Últimas indefectivações

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Objectivamente (Mercado)

"De cada vez que o mercado abre agitam-se freneticamente os que vêem uma boa forma de fazer algum dinheiro o que, em abono da verdade, dá sempre jeito. Pelo menos em tempo de crise tão profunda como a que vivemos. Mas nem sempre se acertam nos negócios e a ansiedade criada à volta dos jogadores e equipa técnica (e até dos adeptos) acaba por ser contraproducente.

No Glorioso há a promessa do presidente de que não há vontade em mudar o que de bom se tem feito desde o início da época. E ainda bem porque as compras foram bem feitas e a melhoria que trouxeram ao plantel é evidente. Desde Artur e Garay, de Witsel a Nolito, Rodrigo, etc. evitam a necessidade urgente de comprar.

Na concorrência a preocupação é grande. fcP, o presidente já veio com a conversa do costume. Não vende ninguém e não precisa de comprar. Não troca Hulk por Cristiano Ronaldo (esqueceu-se de perguntar ao Cristiano se queria...). Mas o «contra-informação», MSTavares, já veio dizer que discurso de PC não é verdadeiro. Tem de comprar urgentemente um avançado porque Kleber não serve (tanta guerra com o Marítimo para nada...) e Walter foi um péssimo negócio. Vai ser emprestado e pagar grande parte do ordenado. Mas o que os deve preocupar é o mau ambiente criado à volta do plantel sempre que abre o mercado! Álvaro Pereira, Rolando, Cristian Rodriguez, Sapunaru, Fernando, João Moutinho, Guarin, Walter e Varela (uf...) reclamam saída urgente. Fazem pressão, criam mau ambiente e já não escondem os desentendimentos com os dirigentes do clube. A começar pelo presidente que, com a sua habitual prosápia vai enganando os adeptos com conversas pouco esclarecedoras!

Só acredita quem quer. Porque é urgente arranjar pelo menos 25 milhões para pôr as contas em dia. Haja algum Chelsea qualquer que ofereça este número pelo Hulk a ver se tem coragem de negar o negócio!


João Diogo, in O Benfica

Lixívia Extra-Forte XIV

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......36 ( -2)...38
Corruptos..34 (+1)...33

Sporting......28 (0)...28
Braga........28 ( +4)...24



Semana histórica para a arbitragem Portuguesa!!! Uma semana sem casos é extraordinário, provavelmente único...!!! Só vi o jogo do Glorioso, mas observando os resumos dos restantes jogos, só uma dose elevada de má-fé pode levar alguém a queixar-se dos árbitros!!!



Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar
13ª-Rio Ave(c) V(5-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
14ª-Leiria(f) V(0-4), Cosme, Nada a assinalar




Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
13ª-Marítimo(c) V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Sporting(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar




Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
13ª-Académica(f) E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(0-0), Proença, Nada a assinalar




Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
13ª-Olhanense(f) V(3-4), João Ferreira, Nada a assinalar
14ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Rui Costa, Nada a assinalar

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Irmãos

"Foram dias de alguma tensão de alguma ansiedade. O Eusébio no hospital? Há gente, alguma gente, de quem precisamos sempre disponível sempre solícita. O Eusébio faz parte dessa gente, da gente que nós queremos sempre connosco, sempre presente.

O Simões, no Brasil, foi acompanhando através de mim, a evolução do estado de saúde do King. 'O irmão branco está preocupado', não se cansou de dizer, de dizer muitas, repetidas vezes. 'Irmão branco' é como, carinhosamente, o Eusébio se refere ao António Simões.

A cumplicidade entre ambos vem de longe, de muito longe. Durante mais de uma década de 60 e 70, foram companheiros de quarto nos estágios. Com eles, tenho muitas horas de conversa. Dezenas? Não. Centenas? Não também. Milhares? Sim, seguramente milhares.

Eusébio e Simões são do melhor património humano e competitivo na história centenária do Sport Lisboa e Benfica. Agora, vamos repetir aquelas deliciosas jornadas de convívio. Uma vez? Não. Algumas vezes? Não também. Muitas vezes? Não também. Muitas vezes? Sim, seguramente muitas. Tantas quantas forem precisas para revivermos o nosso arreigado Benfiquismo e a nossa esmagadora paixão pela bola.

Do Eusébio todo ou quase tudo foi dito. E do Simões? Muito também, mas continua a haver uma coisa que me intriga e que até muitos benfiquistas desconhecem. Quem é o mais jovem Campeão europeu de clubes de todo o historial do Futebol europeu? Para nossa honra, para nosso orgulho, a resposta é António Simões. Esse mesmo, o 'irmão branco' do Eusébio."


João Malheiro, in O Benfica

Maioria na SAD

"1. A questão dos clubes e das 'suas' SAD's voltou à ordem do dia com a entrevista concedida pelo presidente do Sporting ao Expresso, admitindo que o seu clube possa vir a ficar com a minoria na SAD, isto é, que os sócios deixem de mandar no clube, que passaria a pertencer a um qualquer investidor estrangeiro. O problema é do Sporting, mas sabe sempre bem ler ou ouvir o nosso presidente Luís Filipe Vieira afirmar à Bola: 'Se o Clube perde a maioria da SAD fica com quê?' Não é novidade a determinação do nosso presidente em que o Benfica se mantenha maioritário na SAD. Tem consigo, estou certo, a larguíssima maioria dos sócios. Mas para que isso continuar a ser possível e não haja 'tentações' de a vender a investidores estrangeiros (como parece ser o caso nos nossos rivais) é preciso manter as contas controladas.


2. Foi noticiado há dias. Logo após a vitória na Fase de Grupos da Champions, o Benfica pagou um milhão e meio de euros de prémios a jogadores e restante estrutura da equipa, conforme fora estabelecido. A notícia deveria ser normal mas, nos tempos que correm, não deixa de ser um sinal bem positivo...


3. Com agradável regularidade, equipas nossas das várias modalidades são homenageadas no intervalo dos jogos de Futebol na Luz. Infelizmente como continuamos (pelo menos aqueles que têm os seus Red Pass no piso 0 da bancada Meo) a não conseguir perceber nada do que é dito pela instalação sonora e essa falha de há alguns anos não será resolvida tão cedo, sugiro que as informações relativas às equipas homenageadas e aos troféus conquistados passem a ser dadas através dos painéis electrónicos, para que aplaudamos os nossos campeões.


4. O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, recebeu no Dubai um prémio pela sua carreira de dirigente. Conheço vários prémios deste tipo, dedicados a atletas, cujos regulamentos impedem que sejam atribuídos a quem tenha sido, ao longo da carreira, apanhado nas malhas do doping. É lamentável que um prémio seja entregue a um dirigente já condenado (na justiça desportiva) por tentativa de corrupção de árbitros. Para já não falar em todo um comportamento bem anti-desportivo ao longo de décadas..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

domingo, 8 de janeiro de 2012

Vitória recheada !!!



Leiria 0 - 4 Benfica



Liderança isolada, em jogo bem conseguido e com golos de elevada nota artística...!!!




PS: Ontem, na RTP Informação houve serviço público!!! (algo raro) A personagem disse muita coisa, não contou nenhum segredo, mas é raro alguém daquele 'meio' assumir publicamente o nível de imundice do Futebol Português e chamar os bois pelo nome!!! (...também não me interessa qual será a agenda escondida do dito cujo...!!!)

Em frente na Taça



Benfica 4 - 1 Venda Nova

Imparáveis



Sp. Caldas 0 - 3 Benfica

19-25, 19-25, 16-25

sábado, 7 de janeiro de 2012

Goleada

Benfica 13 - 4 Gulpilhares


O resultado engana, o Gulpilhares é uma equipa que joga 'aberto' e enquanto têm pernas atacam com perigo, e o hoje o Ricardo Silva acabou por ter demasiado trabalho, temos que melhorar os processos defensivos...

Triunfo 'jovem'!!!



Benfica 90 - 72 Barreirense

21-20, 21-12, 26-17, 22-23



Sem o Sérgio, sem o Ben e sem o Scott, o Benfica venceu sem dar hipóteses, contra uma equipa que tem surpreendido pela positiva em vários jogos... com vários jovens da formação a serem utilizados com boas indicações, coube ao Carlos Ferreirinho o destaque com vários triplos sendo o melhor marcador da partida (já o afirmei no passado: com a cabecinha no lugar, o Ferreirinho, poderá ser a referência do Benfica nos próximos anos...)!!!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Prémios 2011

"Prémio Cadeira de Rodas 2011

Para o autor da frase: 'Ele (André Villas Boas) não vai sair do Porto porque aqui está na cadeira dos seus sonhos'.



Prémio Onde Pará a Justiça?

'PJ investiga luvas de Pinto da Costa', dos jornais. 'O Ministério Público deduziu acusação contra cinco jogadores do FC Porto no âmbito do túnel da Luz', dos jornais. 'A Comissão Disciplinar da Liga instaurou um processo ao incêndio que deflagrou no topo norte do Estádio da Luz no final do derby do passado sábado', dos jornais.



Prémio Fair Play Financeiro

'Afinal, a contratação do brasileiro Danilo custou 17,8 milhões de euros e não 13 milhões como se afirmava no relatório do primeiro trimestre de 2011-12', dos jornais. 'O incumprimento salarial está a gerar indignação nos balneários do FCP de Hóquei em Patins, andebol e basquetebol e há atletas que tiveram de recorrer a empréstimos de colegas de plantel', dos jornais.



Prémio a Arbitragem Portuguesa é Tão Boa Como as Melhores

'No final do jogo com o Real Madrid, o treinador do Ajax, Frank de Boer, abordou logo o assunto: Os golos do Lyon foram rápidos e fáceis. Não se pode sofrer sete golos em meia hora. A UEFA deveria investigar', dos jornais.



Prémio Perdeste Uma Boa Ocasião de Estar Calado

Para a frase de Ruben Amorim: ' Fico feliz por Paulo Bento pensar de outra forma' (em relação a Jorge Jesus). Nota: Convocado para a selecção, o jogador não aqueceu nem para o duche.



Prémio Levados ao Colo dos Jornais

'Jeffren levanto voo... Izmailov volta com tudo... Izmaiolv, Jeffren e Matías ganham embalagem...' (Resultado do encontro: Sporting 0, Pinhalnovense 1).



Cacha Jornalística do Ano

'Jorge Jesus poderia levar para o Atlético de Madrid alguns jogadores do plantel das águias', dos jornais."



João Paulo Guerra, in O Benfica

Balanço para a Marinha Grande

"Em Guimarães, na terça-feira, o que mais me agradou foi o respeito que Jorge Jesus mostrou pela competição. Aquela equipa inicial, recheada dos melhores jogadores foi importante por três razões: primeiro porque permitiu ganhar um jogo decisivo para o apuramento, num grupo muito forte com V. Guimarães e Marítimo. Segundo porque deu um sinal claro que a Taça da Liga é troféu para tentar ganhar, o que sendo a terceira prova mais importante do calendário nacional é bom. Por fim porque permitiu dar minutos, ritmo a competição a jogadores que estavam sem jogos há 18 dias e têm que ganhar domingo na Marinha Grande.

Cardozo mostrou porque está na história do Benfica, golos e pormenores de muito nível auguram uma segunda metade da época em grande estilo.

Com uma primeira parte algo perra e uma segunda de nível, o Benfica ganhou balanço e moral para as dificuldades (muitas) de domingo.

Em semana de Sporting-FC Porto só uma vitória ao Leiria pode fazer deste um bom fim-de-semana para o Benfica.

O presidente portista deu uma boa entrevista esta semana na SIC, não seria justo se não o reconhecesse. No entanto, há uma diferença na forma como veio tentar angariar apoio dos adeptos para o treinador: normalmente o presidente portista respondia com uma renovação de contrato às críticas dos mais exigentes sócios, desta vez ficou-se pelo elogio e pela constatação dos méritos que Vítor Pereira tem. Pinto da Costa foi líder forte em socorro de treinador fragilizado.

Gostava de pegar numa ideia referida nessa entrevista e que também defendo: não compreendo como jogadores que ganham bem aceitam sair de clubes como o Benfica ou o FC Porto para irem lutar pela segunda metade da tabela classificativa noutras ligas.

O jogador verdadeiramente campeão quer títulos, não que apenas dinheiro. Embora no caso do Falcao, o FC Porto, quando o contratou, já sabia que ele só queria dinheiro...

..."


Sílvio Cervan, in A Bola

Exemplos

"O ano começou com uma boa notícia para o benfiquismo: Saviola renovou o contrato com o Benfica.

Independentemente da melhor ou pior forma que este argentino atravesse, a sua supina qualidade é inquestionável. O pior Saviola é melhor do que a esmagadora maioria dessa cinzenta mediania de caceteiros esforçados que se arrastam pela maioria dos nossos relvados. O melhor Saviola é arte e inteligência em campo. Com Saviola em campo, os colegas percebem que tudo se pode tornar mais fácil, que aquele espaço entre os defesas e o guarda-redes passa a ser uma probabilidade quando muitas vezes parece uma impossibilidade.

Saviola e Aimar são, por mais que custe a muitos dos teóricos do nosso futebol, os únicos futebolistas no futebol português que têm uma dimensão verdadeiramente mundial. E, para exemplo de muitos colegas de profissão que têm uma dimensão meramente mediana, demonstram publicamente uma humildade que apenas os engrandece. Saber que Saviola renovou é sinónimo de que os que são verdadeiramente grandes sabem estar ao serviço dos clubes ainda maiores.

Em sentido contrário, ficamos a saber que Ruben Amorim se sente incomodado no Benfica. Não conheço os motivos que levam a que um benfiquista que tudo teve para se vir a tornar um símbolo, um capitão, uma referência, aparentemente queira sair. Ainda assim, nós, adeptos, vamos sentindo e fazendo sentir na bancada que nos identificamos com aqueles que se identificam connosco e não com os que viram as costas ao Clube.

Ficam os exemplos e a certeza de que há quem saiba reconhecer o bem que tem e outros que insistem em não perceber que estão bem. Ficam os exemplos dos que ficam na memória e dos que caminham para o esquecimento."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Todos a votar no Manto Sagrado!!!!

Está a decorrer uma votação para a a camisola de futebol mais bonita do Mundo e como é óbvio está lá o nosso Manto Sagrado.

Já lá deixei o meu voto e estamos actualmente em 5.º lugar logo atrás, imaginem, as osgas submissas... Porra!!! Toca a votar em massa no Manto Sagrado ou vamos ficar atrás daquele escarro verde?


PARA VOTAR DIRIJAM-SE A ESTE LINK: http://listas.20minutos.es/lista/cual-es-la-camiseta-de-futbol-mas-linda-del-mundo-315596/

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Focados na vizinhança como sempre

"João Tomás é um senhor. Ao contrário de Elias, para quem foi Artur sozinho que ganhou ao Sporting, Tomás nem se lembrou de dizer que foi Boeck sozinho que empatou com o Rio Ave


FOSSE eu do Vitória de Guimarães, e amor pela cidade não me falta, e também seria bem capaz de defender veementemente a causa da expulsão do benfiquista Javi Garcia, neste último jogo entre os dois emblemas, a contar para a Taça da Liga, mesmo tendo de admitir que a queda de N'Diaye demorou um bocadinho de tempo a mais do que devia em função do momento da reclamada agressão.

A expulsão de Javi Garcia, à partida, seria uma boa coisa para o Vitória de Guimarães, a perder por 0-1 e com muito, muito tempo ainda para jogar. Se eu fosse do Vitória de Guimarães teria pensado assim, com certeza, e com toda a legitimidade própria de um adepto que se preze.

Há sempre exageros no raciocinar dos adeptos. E não só dos adeptos. Os comentadores da SIC que transmitiram o jogo não tiveram a menor dúvida de que Javi deveria ter sido expulso e não são do Vitória de Guimarães, presumivelmente. Os comentadores da SIC também não tiveram dúvida nenhuma que Maxi Pereira tinha carregado Toscano dentro da área do Benfica e só mudaram de opinião ao intervalo.

Na verdade, houve falta, sim senhores, mas foi fora da área, o que é uma coisa completamente diferente. E corrigiram a sua opinião os comentadores da SIC, estação que abriu o ano com uma grande entrevista a Pinto da Costa. E a entrevista foi ontem mesmo para o ar, 24 horas depois do Vitória de Guimarães-Benfica, 24 horas depois dos comentadores da SIC, à 16.ª repetição, terem finalmente concordado que não era lance para grande penalidade visto que a falta, que existiu, foi cometida fora da área.

Depois houve aquela grande penalidade que ficou por assinalar contra o Vitória, aos 58 minutos, quando N'Diaye derrubou Nolito dentro da área dos donos da casa. Se eu fosse do Vitória de Guimarães teria reagido como os comentadores da SIC.

Pronto, foi penalty, mas não se fala mais nisso.


DOMINGOS PACIÊNCIA é um treinador com provas dadas no futebol português. Num passado recente, a Académica e sobretudo, o Sporting de Braga cresceram com Domingos até níveis competitivos muito acima do suposto.

Presentemente é o Sporting quem beneficia das qualidades do treinador Paciência no seu trabalho de diligente construtor de uma equipa de futebol. Ninguém duvida que o problema do Sporting é falta de paciência e, assim sendo, está encontrado o treinador ideal com o nome a condizer e tudo.

A trabalhar, Domingos é inquestionável. Já a falar, o treinador peca nas metáforas e expõe-se a riscos desnecessários. Com esta última, a das papas Cerelac, deu o mote para todas as análises e comentários ao que vier a ser a produção da sua equipa até ao final da temporada.

Como ficou provado depois do empate de segunda-feira, em Vila do Conde, com os incontáveis títulos dos jornais versando o tema das papas, a liquidez das mesmas, a imaturidade do infante e por aí fora, sempre no campo da puericultura.

Querendo definir o estado da construção da sua equipa através de uma imagem que fosse facilmente apreendida por todos, desde a mais tenra idade, Domingos Paciência pôs-se a jeito para jocosidades sem fim.

E agora, resta-lhe compenetrar-se de que, ganhando ou perdendo o Sporting, este campeonato ficará para sempre marcado em Alvalade e arredores como o campeonato do Cerelac.

Também é verdade que podia ser pior.


É incrível o João Tomás. E continua a marcar golos ao Sporting. E a falar também não é tolo nenhum.

No fim do jogo da Taça da Liga, João Tomás não caiu em lamentos pelo empate sofrido nos derradeiros instantes, não apresentou queixas contra nenhuma entidade, não contestou o trabalho do árbitro por ter poupado o cartão vermelho a Polga ou por não ter poupado o cartão amarelo a 8 jogadores do Rio Ave.

Com humildade, João Tomás só se queixou de si próprio. «Foi pena não ter conseguido concretizar a outra oportunidade de golo de que dispus», limitou-se a dizer. Referia-se a um lance, ainda na primeira parte mas com o resultado já em 1-0 favorável aos donos da casa, em que lhe saiu torto um chapéu que poderia ter sido fatal para as aspirações dos visitantes na Taça da Liga.

O João Tomás é um senhor. Ao contrário das desculpas de Elias, para quem foi Artur sozinho que ganhou ao Sporting na Luz, João Tomás nem se lembrou de dizer que foi o Marcelo Boeck sozinho que empatou com o Rio Ave em Vila do Conde. E não estaria a dizer mentira nenhuma.


O jogo com o FC Porto «não é nenhum drama» para o Sporting. Quem o garante é Carlos Freitas, director do clube de Alvalade, para quem o clássico de sábado «não é mais importante do que a Académica ou o Feirense», diz Freitas sabendo do que fala.

Folga-se em saber que o Sporting arrepiou caminho nos dramas em redor dos clássicos. Fez bem. Aquele drama da gaiola a carburar antes, durante e depois do último clássico da Luz terá servido de lição.

E pronto, está visto. Com o Benfica houve drama, mas com o FC Porto não vai haver drama nenhum. Assim é que é bonito.


FOCADOS na vizinhança como sempre, não nos preocupámos em saber que impacto causou em Inglaterra a declaração de amor de José Mourinho ao futebol inglês. Também é verdade que o impacto causado em Madrid foi de tal monta que dificilmente haveria condições para olhar com a mesma atenção para lá do Canal da Mancha.

A possibilidade de deserção de Mourinho preocupou os adeptos do Real Madrid, como não poderia deixar de acontecer. Mas alguém se deu ao trabalho de saber se a possibilidade de Mourinho regressar a Inglaterra preocupou de alguma forma os grandes treinadores da Premier League?

Para Mourinho entrar, um deles tem de sair, não é verdade?

E há motivos para acreditar que o impacto da declaração de amor de José Mourinho ao futebol inglês foi bem mais forte em Inglaterra do que nas imediações do Estádio Santiago Bernabéu.

A coberto da velha e impecável fleuma britânica que a todos obriga, não se ouviram dislates nem remoques contra Mourinho de treinadores consagrados com posições apetecíveis como Sir Alex Fergunson, Arsene Wenger ou Roberto Mancini.

Nenhum deles abriu a boca. Mas, curiosamente, todos perderam os seus últimos jogos desde que Mourinho os ameaçou com o regresso.

São os nervos.


O Manchester United perdeu o seu jogo com o Blackburn por causa de um deslize fatal do seu guarda-redes, o espanhol De Gea. Também no jogo com o Benfica, em Old Trafford, o mesmo De Gea prestou grande colaboração no lance do golo de Aimar que haveria de empatar a partida.

É um facto que os adeptos do Manchester United não têm grande confiança nas capacidades do guarda-redes contratado ao Atlético de Madrid e que não foi barato. Um dia destes o Atlético de Madrid começa a ter má fama no mercado dos guarda-redes.

Roberto vendido ao Benfica, De Gea vendido ao Manchester United... onde é que uma coisa destas pode ir parar?


DEPOIS de uma época triunfal, o presidente do FC Porto recebeu uma consagração internacional. Rima e é verdade.

Numa cerimónia realizada no Dubai, rodeado de sheiks das Arábias, Pinto da Costa venceu na categoria de melhor dirigente do ano um Globe Soccer Award, troféu de prestígio que, no entanto, não lhe mitigará o desgosto de nunca ter visto os seus méritos devidamente homenageados em Portugal.

E mesmo este Globe Soccer Award, vindo do Dubai, não teve o impacto devido na sociedade portuguesa. O que se compreende porque tratando-se de um prémio dado por mouros, é sempre de desconfiar."


Leonor Pinhão, in A Bola

Objectivamente (Guiné)

"Numa época em que se tanto se fala de solidariedade, hoje não poderei deixar de salientar a digressão da equipa de Futebol Júnior do Benfica à Guiné Bissau, entre 18 e 23 de Dezembro.

Foi uma jornada magnífica, onde pouco se relevaram os resultados desportivos - uma derrota e uma vitória - mas, fundamentalmente, o estrondoso êxito social! Foi um convívio inesquecível com a presença de milhares de pessoas nas ruas e nas deslocações aos lugares previamente programados - Primeiro-ministro e diversos órgãos de soberania.

A viagem ao norte do Pais, cidade de Gabu, ficou na memória de todos, e os veteranos, Chalana e José Henrique, que já passaram por grandes momentos de exaltação benfiquista, disseram nunca ter visto coisa semelhante com mais de 19 mil pessoas(!) em duas longas filas, correndo a par do autocarro, só para tocarem nos ilustres convidados benfiquistas.

Outro ponto alto foi a visita a uma creche, com meninos carenciados, em Bissau, onde os nossos jovens futebolistas se perderam de paixão. Deram prendas, brincaram com as crianças e sentiram um carinho especial que quiseram repetir depois do seu ultimo compromisso desportivo na capital guineense.

Juntaram-se ainda à comitiva benfiquista os antigos ídolos, Reinaldo e Samuel. Como devem imaginar eles foram o centro das atenções muitas vezes durante esta visita. Que orgulho eles sentiram ao ver toda esta festa num país tão carente mas com tanto amor para dar!

O Benfica está no caminho certo e, no início do ano, irá passar por Cabo Verde e Angola, levando o emblema do Clube bem alto!

Em momentos como este é importante sabermos como deveremos viver com muita paixão certos momentos da nossa vida."

João Diogo, in O Benfica

Alarme

"O futebol italiano está a ser varrido por um novo tsunami. Depois do vendaval que o fustigou no Verão passado e que teve consequências funestas para oito jogadores, quatro treinadores, três dirigentes e 15 clubes, agora o que aí vem é um autêntico terramoto. Não só porque desta vez atinge em cheio o escalão principal e vários dos seus protagonistas mas também e, sobretudo, pelas proporções assustadoras que irá ter. O motivo é sempre o mesmo: resultados combinados e apostas clandestinas. Das 20 equipas da Série A só três (Juventus, Milan e Inter) não estão envolvidas no escândalo, enquanto os jogos sob suspeita são nada menos do que 20, alguns do campeonato ainda em curso. Tudo isto veio à tona porque Carlo Gervasoni, ex-defensor do Piacenza (já punido com cinco anos de suspensão na sentença do primeiro processo), apertado pelo juíz de investigação do tribunal de Cremona, despejou o saco. Do que não há dúvida, a fazer fé na opinião dos entendidos em direito do desporto, é de que ocorrerão irradiações e despromoções. Os próprios Buffon (que aposta, no mínimo, 200 mil euros/mês!), Cannavaro e Gattuso, viciados no jogo, não ficaram imunes a alguns salpicos da lama.

Para já, o caso está ainda no âmbito da justiça ordinária, que promete facultar à sua congénere desportiva o dossier com o resultado de todas as diligências efectuadas. Lá para o início da Primavera, o mais tardar, conheceremos as primeiras sanções e o alvoroço que irão provocar. O mais curioso é que o epicentro do ciclone está em Singapura e, pelos cálculos mais optimistas, haverá pelo menos 200 jogos sob suspeita, incluindo da Liga dos Campeões, disputados em países como Alemanha, França, Suíça, Hungria, Bósnia, Eslovénia, Croácia e, obviamente, Itália, que nestas coisas está sempre na primeira linha. Até na busca dos delinquentes."


Manuel Martins de Sá, in A Bola

Real politik

"Ficou célebre o comentário do professor universitário sobre a tese do aluno. Esclareceu o docente que a tese continha ideias boas e ideias originais – pena que as boas não fossem originais e que as originais não fossem boas… É deste episódio lapidar que me recordo sempre que assisto ao triste espectáculo das fúrias legislativas, de febres que atacam homens de bem que se transformam rapidamente em pistoleiros normativos, capazes de disparar em todas as direções. Estudam pouco e sabem menos, conseguindo aquele extraordinário tempero português que é colocar académicos e teóricos de um lado e agentes e técnicos do outro, como se não fossem todos indispensáveis. Depois, quando é preciso um álibi final, nomeia-se um grupo de trabalho que se limita a repetir os desejos do poder ou que tem o seu trabalho condenado ao lixo.

Infelizmente, esta epidemia ameaça chegar ao mundo do futebol. Soubemo-lo através de Jorge Jesus, que veio trazer a público um estudo ou uma proposta ou uma ideia ou lá o que é, com o objetivo de valorizar o jogador português. Tenho como bom o conceito de que o campeonato nacional só é competitivo, respeitado e suscetível de atenção externa, por causa das mais-valias internacionais que por aí andam e às quais se juntam os talentos portugueses, muitas vezes ávidos de emigrar, não para clubes de primeira linha mas para ordenados com que dificilmente podem sonhar (em média) por cá.

Haverá certamente formas de regulamentar a utilização dos homens da casa. Mas querer restringir a contratação de estrangeiros aos atletas internacionais parece apenas um assomo de arrogância, demonstrativo de que as palavras austeridade e contenção ainda nos não são familiares e capaz de confundir a nossa capacidade de contratação com a dos ingleses, o que é um desvario.

Jorge Jesus teve o cuidado de dizer que, por cá, somos também formadores de jogadores estrangeiros. Os exemplos a favor deste argumento são muitos. Mas basta pensar em Hulk, que só chega a internacional brasileiro graças ao crescimento e à exposição no FC Porto. Luisão e David Luiz são contabilidade positiva para o Benfica. Van Wolfswinkel precisou do Sporting para aparecer nas cogitações dos responsáveis holandeses para o Euro que aí vem. Mais: alguém duvida que gente como Belluschi, Javi Garcia, Nolito, Ínsua, Rinaudo traz mais perfume e mais combatividade ao futebol nacional?

Acredito muito mais no bom senso – e, já agora, na negativa ao alarmismo que faz do jogador português uma espécie em extinção, algo que é desmentido pelo bom comportamento das selecções – do que na regulamentação por iluminados. Espero que o tempo do “orgulhosamente sós” tenha passado de vez. E desejo que outras vozes se juntem à de Jorge Jesus, antes que se mate a galinha dos ovos de ouro."


Os protetores

"Uma manobra clássica dos ciclos políticos é a incursão legislativa nos meandros do futebol profissional, confundido com desporto apesar de há um século a canibalizar recursos e paixões dos portugueses pela coisa desportiva. Desde meados dos anos 80, embora sem nunca justificar um ministério, o frenesi partidário produziu contraditórias Leis de Base, interferiu no livre associativismo e, certamente pelas piores razões, nunca atinou com um rumo estável que permitisse o crescimento concertado da atividade, nem um paradigma de educação pelo desporto, ao contrário dos parceiros europeus.

Ainda agora terminou, com as sofridas eleições da FPF, o enquadramento à última lei orientadora, com impacto negativo em praticamente todas as outras federações que a ela só se sujeitaram pela dependência extrema das migalhas do OE, e já os novos governantes saem a terreiro com, não um, não dois, mas três estudos de mudanças estruturais, escorados na ambição partidária de realizar “obra”.

Pela mediatização e pelo interesse público as recomendações dos “grupos de trabalho” assestaram pontaria a temas fervilhantes e tão conclusivos como o sexo dos anjos. A profissionalização dos árbitros (de futebol, mas por que não dos outros?) é a senha de entrada no clube restrito dos que sempre dão mais um nó nos emaranhados regulamentares para assegurarem que tudo fica como acham que deve estar, sob controlo deles.

Regimes fiscais e de segurança social de exceção, totonegócio, sociedades anónimas para disfarçar as falências, por um lado, condicionamento dos arquétipos competitivos e do estatuto dos atletas, por outro, praticamente todos os modelos foram alvo de investidas de políticos espertos, incluindo no domínio da segurança e da indústria do espetáculo. Não raro, o rótulo de legislação “mais avançada” da Europa surgia no rodapé propagandístico das inovações, o que torna tudo mais difícil de entender quando, nos balanços, acabam por chegar sempre à conclusão de que as coisas ficam piores do que estavam.

É neste ponto que nos encontramos, no dealbar de mais uma transição rápida, agora pelo flanco da direita: liberal através da alienação das sociedades desportivas, populista pela profissionalização dos árbitros e com laivos de nacionalismo contra o “excesso de estrangeiros”. Para o quadro ser completo só faltaram um grupo de trabalho pela introdução das “novas” tecnologias da bola e outro pelo reconhecimento e legalização das apostas online.
Assustador é que, desta vez, surgem associados ao poder político os novos dirigentes do futebol, entusiasmados com a vontade de aumentar os campeonatos com mais emblemas falidos, porque acham que há muitos fins-de-semana sem futebol, e gulosos pela visão quimérica de inesgotáveis dinheiros da televisão. Sempre com um protecionismo benigno em pano de fundo, que teria, como derradeiro objetivo, a felicidade coletiva em torno de uma atividade transparente, equilibrada e justa, mas também promessa de uma seleção nacional melhor do que a melhor da história. Política sem vergonha."


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pela boca morre o peixe!!!



"Sapunaru: «Não devia ter agido daquela forma na Luz»
«caso do túnel»

Na longa entrevista ao jornal romeno “Prosport", Sapunaru abordou o caso do túnel, lembrando que o seu gesto caiu bem junto dos adeptos portistas, embora se mostre arrependido pelo que fez.

"É certo que os adeptos apreciaram, visto que ninguém me acusou de nada, mas eu sei que não devia ter reagido daquela forma. É um gesto que fica mal a qualquer atleta", refere."

Penso que com estas declarações ficou absolutamente claro o que se passou, se é que havia alguma dúvida. Lá se vai a teoria dos corruptos em que o Benfica ganhou o campeonato por causa do túnel. Afinal existiram as agressões e os castigos eram mais que justificados mas o CJ sempre amigo da corrupção assim não o entendeu.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

...e até podiam ter sido mais !!!

Guimarães 1 - 4 Benfica



Após a longa paragem natalícia, um regresso com o sal dos golos... mesmo com um início perro, obtivemos uma vitória indiscutível... que os comentários maliciosos feitos em directo (e no rescaldo...) não podem manchar: existem animais que só sabem marrar no vermelho, e já não têm cura!!!


Mais um reforço Olímpico, desta vez para a Canoagem

João Ribeiro, reforça o Benfica. Campeão Europeu em K4 1000m em 2011, e Vice-Campeão Europeu em K2 500m em sub-23, no ano de 2011. Objectivo Londres 2012...

Ricardinho

É oficial, Ricardinho vai ser jogador da equipa de Futsal, do Benfica, até final da época... a caminho do título.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mercado de inverno

"Nos últimos tempos, à medida que se aproximava a abertura do mercado de Inverno, jornais portugueses e estrangeiros - ou jornais portugueses citando jornais estrangeiros - 'apontavam' 29 jogadores como possíveis, prováveis, potenciais e iminentes contratações do Benfica. Estariam a caminho da Luz, ou em vias disso, um guarda-redes, um defesa-direito, seis centrais, deis defesas-esquerdos, dez médios e cinco avançados. Entre muitos outros, estariam 'apontados' ao Benfica, ou 'referenciados' pelo Clube, o consagrado ' Messi indonésio' e um 'potencial Fábio Coentrão'.

Porém, ao mesmo tempo que provocavam um congestionamento no balneário da Luz, com a chegada de um contingente de jogadores superior ao que já lá está a preparar-se para treinar e jogar - com muito bons resultados, aliás -, jornais portugueses e estrangeiros cuidavam de nos roubar algumas das mais cintilantes estrelas da companhia. E seria assim que poderiam estar de saída vários titulares, entre os quais, um guarda-redes, dois centrais, um médio defensivo, dois médios ofensivos, dois atacantes.

É assim todos os anos, porque nenhum outro Clube, como o Benfica, desperta tanta curiosidade e paixões. Mas, desta vez, alguns jornais excederam-se e davam como provável até mesmo a saída do próprio treinador que, saindo, levaria consigo parte do plantel.

Havia também o estranho caso de um atleta que saía do Benfica para um equipa de Manchester, sem nunca ter chegado a entrar na Luz nem assinar pelo SLB.

Habilidades. Bastaria um telefonema para confirmar ou desmentir, como mandam as regras do ofício, estas supostas 'notícias'. O problema é que o telefonema poderia estragar a cacha e lá sobravam mais uns quintais de papel. Manigâncias.

Que 2012 nos traga mais verdade. No Futebol como nas notícias."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Um mau ano

"1. O ano de 2011 não deixa saudades, visto no seu conjunto. A época futebolística de 2010/11 acabou muito mal, o mesmo acontecendo nas várias modalidades de Pavilhão, em algumas das quais o Benfica esteve muito bem até quase ao final. Tal como aconteceu, por exemplo, nas futebolísticas Liga Europa e Taça de Portugal. Na altura decisiva, falhámos. 'Salvou-se' o Atletismo, com o regresso ao título nacional absoluto e um completo domínio nos escalões jovens.
Já a parte final do ano tem sido excelente, no Futebol e na generalidade das modalidades, enchendo-nos de esperança relativamente a 2012. O trabalho que foi feito ao longo da última década só pode trazer sucesso para o Clube. Há 10 anos estávamos ainda a curar as feridas, estávamos ainda a recuperar do 'coma'. Agora, só poderemos estar optimistas. Mesmo que as esperadas vitórias não tenham aparecido ainda com a frequência espectável.
2. Na semana passada, Pinto da Costa falou de árbitros (e pode fazê-lo com toda a moralidade, não há dúvida...), Eduardo Barroso respondeu-lhe (aproxima-se o jogo de Alvalade...) e o Sporting estranhou que, face ao que disse o presidente do FC Porto relativamente a Duarte Gomes, os árbitros não tenham feito greve. Esquecem-se que os árbitros não fizeram greve aos jogos do Sporting devido aos protestos do clube face a algumas arbitragens no início da época, mas às desconfianças públicas que, através de alguns jornais, manifestaram relativamente a João Ferreira, antes de um jogo que seria por ele arbitrado. Como voltaram a fazer agora relativamente ao 'bandeirinha' José Cardinal que entretanto se 'indisponiblizou' para estar no jogo com o Marítimo...
3. O Sporting contratou um internacional de Canoagem. A que propósito refiro o facto no Jornal, perguntar-se-ão os leitores? Simplesmente porque é mais um exemplo das novas iniciativas do nosso rival, que continua a copiar o que de bom o Benfica tem feito nos últimos anos. Em tempos, arranjou patrocinadores para os vários sectores do seu estádio; agora, procura parceiros (nomeadamente a nível de gasolineiras) para arranjar novos sócios; realizou uma corrida pedestre; começou a contratar atletas candidatos a olímpicos em várias modalidades, só não lhe chamando Projecto Olímpico; tentou (pelos vistos sem êxito) lançar um canal de televisão, mas neste caso teve o azar de não haver um qualquer 'Lisboa canal' que lhe faça o jeito."

Arons de Carvalho, in O Benfica

O da Joana

"Passou quase despercebido, não foi capa de jornal nem deu direito a finas ironias, mas um dirigente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão, no intervalo de um jogo do seu clube, abordou o árbitro Artur Soares Dias. Este ter-se-á sentido de tal maneira incomodado com a peculiaridade da abordagem que, alegadamente, mandou um agente da PSP identificar o referido dirigente. Ou seja, a pedido de um árbitro, um dirigente do Sporting foi identificado por um polícia.

Este dirigente é o mesmo que recentemente, qual anão de saltos altos, se imaginou à altura do nosso Benfica e tentou, com declarações vergonhosas, achincalhar o nosso clube. O melhor que conseguiu foi “apenas” contribuir para que um grupelho de bandalhos arruaceiros incendiasse umas cadeiras da bancada onde haviam estado instalados para verem mais uma derrota do clube deles.

Ao ter conhecimento do comportamento do dito Cristóvão e da alegada identificação de que foi alvo, perguntei-me se algum dirigente do Sporting viria para a imprensa ameaçar Artur Soares Dias com uma gravação da referida conversa. O que se sabe é que a abordagem foi feita e que Artur Soares Dias não terá ficado nada agradado com a mesma. Felizmente para a saúde do árbitro não houve nenhum tropeção na escadaria de acesso aos balneários e pôde arbitrar a segunda parte do jogo…

Quanto ao senhor Cristóvão, já teve tempo e oportunidades de sobra para perceber que nem tudo é legítimo apenas porque um grupo de imbecis lhe legitima as atitudes com palmadinhas nas costas. Ou seja, já é tempo de o senhor Paulo Pereira Cristóvão perceber que, como diz o povo, “isto não é o da Joana”."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Boa notícia

Benfica exerce o direito de opção por mais uma época, com Javier Saviola. Além de todas as qualidades futebolísticas, um exemplo de comportamento para todos os colegas... um jogador que tem altos e baixos, mas que jogando ou ficando no banco, não amua, não discute com os seus superiores, nem entra em jogos de pressão na comunicação social...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Sempre com Eusébio

"Escrevo esta crónica num momento em que ainda se desconhece quando estará Eusébio em condições de abandonar o Hospital, já recuperado da pneumonia que lhe veio ensombrar o Natal e o da família. Sei apenas que a situação está controlada e irá ser superada com êxito. Já é uma boa notícia. Tudo o que afecta Eusébio não pode deixar os portugueses indiferentes, sejam ou não benfiquistas, porque o seu estatuto é o de mito. De um mito vivo que nos mobiliza e congrega. É por isso que Eusébio é embaixador vitalício da Selecção Nacional e, naturalmente, do Benfica. Quando o vemos na tribuna, nos jogos decisivos, sentimos que o nosso coração também está ali a bater e que a sua presença é uma constante fonte de inspiração para quem está em campo a lutar por um bom resultado. Eusébio é isso mesmo: um símbolo sempre presente de uma vontade colectiva. Como ele, em Portugal, depois de ter desaparecido Amália Rodrigues, a verdade é que não existe outro.

Eusébio tornou-se uma referência do Futebol mundial numa época em que tudo era muito diferente do que é hoje. O Futebol já era um espectáculo de raro poder de atracção, mas ainda não era a indústria poderosa que é actualmente, sobretudo por força da omnipresente cobertura mediática e da sua projecção à escala global.

Tendo sido grande entre os grandes na época em que se tornou ídolo internacional, Eusébio gozou da fama mas não da fortuna que hoje premeia as vedetas mundiais, designadamente porque a televisão ainda não era o que é agora. Também por isso, todos imaginamos o que seria Eusébio se jogasse hoje e não há mais de quatro décadas. Se esse exercício de ficção se pudesse materializar, ele estaria no topo ou sempre muito perto dele. Por isso se tornou herói e mito e todos nos afligimos quando a sua saúde claudica e momentaneamente o derrota. Mas Eusébio vai recuperar, porque, tal como acontece com países como Portugal, depois dos momentos sombrios e amargos, outros mais luminosos hão-de chegar."


José Jorge Letria, in O Benfica

Natal com Eusébio

"Telefonemas há que não gostamos de receber. 'O Eusébio foi internado', ouvi do outro lado da linha. Dois dias depois, as televisões deram a notícia com alvoroço, suscitando enorme alarme. Durante horas, os meus telefones não pararam de tocar. Amigo e biógrafo de Eusébio, por esse motivo reiteradamente solicitado, vi-me compelido a fazer as despesas de comunicação sobre o estado da maior referência da história do Benfica e do Futebol português.

Se dúvidas tivesse sobre a importância do grande Eusébio na vida nacional tê-las-ia dissipado naquele momento e nos dias subsequentes. A Comunicação Social, ávida de notícias, continuou a questionar-me amiúde, na expectativa de ouvir os meus comentários no rescaldo dos contactos que, dia a dia, fui estabelecendo com o meu ídolo da infância e da adolescência. Falar sobre o Eusébio às TV's, rádios, jornais, revistas e sites, a despeito da razão, foi algo que me gratificou.

Digo-o imodestamente. Digo-o, também, com a fortuna de saber que o problema foi debelado. Digo-o, ainda, com a convicção de saber que o trono do Futebol nacional continua e continuará ocupado na sua melhor expressão.

Para além de jornalistas, é irreproduzível, mercê da sua amplitude, a lista daqueles que me abordaram com o fito de se inteirarem do estado de saúde do Eusébio. António Simões, Manuel José, António Oliveira, Artur Jorge, Fernando Gomes, Manuel Fernandes, João Alves, Jaime Magalhães, Bernardino Pedroto, tantos e tantos mais. Também personalidades de outras áreas da sociedade, exemplos de Manuel Alegre, Paulo de Carvalho, Fernando Mendes, tantos e tantos mais.

Numa quadra específica, senti (ou será que aprendi?) que o Eusébio é mais importante para mim do que o Natal. Esta será, talvez, a homenagem que me faltava fazer-lhe."


João Malheiro, in O Benfica

O grande líder

"Estes dias de trégua servem para arrumarmos as despedidas, para pacificarmos as lembranças e para listarmos os desejos para o que aí vem. A mim, por exemplo, deu-me para recordar uma noite quente de junho de 2009 em que, com surpresa, vi o dirigente de um grande clube desportivo, homem tido como poderoso, sagaz, irónico e implacável, atravessar toda a sala de um restaurante – adequadamente chamado Líder –, da mesa em que jantava até à minha, estender-me a mão, sentar-se diante de mim e ficar à conversa comigo e com os meus (seletos) parceiros de circunstância.

O meu espanto era ainda mais compreensível quanto, nas semanas anteriores, tinha havido um bate-boca público entre mim e esse agente desportivo, hoje cada vez mais próximo do estatuto “vitalício”. Tivemos, de resto, um rápido diálogo a respeito desses “confrontos”. Começou ele: “O senhor chamou-me obtuso”. Respondi eu: “E o senhor, presidente, chamou-me obeso”. Rematou ele: “Não se preocupe. A maioria das pessoas que nos ouviu ou leu não sabe o que nenhuma delas quer dizer…”.

Julguei que o assunto estava encerrado e o machado de guerra enterrado. Afinal, tudo se passara na mesa do grande Líder, o restaurante, que, na circunstância, era a minha casa. Puro engano: no final do jogo FC Porto-Marítimo, o homem que até há pouco olhava para um árbitro e via um herói, quis crucificar Duarte Gomes (e não só), por causa de um penálti não assinalado sobre Belluschi. No seu estilo gongórico, pediu que as imagens desse lance e de outros presenciados pelo juiz em questão fossem exibidos para essa espécie terrível dos comentadores, em especial “o senhor obeso da RTP Informação” – eu. Acontece que eu, que me orgulho de não usar palas nos olhos, tinha acabado de dizer que Duarte Gomes deixara por marcar um penálti evidente. Mais: o senhor obtuso do Estádio do Dragão ainda voltaria a dirigir-se a mim, mencionando a imagem que usei relativamente a Vítor Pereira, que deveria ter-se apresentado aos sócios e adeptos do FC Porto “de corda ao pescoço” (as aspas já lá estavam) e assim assumir a responsabilidade pela queda dos campeões nacionais na Champions. Qual é a dúvida, se pararmos de vez com as hipocrisias? Houve ou não falhanço, para o qual contribuiu o demérito do técnico? A exigente massa associativa do FC Porto está com Pereira? E este ainda estaria na cadeira dos sonhos de outrem se não resultasse de uma aposta pessoal (de emergência, é certo) do presidente?

Quando fui informado, dias depois, do novo raid do senhor obtuso, lamentei que, num mundo em mudança, haja quem já nada aprende... Sei, isso sim, é que tenho saudades do querido Líder – o restaurante, claro. E aproveito para desejar Bom Ano a todos. Até a Jorge Nuno Pinto da Costa."


João Gobern, in Record


PS: A última frase era escusada, mas...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Acreditar num Maio Campeão

"Perguntei a um amigo que tal lhe corriam as festas e ele respondeu-me;

-Isto de estar 18 dias sem ver o Benfica não é fácil, de resto tudo bem.

A verdade é que o organismo de um benfiquista suporta melhor um exagero de rabanadas com muito queijo da serra que a ausência de jogos durante tanto tempo.

Bem sei que temos o 'Boxing Day' recheado e, ainda o inigualável 'Old Firm' para entreter, mas sem o Benfica não é a mesma coisa, falta adrenalina.

Regresso marcado para terça-feira, num jogo em Guimarães com o objectivo de defender um titulo que vencemos por três vezes consecutivas.

Gostava de ganhar pela quarta vez. O Benfica nunca ganhou uma prova nacional quatro vezes seguidas. Jesus e os seus rapazes podem continuar a acrescentar historia ao clube.

Será difícil, até porque o treinador do vitória é especialista em grandes Taças da Liga, no último ano levou o sensacional Paços de Ferreira à final de Coimbra.

O jogo de Guimarães não é para ganhar ritmo antes da deslocação a Leiria, é para ganhar o jogo e assumir mais um objectivo.

Entretanto o Manchester United, que muitos diziam ser fraco por não ter vencido um jogo ao Benfica e ter ficado apeado na Liga dos Campeões às mãos dos rapazes de Jorge Jesus, assumiu a liderança do campeonato Inglês. Incapazes de valorizar qualquer vitória do Benfica, os nossos detractores relativizam o valor dos nossos adversários. Resta-nos continuar a vencer e conseguir títulos.

Que 2012 seja um ano com muitas conquistas encarnadas e cheio de êxitos no futebol e nas modalidades de alta competição. Não podendo ganhar sempre e ganhar tudo, que se ganhe muitas vezes e em muitas modalidades a começar pelo futebol.

Há razões para acreditar que em Maio pode haver novamente um Benfica campeão."


Sílvio Cervan, in A Bola

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O melhor do ano? Futre, o desopilante da nação

"O aparato entre árbitros no activo, polícias no activo e polícias fora do activo, em Alvalade, no intervalo do Sporting - Marítimo, sugerem que, finalmente, o Sporting terá o seu guarda Abel


A personalidade do ano do futebol português não joga à bola desde 1998. Em Março de 2011, por outras artes e obra de um acaso feliz, redescobriu-se não o jogador que foi mas a personalidade que é.

Naquele que foi o melhor momento de stand-up comedy em Portugal, o sonho de qualquer humorista, bastou-lhe uma frase - «Se vier o melhor chinês, vai vir charters todas as semanas.» - para que Paulo Futre se transformasse, pela segunda vez na sua vida, num ídolo.

E um ídolo pelas melhores razões. Porque nos fez rir e porque, como grande artista e grande pessoa, assumiu a responsabilidade que logo lhe foi confiada por uma geração que, provavelmente, nunca o viu jogar futebol mas que o elegeu como o maior desopilante da nação e que o reclama de norte a sul do país.

Futre teve, como jogador, todas as honras da sua profissão. Foi campeão, foi uma grande estrela, foi uma fenómeno graças ao seu pé esquerdo.

Mas apenas um bom pé esquerdo não chegaria para conferir a Futre o seu estatuto actual. Futre dá conferências em universidades sobre a disciplina da motivação, Futre vai ao Pavilhão do Conhecimento falar sobre Física para explicar como o futebol e a ciência andam de mãos dadas. Futre tem uma legião de fãs para quem é absolutamente indiferente se Futre é do Sporting, do FC Porto, do Benfica, do Carcavelinhos ou do Mira-Coelhos Futebol Clube.

Futre é de todos.

Futre rocks. Montijo rules.

Bom ano a todos.


ELIAS é um bom jogador. Tem qualidade internacional que tem sido convenientemente aproveitada em Alvalade e não está nada arrependido de ter trocado o Atlético de Madrid, de grossas riscas vermelhas verticais pelo Sporting, de grossas riscas verdes horizontais.

Enfim, toldos de praia, dirão sempre maldosamente os rivais dos dois emblemas em equação.

Elias está contente com a vida, está à espera de um filho que vai nascer lisboeta, gosta da cidade, da comida, dos colegas, tudo lhe tem sabido bem nestes seus primeiros meses de experiência portuguesa.

Apenas com uma excepção. Elias ainda não digeriu a derrota do Sporting no Estádio da Luz e garante que «quem ganhou o derby não foi o Benfica, foi o Artur».

Elias refere-se, certamente, à extraordinário defesa com que o guarda-redes do Benfica o impediu de empatar a partida, já na segunda parte, até porque, de resto, Artur pouco ou mais nada teve que fazer durante o jogo.

Elias é bom jogador mas, com a devida consideração e respeito, não tem razão no seu desabafo. Compreende-se porque chegou agora mesmo ao futebol português.

Artur é excelente mas não foi só por causa do guarda-redes que o Benfica venceu pela sexta vez consecutiva o seu rival.

Enfim, como diz um amigo meu, João Gonçalves, benfiquista com certeza: «Olha-me bem para este Elias, então ainda ninguém lhe explicou que com o Quim, com o Moreira, com o Júlio César e até com o Roberto, tem sido sempre a mesma coisa.»


FOI já há mais de uma década que o Benfica teve o seu momento FC Porto. Foi quando, à míngua de sucessos, se entendeu que o melhor caminho para os ditos sucessivos era levar para a Luz o maior número possível de ex-jogadores ou de ex-funcionários do rival nortenho.

Foi, sem dúvida, uma grande parvoíce, um atraso de vida, uma enorme perda de tempo.

Por razões que são suas, o Sporting vive esse momento e já o vive há algum tempo. Por isso mesmo não causa grande espanto que os jornais insistam na possibilidade de Bruno Alves trocar o Zenit de São Petersburgo por Alvalade nesta abertura do mercado de Inverno.

O próprio pai do jogador já falou sobre o assunto e veria com bons o regresso do filho ao futebol português.

Bruno Alves no Sporting, na verdade, parece a coisa mais natural deste mundo. Nem sequer seria uma proeza política ou desportiva.

Menos natural, no entanto, seria o Sporting, sempre à imagem do FC Porto, cometer a proeza de ter, finalmente, o seu guarda Abel para todo o serviço.

E desse ponto de vista, as imagens e as notícias que deram conta do aparato entre árbitros no activo, polícias no activo e polícias fora do activo, à entrada do túnel de Alvalade, no intervalo do Sporting - Marítimo, sugerem que, finalmente, o Sporting terá o seu guarda Abel.

Na verdade, estava a fazer falta.


Tenho amigos portistas que, de repente, passaram a adorar o David Luíz pelas piores razões. Incansáveis detractores do central brasileiro quando jogava no Benfica, encontram-lhe agora nesses defeitos um rol de virtualidades.

É no que dá o fanatismo. Também no ano passado adoravam o André Villas Boas e agora...

-O vosso David Luíz está em grande!

-O vosso David Luíz anda-nos a vingar!

Mas que coisa tão estranha, ouvir isto de amigos portistas. Onde é que eles quererão chegar? Até que se fez luz:

-O vosso David Luíz anda a enterrar o André Villas Boas!

Ah, pronto, já percebi.

Referiam-se ao lapso do nosso David Luíz que, por ter chegado um bocadinho atrasado ao lance, permitiu que Dempsey assinasse o golo do empate do Fulham no jogo que o Chelsea empatou em casa e que o pôs a milhas da discussão do título de Inglaterra.

Nestas conversas de bola nada é por amor. É tudo por interesse.


DE férias no seu país, Kaká aproveitou a época festiva para dar ânimo ao seu colega de equipa Cristiano Ronaldo. Numa entrevista à revista brasileira Band Sport, Kaká disse preferir o português ao argentino porque «sendo diferentes, Ronaldo é muito mais completo, joga muito com a perna direita, joga muito com a perna esquerda e joga muito bem de cabeça», o que é verdade.

Ronaldo é mais completo mas Messi tem outras virtudes que o tornam num objecto ainda mais raro.

Qualquer jogador que se quiser comparar a Ronaldo tem de ter pé esquerdo, pé direito e cabeça. E alguns têm. Qualquer jogador que se quiser comparar a Messi tem de possuir virtudes mecânicas e poéticas, com um não-sei-quê de irreal e, por isso mesmo, virtudes de um modo geral inalcançáveis.

Por tudo isto, é dever de quem dá apreço à juventude saudar efusivamente a entrevista concedida por Ricardo Viegas, de 19 anos, que está a viver o seu primeiro ano como sénior do Belenenses e que sonha jogar no Barcelona.

«Tenho coisas parecidas com Messi», diz o jovem Viegas, exemplo de alguém que acredita em si próprio.

Se Ricardo Viegas falhar como novo Messi pode sempre vir a ser um excelente diplomata de carreira. Vejam como o miúdo foi cuidadoso para não ofender (com a sua comparação com Messi) o seu compatriota Cristiano Ronaldo (sempre muito susceptível quando há comparações com Messi):

«Gosto muito do Ronaldo, mas identifico-me mais com o argentino a jogar», acrescentou com grande tacto.

Força Ricardo Viegas!


ALGUÉM se deve ter distraído destes pormenores importantíssimos do panorama geográfico e político do futebol português. E, por isso mesmo, este ano termina com uma agradável e surpreendente demonstração de força competitiva dos clubes de Lisboa nas divisões secundárias.

Na Liga Orangina, o Estoril e o Atlético ocupam os dois primeiros lugares da tabela e na Zona Sul da 2.ª Divisão é o Oriental quem lidera com dois pontos de vantagem sobre o Pinhalnovense e o Torreense.

Será da crise? Será para continuar?

Ficam as respostas em suspenso até ao final da Primavera, quando tudo se decide e aí se verá que promessas que foram cumpridas e que promessas não passaram disso mesmo, de promessas vãs sem sustentação válida.

Para esta abertura do mercado de Inverno, fica a curiosidade de sabermos se o Benfica e o Sporting, os maiores da capital, decidem apostar no sucesso dos seus vizinhos mais pequeninos presenteando-os, por exemplo, com excedentários dos seus valiosos plantéis.

Ou se, pelo contrário, não estão minimamente focados nestas questões do panorama geográfico e político do futebol português.

E, se assim foi, é caso para se dizer que também eles andam distraídos, o que é uma pena.


JOSÉ MOURINHO disse que irá voltar ao futebol inglês que é a sua grande paixão e Fábio Coentrão disse que um dia regressará ao Benfica que é a sua grande paixão.

Disseram, está dito."


Leonor Pinhão, in A Bola

Tróicas 2011

"Na despedida de cada ano, é um clássico eleger o melhor, o pior ou outra qualquer coisa de uma qualquer actividade ou ocupação.

Não quero fugir a essa regra. Mas, adaptando-me aos condicionalismos em que vivemos, opto pelas tróicas em vez das individualidades. Não das tróicas de distintos credores, mas dos trios que, em competição, melhor exprimem o seu ofício futebolístico em consonância com a etimologia da palavra russa troika que - recorde-se - começou por significar um carro ou um trenó conduzido por três cavalos alinhados lado a lado.

Nesta coluna, e tendo em conta todo o ano e não apenas a presente época, espaço para alguns desses pódios com a inevitável subjectividade e a finitude, da memória:

A nível mundial:

Campeonatos - Inglaterra, Espanha, Alemanha. Equipas - Barcelona, Real Madrid, Bayern. Jogadores - Messi, Ronaldo, Van Persie. Guarda-redes - Casillas, Stekelenburg, Neuer. Defesas - Dani Alves, Piqué, Coentrão. Médios - Xavi, Iniesta, Sneijder. Atacantes - Messi, Ronaldo, Van Persie. Treinadores - Guardiola, Mourinho, Del Bosque.

A nível das competições nacionais:

Equipa - Porto, Benfica, Braga. Jogadores - Hulk, Aimar, Falcao. Jogadores (fora dos grandes) - Moisés, Peiser, Babá. Guarda-redes - Artur, Helton, Rui Patrício. Defesas - Coentrão, Álvaro Pereira, Luisão. Médios - Aimar, Moutinho, Rinaudo. Atacantes - Hulk, Falcao, Saviola. Treinadores - Villas Boas, Jorge Jesus, Domingos.

E quanto ao meu clube:

Jogadores - Aimar, Coentrão, Gaitán. Aquisições - Artur, Garay, Witsel. Revelações - Nolito, Rodrigo, Nélson Oliveira. Decepções - Roberto, Capdevila, Sidnei. Expectativas - David Simão, Melagrejo, Mika. Saudades - Coentrão, Ramires, Di Maria."


Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Expectativas 2012

"Fechado que está 2011, importa olhar para 2012, e para aquilo que dele podemos esperar.

Como o presidente Luís Filipe Vieira muito bem diz, 2012 será um ano-chave para o Benfica. Nos próximos doze meses serão fechados alguns dos mais importantes dossiers que estão sobre a mesa, e é provável que daqui por um ano estejamos num quadro contextual bastante distinto do de hoje, designadamente no que respeita à composição das nossas receitas. É no cruzamento entre a consumação de negócios absolutamente vitais, e a evolução da crise económica - que nos transcende, mas que também nos afecta -, que se escreverá o futuro próximo do Benfica. É também nesse campo, o financeiro, que se joga a dimensão das nossas ambições para os anos vindouros. Um grande Clube europeu, crescendo no sentido de se aproximar dos principais colossos do 'Velho Continente', e de se reencontrar com o seu passado glorioso, é aquilo que queremos. É nesse comboio que viajamos, e não nos iremos certamente deixar apear.

No plano estritamente desportivo, o grande objectivo de 2012 será a reconquista do título nacional. Afastados da Taça de Portugal; com uma Taça da Liga de prestígio ainda insípido; com legítimos sonhos, mas poucas possibilidades concretas de ir até ao fim na luxuosa Champions o Campeonato é, e será, o critério principal, para não dizer único, de sucesso ou insucesso na temporada que corre. Se formos Campeões Nacionais, 2012 será, seguramente, um excelente ano de benfiquismo. Se não formos, muito dificilmente escaparemos à angústia de uma época perdida. É um desafio de tudo ou nada que deveremos saber assumir, com responsabilidades, e com a confiança e a autoridade de quem trabalha nos limites.

Na Europa temos história, temos nome, e também temos esperança. Mas não creio que possamos exigir demasiado de uma prova onde está a nata do Futebol mundial. Chegar aos quartos-de-final é o objectivo realista que podemos hoje colocar. O resto se verá, sendo que o pássaro doméstico jamais poderá ser largado da mão."


Luís Fialho, in O Benfica

Um óptimo fim-de-semana

"1. Foi, finalmente, uma vitória com alta nota artística e, no dia seguinte, enfim, a notícia por que todos há vários meses aguardávamos: a renovação do 'nosso' Maxi.

Na sexta-feira, apanhámos um pequeno susto, mas a equipa reagiu bem e resolveu a questão em breves minutos, deixando-nos a todos descansados e prontos para esperar pelos resultados dos nossos rivais nos dias a seguir. Há muito que não tínhamos um fim-de-semana tão descansado. Sexta-feira, Nolito estava endiabrado e as coisas saíram-nos bem (finalmente!) no capítulo da finalização. Começamos felizes as férias (futebolísticas) do Natal, esperando por boas novidades no reatamento, no início de Janeiro...

Logo no dia seguinte, uma boa notícia: Maxi Pereira renovara. Ele não é dos nossos melhores jogadores em termos técnicos, mas dá gosto vê-lo jogar, sempre 'prego a fundo', atrás e à frente, com uma entrega inigualável. Um verdadeiro jogador 'à Benfica'. Há muito que se falava na renovação, o jogador sempre disse que queria continuar mas não nos saía da ideia o facto de o seu empresário ser o mesmo do de Cristian Rodriguez, que nos trocou pelo FC Porto (e ainda bem, dizemo-lo agora!). Empresário cá, empresário lá, negociações agora e mais logo, o certo é que os meses passavam e não havia fumo branco. Até que, finalmente, o nosso presidente deu a boa nova na inauguração das novas instalações da nossa Casa de Évora. O Maxi continuará a ser nosso e/ou me engano muito, ou por cá ficará até final da carreira. Foi a segunda alegria do fim-de-semana.

2. Os sportinguistas festejaram na semana passada os 25 anos sobre o seu célebre triunfo, por 7-1 frente ao Benfica. Sinceramente: não me importava nada de os ver novamente felizes com outro 7-1 na 2.ª volta deste Campeonato. Com uma condição: a classificação final ser a mesma de há 25 anos: Benfica Campeão, Sporting em 4.º...

3. Eduardo Barroso, presidente da Assembleia Geral do Sporting, contou, na sua crónica semanal n'A Bola, que esteve em Madrid, a assistir ao Real-Barcelona. Espero que tenha visto a rede (ou caixa) de protecção onde estiveram (bem comportados) os milhares de adeptos do Barcelona. Tudo normal, sem lamentações (dos responsáveis) nem incêndios (dos adeptos)..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Em alta com Nolito

"Num momento em que tudo está previsto, revisto e concretizado em baixa, o Benfica termina o ano de 2011 em alta, com um resultado robusto (adjectivo que o poder político pôs na moda) e sobretudo com uma imagem de vitalidade e confiança de um percurso de ouro em 2012, dentro e fora de portas.

Depois de um golo enervante e em contra-ciclo, o Benfica conseguiu uma recuperação notável e partiu para uma exibição criativa, pujante e concretizadora.

Foi uma noite em grande, daquelas que enchem os olhos e a alma aos benfiquistas, e não só.

Do jogo e da fase actual do Benfica, que já tem o Zenit de São Petersburgo na agenda, muito se pode dizer. Mas o cronista, com toda a subjectividade que existe no acto de falar do que gosta da forma que mais lhe apraz, sente-se inclinado a falar de Nolito, com dois golos no activo neste jogo e sempre com a promessa de, cada vez que entra em campo, dar o melhor de si para que o Benfica seja ainda melhor.

Manuel, Manolo, Manolito, Nolito.

Assim se transforma um nome comum em Espanha e também em Portugal num diminutivo que fica no ouvido e que pode fazer história, pelo menos nesta temporada. O rapaz, com a sua figura inconfundível, com a sua obstinação, com o seu invejável domínio de bola e com a sua fixação na baliza, pertence ao número das pessoas que, vistas de perto ou de longe, não deixam dúvidas quanto à paixão que põem naquilo que fazem. Essa 'garra' e essa 'raça' é muito espanhola, muito latina, muito deste sul da Europa que a Europa rica tanto gosta de amesquinhar, assacando-lhe as culpas de todas as dívidas e de todas as crises. O pior é que depois têm de rumar a Sul para se lembrarem de que há na vida coisas boas e únicas que o Norte nunca lhes dará, por mais poder e riqueza que possuam.

Nolito entra e leva consigo a equipa inteira, coesa, criativa e competente, rumo às redes do adversário. São jogadores como este que fazem a diferença, que enriquecem o espectáculo e fortalecem a confiança de quem nunca desiste de acreditar na vitória."


José Jorge Letria, in O Benfica

Norte vermelho

"Criado e crescido em Vila do Conde, natural só poderia ser a minha grande afeição ao Rio Ave, o emblema desportivo mais representativo daquela cidade nortenha. Foram muitos anos de ligação sentimental e física ao clube, que sempre coloquei, de forma indestronável, no segundo patamar das minhas preferências, logo a seguir ao nosso Benfica.

Por imperativos familiares, na última ronda da Liga, não estive na Luz a presenciar o despique entre o Benfica e o Rio Ave. Acompanhei o jogo pela TV, justamente em Vila do Conde, no restaurante de um amigo portista. O Benfica ganhou. Ganhou bem, ganhou categoricamente. Ganhou ainda melhor, porque o Rio Ave se bateu sem complexos e com galhardia.

Qual era a atmosfera no local onde assisti ao jogo? De predominância benfiquista, mesmo tratando-se da cidade que sedia o antagonista da equipa 'encarnada'. Eram mais benfiquistas do que simpatizantes do Rio Ave. Eram mais benfiquistas do que simpatizantes de outras cores. Eram mais benfiquistas do que todos os outros juntos.

No dia seguinte, por mero acaso, ainda encontrei-me com o presidente do Rio Ave. Conversámos uns minutos e registei uma frase de grande significado, proferida pelo meu interlocutor: 'É sempre com o Benfica que o Rio Ave consegue, em casa, as suas melhores receitas, a grande distância do Sporting e do FC Porto'. Mesmo sabendo-se que Vila do Conde dista somente vinte quilómetros da capital nortenha.

Qual é, afinal, o maior clube do Norte? Custe a quem custar, a reposta é inevitável e merece ser escrita de forma maiúscula.

O BENFICA É O MAIOR CLUBE DO NORTE."


João Malheiro, in O Benfica

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz e Glorioso Natal



O vídeo está um pouco 'atrasado', mas vale a pena...!!! Um Natal de 'sonho' para todos os Gloriosos, principalmente para os fiéis e indefectíveis seguidores do blog!!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Quero voltar a Valença do Douro

"Se dúvidas houvessem de que estamos na época de Natal bastava ver que na televisão já passou o filme Sozinho em Casa e que o Sporting ficou longe do título. É quase tão tradicional como o bacalhau na ceia de dia 24.

O Benfica goleou, por 5-1, o Rio Ave num jogo mais difícil do que aquilo que parece pelo resultado.

O jogo será lembrado pelo passe de Aimar para o terceiro golo, um poema, uma obra de arte.

Este campeonato será ganho com 76/78 pontos, quem perder pontos em jogos proibidos dirá adeus ao título.

A verdade é que o FC Porto, mesmo sem jogar bem, apenas perdeu 6 pontos, 3 empates em 13 jogos, o que significa que se começar a jogar melhor não irá perder muitos mais.

O Benfica tem o mesmo desempenho que o FC Porto, embora tenha realizado saídas teoricamente mais difíceis.

Temos de continuar com esta regularidade para conquistar o 33.º título nacional. Será um campeonato decidido nos detalhes. Um deslize poderá ser fatal e Jorge Jesus está atento.

No último domingo participei numa bonita homenagem a Luís Martins, na sua terra natal, Valença do Douro.

Aos 19 anos, o jovem talento do Benfica te tudo para ser feliz e fazer feliz as boas gentes da sua terra.

Prometi que se o Benfica fosse campeão lá voltava para festejar o título no Bar 36 (número da camisola do Luís) com o pai António.

Vejam lá se fazem a vossa parte para eu cumprir a minha promessa. Quero voltar a Valença do Douro, passou a ser um desejo de ano novo. Esperemos as melhoras de Eusébio, que não passe de um susto e volte a sentar-se ao nosso lado nos jogos de Benfica e Selecção. Vi ao lado dele o último, contra os romenos do Otelul, e testemunhei que sofre a valer.

Boas rabanadas, bom bacalhau e um Santo Natal a todos os leitores de A BOLA, antes que a troika nos tribute este hábito."


Sílvio Cervan, in A Bola

Boas Festas

"Nesta quadra festiva que, apesar de todas as dificuldades que o País atravessa, deve ser vivida em total harmonia e solidariedade com os outros, cumpre-me desejar a todos os benfiquistas, e em especial aos nossos leitores, votos de um Feliz Natal e um ano novo cheio de saúde, esperança e, se possível, recheado de sucessos desportivos.

Estamos prestes a iniciar um novo ano e uma nova caminhada desportiva. O Benfica vê-se envolvido em três frentes importantes, duas de cariz nacional e uma outra que, como todos sabemos, é a Prova Rainha do Futebol Europeu, a Liga dos Campeões.

Relativamente aos dois objectivos nacionais o nosso Clube tem legitimas aspirações a vencer ambos. Por tradição a Taça da Liga costuma sorrir às cores encarnadas. O Benfica tem um especial carinho por este troféu que conquistou por três vezes consecutivas.

Quanto ao Campeonato Nacional, as semanas que se aproximam são absolutamente fundamentais. É muito importante que nos próximos jogos consigamos descolar definitivamente do FC Porto de modo a poder ganhar uma margem pontual na tabela classificativa que nos permita respirar melhor, com confiança redobrada e deixar a pressão para os nossos adversários. Porque como diz o ditado, 'candeia que vai à frente alumia duas vezes'. Estou em crer que o Benfica sairá reforçado destas mini-férias.

Jogadores essenciais para a estabilidade do grupo vão recuperar das suas lesões e o descanso para outros será providencial. Jesus saberá voltar a reunir as 'tropas' e motivá-las a ultrapassar novos obstáculos e novas dificuldades. Mas não podemos falhar nos próximos 3 ou 4 jogos pois serão eles que nos manterão a chama acesa, a chama da nossa imensa alegria que será voltar a ver o nosso Benfica Campeão de Portugal. Por fim, resta-nos a 'Champions'. Também aqui acredito que saberemos ultrapassar os russos. Bons a defender, perigosos no contra ataque, com Danny sempre em destaque, o Zenit constituirá osso duro de roer."


Luís Lemos, in O Benfica

Futebol de rua

"Noite de sexta-feira, Estádio da Luz, durante a partida Benfica-Rio Ave, minuto 36. Nolito recebe a bola, caminha para a área – passa a bola, penso eu. Ultrapassa o primeiro adversário, caminha para a linha de fundo – passa a bola, penso eu. Enfia-se literalmente na linha de fundo, passa o segundo adversário, fica sem ângulo para marcar, aparentemente perde a noção do tempo e do espaço. Dali é impossível marcar, a física e a geometria provam-no – passa a bola, grito eu da bancada. Golo. Todo Estádio festeja o golo e a decisão do Nolito de não ter passado a bola. Nolito enfiara-se numa cabine telefónica, fintou dois defesas, iludiu o guarda-redes, e saiu pela porta.

Festejava-se o futebol irreverente, o futebol de rua, o futebol em que o puto malandro se entretém a provar que isso dos impossíveis é preocupação de adultos cinzentos com medo da ousadia. O Nolito é essencialmente isto: o miúdo feito homem que se diverte no mundo profissional com a mesma ‘reguilice’ com que um puto enfrenta a baliza demarcada por duas mochilas da escola. Para trás ficam os aborrecimentos de quem pensa o futebol parametrizado em “basculações”, “transições ofensivas e defensivas” e “movimentos de rotura”. Ali, em Nolito, o futebol é um espaço que existe em função da localização da baliza. O tempo mede-se em adversários que têm de ser ultrapassados até chegar à baliza. O modo vive-se pelo gozo do momento. O resto são meros aborrecimentos de gente grande que se esqueceu de que a génese do futebol é a rua.

Feito o golo e festejado o momento, levanta-se a questão: como conciliar a irreverência do futebol de rua com as obrigações do futebol profissional? Haverá lugar para ‘Garrinchas’ no futebol actual? Verdadeiramente preocupante é tentar perceber que futebol é este em que se questiona se há nele lugar para os que acreditam que se podem marcar golos impossíveis."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica