ser uma critica aos resultados da gestão do Glorioso (essencialmente da Benfica SAD).
Uma vez mais e por tratar-se de um documento relativo ao tema da minha competência profissional, sinto-me na obrigação de escrever para os leitores d’ OBELOVOAR, por forma a esclarecer e desmentir o que esse documento sugere e afirma. Uma vez mais e como os autores atacam o Benfica porque, aparentemente, não sabem atacar a Direcção sem o fazer, sinto-me na obrigação de os vir desmentir, esclarecendo os nossos leitores.
Entretanto, parecem-me exigíveis dois pontos prévios, a saber:
1. Que este vai ser um texto longo, mas que me comprometo a evitar escrever em “economês”; e
2. Que este vai ser um texto “para adultos”, porque eu não tenho o talento dos escribas acima citados e não considero que quem tenta manipular os Benfiquistas, ainda mais quando o fazem a coberto da cobardia do anonimato, mereça que usemos de diplomacia para adjectivar as atoardas que escrevem.
Cabe aqui um esclarecimento dirigido aos (muitos) que pensam que o debate entre Benfiquistas se deveria pautar pela máxima elevação e evitar todo e qualquer excesso de linguagem, maioria essa á qual me juntaria de bom grado e me juntarei de pronto, desde que os que desejam atacar o Nosso Presidente e, eventualmente, substitui-lo, o não façam a qualquer preço, sobretudo quando fazem com que seja o Glorioso a pagar esse preço.
O que me move é, exactamente, isso mesmo: defender o Benfica destes ataques “enviesados”!
Por isso me insurgi contra o “desabafo” (sem titulo) do Companheiro Nunomaf, que não hesitou em apoucar o Clube (chegou a apelidá-lo de “edifício decrépito”), nem achincalhar o “suposto director desportivo cheio de problemas familiares”, tal como, antes, me tinha insurgido contra as mentiras do Enorme Bcool e contra a suprema demagogia daquele Companheiro que nos agitava o espantalho de uma divida de 2 mil euros.
Vontade de os ofender? Nunca!
Como seria possível tal coisa quando se trata de Companheiros que não conheço.
Vontade de “agredir” esses seus comportamentos? Absolutamente!
Tratando-se de comportamentos que, na minha humilde opinião, colocam em causa o Benfica e contrariam, frontal e expressamente, os Valores que emanam da Nossa História Gloriosa, sinto que cumpro o meu dever de Benfiquista ao desmascarar esses comportamentos, ao criticá-los sem contemplações, advogando a respectiva erradicação definitiva.
Não gostam do meu estilo, ou não concordam com esta justificação?
Estão no vosso pleno direito, tal como eu estou no meu. Eu exerço esta minha opção de escrever e cada leitor exercerá a sua, quer criticando-me, quer deixando de ler o que escrevo, pura e simplesmente.
O que me não parece intelectualmente honesto é considerar que esta Democracia funciona melhor quando temos a liberdade de mentir, achincalhar e fazer demagogia integral, desde que tal venha em favor das nossas preferências enquanto exigimos que os outros, os que discordam de nós, se tenham aos mais rigorosos princípios de civilidade e respeito democrático.
Além de tudo isto, ainda acresce que eu não sei muitos sinónimos “meigos” para palavras como mentira, cobardia ou hipocrisia.
Posto tudo isto (e foi muito), passo a uma critica ao tal “slide show” …

Desde logo, não vou contestar nenhum dos números avançados no documento, não só porque, confesso, não tenho tempo para os ir confirmar, como, principalmente, porque ainda tenho esperança que Companheiros Nossos não cheguem ao ponto de aldrabar os “R&C” da Nossa SAD.
Ainda assim e numa apreciação global ao documento, posso dizer que se trata de uma compilação de tudo o que nas “Contas” da SAD pode ser apresentado sob uma forma negativa, como algo de mau (ou menos bom) e sem nunca, nunca, nunca, referir quais seriam as alternativas de gestão que poderiam inverter esses aspectos.
Vale a pena recordar que o que o Autor (ou Autores) do documento apenas pretendem atacar a gestão de LFV, tentando desmentir um suposto “milagre financeiro” que eu nunca ouvi ser apresentado pelo Presidente como uma das obras da sua Direcção. O que todos lemos, ouvimos e vemos, isso sim e é bem diferente, é um Benfica pujante, capaz de fazer todo o tipo de investimentos e sem que se levante nem a mais leve ponta de incredibilidade sobre a sua solidez. Essa é a realidade que, desgraçadamente, os que fizeram aquele documento tentam escamotear, em prejuízo claro do Nosso Clube e sem, por isso, merecerem compaixão.
Como sempre, esta gentalha omite que até uma Empresa irremediavelmente falida pode ser gerida com brilhantismo (e eu conheço vários exemplos), ou seja: a qualidade de uma gestão não se pode medir pelo último balanço conhecido e ainda menos quando se “elegem”, demagogicamente, apenas algumas rubricas do último balanço.
Por mais que os anti Vieira gostassem, os factos demonstram que os sucessivos mandatos deste Presidente trouxeram o Clube de um abismo económico e financeiro (que prescindo de descrever, para não nos expor á dor dessa memória) para uma situação que é, de muito longe, a mais sólida de todos os clubes portugueses, mesmo com a ajuda negativa que tem constituído a péssima remuneração pelos direitos televisivos e ao ponto de prenunciarem a entrada do Glorioso no grupo dos 20 mais ricos da Europa.
Esta é a verdade indesmentível, chamem-lhe “milagre” ou outra coisa qualquer (eu prefiro chamar-lhe uma excelente gestão) e seria bom que todos os anti Vieira deixassem, de uma vez por todas, de tentar apoucar o Benfica por esta via. Qualquer aluno do primeiro ano de um curso de Economia e/ou Gestão, se confrontado com os Nossos “R&C” de há uma década e comparando-os com os mais recentes, ditará esta mesma conclusão geral que enunciei.
Entremos pelos detalhes …

“Sabia que o Passivo do Benfica, as dividas do Benfica, quadruplicaram nos últimos 10 anos?”
Começa assim (e poderia lá não ser assim) esta difamação nojenta e, confesso, já me surpreendem pela falta de imaginação: ao baterem, sistematicamente, nesta mesma “tecla” do “Passivo igual a Dividas” estes candongueiros da contabilidade perdem, de imediato, toda a credibilidade, quer a técnica, quer a Benfiquista.
Mas quando será que esta gente deixará de confundir (manipulando) Passivo com dividas?
Quando é que um deles, um só que seja, nos dará um exemplo de uma Empresa que não tenha Passivo?
Será que as melhores Empresas não “sofrem desse mal”?
Não podemos afirmar que estão nesta mesma situação – um Passivo quadruplicado em 10 anos, todas as Empresas que viveram um crescimento rápido na última década e que realizaram investimentos determinantes?
Como eles não se cansam de esgrimir este espantalho do Passivo da Nossa SAD, eu não posso cansar-me de repetir que qualquer Passivo só assume relevo negativo se não tiver uma relação equilibrada com o correspondente Activo.
E não, não chega referir que o valor do Activo é ligeiramente superior ao do Passivo!
Ao falarmos do Activo da Nossa SAD, temos, obrigatoriamente, de referir que ele está claramente subavaliado e que os cerca de 400 milhões de euros (ME), deveriam ser entre 600 e 700ME, tais são as diversas mais valias potenciais que ele encerra.
Quais?
Pois, uma vez mais, falemos delas e façamo-lo para que, de uma vez, se aquietem estes agitadores:
1) O contrato de exploração da Marca Benfica, que vale um mínimo de 150ME (pelo critério do valor actual dos cash flow, aplicado em moldes pessimistas) e que deve estar em balanço por menos de 10ME; e
2) O valor total das partes detidas dos “passes” dos Atletas, que eu já avaliei (num texto publicado há cerca de um ano) num mínimo de 250ME e cujo valor de balanço não chega aos 100ME.
Só nestas duas rubricas do Activo da Nossa SAD e sem optimismo, ficam identificadas mais valias potenciais de quase 300ME.E o que é que isto representa?
Considerando a “equação básica da contabilidade” à
Activo = Passivo (Capitais Alheios) + Situação Liquida (Capitais Próprios)
Essas mais valias potenciais “transformariam” os Nossos Capitais Próprios (hoje quase nulos) em mais do dobro do Capital Social (115ME) !!!
Espera lá, Companheiro, que essa análise só seria correta se fosse possível vender todo o Plantel e o tal Contrato de Exploração da Nossa Marca, dir-me-ão vocês e … cheios de razão.
Só que eu respondo que não só não é possível vender isso tudo (e a Catedral e todos os outros itens do Activo), como não seria desejável, nem, sobretudo, temos disso necessidade!
A mais valia potencial “escondida” no Contrato de exploração da Marca, que “custa” uma amortização anual de poucas centenas de milhar, concretiza-se em cada exercício económico em Proveitos de alguns ME, tal como vai acontecendo com as relativas aos passes de Atletas, sempre que alguns vão sendo vendidos e por valores bem acima do que estavam “em balanço”, ou seja, com um Proveito.
Ora como nem todo o Passivo é Exigível (tem de ser pago), aqueles (e outros) Proveitos vão assegurando um “cash flow” suficiente para responder a todas as responsabilidades que se forem vencendo e ainda sobram fundos para reforçar investimentos. A isto é costume chamar-se uma Gestão equilibrada, controlada e responsável.
Outros Benfiquistas perguntarão se não poderíamos “apressar” a redução do Passivo, ao que eu, mesmo recordando que não temos disso necessidade, respondo que sim e indico que há duas grandes alternativas, a saber:
3) Promover um aumento do Capital Social por entrada de fundos “frescos” e utilizá-los, directamente, para ir pagando quaisquer responsabilidades que se fossem vencendo (ou, mesmo, antecipando o respectivo vencimento); ou
4) Executar uma politica de desinvestimentos e redução geral de custos (não renovando contratos com Atletas, não aumentando salários, não investindo em mais Atletas, ou investindo em passes mais baratos, por exemplo), suportando os inerentes riscos (mau desempenho desportivo, saídas “a custo zero”, por exemplo) e tentando obter, por essa via, um aumento dos resultados dos exercícios (pelo menos a curto prazo).
Então, Companheiros?Qual destas duas vias preferem?
A primeira, em que, tal como a osgalhada, perderíamos o controlo da SAD para investidores externos?
Ou a segunda, ficando a competir internamente com as osgas e os pedreiros e externamente, fora da Champions (com o “bónus” de aliviarmos esta pressão sobre o crac que os está a aproximar do precipício)?
Ainda numa linguagem muito simples e numa derradeira tentativa para que todos possam entender a diferença que há entre um negócio que é gerido sem recurso a Capitais Alheios (Passivo) e um outro em que a gestão se faz com recurso exclusivo a esses capitais, aceitem um convite e olhem para o Balanço como aquilo que ele também é: um mapa que mostra a origem do dinheiro envolvido e em que é que ele está aplicado …
Assim, teremos que, de um lado (no Activo), temos os edifícios, os carros, os móveis, o contrato que nos dá o direito a explorar a Marca e os passes dos nossos Atletas, entre outras coisas.
Entretanto, do outro lado, verificamos que aquele dinheiro teve duas origens diferentes: uma parte que pertence á própria Empresa (o Capital Social e as Reservas de Lucros que não foram distribuídos aos accionistas) – os Capitais Próprios, e uma segunda parcela, a dos Capitais Alheios, constituída com toda a guita que conseguimos convencer terceiros a confiar-nos (empréstimos, crédito de fornecedores, etc.).
Vendo as coisas por este prisma, o que podemos concluir?
Muito simplesmente e uma vez que os Capitais Próprios da Nossa SAD são muito pequenos, concluímos que a Administração anda a gerir este negócio com … o dinheiro de outros!
Outros que confiam na Nossa Administração e na capacidade da SAD para continuar a gerar suficiente valor para os compensar por essa confiança (pagando juros, por exemplo)!
Outros que, mesmo sem controlar o nosso negócio (esse controlam-no os que elegemos e em Nosso nome), nos confiam o seu dinheiro (ou o dos seus depositantes).
Nesta situação, ninguém pode ficar surpreendido ao verificar que uma boa parte dos Resultados Operacionais (sempre positivos) da SAD tenha de ser “compartilhada” com quem nos financia o negócio (pagamento de juros).
Espera lá, isso quer dizer que, caso tivéssemos Capitais Próprios em montante suficiente, poderíamos ter mais lucro? Exato! Nesse caso, deixaríamos de ter de entregar a outros uma fatia que já foi de menos de 10ME (antes da crise e da alta das taxas de juro) e que agora se aproxima do dobro.
E agora que todos os leitores ficaram a pensar o pior de todos os Empresários que recorrem a empréstimos (ou qualquer outra forma de Capitais Alheios remunerados), permitam que vos volte a confundir com este pequeno exemplo meramente pedagógico.
Eu vou começar um certo negócio que exige um investimento de 100 e tenho duas alternativas:. na alternativa A, invisto só com o meu dinheiro; na alternativa B, não invisto um cêntimo meu e só uso dinheiro de um empréstimo (que garanto com um aval, ou uma hipoteca sobre um imóvel, por exemplo.
Na situação A e no final de um ano, tenho um Lucro (antes de impostos) de 20. Para simplificar, imaginemos que pago 20% de impostos (20% sobre 20 = 4) e embolso os 16 remanescentes, ou seja, tive uma remuneração liquida do meu capital de 16%, o que não é nada mau.
Já na situação B e face ao mesmo Lucro (antes de impostos e Encargos Financeiros) de 20, terei de pagar os juros a quem me emprestou o capital, no valor de, digamos, 10%. Ou seja, agora o meu Lucro antes de Impostos “desceu” para 10 (= a 20 – 10) e, por isso, já só terei de pagar 2 (20% sobre 10) de impostos e embolsarei 8 (= 10 -2).
Chegou a hora da … pergunta “capital”. Aquela pergunta que vos vai confundir. Qual das duas formas de investimento me foi mais rentável?
A formula A que me permitiu uma rentabilidade de 16% num ano?
Ou a B, em que eu tive um lucro “limpo” de infinito%, porque não investi nem um cêntimo (e fui, por exemplo, investir os tais 100 num outro negócio que me deu a mesma rentabilidade)
Recorri a este exemplo simplista para vos convencer de que, em cada negócio e em cada momento, há um equilíbrio óptimo entre as origens (próprias ou alheias) dos capitais que devem ser investidos. Espero que a minha argumentação tenha sido suficientemente clara.
Entretanto e se me perguntarem se eu considero, ou não, que a estrutura de capitais da Nossa SAD é a mais adequada, evidentemente que terei de responder que seria preferível termos mais capitais próprios e mais … direi que estou certo de que os capitais próprios da Nossa SAD vão crescer nos próximos exercícios (com o corrente incluído), na exacta medida em que a exploração vai ser lucrativa, apesar da pesada parcela dos encargos financeiros (juros) e apesar de continuarmos a receber uma miséria pelos direitos televisivos.
Nem sequer considero que possa falar-se de “insuficiência de Capitais Próprios”, na medida em que a Administração tem dado provas de não ter a sua actividade limitada por esse desequilíbrio.
Se assim não fosse e ao contrário do que afirmam os anti Vieira, a SAD não poderia ter recusado uma oferta do mamão chupista que significava um aumento de 14ME nos nossos proveitos anuais, durante os próximos cinco anos após 2013.
O facto de o mercado não ter “penalizado” a cotação das Nossas acções após esse comunicado á CMVM (ao contrário, os papeis valorizaram), constitui prova insofismável quer da credibilidade da Administração, quer da confiança que os especialistas depositam na capacidade do Grupo Benfica para gerar e gerir alternativas.
Finalmente e regressando aquela primeira pergunta dos anti Vieira, a minha resposta é muito clara: Claro que sabemos que o Passivo da SAD quase quadruplicou em 10 anos!Já o Passivo Global do Grupo Benfica ficou longe do quádruplo e, mesmo assim, ainda mais longe do crescimento do Activo do Grupo que, correctamente avaliado mais que se multiplicou por … 6!
E vocês, sabem por quanto foram multiplicados os Proveitos?
Bem sei que seria difícil falar de Proveitos em 2003, uma vez que os poucos que tínhamos estavam quase todos a caucionar dividas vencidas e não pagas por Direcções anteriores. Essas sim, DIVIDAS, e esses, poucos e pouco proveitosos Proveitos, que nem “descontados” podiam ser junto da banca, por já terem os seus destinos comprometidos para suprir os calotes que o Manuel Vilarinho herdou, numa situação que teria sido inultrapassável sem que o atual Presidente se tivesse “atravessado” com vários milhões de euro do seu património pessoal.

Adiante …
“Sabe que a SAD do Benfica esteve falida em 2009 e que só a retirada do estádio do clube para a SAD permitiu corrigir essa situação?”
Gente mentirosa que não evita nem as mentiras mais descaradas e a difamação mais asquerosa, na sua sanha sangrenta contra um Companheiro que elegemos, reelegemos e reconfirmamos com mais de 90% dos Nossos votos.
Mentira! A SAD nunca esteve falida em 2009, já que, tal como agora, a insuficiência aparente de Capitais Próprios assentava na mesmíssima subavaliação dos respectivos Activos.
Mentira! O estádio (deveria doer-lhes a boca quando assim se referem á Nossa Catedral) não foi “retirado” ao Clube (com maiúscula, sempre) e pela simples razão que nunca lá esteve.
A Catedral foi construída no quadro de uma Empresa que o Grupo constituiu para o efeito (a Benfica Estádio) e o que se fez foi a fusão dessa Empresa com a Nossa SAD.
E só é verdade que essa operação permitiu a correcção da insuficiência contabilística de Capitais Próprios, por que se tratava de um Activo que estava menos subavaliado (sim, que também ele vale mais que o respectivo valor de balanço).
O que é que se pode responder a esta cambada?
Sim, sabíamos! Nós, os Sócios e Accionistas, sabemos de tudo isso. Não só sabemos como votamos, esmagadoramente, essa operação, quer em AG do Clube, quer em AG de Accionistas.

“E sabia que se não for vendido nenhum jogador até ao final de Junho, a SAD terminará esta época novamente falida?”
O que eu sei é que essas contas de merceeiro, tipo “trouche e lebou”, que o Autor fez “presumindo que …” ainda podem vir a ser desmentidas pelos factos, bastando que não seja feita nenhuma venda até ao final deste exercício.Estas bestas de memória e presunções selectivas esqueceram-se de contar com as receitas da Champions no semestre corrente, só podem!
Só nessa linha, aldrabam cerca de 10ME! Coisa pouca, portanto.
Estes bandalhos não se envergonham nem de referir que os resultados operacionais positivos do primeiro semestre do exercício (o segundo de 2011) foram possíveis graças a “vendas muito grandes como Roberto e Fábio Coentrao”.
Roberto?Sim, Companheiros, eles citaram o Roberto.
Um Atleta (a este vou referir-me toda a vida com letra maiúscula, por tudo o que lhe fizemos e pela coragem com que ele nos suportou) cuja venda deve ter gerado um proveito de pouco mais de 1ME (o valor de 1 ano de amortização do respectivo passe)?
Confesso que há momentos em que me pergunto se estes Companheiros sabem mesmo do que estão a falar, ou se não passam de caloiros cábulas de um mau curso de contabilidade, caso em quase poderia sentir pena de tanta ignorância. Se querem um exemplo eloquente disto mesmo, reparem nesta citação: “… mais valias (normalmente um valor mais baixo pelo qual o jogador é vendido)”.
“Normalmente”, ó ignaros? E que tal escreverem … sempre e por definição (mais valia é a diferença, se positiva, entre o valor da venda e o valor de balanço) !
Mas não, Companheiros. Acreditem que eu consigo ler neste documento a capacidade técnica mais que suficiente para os poder acusar de má fé, de despudorada demagogia e de descarada mentira.
Porque será que nos não perguntam se sabemos que a Nossa SAD, enquanto estiver privada de um valor justo pelos direitos televisivos (faltam dois semestres, podem ficar descansados) e não querendo privar-se de manter os investimentos necessários para acompanhar a valorização do Plantel (seja por renovações, seja por novas aquisições), tem de realizar mais valias com a venda de passes de Atletas?Será porque todos conhecemos essa realidade e há anos? Ou será porque o Presidente o afirmou e reafirmou várias vezes?

“Sabia que o Benfica tem empréstimos a reembolsar no curto prazo (menos de um ano) superiores a 100ME?”
E um pouco mais adiante, na ponto 11 …
“Sabia que entre Dezembro de 2012 e Abril de 2013 o Benfica terá de reembolsar ao mercado mais de 90ME de empréstimos obrigacionistas?”
Entendamo-nos com clareza: o(s) Autor(es) deste documento entenderam começá-lo perguntando se sabíamos que as nossas “dividas” tinham quadruplicado nestes derradeiros 10 anos e que já montam a 400ME, depois, mais ou menos a meio do documento, perguntam-nos se sabíamos que vamos ter de pagar no próximo ano mais de 100ME e, no final do documento, perguntam se sabíamos que, entre Dezembro e Abril p.f., vamos ter de pagar 90ME em empréstimos obrigacionistas.
Perceberam bem?
Alguém ficou a pensar que “devemos” 400ME, mais 100ME que teremos de pagar dentro de um ano, mais 90ME que se vencem entre Dezembro e Abril?Não terá sido com essa intenção que “distribuíram” as três perguntas ao longo do slide show?
Pois que ninguém duvide que os 90ME fazem parte dos 100ME e que também estes fazem parte dos 400ME!Ou, melhor, nem sequer os dados são verdadeiros, porque estão incorrectas algumas datas de vencimento !
Depois disto ainda vos parece que devemos ser “meigos” com esta gente? Com quem se tenta servir da falta de informação e conhecimentos técnicos de muitos Benfiquistas para os alarmar, mesmo que isso prejudique o Glorioso?
Eu aplaudo quem consegue “dar a outra face” a este tipo de gente. Mais ainda aplaudo os que conseguem rir-se de tais comportamentos e sublinhar o desespero que confessam, mas … eu não sou capaz disso e não consigo deixar de sentir uma revolta profunda pelo mal que estão a fazer ao Nosso Clube.

“Sabia que o Benfica tem hoje uma massa salarial superior a do crac (esta é uma citação incorrecta, que eu recuso-me a escrever P….) e que duplicou nos últimos nove anos?”
“Sabia que temos mais de 60 (são 68) jogadores sob contrato?”
“… vista a desagregação dos valores relativos aos salários dos Atletas …”
Vergonha e repulsa pela mentira, não vos assistem?
Todos os Benfiquistas reconhecem o formidável enriquecimento, qualitativo e quantitativo, do Plantel conseguido durante o consulado do Presidente e, nestes termos, temos de considerar que um crescimento médio anual de pouco mais de 7% da massa salarial, ao longo de 9 anos, já seria um bom resultado, mesmo que não fosse acompanhado pela fusão com a Benfica Estádio e o consequente impacto nessa rubrica dos custos.Ou seja e na minha humilde opinião, a incompetência do(s) Autor(es) deste panfleto electrónico, á mingua de argumentos, vai ao ponto de sublinhar um evidente sintoma de excelente Gestão como se do oposto se tratasse.
E suportam essa interpretação nalguma(s) comparação(ões) com os valores de outros clubes que, tal como o Benfica, se tenham distinguido por um especial reforço dos seus planteis (como seria o caso, bem próximo, da sad de Braga)?
Ora, ora … como se fosse legitimo esperar tal coisa de Companheiros tão “normais”: claro que não!
Preferem, isso sim e mentirosamente, fazer uma comparação impossível com o crac, ainda para mais aceitando “embelezar” o desempenho desse adversário e, só para eles, separando os salários pagos a atletas.
Invulgar comportamento Benfiquista este, não concordam? Mostrar tudo o que de menos bom possamos ter, sublinhar até alguma coisa de boa desde que se consiga fazê-lo de um modo pejorativo e, para cúmulo, fazê-lo comparando com um quadro adulterado e pintado a azul.
Irra, Companheiros!
E ainda dizem que o fazem … “por ti, Benfica?”
Concretamente e para os desmascarar como merecem, eu afirmo que a Administração tem conseguido controlar excelentemente o crescimento da massa salarial, garantindo a sustentabilidade do crescimento qualitativo e quantitativo do Plantel e de todo o “Capital Humano” do Grupo Benfica.Para comprová-lo e aceitando o convite ao recurso a comparações (honestas, claro) com qualquer outra das sad’s existentes em Portugal, basta … fazer as contas: temos, de muito longe, o melhor Plantel e ele custa-nos, quer em amortizações, quer em salários, bastante menos do que são os custos apresentados pelo crac. Acresce que a taxa de crescimento da massa salarial da Benfica SAD não foi, em nenhum destes anos, a maior entre as quatro maiores sad’s existentes em Portugal.

“Sabia que a transferência de um jogador como o Coentrão não chega já sequer para contrabalançar as amortizações de jogadores comprados nos últimos anos?”
“Contrabalançar” … ? Palavra estranha, não acham?
Acontece que o que gostariam de usar era o verbo “pagar”, mas tal seria incorreto uma vez que as amortizações … não se pagam (são um custo, mas não uma despesa). Por isso e á forca de quererem “ligar e/ou comparar” um custo com uma receita (o que referem é, apenas, a receita liquida da venda do Fábio, esquecendo o proveito acumulado decorrente da sua transferência), chegam a esquecer-se do que a SAD já tinha ganho com a venda parcial anterior de uma parte do passe ao Benfica Stars Fundo, sem se esquecerem (viva a memória selectiva) da parte que lhe competiu da transferência para o Real.
“… comprados nos últimos anos? ”Limitação estranha, não acham?
Acontece que o que esta gentalha pretende, a todo o custo, não é só “atacar o Vieira”: de preferência o que eles desejariam seria descredibilizar os anos mais recentes da Gestão do Presidente.
Comigo, “vêm de carrinho”, como costuma dizer-se. Não vos permito nem estas pequenas manobras demagógicas, pelo menos sem as desmascarar.
Será que o(s) Autor(es) conhecem o valor das amortizações relativas aos Atletas “… comprados nos últimos anos?”
Não, não conhecem!
E o que fazem, então?
Ora essa: o que fazem em todo o documento – mentir, mentir, mentir.
Para o efeito sugerem que o valor das amortizações de passes dos outros Atletas (os que não foram comprados nos últimos anos) seria tão pequeno que se permitem considerá-lo nulo e, desta forma mentirosa, atribuem a totalidade do valor das amortizações aos tais Atletas “… comprados nos últimos anos”.Omitem, por má fé ou ignorância (que escolha o leitor), que qualquer renovação contratual, mesmo que não inclua um “premio de renovação” e desde que implique um aumento salarial, resulta num acréscimo ao valor contabilístico do passe desse Atleta e, recorrentemente, a um aumento do valor da respectiva amortização anual.
Tanto assim é que eu (mesmo desconhecendo os valores individuais) estou seguro de que a amortização do passe do Luizão (ou do “Tacuara” e já para não falar do “Super Maxi”) deve exceder a soma das amortizações do Nelson, do Melgarejo, do Jardel e do Nolito.
Mas, porque raio de razão é que a venda do Fábio teria de ser suficiente para “contrabalançar” os custos em amortizações dos passes de todo o Plantel?Será que a Nossa SAD não tem outros Proveitos?
Ups!Outros Proveitos, é expressão proibida para esta gentalha, sob pena de terem de reconhecer o “Milagre Financeiro” (que é económico e não financeiro) imputável ao Presidente e ainda que eu continue a preferir chamar-lhe, apenas, excelente Gestão.
Imagino a discussão entre os (prováveis) Autores do documento …“Diacho, não podemos insistir em falar apenas dos custos e das despesas, que os Benfiquistas vão desconfiar ou, ainda pior, pensar que é o “Orelhas” que anda a pagar estas despesas todas do próprio bolso.”

“Tens razão, mas vamos falar de que receitas?”
“Ora essa, das que os Benfiquistas menos gostam: da venda de Atletas”,
como se esses Atletas não tivessem sido comprados e/ou formados, antes de poderem ser vendidos.
O “R&C” do exercício corrente irá demonstrar que o Grupo Benfica ultrapassou largamente os 150ME de Proveitos (é obra, caramba!) e estes amestrados (desculpem-me, mas há horas que estou com esta palavra debaixo da língua) insistem em reduzir tudo a uma parcela de cerca de 20% desse montante?

“Sabia que o Benfica, só para pagar juros e amortizar investimentos feitos nos últimos anos em jogadores, tem de vender o equivalente a dois Di Maria (25ME) por ano?”
Como um Fábio lhes parecia curto, toca a multiplicar o Di Maria, especialmente porque nem o mais Vieirista poderá alegar que o Presidente comprou dois Di Maria, ou que poderá comprá-los no futuro.Para além do erro grosseiro quanto aos números, toda a minha argumentação anterior chega e sobra para destruir esta espécie de “raciocínios”.
Falso! Mentirosos! O Benfica não tem de vender nada nem ninguém para pagar juros e amortizar investimentos.O que a Nossa SAD tem, enquanto não conseguir reforçar os seus Proveitos em outras rubricas (como os direitos televisivos ou o “naming” da Catedral, por exemplo), é de obter mais valias pela venda de passes de Atletas e nem de longe necessita que esse acréscimo seja da ordem dos 50ME anuais (valor que, alias, nunca foi conseguido).

“Sabia que o Benfica gasta hoje com juros relativos aos seus empréstimos mais de 20ME por ano devido a subida das taxas de juro e a subida galopante do Passivo?”
“Sabia que o Benfica tem contraído empréstimos para equilibrar a tesouraria, renováveis automaticamente e com taxas de juro crescentes a cada três meses? A cada três meses o empréstimo renova-se e o Benfica paga mais 0,5% de juros ao BES.”
Ou seja, mais do mesmo e com a mesma “técnica”: refere-se a parcela A, sublinha-se a soma das parcelas A e B e, depois, faltando melhor, regressa-se á parcela B.
Os Companheiros que ainda resistem á leitura deste texto, já sabem perfeitamente a que correspondem estes quase (não, não são mais de) 20ME em Encargos Financeiros e podem estar seguros de que eles não resultam da “subida galopante do Passivo”
O Passivo, se não fosse a fusão com a Benfica Estádio da qual resultou um aumento ainda maior do Activo, quase não teria crescido nestes últimos 3 anos. O período de forte crescimento quer do Passivo, quer do Activo, foi aquele que traduziu os maiores investimentos estruturais realizados pelas Direções, coisa que todos os Benfiquistas não só sabem como compreendem, perfeitamente.
A Nossa SAD, que nasceu e cresceu com recurso (exagerado) a Capitais Alheios, ficou especialmente vulnerável á crise financeira internacional que resultou numa extraordinária alta das taxas de juro (essencialmente pelo aumento exponencial dos “spreads” impostos pelos Bancos): essa é uma verdade incontestável!
Mas, uma vez mais, esse processo verdadeiramente excepcional e imprevisível (apesar de ter sido previsto), acabou por constituir mais uma prova que a Administração da SAD ultrapassou com nota muito elevada, quer pela celebração imediata de uma série de contratos de “swap” que permitiram como que adiar o aumento das taxas, quer pela adaptação imediata dos orçamentos, em ordem a conseguir “absorver” esse acréscimo nos custos.Para demonstrar o que acabo de afirmar, bastará que, quando estiver encerrado o exercício corrente, se avalie a Demonstração de Resultados do triénio (2009-2012), para concluir que a SAD “atravessou esta tempestade com Louvor e Distinção”, coisa da qual não se podem gabar a esmagadora maioria das Empresas.
Ainda assim e porque há anos que, aqui neste OBELOVOAR (e não só), eu venho alertando todos os Benfiquistas para a séria ameaça para a SAD que resulta desta reconhecida dependência de Capitais Alheios, muito eu gostaria que as eventuais e desejáveis candidaturas abordassem o assunto durante a próxima campanha eleitoral, sem se esquecerem de apresentar propostas concretas e credíveis orientadas para a diminuição dos riscos emergentes desta ameaça.
Para terminar a minha argumentação em torno desta “questão dos empréstimos e dos juros”, recorro ao mesmo trunfo, óbvio, que já usei antes (contra as falsas conclusões do Companheiro Bcool): mas que raio de SAD é esta Nossa que, mais que falida, afogada em custos e despesas e já sem Di, Fábio e Roberto para vender, continua a ser uma cliente estimada pelos Bancos, mesmo depois de recusar a “prenda” com que o mamão chupista nos queria envenenar?Será que estes banqueiros não sabem o que andam a fazer com o dinheiro dos seus depositantes, ou será, em alternativa, que eu tenho razão quando afirmo que a Nossa SAD se tornou numa verdadeira máquina de fazer dinheiro (capaz de acrescentar valor aos seus Activos) e, por isso mesmo, um excelente e seguro destino para financiamentos bancários?
Um pouco mais de coragem Companheiros, que nos aproximamos do fim …

“Sabia que o Benfica já não vai pagar o estádio ate 2011, ou até 2013 como disse o director financeiro da SAD em 2008? O Benfica por incapacidade contraiu um novo empréstimo no âmbito do Project Finance do estádio, no valor de 63ME, para ser pago até 2024!”
Para verem que, se julgavam que o(s) Autor(es) já tinham descido a um nível ilimitadamente rasteiro, o documento ainda vos vai surpreender e … muito!
Ora bem, começando pelo alegado desejo segundo o qual a SAD iria “pagar” a Catedral (que está paga) até 2011 ou 2013, isso corresponderia a uma enormidade sem tamanho e perceptível pelo menos conhecedor dos Benfiquistas que estão mais do que habituados a que os investimentos em imobiliário tenham um horizonte de financiamento (e amortização contabilística) bem mais largo.Portanto e mesmo sem saber quem era o “diretor financeiro da SAD em 2008” (devem estar a referir-se ao Administrador Executivo, Dr. Domingos Soares de Oliveira), tenho a certeza mais do que absoluta que ele nunca terá feito tal afirmação.
Na pior das hipóteses, o DSO poderá ter dito (e eu duvido muito) que o prazo do Project Finance da Catedral expirava em 2011 ou 2013, o que não corresponde, de todo, ao que pretendem citar.
Mais do que isso e mesmo que tal afirmação tivesse sido produzida (resta saber em que contexto), no que seria um erro em qualquer caso, bastaria ter consciência do “terramoto financeiro” que sobreveio a essa data para justificar que ela, tal como todas as outras, nunca pode ser considerada independentemente da data em que teria sido produzida.
Ou seja:. constituiria uma bestialidade insustentável, sobretudo com a estrutura de capitais da SAD, pretender que a Catedral deixasse de servir de colateral em empréstimos a obter, pelo menos antes de estar integralmente amortizada (talvez em 2024, mas não posso garantir); por isso e num momento em que a Catedral já só estava a garantir cerca de 72ME de financiamento (o valor actual do PF), nada mais correto em termos de gestão do que aumentar esse valor, por forma a substituir empréstimos com taxas de juro mais gravosas, especialmente após o dealbar da crise financeira internacional; e agitar “um espantalho” relativo ao prazo e modo de pagamento dos financiamentos relacionados com a Nossa Catedral, ainda que revelando que dele resulta uma operação de “consolidação de passivos” (alargamento dos prazos de reembolso), constitui uma verdadeira difamação levantada contra a inteligência dos Benfiquistas e a competência e integridade da Administração da SAD.
Bem sei que a maioria dos Companheiros já se estão a dizer qualquer coisa como “estou-me marimbando para o prazo de amortização da Catedral, porque o que eu quero mesmo … são títulos!”.A minha tese é que, nem eu, nem os que assim pensam, nem nenhum Benfiquista deve ser tolerante para com a baixeza com que o(s) Autor(es) do documento aqui em discussão, se permitem tratar o Nosso Clube, com o único propósito de atacar um Homem, um Companheiro, que se tem batido e bem, em prol do Benfica.

Last but not least …
"Sabe que o dinheiro do contrato que vai ser assinado com o mamão chupista pode ser antecipado todo nessa altura (entre Dezembro e Abril) só para reembolso destes empréstimos, não vendo um tostão desse contrato no futuro?"
Rasteirinhos, ou rasteiríssimos: qual preferem?
Esta cambada, marimbando-se para o Benfica, confessam aqui que têm um único e simples interesse: atacar o Presidente por tudo e pelo seu contrário, por ter e não ter cão, por assinar e por não assinar com o mamão chupista.Eles não têm nenhum programa, nem sequer candidato. Eles não desejam a redução do Passivo, nem o seu aumento, eles não querem a renovação do contrato com o mamão chupista, nem o seu fim, eles não querem que se vendam os Di, nem querem que eles sejam mantidos no Plantel, eles não querem nem mais custos, nem menos, nem os que temos, nem os que possamos vir a ter.
Esta gentalha não quer nadica de nada a não ser uma única coisa: achincalhar o Presidente, custe o que custar!
Demagogia, mentira, confusão, cobardia e tudo o mais que lhes permita sentir que estão a conseguir atacar LFV, tudo serve e em qualquer dose.
Mas, então, esta gentalha não sabe que foi recusada a proposta de renovação do contrato com o mamão chupista, logo eles que sabem que um tal ato de Gestão passa por comunicação obrigatória á CMVM?Imaginam que, depois de recusada essa proposta, ela ainda pode vir a ser assinada? Não só que pode, como que … vai ser assinada?
Que sabem pouco de contabilidade e são movidos por muita má fé, isso já era evidente, mas que não têm nem a mais leve noção de como se pode (e não pode) gerir uma SAD cotada em Bolsa, disso escusavam de se confessar com tanta falta de vergonha.
Infelizmente, há muitos mais Companheiros (sobretudo pela Gloriosasfera fora) que patenteiam a mesmíssima confusão sobre este tema dos direitos televisivos, embora eu esteja convicto de que, na maioria, o façam completamente isentos de má fé. Chegou o momento para tentar esclarecer esta questão.
O Presidente do Grupo Benfica (do Clube, da SAD e da SGPS) deu uma entrevista em Fevereiro passado em que afirmou, sem tibiezas, o seguinte (e o tempo demonstrou que eu tive razão quando escrevi, aqui mesmo, que essas afirmações constituíram a única razão pela qual foi concedida a entrevista):. que esse assunto iria ser decidido até final desse mês; que existia um valor (um número mágico) capaz de viabilizar a renovação do contrato ainda em vigor; e que, face á ausência de outro operador (e outra proposta), caso esse contrato não fosse renovado, a Benfica SAD passaria a gerir directamente os seus direitos televisivos.
Não confundam, não se confundam e não percam o vosso tempo a fazer leituras entre as linhas!
O Presidente foi de uma clareza meridiana (nem ele é pessoa para trocadilhos rebuscados) e os factos posteriores vieram confirmar tudo o que ele disse:. uma vez que o “número mágico” não foi atingido, foi tomada a decisão de não renovar o contrato com o mamão chupista; e essa decisão foi formalizada na primeira reunião do CA da SAD posterior ao fim de Fevereiro e foi comunicada á CMVM.
Não há mais mas, nem meio mas: o contrato não será renovado e o CA da SAD não está a conduzir nenhuma negociação alternativa ao actual contrato, seja com quem for (e se o vier a fazer, terá de o comunicar á CMVM)!Mais ainda, eu posso garantir que uma tal negociação só se poderia iniciar com outro operador (ou reiniciar com o mesmo), no mínimo dos mínimos sobre um MoU (Memorandum of Understanding) que apontasse para um valor substancialmente superior ao que foi recusado (talvez 25ME anuais, diria eu).
Tudo o que aqui afirmo só poderia ser afirmado caso houvesse ou uma alteração profunda no CA da SAD, ou um novo “terramoto” no mercado. Por menos do que isso, a CMVM não perderia a oportunidade de submeter a Nossa SAD a uma pesada (e justificada) coima. Nestes termos, esqueçam este tema como “arma eleitoral”, ou seja: podem criticar a opção tomada pela SAD se e como quiserem (já agora, convinha que fossem indicadas alternativas), mas não podem continuar a lançar a confusão sobre o assunto, admitindo hipotéticas manobras dilatórias orquestradas pelo Presidente e pelo mamão chupista (uma “amizade” que já viveu muito melhores dias, como os factos recentes comprovam a saciedade).

Viva o Benfica!
..."



ADENDA: O José Albuquerque descansou no final do primeiro dia, e voltou ao trabalho no segundo!!! Aqui fica a continuação:

"Avaliar o Activo da Benfica SAD


Dos comentários ao meu texto anterior (“Milagre Financeiro”?), comentários que não tenho palavras suficientes para agradecer, um dos aspetos que mais “chocou” os que entenderam manifestar o seu desacordo comigo, foi o relativo aos números pelos quais eu “avaliei” dois grupos da rubrica “Activos Intangíveis” do balanço da Nossa SAD.
Concretamente, alguns Companheiros tiveram dificuldade para encontrar os melhores adjetivos quer para qualificar-me quando eu afirmei que o Contrato de Exploração da Marca (que estava, em 31.12.2011, contabilizado em balanço por 11,6ME) vale, pelo menos, 150ME, quer para contestar-me quando eu atribui aos passes detidos sobre todos os Atletas sob contrato um valor de cerca de 250ME (e que estão, em 31.12.2011, contabilizados por 94,9ME).Ora como foi sobre o argumento da “subavaliação” dos Activos da SAD que eu desmontei a alegacão da insuficiência dos Capitais Próprios, torna-se imperioso dar a este tema a atenção necessária para que os Benfiquistas possam formular uma opinião que os satisfaça.

Vamos a isso?
Para começar, avancemos dois pontos prévios:. se queremos que todos os leitores sigam os raciocínios, temos de evitar ao máximo o recurso ao “economês” e, por isso, este texto não pode ter um carácter técnico avançado; e a contabilidade pode ser considerada só como um conjunto de técnicas, ou como uma ciência, mas eu considero que, a partir de certos níveis, a contabilidade é uma arte.
Felizmente, a maioria dos activos é muito simples de “avaliar” (no sentido de os contabilizar com rigor e aderência a realidade), como sejam os casos da maioria dos móveis e imóveis “corpóreos” (“Tangíveis”), especialmente os que são adquiridos em “estado acabado”.São os exemplos de casas, carros, máquinas, mobiliário, etc. que são adquiridos normalmente e que são contabilizados pelo preço de custo.
Posteriormente, mesmo este tipo de activos, vão ser amortizados segundo regras internacionalmente aceites e que apenas pretendem distribuir o custo que eles representam para quem os adquiriu ao longo de todo o tempo em que eles vão ser utilizados. Ora acontece que, regra geral, no final do período de amortização (3, 5, 6, 8, 10, 20 ou mais anos, conforme os casos), esse activo (mesmo “velho” ou “usado”) acaba por chegar a ficar com um valor contabilístico nulo (= zero), quando ainda pode continuar a ser utilizado ou vendido por algum valor (que constituiria uma “mais valia”).
Nestes casos, a boa técnica contabilística recomendaria uma “reavaliação do ativo”, por forma a que a informação fosse o mais aderente possível com a realidade e o mesmo deveria acontecer nos casos em que o bem em causa seja adquirido, logo á partida, por um valor muito diferente do seu “preço normal de mercado”.
Imaginem que adquirem um imóvel (numa hasta pública, por exemplo) pela metade do seu valor “normal”. Nesse caso o que vai suceder será que o vosso balanço não vai reflectir com o rigor desejável a realidade do vosso património.
O mesmo aconteceria, agora pelo inverso, em qualquer caso em que seja feito um “negócio ruinoso”, ou seja, por um preço muito acima do que seria “normal”.
Mesmo com este tipo de bens, a “coisa” já se complica quando se trata de uma “construção própria” (como um pavilhão, ou uma piscina, construídos sobre um terreno que já estava no Activo).Nestes casos o que é “normal” fazer é adicionar ao valor atribuído ao terreno, os custos da construção e, assim, “avaliar contabilisticamente” o activo (pavilhão, piscina, etc.) em causa e a “complicação” resulta do facto frequente de que um imóvel já construído valer, em regra, bastante mais do que a soma daquelas partes.
E como é que se poderia “corrigir” um caso destes e encontrar o valor correto para contabilizar no balanço?
Não seria fácil encontrar uma solução, mas a “ciência” sugere que se utilizem varias técnicas (e que, no final, se escolha um valor cautelosamente intermédio), como sejam; (1) o custo de substituição (ou seja, o que custaria comprar um activo semelhante), (2) uma “arbitragem” (ou seja, o valor atribuído por um painel de especialistas), ou, caso o activo garanta um fluxo de receitas (e Proveitos), (3) o valor actual dos cash flow futuros (ou seja, a soma das receitas/proveitos futuros desse activo, descontados pela “inflação”).
Obviamente, este pode tornar-se um exercício (uma verdadeira arte) dificílimo quando se queiram, por exemplo e também, considerar variáveis como … “benefícios desportivos”.

Ora bem, considerando que todo o Activo Corpóreo da Nossa SAD estava, em 31.12.2011, contabilizado por menos de 160ME (Catedral, pavilhões, piscinas, Seixal, viaturas, máquinas, etc. etc.), se a memória me não atraiçoa eu não tenho a menor dúvida em afirmar que estamos perante mais um caso em que a contabilidade não reflecte correctamente a realidade (o Activo está claramente subavaliado), embora não me considere avalizado para avançar o que poderia ser um valor que se aproximasse mais (sempre por valores cautelosamente inferiores) da realidade actual.
250ME? 350ME? 450ME?Enfim, não sou capaz de sugerir, mesmo com toda a humildade e reservas, um valor. Mas posso garantir que não seria difícil encontrar comprador (ao longo de um ano, por exemplo) por bem mais que aqueles 160ME!
Entretanto, este tipo de desafios que enfrentam os contabilistas ainda mais se complicam quando começamos a olhar para os chamados Activos Incorpóreos (e/ou Intangíveis), tais como um contrato de exploração de uma marca, passes de Atletas, um Alvará, uma Patente, uma concessão de exploração de uma infraestrutura (uma autoestrada, um porto, uma rede de distribuição de energia, por exemplo).
No exemplo dos “passes” de Atletas, a coisa não parece transcendental quando pensamos em casos de idades suficientemente avançadas para podermos presumir que o fim do contrato coincidirá, mais ou menos, com o final da respectiva carreira (como, oxalá, poderão vir a ser os exemplos dos Nossos Aimar, Saviola e “Super Maxi”): no final desses contratos teóricos, o valor contabilístico será “zero” e o “valor real” do passe já não poderia ser muito alto (quer dizer, se não pensarmos em casos como o do Eto’o, por exemplo).Já quando se avalia o passe de um Atleta de 19 anos (um Di, um Luiz, ou um Nelson), o problema fica muito mais complexo, dado que existe uma certa (altíssima, naqueles 3 casos) probabilidade de significativa valorização, resultante do simples “amadurecimento” das qualidades do Atleta.
Pior ainda, quando comparamos com outros exemplos do tipo como os Alvarás, ou as Patentes, porque enquanto com estes é bem simples determinar o rendimento futuro (os tais cash flow) que podem permitir, caso fossem “alugados para exploração por terceiros”, no caso dos Atletas jovens todos reconhecem que os seus empréstimos (aluguer para exploração) não proporcionam grandes proveitos, concentrando-se as eventuais mais valias potenciais no momento de uma futura venda do respectivo passe.
Com todas estas dificuldades, o que é certo é que há gente que vive (profissionalmente, quero dizer) exactamente deste trabalho: avaliar passes de jogadores de futebol (e basquete e futebol americano, ou basebol).

Querem tentar avaliar os passes dos Atletas que temos no Plantel?Espero que tenham respondido afirmativamente, ou tenho estado a perder o meu tempo e o leitor tem estado a perder o seu.
Em primeiro lugar, aqui lhes deixo os valores rigorosos extraídos do Balanço em 31.12.2011:- valor (liquido de amortizações) total do Activo Intangível à 109,7ME (era de 100,2ME um ano antes)
- do qual …. Contrato de Exploração da Marca Benfica à 11,6ME
- do qual …. Partes de “passes” de “outros atletas” à 3,2ME (casos como o Reyes e o Sálvio)
- do qual …. Partes dos “passes” dos Atletas do Plantel à 94,9ME

Ou seja e em números redondos, se avaliarmos o Nosso Plantel em mais de 95ME, então teremos de concluir que esta rubrica do Activo está subavaliada. Ao contrário, se chegarmos a um total inferior, teremos de concluir que a contabilidade da Nossa SAD nos está a esconder um tremendo prejuízo (uma imparidade).
Para nos ajudar nesta demanda, comecemos por “pedir uma ajuda” ao Benfica Stars Fund (BSF), que sabemos ter uma equipa de especialistas a trabalhar neste assunto e que, pela experiência passada (casos do Di, do Luiz e do Fábio), sabemos que faz sempre, como deve ser, avaliações suficientemente seguras para poder garantir expectativas de mais valias futuras.
Em 31.12.2011 o BSF detinha as seguintes parcelas de passes de (20) Atletas (seguido do cálculo do valor de 100% desse passe):
D. Simão 25% 375mE 1,5ME
L. Pimenta 25% 375mE 1,5ME
Yartey 25% 375mE 1,5ME
J. Garcia 20% 3,4ME 17ME
M. Vítor 25% 0,5ME 2ME
N. Oliveira 25% 2ME 8ME
Roderick 25% 2ME 8ME
R. Amorim 50% 1,5ME 3ME
Shaffer 40% 1,4ME 3,5ME
Urreta 20% 1,2ME 6ME
Cardozo 20% 4ME 20ME
F. Menezes 30% 1,5ME 5ME
Maxi 30% 1,35ME 4,5ME
Airton 40% 3ME 7,5ME
Kardec 50% 3ME 6ME
B. César 15% 1.035ME 6,9ME
Garay 10% 1,175ME 11,75ME
Jara 10% 0,6ME 6ME
Nolito 20% 1,3ME 6,5ME
Nico 15% 2,025ME 13,5ME
_________________________________________
TOTAIS 32,11ME 139,65ME

Interessantes estes números, não?
Se repararem e ao contrário de outros clubes que vendem partes de passes de atletas a parceiros financeiros e que, por regra, avaliam essas partes pelo mesmo valor que o compraram (ou menos, porque não incluem o valor das comissões pagas), a Nossa SAD consegue, sempre e em todos os casos, vender estas parcelas já com mais valias sobre o que por eles pagou!
Outro aspeto interessante (e recordo um debate que, há uns 3 anos, aqui mantive com o Enorme BenficaEagle, do FORUMBENFICA, em que ele defendia que estas mais valias – as obtidas do BSF, deveriam ser imediatamente contabilizadas), é notar que estes “lucros” são apenas contabilizados pela Nossa SAD, mensalmente e ao prorrata de toda a vida do contrato que a liga ao Atleta, ou seja, numa perspectiva bem conservadora.
Um terceiro ponto a realçar e que confirma a extrema cautela da SAD a valorizar os seus Activos, passa pelo valor atribuído em balanço aos 15% que detemos no BSF. Seria normal que, no mínimo, esses 15% estivessem “avaliados” por 15% daqueles 32,11ME, certo? Uma tal avaliação corresponderia a dizer que “não temos nenhuma expectativa que estes Atletas possam valer mais do que o valor de avaliação inicial”, caso que teríamos de considerar muito pessimista. Mas não! Nem sequer por esse valor: os 15% detidos no BSF estão avaliados (subavaliados, digo eu) por 2,7ME, ou seja, considerando que todo o Fundo vale “apenas” 18ME.

Então, Companheiros?
Em quanto querem avaliar só este primeiro grupo de 20 Atletas?
Façam as vossas contas, caramba!
Eu sugiro que, para cada um deles, considerem um valor mínimo (abaixo do qual não aceitariam vender), um valor máximo (pelo qual aceitariam vender de imediato) e um valor intermédio, que pode resultar da média aritmética acrescida de uma eventual correcção por eventual expectativa de valorização ou desvalorização.

Já está?
A que valor redondo chegaram?
Eu, com o pessimismo bastante, chego a 200ME, pelo que (para facilitar as contas e aumentar o pessimismo), admitindo que a SAD detém 75% deste conjunto de passes, chego a um subtotal de 150ME!

Podemos começar a somar mais alguns Atletas? Estão preparados?
Então vamos a mais um grupo de 10: Witsel, Rodrigo, Artur, Luizão, Matic, Oblak, Melgarejo, Jardel, Wass e Eder Luís (todos eles detidos em 100%, creio eu).
Quanto valerá esta parcela?
30+25+10+10+10+10+10+5+5+5=120ME?
Para termos um valor redondo e cauteloso, que tal 62,5% daquele total?
Fiquemos pelos 75ME e, com os 150ME da anterior parcela, já vou em 225ME, com apenas 30 Atletas!
Enzo, F. Bastos, Carole, Sidnei, J. Cesar, C. Martins e Y. Djaló. Quanto podem valer estes 7 Atletas?Eu creio que não se compravam por 30ME, mas concedo: avaliemos em 15ME
Vamos em 37 Atletas (faltarão 31 para os tais 68) e a soma já vai em 240ME
Estes últimos dois nomes fizeram-me lembrar que os amestrados da mérdia não se cansam de repetir que o Glorioso quase não tem Atletas portugueses (ou formados em Portugal).Então aqui vai uma lista com essa dedicatória especial:
Mika, Varela e Costa (guarda redes)
F. Faria, A. Almeida, L. Martins, Cancelo, J. Nunes e F. Cardoso (defesas)
R. Pinto, N. Coelho, M. Rosa, N. Semedo, J. Amorim, Guzzo, J. Teixeira, A. Gomes e Cafu (centrocampistas)
Sancidino, M. Liz, H. Vaz, H. Costa, I. Cavaleiro e Herlein (avançados)
Um total de 24 Atletas, quase todos produtos da Nossa “Fábrica” e todos eles internacionais nos escalões jovens; quanto valem?
Não sei como estão as vossas contas, mas eu, pelas minhas, já parei nos 250ME há bastantes nomes atrás!
Ainda me faltam 7 Atletas para completar o tal numero indicado no “R&C” (os tais 68), mas estou certo que os leitores (usem a caixa de comentários, por favor) vão completá-la Emerson, Capdevila …).Convido-vos a deixarem na caixa de comentários as vossas contas, ou, pelo menos, a vossa avaliação final a todas estas parcelas do Plantel.
Eu, pelo meu lado, dou como “demonstrado” o valor a que tinha chegado num texto escrito há cerca de um ano e que, cautelosamente, totaliza os tais 250ME.

Podemos passar ao tema da avaliação da Marca Benfica?
Não esqueçam que, pelo balanço, o Contrato pelo qual a exploração da Marca foi cedida á Nossa SAD (creio que por 75 anos), tem um valor liquido (em 31.12.2011) de 11,6ME.
Difícil, não é?
Creio que são do domínio publico os resultados de alguns estudos feitos nesta área por algumas entidades de reconhecida credibilidade, mas também não ajudam muito, uma vez que os valores que foram divulgados (certamente por assentarem em pressupostos diferentes) foram muito diferentes: 200ME e 80ME, nos casos que eu conheço.
Uma vez que este texto já vai longo, passo, imediatamente, a explicar como é que eu cheguei aos 150ME que já referi ser a minha avaliação (cautelosa) deste item do Activo da Nossa SAD:
1) Seleccionei a parte dos Proveitos de Exploração da SAD (anos de 2008, 2009 e 2010) que eu considero imputáveis á Marca (parte das quotas, dos patrocínios e de outros Proveitos);
2) Apurei a parte dos Custos de Exploração que eu considero que foram necessários para a obtenção daqueles Proveitos;
3) Subtraindo a segunda série da primeira, obtive uma série de 3 valores anuais para “Resultados de Exploração da Marca”;
4) Considerei a média aritmética desta ultima série (que era crescente) como o valor de base aplicável ao ano de 2011 (uma hipótese pessimista);
5) Projectei esse valor base por 25 anos admitindo um crescimento anual de 3% (uma hipótese muito pessimista), obtendo, assim, uma série de valores teóricos dos cash flow futuros;
6) Descontei essa série (para calcular o valor actuarial de cada um desses valores anuais) com uma “taxa de desconto anual” de 10%, acrescida de um “prémio de risco” (politico, social, económico, financeiro e de gestão) que não posso revelar porque constitui um know-how especifico da minha Empresa; e, finalmente,
7) Somei essas 25 parcelas anuais.
Sabem quanto me deu o resultado? Quase 190ME!

Ora como eu não quero ser acusado de poder estar a sobreavaliar o resultado, toca a cortar-lhe por conta daquilo a que eu costumo chamar a “margem de cagaço”.
Resultado final?
150ME!

Atenção, Companheiros anti Vieira: não me venham dizer que eu parti de uma base muito alta, porque isso implica que estarão a avaliar a gestão recente da Nossa SAD como excepcionalmente boa. Correto?
Também não me digam que não foram bem cautelosos os meus critérios de cálculo e actualização (actuarial) dos cash flow, uma vez que a taxa real de crescimento dos Resultados imputáveis á Marca tem sido muito superior aos tais 3%, mesmo com os direitos televisivos pagos “a preços pré históricos”.
Mas, se são sérios e tecnicamente competentes, façam vocês as contas e apurem um valor que vos convença.
Pelo meu lado, a conclusão ficou indesmentível: há vários itens do Activo da Nossa SAD que estão (muito) subavaliados.Nos tribunais, usa-se a expressão “I rest my case”.
Entre matemáticos preferimos escrever: Q.E.D. (quod eramus demonstrandum) .

Viva o Benfica!
..."

José Albuquerque, in O Belo Voar da Águia

terça-feira, 15 de maio de 2012

Convite à reflexão

"Na sequência de uma temporada futebolística que ficou aquém das nossas ambições, a frustração dos adeptos tem levado a exageros que só a paixão e a grandeza (que se misturam e confundem entre si) conseguem explicar. Haverá quem se aproveite de uma e de outra para, com demagogia, construir uma teia de desestabilização que apenas serve os interesses dos nossos rivais. Independentemente disso, a verdade é que há muitos benfiquistas desgostosos, o que não deixa de ser normal atendendo a que o principal objectivo da época não foi atingido.

Insatisfação legítima
É preciso deixar aqui claro que a legitimidade dos sócios para exigirem um Benfica ganhador é um património inalienável do nosso Clube. É essa exigência que conduz ao sucesso, e é desejável que possa permanecer bem viva na forma como hoje nos vemos de uma década, ver um Benfica submerso no conformismo cumprir o nosso destino.
Esse grau de exigência não é conciliável com actos de desespero, e muito menos com obtusas manifestações de hostilidade, que são próprias de outros intérpretes, e um insulto para a maioria dos benfiquistas. Não é a gritar que nos ouvimos melhor uns aos outros. Mas, desde que expressa de forma civilizada, a contestação deve ser ouvida, servindo de alimento à ambição de todos os que trabalham na casa.

Os factos
Dito isto, importa analisar a temporada do Futebol Benfiquista, a frio, e sem dramas, nem ligeirezas de raciocínio. O balanço salda-se por um 2.º lugar no Campeonato, uma Taça da Liga, e uma brilhante presença nos quartos-de-final da Champions. Foi, pois, uma temporada ligeiramente melhor que a anterior, e bastante menos exuberante que a de 2009/10, quando fomos Campeões nacionais.
Se no contexto deste triénio, e atendendo às enormes expectativas que uma vantagem de cinco pontos a dada altura havia gerado, o pecúlio final sabe a pouco, há que lembrar, por outro lado, que no panorama das décadas mais recentes esta não foi, longe disso, uma das piores temporadas do Benfica. Nos últimos 15 anos, apenas terá sido superada pelos títulos (2004/05 e 2009/10), e eventualmente pela Taça de Portugal de 2003/04. Salvaguardando essas três excepções, em cerca de década e meia não vejo, infelizmente, nenhuma outra temporada muito melhor do que esta. Não é uma opinião. São factos, nem sempre tidos em conta, escondidos atrás do imediatismo e da superficialidade de um primeiro olhar.
Na verdade, em 18 anos, o Benfica teve 18 treinadores. Só venceu dois Campeonatos, um com Trappatoni (que tantos assobios ouviu), e outro com... Jorge Jesus. Todos os restantes técnicos entraram e saíram sem glória. Alguns terão constituído más escolhas, outros são hoje nomes acima de qualquer suspeita. Muitos foram Campeões Nacionais, e até Europeus, ao serviço de outros emblemas. No Benfica, nenhum deles teve vida fácil.

Uma história antiga
Esta triste evidência explica-se por motivos obscuros (um Sistema, que mantém as suas ramificações), por motivos desportivos (temos como adversário alguém que conquistou três taças europeias em menos de 10 anos), por motivos culturais (o regionalismo é uma arma poderosa contra a qual não temos encontrado antídoto), e também por alguns erros próprios (um dos quais o corrupio de treinadores e jogadores que demorou anos a sarar; e outro, a demora em perceber que, antes de ser um espectáculo para artistas de fino recorte, o Futebol é um desporto para atletas fortes e combativos). Não me parece que o principal desses motivos seja a colocação de um lateral-esquerdo em vez de outro, nem a pertinência de uma substituição ou de uma determinada táctica.
Subsistem no Benfica de 2011/12, questões técnicas que eu, como leigo, gostaria de ver explicadas - por exemplo, ao nível de gestão física do plantel. Mas, globalmente, não há como escamotear que o Benfica de hoje se situa num plano superior ao de há três anos, e incomparavelmente superior ao de há dez anos. É, de resto, essa elevada expectativa que está na origem do sentimento de frustração que agora nos aflige. É preciso, pois, termos cuidado com sentenças precipitadas, e com as consequências da nossa legítima desilusão."

Luís Fialho, in O Benfica

O sistema

"From: Domingos Amaral
To: Luís Filipe Vieira

Caro Luís Filipe Vieira
Ao longo de toda a década de 80, lembro-me de muitas noites em que a televisão se enchia com a figura de Pinto da Costa, em programas como o “Domingo Desportivo” e perante locutores como Nuno Brás, que se diz ter sido a inspiração de Herman José para criar o “Estebes”. Sempre que o FC Porto se sentia prejudicado pelos árbitros, lá aparecia Pinto da Costa a arengar. Dizia-se mesmo que havia a “cassete” dos comunistas e a “cassete” do FC Porto, sempre uma vítima do “sistema”.
A verdade é que essa repetitiva estratégia deu frutos. Já nos anos 90, Pinto da Costa chegou à liderança do futebol português, no célebre Organismo Autónomo, e a Liga que veio depois ficou instalada no Porto! Foram muitos anos a “comunicar” a sua fúria, mas valeram a pena. Se Pinto da Costa tinha ou não razão em cada caso, já ninguém se lembra, mas a partir dos anos 90 os árbitros passaram a tratar o FC Porto com deferência e respeitinho.
Vem isto a propósito da ofensiva do Benfica dos últimos dias. As entrevistas de Carraça, Jesus e João Gabriel, a dizerem a verdade – que o Benfica (e o Sporting) foram altamente prejudicados pelos árbitros e que o FC Porto foi beneficiado – só pecam por tardias. Tardias e táticas, pois parecem apenas uma forma de pacificar os benfiquistas, levando-os a aceitar a continuação de Jesus. Contudo, o problema de fundo não é esse. O “sistema” não pode ser atacado só quando já se perdeu. O “sistema” tem de ser atacado todos os dias, com muita agressividade e de todas as formas possíveis. A Liga, a Federação e os árbitros levam o FC Porto ao colo, e enquanto o senhor não utilizar uma estratégia eficaz, e o Benfica se ficar pelas “entrevistinhas” aos jornais, nada muda. É pena que ao fim de tantos anos ainda não tenha percebido o básico."

Sem rei nem roque

"Domingo passado tive oportunidade de reiterar que a regulamentação desportiva não pode ser entregue em estado sem freio às federações desportivas e às ligas. Há um conjunto de matérias em que se demonstrou que a auto-regulação pura não serve o interesse público e afronta princípios legais fundamentais. Nem de propósito, no início deste maio, o Conselho de Justiça da FPF veio colocar a nu essa realidade e a subjacente necessidade de intervenção do Estado regulador.
A história é simples e conta-se depressa. Em junho de 2011, os clubes da LPFP aprovaram várias alterações ao Regulamento Disciplinar (RD), propostas então por Fernando Gomes. Este, garboso, tinha intoxicado a opinião pública com a emergência de “mudanças fortes na disciplina da Liga”, na boleia do impacto à inação da sua Comissão Disciplinar em face dos episódios do arremesso de bolas de golfe e outros objetos para os campos em certos jogos mais tensos e de certas declarações de dirigentes contra as equipas de arbitragem depois de nomeadas. Essa mensagem – profundamente ilusória, pois não trazia nada de tão novo assim nesses ilícitos – disfarçava, porém, modificações substanciais em matérias processuais e orgânicas que, não obstante haver méritos na reformulação de infrações, revelavam ilegalidades e violações estatutárias manifestas em muitos dos seus preceitos e invadiam competências inalienáveis do Conselho de Disciplina e da própria direcção da FPF – como exemplo mais chocante, chegava a dar-se poderes a uma nova “Comissão de Instrução e Inquéritos” (uma espécie de sucedânea do “corpo de instrutores”) e à Comissão Executiva da Liga para instaurar processos disciplinares…
O certo é que a nova versão do Regulamento Disciplinar foi aprovada pelos clubes. Gomes ignorava, aparentemente, que a sua vigência dependia de ratificação na assembleia geral (AG) da FPF. E, quando “descobriu”, teve de arranjar à pressa a desculpa que as eleições tardias para a FPF impediam a entrada em vigor na época 2011/12… Logo, ficaria tudo na mesma, à espera da nova AG que saísse das eleições federativas.
Chegado este fim de semana o momento da apreciação pela AG da FPF, chegou também o momento de se sujeitar a legalidade desse RD ao crivo do Conselho de Justiça (CJ) da FPF. Como se esperava, pela pena do sabedor e experiente conselheiro José Sampaio e Nora, a reprovação foi clara e letal para o então presidente da LPFP e agora presidente da FPF. “Violação flagrante” da lei e “ilegal” são as fórmulas usadas no parecer do CJ que melhor resumem a avaliação da putativa revisão de Fernando Gomes na Liga. Conclusão do CJ: “Por desconforme com a lei nos seus fundamentos e nas propostas apresentadas, não deve ser globalmente aceite e aprovado o pedido de ratificação do Regulamento Disciplinar (…), por conter alterações que colidem com a lei ou os estatutos [da FPF]”. Sendo assim, a ratificação foi ontem retirada da “ordem de trabalhos” da AG da FPF e Gomes viu do palanque o falecimento da anunciada “grande reforma”. Ironia do destino: o “gomismo” a ser o carrasco de si próprio. Sinais dos tempos?"

Parabéns Javi


Não costumo comentar convocatórias para as Selecções, mas esta do Javi Garcia, mesmo sendo para dois jogos particulares, deixa-me muito feliz pelo Javi... o homem já merecia esta chamada à muito tempo... isto não garante a presença no Europeu, mas é um justo prémio ao trabalho do Javi no Benfica.

PS: Então não é que os Espanhóis (Campeões do Mundo e da Europa) consideraram o Roberto o melhor 'portero' da sua Liga!!! Sempre que o homem deu um 'frango' (e deu alguns) era logo os jornaleiros tugas em êxtase com vídeos e artigos, será que agora alguém vai dar relevância a este prémio?!!! Ou vão 'esconder' a notícia num rodapé qualquer?!!!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lixívia Extra-Forte XXX

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......69 ( -15)...84
Corruptos.....75 (+5)...70
Sporting.......55 (+2)...57
Braga..........62 (+10)...52

Na última jornada com tudo decidido tivemos arbitragens relativamente 'normais', com única excepção: Como ainda faltava entregar um troféu individual, tivemos o senhor Marco Ferreira a inventar um penalty em Alvalade a favor do Braga para permitir a Lima a marcação de um golo, pondo em causa a conquista da Bola de Prata por parte do Cardozo. Mas como o Braga só entrou na área do Sporting uma vez (praticamente) nos 90 minutos, não conseguiu 'criar' o 2º penalty para roubar o título ao Tacuara!!!

adenda: A jornada foi tão 'pacífica' que me esqueci de referir alguns erros sem influência no resultado: Em Setúbal o Cardozo lesiona-se num lance que devia ter sido marcado penalty!!! Tacuara remata, Diego defende com alguma sorte com a perna, e Ricardo Silva 'corta pela raíz' as pernas do Cardozo!!! Em Vila do Conde, o penalty contra os Corruptos foi mal marcado, assim como num os golos Corruptos existe um fora-de-jogo...

Mas a grande notícia foi a suposta nomeação do Desdentado para a final da Liga dos Campeões!!! Se alguém continuar com dúvidas de como o Sistema funciona (a nível Europeu, e a nível Nacional) espero que tenha finalmente ficado sem qualquer dúvida. Se alguém tem dúvidas do poder de influência dos Corruptos a nível Europeu, espero que tenha ficado também sem dúvidas...!!! Depois da 'fulgurante' carreira internacional do Benquerença (com o ponto alto no Inter-Barcelona!!!), temos agora o Dente-Dourado em alta na UEFA!!! O carcanhol e as putas também têm influência, mas são estes 'favores' os principais responsáveis por estes Campeonatos Nacionais com as classificações completamente adulteradas, enquanto as roubalheiras continuarem a ser premiadas, pouco se pode fazer... Recordo aqui a notícia que saiu nos blog's uma semana antes do Benfica-Corruptos, onde se afirmava que o Dente-Dourado tinha sido visto a sair do Dragay, aparentemente o foto-jornalista que denunciou a 'coisa' foi parar ao hospital, com o jornal a 'rasgar' as fotos!!!

Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar
13ª-Rio Ave(c) V(5-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
14ª-Leiria(f) V(0-4), Cosme, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Malheiro, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
17ª-Feirense(f) V(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
18ª-Nacional(c) V(4-1), Jorge Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
19ª-Guimarães(f) D(1-0), Xistra, Prejudicados, (0-0), -1 ponto
20ª-Académica(f) E(0-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), -2 pontos
21ª-Corruptos(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, (2-0), -3 pontos
22ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
24ª-Olhanese(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
25ª-Braga(c) V(2-1), João Ferreira, Nada a assinalar
26ª-Sporting(f) D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (1-3), -3 pontos
27ª-Marítimo(c) V(4-1), Bruno Paixão, Prejudicados, Sem influência no resultado
28ª-Rio Ave(f) E(2-2), Olegário, Prejudicados, (2-4), -2 pontos
29ª-Leiria(c) V(1-0), Rui Costa, Nada a assinalar
30ª-Setúbal(f) V(1-3), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
13ª-Marítimo(c) V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Sporting(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Rio Ave(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c), V(3-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Gil Vicente(f), D(3-1), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
18ª-Leiria(c), V(4-0), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
19ª-Setúbal(f) V(1-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Feirense(c) V(2-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
21ª-Benfica(f) V(2-3), Proença, Benefeciados, (2-0), +3 pontos
22ª-Académica(c) E(1-1), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
23ª-Nacional(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
24ª-Paços de Ferreira(f) E(1-1), Pacheco, Beneficiados, (2-1), +1 ponto
25ª-Olhanense(c) V(2-0), Manuel Mota, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
26ª-Braga(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, Impossível contabilizar
27ª-Beira-Mar(c) V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Impossível contabilizar
28ª-Marítimo(f) V(0-2), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar
29ª-Sporting(c) V(2-0), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar
30ª-Rio Ave(f) V(2-5), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
13ª-Académica(f) E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Braga(f) D(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Olhanense(f) E(0-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(c) V(2-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
18ª-Marítimo(f) D(0-2), Cosme, Nada a assinalar
19ª-Paços de Ferreira(c) V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(1-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
21ª-Setúbal(f) D(1-0), Gralha, Prejudicados, Beneficiados, (1-1), -1 ponto
22ª-Guimarães(c) V(5-0), Soares Dias, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f) D(2-0), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
24ª-Feirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
25ª-Leiria(f) V(0-1), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar
26ª-Benfica(c) V(1-), Soares Dias, Beneficiados, (1-3), +3 pontos
27ª-Nacional(f) V(2-3), Xistra, Nada a assinalar
28ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
29ª-Corruptos(f) D(2-0), Proença, Prejudicados, Impossível contabilizar
30ª-Braga(c) V(3-2), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado

Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
13ª-Olhanense(f) V(3-4), João Ferreira, Nada a assinalar
14ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15ª-Sporting(c) V(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Rio Ave(c) V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
17ª-Marítimo(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
18ª-Setúbal(c) V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Hugo Miguel, Nada a assinalar
20ª-Guimarães(c) V(4-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Nacional(f) V(1-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
22ª-Leiria(c) V(2-1), Xistra, Beneficiados, (2-3), +3 pontos
23ª-Feirense(f) V(1-4), Duarte Gomes, Nada a assinalar
24ª-Académica(c) V(2-1), Gralha, Beneficiados, (1-2), +3 pontos 
25ª-Benfica(f) D(2-1), João Ferreira, Nada a assinalar
26ª-Corruptos(c) D(0-1), Olegário, Prejudicados, Impossível contabilizar
27ª-Paços de Ferreira(f), E(1-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
28ª-Olhanense(c), D(1-2), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
29ª-Beira-Mar(c), V(1-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
30ª-Sporting(f), D(3-2), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado

Oscar Filipe Cardozo e Luís Tacuara Vieira

"Terminou o campeonato 2011-2012 com Cardozo a sagrar-se o melhor marcador, à frente de avançados que valem mais de 100 milhões de euros, e eu dei comigo a pensar nas semelhanças entre ele e LFV. Esta Bola de Prata do avançado é assim uma espécie de Taça da Liga do presidente: parecem troféus menores, mas ai deles que não os ganhassem.
O paraguaio não é consensual entre os benfiquistas, e o presidente também não. Mas a verdade é que ambos se vão aguentando no clube há uma carrada de anos, coisa que jamais seria possível se fossem assim tão maus como alguns os pintam.
Há malta que fica doida com a lentidão do nosso 7, tal como há malta que fica possessa com a lentidão do n.º 1 do clube em cumprir algumas das suas promessas.
Cardozo não tem um jogo de cabeça tão bom como a sua altura poderia fazer supor. Vieira não tem um palmarés tão impressionante como a sua longevidade no cargo poderia levar a crer.
O Tacuara de vez em quando falha lances que toda a gente na bancada era capaz de concretizar. O Orelhas de quando em vez comete erros que toda a gente no terceiro anel julgava já não serem possíveis.
O tosco ponta-de-lança deixa fugir a bola muitas vezes. O tosco presidente deixa fugir demasiados jogadores para o FCP.
Há quem se esqueça dos Kikíns Fonsecas que antecederam o ex-Newell's Old Boys. Há quem já não se lembre de como era o SLB antes do ex-Alverca.
Olhando a factos, Oscar é, apesar das suas limitações, sistematicamente o melhor artilheiro do plantel e já o melhor marcador estrangeiro da história do clube. Olhando a factos também, Luís Filipe é, apesar dos seus defeitos, historicamente o presidente com mais obra feita no clube, pois não me lembro de mais nenhum que tenha posto a sua assinatura simultaneamente num estádio + pavilhões + piscina + centro de estágio + canal de TV (e gostava que o deixassem darem-nos o museu e o Pavilhão Atlântico, por exemplo).
Não falta quem queira ver o artilheiro finalmente vendido. Sobeja quem queira ver o empreiteiro finalmente vendado à frente de um pelotão de fuzilamento.
Eu aceito mandar Cardozo às malvas se me garantirem que o que vier para o seu lugar marca mais de 20 golos por época e não precisa de período de adaptação. Eu aceito mandar Vieira com o caralho se me garantirem que o que vier para o seu lugar vem fazer melhor e que não se vai ressentir de não ter mais de 10 anos de experiência nestes meandros.
Enfim, para acabar este exercício, dá impressão que tanto um como outro são uma merda assim à primeira vista, mas o que me parece é que nem um nem outro são uma merda quando bem vistas as coisas."


PS: Não era para publicar este post do Boloposte, para tendo em conta as reacções 'xenofobas' parte de alguns Benfiquistas, mudei de ideias. Venho por este meio mostrar a minha humilde solidariedade com o Boloposte. Os apologistas da 'terra queimada', críticos acérrimos e mal educados, não admitem opiniões contrárias!!! Ofendem, repetidamente, mas não gostam do contraditório...!!!

Mudança

" 'Para o ano é que vai ser'. A expressão, no Universo Benfiquista, começa a ganhar uma frequência inusitada. Preocupantemente inusitada. No Futebol? Muito e sobretudo no Futebol, mas também noutras modalidades e até em escalões jovens.
'Para o ano é que vai ser'. A expressão, só pode ser, no Universo Benfiquista, substituída por 'este ano é que foi'. O Benfica tem que ganhar, tem que vencer. Imperativamente. Tem que ganhar, tem que vencer mais vezes, muitas mais vezes.
'Para o ano é que vai ser'. A expressão, ainda que possa encerrar optimismo e confiança, é uma expressão de derrota, de conformismo. E derrota ou conformismo não rimam com Benfica. Benfica é, só pode ser, sinónimo de triunfo. No Futebol? Muito e sobretudo no Futebol, mas também noutras modalidades e até em escalões jovens.
'Para o ano é que vai ser'. A expressão tem que ser benfiquistamente banida. Há que implementar no nosso Clube uma cultura mais firme, mais robusta, mais guerreira. Não se pode ganhar sempre? Claro que não. Mas também não se pode claudicar (quase sempre) nos momentos capitais. No Futebol? Muito e sobretudo no Futebol, mas também noutras modalidades e até em escalões jovens.
'Para o ano é que vai ser'. A expressão é da responsabilidade de quem? De todos, de todos nós. Não se pense que é, exclusivamente, dos dirigentes, dos atletas, dos técnicos. É de todos, de todos nós. Exige-se um pouco mais de Benfiquismo. Um pouco mais de atenção, de cuidado e de rigor do nosso Benfiquismo. A todos, a todos nós."

João Malheiro, in O Benfica

Quando sabe a pouco

"Uma equipa com meses de salários em atraso, reduzida à sua expressão mínima e à beira de uma humilhante despromoção conseguiu sair da Luz com uma desvantagem mínima de um golo. Para o União de Leiria foi melhor assim, pois evitou que uma goleada tornasse ainda mais amargos e sombrios os tempos que está a viver e que se espera que não venham a dar o timbre da realidade futebolística nacional na próxima temporada. Do Benfica, do nosso Benfica, esperava-se e espera-se sempre mais: mais golos, mais energia, mais vontade, mais pontaria e um espírito menos perdulário na hora de concretização.
Os grandes jogadores da Liga Espanhola não devem estar menos cansados e, no entanto tenha-se presente o seu grau de concretização quando têm a baliza pela frente. Poderá dizer-se que o essencial foi assegurado: o Benfica conquistou o acesso directo à Fase de Grupos da Liga dos Campeões e arrecadou a Taça da Liga. É relevante, mas é forçoso, porque sonhámos e esperámos muito mais. E, do mesmo modo que existe uma verdade desportiva, também deve existir uma verdade benfiquista. E essa verdade impede este modesto cronista de escrever que ficou contente com o saldo final desta temporada em que não faltaram talentos individuais, caloroso apoio dos adeptos, excelentes oportunidades e até pontos de vantagem que acabaram por ser desperdiçados de forma inglória.
Na lógica do copo meio cheio/meio vazio, poderá sempre dizer-se que nos serve de consolo a metade que se encheu, mas essa visão, essa perspectiva não é a que melhor se coaduna com o espírito de um Clube com a dimensão, a história e a responsabilidade do Benfica.
Quanto à União de Leiria, saiu da Luz com dignidade, de cabeça erguida e até devia ter recebido um aplauso mais caloroso, pois ninguém consegue imaginar o que vai no espírito de quem só vê sombras no horizonte. A crise nacional e europeia não pode deixar de fazer vítimas também neste sector, e estamos apenas no começo."

José Jorge Letria, in O Benfica

Parabéns Voleibol!

"1. Foi mais uma vez muito injusto o 2.º lugar da nossa equipa de Voleibol no Campeonato Nacional. Dominou todo o Campeonato, com vitórias folgadas, mas acabou por ser ingloriamente derrotado na finalíssima, perdendo três sets à tangente (o 2.º, no qual chegou a ter boa vantagem, por 32-30!) e ganhando com larga vantagem os outros dois. Foram jogos emocionantes, com pavilhões cheios. O Benfica merecia mais. Custa dizê-lo mas... ficará para o ano. Agora, vamos tentar ganhar os campeonatos de Hóquei em Patins (importante vitória no recinto do Gulpilhares), Basquetebol (só falta a final) e Futsal (a Taça de Portugal também já cá canta), para além do Atletismo, dentro de um mês.

2. A época de Futebol a nível de clubes está a chegar ao fim. Conseguimos garantir a (importante) entrada directa na Champions mas faltou o título. O Luís Fialho, no seu (excelente) blog Vedeta da Bola (http://vedetadabola.blogspot.pt/), dá conta de 22 grandes penalidades (22!) não assinaladas pelos árbitros a favor do Benfica, naquela a que chama 'Liga Zon-Fruta' desta época. Algumas poderão ter sido duvidosas (o próprio reconhece-o) mas o certo é que boa parte delas foram indiscutíveis e notou-se nitidamente a tendência para, na dúvida, não assinalar. Ao contrário do que normalmente acontece nos jogos do actual campeão...
Repito: não nos podemos queixar apenas dos árbitros, também houve culpas próprias, que os responsáveis - por estarem por dentro e conhecerem todos os dados - poderão analisar muito melhor que nós, que estamos do lado de fora. Por isso, não respondo quando me perguntam se estou a favor ou contra a permanência do treinador. Muito simplesmente não tenho dados e confio em quem dirige o Clube.

3. O FC Porto e o seu presidente têm muito o hábito de falar em túneis e no Campeonato dos ditos. E, desta vez, têm razão. Parece provado - as imagens não mentem - que vários jogadores do FC Porto armaram mesmo zaragata no túnel do nosso Estádio. Só se espera, agora, que as imagens não levem o mesmo tratamento das Escutas que mostraram como os dirigentes do clube tratavam 'bem' os árbitros."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Fome Negra

"Fome é fome! Diremos todos; Há a fome que se mata e morre várias vezes ao dia, tirando ácido ao estômago e repondo sorrisos fartos. Há quem submeta a saúde à malnutrição da fast food. Há muito quem passe mal no recôndito das nossas cidades, nas noites dos idosos isolados, no profundo das aldeias empobrecidas, tais são os tempos que atravessamos.
Como nação viável e sociedade solidária que somos, vivemos estas as dificuldades do lado da esperança, cientes que consigueremos vencê-las. Mas basta descer a África para que 'Fome' encontre um novo significado, amplificado e de proporções hediondas. Ali é de Fome Negra que se trata, fenómeno de massa alimentado por milhões de dramas pessoais, vividos dia a dia, estômago a estômago.
Não é todos os dias que se ouve isto directamente das palavras do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, o Eng.º António Guterres.
Mas foi exactamente isso o que ouvi na terça-feira em Genebra. Foi um privilégio chocante ficar a saber pelo ACNUR que no Mali há terras sem lei, entregues a si próprias, longe de qualquer acção protectora do Estado. Que nessas terras a seca produziu uma escassez de cereais tal que a fome se engana com rijas folhas de arbustos, cozidas até se tornarem mastigáveis. Ou, em alternativa, com bagas tóxicas, cozidas e recozidas vezes sem fim para extrair o veneno. Nenhuma das alternativas nutre nada, apenas baixa as dores da fome, adiando a morte. Urge agir, já! Por isso enche-nos de orgulho saber que o Sport Lisboa Benfica é sensível a isto e faz a sua parte, como pode e melhor sabe: jogando e proporcionando aos portugueses a oportunidade de contribuírem. Marcamos encontro na Luz dia 18 de Julho no jogo 'um gesto contra a fome'?"

Jorge Miranda, in O Benfica

Azeite quente?


Hoje, lá para o início da noite, a minha santa terrinha, vai ser invadida pelo Circo do Futeluso composto por vários indivíduos (anuncio da convocatória para o Europeu), que directamente ou indirectamente, activamente ou passivamente, são responsáveis pela clima de impunidade criminosa que actualmente se vive no Futebol Português... Alguns são simples cúmplices, outros meros avençados, nestas ocasiões também costumam aparecer os chulos e tachistas que gostam sempre de um jantar de borla,  mas outros fazem parte do Directório...!!!
Sendo assim, juntamente com alguns vizinhos consciensiosos, temos discutido formas de activamente castigarmos os ditos cujos... Neste momento, a medieval - mas eficaz - estratégia de derrame de Azeite quente, na Porta da Vila é a mais apreciada!!! Pessoalmente, considero uma táctica muito impessoal, até porque no meio da multidão, até existem alguns indivíduos que merecem o nosso respeito!!! Assim, chegámos a um impasse!!! Precisamos de ajuda. Estamos abertos a sugestões... Alguém tem ideias?